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Língua Portuguesa - Conteudo

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FONÉTICA

Fonema: é o som que uma ou mais letras podem apresentar.


Letra: é toda parte visualizada em uma palavra.
Sílaba: é a forma como uma palavra é separada.

Cabelo – 6 letras e 6 fonemas (mesma quantidade de letra e de fonemas)


Chuchu – 6 letras e 4 fonemas (mais letras do que fonemas)
Táxi – 4 letras e 5 fonemas (menos letras e mais fonemas)

Vogais: são cinco (a, e, i, o, u) quando emitem som, do contrário, elas formarão dígrafos.

Macaco = 3 vogais
Pai = duas vogais
Quero = duas vogais

Semivogais: são as vogais pronunciadas com menos tonicidade, ocorrem quando há ditongo ou
tritongo e podem ser apenas (e, i, o, u). As semivogais terão sempre som de "i" ou de "u".
Pai = semivogal "i"
Paraguai = semivogal "u" e "í"
Pão = semivogal "o"
Mãe = semivogal "e"
ENCONTROS VOCÁLICOS: ocorre quando há a presença de duas vogais, juntas ou separadas.

Hiato:

É a separação entre duas vogais e ocorre:

Nas vogais iguais: creem – caatinga – voo – niilismo


Nos “í, ú” quando acentuados e precedidos de vogal: saúde – país – baú – saída
Na separação silábica: ru-a – pi-a-da – sa-ir

Ditongo:

É o grupo constituído de uma vogal e uma semivogal ou vice-versa.

Crescente: formado por semivogal + vogal e termina em som de “a – e – o”.


Exemplo: série – água – vítreo – nódoa – quando

Decrescente: formado por vogal + semivogal e termina em som de “i ou u”.


Exemplo: leite – baixo – céu – herói – mão – mãe – põe

Oral: ocorre quando o ditongo não apresenta “~” ou “m”. Exemplo: série – água –
quase – leite

Nasal: ocorre quando o ditongo apresenta “~” ou “m”. Exemplo: quando – põe –
cantam – muito

Tritongo:

É o encontro de três vogais (semivogal + vogal + semivogal), desde que elas sejam
pronunciadas e fiquem na mesma sílaba.

Oral: ocorre quando o ditongo não apresenta “~” ou “m”. Exemplo: quais – igual –
Paraguai

Nasal: ocorre quando o ditongo apresenta “~” ou “m”. Exemplo: enxáguem –


saguão

Encontros Consonantais: quando uma consoante fica ao lado de outra consoante, desde que
as duas apresentem sons distintos.

Perfeito: vi-dro – prato (Na mesma sílaba)


Imperfeito: dig-no – rit-mo (Sílabas diferentes)
Misto: tungs-tê-nio – felds-pa-to (Sílabas diferentes e com pelo menos três consoantes)

Dígrafos: ocorre quando duas letras representa apenas um som.


Vocálicos: anta - entra - intro - tonto - punto - pampa - trempe - tromba - rum
Consonantais: chave - cresce - passa - carro - águia - quero - palha - ninho - exceto
SEPARAÇÃO SILÁBICA

Classificação das sílabas:

Monossílaba: apresenta uma sílaba. Má - céu - pneu

Dissílaba: apresenta duas sílabas. Du-as - ra-iz - ri-o

Trissílaba: apresenta três sílabas. Sub-li-nhar - mé-di-co - psí-qui-co

Polissílaba: apresenta quatro ou mais sílabas. Ma-te-má-ti-ca - en-can-ta-do

Não se separam:
Os ditongos e os tritongos: Lei– fai-xa – a-zei-te – fé-rias – lé-gua – quais– pa-ra-
guai-a

Os dígrafos “ch, lh, nh, qu, gu”: Cha-ve – fi-lho – ne-nhum – a-qui-lo – se-gue –
se-quer

Os encontros consonantais no início das palavras: Gno-mo – mne-mô-ni-co – pneu

Encontros consonantais perfeitos: A-tle-ta – o-blí-quo – a-tri-to – sa-cro – le-tra

Separam-se:
Os hiatos e toda vogal idêntica: Vo-o – ga-ú-cho – fi-lo-so-fi-a – ca-no-a – a-í

Os dígrafos“rr, ss, sç, sc, xc” e toda letra idêntica: Bar-ro – os-so – des-ça – nas-ce – ex-ce-to

Os encontros consonantais imperfeitos pronunciados disjuntamente: Ad-vo-ga-do – dig-no, ar-te


– sub-di-re-tor – sub-li-nhar – sub-lo-car

Nos prefixos (des, dis, trans, sub, sob) há duas formas: Su-bem-pre-go – su-ba-li-men-tar – tran-
sal-pi-no (Há vogal após o prefixo)
Sub-le-var – sub-le-gen-da – sub-lin-gual – dis-cren-ça (Há consoante após o prefixo)

Nas palavras paroxítonas quando terminadas em ditongo e houver acento na sílaba anterior, em
regra, as duas vogais ficam juntas; caso não haja acento, as vogais se separarão: Se-cre-tá-ria –
má-goa / se-cre-ta-ri-a – ma-go-a

Em alguns concursos, também aceita “se-cre-tá-ri-a”, mesmo tendo acento. Logo, sempre
analise as opções apresentadas pela banca.
Nas palavras em que o “i” se encontrar entre duas vogais, sendo que a última seja “a” ou “o”:
Mei-o – fei-a – sai-a – re-cei-o (Perceba que a última vogal fica sempre só.)

Separam as vogais “ua – io – ia – ao” quando as palavras forem dissílabas:


Ti-o – ru-a – su-as – pi-a – vo-a – ri-o – du-as – ti-a – nu-a
ACENTUAÇÃO GRÁFICA

Monossílabos: acentuam-se todas terminadas em "a, e, o", seguidas ou não de "s".


-Com acento: fé - má - pô - pás...
-Sem acento: Ju, ti, mim...

Oxítonas: acentuam-se todas terminadas em "a, e, o, em", seguidas ou não de "s".


-Com acento: café - cipó - Amapá - também - parabéns...
-Sem acento: caju - parati - vender...

Paroxítonas: acentuam-se todas não terminadas em "a, e, o, em, ens".


-Com acento: nível - biquíni - açúcar - bíceps - órgão - ímã - vírus - tórax...
-Sem acento: item - itens - parede - rubrica...

Proparoxítonas: acentuam-se todas as 3º sílabas tônicas, independente das terminações.


-Com acento: médico – matemática – público – psicólogo

Hiatos: acentuam-se os hiatos "í" ou "ú", seguidos ou não de "s".


-Com acento: saúde - saída - balaústre - país - baú - baús...
-Sem acento: Raul - cair - raiz - bainha... (Seguidos de “nh, r, l, z” jamais)
-Não se acentuam os hiatos nas 2º sílabas após ditongo: baiuca - feiura -
bocaiuva...

Ditongos Abertos: acentuam-se os ditongos "ói - éi - éu":


-Com acento: herói - chapéu - papéis - céu - dói - réis...
-Sem acento: ideia - assembleia - heroico... (Exceto quando estiverem na
segunda sílaba)

Acento Diferencial em "pôr" e em "pôde":


-Com acento: Ele não pôde vir (passado). / Ele vai pôr a mesa. (verbo)
-Sem acento: Ela pode falar agora (presente). / Ela fez isso por você.
(preposição)

Verbos "Crê-Dê-Lê-Vê": acentuam-se quando monossílabos tônicos e, quando o sujeito da


forma verbal estiver no plural, deve-se empregar "em" e retirar o acento.
-Com acento: Ele vê tudo. / Ele crê em você.
-Sem acento: Eles veem tudo. / Eles creem em você.

Os verbos "Ter - Vir":


-Com acento: Eles têm falado muito de você. (Sujeito no PLURAL)
-Sem acento: Ele tem falado muito de você (Sujeito no SINGULAR)

Os derivados "deter - conter - manter - reter - provir - convir..."


-Com acento: Ele detém muito poder. (Sujeito no SINGULAR)
-Sem acento: Eles detêm muito poder. (Sujeito no PLURAL)
ORTOGRAFIA

Emprego do "S": nas palavras derivadas de verbos terminados em (pelir e correr)


Impelir=impulso / compelir=compulsório
Concorrer=concurso / discorrer=discurso

Nas palavras derivadas de verbos termina- dos em (nder e ndir).


Pretender=pretensão/ascender=ascensão
Fundir=fusão / expandir=expansão

Nos derivados de verbos terminados (er- ter, ertir e ergir).


