1.
Introdução
O presente trabalho fala da Influência das Línguas nacionais moçambicanas nas Variações
Linguísticas do Português, área muito bem debatida na sociolinguística enquanto estudo de
conexão existente entre a língua e a sociedade.
A criança em seus primeiros anos de vida aprende primeiro a falar, pois esta é uma das formas de
comunicação que possibilitará sua socialização com todos os que a rodeiam, e que são agentes de
socialização das crianças, transmitindo valores úteis à sociedade.
O desenvolvimento do trabalho aborda variações linguísticas como produto exclusivo da sociedade
e aponta a descrição de alguns tipos de variações linguísticas, fazendo menção a exemplos no
contexto das línguas moçambicanas.
O estatuto que a Língua Portuguesa desempenha em Moçambique, neste caso, que é de língua
oficial e de escolarização ou veicular de conhecimentos. Este factor, por sí só, constitui motivo
dos nossos debates reflexivos neste trabalho, tendo em conta aquilo que caracteriza a diversidade
linguística no país.
Desta feita, o presente trabalho apresenta uma breve introdução, objectivos, quadro teórico,
conclusão, sugestões e por fim, as referências utilizadas para sua materialização.
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Discutir a influência das línguas nacionais moçambicanas na variação linguística do Português
enquanto língua oficial
1.1.2. Específicos
Explicar a influência das línguas nacionais moçambicanas na variação linguística do Português;
Propor estratégias atinentes à minimização da interferência versus influência línguas nacionais
moçambicanas na variação linguística do Português enquanto língua oficial.
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2. Quadro Teórico
2.1. Sociolinguística
“A sociolinguística é uma área de estudo e investigação do fenómeno linguístico em seu contexto
social e cultural, em situações reais de uso dentro da comunidade linguística”.
(Reis,[Link],& ,Barbosa, 2011, p 2).
Araújo define Sociolinguística como sendo área que estuda as conexões entre a linguagem e
sociedade e o modo como usamos a linguagem em diferentes situações sociais. Ela geralmente
reflecte a realidade do discurso humano e mostra como um dialecto pode descrever a idade, o sexo,
e a classe social do falante, sendo uma codificação da função social da linguagem”.
Desta feita, a sociolinguística estuda a ligação existentes entre a linguagem e a sociedade,
analisando em várias dimensões, pois a língua é propriedade exclusiva da comunidade e não dos
indivíduos de forma individual.
Segundo o mesmo autor, “Língua e sociedade estão ligadas entre si de maneira inquestionável.
Portanto, é nossa compreensão que a língua tem papel fundamental nas relações humanas, pois,
durante toda a vida, o ser humano está cercado pelos signos linguísticos, e, desde o nascimento,
passa por processos de aprendizagem a fim de que haja uma comunicação com a sociedade em
que vive.
É através da língua que ocorre a interacção, convívio entre indivíduo e sociedade em que vive,
permitindo desse modo uma comunicação saudável e necessária.
Assim fica claro que não há sociedade sem língua e esta premissa leva nos desaguar na ideia de
que todas as comunidades têm a necessidade de comunicar, em diferentes contextos, facto este que
faz com que a sociedade seja patrono da linguagem.
2.2. Influência das Língua moçambicanas na variação linguística do Português europeu
Variações linguísticas são as possibilidades que a língua, dinâmica e versátil como é, apresenta,
para a expressão comunicativa de grupos sociais definidos em função de aspectos regionais,
sociais, históricos, profissionais.
Segundo Tarallo, 1997, citado por (Araújo s/d, p.5) “Em todas comunidades de fala são frequentes
as formas linguísticas em variação. A essas formas em variação dá-se o nome de variantes ou
variantes linguísticas que são as diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo
contexto e com o mesmo valor de verdade”.
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Desta análise, podemos inferir que o conjunto de variantes linguísticas, atribui-se o nome de
variável linguística.
De acordo com Araujo (S/d, p. 8), a variação linguística constituí a herança sócio-cultural, sendo
porém, a seiva que mantém a língua viva e de que é impossível impedí-la, por mais que tente à
fossilização da língua, ditando regras a serem seguidas. A variação linguística é, nesta abordagem,
um retrato da vivência social dos indivíduos e a sua comunicação depende do meio em que ela
vive, tornando a linguagem como centro da evolução humana”.
