100% acharam este documento útil (1 voto)
666 visualizações251 páginas

Cristologia

1. O documento discute vários aspectos da doutrina cristã sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo, incluindo sua natureza humana e divina, nomes, limitações como homem, amor, autoridade e funções como profeta, rei e sacerdote. 2. É defendida a inspiração bíblica e a necessidade do novo nascimento e batismo por imersão para a salvação. 3. A salvação pela fé em Cristo e a possibilidade de viver uma vida santa através do poder do Espírito Santo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
100% acharam este documento útil (1 voto)
666 visualizações251 páginas

Cristologia

1. O documento discute vários aspectos da doutrina cristã sobre a pessoa e obra de Jesus Cristo, incluindo sua natureza humana e divina, nomes, limitações como homem, amor, autoridade e funções como profeta, rei e sacerdote. 2. É defendida a inspiração bíblica e a necessidade do novo nascimento e batismo por imersão para a salvação. 3. A salvação pela fé em Cristo e a possibilidade de viver uma vida santa através do poder do Espírito Santo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SUMÁRIO

NOSSO CREDO ................................................... 4


Introdução ........................................................... 15
V - JESUS CRISTO POSSUI NATUREZA
HUMANA COMPLETA, INCLUSIVE CORPO
ALMA E ESPÍRITO ........................................... 52
VI - JESUS CRISTO POSSUÍA DUAS
NATUREZAS: A DIVINA E A HUMANA ....... 54
VII - SUAS LIMITAÇÕES HUMANAS SEM
PECADO ............................................................ 56
LIMITAÇÕES INTELECTUAIS ....................... 59
O CONHECIMENTO DE JESUS ERA SUJEITO
A LIMITAÇÕES. ............................................... 60
LIMITAÇÕES ESPIRITUAIS............................ 63
VIII - OS NOMES HUMANOS QUE LHE
FORAM DADOS, POR SI MESMO E POR
OUTROS ............................................................ 66
- A RELAÇÃO HUMANA QUE CRISTO
MANTINHA COM DEUS ................................. 69
X A DIVINDADE DE JESUS CRISTO ............. 70
OS NOMES DIVINOS QUE SÃO ATRIBUÍDOS
A CRISTO NAS ESCRITURAS SAGRADAS .. 79
1
2. FILHO DE DEUS........................................... 80
3. O PRIMEIRO E O ÚLTIMO – O ALFA E O
ÔMEGA ............................................................. 82
A DEIDADE DE CRISTO PELO CULTO
DIVINO QUE LHE É ATRIBUÍDO .................. 85
OFÍCIOS DIVINOS QUE AS ESCRITURAS
ATRIBUEM A JESUS CRISTO ........................ 88
O CUMPRIMENTO EM CRISTO, NO NOVO
TESTAMENTO, DAS AFIRMAÇÕES DO
ANTIGO TESTAMENTO .................................. 93
O AMOR DE JESUS CRISTO ........................... 98
A MANSIDÃO DE JESUS CRISTO ................ 105
A AUTORIDADE DE CRISTO ....................... 107
CRISTO COMO PROFETA ............................. 109
CRISTO COMO REI ........................................ 110
CRISTO COMO SACERDOTE ....................... 110
A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA PESSOA
DE JESUS CRISTO.......................................... 173
SEU CRECIMENTO E DESENVOLVIMENTO
NATURAL ....................................................... 199
SUA APARÊNCIA FÍSICA ............................. 202
OS NOMES HUMANOS QUE LHE FORAM
DADOS, POR SI MESMO E POR OUTROS .. 223
2
A RELAÇÃO HUMANA QUE CRISTO
MANTINHA COM DEUS ............................... 227
A DIVINDADE DE JESUS CRISTO ............... 228
OS NOMES DIVINOS QUE SÃO ATRIBUÍDOS
A CRISTO NAS ESCRITURAS ...................... 236
Bibliologia ........................................................ 242

➢ NOSSO SITE
NOSSO CREDO

1- Em um só Deus, eternamente subsistente em três


pessoas: O Pai, Filho e o Espírito Santo.

Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.


(Deuteronômio 6:4)

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome


do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
(Mateus 28:19)

E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve,


Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
(Marcos 12:29)

2- Na inspiração verbal da Bíblia Sagrada, única regra


infalível de fé normativa para a vida e o caráter
cristão

➢ NOSSO SITE
Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado,
sabendo de quem o tens aprendido,
E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem
fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar,
para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para
toda a boa obra.
(2 Timóteo 3:14-17)

3- Na concepção virginal de Jesus, em sua morte


vicária e expiatória, em sua ressurreição corporal
dentre os mortos e sua ascensão vitoriosa aos céus

Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem


conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.
(Isaías 7:14)

Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem


ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também
intercede por nós.
(Romanos 8:34)

E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem
o recebeu, ocultando-o a seus olhos.
(Atos 1:9)

➢ NOSSO SITE
4- Na pecaminosidade do homem que o destituiu da
glória de Deus, e que somente o arrependimento e
a fé na obra expiatória e redentora de Jesus Cristo
é que pode restaurá-lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19).

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;


(Romanos 3:23)

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os


vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença
do Senhor,
(Atos 3:19)

5- Na necessidade absoluta do novo nascimento pela


fé em Cristo e pelo poder atuante do Espírito Santo
e da Palavra de Deus, para tornar o homem digno
do Reino dos Céus.

➢ NOSSO SITE
Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele
que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.
Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho?
Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não
nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é
espírito.

Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.


O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde
vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
(João 3:3-8)

6- No perdão dos pecados, na salvação presente e


perfeita e na eterna justificação da alma recebidos
gratuitamente de Deus pela fé no sacrifício efetuado por
Jesus Cristo em nosso favor

➢ NOSSO SITE
A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele
creem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome.
(Atos 10:43)

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.


(Romanos 10:13)

Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a


Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
(Hebreus 7:25)

7- No batismo bíblico efetuado por imersão do corpo


inteiro uma só vez em águas, em nome do Pai, do
Filho e do Espírito Santo, conforme determinou o
Senhor Jesus Cristo.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome


do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e
eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.
Amém.
(Mateus 28:19,20)

➢ NOSSO SITE
Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça
abunde?
De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como
viveremos ainda nele?
Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo
fomos batizados na sua morte?
De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para
que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai,
assim andemos nós também em novidade de vida.
Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua
morte, também o seremos na da sua ressurreição;
Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para
que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao
pecado.
(Romanos 6:1-6)

8- Na necessidade e na possibilidade que temos de


viver vida santa mediante a obra expiatória e
redentora de Jesus no Calvário, através do poder
regenerador, inspirador e santificador do Espírito
Santo, que nos capacita a viver como fiéis
testemunhas do poder de Cristo.

➢ NOSSO SITE
Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a
si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das
obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
(Hebreus 9:14)

Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos
em toda a vossa maneira de viver;
(1 Pedro 1:15)

9-No batismo bíblico no Espírito Santo que nos é


dado por Deus mediante a intercessão de Cristo,
com a evidência inicial de falar em outras línguas,
conforme a sua vontade.

Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados
com o Espírito Santo, não muito depois destes dias
(Atos 1:5)

E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre


todos os que ouviam a palavra.
E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com
Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse
também sobre os gentios.
Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus.
(Atos 10:44-46)

10

➢ NOSSO SITE
10- Na atualidade dos dons espirituais distribuídos
pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação,
conforme a sua soberana
Vontade.

Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme
éreis guiados.
Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo
Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é
o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo
em todos.
Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro,
pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os
dons de curar;
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o
dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a
outro a interpretação das línguas.
Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo
particularmente a cada um como quer.
Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os
membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.
11

➢ NOSSO SITE
(1 Coríntios 12:1-12)

11- Na Segunda Vinda premilenial de Cristo, em


duas fases distintas. Primeira - invisível ao
mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra,
antes da Grande Tribulação; segunda - visível e
corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar
sobre o mundo durante mil anos

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de


arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo
ressuscitarão primeiro.
Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente
com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos
sempre com o Senhor.
(1 Tessalonicenses 4:16,17)

Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos,


mas todos seremos transformados;
Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta;
porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e
nós seremos transformados.
Porque convém que isto que é corruptível se revista da
incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
12

➢ NOSSO SITE
E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto
que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra
que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.
(1 Coríntios 15:51-54)

12- Que todos os cristãos comparecerão ante o


Tribunal de Cristo, para receber recompensa
dos seus feitos em favor da causa de Cristo na
terra.

Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que


cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem,
ou mal.
(2 Coríntios 5:10)

13- No juízo vindouro que recompensará os fiéis e


condenará os infiéis

13

➢ NOSSO SITE
E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de
cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.
E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e
abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os
mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros,
segundo as suas obras.
E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os
mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas
obras.
E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda
morte.
E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago
de fogo.
(Apocalipse 20:11-15)

14- Na vida eterna de gozo e felicidade para os


fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis

E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.
(Mateus 25:46)

14

➢ NOSSO SITE
Introdução

Cristologia, do grego “christhos”, ungido, e “logia”,


estudo. É o estudo racional e sistemático que tem como
objeto a vida e obra de Jesus Cristo.

É um dos principais capítulos da teologia, porque estuda


aquilo que é mais distintivo no cristianismo, Jesus
Cristo; e também porque a Cristologia está intimamente
relacionada à doutrina da salvação.

Sendo Jesus Cristo a figura central do mundo, este não


pode esquecer-se dele enquanto se lembrar da história,
pois a história é a história de Cristo. Omiti-lo seria como
omitir da astronomia as estrelas, ou da botânica, as
flores. Seria mais fácil separar todos os raios de luz que
atravessam o espaço, e deles remover uma das cores
primárias, do que retirar do mundo o caráter de Jesus
Cristo.

15

➢ NOSSO SITE
A história da raça, desde sua concepção, tem sido a
história da preparação para a vinda de Cristo. O antigo
testamento prediz essa vinda através de tipos, símbolos
e profecias diretas. A história de seu povo, Israel, é uma
história de expectativa, de anseio e de preparação.

A pessoa de Jesus Cristo não somente está firmemente


engastada na história humana e gravada nas páginas
abertas das escrituras sagradas, mas também é
experimentalmente mentalizada na vida de milhões de
crentes e entrelaçada no tecido de toda a civilização
digna desse nome.

I - A importância do estudo da pessoa de Jesus


Cristo

O estudo da pessoa de Cristo se reveste de grande


importância por causa da relação que ele sustém com o
cristianismo; uma relação que nenhum dos outros
fundadores de religiões tem para com suas religiões.

Pode-se ter o confucionismo sem Confúcio; o budismo,


sem buda; o maometismo, sem Maomé; o mormonismo,
16

➢ NOSSO SITE
sem Josef Smith; a chamada ciência cristã, sem Mary
Baker Eddy; o raiar do milênio, sem Russel; mas, é
impossível haver o cristianismo sem Cristo; pois,
estritamente falando, o cristianismo é Cristo e Cristo é o
cristianismo. Não se trata, primeiramente de uma
religião; antes, é um modo de vida, e essa vida é a vida
de Jesus posta em ação viva nos homens. Cristo em
vós, a esperança da glória.

O cristianismo não pode ser comparado com outros


cultos, como também Jesus Cristo não pode ser
comparado com outras pessoas. Cristo é o
incomparável; ele está acima dos homens como os céus
estão acima da terra. Da mesma forma, o cristianismo é
incomparável. Acha-se em plano tão afastado do nível
das religiões humanas, quanto está o ocidente do
oriente.

A palavra de Deus é a base do cristianismo. Essa


palavra é Cristo. Do gênesis ao apocalipse, as
escrituras apresentam o senhor Jesus. Na estrada de
Emaús, Cristo começou com moisés e percorreu todos
os profetas, explicando aos seus discípulos o que dele
se achava dito em todas as escrituras. Assim o
17

➢ NOSSO SITE
cristianismo quer se trate da salvação da maldição do
pecado, da salvação do poder do pecado, ou da
salvação da presença do pecado, tudo é tornado
possível em Cristo e por meio dele.

Mesmo no terreno da ética, a ética do cristianismo é


incomparavelmente superior a ética das demais
religiões. A ética das religiões humanas pode ser
cumprida, enquanto que a ética de Cristo é
humanamente impossível de realizar-se, isto é, fora de
Cristo, que a ensinou. Por exemplo, ninguém pode viver
aquela espécie de vida esboçada nas bem-
aventuranças ou a vida apresentada no livro de

Filipenses, a não ser pela presença de Cristo, habitando


em nós e nos capacitando.
As escrituras apresentam a pessoa de Cristo como tema
central da mensagem transmitida aos homens através
dos tempos.

“a fim de que da presença do senhor venham tempos de


refrigério, e que envie ele o Cristo, que já vos foi designado”.
(At 3. 20)

18

➢ NOSSO SITE
“dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu nome,
tudo o que nele crê receba remissão de pecados”.
(At 10. 43)
Era o tema da mensagem dos antigos.

“chamando os apóstolos, açoitaram-nos e, ordenado- lhes que não


falassem em nome de Jesus, os soltaram. E eles se retiraram do
sinédrio, regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer
afrontas por esse nome. E todos os dias, no templo e de casa em casa,
não cessavam de ensinar, e de pregar Jesus, o Cristo”.
(At 5. 40-43)

“e logo pregava nas sinagogas a Jesus, afirmando que este é o filho de


Deus”
(At. 9. 20)
Foi o tema da mensagem dos apóstolos.

“tendo passado por anfíbolas e Apolônia, chegaram o Tessalônica, onde


havia uma sinagoga de judeus. Paulo, segundo o seu costume, foi
procurá-lo e, por três sábados, arrazoou com eles acerca das escrituras,
expondo e demonstrando ter sido necessário que Cristo padecesse e
ressurgisse dentre os mortos; e que este, dizia ele, é o Cristo, Jesus, que
vos anuncio”.
(At. 17. 1-3)

19

➢ NOSSO SITE
Foi o tema apresentado aos judeus.

“Filipe, descendo à cidade de Samaria, anunciava-lhes a Cristo”.


(At. 8. 5)

Foi o tema da mensagem aos samaritanos.

“quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou


pela sua graça, aprouve revelar seu filho em mim, para que eu pregasse
entre os gentios, não consultei carne e sangue”.
(Gl 1. 15-16)

ema da mensagem aos gentios.

“e disse-lhes: ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda


criatura”.
(Mc. 16. 15)

“Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado


para o evangelho de Deus, o qual foi por Deus outrora prometido por
intermédio dos profetas nas sagradas escrituras, com respeito a seu
filho, o qual segundo a carne, veio da descendência de Davi, e foi
designado filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade,
pela ressurreição dos Mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso senhor”
(Rm. 1. 1-4)
20

➢ NOSSO SITE
“irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos
anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais;
por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal
como voa-la preguei, a menos que tenhais crido em vão.
Antes de tudo vos entreguei o que também recebi: que

Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as escrituras”.


(1 Co 15. 1-3)

É o tema do evangelho que temos ordem para pregar


hoje.

“se alguém não ama ao senhor, seja anátema. Maranata!”


(1 Co 16. 22)

“admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos


chamou na graça de Cristo, para outro evangelho; o qual não é outro,
senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho
de Cristo. Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos
pregue o evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja
anátema. Assim como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega
evangelho que vá além daquele que já recebestes, seja anátema”.
(Gl 1. 6-9)

21

➢ NOSSO SITE
Deus anatematiza tudo o que prega qualquer outro
evangelho.

Nossa mensagem é Jesus Cristo é o testemunho


consentâneo dos líderes cristãos de todas as regiões do
mundo pelo período de mais de dezenove séculos. Na
providência de Deus, outros homens podiam ter
transmitido a mensagem que foi entregue por moisés e
Arão, Davi e Isaías, Pedro e Paulo, substituindo-os sem
modificar intrinsecamente sua mensagem. Mas, não se
dá o mesmo com Cristo, que é o tema da mensagem.
Sem ele, o cristianismo não seria o que é. Qualquer
modificação do destaque dado à pessoa de Cristo,
roubá-la de suas divinas realidades.

A humanidade de Jesus Cristo

Jesus Cristo era o filho do homem, conforme ele mesmo


proclamou. Nessa qualidade, ele é o representante de
toda a humanidade. Para ele convergem todas as linhas
de nossa comum humanidade.

Ele era filho do homem, no sentido de ser o único que


realiza tudo que está incluído na ideia do homem, na
22

➢ NOSSO SITE
qualidade de segundo adão, o cabeça e representante
da raça; a única e perfeita flor que já desdobrou-se da
raiz do tronco da humanidade.

Tomando para si esse título, ele testificou contra polos


opostos de erro acerca de sua pessoa; o polo ebionita,
que seria o resultado final do título exclusivo filho de
Davi; e o polo agnóstico, que negava a realidade da
natureza humana que levava esse nome.

Cristo pertence à raça e dela participa, nascido de


mulher, vivendo dentro da linhagem humana, sujeito a
condições humanas e fazendo parte integral da história
do mundo.

Sua humanidade é demonstrada através de:


Sua ascendência humana

Ao nascer, Jesus Cristo submeteu-se às condições da


vida humana e do corpo humano; ele se tornou
descendente da humanidade por meio do nascimento
humano.

23

➢ NOSSO SITE
FEITO DE MULHER

“vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu filho, nascido de


mulher, nascido sob a lei”.
(Gl. 4. 4)
“ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando maria, sua mãe,
desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se
grávida pelo espírito santo”.
(Mt. 1. 18)
“entrando na casa, viram o menino com maria, sua mãe. Prostrando-
se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, entregaram- lhe suas
ofertar: ouro, incenso e mirra”.
(Mt. 2. 11)

“e alguém lhe disse: tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-
te”.
(Mt. 12. 47)

“três dias depois, houve um casamento em cana da galileia, achando-se


ali a mãe de Jesus”.
(Jo. 2. 1)

“por isso, ao entrar no mundo, diz: sacrifício e oferta não quiseste,


antes corpo me formaste”.
(Hb 10. 5)

24

➢ NOSSO SITE
Nesta altura, cabe tratarmos do nascimento virginal de
Jesus Cristo. Consideremos algumas objeções
coerentes:

A primeira objeção: os relatos do nascimento de Jesus,


em Mateus e Lucas, foram adicionados séculos após
terem sido escritos os evangelhos.

Os capítulos de Mateus e Lucas, nos quais aparece o


registro do nascimento virginal de Jesus, encontram-se
em todos os manuscritos não mutilados do novo
testamento, que são muitos; em nenhum deles se
verifica a omissão destes capítulos, além do que
encontramos em todas as versões e traduções dos
manuscritos reconhecidos como genuínos.

Nenhuma cópia do evangelho de Mateus ou do


evangelho de Lucas jamais os omitiu. Há milhares de
manuscritos, como também muitas versões do novo
testamento, que remontam até meados do século II da
era cristã, tal como os possuímos hoje.

25

➢ NOSSO SITE
Sabe-se que já existia, no início do século II, o credo
apostólico que diz: nasceu do espírito santo e da virgem
maria.

Sessenta anos após a morte de Cristo, seus


seguidores falavam e escreviam acerca do nascimento
da virgem.
Segunda objeção: há contradições entre os relatos de
Mateus e Lucas sobre o nascimento de Jesus, em
relação ao registro genealógico.

Mateus relata a história do ponto de vista de José, ao


passo que Lucas a relata do ponto de vista de maria; o
que um omite, o outro supre, pois, um relato suplementa
o outro. Lucas fornece mais detalhes do que Mateus,
pois maria sabia mais a respeito do sagrado mistério do
que Jose. Ambos, entrando, concordam que Jesus
nasceu de uma virgem.

Muitos têm dito que há contradição na genealogia


de Lucas. A objeção a essa passagem é que, enquanto
Mateus diz que era José filho de Jacó, Lucas afirma que
era filho de ele. Perguntam então: em que sentido podia
ser ao mesmo tempo filho de Jacó e de ele? Ele não
26

➢ NOSSO SITE
podia ser, por geração natural, filho tanto de Jacó como
de ele.

Em Lucas, todavia, não se afirmar que ele gerou


José, pelo contrário a explicação natural é que José era
genro de ele, o qual, como ele mesmo, era descendente
de Davi. Nesse caso, que ele tenha sido chamado filho
de ele, estaria em conformidade com a maneira judaica
de dizer.

Tanto Lucas como Mateus tiveram o cuidado de


não dizer que Jesus era realmente filho de José. Mateus
usa de uma perífrase, justamente a fim de evitar esse
conceito. Jacó gerou José, esposo de maria, da qual
nasceu Jesus, chamado Cristo, enquanto que Lucas
insere a cláusula: Jesus cerca de trinta anos ao
começar o seu ministério.

Era como se cuidava, filho de José, filho de ele. Assim


se verifica que a objeção comum à inclusão do nome de
José na genealogia de Jesus, como se fosse seu pai, já
que ele não era pai de Jesus, fica invalidada.

27

➢ NOSSO SITE
Terceira objeção: se Cristo tivesse realmente nascido de
uma virgem, o fato seria de tamanha relevância que
teria sido assunto de revelação de sua parte.

No tocante ao silêncio de nosso senhor relativamente ao


seu nascimento, é pura especulação imaginar o que ele
deve ou não ter dito. João afirma que seu livro contém
mero fragmento das palavras de nosso senhor. Cristo
também assegurou a seus discípulos que ele ainda
tinha muitas cousas para dizer-lhes, mas que eles não
estavam em condições de suportá-las.

Se, contudo, for levado em consideração o argumento


baseado no silêncio de Jesus, então deveremos levar
em consideração o fato de não constar também que
nosso senhor, que indubitavelmente era membro ideal
da família de José, alguma vez se tenha referido a José
como seu pai, embora se referisse a maria como sua
mãe.

“vendo Jesus sua mãe, e junto a ela o discípulo amado, disse: mulher,
eis aí teu filho”.
(Jo 19.26)

28

➢ NOSSO SITE
Se não fosse verdade o ter nascido da virgem, seria
mais que provável que Jesus o negasse, uma vez que
tal história só podia prejudicar o bom nome de sua mãe.
O argumento baseado no silêncio é muito precário.
Basta dizer que o sagrado relato se torna corrente ainda
em vida de Jesus. Isabel, mãe de João Batista, o
conhecia:

“naqueles dias, dispondo-se maria, foi apressadamente à região


montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na casa de Zacarias e
saudou Isabel. Ouvindo esta saudação da maria, a criança lhe
estremeceu no ventre; então Isabel ficou cheia do espírito santo e
exclamou em alta voz: bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto
de teu ventre. E de onde me provém que me venha visitar a mãe do
meu senhor? Pois logo que me chegou aos ouvidos a voz da tua
saudação, a criança estremeceu de alegria dentro de mim. Bem
Aventurada a que creu, porque serão cumpridas as palavras que lhe
foram ditas da parte do senhor”.
(Lc. 1. 39-45)

E, aos poucos, foi-se tornando conhecido de todos os


discípulos. Tão estupendo e glorioso fato não podia
permanecer oculto durante muito tempo.

29

➢ NOSSO SITE
Quarta objeção: o silêncio de João, marcos e Paulo,
sobre o nascimento virginal de Jesus, não pode ser
explicado.

Ainda nos dias de João, havia surgido uma heresia fatal:


negava-se que Jesus veio em carne, e João escreveu
seu evangelho para refutar essa heresia. Com uma
penada, João começa a traçar a descendência divina de
nosso senhor, que remonta para além de adão, antes
mesmo que as estrelas matutinas cantassem ou os
mundos tivessem sido formados e tivessem sido
compostos sistemas, levando-nos até à própria
eternidade, ao dizer: no princípio era o verbo, o logos, o
agente ativo do Deus todo-poderoso. João ensina,
nesse primeiro versículo de seu evangelho, a eternidade
de Jesus Cristo, sua unidade com Deus e sua
divindade; e passa a mostrar, através das páginas de
seu evangelho, a glória, a autoridade e o poder do
eterno filho de Deus.

O LIVRO INTEIRO SUBENTENDE UM NASCIMENTO


MIRACULOSO.

30

➢ NOSSO SITE
A objeção a que dão tanta importância é o silêncio, nos
demais evangelhos e outras partes do novo testamento,
a respeito de como Jesus foi concebido. Isso, alegam,
prova contundentemente que o nascimento virginal não
era conhecido nos círculos cristãos dos primeiros
tempos e que não passa de uma lenda de origem
posterior.

No que diz respeito aos evangelhos, a objeção só seria


válida se o objetivo de marcos e João fosse narrar,
como fazem os outros dois evangelistas, as
circunstâncias da natividade. Evidentemente, porém,
não é esse o seu objetivo.

Tanto marcos como João sabiam que Jesus teve


nascimento humano, infância e juventude, e que sua
mãe se chamava maria; mas, propositadamente, nada
nos dizem a respeito.

Marcos começa o evangelho com o início do


ministério público de Jesus, e nada diz do período
anterior, especialmente de como Jesus veio a ser
chamado filho de Deus.

31

➢ NOSSO SITE
“princípio do evangelho de Jesus Cristo, filho de Deus”.
(Mc 1. 1)

João fala da descendência divina de Jesus e nos


informa que o verbo se fez carne.

“e o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de


verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do pai”.
(Jo 1. 14)

Porém, como sucedeu esse milagre da encarnação, ele


não diz. A informação não fazia parte de seu plano. Ele
conhecia a tradição da igreja sobre o assunto: possuía
os evangelhos, que narram o nascimento de Jesus de
uma virgem, e aceita sem discussão o ensino desses
evangelhos. Falar em contradição, num caso tal como
esse, é completamente fora de ordem.

O propósito de Paulo, ao escrever, foi


particularmente o de tornar claro o fato da expiação, da
ressurreição e do segundo advento de Cristo, como
consequência deixa de lado os incidentes da vida de
Jesus.

32

➢ NOSSO SITE
Seria igualmente razoável argumentar que Paulo
não acreditava nos milagres do senhor, pois faz silêncio
tanto sobre seus milagres como sobre seu nascimento.

Paulo sabia que a maior confirmação do


nascimento virginal de Jesus estava na ressurreição,
pelo que erigiu seu argumento sobre o caráter sem
paralelo, a mediação, a vida ressuscitada, a intercessão,
a presença e o poder espiritual de Cristo, conforme vista
em sua igreja em expansão cada vez maior.

Todos esses fatos pressupõem a encarnação. O


nascimento virginal está subentendido nas seguintes
passagens:

“antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-


se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana”.
(Fp. 2. 7)

“porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela


carne, isso fez Deus enviando o seu próprio filho em semelhança de
carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus
na carne o pecado”.
(Rm. 8. 3)

33

➢ NOSSO SITE
“vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu filho, nascido de
mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim
de que recebêssemos a adoção de filhos”.
(Gl 4.4-5)

Quinta objeção: os discípulos estavam divididos em


sua crença a respeito do nascimento virginal de Jesus,
pois alguns sustentavam que ele era filho de José,
enquanto outros criam que era filho de Deus. Visto que
não estavam de acordo entre si, porque havemos de
considerar de grande importância essa questão hoje em
dia?

Essa objeção se baseia nas seguintes passagens das


escrituras:

“não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe maria, e seus
irmãos Tiago, José, Simão e judas?”
(Mt. 13. 55)

Essas palavras foram proferidas pelos judeus que,


ao verem as obras maravilhosas operadas por nosso
senhor, sentiram-se capazes de explicar sua pessoa por
meios naturais, por isso fizeram essa pergunta. Aqui

34

➢ NOSSO SITE
não existe a menor evidência de que os discípulos de
Cristo sustentassem semelhante opinião.

“Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: achamos aquele de quem moisés


escreveu na lei, a quem se referiram os profetas, Jesus, o nazareno, filho
de José”.
(Jo 1. 45)

Essas palavras citam o que disse Filipe, que


acabava de tomar a decisão de se tornar discípulo de
Jesus, e que, até então, não ouvira falar na encarnação.
Por isso, igualmente, tal afirmação de que ele era filho
de José.

“e diziam: não é este Jesus, o filho de José? Acaso não lhe conhecemos o
pai e a mãe? Como, pois, agora, diz: desci do céu?”
(Jo. 6. 42)

Essas palavras foram proferidas pelos judeus,


que não eram discípulos de Cristo, e foram
ocasionadas pelo notável discurso de Jesus sobre o pão
da vida. Era a esse respeito que os judeus incrédulos
murmuravam, porque dissera: eu sou o pão que desceu

35

➢ NOSSO SITE
do céu, e perguntando: não é este Jesus, o filho de
José?

Nosso senhor ensinou que a incredulidade nunca pode


aceitar o fato da encarnação, pois essa verdade está
moralmente oculta de todos excetos àqueles que são
filhos da fé. A julgar por essa passagem, não há base
para o ponto de vista de que, entre os discípulos de
Jesus, existia uma tradição que afirmava que Jesus

CRISTO ERA DE FATO FILHO DE JOSÉ.

Sexta objeção: o conceito do nascimento virginal,


sugestão derivada dos mitos pagãos sobre Deuses
encarnados, foi adotado pelos discípulos a fim de
exaltar Jesus.

Os antigos mitos pagãos diziam que os Deuses podiam


vir à terra e se encarnar em homens. Seu conceito
sobre essas supostas encarnações é, talvez, o que de
mais vil e revoltante se pode encontrar na literatura
antiga ou moderna. Segundo ela, um Deus pagão se
aproveita de uma esposa ou filha, de uma família pura,
que melhor se adapte à sua depravação, e o filho é um
36

➢ NOSSO SITE
super-homem, um Deus-homem, um herói. Apesar
dessa fantasia, nenhum escritor pagão afirmou que um
de seus heróis tivesse nascido de uma virgem. Os
escritores pagãos afirmavam que seus heróis, tais como
Alexandre, césar e outros, eram filhos de Deuses;
porém, nunca afirmaram serem eles filhos de virgens.
Portanto, o argumento, baseado nos mitos pagãos,
apresentado para derrubar o nascimento miraculoso de
Cristo, cai por terra.

Apresentamos a seguir mais alguns argumentos que


sustentam o fato do nascimento virginal de Jesus Cristo.
A inspiração das escrituras está em jogo se não
puderem estabelecer contundentemente a questão vital
da natureza e da pessoa de Cristo.

Em suma, não é apenas a doutrina da concepção de


Jesus que está em jogo, mas, sim, todas as doutrinas
baseadas na revelação das sagradas escrituras. A
questão aqui é da veracidade da revelação da palavra
de Deus. É digno de nota que a autoridade das
escrituras é verdade estabelecida há séculos.

37

➢ NOSSO SITE
A religião não pode dispensar a autoridade, como
também não o pode o estado. Não podemos rejeitar a
revelação autorizada do espírito santo sobre a questão
infinitamente importante de quem é Jesus, como ele
veio, a natureza de sua pessoa e posição, sem
solaparmos na crença, na veracidade das escrituras
sobre nossa relação pessoal com Deus.

Se a inspiração não exerceu influência ou controle


suficiente para impedir que Mateus e Lucas relatassem
inverdades, a respeito de uma questão tão vital, então
ela perde o próprio elemento que a torna inspiração.
Isso significaria que nossa confiança na veracidade da
bíblia sobre questões vitais é sem base, e que o
naturalismo ganhou a batalha. Nosso senhor, contudo,
disse: e a escritura não pode falhar.

Os arqueólogos afirmam que poucos escritores antigos


se aproximam da bíblia, na exatidão de registros, e,
naturalmente, os arqueólogos se referem a questões
que pouco ou nada dizem a respeito da exatidão da
bíblia como autoridade sobre as relações de Deus com
o homem e do homem com Deus. Ora, o novo
testamento não é menos inspirado que o antigo.
38

➢ NOSSO SITE
Quanto a isso, até os próprios adversários são
obrigados a concordar. Por conseguinte, o novo
testamento não pode falhar

Sem ser esmagada a fortaleza da autoridade de Cristo


que, afinal de contas, é, como ele próprio, o mesmo
ontem, hoje e para sempre.
O argumento baseado na congruência oferece apoio a
essas narrativas.

A concepção sobrenatural é congruente com o


nascimento de uma pessoa sobrenatural. Jesus Cristo é
a manifestação ímpar do sobrenatural no terreno
natural, o milagre de sua concepção está de
conformidade com a natureza miraculosa de sua
pessoa. Somente meios sobrenaturais de encarnação
parecem adequados para a entrada no mundo de uma
pessoa divina e pré-existente, o que se pode apreciar
melhor em nova tradução do relato de Lucas: como
poderá ser isto, perguntou maria ao anjo, se eu não
tenho marido? O anjo lhe responde: o espírito santo virá
sobre ti, e o poder do altíssimo te cobrirá com sua
sombra.
39

➢ NOSSO SITE
Por isso, o santo filho, que nascerá de ti, será chamado
filho de Deus”. Sim, o registro dos fatos está em perfeita
harmonia com toda a sucessão de eventos e
circunstância naturais e sobrenaturais ligados ao
advento de Cristo.

Adapta-se maravilhosamente à anunciação, ao salmo


de Isabel, ao hino de maria, ao cântico dos anjos, à
visita dos pastores, à aparição dos magos vindos do
oriente, à estrela que seguiram, à adoração do menino
por Simeão e Ana no templo de Jerusalém, à tentativa
de Herodes para matar o infante profético, mediante a
matança geral das crianças, à fuga para o Egito, e
assim por diante.

Todo esse movimento, sem levar em conta tudo que


sucedeu antes disso e depois do pentecostes, é muito
mais coerente com o nascimento virginal do que um
nascimento comum.

O argumento psicológico e biológico sustenta a verdade


do nascimento virginal.

40

➢ NOSSO SITE
É fato bem conhecido que herdamos dos nossos pais
não somente o corpo, mas também a alma. A natureza
psicológica da criança revela sua paternidade tanto
quanto os característicos físicos o fazem. A herança não
termina aí.

A personalidade também é gerada, parte da qual se


compõe de corpo e alma; o resto é espírito. De
conformidade com a lei biológica, cada tipo de vida se
reproduz segundo a sua própria espécie. Quando é
possível dois tipos se unirem e produzirem
descendência o divino com o humano, o sobrenatural
com o natural. Como é impossível a encarnação de uma
pessoa pré-existente, ao

Mesmo tempo que essa encarnação tenha pai humano,


pode ser visto no fato de que nunca pai e mãe humanos
geraram alguém que não fosse uma nova
personalidade. A concepção miraculosa foi conforme a
lei da herança, tendo herdado características tanto nos
fatos sobrenaturais como do natural.

A encarnação de uma pessoa divina em uma pessoa


humana, gerada por pais humanos, significaria a
41

➢ NOSSO SITE
existência de duas personalidades na pessoa gerada
biologicamente, é impossível sustentar que o filho de
maria, se foi gerado por pai humano, é o mesmo eterno
filho de Deus. Somos compelidos a assumir uma
posição; ou não havia filho de Deus pré-existente, ou
não houve filho de pai humano quando Jesus nasceu.
Se Deus filho sempre existiu antes da encarnação,
quem é essa segunda pessoa, o filho de maria e de um
pai humano?

Se não acreditarmos no relato bíblico, não se pode


evitar, lógica, biológica e psicologicamente, o erro de
atribuir dupla personalidade a Jesus Cristo.

Argumento baseado na divindade de Cristo e na


trindade sustenta a verdade da concepção miraculosa.

Vimos que as naturezas de duas vidas; do pai e da mãe;


unidas pela concepção do embrião, determinam a
natureza do ser gerado por elas. Somente o que é
gerado pelo divino e pelo humano pode considerar-se
pertencente ao gênero divino e humano.

42

➢ NOSSO SITE
Maria e José tiveram diversos filhos após o nascimento
de Jesus. Se Jesus não nasceu de mãe virgem, então
Tiago, José, judas, Simão e suas irmãs pertenciam
genericamente, à mesma classe de Jesus. É justamente
o parentesco divino de sua pessoa.

Se Jesus tivesse tido pai humano, seria igual a todos


nós. Genericamente falando, o que não nos daria razão
de defender sua divindade pessoal do que defender a
divindade pessoal de todos nós.

“tornei-me estranho a meus irmãos, e desconhecido aos filhos de minha


mãe”.
(Sl. 69. 8)

“não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe maria, e seus
irmãos Tiago, José, Simão e judas? Não vive entre nós todas as suas
irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isso?”
(Mt. 13. 55-56)

“não é este o carpinteiro, filho de maria, irmão de Tiago, José, judas e


Simão? E não vivem entre nós suas irmãs? E escandalizaram-se nele”.
(Mc. 6. 3)

Não é propriamente a pessoa que resolve crer ou não


na doutrina da trindade. Antes, é essa doutrina que
43

➢ NOSSO SITE
seleciona quem deve receber, pois a sua aceitação é
imposta pelos poderes, obra e pessoa sobre- humana
de Jesus Cristo.

Portanto, concluímos naturalmente que ele e seu


nascimento se harmonizam, e que o meio de sua
entrada na vida humana, necessariamente diferiu de
nossa maneira de entrar nesta vida, assim como ele
também difere de nós no que tange à sua pessoa, obra,
posição e poder. Se Jesus Cristo não é uma pessoa
sobrenatural, então não existe a trindade. Se a corrente
está partida aqui, seus diversos elos restantes não têm
valor.

ARGUMENTO BASEADO NA REDENÇÃO


SUSTENTA A VERDADE DO NASCIMENTO
VIRGINAL.

Para termos ponto de vista correto sobre a obra


expiatória de Cristo, temos que possuir ponto de vista
acertado sobre seu nascimento. Quanto menos vemos
na divindade de Cristo em seu nascimento sobrenatural,
menos vemos dessa divindade em sua morte expiatória.
Quando perdemos de vista o Cristo histórico dos
44

➢ NOSSO SITE
evangelhos e sua concepção miraculosa, conforme ali
registrada, nem sombra de divindade resta para efetuar
nossa redenção.

Os que tem nascido de novo pela fé em Cristo.


Geralmente quem nega o nascimento virginal são
pessoas que não experimentaram a regeneração pelo
espírito de Deus e nem ao menos acreditam nessa
experiência. Sermos nascidos do espírito de Deus
coloca-nos em situação que podemos aceitar o
sobrenatural da bíblia, pois somos, em nós mesmos e
em nossa experiência, testemunhas do sobrenatural.
Essa experiência, que nos liga espiritualmente a Deus,
prepara-nos para tudo mais, na revelação divina que
estiver acima e além da mente natural.

Cremos no nascimento virginal porque nenhuma


objeção levantada contra ela foi suficiente, satisfatória
ou concludente. De fato, nenhuma objeção positiva ou
evidente já foi, nem pode ser levantada. Os que negam
a verdade da história, afirmam tratar-se de um fato.
Feito da semente de Davi.

45

➢ NOSSO SITE
“com respeito a seu filho, o qual, segundo a carne veio da descendência
de Davi”.
(Rm. 1. 3)

“e tendo tirado a este, levanto-lhes o rei Davi, do qual também, dando


testemunho, disse: achei a Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu
coração, que fará toda minha vontade. Da descendência deste,
conforme a promessa, trouxe Deus a Israel o salvador, que é Jesus”.
(At. 13. 22-23)

“eis que conceberás e darás a luz um filho a quem chamarás pelo nome
de Jesus. Este será grande e será chamado filho do altíssimo; Deus, o
senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre
a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim”.
(Lc. 1. 31-33)

“livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão”.


(Mt. 1. 1)

Este aspecto do parentesco humano de Jesus Cristo


nunca foi alvo dos ataques feitos em torno da doutrina
do nascimento virginal, ataque este que vem se
intensificando durante a presente era. Contudo, a
palavra de Deus declara que o messias havia de ser da
semente de Davi, com a mesma clareza com que afirma
que havia de nascer de uma virgem. Como crentes,

46

➢ NOSSO SITE
devemos familiarizar-nos com o conjunto de verdades
relacionadas com a linhagem de Cristo no pacto
dravídico.

Diferentes opiniões têm sido oferecidas com referência


às genealogias registradas no evangelho de Mateus e
no evangelho de Lucas. Fosse qual fosse o propósito do
espírito santo, ao inspirar essas duas genealogias,
permanece em pé a verdade que ninguém,
principalmente o judeu, poderá levantar dúvida quanto
ao direito de Jesus de sentar-se no trono de Davi.

Tanto José, o humilde carpinteiro, como maria, a jovem


que achou graça diante de Deus, era da linhagem de
Davi. No evangelho de Mateus, a genealogia é de José.
No evangelho de Lucas, ao que parece, a genealogia é
de maria. É evidente que ambos tinham sangue real. A
esse casal, de condição social humilde, porém, de
sangue nobre, Deus confiou seu filho.
Seu crescimento e desenvolvimento naturais

47

➢ NOSSO SITE
“três dias depois, o acharam no templo, assentado no meio dos
mestres, ouvindo-os e interrogando-os. E todos os que ouviam, muito se
admiravam de sua inteligência e de suas respostas. Logo que seus pais
o viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse: filho, por que
fizestes assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura. Ele
lhes respondeu: por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria
estar na casa de meu pai? Não compreenderam, porém, as palavras
que lhe dissera. E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso.
Sua mãe, porém, guardava todas essas cousas no coração. E crescia
Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.
(Lc. 2. 46- 52)

A humanidade de Jesus passou pelos diversos estágios


de desenvolvimento, como qualquer outro membro da
raça. Da infância à juventude, à idade adulta, houve
crescimento constante, tanto em seu vigor físico, como
em suas faculdades mentais.

Até que ponto sua natureza impecável influi em seu


crescimento, não somos capazes de afirmar. Parece
claro, entretanto, pelas escrituras, que devemos atribuir
o crescimento e o desenvolvimento de Jesus à
observância das leis da natureza e à educação que ele
recebeu em um lar piedoso. Pode-se atribuir seu
desenvolvimento, também, às instruções recebidas no
templo, por seu próprio estudo pessoal das escrituras, e
48

➢ NOSSO SITE
por sua comunhão com o pai. Tanto o elemento humano
quanto o divino participaram na sua criação e seu
desenvolvimento, que foram tão reais na experiência de
Jesus como na de qualquer outro ser humano.

Jesus Cristo estava sujeito às leis comuns do


desenvolvimento humano e do crescimento gradativo
em sabedoria e estatura.

SUA APARÊNCIA FÍSICA

“então lhe disse a mulher samaritana: como, sendo tu judeu, pedes de


beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se dão
com os samaritanos)?”
(Jo. 4. 9)

“mas, ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia; todavia, os


discípulos não reconheceram que era ele. Perguntando- lhes Jesus:
filhos, tendes aí alguma cousa de comer? Responderam- lhes: não”.
(Jo. 21. 4-5)

“Jesus, tirando-o da multidão, à parte, opôs-lhe os dedos nos ouvidos e


lhe tocou a língua com saliva; depois, erguendo os olhos ao céu, disse:
exata; que quer dizer: abre-te”.
(Mc. 7. 33-34)

49

➢ NOSSO SITE
“à hora nona clamou Jesus em alta voz: elo, elo, lama sabâctani? Que
quer dizer: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?”
(Mc. 15. 34)

“saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura.


Disse-lhes Pilatos: eis o homem!”
(Jo. 19. 5)

“e disse: eis que vejo os céus abertos e o filho do homem em pé à destra


de Deus”.
(At. 7. 56)

“porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens,


Cristo Jesus, homem”.
(Tm. 2. 5)

A aparência pessoal de Jesus não mereceu menção


particular nas escrituras. Há poucas alusões à mesma.
Evidentemente a pessoa de Jesus, em seu estado
terreno, não é para ser objeto de contemplação ou de
representação.

50

➢ NOSSO SITE
Não obstante, temos a seguinte descrição a seu
respeito:

“não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza


havia que nos agradasse, pois o seu aspecto estava mui desfigurado,
mais do que a dos outros filhos dos homens”
(Is 53.2).

Com toda a probabilidade, os quadros convencionais de


Jesus estão longe de transmitir sua verdadeira
aparência física. Todos seguem o estilo grego, mas
Jesus era judeu.

A mulher samaritana evidentemente reconheceu que


Jesus era judeu por seus traços físicos ou por seu
sotaque. Para ela, ele não passava de um judeu
comum, pelo menos começarem a conversar. Não há
base bíblica para alguém desenhar Cristo com uma
auréola por sobre

A cabeça, como fazem os artistas. Sua vida pura, sem


dúvida alguma, lhe emprestava aparência distinta; assim
como o bom caráter, semelhantemente, distingue certos
homens hoje em dia. Evidentemente que nada sabemos

51

➢ NOSSO SITE
de definitivo quanto à aparência de Jesus, pois d’ele não
possuímos nem pintura nem fotografia.
Jesus Cristo tinha aparência de homem e,
ocasionalmente, confundiam-no com outros homens.

V - JESUS CRISTO POSSUI NATUREZA


HUMANA COMPLETA, INCLUSIVE CORPO
ALMA E ESPÍRITO

Quando Jesus Cristo encarnou, passou a possuir


verdadeira natureza humana, pois foi feito em
semelhança de homens. Essa natureza humana,
entretanto, não era carnal. Era isenta de pecado.

Possuía corpo físico

“pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o
meu enterro”.
(Mt. 26.12)

52

➢ NOSSO SITE
Possuía alma racional

“então, disse-lhes: a minha alma está profundamente triste até à morte;


ficai aqui e vigiai comigo”.
(Mt. 26. 38)

Possuía espírito humano

“aí Jesus gritou bem alto: pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!
Depois de dito isso, ele morreu”.
(Lc. 23. 46)

“aí Jesus deu um grito forte e morreu”.


(Mt. 27. 50)

53

➢ NOSSO SITE
VI - JESUS CRISTO POSSUÍA DUAS
NATUREZAS: A DIVINA E A HUMANA

A união da divindade com humanidade era essencial à


constituição da pessoa de Cristo. Segue-se, portanto,
que o Cristo é o Deus/homem. A divindade e a
humanidade se acham unidas nele, ainda que não
estejam misturadas. Sua humanidade não é deificada,
nem sua divindade é humanizada. Isso é claramente
impossível.

A divindade não pode tomar em sua essência qualquer


coisa finita, e o humano é finito. A humanidade não
pode ser absorvida na divindade, a ponto de passar a
fazer parte desta. As duas naturezas, em uma só
pessoa, é verdade, e sempre há de ser verdadeiro
acerca do messias. Precisamos confessar que se trata
de mistério; não é por causa disso, porém, que a
doutrina deve ser rejeitada.

54

➢ NOSSO SITE
“visto, pois, que os filhos tem participação comum na carne e sangue,
destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte,
destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse
a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por
toda a vida. Pois ele, evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a
descendência de Abraão. Por isso mesmo, convinha que, em todas as
cousas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e
fiel sumo sacerdote nas cousas referentes a Deus, e para fazer
propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que ele mesmo sofreu,
tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados”.

“tendo, pois, a Jesus, o filho de Deus, como grande sumo sacerdote que
penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não
temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas
fraquezas, antes foi ele tentado em todas as cousas, à nossa
semelhança, mas sem pecado”.
(Hb. 4.14-15)

“e o verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade,


e vimos a sua glória, glória como do unigênito do pai”.
(Jo. 1. 14)

Mediante sua encarnação, Jesus Cristo entrou na posse


de uma natureza física, real e humana, que consiste de
espírito, alma e corpo, o que lhe proporciona autêntica
humanidade.

55

➢ NOSSO SITE
VII - SUAS LIMITAÇÕES HUMANAS SEM
PECADO

Não existe uma única nota, no grande órgão de nossa


humanidade que, quando tocada, não encontre
simpática vibração no grandioso alcance e escopo da
pessoa de nosso senhor Jesus, executando-se,
naturalmente, a nota desafinada e discordante do
pecado.

LIMITAÇÕES FÍSICAS.

Jesus Cristo era sujeito à fadiga corporal.

“estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentaram-se Jesus


junto a fonte, por volta da hora sexta”.
(Jo. 4. 6)

“não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o senhor, o criador dos fins
da terra, nem se cansa nem se fadiga? Não se pode esquadrinhar o seu
entendimento”.
(Is. 40. 28)

56

➢ NOSSO SITE
Jesus Cristo era sujeito à necessidade do sono.

“e eis que sobreveio uma grande tempestade, de sorte que o barco era
varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia.”
(Mt. 8. 24)

“ele não permitirá que os teus pés vacilem; não dormitará aquele que te
guarda. É certo que não dormita nem dorme o guarda de israel. O
senhor é quem te guarda; o senhor é a tua sombra à tua direita”.
(Sl. 121. 3-5)

Jesus Cristo era sujeito à fome.

“cedo de manhã, ao voltar para cidade teve fome”.


(Mt. 21. 18)

“se eu tivesse fome não diria, pois o mundo é meu, e tudo quanto nele
contém. Acaso como eu carne de touro? Ou bebo sangue de cabritos?”
(Sl. 50.12-13)

Jesus Cristo era sujeito à sede.

“depois, vendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir a


escritura, disse: tenho sede”.
57

➢ NOSSO SITE
(Jo 19.28)

“e, estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu


suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra”.
(Lc. 22. 44)

Jesus Cristo, em sua vida corporal, tinha capacidade para morrer.

“antes de tudo, vos entreguei o que também recebi; que Cristo morreu
pelos nossos pecados, segundo as escrituras”.
(1 Co 15.3)
Jesus Cristo estava sujeito às limitações físicas comuns
à natureza humana, como a fome, a sede, o cansaço, a
dor e a morte

58

➢ NOSSO SITE
LIMITAÇÕES INTELECTUAIS

Em seu estado de humilhação, o filho de Deus pôs de


lado o exercício independente de sua onisciência, bem
como os demais atributos da divindade, fazendo uso de
sua inteligência divina somente sob orientação do
espírito santo.

Jesus Cristo tinha capacidade para crescer em


conhecimento.

Jesus Cristo tinha capacidade para adquirir


conhecimento mediante a observação.

Jesus Cristo tinha capacidade para se limitar em seu


conhecimento.

“mas a respeito daquele dia ou daquela hora ninguém sabe; nem os


anjos do céu, nem o filho, senão o pai”.
(Mc 13.32)

59

➢ NOSSO SITE
O CONHECIMENTO DE JESUS ERA
SUJEITO A LIMITAÇÕES.

Limitações morais.

“pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso
para socorrer os que são tentados”.
(Hb 2.18)

“porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das
nossas fraquezas, antes foi tentado em todas as cousas, à nossa
semelhança, mas sem pecado”.
Hb 4.15

Cristo não possuía limitações morais devidas ao pecado


ou que envolvessem a possibilidade de pecar.

Isso deve ser verdade, pois, doutro modo, a redenção


estaria fundamentada numa base capaz de possível
ruína. Todo o plano de redenção pré-determinado no
conselho de Deus, segundo a teoria

Contrária, estava na incerteza, enquanto não veio a


tentação; durante a tentação esteve na balança.
60

➢ NOSSO SITE
Nosso senhor Jesus Cristo, por nascimento pelo lado de
sua mãe, e por lei pelo lado de José, era o herdeiro do
trono de Davi e o messias nomeado por Deus. Se ele
tivesse pecado e caído, isso não teria alterado sua
relação essencial ou legal ao trono, nem seu título de
messias. Assim sendo, se ele tivesse pecado, teríamos
o espetáculo de um messias escolhido, mas
pecaminoso.

Nosso senhor era o cordeiro conhecido, com efeito,


antes da fundação do mundo! Para ser aceito, o
cordeiro sacrificial tinha de ser sem defeito e sem
malícia. Na qualidade de antítipo, o messias havia de
ser por sua própria natureza e sem pecado, pela vitória
sobre ele.

Tivesse ele cedido à tentação e tivesse pecado, sua


queda não poderia ter alterado a verdade de que ele foi
escolhido como cordeiro de Deus. Caso permanecesse
essa ordenação, teríamos o cordeiro de Deus, fixado e
nomeado, mas culpado de pecado a negar a própria
existência, tanto do tipo como do princípio, de que ele
fosse sem pecado.

61

➢ NOSSO SITE
Se nosso senhor, na qualidade de messias de Israel e
cordeiro de Deus, tivesse pecado, teria falhado.
Continuaria sendo o filho unigênito de Deus, mas não
poderia ser redentor dos homens.

As escrituras não autorizam o ensino de que nosso


senhor poderia ter pecado. As ilustrações, baseados em
satanás e adão, não são válidas. Satanás era um anjo
criado. Adão não era o filho unigênito de Deus, mas
criação de Deus. Nosso senhor Jesus Cristo não era
anjo criado. Não era homem criado. Foi gerado por
Deus, da semente da mulher, pelo espírito santo.

O que foi gerado não foi uma pessoa, mas uma


natureza humana. Essa natureza humana era santa. As
escrituras chamam-no de o santo. Em sua qualidade,
era a santidade de Deus. Visto que sua qualidade era a
santidade de Deus, não podia haver em o santo nem
tendência para pecar.

Essa santa natureza humana sem pecado estava


indissoluvelmente ligada à personalidade do filho. Sua
natureza humana não poderia ter pecado sem o
consentimento de sua personalidade ímpar; essa
62

➢ NOSSO SITE
personalidade teria que dizer quero ao pecado. Mas,
visto que a personalidade de nosso senhor Jesus Cristo
é a personalidade de Deus, era impossível que essa
personalidade consentisse em pecar. Visto que sua

Personalidade não podia consentir em pecar, era


impossível que ele, em sua natureza humana viesse a
pecar.
Jesus Cristo foi tentado e sujeito às limitações morais
essenciais da natureza humana, ainda que essa sua
natureza humana estivesse inseparavelmente ligada à
sua personalidade, estava separado do pecado.

LIMITAÇÕES ESPIRITUAIS.

Por ocasião da encarnação, Jesus Cristo trocou sua


vida independente pela vida dependente; sua soberania
pela subordinação. Vivendo uma vida de homem, ele se
limitou aos meios e métodos pelos quais o poder divino
é obtido e exercido pelo homem. Jesus Cristo dependia
da oração para ter poder.

63

➢ NOSSO SITE
“tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto, e
ali orava”.
(Mc 1. 35)

“ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de pedra, e, de joelhos,


orava, dizendo: pai, se quiseres, passa de mim este cálice; contudo, não
se faça a minha vontade, e, sim, a tua. [então, lhe apareceu um anjo do
céu que o confortava. E, estando em agonia, orava mais intensamente.
E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo
sobre a terra]. Levantando-se da oração, foi ter com os discípulos e os
achou dormindo de tristeza”.
(Lc. 22. 41-45)

“ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e
lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte, e tendo
sido ouvido por causa da sua piedade”.
(Hb 5.7)

Nas escrituras, temos a menção de que Jesus orou


vinte e cinco vezes. Ele obtinha poder para o trabalho e
para alcançar vitórias morais como fazem os outros
homens pela oração. Estava sujeito às condições
humanas para obter o que ele desejava.

