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Preparo e Padronização de Soluções Químicas

Este relatório descreve uma aula prática de química sobre a preparação e padronização de soluções ácidas e básicas. Os estudantes prepararam soluções de NaOH e HCl de concentrações conhecidas e as padronizaram através de titulações ácido-base com hidrogenoftalato de potássio e NaOH, respectivamente. Os resultados das titulações permitiram calcular as concentrações reais das soluções preparadas.

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Preparo e Padronização de Soluções Químicas

Este relatório descreve uma aula prática de química sobre a preparação e padronização de soluções ácidas e básicas. Os estudantes prepararam soluções de NaOH e HCl de concentrações conhecidas e as padronizaram através de titulações ácido-base com hidrogenoftalato de potássio e NaOH, respectivamente. Os resultados das titulações permitiram calcular as concentrações reais das soluções preparadas.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

CAMPUS PAMPULHA

RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA

ANDERSON DE BRITO ALMEIDA


ARTHUR VINÍCIUS SANTOS AMARAL
GEOVANNI SOUZA RAMOS

Belo Horizonte-MG
junho\2022
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
CAMPUS PAMPULHA

ANDERSON DE BRITO ALMEIDA


ARTHUR VINÍCIUS SANTOS AMARAL
GEOVANNI SOUZA RAMOS

EXPERIÊNCIAS 9-10: PREPARO DE SOLUÇÕES \ PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES


ÁCIDAS E BÁSICAS

Relatório de aula prática supervisionada


pela professora Dra. Renata Costa Silva
Araújo. Referente à aula realizada no dia
21 de junho de 2022, Departamento de
Química da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG) - Campus
Pampulha, como requisito para avaliação
final da disciplina em questão.

Belo Horizonte-MG
junho\2022
1. INTRODUÇÃO
Na rotina de um laboratório, o preparo de soluções para diversos fins é algo muito
recorrente, sendo assim é importante que se tenham metodologias que guiem o modo com que
se deve prepará-las. Para isso, primeiro deve-se definir o que é uma solução, que se trata de
uma mistura que não apresenta fases, ou seja, uma mistura homogênea e transparente,
características estas que são diferentes de outros grupos de misturas, como os coloides.
Existem diversas soluções comuns de se encontrar em um laboratório de química, tais
como solução tampão e soluções de ácido, base e sal. Estas são preparadas misturando-se um
soluto a um solvente, sendo que a estequiometria, (em tradução livre significa "medida
elementar”), é utilizada para determinar as proporções entre os componentes da mistura, dado
em número de mol e concentração molar.
O número de mol trata-se de um padrão de medida equivalente a 6,022×1023 átomos de
uma determinada substância, conhecido como constante de Avogadro. A partir da relação entre
número de mol do soluto e volume de solução, cria-se a chamada concentração molar ou
molaridade. O conhecimento das proporções de substância em uma solução é essencial para
efeitos analíticos e até mesmo na produção industrial.
Para fins de obtenção de um parâmetro em uma análise, as chamadas soluções padrões ou
soluções de proporções conhecidas, são produzidas. Existem diversos meios de se padronizar
uma solução, então tendo como base as soluções mais utilizadas em ambiente de laboratório
formadas por uma solução aquosa de ácido ou base, pode-se padronizá-las através da titulação,
uma importante ferramenta para determinação da molaridade de uma mistura.
A titulação ácido\base consiste em se realizar uma reação de neutralização com a presença de
um indicador. Primeiro deve-se saber a proporção dos coeficientes da reação, como por
exemplo a 1:1 presente na formação de NaCl e H2O através da mistura de NaOH e HCl. Depois,
é feito a escolha de um agente indicador, que de modo geral é a fenolftaleína. Por último, o
agente titulante de proporções conhecidas é colocado em uma bureta e irá ser adicionado aos
poucos sobre o titulado de proporções desconhecidas. Com a presença do indicador, a solução
irá mudar de cor no chamado ponto de viragem, que revela o fim da reação. A partir do volume
esvaziado da bureta é possível determinar a molaridade da solução titulada.