Perverter = perversão
Converter = conversão
Divertir = diversão
Aspergir = aspersão
Imergir = imersão

Nas palavras primitivas que já possuem o (s) e nos derivados de (pôr, querer).
Análise - analisar - analisado - analisemos
Paralisia - paralisar - paralisado
Lápis - lapiseira - lapisinho
Pus - compusemos - quis - quisemos

Após ditongo decrescente uso “s”: Neusa - coisa - faisão - maisena

Nas palavras terminadas em (oso, osa, i- sa, ase, ese, ise e ose), exceto (gozo, ga- ze,
deslize). Glamorosa - saboroso - fase - osmose- poetisa - profetisa - crise - tese

Nas palavras que indicarem nacionalidades ou títulos da nobreza:


Portuguesa - norueguesa – holandesa/ Duquesa - baronesa – marquesa

Emprego do "Z": quando no radical não houver “s”, emprega-se “z” no derivado.
Ameno=amenizar / concreto=concretizado
Rico=riqueza / deslize=deslizamento

Cuidado:
Catequese/catequizar - síntese/sintetizar
Hipnose/hipnotizar - batismo/batizar

Emprego do "SS": nas palavras derivadas de verbos terminados em:

Ceder, mitir, meter, primir, gredir, cutir.

Exceder=excesso / omitir=omisso
Agredir=agressão / discutir=discussão
Prometer=promessa / imprimir=impresso

Emprego do "Ç": após ditongo.

Traição – eleição – afeição

Nas palavras terminadas em (to, tor) e nos verbos derivados do verbo “ter”.
Erudito=erudição / exceto=exceção
Redator=redação / ereto=ereção
Reter=retenção / deter=detenção
Emprego do "X": nas palavras iniciadas por “me, en, ou após ditongo”. Após as sílabas (la, li,
lu, gra, bru).

Mexilhão - mexer - enxada - enxerto


Enxurrada - ameixa - baixo - frouxo
Luxo, lixa, graxa, relaxar, bruxa
Mecha, encher, recauchutagem

Emprego do "J": nos verbos terminados em “jar” e palavras indígenas.


Ajeitar=ajeitoso / ultrajar=ultraje
Berinjela - pajé - canjica - jenipapo

ATENÇÃO: Lambujem - pajem - enferrujem

Emprego do "G": nas palavras terminadas em “ágio, égio, ígio, ógio, úgio”. Maioria das pa-
lavras terminadas em “agem” ou “ugem”.

Pedágio - colégio - refúgio -


Relógio - coragem - personagem
Ferrugem - penugem - vagem - triagem

Emprego "E": nos verbos terminados em “uar e oar”:


Habituar=habitue / continuar=continue
Atuar=atue / abençoar=abençoe

O restante grafa-se com a vogal "i": atrai (atrair), dói (doer), possui (possuir).
FORMAÇÃO DE PALAVRAS

RADICAL: parte da palavra que ao formar outra não se altera.


Pedra – Pedrinha – Pedrada (Radical foi até a consoante)
Feliz – felicidade – infelizmente – felizardo (Radical foi até a vogal)
Sol – soldado – ensolarado – solzinho (Radical é a própria palavra)

Tema: radical+vogal temática

DERIVAÇÃO: Formação de novas palavras a partir de apenas um radical.

DERIVAÇÃO PREFIXAL: elemento que vem antes do radical: Infeliz - Reescrever

DERIVAÇÃO SUFIXAL: elemento que vem após o radical: Felizmente - Igualdade

DERIVAÇÃO PREFIXAL E SUFIXAL: é o acréscimo de um prefixo e de um sufixo ao mesmo


tempo, a palavra continua a existir com a retirada do prefixo:
Infelizmente = infelizmente
Desigualdade = desigualdade

DERIVAÇÃO PARASSINTÉTICA: apresenta prefixo e sufixo ao mesmo tempo, e a palavra


perde o sentido com a retirada do prefixo, isto é, deixa de existir:
Envernizar = envernizar
Anoitecer = anoitecer

DERIVAÇÃO REGRESSIVA: deriva de verbos e perde letra ao se tornar substantivo abstrato:


Debater = o debate
Cantar = o canto

DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA / CONVERSÃO: quando a mesma palavra assume outra classe


gramatical sem a perda de letra:
O jantar está pronto. (substantivo) = Venha jantar. (verbo)
O infeliz chegou. (substantivo) = Ele é infeliz. (adjetivo)

VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO: surgem entre dois termos para ligá-los:


Gasômetro = vogal de ligação
Girassol = consoante de ligação
Cafeicultor = vogal de ligação

COMPOSIÇÃO: Formação de novas palavras por meio de dois radicais (duas palavras).

COMPOSIÇÃO POR JUSTAPOSIÇÃO: quando duas palavras se unem sem perda de letra:
Ponta + pé = pontapé
Gira + sol = girassol
Gás + metro = gasômetro

COMPOSIÇÃO POR AGLUTINAÇÃO: quando duas palavras se unem com perda de letra:
Água + ardente = aguardente
Em + boa + hora = embora
Vinho + acre = vinagre
OUTROS PROCESSOS

HIBRIDISMO: é a formação de novas palavras a partir da união de radicais de idiomas


diferentes:
Automóvel (auto + móvel = grego e latim)
Televisão (tele + visão = grego e latim)
Sociologia (social + logia = latim + grego)

REDUÇÃO/ABREVIAÇÃO: é a redução de uma palavra a fim de se obter uma forma mais curta:
Telefone = fone
Motocicleta = moto
Cinema = cine
Pneumático = pneu

SIGLAS: são letras ou uma palavra que representam um nome, instituição, órgão...
IBGE = Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
BACEN = Banco Central
VASP = Viação Aérea de São Paulo

REDUPLICAÇÃO: ocorre quando se repete a sílaba de uma palavra, formando outra.


Tio = titio
Mãe = mamãe
Lambe =lambe-lambe
Zé = Zezé

PALAVRAS COGNATAS: apresentam o mesmo radical e com o mesmo sentido.


Livraria
Livreiro
Livrinho
MOFORLOGIA

SUBSTANTIVO: palavra que nomeia tudo no universo – coisas, objetos, ações, pessoas...

Comum: É grafado com letra minúscula.


lata – jovem – carro – amor – alegria...

Próprio: É grafado com letra maiúscula.


Pedro – Divinópolis – Paris – ONU...

Simples: Formado por uma palavra, ou seja, um radical.


pedra – couve – chuva – sol...

Composto: formado por duas palavras, ou seja, dois radicais.


petróleo (pedra + óleo) – couve-flor (couve + flor) – girassol (gira + sol)...

Primitivo: Formadora de outras palavras.


pedra, leite, goiaba, casa...

Derivado: Vem de outra palavra.


pedreiro – pedrada – leiteiro – goiabada – casinha...

Abstrato: É formado por adjetivos, sentimentos, ações, sensações, estado.


raiva, beleza, beijo, abraço, alegria...

Concreto: Todos os seres presentes nos contos, no mundo espiritual e tudo que é tocável.
carro, prédio, alma, saci, fada, vento, espírito, luz, ar...

Comum-de-dois: Ocorre quando o substantivo aceita os dois artigos ao mesmo tempo.


o dentista – a dentista / o jovem – a jovem...

Sobrecomum: Ocorre quando o substantivo aceita apenas um artigo.


a criança – a testemunha – o indivíduo...
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES

TERMINADO EXEMPLOS
DEVEMOS
Z Acrescenta Arrozes - aprendizes - gizes -
"es" gravidezes
S Acrescenta Os ônibus - os óculos
"os"
S Acrescenta Lilases - países - fregueses
"es"
R Acrescenta Bares - revólveres - hambúrgueres
"es"
L Acrescenta Males - avales - cônsules - meles
"es"
U Acrescenta Degraus - troféus - chapéus - graus
"s"
M Troca por "ns" Álbuns - dons - armazéns
à Troca por Lampiões - balões - limões - botões
O "ões"
à Troca por "ãos" Cidadãos - pagãos - artesãos -
O cristãos
à Troca por "ães" Alemães - escrivães - charlatães -
O capelães

Cuidado com estas palavras, pois apresentam mais de uma forma


ÃO Troca por Aldeão - ancião - vilão - alão - sultão
ãos, ões, - ermitão
ães"
ÃO Troca por Corrimão - hortelão - verão - vulcão -
"ãos, ões" anão
ÃO Troca por Alazão - cirurgião - faisão - pião -
"ões, ães" alcorão - guardião
PLURAL DOS SUBSTANTIVOS NO DIMINUTIVO
Pluraliza o substantivo, retira a consoante "S" e acrescenta o sufixo
"zinhos".
Balão Balõe Balõezinhos
s+
zinhos
Pastel Pastéi Pasteizinhos
s+
zinhos
País Paíse Paisezinhos
s+
zinhos
Bar Bares Barezinhos
+
zinhos
Flor Flores Florezinhas
+
zinhos
Alemã Alemã Alemãezinhos
o es +
zinhos