CRISTO DEPENDIA DA AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO


PARA EXERCER PODER.
64

➢ NOSSO SITE
“como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o espírito santo e poder, a
qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os
oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”.
(At. 10.38)

O período da dependência de Cristo foi o período de


sua humilhação. Prolongou-se de Belém ao monte das
oliveiras, ou seja, durante o período de sua vida
encarnada sobre a terra. Depois, ele reassumiu a

Glória que tinha com o pai antes que houvesse mundo,


bem como todas as prerrogativas de sua divindade.
Jesus Cristo foi sujeito às condições humanas a fim de
obter poder em seu ministério.

65

➢ NOSSO SITE
VIII - OS NOMES HUMANOS QUE LHE
FORAM DADOS, POR SI MESMO E POR
OUTROS

JESUS

“ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus,


(Mt 1.21)

Porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”.


Esse nome significa salvador ou salvação. É um nome
comum entre os israelitas tanto do passado como do
presente.

FILHO DO HOMEM

“porque o filho do homem veio buscar e salvar o perdido”.


(Lc 19.10)

Jesus Cristo chamou-se filho do homem pelo menos


oitenta vezes nos evangelhos. Ao fazê-lo, ele
certamente se identifica com os filhos dos homens.
66

➢ NOSSO SITE
JESUS, O NAZARENO

“varões israelitas, atentai a estas palavras: Jesus, o nazareno, varão


aprovado por Deus diante de vós, com milagres, prodígios e sinais, os
quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós
mesmo sabeis”.
(At 2.22)

O povo israelita reconhecia Jesus como habitante de


Nazaré, pois ali viveu até a idade adulta. Isso sucedeu
em cumprimento da profecia que diz: ele será chamado
nazareno.

“e foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o


que fora dito por intermédio dos profetas: ele será chamado nazareno”.
(At 2.23)

O PROFETA

“e as multidões clamavam: este é o profeta Jesus, de Nazaré da galileia”.


(Mt 21.11)

Trata-se de um termo comum, que claramente


subentende sua humanidade.

67

➢ NOSSO SITE
O CARPINTEIRO

“não é este o carpinteiro, filho de maria, irmão de Tiago, José, judas e


Simão? E não vivem entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele”.
(Mc 6.3)

A tradição afirma que José faleceu quando Jesus ainda


estava na juventude, e que ele assumiu as
responsabilidades da carpintaria de seu pai adotivo.
Cristo Jesus, homem

“porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens,


Cristo Jesus, homem”.
(1tm 2.5)

Mediante o emprego do termo homem, temos a


asserção positiva da verdadeira humanidade que Jesus
possuía durante sua vida terrena e continua possuindo
em sua vida celestial de intercessão, à destra de Deus.

68

➢ NOSSO SITE
- A RELAÇÃO HUMANA QUE CRISTO
MANTINHA COM DEUS

“à hora nona clamou Jesus em alta voz: elo, elo, iamá Sabatini? Que
quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
(Mc 15.34)

“recomendou-lhe Jesus: não me detenhas; porque ainda não subi para


meu pai, mas vai ter com os meus irmãos, e dize-lhes: subo para meu
pai e vosso pai, para meu Deus e vosso Deus”.
(Jo 20.17)

Nessas passagens, Jesus fala de Deus e a Deus como


homem, demonstrando a relação humana que existia
entre ele, na qualidade de representante do homem e
novo cabeça da raça, e Deus.

Jesus Cristo chamou o pai de meu Deus, tomando


assim o lugar e assumindo o caráter de homem.

69

➢ NOSSO SITE
X A DIVINDADE DE JESUS CRISTO

As dimensões do cristianismo melhor se medem


pelas dimensões da pessoa que o fundou, e limitam seu
horizonte. Da realidade de sua divindade dependem as
demais realidades do cristianismo, e isso por toda a
eternidade.

Esta consideração preliminar deve ser feita: tanto no


antigo quanto no novo testamento: Cristo é apresentado
como aquele que desempenha o papel de substituto
daqueles a quem veio salvar.

“mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões, e moído por


nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e
pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos
desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho, mas
o senhor fez cair sobre ele a iniquidade nós todos”.
(Is 53.5-6)

70

➢ NOSSO SITE
“tal como filho do homem, que não veio para ser servido, mas para
servir e dar sua vida em resgate por muitos”.
(Mt 20.28)

“eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas”.


(Jo 10.11)

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio


maldição em nosso lugar, porque está escrito: maldito todo aquele que
for pendurado em madeiro”.
(Gl 3.13)

Se Cristo não é Deus, então ele jamais poderia ter


tomado o lugar dos pecadores, a fim de fazer expiação
por seus pecados. No governo de Deus, uma criatura
não pode tomar o lugar de outra. Um anjo não pode agir
em lugar de um homem, porque tudo que um anjo pode
fazer já é devido a Deus.

Essa é a lei universal da criatura. Ou, se lhe fosse


permitido, cada criatura perfeita poderia substituir
apenas uma criatura imperfeita. Precisou-se da
divindade de Cristo para emprestar valor universal à sua
morte a favor da raça, capacitando-o a provar a morte
por todo homem.
71

➢ NOSSO SITE
“O HOMEM PODE LER O NOVO TESTAMENTO SEM
VER QUE CRISTO SE APRESENTA COMO SENDO
MAIS QUE MERO HOMEM PODE TAMBÉM OLHAR
POR TODO O CÉU SEM NUVENS AO MEIO-DIA, SEM
VER O SOL.”

Para quem aceita a doutrina bíblica da trindade,


evidentemente não há necessidade de argumento para
provar a divindade de Cristo, pois a aceitação de uma
abrange a outra; se Cristo é a segunda pessoa da
trindade, é da mesma essência do pai e do espírito
santo, possuindo igual poder e glória.

Em Deus-pai, vemos a fonte da divindade; em Jesus


Cristo, a divindade a transborda; e, na corrente está
toda a perfeição da fonte. O pai é a fonte da glória;
Jesus Cristo, o filho, é o resplandecer dessa glória.

“ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu ser,


sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de ter
feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da majestade nas
alturas”.
(Hb 1.3)

72

➢ NOSSO SITE
CRISTO É A EXPRESSÃO EXATA DA NATUREZA E
DO CARÁTER DA DIVINDADE.

A subordinação da pessoa do filho à pessoa do pai é


uma ordem de personalidade, ofício e operação, que
permite ao pai ser oficialmente primeiro; o filho,
segundo; o espírito santo, terceiro; mas tudo em perfeita
coerência com igualdade entre os três. Prioridade não é
necessariamente superioridade.

A possibilidade de uma ordem que, contudo, não


implica desigualdade, pode ser ilustrada entre marido e
mulher. Quanto a seu ofício, o homem está em primeiro
lugar e a mulher em segundo; não obstante, a alma da
mulher tem o mesmo valor da alma do homem.

“quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o


homem o cabeça de toda a mulher, e Deus o cabeça de Cristo”.
(1 Co 11.3)

73

➢ NOSSO SITE
Entretanto, Jesus Cristo se subordina ao pai, quanto à
posição. Tendo em vista propósitos redentores, por
ocasião da encarnação, o filho assumiu uma
subordinação distintiva pelo fato de haver substituído
sua soberania pelo estado de servo.

“tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,


pois subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser
igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo forma de servo,
tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”.
(Fp 2.5-8)

Substancialmente e essencialmente, isso se vê nas


escrituras das seguintes formas:

CRISTO FEZ REFERÊNCIA À GRANDEZA SUPERIOR


DO PAI

“ouviste que eu vos disse: vou, e volto para junto de vós. Se me


amásseis, alegrar-vos-ei de que eu vá para o pai, pois o pai é maior do
que eu”.
(Jo 14.28)

74

➢ NOSSO SITE
CRISTO FOI GERADO DO PAI.

“porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho
unigênito para que todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha
vida eterna”.
(Jo 3.16)

CRISTO DEPENDIA DO PAI

“então Jesus lhes falou: em verdade vos digo que o filho nada pode
fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o pai; porque
tudo o que fizer, o filho também semelhante o faz”.
(Jo 5.19)

“mas eu tenho maior testemunho do que João; porque as obras que o


pai me confiou para que eu realizasse, essas que eu faço, testemunham
a meu respeito, de que o pai me enviou”.
(Jo 5.36)

“assim como o pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo pai;
também quem de mim se alimenta, por mim viverá”.
(Jo 6.57)

75

➢ NOSSO SITE
CRISTO FOI ENVIADO PELO PAI

“e aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço
sempre o que lhe agrada”.
(Jo 8.29)

“respondeu-lhe Jesus: a obra de Deus é esta, que creiais naquele que por
ele foi enviado”.
(Jo 6.29)

“replicou-lhes Jesus: se Deus fosse de fato vosso pai, certamente me


havíeis de amar; porque eu vim de Deus e aqui estou; pois não vim de
mim mesmo, mas ele me enviou”.
(Jo 8.42)

CRISTO ESTAVA SOB AUTORIDADE DO PAI

“ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou.


Tenho autoridade para dá-la e também para reavê-la. Este mandato
recebi de meu pai”.
(Jo 10.18)

76

➢ NOSSO SITE
CRISTO RECEBEU AUTORIDADE
DELEGADA PELO PAI

“sabendo este que o pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de
Deus e voltava para Deus”.
(Jo 13.3)

CRISTO RECEBEU DO PAI A SUA MENSAGEM

“porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as


receberam. Verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu
me enviaste”.
(Jo 17.8)

O REINO DE CRISTO FOI ESTABELECIDO PELO PAI

“assim como meu pai me confiou um reino, eu o confio a vós”.


(Lc 22.29)

CRISTO FINALMENTE ENTREGARÁ


SEU REINO AO PAI

“e então virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e pai, quando
houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder”.
(1co 15.24)

77

➢ NOSSO SITE
CRISTO É E SERÁ SUJEITO AO PAI.

“quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o


homem é o cabeça da mulher, e Deus o cabeça de Cristo”.
(1 Co 11.3)

“porque sujeitou todas as cousas debaixo de seus pés. E, quando diz


que todas as cousas lhe estão sujeitas, certamente exclui aquele que
tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as cousas lhe estiverem
sujeitas, então o próprio filho também se sujeitará àquele que todas as
cousas lhe sujeitaram, para que Deus seja tudo em todos”.
(1co 15.27-28)

Ainda que exista uma eterna subordinação de Cristo ao


pai, trata-se apenas de uma subordinação de ordem, de
ofício, de operação e não de essência.

78

➢ NOSSO SITE
OS NOMES DIVINOS QUE SÃO
ATRIBUÍDOS A CRISTO NAS
ESCRITURAS SAGRADAS

1. DEUS

“mas, acerca do filho: o teu trono, ó Deus, é para todo o sempre, e: cetro
de equidade é o cetro do teu reino”.
(Hb 1.8)

“respondeu-lhe Tomé: senhor meu e Deus meu”.


(Jo 20.28)

“ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigênito, que está no seio do pai,
é quem o revelou”.
(Jo 1.18)

“aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória dos nosso


grande Deus e salvador Cristo Jesus”.
(Tt 2.13)

79

➢ NOSSO SITE
O termo é aqui usado no sentido absoluto, referindo-se
à divindade. Alguns têm argumentado que o termo
também é empregado para referir-se a juízes humanos.

“replicou-lhes Jesus: não está escrito na vossa lei: eu disse: sois Deuses?
Se ele chamou de Deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de
Deus, e a escritura não pode falhar, então daquele a quem o pai
santificou e enviou ao mundo, dizeis: tu blasfemas, porque declarei: sou
filho de Deus”.
(Jo 10.34-36)

Mas esse é apenas um uso secundário do termo.

80

➢ NOSSO SITE
2. FILHO DE DEUS

“respondeu-lhe Simão Pedro, disse: tu és o Cristo, o filho de Deus vivo.


Então Jesus lhe afirmou: bem-aventurado és, Simão bardonas, porque
não foi carne e sangue quem então revelou, mas meu pai está nos
céus”.
(Mt 16.16,17)

Esse nome é dado a Jesus Cristo quarenta vezes nas


escrituras. Além disso há referências frequentes às
expressões seu filho e meu filho. Jesus não reivindicou
esse título para si mesmo, mas o aceitou quando
usavam para indicá-lo, ou quando foi chamado por
outros.

81

➢ NOSSO SITE
3. O PRIMEIRO E O ÚLTIMO – O ALFA E
O ÔMEGA

“quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a
sua mão direita, dizendo: não temas; eu sou o primeiro e o último”.
(Ap 1.17)

“quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem
chamado as gerações à existência, eu, o senhor, o primeiro, e com os
últimos, eu mesmo”.
(Is 41.4)

Diz-se que esse título descreve Cristo como tema de


todas as escrituras, o criador de todos os mundos e
criaturas, o controlador de toda a história, o eterno e
imutável jeová.

4. O SANTO

“vós, porém, negaste o santo e o justo, e pedistes que vos concedessem


um homicida”.
(At 3.14)

82

➢ NOSSO SITE
“não executarei o furor da minha ira; não tornarei para destruir o
Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o santo no meio de ti; não
voltarei em ira”.
(Os 11.9)

5. SENHOR

“então Ananias foi e, entrando na casa, impôs sobre ele as mãos,


dizendo: Saulo, irmão, o senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que
te apareceu no caminho por onde vinhas, para que recuperes a vista e
fiques cheio do espírito santo”.
(At 9.17)

“respondeu-lhe: crê no senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa”.


(At 16.31)

“é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o salvador, que é Cristo o


senhor”.
(Lc 2.11)

“com grande poder os apóstolos todos davam o testemunho da


ressurreição do senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”.
(At 4.33)

83

➢ NOSSO SITE
Esse título significa chefe, superior. É o nome de jeová.
Portanto, quando os escritores do novo testamento
falam de Jesus como senhor, não pode haver dúvidas
quanto ao que querem dizer com isso.

6. SENHOR DE TODOS E SENHOR DA GLÓRIA

“esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes


o evangelho da paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o senhor de todos”.
(At 10.33)

“sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu;


porque, se tivesse conhecido, jamais teriam crucificado o senhor da
glória”
(1co 2.8)

Esses dois títulos apresentam Cristo, respectivamente,


em sua soberania divina e em sua majestade divinas.
Os nomes e títulos, que claramente implicam divindade,
são usados a respeito de Jesus Cristo. Desse modo,
sua divindade é tão firmemente estabelecida como a do
pai.

84

➢ NOSSO SITE
A DEIDADE DE CRISTO PELO CULTO
DIVINO QUE LHE É ATRIBUÍDO

Adoração, como a que Cristo recebeu, era


ordinariamente prestada somente à divindade. Portanto,
ao receber esse culto, Cristo reconheceu, tacitamente,
seu direito com Deus.

As escrituras reconhecem que o culto é devido


exclusivamente a Deus.

“então Jesus lhe ordenou: retira-te satanás, porque está escrito: ao


senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto”.
(Mt 4.10)

Portanto, a adoração prestada a Cristo, nos escritos


sagrados do novo testamento, não passaria de idolatria
sacrílega se ele não fosse Deus.

As escrituras registram alguns exemplos de homens que


estimularam e aceitaram adoração, devida somente a
Deus, e o súbito castigo que lhes sobreveio. Também
85

➢ NOSSO SITE
há exemplos de outros que recusaram, horrorizados, a
aceitar adoração, que não lhes pertencia.

Jesus Cristo, sem qualquer hesitação, aceitou adoração


e pareceu encorajá-lo.

“vós me chamais o mestre e o senhor, e dizeis bem; porque eu o sou”.


(Jo 13.13)

“e os que estavam no barco o adoravam, dizendo: verdadeiramente és o


filho de Deus”.
(Mt 14.33)

“então eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande


jubilo; e estavam sempre no templo, adorando a Deus”.
(Lc 24.52,53)

Parece não haver a menor relutância, por parte de


Cristo, em aceitar adoração. Portanto, ou Cristo é Deus
ou era impostor. Toda sua vida, porém, repele a ideia de
que ele fosse impostor.

86

➢ NOSSO SITE
A VONTADE REVELADA DE DEUS É QUE CRISTO
SEJA ADORADO.

“e, novamente, ao introduzir o primogênito no mundo, diz: e todos os


anjos de Deus o adorem”.
(Hb 1.6)

“pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu um nome que
está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo o
joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que
Jesus Cristo é o senhor, para glória de Deus pai”.
(Fp 2.9-11)

ERA PRÁTICA DA IGREJA PRIMITIVA ORAR A


CRISTO E ADORÁ-LO.

“à igreja de Deus que está em corinto, aos santificados em Cristo Jesus,


chamados para ser santos, com todos os que em todo lugar invocam o
nome de nosso senhor Jesus, senhor deles e nosso”.
(1 Co 1. 2)

Jesus Cristo, em harmonia com a vontade revelada de


Deus, aceitou, sem hesitação, a adoração, que pertence
exclusivamente à divindade, adoração essa que homens
piedosos e anjos bons sempre recusavam horrorizados.
87

➢ NOSSO SITE
OFÍCIOS DIVINOS QUE AS ESCRITURAS
ATRIBUEM A JESUS CRISTO

CRIADOR DO UNIVERSO

“todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do
que foi feito se fez”.
(Jo 1. 3)

“ainda: no princípio, senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os


céus são obras das tuas mãos”.
(Hb 1. 10)

“pois nele foram criadas todas as cousas, nos céus e sobre a terra, as
visíveis e os invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer
principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”.
(Cl 1.16)

Vê-se que Cristo não é incluído nas cousas criadas,


antes é considerado como a origem de todas elas.
Cristo é criador, e não uma criatura; e, nessa qualidade
é infinito e não finito, é divino e não humano, é Deus e
não homem.

88

➢ NOSSO SITE
PRESERVADOR DE TUDO

“ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata de seu ser,


sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder, depois de ter
feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da majestade nas
alturas”.
(Hb. 1. 3)

Este universo nem se sustenta sozinho nem foi


abandonado por Deus, conforme os deístas nos querem
fazer acreditar. Cristo preserva e sustenta todas as
coisas em existência. Sua palavra é o fulcro sobre o
qual se firma o eixo do universo e sobre o qual gira,
sustentando todas as cousas pela palavra do seu poder.
A pulsação de vida universal é regulada e controlada
pela pulsação do poderoso coração de Cristo.

O que nós chamamos de leis da natureza são


ações voluntárias do filho de Deus. A preservação de
todas as coisas é uma função divina atribuída a Cristo, o
que comprova a sua divindade.

89

➢ NOSSO SITE
PERDOADOR DOS PECADOS.

“vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: filho, os teus


pecados estão perdoados...ora, para que saibais que o
filho do homem tem sobre a terra autoridade para
perdoar pecados - disse

Ao paralítico: eu te mando: levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua


casa”.
(Mc 2. 5 10-11)

O perdão dos pecados é prerrogativa divina. Até mesmo


os fariseus notaram que Cristo, sem titubear, assumiu
esse direito. Ele não só declarava perdoados os
pecados; ele mesmo os perdoava. Os judeus
reconheceram nisso a presunção de sua divindade, pois
diziam: quem pode perdoar pecados, senão um, que é
Deus? O perdoar pecados é prerrogativa exclusiva de
Deus. Ao assumi-la, Jesus Cristo fez asserção prática
de sua divindade.

90

➢ NOSSO SITE
DOADOR DA VIDA IMORTAL E DA VIDA DE
RESSURREIÇÃO

“que transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao


corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até
subordinar a si mesmo todas as cousas”.
(Fp. 3.21)

Muitos poderão perguntar se Elias e Eliseu não


ressuscitaram os mortos. Respondemos que Deus
ressuscitou os mortos em resposta à oração deles,
mediante poder delegado; ao passo que Jesus Cristo
ressuscitou mortos e ainda os ressuscitará por sua
própria palavra e poder.

Transmitir vida pertence exclusivamente a Deus.


Quando o rei da síria enviou mamã para que o rei serão
o curasse de sua lepra, este clamou: “acaso sou Deus
com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a
mim um homem para curá-lo de sua lepra?” Portanto, a
capacidade de Jesus Cristo, e sua autoridade para
levantar os mortos, estabelecem firmemente sua
divindade.

JUIZ DE VIVOS E MORTOS


91

➢ NOSSO SITE
“conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os
mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino”.
(2 Tm. 4.1)

No novo testamento, o julgamento futuro é atribuído a


Deus. É também atribuído a Jesus Cristo. A conclusão
lógica é que Cristo é o Deus que executará todo
julgamento futuro. O homem da cruz deverá ser homem
do trono. Ele, que é o atual salvador do homem, será
seu futuro juiz. As questões do juízo estão todas em
suas mãos. A execução do julgamento, função divina,
tendo sido atribuída a Cristo fornece ampla prova de sua
divindade.

DOADOR DA VIDA ETERNA

“assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que
ele conceda a vida eterna a todos que lhe deste”.
(Jo 17. 2)

92

➢ NOSSO SITE
Somente um ser, que possui inerentemente a vida
eterna, é que pode proporcioná-la, e somente Deus
possui a vida eterna no sentido absoluto; por
conseguinte, Jesus Cristo, para ser doador da vida
eterna, necessariamente há de ser Deus.

Ofícios e funções, que pertencem distintamente a Deus,


são atribuídos a Jesus Cristo.

O CUMPRIMENTO EM CRISTO, NO NOVO


TESTAMENTO, DAS AFIRMAÇÕES DO
ANTIGO TESTAMENTO

As afirmações feitas no antigo testamento a respeito de


jeová são interpretadas, no novo testamento, como
referindo-se distintamente a Jesus Cristo.

93

➢ NOSSO SITE
“dizia eu: Deus meu, não me leves na metade de minha vida; tu, cujos
anos se estendem por todas as gerações. Em tempos remotos lançaste
os fundamentos da terra;

e os céus são obras das tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneces;
todos eles envelhecerão como vestido, como roupa os mudarás, e serão
mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo e os teus anos jamais terão
fim”.
(Sl 102. 24-27)

“ainda: no princípio, senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os


céus são obra das tuas mãos; eles perecerão; tu, porém, permaneces;

sim, todos eles envelhecerão qual vestido; também, qual manto, os


enrolarás, como vestidos serão igualmente mudados; tu, porém, és o
mesmo, e os teus anos jamais terão fim”.
(Hb 1.10-12)

O SENHOR IMUTÁVEL, NO LIVRO AOS HEBREUS, É


O MESMO REFERIDO PELO SALMISTA.

“voz do que clama no deserto: preparai o caminho do senhor; endireitai,


no ermo, vereda a nosso Deus. Todo vale será aterrado, e nivelados
todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares
escabrosos, aplanados”.
(Is 40. 3-4)

94

➢ NOSSO SITE
“bendito seja o senhor Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu
povo, e nos suscitou plena e poderosa

Salvação na casa de Davi seu servo. - Tu, menino, serás chamado


profeta do altíssimo, porque precederás o senhor, preparando-lhe os
caminhos”.
(Lc 1.68-69 e 76)

É JESUS O SENHOR EM CUJA FACE FOI ENVIADA


O MENSAGEIRO.

“eu, o senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isto


para dar a cada um segundo seu proceder, segundo o fruto das suas
ações”.
(Jr 17.10)

“matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu sou aquele


que sonda mente e corações, e darei a cada um de vós segundo as
vossas obras”.
(Ap. 2. 23)

95

➢ NOSSO SITE
É JESUS QUEM FAZ, NO NOVO TESTAMENTO,
AQUILO QUE O ANTIGO TESTAMENTO ATRIBUI
CLARAMENTE A DEUS.

“nunca mais te servirá o sol para luz do dia, nem como o seu
resplendor a lua te alumiará; mas o senhor será a tua luz perpétua, e o
teu Deus, a tua glória”.
(Is 60.19)

“luz para revelação aos gentios e para glória do teu povo de Israel”.
(Lc 2. 32)

JESUS É VISTO COMO A LUZ E A GLÓRIA


PROMETIDAS EM PASSAGENS DO ANTIGO
TESTAMENTO.

“torna insensível o coração deste povo, endureceu-lhe os ouvidos, e


fecha-lhes os olhos, para que não venha ele ver com os olhos, a ouvir
com os ouvidos, e a entender com o coração, e se converta e seja salvo”.
(Is 6.10)

“e, embora tivesse tantos sinais na sua presença, não creram nele; para
se cumprir a palavra do profeta Isaías, que diz: senhor, quem creu em
nossa pregação?

96

➢ NOSSO SITE
E a quem foi revelado o braço do senhor? Por isso, não podiam crer,
porque Isaías disse ainda: cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o
coração, para quem não vejam com olhos nem entendam com o
coração, e se convertam, e sejam por mim curados. Isto disse Isaías
porque viu a glória dele e falou a seu respeito”.
(Jo. 12. 37-41)

A glória de Jesus Cristo, que João afirma ter sido vista


pelo profeta Isaías no antigo testamento, é referida
como a glória pertencente a jeová dos exércitos.

“ao senhor dos exércitos, a ele santificai; seja ele o vosso espanto. Ele
vos será santuário; mas será pedra de tropeço e rocha de ofensa às
duas casas de Israel, laço e armadilha aos Moradores de Jerusalém.
Muitos dentre eles tropeçarão e cairão, serão quebrantados, enlaçados e
presos”.
(Is 8. 13-15)

“pois isso está na escritura: eis que ponho em Sião uma pedra angular,
eleita e preciosa; e quem nela crer não será de modo algum
envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a
preciosidade; mas, para os descrentes, a pedra que os construtores
rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular, e: pedra de
tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo
desobedientes, para o que também foram postos”.
(1 PE 2.6-8)

97

➢ NOSSO SITE
No antigo testamento, jeová é a pedra de tropeço. No
novo testamento, a pedra de tropeço é Jesus Cristo.
Assim, vemos que, já no antigo testamento, Jesus Cristo
era o alvo principal das profecias e ocupava o lugar de
jeová.

O AMOR DE JESUS CRISTO

Por amor de Cristo se entende seu desejo pelo bem-


estar dos objetos de sua afeição, e sua devoção à essa
causa.

Esta definição pode servir como definição finita daquilo


que é infinito, mas, em última análise, aquilo que é
infinito é incapaz de ser adequada ou completamente
definido, pela simples razão de que o infinito ultrapassa
o alcance da experiência ou da observação finita.
Isso é, evidentemente, verdade a respeito do amor de
Cristo, no qual Paulo faz a seguinte declaração: “a fim
de poderdes compreender, como todos os santos, qual
é a largura, e o comprometimento, e a altura e a

98

➢ NOSSO SITE
profundidade, e conhecer o amor de Cristo que excede
todo entendimento”.