Quanto à Variedade linguística demonstra como uma língua é sensível a factores como região
geográfica, o sexo, a idade, a classe social dos falantes e o grau de formalidade do contexto. Assim,
é impossível que todos usemos a língua da mesma forma, já que cada um apresenta uma
característica social específica (Araújo, S/d,p 8).
Segundo Marcuschi (2007,), citado por Santana e Neves (2015:6), a oralidade enquanto prática
social é inerente ao ser humano e não será substituída por nenhuma outra tecnologia, já que a
língua é e sempre será a abertura à razão, à identidade social, cultural, regional, grupal dos sujeitos,
pois a língua é socialmente desenvolvida e moldada.
Cagliari (2007), citado por Santana e Neves, (2015, p.16) “para o aluno, o respeito às variedades
linguísticas muitas vezes significa a compreensão do seu mundo e dos outros. Um aluno na escola
não pode chegar à conclusão de que os seus pais são “burros” porque falam errado, e nem pode
achar que as pessoas de sua comunidade são incapazes porque falam errado ou não têm valor
porque falam errado, ao passo que a cultura só está com quem fala o dialecto padrão, que a lógica
do raciocínio só pode ser expressa nessa variedade linguística, que o bom, belo e perfeito só pode
ser expresso através das “palavras bonitas” do dialecto-padrão”.
O domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para a participação social efectiva, pois é por
meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista,
partilha ou constrói visões de mundo e produz conhecimento.
Por isso, é claramente fundamental que, ao ensinar as crianças, a escola tenha a responsabilidade
de garantir a todos os seus alunos no acesso ao saberes linguísticos necessários para o exercício da
cidadania, direito inalienável de todos os cidadãos.
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2.3. Tipos de variações linguísticas
Para falar melhor dos tipos de variação linguística iremo-nos apoiar de Murrie, (2004) que
classifica as variações linguísticas em:
2.3.1. Estilística
Não há falantes/escritor que fale/escreva da mesma forma. Inicialmente, temos, um estilo próprio
que expressa nosso ponto de vista sobre o mundo e a sociedade; ele é a bagagem que acumulamos
com nossas experiências pessoais e únicas. Essas experiências se manifestam no nosso vestuário,
andar, comportamentos e, lógico, na nossa fala e escrita. São nossas escolhas pessoais da estrutura
geral da língua: a gramática.
A gramática é entendida aqui como um conjunto de regras, uma determinada combinação de
elementos que se articulam em um sistema comum a todos os falantes.
2.3.2. Sociocultural
As diferenças linguísticas na dimensão social ocorrem em função de as pessoas pertencerem a
classes ou grupos sociais distintos. O meio em que vivem os falantes – o ambiente familiar bem
como o grupo social - é caracterizado por normas de conduta e padrões culturais e linguísticos
próprios a cada comunidade. Daí a semelhança entre as formas de expressão de falantes de um
mesmo grupo.
Variação sociocultural relaciona-se a um conjunto de factores que têm a ver com a identidade dos
falantes e também com a organização sociocultural da comunidade de fala
Extremamente interligada à variação estilística está à variação social cultural.
Destacam-se os usos diferentes por faixa etária, principalmente os das crianças, dos jovens (a gíria)
e dos idosos (esses com termos e formas que vão caindo em desuso).
Os jovens em busca de sua identidade, costumam criar formas próprias de expressão,
transformando o significado dos termos ou criando uma sintaxe própria. Por exemplo: o cota saiu,
ao invés de dizer que o papá saiu.
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2.3.3. Geográfica
Segundo Martinho e Val, (2007, p 23), “As variedades geográficas, regionais ou territoriais
ocorrem em função da existência de comunidades linguísticas geograficamente limitadas no
interior de uma comunidade mais extensa, a nação.
Falantes de uma determinada região constituem uma comunidade linguística, que se manifesta e
se comporta linguisticamente de forma homogênea, em função do desenvolvimento de um
comportamento cultural próprio, distinto do de outras comunidades.
A linguagem comum a esses falantes contribui para a identificação e a distinção de sua
comunidade. Os limites geográficos de uma comunidade, no entanto, não são necessariamente
coincidentes com os limites políticos de um estado ou de uma região.
As pessoas das diferentes regiões em que se fala a mesma língua apresentam variação no uso dessa
língua, variação que pode ser relativa à forma de pronunciar os sons, ao uso característico do
vocabulário ou à forma de construir as estruturas sintáticas.
Além da mudança de língua de uma região para outra do planeta, temos as variações dentro de um
mesmo país que fala uma mesma língua.
