Ergonomia:
1º) Parte: Definição, histórico, Conceitos importantes e objetos
de estudo (Ergonomia Física, Cognitiva e Organizacional).
A ergonomia é entendida como a ciência que estuda a interação homem-
ambiente de trabalho, visando propiciar uma solicitação adequada dos
trabalhadores, de modo a alcançar a otimização do sistema de trabalho,
respeitando-se, porém, as características psicofisiológicas individuais daqueles,
e prevenindo o desgaste prematuro de suas potencialidades profissionais.
A ergonomia é uma ciência multidisciplinar, na medida que, para alcançar seus
objetivos, utiliza conhecimentos científicos de várias áreas, dentre as quais:
anatomia, antropometria, biomecânica e psicologia. O campo de atuação da
ergonomia alcança qualquer situação de trabalho ou lazer, desde os estresses
físicos nas articulações, músculos, nervos, tendões e ossos aos diversos fatores
ambientais que possam afetar os órgãos sensitivos do ser humano, visando
alcançar o adequado conforto ambiental e, principalmente, a prevenção de
acidentes de trabalho e a promoção da saúde ocupacional.
O termo Ergonomia é derivado das palavras gregas ergon (trabalho) e nomos
(regras, normas). Este termo foi adotado nos principais países europeus, onde
se fundou a Associação Internacional de Ergonomia (IEA), que atualmente
representa as associações de 40 países, com um total de 19 mil sócios (DUL et
AL., 2004:1).
A ergonomia é um conjunto de ciências e tecnologias que procuram a adaptação
confortável e produtiva entre o ser humano e seu trabalho, procurando adaptar
as condições de trabalho às características do ser humano.
A contribuição dos ergonomistas está relacionada ao planejamento, projeto e a
avaliação de tarefas, postos de trabalho, produtos, ambientes e sistemas de
modo a torná-los compatíveis com as necessidades, habilidades e limitações das
pessoas e de maneira geral, os domínios de especialização da ergonomia são a
ergonomia física, cognitiva e organizacional.
Aplicabilidade da ergonomia:
A ergonomia desempenha um papel importantíssimo no que se refere a questões
de segurança e saúde do trabalhador. A intervenção e implementação da
ergonomia nas empresas contribui para a mudança de atitudes, o que influencia
na prevenção de doenças.
Enquanto as regras de higiene ocupacional se preocupam com a redução de
doenças ocupacionais, a ergonomia tem por finalidade conseguir com que o
trabalhador, no final do seu trabalho, esteja apenas com nível de fadiga próprio
de ter trabalhado 8 horas.
Histórico:
A formalização da ergonomia, enquanto disciplina, é recente. Ela aconteceu a
partir de 1949, com a criação da Ergonomics Research Society, na Inglaterra.
Em 1959 foram criadas a Human Factors Society (HFS) e a International
Ergonomics Society (IES) nos Estados Unidos e, em 1963, a Societé
d’Ergonomie de Langue Française (SELF), na França.
Os relatos sobre as origens da ergonomia moderna, frequentemente, são
associados ao final da Segunda Guerra Mundial e ilustram a sua vocação. Na
época, a Royal Air Force (Força Aérea Real Britânica) buscava compreender por
que equipamentos extremamente modernos, que deveriam facilitar a conduta
dos pilotos da aviação, não eram operados com a eficiência e a eficácia
esperadas (WISNER, 1994).
Para responder a esta demanda, constituiu-se uma equipe interdisciplinar
composta por um engenheiro, um psicólogo e um fisiologista. A análise da
situação por diferentes olhares foi determinante no diagnóstico do problema e
para as soluções propostas.
Se quisermos compreender o desenvolvimento da ergonomia devemos inseri-la
no contexto socioeconômico da época. Nesse período, as indústrias européia e
americana estavam se adequando ao contexto do pós-guerra, buscando elevar
a produção com notória escassez de trabalhadores qualificados e, no limite, de
matéria-prima. Nos primórdios de sua história a ergonomia preocupou-se em
desenvolver pesquisas e projetos voltados para a aplicação de conhecimentos
já disponíveis em fisiologia e psicologia e também para o estudo do
dimensionamento humano, custo energético, visando à concepção e definição
de controles, painéis, arranjo do espaço físico e dos ambientes de trabalho.
Com a evolução dos movimentos sociais, em especial dos sindicatos de
trabalhadores, muitas demandas em ergonomia buscavam respostas para os
problemas ligados às más condições de trabalho, à organização dos tempos de
trabalho (ritmos, cadências e turnos) e à rejeição da fragmentação das tarefas,
resultante da exacerbação da divisão do trabalho. O auge destes movimentos
se situa no final dos anos 1960 e nos anos 1970 do século XX.
A partir da década de 1980, no final do século passado, o foco de interesse dos
ergonomistas voltou-se para a análise de sistemas automáticos e informatizados
com ênfase na natureza cognitiva do trabalho. Essa mudança ocorreu,
principalmente, devido aos insucessos na implantação desses sistemas que
eram projetados com uma lógica que não contemplava os processos cognitivos
envolvidos na ação, e, portanto, apresentavam muitas dificuldades na operação
do sistema.
Esses processos de automação definiram uma nova relação do ser humano com
o seu trabalho: ele deixa de ser um executor direto e passa a exercer o papel de
controlador do processo. É evidente que não houve uma transformação de todas
as situações de trabalho. Mesmo em situações nas quais há um grau elevado de
automação, encontramos tarefas altamente repetitivas e intensivas no gesto de
produção que convivem com essas ações de controle de processo. As mudanças
tecnológicas também acarretaram fenômenos de intensificação do trabalho e
novos meios de controle sobre os trabalhadores.
As atividades de controle de processo trouxeram novos desafios, pois fica
patente que as questões cognitivas do trabalho se tornam o foco dos estudos
com o intuito de buscar soluções aos problemas operacionais e a novos
problemas de saúde que se tornaram mais prevalentes. Apesar dessa
pressuposta predominância do “cognitivo” no trabalho, não existe cognição sem
corpo. Paradoxalmente, em algumas tarefas em que basicamente as pessoas
deveriam se concentrar em ações de tratamento da informação e de
comunicação, como é o caso das centrais de atendimento, a expressão do
sofrimento e as doenças se manifestam no corpo, haja vista as famosas
LER/DORT.
Em processos de produção contínuos, como por exemplo, os da indústria do
petróleo, a petroquímica, a produção de energia elétrica, a questão da
confiabilidade dos sistemas fica mais em evidência. Nesse contexto começa o
debate sobre o conceito de erro humano. A análise do trabalho e os
conhecimentos produzidos por essa abordagem da ergonomia permitem
relativizar esse conceito, na medida em que o “erro” não pode ser considerado
como uma “falha do humano” que está operando um sistema ou uma máquina.
O conceito de erro começa a ser contestado, uma vez que há problemas na
concepção dos sistemas, das máquinas, da organização do trabalho.
Em vez de erro seria melhor conceituar como “insucesso da ação”. As demandas
em ergonomia se voltam então para a busca de critérios e definições para a
concepção das salas de controle (p. ex: os manejos e os mostradores) e para a
compreensão da percepção humana, da cognição situada e da cognição
distribuída, conceitos que serão discutidos no capítulo de cognição. Os
ergonomistas atuam, cada vez mais, contribuindo na concepção de sistemas de
trabalho que favoreçam o desenvolvimento das competências e que assegurem
a saúde dos trabalhadores e a segurança operacional. Acidentes nesse tipo de
produção têm, muitas vezes, consequências catastróficas.
Em paralelo, o desenvolvimento acelerado do setor de serviços trouxe novas
questões. Problemas de produção e de saúde devidos à importação de
paradigmas tayloristas para empresas de serviço, principalmente para aqueles
considerados como “de massa”, trouxeram novos desafios para a ergonomia.
Além das relações mais tradicionais entre colegas e com a hierarquia, comuns
na indústria, a presença do cliente, como coautor do processo, influencia
significativamente o resultado do trabalho e, também, interfere na saúde dos
trabalhadores.
Pouco se fala do setor agrícola, mas há muitas pesquisas voltadas para questões
do trabalho nesse setor. Desafios ligados ao esforço físico excessivo, à
exposição a venenos, ao uso de novas tecnologias mecanizadas, também são
temas de ergonomia.
Embora com menor frequência, encontramos na literatura trabalhos de
ergonomia voltados para trabalhadores que exercem papel de gestão e
supervisão. Cada vez mais fica patente que é possível analisar, compreender e
transformar o trabalho nas mais diversas situações. Essas diferentes áreas de
atuação reforçam o potencial da ergonomia para ajudar na concepção do
trabalho, na medida em que as suas ferramentas de análise evoluem também
em paralelo com as mudanças tecnológicas, organizacionais e sociais.
Hoje, a ergonomia se transformou em instrumento que pode ser apropriado pelos
mais diferentes atores sociais, como os profissionais diretamente ligados às
questões do trabalho, engenheiros, médicos, psicólogos, administradores,
sociólogos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, entre outros.
