Itinerario Da Imprensa de Belo Horizonte 1895-1954
Itinerario Da Imprensa de Belo Horizonte 1895-1954
DE BELO HORIZONTE
1895-1954
PRESIDENTE D A REPÚBUCA GOVERNADOR
Fernando Henrique Cardoso Eduardo Azeredo
CHEFE D O DEPARTAMENTO DE
C O M U N I C A Ç Ã O SOCIAL
Vanessa P a d r ã o d e Vasconcelos Paiva
Apoio: FAPEM1G
Joaquim Nabuco Linhares
ITINERARIO DA
IMPRENSA DE
BELO HORIZONTE
1895 - 1954
COLEÇÃO
CENTENÁRIO
EDITORA UFMG
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
COORDENAÇÃO EDÍTORIAL E PRODUÇÃO PREPARAÇÃO E DtGÍTAÇÃO DOS INDtCES
Eleonora Santa Rosa Silvana A S. dos Santos (Supervisão)
Maria Ceres Pimenta S. Castro Maria de Fátima Rossi do Nascimento
Paulo Bernardo Vaz Denise Maria Ribeiro Moreira
José Cassimiro da Silva
PLANEJAMENTO GRÁFKO E CAPA
Paulo Bernardo Vaz PREPARAÇÃO DO TEXTO E PESQUISA ADtOONAL
Danilo Queiroz de Souza
LOGOMARCA DA COLEÇÃO
Juliana Maria de Siqueira
Sebastião Nunes
Leandro Ferreira Simões
PRODUÇÃO EXECUTIVA Mirían Cristina Freire Santos
Roseli Raquel Aguiar F. dos Santos Pablo Pires Fernandes
REPRODUÇÃO FOTOGRÁFICA Viviane Dias Loyola
Daniel Coury PRODUÇÃO GRÁFICA
César de Almeida Correia
DIGTTAÇÃO DO CATÁLOGO
Silvana A. S. dos Santos (Supervisão) PRIMEIRA REVISÃO
Édina Nunes de Carvalho Ana Maria de Moraes
José Cassimiro da Silva Cristiano Silva de Barros
REVISÃO FWAL
Cláudia Teles de Menezes Teixeira
Linhares, Joaquim N a b u c o
L735i Itinerário d a imprensa de Belo Horizonte: 1 8 9 5 - 1 9 5 4 / J o a q u i m N a b u c o
Linhares; estudo crítico e nota biográfica d e M a r i a Ceres Pimenta S. Castro.
Belo Horizonte: Fundoçõo João Pinheiro, Centro de Estudos Históricos e Culturais,
1995.
6 1 2 p . (Coleção Centenário)
CDD:016
CPU:050Í058)
Elaborada pela Divisão d e Planejamento e Divulgação d a Biblioteca Universitária/DPD.
ISBN: 8 5 - 7 0 4 1 - 1 0 6 - 5
AGRADECIMENTOS
À Família Linhares,
Dos caminhos, ressalte-se aquele que vem sendo aberto pela Biblio-
teca Universitária da UFMG. Ao recolher acervos especiais, organizá-
los e colocá-los à disposição da comunidade, ela não só preserva
materiaisfundamentais à construção de nossa memória como per-
mite o acesso racional aos documentos.
C A T Á L O G O DE P E R I Ó D I C O S : 1 8 9 5 • 1 9 5 4 43
Joaquim Nabuco Unhares
Palavras explicativas 45
Resenhas dos periódicos 51
ÍNDICES
Alfabético 531
Assuntos 540
Cronológico 542
Onomástico 556
GLOSSÁRIO 558
Pedaços d e m e m ó r i a
Setembro de 1895. No antigo arraial de Curral dei Rei, que
em 1890 recebera o nome de Belo Horizonte, verifica-se
uma febril atividade de construção. Afinal, em 1894, fora
instalada a Comissão Construtora da Cidade de Minas, a
nova capital do Estado de Minas Gerais. O ambiente
acanhado e ronceiro da vila sofrera consideráveis alterações.
Aos poucos desaparecia a feição do antigo arraial e surgia,
como por encanto, um
contraste de velharias e novidades, ao pé de uma cafua
de barro, coberta de capim ou de zinco, eleva-se um
edifício elegante e sólido; ao lado de um edifício velho
do Curral d'El Rei, surge um primoroso palacete da nova
capital (...). (DIAS, 1897:105)
Mas, o panorama que se transforma não diz respeito ape-
nas ao surgimento das novas edificações, ao desenvolvi-
mento do comércio e ao aumento da população, pois tími-
da e modestamente, surge o Bello Horizonte, da penumbra
22
A i m p r e n s a $e m o d e r n i z a . . .
A compreensão de que a imprensa vai expressar condições
distintas em diferentes tempos da vida da cidade, assumindo
configurações que lhe permitem realizar funções diversas
daquelas que se espera desse setor, não impede, entretanto,
que se possa construir uma periodização adequada de seu
desenvolvimento. Baseando-se na sua própria vivência, e
respaldado nas informações existentes na Coleção Linhares
e na monografia ora publicada, Eduardo Frieiro, em 1962,
observa que a história da nossa imprensa pode ser tratada
em duas fases:
uma que vai dafundação do primeiro periódico, em 1895,
ao aparecimento do Correio Mineiro, em 2926, e outra, a
28 nmtímummxmoimmf: mm
As matrizes da imprensa
Efêmeros ou permanentes, artesanais ou industriais,
provincianos ou modernos, os jornais (e revistas) que surgem
nas duas primeiras fases, se nutrem, embora de forma
variegada e múltipla, principalmente de elementos
&rw africo 33
A publicação
O texto de Joaquim Nabuco Linhares, aqui publicado, é
uma resenha dos 839 títulos de jornais, revistas e boletins
que vieram à luz, em Belo Horizonte, no período de 1895
a 1954. A maior parte dessas publicações foi colecionada
pelo autor e faz parte do acervo da Coleção Linhares,
que se encontra sob a guarda da Biblioteca Universitária da
UFMG. Entretanto, algumas das publicações abordadas no
catálogo não foram obtidas por Joaquim Nabuco Linhares,
que elabora a resenha de tais títulos a partir de informações
coletadas em outras publicações ou de dados obtidos através
de informantes. O conjunto de verbetes que constitui o
"Catálogo de periódicos de Belo Horizonte — 1895 - 1954"
é introduzido por um texto escrito pelo próprio autor, em
1947, denominado "Palavras explicativas". São também de
autoria de Joaquim Nabuco Linhares os índices alfabético e
cronológico que aqui se publicam. Os índices tipológicos e
onomásticos apresentados foram elaborados pelo Setor de
C o l e ç õ e s E s p e c i a i s da Biblioteca Universitária. As
dificuldades para a elaboração de tais índices foram grandes.
De um lado, os problemas de definição de categorias que
enquadrassem as publicações resenhadas resultavam da
diversidade e da heterogeneidade do próprio material, já
que a moderna tipologia de textos impressos nem sempre
mim cm'fico 41
À IMPRENSA LOCAL
Homenagem do Autor
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BELLO HORIZONTE
Orglo raBfloM, Murarlo • o o t i o i o M »... m r
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mBmmmiômm 53
ção o jornalista Azevedo Júnior, por estar A Capital, no terreno político, estava filiada
tomando parte nos trabalhos legislativos o ao PRM (Partido Republicano Mineiro).
Coronel Brcssane, deputado estadual. De 20
de janeiro do ano seguinte até 21 de abril, AURORA 003
ocupou o cargo o eminente brasileiro Dr. A 15 de novembro do mesmo ano em que
Alfredo Pinto Vieira de Melo, sob cuja saiu A Capital, 1896, surgiu também Auro-
orientação saíram os números 103 a 1 1 6 . ra, jornal literário, fundado por diversos
Retirando-se o Dr. Alfredo Pinto, foi moços de talento, à frente dos quais se achava
substituído pelo ilustre jornalista Engenheiro o malogrado Dr. João Elói da Costa Camelo.
Luís Silva, que se manteve no posto até o Com Aurora, despontou a aurora da
regresso do diretor proprietário, sob cuja Imprensa Literária em Belo Horizonte. A 1°
responsabilidade já saiu o número 125, de de agosto de 1897 publicou o 18° e último
30 de junho, um dos últimos. número.
A Capital, jornal de tão gratas recordações Editava-se a l u
e 15 de cada mês, com o
para aqueles que acompanharam sua labori- formato de 20,5 x 14, quatro páginas e três
osa vida, ao despedir-se de seus leitores as- colunas.
sim falou: Impressa na tipografia do Bello Horizonte,
Com o presente número desaparece a com a tiragem de 300 exemplares.
nossa modesta folha da arena jorna-
lística, não sabemos ainda se temporá- T l RA D E N T E S 004
ria ou se definitivamente. O que sabe- A 21 de abril de 1897, dia consagrado à
mos e podemos afirmar ao público é que memória do protomártir de nossa Indepen-
A Capital só reaparecerá como jornal dência, era lançado à publicidade um jornal
diário. com seu glorioso nome.
Infelizmente, A Capital acabou mesmo, de Teve curta duração, como tem acontecido a
uma vez para sempre. Foi grande e sensível quase todas as nossas publicações: apenas
a perda. três números saíram.
mmwmmiôom 57
outros, de outro, estes, aliás, mais elegantes A primeira nomeação para aquele cargo re-
e mais vistosos. caiu, a 29 de agosto, no festejado autor de
Os dois primeiros números impressos na ti- "Catástrofe" e "História íntima", J o s é de
pografia do Bello Horizonte e os demais, na Andrade Braga, que brilhantemente o exer-
Tipografia Beltrão, com a tiragem de 200 ceu até 25 de outubro de 1898, data em que
exemplares. foi suprimido pelo Decreto n° 1.207, de acor-
Academia foi um jornal de franca aceitação do com o disposto no artigo 28 da Lei n Q
nos meios estudantis, por trazer variada ma- 246, de 20 de setembro do mesmo ano.
téria, principalmente sobre assuntos de Di- O Decreto n° 809, de 22 de fevereiro de
reito. 1895, aprovou o Regimento Interno do
estabelecimento, e o de n 850, de 29 de
Q
Lei n° 8, de 6 de novembro de 1891, que Lei n 128, que criou o lugar de ajudante do
Q
1892, sob a competente direção do ilustre nova sede, aqui reapareceu o órgão oficia],
poeta e literato Dr. Jorge Pinto. a 12 de junho seguinte, com o número 116
disposições várias, criou o lugar de ajudante Desde a nomeação do Dr. Edmundo Veiga,
do diretor-redator e suprimiu um dos dois em 14 de março de 1898, para o cargo de
lugares de auxiliar de redação, criados pela diretor da Secretaria do Interior, substituiu-o,
Lei n 40, de 21 de julho de 1892.
D
como era regulamentar, o ajudante José de
60 ÍIMSlMúà ÍMPRM& OÍBttO HOSI10HK: 1895-1954
Andrade Braga, até ser nomeado, a 24 de exclusivamente de órgão oficial. Essa emen-
setembro seguinte, o Sr. João Nepomuceno da não logrou aprovação do plenário, sendo
Kubitschek, que pouco antes deixara o ele- rejeitada na sessão de 10. A idéia dessa trans-
vado posto de Vice-Presidente do Estado. formação foi do Diretor do Minas Gerais, Dr.
José Braga foi, portanto, o primeiro redator Carlos Toledo, que a consignou em relatório
do Minas Gerais em Belo Horizonte. apresentado ao Governo.
F a l e c e n d o a 3 de junho de 1899 o Sr. Durante a administração do Dr. Leon
Kubitschek, foi encarregado da direção da
Roussoulières, passou o estabelecimento por
Imprensa o oficial-de-gabinete do Presidente
notáveis reformas, que o elevaram ao nível
do Estado, Sr. Coronel Francisco Bressane
dos de maior nomeada do País. Entre esses
de Azevedo que, a 9 de setembro, foi
melhoramentos destaca-se, por sua impor-
efetivado no cargo, exercido até 7 de igual
tância, a aquisição de uma grande e aperfei-
mês de 1902, quando foi nomeado Prefeito
çoada máquina Marinoni, do mais moderno
da Capital.
tipo, inaugurada a 14 de julho de 1914.
A Lei n° 328, de 16 de agosto de 1902, dis-
A partir dessa administração, o Minas Gerais
pensou a publicação do Minas Gerais às se-
tem, periodicamente, editado belos suple-
gundas-feiras quando não houver feriado na
mentos sobre História, Literatura, comemora-
semana.
ções, Educação, etc, primorosamente ilus-
O então Deputado Bernardino de Sena
trados, nada deixando a desejar, tanto o texto
Figueiredo, em sessão da Câmara dos Depu-
como a parte gráfica.
tados realizada a 8 de agosto de 1903, por
Por outras e sensíveis modificações, tomadas
ocasião da segunda discussão do projeto n g
33, substitutivo por ele apresentado aos pro- no sentido de elevar seu nível, tem passado
A feição material do Minas Gerais tem pas- Casasanta e Orlando Magalhães Carvalho,
sado por múltiplas transformações, que não este na qualidade de secretário.
podemos relatar por exaustiva e fora de nos-
so alcance, pela falta da respectiva coleção. DIARIO D E M I N A S ( l )
g
012
O início da publicação do Diario de Minas
R E V I S T A DA F A C U L D A D E U V R E D E estava marcado para os últimos dias de ju-
DIREITO 011 nho de 1898, mas só a 15 de novembro se-
O primeiro fascículo desta revista foi publi- guinte é que saiu o número-programa.
A propósito do lançamento dessa edição es-
cado em Ouro Preto, no segundo semestre
creveu o jornal:
de 1894. O respectivo editorial é datado de
O número avulso que boje distribuímos
21 de junho.
ao público legente é uma inovação por
A comissão redatora era eleita anualmente.
nós introduzida na imprensa jornalística
A do primeiro ano compôs-se das Drs. João
do Brasil, conquanto de bá muito usada
Pinheiro da Silva, Sabino Barroso Júnior e
no estrangeiro, e na França especial-
Antônio Augusto de Lima.
mente.
Para aqui transferida, deu seu primeiro nú-
Houve, nesse informe, manifesto engano e
mero em outubro de 1898, tendo como re-
completo desconhecimento de ocorrência igual
datores os Drs. Teófilo Ribeiro, Edmundo Lins
muito antes verificada, mesmo dentro de nossas
e Estêvão Lobo.
fronteiras. Realmente, o fato não constituiu
Cada edição constava de 180 a 200 páginas. nenhuma novidade, pois A Pátria Mineira,
Foi impressa em diferentes oficinas, dentre jornal de São João Del-Rei, em 14 de abril de
as quais as da Imprensa Oficial, Fórum e 1889 (10 anos recuados), antecipou sua
Leuzinger & Cia., do Rio. publicação ordinária, iniciada a 16 de junho,
Suspensa a publicação, em época que não com um número-programa — NU novi sub sole!
podemos determinar, reapareceu em outu- Lançado o número programa, a publicação
bro de 1949, sob a direção dos Professores comum do Diario de Minas teve início a 1 Q
A 15 de outubro de 1926 assumiu sua dire- Do Diário de Minas só o título foi imutável,
ç ã o o brilhante espírito de Magalhães pois a orientação sofreu múltiplas e antagô-
Drummond. A edição de 17 de julho de 1927 nicas transformações, de acordo com as va-
publicou um comentário à sua revelia, o que riações da política.
provocou enérgica declaração sua, com o As quatro fases descritas devem ser consi-
título "Palavras Peremptórias", desaprovando deradas como meras etapas, porquanto, po-
a malsinada publicação. Conseqüentemente,
liticamente, não teve mais de duas: a inicial,
retirou-se do posto que tanto dignificara. Sua
oposicionista, e as outras, abrangendo o resto
atitude teve ampla repercussão na cidade,
de sua longa vida, governistas.
sendo-lhe então prestada pelos académicos
O Diário de Minas, até o número 36, foi im-
e preparatória nos significativa homenagem,
presso na Tipografia Beltrão, por não esta-
com grande manifestação de apreço pelo
rem ainda montadas suas máquinas e ofici-
gesto de independência que acabara de pra-
nas.
ticar.
No início de sua vida há um fato digno de
Magalhães Drummond foi substituído pelo
registro: a publicação, em folhetins, de
Dr. Leandro Castilho de Moura Costa.
"Rosais", romance para ele escrito especial-
Não sabemos até quando se prolongou essa
mente por Artur Lobo que, até I de janeiro
o
fase.
de 1901, deu ao jornal todo o esforço de seu
Em maio de 1932 reapareceu em quarta fase,
trabalho e de sua comprovada competência.
sob a direção do Dr. Noronha Guarani, pro-
Diversos foram os formatos usados: na pri-
priedade do Sr. Mário Rolla e redação do
jornalista Mário Dias. Trouxe essa edição o meira fase, 57,5 x 42; na segunda, 46,5 x
número 1-2, de 1-2 de maio de ano XXXIII. 31,5; na terceira, 50 x 33 e 54,5 x 39,5 e na
Daí para a frente nada apuramos sobre esta quarta, 45 x 29,5.
tradicional folha, que em todas as fases de Ordinariamente com quatro páginas e seis
sua profícua existência muito elevou e hon- colunas, à exceção de determinada época
rou a cultura mineira e as tradições de nossa da terceira fase em que estampava sete co-
Imprensa. lunas.
(A nmtíw DÁ mmu ofBfio HOMOHIÍ: ws-mt
Azevedo Júnior, ao deixar o Diário de Minas Werneck do que Mark Twain, o adorável
que passava a novos donos, despediu-se de humorista.
seus leitores com a publicação destes adorá- Pouquíssimos sentirão a minha ausên-
veis "Boêmios", que são uma página de ver- cia. Um Cronista não faz falta, mormen-
dades e fina ironia: te quando ele não entoa na gaita do
Está finda a palestra, meu amigo. elogio cantata ao medalhão que passa
Fecho boje a janela e deixo-te em paz. por talento e ao barrigudo que se impinge
Não creio que nos encontraremos mais. patriota...
tu, meu paciente leitor, eu, teu cronista Frases, recordando pela delicadeza e
au jour le jour. mestria os arabescos das velhas catedrais,
Regresso à Tebaida do silêncio e como o que ainda boje pompeiam a
poeta, de que falou Coppée, caminhan- magnificência artística, de certo jamais
do dentro do meu sonho para que tenha escrevi aqui: prosa singela, roceira, ten-
ao menos a ilusão de que ainda há neste do apenas o mérito da coerência e da
mundo algo de bom e de suave... sinceridade.