Essas variações também são denominadas regionalismo, dialetos ou falares locais.
Essas diferenças se mostram mais claramente na pronúncia das palavras, nas construções
sintácticas, nos significados de determinadas expressões e no léxico. A pronúncia é claramente
identificada pelos falantes.
Por exemplo a língua cicopi apresenta variações geográficas, na pronúncia como na escrita, na
Vilade de Quissico comida diz se “Ndiwu” e no Posto Administrativo de Chissibuca, a sul da
mesma vila, diz se “mdiwu.”
A variação geográfica representa factos sociais de uma determinada região e é interiorizada por
todos os falantes e sua aprendizagem ocorre basicamente no ambiente familiar como marca de
identidade do grupo social. Entretanto, os limites de uma comunidade linguística não devem ser
confundidos com os limites políticos de um Estado, região ou país.
2.3.4. Histórica
A língua não se diversifica apenas no espaço social, pessoal ou interpessoal; ela se diversifica
também no tempo. Nesse contexto, um processo amplamente estudado são os metaplasmos que
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para Ilari (2002) são alterações fonéticas que ocorrem nas palavras devido à evolução da língua.
Essas mudanças são apenas mudanças fonéticas, conservando a mesma significação da palavra.
Os metaplasmos podem ocorrer por acréscimo; por supressão ou por transposição e substituição
de fonemas.
Uma variante divulgada por um grupo social, em determinada época, pode ser abandonada no
transcorrer do tempo, ficando sua marca somente no registro escrito. Palavras, expressões ou
construções não mais usadas são denominadas arcaísmos.
Neologismos são adoptados e propagados por grupos sociais de prestígios e acabam se juntando à
língua como variantes aceitas e reconhecidas. Em tempos de tecnologia, palavras vão sendo
assimiladas, como os termos específicos da informática; e outras vão adquirindo novos
significados, como o verbo digitar.
Segundo Martinho e Val, 2007, p 28 “É necessário estudar as variações em função dos emissores,
dos receptores e dos diversos factores, como região, faixa etária, classe social e profissão, pois em
uma mesma comunidade linguística, certamente, coexistem usos diferentes, não existindo um
padrão de linguagem que possa ser considerado superior”.
O que determina a escolha de tal variedade é a situação concreta de comunicação, e a possibilidade
de variação da língua expressa a variedade cultural existente em qualquer grupo.
Nenhuma língua permanece a mesma em todo o seu domínio e, ainda num só local, apresenta um
sem-número de diferenciações.
Mas essas variedades de ordem geográficas, de ordem social e até individual, pois cada um procura
utilizar o sistema idiomático da forma que melhor lhe exprime o gosto e o pensamento, não
prejudicam a unidade superior da língua, nem a consciência que têm os que a falam diversamente
de se servirem de um mesmo instrumento de comunicação, de manifestação e de emoção.
(MOLLICA, 2003, p. 43).
2.3.5. Idade
Segundo Cavalcante (s/d, p. 53), algumas diferenças linguísticas são decorrentes da faixa etária
dos falantes. Adultos, jovens e crianças normalmente apresentam variações em suas falas. São
facilmente perceptíveis as diferenças entre a linguagem dos adultos e a linguagem infantil, assim
como seus contrastes com a gíria que marca a linguagem dos adolescentes”.
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Uma das maneiras de se verificar as mudanças históricas da língua é observar em que a fala das
gerações mais velhas se distancia da fala das gerações mais novas.
Muitas vezes, os usos da língua feitos pelos adolescentes são vistos como deturpações do idioma.
Na verdade, o que ocorre é o desejo que esses falantes têm de se afastar do dialeto padrão como
forma de buscar sua identidade pela linguagem.
Ao final da adolescência, observa-se que os jovens adultos tendem a adotar outras formas de
expressão, as que são vigentes no grupo ao qual passam a pertencer Um exemplo da linguagem
adolescente que tem despertado muita discussão hoje se encontra nos blogs, os diários virtuais em
que os jovens registram histórias, idéias, imagens.
Percebe-se nos textos de blogs, além de gírias e, às vezes, palavrões, o uso de construções típicas
da linguagem espontânea e uma grafia também comum nas mensagens de celular, que parece
atender à velocidade exigida por esses meios de comunicação.
Por exemplo os adolescentes usam mais expressões como “ aquela cena.”
