Área de Integração - Módulo 1 Tema Problema 4.
1 – A Identidade Regional
Prof. Paulo Gomes Trabalho de Grupo [Link]
Instruções:
1. A turma divide-se por grupos de trabalho (com um máximo de 4 elementos).
2. Tarefas preliminares:
2.1. Cada grupo vai elaborar um regulamento que deverá definir as regras de funcionamento do grupo (quem
coordena, por quanto tempo; os deveres dos membros do grupo; regras de comportamento na sala de aula; etc.).
2.2. O grupo deverá ter um nome e um logótipo (que deve ser elaborado pelo grupo).
3. Atividades a desenvolver na primeira aula:
3.1. Elaborar uma lista dos conceitos presentes nesta ficha.
[Link] um mapa conceptual que permita articular os conteúdos da ficha.
3.3. O mapa tem que estar concluído na aula seguinte.
4. Trabalho de grupo – a desenvolver nas aulas até ao fim do tema 4.1:
4.1. Elaborar um PowerPoint sobre o tema da Identidade Regional, a apresentar à turma no final do trabalho.
4.1.1. O grupo pode optar por outro tipo de suporte (vídeo, Prezi, representação, etc.), desde que possa
ser apresentado à turma.
4.1.2. O trabalho deverá incidir numa área específica de um dos seguintes subtemas:
A. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS da região de Almada.
B. CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS da região de Almada.
C. CARACTERÍSTICAS ECONÓMICAS da região de Almada.
D. CARACTERÍSTICAS POLÍTICAS E SOCIAIS da região de Almada.
E. CARACTERÍSTICAS CULTURAIS da região de Almada.
Espaço geográfico: A paisagem construída pela sociedade
Quando você abre a janela e observa a rua, ou o que houver à volta da sua casa, está ver uma paisagem. Esteja no campo, ou
na cidade,observará elementos que podem ser naturais ou construídos pelos seres humanos.
Os elementos naturais numa paisagem são, por exemplo: as árvores (e outros tipos de plantas que não foram cultivadas pelas
pessoas), os rios, o solo, os montes, o mar. Há paisagens nas quais existem muitos elementos naturais, como as que podemos
observar em florestas.
Já os elementos da paisagem que foram construídos pelos seres humanos, pelas mulheres e homens, são designados como
humanizados, culturais ou mesmo artificiais. São as casas, os edifícios, as ruas, os viadutos, as plantações (cultivos), as
pastagens formadas pelas pessoas. Esses elementos são um resultado da ação humana, do trabalho das mulheres e dos
homens.
Mas nas paisagens também existem outros aspectos percebidos pelos nossos sentidos: os sons, os cheiros, os movimentos - a
circulação de pessoas e de veículos.
Paisagem humanizada
Considerando os movimentos nas paisagens, podemos perceber que elas mudam de um momento para outro. Por isso,
afirmamos que elas são dinâmicas, estão constantemente a ser modificadas. Essas modificações podem ocorrer: quando
casas ou prédios são derrubados, e outros são construídos; quando uma área de floresta é cortada; quando é feita uma
sementeira ou uma colheita numa área cultivada, por exemplo, com centeio; quando são construídos viadutos, ruas, pontes,
estradas...
No mundo atual praticamente não existe paisagem natural; são muito restritas as áreas onde existem apenas elementos
naturais. Os oceanos, por exemplo, são constantemente atravessados por navios de todo tipo, os seus recursos são explorados
(inclusive de seu subsolo),nos seus leitos há milhares de quilómetros de cabos submarinos feitos de cobre ou fibra óptica,
que possibilitam as comunicações entre milhões de pessoas de diferentes continentes, diariamente. Em muitos locais remotos
são desenvolvidas pesquisas, atividades de exploração, muitas delas prejudiciais ao ambiente.
A paisagem humanizada (artificial ou cultural) é a que está presente nos mais vastos recantos do planeta. Nela coexistem
elementos naturais e artificiais, havendo uma predominância destes últimos. No entanto, é preciso considerar que mesmo
muitas plantas que existem nas paisagens bastante humanizadas, como as das grandes cidades, não apareceram e cresceram
naturalmente, elas foram plantadas pelas pessoas. A sua existência, portanto, naquele determinado local, é resultado da ação
humana.