Fui, muita vez, o clamor do povo, o po- É claro que desagradei aos dominadores
bre onagro ajoujado de impostos por es- desta República, que se me apresenta na
tes almocreves, que são próceres pela compostura de uma bacante ou de uma
mesma razão por que Calígula fez côn- destas burguesitas que aparenta serieda-
sul a Incitatus. de, mas que vão para as capitosas
Em outra, fui o riso, a troça, a alacridade garçonnières...
doidivanas, tudo isso que, cantando o O haver incorrido nas antipatias dessa
hino da alegria, tonifica a alma, a mísera gente— é talvez o meu quinhão de vitó-
alma brasileira lacerada por tantas ria; é sinal evidente de que disse verda-
angústias. des.
Nos dias que correm, saber rir já ê um Jorge Pinto, quando foiforçado a deixar
bem, se as quadras são mais para se ver o Minas, aconselhou aos moços, num
smwwpifíôõim 65
devem considerar que já têm comido Eis aí o que nos foi dado compilar sobre o
muito. Diário de Minas. Mais nào pudemos fazer,
Após o almoço, irão votar na bela da cha- por nào termos a respectiva coleção a nosso
pinha do governo, a chapa que vai alcance. Ligeiro esboço e jamais história.
concorrer para o Coronel Mariano, o O Diário de Minas iniciou suas atividades
grande industrial que toda esta cidade em um prédio situado à Rua da Bahia que,
conhece, seja um dos mais vantajosos demolido depois, foi substituído pelo que
luminares do Conselho que ainda maior tem atualmente o número 868. Daí passou
renome dará à administração do Dr para a Avenida João Pinheiro, 176, esquina
Bernardo Monteiro, cujo vetusto da Rua dos Guajajaras, antiga Casa Artur Haas,
republicanismo não cesso de admirar. local agora (1947) ocupado por uma bomba
Eu, arrumada a trouxa, volto para casa de gasolina.
e quero crer que o Sr. Presidente do Es-
tado dignar-se-á de me permitir que con- A URTtOA 013
tinue a viver aqui nesta sua feitoria. Jornal crítico e humorístico de estudantes da
Podes, tu que foste meu leitor, e tu bur- Faculdade de Direito. Foi mesmo uma ver-
guês, apertar a mão que te estendo nes- dadeira urtiga que pôs a pele de muita gente
tas linhas de despedida. a arder.
A vida me é tarda e compreendo que Deu apenas dois números, o primeiro, a 29
nessa quadra os nervos tornam-se de maio de 1899, que trouxe o número
inamoldáveis aos salamaleques e às cur- 907.661 e o segundo, a 13 do mês seguinte,
vaturas palacianas. com a numeração imediatamente superior.
Sê feliz, bom burguês, e... vá votar, para Tinha por divisa a mesma do Arlequim
que não o façam por ti os fiéis defuntos. Dominico — Ridendo castigai mores, que atri-
Adeusf buiu à papisa Joana XXII.
O cabeçalho, como é natural, sofreu várias Estava, no seu modo de contar, no século
alterações. XXXVI, como atesta o cabeçalho.
67
Formato de 27,5 x 19, quatro páginas e igual logo que se divulgou a deliberação de Aze-
número de colunas. vedo Júnior, toda a população aguardou,
Impressão nas oficinas do Diario de Minas e ansiosa, a realização da promessa.
tiragem de 200 exemplares. O Jornal do Povo era essencialmente políti-
Assim terminou seu artigo de apresentação: co, militando à frente daqueles que combati-
A Urtiga é, pois, um protesto contra a am o governo então no poder.
tristeza geral, uma nota hitare e revolu- Azevedo Júnior, que foi o mais eficiente co-
cionária na pasmaceira habitual desta laborador de Mendes Pimentel no Diário de
pacata cidade. Minas, teve-o como seu no Jornal do Povo,
E... temos dito.
ilustrando suas páginas com memoráveis ar-
Que diferença de tempos! tigos de alta e autorizada repercussão em
todo o Estado.
J O R N A L P O POVO (!•) 014
Motivos vários determinaram a cessação do
Azevedo Júnior, um dos mais dedicados e
jornal, que cerrou suas portas a 30 de no-
operosos auxiliares do Diário de Minas, des-
vembro de 1900, com o número 302 e com
de que este grande órgão passou à nova
menos de um ano de existência.
propriedade e à outra orientação, tratou
O povo, que aplaudia e prestigiava a ação
incontinenti, de fundar um jornal exclusiva-
benéfica do paladino de suas aspirações, re-
mente seu, para poder, livre e sem peias,
exercer à vontade a profissão que sempre cebeu com tristeza e mágoa a dura realidade
honrou e nobilitou. E em menos de um mês, do fato. E em nosso cenário não mais volveu
a 3 de dezembro de 1899, satisfazia seu justo Azevedo Júnior a militar. Desiludido, foi-se
anseio, apresentando ao público o primeiro daqui para Juiz de Fora, onde, a 2 de julho
número do Jornal do Povo, editado com seis de 1901, assumiu a direção de O Pharol,
páginas. que ressurgia sob a chefia do impoluto
Tal foi a acolhida, que se fez mister segunda político mineiro Cesário Alvim, falecido a 3
edição, fato até então aqui desconhecido. Não de dezembro de 1903, em plena atividade
constituiu isso nenhuma surpresa, porque, de suas funções jornalísticas.
68 tWftíito Bi IMPtMi Bf Bflô HOMOnU: 1895-1954
Anos depois, de parceria com Mário Brandão, criando-lhe toda a sorte de embaraços. Afinal,
fundou A Comedia, revista semanal ilustrada, um seu devotado e prestimoso amigo, Sr.
crítica e humorística, que muito sucesso al- Carlos Maciel, proprietário da Confeitaria
cançou na ocasião. Teve, porém, vida Acadêmica, situada à Rua da Bahia, hoje, 924,
efêmera, pois saíram apenas nove números, cedeu-lhe cômodos de seu estabelecimento
de 4 de junho a 31 de julho de 1904. comercial e neles foram instaladas a redação e
Pro pátria, pro populo, a divisa do Jornal do oficinas do Jornal do Povo, provisoriamente.
Povo, jamais deixou de ser fielmente cum- A Confeitaria Acadêmica era o quartel gene-
prida. ral das novidades e tricas políticas daquele
Esta folha foi a quarta publicada diariamente tempo e onde mais se falava mal do Gover-
nesta Capital, tendo como gerente, até 1° de no e da vida alheia.
fevereiro de 1900, outro jornalista de escol, A 9 de janeiro de 1900, passou o jornal para
Artur Joviano, que posteriormente fundou e a Avenida Liberdade (João Pinheiro), hoje
dirigiu a excelente Folha Pequena. 202-10, prédio então conhecido por Palacete
O Jornal do Povo do primeiro ao último nú- Tricoli, nome do seu dono, um ricaço italia-
mero manteve inalterada a feição material. no. Anunciando essa mudança, o Jornal do
Formato de 41 x 26,5, quatro páginas e cinco Povo estampou, no número 30, de 6, uma
colunas, com a tiragem de 2.000 exemplares. nota em que verberava acremente o proce-
Impresso nas máquinas que pertenceram ao dimento daqueles que pretenderam impedir
Estado de Minas, de Ouro Preto, cedidas por sua instalação e também agradecia a quem o
seu proprietário, Dr. Antônio Olinto dos San- salvara de tão aflitiva situação. Finalmente, a
tos Pires. 10 de abril seguinte mudou-se para a Rua
Azevedo Júnior fez tudo o que foi possível do Espírito Santo, 945, atual, aí encerrando,
para arranjar um cômodo destinado à instala- meses depois, sua gloriosa vida.
ção do jornal. Nada conseguiu, porque todos Façamos, agora, uma resenha da matéria
tinham medo de satisfazer seu grande e justo publicada pelo jornal.
anseio, temendo as iras do Governo, que Estampava ótimas seções permanentes como
sempre se intrometia na vida do jornalista, "Boêmios", "Biscates", "Araras e Papagaios"
69
"Ontem e Hoje". "Boêmios" e "Biscates" eram "Ontem e Hoje" era a análise crítica e com-
de autoria de Azevedo Júnior. Em "Boêmi- parativa da efeméride do dia, com fatos e
os", brilhante crônica diária, Azevedo Júnior acontecimentos similares da época. Trazia a
comentava todos os acontecimentos em assinatura Y. "Araras e Papagaios", interes-
evidência, em seu admirável estilo, adequa- sante seção que tudo observava e comenta-
do a cada caso em foco. Há "Boêmios'' que va, era assinada por Periquito, Maitaca e
sào legítimas páginas literárias. Usava seu Cardial, conforme o assunto tratado. As duas
autor, o pseudônimo de Pif. seções também eram de autoria de Azevedo
"Boêmios" e "Biscates" ilustraram também a Júnior, que fazia todo o jornal, do artigo de
primeira fase do Diário de Minas. "Biscates" fundo à mais pequena notícia.
representavam a sátira fina e mordaz, em Até o número 100, de 31 de março, Bento
termos, porém, que não feriam a suscetí- Ernesto Júnior deu ao Jornal do Povo o bri-
bilidade de ninguém. Mesmo para aqueles lho de seu talento, publicando as apreciados
que foram seus contemporâneos, como nós, "Bilhetes Literários".
já há "Biscates" que se tornaram verdadeiras Aurélio Pires, o mestre do vernáculo, o mi-
enigmas, pela sutileza da concepção ou pela moso e perfeito estííista, escrevia "Foíhas
momentânea repercussão do assunto tratado. Esparsas", com o sugestivo pseudônimo de
Em sua maioria, produções dessa natureza Peregrino. "Folhas Esparsas" faziam as delí-
não ultrapassam sua época. cias do espírito dos leitores.
No corpo dessa seção seu autor publicou, Heitor Guimarães, com toda a sua mestria
até o número 111, de 15 de abril, "Quilos jornalística, redigia "Por Alto", com o pseu-
de Prosa", com o pseudônimo de H. Pato, dônimo de Vaugirard.
irônica imitação de idêntica seção do Diário Mendes Pimentel, que ordinariamente só usa-
de Minas, "Metros em Prosa", de autoria do va as iniciais M. P., estampava memoráveis
Sr. Álvaro Novais, que usava o pseudônimo artigos políticos que empolgavam a opinião
de H. Pito. "Metros" e "Quilos" eram redigidos pública de todo o Estado, pela transcrição
em prosa rimada. dos mesmos em vários jornais do interior.
70 IMtiiátlO Bi IMMliSi BfSfW HQMÔNlf: 1895-1954
Muitos outros colaboradores políticos ilustra- Nada mais improcedente, nada mais chocante.
ram as colunas do Jornal do Povo, como as Pessimista jamais. Nem sequer um visionário
grandes figuras de Francisco Sá e João Batis- e sim um propositadamente incompreendido
ta Martins. por certa grei de seu tempo. Incompreensões
A parte literária propriamente dita não foi por deliberadas e escusas conveniências, que
objeto de principal preocupação da direção. não toleravam seu gesto de bater-se pelo
Só esporadicamente apareciam composições bem coletivo e pelo triunfo da igualdade de
de Afonso Pena Júnior, Salvador Pinto Júnior, direitos, sempre e em todas as eras sonegados
Teodoro Ribeiro Júnior, Bento Ernesto Júnior, aos pequenos.
Ernesto Cerqueira, Juvenato Horta, Álvaro E ele, indiferente a todos os conceitos que
Viana e outras intelectuais. giravam em torno de sua conduta, continua-
No artigo editorial pontificava Azevedo Júnior, va, impávido e sereno, na pureza de seus
refletindo seu temperamento e sua fibra de sentimentos e no encantamento de seus ide-
lutador incansável e destemido. Pureza e sin- ais, a pugnar com firmeza pela moralização
ceridade eram o seu lema, pois todos os atos de nossos costumes políticos e administrati-
de sua vida foram assim pautados. vos.
Paladino intransigente das boas causas, nun- Seria pleonasmo dizer que nada alcançou.
ca deixou de estar ao lado delas e dos Não há quem resista ao baluarte da politica-
desprotegidos da sorte, vítimas de quaisquer gem, essa praga daninha que sempre me-
atentados a seus direitos. Defendia o pobre, o drou no Brasil, entorpecendo a marcha de
perseguido, com todo o ardor e desinteresse. seu progresso.
Pela franqueza e desassombro com que es- Azevedo Júnior, que sempre viveu em hon-
crevia, em linguagem clara, positiva e sem rada pobreza, poderia galgar os mais altos e
rebuços, encarando o mundo e suas necessi- elevados postos de qualquer setor da vida,
dades de maneira bem diversa da dos ou- se se alistasse na leva dos turiferarios do
tros, isto é, pelo prisma da realidade e não Poder, mas sua feição moral repelia qualquer
das conveniências, foi injustamente acoima- atitude dessa natureza. Jamais dobraria a
do de pessimista. cerviz altiva visando a interesses subalternos.
KSBWÍDÕSPfillÓDKOÍ 71
resse para ser julgado com serenidade. A 22 A inclusão do Almanack da Cidade de Minas
de abril de 1923 foi inaugurada, na Praça da neste trabalho não deve causar reparo. Justi-
Liberdade, a herma de Azevedo Júnior. Na fica-se plenamente, porque os almanaques
solenidade falou o então Deputado Dr. Fidélis da natureza deste, nada mais são do que anu-
Reis que, em eloqüentes palavras e frases ários, e estes sempre figuraram em todos os
lapidares, pôs em destacado relevo a vida e trabalhos sobre imprensa. Quanto ao nome
obra do emérito jornalista. empregado, mera questão de época. Nin-
72 llMtÁgiÔOá iimMà DfBftÕ HÕMÕM: 1895-1954
A única publicação desse gênero, que ainda notabilidades comerciais, industriais e pro-
conserva o nome primitivo, é o centenário fissionais. Na parte literária, nada de inédito:
"Almanaque Laemert", por força da tradição. tudo transcrição de trabalhos de autores brasi-
As publicações que hoje por aí pululam, com leiros e estrangeiros. Nessa parte foram inter-
o nome de almanaques, são apenas folhetos calados logogrifos, charadas e anedotas.
de propaganda de laboratórios farmacêuticos O Almanack da Cidade de Minas é um valio-
que não se confundem com os de tipo anuá- so subsídio para a história de nossas ativida-
rio. des nos primeiros tempos da Capital.
Justificado, assim, o nosso ponto de vista,
descrevamos o almanaque em apreço. T R I B U N A CATHOUCA 017
Só foi distribuído um volume, em janeiro de Para substituir o extinto D. Viçoso, órgão ofi-
1900. Teve por organizador o Sr. Joaquim cial da Diocese de Mariana e que nessa ci-
Ramos de Lima, então Secretário da Prefei- dade se publicava, o Padre Francisco Martins
tura, que o fez imprimir nas oficinas da Im- Dias fundou a Tribuna Catbolica, cujo apa-
prensa Oficial. recimento se deu a 19 de março de 1900.
Formato de 16 x 9, 230 páginas, além de 28 Publicava-se semanalmente, aos domingos.
destinadas a anúncios. Seu diretor quis torná-la diária, mas não con-
Na capa, desenhada por Pinheiro, vê-se es- seguiu levar avante tão louvável propósito,
tampado o brasão da cidade, além dos dize- não obstante a publicação de um veemente
res próprios da publicação. "apelo patriótico ao clero e ao povo mineiro"
O Almanack dividia-se em cinco partes: a expondo o programa e as diretrizes da nova
l , com calendários e informações; a 2', con-
1
fase projetada e solicitando a adesão de to-
tendo a descrição da administração do Estado dos. Esse apelo ocupava três colunas do jor-
e da cidade; a 3 , com a relação dos comer-
a
nal e, apesar de aprovado pela autoridade
ciantes, industriais e profissionais e das ins- diocesana, não foi ouvido nem correspondido.
mmmmôõm 73
A publicação diária estava subordinada à con- A Tribuna Catholica tinha oficinas próprias,
dição de angariar 1.000 assinaturas pagas, a que funcionaram primeiro à Rua da Bahia,
10$000 (dez mil réis) anuais. Frisou que seria atualmente 1200 e, em seguida, à Rua
o jornal mais barato do Brasil e o primeiro Sergipe, esquina da de Timbiras, em prédio
diário católico do Estado. depois demolido e que deu lugar ao atual
Realmente, nada mais barato do que uma número 129. Foram essas oficinas as mesmas
folha diária a 10$000 por ano, mesmo para que serviram ao Bello Horizonte.
aquela época. Nem assim apareceram os Formato de 40 x 27, quatro páginas e cinco
1.000 subscritores desejados. colunas. Cabeçalho sempre o mesmo e tira-
Ao despedir-se das íídes jornalísticas, quei- gem de 1.600 exemplares.
xou-se o diretor da Tribuna Catholica do fra- A Tribuna Catholica foi um bom jornal, ten-
casso daquela tentativa, que tanto trabalho do cumprido fielmente a missão que lhe pe-
lhe dera e tantas despesas não recompensa- sava sobre os ombros, de defesa e elevação
das acarretara. Diário Catholico seria o nome dos princípios católicos.
da sonhada folha.
De novembro de 1901 a 2 de fevereiro de LOTUS 018
1902, esteve com a publicação suspensa. Excelente periódico, fundado por uma plêi-
Com o n° 85, de 23 de maio desse último ade de talentosos moços, em sua maioria es-
ano, encerrou o ciclo de suas atividades. Das tudantes de Direito.
palavras com que se despediu, destacamos Genuinamente literário, era dirigido por uma
estas, que bem traduzem a mágoa de seu comissão composta de três membros, eleita
diretor: mensalmente pela sociedade de Lotus, que
Somos, pois, forçados a suspender a pu- para sua publicação se fundara. A do pri-
blicação de Tribuna Catholica, por falta meiro número compôs-se dos Srs. Edgar da
absoluta de recursos, e o fazemos com Mata Machado, Francisco de Sales Correia
verdadeiro pesar, pois a imprensa tem Mourão e Cícero Arpino Caldeira Brant e a
para nós um imã que nos atrai, nos se- do último, dos Srs. Ernesto Cerqueira,
duz, nos encanta e nos arrasta. Benjamim de Lima e Marcos Rios.
74 tUMÁtWõi imiHSà KBftÕ HOÍÜOHIf 1895-1954
Jornal muito bem escrito, estampando pro- aditou ao título o artigo. Justificando a mu-
duções originais não só de seus fundadores dança de nome, disse que dessa forma pro-
como de competentes colaboradores, pro- cedia para evitar confusões com o Minas Ge-
metia fazer carreira e no entanto não passou rais. Já era ter pretensões!
de cinco números, o primeiro de 5 de abril Publicava-se ora semanal, ora quinzenalmen-
de 1900 e o último de 8 de julho seguinte. te.
