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Geometrias Moleculares e Polaridade

O documento discute as principais geometrias moleculares (linear, angular, trigonal plana, piramidal e tetraédrica) e apresenta exemplos de moléculas que possuem cada geometria. Também aborda a polaridade de moléculas e ligações químicas, explicando como a distribuição eletrônica e a geometria determinam se uma molécula ou ligação será polar ou apolar. Por fim, descreve as principais forças intermoleculares.
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Geometrias Moleculares e Polaridade

O documento discute as principais geometrias moleculares (linear, angular, trigonal plana, piramidal e tetraédrica) e apresenta exemplos de moléculas que possuem cada geometria. Também aborda a polaridade de moléculas e ligações químicas, explicando como a distribuição eletrônica e a geometria determinam se uma molécula ou ligação será polar ou apolar. Por fim, descreve as principais forças intermoleculares.
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Geometria molecular

"1- Geometria linear

Modelo-padrão de representação de geometria linear

Essa geometria molecular ocorre quando há uma molécula


diatômica (dois átomos) ou triatômica (três átomos) na qual
o átomo central está ligado diretamente a outros dois
átomos. No caso da molécula triatômica, não há nuvem
eletrônica não ligante.

Exemplo 1: Iodo (I2)

Fórmula estrutural do I2"


Exemplo 2: Dissulfeto de carbono (CS2)

"Na molécula do CS2, há três átomos: um átomo de


carbono ligado a dois átomos de enxofre. Nessa estrutura,
todos os quatro elétrons da camada de valência do carbono
estão participando das ligações químicas.
2- Geometria angular
"Modelo-padrão de representação de geometria angular"
"Essa geometria molecular ocorre quando há uma molécula
triatômica (três átomos) cujo átomo central liga-se
diretamente a dois outros átomos. Essa ligação apresenta,
obrigatoriamente, uma ou duas nuvens eletrônicas não
ligantes."

"Exemplo: Água (H2O)"

"Fórmula estrutural de H2O"


"Na molécula de H2O , há três átomos: um átomo de
oxigênio ligado a dois átomos de hidrogênio. Nessa
formação, apenas dois dos seis elétrons da camada de
valência do oxigênio estão participando das ligações
químicas. Logo, há duas nuvens não ligantes."
3- Geometria trigonal plana

"Modelo-padrão de representação de geometria


trigonal plana"
"Essa geometria molecular ocorre quando se tem uma
molécula tetratômica (quatro átomos) na qual o átomo
central liga-se diretamente a três outros átomos. Nessa
estrutura, não há nuvem eletrônica não ligante."

"Exemplo: Tri-hidreto de boro (BH3)"

"Fórmula estrutural do BH3"

A molécula do BH3 é formada por quatro átomos: um


átomo de boro ligado a três átomos de hidrogênio. Nessa
molécula, todos os três elétrons da camada de valência do
boro estão participando das ligações químicas.
"4- Geometria piramidal"

"Modelo-padrão de representação de geometria piramidal"

"Essa geometria molecular ocorre quando há uma molécula


tetratômica (quatro átomos) cujo átomo central liga-se
diretamente a três outros átomos. Essa estrutura
apresenta, obrigatoriamente, uma nuvem eletrônica não
ligante."
"Exemplo: Hidreto de fósforo (PH3)"

"Fórmula estrutural do PH3"

Na molécula do PH3, há quatro átomos: um átomo de


fósforo ligado a três átomos de hidrogênio. Nessa
formação, apenas três dos cinco elétrons da camada de
valência do fósforo estão participando das ligações
químicas. Logo, há uma nuvem não ligante.
"5- Geometria tetraédrica"

"Modelo-padrão de representação de geometria tetraédrica

Essa geometria molecular ocorre quando há uma molécula


pentatômica (cinco átomos) cujo átomo central, que não
apresenta nuvem eletrônica não ligante, liga-se diretamente
a quatro outros átomos."
"Exemplo: Tetra-hidreto de silício (SiH4)"
"Fórmula estrutural do SiH4"
"Na molécula do SiH4, há cinco átomos: um átomo de
silício ligado a quatro átomos de hidrogênio. Todos os
quatro elétrons da camada de valência do silício estão
participando das ligações químicas."

Polaridade das moléculas

"A polaridade de uma ligação e de uma molécula está


relacionada à distribuição dos elétrons ao redor dos
átomos. Se essa distribuição for simétrica, a molécula será
apolar, mas se for assimétrica, sendo que uma das partes
da molécula possui maior densidade eletrônica, então se
trata de uma molécula polar.

A polaridade das moléculas pode ser visualizada quando a


sua substância constituinte é submetida a um campo
elétrico externo. Se as moléculas se orientarem na
presença desse campo, ou seja, se uma parte for atraída
pelo polo positivo e a outra parte da molécula for atraída
pelo polo negativo, então, elas são polares. Do contrário,
se elas não se orientarem, elas são apolares.

Por exemplo, quando atritamos bastante um bastão de


vidro com uma flanela, ele fica carregado positivamente. Se
o aproximarmos de um filete de água que cai de uma
torneira, veremos que a água não continuará caindo na
trajetória retilínea na vertical, mas ela será atraída pelo
bastão, sofrendo um desvio. Isso mostra que a água é
polar. Mas se fizermos essa mesma experiência com um
filete de óleo, ele não sofrerá desvio na sua trajetória,
mostrando que suas moléculas são apolares.

Ao analisarmos as estruturas das moléculas, podemos


determinar se elas são polares ou não, levando em
consideração dois fatores importantes: a diferença de
eletronegatividade entre os átomos e a geometria da
molécula.

1º) Eletronegatividade entre os átomos:

Se a molécula for formada por ligações entre átomos dos


mesmos elementos químicos, isto é, se forem substâncias
simples, tais como O2, H2, N2, Cℓ2, P4, S8, etc., elas serão
apolares, porque não há diferença de eletronegatividade
entre os seus átomos.

A única exceção é a molécula de ozônio (O3), que será


vista mais adiante.

Se a molécula for diatômica e formada por elementos de


eletronegatividades diferentes, então, a molécula será
polar. Exemplos: HCℓ, HF, HBr e HI."
"2º) Geometria da molécula:
A geometria da molécula interfere em como os elétrons
estarão distribuídos nela e, consequentemente, na sua
polaridade. Se a molécula for formada por três átomos ou
mais, teremos que analisar cada ligação que é feita e a
geometria da molécula. Veja um exemplo: CO2 – molécula
linear:"

"O = C = O"
"Observe que o oxigênio é mais eletronegativo que o
carbono, por isso, os elétrons das ligações são mais
atraídos para os oxigênios. Neles é formada uma carga
parcial negativa (δ-), enquanto no carbono é formada uma
carga parcial positiva (δ+). A multiplicação da distância
entre os núcleos dos átomos ligados com essas cargas em
módulo (isto é, somente o número sem sinal de positivo ou
negativo) é chamada de momento dipolar e é representada
por μ.

μ = d . |δ|"
"sse momento dipolar é indicado por setas que apontam na
direção do elemento mais eletronegativo, que atrai os
elétrons: O ← C → O. Isso mostra que essa grandeza é um
vetor (grandeza que apresenta módulo ou intensidade,
direção e sentido). Portanto, ele é mais bem representado
por: .

Somando-se todos os vetores, encontramos o momento


dipolar resultante, , que nesse caso deu igual a zero porque
os dois momentos dipolares possuem valores iguais, mas
vão em direções opostas, anulando-se.

Quando o vetor momento dipolar resultante der igual a


zero, a molécula é apolar, mas se der diferente de zero, ela
será polar.