Além disso, se tornou um instrumento para embasar ações de sindicatos de
trabalhadores, de organizações patronais de instituições do Estado, quando se
busca transformar e adequar o trabalho.
Da mesma maneira que aconteceram mudanças nas tecnologias e nas formas
de organizar o trabalho, aconteceu, também, uma evolução significativa do
conceito de saúde e da luta para que o mundo do trabalho não seja fonte de
sofrimento, doenças, lesões e mortes. Saúde deixa de ser um estado, uma
aquisição e passa a ser considerada como um objetivo, como um processo
ligado ao potencial de vida, como uma construção individual e coletiva. O foco
muda, não se trata apenas de buscar as condições que evitem a degradação da
saúde, mas, também, aquelas que favoreçam a sua construção (LAVILLE;
VOLKOFF, 1993). Esta postura reforça as opções da ergonomia desde seus
primórdios — o da busca do conforto para trabalhar — apesar de, por motivos
ligados às demandas sociais, o foco ter sido “o homem adoecido” e,
consequentemente, a busca de soluções para evitar que isso ocorresse. Com
frequência, para justificar uma ação ergonômica, é necessário partir dos efeitos
nefastos do trabalho.
A análise ergonômica do trabalho ajuda a compreender as formas ou as
estratégias utilizadas pelos trabalhadores no confronto com o trabalho, para
minimizar ou limitar as suas condições patogênicas. As novas tecnologias
trouxeram benefícios inestimáveis, mas, também, novas restrições e imposições
ao modo de funcionamento dos indivíduos.
Ainda pensando nas questões de saúde, é notório que as demandas sociais têm
crescido significativamente no que diz respeito ao sofrimento psíquico.
Encontramos, cada vez mais, casos de afastamentos do trabalho por problemas
de ordem emocional, relatos de sérios distúrbios mentais, que pouco eram
associados ao trabalho até 30 anos atrás.
É significativo o fato que, em paralelo ao desenvolvimento da ergonomia, uma
outra disciplina voltada para a questão da saúde mental, a psicodinâmica do
trabalho, tem tido um grande desenvolvimento. Apesar da ergonomia não tratar
diretamente dessas questões, ela pode ser útil na busca da promoção da saúde
mental, por meio da compreensão e da transformação de tarefas que tenham
uma forte característica psicopatogênica.
A Ergonomia no Brasil:
No Brasil, a ergonomia surgiu vinculada às áreas de Engenharia de produção e
Desenho Industrial, e o seu âmbito de atuação foi voltado à aplicação dos
conhecimentos produzidos sobre as medidas humanas e a produção de normas
e padrões para a população brasileira. O segundo momento da ergonomia no
País se iniciou com os estudos na área de Psicologia da USP, com pesquisas
experimentais sobre o comportamento de motoristas e estudos sociotécnicos
realizados pela Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.
Paralelamente às ações voltadas para a antropometria e medidas dos
segmentos corporais, os pesquisadores brasileiros iniciaram um diálogo com
pesquisadores europeus, sobretudo com os franceses, e dentre eles, o patrono
da ergonomia brasileira, o professor Alain Wisner, responsável pelo doutorado
de boa parte dos ergonomistas na década de 1980. Posteriormente, o acesso à
literatura oriunda da Europa se ampliou e, com ela, o acesso aos trabalhos de
outros pesquisadores. A abordagem ergonômica realizada pela escola
francofônica tem como fio condutor a análise de atividade nas situações de
trabalho.
O Brasil, durante certo período, conviveu com duas “ergonomias”: uma de matriz
anglo-saxônica e outra de matriz francofônica. Atualmente, como bem mostra a
definição de ergonomia apresentada neste capítulo, entendemos que essas
duas abordagens são complementares, e que suas técnicas e procedimentos
específicos dependem do problema colocado ao ergonomista e dos objetivos da
análise a ser empreendida.
Atualmente, a ergonomia é ensinada e aplicada em diferentes Universidades
brasileiras, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Santa
Catarina e Recife. Elas se situam em unidades diferentes dentro das
universidades e têm, cada vez mais, atuações especializadas dentro da área.
Encontramos, hoje, no Brasil, empresas de consultoria e centros de pesquisa
consolidados que atuam em diferentes regiões do País. É comum encontrarmos
publicações de boa qualidade produzidas por nossos consultores nas revistas
científicas, o que vai ao encontro da finalidade primeira da ergonomia que é a
transformação do trabalho e a produção de conhecimento.
Entre as normas regulamentadoras brasileiras dispomos da NR 17 que é
especificamente dedicada à ergonomia, resultado da articulação entre os
sindicatos e ergonomistas e patrocinada pelo Ministério do Trabalho. A criação
desta norma, após o adoecimento de muitos trabalhadores, reflete o quanto a
produtividade é prioridade nas relações de produção, sendo a saúde uma
preocupação secundária.
Outro ponto interessante da história da ergonomia no Brasil é a fundação da
Associação Brasileira de Ergonomia (Abergo), em 1983. Ela é uma entidade que
congrega os diversos núcleos de ergonomia no País, por meio da divulgação de
conhecimentos produzidos pela área (como o Congresso Brasileiro de
Ergonomia) e da normalização da ergonomia enquanto categoria profissional.
Atualmente, a Abergo realiza um trabalho de certificação dos profissionais e
núcleos de pesquisa voltados para a ergonomia.
Discutimos a mudança do olhar do ergonomista a partir de seus contextos de
atuação e em função do momento histórico. Alguns pressupostos se
consolidaram no decorrer da história e acabaram por se tornar um consenso
entre os ergonomistas; dentre eles, três merecem uma discussão mais
aprofundada.
Ergonomia Física, Cognitiva e Organizacional:
• Ergonomia Física:
A ergonomia física está relacionada com às características da anatomia
humana, antropometria, fisiologia e biomecânica em sua relação a atividade
física.
Os tópicos relevantes incluem o estudo da:
✓ Postura no trabalho;
✓ Manuseio de materiais;
✓ Movimentos repetitivos;
✓ Distúrbios músculo-esqueletais relacionados ao trabalho;
✓ Projeto de posto de trabalho, segurança e saúde.
• Ergonomia Cognitiva:
Refere-se aos processos mentais, tais como percepção, memória, raciocínio e
resposta motora conforme afetem as interações entre seres humanos e outros
elementos de um sistema.
De uma forma geral a Ergonomia Cognitiva trata o fato de como as pessoas
conceituam e processam informações absorvidas em situações decorrentes
do seu trabalho, dentre as competências cognitivas estão à capacidade de
abstração e de raciocínio. O indivíduo com problemas cognitivos pode
apresentar dificuldades de percepção, absorção e retenção de informações
se submetido a fatores como carga mental, estresse, pressão psicológica, entre
outros que fazem parte do cotidiano das empresas.
Os tópicos relevantes incluem o estudo da:
✓ Carga mental de trabalho;
✓ Tomada de decisão;
✓ Desempenho especializado;
✓ Interação homem computador;
✓ Stress;
✓ Ansiedade;
✓ Pressões psicológicas no ambiente de trabalho
• Ergonomia Organizacional ou Macroergonomia:
Também conhecida como macroergonomia, a ergonomia organizacional está
relacionada com a otimização dos sistemas sócio técnicos, incluindo sua
estrutura organizacional, políticas e processos.
A Ergonomia Organizacional pode ser caracterizada através dos problemas
ligados a falta de parcelamento adequado das atividades, participação, gestão,
jornada de trabalho com avaliação de horário, turnos e escalas, bem como a falta
de seleção e treinamento de pessoal, visando capacitação para as atividades
produtivas. A implementação dessas ações, que encontram-se em falta, viabiliza
a objetividade, responsabilidade, autonomia e participação dos colaboradores
envolvidos no processo produtivo.
Os tópicos relevantes e objetos de estudo da Ergonomia Organizacional incluem:
✓ Comunicações;
✓ Gerenciamento de recursos de tripulações (CRM - domínio aeronáutico);
✓ Projeto e programação de trabalho;
✓ Trabalho em turnos;
✓ Organização temporal do trabalho;
✓ Trabalho em grupo, projeto participativo, novos paradigmas do trabalho
e trabalho cooperativo;
✓ Cultura organizacional, organizações em rede, tele trabalho e gestão da
qualidade.
Análise Antropométrica:
Antropometria é a ciência relacionada às DIMENSÕES DO CORPO HUMANO
E A RELAÇÃO QUE EXISTE ENTRE OS DIVERSOS SEGMENTOS
CORPORAIS (ângulos entre os segmentos das articulações). As dimensões
antropométricas estão diretamente envolvidas com alcances motores e posturas
de um indivíduo.
A antropometria estuda as dimensões do corpo humano e as diferenças
dimensionais apresentadas por uma população de trabalhadores, a fim de
projetar POSTOS DE TRABALHO que atendam às necessidades posturais de
PELO MENOS 90% da população estudada.
E estes os postos, para que atendam às necessidades posturais tanto dos
homens quanto das mulheres, precisam de FLEXIBILIDADE em seus
componentes. Esta característica é que atenderá cada necessidade postural do
indivíduo, segundo suas dimensões corporais.