Impressos os números 1 e 2 nas oficinas da Propriedade e direção de Viana & Irmãos,
Tribuna Catholica e os restantes nas oficinas Srs. José e Armando Viana.
da Imprensa Oficial, com a tiragem de 500 Variou tanto de cabeçalho como de formato.
exemplares. Conhecemos três cabeçalhos e os formatos
O número 2 trouxe um suplemento, impres- de 17,5 x 13, com três colunas, e 25x18,5,
so na última das citadas oficinas. com as mesmas três colunas e depois quatro.
O número 4 foi distribuído a 2 de junho, dia Todos, no entanto, com quatro páginas.
do assentamento da pedra fundamental da
Capela, hoje, Matriz de Lourdes. Na cavidade A VIOLE» (I ) a
020
dessa pedra foi lançado um exemplar deste Jornal literário fundado por diversos sócios
jornal, bem como de outros em curso na data. do "Club das Violetas", importante associa-
Formato de 32 x 22, quatro páginas e quatro ção recreativa que existiu nesta Capital. Com-
colunas. pletando o título, trazia estas palavras:
Rigorosa feição material em todas as edições. flor... de papel impresso, cultivado por
Lotus foi dos melhores jornais do gênero aqui um grupo de jardineiros do Ideal, para
publicados. as senhoritas que enchem os salões do
Club de espirito e graça.
O D I S C Í P U L O (1»> 019 De Raul Pompeia adotou o lema — Viver é
Encetou a publicação com o nome de Minas, vibrar.
a 17 de abril de 1900, passando a denominar- Perfumou os salões do clube apenas duas
se Discipulo a 23 de setembro de 1901, com vezes, a 14 de julho e 9 de setembro de
o número 22, do ano II. Posteriormente, 1900.
mammnnôBiíos 75
percentagem esmagadora, para bem dizer Paraopeba, hoje, Augusto de Lima, 142, atu-
absoluta. al.
Tiragem de 120 exemplares.
O PINGO 022 Adotou três cabeçalhos distintos, um para o
Propriedade e direção dos Srs. Edgard número 1, outro para o número 2 e outro
Schimitd, Otávio Pena e Olavo Drummond. para os restantes.
Apenas quatro números saíram; o primeiro, Formato de 13 x 7,5, para o número 1 e 18
a 3 de agosto de 1900 e o último, a l g
de x 12, para os seguintes.
janeiro do ano seguinte. O número inicial não trouxe o artigo O do
Impresso o primeiro número na tipografia
título.
de Joviano & Cia. e os outros, na dos Srs.
Viana & Cia.
A FORMIGA 024
Formato de 17 x 12,5, quatro páginas e duas
Não ultrapassou o número 6, pouco mais da
colunas.
média de edições dos pequenos jornais.
Publicação quinzenal e tiragem de 150 exem-
O primeiro saiu a I de novembro de 1900
o
plares.
e o último, a 1° de fevereiro seguinte.
Cabeçalho de vários formatos.
Pequeno formato, 12,5 x 9, quatro páginas e
duas colunas. Cabeçalho sem modificação.
O ZEPHYRO 023
Impresso na tipografia do Fórum, com a ti-
O Zephyro publicava-se quinzenalmente, ten-
ragem de 100 exemplares.
do como proprietários e redatores os Srs.
Direção do Sr. Amaro Horta Drummond.
Tancredo Martins, Agenor de Sena e Elói Cor-
tes.
O PERIQUITO 025
Apenas cinco números foram publicados, de
10 de outubro de 1900 a 28 de fevereiro de Data de 8 de novembro de 1900 sua publi-
a publicação de A Reforma, cujo primeiro A primeira fase teve por diretor o ilustre
número (o quinto do ano terceiro de publi- jornalista, Comendador João Augusto da Silva
cação em nosso País) trouxe a data de 7 de e dedicava-se ao comércio, indústria e arte,
março seguinte. Dois meses depois, a 5 de educação e ensino, ciências e letras. Prolon-
gou-se até 31 de março de 1902 com publi-
maio, suspendeu a publicação, transferindo-
cação bissemanal, às quintas-feiras e domin-
se para Santo Antônio do Machado, onde re-
gos.
apareceu a 4 de julho.
A segunda começou a 6 de maio seguinte
Tinha oficinas próprias, montadas à Avenida
com o número 94, e não a i * , como prome-
Amazonas, com prelo manual.
tera, sob a direção e gerência do acatado
Grande formato, 46 x 31,5, quatro páginas e
jornalista, o saudoso Artur Joviano. Nesta fase
seis colunas.
eliminou do título o artigo O, adotado na
A Reforma foi acérrima defensora de suas
primeira.
crenças e de seu programa.
Publicação diária, menos às segundas-feiras.
Publicava-se semanalmente, tendo mantido
A tiragem da primeira fase orçava em 2.000
o mesmo feitio em todos os números.
exemplares, acrescidos de mais 500 na
segunda.
COMMERCIO P E MINAS 034
Três foram os formatos apresentados: na pri-
A 31 de março de 1901, saiu o número 1 meira fase, 47 x 31,5 e na segunda, de 41 x
deste jornal que, apesar dessa numeração, 26,5 e 49 x 33,5, este do número 425 até o
foi considerado como número-programa pela fim. Com tal aumento de formato, foi outros-
direção. sim aumentado o número de colunas de cin-
80 limiàtlO Di IMPiMSi QfSílõ HQUIOHH: 1895-1954
co para seis. Sempre com quatro páginas. Já ninguém mais se lembrava de A Propa-
No número 540, de 31 de outubro de 1903, ganda e eis senão quando ressurge ela, qua-
a direção anunciou a suspensão temporária se cinco anos depois, a 22 de julho de 1906,
da publicação do jornal, para dar-lhe nova com o número 3, completamente reformada.
organização, introduzir vários melhoramentos Publicou 17 números, o último datado de I o
e aumentar o corpo de redatores, sob a dire- de janeiro de 1907, que saiu com o número
ção de um de nossos melhores jornalistas. 16, duplicata de numeração da anterior edi-
Vã esperança. Ao invés do cumprimento des- ção.
sa bela promessa, o que vimos foi seu desa- Os primeiros exemplares da edição de 23
parecimento da arena jornalística, que tanto de setembro de 1906 saíram com o número
honrou e tanto ilustrou. E desta maneira per- 10, quando se tratava do número 11. Houve,
demos um grande órgão de publicidade. no entanto, oportuna retificação.
Redação e oficinas à Avenida Liberdade, hoje, Publicação semanal, aos domingos, mas muito
J o ã o Pinheiro, números 164-170, atuais, e irregular.
depois à Rua da Bahia, 1005, antigo prédio, Os dois primeiros números tiveram o forma-
hoje substituído pelo de número 1004. to de 27 x 19, quatro páginas e quatro colu-
nas, e os demais 38 x 27, também com qua-
A PROPAGANDA 035 tro páginas mas com cinco colunas.
Jornal de propaganda comercial da Livraria Um cabeçalho para os números 1 e 2 e outro,
Joviano & Cia., estabelecida à Rua da Bahia do número 3 até o último. O segundo cabe-
1005, em prédio posteriormente demolido çalho era gravado, trabalho das oficinas do
para dar lugar ao atual, que tem o número Jornal do Brasil.
1004. A Propaganda, a par da matéria de sua fina-
O primeiro número foi publicado a l fl
de lidade, publicava literatura, curiosidades,
junho de 1901 e o segundo, a 30 de setembro humorismo, etc.
seguinte, com o qual suspendeu a publica- Tiragem de 5 0 0 0 exemplares e distribuição
ção. gratuita.
mdmBOSPsnóBfcõs 81
número 2 de O Sal, fez O Norte, entre outras infausto e prematuro passamento, uma
apreciações, as seguintes: poliantéia dedicada à memória de Arthur
...Por mais que a nossa indulgência Lobo, o saudoso autor de "Evangelhos" e de
queira, no silêncio ou no elogio, ampa- "Rosais". Dessa publicação tiraram-se 500
rar as várias manifestações da arte que, exemplares.
como esta surgem em Belo Horizonte, Formato de 32 x 24, 17 páginas, além da
não podemos calar a má impressão e capa, na qual se encontram os dizeres Arthur
desalentador efeito que elas nos dei- Lobo, em diagonal, repetidos na folha-de-
xam .... Vem agoraO Sal que,precisando rosto.
ter algum gosto e alguma propriedade, é À página 3, onde se lê "Homenagem a Arthur
um violento purgante, um intolerável Lobo", vem estampado o retrato do homena-
Sal... amargo. geado e transcrito o sorteio de sua autoria
Traz entre outros um retrato que acon- "Epopéia Universal".
selhamos à sua redação guardar bem Apreciável colaboração, em prosa e verso,
guardado — tem a tvdiosa e econômica dos seguintes intelectuais: Augusto de Lima,
propriedade de servir para todo mundo. Mendes de Oliveira, Bento Ernesto Júnior,
Quando fizer anos o Botelho, o Jaime, Pelayo Serrano, Fidé Yori, Arthur Mendes,
seus filhos, qualquer graúdo enfim, é Aurélio Pires, João Camelo, Prado Lopes e
impingir o tal retrato e mudar o nome. A. Marcos Lobo.
E assim por diante, no mesmo diapasão. Fecha a homenagem o apelo da comissão
O que mais admira em tudo isto não é O que, pelas colunas do Diário de Minas, le-
Norte ter escrito, mas sim O Sal ter transcrito vantara a idéia de se erigir, no Parque Muni-
tão amáveis conceitos a seu respeito. cipal, um monumento à memória do saudoso
poeta.
A R T H U R LOBO 039
Por iniciativa de vários literatos, foi impressa O FRANGO 040
nas oficinas da Imprensa Oficial e distribuída Em novembro de 1901, nasceu este frango
a 25 de outubro de 1901, 30° dia de seu e logo no primeiro número foi depenado.
84 imtíilOBi IMttMi HOtílOHU: 1895-1954
Teve como redatores... os filhos da Can- Tiragem de 1.000 exemplares, número que
dinha. poderá ser alterado por determinação do
Formato de 16 x 10,5, quatro páginas e duas Governo.
colunas. O primeiro fascículo publicado e correspon-
Não podemos assegurar, mas pelo aspecto dente ao primeiro trimestre de 1896 só foi
tudo nos faz crer ter sido impresso nas ofici- distribuído a 11 de maio. O primeiro aqui
nas da Tribuna Catbolica. vindo à luz da publicidade foi o referente
aos primeiro e segundo trimestres de 1901,
R E V I S T A DO A R Q U I V O P Ú B L I C O distribuído em janeiro de 1902.
MINEIRO 041 Tem como diretor nato o diretor da respecti-
Deve esta revista sua existência ao Art. 8 o va repartição, conforme determina o já cita-
da Lei n° 126, de 11 de julho de 1895, que do Art. 8 .
Q
criou o Arquivo Público Mineiro, cuja sede Foi seu primeiro diretor o eminente historia-
era em Ouro Preto. dor Comendador José Pedro Xavier da Veiga,
O projeto de que se originou essa lei foi autor das "Efemérides Mineiras" e falecido a
a p r e s e n t a d o à Câmara pelo Deputado 8 de agosto de 1900.
Levindo Ferreira Lopes, em sessão de 4 de O Art. 2° do Decreto 1.479, de 21 de outubro
junho de 1894. Destina-se à publicação de de 1901, de acordo com o disposto no Art.
trabalhos históricos, biográficos, topográficos, 11 da Lei 318, de 16 do mês anterior, anexou
estatísticos, etc. o Arquivo Público Mineiro à Secretaria do
Impressa nas oficinas da Imprensa Oficial, Interior, constituído em nova diretoria, a cuja
de conformidade com o citado Art. 8°. frente continuou o eminente poeta e literato
Publicação trimensat, podendo, no entanto, Dr. Antônio Augusto de Lima, diretor da an-
ser publicada mais vezes, desde que seja tiga repartição, para a qual fora nomeado a
conveniente, nos termos do Art. 45 do regu- 31 de janeiro de 1901.
lamento da repartição, promulgado pelo De- O Arquivo Público, transferido de Ouro Pre-
creto n° 860, de 19 de setembro de 1895. to em conseqüência dos dispositivos legais
85
acima citados, começou a funcionar nesta Formato de 24 x 16, quatro páginas e três
Capital em janeiro de 1902. colunas.
Por deliberação do Governo, de 18 de no- Redação à Avenida Maneio, n I. ü
vembro de 1914, foi suspensa a publicação O Prego foi um jornal que fez sucesso, pelo
da Revista, que só reapareceu em 1921, mas seu tom álacre e pela correção de sua lin-
publicada com muita intermitência até 1937, guagem.
desde quando está outra vez fora de circula-
ção. Condenável semelhante suspensão, que A C A P I T A L (2*) 043
muitos transtornos têm trazido aos estudio- Folha destinada à propaganda de A Capital,
sos, privados que se acham dessa seleta fonte estabelecimento comercial de propriedade
de consultas, tão necessária e indispensável do Sr. Raul Mendes, à Rua da Bahia, 1087,
ao bom êxito de suas lucubrações históricas. local hoje ocupado por novo prédio, que
Em sua especialidade, a primeira publicada tem o número 1076.
no Estado. Temos outra hoje, a do Instituto Publicou um único número, a 3 de junho de
Histórico. 1902, com o formato de 24 x 16, quatro
páginas e três colunas.
O PREQO 042 Impresso na Tipografia Beltrão, com a tira-
Periódico crítico e humorístico, dirigido por gem de 1.000 exemplares, distribuídos gra-
um grupo de estudantes de Direito. tuitamente.
Trazia por divisa: Ridiculum acri — Fortius
et melius magnas plerumque secat res HEUANTHO 044
Horácio. Satyras. Não passou do primeiro número, datado de
Saíram quatro números, o primeiro a 21 de 15 de junho de 1902.
maio de 1902. A 18 de outubro do mesmo Propriedade da sociedade publicadora do
ano, deu o prego. Heliantho. Comissão diretora: Srs. Navantino
Impresso na Tipografia Beltrão, com a tira- Santos, Auto Sá, Júlio Brandão Filho e o ma-
gem de 300 exemplares. logrado moço João Elói da Costa Camelo.
86 IHHUitlQ Di lâttMi DfSfW HOMONtt: 1895-1954
Suas divisas: Corrige hoc et boc, sodes Publicou somente dois números, em julho e
(Quintiliano); Mens agitai molem (Virgílio, agosto de 1902, este só distribuído no fim
Eneida). do ano.
Impresso na Tipografia Joviano & Cia., à Rua Formato de 19 x 13,5, 40 páginas sem nu-
da Bahia, 1005, com a tiragem de 500 exem- meração e coluna aberta.
plares. Cuidada impressão, em ótimo papel, de
Tinha o formato de 27 x 19, quatro páginas Joviano & Cia., com a tiragem de 500 exem-
e outras tantas colunas. plares.
Pelo número publicado, Heliantbo prometia Capa artística e muito original, desenhada e
vencer no mundo das letras. gravada em São Paulo.
Dirigida pelo Sr. Álvaro Viana, tinha como
IL MARTELLO 045
colaboradores Jacques DAvray (Dr. Freitas
Segundo periódico escrito em italiano aqui
Vale), Alphonsus de Guimaraens, A. Batista
vindo à luz. Propriedade e direção do Sr.
Pereira, Guerra Duval, Padre José Severiano
Júlio Buoncompagni.
de Resende, Augusto Viana de Castelo, Edgar
Apenas um número, a 27 de julho de 1902.
da Mata Machado, Arcângelo de Guimarães
Formato de 15 x 10, quatro páginas e duas
e Horácio Guimarães.
colunas.
Não compreendemos a razão de ser do nome
Impresso na Tipografia Viana & Cia. e tira-
escolhido para o título, pois, como se sabe,
gem de 100 exemplares.
Horus era um deus egípcio, representado
Redação à Rua do Prego, n° 5, o inverso de
ora por um gavião, ora por um homem com
O Prego, que tinha a sua à Avenida Martelo,
cabeça de gavião.
n* 1.
CARAMURU 047
HORUS 046
Revista de arte e literatura, de poetas Revista literária, de publicação mensal. Ór-
simbolistas, admiradores de Verlaine e de gão do Grêmio Literário Santa Rita Durão,
Cruz e Souza. era dirigida por uma comissão de sócios.
umasDOSpsáxos 87
Foi auspiciosamente lançada a público no valho, Pedro Carlos da Silva, Navantino San-
dia 18 de agosto de 1902, ilustrada com o tos, José de Magalhães Drummond, Josias
retrato do grande poeta satírico Padre-Mestre de Azevedo, Eduardo Cerqueira, João Camelo,
Correia de Almeida, "padre que apenas diz D o n a t o Andrade, Amédée Péret, J o ã o
missa — vate que não faz eneida". Stockler, Alfredo Albuquerque, Pedro Chaves,
Antes de iniciar suas atividades ordinárias, Franklin Abranches e Álvaro Pena.
publicou uma poliantéia comemorativa do O Grêmio nasceu sob bons auspícios. Para
primeiro aniversário do Grêmio, datada de 5 atestá-lo, basta relancear a vista sobre os no-
de junho de 1901, cujo aparecimento fora mes dos sócios que o integravam, para logo
anunciado para 13 de maio. nos certificarmos de que todos se salienta-
Adotou a divisa: Da veniam, scriptis quorum ram na vida, cada qual no ramo de atividade
non gloria nobis, causa, sed utilitas fuit de seu gosto e predileção. Alguns já se foram,
(Ovídio). e entre eles o nosso querido e saudoso ami-
Em janeiro de 1903, distribuiu o quarto e go Álvaro Pena, morto na flor de radiosa
último número, datado de novembro anterior. mocidade, quando a vida lhe sorria com to-
Formato de 19 x 11, 16 páginas e coluna dos os encantos de que era digno e merece-
aberta. dor.
A poliantéia e os números í e 2 foram im- Caramuru foi uma revista diferente das an-
pressos na Tipografia Beltrão e o número 3, teriores, que se filiaram à escola simbolista.
na Tipografia Batista, de Cataguases. Não Modesta e sem pretensões, mas firme e con-
conhecemos o número 4. fiante, venceu, porque deixou um rastro
Tiragem média de 200 exemplares. inapagável de sua proveitosa existência.
Capas dos números 1 e 2, perfeitamente
iguais e a do número 3, com pequenas LA VOCE P E L C U O R E 048
variantes. Jornal de publicação quinzenal, de proprie-
Faziam parte do Grêmio, entre outros, cujos dade e direção do Sr. Júlio Buoncompagni
nomes não constam das revistas, os Srs. que antes dirigiu // Martello e, como este,
Jacques Maciel, Auto de Sá, Olímpio de Car- escrito em italiano.