Portanto, no caso da molécula de CO2, ela é apolar.

Agora, veja outro exemplo: H2O – geometria angular


(porque o oxigênio possui dois pares de elétrons
disponíveis no nível mais externo, que repelem os elétrons
das ligações com os hidrogênios):

"Os elétrons são atraídos para o oxigênio. Mas, nesse


caso, os vetores não se anulam, porque a geometria
molecular da água é angular, já que suas direções não são
opostas, dando um vetor momento dipolar resultante
diferente de zero e, portanto, a molécula de água é polar.
Veja mais exemplos na tabela abaixo:

Polaridade das ligações

Chamamos de polaridade a capacidade que as ligações


possuem de atrair cargas elétricas, e o local onde ocorre
este acúmulo denominamos de pólos, estes se classificam
em pólos negativos ou positivos.

"Vejamos agora a polaridade presente nas ligações iônicas


e covalentes:

Ligação iônica: neste tipo de ligação a transferência de


elétrons é definitiva e por isso os compostos iônicos, como
o próprio nome já diz, são carregados de cargas positivas e
negativas e, portanto, apresentam pólos. A esta definição
se aplica a regra:

Toda ligação iônica é uma ligação polar.

Ligação covalente: os pólos neste caso estão associados à


eletronegatividade.

- Se a ligação covalente for entre átomos de mesma


eletronegatividade, a ligação será apolar, porque não
ocorre formação de pólos.

Exemplo: Br ─ Br

Como se trata da ligação entre elementos iguais (Bromo) e


com mesma eletronegatividade, o composto se classifica
como apolar.

- Agora, se a ligação covalente for entre átomos com


eletronegatividades diferentes, a ligação será polar. Esta
diferença induz o acúmulo de carga negativa ao redor do
elemento mais eletronegativo, gerando assim, pólos na
molécula.
A escala de eletronegatividade de Pauling facilita nosso
estudo:

A eletronegatividade é crescente no sentido da seta.


Temos um memorando que pode auxiliar na memorização
desta escala:

“Fui Ontem No Clube, Briguei I Saí Correndo Para o


Hospital”.

As letras em destaque representam os elementos em


escala decrescente de eletronegatividade.

Quanto maior a diferença de eletronegatividade, maior será


a polaridade da ligação.
Um exemplo: a molécula de água é composta por
hidrogênio (H) e oxigênio (O). Repare que de acordo com a
escala, o “O” se encontra em uma extremidade e o “H” na
outra, ou seja, estão bem distantes. Sendo assim, a
molécula de H2O é considerada polar, pois os elementos
que a formam possuem eletronegatividades distintas.

Se fôssemos fazer uma comparação: qual ligação, a


covalente ou iônica, possui maior polaridade? A ligação
iônica apresenta polarização máxima, ou seja, nenhum
outro composto é mais polarizado que o composto iônico."
Forças intermoleculares

Forças intermoleculares são as forças exercidas para


manter unidas duas ou mais moléculas.

Elas correspondem a ligações químicas que têm a função


de unir ou repelir as moléculas de um composto.

As forças intermoleculares provocam estados físicos


diferentes nos compostos químicos. Essa interação pode
ser mais ou menos forte, conforme a polaridade das
moléculas.

Classificação
As forças intermoleculares são classificadas em três tipos
que variam conforme a intensidade:

• Ligação de Hidrogênio: Ligação de forte intensidade.


• Dipolo Permanente ou dipolo-dipolo: Ligação de
média intensidade.
• Dipolo Induzido ou Forças de London: Ligação de
fraca intensidade.
O conjunto das forças intermoleculares também pode ser
chamado de Forças de Van der Waals.

Ligação de Hidrogênio
A ligação ou ponte de hidrogênio ocorre em moléculas
polares que têm o hidrogênio unido à elementos
eletronegativos e com volume atômico baixo, como o
oxigênio (O), flúor (F) e nitrogênio (N).

É a força intermolecular mais forte, pois existe uma grande


diferença de eletronegatividade entre os elementos.

Um exemplo de ligação de hidrogênio ocorre na molécula


de água (H2O) nos estados sólido e líquido.

Na água líquida essa interação ocorre de forma


desordenada, enquanto que no gelo as moléculas dispõem-
se tridimensionalmente em uma estrutura cristalina
organizada.
Dipolo-dipolo
O dipolo-dipolo ocorre entre as moléculas dos compostos
polares e é considerada uma interação de força
intermediária.

Os elétrons estão distribuídos de forma assimétrica e assim


o elemento mais eletronegativo atrai os elétrons para si.
Nas ligações dipolo-dipolo, as moléculas polares interagem
de maneira que os polos opostos sejam preservados.

Com o exemplo acima, podemos perceber que a interação


dipolo-dipolo ocorre devido à atração entre os polos de
carga oposta.

O polo negativo (cloro) atrai o polo positivo (hidrogênio) da


molécula vizinha.

Dipolo induzido
O dipolo induzido é constituído pela atração não
gravitacional que ocorre em todas as moléculas e é o único
tipo de atração entre moléculas apolares.

Os elétrons estão distribuídos de forma uniforme e não há


formação de dipolo elétrico. Porém, quando as moléculas
apolares se aproximam induzem a formação de dipolos
temporários.
Nos estados físicos sólido e líquido, as moléculas estão tão
próximas que forma-se uma deformação instantânea das
nuvens eletrônicas e originam-se polos positivo e negativo.
Forças intermoleculares x Forças intramoleculares
É importante saber que as forças intermoleculares são um
tipo de ligações químicas. As demais são as "forças
intramoleculares".

Assim, as forças intermoleculares são exercidas entre as


moléculas e as intramoleculares no interior das moléculas.

As forças intramoleculares são:

Iônica
A ligação iônica é considerada uma ligação química forte.
Ela é produzida pela atração eletrostática entre íons de
cargas diferentes (+ e -).
Consiste na relação estabelecida entre metal e não-metal
por meio da transferência de elétrons.
Covalente
As forças que produzem a ligação covalente resultam na
partilha de pares de elétrons entre dois átomos de não-
metais.

A maior parte dos compostos covalentes tem pontos de


ebulição e fusão baixos, são pouco solúveis em água e
dissolvem-se com facilidade em solventes apolares.
Metálica
A ligação metálica resulta das forças exercidas no interior
das moléculas de substâncias metálicas.

Os metais têm poucos elétrons de valência, sendo bons


condutores de eletricidade, calor e refletem a radiação.
Exercícios com gabarito comentado
1. (UFPE-Adaptado) Interações intermoleculares são
propriedades de diversas moléculas, muitas delas vitais
para os seres vivos, tais como as moléculas de água e de
proteínas. Sobre esse assunto, julgue os itens a seguir:

a) O álcool etílico (etanol) apresenta interações do tipo


ligações de hidrogênio.
b) A molécula de água apresenta interações do tipo
ligações de hidrogênio.
c) A molécula de água apresenta interações do tipo dipolo-
dipolo.
d) A molécula de dióxido de carbono apresenta interações
do tipo dipolo induzido.

a) CORRETA. A presença da hidroxila (OH) no etanol


(CH3CH2OH) faz com que as moléculas tenham interações
do tipo ligações de hidrogênio.

b) CORRETA. Na molécula de água o hidrogênio está


ligado ao oxigênio, elemento muito mais eletronegativo que
ele. Consequentemente, formam-se ligações de hidrogênio
devido aos dipolos da molécula.
c) CORRETA. As interações do tipo dipolo-dipolo ocorrem
em moléculas compostas por elementos químicos com
diferentes eletronegatividades. Um caso extremo da ligação
dipolo-dipolo é a ligação de hidrogênio que ocorre na água.

