INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA
CAMPUS CAMPINA GRANDE
DISCIPLINA: Gestão organizacional e segurança do trabalho
PROF. : Luís Fernando Alves Rodrigues
RISCOS ERGONÔMICOS
ALUNOS: Daniel Carlos Dias Barbosa
David Caio Alves Nascimento
Ezequias Gabriel NOrmando Da Silva
Guilherme Belo Da
Igor Sousa
José Weber
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
O QUE É ERGONOMIA
O OBJETIVO DA ERGONOMIA
A SUBDIVISÃO DA ERGONOMIA
RISCOS ERGONÔMICOS
O QUE SÃO RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
COMO A ERGONOMIA AGE PARA EVITAR E CORRIGIR OS ERROS
ERGONÔMICOS
Análise Ergonômica do Trabalho
Ginástica laboral
REFERÊNCIAS
INTRODUÇÃO
O QUE É ERGONOMIA
Ergonomia consiste no conjunto de disciplinas que estuda a organização do trabalho no qual
existem interações entre seres humanos e máquinas.
Em outras palavras, a ergonomia pode ser definida como a relação entre o Homem e o
trabalho que executa
A ergonomia procurando desenvolver uma integração perfeita entre as condições de trabalho,
as capacidades e limitações físicas e psicológicas do trabalhador e a eficiência do sistema
produtivo, para isso, se faz necessário o desenvolvimento a aplicação de técnicas de
adaptação de elementos do ambiente de trabalho ao ser humano.
INTRODUÇÃO
O OBJETIVO DA ERGONOMIA
A ergonomia tem como objetivo gerar o bem-estar do trabalhador e consequentemente aumentar a
sua produtividade.
A ergonomia também busca
● Aumentar a eficiência organizacional (produtividade e lucros)
● Aumentar a segurança, a saúde e o conforto do trabalhador
A ergonomia também determina os horários de trabalho, assim como a sua nacionalização, e
contempla tudo através de uma perspectiva humanitária da empresa e das relações que se
estabelecem nela.
Os dois principais ramos da ergonomia são a segurança do trabalho e a prevenção dos acidentes
laborais que são os acidentes relacionados ao trabalho.
INTRODUÇÃO
A SUBDIVISÃO DA ERGONOMIA
Ergonomia cognitiva
Também conhecida como engenharia psicológica, está relacionada com um conjunto de processos
mentais, entre eles a percepção, a atenção, a cognição, o controle motor e o armazenamento e
recuperação de memória.
A ergonomia cognitiva pretende analisar o impacto que esses processos têm na interação do ser humano
e outros elementos dentro de um sistema.
Algumas áreas específicas são: carga mental de trabalho, vigilância, tomada de decisão, desempenho de
habilidades, erro humano, interação humano-computador e treinamento.
INTRODUÇÃO
A SUBDIVISÃO DA ERGONOMIA
Ergonomia organizacional
Também conhecida como macroergonomia, a ergonomia organizacional parte do pressuposto que
todo o trabalho ocorre no âmbito de organizações.
A ergonomia organizacional pretende potencializar os sistemas existentes na organização, incluindo
a estrutura, as políticas e processos da organização. Algumas das áreas específicas são: trabalho em
turnos, programação de trabalho, satisfação no trabalho, teoria motivacional, supervisão, trabalho em
equipe, trabalho à distância e ética.
RISCOS ERGONÔMICOS
O QUE SÃO RISCOS ERGONÔMICOS
Os riscos ergonômicos surgem justamente quando as condições de trabalho são inadequadas,
prejudicando o bem-estar dos colaboradores. Eles podem ser compreendidos como fatores que interferem
às características psicofisiológicas do trabalhador, podendo provocar incômodos, desconfortos e
problemas de saúde.
Riscos ergonômicos são todas as condições que afetam o bem-estar do indivíduo, sejam elas físicas,
mentais ou organizacionais. Podem ser compreendidas como fatores que interferem nas características
psicofisiológicas do profissional, provocando desconfortos e problemas de saúde. São exemplos de riscos
ergonômicos: levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, monotonia, repetitividade, postura
inadequada.
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Os principais riscos ergonômicos são.
● Repetitividade
● Postura inadequada
● Iluminação inadequada
● Ritmo excessivo de trabalho
● Jornada de trabalho prolongada
● Monotonia das atividades
● Controle rígido de produtividade
● Levantamento e manuseio de cargas
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Repetitividade
A repetitividade dos movimentos e das atividades laborais pode provocar fadiga e desgaste, tanto físico quanto
psicológico, dos colaboradores.