2.4. Variação linguística do Português europeu face à interferência das Língua
moçambicanas
Tal como fizemos menção nos debates reflexivos anteriores, em que explanamos os tipos e/ou
factores de variação linguística, nestes termos precisamos colocar um olhar noutro factor enquanto
usuários do Português europeu que por sinal é a língua de escolarização e ao mesmo tempo, oficial,
o que lhe acresce o sentido e estatuto de língua de unidade nacional, devido a um à diversidade
sociolinguística extremamente elevada que caracteriza o nosso país. Este outro factor é o atinente
à interferência das línguas nacionais moçambicanas no Português europeu pelos falantes nacionais
moçambicanos.
De acordo com Alexandre António Timbane (s/d:266-268)
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2.4.1. Variação fonético-fonológica.
É uma característica das diferenças na pronunciação de palavras que variam de língua para língua,
de variante para variante. Pode ser causado por influências de outras línguas. No caso de
Moçambique muitas formas de variação fonético- -fonológica são resultado da influência das
línguas maternas de origem bantu espalhadas um pouco pelo país. É através da variação fonética
que percebemos se o falante nasceu no norte ou no sul do país. Vejamos algumas variações:
A troca de [d] por [t] : dedo=[teto]; dama [tama]; dono [tono] -A troca de [b] por [p]: bebé, bebe
=[pepé]; banana [panana]; bomba [pompa] -Ditongação da sílaba final: fazer=[fazeri];
lavar=[lavari]; ler [leri] -Eliminação da consoante final: fazer=[faze]; lavar=[lava]
2.4.2. Variação morfológica.
O importante a reter é que esta variação está inerente à norma-padrão. Sabe-se que a fala pode
variar segundo a idade, o grau de escolaridade, as redes
(a) Chegou cedo na escola (PE=à)
(b) (b) O pai volta em casa às sete (PE=para)
(c) (c) Visitei no museu de História Natural (PE= o museu)
2.4.3. Variação sintáctica
Estudos em recentes apresentados numa obra organizada por Dias (2009) mostram que há vários
casos de variação se compararmos com o PE. É importante deixar claro que a referência para todas
as análises é o PE.
Vejamos alguns exemplos de Gonçalves (2005a, p.55):
PM: Eles elogiaram a uma pessoa.
PE: Eles elogiaram uma pessoa
PM: Elogiaram-lhe muito.
PE: Elogiaram-na muito.
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2.4.4. Variação semântica
A unidade lexical “chapa”2 para além dos significados conhecidos na LP significa “transporte
semi- -colectivo de passageiros.” A palavra camisola, no PB significa vestimenta feminina usada
para dormir enquanto no PM, camisola é vestimenta de malha de lã ou algodão com mangas
compridas que é usada para se proteger do frio.
2.4.5. Variação lexical
No caso de Moçambique, quando uma unidade lexical for inexistente no português, os falantes vão buscar
do acervo das suas LB para completar o espaço em branco ou vazio. As unidades lexicais: matapa (folhas
de mandioqueira ou prato feito com folhas de mandioqueira), kwassa-kwassa (dança tradicional africana),
mamba (cobra perigosa e venenos), matorritorri (cocada).
2.4.6. Variação estilístico-pragmática
Esta variação é inerente as diferentes formas de falar entre diferentes idades (jovens vs adultos) ou
entre grupos sociais distintos ou entre áreas profissionais específicas. Exemplo: “E aí malta, tá-se
bem?” “oi pessoal, mbora-lá tchilar para não nholar!” “Tcheca-lá antes de bazarmos. Esse gai-gai
pode tchunar as cenas e ficarmos a mbunhar!”. O que acabamos
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Capítulo III- Desenho Metodológico
Para qualquer trabalho, seja qual for, sempre pensamos nos caminhos, procedimentos, estratégias,
técnicas e outras formas da sua materialização. Por este motivo, não fugiríamos à regra na
execução do presente trabalho. Primeiro começamos por perceber o que se entende por
metodologia, onde apoiamo-nos de GERHARDT e SILVEIRA (2009:12), que definem
metodologia como sendo um estudo metodológico da organização dos caminhos a serem
percorridos para realizar uma pesquisa ou um estudo para fazer ciência.
2.1. Tipo de Pesquisa
A classificação tipológica de pesquisa pode ser feita de três formas: quanto aos objectivos, quanto
aos procedimentos e quanto à abordagem do problema. Gil (2008). Para este estudo, quanto aos
objectivos, a pesquisa é descritiva, quanto à abordagem é mista (qualitativa e quantitativa) e quanto
aos procedimentos é do campo.