Jesus Cristo também tinha e tem seus objetos de amor


que são:

DEUS PAI

“contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o pai e
que faço como o pai me ordenou. Levantai-vos, vamos daqui”.
(Jo. 14. 13)

O amor de Cristo para com o pai constituía o motivo e a


emoção mais evidentes em sua vida. Esse amor era
como ele mesmo, sem princípio de dias ou fim de vida.
O pai era eterno objeto de sua afeição. Aquilo que era
manifesto no tempo existiu nas extensões inalcançáveis
da eternidade passada.

99

➢ NOSSO SITE
A IGREJA

“maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e


a si mesmo se entregou por ele”.
(Ef. 5. 25)

O amor conjugal do esposo por sua esposa é exaltado


para servir de tipo de amor de Cristo pela igreja; porém,
a mais legítima afeição que um homem é capaz de
possuir e expressar por sua mulher é um quadro bem
pálido do amor de Cristo para com a igreja, pela qual e à
qual ele mesmo se deu a si mesmo.

CRENTES INDIVIDUAIS

“logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim: e esse viver
que agora tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e
a si mesmo se entregou por mim”.
(Gl 2. 20)

Cristo não ama os homens em massa, porém


individualmente. Ele é uma pessoa e ama a cada um de
nós como pessoa, com afeição pessoal.

100

➢ NOSSO SITE
AQUELES QUE LHE PERTENCEM

“ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua
hora de passar deste mundo para o pai, tendo amado os seus que
estavam no mundo, amou-os até o fim”.
(Jo 13.1)

Pela expressão os seus, Jesus, indubitavelmente, tinha


em mente aqueles cuja redenção havia garantido,
aqueles que tinham sido dados por Deus-pai, os crentes
eleitos daquela e de todas as épocas.

DISCÍPULOS OBEDIENTES

“aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me


ama; e aquele que ama, será amado por meu pai, e eu também o
amarei e me manifestarei a ele”.
(Jo 14. 21)

A obediência, por parte dos discípulos, não é o que


determina o amor de Cristo por eles, pois este procede
a todo discipulado; porém, a obediência resulta na
manifestação desse amor por eles, fornecendo-lhe a
oportunidade de exibir seu amor de forma especial.

101

➢ NOSSO SITE
SEUS INIMIGOS

“contudo, Jesus dizia: pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.
Então, repartindo as vestes dele, lançaram sortes”.
(Lc. 23. 34)

Aquele que provocaria animosidade por parte dos


homens comuns despertava compassivo amor por parte
de Jesus Cristo, em lugar de amaldiçoar a seus
inimigos, ele ora a favor deles.

SUA PRÓPRIA FAMÍLIA

“e junto à cruz estavam a mãe de Jesus, a irmã dela, e maria mulher de


clopas, e maria Madalena. Vendo Jesus sua mãe, e junto a ela o
discípulo amado disse: mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao
discípulo: eis aí tua mãe. Dessa hora em diante o discípulo a tomou
para casa”.
(Jo. 19.25-17)

Jesus era tão natural quanto sobrenatural. Ele possuía


afeição natural por aqueles que a ele estavam ligados
pelos laços de sangue e de amizade.

102

➢ NOSSO SITE
AS CRIANÇAS

“então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os


discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, Indignou-se e
disse-lhes:

deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o


reino de Deus. Em verdade vos digo:

quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira


nenhum estará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as
mãos, as abençoava”.
(Mc 10.13-16)

Jesus Cristo, mediante seu amor às crianças, mostrou o


lugar que elas deveriam ter em toda afeição normal.
Revelou também a atitude do coração de Deus para
com os pequeninos, pois em todas as suas ações e
feitos, ele declarava ou manifestava a Deus.

103

➢ NOSSO SITE
OS PECADORES PERDIDOS

“porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo
pelos ímpios. Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá
ser que pelo bom alguém se anime a morrer.

Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter
Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.
(Rm 5.6-8)

Mais ainda do que compaixão, Jesus Cristo tinha paixão


pelos perdidos. Ele os amava, não na qualidade de
pecadores, mas de criaturas; criaturas que haviam sido
feitas à imagem e semelhança de Deus.

Os objetos do amor de Jesus Cristo têm uma dupla


classificação: divino e humano. Deus-pai é o objeto
proeminente do amor de Cristo, mas ele tem também
autêntico amor para com os diversos grupos entre os
homens.

104

➢ NOSSO SITE
A MANSIDÃO DE JESUS CRISTO

Por mansidão, nos referimos àquela atitude de espírito


que é o contrário da aspereza, da disposição
contenciosa, e que se evidencia na brandura e na
ternura no trato com as pessoas.

“ora, é necessário que ao servo do senhor não viva a contender e, sim,


deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente,
disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que
Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a
verdade”.
(2 Tm 2. 24-25)

A palavra mansidão, embora nunca fosse usada em


mau sentido, foi, contudo, elevada pelo cristianismo
para um plano superior, tornando-se símbolo de um
bem superior ao daquele considerado no uso pagão.
Seu sentido principal é brandura, delicadeza.

105

➢ NOSSO SITE
Era aplicado a coisas inanimadas, como a luz, o
vento, o som e a enfermidade. É aplicado aos animais;
assim, falamos em cavalo manso.

Como atributo humano, Aristóteles define-o como o


meio termo entre a ira obstinada e aquele negativismo
de caráter, que é incapaz de ao menos se indignar
contra a injustiça. De conformidade com esta definição,
seria equivalente à equanimidade.

Platão o contrastava com a ferocidade ou à


crueldade, e usava-o para indicar humanidade para com
os condenados; mas, também o empregava para indicar
a conduta conciliatória dos demagogos que buscavam
popularidade ou poder. Píndaro aplica-o ao rei que é
brando ou bondoso para com os cidadãos, e Heródoto
aplicava-o como contrário à ira.

Esses sentidos das palavras, anteriores ao cristianismo,


exibem duas características gerais: expressam mera
conduta extrema. Tem em vista apenas as relações
entre os homens.

106

➢ NOSSO SITE
No cristianismo, porém, descreve uma qualidade
interior, relacionada primeiramente com Deus. A
equanimidade, a brandura e a bondade, representas
pela palavra clássica, se baseiam no autocontrole ou na
disposição natural.

A mansidão cristã baseia-se na humildade, que não é


uma qualidade natural, mas fruto da natureza renovada;
exceto no caso de Cristo, onde é a expressão e a
manifestação de sua natureza santa.

A AUTORIDADE DE CRISTO

Autoridade significa: superioridade dada por investidura


em um cargo; direito de ser obedecido; domínio;
influência. Em filosofia, esse termo designa o conjunto
de qualidades próprias de pessoas físicas ou morais,
em sentido mais vasto, também de coisas, como o
costume e uso, que motivam um assentimento pessoal
à injunção de quem está investido de autoridade. Isso
referido a Jesus, quer dizer que ele possuía poder, era
investido pelo pai em seus afazeres, ordenava.
107

➢ NOSSO SITE
“quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões
maravilhadas da sua doutrina; porque ele ensinava como quem tem
autoridade, e não como os escribas”.
(Mt 7.28,29)

“ora, para que saibais que o filho do homem tem sobre a terra
autoridade para perdoar pecados - disse ao paralítico: levanta-te, toma
o teu leito, e vai para tua casa”.
(Mt 9.6)

“tendo chamado os seus doze discípulos, Jesus lhes deu autoridade


sobre espíritos imundos para os expelir, e para curar toda sorte de
doenças e enfermidade”.
(Mt 10.1)

“tendo Jesus chegado ao templo, estando já ensinando, acercaram-se


dele os principais sacerdotes e os anciões do povo, perguntando: com
que autoridade fazes estas cousas? E quem te deu essa autoridade? E
Jesus lhes respondeu: eu também vos farei uma pergunta; se me
responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas
cousas”.
(Mt 21.23,24)

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: toda a autoridade me foi


dada no céu e na terra”.
(Mt 28.18)
108

➢ NOSSO SITE
Jesus tinha autoridade, porque tinha recebida a do pai,
e a usava para ensinar, curar e salvar aqueles que nele
criam.

CRISTO COMO PROFETA

O profeta é um porta-voz de Deus, cuja mensagem é


admoestar ou predizer. Em um sentido mais amplo, os
primeiros profetas foram os patriarcas, desde adão até
moisés. No sentido mais restrito, é em Samuel que
começa o ministério profético.

Entre eles, encontram-se Elias, Eliseu Davi. A partir


dessa época, começa outra ordem de profetas, dividida
em duas classes. Os profetas maiores e os profetas
menores. Sendo que todos testificam acerca do maior
de todos os profetas, que é Cristo, o profeta da igreja
em todas as épocas. Ele era e é o porta-voz de Deus
desde todo o sempre.

109

➢ NOSSO SITE
CRISTO COMO REI

Na pessoa do rei, encontramos o chefe soberano de um


reino; assim também o é com Cristo, pois ele é o
soberano senhor, aquele que tem o poder de salvar aos
perdidos, que querem ser salvos por ele.

CRISTO COMO SACERDOTE

A ideia fundamental de sacerdote é a de um mediador


entre Deus e o homem, como na verdade aparece o
profeta entre Deus e o homem. O sacerdote atestava a
vida pecadora do homem e a santidade de Deus; e, por
consequência, a necessidade de certas condições para
que o pecador pudesse se aproximar da divindade.

O homem devia ir a Deus por meio de um sacrifício, e


estar perto de Deus pela intercessão. Aqueles que
conhecem a Jesus Cristo como salvador tem um
conhecimento elementar do mesmo Jesus redentor;
110

➢ NOSSO SITE
mas, os que o conhecem como sacerdote são
considerados como possuidores de maior conhecimento
e experiência.

A redenção é, em grande parte, negativa, implicando


livramento do pecado, mas o sacerdócio é inteiramente
positivo, envolvendo o acesso a Deus. É justamente
isso que Cristo fez: ofereceu-se em sacrifício para a
nossa salvação. É também por esse motivo que ele, o
Cristo, é o maior sacerdote, pois dificilmente alguém se
ofereceria em sacrifício para intermediar a salvação de
alguém.

A OBRA DE JESUS CRISTO

A obra de Jesus Cristo aqui se refere a nossa redenção,


e não a seu ministério pessoal de ensino, pregação e
cura.

A MORTE DE JESUS CRISTO

O cristianismo é, distintamente, uma religião de


expiação. Dá à morte de Cristo o primeiro lugar em sua
mensagem evangélica. Dessa forma, o cristianismo
111

➢ NOSSO SITE
assume uma posição sem paralelo entre as religiões do
mundo. É uma religião redentora.

Anos atrás, foi realizado um parlamento de religiões


em Chicago, estados unidos, em conexão com a feira
mundial ali realizada. Por ocasião do parlamento, as
grandes crenças étnicas do mundo se fizeram
representar.

Um a um, seus líderes se levantaram e falaram a


favor do budismo, do confucionismo, do hinduísmo e do
maometismo. Então, o conferencista escolhido para
representar o cristianismo, levantou-se para falar: - eis a
mão de lady MacBeth, disse ele, manchada pelo
horrendo assassínio do rei ducal.

Vede-a perambular pelos salões e corredores de


seu palácio, fazendo alto para clamar: sai, mancha
maldita! Sai, repito! Jamais hão de ficar limpas estas
mãos?” Voltando-se, então, para que os que estavam
assentados na tribuna, disse o orador: “pode algum de
vós, ansiosos como estais de propagar vossos sistemas
religiosos, oferecer qualquer purificação eficaz para o
pecado e a culpa do crime de lady MacBeth?”
112

➢ NOSSO SITE
Pesado silêncio manteve-se entre eles, e com razão,
pois nenhuma das religiões que representavam, nem
qualquer outra religião humana sobre a terra, pode
oferecer purificação eficaz para a culpa do pecado.
Somente o sangue de Cristo, que pelo espírito eterno se
ofereceu a si mesmo sem mancha a Deus, pode
purificar a consciência das obras mortas, a fim de que
sirvamos ao Deus vivo.

SUA IMPORTÂNCIA

Pela relação vital dessa morte com a pessoa de Cristo.


Outros grandes homens são considerados de valor,
pelas suas vidas ou suas obras; e, embora Jesus seja
honrado por sua obra como mestre religioso, como
filantropo e como reformador, ele é estimado, sobretudo,
pela sua morte, por meio da qual os homens são
reconciliados com Deus. Ele foi antes, e principalmente,
o redentor e salvador do mundo.

113

➢ NOSSO SITE
POR SUA CONEXÃO VITAL COM A ENCARNAÇÃO.

“visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue,


destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte,
destruísse aquele que tem poder da morte, a saber, o diabo”.
(Hb 2.14)

A encarnação tinha em vista a expiação. Cristo


encarnou-se, a fim de poder fazer expiação e
propiciação. Nasceu para morrer. Manifestou- se para
tirar os pecados. Encarnou-se a fim de que, ao assumir
uma natureza semelhante à nossa, oferecesse sua vida
como sacrifício pelos pecados dos homens. A
encarnação foi da parte de Deus uma declaração do seu
propósito de promover salvação para o mundo. Essa
salvação só podia ser provida por meio do sangue
expiador de Cristo.

PELO LUGAR PROEMINENTE QUE LHE É DADO


NAS ESCRITURAS.

“está começando por moisés, discorrendo por todos os profetas,


expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as escrituras...a
seguir Jesus lhes disse:

114

➢ NOSSO SITE
são estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco, que
importava se cumprisse tudo o que de mim está escrito na lei de
moisés, nos profetas e nos salmos”.
(Lc. 24.27,44)

Além das muitas referências proféticas no antigo


testamento, a morte de Cristo é mencionada mais de
175 (cento e setenta e cinco) vezes no novo testamento.
O próprio Jesus afirmou, em sua conversa no caminho
de Emaús, que moisés, os profetas e, de fato, toda a
escritura do antigo testamento, tratava do assunto de
sua morte.

A expiação é o fio escarlate que percorre todas as


páginas da bíblia. Corte-se a bíblia onde quer que seja,
e ela sangrará; é vermelha da verdade da redenção.

Foi assunto de investigação fervorosa por parte dos


profetas do antigo testamento.

“investigando atentamente qual a ocasião ou quais as


circunstancias oportunas, indicadas pelo espírito de
Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho

115

➢ NOSSO SITE
sobre os sofrimentos referentes a Cristo, e sobre as
glórias que os seguiriam”.

O fato central de toda a história da humanidade é a


morte de Cristo. A cruz não apenas se eleva altaneira
sobre as ruínas do tempo, mas se sobrepõe a tudo
quanto interessa ao homem. Todos os séculos que
antecederam à morte de Cristo no calvário,
inconscientemente ou com vaga esperança,
aguardavam esse evento, e todos os séculos, desde
então, só podem ser corretamente interpretados à luz da
sua realização.

Assim sendo, seria inconcebível que alguma luz


não fosse projetada com antecedência sobre esse
grande propósito de Deus, de enviar um salvador que
morresse pelos homens; luz não somente para
encorajamento daqueles que, sem seu concurso,
estariam tateando nas trevas, mas também para
fornecer informações que possibilitassem a correta
compreensão da pessoa e obra do messias, quando
chegasse.
Foi questão de profundo interesse por parte dos anjos.

116

➢ NOSSO SITE
“a eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros,
ministravam as cousas que agora vos foram anunciadas por aqueles
que, pelo espírito santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho,
cousas essas que anjos anelam perscrutar”.
(1 PE 1.12)

Aqui avançamos um passo além dos profetas. Os


anjos não possuem conhecimento da redenção. Por
causa de seu ministério a favor dos que hão de herdar a
salvação, inclinam-se, naturalmente, a querer penetrar
esse mistério que reflete tal gloria sobre o amor e o
poder de Deus que é deles e nosso. Procuram sondar o
mistério da piedade: aquele que foi manifestado na
carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos.

É UMA DAS VERDADES CARDEAIS DO


EVANGELHO

“irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual


recebestes e no qual perseverais... Antes de tudo vos entreguei O que
também recebi; que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as
escrituras”.
(1 Co 1.3,4)

Foi o assunto da conversa por ocasião da transfiguração


de Jesus
117

➢ NOSSO SITE
“eis que dois varões falavam com ele: moisés e Elias, os quais
apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para
cumprir em Jerusalém”.
(Lc 9.30-31)

Aqui temos aquela preciosíssima joia: a morte de Jesus.


Separada dos refúgios das tradições judaicas, e
destacada pelos legítimos representantes da lei e dos
profetas, como assunto único da sua conversa com o
próprio Cristo.

SERÁ O TEMA CENTRAL DO CÂNTICO CELESTE

“e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vintes e quatro


anciões prostraram-se diante do cordeiro, tendo cada um deles uma
harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,
e entoavam novo cântico, dizendo: digno és de tomar o livro e abrir-lhe
os selos, porque fostes morto e com teu sangue compraste para Deus os
que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus
os constituíste reino e sacerdotes; e reinarão sobre a terra. Vi, e ouvi
uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos
anciões, cujo número era de milhões e milhões e milhares e milhares,
proclamando em grande voz: digno é o cordeiro, que foi morto, de
receber o poder, a riqueza, a sabedoria, e força, e honra, e glória e
louvor.”
118

➢ NOSSO SITE
(Ap 5.8-12)

A importância da morte de Jesus Cristo percebe-se no


destaque que Deus lhe deu nas escrituras.

A NECESSIDADE DA MORTE DE CRISTO

É razoável acreditar-se que a morte de Cristo era


necessária, pois doutro modo Deus-pai jamais teria
sujeitado seu filho muito amado ao tremendo suplício da
cruz. Pois, se o filho veio em resposta a um apaixonado
amor remidor, veio, igualmente, em obediência filial,
pois foi enviado pelo pai, que preparou para ele um
corpo para seu sacrifício sacerdotal.

O próprio Jesus Cristo refere-se à sua morte como


necessidade. Diz ele:

“e do modo por que moisés levantou a serpente no deserto, assim


importa que o filho do homem seja levantado, para que tudo o que nele
crê tenha vida eterna”
(Jo 3.14).
A santidade de Deus tornou-se necessária

119

➢ NOSSO SITE
“tu és tão puro de olhos, que não poder ver o mal, e a opressão não
podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente,
e te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que
ele?”
(H.c. 1.13)

A santidade de Deus, que é um princípio ético da


natureza divina, exigia que o pecado fosse punido. A
pureza infinita é um fogo consumidor para toda
iniquidade. Todo o sistema mosaico de purificação
cerimonial, de sacrifícios e de ofertas, salienta a
distância oral existente entre o homem pecador e Deus
santo, pondo em realce a verdade posteriormente
enunciada: sem derramamento de sangue não há
remissão.

O AMOR DE DEUS TORNOU-A NECESSÁRIA

“porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu a seu filho
unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha vida
eterna”.
(Jo 3.16)

120

➢ NOSSO SITE
“nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas
em que ele nos amou, e enviou o seu filho como propiciação pelos
nossos pecados”.
(1 Jo 4.10)

Disse João que Deus amou o mundo de tal maneira que


deu o seu filho unigênito. As palavras “de tal maneira”
indicam intensidade. Seu amor era tão imenso, sua
pressão foi tão grande, que rompeu fatalmente os
diques da divindade e se derramou em superabundante
plenitude sobre a raça humana perdida e arruinada.

Aqui não temos uma coincidência fortuita de


circunstâncias, mas antes, o plano há muito
estabelecido por Deus. Eis a sua causa procuradora:
magnífica, terna, divina, humana, espiritual, histórica.
Trata-se do amado filho do pai.

Nenhum poder antagônico vindo de alguma região


alienada da bendita lei e de seu legislador. Aquele que
deu a lei é o mesmo que deu Cristo; ele o proclamou.
Em Cristo promoveu expiação que não o induz a usar
de misericórdia; mas, antes, que libera seu amor ao
longo da vereda de uma santidade maravilhosamente
satisfeita.
121

➢ NOSSO SITE
O pecado do homem tornou-a necessária

“porque estáveis desgarrados como ovelhas; agora, porém, vos


convertestes ao pastor e bispo das vossas almas”.
(1 PE 2.25)

“mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes
aproximados pelo sangue de Cristo”.
(Ef 2.13)

“eis que a mão de senhor não está encolhida, para que não possa
salvar, nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas
iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos
pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”.
(Is 59.1-2)

Foi condição de predição e desvio da humanidade


que tornou necessária a morte de Cristo. Esse foi o imã
que atraiu o filho de Deus desde os céus. Ele não podia
satisfazer-se com a glória que tinha junto ao pai antes
de haver mundo, com toda adoração e a admiração da
parte de todas as hostes celestiais de anjos imaculados,
122

➢ NOSSO SITE
enquanto o homem permanecesse alienado e perdido
para Deus.

Pontos de vista superficiais sobre a expiação


provem de pontos de vista superficiais sobre o pecado.
Se o pecado for considerado meramente como ofensa
contra o homem, como fraqueza da natureza humana,
uma leve enfermidade moral, e não como a realidade
ímpia e a inimizade contra Deus, e passível, portanto,
de condenação e castigo, naturalmente não veremos
necessidade da expiação.

É preciso que vejamos o pecado segundo a bíblia o


descreve, como algo que arrasta consigo a ira e a
punição; como culpa que necessita ser expiada; como
crime que merece castigo. Quando vemos o pecado
conforme Deus o vê, também percebemos a tremenda
necessidade de um salvador; um salvador que expia,
que redime com o sangue derramado na cruz.

123

➢ NOSSO SITE
O CUMPRIMENTO DAS ESCRITURAS TORNOU-A
NECESSÁRIA.

“então lhes disse Jesus: ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o
que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo
padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por moisés,
discorrendo por todos os profetas, expunha-lhes o que a seu respeito
constava em todas as escrituras”.
(Lc 24. 25-27)

Disse Jesus: as profecias das escrituras sobre a


redenção e o redentor precisam ser cumpridas. E
novamente: não convinha que o Cristo padecesse? E
então mostrou que essa necessidade ética estava
baseada na promessa de redenção feita no antigo
testamento.

A verdade de Deus tornou necessária a morte de


Cristo, se Jesus era o messias autêntico, então essas
predições de seu sofrimento e sua morte tinham de ser
cumpridas nele.

O PROPÓSITO DE DEUS TORNOU-A NECESSÁRIA

124

➢ NOSSO SITE
“sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus
vós os matastes, crucificando-o por mãos de iníquos”.
(At 2. 23)

“sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou


ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais
vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e
sem macula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da
fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor
de vós”.
(1 PE 1. 18-20)

“vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu filho, nascido de


mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim
de que recebêssemos a adoção de filhos”.
(Gl. 4. 4,5)

Os propósitos eternos de Deus incluem a redenção


de seus escolhidos entre os homens, tirando-os de seu
estado de perdição para si mesmo. Uma vez que não
existia outro que tivesse a perfeição necessária para
que pudesse pagará o preço do pecado, o próprio plano
divino da redenção predeterminava que fosse Cristo o
substituto dos pecadores.

125

➢ NOSSO SITE
A santidade e o amor de Deus, a pecaminosidade
do homem e a promessa de redenção feita por Deus,
tornaram necessária a morte de Cristo.

A MORTE DE CRISTO FOI PROPICIATÓRIA

“nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado à Deus, mas
em que ele nos amou, e enviou o seu único filho como propiciação pelos
nossos pecados”.
(1 Jo 4.10)

“mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas


nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e
pelas suas pisaduras fomos sarados.

Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava


pelo seu caminho, mas o senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos
nós.

Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi
levado ao matadouro; e como ovelha muda, perante os seus
tosquiadores, ele não abriu a sua boca.

Por juízo opressor foi arrebatado, e de sua linhagem quem dela


cogitou?

126

➢ NOSSO SITE
Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão
do meu povo foi ferido.

Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve


na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum se achou
em sua boca.

Todavia, ao senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der


ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e
prolongará os seus dias; e a vontade do senhor prosperará nas suas
mãos.

Ele verá o futuro do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito; o


meu servo, o justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos,
porque as iniquidades deles levará sobre si.

Por isso eu lhe darei muitos como a sua parte e com os poderosos
repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi
contado com os transgressores, contudo levou sobre si o pecado de
muitos, e pelos transgressores intercedeu”.
(Is 53. 5-12)

“a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé,


para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado
impunes os pecados anteriormente cometidos”.
(Rm 3.25)

127

➢ NOSSO SITE
Nos três casos em que esse termo ocorre no novo
testamento (os quais são as únicas ocorrências nas
escrituras) é aplicado àquele por quem foi feita a
expiação. Pressupõe uma ofensa e a eliminação da
ofensa. Dos conceitos que estão envolvidos na doutrina
da expiação; e o emprego que a palavra tem nas
escrituras, liga-a, inseparavelmente, ao sacrifício, como
o meio pelo qual é tirada a ofensa.

Poderia ser traduzido literalmente como uma


propiciação através da fé, por seu sangue (em grego,
hilasterion, ‘lugar de propiciação’).

A palavra ocorre em 1 Jo 2.2 como tradução de


hilasmos, aquilo que propicia, ou ainda sacrifício
propiciatório. Hilasterion é usado pela septuaginta e,
sendo traduzido propiciatório. O propiciatório era
aspergido com sangue, no dia da expiação,
simbolizando que a sentença justa da lei havia sido
imposta; pelo que o lugar que, doutro modo seria local
de julgamento, podia com justiça ser propiciatório.

128

➢ NOSSO SITE
Em cumprimento desse tipo, Cristo mesmo é o
hilasmos, ou seja, aquilo que propicia e também o
hilasterion, isto é o lugar de propiciação. O propiciatório
aspergido com seu próprio sangue, sinal de que, em
nosso lugar, ele honrou de tal modo a lei, ao receber
contra si a justa sentença da lei, que Deus, que sempre
previu a cruz, foi vindicado por não haver levado em
conta os pecados cometidos desde adão até moisés.

Bem como os pecados dos crentes que viveram no


tempo do antigo pacto, e agora foi vindicado por
mostrar-se justo ao declarar justo os pecadores crentes,
que vivem sob a nova aliança.

Na propiciação não há nenhum pensamento de se


aplacar um Deus vingativo, mas antes, que foi satisfeita
a sua santa lei, tornando possível assim, que ele
demonstrasse misericórdia com toda justiça.

A MORTE DE CRISTO FOI SUBSTITUTIVA

“carregando-o em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para


que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas
chagas fostes sarados”.
(1 PE 2.24)
129

➢ NOSSO SITE
“fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: quando algum de vós trouxer
oferta ao senhor, oferecerá as vossas ofertas de gado, de vacas e de
ovelhas. Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem
defeito: à porta da tenda da congregação o trará, para que o homem
seja aceito perante o senhor. E porá a mão sobre a cabeça do
holocausto, para que seja aceito a favor dele, para sua expiação”.
(Lv 1.2-4)
“aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós, para que
nele fôssemos feitos justiça de Deus”.
(2 Co 5.21)

“o qual foi entregue por causa das nossas transgressões, e ressuscitou


por causa de nossa justificação”.
(Rm 4.25)

“ele dará à luz a um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele
salvará o seu povo dos pecados deles”.
(Mt 1.21)

“pois o próprio filho o homem não veio para ser servido, mas para
servir e das suas vidas em favor de muitos”.
(Mc 10.45)

Esse termo substituto não se encontra na bíblia; porém,


o princípio que representa, se encontra por toda a bíblia,
em conexão com os ensinamentos referentes à morte
130

➢ NOSSO SITE
de Cristo, que por símbolo quer por afirmação direta e
clara.

