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Curso Técnico em Enfermagem

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FUNDAÇÃO EDUCACIONAL “MANOEL GUEDES”

Escola Técnica “Dr. Gualter Nunes”

Curso de Habilitação Profissional de Técnico em


Enfermagem

MÓDULO I

Procedimentos Básicos de
Enfermagem

Tatuí-SP
Sumário
1. HOSPITAL ................................................................................................................................................. 3
1.1 Definição: ....................................................................................................................................................... 3
1.2 Funções: ................................................................................................................................................................ 3
1.3 Organização: ........................................................................................................................................................ 3
1.4 Classificação: ....................................................................................................................................................... 3
1.5 Equipe de Saúde: ............................................................................................................................................... 4
2. PACIENTE ..................................................................................................................................................... 4
2.1 Diretos do paciente: .................................................................................................................................. 4
2.2 Necessidades Humanas Básicas: ................................................................................................................... 8
2.3 Pesquisa de sinais e sintomas: ...................................................................................................................... 8
2.4 Regiões superficiais do corpo: ....................................................................................................................... 9
3. PRONTUÁRIO ............................................................................................................................................... 9
3.1 Definição: ................................................................................................................................................................. 9
.32 Admissão: ................................................................................................................................................................. 9
3.3 Alta: ........................................................................................................................................................................ 10
3.4 Transferência: ......................................................................................................................................................... 10
3.5 Anotação de enfermagem: ...................................................................................................................................... 11
4. ORDEM E LIMPEZA .................................................................................................................................. 11
4.1 Limpeza da Unidade ......................................................................................................................................... 11
4.2 Preparo de cama hospitalar: .......................................................................................................................... 13
5. HIGIENE CORPORAL ............................................................................................................................... 15
5.1 Higiene Oral: ....................................................................................................................................................... 15
5.2 Higiene dos cabelos ......................................................................................................................................... 16
5.3 Banho ................................................................................................................................................................... 17
6. MEDIDAS DE CONFORTO E SEGURANÇA ............................................................................................. 19
6.1 Desconforto físico: ........................................................................................................................................... 19
6.2 Prevenção de úlceras de pressão: .............................................................................................................. 21
6.3 Colocação e retirada de comadre e papagaio: .......................................................................................... 22
6.4 Restrição mecânica de movimento: ............................................................................................................. 22
7. POSIÇÕES DO CORPO ............................................................................................................................. 23
8. MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE PACIENTE ................................................................................ 24
8.1 Mecânica corporal................................................................................................................................................ 24
8.2 Transporte do paciente do leito para a maca e vice-versa: ................................................................... 25
8.3 Transporte do paciente em cadeira de rodas: ........................................................................................... 25
9. CONTROLES .............................................................................................................................................. 26
9.1 Sinais Vitais ........................................................................................................................................................ 26
9.2 Mensuração do peso e da altura .............................................................................................................................. 30
Definição ...................................................................................................................................................................... 30
9.3 Eliminação intestinal............................................................................................................................................... 31
9.4 Diurese .................................................................................................................................................................... 32
10. ALIMENTAÇÃO DO PACIENTE .............................................................................................................. 32
10.1 Fatores que afetam o apetite: ....................................................................................................................... 32
10.2 Dietas Hospitalares ............................................................................................................................................... 32
10.3 Preparo do paciente e do ambiente para a refeição: .............................................................................................. 32
Paciente acamado, capaz de alimentar-se sozinho .................................................................................................... 32
11. COLETA DE MATERIAIS PARA EXAMES.............................................................................................. 33
11.1 Definição............................................................................................................................................................... 33
11.2 Finalidades ............................................................................................................................................................ 33
11.3 Coleta de sangue ................................................................................................................................................... 33
11.4 Coleta de Urina ..................................................................................................................................................... 34
11.5 Coleta de Fezes ..................................................................................................................................................... 34
11.6 Coleta de Escarro: ................................................................................................................................................. 35
12. TERMOS TÉCNICOS ................................................................................................................................ 35
12.1 Estado Geral: ........................................................................................................................................................ 35
12.2 Estado Nutricional: ............................................................................................................................................... 35
12.3 Estado Hídrico: ..................................................................................................................................................... 35
12.4 Sensação dolorosa:................................................................................................................................................ 35
12.5 Sistema Nervoso – comportamento ..................................................................................................................... 36
12.6 Sistema cardiocirculatório: ................................................................................................................................... 36
12.7 Sistema respiratório: ............................................................................................................................................ 36
12.8 Sistema digestivo: ............................................................................................................................................... 36
12.9 Sistema urinário: .................................................................................................................................................. 37
1
12.10 Pele – temperatura: ............................................................................................................................................. 37
12.11 Rosto – cabelos: .................................................................................................................................................. 37
12.12 Olhos:................................................................................................................................................................. 37
12.14 Outros: ................................................................................................................................................................ 38
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................................... 38

2
1. HOSPITAL

1.1 Definição:

O Ministério da Saúde define hospital como


sendo “parte integrante de uma organização médica
e social, cuja função básica consiste em
proporcionar à população assistência médica
integral, curativa e preventiva, sob quaisquer
regimes de atendimento, inclusive o domiciliar,
constituindo-se também em centro de educação,
capacitação de recursos humanos e de pesquisa
em saúde, bem como de encaminhamento de
pacientes, cabendo-lhe supervisionar orientar os
estabelecimentos de saúde a ele vinculados
tecnicamente”.
1.2 Funções:
Restauradora – diagnosticar, tratar e reabilitar os doentes dando inclusive cuidados de
• Emergência.
• Preventiva – assistência durante a gravidez e o nascimento da criança; controle das
doenças transmissíveis e educação sanitária.
• Ensino – formação e aperfeiçoamento de médicos, enfermeiros e outros profissionais da
equipe de saúde.
• Pesquisa – aspectos sociais, psicológicos e físicos da saúde; práticas hospitalares e
técnicas administrativas.

1.3 Organização:

Um hospital é dividido em departamentos que são interligados com a finalidade de


proporcionar atendimento especializado e de qualidade ao paciente. Os principais departamentos
são:
• Diretoria
• Corpo clínico (serviços médicos)
• Serviço de apoio clínico: Rx, ultra-sonografia, tomografia, laboratório, endoscopia, banco
de sangue etc.
• Serviços técnicos: enfermagem, nutrição e dietética, serviço social, farmácia, odontologia,
psicologia, fisioterapia, serviço de arquivo médico e estatística (SAME) etc.
• Serviço de Apoio Administrativo: finanças, contabilidade, manutenção, lavanderia,
departamento pessoal etc.

1.4 Classificação:

Os hospitais podem ser classificados em:


a) Segundo o tipo de clínica:
• GERAL – oferece uma variedade de clínica: Clínica médica, cirúrgica, pediatria,
ortopedia, obstetrícia, neurologia etc.
• ESPECIAL – admite pacientes com um tipo particular de doença ou idade:
Hospital de Oncologia, Hospital de Doenças Infecciosas, Maternidade, Hospital
Psiquiátrico, Hospital de Pediatria etc.

b) Segundo o tipo de administração:


• OFICIAL OU PÚBLICO– mantido pelo governo Federal, Estadual e Municipal.
• PARTICULAR OU PRIVADO – é o que pertence à pessoa jurídica de direito privado.
• FILANTRÓPICO – é o hospital particular sem fins lucrativos.

c) Segundo o número de leitos:


• Clínica – até 25 leitos
• Pequeno porte – de 26 a 49 leitos
3
• Médio porte – de 50 a 199 leitos
• Grande porte – de 200 a 499 leitos
• Extra ou especial – acima de 500 leitos

1.5 Equipe de Saúde:

São todos os profissionais ligados direta ou indiretamente ao paciente: médicos, enfermeiros,


fisioterapeutas, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos, dentistas e todo o pessoal
auxiliar de saúde.

2. PACIENTE

2.1 Diretos do paciente:

Criada no sentido de incentivar a humanização do


atendimento ao paciente, a Lei 10.241, promulgada pelo
governador do Estado de São Paulo, Mário Covas, em
17 de março de 1999, dispõe sobre os direitos dos
usuários dos serviços e de ações de saúde no Estado, e
dá outras providências, decretando a Assembléia
Legislativa:

Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu


promulgo a seguinte Lei:

Artigo 1º - A prestação dos serviços e ações de saúde aos usuários, de qualquer natureza ou
condição, no âmbito do Estado de São Paulo, será universal e igualitária, nos termos do artigo 2º
da Lei Complementar n. 791, de 9 de março de 1995.

Artigo 2º - São direitos dos usuários dos serviços de saúde no Estado de São Paulo:
I - ter um atendimento digno, atencioso e respeitoso;
II - ser identificado e tratado pelo seu nome ou sobrenome;
III - não ser identificado ou tratado por:
a) números;
b) códigos; ou
c) de modo genérico, desrespeitoso, ou preconceituoso;

IV - ter resguardado o segredo sobre seus dados pessoais, através da manutenção do sigilo
profissional, desde que não acarrete riscos a terceiros ou à saúde pública;

V - poder identificar as pessoas responsáveis direta e indiretamente por sua assistência, através
de crachás visíveis, legíveis e que contenham:
a) nome completo;
b) função;
c) cargo; e
d) nome da instituição;

VI - receber informações claras, objetivas e compreensíveis sobre:


a) hipóteses diagnósticas;
b) diagnósticos realizados;
c) exames solicitados;
d) ações terapêuticas;
e) riscos, benefícios e inconvenientes das medidas diagnósticas e terapêuticas propostas;
f) duração prevista do tratamento proposto;
g) no caso de procedimentos de diagnósticos e terapêuticos invasivos, a necessidade ou não de
anestesia, o tipo de anestesia a ser aplicada, o instrumental a ser utilizado, as partes do corpo
afetadas, os efeitos colaterais, os riscos e conseqüências indesejáveis e a duração esperada do
procedimento;
h) exames e condutas a que será submetido;
i) a finalidade dos materiais coletados para exame;

4
j) alternativas de diagnósticos e terapêuticas existentes, no serviço de atendimento ou em outros
serviços; e
l) o que julgar necessário;

VII - consentir ou recusar, de forma livre, voluntária e esclarecida, com adequada informação,
procedimentos diagnósticos ou terapêuticos a serem nele realizados;

VIII - acessar, a qualquer momento, o seu prontuário médico, nos termos do artigo 3º da Lei
Complementar n. 791, de 9 de março de 1995;

IX - receber por escrito o diagnóstico e o tratamento indicado, com a identificação do nome do


profissional e o seu número de registro no órgão de regulamentação e controle da profissão;

X - vetado:
a) vetado;
b) vetado;
c) vetado;
d) vetado;
e) vetado; e
f) vetado;

XI - receber as receitas:
a) com o nome genérico das substâncias prescritas;
b) datilografadas ou em caligrafia legível;
c) sem a utilização de códigos ou abreviaturas;
d) com o nome do profissional e seu número de registro no órgão de controle e regulamentação
da profissão; e
e) com assinatura do profissional;

XII - conhecer a procedência do sangue e dos hemoderivados e poder verificar, antes de recebê-
los, os carimbos que atestaram a origem, sorologias efetuadas e prazo de validade;

XIII - ter anotado em seu prontuário, principalmente se inconsciente durante o atendimento:


a) todas as medicações, com suas dosagens, utilizadas; e
b) registro da quantidade de sangue recebida e dos dados que permitam identificar a sua origem,
sorologias efetuadas e prazo de validade;

XIV - ter assegurado, durante as consultas, internações, procedimentos diagnósticos e


terapêuticos e na satisfação de suas necessidades fisiológicas:
a) a sua integridade física;
b) a privacidade;
c) a individualidade;
d) o respeito aos seus valores éticos e culturais;
e) a confidencialidade de toda e qualquer informação pessoal; e
f) a segurança do procedimento;

XV - ser acompanhado, se assim o desejar, nas consultas e internações por pessoa por ele
indicada;

XVI - ter a presença do pai nos exames pré-natais e no momento do parto;

XVII - vetado;

XVIII - receber do profissional adequado, presente no local, auxílio imediato e oportuno para a
melhoria do conforto e bem estar;

XIX - ter um local digno e adequado para o atendimento;

XX - receber ou recusar assistência moral, psicológica, social ou religiosa;

5
XXI - ser prévia e expressamente informado quando o tratamento proposto for experimental ou
fizer parte de pesquisa;

XXII - receber anestesia em todas as situações indicadas;

XXIII - recusar tratamentos dolorosos ou extraordinários para tentar prolongar a vida; e

XXIV - optar pelo local de morte.