PLURAL DOS SUBSTANTIVOS COMPOSTOS


SÃO PALAVRAS VARIÁVEIS - SAN (Substantivos - Adjetivos -
Numerais)
Couves-flores (S + S) Guardas-civis (S + S)
Porcos-espinhos (S + S) Ervas-doces (S + A)
Cirurgiões-dentistas (S + Bons-dias (A + S)
S)
Amores-perfeitos (S + A) Meios-dias (N + S)
Primeiros-ministros (N + Primeiras-damas (N +
S) S)
Segundas-feiras (N + S) Gentis-homens (A + S)
CASO HAJA PREPOSIÇÃO ENTRE DOIS SUBSTANTIVOS, SÓ O
PRIMEIRO VARIA
Pães-de-ló - pés-de-moleque - mulas-sem-cabeça - pimentas-do-
reino
SÃO INVARIÁVEIS - VAPI (verbos - Advérbios - Prefixos -
Interjeição)
Vira-latas (V) Salve-Marias (I)
Guarda-costas (V) Sempre-vivas (A)
Ex-diretores (P) Abaixo-assinados (A)
Pré-candidatos (P) Alto-falantes (A)
Os bota-fora (V + A) Saca-rolhas (V)
PALAVRAS REPETIDAS, VERBOS REPETIDOS
APENAS O ÚL- OU 2º DETERMI-
TIMO VAI PARA O NA O 1º, HÁ DUAS
PLURAL: FORMAS:
Tico-ticos Corres-corres - corre-
corres
Reco-recos Piscas-piscas - pisca-
piscas
Pingue-pongues Salários-famílias -
Salários-família
Tique-taques Pombos-correios -
pombos-correio
Navios-escolas -
navios-escola
ADJETIVO – qualifica o substantivo, podendo vir antes, após ou afastado do substantivo:
O bom professor não virá.
O professor bom não virá à aula.
Aquele professor é muito bom.

Locução Adjetiva: ocorre quando uma “preposição” e um “substantivo” qualificam o substantivo:


A carne de boi. = bovina
O problema do Brasil. = brasileiro
Estava com dor de estômago. = gástrico
Goste de festa de criança = infantil

Na maioria dos casos, é possível a troca da locução adjetiva por um adjetivo.

GRAU DOS ADJETIVOS

Comparativo: faz a comparação entre dois seres.


Emprega-se: Mais... do / Menos...que/do que/ Tão...quanto

Superioridade – um ser é superior ao outro = Ela é mais bonita do que


Maria.
Inferioridade - um ser é inferior ao outro = Ela é menos bonita do que
Maria.
Igualdade - um ser é igual ao outro = Ela é tão bonita como Maria.

Superlativo Relativo: faz a relação entre um ser e um conjunto de seres.


Emprega-se a expressão: o...menos / o...mais

Inferioridade – um ser é inferiorizado em relação ao conjunto = Pedro é o


menos esperto da turma.

Superioridade – um ser é superior relação ao conjunto = Pedro é o mais


esperto da turma.

Superlativo Absoluto: faz uma intensificação do próprio substantivo.

Analítico – o adjetivo é seguido de um advérbio de intensidade. = Ela é


muito educada.
Sintético – o adjetivo é intensificado por um sufixo. = Ela é educadíssima.
ARTIGO – acompanha o substantivo, tem também a função de substantivar um termo.

Definido: define o termo, restringindo-o. (o – a)


O aluno estava doente. (Aluno específico)

Indefinido: indefine um termo, tornando-o vago. (um – uma)


Um aluno estava doente. (Um aluno qualquer)

Substantivado: O jantar estava gostoso. (Substantivou o verbo)

NUMERAL – em regra, quantifica o substantivo e é dividido em:

Cardinal: um, dois, três... Dois alunos compraram só um carro.

Ordinal: primeiro, segundo, terceiro... Ele chegou primeiro à escola.

Fracionário: meio, um terço... Um terço da sala faltou

Múltiplo: dobro, triplo... João comprou o dobro de cadernos.

VERBO – palavra que exprime (estado, ação, fenômeno da natureza) e, normalmente, pode
ser conjugada pelos pronomes retos (eu, tu, ele, nós, vós, eles):

O menino saiu da sala. (ação)

Paula estava muito triste. (estado)

Choveu e ventou muito ontem. (Fenômeno da natureza)


PRONOME - palavra que substitui (pronome substantivo) ou acompanha (pronome adjetivo)
o substantivo e são divididos em:

Retos: eu, tu, ele, nós, vós, eles.

Oblíquos Átonos: se, te, me, lhe, nos, vos, o, a, lo, la, no, na... Viram-no ontem.

Oblíquos Tônicos: si, ti, mim, consigo, contigo, conosco, convosco.

Relativos: que, quem, onde, qual, cuja, quanto... Os alunos que chegaram são educados.

Demonstrativos: este, esta, isto, isso, essa, esse, aquele, aquela, aquilo, tal (e variações).
Os alunos compraram aquela casa.

Possessivos: seu, sua, teu, tua, meu, minha, nosso, nossa, vosso, vossa (e variações).
Este carro é meu.

Indefinidos: todo, tudo, algo, alguém, algum, nada, ninguém, nenhum, outrem, qualquer...
Todos os alunos falaram de vários professores.

Tratamento: Você, Senhora, (Sua) Vossa Majestade, Vossa Eminência, Vossa Senhoria...
Sua Excelência falou tudo para você.


CLASSES DE PALAVRAS INVARIÁVEIS

PREPOSIÇÃO: é a palavra que liga um termo ao outro:

Essenciais: à - ao - a - ante - até - após - com - contra - de - desde - em - entre - para - pelo -
perante - por - sem - sob - sobre - trás.
Vou à loja com os meus tios. / Falou de você perante o professor.

Acidentais: como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, consoante...

INTERJEIÇÃO: é palavra que exprime (estado, emoção, susto, admiração) seguida de (!). Oh!
- Meu Deus! - Nossa! - Olá! - Puxa vida! - Psiu! - Fogo! - Uau! - Adeus! - Pudera!
Nossa! Ela realmente se feriu. / Fogo! Correm para o quintal.

ADVÉRBIO: é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou o próprio advérbio:


Os principais são: modo, lugar, dúvida, negação, afirmação, intensidade, companhia,
instrumento, causa, meio...

ADVÉR PALAVRACHA EXEMPLOS


BIOS VE
MODO COM Os alunos saíram
O rapidamente.
LUGAR ONDE Ela mora aqui e
perto de você.
TEMPO QUANDO Hoje sairei cedo.
INTENSIDADE QUANTO As pessoas
estudam muito.
COMPANHIA COM Estou com ele.
QUEM
COM QUÊ Escreveu com a
INSTRUMENTO caneta.
NEGAÇÃO INDICA Não irei à festa.
NEGAÇÃO
DÚVIDA INDICA Talvez eu fale a
DÚVIDA verdade.
AFIRMAÇÃO INDICA Certamente
CERTEZA viajarei.

Os advérbios podem ser representados por meio de uma palavra ou mais, podem ser
representados por um substantivo, adjetivo, verbo, pronome... Isso dependerá do contexto da
frase. Lembre-se também de que o advérbio não aceita plural:

Ela anda mole. = adjetivo assumindo função de advérbio


Ele saiu por trás. = preposição assumindo função de advérbio
Saiu falando tudo. = verbo assumindo função de advérbio
Onde ele mora. = pronome assumindo função de advérbio

CONJUNÇÃO: é a palavra que liga duas orações, estabelecendo um sentido elas:

Coordenadas e subordinadas:

CLASSIFICAÇÃO EXPRESSA CONJUNÇÕES MAIS


COMUNS
ADVERSATIVA Oposição Mas, porém, todavia,
entretanto...
ALTERNATIVA Alternância Ou, ora, quer, seja...
ADITIVA Soma / adição E, além de, nem, mas
também...
EXPLICATIVA Esclarecimento Porque, pois, que, por
isso...
CONCLUSIVA Fechamento Logo, então, portanto,
assim...
CAUSAIS Motivo Já que, porque, como,
um vez que...
CONDICIONAIS Possibilidade Se, caso, desde que,
contanto que...
TEMPORAIS Tempo Quando, logo que, assim
que...
CONCESSIVAS Teimosia Ainda que, embora,
mesmo que...
FINAIS Objetivo Para, para que, a fim de,
porque...
PROPORCIONAIS Simultaneidade À medida que, á
proporção que...
COMPARATIVAS Relação entre Tão..como, do que,
como...
CONSECUTIVAS Resultado Tanto que, tal que, tão
que...
CONFOR MATIVAS Conformidade Conforme, de acordo,
como...
RESUMÃO DE VERBOS

Verbo é uma palavra que exprime ação, estado, fato ou fenômeno da natureza.