Traz em si o pensamento de que Cristo, quer por


símbolo quer por afirmação direta e clara. Traz em si o
pensamento de que Cristo tomou o lugar dos pecadores
ofensores, levando-lhes a culpa e sofrendo o castigo
que mereciam.

Como fiador dos homens, ele colocou-se


voluntariamente na situação deles, como violadores que
eram da santa e boa lei de Deus; assumiu a
responsabilidade de toda a culpa deles; e suportou em
seu corpo toda a retribuição da penalidade ameaçada e
devida a seus pecados.

Ele apresentou-se como substituto deles, não


apenas no que diz respeito ao castigo, mas também no
que tange às obrigações do castigo imposto. Cristo
submeteu-se, não apenas a ser tratado como oferta pelo
pecado, mas a ser feito pecado em nosso lugar. Apesar
de sua santa alma estava isenta de todas as
contaminações morais, ligadas ao estado de culpa
moral; apesar de nunca poder ser
131

➢ NOSSO SITE
Acusado de culpa pessoal, foi-lhe necessário,
entretanto, receber sobre si a imputação da culpa, pela
qual ele devia fazer expiação. Era necessário, para que
seus sofrimentos pudessem participar da natureza de
uma punição. O sofrimento, desligado da culpa, é
calamidade e não punição; para punir, a culpa é um
requisito indispensável. Cristo não tinha culpa própria;
de fato, era incapaz de contrai-la; não obstante, o
senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós.

A morte de Jesus Cristo foi predeterminada,


voluntária, vicária, sacrificial, expiatória, propiciatória,
redentora e substitutiva.

A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS CRISTO

A crucificação era um método romano de execução,


primeiramente reservado a escravos. Neste ato se
combinavam os elementos de vergonha e tortura; por
isso, este processo de justiçar os réus era olhado com o
mais profundo horror.

132

➢ NOSSO SITE
O castigo da crucificação começava com a
flagelação, depois de o criminoso ter sido despojado de
suas vestes. No azorrague muitas vezes os soldados
fixavam pregos, pedaços de osso, e coisas
semelhantes, podendo a tortura do açoitamento ser tão
forte, que muitas vezes o flagelado morria em
consequência dos açoites.

Geralmente a flagelação era efetuada estando o réu


preso a uma coluna. No caso de Jesus, parece ter sido
o castigo infligido de modo brando, antes da sentença,
com o fim de provocar a compaixão e conseguir isenção
de novo tormento.

“então pela terceira vez, lhes perguntou: que mal fez este? De fato, nada
achei contra ele para condená-lo à morte; portanto, depois de o
castigar, soltá-lo-ei”.
(Lc 23.22)

“então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá-lo. Os


soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram- lá na cabeça, e
vestiram-no com um manto de púrpura. Chegavam- se a ele e diziam:
salve, o rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas”.
(Jo 19.1-3)
133

➢ NOSSO SITE
Colocava-se, em geral, uma inscrição sobre a
cabeça da pessoa.

“por cima de sua cabeça puseram escrita a sua acusação: este é Jesus, o
rei dos judeus”.
(Mt 27.37)

“e, por cima, estava, em epígrafe, a sua acusação: o rei dos judeus”.
(Mc 15.26)

“também sobre ele estava esta epígrafe [em letras gregas, romanas e
hebraicas]: este é o rei dos judeus”.
(Lc 23.38)

“Pilatos escreveu também um título e colocou em cima da cruz; o que


estava escrito era: Jesus Nazareno, o rei dos judeus”.
(Jo 19.19)

Em poucas palavras exprimindo o seu crime.

“tomaram eles, pois a Jesus; e ele próprio carregando a sua cruz, saiu
para o lugar chamado calvário, gólgota em hebraico”.
(Jo 19.17)

134

➢ NOSSO SITE
O criminoso levava sua cruz ao lugar da execução,
e assim também procederam com Jesus.

Jesus Cristo foi pregado na cruz, mas algumas


vezes o paciente era apenas atado a esse instrumento
de suplício, sendo certo que este último processo era
considerado mais penoso, visto como a agonia do
criminoso era prolongada. Entre os judeus, algumas
vezes o corpo do criminoso era pendurado numa árvore,
mas não podia ficar ali durante a noite, porque era
maldito de Deus, e contaminaria a terra.

“se alguém houver pecado, passível de pena de morte, e tenha sido


morto, e o pendurares em madeiro, o seu cadáver não permanecerá no
madeiro à noite,
mas certamente o enterrarás no mesmo dia: porquanto o que for
pendurado no madeiro é maldito de Deus: assim não contaminarás a
tua terra, que o senhor teu Deus te deu como herança”.
(Dt. 21. 22-23)

Também Paulo aplica essa passagem a Jesus na


sua carta aos gálatas.

135

➢ NOSSO SITE
“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio
maldição em nosso lugar, porque está escrito: maldito todo aquele que
for pendurado em madeiro”.
(Gl 3.13)

Ainda encontramos em vários outros lugares essa


passagem nas sagradas escrituras.

Cristo foi crucificado por causa de nossos pecados e


para nossa redenção, ele levou a nossa culpa consigo
por causa de nossa iniquidade, morreu para que
tivéssemos vida.

A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

Era necessária a ressurreição de Cristo para que se


pudesse confiar nele como salvador. Um Deus
moribundo e crucificado, um salvador do mundo que
não pudesse salvar a si mesmo, teria sido rejeitado pelo
consenso universal da razão com horrendo paradoxo e
cousa absurda.

Se a ressurreição não tivesse seguido à


crucificação, o desafio dos judeus teria permanecido
como argumento irretorquível contra ele; salvou os
136

➢ NOSSO SITE
outros, a si mesmo não pôde salvar-se; desça agora da
cruz, o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e
acreditemos. Doutro modo, certamente aquilo que era
exemplo mais flagrante de fraqueza e mortalidade
humanas não poderia servir de demonstração
competente de que ele era verdadeiramente Deus.

A salvação é efeito de poder, e de um poder tal que


prevalece até a vitória completa. Entretanto, foi
expressamente dito que ele foi crucificado em fraqueza.
A morte foi por demais penosa para sua humanidade, e
por algum tempo arrebatou-lhe os despojos.

Por isso mesmo enquanto Cristo estava no


sepulcro, seria tão razoável esperar que um homem
enforcado com cadeias de ferro descesse da forca para
chefiar um exército, quanto seria imaginar que um
cadáver, assim permanecendo, pudesse triunfar sobre o
pecado e a morte, que com tanto sucesso triunfa sobre
os vivos.

A conversa dos dois discípulos, na estrada para


Emaús, os quais não esperavam algo como a
ressurreição, à base da suposição acima, era
137

➢ NOSSO SITE
tremendamente racional e significativa. Diziam eles:
“nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir
Israel; mas...” E com essas palavras deixaram
claramente indicado que, por ocasião de sua morte,
essa sua confiança cairia totalmente por terra,
juntamente com ele, pois não podiam imaginar que um
cadáver sem fôlego pudesse expulsar as águias
romanas, assim livrando os judeus do jugo a que
estavam sujeitos. Pois essa era a redenção que até os
próprios discípulos esperam, enquanto não receberam
melhores luzes.

O mesmo argumento, entretanto, podia servir, e


ainda mais fortemente contra uma redenção espiritual,
pois esta seria ainda muito mais difícil se ele
permanecesse no estado de morto. Pois como poderia
alguém derrubar o reino das trevas e colocar o pé sobre
os principados e potestades, sobre as forças espirituais
do mal, nas

Regiões celestes, se ele mesmo caíra vítima da


maldade de homens mortais, permanecendo cativo nas
partes inferiores da terra, reduzido a uma condição, não

138

➢ NOSSO SITE
apenas abaixo da inveja dos homens, mas debaixo
mesmo de seus pés?

1. SUA REALIDADE

“lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos, descendente


de Davi, segundo o meu evangelho”.
(2 Tm. 2.8)

“ele não está aqui: ressuscitou, como havia dito. Vinde ver onde ele
jazia”.
(Mt 28. 6)

“ele, porém, lhes disse: não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o


nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede
o lugar onde o tinham posto”.
(Mc. 16. 6)

“ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu,
estando ainda na galileia”.
(Lc 24.6)

“e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as


escrituras”.
(1 Co 15.4)
139

➢ NOSSO SITE
A ressurreição de Jesus Cristo é um dos fatos mais
comprovados da história humana. É sustentado e
apoiado por provas corroboradas, como bem poucos
fatos históricos.

AS PROVAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

NO SEPULCRO VAZIO

“mas, ao entrar, não acharam o corpo do senhor Jesus”.


(Lc 24.3)

“no primeiro dia da semana, maria Madalena foi ao sepulcro de


madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava removida.
Então, correu e foi ter com Simão Pedro e com outro discípulo a quem
Jesus amava, e disse-lhes: tiraram do sepulcro o senhor e não sabemos
onde o puseram. Sai, pois, Pedro e o outro discípulo, e foram ao
sepulcro. Ambos corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais
depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro: e abaixando-se,
viu os lençóis de linho; todavia, não entrou. Então Simão Pedro,
seguindo-o, chegou e entrou no sepulcro. Ele também viu os lençóis, e o
lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os
lençóis, mas deixado num lugar a parte. Então entrou também o outro
discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro; e viu e creu. Pois ainda

140

➢ NOSSO SITE
não tinha compreendido a escritura, que era necessário ressuscitar ele
dentre os mortos”.
(Jo 20.1-9)

Duas coisas de interesse estão aqui envolvidas, nessa


questão da ressurreição. Primeira: o corpo ressuscitado
saiu do sepulcro antes que a pedra fosse retirada. Não
foi necessário que porta fosse aberta para que o senhor
da vida pudesse sair da sepultura.

A pedra não foi retirada para permitir a saída do


salvador, mas para permitir a entrada das mulheres e
dos discípulos. Por que entrar? Para que ali
encontrassem a evidência factual da ressurreição. O
anjo convidou-os para que entrassem, chamando
atenção para o local onde jazera o senhor. Que havia ali
para ser observado? As faixas que havia enrolado o
corpo de Jesus estavam ali, de tal forma, como já
aprendemos, que indicava que o corpo saíra sem
perjurar-lhes a forma.

Portanto, não houve período de tempo, nem mesmo o


mais breve, após o sepulcro ter sido aberto, em que não
estivessem presentes testemunhas, representando
inimigos e amigos, para verificar os fatos. Por um lado,
141

➢ NOSSO SITE
os guardas, e por outro, as mulheres, viram o sepulcro
aberto. Não ficou lugar para controvérsias acerca do
que sucedera ou acerca do conteúdo do sepulcro.

O corpo estava ali, quando o sepulcro foi fechado e


selado. Já não se encontrava mais lá dentro, quando os
selos foram rompidos. Mas, as faixas de linho

Estavam ali, e transmitiam sua própria mensagem,


confirmado a palavra do anjo.

E não faltaram providências ininterruptas, durante


aquelas horas de movimento e emoção, para evitar a
deturpação dos fatos. Note-se agora: sepulcro vazio nos
evangelhos de marcos e Lucas. Ambos os relatos se
referem ao interior do sepulcro e, particularmente, ao
lugar onde tinha sido posto o corpo de Jesus. No
evangelho de marcos, o anjo chama a atenção direta e
específica para o lugar onde tinham colocado o corpo.

No relato de Lucas, lemos: “mas ao entrar, não


acharam o corpo... Pedro, porém, levantando-se correu
ao sepulcro. E, abaixando-se, nada mais viu, senão os
lençóis de linho”.
142

➢ NOSSO SITE
As mulheres ficaram perplexas, e Pedro se
maravilhou com o que viu. Dessa maneira, todos os
quatro evangelhos reconhecem o significado da
evidência da ressurreição apresentada dentro do
sepulcro.

As mulheres da galileia viram claramente as provas


de sua ressurreição. Muitos acreditam que, ao se
aproximarem as mulheres do sepulcro, viram-no aberto;
ao entrarem, foram testemunhas das evidências que as
faixas de linho proporcionavam, de que o corpo não
havia sido violentamente removido.

Pelo contrário, estavam face a face com a prova de


que o corpo havia saído de modo sobrenatural,
deixando as faixas intactas. Até o lenço que envolvia a
cabeça de Jesus conservava a disposição original.
Apenas se dobrara por virtude de seu próprio peso,
quando o corpo de Jesus partiu, no instante em que se
transformou de cadáver em corpo ressuscitado.

APARIÇÕES DO SENHOR RESSURRECTO


143

➢ NOSSO SITE
“a estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com
muitas provas incontestáveis, apareceu-lhes durante quarenta dias
falando das cousas concernentes ao reino de Deus”.
(At 1.1-3)

À MARIA (COMO CONSOLADOR).

“disse-lhe Jesus: maria! Ela, voltando-se, lhe disse, em hebraico: rabone


(que quer dizer mestre)!”
(Jo 20.16)

ÀS MULHERES (COMO CONCRETIZAÇÃO DA


ALEGRIA RESTAURADA).

“mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: não temais; porque sei que
buscais a Jesus que foi crucificado... E, retirando-se elas
apressadamente do sepulcro, tomadas de medo e grande alegria,
correram a anunciá-lo aos discípulos. E eis que Jesus Veio ao encontro
delas, e disse: salve! E ela, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o
adoraram”.
(Mt 28.5,8-9)

A SIMÃO PEDRO (COMO RESTAURADOR DE


ALMAS)

144

➢ NOSSO SITE
“os quais diziam: o senhor ressuscitou e já apareceu a Simão!”
(Lc 24. 34)

Por que a Pedro? Não era Pedro um dos discípulos?


Certamente que sim, pois era o próprio primus Inter
pares (primeiro entre os iguais) do grupo apostólico.
Então, por que a Pedro? Nenhuma explicação nos é
dada no texto, mas a reflexão mostra que foi uma
afirmação de amor para com aquele desanimado e
desesperado discípulo, que por três vezes havia negado
seu senhor.

AOS DOIS DISCÍPULOS NO CAMINHO PARA


EMAÚS. (COMO O SIMPATIZANTE INSTRUTOR).

“naquele mesmo dia, dois deles estavam caminhando para uma aldeia,
chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam
conversando a respeito de todas as cousas sucedidas... Então lhes disse
Jesus: ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas
disserem! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse
na sua glória? E, começando por moisés, discorrendo por todos os
profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as
escrituras... E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o
pão, abençoou-o, e tendo partido, lhes deu; então se lhes abriram os
145

➢ NOSSO SITE
olhos e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E
disseram um ao outro: porventura não nos ardia o coração, quando ele
pelo caminho nos falava, quando nos expunha as escrituras?”
(Lc 24. 13-14, 25-27, 30-32)

Sem dúvida alguma Jesus desejava consolá-los, e


indubitavelmente, conseguiu seu intento. Ele tinha,
ainda algo mais profundo e mais essencial a fazer.
Aqueles homens estavam tristes, não à semelhança de
Maria Madalena, que se entristecera pessoalmente por
haver perdido seu senhor, mas estavam tristes porque
lhes faltara a fé, julgando ter perdido seu messias:
“esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a
Israel”. Mas, para esses discípulos, a cura seria a
ternura pessoal, como no caso de maria, mas dependia
de melhor compreensão das escrituras.

AOS DISCÍPULOS, NO CENÁCULO (COMO DOADOR


DA PAZ).

“ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as


portas da casa onde estavam os discípulos, com medo dos judeus, veio
Jesus, pôs-se no meio, e disse-lhes: paz seja convosco!”
(Jo 20.19)

146

➢ NOSSO SITE
Jesus deixou um testamento pouco antes de entregar-
se à crucificação. Deixou um legado para seus
discípulos, um legado de paz. Ele disse: “deixo-vos a
minha paz, a minha paz vos dou”. Não podiam, porém,
desfrutar dessa herança senão após a morte do
testador, mas depois. Eis que ele se levantou dos
mortos para ser o seu próprio administrador! Por isso, a
primeira coisa que fez, foi entregar-lhes a possessão da
herança, que ele lhes tinha deixado: a sua paz.

A TOMÉ (COMO CONFIRMADOR DA FÉ)

“passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos os seus discípulos e
Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pois no meio
e disse-lhes: paz seja convosco! E logo disse a Tomé: põe aqui o teu
dedo e vê as minhas mãos; chega também a tua mão e põe-na no meu
lado; não sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-lhe Tomé: senhor meu
e Deus meu! Disse-lhe Jesus: porque me viste, creste? Bem-aventurados
os que não viram e creram”.
(Jo 20. 26-29)

Tomé era o discípulo incrédulo; apesar disso, pela


graça, o senhor ressurrecto dispôs-se a satisfazer o
próprio Tomé. Aquele discípulo sabia muito bem que era
a divindade de nosso salvador que estava em jogo, por
147

➢ NOSSO SITE
ocasião de sua morte, pelo que, ao ficar convencido de
sua ressurreição, prestou-lhe imediatamente adoração,
que só a Deus se dá.

Quando Jesus morreu sobre a cruz, a fé dos discípulos


aparentemente também expirou. Seu amor e devoção
continuavam vivos, mas era amor por alguém que
haviam perdido; sua devoção era à sua memória, e se
expressou em amoroso serviço a seus restos mortais.
José de arrematei-a e Nicodemos sepultaram, no
sepulcro novo, não apenas o corpo de Jesus de Nazaré,
mas também a crença de seus seguidores, e a fé que
depois manifestaram é uma poderosa evidência da
realidade da ressurreição de Jesus. Não há outro modo
de explicá-la. Como é que a sua fé conseguia sair do
sepulcro, se não foi Jesus que a trouxe de lá? Não
poderiam ter furtado enquanto os

Soldados dormiam! Tal fé teria de ser obtida por


evidência honesta, e foi o que obtiveram.
A João e a Pedro (como interessado nas atividades
diárias da vida).

“perguntou-lhes Jesus: filho, tendes aí alguma cousa de comer?


Responderam-lhe: não. Então lhes disse: lançai a rede à direita do
148

➢ NOSSO SITE
barco, e achareis. Assim fizeram, e já não podiam puxar a rede, tão
grande era a quantidade de peixe. Aquele discípulo a quem Jesus
amava disse a Pedro: é o senhor”.
(Jo 21.5-7)
A ressurreição de Cristo pô-lo devolve para as
atividades ordinárias da vida, para os afazeres do
ganha-pão. Ele ressuscitou a fim de ser nosso
companheiro diário nos deveres mais prosaicos de
nossa experiência terrena.
A todo o grupo de discípulos (como concretização de
chefia e autoridade)

“e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as escrituras.


E apareceu a chefas, e depois, aos doze. Depois, foi visto por mais de
quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maioria sobrevive até
agora; porém, alguns já dormem. Depois foi visto por Tiago, mais tarde
por todos os apóstolos”.
(1 Co 15.4-7)

Na qualidade de senhor ressurrecto, ele toma seu lugar


de chefe da igreja à qual deu sua vida, investido de toda
a autoridade para liderá-la e controlá-la. Sua
ressurreição fornece amplas provas de sua autoridade.
A este Jesus, Deus ressuscitou.
A transformação operada nos discípulos.

149

➢ NOSSO SITE
“dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: deixa este lugar
e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras
que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e,
contudo, realize os seus feitos em oculto. Se fazes estas cousas,
manifesta-te ao mundo. Pois nem mesmo os irmãos criam nele”.
(Jo 7.3-5)

“e a criada, vendo-o, tornou a dizer aos circunstantes: este é um deles.


Mas ele outra vez o negou. E pouco depois os que ali estavam disseram
a Pedro: verdadeiramente és um deles, porque também tu és galileu”.
(Mc 14.69,70)

“então se levantou Pedro, com os onze; e, erguendo a voz, advertiu-os


nestes termos: varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai
conhecimento disto e atentai nas minhas Palavras... Varões israelitas,
atentai a estas palavras:

Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós, como vós
mesmas sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e
presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de
iníquos”.
(At 2.14,22-23)

Por ocasião da crucificação de Cristo, encontramos todo


o grupo apostólico dominado por um desespero total.
150

➢ NOSSO SITE
Vemos Pedro, o líder do colégio apostólico, que nega
por três vezes, com juramentos e pragas, ao seu
senhor. Poucos dias após, entretanto, vemos o mesmo
homem, repleto de uma coragem que nada conseguia
abalar.

Vemo-lo apresentar-se perante o concílio que havia


condenado Jesus a morte, e dizer-lhes: “tomai
conhecimento vós todos e todo o povo de Israel de que,
em nome de Jesus, o nazareno, a quem vós
crucificastes, e a quem Deus ressuscitou dentre os
mortos, sim, em seu nome é que este está curado
perante vós”. Mais tarde, encontramos Pedro e os
demais apóstolos respondendo à exigência de que
calassem a boca a respeito de Jesus, com as palavras:

“antes importa obedecer a Deus do que aos homens. O Deus de nossos


pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num
madeiro. Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a príncipe e
salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de
pecados. Ora, nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o
espírito santo, que Deus outorgou aos que lhe obedecem”.

Algo de tremendo há de ter ocorrido para produzir tão


radical e espantosa transformação. Nada menos que o
151

➢ NOSSO SITE
fato da ressurreição, e o fato de terem visto o senhor
ressurreto, poderá explicá-lo.

A MUDANÇA DO DIA DE DESCANSO E ADORAÇÃO.

“no primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir
o pão, Paulo, que devia seguir de viagem no dia imediato, exortava-os e
prolongou o discurso até à meia-noite.”
(At 2.7)

“no primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa,


conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam
coletas quando eu for”.
(1 Co 16.2)

O dr. Brooks, em seu livro did. Jesus crise? (Jesus


ressuscitou?), diz: “primeiramente, temos o dia do
senhor, que remonta, através de uma linha ininterrupta
das testemunhas de escritores, até o período da
crucificação, mas nem um só passo além desse. Os
pagãos não reconheciam esse dia, nem o reconhecem

Agora. Mas, admite-se que todos os apóstolos e


primeiros cristãos eram judeus. Como sucedeu, pois,
que, sem precedente, sem mandamento, e até mesmo
152

➢ NOSSO SITE
sem qualquer exemplo, em face de todas as suas
associações, seus instrutores religiosos e hábitos
estabelecidos, começaram a observar o primeiro dia da
semana em lugar do sétimo, como ocasião especial de
adoração púbica e conjunta? Que assim fizeram não
admite qualquer sombra de dúvida. Está plenamente
comprovado pelo testemunho de escritores pagãos e
cristãos. Plínio, em sua carta ao imperador Trajano, diz:
os cristãos afirmam que toda sua culpa ou erro consiste
no fato de que costumam reunir-se em determinado dia,
e entoam hinos a Cristo como seu Deus, ligando-se
entre si por um juramento de que não terão qualquer
propósito perverso, nem nunca defraudarão alguém,
nem praticarão furto nem cometerão adultério; de que
nunca quebrarão sua palavra, nem nunca se recusarão
a devolver qualquer cousa que lhes tenha sido confiada;
após o que é seu costume separarem-se e reunirem-se
novamente para participar de uma simples refeição”.

O que se entende por determinado dia é claramente


demonstrado por Justino mártir, que escreveu não muito
depois, como segue: “no dia chamado domingo, há a
assembleia de todos os que vivem nas cidades ou nos

153

➢ NOSSO SITE
distritos rurais, e as memórias dos apóstolos e os
escritos dos apóstolos são lidos”.

Entre outras razões dessa observância, explica ele


ainda, havia o fato de que Jesus Cristo, nosso salvador,
ressuscitou dentre os mortos nesse dia. Enquanto isso,
barbadense, um escritor herege do mesmo período, em
sua carta ao imperador marcos Aurélio Antônio, diz: “eis
que onde quer que estejamos, todos nós chamamos
pelo nome de messias, cristãos, e em certo dia, que é o
primeiro da semana, nos reunimos em assembleia”.

Dionísio, bispo de corinto, medito, bispo de sardas,


Irineu, bispo de liam, e outros escritores, falam no
mesmo teor, de que, “na celebração semanal da
ressurreição de Cristo, não há diversidade”.

O primeiro dia cristão perpetua, na dispensação da


graça, o princípio de que um sétimo do tempo é
especialmente sagrado, ainda que a todos os demais
respeitos faça contraste com o sábado. Um é o sétimo
dia, enquanto o outro é o primeiro. O sábado comemora
o dia da criação efetuada por Deus, o primeiro dia da
semana, a
154

➢ NOSSO SITE
Ressurreição de Cristo. No sétimo dia, Deus descansou.
No primeiro dia, uma redenção foi consumada. O
sábado era dia de obrigação leiga. O primeiro dia, de
adoração e serviços voluntários. O sábado é
mencionado, no livro de atos, exclusivamente em
conexão com os judeus, e, no restante do novo
testamento, é mencionado apenas duas vezes. Nessas
passagens, o sábado do sétimo dia é explicado como
um dia, não para ser observado pelos cristãos, mas
como tipo do presente descanso em que ele entra.

Testemunho positivo dos primeiros discípulos.

PEDRO, NO DIA DE PENTECOSTES

“então se levantou Pedro, com os onze, e, erguendo a voz, advertiu-os


nestes termos: varões judeus e todos os habitantes de Jerusalém, tomai
conhecimento disto e atentai nas minhas palavras... Varões israelitas,
atentai a estas palavras: Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus
diante de vós, com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus
realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo
este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o
mataste, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus

155

➢ NOSSO SITE
ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porquanto não era possível
fosse ele retido por ela”.
(At 2.14,22-24)

PAULO, NO AREÓPAGO

O ceticismo apostólico estabeleceu o primeiro passo em


direção à fé apostólica. Exigia prova, antes de admitir a
esperança. Esses homens eram realistas, sofisticados,
não dados a excitações nervosas, perspicazes para
descobrir qualquer fraude, espertos para rejeitar fábulas,
astuciosamente traçadas, ainda que essas coisas se
referissem ao mestre ardorosamente amado.

Eles possuíam todo o nosso moderno anseio pela


realidade. Não acreditariam, enquanto as provas não
estivessem na sua frente com toda a sua força
avassaladora. Somente então é que seu ceticismo
cedeu lugar à fé.
Tal ceticismo valeu a pena. Produziu uma fé clara, fixa,
resoluta, revolucionária.

O TESTEMUNHO DO PRÓPRIO CRISTO

156

➢ NOSSO SITE
“eu sou aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos
séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno”.
(Ap 1.18)

Jesus Cristo ressuscitou dentre os mortos, segundo as


escrituras, compõem atestado por muitas provas
infalíveis.

Os resultados da ressurreição de Cristo É o


cumprimento da promessa de Deus aos pais.

“nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais,


como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a
Jesus, como também está escrito no salmo segundo: tu és meu filho, eu
hoje te gerei”.
(At 13.32-33)

Qual foi a promessa feita aos pais, da qual a


ressurreição de Cristo é o cumprimento?