Comentário:
Ou seja, para que antes o mobiliário dos postos de trabalho, equipamentos e
máquinas possam ser projetados e ou adaptados, deve-se antes proceder com
a análise antropométrica.
• Como Fazer?
- Determinar as dimensões, formas e concepções dos equipamentos e
mobiliários relacionados ao ambiente de trabalho no sentido de se manter uma
boa postura e ergonomia;
- Adequar os móveis e equipamentos dos postos de trabalho aos diversos
biótipos.
Análise Biomecânica:
É o Estudo da mecânica da máquina humana. Análise detalhada dos
movimentos, angulações, desvios, repetições e força dos segmentos do corpo
envolvidos na tarefa.
Como Fazer?
- Observação direta dos ciclos de trabalho;
- Filmagens do ciclo de trabalho;
- Fotos dos ciclos de trabalho
- Dividir toda tarefa em ciclos de trabalho (um funcionário de cd vez, turnos
diferentes);
- Mesma tarefa – gravar 3 a 4 funcionários em cada turno (manhã, tarde,
noite);
- Repetir a filmagem em todos ciclos existentes.
- Gravar o trabalhador em perfil direito;
- Gravar o trabalhador em perfil esquerdo;
- Gravar de frente;
- Gravar de costas;
- Gravar focando as mãos do trabalhador (close na área corporal de maior
esforço).
Observar movimentos:
- Flexão/extensão do pescoço;
- Inclinação/rotação lateral do pescoço;
- Flexão/extensão do ombro;
- Abdução/adução do ombro;
- Rotação medial/lateral do ombro;
- Flexão/extensão do cotovelo;
- Pronação/supinação do antebraço;
- Flexão/extensão do punho;
- Desvio radial/ulnar do punho;
- Movimentos da mão (preensão, pinças, compressão).
Comentário:
Ou seja, a Análise Biomecânica está relacionada com o estudo da organização
do trabalho (forma, organização, turno, pausas dentre outros).
Alguns Métodos de Estudo:
Método: Especificação:
RULA • É um método de estudo
desenvolvido para ser usado
em investigações ergonômicas
de postos de trabalho onde
existe a possibilidade de
desenvolvimento de
LER/DORT em membros
superiores.
• Avalia postura, atividade
muscular e força;
•
OWAS • Objetivo de analisar posturas
de trabalho na indústria do aço;
• Leva em conta apenas grandes
articulações;
• Não considera o pescoço, os
punhos e o antebraço.
SNOOK • Oferecer um sistema de
pontuação para atividade
muscular causada por posturas
estáticas, dinâmicas, de
mudanças rápidas ou
instáveis;
• Oferecer um nível de ação
como indicação de urgência.
2º) Parte: Segundo a NR 17.
Estabelece a NR-17 que todo local de trabalho deve ser adaptado às
características psicofisiológicas (antropométricas e biomecânicas) dos
trabalhadores.
• Antropometria: é o estudo e análise das medidas humanas. As
medidas humanas são muito importantes na determinação de diversos
aspectos relacionados aos postos de trabalho e equipamentos no sentido
de se manter uma boa postura. Importância: Concepção de
equipamentos, concepção de novos ambientes, correções das
alturas, distâncias, ângulos.
• Avaliação Biomecânica: Estudo da mecânica da máquina humana, com
análise detalhada dos movimentos, angulações, desvios, repetições e
força dos seguimentos do corpo envolvidos na tarefa. Como fazer:
Avaliação do ciclo de trabalho de determinado setor ou estabelecimento,
através de fotos, filmagens e observação visual.
Para realizar a adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a Análise
Ergonômica do Trabalho devendo a mesma abordar no mínimo, as condições
de trabalho.
NR 17: Partes mais Importantes.
Levantamento, Transporte e Descarga Individual de Materiais:
✓ Todo o trabalhador designado para o transporte manual regular de
cargas, que não as leves, deve receber treinamento ou instruções
satisfatórias quanto aos métodos de trabalho que deverá utilizar;
✓ Quando mulheres e trabalhadores jovens (idade inferior a 18 anos e
superior a 14) forem designados para o transporte manual de cargas, o
peso máximo destas cargas deverá ser nitidamente inferior àquele
admitido para os homens;
Mobiliário dos Postos de Trabalho:
✓ Sempre que o trabalho puder ser executado na posição sentada, o posto
de trabalho deverá ser planejado ou adaptado para esta posição;
✓ Os assentos utilizados nos locais de trabalho devem atender aos
seguintes requisitos mínimos de conforto: Altura ajustável à estatura do
trabalhador e à natureza da função exercida, pouca ou nenhuma
conformação na base do assento, borda frontal arredondada, encosto
com forma levemente adaptada ao corpo para a proteção da região
lombar;
✓ A partir da análise ergonômica do trabalho, para os trabalhos executados
em posição sentada, poderá ser exigido suporte para os pés, que se
adapte ao comprimento da perna do trabalhador;
Comentário: repare que o item 17.3.4 da NR-17 não diz que o apoio para os
pés é obrigatório para todos os postos de trabalho onde o empregado trabalhe
sentado, e sim, a partir da análise ergonômica do trabalho, pode o profissional
habilitado (Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho)
recomendar o seu uso.
• Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados em pé,
devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam
ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas.
Equipamentos dos Postos de Trabalho:
✓ Todos os equipamentos que compõem um posto de trabalho devem ser
ajustados às características psicofisiológicas dos trabalhadores e a
natureza do trabalho a ser executado;
✓ Os Computadores e demais equipamentos utilizados no processamento
eletrônico de dados devem:
➢ Mobilidade para permitir o ajuste da tela à iluminação do
ambiente, protegendo a mesma de reflexos;
➢ O teclado deve ser independente e ter mobilidade;
➢ A tela, o suporte para documentos e o teclado devem estar
dispostos de modo que a distância olho-tela, olho-teclado e olho-
documento sejam aproximadamente iguais;
➢ Posicionados em superfície de trabalho com altura ajustável.
Importante:
Quando esses equipamentos forem utilizados EVENTUALMENTE, poderão ser
dispensados das exigências acima levando-se em conta a Análise Ergonômica
do Trabalho.
Condições Ambientais do Trabalho:
✓ As condições ambientais do trabalho devem estar adequadas às
características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do
trabalho a ser executado;
✓ As Atividades que exijam solicitação intelectual ou atenção constante
(salas de controle, laboratório, escritório, salas de análise de projetos)
devem ter:
➢ Nível de ruído de acordo com o estabelecido na NBR 10.152 do
INMETRO e NÃO DE ACORDO COM OS LIMIITES DE
TOLERÂNCIA DA NR 15. Nessas atividades, o nível de ruído
aceitável é menor do que os estabelecidos nos anexos 01 e 02 da
NR 15;
➢ Temperatura entre 20 e 23oC;
➢ Velocidade do ar NÃO SUPERIOR a 0,75m/s;
➢ Umidade Relativa NÃO INFERIOR a 40%.
✓ A iluminação geral deve ser uniformemente distribuída e difusa;
✓ A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de
forma a evitar ofuscamento, reflexos incômodos, sombras e
contrastes excessivos. Os níveis de iluminamento a serem observados
nos locais de trabalho de acordo com o item 17.5.3.3 da NR-17, são os
valores de iluminância estabelecidos pela NBR 5413 do INMETRO.
Equipamento medidor de nível de iluminância: Luxímetro.
Da Organização do Trabalho:
✓ A organização do trabalho deverá levar em conta, no mínimo os
seguintes requisitos (importante, muito recorrente em provas):
➢ As normas de produção;
➢ O modo operatório;
➢ A exigência de tempo;
➢ A determinação do conteúdo de tempo;
➢ O ritmo de trabalho;
➢ O conteúdo das tarefas.
Importante: NR 17 na íntegra:
17.6.4. Nas atividades de processamento eletrônico de dados, deve-se,
salvo o disposto em convenções e acordos coletivos de trabalho, observar o
seguinte:
a) O empregador não deve promover qualquer sistema de avaliação dos
trabalhadores envolvidos nas atividades de digitação, baseado no número
individual de toques sobre o teclado, inclusive o automatizado, para efeito de
remuneração e vantagens de qualquer espécie;
b) O número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve
ser superior a 8.000 por hora trabalhada, sendo considerado toque real, para
efeito desta NR, cada movimento de pressão sobre o teclado;
c) O tempo efetivo de trabalho de entrada de dados não deve exceder o
limite máximo de 5 (cinco) horas, sendo que, no período de tempo restante da
jornada, o trabalhador poderá exercer outras atividades, observado o
disposto no art. 468 da Consolidação das Leis do Trabalho, desde que não
exijam movimentos repetitivos, nem esforço visual;
d) Nas atividades de entrada de dados deve haver, no mínimo, uma pausa
de 10 minutos para cada 50 minutos trabalhados, não deduzidos da jornada
normal de trabalho;
e) Quando do retorno ao trabalho, após qualquer tipo de afastamento igual
ou superior a 15 (quinze) dias, a exigência de produção em relação ao número
de toques deverá ser iniciado em níveis inferiores do máximo estabelecido na
alínea "b" e ser ampliada progressivamente.