2.1.1. Quanto aos objectivos
No que concerne a esta classificação, a nossa pesquisa é descritiva. As pesquisas deste tipo têm
como objectivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenómeno
ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Gil (2008:28).
2.1.2. Quanto à abordagem
Quanto à abordagem, a pesquisa é mista ou seja qualitativa e quantitativa. Por um lado, a pesquisa
qualitativa está mais relacionada no levantamento de dados sobre as motivações de um grupo, em
compreender e interpretar determinados comportamentos, a opinião e as expectativas dos
indivíduos de uma população. Por outro lado, a pesquisa quantitativa prioriza apontar
numericamente a frequência e a intensidade dos comportamentos dos indivíduos de um
determinado grupo ou população. (Gil, 2008, p.90).
2.1.3. Quanto aos procedimentos
Quanto aos procedimentos, a pesquisa é de campo (estudo de caso). Por definição, segundo Gil
(2008:99), as pesquisas do campo ou estudos de caso são aqueles em que o pesquisador procura
muito mais o aprofundamento das questões propostas do que a distribuição das características da
população segundo determinadas variáveis.
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2.2. Método de Abordagem
Para a abordagem do problema, optou-se pelo método indutivo, que consiste num processo mental
por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma
verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas Marconi & Lakatos (1995: 86).
2.5. População e Amostra
Tal como MONDLANE & CHISSICO (2003:75) dizem, população ou universo estatístico é a
colecção de seres com algumas características em comum e amostra, parte desta população.
O tamanho da amostra é de 30 elementos, devendo privilegiar-se o critério de equilíbrio de género
e de forma aleatória. As aulas a observar, serão preferencialmente de disciplinas e/ ou classes
diferentes.
Questionário dirigido a dez (10) professores do Ensino secundário;
Observação a 10 aulas de Professores do Ensino secundário.
Entrevista a 10 alunos do Ensino secundário.
Tabela 1-População e Amostra
N/o Instrumento População Amostra Percentagem
1 Entrevista 10 Professores 10 Professores 100%
2 Entrevista 213 alunos 10 Alunos 5%
3 Observação de aulas 10 Professores 10 Professores 100%
Total 233 30 12,8
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2.6. Considerações Éticas
O presente trabalho obedeceu à responsabilidade ética na interacção com os sujeitos envolvidos
na nossa pesquisa, no que concerne aos seus direitos e integridade como seres humanos e fomos
convidados a lidarmos com os actores do processo educativo com muita delicadeza e evitamos
ofensas a diferentes sensibilidades.
Antes de procedermos com as entrevistas, os envolvidos nesta pesquisa foram explicados dos
procedimentos e objectivos da mesma.
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3. Bibliografia
1. ARAUJO, A.A. Linguagem e identidade cultural: uma abordagem sociolinguística.
2. CAMACHO, Alfredo & TAVARES, António. O Nosso Diccioário da Língua
Portuguesa. Alcance Editores, 2ª Ed., Colecção Alcançando, Lisboa, 2009.
Cavalcante, Marianne Carvalho Bezerra. Sociolinguísticas. Brasil (s/d).
3. COAN, Márluce & Freitag Raquel Meister. Sociolinguística variacionista: pressupostos
teórico-metodológicos e propostas de ensino, Brsil, 2010.
4. GIL, Carlos. Didática do Ensino Superior. São Paulo: Atlas, 2006. Como elaborar
projetos de pesquisa. 4ª edição, São Paulo. Atlas, 2002.
5. MARINHO, Janice Helena Chaves & VAL, Maria da Graça Costa. Variações linguísticas.
Brasil, 2007.
6. Regulamento Geral de Avaliação do Ensino Primário, Alfabetização e Educação de Jovens
e Adultos e Ensino Secundário. Diploma Ministerial n°7/2019 de 10 de Janeiro, 2019.
7. REIS, Paula Cristina, MACHADO, DINAMARA Pereira & BARBOSA, Siderly C. D. A.
D.A. sociolinguística e o ensino da língua materna. Curitiba, 2011
8. SANTANA. J. & Neves.M. As Variações Linguísticas e suas Implicações na Prática
Docente. Brsil, 2015.
9. TIMBANE, Alexandre António. A variação linguística e o ensino do português em
Moçambique. Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho(s/d).
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