“vós sois os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com
vossos pais, dizendo a Abraão: na tua descendência serão abençoadas
todas as nações da terra”.
(At 3.25)

157

➢ NOSSO SITE
“na tua semente serão benditas todas as nações da terra: porquanto
obedeceste à minha voz”.
(Gn 22.18)

“multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e lhe darei


todas estas terras. Na tua descendência serão abençoadas todas as
nações da terra”.
(Gn 26.4)

“abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te


amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra”.
(Gn. 12.3)

“ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seus descendentes. Não


diz: e aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um
só: e ao teu descendente, que é Cristo”.
(Gl 3.16)

“porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e seu


descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
(Gn 3.15)

Jesus Cristo ressurreto é a semente, na qual todas as


nações haviam de ser abençoadas, quando ele as
convertesse de sua iniquidade. Além disso, a
ressurreição é substância da promessa feita aos pais.
158

➢ NOSSO SITE
“e, agora, estou sendo julgado por causa da esperança da promessa que
por Deus foi feita a nossos pais, à qual as nossas doze tribos, servindo
a Deus fervorosamente de noite e de dia, almejam alcançar; é no
tocante a esta esperança, ó rei, que eu sou acusado pelos judeus.
Porque se julga incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?”
(At 26.6-8)

“sabendo Paulo que uma parte do sinédrio se compunha de saduceus e


outra, de fariseus, exclamou: varões, irmãos, eu sou fariseu, filho de
fariseus! No tocante à esperança e à ressurreição dos mortos, sou
julgado!”
(At 23.6)

Jesus, o ressuscitado, as primícias dos que dormem, é


o cumprimento dessa promessa feita aos pais. Sua
ressurreição, na realidade, é a garantia do cumprimento
de todas as promessas de Deus.

Sua ressurreição declara-o filho de Deus com poder,


ficando assim declarado também que as promessas da
bíblia, todas elas endossadas por ele.

159

➢ NOSSO SITE
“a seguir, Jesus lhes disse: são estas as palavras que eu vos falei,
estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de mim
está escrito na lei de moisés, nos profetas e nos salmos”.
(Lc 24.44)

SÃO AS FIRMES PALAVRAS DE DEUS.

Revela, também, a capacidade de Deus para cumprir


sua palavra, como também seu grandioso poder para
conosco. Aquele que cumpriu sua palavra,
ressuscitando os mortos, certamente pode cumprir
todas as suas promessas.

“tomai, pois, irmãos, conhecimento de que se vos anuncia remissão de


pecados por intermédio deste; e por meio dele tudo o que crê é
justificado de todas as cousas, das quais vós não pudestes ser
justificados pela lei de moisés”.
(At 13. 38-39)

Se desejarmos saber que todas as promessas de Deus


têm seu sim e seu amém na pessoa de Cristo Jesus,
teremos tão somente que olhar para este maravilhoso
cumprimento da palavra e da promessa de Deus, que já
teve lugar - a ressurreição - e ver neste cumprimento a

160

➢ NOSSO SITE
garantia do cumprimento de tudo quanto ele disse e
prometeu.
Confirma a divindade de Jesus Cristo além de qualquer
dúvida

“e foi poderosamente demonstrado filho de Deus, segundo o espírito de


santidade, pela ressurreição dos mortos”.
(Rm 1.4)

“mas, ao entrar, não acharam o corpo do senhor Jesus”.


(Lc 24.3)

“esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel, de que a este


Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez senhor e Cristo”.
(At. 2.36)

O título senhor Jesus é muito pertinente e apropriado


para sua ressurreição, pois, ainda que esse glorioso
nome lhe fosse devido,

Desde o seu nascimento, contudo, se pode observar,


nunca lhe foi dado plena e completamente, senão após
sua ressurreição. Antes foi chamado de senhor, como
também foi chamado de Jesus; porém, em todos os
evangelhos não encontramos esses nomes reunidos e

161

➢ NOSSO SITE
formando um nome só, exceto depois de sua
ressurreição.

Se Jesus ressuscitou dentre os mortos, então, além


de qualquer sombra de dúvida, ele é o filho de Deus.
Isso é exatamente o que ele afirmava ser, e foi morto
por causa dessa afirmação. Antes de sua morte, ele
dizia que Deus havia de pôr seu selo a essa afirmativa,
ressuscitando-o dentre os mortos. Foi justamente isso
que Deus fez. Ficou mais claramente demonstrado, pela
ressurreição, que Jesus Cristo é o filho de Deus do que
se Deus bradasse todas as noites, lá dos céus,
afirmando que Jesus é seu filho.

A fé na divindade de Cristo não repousa sobre


especulações teológicas ou filosóficas, mas sobre um
fato consumado. Aquele que nega a divindade de Cristo
é anticientífico. Está fechando os olhos para os fatos e
sua evidente significação. Uma vez estabelecido que
Jesus ressuscitou dentre os mortos, segue-se que o
cristianismo está firmemente baseado num fundamento
que é inabalável. E é verdade estabelecida que de fato
Cristo ressuscitou dentre os mortos.

162

➢ NOSSO SITE
É PROVA DE JUSTIFICAÇÃO PROVISIONAL DOS
CRENTES

“e não somente por causa dele está isso escrito que lhe foi levado em
conta, mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos
será imputado, a saber, a nós, que cremos naquele que ressuscitou
dentre os mortos a Jesus, nosso senhor, o qual foi entregue por causa
das nossas transgressões, e ressuscitou por causa da nossa
justificação”.
(Rm 4.23-25)

Por meio da ressurreição de Cristo os crentes são


regenerados para uma viva esperança

“bendito o Deus e pai de nosso senhor Jesus Cristo que, segundo a sua
muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante
a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança
incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós
outros”.
(1 PE 1.3-4)

A ressurreição de Jesus Cristo é a verdade que


tornada viva em nossos corações pelo espírito santo,
resulta no novo nascimento para uma viva esperança,
163

➢ NOSSO SITE
para uma herança incorruptível e que não diminui em
brilho. Rm 10.9 “se com a tua boca confessares a Jesus
como senhor, e em teu coração creres que Deus o
ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Mediante
nossa fé no Cristo ressurrecto; Cristo, nossa esperança.

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, pelo mandato de Deus, nosso salvador,


e de Cristo Jesus, nossa esperança”.
(1 Tm 1.1)

A ressurreição de Cristo forma o firme fundamento,


sobre qual edificamos nossa esperança para o futuro.
Torna disponível para o crente o imutável sacerdócio de
Cristo

“por isso mesmo Jesus se tem tornado fiador de superior aliança. Por
isso também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus,
vivendo sempre para interceder por eles”.
(Hb 7.22-25)

“filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se,
todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao pai, Jesus Cristo, o
justo”.
(1 Jo 2.1)

164

➢ NOSSO SITE
“aliás, eu sei que sempre me ouves, mas assim falei por causa da
multidão presente, para que creiam que tu me enviaste”.
(Jo 11. 42)

“quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem


ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também
intercede por nós”.
(Rm 8.34)

Fornece uma ilustração da medida do poder de Deus,


posto à disposição do crente

“e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos,


segundo a eficácia da força de seu poder, o qual exerceu em Cristo,
ressuscitando-o dentre os mortos, e fazendo-o sentar à sua direita nos
lugares celestiais”.
(Ef 1.19-20)

POSSIBILITA O CRENTE TORNAR-SE FRUTÍFERO


PARA DEUS

“assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por


meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, àquele que
ressuscitou dentre os mortos, e deste modo frutifiquemos para Deus”.
(Rm 7.4)

165

➢ NOSSO SITE
É O PENHOR DIVINO DO JULGAMENTO FUTURO

“por quanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com


justiça, por meio de um varão que destinou; e acreditou diante de todos,
ressuscitando-o dentre os mortos”.
(At 17.31)

Jesus afirmou que Deus havia de julgar o mundo por


seu intermédio.

“e o pai a ninguém julga, mas o filho confiou todo o julgamento... E lhe


deu autoridade para julgar, porque é o filho do homem. Não vos
maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham
nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem,
para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para
ressurreição do juízo”.
(Jo 5.22,27-29)

Ao levantar a Cristo de entre os mortos, Deus


colocou seu juízo sobre esta afirmação de Jesus. Se os
homens perguntarem como é que se sabe que haverá
um dia de julgamento, quando o Cristo julgará o mundo
com justiça, poderá responder-se: porque Jesus Cristo
ressuscitou dentre os mortos.

166

➢ NOSSO SITE
O fato indiscutível da ressurreição de Cristo, no
passado, aponta, sem equivoco algum, para o dia certo
do julgamento, no futuro. Crer em um dia de juízo não é
hipótese criada por teólogos, mas é um fato positivo, é
uma fé baseada em fatos comprovados.
Fornece-nos a uma base inexpugnável para a certeza
de nossa própria ressurreição futura

“sabendo que aquele que ressuscitou o senhor Jesus, também nos


ressuscitará por Jesus, e nos apresentará convosco”.
(2 Co 4.14)

“pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus,


mediante Jesus, trará, juntamente em sua companhia, os que dormem”.
(1 TS 4.14)

Assim como as primeiras espigas, plantadas nas


faunas montanhosas da palestina, eram imediatamente
levadas ao templo, eram movidas na presença do
senhor, como penhor de cada espiga, que crescia na
palestina, seria ceifada e colhida em segurança.

Semelhantemente, a ressurreição de Cristo foi uma


demonstração de que seu povo ressuscitará... Tão
167

➢ NOSSO SITE
certamente como o sepulcro de seu povo tornar-se-ão
vazios também; tão certamente como ele se levantou
dentre os mortos, entoou um júbilo de vida e
imortalidade, com a mesma certeza todo o seu fato!
Despertais e exultai, os que habitais no pó, porque o teu
orvalho, ó Deus, será como orvalho das plantas, e a
terra dará à luz os seus mortos.

Os resultados da ressurreição de Cristo são muitos e de


grande alcance, constituindo uma parte essencial da fé
e da salvação dos crentes.

A ASCENSÃO DE JESUS CRISTO

A ascensão de Jesus Cristo foi o auge de sua última


manifestação após sua ressurreição.

“subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro; recebeste homens por


dádivas, até mesmo rebeldes, para que o senhor Deus habite no meio
deles”.
(Sl 68.18)

“por isso diz: quando ele subiu às alturas, levou cativo ao cativeiro, e
concedeu dons aos homens. Ora que quer dizer subiu, se não que
também havia descido até às regiões inferiores da terra? Aquele que
168

➢ NOSSO SITE
desceu é também aquele que subiu acima de todos os céus, para
cumprir todas as cousas”.
(Ef 4.8-10)

“que será, pois, se virdes o filho do homem subir para o lugar onde
primeiro estava?”
(Jo 6.62)

“disse-lhes Jesus: ainda por pouco tempo estou convosco, e depois irei
para junto daquele que me enviou”.
(Jo 7.33)

“ouviste o que eu vos disse: vou e volto para junto de vós. Se me


amásseis, alegrar-vos-íeis de que eu vá para o pai, pois o pai é maior
do que eu”.
(Jo 14.28)

“recomendou-lhes Jesus: não me detenhas; porque ainda não subi para


o meu pai, mas vai ter com os meus irmãos, e dize-lhes: subo para o
meu pai e vosso pai, para meu Deus e vosso Deus”.
(Jo 20.17)

Este foi o acontecimento que mais marcou a fé de seus


discípulos e de seus seguidores, sendo que sua subida
para os céus era coisa impossível para um homem
qualquer, somente era possível para o filho de Deus:
poder subir e ser visto subindo. Coisa tão grande para a
169

➢ NOSSO SITE
nossa compreensão, mas possível para divindade de
nosso senhor.

Também estava escrito que ele subiria para a sua glória,


para reinar junto ao pai, onde poderia auxiliar os
apóstolos, enviando o espírito santo a eles. Ele foi para
junto do pai, que também é nosso pai, para junto de
Deus, que é também o nosso Deus, para sua honra e
glória.

1. DO MONTE DAS OLIVEIRAS, LUGAR ONDE


SUBIU AOS CÉUS

“Então os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou.


Aconteceu que, enquanto os abençoava, ia se retirando deles, sendo
elevado aos céus”.
(Lc 24.50-51)
“Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma
nuvem o encobriu dos seus olhos. E, estando eles com os olhos fitos no
céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões vestidos de branco se
puseram ao lado deles, e lhes perguntaram: Varões galileus, por que
estais olhando para as alturas?

Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao céu, assim virá de modo como
o vistes subir. Então voltaram para Jerusalém, do monte chamado
Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado”.
170

➢ NOSSO SITE
(At 1.9-12)

O monte das oliveiras foi o lugar de onde Jesus partiu


para junto do Pai, porém junto a Ele estavam também
os apóstolos, Suas testemunhas, e receberam ainda a
promessa de que ele um dia voltará. E nisso também
nós cremos.

2. NO CÉU, ASSENTOU-SE À DESTRA DE DEUS,


COOPERANDO COM OS SEUS DISCÍPULOS NA
TERRA

“De fato, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e
assentou-se à destra de Deus. E eles, tendo partido, pregaram em toda
parte por meio de sinais que se seguiam”.
(Mc 16.19,20)

3. FOI PREPARAR-NOS LUGAR

“Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vê-lo
teria dito. Pois vou preparar-vos lugar”.
(Jo. 14.2)

171

➢ NOSSO SITE
4. ENVIAR-NOS O CONSOLADOR

“Mas eu vos digo a verdade: Convém-vos que eu vá, porque se eu não


for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu
enviarei”.
(Jo 16.7)

“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa de


Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis”.
(At 2.33)

5. INTERCEDER POR NÓS

“Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem


ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”.
(Rm 8.34)

“Onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo
sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”.
(Hb 6. 20)

“Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do


verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós,
diante de Deus”.
(Hb 9. 24)

172

➢ NOSSO SITE
6. CONCEDER DONS AOS HOMENS

“Por isso diz: Quando ele subiu às alturas, levou consigo cativo o
cativeiro, e concedeu dons aos homens”.
(Ef 4.8)

7. DEPOIS DE IR AO CÉU, FICAM-LHE


SUBORDINADOS ANJOS, E POTESTADES, E
PODERES

“O qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando-lhe


subordinados anjos, e potestades, e poderes”.
(1 Pe 3.22)

173

➢ NOSSO SITE
A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO DA
PESSOA DE JESUS CRISTO

O estudo da pessoa de Cristo se reveste de grande


importância por causa da relação que Ele sustém com o
cristianismo; uma relação que nenhum dos outros
fundadores de religiões tem para com suas religiões.
Pode-se ter o funcionismo sem o Confúcio; o budismo
sem Buda; o maometismo sem Maomé; o mormonismo
sem Josefh Smith; a chamada Ciência Cristã sem Mary
Baker Eddy; o raiar do milênio sem Russel; mas é
impossível haver o cristianismo sem Cristo; pois
estritamente falando o cristianismo é Cristo e Cristo é o
cristianismo. Não se trata, primeiramente de uma
religião; antes; é um modo de vida, e essa vida é a vida
de Jesus posta em ação viva nos homens. Cristo em
vós, a esperança da glória.

O Cristianismo não pode ser comparado com outros


cultos, como também Jesus Cristo não pode ser
comparado com outras pessoas. Cristo é o
Incomparável; ele está acima dos homens como os véus
estão acima da terra. Da mesma forma, o cristianismo é
174

➢ NOSSO SITE
incomparável. Acha-se em plano tão afastado do nível
das religiões humanas, quanto está o ocidente do
oriente.

A palavra de Deus é à base do cristianismo. Essa


palavra é Cristo. Do Gênesis ao Apocalipse, as
Escrituras apresentam o Senhor Jesus. Na estrada de
Emaús, Cristo começou com Moisés e percorreu todos
os profetas, explicando aos seus discípulos o que dele
se achava dito em todas as escrituras. Assim o
cristianismo quer se trate da salvação da maldição do
pecado, da salvação do poder do pecado ou da
salvação da presença do pecado, tudo é tornado
possível em Cristo e por meio dele.

Mesmo no terreno da ética, a ética do cristianismo é


incomparavelmente superior a ética das demais
religiões. A ética das religiões humana pose ser
cumprida, enquanto que a ética de Cristo é
humanamente impossível de realizar-se, isto é fora de
Cristo que a ensinou. Por exemplo, ninguém pode viver
aquela espécie de vida esboçada nas Bem
aventuranças ou a vida apresentada no livro de
175

➢ NOSSO SITE
Filipenses, a não ser pela presença de Cristo, habitando
em nós e nos capacitando.

As escrituras apresentam a pessoa de Cristo como


tema central da mensagem transmitida aos homens
através dos tempos.

“Chamando os apóstolos, açoitaram-nos e ordenando-lhes que não


falassem em nome de jesus, os soltaram, e eles se retiraram do sinédrio
regozijando”
(at 5.40,43)

se por terem sido considerado dignos de sofrer afrontas por esse nome
e todos os dias no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar,
e de pregar Jesus, o Cristo e logo pregava nas sinagogas a Jesus,
afirmando que este é o filho de Deus foi o tema da mensagem dos
apóstolos.
(At 9.20)

tendo passado por Anfibolias e Apolônia, chegaram o


Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus,
Paulo, segundo o seu costume, foi procura-los e por três
sábados arrazoou com eles acerca das e4scrituras,
expondo e demonstrando ter sido necessário que Cristo
padecesse e ressurgisse dentre os mortos, e que este é

176

➢ NOSSO SITE
o Cristo, Jesus que vos anuncio foi o tema apresentado
aos judeus.

Filipe, descendo a cidade de Samaria, anunciava-


lhes a Cristo - foi o tema da mensagem aos
Samaritanos.

“Quando, porém, ao que me separou antes de nascer e me chamou pela


sua graça, aprove revelar seu Filho em mim, para que eu pregasse
entre os gentios, sem detenção não consultei carne e sangue tema da
mensagem aos gentios.”
(Gl 1.15,16)

E disse-lhes: Ide por todo mundo e pregai o Evangelho


a toda criatura evangelho de Deus, o qual foi por Deus
outrora prometido por intermédio dos profetas nas
Sagradas escritura, com respeito a seu filho, o qual
segundo a carne, veio da descendência de Davi, e foi
designado Filho de Deus com poder segundo o espírito
de santidade, pela ressurreição dos mortos, a saber,
Jesus Cristo, nosso Senhor Irmãos venho lembrar-vos o
evangelho que vos anunciei, o qual recebeste e no qual
ainda perseverais;

177

➢ NOSSO SITE
por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal
como preguei, a menos que tenhais crido em vão, antes
de tudo vos entreguei o que também recebi: que Cristo
morreu pelos nossos pecados, segundo as escrituras. E
o tema do Evangelho que temos ordem para pregar
hoje.

Se alguém não ama ao Senhor, seja anátema.


Maranata! Admira-me que estejais passando tão
depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo,
para outro evangelho; o qual não é outro senão que há
alguns que vos perturbam e querem perverter o
evangelho de Cristo. Mas, ainda que nó ou mesmo um
anjo vindo do céu vos pregou o evangelho que vá além
do que você tem pregado, seja anátema. Assim como já
dissemos, e agora repito, se alguém vos prega qualquer
evangelho. Seja anátema - Deus anatomiza tudo o que
prega qualquer outro evangelho.

NOSSA MENSAGEM É JESUS CRISTO.

É o testemunho consentâneo dos líderes cristãos de


toda as religiões do mundo pelo período de mais de
dezenove séculos na providencia de Deus, outros
178

➢ NOSSO SITE
homens podiam ter transmitido a mensagem que foi
entregue por Moisés e Arão, Davi e Isaias, Pedro e
Paulo, substituindo-os sem modificar intensamente sua
mensagem. Mas não se dá o mesmo com Cristo, que é
o tema da mensagem. Sem ele o cristianismo não seria
o que é. Qualquer modificação do destaque dado a
pessoa de Cristo, roubá-la-ia de Suas divinas
realidades.

A HUMANIDADE DE JESUS CRISTO

Jesus Cristo era o filho do homem, conforme ele


mesmo se proclamou. Nessa qualidade, ele é
representante de toda a humanidade. Para ele
convergem todas as linhas de nossa comum
humanidade.

Ele era filho do homem no sentido de ser o único que


realiza tudo está incluído na ideia do homem, na
qualidade de segundo Adão, a cabeça e representante
da raça; a única e perfeita flor que já se desdobrou da
raiz do tronco da humanidade. Tomando para si esse
título, ele testificou contra polos opostos de erro acerca
179

➢ NOSSO SITE
de sua pessoa, a póla ebonite, que seria o resultado
final do título exclusivo Filho de Davi; e o polo gnóstico,
que negava a realidade da natureza humana que levava
esse nome.

Cristo pertence à raça e dela participa, nascido de


mulher, vivendo dentro da linhagem humana, sujeito a
condições humanas e fazendo parte integral da história
do mundo. Sua humanidade é demonstrada através de:
sua ascendência humana.

Ao nascer, Jesus Cristo submeteu-se às condições


da vida humana e do corpo humano; ele se tornou
descendente da humanidade por meio do nascimento
humano. Feito de mulher.

Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu


filho, nascido de mulher, nascido sob a lei Ora, o
nascimento de Jesus Cristo foi assim; estando Maria,
sua mãe desposada com José, sem que tivessem antes
coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo

180

➢ NOSSO SITE
Nesta altura cabe tratarmos do Nascimento virginal
de Jesus Cristo. Consideremos algumas objeções
coerentes.

A primeira objeção: os relatos do nascimento de


Jesus, em Mateus e Lucas, foram adicionados séculos
após terem sido escritos os evangelhos.

Os capítulos de Mateus e Lucas, nos quais aparece


o registro do nascimento virginal de Jesus, encontram-
se em todos os manuscritos não mutilados do novo
testamento, que são muitos; em nenhum deles se
verifica a omissão destes capítulos, além do que
encontramos em todas as versões e traduções do
manuscrito reconhecido como genuína nenhuma cópia
do evangelho de Mateus ou evangelho de Lucas jamais
os omitiu.

Há milhares de manuscritos, como também muitas


versões do novo testamento, que remontam até meados
do século II da era cristã, tal como os possuímos hoje se
sabe que já existia, no início do século II, o Credo
Apostólico que diz: Nasceu do Espírito Santo e da
virgem Maria.
181

➢ NOSSO SITE
Sessenta anos após a morte de Cristo, seus
seguidores falavam e escreviam acerca do nascimento
da virgem.

Segundo objeção: Há contradições entre os relatos


de Mateus e Lucas sobre o nascimento de Jesus, em
relações ao registro genealógico.

Mateus relata a história do ponto de vista de José,


passo que Lucas a relata do ponto de vista de Maria, o
que um omite, o outro supre, pois, um relato suplementa
o outro. Lucas fornece mais detalhes do que Mateus,
pois Maria sabia mais a respeito do sagrado mistério do
que Jose. Ambos, entrando concordam que Jesus
nasceu de uma virgem, muitos têm dito que há
contradição na genealogia de Lucas. A objeção a essa
passagem é que, enquanto Mateus diz que era José
filho de Jacó, Lucas afirma que era filho de Eli.

Pergunta então: Em que sentido podia ser ao


mesmo tempo filho de Jacó e de Hélio? Ele não podia
ser, por geração natural, filho tanto de Jacó como de
Hélio. Em Lucas, todavia, não se afirmar que Hélio
gerou José pelo contrário a explicação natural é que
182

➢ NOSSO SITE
José era genro de Hélio o qual como ele mesmo era
descendente de Davi. Nesse caso que ele tenha sido
chamado filho de Hélio, estaria em conformidade com a
maneira judaica de dizer.

Tanto Lucas como Mateus tiveram cuidado de não


dizer que Jesus era realmente filho de José. Mateus usa
de uma perífrase, justamente a fim de evitar esse
conceito. Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual
nasceu Jesus chamado Cristo, enquanto que Lucas
insere a clausula: Jesus cerca de trinta anos ao
começar o seu ministério. Era como se cuidava, filho de
José, filho de Hélio. Assim se verifica que a objeção
comum a inclusão do nome de José na genealogia de
Jesus, como se fosse seu pai, já que ele era pai de
Jesus, fica invalidada.

Terceira objeção: Se Cristo tivesse realmente


nascido de uma virgem, o fato seria de tamanha
relevância que teria sido assunto de revelação de sua
parte.

No tocante ao silêncio de nosso Senhor


relativamente ao seu nascimento é pura especulação
183

➢ NOSSO SITE
imaginar o que ele deve ou não ter dito. João afirma que
seu livro contém mero fragmento das palavras de nosso
Senhor. Cristo também assegurou a seus discípulos que
ele ainda tinha muitas cousas para dizer, mas que eles
não estavam em condições de suporta-lo.

Se, contudo, for levado em consideração o


argumento baseado no silêncio de Jesus, então
devemos levar em consideração o fato de não constar
também que nosso Senhor, que indubitavelmente era
membro ideal da família de José alguma vez se tenha
referido a José como seu pai, embora se referisse a
Maria como sua mãe.

Se não fosse verdade o ter nascido da virgem seria


mais que provável que Jesus o negasse, uma vez que
tal história só podia prejudicar o bom nome de sua mãe.
O argumento baseado no silêncio é precaríssimo basta
dizer que o sagrado relato se torna corrente ainda em
vida de Jesus Isabel mãe de João Batista, conhecia–
Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente
à região montanhosa, a uma cidade de Judá, entrou na
casa de Zacarias e saudou Isabel.

184

➢ NOSSO SITE
Ouvindo esta saudação da Maria, a criança lhe
estremeceu no ventre: então Isabel ficou possuída do
Espírito Santo e exclamou em alta voz Bem-dita És tu
entre as mulheres e bem-dito o fruto de teu ventre. E de
onde me provem que me venha visitar a mãe do meu
Senhor? Pois logo que me chegou aos ouvidos a voz da
tua saudação, a criança estremeceu de alegria dentro
de mim.

Bem-aventurada a que creu, porque serão


cumpridas as palavras que lhe foram ditas da parte do
Senhor. E aos poucos, foi-se tornando conhecido de
todos os discípulos tão estupendo e glorioso fato não
podia permanecer oculto durante muito tempo.

Quarta objeção: O silêncio de João, Marcos e Paulo


sobre o nascimento virginal de Jesus não podem ser
explicados.

Ainda nos dias de João havia surgido uma heresia


fatal: negava-se que Jesus veio em carne, e João
escreveu seu evangelho para refutar essa heresia com
uma penada, João começa a traçar a descendência
divina de nosso Senhor, que remonta para além de
185

➢ NOSSO SITE
Adão, antes mesmo que as estrelas matutinas
cantassem ou os mundos tivessem sido formados e
tivessem sidos composto sistemas, levando-nos até a
própria eternidade ao dizer no princípio era o verbo, o
logos, os agentes ativo de Deus todo- poderoso.

João ensina nesse primeiro versículo de seu


evangelho a eternidade de Jesus Cristo, sua unidade
com Deus e sua Divindade e passa a monta, através
das páginas de seu evangelho, a glória, a autoridade e o
poder do eterno filho de Deus. O livro inteiro subentende
um nascimento miraculoso.

A objeção a que dão tanta importância é o silêncio,


nos demais evangelhos e outras partes do novo
testamento, a respeito de como Jesus foi concebido.
Isso alegam, prova concludentemente que o nascimento
virginal não era conhecido nos círculos cristão dos
primeiros tempos e que não passa de uma lenda de
origem posterior.