NR-17 - Trabalho em Teleatendimento/Telemarketing:
Observações mais Importantes.
O Anexo II da NR-17 aplica-se a setores de empresas e postos de trabalho
dedicados a esta atividade, além daquelas empresas especialmente voltadas
para esta atividade fim.
• O mobiliário deve permitir variação postural, com ajustes de fácil
acionamento de modo a prover espaço suficiente para o seu conforto.
Nos casos em que os pés do operador não alcancem o piso, mesmo após
a regulagem do assento, deverá ser fornecido apoio para os pés que se
adapte ao cumprimento das pernas do trabalhador;
• Os assentos devem ter encosto ajustável em altura e sentido;
• Os monitores de vídeo devem proporcionar corretos ângulos de visão
a ser posicionados frontalmente ao operador, devendo ser dotados
de regulagem que permita o correto ajuste da tela à iluminação do
ambiente, protegendo o trabalhador contra reflexos indesejados;
• Os locais de trabalho devem ser dotados de condições acústicas
adequadas à comunicação telefônica (isolamento acústico do ruído
externo);
Temperatura: Deve estar entre 20 e 23oC;
Velocidade do ar: Não superior a 0,75m/s;
Umidade relativa do ar: Não inferior a 40%;
Ruído: De acordo com o estabelecido na NBR 10.152 do INMETRO, ou seja,
até 65 dB (A).
• Organização do Trabalho: Principais observações.
➢ Os empregadores devem levar em conta as necessidades dos
operadores na elaboração das escalas laborais que acomodem
necessidades especiais da vida familiar dos trabalhadores que tenham
dependentes sob seus cuidados, como nutrizes;
➢ Em caso de prorrogação (apenas permitida em casos excepcionais) do
horário normal, será obrigatório um descanso mínimo de 15 minutos antes
do período extraordinário do trabalho;
➢ O tempo de trabalho em efetiva atividade de tele
atendimento/telemarketing é de no máximo 06 horas diárias, neles
incluídas as pausas, sem prejuízo da remuneração;
➢ Para prevenir sobrecarga psíquica, muscular estática de pescoço,
ombros, dorso e membros superiores, as empresas devem permitir
pausas de descanso e intervalos para repouso e alimentação dos
trabalhadores (fora do local de trabalho, em dois períodos de 10 minutos
contínuos e após os primeiros e antes dos últimos 60 minutos de
trabalho);
➢ As pausas devem ser registradas para efeito de fiscalização do trabalho,
devendo os trabalhadores terem acesso aos seus registros de pausas;
➢ Deve ser garantido pausas no trabalho imediatamente após operação
onde haja ameaças, abuso verbal, ou qualquer agressão desgastante,
para que o operador possa se recuperam e socializar seus conflitos com
os colegas ou profissionais de saúde ocupacional;
➢ As empresas devem permitir que os trabalhadores saiam dos seus
postos de trabalho a qualquer tempo e sem prejuízo de sua remuneração,
para satisfação de suas necessidades fisiológicas;
➢ A utilização de procedimentos de monitoramento por escuta e
gravação de ligações deve ocorrer somente mediante o conhecimento do
operador;
• Pessoas com deficiência: Principais observações.
➢ O mobiliário dos postos de trabalho deve ser adaptado para atender às
suas necessidades, e devem estar disponíveis ajudas técnicas
necessárias em seu posto de trabalho;
➢ As condições de trabalho (acesso às instalações, mobiliário,
equipamentos, condições ambientais dentre outras) devem levar em
conta as necessidades dos trabalhadores com deficiência.
3º) Parte: Análise Ergonômica do Trabalho ou Laudo
Ergonômico.
O que é Análise Ergonômica do Trabalho - AET?
É uma avaliação dos postos de trabalho (mobiliário, equipamentos, condições
ambientais dentre outros), a ser realizada por profissional competente, com o
objetivo de prevenir doenças ocupacionais.
Objetivo da Análise Ergonômica do Trabalho AET:
A Análise Ergonômica do Trabalho tem o objetivo de avaliar a adaptação das
condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores,
sendo a sua realização uma obrigação do empregador, conforme disposto no
item 17.1.2 da NR-17.
Quais os fatores e pontos que devem ser observados na Análise
Ergonômica do Trabalho segundo a NR-17?
Estabelece a NR-17, no mesmo item 17.1.2 que a Análise Ergonômica do
Trabalho deve abordar, no mínimo, as condições de trabalho estabelecidas na
presente Norma Regulamentadora.
➢ E quais são essas condições ou fatores que devem ser objetos de
estudo da Análise Ergonômica do Trabalho?
✓ Levantamento, transporte e descarga individual de materiais;
✓ Mobiliário dos postos de trabalho;
✓ Equipamentos dos postos de trabalho;
✓ Condições ambientais de trabalho;
✓ Organização do trabalho.
Comentário:
Observa-se pelo disposto acima, que a Análise Ergonômica do Trabalho
aborda aspectos de Ergonomia Física (estudo de mobiliário e equipamentos
adequados) e também elementos de Ergonomia Organizacional ou
Macroergonomia, ao estudar, avaliar e modificar a Organização do Trabalho,
deixando de lado o estudo e análise dos elementos da Ergonomia Cognitiva
(Ansiedade, Stress, problemas psicológicos etc).
Como Fazer a Análise Ergonômica do Trabalho?
Etapas:
1º) Análise da demanda;
2º) Análise da tarefa;
3º) Análise da atividade;
4º) Trabalho prescrito e real;
5º) Análise dos fatores ambientais;
6º) Diagnóstico e recomendações e forma de coleta de dados e restituição de
resultados aos trabalhadores e empregadores envolvidos.
O que é Laudo Ergonômico?
O Laudo Ergonômico é um documento que mostra os riscos ERGONÔMICOS
do objeto, do posto ou do profissional.
O Laudo Ergonômico é obrigatório a todas às empresas que possuem
empregados, cujas atividades ou operações os expõem a riscos, que por
sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem em esforços de levantamento,
transporte e descarga individual de materiais, ou outros que exigem postura
forçada e ainda, esforços repetitivos.
Objetivo do Laudo Ergonômico:
O Laudo Ergonômico tem por objetivo analisar as condições de trabalho
dos setores administrativos e produtivos da empresa, ou mesmo de um
estabelecimento particular como uma residência, sob os aspectos da Ergonomia
e das condições Ambientais, visando fornecer subsídios para a empresa, ou
para o solicitante, para implementar mudanças em sua organização e
método de trabalho, no sentido de diminuir os riscos da ocorrência de
acidentes e moléstias do trabalho. O Laudo Ergonômico identifica os riscos
ergonômicos, bem como recomenda as intervenções e ou adaptações
necessárias, seja no ambiente de trabalho, mobiliário, máquinas,
equipamentos e ferramentas, ou nos processos de trabalho, de modo a
proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente,
além de preservar a saúde do trabalhador.
Quem é o responsável pela elaboração e assinatura do Laudo de
Ergonômico?
O Laudo Ergonômico deve ser realizado por equipe de especialistas em
estudos ergonômicos e riscos ambientais à saúde, produzindo material
descrito das operações, dos ambientes, dos equipamentos utilizados, que
permitiu elaborar considerações e recomendações a respeito dos métodos e da
organização do trabalho com relação às atividades inerentes à administração
O responsável pelo laudo é a pessoa que tem a habilitação para a função
ou seja, Engenheiro de Segurança do Trabalho ou Médico do Trabalho que
é o profissional “legalmente habilitado” na área de segurança do trabalho e
devidamente credenciado junto ao CREA – Conselho Regional de Engenharia.
Validade do Laudo Ergonômico?
Deverá ser efetuada, sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano,
uma análise global do Laudo Ergonômico para avaliação do seu
desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de
novas metas e prioridades. Evidentemente, se houverem modificações no
posto, no trabalho ou no usuário, o laudo deve ser refeito.
Tempo que deve ser guardado o Laudo ergonômico?
A exemplo do PPRA, os dados deverão ser mantidos por um período mínimo de
20 (vinte) anos.
Obrigatoriedade das empresas possuírem o Laudo Ergonômico?
A Norma Regulamentadora – NR-17 – Ergonomia (Lei nº 6514/77 – Portaria nº
3751/90) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por
parte de todas as empresas que admitam empregados que estejam
expostos a riscos ergonômicos.
Como elaborar um Laudo Ergonômico consciente?
Conforme a NR 17, o objetivo do Laudo Ergonômico é estabelecer parâmetros
para a adaptação das condições de trabalho as características psicofisiológicas
dos trabalhadores.
Como é de se imaginar, o Laudo Ergonômico de uma estação de
trabalho deve ser direcionado a análise global do posto de trabalho, sempre
levando em consideração o psico - biofísico do seu operador.
O Laudo Ergonômico deve ser elaborado por posto de trabalho
individual, levando-se em consideração também a empresa como um todo.
Nada deve ser analisado de forma segmentada.
Quais os elementos que devem constar no Laudo Ergonômico?