Modificações e descobertas
Nas paisagens também encontramos elementos que foram construídos em diferentes épocas. Muitas vezes, em áreas onde a
ocupação humana é antiga e contínua, verifica-se a presença de construções de diferentes períodos históricos. Em relação a
isso, podemos pensar, por exemplo, em regiões da Índia e da Itália. Portugal, sendo um dos mais antigos países da Europa,
possui mais de oito séculos de história, por isso por todo o lado coexistem o velho e o novo, o antigo e o moderno.
As modificações nas paisagens também estão relacionadas com as novas descobertas que os seres humanos vão realizando,
em termos tecnológicos, que fazem surgir novos modos de produção, novas mercadorias e novas formas arquitetônicas, entre
outros. Por outro lado, há mudanças nas paisagens que são resultado de fatores naturais como a alternância entre o dia e a
noite, e entre as estações do ano ou até de terramotos, por exemplo.
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Definição do conceito de Espaço Geográfico
Se fôssemos consultar num dicionário a palavra espaço, constataríamos que há uma grande quantidade de significados. Para
a geografia o espaço são as paisagens, as relações que se estabelecem entre as pessoas (sociais, económicas, políticas, etc.),
as relações entre as pessoas e a natureza, e as próprias pessoas. Esse espaço é chamado espaço geográfico.
Percebemos, assim, que a noção de espaço geográfico é mais ampla que a de paisagem. Ao pensarmos no espaço geográfico
estamos a pensar nos elementos e aspetos que existem nas paisagens, mas também nas diversas ações que as pessoas
realizam nas paisagens. Essas ações correspondem aos variados tipos de atividades humanas: trabalho, estudo, lazer.
Envolvem, portanto, relações económicas, sociais e políticas. Trata-se de algo bastante dinâmico.
Anselmo Lazaro Branco, [Link]
[Link]
O conceito de paisagem
Considera-se paisagem a imagem resultante da síntese de todos os elementos presentes em determinado local.
Uma outra definição, tradicional, de paisagem é a de um espaço territorial abrangido pelo olhar. Pode ser definida como o
domínio do visível, aquilo que a vista abarca. É formada não apenas por volumes mas também por cores, movimento,
odores, sons etc.
A paisagem não é espaço, pois se tirarmos a paisagem de um determinado lugar, o espaço não deixará de existir.
A paisagem é um resultado material de todos os processos, naturais e humanizados, de determinado local. Temos dois tipos
de paisagem: natural e humanizada.
A paisagem natural é aquilo que vem de origem da natureza, sem interferência da mão humana, como a vegetação e
formações geológicas.
A paisagem humanizada é aquela que sofreu transformações em resultado da intervenção humana. São exemplos de
ambiente construído as obras de arquitetura e de paisagismo.
Para alguns autores, a paisagem é a apreensão do mundo de uma forma individual. Um olhar individual que pode
retransmitir para o conceito de paisagem na arte. É o fenômeno espacial no tempo do indivíduo.
Wikipédia
Paisagem humanizada, versus Paisagem natural
Uma Paisagem Humanizada é uma paisagem que sofreu alterações do homem. Atualmente já não há nenhum ou quase
nenhum lugar que não tenha havido intervenção humana, pois a poluição atmosférica já existe em todo o mundo. No entanto,
ainda há paisagens que não tem nenhuma construção feita pelo ser humano ou nenhum objeto feito pelo homem. Então uma
paisagem humanizada é uma paisagem que contém elementos humanos, ao contrário da paisagem natural que só tem
elementos naturais.
Uma paisagem humanizada pode conter elementos naturais e humanos, enquanto que numa paisagem natural, só pode conter
elementos naturais. Há paisagens que sofreram poucas alterações do homem, outras que não sofreram e outras que sofreram
bastante. Por exemplo, uma fotografia de uma cordilheira de montanhas, água, relva e uma pequena habitação, sofreu poucas
alterações do homem (O único elemento humano é a pequena habitação). Então as paisagens que não sofreram alterações do
ser humano chamam-se paisagens naturais, as que sofreram muito pouco são paisagens pouco humanizadas e as que
sofreram muitas alterações do ser humano são paisagens muito humanizadas.
Wikipédia
O conceito de Região
O conceito de região faz referência a uma porção de território determinada por certas características comuns ou
circunstâncias especiais, nomeadamente o clima, a topografia ou a forma de governo.
Uma região também é uma divisão territorial definida por questões geográficas, históricas e sociais, que conta com várias
subdivisões, como departamentos, províncias, cidades, entre outras.
