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Aula 2 - RAVLT e Rey

O documento descreve o teste RAVLT (Rey's Auditory Verbal Learning Test), incluindo sua validação no Brasil, público-alvo, procedimento, escores, e um caso clínico interpretando os resultados de um paciente. O teste avalia a memória verbal através da aprendizagem, retenção e reconhecimento de listas de palavras.

Enviado por

renata vieira
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Aula 2 - RAVLT e Rey

O documento descreve o teste RAVLT (Rey's Auditory Verbal Learning Test), incluindo sua validação no Brasil, público-alvo, procedimento, escores, e um caso clínico interpretando os resultados de um paciente. O teste avalia a memória verbal através da aprendizagem, retenção e reconhecimento de listas de palavras.

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RAVLT

(Rey’s Auditory Verbal Learning)


Profª Dra Juliana Cecato
cecatojuliana@[Link] Psicóloga clínica
Especialista em Psicopedagogia
Neuropsicóloga Cepisc HC/FMUSP
Certificação em Neuropsicologia pela Sociedade Brasileira de Neuropsicologia (SBNp)
Mestrado em Ciências da Saúde
Doutorado em Psicologia educacional (ênfase em Avaliação Psicológica) pela UniFieo
Doutorado em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
Pós-doutoranda (FMJ) Frail e Superagers
Professora colaboradora do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Jundiaí – FMJ
Professora da Universidade São Francisco (USF)
02 de Maio de 2018

Lançamento do teste RAVLT pela Vetor

- Validação com 1458 brasileiros (Sudeste, Sul,


Nordeste, Norte e Centro-Oeste)
- Público-alvo: 6 a 92 anos
- Tempo de aplicação: dividido em parte 40 minutos o
total; 20 minutos entre A6 e A7
- Tabelas por idade:
21 a 30 anos
6 a 8 anos 31 a 40 anos
9 a 11 anos 41 a 50 anos
12 a 14 anos 51 a 60 anos
15 a 17 anos 61 a 70 anos
18 a 20 anos 71 a 79 anos
> 80 anos

- Dados normativos por escolaridade (analfabetos)


Intrusões  podem sugerir um transtorno  doença de Alzheimer ou parafasias semânticas

A = Lista A SA = semanticamente semelhante a Lista A


B = Lista B SB = semanticamente semelhante a Lista B

FA = fonologicamente semelhante a Lista A


FB = fonologicamente semelhante a Lista B
Intrusões  podem sugerir um transtorno  doença de Alzheimer ou parafasias semânticas

Ex:
Os pacientes no estágio leve apresentaram menor frequência de manifestações afásicas, ou seja,
Avaliação desempenho menos prejudicado em relação aos pacientes dos estágios mais avançados da doença 
Qualitativa fases avançadas  maior produção do erro
 Isto indica que eles parecem ser mais capazes de compensar suas dificuldades em relação aos
pacientes dos estágios moderado e grave.
RAVLT escores

- Tabela de acordo com a idade


- Lista A e Lista B  soma das palavras corretas (sem contar as repetições)
- Reconhecimento  Acerto – 35
- Aprendizagem:
Escore total (∑A1A5)= A1 + A2 + A3 + A4 + A5
Ao longo das tentativas = Escore total – (5xA1)

- Velocidade de esquecimento = A7/A6


- Interf. Proativa = B1/A1 Capacidade de lembrar de um conteúdo previamente aprendido após a exposição sucessiva