- Introdução;
- Dados da empresa;
- Objetivos do laudo;
- Descrição do (s) setor (es) analisado (s);
- Métodos utilizados (entrevistas, questionários, filmagem, observação in loco
dentre outros);
- Metodologia Utilizada (análise da organização do trabalho, dos postos de
trabalho, da população de empregados do setor e suas caraterísticas
antropométricas, da postura do trabalhador e do ambiente físico, bem como de
máquinas, equipamentos e mobiliário);
- Recomendações de melhoria, mudança do local de trabalho ou processo de
trabalho;
- Considerações finais;
- Anexos.
4º) Parte: Características Ideais do mobiliário e dos
equipamentos e Medidas de Controle.
Quadro Resumo:
Item: Características ideais:
Computadores ✓ Mobilidade para permitir o
ajuste da tela à iluminação do
ambiente, protegendo a
mesma de reflexos;
✓ O teclado deve ser
independente e ter mobilidade;
✓ A tela, o suporte para
documentos e o teclado devem
estar dispostos de modo que a
distância olho-tela, olho-
teclado e olho-documento
sejam aproximadamente
iguais;
✓ Posicionados em superfície de
trabalho com altura ajustável;
✓ Posicionar o monitor sempre
lateralmente a janela ou
incline-o levemente (em média
20º) para baixo;
✓ A linha superior do monitor
deve estar em linha reta com
seus olhos;
✓ A distância entre você e o
monitor deve ser a distância do
seu braço esticado;
✓ Posicione o mouse na mesma
altura que o teclado.
Assentos ✓ Altura ajustável à estatura do
trabalhador e à natureza da
função exercida;
✓ Pouca ou nenhuma
conformação na base do
assento;
✓ Borda frontal arredondada;
✓ Encosto com forma levemente
adaptada ao corpo para a
proteção da região lombar.
Mesas ✓ Tamanho ideal para que nela
esteja disposto todo material
mais comumente utilizado;
✓ Altura: de forma que fique na
mesma linha do braço da
cadeira;
Bancadas de Trabalho
Apoio para os pés É importante que as pessoas possam
trabalhar com os pés no chão.
✓ Deve ser utilizado sempre que
a cadeira não permita que a
pessoa apoie os pés no chão;
✓ Deve ser regulável na região
anterior e posterior, pois assim
o usuário poderá regular
segundo suas necessidades
Suporte para Documentos Para atividades que envolvam leitura
de documentos para digitação,
datilografia ou mecanografia.
✓ Deve ser regulável, de forma a
evitar movimentação frequente
do pescoço e fadiga visual.
Em Imagens:
1) Princípios da ergonomia:
➢ Posição vertical: O corpo deve trabalhar na vertical;
Posturas incorretas no ambiente laboral
Medidas corretivas: Base nos pés, para pessoas de baixa estatura
Medidas corretivas: Adaptação de bancadas.
➢ Boa situação mesa – cadeira:
Principais recomendações:
- Tronco apoiado, exceto para escrever;
- Escrita – inclinação anterior do assento em 10º;
- Ângulo tronco-coxa = 100º;
- Cadeira giratória – Evitar rotação de tronco;
- Assento e encosto acolchoados – Diminuir pressão sobre tuberosidade
isquiática / conforto;
- Assento e encosto anatômicos;
- Assento e encosto da cadeira com regulagem de altura;
- Cadeira com regulagem e inclinação de tronco;
➢ Diminuição do peso dos objetos:
Segundo o artigo 198 da CLT, é de 60 Kg o peso máximo que um empregado
pode remover individualmente, ressalvadas as disposições especiais relativas
ao trabalho do menor e da mulher.
Principais recomendações:
- Efetuar rodízio de trabalhadores no levantamento, transporte e descarga de
material;
- Proibir entrada de materiais, caixas ou pacotes acima de 25 kg (a serem pegos
manualmente);
- Acima desse valor, somente com uso de equipamento mecânico como:
empilhadeira, sistema de rolamento, esteira, suporte com acionamento dentre
outros.
Carrinho vertical
➢ Reduzir ou eliminar esforços estáticos:
Principais recomendações:
- Eliminar posturas inadequadas estáticas (tronco encurvado)
- Eliminar sustentação estática de cargas pesadas (suportes e correntes);
- Apertar pedais estando de pé + que 3 X por minuto – colocar o trabalhador
sentado ou utilizar botoeiras manuais;
- Braços acima do nível dos ombros.
➢ Melhorar a alavanca do movimento:
Principais recomendações:
- Melhoria do projeto das ferramentas manuais (motosserras, cortadeiras
etc);
- Aumentar cabo da ferramenta;
- Substituir o levantar por empurrar;
➢ Manter os objetos dentro da área de alcance das mãos:
Principais Recomendações:
- Todos os objetos, ferramentas e controles de uso frequente devem estar
dentro da área de alcance normal das mãos;
- Todos os objetos, ferramentas e controles de uso ocasional devem estar
dentro da área de alcance máximo das mãos.
➢ Evitar torcer e fletir o corpo ao mesmo tempo:
Principais recomendações:
- Eliminar obstáculos às cargas que tenham que ser manuseadas;
- Reposicionar locais de armazenamento (prateleiras, almoxarifados, depósitos);
Obs.: Peças pesadas (acima 15 kg) a serem pegas manualmente nunca deve
estar abaixo de 75 cm altura.
- Peças pesadas devem ser colocadas em caixas rasas e sobre bancadas ou
cavaletes (de preferência inclinado – 25º).
➢ Criar facilidades mecânicas no trabalho:
Algumas recomendações:
Uso de talhas, sistemas de polias ou sistemas de mola.
➢ Manuseio de peças:
Recomendação: Manuseio de peças – “PEPLOSP”
P – perto do corpo (evitar obstáculos entre trabalhador e carga);
E- elevada (75 cm do chão);
P- pequena distância vertical entre origem e destino da carga;
L- leves (máximo 25 kg);
O- ocasionalmente (frequencia de levantamento);
S- simetricamente – sem rotação tronco;
P- pega adequada para as mãos.
➢ Fazer análise biomecânica das tarefas:
Pode-se utilizar: fotos, filmagens, cronômetros e dinamômetros.
2) Trabalho com microcomputadores:
Principais observações:
➢ Para a posição sentada:
- Suporte para os braços e apoio para os cotovelos reduzem a pressão nos
discos lombares;
- Apoio para as costas é outro recurso de extrema importância na redução da
pressão discal;
- Quanto mais inclinado para trás estiver o dorso, menor será a pressão nos
discos lombares;
- A melhor postura para o disco e para os músculos é quando o tronco e coxas
formam um ângulo de 100-110 graus.
- Os braços devem trabalhar na vertical;
- Os antebraços devem trabalhar na horizontal e apoiados;
- Os punhos devem permanecer neutros e apoiados;
- A coluna lombar e dorsal apoiada no encosto;
- Sentado sobre a região glútea;
- Os pés apoiados.
Atividades de processamento de dados (digitação, atividade bancária,
escritórios de publicidade dentre outros): Principais observações.
➢ Não deve ser feito qualquer tipo de avaliação de profissionais em
atividades de digitação;
➢ Não deve exceder o limite máximo de 05 horas, podendo o trabalhador
exercer outras atividades no restante do tempo;
➢ Deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos
trabalhados;
➢ Os equipamentos utilizados devem permitir o ajuste da tela do
equipamento à iluminação do ambiente, protegendo contra reflexos, o
teclado deve ser independente e ter mobilidade, e a tela, o teclado e o
suporte para documentos (caso de digitação) devem ser colocados de
maneira que as distâncias olho-tela, olho-teclado e olho-documento
sejam aproximadamente iguais.
3) Trabalho na indústria:
- Organização do trabalho através da metodologia 5S (5 Sensos = limpeza,
organização, ordenação, asseio e disciplina);
- Trancar mecanicamente o mecanismo de velocidade da esteira;
- Estabelecer sinalização para evitar falta de material;
- Garantir adaptação antropométrica mínima;
- Garantir flexibilidade postural mínima – regulagens;
- Ritmo pré-definido para a falta de pessoal;
- Utilização de descansos para a coluna e para a perna;
- Plataformas de ajuste de altura para pessoas de baixa estatura impedem
flexão do tronco.
- Mudança na disposição do acionamento de máquinas;
4) Análise Antropométrica: Deve ser adotada para todo tipo de
empresa/estabelecimento/setor analisado.
Conforme explicado mais acima, antropometria é o estudo e análise das medidas
humanas.
Como Fazer:
- Determinar as dimensões, formas e concepções dos equipamentos e
mobiliários relacionados ao ambiente de trabalho no sentido de se manter uma
boa postura e ergonomia;
- Adequar os móveis e equipamentos dos postos de trabalho aos diversos
biótipos.
5) Avaliação Biomecânica: Deve ser adotada para todo tipo de
empresa/estabelecimento/setor analisado.
É o Estudo da mecânica da máquina humana. Análise detalhada dos
movimentos, angulações, desvios, repetições e força dos segmentos do corpo
envolvidos na tarefa.