A água tem os átomos de hidrogênio ligados ao oxigênio,


elemento muito eletronegativo e pequeno, que assim como
flúor e nitrogênio, fazem com que esse tipo de interação
muito mais intensa se forme.

d) CORRETA. O dióxido de carbono (CO2) é uma molécula


apolar e o único tipo de interação possível é do tipo dipolo
induzido.
2. (PUC-RS-Adaptado) Para responder à questão, numere
a Coluna B, que contém algumas fórmulas de substâncias,
de acordo com a Coluna A, na qual estão relacionados
tipos de atrações intermoleculares.
Coluna A Coluna B
HF
1. ligações de hidrogênio Cl2
CO2
NH3
2. dipolo induzido-dipolo induzido HCl
SO2
BF3
3. dipolo-dipolo
CCl4
1. Ligação de hidrogênio: ocorre em moléculas cujo
hidrogênio está ligado aos elementos flúor (F), oxigênio (O)
e nitrogênio (N).

Substâncias: HF e NH3.

2. dipolo induzido-dipolo induzido: ocorre entre moléculas


apolares.
Substâncias: Cl2, CO2, BF3 e CCl4.

3. dipolo-dipolo: ocorre em moléculas polares.

Substâncias: HCl e SO2.


3. (Unicamp) Considere os processos I e II representados
pelas equações:

Indique quais ligações são rompidas em cada um desses


processos.

I: são rompidas as ligações de hidrogênio (interação


intermolecular) entre as moléculas de água, fazendo com
que elas se dispersem no estado gasoso.

II. são rompidas as ligações covalentes (interação


intramolecular), ocorrendo a "quebra" da molécula e
liberação dos átomos que a compõe (hidrogênio e
oxigênio).

Solubilidade

Solubilidade é a propriedade física das substâncias de se


dissolverem, ou não, em um determinado líquido.

Denomina-se soluto, os compostos químicos que se


dissolvem em outra substância. O solvente é a substância
na qual o soluto será dissolvido para formação de um novo
produto.

A dissolução química é o processo de dispersão do soluto


em um solvente, dando a origem a uma solução ou mistura
homogênea.

Os solutos podem ser classificados em:


• Solúvel: são os solutos que se dissolvem no solvente.
• Pouco solúvel: são os solutos que apresentam
dificuldade de se dissolver no solvente.
• Insolúvel: são os solutos que não se dissolvem no
solvente.

Um princípio comum em solubilidade é: “semelhante


dissolve semelhante”. Isso quer dizer que um soluto polar
tende a se dissolver em um solvente polar. O mesmo é
verdadeiro para substâncias apolares.

Veja alguns exemplos:

• Os hidrocarbonetos, compostos presentes na


gasolina, são apolares e apresentam pouca
solubilidade em água, que é polar.
• Os álcoois, como o etanol e o metanol, são polares
devido à presença do oxigênio na cadeia carbônica
e, por isso, são solúveis em água.
• Os sais apresentam solubilidade diferenciada. Eles
podem ser classificados em: sal solúvel e sal
praticamente insolúvel.

Coeficiente de Solubilidade
O coeficiente de solubilidade (Cs) determina a capacidade
máxima do soluto que se dissolve em uma determinada
quantidade de solvente. Isso, conforme as condições de
temperatura.

Em resumo, o coeficiente de solubilidade é a quantidade de


soluto necessária para saturar uma quantidade padrão de
solvente a uma determinada condição.

Por exemplo, considere a seguinte situação:

Em um copo de água com sal (NaCl), inicialmente, o sal


desaparece na água.
Entretanto, se for adicionado mais sal, em determinado
momento ele começará a se acumular no fundo do copo.

Isso acontece porque a água, que é o solvente, atingiu o


seu limite de solubilidade e a quantidade máxima de
concentração. A isso também chamamos de ponto de
saturação.

O soluto que resta no fundo do recipiente e que não se


dissolve é chamado de corpo de fundo ou precipitado.

Em relação ao ponto de saturação, as soluções


classificam-se em três tipos:

• Solução insaturada: quando a quantidade de soluto


é menor que Cs.
• Solução saturada: quando a quantidade de soluto é
exatamente a mesma do Cs. É o limite de saturação.
• Solução supersaturada: quando a quantidade do
soluto é maior que o Cs.

Produto de Solubilidade
Como vimos, a solubilidade representa a quantidade de
soluto dissolvida em uma solução. O produto de
solubilidade (Kps) é uma constante de equilíbrio
diretamente relacionada com a solubilidade.

O seu cálculo permite determinar se uma solução é


saturada, insaturada ou saturada com precipitado. Esse
cálculo está relacionado com o equilíbrio de dissolução e a
concentração de íons na solução.

Isso porque o produto da solubilidade refere-se ao


equilíbrio de dissolução de substâncias iônicas.

Curva de Solubilidade
A capacidade de solubilidade química de uma substância
submetida à alteração de temperatura não é linear. A
variação da capacidade de solubilidade, em função da
temperatura, é conhecida por curva de solubilidade.

A maioria das substâncias sólidas têm o seu coeficiente de


solubilidade aumentado com o aumento da temperatura.
Assim, a solubilidade de cada material ocorre de maneira
proporcional, conforme a temperatura.

Cada substância possui uma curva de solubilidade própria


para um determinado solvente.

A variação de solubilidade é considerada linear quando não


está sob influência da temperatura. Para conhecer a
variação é preciso observar a curva de solubilidade.

Curva de Solubilidade

No gráfico, a curva de solubilidade demonstra que a


solução é:

• Saturada: quando o ponto está sobre a curva de


solubilidade.
• Insaturada: quando o ponto está abaixo da curva de
solubilidade.
• Saturada homogênea: quando o ponto está acima da
curva de solubilidade.

Fórmula do Coeficiente de Solubilidade


A fórmula para calcular o coeficiente de solubilidade é:
Cs = 100 . m1/m2

onde:

Cs:coeficiente de solubilidade
m1: massa do soluto
m2: massa do solvente

Leis Ponderais

Na Química, as Leis Ponderais incluem a “Lei de Proust” e


a “Lei de Lavoisier”. Ambas contribuíram para o avanço da
Química como ciência de forma que introduziram o método
científico.

As Leis Ponderais foram postuladas no século XVIII, sendo


essenciais para os estudos da estequiometria e de outras
teorias que foram postuladas posteriormente. Elas estão
relacionadas com as massas dos elementos químicos
dentro das reações químicas.

Lei de Lavoisier
A Lei de Lavoisier é chamada de “Lei de Conservação
das Massas” e foi introduzida pelo químico francês Antoine
Laurent Lavoisier (1743-1794). Seu enunciado é:

“A soma das massas das substâncias reagentes em um


recipiente fechado é igual à soma das massas dos
produtos da reação”.

Note que a famosa frase “Na natureza nada se cria, nada


se forma, tudo se transforma” está inspirada na Lei da
Conservação das Massas de Lavoisier, posto que o
químico descobriu que nas reações químicas, os elementos
não desaparecem, ou seja, são eles rearranjados e
transformados em outros.

A experiência realizada por Lavoisier ocorreu na


transformação do Mercúrio (Hg) em contato com o
Oxigênio (O2) formando o Óxido de Mercúrio II (HgO).
Assim, Lavoisier fez vários experimentos analisando
as massas dos reagentes e dos produtos nas reações
químicas, o que o levou a constatar que as massas dos
elementos envolvidos, após reagirem são, constantes,
ou seja, a reação possui a mesma massa inicial. Observe
que a Lei de Lavoisier é aplicada para as reações químicas
que ocorrem em recipientes fechados.