88 lUMtiMQ QÁ tmmi 0(8(10 HOSUOHK: 1895-1954
a seis. Estranhavelmente, o número 5 está restantes o foram por seu irmão Augusto
datado do Rio de Janeiro. Soucaseaux.
O número 1 trouxe o nome — O Álbum do Francisco Soucaseaux faleceu a 24 de se-
Estado de Minas, abreviado para Álbum de tembro de 1904, em sua terra natal, Vila de
Minas nos outros. Formatos os mais varia- Barcelos, Portugal.
dos, desde 47 x 33,5, quatro páginas e seis O lutuoso acontecimento determinou a vin-
colunas (número 1), até 22 x 14,5, quatro
da de seu irmão Augusto Soucaseaux, para
páginas e duas colunas (edição sem núme-
dar prosseguimento à grandiosa obra que o
ro).
pranteado artista idealizara e que constituiu
Foram impressos nas seguintes oficinas: nú-
a constante preocupação de seus últimos anos
mero 1, Beltrão & Cia.; número 2 e edição
de vida. Sob a direção do substituto, veio à
sem número, Imprensa Oficial e número 3,
luz o primeiro fascículo de tão esperada pu-
Leon de Renes & Cia., do Rio de Janeiro.
blicação, em abril de 1906.
Não conseguimos identificar precisamente o
Fracasso completo. Em nada correspondeu à
local de impressão dos números 4 e 5, mas
expectativa, tanto que seu autor desistiu da
tudo indica terem saído da última dessas
empresa. Nem de longe havia símile entre o
oficinas.
que foi apresentado e o plano grandioso pre-
Estes dois números se desviaram lamenta-
viamente traçado.
velmente de seu principal objetivo, que era
Só o gênio criador de Francisco Soucaseaux
o de propaganda da obra, ocupando-se so-
seria capaz de nos dar obra digna e de me-
mente em acusações a distinto artista encar-
regado da parte estética e decorativa do recimento. O sucessor, que mais visava a
Álbum e que abandonou o encargo, por proventos materiais do que mesmo à gran-
divergências com o organizador. diosidade do cometimento, não soube seguir
A tiragem oscilou de 2.000 a 3-000 exem- as pegadas do Mestre, por faltar-lhe o alto
plares, de distribuição gratuita. gosto artístico e a invulgar capacidade técnica
Só o primeiro número do Álbum de Minas e profissional que sobravam no velho
foi organizado por Francisco Soucaseaux. Os Soucaseaux.
90 iimabwúà latim* ufsfiú mmoHih ws-mi
Um fato que muito contribuiu para abalar o O Freio, atalaia avançada da regeneração de
ânimo do incansável promotor de tão gran- costumes. É nobre, é muito nobre a sua
diosa obra foi a rejeição, a 12 de setembro missão...!
de 1ÇX)3, pelo Senado, e já em segunda dis- Depois disso, nada mais é preciso acrescentar.
cussão, do projeto n° 23, da Câmara, conce- Formato de 26 x 17, quatro páginas, três
dendo-Ihe o auxílio de 30 contos de réis colunas e impressão de Beltrão & Cia.
para a publicação do Álbum de Minas. A 2 Trazia por lema: Alteri calcaria adhibere,
de setembro de 1904, foi também rejeitada alteri faevos (Cie).
pela Câmara a emenda apresentada à Lia-se no cabeçalho:
Comissão de Orçamento mandando auxiliar, Redatores, Neto e Mota — Redação, Rua
com a mesma importância e para o mesmo dos Guajajaras — Tipografia do Arauto,
fim, o grande artista e benfeitor de Belo em Cataguases — Toda e qualquer
Horizonte. correspondência deve ser dirigida ao Sr.
G. Leite, à Rua da Babia.
O FREIO 052 Só quem conheceu, como nós, o meio ambi-
Desvirtuando criminosamente os nobres pos- ente daquele tempo, pode julgar da maldade
tulados da Imprensa, foi distribuído, à sorrelfa, que tais indicações encerravam.
debaixo das portas, na madrugada de 28 de Conhecida a oficina impressora, fácil foi a
agosto de 1903, um jornal com o título supra. tarefa da polícia em identificar o responsável
Jornal, não; um repelente pasquim. pelas pasquinadas, que desapareceu da ci-
Seu aparecimento causou a mais viva repulsa dade, tão logo desconfiou das providências
da população, pelas soezes diatribes e desa- contra ele tomadas.
bridos termos usados contra tudo e contra
todos, especialmente contra a pessoa de ve- EVOLUÇÃO 053
nerando e respeitável magistrado, então pro- Esta folha, editada em papel superior, era
fessor de uma de nossas escolas superiores. dirigida pela seguinte comissão redatora: Srs.
No editorial, teve O Freio a suprema audácia Salvador Pinto Júnior, Josias de Azevedo,
e a inaudita coragem de escrever: ... surge Pedro Carlos da Silva e Prado Lopes.
91
Como tantas outras, teve vida efêmera, pu- nas das três edições. Essa colaboração foi
blicando só três números, a 22 de novembro solicitada pela direção e por ela sugerido o
de 1903, l g
de janeiro e fevereiro de 1904. tema.
Rigorosa feição material e impressão da Ti- Revista Mineira foi, inegavelmente, das me-
pografia Beltrão. lhores publicações aqui editadas.
Formato de 20 x 13,5 e coluna aberta- As
páginas eram de numeração contínua, atin- FOLHA PEQUENA 056
gindo a 96 nos três números. A novidade implantada pelo Diário de Minas
Notamos a colaboração dos seguintes inte- em nossa Imprensa foi imitada por Folha
lectuais: Pereira da Silva, Alphonsus de
Pequena, que deu um número-prospecto a
Guimaraens, Bastos Tigre, Afrânio de Melo
1° de janeiro de 1904. O primeiro de publi-
Franco, Oscar Lopes, Brant Horta, Nelson de
cação ordinária saiu a 12.
Sena, Stockler Coimbra, Assonipo de Sarandy
Folha diária sem ligações partidárias, teve
Raposo, João Camelo, Belmiro Braga, Artur
como proprietário e diretor o belo espírito
Guimarães, Bernardo Guimarães Filho,
do boníssimo Artur Joviano, jornalista de pri-
Augusto Franco, Eduardo Cerqueira, Teodoro
meira plana, cuja profissão exerceu com no-
Ribeiro Júnior, Cícero Lopes, Justiniano de
breza e elevação.
Melo e Azevedo Júnior, além dos redatores.
Como se vê, um selecionado corpo de cola- Como auxiliares de redação, Artur Joviano
boradores. contou com a preciosa colaboração de Abílio
Machado, Noronha Guarany, José Neves e
A colaboração de Azevedo Júnior foi sobre
Abílio Barreto.
a profissão do jornalista. É pena não poder
ser aqui transcrita tão interessante página. Curta, mas proveitosa a duração de Folha
Donato Donati, o operário socialista que tan- Pequena.
to agitou nossas massas proletárias, guiado No número 503, de 1 de outubro de 1905,
Q
por seu credo político, também colaborou a direção cientificou os leitores da suspensão
com um longo estudo intitulado "II Socialis- temporária do jornal, a fim de mudar as ofi-
mo Contemporâneo", que ocupou 20 pági- cinas e reformar o material, prometendo vol-
93
poderia ela dizer, sem falsa modéstia e sem Tipografia própria, à Rua Antônio de
mentir — tamanho não é documento. Albuquerque, 189, antigo, e 167, atual.
Era composto, paginado e impresso pelo pró-
prio diretor.
REVISTA FORENSE 057
Revista de doutrina, legislação e jurisprudên- Pequeno formato, 10 x 6, quatro páginas e
Fundada pelo Dr. Estêvão Leite de Maga- caracteres góticos e o dos outros em tipo
lhães Pinto, que a dirigiu por longos anos, comum, mas sempre o mesmo.
94 umsÁsiQõi íâmnu «BUO MMIOML 1395-1954
A partir do número 8, a data, que se achava Formato de 31 x 21, quatro páginas e quatro
abaixo do título, passou para a parte superi- colunas.
or. Esta, a única alteração sofrida no cabeça- A Gazeta, na qual também trabalhou Mendes
lho. de Oliveira, foi um jornal de destaque e muito
O número 13, de 3 de agosto, estampou um apreciado.
excelente retrato do Dr. Rodrigues Alves, en-
tão Presidente da República, que naquele R E V I S T A AGRÍCOLA C O M M E R C I A L E
dia chegava a esta Capital, em visita oficial INDUSTRIAL MINEIRA 060
ao Estado de Minas. Publicação mensal, editada pela Diretoria
Geral de Agricultura, Viação e Indústria do
A GAZETA ( l lg
059
Estado.
órgão republicano, de gerência e redação
O primeiro fascículo é de 15 de abril de
inicial do Sr. Otávio Barreto. Posteriormente,
1904. Até dezembro, saía a 15 de cada mês
a 5 de junho, com o número 16, assumiu a
e de janeiro de 1905 em diante, a 30.
chefia da folha o eminente patrício Dr. An-
O volume constava de nove fascículos, com
tônio Augusto de Lima.
numeração contínua de páginas.
Jornal político, de publicação bissemanal, às
Suspendeu a publicação com o fascículo VIII,
quintas-feiras e domingos.
vol. 2 , de 30 de agosto de 1905, restabele-
o
Impresso nas oficinas que anteriormente ser- Impressa nas oficinas da Imprensa Oficial,
viram ao Diário de Minas, montadas à Rua com alta tiragem. Manteve inalterada a feição
Curitiba, hoje, número 331. Redação à Rua material.
dos Tupinambás, 808, antigo, e depois nas Esta revista foi criada pelo Decreto n 1.675,
ü
Dirigida pelos Engenheiros Álvaro da Silveira, redatora: Srs. Mendes de Oliveira, Josias de
Artur Guimarães, Carlos Prates e Josafá Belo, Azevedo e Araújo César. Em princípios de
todos já falecidos. julho, retirou-se o Sr. Mendes de Oliveira,
Gozava de franquia postal, concedida por sendo então eleita nova comissão que assim
lei. ficou constituída: Srs. João Camelo, Josias de
Depois de longos anos, reapareceu em ja- Azevedo e Benedito de Araújo César. Na ge-
neiro de 1911, sob os auspícios da Sociedade rência ficaram os Srs. Adeodato Pires, Martins
Mineira de Agricultura, com o fascículo I do de Andrade e Alírio Carneiro. O Sr. Araújo
vol. Ill, mas com o titulo modificado pela César, em setembro, desligou-se do jornal.
transposição de palavras do mesmo, que as-
Posteriormente, novas direções vieram, tais
sim ficou: Revista Agrícola Industrial e
como as dos Sr. João Camelo, Álvaro Viana e
Commercial Mineira.
Martins de Andrade, e depois os mesmos,
Publicação mensal e impressão das oficinas
menos o Sr. Martins de Andrade e mais o Sr.
da Imprensa Oficial. Nesta fase, as mesmas
Júlio Lemos.
características da primeira, com a qual só
Os três últimos números, 68 a 70, ficaram
tinha de comum o título e a finalidade.
sob a exclusiva direção do Dr. Fernando
Nenhum outro fascículo conhecemos além
Soares Brandão.
do I do vol. rv, de maio. Assim, ignoramos a
De 19 de março a 19 de julho de 1905,
data de seu desaparecimento.
Finalmente, outra vez em cena, de julho a esteve suspensa a publicação. Novamente
Verdadeira época fez esta folha em nosso Até o número 4, de publicação quinzenal e
A Epocha foi fértil em formatos. Vejamos: do A par disso, muito bem escrito, pois contava
número 1 ao 58, 39,5 x 37,5; do número 59 entre seus dirigentes uma plêiade de
ao 67, 36 x 23; números 68 e 69, 44 x 29, e talentosos jovens de sólida cultura.
número 70, 39 x 27. Da primeira à última página, tudo o que es-
Sempre com quatro páginas e quatro colu- crevia interessava e prendia a atenção do
leitor, s e m p r e ávido de s e n s a ç õ e s e
nas, menos nos números 68 e 69, que trou-
escândalos. Nada se perdia de seu texto,
xeram cinco colunas.
onde não havia lugar para futilidades e
Um cabeçalho até o número 67, outro, dos
banalidades.
números 68 e 69 e outro, do 70.
Do princípio ao fim manteve a seção "Fagu-
O estilo do tipo do título só variou no último
lhas", sátiras mordazes e candentes, em pro-
número.
sa e verso, inicialmente assinadas por Timour,
Impressa do número 1 ao 58 na Tipografia
depois por Ventura e finalmente por Ventura
Beltrão & Cia., do número 59 ao 69 nas ofi-
& Cia.
cinas de O Estado de Minas e o número 70
As "Fagulhas" não eram fagulhas e sim bra-
nas oficinas da Imprensa Oficial.
sas vivas e por isso mesmo por todos temidas
Tiragem de 500 a 1.000 exemplares, con-
por sua causticidade. Os de hoje não as
forme a ocasião.
compreenderão; só quem a seu tempo viveu
A Epocba foi um dos jornais mais lidos e
é que sabe a natureza do veneno que desti-
procurados em todas as camadas, devido ao
lavam. Às vezes, uma simples frase encerrava
seu amplo noticiário, sempre cheio de uma grave ofensa. Eram de autoria quase
novidades políticas e mundanas. Noticiava exclusiva do Dr. Josias de Azevedo, cogno-
ao sabor do público, pondo os pontos nos ií, minado de Correia-mirim, por sua veia satí-
o que não agradava a muita gente boa. Não rica. O Dr. Josias, ainda muito moço, faleceu
tinha peias no escrever. Assuntos palpitantes em princípios de 1915.
e graves eram tratados e expostos à luz Álvaro Viana, com o p s e u d ô n i m o de
meridiana com todas as minúcias e na dura Spiridiam, redigiu por algum tempo "As Far-
realidade dos fatos, sem exceção. pas", crônicas.
97
Jornal político por excelência, apoiava sem Esta folha ressurgiu para determinado fim:
enfrentar, rebater e combater O Estado de Minas.
reservas o governo dominante, que tinha
99
era esta: formato de 30 x 20,5, quatro pági- Jamais vimos este minúsculo jornal. Sabemos
nas e três colunas. que existiu através de uma notícia a seu res-
Impresso nas oficinas da Imprensa Oficial, peito inserta no número 3 de A Idéa, de 11
com a tiragem de 300 exemplares. de setembro de 1904.
100 iWt£ltifíO õi IMPPMá OfBílÔ HQMOHtt: 1895-1954
A 4 de março de 1905, saiu o primeiro nú- Impresso em tinta azul, na Tipografia Beltrão
mero e a 27 de junho seguinte, o sexto e & Cia., com a tiragem de 1.000 exemplares.
último. Publicação mensal e distribuição gratuita.
Cabeçalho uniforme e formato de 31 x 22 Guardou em todos os números a mesma fei-
até o número 5 e 37,5 x 23 no número 6. ção material.
Todas as edições com quatro páginas e quatro 0 sistema da anúncios era o mesmo adotado
colunas. por O Reclamo.
Os anúncios eram intercalados no texto do
noticiário, como sói acontecer em todas as L'ECO D E L POPOLO 072
publicações de propaganda. Quarto jornal escrito em italiano, mas positi-
vamente o único deles em condições de fi-
O COLOMBO 071 gurar no rol de nossa Imprensa. Os anteriores
Como o precedente, era também de não passaram de meras manifestações de cu-
propaganda da Casa Colombo, loja de riosidade de adolescentes.
fazendas e armarinho dos Srs. Gonçalves, 1 'Eco dei Popolo teve como diretor o Enge-
Freire & Cia., estabelecida à Rua da Bahia, nheiro Giuseppe Scutari, um dos próceres
932, atual. socialistas em evidência na ocasião.
Trazia à esquerda do título o clichê de um Publicou só quatro números, entre 28 de maio
barco a vapor. A alegoria, como se vê, pe- e 20 de junho de 1905.
cava pelo anacronismo. Não se pode associar Publicação semanal, aos sábados, com o for-
o nome de Colombo à existência de um barco mato de 42 x 27,5, quatro páginas e quatro
a vapor. Centenas de anos os separam. colunas.
Formato de 31 x 22, quatro páginas e quatro Rigoroso feitio material em todas as edições.
colunas. Impresso na Tipografia Beltrão & Cia., com
Iniciou a publicação a 9 de abril de 1905, a tiragem de 500 exemplares.
dando o terceiro e último número a 18 de R e d a ç ã o e administração à Rua dos
junho seguinte. Tupinambás, 680.
102 nmtítiõ QÁ tmmi «mo HÕMOM: W9$-W4
Ignoramos até que ponto contou este jomal O primeiro número, datado de Belo Hori-
com o apoio político dos adeptos de suas zonte, ou seja, como dissemos, o quinto de
crenças, bem como os motivos determinantes publicação foi impresso na tipografia do Sr.
de seu desaparecimento. Antônio Costa, de Ouro Preto, e os demais
na Tipografia Beltrão & Cia., daqui.
THEATWO M O D E R N O 073 Teve aquele o formato de 23 x 14, quatro
Jornal da Companhia Dramática Francisco páginas e duas colunas, e os posteriores o
Santos e por isso mesmo sem lugar certo de de 26,5 x 21, quatro páginas e três colunas.
publicação. Possuímos até o número 23, de 16 de ju-
Sua fundação obedeceu tão-somente à me- lho.
dida de ordem econômica. Nele se estampa-
Naturalmente saíram outros mais, porquanto
va o programa do espetáculo do dia, isento
só a 26 a Companhia se despediu do público
de qualquer ônus fiscal, o que não acontecia
da Capital.
com o programa avulso, sujeito ao imposto
Tiragem de 1.000 exemplares.
de 30 réis por exemplar distribuído, nos
termos do Decreto n° 5.465, de 25 de
O LABOR 074
fevereiro de 1905.
O operariado tem tido sempre um jornal para
Inegavelmente, foi um processo bem engen-
defesa dos interesses da classe. Já assinala-
drado e um justo protesto contra a satisfação
mos a existência de dois, ambos com o título
de tão original imposto, revogado pouco de-
de O Operário. Agora cabe a vez a O Labor,
pois por sua inexequibilidade.
órgão da Confederação Auxiliadora dos Ope-
O primeiro número distribuído aqui foi o
rários, fundada a 12 de março de 1905-
quinto de publicação e trouxe a data de 7 de
O primeiro número de O Labor veio a pú-
junho de 1905.
blico no dia 18 de junho de 1905, sob a
Dirigia-o o Sr. Ucarião Diógenes, ponto da
direção do presidente da Confederação , Sr.
Companhia.
José Modestino Leão. Só 12 foram publicados,
Publicava-se às terças, quintas, sábados e
o último a 31 de março de 1906.
domingos, isto é, nos dias de espetáculo.