Como Fazer:
- Observação direta dos ciclos de trabalho;
- Filmagens do ciclo de trabalho;
- Fotos dos ciclos de trabalho
- Dividir toda tarefa em ciclos de trabalho (um funcionário de cd vez, turnos
diferentes);
- Mesma tarefa – gravar 3 a 4 funcionários em cada turno (manhã, tarde,
noite);
- Repetir a filmagem em todos ciclos existentes.
- Gravar o trabalhador em perfil direito;
- Gravar o trabalhador em perfil esquerdo;
- Gravar de frente;
- Gravar de costas;
- Gravar focando as mãos do trabalhador (close na área corporal de maior
esforço).
Observar movimentos:
- Flexão/extensão do pescoço;
- Inclinação/rotação lateral do pescoço;
- Flexão/extensão do ombro;
- Abdução/adução do ombro;
- Rotação medial/lateral do ombro;
- Flexão/extensão do cotovelo;
- Pronação/supinação do antebraço;
- Flexão/extensão do punho;
- Desvio radial/ulnar do punho;
- Movimentos da mão (preensão, pinças, compressão).
6) Análise da organização do Trabalho: Deve ser adotada para todo tipo
de empresa/estabelecimento/setor analisado.
Observar:
- Rodízios, rotatividade de atividades;
- Horário de trabalho (manhã, tarde e noite);
- Se há pausas para descanso;
- Organização geral do escritório/bancada/área de trabalho;
- Existência ou não de Ginástica laboral e atividades recreativas;
- Atendimento a necessidades higiênicas;
- Verificar condições gerais do ambiente quanto a ruídos, vibrações, iluminação
adequada,
A Iluminação deve estar paralela ao posto e em cima do posto
5º) Parte: LER e DORT.
O que é LER e DORT?
O termo LER é a abreviatura de Lesões por Esforços Repetitivos e consiste em
uma entidade, diagnosticada como doença, na qual movimentos repetitivos,
em alta frequência e em posição ergonômica incorreta, podem causar lesões
de estruturas do Sistema tendíneo, muscular e ligamentar.
A repetição de atividades, a postura incorreta e o excesso de força podem
obstruir a circulação sanguínea, impossibilitando a irrigação de estruturas
importantes como as artérias e os nervos. Quando isso ocorre, há a fibrose que
desencadeia processos inflamatórios nos músculos.
Em 1998 o INSS introduziu o termo DORT – Doenças Osteoarticulares
Relacionadas ao Trabalho equiparando-a à LER.
“Segundo a norma técnica do INSS sobre DORT (Ordem de Serviço no.
606/1998), conceitua-se as lesões por esforços repetitivos como uma síndrome
clínica caracterizada por dor crônica, acompanhada ou não e alterações
objetivas, que se manifesta principalmente no pescoço, cintura escapular e/ou
membros superiores em decorrência do trabalho, podendo afetar tendões,
músculos e nervos periféricos. O diagnóstico anatômico preciso desses eventos
é difícil, particularmente em casos sub-agudos e crônicos, e o nexo com o
trabalho tem sido objeto de questionamento, apesar das evidencias
epidemiológicas e ergonômicas.”
Ora, a partir do instante que existe a definição da caracterização da doença como
em decorrência do trabalho, a equiparação entre LER e DORT depende do
fato de se comprovar que o trabalho foi à causa da doença e não outro fator.
Estudo de Caso:
Imaginemos uma criança de 12 anos, aficionada por vídeo game e que possui
um joy stick onde é utilizado com grande frequência a alavanca do polegar. Esta
criança em seu período de férias chega a ficar 4 a 5 horas jogando o seu vídeo
game e e um período de 1 semana desenvolve um quadro de TENDINITE DE
ABDUTOR DO POLEGAR. Sem dúvida estamos diante de um quadro
inflamatório de um tendão, um típico caso de LER que, no entanto, não é uma
DORT uma vez que tratasse de uma criança e que não trabalha.
Imaginemos o mesmo caso em que o pai da criança, operador de painel, ao sair
do trabalho, á noite, para uma maior aproximação com seu filho, também vai
jogar o mesmo vídeo game. Por possuir uma faixa etária maior, e não estar
acostumado com os controles assume uma posição viciosa e desenvolve em
curto espaço de tempo a mesma doença do filho. Em virtude do fenômeno
doloroso se afasta do trabalho pois, adquire uma dificuldade de operar o painel
e neste afastamento é emitido um atestado com CID específico. Ainda neste
caso estaríamos diante de uma LER, porém por ter sido adquirida fora do
ambiente de trabalho não seria uma DORT.
A DORT só é caracterizada quando o fator gerador da doença LER tenha
sido o trabalho e para tanto é imprescindível uma vistoria no posto de trabalho
para comprovar a existência da tríade – lesão- nexo e incapacidade.
L.E.R. (Lesões por Esforço Repetitivo) não é propriamente uma doença. É uma
síndrome constituída por um grupo de doenças – tendinite, tenossinovite,
bursite, epicondilite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do
desfiladeiro torácico, síndrome do pronador redondo, mialgias -, que afeta
músculos, nervos e tendões dos membros superiores principalmente, e
sobrecarrega o sistema musculoesquelético. Esse distúrbio provoca dor e
inflamação e pode alterar a capacidade funcional da região comprometida. A
prevalência é maior no sexo feminino.
Também chamada de D.O.R.T. (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao
Trabalho), L.T.C. (Lesão por Trauma Cumulativo), A.M.E.R.T. (Afecções
Musculares Relacionadas ao Trabalho) ou síndrome dos movimentos repetitivos,
L.E.R. é causada por mecanismos de agressão, que vão desde esforços
repetidos continuadamente ou que exigem muita força na sua execução, até
vibração, postura inadequada e estresse. Tal associação de terminologias fez
com que a condição fosse entendida apenas como uma doença ocupacional, e
que existem profissionais expostos a maior risco: pessoas que trabalham com
computadores, em linhas de montagem e de produção ou operam
britadeiras, assim como digitadores, músicos, esportistas, pessoas que
fazem trabalhos manuais, por exemplo tricô e crochê.
Quais as Causas ou fatores de risco da LER/DORT?
Os grupos de fatores de risco estão relacionados a:
• Fatores Físicos e Biomecânicos:
✓ Excesso de movimentos repetitivos;
✓ Exagero no uso de força muscular;
✓ Postura incorreta ou por longo tempo;
✓ Falta de preparo físico;
• Fatores relacionados ao tipo de trabalho (Agentes de Risco):
✓ Vibrações;
✓ Frio.
• Fatores relacionados à Organização do Trabalho:
✓ O grau de adequação do posto de trabalho pode forçar os
indivíduos a adotarem posturas ou métodos de trabalho
incorretos que causam ou agravam as lesões osteomoleculares
Nesse caso devem ser considerados a adaptação às características
psicofisiológicas dos trabalhadores os mobiliários dos postos de trabalho
(Cadeiras, mesas, computadores, etc) e a disposição correta e adequada de
máquinas e equipamentos.
✓ Trabalhos que envolvem diretamente movimentos repetitivos;
✓ Problemas na relação entre empregados e seus superiores;
✓ Ausência de período de pausa e descanso;
✓ Local de trabalho desconfortável e inadequado;
✓ Ritmo muito acelerado para cumprimento de metas;
✓ Jornadas excessivas de trabalho.
• Fatores Psicossociais:
✓ Ansiedade;
✓ Depressão;
✓ Estresse ocupacional devido à pressão excessiva;
✓ Busca exagerada por perfeccionismo;
✓ Ambiente pesado.
Quais os principais sintomas da LER/DORT?
Os principais sintomas são: dor nos membros superiores e nos dedos,
dificuldade para movimentá-los, formigamento, fadiga muscular, alteração da
temperatura e da sensibilidade, redução na amplitude do movimento,
inflamação.
É importante destacar que, na maioria das vezes, esses sintomas estão
relacionados com uma atividade inadequada não só dos membros superiores,
mas de todo o corpo, que se ressente, por exemplo, se houver compressão
mecânica de uma estrutura anatômica, ou se a pessoa ficar sentada diante do
computador ou tocando piano por oito, dez horas seguidas.
Diagnóstico da LER/DORT:
O diagnóstico é clínico e o resultado do exame físico é fundamental, bem como
uma análise detalhada do trabalho realizado pelo indivíduo que apresenta
queixas de dores, parestesias, edema, perda da força muscular e/ou diminuição
do controle dos movimentos.
Exames complementares devem ser solicitados à luz de hipóteses
diagnosticadas e não de forma indiscriminada.
Quais as Consequências da LER/DORT.
✓ Lesões;
✓ Afastamentos;
✓ Perda do ritmo de trabalho e produtividade no setor afetado por
trabalhadores acometidos pelo DORT;
✓ Desencadeamento de algumas doenças relacionadas como tendinite,
bursite, síndrome do túnel do carpo, dedo em gatilho, síndrome do
desfiladeiro torácico, síndrome do pronador redondo, mialgias dentre
outras;
✓ Pagamento de benefícios feito pela Previdência Social ao segurado, pela
ocasião do seu afastamento (auxílio-doença);
✓ Danos a empresa e obrigação de reparar o dano e arcar com despesas
médicas, desde que comprovado por Nexo Técnico Epidemiológico –
NTEP e também pela negligência em adotar medidas de proteção como
adequação de mobiliários e máquinas aos trabalhadores, por exemplo.
