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História da Grécia Antiga: Períodos e Civilizações

O documento apresenta uma periodização da Grécia Antiga dividida em 5 períodos: 1) pré-homérico, 2) homérico, 3) arcaico, 4) clássico e 5) helenístico. Detalha os principais acontecimentos e características de cada período, com foco no surgimento das civilizações cretense e micênica, formação das cidades-estados, democracia ateniense e expansão da cultura grega.

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História da Grécia Antiga: Períodos e Civilizações

O documento apresenta uma periodização da Grécia Antiga dividida em 5 períodos: 1) pré-homérico, 2) homérico, 3) arcaico, 4) clássico e 5) helenístico. Detalha os principais acontecimentos e características de cada período, com foco no surgimento das civilizações cretense e micênica, formação das cidades-estados, democracia ateniense e expansão da cultura grega.

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A Grécia Antiga

Prof. João Rocha


Instituto Santa Luzia
Periodização
• I - Período pré-Homérico (2000 a 1200 a.C.):
ocupação da Grécia. Creta e Micenas. Chegada
dos povos aqueus e dórios.

• II - Período Homérico (1200 a 800 a.C.):


formação dos genos. Crescimento populacional.

• III - Período Arcaico (800 a 500 a.C.):


urbanização, surgimento da polis e criação do
alfabeto grego.
• IV - Período Clássico (500 a 338 a.C.):
fortalecimento das cidades-estado, em
especial Atenas e Esparta. Democracia e
filosofia. Período de guerras internas e
externas.

• V - Período Helenístico (338 a a 148 a.C.):


dominação externa da Grécia. Cultura grega se
espalha pelo mundo antigo.
I – O período pré-homérico
(2000 a 1200 a.C.)
Impérios “pré-gregos”
A Civilização Cretense (2000 a 1450
a.C.)
• Civilização surgida na
maior ilha grega, Creta.

• Também chamada de
Civilização Minóica.

• Economia: agricultura
(trigo, algodão, olivas) e
pecuária.

• Desenvolvimento
marítimo e comercial.
• Escrita não decifrada

• Arte realista e em grande quantidade. Palácios


majestosos (“civilização palaciana”)

• Construção de estradas pavimentadas com


sistemas de transporte contínuo

• Religião minóica era animista, com uma


divindade feminina (mulher com cobras) e
outra masculina (o touro).
• Desapareceu em função da dominação
micênica.
Os micênicos (1400 a 1200 a.C.)
• Civilização comercial do povo aqueu, que se
estabeleceu na Grécia continental, e fundou a
cidade de Micenas.

• Dominou a região, submetendo a Civilização


Cretense (c. 1400 a.C.).

• Provável origem da lenda do Minotauro.


II – O período Homérico (1200 a
800 a.C.)
Ou a “Idade das trevas” grega
Formação
• Migração de povos indo-europeus para a Grécia –
jônios, eólios e dórios

• Desestabilização do império creto-micênico

• Ruralização e simplificação da arte e da tecnologia


(cerâmica, armas, arquitetura, etc.)

• Constituição de unidades familiares estendidas com


total autonomia – os genos
– γένος = raça, família, indivíduos com a mesma origem
• Cada geno tinha seu próprio governo, regras e
tradições.

• A liderança dos genos era feita por patriarcas.

• A economia gentílica era agrícola e simples,


com os campos sendo cultivados
coletivamente, e o comércio praticamente
inexistindo.
A guerra de Tróia (c. 1200 a.C.)
• Conflito entre os “Aqueus” – gregos unidos,
liderados pelos guerreiros do sul (dórios da
futura Esparta) – e os Troianos – habitantes de
uma cidade da Ásia Menor (atual Turquia)

• Fato histórico ou lenda?


– Ruínas de “Tróia” descobertas em meados do
século XIX.
– Rapto de “Helena” ou disputa comercial?
O fim do período Homérico
• Chegada de novas levas de migrantes e melhorias
na tecnologia agrícola causaram o crescimento
demográfico da região.