Conjugações verbais:

1ª conjugação: verbos terminados em – a (cantar)

2ª conjugação: verbos terminados em – e (vender)

3ª conjugação: verbos terminados em – i (partir)

Para achar a conjugação do verbo, é necessário reduzi-lo e observar o contexto:

Se ele vir você... (ver – 2º conjugação)

Não parta o bolo. (partir – 3º conjugação)

Embora cante muito... (cantar – 1º conjugação)

Modos verbais:

Indicativo: expressa atitudes de certeza (presente – passado – futuro). Não gosto


de viajar muito. (indicativo)

Subjuntivo: expressa atitudes de dúvida, hipótese (presente – passado – futuro).


Se ele viesse, eu falaria tudo. (subjuntivo)

Imperativo: expressa atitude de ordem, pedido, conselho. Cante uma música.


(imperativo)

Pessoas verbais: indicam quem executa a ação verbal.

Pessoas do Pessoas do
(singular) (plural)
1 º Eu canto 1 º Nós cantamos
2 º Tu cantas 2 º Vós cantais
3 º Ele canta 3º Eles cantam

Formas nominais do verbo:

Infinitivo: o verbo apresentar (r) = plantar, vender, ferir...

Gerúndio: o verbo apresentar (ndo) = plantando, vendendo, ferindo...

Particípio: o verbo apresentar (ro, vo, do, go, to, so) = feito, pago, preso,
pagado...
✔ Tipos de verbos:

TIPO APRESENTA EXEMPLO EXEMPL EXEMPLO


O
Eu amei Eu amo Eu amarei
Regular Mesma raiz Eu vendo Eu vendi Eu venderei
Eu parto Eu parti Eu partirei
Irregular Raiz muda a Eu fiz Eu faço Eu farei
vogal
Anômalo Apresenta Eu fui Eu sou Eu serei
várias raízes Eu fui Eu vou Eu irei
no
presente,
passado e
futuro
Defectivo Não existe na Eu Eu coloro Eu explodo
1º pessoa precavejo
Abundante Há duas Salvo / Pago / Trago /
formas aceitas salvado pagado trazido

Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Futuro


Conectivos: embora, Imperfeito Conectivo
que Conectivos s: se,
: se, caso
1º conjugação “a” = 1º quando
troque por “e” 2º conjugação É o próprio
conjugação “e” = “a” = asse verbo no
troque por “a” 2º infi- nitivo,
3º conjugação “i” = conjugação exceto os
troque por “a” “e” = esse verbo
3º irregulares.
conjugação
“i” = isse
Que eu cante Se eu Quando eu
cantasse cantar
Que tu cantes Se tu Quando tu
cantasses cantares
Que ele cante Se ele Quando
cantasse ele cantar
Que nós cantemos Se nós Quando
cantássemo nós
s cantarmos
Que vós canteis Se vós Quando
cantásseis vós
cantardes
Que eles cantem Se eles Quando
cantassem eles
cantarem

IMPERATIVO
Afirmativo: ocorre com a fusão do Negativo: é o próprio presente do
presente do indicativo (tu e vós subjunti- vo. Deve-se empregar
sem o “s”) mais o restante do uma palavra negativa. Basta retirar
presente do subjuntivo, não existe a primeira pessoa “eu”.
a primeira pessoa “eu”.
Canta você Pega do presente do Não cantes tu
indicativo
Cante você Não cante você
Cantemos nós Não cantemos nós
Canta você Pega do presente do Não canteis vós
indicativo
Cantem vocês Não cantem vocês

Esses verbos são os que mais aparecem em provas e normalmente são cobrados como
“prefixo” e os principais são (a, ante, pro, com, entre, ad, re, sobre, inter). Segue abaixo
a conjugação do
ver-bo “propôr” como exemplo:
INDICATIVO DO VERBO PROPOR
Perfeito Imperfeito Mais que perfeito
Eu propus Eu propunha Eu propusera
Tu Tu propunhas Tu propuseras
propuseste
Ele propôs Ele propunha Ele propusera
Nós Nós Nós propuséramos
propusemos Propúnhamos
Vós Vós propúnheis Vós propuséreis
propusestes
Eles Eles propunham Eles propuseram
propuseram
Presente Futuro do Futuro do
presente pretérito
Eu proponho Eu proporei Eu proporia
Tu propões Tu proporás Tu proporias
Ele propõe Ele proporá Ele proporia
Nós Nós proporemos Nós proporíamos
propomos
Vós Vós proporeis Vós proporíeis
proponhais
Eles propõem Eles proporão Eles proporiam

VOZES VERBAIS

Voz ativa: ocorre quando o sujeito pratica ação. (Sujeito + verbo)

Os meninos compraram o carro velho.


O professor falou a verdade.

Voz passiva analítica: ocorre quando o sujeito sofre a ação dentro da frase. (locução verbal no
particípio + preposição "pelo, por, de")

O carro foi comprado pelos meninos.


A verdade foi falada pelo professor.

Voz passiva sintética: ocorre com a presença da partícula apassivadora "se".

Vende-se carro nesta loja.


Não se vendem carros aqui.

Voz passiva reflexiva: ocorre quando o sujeito sofre e pratica ao mesmo tempo a ação.

Os meninos se cortaram ontem.


O aluno se penteou.

Não há como transformar para a voz passiva:


-Com verbos intransitivos, de ligação e nem transitivos indiretos.
O menino estava feliz. (verbo de ligação)
O menino saiu de casa. (verbo intransitivo)
O menino precisa de você. (verbo transitivo indireto)
É necessário haver objeto direto para transformar para a voz passiva.
Eu comprei a loja ontem. (objeto direto)
Paula perdoou o erro. (objeto direto)

Voz passiva analítica:


Sempre aumente um verbo quando transformar para a passiva analítica.
Acrescenta o verbo "SER" seguindo o tempo verbal do verbo que se encontra na
ativa.
O verbo da voz ativa deve ir para o particípio. Acrescenta o agente da passiva por
meio das preposições "por, pelo, de".

Tempo verbal Desinência Verbo ser” O verbo no


s verbais particípio
Presente a/e é - são seguro
Passado Resto foi - salvo
perfeito foram
Passado va / ia era - partido
imperfeito eram
Passado + q/ Ra fora - pago
perfeito foram
Futuro do re / rá / rão será - feito
presente serão
Futuro do Ria seria - preso
pretérito seriam

Voz ativa = O menino compra dois pães na padaria.


Voz passiva = Dois pães são comprados pelo menino na padaria.

Voz ativa = O menino comprava dois pães na padaria.


Voz passiva = Dois pães eram comprados pelo menino na padaria.

Voz ativa = O menino comprará dois pães na padaria.


Voz passiva = Dois pães serão comprados pelo menino na padaria.

Voz passiva analítica com locução verbal:


O objeto direto vira sujeito na voz passiva.
Conserva-se o 1º verbo, concordando com o sujeito.
Acrescenta o verbo “ser” imitando o 2º verbo da voz ativa.
O 2º verbo da voz ativa vai para o particípio.
Acrescenta a preposição: pelo, por ou de.

Exemplos:

O aluno vai estudar a lição. (V.A)


A lição vai ser estudada pelo jovem. (V.P.A)

Eu estava lendo os livros. (V.A)


Os livros estavam sendo lidos por mim. (V.P.A)

Ela havia ensinado a lição. (V.A)


A lição havia sido ensinada por ela. (V.P.A)

Voz passiva sintética: Retira o sujeito. Acrescenta a partícula apassivadora “se”.

O verbo deve concordar com o novo “sujeito”.

Os meninos compraram o caderno. (V.A)


Comprou-se o caderno. (V.P.S)
O jovem vende muitos livros. (V.A)
Vendem-se muitos livros. (V.P.S)

Transformando da passiva para a voz ativa

-O agente da passiva volta a ser sujeito, não havendo, basta empregar o pronome "eles"
-Retire o verbo ser, voltando o verbo no particípio na forma conjugada.
Voz passiva = Dois pães são comprados pelo menino na padaria.
Voz ativa = O menino compra dois pães na padaria.

Voz passiva = A lição vai ser estudada pelo jovem.


Voz ativa = O aluno vai estudar a lição.

Voz passiva = Vendem-se muitos livros.


Voz ativa = Eles vendem muitos livros.

PRONOMES

Os pronomes são palavras que substituem ou acompanham um substantivo.

Pronomes adjetivos - quando acompanham um substantivo: Meus amigos adoram esta casa.

Pronomes substantivos – quando substituem um substantivo: Alguns falaram do patrão e ele


não escutou.