§ 1º - A criança, ao ser internada, terá em seu prontuário a relação das pessoas que poderão
acompanhá-la integralmente durante o período de internação.
§ 2º - A internação psiquiátrica observará o disposto na Seção III do Capítulo IV do Título I da
Segunda Parte da Lei Complementar n. 791, de 9 de março de 1995.
Artigos 3º a 5º - Vetados.
Artigo 6º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Carta dos Direitos do Paciente, baseada no Manual da Comissão Conjunta de


Acreditação de Hospitais para a América Latina e o Caribe

É Direitos do Paciente:

Acesso ao tratamento: A todo o indivíduo deverá dar-se o acesso imparcial ao tratamento ou à


internação ou ainda que se indique o medicamento adequado, sem levar em conta sua raça, sua
crença, seu sexo, sua nacionalidade ou a procedência de que paga pelo seu tratamento.

Respeito e dignidade: O paciente tem o direito de receber o tratamento respeitoso em todo o


momento e sob todas as circunstâncias, como reconhecimento de sua dignidade pessoal.

Privacidade e confidencialidade: O paciente tem direito, de acordo com a lei, à privacidade


pessoal e de informação, de acordo com as seguintes garantias:
• Recusar a falar ou a ver alguém que não esteja oficialmente relacionado com o hospital,
incluindo visitantes ou pessoas formalmente ligadas ao hospital, porém não tendo
vinculação direta com o seu tratamento.
• Usar vestimentas pessoais apropriadas, assim como objetos religiosos simbólicos, sempre
que não interferirem nos procedimentos do diagnóstico ou do tratamento.
• Ser examinado em instalações projetadas para garantir o isolamento visual e auditivo
razoável. Isto inclui o direito a pedir que se tenha uma pessoa do mesmo sexo presente
durante certas partes de um exame médico, durante o tratamento ou o procedimento
efetuado por um profissional do sexo oposto, assim como o direito a não permanecer nu
durante mais tempo que o necessário para levar a cabo o procedimento para o qual foi
necessário despir-se.
• Esperar que toda a consulta ou menção do seu caso seja feita discretamente e que não
haja gente presente que não esteja diretamente envolvida no seu tratamento, sem o seu
consentimento.
• Que o seu boletim médico seja lido apenas por aqueles diretamente ligados a seu
tratamento ou pelo supervisor de qualidade. Outras pessoas só terão ciência do boletim
com autorização prévia por escrito.
• Esperar que toda a comunicação e registros pertencentes ao seu tratamento, incluindo o
pagamento, sejam tratados de forma confidencial.
• Ter proteção e o adequado isolamento para a segurança pessoal.

Segurança pessoal: O paciente tem o direito de esperar por uma segurança razoável na medida
em que os procedimentos e as instalações do hospital possibilitem isso.

Identidade: O paciente tem o direito de conhecer a identidade e a posição profissional dos


indivíduos que lhe estejam prestando serviços, assim como de saber qual médico ou profissional
da saúde é o responsável pelo seu tratamento.
Isto inclui o direito do paciente de conhecer se existe alguma relação profissional entre os
indivíduos que o estão tratando, assim como a relação com outras instituições da saúde ou
educativas ligadas ao seu tratamento.
6
A participação de um paciente em programas de treinamento clínico ou para obter informação
com propósitos de investigação deverá ser voluntária.

Informação: O paciente tem o direito de obter do profissional responsável pela coordenação do


seu tratamento a informação completa e atualizada do diagnóstico (até onde se saiba), de seu
tratamento ou de qualquer prognóstico.
A informação em questão deverá ser comunicada ao paciente de forma que se possa obter dela a
sua compreensão.
Quando não se considera aconselhável, sob o ponto de vista médico, dar essa informação ao
paciente, a mesma deve ser colocada à disposição de uma pessoa autorizada.

Comunicação: O paciente tem o direito ao acesso de pessoas alheias ao hospital por meio de
visitas do tipo verbal e escrita.
Quando o paciente não fala nem entende o idioma predominante na comunidade, deverá ter
acesso a um intérprete. Este caso é de particular importância quando as citadas barreiras
idiomáticas representam contínuo problema.

Consentimento: O paciente tem o direito de participar, desde que esteja convenientemente


informado, das decisões relacionadas com o seu tratamento de saúde.
Até onde isso seja possível, deverá basear-se em uma explicação clara e concisa de sua
condição e de todos os procedimentos técnicos implícitos, incluindo a possibilidade de qualquer
risco de morte ou reações sérias, de problemas relacionados com sua recuperação e sua possível
saída satisfatória do hospital.
O paciente não deverá ser submetido a nenhum procedimento sem o consentimento voluntário,
competente e cordato seu ou de algum representante legalmente autorizado.
Quando existirem alternativas médicas significativamente diferentes e levar a cabo os
procedimentos ou o tratamento.
O paciente deverá ser informado se o hospital se propõe a realizar ou a compreender alguma
experimentação humana ou algum outro projeto educativo ou de investigação que influencie a sua
saúde ou o seu tratamento.
Assim mesmo, o paciente tem o direito de recusar-se a participar das referidas atividades.

Consultas: Sob petição e por sua própria conta, o paciente tem o direito de consultar um
especialista.

Negação do tratamento: O paciente poderá recusar o tratamento até onde lhe permite a lei.
Quando ocorrer a negação do tratamento pelo próprio paciente ou por seu representante legal, a
prestação do mesmo só se dará após um acordo prévio.

Deveres do paciente

Fornecimento de informações: O paciente tem a obrigação de fornecer, sob o que vem a ser o
seu melhor entendimento, informação precisa e completa sobre as suas queixas atuais,
enfermidades anteriores, hospitalizações, medicamentos e outros assuntos relacionados com a
sua saúde.
O paciente tem a responsabilidade de informar ao profissional responsável qualquer mudança
inesperada da sua condição.
O paciente também é responsável pela informação dada, visto que dela pode depender o curso da
ação que será aplicada no seu tratamento e o que se espera dele.

Cumprimento das instruções: O paciente é responsável por seguir o plano de tratamento


recomendado pelo profissional principal que é responsável pelo seu cuidado.
Isso pode incluir obedecer às instruções dadas pelas enfermeiras e o pessoal do serviço de saúde
associado no desempenho do plano de saúde estabelecido e levar a cabo as ordens do
profissional responsável no cumprimento dos regulamentos e estatutos do hospital.
O paciente é responsável pelo cumprimento das instruções recebidas e, quando for incapaz por
qualquer razão, deve comunicar isto ao profissional responsável do hospital.

Negação em seguir o tratamento: O paciente é o responsável pelas suas ações caso se recuse
a receber o tratamento ou não siga as instruções recebidas das enfermeiras ou dos profissionais
responsáveis pela sua recuperação.
7
Regulamentos e estatutos do hospital: O paciente é responsável pela observância dos
regulamentos e dos estatutos do hospital que influenciem o seu tratamento e a própria conduta.

Respeito e consideração: O paciente é responsável por infringir os direitos dos demais pacientes
e do pessoal do hospital.
É também sua função a de controlar o ruído, o fumo e o número de visitantes. O paciente é
responsável por um comportamento respeitoso pela propriedade de outras pessoas e do hospital.

2.2 Necessidades Humanas Básicas:


A finalidade do atendimento de enfermagem é sempre proporcionar ao indivíduo a
sensação de bem estar, que promove o
caminhar para a saúde. Para alcançar esta
condição de bem estar, o paciente necessita
ter satisfeitas necessidades que são comuns à
espécie humana, e que nem sempre podem
alcançar sem a nossa ajuda.
Maslow, propôs uma teoria sobre a
hierarquia das necessidades, que é a seguinte:
1 – Necessidades fisiológicas
2 – Necessidades de segurança e
proteção
3 – Necessidade de afeto
4 – Necessidade de posição social Pirâmide de
5 – Necessidade de auto-realização Maslow

João Mohana acrescenta a importância


do fator psicológico em todos os níveis de necessidade, ou seja:
1 – Psico-biológicas
2 – Psicossociais
3 – Psico-espirituais
As necessidades psico-biológicas precedem todas as outras, porque são essenciais à
sobrevivência. Incluem:
Oxigenação, hidratação, nutrição, eliminação, sono e repouso, exercício e atividades físicas,
sexualidade, abrigo, mecânica corporal, motilidade, cuidado corporal, integridade cutâneo-
mucosa, locomoção, terapêutica, percepção sensorial, regulação térmica e hormonal.
As necessidades psicossociais, quando satisfeitas, proporcionam ao indivíduo ajustamento
com o seu grupo social, incluem:
Segurança, amor, liberdade, comunicação, criatividade, aprendizagem, gregária, recreação,
lazer, espaço, aceitação, auto-realização, auto-estima, auto-imagem, atenção.
As necessidades psico-espirituais levam-no a buscar razões e justificativas para o sofrimento,
dor, os conflitos e as alegrias, através da fé em uma doutrina religiosa ou de uma filosofia de vida.

2.3 Pesquisa de sinais e sintomas:


Definição:
A observação é uma qualidade fundamental e indispensável aos componentes da equipe de
saúde. Faz parte integrante das ações de cada dia. A observação é um dos instrumentos básicos
da enfermagem, já que através dela que conhecemos o indivíduo, identificamos os seus
problemas e determinamos suas necessidades afetadas, procurando recuperá-lo com tratamento
de enfermagem específico.
Sintomas:
São aqueles descritos pelo paciente, não podendo ser visto ou sentido por outros. Ex. dor de
qualquer natureza, reações emocionais etc.

8
Sinais:
É um sintoma objetivo, do ponto de vista do observador, é uma manifestação externa que
pode ser percebida através dos sentidos. Ex. presença de sangue num curativo, edema, eritemas,
alterações dos sinais vitais, presença de odores e secreções etc.

2.4 Regiões superficiais do corpo:

3. PRONTUÁRIO

3.1 Definição:

É um conjunto de documentos que identificam o paciente, registram a evolução da doença, o


tratamento prescrito e executado, bem como o motivo da alta. É importante pois, auxilia no
diagnóstico e tratamento, constitui valioso material para ensino e pesquisa e é um documento
para fins legais.

.32 Admissão:

A admissão é feita quando o paciente acaba de ser recebido na unidade. É feita pelo
enfermeiro e pelo auxiliar ou técnico de enfermagem. Cada profissional deverá fazer sua
abordagem, pertinente à sua competência.