• Migração em busca de terras leva muitos gregos a


fundarem colônias pelo Mediterrâneo – a 1ª
diáspora grega

• Genos se reúnem em cidades-estado


independentes, com uma nova divisão das terras
e da sociedade: a polis grega.
O período arcaico (800-500 a.C)

A construção da Grécia
Características
• Fim da propriedade coletiva da terra Desigualdade social

• Cidades tinham organização espacial semelhante


Acrópole, região mais alta, sobre a qual eram construídos
templos e palácios.
Ágoras, praças nas quais se fazia comércio e se realizavam as
assembleias;
Campos circunvizinhos, nos quais se praticava a agricultura;

• Emergência de duas cidades-estado muito importantes: Esparta e


Atenas
Acrópole

Ágora

Campos e
aldeias
circunvizinhas
Esparta
• Fundada pelo povo
dório, em torno de 800
a.C.

• Localizada no sul da
Grécia, em uma região
conhecida como
Lacônia/Lacedemônia,
na Península do
Peloponeso.
• Sociedade totalmente voltada para a guerra.

• Seleção de crianças recém-nascidas para serem


futuros soldados.

• Educação militar obrigatória a partir dos 7 anos


de idade.

• Governo monárquico, com dois reis – um


responsável pela administração e outro pela
guerra, que acompanhava os exércitos no campo
de batalha (Diarquia = dois reis)
A sociedade estamental espartana
Elite de proprietários rurais. Eram
os únicos que podiam participar
Esparciatas da política.

Pessoas livres, mas sem direitos


políticos – pequenos agricultores,
Periecos comerciantes, artesãos,
estrangeiros, etc.

Hilotas (escravos)
Escravos por dívida ou guerra
Atenas
• Cidade comercial
portuária, localizada na
região da Ática.

• Teve diversas formas de


governo – monarquia,
tirania e, a partir do
século VI a.C., uma
forma de democracia.
• A democracia ateniense era direta – ou seja, os
cidadãos eram convocados a votar diretamente
nas propostas e tomar as decisões necessárias.

• Quando era necessário tomar uma decisão


(guerra, paz, uma obra, a troca de um agente
público, etc.), era convocada uma assembleia dos
cidadãos na ágora ou no monte Pnyx, próximo à
cidade.

• Na assembleia, oradores discursavam,


defendendo diferentes opiniões e ideias.
• Ao final era feita uma votação, levantando-se
as mãos ou depositando pequenas pedras em
urnas eleitorais.

• Contudo, é importante salientar que apenas


um pequeno número de pessoas tinha o
direito da cidadania. Para ser cidadão era
necessário:
– Ser homem livre, maior de idade;
– Ter cumprido com as obrigações militares;
– Ser ateniense nato, filho de pai e mãe atenienses.
Evolução da política ateniense

9 arcontes, com funções


Basileu específicas.
(Rei nobre, com funções
cerimoniais e religiosas) Cargos vitalícios, depois
Monarquia

reduzidos.

República
Areópago
Polemarco
Conselho formado por
(Comandante militar)
ex-arcontes e demais
membros da nobreza

Arconte
(Representante do
povo)
Eclésia (Assembleia
popular)
Podiam participar todos
os cidadãos, com
critérios de riqueza
9 arcontes, com funções
específicas. Bulé (Conselho dos 500)
Formado por cidadãos

Democracia
Sólon (594 a.C.)
República

Cargos vitalícios, depois eleitos para conduzir as


reduzidos. discussões da Eclésia

Areópago
Arcontes legisladores
Conselho formado por
ex-arcontes e demais
membros da nobreza Areópago

Helileia (Tribunal
popular)
Qualquer cidadão com
mais de 30 anos
poderia ser juiz
Os legisladores
• Drácon (século VII a.C.)
– Criou o primeiro código de leis escritas de
Atenas, em um período de crise e
crescimento demográfico. Leis muito
rígidas, previam a pena de morte para
muitos casos. (“leis draconianas”).

• Sólon (século VI a.C.)


– Criou os órgãos básicos da democracia
ateniense.

• Péricles (século V a.C.)


– Estendeu a entrada nos órgãos políticos à
maioria dos cidadãos, sem critérios
aristocráticos.
A sociedade ateniense
Elite de proprietários rurais.
Eupátridas Aristocracia.
Possíveis
cidadãos
Pequenos proprietários rurais
Georgois

Camadas populares urbanas –


Demiurgos artesãos, comerciantes

Pessoas vindas de outras poleis ou


Metecos (“estrangeiros”) seus descendentes

Escravos Escravos por dívida ou guerra


A filosofia
• Atenas foi o berço do pensamento filosófico
ocidental.