Uma região administrativa é uma divisão regional organizada pelo Estado nacional para facilitar a administração e a
governação de um país. Estas regiões têm uma origem artificial, disposta por uma lei, independentemente do facto de a
divisão ter em conta critérios geográficos ou culturais.
Dá-se o nome de região natural ao tipo de região que é determinada pela geografia física. Nestes casos, aquilo que é tido em
conta para planear a divisão é o relevo, a vegetação, a hidrografia, entre outros factores.
[Link]
Uma região pode ser qualquer área geográfica que forme uma unidade distinta em virtude de determinadas características,
um recorte temático do espaço. Em termos gerais, costumam, mas não necessariamente, ser menores que um país, e podem
ser delimitadas em diversas escalas de acordo com as necessidades do estudo.
A divisão e administração territorial difere, de facto, de país para país, concretizando-se segundo políticas próprias e tendo
em conta particularidades geográficas, étnicas, históricas, económicas, ecológicas, entre outras.
Na geografia tradicional, as regiões eram entendidas como sínteses de elementos físicos e sociais em integração, sendo
reconhecidas pela descrição da paisagem. Nesse sentido, a região era uma paisagem diferenciada.
Wikipédia
A Identidade Regional
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Cada região possui um conjunto de características que a diferenciam e permitem que conheçamos a sua identidade.
As sociedades humanas caracterizam-se pela sua diversidade: mesmo em territórios de média dimensão se podem observar
diferenças, muitas vezes muito apreciáveis, no modo de vida das comunidades locais. A morfologia do terreno pode explicar
muitas dessas diferenças, por exemplo, uma aldeia implantada junto ao mar ou na margem de um rio, pode ter a pesca como
actividade económica principal, enquanto que uma aldeia serrana a poucos quilómetros de distância, com a mesma dimensão
da anterior, pode dedicar-se quase exclusivamente à pastorícia ou à exploração dos recursos florestais.
Isto com que a vida das pessoas em cada uma dessas comunidades seja radicalmente diferente.
A identidade de uma região é composta pelas seguintes características:
A. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
•Localização geográfica.
•Clima.
•Rios.
•Relevo.
•Flora.
•Fauna.
B. CARACTERÍSTICAS DEMOGRÁFICAS
•Natalidade.
•Mortalidade.
•Migração.
•Distribuição da população por sexos.
•Estrutura etária.
•Envelhecimento ou rejuvenescimento
•Problemas relacionados com a desertificação humana.
•Problemas relacionados com a sobrepopulação.
C. CARACTERÍSTICAS ECONÓMICAS
•Atividades económicas dominantes.
•Especialização económica.
•Áreas industriais.
•Áreas rurais.
•Vias de comunicação e Acessibilidade (Local; Regional; Nacional e Internacional.
•Desenvolvimento tecnológico.
•Cobertura das redes de comunicação (Internet; Redes móveis).
•Rendimento ou PIB per capita.
•Dinamismo económico / empreendedorismo.
•Qualificação dos trabalhadores.
•Desemprego.
D. CARACTERÍSTICAS POLÍTICAS E SOCIAIS
•Estrutura e funcionamento das autarquias locais.
•Presença de serviços públicos essenciais (Tribunal; Polícia; Correios; Hospital/Centros de Saúde; Sistema de transportes;etc.).
•Participação dos cidadãos na vida política (Número de eleitores; Taxa de abstenção nas eleições; Participação nos atos públicos,
etc.).
•Qualidade de vida dos cidadãos.
•Acesso a cuidados de saúde.
• Saneamento Público.
•Espaços verdes.
•Proteção do ambiente (Uso das energias renováveis; Reciclagem; Tratamento de esgotos, etc.).
•Programas públicos de combate à pobreza.
•Instituições de solidariedade social.
•Serviços e instituições de apoio a infância.
•Serviços e instituições de apoio à juventude.
•Serviços e instituições de apoio à população senior.
E. CARACTERÍSTICAS CULTURAIS
•Nível de escolaridade da população.
•Acesso dos cidadãos à Internet.
•Existência de Escolas e Universidades.
•Investigação científica.
•Equipamentos culturais (Museus; Galerias de Arte/ Centros de exposições; Bibliotecas; Cinemas; Teatros; Equipamentos
desportivos).
•Oferta cultural (Exposições; Teatro; Cinema; Espetáculos).