9
A maneira de receber o paciente depende da rotina de cada hospital. Todavia existe uma
rotina padronizada para a admissão em geral, que é a seguinte:
a) Mostrar as dependências do hospital e explicar as normas e rotinas: local e horário do
banho, refeições, visita médica, de familiares, funcionamento do sistema de campainha,
serviços disponíveis no hospital etc.
b) Relacionar e guardar roupas e valores, em setor próprio ou entregar aos familiares.
c) Apresentar a equipe de enfermagem e companheiros de quarto ou enfermaria.
d) Se necessário, encaminhar ao banho de admissão e vestir roupa apropriada.
e) Preparar o prontuário.
f) Avisar o médico se necessário.
g) Comunicar ao serviço de nutrição e dietética (SND) ou outros serviços de acordo com a
rotina do hospital ( Rx, laboratório, centro cirúrgico etc.).
h) Fazer as anotações de enfermagem no prontuário seguindo a seqüência:
• Data e hora da internação.
• Procedência: residência, pronto socorro, outro hospital etc.
• Condições de chegada: deambulando, em cadeira de rodas, de maca etc.
• Acompanhado ou sozinho.
• Tipo de tratamento: clínico, cirúrgico etc.
• Uso de medicamentos no domicílio: nome e horário.
• Doença pregressa: diabetes, hipertensão etc.
• Alergias: esparadrapo, medicações (quais), soluções (iodo), odores etc.
• Vícios: etilismo, tabagismo, drogas etc.
• Sinais vitais.
• Peso altura se necessário.
• Orientações dadas: jejum, tricotomia, dieta, repouso, exames etc.

3.3 Alta:

A alta do paciente é assinada pelo médio no prontuário do paciente. Se isto não for feito, a
enfermagem não poderá executar os procedimentos de alta.

Tipos de alta:
a) Alta hospitalar: é a alta que o paciente recebe quando está em condições de deixar o
hospital.
b) Alta a pedido: é a que o médico concede a pedido do paciente ou responsável, mesmo
sem estar devidamente tratado. Deverá o responsável assinar um termo de
responsabilidade.
c) Alta condicional ou licença médica: concedida ao paciente em ocasiões especiais, (natal,
dia das mães etc.) com a condição de retornar em data pré estabelecida. É também
assinado termo de responsabilidade.
d) Alta por indisciplina grave: quando o paciente infringe a ética e a moral.

Procedimentos:
a) Avisar o paciente.
b) Avisar a família, tesouraria, serviço de nutrição ou outros conforme a rotina do hospital.
c) Dar ao paciente ou a alguém responsável orientações quanto a: medicação, repouso,
dieta, restrições, retorno e outras dúvidas.
d) Entregar orientações feitas pelo médico (receita, guias etc.).
e) Entregar exames feitos antes da admissão.
f) Reunir os pertences do paciente e providenciar sua roupa.
g) Fazer anotações de enfermagem contendo: hora da saída, tipo de alta, condições do
paciente, presença de acompanhante e as orientações dadas.
h) Entregar prontuário completo à secretaria.

3.4 Transferência:

A transferência do paciente é feita da mesma maneira que a alta. A unidade para onde o
paciente será transferido deve ser antecipadamente avisada para preparar-se para o recebimento.
10
O paciente deverá ser transportado de acordo com seu estado geral.
Deverá estar acompanhado de guia ou resumo do caso feito pelo médico responsável pelo
paciente, pois o prontuário jamais será transferido com o paciente. O prontuário é um documento
exclusivo da instituição.
A transferência pode ocorrer também de uma unidade para outra, dentro do mesmo hospital,
ou na mesma unidade de um leito/quarto para outro. A transferência deve ser também
comunicada e registrada.

3.5 Anotação de enfermagem:

Definição:
É o registro feito pela enfermagem no prontuário referente às
condições do paciente e todos os procedimentos executados.

Requisitos:
a) Registrar os dados logo após a ocorrência para
estabelecer uma continuidade, ou seja, nunca antes nem
muito tempo depois dos fatos.
b) Anotar as informações sempre a caneta. Fazer o registro em caneta azul ou preta para o
dia, e vermelha para a noite, segundo a rotina do hospital.
c) Indicar o horário toda vez que for fazer uma anotação e ter sempre o cuidado para evitar
ambigüidade. Ex.: 19 horas e não 7 horas.
d) Preencher ou completar o cabeçalho do impresso não esquecendo de colocar a data.
e) Anotar os dados com precisão e veracidade, ou seja, não omitir dados nem registrá-los de
forma incorreta.
f) Anotar sem deixar espaço em branco para que alguém não altere o registro e cancelar o
espaço com um traço.
g) Anotar sem rasurar, se acontecer, não utilizar corretivo, escrever a palavra digo, e
continuar a anotação.
h) Fazer as anotações de forma objetiva e completa evitando palavras desnecessárias como:
“paciente” já que é sobre ele que o relatório está sendo feito.
i) Evitar anotações subjetivas como: “sem queixas”, “passou bem a noite”, “vomitou muito”
etc.
j) Anotar as informações quando são dadas pelo paciente utilizando-se os verbos na 3ª
pessoa. Ex.: “informa que”, “refere que”. Se for dada por outra pessoa, escreve-se:
“segundo a mãe”, “segundo o pai” etc.
k) Utilizar termos científicos por extenso a não ser as abreviaturas padronizadas
normalmente utilizadas como: IM, RX, ECG etc.
l) Terminar o registro com nome legível. Se for escola, colocar também o nome da escola.
Ex.: Al. Aux. Cristina.
m) Evitar assinar a anotação com apelidos. Ex. Rô, Fá, Rê etc. Escrever o nome por extenso
evitando rubricas.

4. ORDEM E LIMPEZA

4.1 Limpeza da Unidade

Definição:
Limpeza é a eliminação de todo material
orgânico e inorgânico através de água, ação
mecânica e detergente.
O serviço de limpeza é de grande
interesse nos hospitais e serviços de saúde
não só porque esta é a primeira impressão
do serviço dado ao paciente e aos seus
acompanhantes, mas também pela
importância no controle das infecções
hospitalares.
A limpeza envolve técnicas como a lavagem básica das mãos, uso de precauções padrão, e a
limpeza da unidade do paciente propriamente dita.
11
A limpeza da unidade envolve a lavagem e desinfecção do mobiliário e material, feita para
segurança e proteção do paciente, funcionário, e também para controle de infecção hospitalar.

Tipos:
A limpeza de unidade pode ser de dois tipos:
• Limpeza terminal – é a limpeza feita toda vez que se desocupa o leito podendo ser devido
à alta hospitalar, óbito e transferência.
• Limpeza concorrente – é a limpeza feita periodicamente, isto é, diariamente enquanto o
paciente estiver internado.

Componentes da unidade do paciente:


A unidade do paciente é composta por: cama, mesa de cabeceira, mesa de refeição, cadeira,
escadinha, painel de parede (saídas de oxigênio e ar comprimido), armário, campainha, suporte
do soro, luz indireta (arandela), comadre, papagaio, cuba rim e rouparia (lençóis, toalhas e
cobertores).

Finalidades:
Tem por finalidade a prevenção e controle da disseminação de microrganismos, mantendo o
ambiente limpo e agradável.

Material Utilizado (limpeza terminal)


• Uma bandeja contendo: uma bacia com água e outra com solução desinfetante, pano de
limpeza, luvas de borracha.
• Balde
• Hamper
• Jarro s/n

Procedimento:
• Lavar as mãos
• Reunir o material e levá-lo à unidade
• Abrir as janelas para arejar o quarto
• Soltar a roupa de cama e colocar cada peça no hamper
• Retirar todos os objetos da mesa de cabeceira
• Afastar a cama da parede, deixando espaço suficiente para a realização da limpeza.
• Colocar a balde no piso próximo aos pés da cama e o restante sobre o assento da cadeira.
• Colocar as luvas
• Fazer a limpeza da mesa de cabeceira por dentro e por fora, respeitando sempre o sentido
distal para o proximal.
• Limpar um dos lados do travesseiro, e colocá-lo sobre a mesa de cabeceira, respeitando a
lei do limpo com limpo, e em seguida, limpar o outro lado.
• Estender o impermeável sobre o colchão no sentido longitudinal e limpar o lado exposto.
• Dobrar o impermeável três vezes no sentido da cabeceira para os pés da cama e colocá-lo
sobre o travesseiro.
• Limpar a face superior do impermeável.
• Limpar a face superior e lateral do colchão no sentido da cabeceira para os pés.
• Colocar (arrastar) o colchão sobre os pés da cama, expondo a metade superior do estrado.
• Limpar a cabeceira e o estrado.
• Elevar o estrado da cama e proceder à limpeza do mesmo.
• Virar o colchão verticalmente, apoiando a parte limpa na cabeceira, expondo a parte
inferior do estrado e limpa-lo.
• Elevar o estrado dos pés da cama e proceder à limpeza (deixar elevado).
• Deslizar o colchão para a posição normal.
• Limpar a face inferior do colchão usando o mesmo movimento feito para a limpeza da face
superior.
• Limpar os pés da cama (guarda), inclusive as manivelas.
• Limpar a base da bandeja e colocá-la sobre o colchão.
• Limpar a cadeira
• Recompor a unidade
• Lavar e guardar os materiais

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• Lavar as mãos
• Aguardar 2 horas para a arrumação da cama

4.2 Preparo de cama hospitalar:


Finalidades:
a) Preparar uma cama segura e confortável.
b) Manter a unidade com aspecto agradável

Tipos :
a) Cama fechada
b) Cama aberta
c) Cama aberta com paciente
d) Cama para operado

CAMA FECHADA
Definição:
É aquela que está desocupada, aguardando a chegada do paciente.

Material:
• 2 lençóis
• 1 lençol móvel ou traçado ou forro
• 1 impermeável (S/N)
• 1 colcha
• Toalhas de rosto e banho
• Fronha
• Cobertor (S/N)

Procedimento:
• Lavar as mãos
• Reunir o material necessário e levá-lo ao
quarto
• Colocar a cadeira aos pés da cama e
sobre ala o travesseiro
• Colocar a roupa no espaldar da cadeira, observando a ordem em que será usada
observando a técnica da dobradura (2 vezes no sentido da largura e 1 vez no sentido do
comprimento): 1º toalhas, 2º fronha, 3º colcha, 4º cobertor, 5º lençol de cima, 6º lençol
móvel, 7º impermeável, 8º lençol de baixo.
• Pegar o lençol da cadeira e colocá-lo sobre o centro do colchão, de modo que a dobra do
meio corresponda ao meio da cama.
• Ajeitar o lençol e fazer a dobra nos cantos.
Obs.: para manter o lençol esticado, poderá fazer um nó com as pontas do lençol sobre o
colchão. Em alguns hospitais o lençol já vem com elástico.
• Colocar o impermeável e o lençol móvel e prendê-los por baixo do colchão.
• Estender o lenço de cima, colocando a bainha rente à cabeceira da cama.
• Colocar o cobertor e a colcha a dois palmos da cabeceira, sobre o lençol.
• Fazer a dobra nos pés da cama.
• Colocar a cadeira no lugar.
• Passar para o outro lado da cama, puxar as roupas peça por peça iniciando pelo lençol de
baixo.
• Completar a cama, fazendo a dobra nos pés e encerrando na cabeceira.
• Cobrir o travesseiro com a fronha observando que a abertura fique voltada para o lado
oposto ao da porta de entrada e deixá-lo em pé.
• Ajeitar as toalhas na cabeceira, se for o caso.
• Deixar a unidade em ordem.
• Lavar as mãos.

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CAMA ABERTA

Definição:
É aquela que está sendo ocupada pelo paciente que pode deambular.

Material:
Os mesmos da cama fechada, podendo ser reutilizados o cobertor e a colcha (S/N).