No que diz respeito aos evangelhos, a objeção só


seria válida se o objetivo de Marcos e João fosse narrar
como fazem os outros dois evangelistas as
186

➢ NOSSO SITE
circunstâncias da natividade, evidentemente, porém,
não é esse o seu objetivo. Tanto Marcos como João
sabiam que Jesus teve nascimento humano, infância e
juventude, e que sua mãe se chamava Maria;

Porém como sucedeu esse milagre da encarnação


ele não diz a informação não fazia parte de seu plano.
Ele conhecia a tradição da igreja sobre o assunto:
possua os evangelhos que narram o nascimento de
Jesus de uma virgem e aceita sem discussão o ensino
desses evangelhos. Falar em contradição, num caso tal
como esse é completamente fora de ordem.

O propósito de Paulo, ao escrever, foi


particularmente o de tornar claro o fato da expiação da
ressurreição e do segundo advento de Cristo, em
consequência do que deixa de lado os incidentes da
vida de Jesus. Seria igualmente razoável argumentar
que Paulo não acreditava nos milagres do Senhor, pois
faz silêncio tanto sobre seus milagres como sobre seu
nascimento.

Paulo sabia que a maior confirmação do nascimento


virginal de Jesus estava na ressurreição, pelo que erigiu
187

➢ NOSSO SITE
seu argumento sobre o caráter sem paralelo a
mediação, a vida ressuscitada, a intercessão, a
presença e o poder espiritual de Cristo, conforme vista
em sua Igreja em expansão cada vez maior todos fatos
pressupõem a encarnação.

Quinta objeção: OS discípulos estavam divididos


em sua crença a respeito do nascimento virginal de
Jesus, pois alguns sustentavam que ele era filho de
José, enquanto que outros criam que era filho de Deus.
Visto que não estavam de acordo entre si porque
havemos de considerar de grande importância essa
questão hoje em dia? Essa objeção se baseia nas

Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago,


José, Simão e Judas? Essas palavras foram proferidas
pelos judeus que, ao verem as obras maravilhosas
operadas por nosso Senhor, sentiram-se capazes de
explicar sua pessoa por meios naturais, pelo que
fizeram essa pergunta.

Acaso não conhecemos o pai e a mãe? Como, pois,


agora diz: Desci do céu? - Essas palavras foram
188

➢ NOSSO SITE
proferidas pelos judeus que não eram discípulos de
Cristo, e foram ocasionados pelo notável discurso de
Jesus sobre o pão de vida era a esse respeito que os
judeus incrédulos murmuravam, porque dissera: Eu sou
o pão que desceu do céu, e perguntando: Não é este
Jesus, o filho de José?

Nosso Senhor ensinou que a incredulidade nunca pode


aceitar o fato da encarnação, pois essa verdade está
moralmente oculta de todos senão aqueles que são
filhos da fé a julgar por essa passagem, não há base
para o ponto de vista que entre os discípulos de Jesus
existia uma tradição que afirmava que Jesus era de fato
filho de José.

Sexta objeção: O conceito do nascimento virginal,


sugestão derivada dos mitos pagãos sobre Deuses
encarnados, foram adotados pelos discípulos a fim de
exaltar Jesus.

Os antigos mitos pagãos diziam que os Deuses podiam


vir a terra e se encarnar em homens. Seu conceito
sobre essas supostas encarnações é talvez o que de
mais vil e revoltante se pode encontrar na literatura,
189

➢ NOSSO SITE
antiga ou moderna segundo ela, em Deus pagão se
aproveita de uma esposa ou filha, de uma família pura,
que melhor se adapte à sua depravação, e o filho é um
super-homem, um Deus-homem, um herói.

Apesar dessa fantasia, nenhum escritor pagão afirmou


que um de seus heróis tivesse nascido de uma virgem.
Os escritores pagãos afirmavam que seus heróis, tais
como Alexandre, César e outros, eram filhos de Deuses,
porém nunca afirmavam ser eles filhos de virgens.
Portanto sendo assim o argumento baseado nos pagãos
apresentados para derrubar o nascimento miraculoso de
Cristo cai por terra.

Apresentados a seguir mais alguns argumentos que


sustentam o fato do nascimento virginal de Jesus Cristo.

A inspiração das escrituras está em jogo se não


puderem estabelecer concludentemente a questão da
natureza e da pessoa de Cristo.

Em suma, não é apenas a doutrina da concepção


de Jesus que está em jogo, mas sim, todas as doutrinas
baseadas na revelação das sagradas escrituras. A
190

➢ NOSSO SITE
questão aqui é da veracidade da revelação da palavra
de Deus. É digna de nota que a autoridade das
escrituras é verdade estabelecida há séculos. A religião
não pode dispensar a autoridade, como também não
pode o estado.

Não podemos rejeitar a revelação autorizada do Espírito


Santo sobre a questão infinitamente importante de quem
é Jesus, como ele veio, a natureza de pessoa e posição,
sem solaparmos na crença na veracidade das escrituras
sobre nossa relação pessoal com Deus. Se a inspiração
não exerceu influencia ou controle suficiente para
impedir que Mateus e Lucas relatassem inverdades a
respeito de uma questão tão vital, então ela perde o
próprio elemento que a torna inspiração. Isso significaria
que nossa confiança na veracidade da Bíblia sobre
questões vitais é base, e que o naturalismo ganhou a
batalha nosso Senhor, contudo, disse, e a escritura não
pode falhar, Os arqueólogos afirmam que poucos
escritores antigos se aproximam da Bíblia na exatidão
de registros e naturalmente, os arqueólogos se reverem
a questão que pouco ou nada dizem a respeito da
exatidão da Bíblia como autoridade sobre as relações
de Deus com o homem e do homem com Deus.
191

➢ NOSSO SITE
Ora o novo testamento não é menos inspirado que o
antigo. Quando a isso, até os próprios adversários são
obrigados a concordar. Por conseguinte, o novo
testamento não pode falhar sem ser esmagada a
fortaleza da autoridade de Cristo que, afinal de contas é
como ele próprio, o mesmo ontem, hoje e para sempre.

O argumento baseado na congruência oferece apoio a


essas narrativas. A concepção sobrenatural é
congruente com o nascimento de uma pessoa
sobrenatural. Jesus Cristo é a manifestação impar do
sobrenatural no terreno natural, o milagre de sua
concepção está de conformidade com a natureza
miraculosa de sua pessoa.

Somente meios sobrenaturais de encarnação parecem


adequados para a entrada no mundo de uma pessoa
divina a pré-existente, o que se pode apreciar melhor
em nova tradução do relato de Lucas: como poderá ser
isto, perguntou Maria ao anjo, se eu não tenho marido?
O anjo lhe responde: o Espírito Santo virá sobre ti, e o
poder do altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso

192

➢ NOSSO SITE
o santo filho que nascerá de te será chamado filho de
Deus.

Sim, o registro dos fatos está em perfeita harmonia


com toda a sucessão de eventos e circunstância
naturais e sobrenaturais ligados ao advento de Cristo
adapta-se maravilhosamente anunciação ao salmo de
Isabel, ao hino de Maria, ao cântico dos anjos a visita
dos pastores, à aparição dos magos vindos do oriente, à
estrela que seguiram, a adoração do menino por
Simeão e Ana no templo de Jerusalém, à tentativa de
Herodes para matar o infante profético, mediante a
matança geral das crianças, à fuga para o Egito, e
assim por diante todo esse movimento, sem levar em
conta tudo que sucedeu antes disso e depois do
pentecoste, é muitos mais coerente com o nascimento
virginal do que um nascimento comum.

O argumento psicológico e biológico sustenta a


verdade do nascimento virginal. É fato bem conhecido
que herdamos dos nossos pais não somente o corpo,
mas também a alma. A natureza psicológica da criança
revela sua paternidade tanto quanto os característicos
físicos o fazem a herança não termina aí a
193

➢ NOSSO SITE
personalidade também a gerada, parte da qual se
compõe de corpo e alma; o resto é espírito. De
conformidade com a lei biológica, cada tipo de vida se
reproduz segundo a sua própria espécie.

Quando é possível dois tipos se unirem e


produzirem descendência o divino com o humano, o
sobrenatural com o natural, como é impossível a
encarnação de uma pessoa pré-existente, ao mesmo
tempo em que essa encarnação tenha pai humano,
pode ser visto no fato de que nunca pai e mãe humanos
geraram alguém que fosse uma nova personalidade, a
concepção miraculosa foi conforme a lei da herança,
tendo herdado características tanto no fato sobrenatural
como do natural, a encenação de uma pessoa divina em
uma pessoa humana, gerada por pais humanos,
significaria a existência de duas personalidades na
pessoa gerada Biologicamente, é impossível sustentar
que filho de Maria se foi gerado por pai humano, é o
mesmo eterno filho de Deus somos compelidos a
assumir uma posição, ou não havia filho de Deus pré-
existente, ou não houve filho de pai humano quando
Jesus nasceu se Deus filhos sempre existiu antes da
encarnação, é essa segunda pessoa o filho de Maria e
194

➢ NOSSO SITE
de um pai humano? Se não acreditamos no relato
Bíblico, não evitar, lógica, biológica e psicologicamente,
o erro de atribuir dupla personalidade a Jesus Cristo.

Argumento baseado na divindade de Cristo e na


trindade sustenta a verdade da concepção Miraculosa.

Vimos que as naturezas de duas vidas; do pai e da


mãe; unidas pela concepção do embrião, determinam a
natureza do ser gerado por elas somente o que é
gerado pelo divino e pelo humano pode considerar-se
pertencente ao gênero divino e humano Maria e José
tiveram diversos filhos após o nascimento de Jesus. Se
Jesus não nasceu de mãe virgem, então Tiago, José,
Judas, Simão e suas irmãs pertenciam genericamente,
à mesma classe que Jesus. É justamente o parentesco
divino de sua pessoa se Jesus tivesse tido pai humano,
seria igual a todos nós Genericamente falando, o que
não daria razão de defender sua divindade pessoal do
que defender a divindade pessoal de todos nós Sl 69.8-
Tornei-me estranho a meus irmãos e desconhecido aos
filhos de minha mãe Mt 13.55.56-Mc 6. 3 não é este o
filho do carpinteiro? Não chama sua mãe Maria, e seus

195

➢ NOSSO SITE
irmãos Tiago, José Simão e Judas? Não vive entre nós
todas as suas irmãs? E escandalizaram-se nele.

Não é propriamente a pessoa que resolve crer ou


não na doutrina da trindade; antes é essa doutrina que
seleciona quem deve receber, pois a sua aceitação é
imposta pelos poderes, obra e pessoa sobre-humana de
Jesus Cristo.

Portanto, concluímos naturalmente que ele e seu


nascimento se harmonizam, e que o meio de sua
entrada na vida humana necessariamente diferiu de
nossa maneira de entrar nesta vida, assim como não
também difere de nós no que tange à sua pessoa, obra,
posição e poder se Jesus Cristo não é uma pessoa
sobrenatural, então não existe a trindade. Se a corrente
está partida aqui, seu diverso elo restante não tem valor.

Argumento baseado na redenção sustenta a


verdade do nascimento virginal, Para termos ponto de
vista correto sobre a obra expiatória de Cristo, temos
que possuir ponto de vista acertado sobre seu
nascimento.

196

➢ NOSSO SITE
Quanto menos vemos na Divindade de Cristo em seu
nascimento sobrenatural, menos vemos dessa
divindade em sua morte expiatória.

Quando perdermos de vista Cristo histórico dos


evangelhos e sua concepção miraculosa, conforme ali
registrada, nem sombra de divindade resta para efetuar
nossa redenção.

DISSO TESTIFICA A EXPERIÊNCIA DE MILH.

Os que tem nascido de novo pela fé em Cristo.


Geralmente quem nega o nascimento virginal são
pessoas que não experimentaram a regeneração pelo
espírito de Deus e nem aos menos acreditam nessa
experiência. Sermos nascidos do espírito de Deus
coloca-nos em situação que podemos aceitar o
sobrenatural da Bíblia, pois somos, em nós mesmos e
em nossa experiência, testemunhas do sobrenatural,
essa experiência, que nos liga espiritualmente a Deus,
prepara-nos para tudo mais na revelação divina que
estiver acima e além da mente natural.

197

➢ NOSSO SITE
Cremos no nascimento virginal porque nenhuma
objeção jamais levantada contra ela fosse suficiente,
satisfatória ou concludente. De fato, nenhuma objeção
positiva ou evidente já foi nem pode ser levantada. Os
que negam a verdade de história afirmam que se trata
de um fato.

FEITO DA SEMENTE DE DAVI

Este aspecto do parentesco humano de Jesus


Cristo nunca foi alvo dos ataques feitos em torno da
doutrina do nascimento virginal, ataque este que vem se
intensificando durante a presente era moderna.
Contudo, a palavra de Deus declara que o Messias
havia de ser da semente de Davi, com a mesma clareza
com que afirma que havia de nascer de uma virgem.
Como crente, devemos familiarizar-nos com o conjunto
de verdades relacionadas com a linhagem de Cristo no
pacto dravídico.

Diferentes opiniões têm sido oferecidas com


referência às genealogias registradas no evangelho
Mateus e no evangelho de Lucas. Fosse em pé a
verdade que ninguém; Santo aos inspirar essas duas
198

➢ NOSSO SITE
genealogias, permanece em pé a verdade que ninguém,
principalmente o judeu, poderá levantar dúvida quanto
ao direito de Jesus de sentar-se no trono de Davi. Tanto
José, o humilde carpinteiro, como Maria, a jovem que
achou graça diante de Deus, eram da linhagem de Davi.
No evangelho de Mateus, a genealogia é de José no
evangelho de Lucas, ao que parece a genealogia é de
Maria. É evidente que ambos tinham sangue real a esse
casal, de condição social humilde, porem de sangue
real, Deus confiou seu filho.

SEU CRECIMENTO E DESENVOLVIMENTO


NATURAL

E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado


no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.

E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.

E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por


que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te
procurávamos.

199

➢ NOSSO SITE
E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis?

Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia.


E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe
guardava no seu coração todas estas coisas.

E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus


e os homens.
(Lc 2.46-52)

Três dias depois o acharam no templo, assentado


no meio dos mestres, ouvindo-os e interrogando-os e
todos os que ouviam muito se admiravam de sua
inteligência e de suas respostas. Logo que seus pais o
viram, ficaram maravilhados; e sua mãe lhe disse; filho
por que fizestes assim conosco? Teu pai e nós aflitos
estávamos a tua procura. Ele lhes respondeu: por que
me procuráveis? Não sabeis que me cumpria estar na
casa de meu pai? Não compreenderam, porém, as
palavras que dissera. E desceu com eles para Nazaré; e
era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardavam todas
essas cousas no coração. E crescia Jesus em
200

➢ NOSSO SITE
sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos
homens.

A humanidade de Jesus passou pelos diversos


estágios de desenvolvimento, como qualquer outro
membro da raça. Da infância a juventude a idade adulta,
houve crescimento constante, tanto em seu vigor físico,
como em suas faculdades mentais. Até que ponto sua
natureza impecável influi em seu crescimento, não
somos capazes de afirmar. Parece claro, entretanto,
pelas escrituras, que devemos atribuir o crescimento e o
desenvolvimento.

De Jesus à observância das leis da natureza, à


educação que ele recebeu em um lar piedoso. Pode-se
atribuir seu desenvolvimento, também às instruções
recebidas no templo, por seu próprio estudo pessoal das
escrituras, e por sua comunhão com seu pai tanto o
elemento humano como divino participaram de sua
criação e seu desenvolvimento, que foram tão reais na
experiência de Jesus como na de qualquer outro ser
humano.

201

➢ NOSSO SITE
Jesus Cristo estava sujeito às leis comuns do
desenvolvimento humano e do crescimento gradativo
em sabedoria e estatura.

SUA APARÊNCIA FÍSICA

“Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes


de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se
comunicam com os samaritanos).”
(Jô 4. 9)

– Então lhe disse a mulher samaritana: Como, sendo tu


judeu, pedes de beber a mim que sou mulher
samaritana (porque os judeus não se dão com os
samaritanos?)

“E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos


não conheceram que era Jesus.

Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer?


Responderam-lhe: Não.”
(Jô 21. 4-5)

202

➢ NOSSO SITE
– Mas ao clarear da madrugada, estava Jesus na praia;
todavia os discípulos não reconheceram que era ele.
Perguntando-lhes Jesus filhos, tendes aí algumas
cousas de comer? Responderam-lhes: não –

“E, tirando-o à parte, de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos


ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe na língua.
E, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse: Efatá; isto é, Abre-te.”
(Mc 7. 33-34)

Jesus, tirando-o da multidão, à parte, opôs-lhe os dedos


nos ouvidos e lhe tocou a língua com saliva depois
erguendo os olhos ao céu, disse: Exata; que quer dizer
abre-te –

“E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí,
lamá sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste?”
(Mc 15. 34)

– À hora nona clamou Jesus em alta voz Elói, Elói, lama


Sabatini que quer dizer: Deus meu? Deus meu. Porque
me desamparaste?

203

➢ NOSSO SITE
Saiu, pois, Jesus fora levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura.
E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem.”
(Jô 19. 5)

– Saiu, pois Jesus trazendo a coroa de espinhos e o


manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: eis o homem! –

“E disse: Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em
pé à mão direita de Deus.”
(At 7.56)

- E disse: Eis que vejo os céus abertos e o filho do


homem em pé a destra de Deus.

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens,


Jesus Cristo homem.”
(I Tm 2. 5)

– Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre


Deus e os homens, Cristo Jesus homem.

A Aparência pessoa de Jesus não mereceu menção


particular nas escrituras. Há poucas alusões à mesma
evidentemente a pessoa de Jesus, em seu estado
terreno, não é para ser objeto de contemplação ou
204

➢ NOSSO SITE
forma de representação. Não obstante, temos a
seguinte descrição a seu respeito: não tinha aparência
nem formosura: olhando-o, mas nenhuma beleza havia
que nos agradasse, pois, aspecto estava mui
desfigurado, mais do a dos outros filhos dos homens.
Com toda a probabilidade os quadros convencionais de
Jesus estão longe de transmitir sua verdadeira
aparência física. Todos sequem o estilo grego, mas
Jesus era judeu.

A mulher samaritana evidentemente reconheceu


que Jesus era judeu por seus traços físicos ou por seu
sotaque. Para ela ele não passava de um judeu comum,
pelo menos com um aureola por sobre a cabeça, como
os artistas fazem sua vida pura sem dúvida alguma lhe
emprestava aparência distinta, assim como caráter
semelhante distingue certos himens hoje em dia em.
Evidentemente que nada sabemos de definido quando a
aparência de Jesus, pois dele não possuímos nem
pintura nem fotografia.

Jesus Cristo tinha aparência de homem, e


ocasionalmente confundiam-no com outros homens.

205

➢ NOSSO SITE
JESUS CRISTO POSSUI NATUREZA HUMANA
COMPLETA, INCLUSIVE CORPO ALMA E ESPÍRITO

Quando Jesus Cristo encarnou, passou a possuir


verdadeira natureza física, humana, pois foi em
semelhança de homens. Essa natureza humana,
entretanto, não era carnal. Era isenta de pecado.

POSSUIA CORPO FÍSICO:

Ora, derramando ela este unguento sobre o meu corpo, fê-lo


preparando-me para o meu sepultamento.”
(Mt 26. 12)

0 que ela faz perfumar o meu corpo para o meu enterro.

POSSUÍA ALMA RACIONAL:


– E disse: sinto no coração uma tristeza tão grande,
que parece que vai me matar. Fiquem aqui vigiando
comigo.

POSSUÍA ESPIRITO HUMANO:

206

➢ NOSSO SITE
“E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas mãos entrego o
meu espírito. E, havendo dito isto, expirou”
(Lc 23. 46)

– Ai Jesus gritou bem alto: Pai nas tuas mãos entrego o


meu espírito! Depois de dito isso, ele morreu. –

“E Jesus, clamando outra vez com grande voz, rendeu o espírito.”


(Mt 27. 50)

Aí Jesus deu um grito forte e morreu.

JESUS CRISTO POSSUÍA DUAS NATUREZAS: A


DIVINA E A HUMANA.

A união da divindade com humanidade era


essencial à constituição da pessoa de Cristo. Segue-se,
portanto, que o Cristo é o Deus Homem. A divindade e a
humanidade s acham unidas nele, ainda que não
estejam misturadas. Sua humanidade não é deificada,
nem sua divindade é humanizada. Isso é claramente
impossível. A divindade não pode ser absorvida na
divindade ponto de passar a fazer parte desta. As duas
naturezas em uma só pessoa são verdade, e sempre há
de ser verdadeira acerca do messias.
207

➢ NOSSO SITE
Temos que confessar que se trata de mistério; não é por
causa disso, porém que a doutrina deva ser rejeitada –

“E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele


participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que
tinha o império da morte, isto é, o diabo;

E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida
sujeitos à servidão.

Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência


de Abraão.

Por isso convinha que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser
misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar
os pecados do povo.

Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer
aos que são tentados.”
(Hb 2. 14-18)

Visto, pois que os filhos têm participação comum na


carne e sangue, deste também ele, igualmente,
208
participou para que por sua morte, destruísse aquele
que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse a
todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos a
escravidão por toda a vida. Pois ele evidentemente, não
socorre a anjos, mas socorre a descendência de
Abraão.

Por isso mesmo convinha que, em todas as cousas,


se tornasse semelhante aos irmãos, para ser
misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousas
referentes a Deus, e para fazer propiciarão pelos
pecados do povo. Pois naquilo que ele mesmo sofreu,
tenha sido tentado, é poderoso para socorrer os que são
tentados. –

“Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os


céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que
professamos,

pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das
nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo
de tentação, porém, sem pecado.”
(Hb. 4. 14-15)

209

➢ NOSSO SITE
– Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande
sumo sacerdote que penetrou os céus, conserve firme a
nossa confissão.

Porque não temos sumo sacerdote que não possa


compadecer-se das nossas fraquezas, antes foi ele
tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas
sem pecado. –

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como
a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
(Jô 1.14)

– E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de


graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do
unigênito do Pai.

Mediante sua encarnação, Jesus Cristo entrou na


posse de uma natureza física, real e humana, que
consiste de espírito, alma e corpo, o que lhe proporciona
autêntica humanidade.

210

➢ NOSSO SITE
SUAS LIMITAÇÕES HUMANAS SEM PECADO

Não existe uma única nota, no grande órgão de


nossa humanidade que, quando tocada, não encontre
simpática vibração no grandioso alcance e escopo da
pessoa de nosso Senhor Jesus, executando-se,
naturalmente, a nota desafinada e discordante do
pecado.

Limitações físicas

a- JESUS CRISTO ERA SUJEITO À FADIGA


CORPORAL

“E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho,


assentou-se assim junto da fonte. Era isto quase à hora sexta.”
(Jô 4. 6)

– Estava ali à fonte de Jacó. Cansado da viagem,


assentaram-se Jesus junto a fonte, por volta da hora
sexta. –

“Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos
fins da terra, nem se cansa nem se fatiga? É inescrutável o seu
entendimento.
211

➢ NOSSO SITE
Dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum
vigor.”
(Is. 40. 28)

– Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor,


o Criador dos fins da terra, nem se cansa nem se
fadiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.

- Jesus Cristo era sujeito à necessidade do sono

“E eis que no mar se levantou uma tempestade, tão grande que o barco
era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo.”
(Mt. 8. 24)

– E eis que sobreveio uma grande tempestade, de sorte


que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus
dormia. –

“Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não tosquenejará.

Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel.

O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua direita.”


(Sl. 121. 3-5)

212

➢ NOSSO SITE
– Ele não permitirá que os teus pés vacilem; não
dormitará aquele que te guarda. É certo que não dormita
nem dorme o guarda de Israel. O Senhor é quem te
guarda, o Senhor é a tua sombra à tua direita.

B- JESUS CRISTO ERA SUJEITO À FOME

“De manhã cedo, quando voltava para a cidade, Jesus teve fome.”
(Mt. 21. 18)

– Cedo de manhã, ao voltar para a cidade teve fome. –


Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e toda a sua
plenitude.

Comerei eu carne de touros? ou beberei sangue de bodes?


(Sl. 50.12-13)

- Se eu tivesse fome não te diria, pois o mundo é meu,


e quantos nele contem. Acaso como eu carne de touro?
Ou bebo sangue de cabritos?

D- JESUS CRISTO ERA SUJEITO A SEDE

“Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas,


para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede.”
213

➢ NOSSO SITE
(Jô. 19. 28)

– Depois, vendo Jesus que tudo estava consumado


para se cumprir a Escritura, disse: Tenho sede.

E- JESUS CRISTO ERA SUJEITO AO SOFRIMENTO


E À DOR FÍSICA

“Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor


era como gotas de sangue que caíam no chão.”
(Lc. 22. 44)

– E, estando em agonia, orava mais intensamente. E


aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de
sangue caindo sobre a terra.

F- JESUS CRISTO, EM SUA VIDA CORPORAL,


TINHA CAPACIDADE PARA MORRER

“Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo


morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,”
(I Co. 15.3)

214

➢ NOSSO SITE
– Antes de tudo vos entreguei o que também recebi;
que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as
Escrituras.
Jesus Cristo estava sujeito às limitações físicas comuns
da natureza humana, como seja, a fome, a sede, o
cansaço, a dor e a morte.

LIMITAÇÕES INTELECTUAIS

Em seu estado de humilhação, o Filho de Deus pôs


de lado o exercício independente de sua Onisciência,
bem como os demais atributos da divindade, fazendo
uso de sua inteligência divina somente sob orientação
do Espírito Santo.

a- Jesus Cristo tinha capacidade para crescer em


conhecimento

“Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos


homens.”
(Lc. 2. 52)

– E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça,


diante de Deus e dos homens.

215

➢ NOSSO SITE
b- Jesus Cristo tinha capacidade para adquirir
conhecimento mediante a observação

“E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela
acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas,
porque não era tempo de figos.”
(Mc. 11. 13)

c- Jesus Cristo tinha capacidade para se limitar em


seu conhecimento

“Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu,
nem o Filho, senão o Pai.”
(Mc. 13. 32)

– Mas a respeito daquele dia ou daquela hora ninguém


sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão o Pai.
O conhecimento de Jesus era sujeito a limitações.

LIMITAÇÕES MORAIS

“Porque, tendo em vista o que ele mesmo sofreu quando tentado, ele é
capaz de socorrer aqueles que também estão sendo tentados.”
(Hb. 2.18)

216

➢ NOSSO SITE
– Pois naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido
tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se


das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado,
mas sem pecado.”
(Hb. 4. 15)

Cristo não possuía limitações morais devidas ao pecado


ou que envolvessem a possibilidade de pecar

Isso deve ser verdade, pois, doutro modo, a


redenção estaria fundamentada numa base capaz de
possível ruína. Todo o plano de redenção pré-
determinada no Conselho de Deus, segundo a teoria
contrária, estava na incerteza enquanto não veio a
tentação, durante a tentação esteve na balança.

Nosso Senhor Jesus Cristo, por nascimento pelo lado


de sua mãe e por lei pelo lado de José, era o herdeiro
do trono de Davi e o Messias nomeado por Deus. Se
Ele tivesse pecado e caído, isso não teria alterado sua
relação essencial ou legal ao trono, nem seu título de
Messias. Assim sendo, se ele tivesse pecado, teríamos

217

➢ NOSSO SITE
o espetáculo de um Messias escolhido, mas
pecaminoso.