2. OBJETIVOS
Compreender os processos de preparo de uma solução, observando os aspectos
estequiométricos envolvidos. Entender o que são as análises volumétricas, relacionando
diversos conhecimentos químicos como o número de mol e a concentração molar de uma
solução. Conhecer o procedimento de determinação da concentração ácida ou básica em uma
solução por meio da titulação ácido-base. E verificar o que é, e qual a importância da produção
de soluções de concentração conhecida (solução padrão) para fins de análise.

3. PROCEDIMENTOS
3.1. PREPARO DE SOLUÇÕES
Para preparar 250 mL de solução 0,10 mol L-1 de NaOH, calculou-se a massa necessária do
soluto através da seguinte relação:

Mediu-se 1 g de NaOH em uma balança, logo após a massa foi transferida para um béquer de
100 mL com 50 mL de água destilada, e dissolveu-se a mistura utilizando um bastão de vidro. Depois de
diluído o soluto, colocou-se a solução em um balão de 250 mL, lavando o béquer diversas vezes com o
solvente, de modo a reduzir ao máximo o soluto residual presente. Por fim, foi completado com água
destilada até o menisco do balão, e realizou-se a agitação para homogeneizar a solução.
Após o preparo da solução, foi feita a medição do pH lançando mão de 3 mL da mistura disposta
em um béquer. Com o auxílio de um papel tornassol vermelho constatou-se o caráter da solução. Depois
comparou-se o resultado do papel indicador universal a escala de pH. Logo após, testou-se o pH
novamente, mas desta vez com duas gotas da solução alcoólica de fenolftaleína. Reservou-se a solução
restante.
Para o próximo procedimento, foi preparada uma solução de 100 mL a 0,10 mol L -1 de HCl,
realizando o cálculo da quantidade do soluto da seguinte forma:
Em um balão de 100,00 mL contendo 30 mL de água destilada, adicionou-se 0,86 mL de HCl
com o auxílio de uma bureta de 25 mL. E então completou-se até o menisco do balão com água destilada
e agitou-se a solução para homogeneizá-la. Logo após, foi transferido 3 mL da solução para um béquer,
e colocou-se a ponta do papel tornassol azul em contato com a mesma. Depois mediu-se o pH com o
papel indicador universal, além de testar o mesmo com duas gotas da solução alcoólica de fenolftaleína.
Reservou-se a solução restante de HCl.

3.2. PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES ÁCIDAS E BÁSICAS


Na primeira parte do procedimento, foi realizada a padronização da solução de NaOH através de
uma titulação ácido-base, onde primeiro lavou-se a bureta com a solução titulante (criação de ambiente).
Depois foi fechada a torneira colocando a bureta no suporte adicionando a solução de NaOH até a
marcação zero, sempre retirando as bolhas. E em um béquer de 50 mL adicionou-se uma porção da
solução padrão de hidrogenoftalato de potássio 0,100 mol L-1 e então com o auxílio de uma pipeta de 10
mL, foram transferidos 10,0 mL para um erlenmeyer com 3 gotas de fenolftaleína, agitou-se para
homogeneizar.
Gotejou-se a solução de NaOH sobre a solução de hidrogenoftalato de potássio até que se
atingiu o ponto de viragem (solução muda de incolor para levemente rosa). Repetiu-se a titulação três
vezes, anotando os volumes gastos de titulante para neutralizar a solução.
Na padronização do HCl, encheu-se a bureta com a solução de NaOH até a marcação zero,
retirando-se todas as bolhas. Em um béquer de 50 mL adicionou-se uma porção da solução de HCl e
com uma pipeta 10 mL, transferiu-se um volume de 10,0 mL para um erlenmeyer. E então foi
adicionado 3 gotas do indicador fenolftaleína e agitou-se para homogeneizar. Gotejou-se o titulante até
que o titulado atingisse o ponto de viragem. Anotou-se o volume gasto para neutralizar o HCl.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
No preparo da solução de NaOH, foi feito o teste de pH com o papel tornassol vermelho, que ficou azul,
demonstrando juntamente com a mudança para o rosa da solução alcoólica de fenolftaleína, o caráter
básico da substância. E para termos analíticos, foi feito o teste utilizando-se o papel indicador universal,
para encontrar um valor na escala de pH, resultando no valor de 12.
Na segunda etapa do preparo de soluções, foi feito o teste com o papel tornassol azul na solução de HCl,
que mudou de cor para rosa, e a solução alcoólica de fenolftaleína se tornou incolor. Na escala de pH,
através do uso do papel indicador universal, constatou-se o valor 1 para a substância, demonstrando sua
alta acidez.
Se tratando da padronização, mais especificamente da solução de NaOH, foram necessários nas três
repetições, 14 mL para neutralizar 10 mL de hidrogenoftalato de potássio através da reação:

Como pode-se notar, a proporção da reação é 1:1, porém o observado na titulação foi 1,4:1, mas isso não
é real, isto se deve a baixa pureza do NaOH, que absorve grandes quantidades de água do ar, por sua
propriedade higroscópica. Os 0,4 mL excedentes, que não reagiram são formados basicamente por água
e outras impurezas.
Na padronização do HCl, foram necessários 5,5, 5,4 e 5,5 mL (pela média aritmética,
(5,5\3+5,5\3+5,4\3) aproximadamente 5,5 mL) de NaOH para neutralizar totalmente a solução de 10
mL. Considerando a reação:

Percebemos que as proporções de neutralização são de 1:1, porém os valores notados na


titulação são de 0,55:1, o que também não é verdade, este valor se deve ao fato de que o volume de HCl
foi calculado tendo como base a ideia de que este se encontrava inicialmente em uma relação de 36% de
massa na solução total. Porém, o HCl é uma substância muito instável, se decompondo na reação:

Revelando o fato de que a solução original apresentava uma porcentagem muito abaixo do ideal
de 36%, onde grande parte do HCl já havia se convertido em gás. O que fez com que as proporções
fossem desiguais em teoria.

5. CONCLUSÃO
As substâncias adquiridas para uso em laboratório geralmente possuem altíssimas concentrações
e em pesquisas analíticas são utilizadas soluções diluídas, por isso seu preparo respeitando a
estequiometria das proporções é essencial. No primeiro momento escolhe-se o solvente que irá
comportar o soluto, depois realiza-se a dissolução entre ambos.
Porém, apesar de pré-defina as massas de soluto e solvente ao se preparar a solução, com o
passar do tempo, muitas delas acabam se degradando ou se contaminando com impurezas, como o citado
caso do ácido clorídrico, que com o tempo se transforma em gás cloro e gás hidrogênio. Dessa forma,
antes de se utilizar uma determinada solução, é importante que se faça sua padronização, ou seja, que se
descubra de maneira precisa sua concentração.
A padronização de uma solução pode ser feita de diversas formas, uma delas foi a discutida
titulação ácido-base, que consiste na neutralização da solução de interesse, onde temos o agente
titulante, o agente titulado e o indicador que de modo geral é uma solução alcoólica de fenolftaleína. A
determinação do pH e das proporções molares nestas reações são muito importantes para o cálculo das
concentrações da solução, que por sua vez irão servir na sua padronização para usos posteriores.

6. REFERÊNCIAS
Atkins, P., Jones, L. Princípios de Química, Questionando a Vida Moderna e o Meio Ambiente. 5ª
Edição, Bookman, Editora S.A., Porto Alegre (2012).

Ferreira, Rafael de Queiroz. Química analítica. Vitória: UFES, Núcleo de Educação Aberta e a
Distância, 2011. Acesso em: 23-junho-2022.

CARLOS DE ANDRADE, João; RIBEIRO ALVIM, Terezinha. Química Analítica Básica: O papel
da química analítica clássica na formação do químico. Universidade Estadual de Campinas, 2009.
Disponível em: Acesso em: 23-junho-2022

Escolas Estaduais de Educação Profissional– EEEP. Metrologia e Instrumentação Industrial. Ceará,


2016. Acesso em: 23-junho-2022

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