Procedimento:
• Lavar as mãos.
• Reunir todo o material e levá-lo ao quarto.
• Levar hamper para recolher as roupas de cama ou improvisá-lo com um lençol ou colcha
amarrados na grade do pé da cama.
• Verificar se há algum objeto nos lençóis.
• Dispor as roupas na cadeira observando a mesma seqüência da cama fechada.
• Virar a dobra do lençol de cima sobre o cobertor e a colcha (dobra feita).
• Fazer uma dobra em “L” para permitir a entrada do paciente sem desarrumar toda a cama.
• Colocar o travesseiro sobre a cama com a abertura voltada para o lado contrário à porta.
• Fazer a limpeza concorrente.
• Deixar a unidade em ordem.
• Lavar as mãos.

CAMA ABERTA COM PACIENTE


Definição:
É a cama ocupada pelo paciente que não pode deambular ou quando não pode ser
mobilizado.
A troca deve ser feita por duas pessoas. Geralmente a arrumação é feita após o banho no
leito.
Procedimento:
• Lavar as mãos.
• Levar todo o material para o quarto.
• Levar hamper ou improvisá-lo.
• Colocar toda a roupa em ordem na cadeira.
• Reutilizar a colcha e o cobertor se for necessário ou se não estiverem sujos.
• Soltar toda a roupa de cama e deixar o paciente só com o lençol.
• Proceder ao banho conforme técnica (procedimento será descrito posteriormente).
• Virar o paciente para o lado oposto à cadeira contendo as roupas de cama.
• Dobrar as roupas de cama de modo que fique exposto metade do colchão.
• Estender as roupas limpas e fazer os cantos.
• Virar o paciente para o lado já pronto.
• Retirar peça por peça e colocá-las no hamper (deixar o impermeável e limpá-lo).
• Estender as roupas limpas uma por uma começando pelo lençol de baixo e terminando
pelo lençol móvel.
• Fazer os cantos.
• Voltar o paciente para a posição normal.
• Trocar o lençol de cima evitando expor o paciente.
• Colocar a colcha e o cobertor (S/N).
• Dobrar o lençol sobre a colcha e finalizar fazendo o canto.
• Deixar a unidade em ordem.
• Fazer a limpeza concorrente.
• Lavar as mãos.

CAMA DE OPERADO
Definição:

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É a cama feita para receber o paciente que encontra-se no centro cirúrgico ou realizando
exames sob efeito de anestesia.

Material:
O mesmo para cama fechada acrescido de: lençol
ou toalha para cabeceira e suporte de soro.

Procedimento:
• Lavar as mãos.
• Levar todo o material para o quarto.
• Levar hamper ou improvisá-lo.
• Dispor toda a roupa na cadeira conforme a
técnica.
• Retirar toda a roupa de cama e colocá-la no hamper.
• Fazer uma limpeza na parte superior da mesa de cabeceira, colchão e assento da
cadeira.
• Arrumar o lençol de baixo, o impermeável e o traçado, da mesma forma que é feito para a
cama fechada.
• Colocar as demais roupas sem fazer os cantos.
• Dobrar virando para cima: o lençol de cima, o cobertor e a colcha, tanto nos pés da cama
quanto na cabeceira.
• Dobrar ou enrolar tudo para o lado que melhor se adaptar à entrada da maca com o
paciente.
• Colocar o forro em leque na cabeceira.
• Deixar o travesseiro preso às grades ou sobre a cadeira.
• Deixar na mesinha só o material necessário para o paciente.
• Providenciar, dependendo da cirurgia: frasco de drenagem, aspirador, 2 suportes de soro
etc.
• Deixar a unidade em ordem.
• Lavar as mãos.

5. HIGIENE CORPORAL

5.1 Higiene Oral:

Finalidades:
• Eliminar resíduos alimentares
• Proporcionar conforto e bem estar
• Prevenir cáries e infecções
• Evitar o mau hálito

Quando deve ser feita:


• Pela manhã
• Após as refeições
• De 2 em 2 horas para pacientes inconscientes e com vômitos, SNG, febre.

Material:
• Escova de dente ou espátula envolvida com gaze
• Copo com água e/ou canudo de plástico
• Pasta de dente ou solução anti-séptica (água e sal de cozinha, água bicarbonatada a 2%,
água e limão, cepacol etc.)
• Cuba rim
• Toalha de rosto
• Luva de procedimento
• Saco plástico para desprezar as espátulas
• Lubrificante para os lábios se necessário

Higiene para paciente semi dependente:


• Conversar com o paciente e verificar o tipo de higiene que será feita
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• Separar o material
• Lavar as mãos
• Levar os materiais para o quarto e colocar sobre a mesa de cabeceira
• Colocar o paciente em posição de Fowler se não houver contra indicação
• Colocar a toalha de rosto sobre o tórax do paciente
• Instruir sobre o modo correto de escoar os dentes (no sentido da gengiva para os dentes)
• Colocar a cuba rim no queixo para receber a água do bochecho
• Enxaguar a escova e guardar
• Deixar o paciente confortável
• Organizar o ambiente
• Lavar a guardar o material
• Lavar as mãos
• Anotar o cuidado prestado

Higiene para paciente totalmente dependente:


• Utilizar a mesma técnica acrescida de:
• Canudo de plástico para auxiliar a bochechar a água
• Usar luva de procedimento
• Realizar a escovação para o paciente

Higiene para o paciente inconsciente:


• Utilizar a mesma técnica acrescentando: espátula envolvida em gaze, solução anti-séptica,
saco plástico.
• Lavar as mãos
• Calçar as luvas
• Colocar o paciente em posição de Fowler se não for contra indicado
• Proteger a roupa do paciente e a roupa de cama com toalha de rosto
• Adaptar a cuba rim no queixo do paciente
• Umedecer a gaze com solução e fazer a limpeza dos dentes e gengivas
• Lavar também a língua
• Lubrificar os lábios se estiverem ressecados
• Deixar o paciente confortável
• Guardar os materiais
• Lavar as mãos
• Anotar o cuidado prestado

Cuidados com a dentadura ou ponte móvel:


• A enfermagem tem a responsabilidade de cuidar da prótese enquanto o paciente não a
estiver usando.
• O paciente que não tem condições de cuidar da prótese, a enfermagem deve fazer:
- retirar com cuidado para não machucar, utilizando uma gaze.
- fazer a higiene das gengivas, língua e lábios.
- fazer a limpeza da prótese com escova de dentes.
- Recolocá-la no paciente.
- Se o paciente não for usá-la, secá-la, e guardá-la em saquinho plástico e entregá-la
para os familiares.
- Ao recolocar a prótese deve ser umedecida para evitar atrito.

5.2 Higiene dos cabelos

Finalidades:
• Promover a limpeza dos cabelos e couro
cabeludo
• Proporcionar conforto e bem estar
• Estimular a circulação do couro cabeludo

Material:
• Shampoo ou sabonete líquido
• Condicionador
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• Pente ou escova
• Jarro com águia morna
• Bacia grande
• Balde
• Toalha de banho
• Plástico ou impermeável
• Bolas de algodão para proteger ou ouvidos
• Luvas de procedimento

Procedimento (primeiro método):


• Lavar as mãos
• Preparar o material e levá-lo ao quarto
• Posicionar em decúbito dorsal com o travesseiro sobre os ombros, forrando a cabeceira e
próprio travesseiro com impermeável e toalha de banho
• Ocluir os ouvidos com as bolas de algodão
• Posicionar a bacia sobre a cabeça, segurando a nuca com uma das mãos e com outra
proceder a lavagem.
• Friccionar bem o couro cabeludo
• Enxaguar bem despejando a água do jarro diretamente sobre os cabelos
• Retirar a bacia e envolver os cabelos na toalha
• Continuar o banho no leito se for o caso
• Pentear os cabelos e deixar o paciente em ordem
• Guardar os materiais e deixar a unidade em ordem
• Lavar as mãos
• Anotar no prontuário
OBS: A técnica é facilitada se for feita por duas pessoas. Verificar se não há contra indicação
quanto a erguer o pescoço do paciente.

Procedimento para lavagem dos cabelos ( segundo método):


Utiliza-se uma pequena banheira inflável adaptada à cabeça do paciente e com um pequeno
chuveiro portátil ou mesmo um jarro d’água vai procedendo a lavagem. A água que foi utilizada é
escoada para dentro de um balde localizado na parte inferior do leito.

5.3 Banho

Finalidades:
• Limpeza da pele
• Proporcionar bem estar
• Estimular a circulação
• Remover odores
• Observar anormalidades na pele, edemas, circulação,
úlceras de decúbito, etc.

Tipos de banho:
• Aspersão: banho de chuveiro
• Imersão: banho de banheira (o paciente fica totalmente
submerso exceto a cabeça)
• Ablução: banho na banheira ou bacia onde o paciente se leva jogando pequenas
porções de água em seu corpo
• De leito: usado para pacientes acamados.

Banho no leito:
Material:
• Bandeja contendo: 1 balde, 2 bacias, 1 jarro com
água, saboneteira com sabonete, luvas de banho de
tecido, luvas de procedimento, 1 toalha de rosto, 1 toalha
de banho, pente e/ou escova de cabelo.
• Biombo

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• Comadre
• Hamper
• Roupa de cama
• Material para higiene oral
• Material para higiene dos cabelos s/n
• Desodorante e solução hidratante de uso
pessoal
• Jornal

Procedimento:
• Explicar ao paciente o que será feito e avaliar a necessidade de lavar os cabelos,
cortar as unhas e verificar os materiais disponíveis para higiene oral.
• Desocupar a mesa de cabeceira.
• Lavar as mãos.
• Levar todo o material para o quarto.
• Fechar as portas e janelas para evitar corrente de ar.
• Cercar a cama com biombo s/n.
• Dispor os materiais da higiene oral e do banho sobre a mesa de cabeceira.
• Colocar a roupa de cama dobrada na seqüência sobre o espaldar da cadeira,
conforme técnica já descrita.
• Colocar o balde no chão próximo aos pés da cama.
• Colocar o hamper próximo à cama.
• Colocar a comadre sobre o jornal no chão
• Oferecer comadre ao paciente.
• Elevar a cabeceira da cama se não houver contra indicação e realizar a higiene oral
e tricotomia facial (barba) se necessário.
• Abaixar a cabeceira e soltar a roupa de cama, retirar o travesseiro e cobertores se
possível.
• Lavar os cabelos se necessário, conforme a técnica.
• Retirar a camisola ou o pijama do paciente mantendo-o coberto com o lençol. Se for
inverno deixar o cobertor também.
• Cobrir o tórax com toalha de rosto e calçar luvas de procedimento, e com as luvas de
pano lavar o rosto iniciando pelos olhos do canto interno para o externo (sem usar
sabonete).
• Lavar o rosto na seguinte seqüência: primeiro a região frontal, face, nariz, queixo,
orelhas, pescoço e nuca.
• Retirar a toalha de rosto.
• Colocar a toalha de banho sobre o tórax passando por debaixo dos braços. Iniciar
pelo braço distal começando pelos punhos com movimentos circulares, obedecendo
o retorno venoso.
• Lavar o ombro, o tórax, os seios (tomando-se o cuidado de enxaguá-los e secá-los
muito bem na dobra inferior, sobretudo em pacientes obesas) e o abdômen.
• Lavar as axilas.
• Lavar as mãos do paciente na bacia (se o mesmo não tiver condições de fazer sua
própria higiene íntima).
• Desprezar a água.
• Retirar a toalha sem expor o paciente.
• Colocar a toalha debaixo dos MMII e lavar primeiro a perna distal com movimentos
circulares.
• Flexionar ligeiramente as pernas e colocar ambos os pés na bacia. Se a bacia for
pequena lavar um da cada vez.
• Desprezar a água.
• Colocar o paciente em decúbito lateral, com o rosto voltado para o lado de quem está
executando o banho.
• Forrar a cama na região do dorso com a toalha de banho
• Lavar a região dorsal de cima para baixo.
• Fazer massagem de conforto com movimentos circulares, firmes, mas com
suavidade, no sentido da cintura para cima.
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• Descer a tolha e lavar as nádegas, massageando a região sacrococcígea.
• Ainda em decúbito lateral, colocar a comadre e voltar o paciente em decúbito dorsal.
• Colocar em posição ginecológica e realizar a higiene íntima no sentido de frente para
trás (púbis-ânus), deixando cair água do jarro diretamente na região.
• Desprezar as luvas de banho (pano) dentro do hamper.
• Retirar a comadre e enxugar a região genital com o lençol móvel ou toalha, se for
desprezá-la em seguida.
• Retirar as luvas de procedimento.
• Virar o paciente para o lado contrário de quem executou o banho e proceder a troca
da roupa de cama (fazer desinfecção do colchão).
• Colocar a camisola ou o pijama.
• Pentear os cabelos.
• Colocar o travesseiro limpo.
• Reunir o material e deixar tudo em ordem.
• Fazer a limpeza concorrente.
• Lavar as mãos.