Conosco ou convosco: sem determinante, ou antes de pontuação. Os mestres ficaram


satisfeitos conosco. Ele sairá conosco mais tarde.

Com nós e com vós: vêm determinados por mesmos, próprios, ambos e numerais cardinais.
Ela falará com nós dois agora. Sente-se com nós todos nesta mesa.

Consigo: pronome pessoal reflexivo (Troca por “ele mesmo/você”)


O rapazinho trazia consigo a marca da intolerância. = “Trazia com ele mesmo a marca...” Leve
consigo os papéis. = “Leve com você mesmo os papéis.”

Contigo: é usado quando me dirijo à outra pessoa “tu”. Leva contigo tuas lembranças e
segredos. Preciso falar contigo hoje sobre a festa.

Com você: é usado para me dirigir à outra pessoa “você”. Espere um pouquinho: quero falar
com você. Sua mãe quer falar com você agora.

Os verbos (mandar, deixar, fazer) e sensitivos (ver, ouvir, sentir) devem ser empregados com
pronomes oblíquos (se, te, me, nos, vos, o, a) e não com os pronomes retos (eu, tu, ele, nós,
vós, eles):

Deixei-o sair em péssimas companhias. (Correto)
Deixe ele sair. (Errado)
Deixe-me entender a matéria. (Correto)
Deixe eu entender a matéria. (Errado)
Mande-nos sair da sala. (Correto)
Mande nós sair da sala. (Errado)

Os pronomes de tratamentos como (Vossa Majestade, Vossa Excelência) equivalem ao pronome


da 3º pessoa do singular (ele / ela).

-Vossa Majestade sabe a verdade? = Ele sabe a verdade?


-Paula, Sua Excelência não virá hoje? = Paula, ele não virá hoje?
-Vossa Excelência pegou sua pasta. = Ele pegou sua pasta.
-Vossa Excelência se queixa de todos os seus problemas. (Correto)
-Vossa Excelência vos queixastes de todos os vossos problemas. (Errado)

Para eu / para tu:


Vem entre preposição e verbo no infinitivo.
Exerce a função de sujeito da forma verbal.

Para mim / para ti:


Vem após preposições.
Vem no final de frase.
Vem antes de pontuação.

Ex: Recomende um livro para eu ler.


Traga um presente para mim.
É fácil para mim trabalhar aqui.
Não é para eu falar nada.
Pesam suspeitas sobre mim e ti.
Para mim, falar é complicado.

Entre mim e ti

São erradas: (entre eu e você; entre você e eu; entre ela e eu; entre eu e ela...)

Não se emprega os pronomes retos “eu” ou “tu” como complemento. Empregue sempre “mim”
ou “ti”.
Não houve problemas entre ti e mim.
Entre mim e ela não há nada.
Sei que entre você e mim não houve nada.

Correlação entre pronomes: deve haver uma harmonia entre as pessoas.


Se você vier à festa, traga o seu irmão.
Se tu vieres à festa, traz o teu irmão.
Quando ela chegar, falará seus problemas.
Eu te amo e não vivo sem ti.
Eu o amo e não vivo sem você.
PRONOMES DEMONSTRATIVOS

DEFINIÇÃO: Este, Esta, Isto EXEMPLO

Quando se emprega o advérbio Este papel que tenho aqui na mão é


(aqui) seu.
O que será comunicado Compre isto: leite e pão.
Tempo presente Este ano compraremos o carro.
Último elemento de uma Compre leite e pão. Este estava
enumeração velho.
DEFINIÇÃO: Esse, Essa, Isso EXEMPLO
Quando se emprega o advérbio (aí) Esse papel que tem aí na mão é
O que já foi falada meu.
Tempo passado ou futuro Leite e pão, ontem comprei isso.
próximo Esse ano foi muito bom para mim.
DEFINIÇÃO: Aquele, Aquela, EXEMPLO
Aquilo
Quando se emprega o advérbio Aquele papel ali é seu.
(lá,ali) Não cumpriu aquilo que prometera.
O que foi falado há muito tempo Naquela época ele era muito esperto.
Tempo passado e futuros distantes Comprei leite e pão. Aquele estava
Primeiro elemento de uma velho.
enumeração

FORMAS PRONOMINAIS
Os verbos terminados em (R, S, Z) receberão as formas (LO, LA), basta excluir o (R, S, Z):
Vou estudar a matéria. = Vou estudá-la.
Eu pus o livro ali. = Eu pu-lo ali.
Eu fiz a lição. = Eu fi-la.

Os verbos com terminações nasais receberão as formas (NO,NA) e variações:


Eles dão o dinheiro. = Eles dão-no.
Eles compõem as letras. = Eles compõem-nas.
Eles amam a menina. = Eles amam-na.

As demais terminações receberão as formas (O, A) e variações:


Eu amo a menina. = Eu amo-a.
Eu vi ele ontem. = Eu vi-o ontem.

Se o complemento for objeto indireto, deve-se empregar o pronome “lhe” para “pessoa” e
“a ele” tanto para “pessoas” quanto para “coisas”:

Vou dizer à mulher tudo. = Vou dizer-lhe tudo.


Obedeço ao policial. = Obedeço-lhe.
Diga para ele tudo. = Diga-lhe tudo.
Vou assistir à novela. = Vou assistir a ela.

Obedeça ao sinal de trânsito. = Obedeça a ele.


COLOCAÇÃO PRONOMINAL

Trata-se da posição correta dos pronomes oblíquos (se, te, me, lhe, nos, vos, o, a) em re- lação
ao verbo da frase, podendo vir antes, depois ou no meio do verbo.

PRÓCLISE: o pronome vem antes do verbo e deve haver palavras atrativas.


Já – agora – ontem – hoje – amanha – depois...
Sempre – não – nunca – talvez – jamais...
Quando – tudo – nada – ninguém – alguém – qualquer...
Todos – algo – algum – nenhum – nenhuma...
Aqui – ali – lá...
Que – quem – onde – qual – quanto...
Deus – bons ventos – macacos – diabo...
Também – muito – pouco – mais – menos...
Como – conforme – caso – se – embora...
Este – esta – isto – esse – essa – isso – aquele – aquela – aquilo...

Exemplos:
Não me falaram nada.
Aqui se vive muito bem.
Nada nos animava na festa.
Diga que me ama ainda para não me machucar.

MESÓCLISE: o pronome se encontra no meio do verbo e deve haver um verbo no futuro do


presente (re, rá, rão) ou futuro do pretérito (ria).

Cantar-te-á música. = Cantará Cantar-me-ia a música. = Cantaria


Cantar-te-ás a música. = Cantarás Cantar-me-ias a música. = Cantarias
Cantar-te-emos a música = Cantaremos Cantar-me-íamos a música. = Cantaríamos
Cantar-te-eis a música. = Cantareis Cantar-me-íeis a música. = Cantaríeis
Cantar-te-ão a música. = Cantarão Cantar-me-iam a música. = Cantariam

ÊNCLISE: pronome vem após o verbo e não deve iniciar frase.


Levantei-me cedo.
João, sente-se.
Recusou, fazendo-se de desentendido.
Corriam a ouvi-lo. (Infinitivo seguido de “a”)

HIERAQUIAPRONOMINAL

Próclise = Chefe “prevalece sobre as demais”.


Mesóclise = Gerente “prevalece apenas sobre a ênclise”.
Ênclise = Empregado “não prevalece sobre nenhuma das duas anteriores”.

Não me falariam a verdade. (Prevaleceu a próclise, mesmo o verbo estando no


futuro.)
Não falar-me-iam a verdade. (Errada, pois existe atratividade “não”.)
Amanhã, falar-te-ei tudo. (Prevaleceu a mesóclise, pois a vírgula quebra a atração.)
Amanhã, te falarei tudo. (Errada, pois a ênclise não prevalece sobre a mesóclise.)
COLOCAÇÃO PRONOMINAL COM LOCUÇÃO VERBAL A locução verbal é formada por
dois verbos.

Se houver atração, o pronome ficará perto da palavra atrativa, mas poderá ficar após o segundo
verbo. Se houver atração, o pronome jamais ficará no meio dos verbos.
Não lhe devo dizer o contrário. (Antes do 1º verbo por causa da atratividade.)
Não devo dizer-lhe o contrário. (É opcional colocar após o 2º verbo.)

Se não houver atração, o pronome poderá assumir qualquer posição.


Maria lhe deve dizer o contrário.
Maria deve dizer-lhe o contrário.
Maria deve-lhe dizer o contrário.

COLOCAÇÃO PRONOMINAL COM TEMPO COMPOSTO

O tempo composto é formado por dois verbos: (haver + particípio) ou (ter + particípio)
Se houver atração, o pronome ficará perto da palavra atrativa.
Não me tinham avisado.
Jamais me haviam feito isso.