- Interf. Retroativa = A6/A5


Suscetibilidade à interferência: capacidade de lembrar de uma informação previamente aprendida, após interferência de um
novo estímulo distrato
Caso clínico
- “Flamínio”, 69 anos, EM (9 a 11 anos de estudo), foi encaminhado para av. neuropsi devido aos
esquecimentos para fatos recentes. Tem histórico familiar para DA e com RM apresentando
“redução volumétrica encefálica compatível com a idade”.
- “Flamínio” apresenta queixas cognitivas subjetivas, embora relate dificuldades mais brandas do
que as percebidas pelo acompanhante. As queixas, contudo, são convergentes: ambos concordam
que houve mudança importante da memória no dia a dia. As dificuldades cognitivas geram algum
prejuizo em sua funcionalidade, sobretudo em aspectos mais complexos, em que o paciente
requer ajuda parcial para sua realização
- Seus sintomas tiveram inicio insidioso (ha aproximadamente dois anos) e progressão lenta,
embora perceptível. As queixas mais proeminentes são de memória, mas nota-se, ainda, alguma
dificuldade no funcionamento executivo e comprometimento para aprender coisas novas em
geral. Esse fato é corroborado com a troca do microondas de sua cozinha e não consegue usar o
novo aparelho, mesmo o filho tendo “ensinado” várias vezes a como usá-lo.
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✓ .TERMINANDO
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✓ .intervalo
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✓ .o A7
Não é avisado ao paciente que irá ser perguntado as palavras
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Inserir testes não verbais. Por ex. Torre de Londres; Teste de Atenção

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20 minutos depois...
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Rec. = 36 acertos – 35

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5 Entre 50 e 75
4 5
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5 <5
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5 Entre 25 e 50 Médio

6 25 Médio Inferior
6 5 Médio Inferior
7 5 Médio Inferior

6 <5 Inferior

5 Entre 50 e 75 Médio

4 5 Médio Inferior

2 <5 Inferior
1 <5 Inferior
30 5 Médio Inferior
30- (5x5)
5 <5 Inferior
0,5 5 Médio Inferior
1 75 Médio
0,8 5 Médio Inferior
Caso clínico – interpretação dos resultados
• O desempenho do Sr Flamínio sugere dificuldades progressivas ao longo da fase de
aprendizagem do RAVLT. Embora o paciente mantenha um desempenho médio inferior nas
primeiras duas apresentações da lista A, o desempenho cai progressivamente nas etapas 3, 4 e 5,
quando comparados ao esperado para a faixa etária. Isso reflete dificuldade em se estabelecer
uma curva de aprendizagem (visível ainda nos índices Escore total e ALT) , déficit comumente
interpretado como problemas nos mecanismos de codificação

• Nota-se que após o distrator (em que Antônio apresenta bom desempenho), seu desempenho nas
evocações de curto e longo prazo (A6 e A 7) é baixo, com piora mais expressiva
nessa ultima evocação

• Esses achados sugerem que o conteúdo codificado ao longo da aprendizagem


aparentemente não é armazenado, dada a perda de informações entre curto e longo prazo.
Caso clínico – interpretação dos resultados

• Por fim, nota-se que mesmo na tarefa de reconhecimento não há melhora

• O reconhecimento beneficia-se dos mecanismos de familiaridade e pode ser utilizado para


se dissociar um déficit especifico de evocação de um déficit de armazenamento

• Se o déficit ocorre mais especificamente na evocação, há melhor desempenho na tarefa de


reconhecimento. Se o déficit ocorre no armazenamento, ele é visível tanto na evocação
livre (mais difícil) quanto no reconhecimento (mais fácil)

• Nota-se um prejuízo global no sistema de memória episódica, com padrão comumente


observado em pacientes com transtorno neurocognitivo decorrente da Doença de Alzheimer
Outra forma de
interpretação dos
resultados
Figuras Complexas de Rey
Introdução

• As figuras complexas de Rey foram idealizadas por André Rey em 1942, com o objetivo
de ser um instrumento para auxiliar o diagnóstico de comprometimento cognitivo
congênito e adquirido
• Objetivam avaliar as funções neuropsicológicas de percepção visual e memória
• Objetivo: verificar o modo como o sujeito apreende os dados perceptivos que lhe são
apresentados e, o que foi conservado espontaneamente pela memória
• A cópia de figuras é uma técnica psicológica muito utilizada e apresenta vantagens pelo
baixo custo (é realizada por meio do uso apenas de lápis e papel) e pela fácil aceitação
por parte dos indivíduos
Introdução