Lavagem externa feminina ou higiene íntima:


Finalidades:
• Proporcionar conforto e bem estar
• Prevenir o aparecimento de infecções
• Combater a infecção já instalada

Indicação:
• Diariamente por ocasião do banho
• Após defecação
• Em caso de corrimento abundante

Material - Bandeja contendo:


• Jarro com água morna
• Luva de pano
• Sabonete ou solução anti-séptica
• Saco plástico para lixo
• Luva de procedimento
• Comadre
• Toalha
• Impermeável

Método:
• Preparar o paciente e o ambiente
• Separar o material
• Lavar as mãos
• Levar o material para a mesa de cabeceira e colocar a comadre sobre a cadeira.
• Colocar o paciente em posição ginecológica
• Colocar o impermeável e a toalha sob a região genital
• Calçar as luvas
• Ensaboar a vulva com solução anti-séptica utilizando as luvas de banho
• Lavar com água obedecendo o sentido púbis-ânus.
• Retirar a comadre
• Enxugar a vulva com toalha ou lençol
• Deixar a paciente confortável e o ambiente em ordem
• Retirar as luvas
• Providenciar a limpeza e a ordem do material
• Lavar as mãos
• Fazer as anotações de enfermagem

6. MEDIDAS DE CONFORTO E SEGURANÇA

6.1 Desconforto físico:


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Causas:
• Frio ou calor excessivo;
• Longo tempo na mesma posição;
• Postura incorreta;
• Atrito de roupas sobre feridas ou locais doloridos;
• Roupa de cama suja, enrugada ou úmida;
• Ruídos;
• Odor desagradável;
• Roupas apertadas ou equipamentos que fazem pressão sobre determinado local (gesso,
tração, etc.);
• Falta de habilidade do pessoal para o cuidado.

Meios para promover o conforto físico:


• Observar e retirar as causas do desconforto;
• Evitar cuidar do paciente com as mãos frias e com movimentos bruscos;
• Utilizar objetos que ajudam a promover o conforto físico, principalmente de pacientes
imobilizados no leito, desde que sejam observadas as contra indicações. São alguns
deles:
- Colchão “caixa de ovo” de espuma ou inflável. Colchão com pequenas ondulações
que é colocado sobre o colchão normal.
- Colchão d’água ou colchão de ar. Colchão utilizado para prevenir escaras e que
substitui o colchão normal.
- Almofada d’água, almofada “caixa de ovo” inflável e roda de espuma. Utilizados
para conforto de regiões (sacrococcígea) que recebem muita pressão.
- Travesseiro, cobertor e rolo. Servem para posicionar o paciente no leito sem
escorregar. Indispensável para a mudança de decúbito.
- Rodas de algodão, luvas de borracha com água, espuma recortável auto adesiva,
gel adesivo e outros. São equipamentos simples que ajudam a proteger pequenas
proeminências ósseas como: calcâneo, tornozelos, cotovelos, joelhos e região
trocanteriana.
• Massagem de conforto
Finalidade:
- produzir relaxamento;
- ativar a circulação sangüínea;
- evitar atrofia;
- prevenir a formação de escaras.
Movimentos mais comuns:
- Deslizamento: deslizar as mãos sobre o dorso, no sentido da cintura para cima.
- Amassamento: amassar os músculos com ambas as mãos.
- Fricção: movimentar de forma circular com as pontas dos dedos onde a pele se
move junto com os dedos.
- Tapotagem: dar palmadas de leve nas costas com as mãos em concha.
Material:
- Creme ou vaselina para a pele seca.
- Talco ou álcool para a pele oleosa.
Observações:
- retirar relógios, anéis, e manter as unhas curtas para não machucar o paciente.
- Utilizar em torno de 3 a 5 minutos para o procedimento.

Deslizamento Amassamento

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6.2 Prevenção de úlceras de pressão:

Definição:
É uma lesão na pele, que pode atingir tecidos mais profundos, causada pela deficiência de
circulação sangüínea, ocasionada por pressão prolongada e conseqüente falta de nutrição nos
tecidos. Acomete principalmente pacientes idosos, hemiplégicos, ou seja, pacientes incapacitados
de mobilizarem-se sozinhos.

Fatores predisponentes:
• Desnutrição;
• Desidratação
• Diabetes;
• Edema generalizado;
• Obesidade;
• Má circulação;
• Senilidade;
• Incontinência de fezes e urina.

Causas imediatas:
• Permanência por longo período na mesma
posição.
• Fricção causada por aparelho de gesso,
tração, defeitos do colchão ou estrado.
• Umidade causada por permanecer longo
tempo molhado com fezes, urina e suor.
• Excesso de calor ou frio.

Fases de formação da úlcera:


• Eritema
• Edema local
• Isquemia
• Necrose

Cuidados de enfermagem:
• Evitar todas as causas que provocam o desconforto físico.
• Utilizar posicionadores e protetores nos diferentes segmentos corporais, para evitar a
pressão local, principalmente nas proeminências ósseas.
• Sentar o paciente fora do leito sempre que possível.
• Incentivar a deambulação precoce.
• Fazer mudança de decúbito de 2/2 horas.

• Manter a cama limpa, seca e com os lençóis esticados.


• Manter o paciente sempre limpo.
• Realizar movimentos passivos com os membros, se não houver contra indicação, para
melhorar a circulação e impedir atrofia. Os movimentos especializados devem ser
realizados pelo fisioterapeuta.

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• Estimular a movimentação ativa (quando o próprio paciente realiza os movimentos).
Avaliar sempre a contra indicação.
• Estimular a alimentação que deve ser rica em proteínas, sais minerais e vitaminas.

6.3 Colocação e retirada de comadre e papagaio:

Definição:
É a colocação de um recipiente para que o paciente possa satisfazer sua necessidades
fisiológicas de evacuação e micção, quando impossibilitado de levantar-se.

Objetivos:
• Higiene e conforto do paciente.
• Atender suas necessidades básicas.

Material:
• Comadre (feminino) ou papagaio (masculino)
• Papel higiênico
• Material para lavagem externa se for defecar.

Procedimento para colocar e retirar comadre:


• Levar a comadre coberta e colocá-la sobre a cadeira.
• Virar o paciente em decúbito lateral.
• Ajustar a comadre na região.
• Virar o paciente sobre a mesma.
• Retirar-se, quando o paciente tiver condições de ficar só.
• Oferecer papel higiênico.
• Fazer lavagem externa.
• Retirar a comadre da mesma forma que foi colocada.
• Cobrir a comadre com pano ou papel se o banheiro for longe do paciente.
• Levar o material para despejar no vaso sanitário, lavar em local apropriado (nunca na
pia do lavatório), desinfetar e guardar.
OBS: A colocação da comadre também pode ser feita pedindo ao paciente para levantar o
corpo apoiando os pés no leito. A comadre deve ser colocada delicadamente e aquecida.
Se necessário colocar biombos. Se o paciente fizer a sua própria higiene íntima, oferecer
água, sabão e uma bacia para lavar as mãos. Observar sempre o aspecto das fezes antes
de desprezá-las, e anotar no prontuário.

Procedimento para colocar e retirar papagaio:


• Se o paciente tiver condições, entregar-lhe para que ele mesmo coloque. Caso
contrário, colocar o papagaio de maneira que não molhe a cama e estar atento para
retirar assim que terminar.
• Ao despejar o conteúdo do papagaio, enxaguar bem com água e deixar novamente ao
alcance do paciente acamado, de preferência na cadeira, longe dos pertences e da
mesa de cabeceira.
• O papagaio em uso, deve ser lavado diariamente para retirar as crostas.
• O papagaio que não for usado novamente deve ser lavado, desinfetado e guardado em
local apropriado.

6.4 Restrição mecânica de movimento:

Indicações:
• Deve ser usado como último recurso, devido aos efeitos físicos e psicológicos que o
paciente pode apresentar.
• Evitar quedas de pacientes agitados, semi conscientes ou com convulsões.
• Nos casos de agitação psicomotora.
• Em doentes mentais que constituem perigo para si e para os outros pacientes.
• Nos casos de pacientes que não colaboram na manutenção de sondas drenos,
venóclise e outros.

Tipos de restrições:
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Lençóis, ataduras, talas, cama com grades, etc.

Locais de restrição:
• Ombro: dobrar o lençol tipo faixa, e colocá-lo sob o dorso do paciente, passar pelas
axilas, cruzar sob o pescoço e amarrar na cabeceira da cama.
• Abdômen: usar o mesmo tipo de faixa de lençol e passar sob a região lombar. Pegar
outro lençol e passar sobre o abdômen. Trançar ambas as pontas de cada lado e
amarrar no estrado da cama.
• Joelhos: usar faixa de lençol e envolver separadamente os joelhos e amarrar as pontas
em cada lado da cama.
• Membros superiores: usar ataduras de crepe de 15cm. Proteger a região com algodão
ortopédico ou compressas para evitar traumatismo no local. Amarrar as pontas na
grade da cama ou no estrado.
OBS: Observar continuamente sinais de garroteamento: cianose, edema e queixa de
formigamento. Remover a restrição pelo menos duas vezes por dia, para massagem e
higiene local. Sempre que restringir os ombros, restringir também o abdômen. Evitar fazer
pressão sobre uma artéria. Anotar no prontuário o motivo, a hora e o tipo de restrição feita.

7. POSIÇÕES DO CORPO

Decúbito dorsal
• Paciente deitado de costas.
• Cabeça com ou sem
travesseiro.
• Pernas estendidas ou
levemente fletidas.
• Braços ao longo do corpo ou sobre o abdômen.
• Indicações: usado para realização de exame físico.

Decúbito ventral
• Paciente deitado sobre o abdômen, com a cabeça voltada para o lado.
• Indicações: usado para exames da coluna vertebral e região cervical.

Posição ereta ou ortostática


• Paciente em pé. Deve estar com calçado ou sobre o piso forrado.
• Indicações: detectar anormalidades ortopédicas ou neurológicas.

Posição de Sims
• Paciente deitado sobre o lado esquerdo.
• Cabeça apoiada no travesseiro.
• Braço esquerdo fica atrás do corpo.
• Flexionar as pernas. A direta deve ficar em ângulo agudo bem próximo ao abdômen,
e a esquerda menos fletida.
• Indicações: exames vaginais e retais, lavagem intestinal e clister.