103
Tiragem de 350 exemplares, número a nosso Não passou do número inicial, distribuído a
ver diminuto, por se tratar de representante 22 de junho de 1905.
de classe tão numerosa. Impresso na Tipografia Ondina, à Avenida
Até o número 8, de 9 de novembro, foi im- do Comércio, 564, com a tiragem de 500
presso na Tipografia Beltrão & Cia. e do nú- exemplares.
mero 9 em diante, na Tipografia Moderna, à Formato de 15,5 x 10,5, quatro páginas e
Rua dos Guajajaras, 329.
duas colunas.
Usou três cabeçalhos: um até o número 5;
Redação à Rua dos Tupinambás, 699.
outro do 6 ao 8 e outro ainda do 9 ao 12. Do
número 1 ao 8, com o formato de 22 x 14,5
O F I I H O T E PO RECLAMO 076
e três colunas, e do 9 ao último, com o de
Tinha o mesmo fim do ... pai: fazer propa-
27 x 18,5 e quatro colunas. Todas as edições
ganda do Bazar América.
com quatro páginas.
Só um número, a 13 de julho de 1905,
O Labor foi um bom jornal, muito tendo feito
com o formato de 20,5 x 13,5, quatro pá-
em prol da classe que representava. Conhe-
ginas e duas colunas. Impresso na Tipo-
cemos seu diretor e podemos atestar seu
grafia Beltrão & Cia., com a tiragem de
devotamente à causa esposada e o esforço
1.000 exemplares.
despendido para a manutenção do periódi-
co.
O THEATRO ALEGRE 077
Fundado com a mesma intenção e para idên-
O CLARIM 075
tico fim do Theatro Moderno, retro citado.
O jornal-reclame constituiu verdadeira epi-
demia na época que estamos descrevendo. Órgão da Empresa Vieira Braga & Cia., que
Não modificou jamais seu aspecto material: A única alteração do cabeçalho foi a mudan-
formato de 20 x 14, quatro páginas e duas ça de tipos do título, a partir do número 3.
colunas ou coluna aberta. Impresso na Tipografia Beltrão & Cia. e tira-
Impressão de Beltrão & Cia. e tiragem de gem de 500 exemplares.
1.000 exemplares. Redação à Rua São Paulo, 583, e depois à
Temos apenas até o número 14, de 2 de Avenida Afonso Pena, 575.
setembro, mas muitos outros saíram, porque Vasto noticiário, crônicas, literatura, varieda-
só a 10 de outubro se despediu a Companhia des e seção de correspondentes.
de nossa sociedade. O artigo de apresentação, intitulado "Ao Co-
mércio e ao Povo", é de um pessimismo
JORNAL D E MINAS 078 sem limites. Sem fé, sem confiança, sem es-
Primeiro deste nome aqui publicado. Órgão perança, descrente dos homens e das insti-
dos interesses do comércio e do povo e pro- tuições. Não o transcrevemos na íntegra por
priedade de uma associação anônima. não estar isso incluído no plano deste trabalho.
Direção do Sr. Júlio Eugeniano Vieira, então Vamos, no entanto, reproduzir os tópicos ini-
2 escriturário da Delegacia Fiscal-
o ciais, que dão fiel amostra do resto. São estes
Publicação semanal, aos domingos, até o os primeiros períodos:
número 3, e às quintas-feiras, depois. Se a Monarquia escravizava o negro, a
Surgiu a 13 de agosto de 1905- O número República escraviza o branco.
mais elevado que conhecemos é o 6, de 21 Ris-nos de volta à escuridão histórica do
de setembro. bárbaro feudalismo da Meia Idade.
Formato de 46 x 27,5, quatro páginas e três Nesta malfadada terra dos Brasis, onde
colunas na primeira página e na terceira, e em cada município de cada listado se
quatro na segunda e na quarta. A página de alevanta, como o fantasma da morte, a
frente, assim como a terceira reservadas ex- figura sinistra de um castelo feudal, pa-
clusivamente para anúncios e as outras para rece que a imprensa morreu com todas
as demais matérias. as idéias edificantes.
105
Neste país onde a paz e o progresso mor- Teve os mais variados aspectos e formatos.
reram com a morte da lei e da justiça, Descrevê-los seria descrever um por um, ta-
da propriedade, da honra e do caráter, refa enfadonha e de nenhuma utilidade prática.
o jornalismo nada significa.
Neste torrão semibárbaro, onde em B E L L O H O R I Z O N T E (2*) 080
nome dos governos se mata Segundo jornal deste título. O primeiro foi o
impunemente e o assassinato se trans- iniciador da Imprensa local.
forma em benemerência, que será do Órgão literário e noticioso, de publicação
O aparelho era especialmente de vistas fixas, O primeiro número foi dado à luz a I o
de
mas projetava também algumas cenas anima- janeiro de 1906, sob a direção do Dr. Álvaro
das, tipo lanterna mágica. Interessante é que Viana.
os anúncios diziam: cinematógrafo falante! De Publicação bissemanal, às quartas-feiras e
fato, não deixava de ser falante, mas desta domingos.
forma: projetada a vista ou qualquer chapa, A 12 de julho, com o número 54, deixou de
um indivíduo oculto nos bastidores descrevia
existir.
em voz alta a efígie, edifício, monumento ou
Grande formato (44,5 x 29), quatro páginas
panorama exibido. Tal o cinema falado da
e cinco colunas.
época, que martirizava o espectador com a
Oficinas próprias, à Rua Curitiba, 331, atual.
projeção de 50 chapas em cada sessão.
A partir do número 33, passou a ser impresso
O Biographo era publicado no local onde se
na máquina que anterior e sucessivamente
encontrasse o aparelho em exibição.
servira ao Jornal ao Povo, Commercio de Mi-
O primeiro número aqui publicado foi o sexto
de publicação e saiu a 23 de dezembro de nas e Folha Pequena.
1905. Esse número, único que conhecemos, Tiragem de 3.000 exemplares. Jamais alterou
foi impresso na Tipografia Joviano & Cia., a feição material.
com a tiragem de 1.000 exemplares. Jornal estritamente político, muito agitou esse
Formato de 13 x 9,5 e duas colunas na pri- meio. Sua linguagem era de uma violência
meira página. As páginas centrais, unidas, sem par, desde o editorial até o noticiário.
estampavam o programa do dia. Adversário intransigente do governo de en-
Funcionava o aparelho no antigo Teatro tão, não poupava nem a seus auxiliares. Eram
Soucaseaux. incessantes os ataques. A paixão dominava
a razão. Tanto a polícia civil como a militar
nJiam obrigação de intervir a bem da ordem de 1929. Não fora essa referência e ficaríamos
e da tranqüilidade públicas. ignorando os nomes de seus dirigentes, por-
Com Vida Mineira manteve-se a violenta po- que em nenhuma das edições se encontra a
lêmica já referida quando tratamos desse jor- menor referência a respeito.
nal. A propósito, foi estampado, no número Jornal de linguagem serena e discreta, só o
44, um artigo intitulado "Pingos nos ii", que vimos desviar-se dessa norma quando de uma
é uma página triste e dolorosa daquele tem-
resposta dada ao Correio da Manhã, em de-
po, em que a Imprensa, desviada de sua alta
fesa de eminente político mineiro.
missão, transpunha os limites da liberdade
Publicou apenas 11 números, sendo o último
para invadir sem cerimônia os da licenciosi-
a 19 de março. Todos obedeceram rigorosa-
dade.
mente ao mesmo feitio material.
Formato de 40,5 x 27,5, quatro páginas e
ACTUALIDADE 083
quatro colunas.
Actualidade era jornal político, moderado.
Publicação semanal e impressão da Tipogra-
Ao se definir, disse a certa altura:
fia Beltrão & Cia., com a tiragem de 1.000
Folha republicana intransigente, a
exemplares.
Actualidade não será, entretanto, órgão
Só sabemos da existência de um jornal com
de agremiações partidárias, o que não
este nome. Nada podemos adiantar, conse-
quer dizer que deixará de tomar parte
qüentemente, sobre se a notícia que abaixo
nas lutas políticas.
transcrevemos, publicada no Correio Minei-
Saiu no mesmo dia em que o precedente, l ü
sãmente crivados de interjeições, exclama- O ano e número estão assim indicados: Ano
ções e reticências. Sempre em defesa e lou- presente — Número único no gênero.
vor a todos os governas. O primeiro número e o terceiro, com quatro
páginas e três colunas e formato de 26 x
O PROGRESSISTA 086 16,5.
Órgão oficial do Clube dos Progressistas, im- O de 1913 continha seis páginas e três colu-
portante associação carnavalesca que duran- nas, com a dimensão de 33 x 20,5-
te alguns anos floresceu nesta Capital, só se O primeiro número foi impresso na Tipo-
publicava por ocasião do Carnaval. grafia Moderna, à Rua dos Guajajaras, 329; o
O primeiro número foi distribuído a 27 de terceiro, na mesma tipografia, já à Rua dos
fevereiro de 1906, terça-feira gorda, tendo Caetés, 556, e o de 1913, nas oficinas da
como redator-chefe, Rabecão. O segundo, não Imprensa Oficial.
conhecemos, mas foi distribuído em 1907.
O primeiro e o terceiro, este de 1908, têm a REVISTA D E MINAS ( I ) a
087
mesma disposição material, somente com a Comércio, indústria e lavoura — este o seu
diferença dos caracteres tipográficos do ca- programa.
beçalho. Propriedade do Sr. Raul Mendes.
O último, que não trouxe numeração, circu- Três números apenas: a 15 de março, abril e
lou a 2 de fevereiro de 1913, domingo, com maio de 1906.
o cabeçalho completamente diverso dos an- Formato de 20 x 13,5, com 32 páginas no
teriores. primeiro número e 42, nos outros.
Em vez de órgão do Clube aos Progressistas, Capas rigorosamente iguais.
dizia órgão da Polia, da Graça e Defensor da Meia dúzia de páginas de texto e o resto só
Esbórnia. anúncios.
Seu diretor já era Chico Veludinho e não mais Impressa nas oficinas da Imprensa Oficial,
Rabecão. Empresa Pan & Degas e gerência com a tiragem de 2.000 exemplares e distri-
de Manuel Escranchilino. buição gratuita.
110 mmtiw OÂ tânwÀ KBHO mmom : M5-M4
Redação à Rua da Bahia, 1072, hoje, 1076. ta aos moldes deste trabalho, modesto
repositório de dados históricos e estatísticos.
ANNUARIO D E MINAS P E R A I S 088 Todos os volumes de igual formato e edita-
Uma das melhores publicações do gênero dos nas oficinas da Imprensa Oficial.
até hoje editadas no Brasil. Foram publica- A publicação de um soneto acróstico no
dos seis volumes, sendo o sexto em dois primeiro volume provocou azeda discus-
tomos. são pela Imprensa, na qual se empenha-
Fundado e dirigido pelo conhecido historia- ram, de um lado, o diretor do Annuario e,
dor Dr. Nelson de Sena. de outro, descendentes de grande poeta e
O Annuarío, em suas copiosas edições, tra- romancista mineiro, apontado como autor
tava de estatística, história, corografia, finan- da mordaz sátira; um eminente político,
ças, variedades, literatura, cronologia minei- irmão do alvejado, na época já falecido, e
ra, bibliografia, indicações úteis, etc. conhecido literato que, nada tendo com a
O primeiro volume, referente ao ano de 1906, perlenga, nela foi metido como Pilatos no
veio a público a 28 de março. Credo.
Foi publicado nos anos de 1906, 1907, 1909,
1911, 1913 e 1918, o deste ano distribuído O BOHEMIO 089
em março de 1919 Este veio precedido de artigo, o que não se
Não é possível fazer-se um relato completo deu com o outro.
da matéria neles inserta, tal a quantidade e a Jornal literário e noticioso, tendo como reda-
variedade. Além dos grandes serviços que tor-chefe o Sr. Heraldo Barreto. Deu quatro
prestou com aquilo referente à época e, por- números, o primeiro datado de 2 de abril de
tanto, de caráter transitório, ainda os presta 1906 e o último, de 24 do mês seguinte.
até hoje na parte de caráter permanente, que Jamais variou de feição: sempre com o for-
é quase tudo o que encerra. O vasto sumário mato de 13,5 x 9, quatro páginas e duas
relatado em cada edição, bem mostra o valor colunas. Impresso na Tipografia Moderna,
da obra, cuja descrição completa não se adap- com a tiragem de 100 exemplares.
«matóos KIIÓBICQS
Perfeitamente iguais os dois números. do Sr. Mário Pereira, ficou assim constituída
a referida comissão: diretor, Augusto Veloso,
No fim do ano suspendeu a publicação, que Redator, Sr. Olegário Dias Coelho e redação
foi restabelecida a 1° de janeiro de 1907, à Rua Antônio de Albuquerque, 313, antigo.
com o número 21. Reapareceu com esta O primeiro número tem a data de 8 de junho
direção: diretor, Augusto Veloso, e redatores, de 1906 e o décimo e último, a de 12 de
Daniel Serapião, João Camelo e J . Campos agosto seguinte. Publicação semanal, aos do-
Com o número 4, o segundo local, suspen- cabeçalhos, um para o número inicial e outro
deu a publicação, a 23 do mesmo mês. Rea- para os restantes.
pareceu em Barbacena, a 4 de novembro. Editada por Beltrão & Cia. e redação à Rua
Não conseguimos saber o local de impres- Santa Rita Durão, 906.
são. A tiragem acusada no cabeçalho era de Publicava notícias sobre história, estatística,
10.000 exemplares! política, artes, letras, indústria, etc.
Formato de 49 x 31,5, quatro páginas e seis
DIÁRIO D E NOTICIAS ( l ) f l
099
colunas. O mesmo cabeçalho e a mesma fei-
Sob a direção do Sr. Vasco Azevedo, o Diário
ção em ambos as números.
de Noticias encetou sua publicação a 21 de
Disse ao apresentar-se:
fevereiro de 1907.
Modificamos o nossojornal afim de pres-
Jornalista experimentado em prélios anteri-
tarmos melhores serviços ao povo, dando
ores, seu diretor imprimiu à folha um cunho
edições semanais, e modificamos
tal, que o colocou na primeira plana de seus
também um pouco o nosso programa,
pares até hoje publicados.
preferindo a crítica severa ao
Não sabemos até quando circulou, mas foi
humorismo
além de agosto de 1909, pois com o número
677, de 9, reencetou a publicação, suspensa
A PROVÍNCIA 098
em data por nós desconhecida.
A Província teve vida curta, mas bastante
Publicação matutina até o número 241, de 6
proveitosa para seus leitores.
de dezembro de 1907, e em seguida ves-
Dirigida pelo Dr. Nelson de Sena, conhecido pertina, não se publicando às segundas-feiras,
historiador patrício e grande autoridade em como anteriormente não se publicava aos
assuntos mineiros. domingos.
Saiu o primeiro número a l u
de janeiro de Vários formatos adotou. Do número 1 ao 358,
1907 e o 12" e último, a 15 de junho seguinte. 31,5 x 23,5 e quatro colunas, do número
Publicação quinzenal e tiragem de 1.000 359 a outro que não precisamos, 41 x 26 e
exemplares. Formato de 41 x 27,5, quatro cinco colunas e, finalmente, 47 x 32 e seis
páginas e outras tantas colunas. Dois colunas. Sempre com quatro páginas.
116 WNítíilô Bi iMMHU BfBftO HOmQHH: 1895-1954
Impresso nas oficinas antes usadas pelo Es- Só isso pudemos coligir sobre este jornal,
tado de Minas, situadas à Rua Curitiba, 311, por estar bastante desfalcada nossa coleção.
moderno. Daí passou para a Avenida João
Pinheiro, 205. O LÁBARO 100
Um cabeçalho até o número 33; outro do 34 O primeiro número saiu com o título de
ao 358 e do número 359 ao fim, outro. Affonso Celso e o segundo e último com a
Vasco Azevedo morreu a 11 de dezembro designação acima gravada.
de 1907. Com sua prematura e sentida morte, O número 1, de 14 de março de 1907, foi
não sabemos como ficou a direção da folha editado em comemoração da passagem do
até maio de 1908. A 2 de junho, com o nú- primeiro aniversário da fundação do Grêmio
mero 359, iniciou nova fase, sob a direção Conde de Afonso Celso.
do Sr. Augusto Veloso e redação dos Srs. A Comissão de redação compôs-se dos Srs.
Campos do Amaral e Mendes de Oliveira. Gudesteu de Sá Pires, João de Melo Franco
Outra fase se registra mais tarde, esta a final, e Átila Schultz Ribeiro.
sem que saibamos de quem a orientação. Impresso na Tipografia Joviano, com a tira-
Nessa altura deu-se a retirada de Mendes de gem de 200 exemplares e formato de 25 x
Oliveira, que passou a ser um dos redatores 17, quatro páginas e três colunas.
do Diário de Minas, em nova fase, aberta O Lábaro saiu a 7 de setembro seguinte, com
exclusivamente para a célebre campanha 39 x 22,5, quatro páginas e quatro colunas,
eleitoral de 1909-10. e impressão de Beltrão & Cia.
Na primeira fase era político, mas sem feição Nova comissão de redação, composta dos
partidária. Política geral. Na segunda, decla- Srs. Frederico Zacarias Álvares da Silva,
rou-se também livre de peias partidárias e Agenor de Sena, Olinto Martins da Silva,
na terceira abertamente político, apoiando o Gudesteu de Sá Pires e I ta giba de Oliveira.
Governo do Estado e a candidatura oficial Ambos os números com excelente
que levou à suprema magistratura da Nação colaboração dos sócios do Grêmio e de
o reconhecido pelo Congresso, mas não elei- estranhos.
to pela soberania popular. Terceiro jornal de duplo nome.
mamoosmiôeicos 117
A CAPITAL (3 ) a
103 Publicação quinzenal e redação à Rua Antônio
É este o terceiro jornal com o título supra. de Albuquerque, 189, antigo.
Mas dois serão ainda descritos. Foi lançado a público no dia 16 de maio de
Primeiro número a 25 de abril de 1907 e o 1907. É escusado dizer que pouco tempo
nono e último a 12 de julho seguinte. teve de vida. Apenas quatro números saíram,
Publicação semanal, as quintas-feiras, e edi- sendo o último a 10 de julho. Há mesmo
ção das oficinas da Imprensa Oficial, com a caveira de burro na Imprensa de B e l o
tiragem de 500 exemplares. Horizonte.
Redação à Rua dos Tupinambãs, 805. O primeiro número foi composto nas ofici-
Formato de 3 1 , 5 x 20,5, quatro páginas e nas do Diario de Noticias e impresso na Ti-
três colunas. Feição rigorosamente igual em pografia Moderna. Os outros saíram da Ti-
todos os números. pografia Mineira, de Rodrigues & Cia.