• Está entre os 10 testes de escolha por neuropsicólogos

• 1999 – normatização para a população brasileira

• 2007 – Conselho Federal exigiu mudanças  acrescentar conceito teórico  4 a 88 anos


de idade

• Além da memória e percepção  teste neuropsicológico usado na prática clínica para


investigar também planejamento e organização
Aplicação

• Apresentar ao paciente uma folha de papel em branco (sulfite)


• Ter em mãos 5 ou 6 lápis de cor
• Apresenta-se a figura ao sujeito (horizontalmente) e então é solicitado a ele que copie o
melhor possível, salientando que é importante manter as proporções e não esquecer nada
• O sujeito deve começar a tarefa com o primeiro lápis colorido, de uma ordem de 5 ou 6
lápis (previamente estabelecidos pelo examinador), recebendo pouco tempo depois o
próximo lápis e assim por diante, até o final
• Solicita-se ao sujeito que prossiga até que utilize as 5 ou 6 cores diferentes
Aplicação

• O critério para a mudança de lápis é determinado pela sucessão dos elementos


copiados, ou seja, se ele começar pelo retângulo grande e seguir pelas diagonais,
podemos deixá-lo trabalhar com o mesmo lápis, e a mudança será feita no instante que
ele passar para as estruturas internas ou externas da figura
Aplicação

• Após 3 minutos e 30 minutos (teste neuropsicológico) é feita a


recuperação tardia da figura

• Sujeito deverá reproduzir “de cabeça” a figura que foi copiada

• A recuperação pode ser feita apenas com um único lápis


Aplicação  Parte A

“Eis aqui um desenho; você irá copiá-lo nesta folha; não é necessário fazer uma cópia exata; no
entanto, é preciso prestar atenção às proporções e, sobretudo, não esquecer nada. Não é
necessário ter pressa. Comece com este lápis” (Oliveira & Rigoni, 2014)

• Entrega um lápis, vermelho por exemplo, e deixa o sujeito trabalhar durante alguns
instantes

• Um cronômetro é discretamente posto em andamento no momento em que o trabalho


inicia
Aplicação  Parte A

• Sujeitos “normais”  eles se sentem imediatamente atraídos por uma armação central:
um grande retângulo com suas diagonais e sua bissetrizes
• Em torno dessa armação, colocam detalhes externos e detalhes internos, cuja ordem de
sucessão não nos pareceu ser de grande importância
• Crianças pequenas ou deficientes mentais  começam por um detalhe, depois copiam
os elementos próximos, um após o outro e centímetro por centímetro; método esse que
resulta numa cópia defeituosa; as proporções gerais não podem ser respeitadas; ocorrem
deformações que aumentam à medida que a cópia avança
Tipos de Cópia  Parte A
I (construção a partir da armação)  retângulo (armação da figura)

II (Detalhes incluídos na armação)  cruz do lado esquerdo ou o quadrado embaixo e logo em


seguida o retângulo grande

III (Contorno geral)  armação da figura, mas sem diferenciar o retângulo

IV (Justaposição de detalhes)  monta a figura somando os detalhes, como um quebra-


cabeça

V (detalhes sobre fundo confuso)  desenho pouco estruturado (não reconhece o desenho),
apenas poucos detalhes

VI (reprodução a um esquema familiar)  associa a figura com um desenho (por exemplo, um


peixe, um barco, etc)

VII (garatuja)  não reconhece nada (“rabisco”)


Prestar Atenção!

1. Em como o paciente

Desenha

2. Qual “linha” (estrutura)


é desenhada primeiro

3. É comum desenhar o
“esqueleto” (para dar
sustentação a figura”
Com a idade  Parte A

Estágio Tipo de cópia esperada Idade

1º V e IV Domina com 4 anos

2º IV Domina com 5 anos


a.) com III 5 a 7 anos
b.) com I/II 7 a 11/12 anos
3º I/II Domina 11 e 12 anos a
adultos
Aplicação  Parte A

Quando trocar de lápis?