Posição ginecológica
• Paciente deitado de costas.
• Pernas flexionadas sobre as coxas,
planta dos pés sobre o colchão e joelhos
bem afastados um do outro.
• Indicações: sondagem vesical, lavagem
vaginal e tratamento vaginal.

Posição litotômica
• Paciente em decúbito dorsal.
• Cabeça e ombros ligeiramente elevados.

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• Coxas bem afastadas uma da outra e
flexionadas sobre o abdômen.
• Os glúteos ficam um pouco fora da
mesa.
• Havendo suporte colocar as pernas sobre os mesmos, fixando-as pela região poplítea.
• Indicação: partos, cirurgias e exames de períneo, vagina e reto.

Posição genupeitoral
• Paciente se mantém sobre os joelhos e
peito.
• Cabeça voltada para um dos lados,
apoiada em travesseiro.
• Braços flexionados nos cotovelos.
• Indicações: exames retais.

Posição Trendelemburg
• Paciente em decúbito dorsal.
• Requer cama especial ou adaptada.
• Cabeça fica mais baixa que o corpo,
num plano inclinado.
• Joelhos ligeiramente flexionados.
• Indicações: cirurgias da região pélvica,
estado de choque hipovolêmico,
tromboflebites, etc.

Posição de Fowler
• Paciente em decúbito dorsal.
• Requer cama especial ou adaptada.
• Cabeceira da cama elevada até que o
tórax atinja o ângulo de 45 graus em
relação à cama.
• Indicações: alimentação, patologias
respiratórias de modo geral.

8. MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE PACIENTE

8.1 Mecânica corporal

Definição:
É o modo pelo qual o corpo se movimenta e
mantém o equilíbrio pelo uso mais eficiente de todas as
suas partes. Postura é a relação das várias partes do
corpo quando se está de pé, sentado, deitado ou em
movimento. Uma boa postura requer que o peso esteja
em equilíbrio em relação à coluna e ao centro de
gravidade. O centro de gravidade é o ponto ao redor do
qual todas as partes do corpo mantém o respectivo
equilíbrio.

Realizamos movimento usando músculos e ossos. Os princípios da boa mecânica corporal


precisam ser aplicados sempre que objetos pesados são levantados ou transportados. O
corpo precisa estar em equilíbrio. A utilização dos músculos fortes evitará tensão dos mais
fracos. Os músculos do coxa e das pernas são mais fortes e devem ser usados sempre que
possível.

24
O equilíbrio é mantido com o mínimo de esforço se o centro da gravidade estiver sobre o
centro da base de sustentação. Ex.: faz-se um menor esforço quando se levanta um objeto
flexionando os joelhos do que dobrando a cintura
Ao auxiliar um paciente a mover-se, a posição do
auxiliar é mais estável se os pés estiverem mais
afastados, os joelhos flexionados (centro de gravidade
mais baixo) e o objeto mais próximo ao corpo.

Fatores que contribuem para uma boa postura:


• Via emocional ajustada.
• Boa saúde.
• Adaptação dos móveis.
• Equipamento correto.
• Uso de vestuário que não restrinja a atividade física.
• Prática periódica de atividade física.
• Auto controle para evitar o desgaste físico.
• Organização do trabalho.

8.2 Transporte do paciente do leito para a maca e vice-versa:

Requisitos:
• São necessárias 4 pessoas.
• Lençol móvel.

Procedimento:
• Preparar a maca.
• Deixar o paciente só com o sobre lençol.
• Soltar o lençol móvel e enrolar as pontas bem próximo ao paciente.
• Colocar a maca paralela e encostada no leito.
• Duas pessoas devem ficar ao lado da cama e duas ao lado da maca, segurando pelo
lençol móvel.
• Apoiar a cabeça com travesseiro se o paciente estiver inconsciente.
• Contar até três a passar de uma só vez.
• Cobrir o paciente com o sobre lençol e manter o lençol móvel sob o paciente.

8.3 Transporte do paciente em cadeira de rodas:

Material:
• Cadeira de rodas.
• 2 lençóis.
• Chinelos.
• Camisola ou roupão.

Procedimento:
• Pode se r feito por uma só pessoa.
• Forrar a cadeira com lençol.
• Colocar a cadeira bem próxima ao leito e encostada para o lado dos pés.
• Travar a cadeira.
• Virar o paciente de lado, colocando um braço no ombro do paciente e o outro na região
poplítea.
• Observar seu estado geral.
• Permanecer o tempo que for necessário nessa posição até que o paciente esteja em
condições de ser transportado.
• Vestir roupa apropriada (roupas transparentes, rasgadas, curtas ou que expõem
demais o paciente, devem ser evitadas). Se o paciente não dispõe de roupa, usar
camisola cirúrgica como roupão.
• Fazê-lo levantar, apoiando-se nos ombros do auxiliar que o segura pela cintura.
• Virar o paciente e sentá-lo na cadeira.
• Cobri-lo com o sobre lençol.
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• Calçar os chinelos. Se não houver, usar propés.
• Estar atento a qualquer alteração que o paciente possa apresentar.

9. CONTROLES

9.1 Sinais Vitais

Definição:
Os sinais vitais (SSVV) referem-se à:
• Temperatura (T) em graus centígrados - ºC
• Pulso (P) em batimentos por minuto – bpm
• Respiração (R) em respiração por minuto – rpm
• Pressão arterial (PA) em milímetros de mercúrio
mmHg
Indicam o estado físico do indivíduo.
Ajudam no diagnóstico e tratamento.

Material para verificar os SSVV:


• Esfigmomanômetro
• Estetoscópio
• Termômetro
• Recipiente com algodão e álcool
• Relógio com ponteiro de segundos
• Caneta e papel

Temperatura:

a) Definição:
É o calor produzido pela atividade metabólica corporal.

b) Alterações fisiológicas:
Existem vários fatores que podem influenciar a atividade metabólica. Quanto maior o metabolismo
maior é a temperatura corporal. Quanto menor o metabolismo
menor é a temperatura corporal. São eles:
• Sono e repouso.
• Idade: o metabolismo num recém nascido é maior que no
indivíduo idoso.
• Exercícios: o trabalho muscular eleva e temperatura.
• Estresse: aumenta a atividade metabólica.
• Fator hormonal: aumento da temperatura na fase de
ovulação (ciclo menstrual).
• Desnutrição: baixo metabolismo que leva à baixa
temperatura.
• Alimentação: alteração transitória da temperatura relacionada com ingestão de bebidas ou
alimentos muito quentes ou frios.
• Infeção: em geral a hipertermia acompanha os processos infecciosos e inflamatórios.

c) Valores normais:
• Temperatura axilar: 35.8 ºC a 37 ºC
• Temperatura oral: 36.3 ºC a 37,4 ºC
• Temperatura retal: 37ºC a 38ºC

d) Alterações:
• Sub febril ou febrícula: 37,1 ºC a 37,5 ºC
• Febril: maior ou igual a 37,6 ºC

e) Tempo de permanência do termômetro no paciente:


• Via axilar: 4 a 5 min (pode variar de acordo com o tipo de termômetro).
• Via oral: 2 a 3 min.
26
• Via retal: 2 a 3 min.
Obs.: os termômetros são específicos para cada via. Sendo o de via oral e retal de
uso exclusivo do paciente.

f) Procedimentos para verificar temperatura axilar:


• Lavar as mãos.
• Reunir todo o material numa bandeja.
• Fazer desinfecção na bandeja
• Explicar ao paciente o que será feito.
• Observar se a coluna de mercúrio está abaixo de 35ºC .Caso necessário, fazer
manobras para abaixar.
• Secar a axila do paciente com o próprio lençol ou pedir que ele mesmo faça.
• Colocar o bulbo do termômetro na axila e posicionar o braço sobre o peito.
• Manter o braço imóvel para que o termômetro não se desloque a fim de não
prejudicar a leitura.
• Manter o termômetro observando o tempo necessário.
• Retirá-lo e proceder a leitura.
• Limpar o termômetro com álcool no sentido da extremidade para o bulbo.
• Fazer manobras para abaixar a coluna de mercúrio.
• Guardar em local apropriado.
• Lavar as mãos.
• Anotar no prontuário e avisar ao enfermeiro ou responsável, caso os valores
estejam acima ou abaixo do normal.
Obs.: a axila é o local que oferece menor precisão quanto aos valores, mas no entanto
é a via mais usada.

Pulso:

Definição:
É uma oscilação provocada nas artérias quando o coração contrai e manda grande volume
de sangue para todo o corpo. O pulso pode ser verificado nos locais onde as artérias passam
próximo à superfície da pele.
Na palpação do pulso, verifica-se a freqüência, o ritmo e a tensão.

a) Valores normais:
• Recém nascido: 120 a 140 bpm
• Lactente: 100 a 120 bpm
• Infância e adolescência: 80 a 100 bpm
• Adulto: 60 a 80 bpm

b) Locais para verificação do pulso:


(figura ao lado)

c) Características:
• Quanto à freqüência: varia de acordo com a idade, sexo e atividade física.
• Volume: o volume de cada batimento é igual em condições normais.
• Ritmo: o intervalo de tempo entre cada
batimento é igual em condições
normais.

d) Tipos de pulso:
• Taquicárdico ou taquisfígmico: pulso
acelerado acima da faixa normal.
• Bradicárdico ou bradisfígmico:
freqüência abaixo da faixa normal.
• Filiforme ou fraco: pulso fino e quase
imperceptível.
• Arrítmico ou irregular: quando o
intervalo entre os batimentos é irregular.

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e) Procedimento:
• Lavar as mãos.
• Explicar ao paciente o que será feito.
• Deitar o paciente ou sentá-lo em posição confortável. O braço apoiado na cama,
mesa ou colo.
• Colocar os três dedos médios (indicador, médio e anular) na face interna do punho,
ao lado do polegar, sobre a artéria radial (conforme desenho).
• Sentir a artéria fazendo uma leve pressão no local.
• Contar os batimentos por 1 minuto. Se
necessário, repetir a contagem.
• Anotar e informar as anormalidades.
• Lavar as mãos.
Obs.: não usar o polegar para verificar o pulso, pois a própria pulsação pode ser
confundida com a do paciente. Para se obter o pulso normal do indivíduo, o mesmo
deve estar em repouso, sentado ou deitado. Caso contrário o pulso pode apresentar
variações.

Respiração (R) ou freqüência respiratória (FR)

a) Definição:
É uma troca de gases. Um processo onde o organismo capta oxigênio (O ) para dentro dos
pulmões (inspiração) e elimina o dióxido de carbono (CO ) para fora dos pulmões (expiração).
O controle da respiração compreende a
verificação da freqüência e outras características, com
o ritmo e a profundidade.

b) Valores normais:
• Recém nascido: 30 a 40 rpm
• Adulto: 14 a 20 rpm
c) Tipos de respiração:
• Taquipnéia: aumento da freqüência
respiratória.
• Bradipnéia: diminuição da freqüência respiratória.
• Apnéia: parada respiratória.
• Ortopnéia: respiração facilitada pela posição vertical (sentada).
• Estertorosa: respiração com ruído semelhante à “cachoeira”.
• Sibilante: respiração com o som de assobio.
• Cheyne Stokes: aumento gradual da profundidade da respiração alternada com
períodos de apnéia.
• Kussmaul: inspiração profunda, seguida de apnéia e expiração suspirante.
• Dispnéia: dificuldade para respirar.

d) Procedimento:
• Lavar as mãos.
• Deitar o paciente ou sentá-lo confortavelmente.
• Observar os movimentos do tórax (inspiração e expiração) que correspondem a um
só movimento para efeito de contagem.
• Colocar a mão no pulso do paciente para disfarçar a observação, pois o paciente
pode alterar os movimentos se souber que está sendo observado, independente de
sua vontade.
• Anotar e informar as alterações se houver.
Obs.: não permitir que o paciente fale durante a contagem.