No aspecto físico, ela compromete o sistema musculoesquelético, podendo surgir lesões e inflamações. Como
exemplo, podemos citar: tendinites, bursites, lombalgias e dores crônicas na coluna.
A maioria desses problemas faz parte das Lesões por Esforço Repetitivo (LER) ou dos Distúrbios
Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). A melhor forma de lidar com esse problema é estabelecer
pausas frequentes, gerando pequenos intervalos de atuação
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Postura inadequada
Uma postura incorreta pode ocasionar lesões, fadiga e enfraquecimento de certas regiões do corpo como
pulso, ombros, coluna e lombar. Assim, há um comprometimento do sistema osteomuscular, que pode
desencadear o surgimento de LER/DORT.
Se essa postura incorreta estiver associada à repetitividade do trabalho, pode ser ainda pior para a saúde do
colaborador, facilitando ainda mais o surgimento de consequências diversas.
Em ambientes em que é necessário trabalhar sentado, por exemplo, é fundamental que a cadeira dê total
sustentação à coluna, além de garantir que as pernas fiquem em um ângulo de 90°. Os cotovelos também
devem ficar nessa posição, sendo apoiados corretamente na mesa logo à frente.
No caso de trabalho feito em pé, o ideal é que a configuração de todos os móveis seja de tal forma que leve
em consideração a altura e essas necessidades. Além disso, vale a pena estimular os colaboradores a terem
uma postura adequada.
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Iluminação inadequada
A luminosidade inadequada pode provocar danos aos colaboradores, tanto em níveis excessivos de luz
como em níveis insuficientes.
Um ambiente excessivamente iluminado de maneira natural pode ter níveis de radiação UV muito intensos,
causando possíveis problemas na saúde do colaborador. Já a falta de iluminação faz com que o ambiente
seja quase insalubre, contribuindo para o que é conhecido como vista cansada.
A NR 17 estabelece parâmetros considerados seguros para que o ambiente de trabalho seja iluminado
corretamente e isso deve ser seguido. Uma das questões mais importantes é que a iluminação deve ser
planejada de modo a evitar reflexos e ofuscamentos, garantindo o campo de visão do trabalhador.
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Ritmo excessivo de trabalho
Mesmo cumprindo a carga horária previamente estabelecida, o colaborador pode ter um ritmo muito
intenso de trabalho. Isso acontece quando ele precisa cumprir prazos muito curtos ou deve assumir
uma grande quantidade de tarefas, fazendo com que ele trabalhe de maneira muito mais intensa do
que o normal.
Com um ritmo muito intenso, o profissional pode deixar de lado cuidados com a segurança, colocando
a si mesmo e aos outros em risco físico.
O melhor a se fazer, nesse caso, é buscar um ritmo que seja condizente com a atividade profissional e
que não sobrecarregue o colaborador.
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Jornadas de trabalho prolongadas
Outro problema semelhante acontece no caso de jornadas de trabalho prolongadas, especialmente quando não
são previamente acordadas. Quando o trabalhador precisa ultrapassar o seu horário de trabalho, fazendo uma
jornada de 10 ou 12 horas, por exemplo, ele está passando por um risco ergonômico.
Isso diminui a produtividade porque compromete a motivação e a própria capacidade de executar tarefas e
solucionar problemas que surjam no ambiente de trabalho. No caso de jornada noturna, a empresa ainda pode se
ver gastando mais com horas extras, sem observar resultados efetivos nesse sentido.
Estimular o cumprimento de tarefas dentro do horário previamente estabelecido tende a ser a melhor saída,
impedindo que os colaboradores trabalhem de maneira excessiva ou que comprometam a qualidade dos
resultados.
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Monotonia das atividades
Uma atividade laboral muito monótona pode levar o colaborador a desenvolver distúrbios psicológicos
como ansiedade e até mesmo depressão.
Um exemplo de condições como essas são as tarefas burocráticas ou que exigem atenção minuciosa a
detalhes, mas sem realizar grandes mudanças. Isso faz com que o colaborador se interesse cada vez
menos pela atividade, comprometendo sua saúde psicológica.
Caso essa questão esteja associada à repetitividade e ao ritmo intenso de trabalho, as consequências
psicológicas podem ser ainda maiores. Para lidar com isso, é relevante buscar uma variabilidade de
ações, tanto quanto possível, de modo a diversificar a atuação no trabalho.
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Controle rígido de produtividade
O controle excessivo do rendimento do colaborador também pode gerar um estresse mental e psicológico,
comprometendo até mesmo sua produtividade. O colaborador passa a se sentir pressionado constantemente,
gerando irritação, desvio de humor, cansaço e insatisfação.