• De acordo com a sucessão dos elementos copiados
• Se o sujeito começa pelo grande retângulo e prossegue com as diagonais, podemos
deixá-lo trabalhar com o mesmo lápis, e faremos a mudança no instante em que ele
passar para as estruturas internas ou externas, SUSTENTADAS POR ESSA ARMAÇÃO
• Se, pelo contrário, ele começar por um detalhe, a mudança tem de ser feita quando outro
detalhe for abordado. Da mesma forma, se o traçado começa pelo contorno geral da
figura, deixaremos o sujeito prosseguir, e outro lápis lhe será entregue quando tiver
terminado o perímetro
Interpretação do desenho
Interpretação do desenho

Pontuação com o mesmo valor para todas as unidades: simples ou complexas


Exemplo 1
Interpretação dos resultados - cópia
Interpretação dos resultados - memória
Interpretação dos resultados

Percentil 10 a 20  Inferior a média

Percentil de 25 a 40  Média inferior

Percentil 50  Média

Percentil 60 a 70  Média superior

Percentil 75 a 100  Superior


Aplicação (lembrando ...)

• Cópia  praxia visuoconstrutiva, percepção

• Após 3 minutos (manual)  memória imediata

• Após 30 minutos (neuropsicológo)  m. evocação tardia


Começou pelos detalhes
(Tipo IV, não é comum a
adultos)
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3. 0
4. 0
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6. 0,5?
7. 0
8. 0,5?
9. 0
10. 0
11. 0
12. 0
13. 0
14. 1
15. 0
16. 0
17. 0
18. 0,5
Total: 1,5 pontos
Memória 30 minutos
Escore= 0
Aplicação  Parte B

- Indicado para crianças de 4 a 7 anos

- Pode ser aplicado em adultos, caso há suspeita de forte deterioração intelectual


Aplicação  Parte B

- Indicado para crianças de 4 a 7 anos

- Pode ser aplicado em adultos, caso há suspeita de forte deterioração intelectual

a.) Elementos presentes – escore total = 11 pontos

Atribui-se:
- 0,5 ponto, se o elemento for apenas reconhecível;
- 0,5 ponto para a cruz desenhada como uma superfície;
- 0,5 ponto para os dois pontos traçados em forma de círculo
Interpretação dos resultados

B.) Posição dos elementos secundários – escore total = 8 pontos


Interpretação dos resultados

c.) Tamanho proporcional dos quatro elementos principais – escore total = 4 pontos
Interpretação dos resultados

d.) Sobreposições exatas entre os quatro elementos principais – escore total = 8 pontos
Interpretação dos resultados

a) Elementos presentes  total 11 pontos


b) Posição dos elementos secundários  total 8 pontos
c) Tamanho proporcional dos quatro elementos principais  total 4 pontos
d) Sobreposições exatas entre os quatro elementos principais  total 8 pontos

Pontuação máxima  31 pontos


Interpretação dos resultados – cópia (soma dos pontos)
Interpretação dos resultados – cópia (minutos)
Interpretação dos resultados – memória (soma dos pontos)
Interpretação dos resultados – memória (minutos)
Comprometimento – G. sexo feminino, 5 anos

Cópia
1 ponto = desenho
Comprometimento – G. sexo feminino, 5 anos correto

0,5 ponto, elementos


reconhecíveis

Memória

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1
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0,5
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0,5
0
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0
Comprometimento – G. sexo feminino, 5 anos Somente elementos SECUNDÁRIOS

Memória

0,5
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1
0
0,5
0
1
0
Comprometimento – G. sexo feminino, 5 anos

Memória

0,5
0,5
1
1
Comprometimento – G. sexo feminino, 5 anos

Memória

0
0
0
0
1

14
Memória – G. sexo feminino, 5 anos

Percentil = 60 (classificação Média superior) Memória de 3 minutos

Escore= 14 pontos

Violência doméstica

Parentes de 1º grau – uso de

substância ilícita (inclusive na

frente das crianças)

Duas irmãs mais velhas

4 irmãos mais novos

Histórico de DI familiar

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