Pressão arterial:

a) Definição:
É a pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias. Pressão arterial (PA),
depende da força de contração do coração, do volume de sangue circulante e da resistência
oferecida pela parede das artérias. A PA é medida em milímetros de mercúrio (mmHg).
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A pressão sistólica é a maior força exercida pelo batimento cardíaco; e a diastólica, a
menor. O primeiro som auscultado corresponde à PA sistólica e o último som corresponde à PA
diastólica.

b) Fatores que interferem nos valores da PA:


• Idade (aumenta com a idade).
• Sexo ( na mulher, diminui durante a
menstruação).
• Obesidade (aumenta de acordo com o
peso).
• Horário do dia (é mais baixa durante o
sono e ao acordar).
• Posição (em pé a PA é mais alta do
que quando o paciente estiver
deitado).
• Atividade física (aumenta temporariamente).
• Doença (varia).
• Volume sangüíneo (varia).
• Ingestão de alimentos (ligeiramente mais elevada 1 hora após as refeições).
• Medo ou ansiedade (aumenta).
• Raiva e estresse (aumenta).

c) Valores normais:
A PA normal varia de um indivíduo para o outro, mas pode ser considerada normal quando
está entre:
• PA sistólica (máxima): varia de 90 a 120 mmHg
• PA diastólica (mínima): 60 a 80 mmHg

d) Locais para verificação da PA:


• Artéria braquial, nos membros superiores
• Artéria poplítea, nos membros inferiores. O manguito deve ser de tamanho
apropriado.

e) Variações da PA:
• Hipertensão: PA acima da média (140/90 mmHg)
• Hipotensão: PA inferior à média (90/60 mmHg)

Pressão arterial Pressão arterial


Classificação
diastólica(mmHg) sistólica(mmHg)
< 85 < 130 Normal
85 – 89 130 – 139 Normal limítrofe
90 – 99 140 – 149 Hipertensão leve
100 – 109 160 – 179 Hipertensão moderada
> 110 > 180 Hipertensão grave
< 90 > 140 Hipertensão sistólica isolada

f) Procedimento:
• Lavar as mãos.
• Explicar o que será feito.
• Preparar todo o material.
• Limpar o diafragma e as olivas do estetoscópio.
• Manter o paciente deitado ou sentado, com o braço apoiado ao nível do coração e
com a palma da mão voltada para cima.
• Colocar o manguito logo acima da dobra do cotovelo tendo o cuidado para não
deixá-lo muito frouxo ou apertado demais.
• Ajeitar o manguito de tal forma que as borrachas não se cruzem para evitar
excesso de ruído.
• Posicionar o manômetro de forma bem visível.
• Localizar a artéria braquial com os dedos indicador e médio.
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• Colocar o diafragma do estetoscópio sobre a região da artéria e encaixar as olivas
nos ouvidos.
• Fechar a válvula da pêra e inflar rapidamente o manguito até 200 mmHg
normalmente. Outra maneira: apalpar o pulso radial com a outra mão e inflar o
manguito até desaparecer o pulso radial, daí inflar mais 20 a 30 mmHg.
• Abrir a válvula da pêra lentamente. O primeiro batimento que se ouve corresponde
à pressão máxima ou sistólica (1ª bulha de Korotkoff) e observar sua
correspondência no manômetro.
• Continuar a descompressão e observar o ponto em que foi ouvido o último som que
corresponde à pressão mínima ou diastólica (5ª bulha de Korotkoff).
• Abrir a válvula e retirar todo o ar do manguito.
• Deixar o paciente em posição confortável.
• Anotar os valores e notificar as alterações.
• Limpar as olivas com álcool.
• Colocar o material em ordem.
• Lavar as mãos.

g) Observações gerais:
• Verificar as condições do aparelho
• Caso tenha que verificar novamente, esvaziar todo o manguito antes de fazer nova
medida.
• O manguito deve ter largura apropriada, em geral que cubra 2/3 do comprimento do
braço.
• O manguito deve ser colocado no braço sem roupa.
• O diafragma não deve tocar a borda inferior do manguito.
• Deve-se apalpar o pulso antes de insuflar o manguito.
• Não verificar PA em braço que tenha realizado cateterismo cardíaco ou que tenha
shunt A-V (para hemodiálise).
• Recomenda não verificar em braço que tenha venóclise.
• A variedade do sons que se ouve ao mensurar a pressão, chama-se sons de
korotkoff.

Roteiro geral para verificar os SSVV:


a) Levar todo o material para a unidade do paciente.
b) Colocar primeiro o termômetro.
c) Contar o pulso.
d) Sem retirar a mão do punho, contar a freqüência respiratória.
e) Verificar a pressão arterial.
f) Anotar todos os valores e o nome do paciente, quarto, leito e hora.

9.2 Mensuração do peso e da altura

Definição
É o ato de medir o peso e a altura do indivíduo.
Finalidades:
• Deve ser verificado na internação ou a pedido
médico.
• Importante para acompanhar o crescimento da
criança.
• Importante para acompanhar o tratamento de
pacientes nas clínicas de pediatria, nefrologia,
endocrinologia, pacientes com retenção urinária
e outros.

Balança Antropométrica
Procedimento:
• Orientar o paciente.
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• Testar, tarar e travar a balança.
• Forrar o piso da balança com papel.
• Pedir ao paciente para retirar o excesso de roupas.
• Ajudá-lo a subir na balança sem calçados, com os pés unidos e bem no centro do
pedestal.
• Destravar a balança.
• Mover o indicador de quilos até a marca do peso aproximado do paciente.
• Mover o indicador de gramas até atingir o equilíbrio.
• Fazer a leitura e registrar.
• Auxiliar o paciente a descer e a se vestir.
• Colocar os mostradores em zero e travar a balança.
• Lavar as mãos.
Obs.: pesar de preferência de manhã, em jejum, sempre no mesmo horário e com a bexiga
vazia.

Verificação da estatura:
• Colocar o paciente de costas para a escala de medida.
• Suspender o antropômetro até a altura da cabeça do paciente.
• Manter a cabeça imóvel, corpo ereto, os pés juntos e encostados na escala métrica.
• Travar a haste.
• Auxiliar o paciente a descer da balança.
• Fazer a leitura e anotar.
• Destravar e descer a haste.
Obs.: se for pesar e medir ao mesmo tempo, primeiro verifica-se o peso e depois a
estatura.

Controle de peso e altura em crianças:


• Crianças de até 1 metro, a medida é feita com a criança deitada e com antropômetro
manual.
• A criança com o peso abaixo de 16Kg é pesada sem roupa em balança com prato
(pediátrica). Caso a criança não permita a pesagem, pesar o adulto em balança
convencional, depois pesá-lo segurando a criança no colo. A diferença dos valores
corresponde ao da criança.

9.3 Eliminação intestinal

Definição:
É a visualização das fezes do paciente para verificar o aspecto e o volume.

Procedimento:
• Isolar a cama com biombos, se necessário.
• Colocar a comadre, conforme técnica já descrita.
• Manter o paciente em posição confortável.
• Retira a comadre conforme a técnica.
• Fazer higiene íntima.
• Observar as características das fezes e desprezá-las no vaso sanitário.
• Lavar a comadre conforme a técnica.
• Lavar as mãos.
• Anotar no prontuário.

Observações gerais:
• Freqüência das fezes.
• Consistência: normal, endurecida, pastosa, semipastosa, líquida e semilíquida.
• Coloração: marrom, esbranquiçadas, pretas ou com sangue vivo.
• Odor: característico.
• Se o paciente for deambulante, evacuar no vaso e pedir para não acionar a descarga.

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9.4 Diurese

Definição:
Diurese é um termo utilizado para denominar a quantidade de urina eliminada. O controle
da diurese é prescrito pelo médico e consiste em medir o volume urinário em 24 horas.

Procedimento:
Quando o médico solicitar diurese de 24 horas, proceder da seguinte forma:
• Pedir ao paciente para esvaziar a bexiga e contar a partir deste momento (de
preferência pela manhã)
• Providenciar frascos limpos.
• Rotular o frasco com nome do paciente, leito, data e hora.
• Orientar o paciente para guardar toda a urina no frasco.
• Após completar o período, anotar o volume e verificar se há necessidade de
encaminhar a urina ao laboratório.
• Desprezar a urina e lavar os frascos.
• Lavar as mãos.
• Anotar no prontuário.

10. ALIMENTAÇÃO DO PACIENTE

10.1 Fatores que afetam o apetite:

• Aparência bonita
• Temperatura adequada
• Variação na composição do cardápio
• Ambiente limpo e calmo
• Conforto físico
• Refeições sem interrupção
• Regularidade no horário das refeições
• Ausência de odores desagradáveis

10.2 Dietas Hospitalares

• Livre ou normal ou geral:


Dieta cuja condição clínica não exige restrições.
• Branda:
É aquela com pouco resíduo. Há restrições quanto aos alimentos crus.
• Leve ou pastosa:
Dieta que contém menos resíduo que a dieta branda. Com frutas cozidas e passadas
no liqüidificador, vegetais em forma de purês e carne moída.
• Líquida:
Composta de água, caldo de carne, suco de frutas, chá, gelatina, caldo de legumes e de
feijão.
• Dietas especiais:
Hipercalórica, hipossódica (para hipertensos), hipocalórica ( para diabéticos, etc.

10.3 Preparo do paciente e do ambiente para a refeição:

Paciente acamado, capaz de alimentar-se sozinho


• Lavar as mãos
• Verificar se a dieta está de acordo com a prescrição
• Ajudar o paciente a sentar-se
• Colocar a bandeja sobre a mesa de refeição
• Colocar o prato e talheres ao seu alcance; cortar a carne e o pão, se for necessário

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• Se o paciente recusar a refeição ou deixar de comer alimentos adequados à sua dieta,
persuadi-lo explicando-lhe o valor dos mesmos
• Terminada a refeição, retirar a bandeja e oferecer material para higiene oral e lavagem
das mãos
• Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem
• Registrar alterações observadas.

Paciente acamado incapaz de alimentar-se sozinho


• Lavar as mãos
• Verificar se a dieta está de acordo com a prescrição
• Colocar o paciente em posição de Fowler, se não houver contra-indicação
• Colocar a bandeja sobre a mesa de refeição
• Servir pequena quantidade de alimento de cada vez e, vagarosamente, animar o
paciente a aceitar toda a refeição
• Se o paciente estiver impossibilitado de ver, descrever-lhe os alimentos antes de
começar a alimentá-lo
• Limpar a boca do paciente sempre que necessário
• Terminada a refeição, oferecer-lhe água
• Remover a bandeja
• Fazer a higiene oral do paciente, deixá-lo confortável e a unidade em ordem
• Lavar as mãos
• Anotar no relatório: hora da alimentação, tipo de dieta, reações do paciente e
alterações observadas

11. COLETA DE MATERIAIS PARA EXAMES

11.1 Definição

Consiste em colher sangue, urina, fezes e secreções, solicitados pelo médico, durante a
internação do paciente.
Em muitos hospitais, a colheita de sangue é atribuição do laboratório.