Lei de Proust
A Lei de Proust é chamada de “Lei das Proporções
Constantes” e foi postulada pelo químico francês Joseph
Louis Proust (1754-1826). Seu enunciado é:

“Uma determinada substância composta é formada por


substâncias mais simples, unidas sempre na mesma
proporção em massa”.

Da mesma maneira, Proust realizou uma série de


experimentos e constatou que as massas dos elementos
envolvidos nas reações químicas são proporcionais.
Isso explica a massa dos elementos químicos e sua
proporcionalidade. Ou seja, determinadas substâncias
sempre reagem com outras a partir de uma proporção
definida das massas envolvidas.

Observe que as massas dos elementos envolvidos podem


se alterar, no entanto, a proporção entre elas será sempre
a mesma. Assim, se a massa de um elemento da reação
química é duplicada, os outros também são. Isso explica o
processo de balanceamento de reações químicas e os
cálculos estequiométricos.

Balanceamento de equações químicas

Reações químicas são representadas por meio de


equações. As quantidades reagentes e formadas em uma
equação são representadas por números e ajustadas por
meio do balanceamento da equação química.
Balancear uma equação química é garantir que os átomos
presentes na equação estarão em mesmo número nos
reagentes e produtos.

Como os átomos não podem ser criados ou destruídos, as


substâncias inciais são rompidas e transformadas em
novas substâncias, mas a quantidade de átomos
permanece a mesma.

Balanceamento químico
Uma equação química apresenta informações qualitativas e
quantitativas das reações. As fórmulas representam as
substâncias envolvidas na reação, enquanto que os
coeficientes à frente delas apresentam a quantidade de
cada componente da reação química.

Reação balanceada
Quando os reagentes se transformam em produtos,
os átomos presentes na reação continuam os mesmos, só
que rearranjados, como podemos observar a seguir.

Um átomo de carbono reagiu com dois átomos de oxigênio


para formar uma molécula de dióxido de carbono. As
quantidades são iguais nos dois termos da equação, mas
houve uma transformação. Com esse exemplo
demonstramos o que enuncia a lei de lavoisier.

Reação não balanceada


Quando uma reação química não está balanceada a
quantidade de átomos é diferente nos dois membros da
equação.
Pela reação de formação da água, vemos que há mais
átomos reagentes que produtos, por isso a equação não
está balanceada. Isso contraria a lei de Proust, pois não há
uma proporção fixa.

Para então tornar a equação química verdadeira, fazemos


o balanceamento da equação e obtemos como resultado:

Em
equação

Duas moléculas de hidrogênio reagem com


Em
uma molécula de oxigênio e formam duas
palavras
moléculas de água.

Note que:

• Quando o coeficiente é 1 não precisa escrevê-lo na


equação.
• Em um balanceamento só mudamos os coeficientes
antes das substâncias, pois se trocarmos os números
subscritos mudamos a fórmula química. Por exemplo:
H2O é a água, mas H2O2 é o peróxido de hidrogênio.

Métodos de balanceamento
Para uma equação química estar correta ela deve
obedecer à lei de conservação das massas, ou seja, o
número de átomos de cada elemento deve ser igual nos
dois membros da equação.
O primeiro passo a seguir é escrever a equação química
não balanceada.

Após ter visto quem são os reagentes da reação (à


esquerda) e os produtos formados (à direita) é a hora
de balancear a equação, ou seja, ajustar os coeficientes
para que as proporções estejam corretas.

Como exemplo utilizaremos a equação


química que representa
a combustão do propano.

Existem algumas formas de encontrar esses coeficientes,


vejamos a seguir.

Método das tentativas


Nesse método vamos atribuindo coeficientes conforme
observamos a equação.

1° passo: iniciar o balanceamento pelo elemento


químico que aparece apenas uma vez em cada membro da
equação.

Observamos que carbono e hidrogênio aparecem em


apenas um composto nos reagentes e produtos.

2° passo: entre os elementos observados anteriormente


escolher o que apresenta maior índice.

Para isso, somamos os números subscritos de cada


elemento, e vemos qual apresenta maior valor.

Carbono Hidrogênio

Pelos resultados acima, escolhemos iniciar pelo hidrogênio


que apresenta maior atomicidade.
A ordem do balanceamento será:

1. Hidrogênio
2. Carbono
3. Oxigênio

3° passo: transformar índice em coeficiente.

Hidrogênio

O balanceamento é feito transpondo o índice do hidrogênio


no reagente e usando-o como coeficiente no produto que
tem átomos desse elemento.

Como no produto tem-se 2 átomos de hidrogênio,


inserimos um número como coeficiente que multiplicado
por 2 obtém-se como resultado 8 átomos de hidrogênio, por
isso escolhemos o 4.

4° passo: prosseguir o balanceamento para os demais


elementos.

Carbono

Temos 3 átomos de carbono no reagente, logo,


acrescentamos o coeficiente 3 para também termos 3
carbonos no produto.

Oxigênio

Somando o número de átomos de oxigênio nos produtos


formados vemos que possui 10 átomos, sendo assim,
precisamos de 10 átomos de oxigênio no reagente.
Acrescentamos um número que multiplicado por 2 nos dê
um resultado de 10 átomos.

A equação balanceada é:

Método algébrico
Esse é mais utilizado para balancear equações mais
complexas.

1° passo: colocar letras para representar os coeficientes.

2° passo: separar os elementos químicos e formar


equações da seguinte forma:

Multiplicar o número subscrito no elemento pela letra


atribuída ao coeficiente. Em seguida, igualar o que está
antes e depois da seta, estabelecendo uma equação para
cada elemento químico.

• Carbono (C):
• Hidrogênio (H):
• Oxigênio (O):

3° passo: atribuir um valor aleatório para uma das


incógnitas e resolver as equações (sugere-se atribuir um
coeficiente ao composto com maior número de elementos
ou átomos).

Se , os demais coeficientes serão:


Equação balanceada:

Macete para balanceamento


Existem outras regras para facilitar a ordem de balancear
os elementos químicos. Uma delas inicia o balanceamento
por metais, em seguida ametais, e deixando por último os
elementos hidrogênio e oxigênio. Para isso, é só consultar
a tabela periódica e ver a classificação do elemento.

Exemplo: Para equação

Macete para balanceamento: Ordem de


MACHO balanceamento

1. Metais 1. Sódio
2. Ametais 2. Cloro
3. Carbono 3. Carbono
4. Hidrogênio 4. Hidrogênio
5. Oxigênio 5. Oxigênio
Balanceamento:

Passo a passo:
1° passo: Sódio.
Iniciamos o balanceamento com o metal sódio, que
aparece uma vez em cada lado da equação. Como
reagiram 2 átomos de sódio, ajustamos o produto formado
para que também tivesse 2 átomos de sódio.

O balanceamento é feito transpondo o índice do sódio


reagente e usando-o como coeficiente no produto que tem
átomo de sódio.

2° passo: Cloro.
Quando atribuímos um coeficiente ao NaCl, observamos
que na reação se formaram 2 cloretos de sódio, sendo
assim o próximo elemento ajustado foi o cloro, que no
reagente só tinha 1 átomo.

O balanceamento inseriu o coeficiente 2 para o HCl.

3° passo: Carbono.
Observamos que o carbono só tem um átomo em cada
lado, então não precisou fazer nenhuma alteração.

4° passo: Hidrogênio e Oxigênio.


O mesmo ocorreu para hidrogênio e oxigênio, pois
observarmos que as quantidades de átomos foram
ajustadas quando atribuímos os coeficientes anteriormente.