Um exemplo muito comum desse tipo de situação acontece no setor de telemarketing. Os agentes de
atendimento precisam entregar níveis elevados de resultados, fazendo com que eles se sintam extremamente
pressionados a atuar de maneira cada vez mais eficiente.
Embora criar aquela que é conhecida como “ansiedade ótima” seja positivo para estimular a produtividade dos
colaboradores, exagerar nesse tipo de atuação só terá o efeito contrário. Em vez disso, é melhor realizar ações
de capacitação, motivação e engajamento, colhendo os resultados da produtividade.
RISCOS ERGONÔMICOS
OS PRINCIPAIS RISCOS ERGONÔMICOS
Levantamento e manuseio de cargas
Realizar o levantamento ou a movimentação manual de cargas é uma atividade de risco para a saúde física do
colaborador, pois quando é exercida de maneira incorreta, pode provocar lesões no seu sistema
musculoesquelético.
Esse tipo de ação deve ser combatido e o colaborador jamais deve ser estimulado a realizar o levantamento de
um peso que seja maior do que sua capacidade ou que possa, claramente, provocar algum tipo de lesão ou
consequência para o organismo.
Também é indispensável que a postura na execução dessa tarefa seja a correta, evitando que determinadas
regiões da coluna sejam mais exigidas do que outras, por exemplo.
COMO A ERGONOMIA AGE PARA EVITAR E CORRIGIR OS ERROS
ERGONÔMICOS
O Ministério do Trabalho e Emprego, junto a entidades e associações trabalhistas, criou uma série de normas
que devem ser seguidas pelas empresas para proteger a saúde do trabalhador.
Devido ao grande número de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais no Brasil, foi criada uma norma
regulamentadora específica para a ergonomia: a NR-17.
Ela visa a estabelecer parâmetros que permitam a adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e
desempenho eficiente. Para que isso aconteça, a legislação exige que seja feita a Análise Ergonômica do
Trabalho (AET).
COMO A ERGONOMIA AGE PARA EVITAR E CORRIGIR OS ERROS
ERGONÔMICOS
Análise Ergonômica do Trabalho
A AET tem como finalidade analisar os riscos ergonômicos do posto de trabalho e propor soluções
ergonômicas para reduzir ou extinguir o risco existente, propiciando melhores condições do ambiente de
trabalho e uma melhor realização das tarefas laborais.
Dentre as soluções possíveis, podemos destacar a promoção de atividades para melhorar a saúde física e
psicológica dos colaboradores, como a ginástica laboral.
Ela é muito importante porque ajuda a empresa a ter uma visão completa de quais são todos os riscos
envolvidos na execução das atividades, de modo que eles possam ser mitigados ou eliminados de maneira
satisfatória e segura para a saúde dos trabalhadores.
Sem elas, a atuação na ergonomia é apenas parcial, já que o negócio não tem certeza sobre quais são, de
fato, os riscos ergonômicos existentes nos locais de trabalho.
COMO A ERGONOMIA AGE PARA EVITAR E CORRIGIR OS ERROS
ERGONÔMICOS
Ginástica laboral
A Ginástica Laboral atua como uma grande aliada da ergonomia nas empresas e contribui diretamente para que
o trabalhador obtenha as condições físicas e psicológicas necessárias para a execução de suas tarefas.
Os exercícios têm como base os movimentos dos trabalhadores no seu dia a dia. Assim, eles melhoram a
postura e a capacidade muscular. Com uma vida mais ativa, é possível melhorar também o foco e a disposição.
Quando estamos mais alegres e dispostos, também nos concentramos mais.
Sendo assim, é fundamental que a empresa ofereça momentos em que o colaborador pode executar esses
exercícios. É muito comum, por exemplo, que essa ginástica seja feita em grupo e em momentos de pausa.
Além de ajudar na proteção do organismo, é uma forma de estimular a socialização, de modo a contribuir ainda
mais para os resultados.
Referências
Disponível em: [Link] Acesso
10/10/2019 ás 19:30
Disponível em: [Link] Acesso 10/10/2019 ás 20:00
Disponível em: [Link] Acesso
11/10/2019 ás 08:30
Disponívem em: [Link] Acesso 11/10/2019 ás 09:00
G. BEZERRA; ANÁLISE DOS RISCOS ERGONÔMICOS E DAS DOENÇAS OCUPACIONAIS NOS
CANTEIROS DE OBRAS E FORMAS DE PREVENÇÃO. (Trabalho de conclusão de curso).
UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ 2015.