• A filosofia grega se baseia na observação e na


análise racional da realidade, em
contraposição à visão tradicional e mística
oferecida pela mitologia.
A religião grega
• Os gregos eram politeístas, e seus deuses tinham
características humanas (raiva, alegria, força, tristeza,
etc.).

• As divindades eram associadas a aspectos da natureza


ou emoções. Cada polis escolhia uma divindade
protetora.

• Para os gregos, a religião não era um assunto privado.


Os cultos e celebrações religiosas eram sempre cívicos -
serviam para reforçar a integração entre as pessoas de
uma mesma comunidade.
O período clássico (500 a 338
a.C.)
A glória grega
Características
• Foi o período de maior riqueza da Grécia. O período
clássico se iniciou com as chamadas Guerras Médicas – três
conflitos entre os gregos e os persas (a quem os gregos
chamavam “Medos”), que queriam invadir e dominar o
território grego.
– A 1ª guerra ocorreu em 490 a.C., quando o imperador persa
Dario I decidiu atacar cidades gregas. Os persas foram
derrotados.
– A 2ª guerra ocorreu em 480 a.C., quando o imperador persa
Xerxes (filho de Dario I) resolveu se vingar pela derrota sofrida
pelo pai. Novamente os persas foram derrotados, mas
conseguiram invadir a Grécia e destruir Atenas.
– A 3ª guerra médica ocorreu em 468 a.C., e os gregos venceram
uma última vez.
• Vitoriosos, os gregos se tornam a maior potência da
região. Atenas se consolida como a polis mais
poderosa e rica da Grécia.

• Como forma de prevenção contra novas invasões,


Atenas lidera a criação de uma aliança militar – a
Confederação de Delos.

• Descontente com o domínio ateniense, Esparta


funda sua própria aliança militar – a Liga do
Peloponeso.
Guerras Médicas – Grécia x Pérsia

RESULTADO: Vitória grega nas três


guerras. A Grécia se estabelece
como maior potência da região.
Início da decadência persa.

Atenas cria uma aliança militar com


cidades vizinhas – a Confederação de
Delos, com mais de 200 poleis

Atenas torna-se extremamente rica,


a polis mais poderosa da Grécia. Esparta cria sua própria aliança
militar – a Liga do Peloponeso
Rivalidade entre Atenas e Esparta
Representação da Batalha das Termópilas, ocorrida na 2ª Guerra Médica. Essa
batalha ficou famosa pelo sacrifício de 300 soldados de Esparta, que conseguiram
atrasar o avanço das tropas persas. Foi representada na graphic novel e no filme
300.
A Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.)
• O QUE FOI: Conflito entre a Liga do Peloponeso,
comandada por Esparta, e a Confederação de Delos,
liderada por Atenas.

• CAUSA: Disputa de poder entre as duas principais poleis


gregas.

• RESULTADO: Vitória espartana. Fim da democracia


ateniense. Todas as poleis gregas saem do conflito de
décadas enfraquecidas e pobres.

• Aproveitando o enfraquecimento dos gregos, o rei Filipe II


da Macedônia, vizinho da Grécia, invade a região.
Mapa das facções
em conflito na
Guerra do
Peloponeso
GUERRA DO PELOPONESO

Esparta + Liga do Atenas + Confederação


Peloponeso de Delos

Vitória de Esparta
Fim da democracia ateniense
Enfraquecimento da Grécia

A Macedônia, reino localizado ao


norte, invade e domina grande
parte da Grécia
O domínio Macedônico
• O rei Filipe II foi sucedido
por seu filho Alexandre I,
mais conhecido como
Alexandre, o Grande.

• Alexandre conquistou a
Pérsia e o Egito, expandindo
o território do império
macedônico até a Índia.

• Concedeu grande liberdade


às regiões conquistadas, e
promoveu casamentos
entre os povos dominados.
O período helenístico (323 – 146 a.C.)

Expansão da cultura grega por


grande parte do mundo antigo
Extensão máxima do Império Macedônico, sob domínio de
Alexandre, o Grande
Características gerais
• Se inicia com a morte de Alexandre e a
fragmentação de seu império.

• Longo período de florescimento da cultura e da


filosofia gregas, que se misturam com as culturas
de diversas regiões dominadas pelos macedônios.
– Criação do Museu, do Farol e da Biblioteca na cidade
de Alexandria, fundada em homenagem a Alexandre.

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