Balancear uma equação é importante porque usando as


equações químicas balanceadas podemos realizar cálculos
estequiométricos e prever a quantidade de reagentes
utilizados e produtos formados a partir das proporções que
viabilizam as reações químicas.

Exercícios sobre balanceamento de equações químicas

O balanceamento de equações nos permite acertar a


quantidade de átomos presentes na equação química para
que ela se torne verdadeira e represente uma reação
química.
Aproveita as questões a seguir para testar seus
conhecimentos e confira as respostas comentadas após o
gabarito para tirar as suas dúvidas.

Questão 1
(Mackenzie-SP)

Supondo que os círculos vazios e cheios, respectivamente,


signifiquem átomos diferentes, então o esquema anterior
representará uma reação química balanceada se
substituirmos as letras X, Y e W, respectivamente, pelos
valores:

a) 1, 2 e 3.
b) 1, 2 e 2.
c) 2, 1 e 3.
d) 3, 1 e 2.
e) 3, 2 e 2.

Alternativa d) 3, 1 e 2.

1º passo: Atribuímos letras para facilitar a compreensão da


equação.

2º passo: somamos os índices para saber quem tem maior


número de átomos na equação.

A
B
A e B aparecem apenas uma vez em cada membro da
equação. Porém, se somarmos os índices observamos que
A tem o maior valor. Por isso, iniciamos o balanceamento
por ele.

3º passo: Balanceamos o elemento A transpondo os


índices e transformando-os em coeficientes.

Observamos que automaticamente o elemento B foi


balanceado e os coeficientes da equação são: 3, 1 e 2.
Questão 2
(Unicamp-SP) Leia a frase seguinte e transforme-a em uma
equação química (balanceada), utilizando símbolos e
fórmulas: “uma molécula de nitrogênio gasoso, contendo
dois átomos de nitrogênio por molécula, reage com três
moléculas de hidrogênio diatômico, gasoso, produzindo
duas moléculas de amônia gasosa, a qual é formada por
três átomos de hidrogênio e um de nitrogênio”.

Resposta:

Representando os átomos descritos na questão podemos


entender que a reação ocorre da seguinte forma:

Chegamos então na equação:


Questão 3
O peróxido de hidrogênio é um composto químico que pode
se decompor, formando água e oxigênio, conforme a
equação química a seguir.

A respeito dessa reação a equação corretamente


balanceada é:
a) H2O2 → O2 + H2O
b) 2H2O2 → O2 + 2H2O
c) H2O2 → 2O2 + H2O
d) 2H2O2 → 2O2 + 2H2O

Alternativa correta: b) 2H2O2 → O2 + 2H2O

Observe que o peróxido de hidrogênio uma substância


química formada por átomos de dois elementos químicos:
hidrogênio e oxigênio.

Após a reação de decomposição deve-se ter o mesmo


número de átomos dos dois elementos tanto nos reagentes
quanto nos produtos. Para isso, precisamos efetuar o
balanceamento da equação.

Observe que temos 2 átomos de hidrogênio no reagente


(H2O2) e dois átomos no produto (H2O). Entretanto, o
oxigênio apresenta dois átomos no reagente (H2O2) e três
átomos nos produtos (H2O e O2).

Se colocarmos o coeficiente 2 antes do peróxido de


hidrogênio dobramos o número de átomos dos elementos.

Observe que se colocarmos o mesmo coeficiente junto à


fórmula da água teremos a mesma quantidade de átomos
dos dois lados.

Portanto, a equação química corretamente balanceada é


2H2O2 → O2 + 2H2O.
Questão 4
(UFPE) Considere as reações químicas abaixo.
Podemos afirmar que:

a) todas estão balanceadas.


b) 2, 3 e 4 estão balanceadas.
c) somente 2 e 4 estão balanceadas.
d) somente 1 não está balanceada.
e) nenhuma está corretamente balanceada, porque os
estados físicos dos reagentes e produtos são diferentes.

Alternativa b) 2, 3 e 4 estão balanceadas.

As alternativas 1 e 5 estão incorretas porque:

• A equação 1 não está balanceada, o balanceamento


correto seria:

• A equação 5 está incorreta, pois o composto formado


na reação seria H2SO3.

Para formar o H2SO4 deveria estar incluído na equação a


oxidação do SO2.

Questão 5
(Mackenzie-SP) Aquecido a 800 °C, o carbonato de cálcio
decompõe-se em óxido de cálcio (cal virgem) e gás
carbônico. A equação corretamente balanceada, que
corresponde ao fenômeno descrito, é:
(Dado: Ca — metal alcalino-terroso.)
Alternativa c)

O cálcio é um metal alcalino terroso e para ter estabilidade


o cálcio precisa de 2 elétrons (Ca2+), que é a carga do
oxigênio (O2-).

Sendo assim, um átomo de cálcio se liga a um átomo de


oxigênio e o composto formado é CaO, que é a cal virgem.

O outro produto é o gás carbônico (CO2). Ambos são


formados pelo carbonato de cálcio (CaCO3).

Colocando em equação:

Observamos que as quantidades de átomos já estão


corretas e não precisam de balanceamento.
Questão 6
(UFMG) A equação não
está balanceada. Balanceando-a com os menores números
possíveis, a soma dos coeficientes estequiométricos será:

a) 4
b) 7
c) 10
d) 11
e) 12

Alternativa e) 12

Utilizando o método das tentativas, a ordem de


balanceamento será:

1º passo: Como o elemento que aparece apenas uma vez


em cada membro e tem maior índice é o cálcio, iniciamos o
balanceamento por ele.

2º passo: Seguimos o balanceamento pelo radical PO43-,


que também só aparece uma vez.
3º passo: balanceamos o hidrogênio.

Com isso, observamos que automaticamente a quantidade


de oxigênio foi ajustada e o balanceamento da equação é:

Lembrando que quando o coeficiente é 1 não precisa


escrevê-lo na equação.

Somando os coeficiente temos:

Questão 8
(Enem 2015) Os calcários são materiais compostos por
carbonato de cálcio, que podem atuar como sorventes do
dióxido de enxofre (SO2), um importante poluente
atmosférico. As reações envolvidas no processo são a
ativação do calcário, por meio da calcinação, e a fixação de
SO2 com a formação de um sal de cálcio, como ilustrado
pelas equações químicas simplificadas.

Considerando-se as reações envolvidas nesse processo de


dessulfurização, a fórmula química do sal de cálcio
corresponde a:
Alternativa b)

Como a reação está balanceada os átomos que constam


nos reagentes devem estar em mesma quantidade nos
produtos. Dessa forma,

O sal formado é composto por:

1 átomo de cálcio = Ca
1 átomo de enxofre = S
4 átomos de oxigênio = O4

Portanto, a fórmula química do sal de cálcio corresponde a


CaSO4.

Questão 12
Faça o balanceamento das equações abaixo utilizando o
método das tentativas.

Resposta:

A equação é composta pelos elementos hidrogênio e cloro.


Balanceamos os elementos apenas adicionando coeficiente
2 à frente do produto.
A equação não precisou ser balanceada, pois as
quantidades de átomos já estão ajustadas.

O fósforo tem dois átomos nos reagentes, sendo assim,


para balancear esse elemento ajustamos a quantidade de
ácido fosfórico no produto para 2H3PO4.

Após isso, observamos que o hidrogênio ficou com 6


átomos no produto, balanceamos a quantidade desse
elemento adicionando coeficiente 3 ao reagente que o
contém.
Com os passos anteriores, a quantidade de oxigênio foi
acertada.