Foram seus redatores os Srs. Fernando Gon- Os dizeres do cabeçalho sem alteração. Va-
çalves Pena e Augusto de Lima Filho. riaram, porém, os caracteres tipográficos do
Como colaboradores, estampava os nomes título: um para o número 1, outro para o
de três grandes astros de nossa literatura — número 2 e outro para os números 3 e 4.
Guimarães Passos, Olavo Bilac e Augusto Formato de 15 x 11,5 para os dois primeiros
de Lima. Colaboradores honorários, porque números e 18,5 x 13 para os dois últimos.
deles nada vimos nas colunas do jornal. Tiragem de 200 exemplares,
Colaboraram em A Capital Mendes de literatura e variedades.
Oliveira, Mário de Lima e Hermes Fontes.
Bom jornal e bem escrito, mas, como quase O CONFEDERAL 105
todos, de vida efêmera. Órgão do Centro Confederativo dos Operá-
A Capital foi substituída por A Gazeta ( 2 ) .
a
rios do Estado de Minas.
Redator, Dr. Alcides Batista Ferreira, o malo-
A F I A M M U LA 104 grado moço cujo trágico fim é conhecido.
Jornal pequeno, mas muito bem-feito. Diretora, a comissão principal do Centro.
Diretor, Sr. Mário Linhares, e redatores, os Srs. Seu programa foi assim traçado no artigo de
José Linhares Júnior e Olegário Dias Coelho. apresentação intitulado — "Na Liça":
mamooçmfóüKos 119
Uniforme a parte material em todos os nú- No primeiro número declarou que vinha em
meros. O mesmo cabeçalho e formato de 22 substituição a A Capital (3 ).
B
x 15,5, quatro páginas e três colunas. Era jornal político, apoiando o governo do
Redação à Rua Santa Rita Durão, 884. Presidente João Pinheiro.
Redigida por quem foi, A Lettra não podia Muito noticioso e de texto variado.
deixar de ser, como aconteceu, um aprecia-
do jornal. A REACÇÃO 109
Revista mensal, fundada por iniciativa dos
A GAZETA (2 ) a
108 alunos do 2° ano de Direito, com a seguinte
Segundo dos quatro jornais que tiveram esse comissão redatora: A. Duarte, Tibagi Navarro,
nome. Tito Lívio, Afonso Santos e Alcides Sousa.
A 1° de agosto de 1907, dava seu primeiro Foi a 11 de agosto de 1907, dia do aniversá-
número. Com o número 18, de 8 de julho de rio da fundação dos cursos jurídicos no Bra-
1908, cessava a publicação. Até dezembro sil, que saiu o primeiro número.
de 1907 deu 12 números. Em 1908 começou Apesar de ter anunciado publicação mensal,
nova numeração, que foi até 18. Assim, 30 o segundo número só apareceu quase um
Redatores, Srs. Fernando Pena e Sena Vale, pectivo editorial teve o título "Ressurgindo
até 21 de março de 1908. Nesta data retirou- e Vencendo". Ressurgiu, sim; mas não
venceu, porque nesse número ficou.
se o primeiro, passando a constar do cabe-
Formato de 18 x 11, doze páginas no pri-
çalho redatores diversos.
meiro número e dezessete no segundo e duas
Publicação semanal e impressão das oficinas
colunas.
da Imprensa Oficial, com a tiragem de 2.000
exemplares. Não alterou seu feitio, aliás de Impressa na Tipografia Beltrão, com a tira-
aspecto muito agradável. Formato de 38,5 x gem de 300 exemplares.
27, quatro páginas e quatro colunas. Capa igual em ambas as edições. A primeira
Redação à Avenida Paraopeba, 235, e depois destas não trouxe cabeçalho interno.
à Rua Alagoas, 844. Boa e variada colaboração.
rnsmooíPif/iôoicos 121
Oficinas próprias e redação à Rua São Paulo, as edições. Publicação quinzenal, rigorosa-
665. mente observada.
O cabeçalho teve sempre a mesma disposi- Impresso nas oficinas da Imprensa Oficial e
ção; só foi mudado o tipo do título, a partir redação à Rua dos Aimorés, 1486.
do número 3. Como se vê, na parte material, perfeitamente
No artigo de apresentação disse: igual ao antenor.
Aqui é A Rua onde se ri e se reclama,
onde tudo se fala e tudo se discute. O JARDIM 116
Vasto noticiário e excelente parte literária. Pequenino jornal, impresso pela Tipografia
Joviano & Cia. Formato de 11,5 x 9, quatro
páginas e duas colunas. Não passou do pri-
O SOL 114
meiro número, datado de 2 1 de novembro
A 15 de novembro de 1907, foi publicado o
de 1907. Diretor, Sr. A. Roque.
primeiro número deste pequeno jornal. Não
sabemos se continuou.
O BINÓCULO 117
Redator-chefe, Sr. Milton Barcelos.
Semanário de grande alcance no belo
Formato de 18,5 x 12, quatro páginas e duas
horizonte da vida mineira— Literatura,
colunas. Anunciou publicação quinzenal.
arte, ciência, comércio, lavoura e
Impresso nas oficinas da Imprensa Oficial,
indústria.
sendo a redação à Rua dos Tupis, 187.
Estes seus principais fins, estampados no ca-
beçalho.
O P R O G R E S S O (13 115
Surgiu a 12 de abril de 1908.
Iniciou a publicação na mesma data do pre- Em "O Nosso Fito", seu artigo de apresenta-
cedente, 15 de novembro de 1907. Dirigido ção, traçou o programa a seguir, dele exclu-
pelo Sr. Temístocles Barcelos. indo a politica. O prurido, porém, que essa
Só possuímos até o número 5, de 15 de ja- megera desperta no sentimento de todo bra-
neiro de 1908, que julgamos ter sido o último. sileiro, não se fez esperar em assaltar os
Formato de 18,5 x 12, quatro páginas e duas diretores de O Binóculo, tanto que no número
colunas. A mesma feição material em todas 8, de 3 1 de maio, já se incluía em suas normas
tfSBWDOffft/ÔMÕS 123
de publicidade mais esse objetivo, como de- Francisco Rocha, Justino Carneiro e José Ne-
clarou o artigo "Novo Rumo". ves.
Direção do competente jornalista, o vene- O Binóculo publicava-se semanalmente, aos
rando Sr. Antonio Lima, hoje residente no domingos, tendo saído com rigorosa pontua-
Rio de Janeiro. lidade.
Formato de 22,5 x 14, sempre com 14 pági- O número 8, já citado, disse que:
nas e duas colunas. Entrou a fazer parte integrante de O
Oficinas próprias, à Rua Pouso Alegre, 36, e Binóculo o Dr. Joaquim Batista de Melo
Filho, que, como novo diretor e redator,
redação à Rua do Espírito Santo, 278 e de-
vai encarregar-se de orientar uma nova
pois à Rua da Bahia, 916.
feição desta revista, desde junho em
Contorno da capa desenhado por Raul e,
diante.
portanto, igual em todos os números. O
Ao que parece, isso não se confirmou, por-
centro, porém, variava, trazendo gravuras hu-
que jamais vimos edição alguma posterior à
morísticas.
que contém tal declaração. Assim, para nós,
O cabeçalho interno era de original concep-
foi esse o último número publicado.
ção. Representava um palhaço assestando um
Notamos a colaboração dos seguintes inte-
binóculo, ao qual serviam de objetivas as
lectuais: Augusto de Lima, Machado Sobri-
duas letras " O " do título. Igualmente
nho, Belmiro Braga, Heitor Guimarães, Ben-
desenhado por Raul, o grande caricaturista to Ernesto Júnior, Carlindo Lélis, Paulo
brasileiro. Brandão, Azevedo Júnior e Artur Ragazzi.
Não encontramos nesta revista a rnínirna no- Manteve, com freqüência, as seguintes se-
tícia sobre seu corpo de redatores e de téc- ções: "Por um óculo", assinada por Honório;
nicos. Foi ele, porém, o seguinte, conforme "Corda Bamba", de autoria de Malagueta e
lemos em A Gazeta de 21 de março, ao no- "Sombras", de Luigi a primeira produção e
ticiar o próximo aparecimento de O Binóculo. de Quincas as demais. "Por um óculo" e
redatores, Mendes de Oliveira, Cícero Lopes "Corda Bamba" eram crônicas em que se co-
e Abílio Machado; chefe do atelier fotográfi- mentavam fatos do tempo e "Sombras"
co, Aldo Borgati; desenhistas, Abreu e Silva, ligeiros perfis de conhecidas pessoas, com a
124 iimtíno OÍ mim «BUO fiomiom. W5-M4
HIQH-UFE 119
VIA LÁCTEA 118
Jornal de propaganda da alfaiataria do mes-
A 13 de maio de 1908, foi publicado o pri-
mo nome, de propriedade do Sr. Augusto
meiro e único número desta folha, órgão li-
Lovalho e situada à Rua da Bahia, 1025.
terário do Grêmio Olavo Bilac.
A 14 de julho de 1908 foi publicado o pri-
A comissão de redação compôs-se dos Srs.
José Osvaldo de Araújo, Gastão Itabirano e meiro número e supomos tenha sido o único.
colunas. Impressa na tipografia da Casa Pais Impressão de Pais & Cia., à Rua da Bahia,
Bom número, com a colaboração de Diogo algarismos vão por conta da redação. Sua
de Vasconcelos, que escreveu belo artigo distribuição era gratuita.
mmoosMióüiM 125
partir do número 15, de 15 de julho seguinte, ano XLIV, de publicação mensal, rigorosa-
foi substituído pelo Professor Cícero Pereira. mente seguida.
Ignoramos a data do último número desta Voltou com o formato de 38 x 26,5 no pri-
fase. Em outubro de 1944, lançou uma edi- meiro número e 43 x 28,5 nos seguintes.
ção ocasional e especial, sem numeração, Em ambos os formatos, com quatro páginas
para comemorar a semana espírita em ho- e cinco colunas. Impresso na Gráfica Belo
menagem a Alan Kardec. Horizonte, à Rua dos Tupinambás, 617.
A quarta fase teve começo a l de maio de
tt
Diretor, Dr. Camilo Rodrigues Chaves e re-
1948, com o número 1 do ano XLl, por ter datores, Srs. Ademar Dias Duarte e Jorge Aze-
contado o tempo de sua existência desde a vedo. Este foi, depois, substituído pelo Sr.
data de fundação, não obstante as constantes Ismael Ramos das Neves, que após passou a
soluções de continuidade verificadas. secretário, cargo então ocupado pelo Sr. Jai-
O número 10, de 31 de dezembro de 1949, me de Ávila Machado.
é o de numeração mais elevada que conhe- O Espirita Mineiro é um lídimo representante
cemos. do Espiritismo e esforçado defensor de seus
Formato de 42 x 29, quatro páginas e cinco ideais, sendo por isso muito difundida sua
colunas. circulação.
T R I B U N A DO P O V O 122
3 de julho, todos bem colaborados pelos
Deste jornal, de que não possuímos nenhum alunos.
exemplar, só podemos dar as lacônicas notas
Formato de 26 x 18,5 para os três primeiros
que se seguem.
números e de 30 x 23,5 para o último. Qua-
Órgão independente, de redação do Sr. tro páginas e três colunas e o mesmo cabe-
J o ã o de Lima. O primeiro número foi çalho em todos.
distribuído em 19 de janeiro de 1909, com Ao que parece, foi impresso nas oficinas do
o formato de 26,5 x 18, quatro páginas e Diário de Noticias. Tiragem de 200 exem-
quatro colunas. plares.
128 limtím Oi IMMHSi OfíêtÔ H0M0H1Í: 1895-1954
cabeçalho, modificado nos números Titânica e hercúlea luta sustentou este jornal.
seguintes. Na qualidade de órgão do Partido Civilista,
Redação à Praça 12 de Outubro, 492 (atual teve de terçar armas com todos os adversári-
Praça Sete). os e a todos rebater, aparando-lhe os golpes,
A Violeta teve ótima colaboração de moços muitas vezes violentos e injustos, como soem
que depois se destacaram em nosso meio ser os desferidos nas pugnas travadas em
literário. épocas incendidas de paixões, como foi aque-
A outra A Violeta foi a do Club das Violetas, la.
descrita sob número 20. Felizmente, porém, passou a rajada e dos
dias tormentosos de fins de 1909 e princípios
C O R R E I O DO P I A ( I )
a
129 de 1910 só resta a lembrança.
O agitado período de propaganda das can- O primeiro número do Correio do Dia apa-
didaturas à curul presidencial, para o receu a 14 de julho de 1909, tendo como
quatriênio de 1910-14, fez com que redator-chefe o Dr. Alberto Álvares.
brotassem, de todos os recantos do Brasil, Durou pouco mais de um ano, pois a 12 de
centenas de jornais, advogando cada qual a agosto de 1910 publicava o último número,
e l e v a ç ã o de seu candidato à suprema que foi o 319.
magistratura do País. Desse contagioso mal Grande formato, 50 x 33,5, quatro páginas e
não escapou esta capital. seis colunas. Oficinas próprias, instaladas à
O Diário de Minas, há longos anos inerte, Rua do Espírito Santo, 1047, atual Cinema S.
com a publicação suspensa, ressurge e se Luís. Tiragem de 5.000 exemplares.
faz o intérprete dos partidários daquele que Do primeiro número ao último sem a míni-
foi reconhecido pelo Congresso e de fato ma alteração material.
tomou posse do cargo. O Correio do Dia teve ótima e vibrante cola-
Como arauto das aspirações contrárias, apa- boração de seus correligionários, que se ba-
rece o Correio do Dia, combatendo em toda tiam valentemente em prol da vitória de seu
a Unha a favor do candidato do povo, o ge- eminente candidato, a Águia de Haia.
nial e imortal brasileiro Conselheiro Rui Bar- Jornais desta natureza, de campanha política
bosa. ocasional, são ordinariamente fundados com
131
dator o Dr. Levi Cerqueira e como diretor o pois, o Sr. Manuel Pontes.
Manuel Ribeiro Pontes e Osvaldo Gomes de Primeiro dos três assim intitulados.
Sousa. A 19 de abril de 1910, ao lançar o primeiro
Órgão republicano. Partidário, em política, número, disse o Diário da Tarde-.
apenas o Sr. Ramos César e, finalmente, no e outra vez à Rua dos Timbiras. Essas ofici-
cabeçalho não constava mais nome algum nas foram as mesmas que serviram ao Cor-
de diretores ou redatores. reio do Dia.
O último número de nossa coleção é o 275,
de 10 de junho de 1 9 1 1 . Depois desse, pou- GAZETA P E NOTICIAS 137
cos saíram.
Nada de semelhança com sua velha homôni-
Dois formatos adotou: de 40 x 26,5 no prin- ma, do Rio de Janeiro.
cípio e no fim e 48,5 x 34 no período inter- Apesar de pequenina, trazia no cabeçalho
mediário. No formato maior cinco colunas e este pomposo título: órgão critico, político,
no menor as mesmas cinco no início da pu-
literário e noticioso.
blicação e quatro no final.
Só conhecemos o primeiro número, saído a
Não obstante possuir oficinas próprias, as
6 de maio de 1 9 1 0 , com o formato de 13,5 x
edições da fase começada a I de julho fo-
o
Sobejas vezes temos isso afirmado no curso tratos de eminentes políticos de época. O
destas notas. Para mais corroborar nossas cabeçalho da capa era reproduzido na parte
asserções, aqui vai o que disse o próprio interna e representava vasto horizonte, ten-
Novo Horizonte, no Expediente do primeiro do ao fundo o perfil de uma serra.
número: Direção e oficinas à Avenida Paraná, 166.
Certos de que o Novo Horizonte será pu- Supomos que essas oficinas se destinavam
blicado ao menos um ano, visto como a exclusivamente ao serviço de gravuras, por-
maior dificuldade na confecção do mes- quanto a impressão se fazia nas oficinas da
mo é vencida por aqueles que, se achan- Imprensa Oficial, como consta do número 2.
do à sua frente, também se encarregam Novo Horizonte honrou sobremodo nosso
de toda parte material, solicitamos do meio. Produto exclusivo de ingentes esfor-
povo o seu auxilio para esta publicação ços de seus fundadores, marcou uma nova
Como vimos, os fundadores da nova revista era em nossa Imprensa ilustrada, principal-
iniciavam sua publicação já temerosos e sem mente porque todo trabalho de gravura era
esperança de êxito. E tinham razão, porque executado pelo saudoso Professor Manuel
esta terra não presta para iniciativas desta Pena, que se revelou exímio artista.
ordem. O texto de muita atração, pela variedade e
Contentavam-se eles ao menos com um ano pela escolha. Um pouco de tudo nele se
de existência. Pois nem essa mínima preten- encontrava: literatura, humorismo, crônicas,
são alcançaram... Assim, não vale a pena re- seção charadística, enfim, matéria para todos
Novo Horizonte deu o primeiro número a 7 Entregue, como estava, a dois competentes
de setembro de 1910 e se publicou mensal- profissionais do jornalismo, não podia esta
mente até janeiro seguinte, ciando portanto revista ter projeção diversa da que teve.
cinco números. Azeredo Neto faleceu nesta Capital, a 12 de
Formato de 22 x 14, 16 páginas sem nume- julho de 1946. Dedicado às lides da imprensa
ração e duas colunas. desde a adolescência, em Sabará, tornou-se
O mesmo tipo de capa em todos os núme- depois o jornalista de todos nós conhecido,
ros, só variando o centr' -iHo com re- sendo sempre abnegado e sincero batalhador
KmwffiKSióúim 137
em prol das causas elevadas e humanas. Seu Diretor, Sr. Raimundo Porto até o número 4.
feitio só se inclinava para o bem e para a Não conhecemos o número 5, mas o número
concórdia. As crônicas que brotavam de sua 6 está assinalado com a direção do Sr. Augusto
pena ressumbravam somente doçura e paz. de Lima Júnior.
Jamais se exaltou, somente para profligar o Não obtivemos informação segura da data
descaso pelas coisas de nosso passado ou a em que deixou de circular. Em fevereiro de
mutilação de nossas relíquias históricas. Mes- 1912, porém, ainda se publicava, como se
mo assim, sua exaltação era nobre, envol- lê no Estado de Minas, de 18, noticiando o
vendo conceitos superiores, conduzidos num aparecimento do número 10.
terreno de perfeita elevação moral. Publicação: duas vezes por mês, em dias
Foram, assim, bem justas e merecidas as indeterminados. Isso o prometido, mas não
homenagens tributadas à sua memória cumprido.
p e l o s n o s s o s ó r g ã o s de publicidade, Formato de 24 x 17; 20 a 30 páginas sem
naquela triste data, que cobriu de crepe numeração e duas colunas.
não só a Imprensa local como também a Impressão da Tipografia Beltrão & Cia.
de outros pontos do País, em que sua Capa e cabeçalho interno sem alteração.
personalidade era conhecida através de Gerência do Sr. J . A. Barros e colaboração
suas festejadas colaborações. fotográfica e artística do Sr. O. Belém.