Tratamento da LER/DORT:
O tratamento deve ser indicado de forma individual, levando-se em conta as
especificidades de cada caso e considerando-se também a realidade no qual o
trabalhador é inserido. O tratamento e a reabilitação do paciente com LER/DORT
deve ter início o mais rápido possível e deve ser conduzido por uma equipe
multidisciplinar. Dificilmente um profissional sozinho será capaz de tratar os
pacientes portadores de LER/DORT.
Recursos que podem ser utilizados:
✓ Fisioterapia, incluindo não só o uso de aparelhos, mas a massagem, e o
ensino de técnicas de alongamentoe relaxamento;
✓ Acupuntura, que trabalha com o aumento ou diminuição da intensidade
de ativação do órgão; as agulhas/laser em pontos específicos realizam o
relaxamento dos músculos e estimulam o sistema supressor da dor;
✓ Apoio psicoterapêutico;
✓ Terapia ocupacional;
✓ Uso de medicamentos;
Nas crises agudas de dor, o tratamento inclui o uso de anti-inflamatórios e
repouso das estruturas musculoesqueléticas comprometidas. Nas fases mais
avançadas da síndrome, a aplicação de corticóides na área da lesão ou por via
oral.
✓ Trabalho corporal;
✓ Psicológico (nos casos ode há traços de depressão;
✓ Hidroterapia.
A caminhada é outro ótimo recurso, já que ajuda a estimular a liberação de
endorfina, responsável pelo alívio da dor e pelo relaxamento do corpo.
Métodos de Prevenção:
Os conhecimentos da ergonomia, ciência que estuda a melhor forma de atingir
e preservar o equilíbrio entre o homem, a máquina, as condições de trabalho e
o ambiente com o objetivo de assegurar eficiência e bem-estar do trabalhador,
têm-se mostrado muito úteis no tratamento e prevenção da LER/DORT.
O melhor jeito de evitar as doenças das LER/DORT é cuidar das questões da
ergonomia, ou seja, organizar o trabalho em função da relação entre o homem e
a máquina, para que o profissional não force o corpo adotando uma postura
errada. Dispor de mobiliário adequado é outro ponto importante.
A organização e ritmo de trabalho também devem ser adequados para que o
trabalhador não fique sobrecarregado. Deve-se evitar o excesso de carga
horária, e quando isso ocorrer, procurar compensar o esforço de outras formas.
Qual é a postura correta diante do computador?
O monitor deve ficar na linha dos olhos e nunca mais baixo. Desta forma, a
coluna não ficará curvada.
O teclado deve ser posicionado de maneira que o braço forme com o antebraço
um ângulo de 90º. Hoje, há também teclados com um design mais moderno que
têm disposição adequada das teclas para cada uma das mãos.
O uso de apoiadores de mão arredondados e macios, que são colocados entre
o teclado e a borda da mesa, evitam a obstrução da circulação sanguínea. Um
bom mouse pad tem a borda arredondada e macia.
Qual é o jeito correto de sentar-se enquanto trabalha?
Os glúteos não deve ficar na ponta da cadeira deixando as costas envergadas.
A coluna precisa ficar ereta, mas não excessivamente tensa.
Um apoio nos pés, espécie de minidegrau, ajuda a manter a postura, não
deixando que haja pressão na área da coluna.
Deve-se evitar ficar com as pernas cruzadas ou sentar-se sobre elas. Essa
prática pode dificultar a circulação do sangue, causando formigamento e
incômodo.
Que acessórios são indispensáveis no ambiente trabalho?
O monitor do computador deve ser reclinável para que cada um o adapte da
melhor maneira. Apoiadores para os punhos, placa arredondada macia para o
teclado e mouse pad com borda tornam a digitação um exercício menos pesado.
As cadeiras devem ter regulagem de altura para o encosto, o acento e os braços
que são indispensáveis. O apoio para os pés também deve ser regulável.
Boa iluminação e ventilação no ambiente são desejáveis. Mas o excesso de
refrigeração (ar-condicionado muito forte) pode contribuir para a ocorrência
da LER/DORT, já que afeta a circulação.
É importante ter pausas durante o expediente?
Sim, isso deve ocorrer em qualquer função onde haja repetição de movimentos
e também para pessoas que ficam muito tempo na mesma posição (trabalho em
telemarketing ou em bancos por exemplo). A pausa deve ser de 10 minutos a
cada 50 minutos trabalhados conforme especificado na NR 17.
Nesse tempo, o profissional precisa fazer exercícios de relaxamento, alongar
os dedos das mãos, pés, braços e movimentar o pescoço e as pernas. Esses
movimentos exercitam o que ficou parado, irrigando os tecidos. Uma boa dica é
a empresa proporcionar ginástica laboral para os empregados, durante alguns
dos períodos destinados ao descanso.
Outras Dicas:
✓ Estudos e modificações ergonômicas dos postos de trabalho;
✓ Uso de ferramentas e equipamentos ergonomicamente adaptados ao
trabalhador;
✓ Diminuição do ritmo de trabalho;
✓ Redução da jornada de trabalho;
✓ Diversificação de tarefas;
✓ Eliminação das pressões de chefia e de produção;
✓ Eliminação dos gargalos nas linhas de produção;
✓ Eliminação do clima autoritário no ambiente de trabalho;
✓ Maior participação e autonomia dos trabalhadores nas decisões do seu
trabalho;
✓ Reconhecimento e valorização do trabalho;
✓ Valorização das queixas dos funcionários;
✓ Honestidade, transparência e lealdade nas relações de trabalho.
Outras doenças:
Doença: Causa: Consequência:
Escoliose Postura incorreta. • Esta curvatura é
Quando a pessoa está com prejudicial, pois
estará atingindo e
escoliose a coluna se curva
machucando os
para os lados, podendo ter a músculos,
forma de um S ou um C ou C ligamentos,
invertido, poderemos nervos e órgãos.
perceber isso se
observarmos algumas
pessoas que parecem estar
andando tortas, parecem
estar caindo para um dos
lados. Empregados que
trabalham a maior parte da
jornada de trabalho com o
corpo curvado para o lado ou
que carregue peso apenas de
um lado podem apresentar
este tipo de desvio.
Bico de Papagaio Postura incorreta. Forma- • Este “dentinho”
se um “dente” nos ossos da fisga os nervos,
coluna, este “dente” pode ser
machuca os
pequeno ou grande, o que
ajudará a determinar a nervos; por isso a
gravidade do problema, este pessoa que está
poderá se localizar em com Bico de
apenas um lugar do osso ou papagaio reclama
em vários lugares, como
de sentir uma
também em vários ossos da
coluna vertebral. queimação,
fisgadas,
dormências,
formigamentos.
Hérnia de Disco Carregamento • Dor nas costas a
excessivo e incorreto de longo prazo e
pesos. Patologia que atinge
este disco intervertebral, piora progressiva
fazendo com que este se
rompa, saia do lugar certo e dos sintomas;
ocupe lugares inapropriados, • Perda de
os danos causados podem
ser irreversíveis. Esta
movimento ou de
patologia é considerada sensibilidade nas
séria, pois pode provocar pernas e nos
sintomas muito
desagradáveis ao indivíduo; pés;
pessoas que carregam • Perda de
muito peso, principalmente
em cima da cabeça correm
funcionalidade de
riscos de vir a ter a hérnia intestinos e
bexiga;
• Mais raramente,
lesão medular
permanente.
6º) Parte: Questões Propostas.
Questão de Concurso: A NR-17 estabelece que a organização do trabalho deve
levar em consideração, no mínimo:
(A) As normas de produção, o modo operatório, a exigência de tempo, a
determinação do conteúdo do tempo, o ritmo de trabalho e o
conteúdo das tarefas.
(B) O regime de apropriação da mão de obra, características organizacionais
da produção, variabilidade da demanda, ritmo de trabalho e grau de
rigidez do processo.
(C) A área útil, o número de postos de trabalho, porcentagem de área
ocupada por cada um deles, forma e intensidade de ocupação de cada
trabalhador, índice de ocupação de espaços e ritmo global de produção.
(D) A hierarquia do sistema de produção das diferentes seções, densidade
das tarefas, folgas para eventuais ajustes sem parar a produção e
independência das tarefas.
(E) O número de trabalhadores, sua faixa etária e o sexo, o arranjo físico, o
grau de dependência entre os diferentes setores de produção e a
variabilidade da demanda de atividade.
Resposta: Alternativa correta Letra A. Ver item 17.6.2 da NR-17, que dispõe
sobre a organização do trabalho.
Questão de Concurso: A NR-17 estabelece que é obrigação do empregador
realizar a Análise Ergonômica do Trabalho. Sobre esta análise, o Laudo
Ergonômico e outros dispositivos presentes nesta NR podemos afirmar:
(A) Seu principal objetivo é avaliar as doenças ocasionadas no ambiente
laboral devido a posturas inadequadas do trabalhador.