Observando a equação vemos que as quantidades de


hidrogênio e bromo nos produtos são o dobro do que se
tem nos reagentes, sendo assim, adicionamos coeficiente 2
ao HBr para balancear esses dois elementos.

Cloro tem 3 átomos nos produtos e apenas 1 nos


reagentes, por isso balanceamos colocando coeficiente 3
antes do HCl.

O hidrogênio ficou com 3 átomos nos reagentes e 2 átomos


nos produtos. Para ajustar as quantidades transformamos o
índice do H2 em coeficiente, multiplicamos pelo 3 que já
havia no HCl e chegamos ao resultado de 6HCl.

Ajustamos as quantidades de cloro nos produtos para


também termos 6 átomos e obtemos 2AlCl3.

O alumínio ficou com 2 átomos nos produtos, ajustamos a


quantidade nos reagentes para 2Al.
Balanceamos a quantidade de hidrogênio no produto para
3H2 e ajustamos a quantidade de 6 átomos desse elemento
em cada termo da equação.

Na equação o radical nitrato (NO3-) tem índice 2 no


produto, transformamos o índice em coeficiente no
reagente para 2AgNO3.

A quantidade de prata precisou ser ajustada, já que passou


a ter 2 átomos nos reagentes, por isso temos no produto
2Ag.

Nos reagentes temos 4 átomos de hidrogênio e para


balancearmos esse elemento adicionamos coeficiente 2 ao
produto HCl.

O cloro passou a ter 4 átomos nos produtos, ajustamos


então a quantidade no reagente para 2Cl2.

Temos 6 átomos de hidrogênio nos reagentes e para


balancear esse elemento ajustamos a quantidade de água
para 3H2O.

Temos 2 átomos de carbono nos reagentes e para


balancear esse elemento ajustamos a quantidade de gás
carbônico para 2CO2.

O oxigênio precisa ter 7 átomos nos reagentes e para


balancear esse elemento ajustamos a quantidade de
oxigênio molecular para 3O2.
Observando a equação, o radical nitrato (NO3-) tem índice 2
no produto. Transformamos o índice em coeficiente 2 no
reagente AgNO3.

Temos 2 átomos de prata nos reagentes e para balancear


esse elemento ajustamos a quantidade de cloreto de prata
no produto para 2AgCl.

Temos 3 átomos de cálcio no produto e para balancear


esse elemento ajustamos a quantidade de nitrato de cálcio
no reagente para 3Ca(NO3)2.

Ficamos então com 6 radicais NO3- nos reagentes e para


balancear esse radical ajustamos a quantidade de ácido
nítrico nos produtos para 6HNO3.

Passamos a ter 6 átomos de hidrogênio nos produtos e


para balancear esse elemento ajustamos a quantidade de
ácido fosfórico no reagente para 2H3PO4.

Estequiometria

A estequiometria é a forma de calcular as quantidades de


reagentes e produtos envolvidos em uma reação química.

Ela compreende cálculos matemáticos simples para


conhecer a proporção correta de substâncias a serem
usadas.

Os princípios da estequiometria se baseiam nas Leis


Ponderais, relacionadas com as massas dos elementos
químicos dentro das reações químicas. Elas incluem:

• Lei de Lavoisier: Também chamada de “Lei de


Conservação das Massas”. Baseia-se no seguinte
princípio: "A soma das massas das substâncias
reagentes em um recipiente fechado é igual à soma
das massas dos produtos da reação".
• Lei de Proust: Também chamada de “Lei das
Proporções Constantes”. Ela baseia-se em “Uma
determinada substância composta é formada por
substâncias mais simples, unidas sempre na mesma
proporção em massa”.

Assim, átomos não são criados ou destruídos em uma


reação química. Logo, a quantidade de átomos de
determinado elemento químico deve ser a mesma nos
reagentes e nos produtos.

Como fazer cálculos estequiométricos?


Existem várias formas de se resolver problemas
com cálculos estequiométricos. Vamos seguir alguns
passos para a sua resolução:

• Passo 1: Escreva a equação química com as


substâncias envolvidas;
• Passo 2: Faça o balanceamento da equação química.
Para isso, é preciso ajustar os coeficientes para que
reagentes e produtos contenham a mesma
quantidade de átomos, segundo as Leis
Ponderais (Lei de Proust e Lei de Lavoisier);
• Passo 3: Escreva os valores das substâncias,
seguindo os dados do problema e identificando o que
se pede;
• Passo 4: Estabeleça a relação existente entre os
números de moles, massa, volume. De acordo com
os valores a seguir:
• Passo 5: Faça uma regra de três simples para
calcular os valores que são pedidos na questão ou
problema.

Exemplo:
1. Quantos moles do gás hidrogênio são necessários para
a formação de amônia (NH3), sabendo que a quantidade do
gás nitrogênio é de 4 moles?

Passo 1: N2 + H2 = NH3

Passo 2: na equação as quantidades de átomos não estão


equilibradas. Há 2 átomos de nitrogênio e 2 de hidrogênio
nos reagentes, enquanto que no produto há 1 átomo de N
e 3 de hidrogênio.

Começando pelo nitrogênio, acertamos o coeficiente no


produto: N2 + H2 = 2 NH3

O nitrogênio ficou equilibrado nos dois lados, mas o


hidrogênio não.

N2 + 3 H2 = 2NH3. Agora sim!

Passo 3: Valor dado pelo exercício: 4 moles de N2

Valor pedido pelo exercício: quantos moles de H2?


Escrevemos: x moles de H2
Passo 4: Estabelecer as relações correspondentes quando
necessário. Nesse exemplo não há necessidade, porque é
de mol com mol.

Na reação equilibrada acima, observa-se que a relação é


de 1 mol de N2 que reage com 3 moles de H2.

Passo 5: Fazer a regra de três.

Atenção! Coloque sempre os valores de uma substância


sobre ela mesma ao montar a regra de três, quer dizer, no
exemplo, nitrogênio sobre nitrogênio e hidrogênio sobre
hidrogênio, como se vê abaixo:

Exercícios Resolvidos
Exercício 1 (Mol com Massa)
1. Quantos gramas de hidrogênio reagem com 5 moles de
oxigênio para formar água?

Resolução

1) H2 + O2 = H2O

2) Primeiro equilibrar o coeficiente do oxigênio no produto


⇒ H2 + O2 = 2 H2O.

E por fim, equilibrar o hidrogênio 2 H2 + O2 = 2 H2O

3) Dados do problema: x gramas de H2 e 5 moles de O2

4) Relação mol com massa: 1 mol de H2 corresponde a 2


gramas de H2 (Massa Molar).
Pela equação equilibrada: 2 moles de H2 reagem com 1
mol de O2. Portanto, seguindo a relação acima 2 moles de
H2corresponde a 4 gramas

5) Regra de três: 4 g de H2 _______ 1 mol de O2

x gramas de H2 _______ 5 moles de O2

x g de H2 = 5 moles de O2 . 4 g de H2/ 1 mol de O2

x = 20

Então 20 gramas de hidrogênio reagem com 5 moles de


oxigênio para formar água.

Exercício 2 (Mol com Volume)


2. Qual o volume de oxigênio, em litros, que se faz
necessário para formar 1 mol de água líquida (segundo as
CNTP)?

Resolução:

1) H2 + O2 = H2O

2) Como visto acima a equação balanceada é: 2 H2 + O2 =


2 H2O

3) Dados do problema: x litros de O2 e 1 mol de H2O

4) Relação mol com volume: 1 mol de O2 corresponde a


22,4L e 1 mol de H2O corresponde a 22,4L

Pela equação é preciso 1 mol de O2 para formar 2 moles


de H2O. Como o exercício pede 1 mol de água, então será
preciso metade dessa proporção, ou seja 1/2 mol de
O2 para 1 mol de água.

