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Texto Grafite

O documento discute o grafite como uma forma de arte urbana. Apresenta o grafite como uma expressão artística que comunica mensagens sociais e políticas através de desenhos criativos nas paredes das cidades. Também discute a evolução do grafite de tags simples para obras mais elaboradas e a crescente aceitação do grafite como uma forma legítima de arte pública.

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O documento discute o grafite como uma forma de arte urbana. Apresenta o grafite como uma expressão artística que comunica mensagens sociais e políticas através de desenhos criativos nas paredes das cidades. Também discute a evolução do grafite de tags simples para obras mais elaboradas e a crescente aceitação do grafite como uma forma legítima de arte pública.

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Texto: Grafite – Uma Forma de Arte Urbana

O Grafite é “um meio de expressão social e de comunicação específica,


geralmente realizado por jovens, num determinado suporte. É realizado com várias
cores e com traços que o identificam, diferenciando-o de outras expressões visuais.”
Durante muito tempo visto como um tema irrelevante ou simples contravenção,
atualmente o grafite já adquiriu outro estatuto. É visto como uma forma de expressão
inserida no campo das artes visuais, em particular, da street art ou arte urbana. Todavia
ainda há quem não concorde e confunda o grafite com pichação.
“O mundo do grafite é uma dimensão à parte. Para mim as paredes têm uma
dimensão espacial própria. Este país ainda tem uma mentalidade muito fechado em
relação à arte de grafitar”, diz Doc, um writer. O grafite encontra­-se entre duas visões:
a da sociedade, que o denomina como um ato de vandalismo e/ou um atentado ao
patrimônio, e a dos grafites, que o defendem como uma expressão de arte alternativa,
como uma contracultura, onde se manifesta a criatividade, estimulada por vezes, pela
crítica à realidade social ou, simplesmente, pela vontade de “dar mais vida” aos espaços
urbanos.
Numa fase inicial, as cidades eram invadidas por uma profusão de caligrafias
indecifráveis, feitas a marcador – as tags, que não significam senão “eu passei por aqui.
Eu existo”. A pouco e pouco os writers foram introduzindo cores, novos estilos e
procuraram adotar novas técnicas para a sua concretização do grafite. Nos anos
seguintes, motivados pela competição, os writers procuram novas soluções para ter o
seu tag o mais presente possível: agruparam-se em crews para conseguirem pintar
melhor e em áreas com mais visibilidade urbana. Rapidamente, esta nova forma de
expressão desenvolveu-se na direção de trabalhos artísticos com uma componente
expressiva cada vez mais definida. Assim, o grafite contemporâneo pode ser visto como
uma forma arrojada de revelação da criatividade do grafite. Por ser uma manifestação
artística, o grafite está associado a diversos movimentos musicais como o Hip Hop,
onde os desenhos refletem a realidade das ruas. É de salientar que o grafite necessita da
autorização do proprietário do muro ou do espaço, ao passo que, a pichação que é
realizada sem legalidade e com o intuito de vandalizar. Todavia, como refere Biz, “nós
apropriamo-nos do spot e a imaginação faz a obra”.
Desde 2008 há uma maior intervenção dos jovens no espaço público do que no
passado. Por duas razões: em primeiro lugar, o agudizar dos problemas econômicos e
sociais faz com que as pessoas sintam mais necessidade de se expressar no espaço
público; e, em segundo lugar, porque existe um clima de maior tolerância em relação à
intervenção em espaço público, que deixou de ser um fenômeno circunscrito a uma
certa cultura juvenil.
STREET ART COMO ARTE PÚBLICA
O grafite, como antecessor e percursor da street art então é também ele uma forma
primitiva de Arte Pública. “O facto de trabalhar com pseudônimos dá-nos uma liberdade
sem limites”, salienta Biz. Estas formas de comunicação efémeras têm que serem lidas,
processadas e apreciadas rapidamente pois a qualquer instante podem ser limpas da
parede. Estamos perante um movimento em constante mutação e energia criativa
imparável num fluxo global de conexão e comunicação.

Se Arte Pública é considerada aquela que é praticada no exterior, em oposição à


que se desenvolve em gabinetes e ateliers e para contemplada em museus e galerias.
Então, o grafite e a street art são Arte Pública porque são manifestações de atividades
artísticas que utilizam o público como a gênese e o assunto para analisar. “Nós
procuramos comunicar com o público na cidade, retiramos os seus anseios e as suas
preocupações”, diz Doc. A street art analisa temas atuais, polêmicos, sociais, culturais e
políticos; outras vezes assume somente um carácter lúdico.

A Arte Urbana faz parte da cultura visual contemporânea, tendo evoluído e


alastrado por todo o mundo, muito graças às novas tecnologias de informação. “Mas nós
writers preferimos as paredes pois as mensagens chegam a mais pessoas”, diz Rame.
Artistas como Fairey e Banksy têm contribuído para elevar a Arte Urbana, tentando
mudar a percepção do público sobre esta forma de arte, de vandalismo para um
movimento artístico que vale a pena preservar.

Blog de Jornalismo Especializado, Universidade Lusófona Porto

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