Nosso Senhor era o cordeiro conhecido, com efeito,


antes da fundação do mundo! Para ser aceito, o
cordeiro sacrificial tinha de ser sem defeito e sem
malícia. Na qualidade de antítipo, o Messias havia de
ser por sua própria natureza e sem pecado pela vitória
sobre ele. Tivesse ele cedido à tentação e tivesse
pecado, sua queda não poderia ter alterado a verdade
que Ele for escolhido como Cordeiro de Deus. Caso
permanecesse essa ordenação, teríamos o Cordeiro de
Deus, fixado e nomeado, mas culpado de pecado e a
negar a própria existência, tanto do tipo como do
princípio, de que Ele fosse sem pecado.
Se nosso Senhor, na qualidade de Messias de
Israel e Cordeiro de Deus, pudesse ter pecado, teria
falhado, embora sendo o Filho Unigênito de Deus, não
podendo ser Redentor dos homens.

As escrituras não autorizam o ensino de que nosso


Senhor poderia ter pecado. As ilustrações baseadas em
Satanás e Adão não são válidas. Satanás era um anjo
criado. Adão não era o Filho unigênito de Deus, mas
218

➢ NOSSO SITE
criação de Deus. Nosso Senhor Jesus Cristo não era
anjo criado. Não era homem criado. Foi gerado por
Deus, da semente da mulher, pelo Espírito Santo. O que
foi gerado não foi uma pessoa, mas uma natureza
humana.

Essa natureza humana era santa. As escrituras


chamam-no de o Santo. Em sua qualidade, era a
santidade de Deus. Visto que sua qualidade era a
santidade de Deus, não podia haver em o santo, nem
tendência para pecar. Essa santa natureza humana sem
pecado estava indissoluvelmente ligada à personalidade
do Filho. Sua natureza humana não poderia ter pecado
sem o consentimento de sua personalidade ímpar, essa
personalidade teria de dizer quero ao pecado.

Mas, visto que a personalidade de nosso Senhor


Jesus Cristo é a personalidade de Deus, era impossível
que essa personalidade consistisse em pecar. Visto que
sua personalidade não podia consistir em pecar, era
impossível que Ele, em sua natureza humana viesse a
pecar.

219

➢ NOSSO SITE
Jesus Cristo foi tentado, e assim sujeito as
limitações morais essenciais da natureza humana, ainda
que essa sua natureza humana estava
inseparavelmente ligada à sua personalidade, estava
separado do pecado.

LIMITAÇÕES ESPIRITUAIS

Por ocasião da encarnação, Jesus Cristo trocou sua


vida Independente pela vida dependente, sua soberania
pela subordinação, vivendo uma vida de homem, ele se
limitou aos meios e métodos pelos quais o poder divino
é obtido e exercido pelo homem.

a- Jesus Cristo dependia da oração para ter poder

“E, levantando-se de manhã, muito cedo, fazendo ainda escuro, saiu, e


foi para um lugar deserto, e ali orava.”
(Mc. 1. 35)

– Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um


lugar deserto, e ali orava. –

E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-


se de joelhos, orava,
220

➢ NOSSO SITE
“Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça
a minha vontade, mas a tua.
E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia.
E, posto em agonia, orava mais intensamente.

E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até
ao chão.

E, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os


dormindo de tristeza.”
(Lc. 22. 41-45)

– Ele, por sua vez, se afastou, cerca de um tiro de


pedra, e, de joelhos, orava, dizendo: Pai se quer, passa
de mim este cálice, contudo, não se faça a minha
vontade, e, sim, a tua.

[Então lhe apareceu um anjo do céu que lhe confortava.


E, estando em agonia, orava mais intensamente. E
aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de
sangue caindo sobre a terra]. Levantando-se da oração,
foi ter com os discípulos e os achou dormindo de
tristeza. –
221

➢ NOSSO SITE
“O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e
lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido
quanto ao que temia.”
(Hb. 5. 7)

– Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido,


com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem
o podia livrar da morte, e tendo sido ouvido por causa
da sua piedade.

Nas Escrituras, temos a menção de vinte e cinco vezes


que Jesus orou. Ele obtinha poder para o trabalho e
para alcançar vitórias morais como fazem os outros
homens pela oração. Estava sujeito as condições
humanas para obter o que Ele desejava.

b. – Cristo dependia da ação do Espírito Santo para


exercer poder.

222

➢ NOSSO SITE
“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com
virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do
diabo, porque Deus era com ele.”
(At 10. 38)

O período da dependência de Cristo foi o período de


sua humilhação. Prolongou-se de Belém ao monte das
Oliveira, ou seja, durante o período de sua vida
encarnada sobre a terra. Depois. Ele reassumiu a glória
que tinha com o pai antes que houvesse mundo, bem
como todas as prerrogativas de sua divindade.
Jesus Cristo foi sujeito as condições humanas a fim de
obter poder, e as limitações humanas em seu exército.

223

➢ NOSSO SITE
OS NOMES HUMANOS QUE LHE FORAM
DADOS, POR SI MESMO E POR OUTROS

“Ela dará à luz um filho r, lhe porás o nome de Jesus porque Ele
salvará o seu povo dos pecados deles.”
(Mt 1.21)

Esse nome significa Salvador ou Salvação. É um


nome em uso entre os israelitas tanto do passado como
presente.

FILHO DO HOMEM

“Porque o filho do homem veio buscar e salvar o perdido.”


(LC 19. 10)

Jesus Cristo chamou-se Filho do homem pelo


menos oitenta vezes nos evangelhos. Ao fazê-lo, ele
certamente se identifica com os filhos dos homens.

JESUS, O NAZARENO

224

➢ NOSSO SITE
"Israelitas, ouçam estas palavras: Jesus de Nazaré foi aprovado por
Deus diante de vocês por meio de milagres, maravilhas e sinais, que
Deus fez entre vocês por intermédio dele, como vocês mesmos sabem.”
(At 2. 22)

– Varões israelitas, atentem a estas palavras: Jesus, o


Nazareno, Varão aprovado por Deus diante de vós, com
milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus
realizou por intermédio dele entre vós como mesmo
sabeis. O povo israelita reconhecia Jesus como
habitante de Nazaré, pois cresceu até a idade adulta.
Isso sucedeu em cumprimento da profecia que diz: ele
será chamado Nazareno. –

“A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de


Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;”
(At 2. 23)

E foi habitar uma cidade chamada Nazaré, para que se


cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas:
Ele será chamado Nazareno.

225

➢ NOSSO SITE
O PROFETA

“E as multidões clamavam, Este é o profeta Jesus de Nazaré da


Galileia.”
(Mt 21. 11)

Trata-se de um termo humano, que claramente


subentende sua humanidade.

O CARPINTEIRO

“não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e


Simão? E não vivem entre nós suas Irmãs? E escandalizam-se nele.”
(Mc 6. 3)

A tradição afirma que José faleceu quando Jesus ainda


estava na juventude, e que ele assumiu as
responsabilidades da carpintaria de Seu pai adotivo.

CRISTO JESUS, HOMEM

“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens.


Cristo Jesus, homem.”
(1 Tm 2. 5)

226

➢ NOSSO SITE
Mediante o emprego do termo homem temos a asserção
positiva da verdadeira humanidade que Jesus possuía
durante Sua vida terrena e continua possuindo em sua
vida celestial de intercessão, à destra de Deus.

A RELAÇÃO HUMANA QUE CRISTO


MANTINHA COM DEUS

“à hora nona clamou Jesus em alta voz: Elói, lama Sabatini? Que quer
dizer Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
(Mc 15. 34)

“Recomendou-lhe Jesus: Não me detenhas; porque ainda não subi para


meu pai, mas vai ter com os meus irmãos, e dize-lhes: subo para meu
pai vosso pai, para meu Deus e vosso Deus.”
(Jo 20. 17)

Nessas passagens, Jesus fala de Deus e a Deus como


homem, demonstrando assim a relação humana que
existia entre Ele, na qualidade de representante do
homem e novo cabeça da raça, e Deus.
Jesus Cristo chamou o pai de meu Deus, tomando
assim o lugar e assumindo o caráter de homem.
227

➢ NOSSO SITE
A DIVINDADE DE JESUS CRISTO

As dimensões do cristianismo melhor se medem pelas


dimensões da pessoa que o fundou e limitam seu
horizonte. Da realidade de sua divindade dependem as
demais realidades do cristianismo, e isso por toda a
eternidade.

Esta consideração preliminar deve ser feita: tanto no


antigo como no novo Testamento, Cristo é apresentado
como aquele que se desempenha o papel de substituto
daquele a quem veio salvar –

“Mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões, e moído por


nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e
pelas suas pisaduras fomos sarados.”
(Is 53. 5-6)

Todos nós nadávamos desgarrados como ovelhas;


cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez
cair sobre ele a iniquidade. Nós todos

228

➢ NOSSO SITE
“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para
servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.”
(Mt 20. 28)

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.”


(Jo 10.11)

“Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio


maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que
for pendurado em madeiro.”
(Gl 3. 13)

– Se Cristo não é Deus, então ele jamais poderia ter


tomado o lugar dos pecadores, a fim de fazer expiação
por seus pecados. No governo de Deus, uma criatura
não pode tomar o lugar de outra. Um anjo não pode agir
em lugar de um homem porque tudo que um anjo pode
fazer já é devido a Deus. Essa é a lei universal da
criatura.

Ou, se lhe fosse permitido, cada criatura perfeita poderia


substituir apenas uma criatura imperfeita. Precisou-se
da Divindade de Cristo para emprestar valor universal à
sua morte a favor da raça, capacitando-o a provar a
morte por todo homem.
229

➢ NOSSO SITE
“O homem pode ler o novo Testamento se ver que
Cristo se apresenta como sendo mais que mero homem,
pode também olhar por todo o céu sem nuvens ao meio-
dia, sem ver o sol.”

Para quem aceita a doutrina bíblica da Trindade,


evidentemente não há necessidade de argumento para
provar a Divindade de Cristo, pois a aceitação de uma
abrange a outra; se Cristo é a segunda Pessoa da
Trindade, é da mesma essência do pai e do Espírito
Santo, possuindo igual poder e gloria.
Em Deus pai vemos a fonte da Divindade; em Jesus
Cristo, a Divindade a transborda; e, na corrente está
toda a perfeição da fonte. O pai é a fonte da gloria;
Jesus Cristo, o filho, é o resplandecer dessa glória.

“ele que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser,


sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter
feito a purificação dos pecados, assentou-se a direita da Majestade nas
alturas”
(Hb 1. 3)

Cristo é a expressão exata da natureza e do caráter da


Divindade.
230

➢ NOSSO SITE
A subordinação da Pessoa do filho a pessoa do pai é
uma ordem de personalidade, ofício e operação que
permite ao pai ser oficialmente primeiro; filho, segundo o
Espírito Santo, Terceiro; mas tudo em perfeita coerência
com igualdade entre os três. Prioridade não é
necessariamente superioridade. A possibilidade de uma
ordem que, contudo, não implica desigualdade, pode ser
ilustrada entre marido e mulher. Quando a seu oficio, o
homem está em primeiro lugar e a mulher em segundo;
não obstante, a alma da mulher tem o mesmo valor da
alma do homem.

“Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o


homem o cabeça de toda a mulher, e Deus o cabeça de Cristo.”
(1 Co 11. 3)

Entretanto Jesus Cristo se subordina ao Pai, quando à


posição. Tendo em vista propósitos redentores, por
ocasião da encarnação, o filho assumiu uma
subordinação distintiva pelo fato de haver substituído
sua soberania pelo estado de servo.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houver também em Cristo


Jesus, pois subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação

231

➢ NOSSO SITE
o ser igual a Deus; antes a si mesmo de cruz- esvaziou, assumindo
forma de servo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz”
(Fp 2. 5-8)

Substancialmente e essencialmente isso vê nas


Escrituras das seguintes formas.
Cristo fez referência à grandeza superior do pai

“ouviste que eu vos disse: Vou, e volto para junto de vós. Se me


amásseis, alegrar-vos-ei de que vá para o pai, pois o pai é maior do
eu.”
(Jo. 14. 28)

CRISTO FOI GERADO DO PAI.

“porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho
unigênito para que rodo que nele crê não pereça, mas tenha vida
eterna.”
(Jo 3.16)

CRISTO DEPENDIA DO PAI.

“Então Jesus lhes falou; Em verdade vos digo que o Filho nada pode
fazer de si mesmo, senão somente aquilo que vir fazer o pai; porque
tudo o que fizer, o Filho também semelhante o faz.”
(Jo 5. 19)
232

➢ NOSSO SITE
Mas eu tenho maior testemunho do que João; porque as
obras que o pai me confiou para que eu realizasse,
essas que eu faço, testemunham a meu respeito, de
que o pai me enviou

“Assim como o pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai;
também quem de mim se alimenta, por mim viverá.”
(Jo 6.57)

CRISTO FOI ENVIADO PELO PAI.

“e aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço
sempre o que lhe agrada.”
(Jo 8.29)

“Respondeu-lhe Jesus: A obra de Deus é esta, que creiais naquele que


por ele foi enviado”
(Jo 6.29)

Replico-lhes Jesus: se Deus fosse de fato vosso pai, certamente me


havíeis de amar; porque eu vim de Deus se aqui estou; pois não vim de
mim mesmo, mas mesmo, mas ele me enviou. Cristo estava sob
autoridade do Pai.
(Jo 8.42)

233

➢ NOSSO SITE
Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou.
Tenho autoridade para entregar e também para revela. Este mandato
recebi de meu Pai.
(Jo 10.18)

CRISTO RECEBEU DA AUTORIDADE DELEGADA


PELO PAI.

“Sabendo este que o pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de
Deus e voltava para Deus.”
(Jo 13 3)

CRISTO RECEBEU DO PAI A SUA MENSAGEM.

“Porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste e eles as


receberam e verdadeiramente conhecem que daí de ti, e creram que tu
me enviaste.”
(Jo 17. 8)

O REINO DE CRISTO FOI ESTABELECIDO PELO


PAI.

“Assim como meu pai me confiou um reino, eu vê-lo entrego.”


(Lc 22. 29)

234

➢ NOSSO SITE
CRISTO ENTREGARÁ SEU REINO AO PAI,
FINALMENTE.

“E então virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando
houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder.”
(1 Co 15.24)

CRISTO É E SERÁ SUJEITO AO PAI.

“quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o


homem o cabeça da mulher, e Deus o cabeça de Cristo.”
(1 Co 11.3)

“porque todas as cousas sujeitaram debaixo dos seus pés.

E, quando diz que todas as cousas lhe estão sujeitas, certamente exclui
aquele que tudo lhe subordinou.

Quando, porém, todas as cousas lhe estiverem sujeitas, então o próprio


filho também se sujeitará aquele que todas as cousas lhe sujeitaram,
para Deus seja tudo em todos.”
(1 Co 15. 27-28)

235

➢ NOSSO SITE
Ainda que exista uma eterna subordinação de Cristo ao
pai, trata-se apenas de uma subordinação de ordem, de
oficio, de operação e não de essência.

OS NOMES DIVINOS QUE SÃO


ATRIBUÍDOS A CRISTO NAS
ESCRITURAS

DEUS

“mas, acerca do filho: o teu trono, Ó Deus, é para todo o sempre, e:”
(Hb 1. 8)

CETRO DE EQUIDADE É O CERTO DO TEU REINO.

“Respondeu-lhe Tomé Senhor meu e Deus meu”


(Jo 20.28)

“ninguém jamais viu a Deus: o Deus unigênito, que está no ceio do pai,
nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus.”
(Jo 1.18)

236

➢ NOSSO SITE
O termo é aqui usado também é empregado para referir-
se a juízes humanos –

Replicou-lhes Jesus não está escrito na vossa lei: eu disse: são Deuses?
Se ele chamou de Deuses aquele a quem foi dirigido a palavra de Deus,
e a Escritura não pode falhar, então daquele a quem o pai santificou e
enviou ao mundo, dizeis: tu blasfemas, porque declarei: Sou Filho de
Deus
(Jo 10. 34-36)

– Mas esse é apenas um uso secundário do termo.

FILHO DE DEUS

“Respondeu-lhe Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho de Deus


vivo. Então Jesus lhe afirmou: Bem aventurado és, Simão Bardonas,
porque não foi carne e sangue que te revelou, mas meu pai que está nos
céus.”
(Mt. 16.16,17)

Esse nome é dado a Jesus Cristo quarenta vezes nas


Escrituras. Além disso, há referências frequentes Seus
Filho e Meu Filho. Jesus não reivindicou esse título para
Si mesmo, mas aceitou-o quando usavam para indicá-
lo, ou quando foi chamado por outros.

237

➢ NOSSO SITE
O PRIMEIRO E O ÚLTIMO; O ALFA E O ÔMEGA

“quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém Ele pôs sobre mim a
sua mão direita, dizendo: Não temas, eu sou o primeiro e o último”
(Ap. 1.17)

Quem fez e executou tudo isso? Aquele que desde o princípio tem
chamado as gerações à existência, eu, o Senhor, o primeiro, e com os
últimos, eu mesmo.

Diz-se que esse título descreve Cristo como tema de todas as Escrituras,
o Criador de todos os mundos e criaturas, o controlador de toda a
História, o eterno e imutável Jeová.
(Is. 41.4)

O SANTO

“Vós, porém, negaste o Santo e o Justo, e pediste que vos concedessem


um homicida.”
(At. 3.14)

SENHOR DE TODOS E SENHOR DA GLÓRIA

238

➢ NOSSO SITE
“Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes
o Evangelho da Paz, por meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de
todos.”
(At. 10.3)

OFÍCIOS DIVINOS QUE AS ESCRITURAS ATRIBUEM


A JESUS CRISTO

Preservador de tudo

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata de seu Ser,


sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter
feito a purificação dos pecados, assentando-se a direita da Majestade
nas alturas.”
(Hb. 1.3)

Este universo nem se sustenta sozinho nem foi


abandonado por Deus, conforme os deístas nos querem
fazer acreditar. Cristo preserva e sustenta todas as
coisas em existência. Sua palavra é o fulcro sobre o
qual se firma o eixo do universo e sobre o qual gira,
sustentando todas as coisas pela palavra de seu poder.

239

➢ NOSSO SITE
A pulsação de vida universal é regulada e controlada
pela pulsação do poderoso coração de Cristo.

O que nós chamamos de leis da natureza são


ações voluntárias do Filho de Deus. A preservação de
todas as coisas é uma função divina atribuída a Cristo o
que comprova a sua Divindade.

Perdoador dos pecados

DOADOR DA VIDA IMORTAL E DA VIDA DE


RESSURREIÇÃO

“O qual transformará o nosso corpo de humilhação, para ser igual ao


corpo da sua glória, segundo a eficácia do poder que ele tem de até
subordinar a si mesmo todas as coisas.”
(Fp. 3.21)

Muitos poderão perguntar se Elias e Eliseu não


ressuscitaram aos mortos. Respondemos que Deus
ressuscitou mortos em resposta à oração deles,
mediante poder delegado; ao passo que Jesus Cristo
ressuscitou mortos e ainda os ressuscitará pó sua
própria vida e poder. Transmitir vida pertence
exclusivamente a Deus. Quando o rei da Síria enviou
240

➢ NOSSO SITE
Naamã para que o rei Jeorão o curasse de sua lepra
este clamou: Acaso sou Deus com poder de tirar a vida
ou dá-la, para que este envie a mim um homem para
cura-lo de sua lepra? Portanto, a capacidade de Jesus
Cristo e sua autoridade para levantar os mortos
estabelecem firmemente sua Divindade.

DOADOR DA VIDA ETERNA

“Assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, afim de que
ele conceda a vida eterna a todos que lhe deste.”
(Jo. 17.2)

Somente um Ser que possui inerentemente a vida


eterna é que pode proporciona-la, e somente Deus
possui a vida eterna no sentido absoluto; por
conseguinte, Jesus Cristo, para ser doador da vida
eterna, necessariamente há de ser Deus.
Ofícios e funções que pertencem distintamente a Deus,
são atribuídas a Jesus Cristo.

241

➢ NOSSO SITE
Bibliologia

Compêndio de Teologia Apologética, François


Turretini – Volume 01 – Edição 01 – 2011 – Editora
Cultura Cristã

As Obras de Arminio – Jacó Armínio – Volume 1 –


Edição 01 – 2015 – CPAD

Teologia para pentecostais – Walter Brunelli – Volume


1 - Edição 4- 2017 – Acadêmico

Doutrinas da Fé Cristã – Michael Horton – Edição 1 –


2016 – Edição Cultura Cristã

Teologia sistemática, histórica e filosófica – Alister


McGrath – Edição1 – 2016 – SHEED

Teologia Sistemática – Stanley M. Horton – Edição 5 –


1999 – CPAD

EU SOU Doutrina da revelação verbal – Heber


Campos – Edição 1 – 2017 – Fiel

242

➢ NOSSO SITE
Teologia Sistemática Reformada – Oadi Salum –
Edição 1 – 2017 – Editora Cultura Cristã

Introdutórias à Teologia Sistemática – Henry


Clarence Thiessen - Edição 5 - 2014 – Editora Batista
Regular do Brasil

Teologia Sistemática – Charles Finney – Edição 1 –


2001 – CPAD

Os fundamentos da Teologia Sistemática – Luciano


Frasson – Edição 1 – 2018 – Santos Editora

Teologia Sistemática de Pannenberg Wolfhart


Pannenberg – Vol 2 2009 - Editoras: Academia Cristã e
Paulus

Teologia Sistemática de Strong - 1 vol. Augustus


Hopkins Strong – edição 3 2015 Editora: Hagnos

Teologia Sistemática de Charles Hodge Charles


Hodge 1ª Edição 2014 Editora: Hagnos

243

➢ NOSSO SITE
Teologia Sistemática Pentecostal - uma perspectiva
pentecostal J. Rodman Williams – 1ª Edição 2011 –
Vida Acadêmica

Teologia Sistemática - Bíblica e Histórica Robert D.


Culver – 1ª Edição 2012 - Shedd Publicações

Teologia Sistemática de Chafer Vol 1 - Lewis Sperry


Chafer (1871-1952) Edição 1 2003 - Editora Hagnos

Teologia Sistemática de Norman Geisler (1º volume)


Norman L. Geisler - Edição 1 2016 - Editora: CPAD
Teologia Sistemática Sturz Richard Julius Sturz -
Edição 1 2012 - Edições Vida Nova

Teologia Sistemática de Franklin e Myatt - Uma


análise histórica, bíblica e apologética para o contexto
atual Franklin Ferreira - Alan Myatt - Edição 2 2008 -
Edições Vida Nova

Teologia Sistemática Pentecostal - Edição 1 2009 -


Editora CPAD

244

➢ NOSSO SITE
BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2. ed. São
Paulo: Cultura Cristã, 2001.

GRUDEM, Wayne. A. Teologia Sistemática. São


Paulo: Vida Nova, 1999.

STRONG, Augustus H. Teologia Sistemática (vol. I).


São Paulo: Hagnos, 2003.

TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. 5. ed. São


Leopoldo: Sinodal, 2005.

VAN ENGEN, J. Teologia Natural. ELWELL, Walter A.


(org.). Enciclopédia Historio-Teológica da Igreja
Cristã (vol. III). São Paulo: Vida Nova, 1990, pp. 489-
491.

Teologia sistemática (ERICKSON) – 2015 - Millard J.


Erickson

Somos Todos Teólogos. Uma Introdução à Teologia


Sistemática - 2017 -R. C. Sproul
245

➢ NOSSO SITE
Teologia Puritana - 2016 -Beeke Joel R. e Markes
Jones

Teologia Sistemática Contemporânea | Fonte Editorial


– 2020 - Karl Barth / Strong / Louis Berkhof

Teologia Sistemática – Uma Perspectiva Pentecostal -


2011 - J. Rodman Williams

Teologia da Fé Cristã – Domingos Dias Ferreira –2006


- Middfer Publicações Cristãs

Volume 1 Enciclopédia Estudos de Teologia – As


principais doutrinas cristãs com explanação detalhada e
objetividade – Edição 3 2016 - Editora Semeie

Teologia Sistemática – Eurico Bergstén – 1999 –


CPAD

Temas Centrais da Fé Cristã – Uma introdução à


doutrina Bíblica – Gilmar Vieira Chaves – 2015 Central
Gospel

246

➢ NOSSO SITE
Manual de Teologia Bíblica e Sistemática – Jorge
Pinheiro – 2017 - Templus

Cave mais fundo – o que você acredita? Porque isso


importa? Joshua Harris – 2018 - Fiel Editora

Sumário de Doutrina Cristã – Louis Berkhof – 2020 -


Editora Monergismo

Introdução à Teologia Cristã – Justo L. González e


Zaida M. Pérez – 2008 – Hagnos

Conhecendo a Teologia Cristã – Uma forma simples


de entender a Fé - Zacarias de Aguiar Severa – 2018 -
AD Santos

Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman


– Edição 3 2017 - Vida Acadêmica

Teologia Sistemática – 2014 - Editora InterSaberes


(Org.)

247

➢ NOSSO SITE
Enciclopédia do Protestantismo – Edição 2 2006 -
Hagnos

Dicionário Bíblico – Wycliffe – Edição 4 2000 -CPAD

Manual Bíblico SBB – Edição 2 2010 - Sociedade


Bíblica do Brasil

Descobrindo a Bíblia – História e Fé das comunidades


Bíblicas – 2013 - Central Gospel

Entendendo a Bíblia - Um guia quem, quando, onde,


como e o porquê de cada livro da Bíblia – 2011 – CPAD

História da Bíblia no Brasil – Luiz Antonio Giraldi –


Edição 2 2013 – SBB

A Bíblia através dos Séculos - Antonio Gilberto -


Edição 15 2004 – CPAD

GEISLER, Norman L. e NIX William E. - Como a Bíblia


chegou até nós - 1ª Edição, São Paulo, Editora Vida,
1997.

248

➢ NOSSO SITE
TOGNINI, Enéas - O Período Interbíblico - 5ª Edição,
São Paulo, Editora Louvores do Coração LTDA, 1951.

JESUS, Erivaldo de – A bíblia como fonte de direito –


adib – 2010

JESUS, Erivaldo de – Super interessante 500


Curiosidades Bíblicas Vol 1– Edição 20 2010

JESUS, Erivaldo de – Super interessante 500


Curiosidades Bíblicas Vol 2– Edição10 2010

CAMPOS, Heber – Eu Sou Doutrina da Revelação


Verbal – Vol 1 – 2017 – Fiel Editora

ENNS, Paul – Manual de Teologia Moody – 2014 –


Editora Batista Regular do Brasil

DUFFIELD, Guy P. Fundamentos da Teologia


Pentecostal. São Paulo: Ed. Quadrangular, 1991.

GILBERTO, Antonio. Manual da Escola Dominical.


Rio de Janeiro: CPAD, 1983.

249

➢ NOSSO SITE
LAHAYE, Tim. Como Estudar A Bíblia Sozinho. Belo
Horizonte: Ed. Betânia, 1984.

HALLEY, Henry H. Manual Bíblico. São Paulo:


Edições Vida Nova, 1989.

ERICKSON, J. Millard. Introdução à Teologia


Sistemática. São Paulo: Ed. Vida Nova, 1997.

GRUDEM, Wayne A. Teologia Sistemática.


São Paulo: Ed. Vida Nova, 1999.

250

➢ NOSSO SITE

Você também pode gostar