Redação e administração à Rua da Bahia,
A VIDA MINHRA 142 1025, depois 1022, e mais tarde à Avenida
Literatura, comércio, indústria e agricultura, Amazonas, 365.
todos esses ramos de atividade humana es- Expondo seu programa, disse, entre outras
tavam representados em bela alegoria na coisas, o seguinte:
capa, trabalho do hábil e c o m p e t e n t e A nossa revista será o veiculo que há de
arquiteto, o saudoso Luís Olivieri. levar ao mundo literário, comercial e
A Vida Mineira iniciou sua vida no mesmo agrícola o produto dos nossos esforços e
dia em que a anterior revista, isto é, a 7 de da nossa dedicação... A Vida Mineira é
setembro de 1910. uma pequena enciclopédia e é por isso
138 limsitiO Oi IMfflHSi «BUOtiOmOHtt:1895-1954
que, ao lado de uma página de lite- Usou três cabeçalhos: do número 1, do nú-
ratura, agricultura ou comércio, tratará mero 2 ao 13 e do número 14 ao 18. Mais
de um acontecimento político, sem, original e interessante o segundo, que re-
contudo, ferir a sensibilidade de quem presentava um indivíduo dentro da letra
quer que seja. inicial do título, empunhando um chicote
Profusamente ilustrada com retratos de polí- e vergastando, impiedosamente, dois
ticos, era colaborada por brilhantes penas, cidadãos e n c a s a c a d o s , que fugiam em
como esta lista informa: Da Costa e Silva, D. desabalada carreira, d e i x a n d o cair as
Vera de Lima, Raimundo Porto, Antônio Sales, lustrosas cartolas. Este c a b e ç a l h o era
Carlos Góes, Lincoln Prates, Alphonsus de gravado.
Guimaraens, com quatro belas poesias iné- Quasif... teve como redatores os Srs. Gastão
ditas; Francisco Campos, Gastão Itabirano, Itabirano, Da Costa e Silva, Bernardo Gui-
Aldo D e l f i n o , Batista Brasil, Franklin marães Filho e Silva Guimarães. Pouco antes
Magalhães, Augusto de Lima Júnior, Dario de cessar a publicação, retiraram-se da
Leite de Barros, etc. redação os Srs. Da Costa e Silva e Silva
O que aí fica, mostra claramente o valor da Guimarães.
revista. Jornal de aspecto elegante e impresso em
ótimo papel.
QUASII... 143 Quasif... não foi quase e sim integralmente
Semanário noticioso e humorístico, cujo apa- o jornal humorístico que melhor encarnou
recimento se verificou a 11 de setembro de e s s e g ê n e r o de p u b l i c a ç ã o em nossa
1910. Foram publicados 18 números, sendo Imprensa até o presente, se bem que, muitas
o último a 15 de janeiro do ano seguinte. vezes, de modo irreverente ao glosar certos
Formato de 27,5 x 1 9 , quatro páginas e três fatos e acontecimentos.
colunas. Impresso na Tipografia Brasil, à Rua
da Bahia, 340, com a tiragem de 800 a 1.000 ROMA 144
exemplares. Quinto jornal escrito em italiano.
rnsamooimiôBiM 139
Saiu o primeiro número a 20 de setembro Por mais que fizéssemos, não conseguimos
de 1910, dia do aniversário da unificação da saber a data do primeiro número desta pu-
Itália. blicação.
Foi fundado em virtude de deliberação to- O número 3 é de outubro e o 4, de dezem-
mada em uma reunião realizada pela colónia bro de 1910, ambos em formato de jornal, o
italiana, a 11, na sede da Società Italiana de primeiro com 32 x 22 e o segundo com 37 x
Beneficenza. De dirigi-lo foi encarregado o 25, quatro páginas e três colunas. Cabeça-
Como se vê, a liberdade de Imprensa a ser- reiro de 1911- Nossa coleção acusa somente
viço da difamação. Triste recordação de uma até o número 18, de 15 de outubro. Além
época! disso, tudo desconhecemos.
Teve c o m o diretor o Tenente-Coronel
0 MONITOR 148 Cristiano Alves Pinto, c o m a n d a n t e da
Órgão dedicado aos interesses da antiga Bri- corporação, redator, Capitão Joviano de Melo,
gada Policial. e redator-gerente, Tenente Getúlio da Fon-
Três números apenas foram publicados, o seca. A partir do número 7, de 1 de maio,
Q
Sabemos que o número 4 foi distribuído em Prates também colaboraram, mas no terreno
setembro, como noticiou a Revista Militar, no da poesia. A comissão de redação compôs-
número 18, de 15 de outubro. se exatamente desses colaboradores, menos
E nada mais. o Sr. Orozimbo Nonato.
Em julho desse mesmo ano de 1911, jornais
R E V I S T A ACADÊMICA 152 noticiaram a publicação de outro número,
Revista de publicação muito espaçada e ir- naturalmente o segundo.
regular, apesar de ter noticiado publicação — Ano de 1913 Publicada em maio e dirigida
mensal. Era órgão do Centro Acadêmico da pelos Srs. Sandoval Soares de Azevedo,
Faculdade de Direito. Nicolau Tolentino de Morais Navarro, Luís
Dada a diferença das edições, não é possível Franzen de Lima e Cisalpino de Sousa e Sil-
descrevê-las em conjunto, o que nos leva a va.
tratá-las separadamente. Só a primeira foi Formato reduzido para 18 x 11, 93 páginas
numerada, pelo que trataremos as outras em e coluna aberta ou duas, conforme a neces-
relação ao ano de publicação. sidade da paginação.
— Primeiro número. Saiu a 13 de maio de Ilustrada com retratos de professores e alu-
1911, com o formato de 19,5 x 12,5, 16 nos e contendo farta colaboração.
páginas sem numeração e coluna aberta. Im- Impressa nas oficinas da Imprensa Oficial.
presso na Tipografia Moderna, à Rua dos — Ano de 1918. Em novembro foi distribuí-
Caetés, 556. do mais um número, como noticiou a Im-
O editorial de apresentação, intitulado prensa.
"Peristilum", é da lavra do então segundanista Teve esta direção: Srs. José Correia Machado,
Francisco Luís da Silva Campos, que tão altos Rodrigo Melo Franco de Andrade, Franklin
postos ocupou em nosso cenário político e de Sales, Manuel de Oliveira e Milton Cam-
cultural. pos.
Colaboração dos Srs. Orozimbo Nonato da — Ano de 1919. Em 3 de outubro, o Novo
Silva, Waldemar Loureiro e Edgard de Oli- Horizonte disse estar circulando outra edi-
veira Lima. Os Srs. Teixeira de Sales e Lincoln ção.
144 llMiiMQ Bí miH$à BfâfiO HÔilIÕMf: ¡895-1954
tro Filho; gerente, Sr. Aguinaldo Costa; se- oportuna publicação a dois ilustres e saudo-
sos patrícios, o eminente Engenheiro Álvaro
cretário, Sr. Mário Casasanta; redatores, Srs.
da Silveira e o poeta Mendes de Oliveira.
Francisco Barbosa, Milton Campos, Fausto
Não foi uma edição de luxo nem volumosa,
Alvim e Abgar Renault.
muito ao contrário foi até bem modesta e
Graficamente, a melhor de todas. Editada,
simples em seu aspecto material, não com-
ao que parece, por Beltrão & Cia.
portando mais de seis páginas de 39 x 27,
— Ano de 1927. Publicada a 11 de agosto,
duas colunas na primeira e três nas outras.
para comemorar o primeiro centenário da
Cada página, menos a última, estampou uma
fundação dos cursos jurídicos no Brasil. vista panorâmica da antiga capital.
Grande formato, 26,5 x 19, 60 páginas e Impressa em tinta azul, nas oficinas da Im-
duas c o l u n a s . Não consta o local da prensa Oficial.
impressão.
Nela colaboraram Afonso Arinos, Augusto de
Comissão redatora: Srs. Gonçalo Rolemberg
Brito, Álvaro da Silveira, Mendes de Oliveira,
Leite, Pedro Machado de Sousa, Dario Délio
Olavo Bilac, Abílio Machado, Francisco de
Cardoso e Jair Negrão de Lima.
Paula Sousa, J . C. Gomes Ribeiro, Mário de
Excelente colaboração, não só de alunos Lima, Henrique Gorceix, o sábio fundador
como de eminentes mestres do Direito. da Escola de Minas; Bernardo Aroeira, Lopes
De 1927 para cá não tivemos qualquer notí- Neves, Cipriano de Carvalho, Carmo Gama
cia desta revista. É bem possível e até certo e Manuel Bernardez.
que no espaço entre um e outro dos núme- A preciosa colaboração de Afonso Arinos
ros focalizados outro ou outros tenham sido trouxe o título "Atalaia Bandeirante", simbo-
publicados, mas nada conseguimos apurar. lizando a legendária Capela de S. João, que
Rswwwmiódicos 145
Ramos. Para aqui trasladamos algumas pala- Quarta fase — Não houve solução de conti-
vras do artigo de apresentação: nuidade entre as duas fases finais. A 24 de
Continuando sem desfalecimentos a bri- outubro continuava o Estado de Minas a cir-
lhante rota traçada já, quer quando re- cular normalmente, sob a direção de seu fun-
cebia a orientação benéfica do seu ilus- dador, Dr. José Viana Romanelli.
tre fundador Dr. Viana Romanelli, quer Como as anteriores, esta fase foi também
ano de 1913. Passemos, agora, à quarta e Romanelli, muito se distinguiram pela vigo-
rosa dialética e combatividade de seu ilustre
última.
mmassosmôBicos 149
diretor, que sustentou agitadas lutas políticas oteca Pública Luís de Bessa existe, dos
de grande responsabilidade, delas se saindo mesmos autores, um a Ima na ck de 1908.
sempre galhardamente. Primeiro volume impresso na Empresa
A direção do Sr. Felipe Brandão não foi de Minerva, à Rua da Bahia, 310, e o segundo
política extremada, mas nem por isso deixou na Tipografia Comercial.
de ser também política. Formato de 18 x 11.
Mendes de Oliveira dirigiu sua fase equi- Excelente publicação, contendo copiosas in-
distante dos partidos, fazendo um jornal formações sobre a cidade, em todos os múl-
neutro e independente. Foi uma fase de raro tiplos e variados aspectos de sua vida coleti-
va. O segundo volume foi grandemente ilus-
brilho.
trado.
Em suma, o Estado de Minas elevou e hon-
rou as tradições da Imprensa de Minas.
A TARDE 157
A Tarde foi, talvez, o jornal que maior popu-
A L M A N A C K GUIA D E BELLO
laridade gozou em Belo Horizonte. Escrito
HORIZONTE 156
em linguagem franca e tudo noticiando sem
Incluímos esta publicação neste trabalho pela
temor, com processos de reportagens bas-
mesma razão por que o fizemos em relação
tante avançados para a época, sua tiragem
ao Atmanack da Cidade de Minas. Não há,
era rapidamente consumida.
pois, necessidade de nova explicação.
Contou quatro fases. A primeira, iniciada a
O título acima inscrito refere-se ao 2° volu-
I de março de 1912, teve como fundadores
o
me. O primeiro saiu com o nome de Guia e diretores os Srs. Adeodato Pires e Ramos
de Bello Horizonte. César, que pouco tempo permaneceram na
Foram publicados dois volumes, em janeiro direção, pois que em meados de abril se
de 1912 e em janeiro de 1913, tendo o da- retiraram. Não sabemos quem os substituiu
quele ano como organizadores os Srs. Felipe no curto período de sua ausência. Dissemos
Veras e Antônio Moreti e o deste apenas o no curto período porque a 1 Q
de maio
Sr. Veras. Na coleção de obras raras da Bibli- retornavam a seus antigos postos. Pouco
150 imitam Dá IMPSMà DfBítÔ HOSIIOHU: 1895-1954
Este útil empreendimento do Dr. Leon pertencer apenas ao Sr. Lana. A partir do
Roussoulières, diretor da Imprensa Oficial, número 2, entrou para a redação o Sr.
recebido aliás com grande simpatia, não foi Oduvaldo Brant, que durante longo tempo
mantido por muito tempo, porque a 13 de trabalhou em O Estado.
dezembro de 1914 cessava esse apêndice "Em Campo", eis o título do artigo-programa.
do órgão oficial sua publicação, com o Não o b s t a n t e p e q u e n o , d e i x a m o s de
número 27, do ano terceiro. transcrevê-lo na íntegra, dando somente es-
Quantidade variável de páginas, de acordo tes trechos, bastantes para definir sua orien-
com a natureza da publicação. Formato de tação:
38,5 x 27 e quatro colunas.
Apenas para não fugirmos à praxe, já
Por ter paginação especial e numeração pró-
de há muito estabelecida, vamos dizer
pria, não hesitamos em incluí-lo aqui como
ao povo, em poucas palavras, qual vai
jornal distinto do Minas Gerais.
ser a nossa ação no jornalismo mineiro.
Ressurgiu a 18 de julho de 1928, mas não
Preliminarmente afirmamos que não
sabemos quanto tempo durou.
evoca esta folha nenhuma facção políti-
ca, ou cousa que o valha, para comen-
A NOITE 161
tar os fatos com a imparcialidade que
Este jornal despertou invulgar interesse em
convém a um órgão de opinião.
nossa população.
Queremos tudo pelo direito e o defende-
Devido às múltiplas transformações e modi-
remos com todas as forças de nossa fé e
ficações por que passou, vamos tratá-lo por
com todo o estímulo de nossas puras
partes, como já fizemos em relação a outros.
Quatro foram suas fases. intenções.
Redação e oficinas à Avenida Comércio, hoje Deste período de publicação nada podemos
Santos Dumont, 426. adiantar por possuirmos apenas os números
Segunda fase — Seguindo a numeração da 99 e 102, aquele de l e este de 6 de julho.
u
primeira, reapareceu poucos dias depois, a Foi iniciada nova numeração, tanto do ano
l6, com o número 66. de publicidade como das edições. Outro ca-
"Um Programa" foi o título do editorial. Por beçalho, formato de 40,5 x 28 e cinco colu-
ele se verifica o feitio francamente político nas.
e de oposição aos governos federal e esta- Redação e oficinas à Rua dos Caetés, 364.
dual, principalmente àquele. Quarta fase — Desta fase o jornal de nume-
De propriedade individual que era, passou ração mais baixa que consta de nosso fichá-
o jornal ao domínio de uma empresa. rio é o 14, de 5 de novembro do mesmo ano
Adeodato Pires, redator da primeira fase, con- de 1915- Considerando que se publicava di-
tinuou também nesta, conjuntamente com ariamente, menos aos domingos, presume-
estes novos elementos: Drs. Gudesteu de Sá se que o primeiro número tenha saído a 21
Pires, Carlos Sá e Justino Carneiro. A 4 e 7 de outubro, se é que foi regular a publicação.
de outubro, respectivamente, retiraram-se os Como na terceira fase, começou nova nu-
Srs. Adeodato Pires e Gudesteu de Sá Pires. meração do ano e da folha. Não sabemos se
Conhecemos até o número 88, de 11 de ou- foi além do número 176, de 26 de maio de
tubro. 1916, o último de nossa coleção.
Parte material idêntica à da primeira fase, Até 8 de janeiro desse ano, esteve sob a
mas com o formato ligeiramente alterado para direção dos Srs. José Bouças e Adeodato
36,5 x 26. Pires, e daí por diante dos Srs. Vicente
Redação e oficinas no mesmo local de início. Badenes e Gustavo Erse.
Terceira fase — Não precisamos, positiva- No princípio, o tipo do título era igual ao da
mente, a data do ressurgimento desta folha. fase anterior, adotando depois outro modelo
Parece-nos, entretanto, que foi em meados e novo cabeçalho. Formato, o mesmo da ter-
de março de 1915- ceira fase.
154 llMtíilÕ OÂ IMPSWà ÕÍBflO HÕMOHIf: 1895-1954
Redação à Rua dos Caetés, 365, e depois à Infelizmente, tal caveira ainda não foi arran-
Avenida Afonso Pena, 515. Oficinas à Rua cada; parece, até, que cada vez mais se
dos Caetés, no número assinalado. aprofunda pelo solo adentro. É o que temos
visto. As melhores intenções fracassam
REVISTA P E MINAS (2') 162^ fragorosamente. Ninguém que tente exumar
Revista literária, humorística e de interesses gerais. a caveira fatídica. Ela é que tem inumado
O primeiro número foi publicado a 7 de agosto belas iniciativas.
e da qual era presidente o Dr. Francisco tros, gravado em letras estilizadas, aliás, bem
Brant, na ocasião administrador das Correios. artístico.
Só deu um número, a 31 de agosto de 1912, Labor omnia vincit — a legenda usada.
impresso na Tipografia Beltrão & Cia., em Animus teve boa e escolhida colaboração.
tinta azul, com o formato de 28 x 19, oito Redação à Rua da Bahia, 1055.
páginas e duas colunas.
Distribuição gratuita. CORREIO P A NOITE 166
A 19 de setembro de 1912, aparecia o pri-
Fxlitor, Sr. José Maria do Espírito Santo, com A Illustração Mineira foi uma bela
oficinas à Avenida Afonso Pena, 768. p u b l i c a ç ã o , de e x c e l e n t e feitura. Não
podemos dizer que honrou nossas oficinas
O M O M O 170 gráficas, porque foi feita no Rio de Janeiro,
Terça-feira, 4 de fevereiro de 1 9 1 3 , no delírio na Casa Pimenta de Melo & Cia., à Rua Sachet,
da festa excepcionalmente brasileira, o Carnaval, 34.
era o deus Momo honrado com seu homônimo... Propriedade da D'Ávila & Cia., Sociedade
dc papel, O Momo, órgão de todos e de composta dos Srs. Celso D'ÁvÍla, Amaro
ninguém, que tinha como diretor, Dr Barbudo
Drummond e Francisco Alevato.
sem nome e como gerente — Coronel Ignoto.
Só publicou um número, datado de 1° de
Propriedade da empresa dos Pinga, Miséria & Cia
março de 1 9 1 3 - Formato de 3 1 , 5 x 2 2 , 5 , 16
O ano e o número eram assim assinalados:
páginas e três colunas.