Se não houver atração, o pronome jamais poderá ficar após o particípio.


Eles tinham-me avisado.
Eles me tinham avisado.

Se não houver um verbo no futuro, o pronome deverá assumir a forma mesoclítica.


Ter-me-ia discutido o problema.
Haver-nos-ia falado tudo.

CASOS FACULTATIVOS:
Pronomes retos (eu – tu – ele – nós – vós – eles):
Eu a amo.
Eu amo-a.

Fusão do pronome oblíquo mesmo que haja palavra atração:


Fiz isso para não o ver bem.
Fiz isso para não vê-lo bem.

Sujeito claro na frase:


A menina me ajudou.
A menina ajudou-me.
A prefeitura nos solicitou.
A prefeitura solicitou-nos.
SINTAXE DO PERÍODO SIMPLES

Frase: é o conjunto organizado de palavras através do qual se transmite uma mensagem.

Frase nominal: não apresenta verbo.


Boa tarde!

Frase verbal: organiza-se em torno de um verbo.


O homem luta por seus direitos.

Oração: é o conjunto de palavras que se organiza em torno de um verbo.

Período simples: As roupas estavam no varal.

Período composto: Quando choveu, as roupas estavam no varal.

TIPOS DE SUJEITO

Sujeito é a palavra que comanda o verbo, podendo vir antes ou depois do verbo. Para encontrar
o sujeito, basta encontrar o verbo e questioná-lo.

Simples: possui apenas um núcleo, o qual é uma palavra com função de substantivo.
Meus amigos chegaram.

Composto: possui mais de um núcleo.


Meus amigos e parentes chegaram.

Oculto (também chamado de elíptico, implícito ou desinencial)


Ocorre com os pronomes retos (eu – tu – ele – nós – vós) quando se escondem nos verbos.
Cumprimentei-a ontem. (sujeito oculto = eu)

Indeterminado: existe, mas não pode ser identificado na frase: Verbo na 3ª pessoa do plural e
ocorre com o pronome reto “eles” escondido no verbo.

Roubaram o banco.
Verbos intransitivos e transitivos indiretos + índice de indeterminação “se”.
Vive-se bem aqui.
Necessita-se de muitas pessoas para isso.

Inexistente: a oração não possui sujeito e é conhecido também como sujeito inexistente.
O verbo haver encontra-se no sentido de existir.
Havia poucos alunos na sala.

O verbo “fazer” quando ideia de tempo decorrido.


Faz dez anos.
Os verbos “ser, estar” indicando tempo ou estado meteorológico.
Era dia quando chegamos.
Estava muito frio.

O verbo expressa fenômeno da natureza (chover – nevar – ventar).


Choveu forte ontem.

TIPOS DE PREDICADOS

Basta retirar o sujeito da frase, o restante receberá o nome de predicado.

Predicado Verbal: apresenta verbo de ação.


O professor saiu rapidamente da sala.

Predicado Nominal: apresenta verbo de ligação e predicativo do sujeito


Ela anda muito triste ultimamente.

Predicado Verbo-Nominal: o predicado apresenta um verbo de ação e um predicativo.


Celso chegou atrasado.
O juiz julgou Capitu culpada.

PREDICATIVO DO SUJEITO E DO OBJETO

O predicativo é uma qualidade referente ao sujeito ou ao objeto direto ou indireto.


Predicativo do Sujeito: dá uma qualidade para o sujeito da oração:

Todos ficaram empolgados e animados.

Predicativo do Objeto: dá uma qualidade para o objeto da oração:

Luiz considerava Júlia uma menina. (Predicativo do objeto direto)


Eu o vi muito triste pelas ruas. (Predicativo do objeto direto)
TIPOS DE VERBOS
O verbo é uma palavra que expressa estado, ação ou fenômeno da natureza.

VERBOS INTRANSITIVOS: os verbos intransitivos são aqueles verbos que não precisam de
complemento verbal. Eles apresentam ação e têm sentido sozinhos.

Os alunos chegaram da escola. = Os alunos chegaram.


Morreram dois alunos ontem. = Dois alunos morreram.

VERBOS TRANSITIVOS: os verbos transitivos podem pedir dois tipos de complementos


verbais: o objeto direto (OD), não iniciado por preposição, e o objeto indireto (OI), iniciado por
preposição.

Carlos convidou seu colega. (objeto direto)


Ele telefonou para sua casa. (objeto indireto)
Conte o problema ao professor. (objeto direto e indireto ao mesmo tempo)

VERBOS DE LIGAÇÃO: podem ser “ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar, andar,
tornar-se...” desde que não apresentem ação e nem liguem o predicativo ao sujeito.

Os alunos estavam felizes.


Eram dois alunos muito espertos.

COMPLEMENTO NOMINAL
Complementos nominais: são termos com preposição, ou seja, (termo preposicionado) que
completam o sentido dos substantivos abstratos (sentido passivo), adjetivos e advérbios.
Acompanhávamos de perto a construção do prédio. (Completa o substantivo
abstrato)
Ele era o engenheiro responsável pelo projeto. (Completa o adjetivo)
Seu escritório fica perto de minha casa. (Completa o advérbio)

ADJUNTO ADNOMINAL

É o termo que acompanha o substantivo, podendo ser cinco classes gramaticais: artigo, adje-
tivo, locução adjetiva, numeral ou pronome adjetivo. Essas classes devem acompanhar o
substantivo concreto ou abstrato:

As minhas meninas bonitas chegaram.


Compramos dois corações de boi.
AGENTE DA PASSIVA

Ocorre quando há voz passiva, ocorrendo a locução verbal (verbo auxiliar + verbo principal
no particípio) e as preposições (por - pelo - de) que completarão o verbo no particípio.
A tela foi feita pelo pintor.
A casa foi cercada de policiais.

ADJUNTO ADVERBIAL

É o termo que modifica o verbo, adjetivo ou ao próprio advérbio, indicando-lhe ideia:

Eles chegaram de ônibus. (meio)


Não iremos ao parque. (negação – lugar)
Ontem eles se cortaram com a faca. (tempo – instrumento)
Ela é muito linda e anda rapidamente. (intensidade – modo)

APOSTO E VOCATIVO

Aposto: é o termo que explica um substantivo, normalmente, vem com sinal de pontuação.

Carlos, meu melhor amigo, viajou.


Quero uma coisa: seu livro.
Tenho um amigo – o Professor Leo.

Vocativo: é o termo da oração a quem nos dirigimos ao falar.

Márcia, não falte amanhã.


Como vai, Dona Maria.
FUNÇÕES SINTÁTICAS DO QUE

Os pronomes relativos são (que - quem - onde - qual - cuja - como - quanto).

OBJETO INDIRETO

Apresenta “de que / a que”, e a preposição completará o verbo.

A pessoa a que me refiro é jovem. = Refiro-me à pessoa. = objeto indireto


A menina de que gosto é nova. = Gosto da menina. = objeto indireto

COMPLEMENTO NOMINAL
Apresenta “de que / a que” e a preposição completará o substantivo.

A pessoa a que fiz alusão é conhecida. = Fiz alusão à pessoa. =


complemento nominal
O animal de que tenho medo é grande. = Tenho medo do animal. =
complemento nominal

SUJEITO
Apresenta “que”, e o sujeito fica sempre antes do pronome “que”.
Caso queira, basta fazer a pergunta: “Quem + verbo?”.

Vi o homem que morreu ontem. = O homem morreu. = sujeito simples


A menina que chegou é jovem. = A menina chegou. = sujeito simples

OBJETO DIRETO
Apresenta “que”, ou seja, não apresenta preposição antes do pronome relativo.
Completa o verbo que se encontra posterior ao pronome relativo.
O sujeito fica sempre após o pronome “que”, logo fica faltando apenas o objeto direto.
Vi a casa que você comprou. = Você comprou a casa. = objeto direto
Lemos o livro que você leu. = Você leu o livro. = objeto direto

AGENTE DA PASSIVA

Apresenta “por que - pelo que”, ou seja, apresenta a preposição "por, pelo".
Completa o verbo no particípio, ou seja, verbos terminados em "ido, ado".
A abelha por que fui mordido é perigosa. = Fui mordido pela abelha.
Conheci o homem pelo qual fui apaixonada. = Fui apaixonada pelo
homem.
ADJUNTO ADVERBIAL
Apresenta “em que”, você pode fazer a troca por “onde”, às vezes ocorre com "de que".
Normalmente, apresenta ideia de lugar.