5) Montar a regra de três: 1 mol de H2O _______ 1/2 mol


de O2

22,4L de H2O _______ x litros de O2


x litros de O2 = 22,4L de H2O . 1/2 mol de O2/ 1 mol de H2O

x = 11,2

São necessários 11,2 litros de oxigênio para formar 1


mol de água líquida.

Cálculos estequiométricos

A estequiometria é responsável pela análise quantitativa


da composição das substâncias consumidas e formadas
em uma reação química.

O cálculo estequiométrico estabelece uma relação entre as


quantias de reagentes e produtos de uma reação química.

Assim, é possível saber a quantidade de produtos que


serão utilizados em uma reação e a quantidade de
produtos que serão formados.

Os princípios da estequiometria se baseiam nas Leis


Ponderais (Lei de Lavoisier e Lei de Proust), relacionadas
com as massas dos elementos químicos dentro das
reações químicas.

Como realizar o cálculo estequiométrico?


O cálculo estequiométrico pode ser feito conforme as
seguintes etapas:

1. Escrever a equação química


Escreva a equação química conforme apresentado no
problema ou exercício proposto.

2. Balanceamento da equação química


O balanceamento das equações químicas informa a
quantidade de átomos envolvidos na reação.
Ele é importante pois garante que exista o mesmo número
de átomos dos elementos em cada lado da equação, ou
seja, entre reagentes e produtos.

Nesse momento, você deve acertar os coeficientes


estequiométricos, eles são os números multiplicadores
recebidos pelas espécies químicas em uma equação
balanceada e indicam os números de mols.

3. Estabelecer a regra de três


Como se trata de relações de grandezas, é preciso
estabelecer uma regra de três simples entre os dados e a
pergunta do problema.

Exemplos
1. Qual o número de mols de moléculas de O2 necessário
para reagir com 5 mols de átomos de ferro?

1° Passo - Escrever a equação química:

2° Passo - Balancear a equação:

3° Passo - Realizar Regra de três:

2. Considerando a síntese de amônia, qual a massa de


NH3 que pode ser produzida a partir de 0,4 mol de N2?
1° Passo - Escrever a equação química:

2° Passo - Balancear a equação:


Consultando a massa dos elementos na tabela periódica e
fazendo a relação com o número de mols, temos:

Observe que a soma da massa dos reagente é igual a do


produto, isso obedece a Lei de Proust, um dos princípios
da estequiometria.

3° Passo - Realizar Regra de três:

Com base nas informações dadas no problema, temos a


seguinte regra de três:

Massa Molar e Número de Mol

A massa molar é a massa contida em 1 mol de substância.


O mol é a unidade de medida do Sistema Internacional
utilizada para determinar a quantidade de partículas
elementares.

O número de mol está relacionado com a Constante de


Avogadro, NA, que corresponde a 6,02 x 1023 átomos, íons
ou moléculas de uma substância.

Massa Molar
A massa molar tem o mesmo valor numérico da massa
molecular de uma substância, entretanto, sua unidade é
g/mol (gramas por mol).
A massa molecular (MM) corresponde à soma das massas
atômicas dos átomos que compõem a substância,
encontradas na Tabela Periódica. Tanto a massa molecular
quanto a massa atômica são expressas em unidade de
massa atômica (u).

Veja as massas molares aproximadas de alguns


compostos:

• Água (H2O): 18 g/mol


• Gás oxigênio (O2): 32 g/mol
• Cloreto de sódio (NaCl): 58,5 g/mol

Como calcular a massa molar?


Agora, para explicar como realizar o cálculo passo a passo,
utilizaremos o etanol, CH3CH2OH, como exemplo.

Passo 1: conte o número de átomos de cada elemento


químico na fórmula da substância.

O CH3CH2OH é formado por:

• 1 átomo de oxigênio (O)


• 2 átomos de carbono (C)
• 6 átomos de hidrogênio (H)

Passo 2: consulte a Tabela Periódica para saber a massa


atômica de cada elemento da substância.
Observação: aqui utilizaremos valores aproximados.

• Hidrogênio (H): 1 u
• Oxigênio (O): 16 u
• Carbono (C): C: 12 u

Passo 3: multiplique as massas dos elementos pelos


respectivos números de átomos na substância.

• Oxigênio (O): 1 x 16 u = 1 x 16 u
• Carbono (C): C: 2 x 12 u = 24 u
• Hidrogênio (H): 6 x 1 u = 6 u
Passo 4: some as massas para encontrar a massa
molecular.

MMEtanol: 16 u + 24 u + 6 u = 46 u

Portanto, a massa do etanol é 46 u ou 46 g/mol. Isso quer


dizer que em um mol há 6,02 x 1023 moléculas, que
corresponde a 46 gramas.

O que é mol?
O mol corresponde ao número de espécies elementares
em determinada massa de uma substância. Um mol tem
um valor absoluto de 6,02 x 1023.

Essa constante é importante para realizar cálculos


químicos, pois nos permite obter uma proporção entre a
escala atômica e uma escala possível de mensurar.

Por exemplo, consultando a Tabela Periódica vemos que a


massa atômica do hidrogênio é 1 u e a massa do oxigênio
é 16 u. Portanto, a massa molecular da água (H2O) é 18 u.

Como a massa molecular da água é 18 u, entende-se que


a massa molar da água é 18 g/mol, ou seja, 1 mol de água
possui 18 g de massa.

Em resumo, temos: 1 mol de água = 6,02 x 1023 moléculas


= 18 gramas.

Relação entre o número de mol e a massa molar


O Mol é um termo muito usado para determinar
quantidades de partículas, que podem ser átomos,
moléculas, íons, entre outras. A massa molar corresponde
à massa molecular de uma substância, sendo expressa em
gramas por mol.

A palavra mol deriva de moles, em latim, que significa um


montão, um amontoado ou uma pilha.
É um termo muito importante na química, uma vez que na
indústria, por exemplo, não se trabalha com poucas
moléculas e sim com grandes quantidades de substâncias.

Quando se usa o termo mol está se referindo a um


amontoado de partículas que correspondem à 6,02 x 1023.
Desse modo, se falarmos em 1 mol de átomos de cálcio,
teremos 6,02 x 1023 átomos de cálcio.

Esse valor é referente à Constante de Avogadro, princípio


segundo o qual: "volumes iguais de dois gases quaisquer
nas mesmas condições de pressão e temperatura contêm o
mesmo número de mols de moléculas de gás."

Portanto, 1 mol de uma substância corresponde à massa


molar de uma substância e contém 6,02 x 1023 moléculas
dessa substância.

Exercícios Resolvidos
Questão 1
Calcule a massa molar das substâncias a seguir.

a) Gás carbônico, CO2


b) Ácido clorídrico, HCl
c) Glicose, C6H12O6

Resposta correta: a) 44 g/mol, b) 36,5 g/mol e c) 180 g/mol.