11.2 Finalidades

• Complementação diagnóstica
• Auxiliar a evolução clínica do paciente

1.1 Regras Gerais

• Preparar o paciente, informando o tipo de exame que será feito e como deve colaborar.
• Usar frascos limpos ou estéreis de acordo com o tipo de exame.
• Lavar as mãos antes e após o procedimento e também usar luvas.
• Identificar corretamente (nome, n.º leito, data,
hora, registro, etc.) cada frasco se houver
mais de 1.
• Encaminhar o material imediatamente para o
laboratório com o respectivo pedido de
exame.
• Checar o pedido de exame no prontuário.

11.3 Coleta de sangue

Características Gerais:
• Geralmente é colhido em jejum.
• Exige punção venosa.
• Para alguns exames é solicitado jejum de 12 horas.
33
• Exige frasco especial para determinados grupos de exames, tais como:
- Hemograma, hematócrito, hemoglobina, tipagem sangüínea (frascos com tampa de
borracha roxa contendo anticoagulante).
- Uréia, creatinina, sódio, potássio, exames sorológicos (frascos sem anticoagulante
com tampa de borracha marrom).
- Glicemia: frasco com tampa de borracha cinza contendo fluoreto e oxalato
- Hemocultura: frascos contendo meio de cultura aeróbio ou anaeróbio.

11.4 Coleta de Urina

Tipos:
Urina I: deve ser colhida pela manhã na primeira micção do dia. colocar em torno de 100 ml
(mínimo 10 ml) em frasco limpo e seco. Pedir para que o paciente faça higiene íntima e despreze
o primeiro jato.

a) Proteinúria: urina de 24 horas.


• Separar frasco com capacidade para 2.000 ml e identificá-los com data e hora de
início e fim da colheita.
• Desprezar a 1ª urina da manhã e anotar a hora, indicando o início do período.
• Colher todas as micções durante as 24 horas, inclusive a última deve ser no horário
referente ao dia anterior.
• Enviar toda a urina para o laboratório, ou apenas 1 amostra, para isto toda a urina
deve ser misturada.
• Se for clearence de creatinina, encaminhar toda a urina e também uma amostra de
sangue (tubo seco com tampa marrom), e anotar no pedido o peso e a altura do
paciente.
• Checar no prontuário.

b) Urocultura:
• Deve ser colhida com técnica asséptica.
• Fazer higiene íntima usando anti-séptico.
• Desprezar a 1ª porção e colher o 2º jato.
• De preferência o paciente pode urinar diretamente no frasco, se não for possível,
utilizar cuba rim estéril.
• Para os pacientes com incontinência urinária e que estejam sem sonda de demora,
passar uma sonda de alívio para colher a amostra.
• Caso esteja com sonda de demora, deve ser feito o seguinte:
- Deixar a sonda fechada por aproximadamente 30 minutos
- Fazer assepsia no local próprio indicado no coletor urinário e com auxílio de
uma seringa de 20 ml com agulha, fazer a punção no local, abrir a sonda e
aspirar.

c) Glicosúria e Cetonúria:
• Oferecer frasco para o paciente urinar
• Calçar luva de procedimento.
• Tão logo tenha feito, retirar uma fita do frasco reagente e molhá-la na urina.
• Comparar a cor da fita com a cor padrão.
• tempo e o método variam de acordo com o fabricante.

11.5 Coleta de Fezes

Exame Parasitológico de fezes (EPF):


• Orientar o paciente para evacuar numa comadre limpa.
• Colher pequena quantidade de fezes utilizando uma espátula, e colocar em
recipiente próprio com tampa.
• Identificar o recipiente.
• Encaminhá-la ao laboratório junto com a requisição.

Cultura de fezes (coprocultura):


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• Orientar para o paciente evacuar em comadre esterilizada e com auxílio de uma
espátula estéril, colher pequena quantidade de fezes colocando-a num recipiente
também estéril.
• Encaminhar imediatamente para o laboratório com a requisição.
Pesquisa de sangue oculto nas fezes:
É a pesquisa para verificar se o paciente está eliminando sangue não visível pelas fezes.
Para isto é importante que o paciente faça o seguinte preparo:
• Restrição dos seguintes alimentos por 3 dias: carnes, couve, couve-flor, brócolis.
• Não usar medicamentos que contenham ferro e vitamina C.
• Colher as fezes do modo do EPF.
• Encaminhá-la ao laboratório.

11.6 Coleta de Escarro:

Procedimento:
• Instruir o paciente sobre o procedimento.
• O exame deve ser colhido em jejum
• Pedir para o paciente bochechar água para lavar a boca.
• Orientá-lo para tossir e escarrar dentro do recipiente, não apenas cuspir.
• Fechar o frasco e encaminhá-lo para o laboratório.
• Obs.: se o exame for para cultura, colher em frasco estéril. A amostra pode ser colhida
em qualquer hora do dia, desde que longe das refeições, ou seja, nunca misturado com
alimentos.

12. TERMOS TÉCNICOS

12.1 Estado Geral:


• Astenia: debilidade, sensação de fraqueza.
• Apatia: indiferença, falta de afetividade.
• Atonia: perda da força motora dos músculos.
• Atrofia muscular: diminuição do músculo ocasionado
pela falta de nutrição ou exercícios.
• Tônus: estado fisiológico de ligeiro grau de contração
muscular.

12.2 Estado Nutricional:


• Caquexia: emagrecimento intenso, mau estado geral.
• Desnutrição: debilidade orgânica provocada pela ingestão insuficiente de calorias e
proteínas.
• Obesidade: aumento do peso devido ao acúmulo de tecido adiposo

12.3 Estado Hídrico:


• Desidratação: perda de líquidos e de eletrólitos pelo organismo.
• Edema: retenção de líquidos nos tecidos.
• Anasarca: edema generalizado.
• Ascite: acúmulo de líquido na cavidade peritoneal.
• Sudorese: aumento da transpiração.

12.4 Sensação dolorosa:


• Artralgia: dor articular.
• Mialgia: dor muscular.
• Cefaléia: dor de cabeça.
• Otalgia: dor de ouvido.
35
• Gastralgia: dor de estômago.

12.5 Sistema Nervoso – comportamento


• Insônia: dificuldade para dormir.
• Alucinação: percepção irreal de estímulos, podendo afetar qualquer um dos sentidos;
falsa percepção sensorial.
• Delírio: transtorno mental com alucinações, confusão, excitação; gradativamente, ocorre
o afastamento da realidade.
• Fobia: medo anormal.
• Depressão: abatimento; sentimento de angústia, de frustração.
• Obnubilação: ofuscação.
• Convulsão: contrações involuntárias e súbitas dos músculos esqueléticos.
• Coma: profundo estado de sonolência, com perda da sensibilidade e de movimentos
voluntários.
• Paralisia: parada da função motora, não necessariamente da sensibilidade.
• Paresia: paralisia incompleta.
• Parestesia: diminuição da sensibilidade.
• Paraplegia: paralisia dos membros inferiores.
• Tetraplegia: paralisia dos quatro membros.
• Hemiplegia: paralisia de uma das metades (direita ou esquerda) do corpo.

12.6 Sistema cardiocirculatório:


• Estase sangüínea: paralisação ou diminuição da circulação sangüínea.
• Cianose: coloração azulada da pele devido à falta de oxigenação.
• Anoxia: falta de oxigênio nos tecidos.
• Isquemia: redução ou deficiência do fluxo sangüíneo em determinada região do corpo.
• Necrose: tecido morto devido a falha na circulação local.
• Hipotensão arterial: diminuição do valor da pressão arterial.
• Hipertensão arterial: aumento do valor da pressão arterial.
• Bradicardia: freqüência cardíaca abaixo do normal.
• Taquicardia: freqüência cardíaca acima do normal.

12.7 Sistema respiratório:


• Apnéia: parada da respiração.
• Ortopnéia: dificuldade para respirar, melhorando com o indivíduo na posição sentada.
• Bradipnéia: diminuição da freqüência respiratória.
• Taquipnéia: aumento da freqüência respiratória.
• Dispnéia: dificuldade para respirar, respiração irregular.
• Hemoptise: hemorragia de origem pulmonar.
• Tosse produtiva: tosse com secreção.

12.8 Sistema digestivo:


• Disfalgia: dificuldade para deglutir.
• Polifagia: aumento do apetite.
• Anorexia ou inapetência: falta de apetite.
• Polidipsia: aumento da necessidade de beber água.
• Língua hiperemiada: muito vermelha
• Sialorréia: aumento da secreção salivar.
• Halitose: mau hálito.
• Náuseas: enjôo; vontade de vomitar.
• Eructação: arroto.
• Azia ou pirose: sensação de ardor estomacal e de azedume na garganta.
• Hematêmese: vômito com sangue.
• Melena: fezes escuras (“em borra de café”) decorrente de hemorragia.

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• Abdômen timpânico: distensão do intestino, por gazes com sonoridade exagerada à
percussão.
• Flatulência: distensão abdominal devida ao acúmulo de gases no intestino.
• Fecaloma: fezes endurecidas.
• Diarréia: evacuação líquida e abundante.
• Disenteria: evacuação líquida e constante, com muco ou sangue, e acompanhada de
cólicas e dores abdominais
• Constipação ou obstipação intestinal: prisão de ventre.
• Enterorragia: hemorragia intestinal.

12.9 Sistema urinário:


• Micção: ato de urinar.
• Diurese: volume urinário, geralmente de 24 horas.
• Anúria: ausência ou diminuição do volume urinário até 50 ml/dia.
• Oligúria: diminuição do volume urinário abaixo de 500 ml/dia.
• Poliúria: aumento do volume urinário.
• Polaciúria: vontade freqüente de urinar, sem aumentar a diurese.
• Nictúria: micções freqüentes noturnas
• Disúria: dificuldade e/ou ardor para urinar.
• Hematúria: urina com sangue.
• Piúria: urina com pus.
• Glicosúria: presença de glicose na urina.
• Colúria: presença de pigmentos biliares na urina.

12.10 Pele – temperatura:


• Calafrio: sensação de frio acompanhada de eriçamento dos pêlos.
• Febrícula: febre de curta duração e de pequena intensidade
• Hipertermia: aumento da temperatura corporal.
• Hipotermia: diminuição da temperatura corporal.
• Prurido: coceira.
• Escara de decúbito: massa de tecido necrosado, decorrente da pressão constante do
tecido contra os ossos e/ou diminuição do fluxo sangüíneo.
• Hematoma: tumefação causada pelo acúmulo de sangue, decorrente de traumatismo.

12.11 Rosto – cabelos:


• Alopécia: queda total ou parcial do cabelo.
• Palidez: face esbranquiçada, sem cor.
• Face congestionada: face vermelha devido a febre e/ou alteração emocional.
• Face ictérica: cor amarelada da pele e globo ocular, devido à presença de pigmentos
biliares no sangue.

12.12 Olhos:
• Blefarite: inflamação das pálpebras.
• Exoftalmia: saliência exagerada do globo ocular.
• Isocoria: pupilas de tamanho normal.
• Miose: pupilas contraídas.
• Midríase: pupilas dilatadas.
• Anisocoria: pupilas com diâmetros diferentes.
• Fotofobia: dificuldade de visão na claridade.
• Diplopia: Visão dupla.

13.13 Nariz:
• Epistaxe: sangramento nasal.
• Coriza: processo inflamatório com secreção nasal.

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12.14 Outros:
• Esplenomegalia: aumento do baço em tamanho.
• Hepatomegalia: aumento do fígado em tamanho.
• Prolapso: queda de um órgão ou de parte deste.
• Síndrome: conjunto de sinais e sintomas que caracterizam uma doença.
• Síncope: síndrome caracterizada por perda dos sentidos e parada momentânea da
circulação e respiração.
• Toxemia: intoxicação.
• Enxaqueca: cefaléia acompanhada de náuseas e problemas visuais.

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