•Património arquitetónico.
•Acesso dos cidadãos à prática desportiva.
•Clubes desportivos (e sua inserção na região, no país e no contexto internacional).
•Tradições.
•Gastronomia, vestuário, artesanato.
•Especificidades linguisticas.
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Dicas para usar bem o PowerPoint
1. Use material cativante.
De certa forma, a facilidade de uso do PowerPoint pode ser o seu pior inimigo. Por mais simples e envolvente que seja criar
slides e imagens cativantes, lembre-se de que o PowerPoint não funciona por conta própria. O público veio para ouvi-lo e
não para ver imagens projetadas na tela. Crie um ótimo programa de PowerPoint, mas não deixe que as suas observações
orais sejam menos atraentes. O PowerPoint não faz apresentações — ele cria slides, lembre-se de que você está a criar slides
como apoio de uma apresentação oral".
2. Simplifique.
As apresentações de PowerPoint mais eficazes são simples — gráficos de fácil compreensão e imagens que refletem a fala
do orador. Alguns especialistas sugerem não mais do que cinco palavras por linha e não mais do que cinco linhas por slide.
Não deixe o trabalho ficar a abarrotar de palavras e imagens", você precisa realmente de mostrar tudo na tela?
3. Minimize o uso de números nos slides.
O grande atrativo do PowerPoint é sua capacidade de transmitir ideias e servir de apoio às observações do orador de forma
concisa. Isso torna-se difícil diante de uma grande quantidade de números e estatísticas. Na sua maioria, as apresentações de
PowerPoint mais eficazes não oprimem os espectadores com excesso de valores e números. Deixe isso para uma etapa
posterior, mais abrangente, através de apontamentos distribuídos no final da apresentação. Se desejar enfatizar uma
estatística no PowerPoint, considere o uso de um elemento gráfico ou imagem para transmitir a ideia.
4. Não imite o PowerPoint.
Um dos hábitos mais comuns e prejudiciais de usuários de PowerPoint é fazer uma leitura simples da apresentação visual
para o público. Isso não só é redundante, como transforma a mais linda apresentação num tédio absoluto. O PowerPoint
funciona melhor com observações orais que ampliam e discutem, em vez de reproduzir, o que está na tela.
5. Faça observações no tempo certo.
Outra armadilha potencial são os comentários do apresentador que coincidem precisamente com a apresentação de um novo
slide do PowerPoint. Isso só divide a atenção do público. Uma apresentação do PowerPoint bem planejada apresenta um
novo slide, dá ao público a oportunidade de ler e digerir o material e, em seguida, permite a apresentação de comentários que
ampliam a imagem na tela. Antes de falar tem que se dar tempo para as pessoas assimilarem a mensagem de cada novo slide.
6. Faça pausas.
Novamente, o PowerPoint é mais eficaz como acompanhamento visual do discurso oral. Usuários experientes do PowerPoint
não se acanham em deixar a tela vazia de vez em quando. Isso não só permite um descanso visual, como também é eficaz
para concentrar a atenção em trocas mais orais, como uma discussão em grupo ou sessão de perguntas e respostas.
7. Use cores vibrantes.
Um contraste forte entre palavras, imagens e o fundo pode ser bastante eficaz na transmissão de mensagens e emoções.
8. Importe outras imagens e elementos gráficos.
Não limite a apresentação ao que o PowerPoint oferece. Use imagens e elementos gráficos externos para variar e atrair
visualmente, inclusive vídeos. "Geralmente uso um ou dois videoclipes bem curtos nas minhas apresentações", afirma
Ramon Ray, um consultor de tecnologia de Nova York. "Isso acrescenta humor, transmite uma mensagem e relaxa o
público".
9. Distribua apontamentos no final — não durante a apresentação.
Mas nenhum orador quer falar para um público que está entretido a ler o resumo dos seus comentários. A menos que o
acompanhamento dos apontamentos seja essencial para a apresentação, aguarde o fim da mesma para distribuir o material.
10. Faça uma revisão rigorosa antes da apresentação.
Nunca perca a perspectiva do público. Depois de fazer um rascunho dos seus slides do PowerPoint, reveja os seus
comentários, fingindo ser um dos ouvintes. Se algo parecer desinteressante, dispersivo ou confuso, faça alterações. São
grandes as hipóteses da apresentação como um todo ficar melhor depois disso. [Link]
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