A casa em que moro é muito bonita. = Moro na casa. = adjunto adverbial


Conheci o colégio em que ele estuda. = Ele estuda no colégio. = adjunto
adverbial

PREDICATIVO
Apresenta “que”, ou seja, não apresenta preposição.
Apresenta verbo de ligação “ser”, normalmente, no final da frase.
Sei da boa pessoa que ele é. = Ele é a boa pessoa.
Admiro o grande homem que você é. = Você é o grande homem.

Os pronomes “Onde - aonde - como" exercerão função de adjunto


adverbial.
O pronome “Cujo” exercerá função sintática de adjunto adnominal.
Os pronomes "Que - quem - qual" poderão exercer várias funções
sintáticas.
FUNÇÕES DO SE

PRONOME REFLEXIVO
Troque por “ele mesmo / ela mesma”.
Reflete a ação sobre o próprio sujeito.
Apresenta apenas um sujeito.

A menina se cortou ontem na festa. = A menina cortou “ela mesma” na festa.


Ele se ofendeu, não sei por quê. = Ele ofendeu “ele mesmo”, não sei por quê.

PRONOME RECÍPROCO
Troque por “um ao outro”.
Apresenta dois sujeitos.
Há troca de ações entre os sujeitos.

Eles se ofenderam na festa. = Eles ofenderam “um ao outro” na festa.


As mulheres se abraçaram na festa. = As mulheres abraçaram “uma à outra” na
festa.

CONJUNÇÃO CONDICIONAL
Troque por “caso, desde que”.
Apresenta “possibilidade, incerteza”.

Se ele vier amanhã, eu falarei. = Caso ele venha amanhã, eu falarei.


Falarei tudo se ele quiser. = Falarei tudo caso ele queira.

CONJUNÇÃO INTEGRANTE
Troque o “se” por “isso”.
Liga duas orações.

Diga se virá à festa. = Diga isso.


Eu sei se ele vai. = Eu sei isso.

PARTE INTERGRANTE DO VERBO


Basta testar “se, me, nos”, pois o verbo precisa do pronome para ser conjugado.
Alguns verbos: “queixar-se, arrepender-se, vangloriar-se, submeter-se, referir-se, casar-se”.

Ela se casou ontem. = Eu me casei ontem.. / Nós nos casamos ontem.


Ela se queixa de tudo. = Eu me queixo de tudo. / Nós nos queixamos de tudo.

PARTÍCULA APASSIVADORA
Só ocorre na voz passiva sintética.
Ocorre com verbos transitivos diretos.
Consigo voltar a frase para a voz passiva analítica.

Vende-se casa aqui. = Casa é vendida aqui.


Não se vendem carros. = Carros não são vendidos.
ÍNDICE DE INDETERMINAÇÃO DO SUJEITO

Ocorre com os verbos transitivos indiretos e o verbo fica sempre no singular.


Principais verbos: Precisa-se de, trata-se de, necessita-se de, confia-se em, assiste-se a...

Precisa-se de ajudantes.
Não se fala sobre eles.

PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE


Ocorre com os verbos intransitivos e pode ser retirada da frase sem prejuízo gramatical

Riu-se o dia todo. = Riu o dia todo.


Vai-se embora cedo. = Vai embora cedo.
CRASE

É a fusão de preposição "a" mais artigo "a". Essa fusão recebe o nome de crase, o acento
que o "a" recebe é chamado de "acento grave". A crase normalmente se dá pela regência
do verbo ou pela regência nominal.

CASOS PROIBIDOS:

Antes de:
Masculino: Andamos a cavalo ontem.
Plural (a + plural): Refiro-me a mulheres jovens.
Pronomes: Não vou a esse lugar.
Verbo no infinitivo: Ficou a ver navios ontem.
Artigos (um - uma): Vou a uma festa agora.

Após:
Preposições (perante, com, sobre, para, durante, desde, após...): Vamos para
a festa.
Daqui: Daqui a 3h, eu viajarei.

Entre:
Palavras repetidas: Ficou cara a cara com o ladrão.

FACULTATIVOS:

Antes de:
Nomes de mulheres: Refiro-me a (à) Joana.
Pronomes (sua - tua - minha - nossa - vossa + substantivo): Vou a (à) sua loja.

Após:
Preposição "até": Vou até a (à) praia.

OBRIGATÓRIOS:

Nas locuções:
Adverbiais: à noite, à direita, às vezes, às claras, às pressas... (Chego à noite.)
Prepositivas: à espera de, à procura de, à beira de... (Estou à espera de você.)
Conjuntivas: à proporção que, à medida que... (Aprendo à proporção que estudo.)

Nas horas, quando não vier após preposição:

Chegou às 14h da tarde.


Das oito às quinze, eu viajarei.

Quando houve a expressão "à moda de":

Cortou o cabelo à moda de Ronaldinho.


Cortou o cabelo à Ronaldinho. (Mesmo que subentendida.)
MACETES

DTC (Distância - Terra - Casa) só se vierem determinadas:

Vou à terra em que nasci. (O termo "em que nasci" determina a terra.)
Quando chegarem a terra, conversaremos. ( O termo "terra" não está
determinado.)

CEP (Cidades - Estados - Países) sempre que "volto da", crase haverá:

Vou à Bahia. = Volto da Bahia. (Aceita a troca.)


Vou a Belo Horizonte. = Volto da Belo Horizonte. (Não aceita a troca.)

"Àquele" sempre troco por "ao":

Vou àquele lugar agora. = Vou ao lugar agora. (Aceitou a substituição.)


Comprarei aquele carro. = Comprarei ao carro. (Não aceitou a substituição.)

Troque o "feminino" por "masculino", se esse masculino aceitar "ao", a palavra feminina
será seguida com crase:

Vou à praia. = Vou ao parque. (O masculino aceitou a preposição "ao".)


Comprei a loja. = Comprei ao carro. (O masculino não aceitou a preposição "ao".)

Nos pronomes de tratamento SDS (Senhora - Dona - Senhorita):

Refiro-me à Senhora.
Diga tudo à Senhorita.

Haverá crase antes do pronome relativo "qual" quando a palavra feminina for trocada por
masculino e, antes do pronome relativo, couber a preposição "ao":

A sala à qual iremos é muito boa. = O quarto ao qual iremos é muito bom.
Vi a mulher à qual você se referiu. = Vi o homem ao qual você se referiu.

Haverá crase antes do pronome relativo "que" quando o "a" substituir algum termo já
citado. Basta trocar o "a" pelo pronome demonstrativo "aquela":

Sua ideia é igual à que tenho. = Sua ideia é igual àquela que tenho.
Sua pergunta é semelhante à que fiz. = Sua pergunta é semelhante àquela que fiz.

Haverá crase quando houver "objeto indireto, complemento nominal ou adjunto adverbi-
al". Não se emprega o acento grave quando houver "objeto direto".

A menina perdoou à mãe. = Perdoou "a" = objeto indireto


Vimos a mulher na rua. = Vimos "algo". = objeto direto
REGÊNCIA VERBAL

ASPIRAR = Sentido de almejar = à - ao / Sentido de cheirar = a – o.

Todos aspiram o ar poluído. (Respirar)


Ele aspira ao cargo mais elevado. (Almejar)

VISAR = Sentido de assinar, mirar = a - o / Sentido de almejar = à – ao.

O funcionário visou o cheque. (Assinar)


Ele visou o pássaro. (Mirar)
Visamos à vaga e ao salário. (Almejar)

ASSISTIR = Sentido de ver = à - ao / Sentido de morar = em / Sentido de ajudar = a – o.

O Setor Médico assiste os funcionários. (Cuidar)


Assistiram ao filme ontem. (Ver)
É um direito que assiste à mulher. (Pertencer)
Assistiam em Campos do Jordão. (Morar)

SIMPATIZAR = Pede a preposição "com" e não aceita os pronomes oblíquos: "se, me, nos".

Ela simpatizou com ele.


Nós simpatizamos com seus amigos.

ESQUECER - LEMBRAR = Sem pronomes oblíquos, não aceitam preposição; com pronomes o-
blíquos "se, te, me, nos, vos" pedem a preposição "de".

Ela esqueceu o telefone na sala.


Maria lembrou o número agora.
Ela se esqueceu do telefone na sala.
Maria se lembrou do número agora.

AVISAR - COMUNICAR - ACONSELHAR - INFORMAR = (Alguém + sobre/de) ou (à - ao +


algo).
Avisei o homem de tudo ontem.
Avisei o homem sobre tudo ontem.
Avisei ao homem tudo ontem.
Avisei à mulher tudo ontem.

PAGAR - PERDOAR = Se se referir à pessoa, empregue "à, ao"; caso contrário, "o, a".

Perdoei à mulher que me machucou.


Paguei ao homem ontem à tarde.
Perdoei a conta dele.
Paguei o salário ao professor.

NAMORAR = Não aceita a preposição "com".