Para facilitar os cálculos utilizaremos valores aproximados


para as massas atômicas.

a) Gás carbônico, CO2

Massa
Elemento Quantidade Resultado
atômica
C 1 x 12 u = 12 u
O 2 x 16 u = 32 u
32 + 12 = 44
Massa molecular do CO2 =
u
Portanto, a massa molar do gás carbônico é 44 g/mol.

b) Ácido clorídrico, HCl

Massa
Elemento Quantidade Resultado
atômica
H 1 x 1u = 1u
Cl 1 x 35,5 u = 35,5 u
1 + 35,5 =
Massa molecular do HCl =
36,5 u
Portanto, a massa molar do ácido clorídrico é 36,5 u.

c) Glicose, C6H12O6

Massa
Elemento Quantidade Resultado
atômica
C 6 x 12 u = 72 u
O 6 x 16 u = 96 u
H 12 x 1u = 12 u
72 + 96 + 12 =
Massa molecular da Glicose =
180 u
Portanto, a massa molar da glicose é 180 g/mol.
Questão 2
Para fazer algumas joias para sua nova coleção, um
designer usou 39,4g de ouro. Sabendo que a massa
atômica do ouro (Au) é 197 u.m.a, calcule quantos átomos
foram usados.

Resposta correta: 1,204 x 1023 átomos de ouro

Sabemos que: 1 átomo de Au = 197 u.m.a → 1 átomo-


grama (atg) de Au = 197 g → 6,02 x1023 átomos de Au
A partir desses dados, faremos em duas etapas:

Primeira Etapa:

197 g ______ 1 atg de Au

39,4 g ______ x

197.x = 39,4.1atg → x = 39,4 atg / 197 → x = 0,2 atg de Au

Segunda Etapa:

1 atg de Au ______ 6,02 x 1023 átomos de ouro

0,2 atg de Au ______ x

1. x = 0,2 . 6,02 x 1023

x = 1,204 x 1023 átomos de ouro

Questão 3
Se compararmos massas iguais das seguintes substâncias:
NaCl, H2O2, HCl e H2O. Qual delas possui maior número de
moléculas?

Resposta correta: A molécula de água.

O número de mols de cada substância é: NaCl (58,5 g),


H2O2 (34 g), HCl (36,5 g) e H2O (18 g)

Segundo a lei de Avogadro, o número de moléculas será


maior quando a substância tiver maior número de mols.
Para obter a quantidade de mols, pode-se usar a seguinte
fórmula:

Nº mol = m/MM , sendo: m = massa da substância em


gramas, MM = massa molar
Desse modo, pode-se concluir que entre as substâncias
acima a que possui menor massa molar é H2O (18g) e
portanto é que tem maior número de moléculas.

Feito de outra forma, se usarmos como nº de massa 20 g,


teremos:

• Nº mol NaCl = 20 g/58,5 g/mol = 0,34 mol


• Nº mol H2O2 = 20 g/34 g/mol= 0,59 mol
• Nº mol HCl = 20 g/36,5 g/mol = 0,55 mol
• Nº mol H2O = 20 g/18 g/mol = 1,11 mol

Rendimento de uma reação

O rendimento real de uma reação é a razão entre o produto


realmente obtido e a quantidade que teoricamente seria
obtida, de acordo com a equação química correspondente.

"Na maioria das reações químicas realizadas na prática em


indústrias e em laboratórios, a quantidade de produto
obtido é menor que a quantidade esperada teoricamente.
Isso quer dizer que o rendimento da reação não é igual a
100%, pois a massa total dos reagentes não foi
completamente convertida em produtos.

Isso pode acontecer devido a diversos fatores, veja os mais


comuns:

Podem ocorrer reações paralelas à que desejamos e, com


isso, uma parte de um ou de ambos os reagentes é
consumida, formando produtos indesejáveis;
A reação pode ficar incompleta por ser reversível; assim,
parte do produto formado é novamente convertida em
reagentes;
Podem ocorrer perdas de produto durante a reação, como
ao serem usadas aparelhagens de má qualidade ou por
algum erro do operador.
Desse modo, é expressamente importante saber o
rendimento real ou rendimento da reação que se pode
esperar nas condições em que a reação for realizada. O
rendimento da reação é uma porcentagem do teoricamente
esperado. Para tal, precisamos seguir os três passos
listados abaixo:

Observe alguns exemplos de como se realiza esse tipo de


cálculo:

1º Exemplo: Reagiu-se completamente 2 g de gás


hidrogênio (H2) com 16 g de gás oxigênio (O2), produzindo
14,4 g de água (H2O). Calcule o rendimento real dessa
reação. (Dados: Massas molares: H2 = 2 g/mol; O2 = 32
g/mol; H2O = 18 g/mol).

1º Passo:

Temos que escrever a reação química balanceada para


saber qual é o rendimento teórico dessa reação:

2 H2 + 1 O2 → 2 H2O
2 mol 1 mol 2 mol
↓ ↓ ↓
2 . 2g 1 . 32g 2 . 18 g
4g 32 g 36 g

Teoricamente, 4 g de H2 reagiram com 32 g de O2,


produzindo 36 g de H2O. Usando os valores dados no
exercício, fazemos uma regra de três simples e
descobrimos o rendimento teórico. Isso será feito no
próximo passo.

2º Passo:

É importante verificar se algum dos reagentes é limitante


da reação, porque se ele acabar, a reação irá parar,
independentemente da quantidade em excesso que ainda
tenha do outro reagente. Para sabermos disso, basta
determinar a quantidade de produto que seria formada por
cada um dos reagentes separadamente:

- Para o H2: -
Para o O2:
4 g de H2 ------ 36 g de H2-O 32 g
de H2 ------ 36 g de H2-O
2 g de H2 ------ x 16 g
de H2 ------ x"

"x = 2 g . 36 g = 18 g de água x=
16 g . 36 g = 18 g de água
4
g
32 g

Como deu a mesma quantidade de água produzida para os


dois, eles reagem proporcionalmente e não há reagente em
excesso nem reagente limitante.

3º Passo:

Agora, basta relacionar o rendimento teórico (18 g de água)


com o rendimento real obtido na reação, que foi dado no
enunciado (14g de água):

Rendimento teórico --------- 100%

Rendimento real --------- x

x = Rendimento real . 100%

Rendimento teórico

18 g de água ----------- 100%

14,4 g de água -------- x

x = 14,4 g . 100%

18g

x = 80%
O rendimento dessa reação foi igual a 80%.

Mas, e se soubéssemos qual é o rendimento porcentual e


quiséssemos descobrir a quantidade de massa do produto
obtida na reação? O próximo exemplo trata disso:

2º Exemplo: Numa reação de produção da amônia (NH3),


reagiram-se 360 g de gás hidrogênio (H2) e uma
quantidade suficiente de gás nitrogênio (N2), gerando um
rendimento de 20%. Qual foi a massa de amônia obtida?
(Dados: Massas molares: H2 = 2 g/mol; N2 = 28 g/mol;
NH3 = 17 g/mol).

1º Passo:

1 N2 + 3 H2 → 2 NH3

1 mol 3 mol 2 mol

↓ ↓ ↓

1 . 28 g 3.2g 2 . 17 g

28 g 6g 34 g

Vamos tomar como referência só o gás hidrogênio, cuja


massa utilizada na reação foi dada no exercício:
2º Passo:

Visto que o enunciado disse que se usou “uma quantidade


suficiente de gás nitrogênio (N2)”, já sabemos que não há
reagente em excesso.

Vamos tomar como referência só o gás hidrogênio, cuja


massa utilizada na reação foi dada no exercício:

6 g de H2 ------ 34 g de NH3

360 g de H2 ------ x

x = 360 g . 34 g = 2040 g de NH3

6g

3º Passo:

Rendimento teórico --------- 100%

x --------- Rendimento porcentual

2040 g de NH3 ----------- 100%

x g de NH3 ----------- 20%

x = 2040 g . 20%

100%

x = 408 g de NH3
A reação de 360g de gás hidrogênio com um rendimento
de 20% fornece 408 g de gás amônia.

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