Número 1 sem continuação — Ano da
O corpo de colaboradores, citado na capa,
Desgraça.
era representado por altos expoentes da li-
No expediente declarou:
teratura e da política.
O Momo publica todos os dias, devendo
Saiu ilustrada com finas gravuras, todas de
sair só boje — A direção responsabiliza
edifícios públicos e paisagens da Capital.
o Presidente do Estado e o Prefeito pelos
Notamos a colaboração de Costa Rego, Aldo
artigos aqui publicados
Delfino, D'Ávila Cordeiro, Venceslau de Mo-
Impresso em papel de cor, ao que parece
nas oficinas da Imprensa Oficial. Formato rais, Ramos César, Osório Dutra, Mário
Nos primeiros tempos apresentou-se como Itabirano exerceu o lugar de redator na ges-
jornal político, simpático ao Governo esta- tão do Dr. Celso D'Ávila.
dual e infenso, não ao Govemo Federal di- Vários formatos: 36,5 x 26,5 — 48 x 33 —
retamente, mas ao General Pinheiro Machado, 46,5 x 32,5 — 49 x 32,5 e 54 x 38 e quatro
na ocasião o chefe supremo e absoluto da colunas no primeiro, cinco no segundo e seis
política nacional. A atitude desta folha em nos restantes. Sete foram os cabeçalhos e
relação ao grande senador gaúcho pode ser três as variedades dos tipos empregados no
definida só com estas palavras, escritas no título.
primeiro número:"... o funesto e ensangüen- Redação e oficinas à Rua da Bahia, 1012, e
tado caudilho Pinheiro Machado, príncipe da em seguida à Avenida Paraopeba, 244.
Carniça, urubu-rei da República". Depois A Capital foi um jornal que bem cumpriu
mudou de orientação, tomando-se imparci- sua missão. Vasto noticiário, bom serviço te-
al.
legráfico, correspondências, etc.
Diário matutino, exceto no período decorri- Com A Tarde teve algumas escaramuças, que
do de 13 de fevereiro a 16 de abril de 1914, não chegaram, porém, a degenerar em po-
no qual se transformou em vespertino. De lêmica, como as que foram mantidas entre
25 de maio desse ano em diante, saía também outros jornais e relatadas nos respectivos lu-
às segundas-feiras, o que jamais aconteceu a gares.
qualquer outra publicação local, porque,
mesmo sem ser isso defeso, não era usual o A MARRETA 173
trabalho aos domingos. Tendo como redator-chefe o Dr. Aleixo
O número 156, de 27 de junho de 1914, é o Paraguassú, A Marreta começou a marretar
mais elevado que consigna nosso fichário. a 7 de junho de 1913- O segundo número
Teve vários diretores. Inicialmente, o Dr. Cel- saiu a 6 de julho e o terceiro e último a 22
so D'Ávila, depois o Sr. Amaro Drummond e de agosto.
depois ainda o Sr. Joaquim de Azevedo. No Publicação mensal e impressão da Tipografia
fim da publicação não constava do cabeça- A Central, de Araújo, Irmão & Cia., situada à
lho o nome do responsável. O Sr. Gastão Rua do Espírito Santo, 328. Formato de 18,5
KXmDOSPltiÓDICOS 159
Revista de arte e letras, consagrada à propa- Vita em sua primeira página ostentava uma
ganda moral e material de Minas. seção permanente intitulada "Homens ao
Do número 3 em diante passou de mensal a Leme", na qual descrevia a personalidade
quinzenal. de patrícios ilustres e de representação nos
Redação dos Srs. Columbano Duarte e Ra- diferentes setores da atividade humana das
mos César e direção artística do Sr. Luís de ciências, da política, das letras, das artes, da
Soto, até o número 4; do número 5 ao 9, magistratura, do Direito, etc. O homenageado
diretor, Dr. Frnesto Cerqueira. A contar do tinha sua efígie aí estampada.
número 10, voltaram os primitivos redatores, Revistas iguais temos tido, mas não superio-
Srs. Columbano Duarte e Ramos César, que res. Vita foi uma publicação que honrou so-
se conservaram até o fim. bremodo nossos meios gráficos e culturais.
A mudança de direção provinha de mudança F, um prazer manuseá-la. Quantas evocações
de propriedade. Foram proprietários, primei- desperta! De tudo se encontra em suas pági-
ro, os Srs. Luís de Soto e José A. da Fonseca; nas: arte, literatura, sociais, humorismo, etc.
depois, só este último e, finalmente, os Srs. Até hoje é ela lembrada com saudades.
Celso Bueno Brandão e José Maximiano de Seleto o corpo de colaboradores. Entre ou-
Carvalho. tros, apontaremos Aurélio Pires, Abílio Ma-
c h a d o , Hermes Fontes, Alphonsus de
A parte artística estava entregue aos competen-
Guimaraens, Carlos Góes, Mendes de Oli-
tes artistas Luís de Soto, como diretor; J. Georgi,
veira, Osvaldo de Araújo, Mário Matos,
Salvador Soliva e Henrique den Dopper.
Arduíno Bolivar, Gustavo Pena, José Eduardo
Formato de 20,5 x 13,5, média de 30 páginas
da Fonseca, José Rangel, Belmiro Braga, Da
sem numeração e duas colunas.
Costa e Silva, Álvaro Viana, Aldo Delfino,
Cada edição trazia uma capa diferente, mui-
Batista Brasil, Olímpio de Carvalho, Lincoln
tas delas desenhadas por algum dos artistas
Prates, Bento Ernesto, E. Detalonde, Ariosto
acima citados.
Palombo, etc.
Três tipos de cabeçalho interno, um do nú-
mero 1; outro dos números 2 e 11 a 17, e Redação: Rua da Bahia, 463; Avenida João
outro dos números 3 a 10. Pinheiro, 102 e Rua da Bahia, 981.
KfflwmmiôBttQs 161
Edgard de Oliveira Lima, Lindolfo Gomes, Mais um produto das famigeradas mútuas.
Horácio Guimarães, Amédée Péret, Este advogava os interesses da Mutuária Cristã
Ferraz, J o s é Eduardo da Fonseca, J o ã o os, com sede à Rua dos Carijós, 659
O primeiro número foi publicado a 1 ° de
Borges Fleming, Emílio Loureiro e José do
novembro de 1913, o segundo a 16 e o ter-
Patrocínio (transcrição).
ceiro a 1 ° de dezembro, únicos que conhe-
A comissão promotora da homenagem com-
cemos.
pôs-se dos Srs. Coronel Antônio da Rocha
Formato de 31,5 x 22, quatro páginas sem
Melo, João Borges Fleming e Manuel de Ma-
numeração e três colunas.
galhães Penido.
Impressa nas oficinas da Imprensa Oficial,
A NOTICIA ( 3 ) a
181
com o formato de 40 x 26,5, quatro páginas
Sob a direção dos Sr. Adeodato Pires, surgiu,
sem numeração e quatro colunas. a 24 de novembro de 1 9 1 3 , o terceiro jornal
Na segunda página estampou um grupo fo- deste título, órgão exclusivamente popular
tográfico da referida comissão. e sem ligações partidárias.
Passado algum tempo, suspendeu a publica-
O RAIO X 179 ção, cujo restabelecimento se operou em
Órgão literário, científico, humorístico e no- meados de junho de 1 9 1 4 . Propriedade da
ticioso. empresa Vasconcelos & Pires.
KSWiâSOOSWiÔBICÕS 163
Diário vespertino, não se publicando aos Publicação semanal, aos domingos, com o
domingos. Ignoramos até quando circulou. formato de 30 x 21,5, quatro páginas e qua-
Da redação também faziam parte os Srs. tro colunas.
Vicente Racioppi e Gastão Itabirano. Escrito à Rua Sabará, 70.
Nos primeiros números com o formato de
40 x 27, quatro páginas e cinco colunas, e FOLHA ACADÊMICA 184
em seguida com o de 50 x 32,5, quatro
Jornal dos interesses da classe e órgão do
páginas e seis colunas. Um cabeçalho para
Centro Acadêmico da Faculdade de Direito.
cada formato.
Diretores, Srs. Cisalpino de Sousa e Silva e
Redação e oficinas à Avenida Amazonas, 442.
N. T. de Morais Navarro; redator, Sr. Eugênio
Por falta de elementos para melhor descri-
Detalonde.
ção, aqui ficamos.
Surgiu a 28 de abril de 1914 e até quando se
publicou não sabemos
Y Ã Y À , M E DEIXA... 182
Publicação quinzenal. Formato de 33 x 23,
Jornal humorístico e de trepações.
oito páginas sem numeração e quatro colu-
Foi distribuído no Carnaval de 1914, dias 22
nas.
a 24 de fevereiro. À esquerda do título es-
Impressa na Tipografia Beltrão & Cia., à Rua
tampava a figura de rotunda preta baiana.
do Espírito Santo.
Impressão das oficinas da Imprensa Oficial,
O mesmo cabeçalho nos números de nosso
com o formato de 32,5 x 22, seis páginas
conhecimento.
sem numeração e quatro colunas.
Cada número trazia na primeira página o re-
Propriedade de uma empresa, como está no Redação à Rua dos Carijós, 718.
título e dedicado ao belo sexo. Não declinou Jornal muito bem-feito e de variada colabo-
o nome do redator. ração.
164 nmtíilQ õà IMPXêMÃ 0(8(10 UOMQHK: 1895-1954
O DEBATE ( l ) g
191 Formatos de 32 x 2 3 , número de páginas
Não afirmamos, mas temos razões para crer variando de 24 a 40 e quatro colunas até o
que 0 Debate não passou de número de es- número 6, e 25 x 17, média de 50 páginas e
tréia, verificada a 17 de junho de 1914. duas colunas, do número 7 ao 21.
Diretores-redatores, Srs. Ariosto Palombo e Impressa nas oficinas da Imprensa Oficial,
Oscar de Oliveira Lima. com a tiragem de 10.000 exemplares, con-
Formato de 38,5 x 27, quatro páginas e cinco soante sua afirmativa.
colunas. Parece-nos ter sido impresso nas Capas de diferentes tipos, sendo as dos cinco
oficinas do Diário de Minas. primeiros números mais ou menos iguais.
Redação à Rua Guarani, 70. No formato maior não mudou de cabeçalho;
no menor estampou dois, um utilizado no
REVISTA COMMERCIAL 192 início e no fim da publicação e outro no
Órgão de propaganda das riquezas do Brasil período intermediário.
e dedicado ao comércio, indústria, ciências, Revista Commercial, no gênero, foi uma das
artes e agricultura. mais destacadas publicações que temos pos-
Publicação mensal, mas sem regularidade. suído. Grande aceitação teve não só no Esta-
0 primeiro número foi dado à luz da publi- do como fora dele. Manteve boa seção lite-
cidade a 30 de junho de 1914 e o 2 1 u
e rária e de charadas. Muitas fotogravuras de
último em fevereiro de 1917. assuntos subordinados ao texto ilustravam
Os números 1 e 2 saíram sob a direção do suas páginas.
Dr. João Carvalhais de Paiva e o número 3,
sob a do Dr. José Álvares de Abreu e Silva. A OAZETA (3 ) a
193
Em certo período, entre os números 5 e 11, Terceiro e penúltimo jornal assim intitulado.
foi dirigida pelo Sr. Ariosto Palombo. Terça-feira, 15 de setembro de 1914, era
Propriedade da Agência Mineira nos números distribuído seu primeiro número. Durou até
1 e 2; de Soares & Peres nos números 3 e 4; meados de fevereiro do ano seguinte.
de Soares, Peres & Cia. nos números 5 a 11, e Propriedade de Lopes & Lopes, Antônio
do 12 ao fim, do Sr. Egídio Soares Filho. Lopes de Vasconcelos e Alfeno Ferreira
166 HMtiMQ Di IMWi fff 8(10 U0ÊI20HK: 1895-1954
sa Imprensa. Foi uma publicação na qual tudo Lincoln Prates, Mário de Lima, Mendes de
se encontrava. Oliveira, Mário de Azevedo, Noraldino Lima,
Não fez o estirado artigo de fundo. Expôs, Nicolau Navarro, Osvaldo de Araújo, Silva
em breves linhas, seu programa. Inicialmen- Guimarães c outros.
te, disse: Propriedade dos Srs. Alfredo Jorge da Silva,
Informar e comentar, com verdade e jus- Eusébio Cavalieri Soares e José Augusto de
tiça, servindo aos interesses da Repúbli- Oliveira, até o número 6 e do 7 em diante,
ca e de Minas — tal o programa com apenas do primeiro.
que O Momento surge entre os órgãos Formato de 20 x 13,5, 40 a 50 páginas sem
de publicidade desta capital. numeração e duas colunas. Não mudou de
cabeçalho tanto da capa como da parte in-
VIDA P E MINAS 202 terna. Todas as capas de muito bom gosto,
Não confundir esta revista com A Vida de com retratos, vistas, fantasias, etc.
Minas, que daqui a pouco será descrita. A primeira página era destinada à seção "No-
Vida de Minas nasceu a l de janeiro de 1915
g mes em Foco", na qual se realçavam os prin-
e morreu a 15 de junho seguinte. Nem um cipais traças da vida e obra de destacadas
semestre viveu! Apenas 12 números circula- figuras da política, das letras, da ciência, etc.
ram. Impressa nas oficinas da Imprensa Oficial,
Publicação quinzenal, rigorosamente obede- em ótimo papel.
cida. Vida de Minas foi um primor de arte e de
Diretor, Sr. Cisalpino de Sousa e Silva, que texto. As melhores e mais oportunas colabo-
contava com o seguinte corpo de colabora- rações: literatura, humorismo, crônicas, enfim,
dores: Arduíno Bolívar, Abílio Machado, Au- tudo tão bom como nas revistas de nossos
rélio Pires, Arcângelo Guimarães, Assis Viana, dias.
Abílio Barreto, Carlos Goes, Camilo Filho,
Da Costa e Silva, Daniel de Carvalho, Ernesto A RONDA 203
Cerqueira, Eugênio Detalonde, Fernando Aze- Começou a rondar no dia 25 de janeiro de
vedo, Gastão Itabirano, Lúcio dos Santos, 1915. Curta, porém, foi a sua ronda, que
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terminou logo depois, sem que precisemos Citamos apenas os de nosso conhecimento.
a data. Talvez outros tenham saído em anos
Publicação bissemanal, às quartas-feiras e sá- intermediários, mas nada podemos adiantar
bados. Órgão independente, de propriedade a respeito.
de uma empresa. Temos que descrever as edições separada-
Formato de M x 26, quatro páginas sem numera- mente, uma por uma, porque sua natureza
ção e quatro colunas. Cabeçalho inalterado. assim o exige.
Qual o diretor e local de impressão não con- 1915— Distribuído de 14 a 15 de fevereiro,
seguimos saber. com o formato de 29 x 19, seis páginas e
Redação à Rua dos Tupinambás, 1130. duas colunas.
No cabeçalho:
A É P O C A (3») 204, Assinatura-, um conto e um canudo por
Terceiro e penúltimo jornal assim intitulado. ano — Redação, debaixo da pinguela do
Este, porém, veio sem o "h", o que está de Saco, 2° andar térreo — Cair n 'água é a
acordo com a atual ortografia. Antecipou os função dos barbados — Ano não existe
acontecimentos. — Sem número— Órgão oficial sem far-
Saiu a 13 de fevereiro de 1915 e deixou de da, dos maludos e pintos pelados.
existir a 12 de agosto seguinte. 1916 — Circulou de 5 a 7 de março. Cabe-
Redator proprietário, Sr. Levi Cerqueira. çalho idêntico ao de 1915, com esta pequena
Publicação bissemanal, com oficinas própri- variante: Redação, debaixo da pinguela do
as, à Rua Itapecerica, 233. córrego do Leitão, 2 andar.
o
Formato de 27,5
Formato de 34 x 23, quatro páginas, sem x l6,5, quatro páginas e três colunas.
numeração e quatro colunas. 1919 — Datado de 2-4 de março, com o
Jornal noticioso e bem escrito. formato de 26,5 x 20,5, quatro páginas e
quatro colunas.
T E N E N T E S PO DIABO 205 Cabeçalho :
Jornal carnavalesco, publicado nos anos de Assinaturas, um conto., do vigário por
1915, 1916, 1919, 1922, 1923 e 1924. ano — Redação, debaixo da ponte, 2o
mamimmttotcos 173
andar, quarto do meio — Órgão oficial Formato de 38,5 x 27, quatro páginas e qua-
sem farda, dos maludos e pintos pelados tro colunas.
— Quem não chora, não mama — Ano O jornal carnavalesco foi e será sempre o
V— Número não existe mesmo em todos os tempos. Assim, nada de
Impresso na Tipografia Vitoria, à Rua dos novo a falar sobre este.
Tupinambás, 527.
1922— Cabeçalho: DOMINGO 206_
Edição, 5.000 números — Assinaturas, Domingo teve duas fases. A primeira, que
um conto e um canudo — Redação, de- adotou dois formatos, de jornal e revista, foi
baixo da ponte — Órgão oficial dos iniciada a 1 1 de abril de 1915- Em formato
maludos carnavalescos — Quem não de jornal publicou 25 números, o último
chora não mama — Evoéí Evoé. Evoéf
1
datado de 26 de setembro do mesmo ano. A
— Ano 69 — N° não há — Fevereiro de 10 do mês seguinte, transformou-se em
1922. revista, com os números 26-27, em um só
Formato de 31 x 24,5, quatro páginas e qua- volume. Além desse, só conhecemos o
tro colunas. número 32, de 14 de novembro.
Impresso nas oficinas da Imprensa Oficial. Jornal com o formato de 31,5 x 21,5, oito
7923 — Formato de 34 x 24,5, quatro pági- páginas e quatro colunas, e revista com o de
nas e quatro colunas. 20 x 13,5. A de número 26-27 com 70 páginas
Cabeçalho idêntico ao anterior, com o acrés- e a de número 32 com 8, todas elas sem
cimo do segumie: Redator, Lord Garrafa — numeração.
Camilo Ribeiro. Ano 69 substituído por ano Tanto o jornal como a revista conservaram
não há. Distribuído de 11 a 13 de fevereiro. os respectivos cabeçalhos em todas as edi-
1924 — Redator, Camilo Ribeiro — Crítica e ções.
humorismo — Quem não chora não mama Diretor, Sr. Ramos Arantes e Redator, Sr. Eu-
— Evoéf Evoéf Evoéf Redação no inferno — gênio Detalonde.
Assinatura, 10.000$000. Colaboração selecionada, de elementos de
Distribuído de 2 a 4 de março. destaque nas letras.
174 imaim OÍ imwà x BUO HOMÕHIÍ: MS-IM