(B) As condições do trabalhador devem estar adaptadas às caraterísticas
psicomecânicas do trabalho.
(C) A validade do Laudo Ergonômico é de até 05 anos, excepcionando-se os
casos em que haja modificação considerável do ambiente laboral, seja em
mobiliário, espaço físico ou máquina/equipamento, onde deve ser feito um
novo Laudo com base nessas novas condições.
(D) Um Laudo Ergonômico correto deve identificar os riscos
ergonômicos, bem como recomendar as intervenções e ou
adaptações necessárias, seja no ambiente de trabalho, mobiliário,
máquinas, equipamentos e ferramentas, ou nos processos de
trabalho, de modo a proporcionar um máximo de conforto,
segurança e desempenho eficiente, além de preservar a saúde do
trabalhador.
(E) O Laudo Ergonômico deverá ser desenvolvido por posto de trabalho e a
Norma Regulamentadora – NR-17 – Ergonomia (Lei nº 6514/77 – Portaria
nº 3751/90) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação
do mesmo, por parte apenas das empresas que trabalhem com
Telemarketing/Tele Atendimento e empresas que tenham operadores de
Checkout, sendo facultados as empresas que tenham escritório e as
agências bancárias a elaboração do referido laudo.
Resposta: Resposta correta Letra D.
Alternativa A: O principal objetivo da NR-17 é a avaliação geral do ambiente de
trabalho, com vistas a prevenir problemas ergonômicos em geral, não apenas os
decorrentes de uma postura inadequada.
Alternativa B: O trabalho é que deve estar adaptado ao homem e não o homem
ao trabalho. A NR-17 no geral, dispõe sobre a adaptação das condições de
trabalho às características psicofisiológcas dos trabalhadores.
Alternativa C: O Laudo Ergonômico deve ser refeito toda vez que o ambiente
laboral sofrer modificação significativa (substituição de vários mobiliários,
máquinas, equipamentos ou reforma de instalações) conforme está descrito na
alternativa. Porém, caso não haja modificações, o Laudo deve ser revisto e
avaliado anualmente, e não de cinco em cinco anos conforme especificado.
Alternativa D: Um Laudo Ergonômico, além de identificar os riscos ergonômicos
do setor/restabelecimento, deve recomendar e propor soluções para a
neutralização ou eliminação dos riscos encontrados, seja por mudança de
mobiliário ou equipamento, seja pelo desenvolvimento de dispositivos de
segurança desenvolvidos, de acordo com determinado tipo e equipamento ou
então, da adoção de algumas outras medidas como pausas no horário de
trabalho para descanso, ginástica laboral dentre outros.
Alternativa E: A Norma Regulamentadora – NR-17 – Ergonomia (Lei nº 6514/77
– Portaria nº 3751/90) estabelece a obrigatoriedade da elaboração e
implementação, por parte de todas as empresas que admitam empregados que
estejam expostos a riscos ergonômicos e não apenas as empresas de
Telemarketing/Tele Atendimento e empresas que tenham operadores de
Checkout. Dessa forma, observa-se devem ser feitos Análise Ergonômica de
diversas atividades, como as bancárias e de escritório visto que estão
susceptíveis a diversos riscos ergonômicos como por exemplo: problemas de
coluna devido à posturas inadequadas, LER/DORT dentre outros.
Questão de Concurso: Após uma profunda Análise Ergonômica do ambiente
laboral de um determinado banco, o responsável técnico pelo Laudo
Ergonômico, um Engenheiro de Segurança do Trabalho, fez uma série de
observações e recomendações com base na NR-17 e em seus conhecimentos
sobre ergonomia para que fossem prevenidos diversos riscos ergonômicos
inerentes a essa atividade. Cada alternativa abaixo representa um tipo de
recomendação, todas estão corretas, exceto uma:
(A) Mudança em todos os assentos de forma a atender aos seguintes
requisitos mínimos de conforto: Altura ajustável à estatura do trabalhador
e à natureza da função exercida, pouca ou nenhuma conformação na
base do assento, borda frontal arredondada, encosto com forma
levemente adaptada ao corpo para a proteção da região lombar. Deve
ainda os assentos possuírem suporte para os braços e apoio para os
cotovelos.
(B) O trabalho de digitação e processamento de entrada de dados não deve
exceder o limite máximo de 05 horas por dia, devendo o trabalhador
exercer outras atividades no restante do tempo, portanto, deve ser feito
rodízio de função durante a jornada de trabalho.
(C) Em atividades com computadores, para facilitar a visualização da tela, a
iluminação deve ser projetada para incidir diretamente sobre a mesma.
Dessa forma e para que se atinja o desejado, recomenda-se a alteração
do mobiliário ou então, que seja feito um novo projeto de iluminação para
o banco.
(D) Deve haver, no mínimo, uma pausa de 10 minutos para cada 50 minutos
trabalhados. Recomenda-se também a prática de ginástica laboral, a ser
executada por profissional de educação física ou da área de fisioterapia,
de 02 a 03 vezes por semana, durante 10 a 15 minutos em cada jornada
de trabalho.
(E) Recomenda-se um treinamento e readaptação da postura dos
funcionários. A postura desses, quando estiverem sentados e trabalhando
com máquinas/computadores deve ser a seguinte: coluna reta (vertical) e
antebraço apoiado por suporte, de forma a fazer um ângulo de 90 graus
com o braço. Durante a Análise Ergonômica realizada, verificou-se que
alguns trabalhadores apresentam baixa estatura, de forma que nem o
ajuste da cadeira proporciona que os mesmos fiquem com os pés
totalmente apoiados ao piso. Dessa forma, recomenda-se o uso de apoio
para o pés, de forma que sejam regulados para atender às características
físicas desses trabalhadores.
Resposta: Alternativa incorreta Letra C.
Comentário: As alternativas A, B, D e E estão corretas e representam algumas
medidas que devem ser tomadas com base na NR-17 e nos conhecimentos do
profissional acerca de ergonomia e de medidas de controle adotadas para mitigar
efeitos ergonômicos indesejáveis. Porém, o Engenheiro de Segurança do
Trabalho deve rever seus conhecimentos acerca de iluminação, pois sua
recomendação está incorreta. A iluminação não deve incidir diretamente sobre a
tela, isso provocará reflexos, ofuscamento e cansaço visual. Uma iluminação
correta deve ser projetada de forma que fique perpendicular ao trabalhador e
incidir em sua bancada e não diretamente no monitor.
Outras Recomendações:
➢ Os equipamentos utilizados devem permitir o ajuste da tela do
equipamento à iluminação do ambiente, protegendo contra reflexos, o
teclado deve ser independente e ter mobilidade, e a tela, o teclado e o
suporte para documentos (caso de digitação) devem ser colocados de
maneira que as distâncias olho-tela, olho-teclado e olho-documento sejam
aproximadamente iguais;
➢ O teclado em todo caso não deve ser fixo. O ambiente de trabalho deve
estar organizado de forma que o trabalhador tenha facilmente ao seu
alcance todo material e arquivo que irá precisar, de forma a evitar cansaço
desnecessário e postura inadequada.
Questão de Concurso: Com relação a aplicação das normas constantes na NR-
17, Ergonomia, deve-se levar em consideração que o (a):
(A) Peso máximo para as mulheres, no transporte manual de cargas, é de, no
mínimo, 20% inferior ao que é transportado pelos homens.
(B) Trabalhador considerado jovem é aquele que possui idade superior a 18
anos e inferior a 24 anos.
(C) O número máximo de toques reais exigidos pelo empregador não deve
ser superior a 10.000 toques por hora trabalhada.
(D) A organização do trabalho deve levar em conta a idade do trabalhador e
sua forma física.
(E) No processamento eletrônico de dados com terminais de vídeo, o teclado
deve ser independente e ter mobilidade, permitindo ao trabalhador ajustá-
lo de acordo com as suas tarefas.
Resposta: Alternativa correta letra E.
Alternativa A: Institui o item 17.2.5 da NR-17 que, quando mulheres e
trabalhadores jovens forem designados para o transporte manual de cargas, o
peso máximo das cargas deverá ser nitidamente inferior ao admitido para
homens, porém não quantifica em termos percentuais ou qualquer outro qual
seria esse limite.
Alternativa B: Para efeito da NR-17, o trabalhador jovem é aquele com idade
entre 14 e 18 anos e não entre 18 e 24 anos.
Alternativa C: O movimento máximo de toque exigido pelo empregador não deve
ser superior a 8.000 por hora trabalhada, segundo item 17.6.4 da NR-17.
Alternativa D: A organização do trabalho, segundo item 17.6.2 da NR-17 deve
levar em conta no mínimo: as normas de produção, o modo operatório, a
exigência de tempo, a determinação do conteúdo de tempo, o ritmo de trabalho
e o conteúdo das tarefas.
Alternativa E: A letra b do item 17.4.3 da NR-17 diz que o teclado deve ser
independente e ter mobilidade, permitindo o trabalhador ajustá-lo de acordo com
as tarefas a serem executadas.