Ele namora Maria há 10 dias, e Marcos namora Eliane.


IMPLICAR = Não aceita a preposição "em" no sentido de acarretar; emprega-se a preposição
"em" no sentido de envolver-se em algo; há a preposição "com" no sentido de ser chato.

Sua atitude implica sua demissão.


Sei que isso implica expulsão do serviço.
Ele implicou o médico no crime.
Ela implica com o menino sempre.

CHEGAR - IR = Não aceitam a preposição "em"; deve-se empregar "à, ao".


Ele chegará à loja mais tarde.
Não foi ao trabalho hoje de depois foi à praia.

OBEDECER - DESOBEDECER = Deve empregar "à, ao", jamais "o, a".

Ele obedece ao pai.


O empregado desobedeceu à patroa.

PREFERIR = Não aceita as expressões (do que - que - mais - mil vezes), preferir uma coisa à
outra.
Eles preferem cinema ao parque.
Ela prefere estudar a trabalhar.

PROCEDER = Sentido de proceder "de"; sentido de iniciar "ao, à", ter fundamento é
intransitivo.
Ele procedeu de Divinópolis para proceder ao culto hoje.
Ele não procedeu ainda à reunião.
Sua atitude não procede.

CUSTAR = No sentido de ser difícil, pede "ao, à + verbo no infinitivo"; no sentido de ter valor, é
intransitivo; no sentido de acarretar, pede pronome oblíquo "me" mais objeto direto.

Custou ao menino entender a aula.


Isso custou dez reais.
O carro custou-me muito trabalho.

QUERER = No sentido de desejo, sem preposição; no sentido de ter afeto, há preposição "à,
ao".
Ele queria o brinquedo.
Ele queria aos filhos bem, já a mãe queira muito às filhas.

NAMORAR - RESIDIR = Vêm seguidos da preposição "em".

Ele mora em São Paulo, e sua tia reside no centro de Belo Horizonte.

AGRADAR = No sentido de ser agradável, pede "à, ao", no sentido de fazer carinho não.

O presidente agradou ao público.


O presidente agradou, ontem, à população.
Ele agrada os filhos sempre.
REGÊNCIA NOMINAL

Assim como há verbos de sentido incompleto (transitivos), há também nomes de


sentido incompletos. Substantivos, adjetivos ou advérbios que solicitam um
complemento, e esse com- plemento é chamado de (complemento nominal):

REGÊNCIA DE A - B
Acesso [a] - acessível [a, para] - acostumado [a, com] - adequado [a] - admiração [a, por]
- afável [com, para com] - afeição [a, por] - aflito [com, por] - alheio [a, de] - alusão [a] –
amor [a, de, para com, por] – amoroso [com] - análogo [a] - ansioso [de, para, por] -
antipatia [a, contra, por] - apo- logia [de] - apto [a, para] - assíduo [a, em] - atenção [a] -
atento [a, em] - atencioso [com, para com] - aversão [a, para, por] - avesso [a] - ávido [de,
por] - benéfico [a] - benefício [a] – bom [para].

REGÊNCIA DE C - D
Cobiçoso [de] - capacidade [de, para] - capaz [de, para] – certeza [de] - coerente [com] –
comum [de] - compaixão [de, para com, por] - compatível [com] - concordância [a, com,
de, entre] - con- forme [a, com] – contemporâneo [de] - constituído [com, de, por] -
contente [com, de, em, por] - contíguo [a] – cruel [com, para, para com] – cuidadoso [com]
– curioso [de, por] - desacostumado [a, com] - desatento [a] – descontente [com] -
desejoso [de] - desfavorável [a] – desleal [a] - des- gostoso [com, de] - desprezo [a, de,
por] - devoção [a, para, com, por] - devoto [a, de] – diferente [de] - dificuldade [com, de,
em, para] – digno [de] - discordância [com, de, sobre] – disposição [pa- ra] - dotado [de] -
dúvida [acerca de, em, sobre].
REGÊNCIA DE E - L
Equivalente [a] - empenho [de, em, por] – erudito [em] – escasso [de] – essencial [para] –
fácil [a, de, para] - facilidade [de, em, para] - falho [de, em] - falta [a] - fanático [por] -
favorável [a] - fiel [a]
- feliz [de, com, em, por] - forte [em] - furioso [com] - grato [a] - graduado [a] - hábil [em] -
habitu- ado [a] - horror [a, de, por] - ida [a] – idêntico [a] - impaciência [com] –
impossibilidade [de, em] - impotente [para, contra] - impróprio [para] - imune [a, de] - inábil
[para] - inacessível [a] - incapaz [de, para] – incerto [em] - indeciso [em] - indiferente [a] –
indigno [de] - inerente [a] – infiel [a] – influência [sobre] - ingrato [com] – insensível [a] -
intolerante [com] - inútil [para] - isento [de] - junto [a, de] - leal [a] - lento [em] – liberal
[com].
REGÊNCIA DE M - P
Maior [de] – medo [de, a] – menor [de] – misericordioso [com] - natural [de] - necessário
[a] - ne- cessidade [de] – nobre [em] - nocivo [a] - obediente [a] - ódio [a, contra] - ojeriza
[a, por] - oposto
[a] – orgulhoso [de, com] - paixão [de, por] – pálido [de] - parecido [a, com] - paralelo [a] –
pareci- do [a, com] - pasmado [de] - passível [de] - peculiar [a] – perito [em] – prático [em]
- preferência [a, por] – preferível [a] - preste [a, para] - pendente [de] – prodigo [em, de] -
propício [a] - próximo [a, de] - pronto [para, em] - propensão [para] - próprio [de, para].

REGÊNCIA DE Q - Z
Querido [de, por] – queixa [contra] - receio [de] - relação [a, com, de, por, para com] -
rente [a, de, com] - residente [em] - respeito [a, com, para com, por] – responsável [por] -
rico [de, em] – sábio [em] - satisfeito [com, de, em, por] - semelhante [a] - simpatia [a,
para com, por] - sito [em] - situ- ado [a, em, entre] - solidário [com] - superior [a] – surdo
[a, de] - suspeito [a, de] - tentativa [con- tra, de, para, para com] – triunfo [sobre] - último
[a, de, em] - união, [a, com, entre] – único [em] -
útil [a, para] – vazio [de] - versado [em] – visível [a] - vizinho [a, de, com] – zelo [a, de,
por].
CONCORDÂNCIA NOMINAL

Um adjetivo após dois substantivos de gêneros diferentes: Concorda com o substantivo


mais próximo ou fica no masculino plural.

Ele comprou laranja e caju


gostoso. Ele comprou laranja e caju
Ele comprou caju e laranja gostosos.
gostosa. Ele comprou caju e laranja
gostosos.
Um adjetivo antes de dois substantivos: Em regra, concordará com o substantivo mais próxi-
mo.

Ele comprou gostosa laranja e Ele comprou gostosos cajus e


caju. laranja.
Ele comprou gostoso caju e Ele comprou gostosas laranjas e
laranja. cajus.

Predicativo anteposto a dois substantivos: O predicativo poderá concordar com o substantivo


mais próximo ou poderá ficar no plural masculino, concordando com os dois substantivos caso
ocorra a presença destes verbos: Considerar – Nomear – Julgar – Chamar – Declarar.

Declarei inocente o menino e a Professora. O professor considerou sábio aluno e aluna.


Declarei inocentes o menino e a professora. O professor considerou sábios aluno e aluna.

Predicativo do sujeito: Se os verbos “ser – estar – ficar” estiverem no singular, o adjetivo


con- cordará com o substantivo mais próximo, mas, se esses verbos estiverem no plural, o
adjetivo fica- rá no plural masculino.

Estava ótimo o clima e a água. Estavam ótimos o clima e a água.


Estava ótima a água e o clima. Estavam ótimas a água e a praia.

Um substantivo para mais de um adjetivo: Se o artigo estiver no plural, não haverá artigo
antes do adjetivo, todavia, se o artigo estiver no singular, é necessário o emprego de artigo
novamente.

Ele conhece bem as línguas grega e Os mercados europeu e americano estão


latina. crescendo.
Ele conhece bem a língua grega e a latina. O mercado europeu e o americano estão
crescendo.

Nas expressões: (é boa a, é vedada a, é necessária a, é proibida a), não havendo artigo “a”
an- tes do substantivo, os adjetivos ficarão invariáveis: bom, vedado, necessário, proibido.

Água é bom para a saúde. (sem artigo antes do substantivo "água")


A água é boa para a saúde. (com artigo antes do substantivo "água")
É proibido entrada. (sem artigo antes do substantivo "entrada")
É proibida a entrada. (com artigo antes do substantivo "entrada")
Expressões invariáveis: menos - pseudo - alerta - em anexo - a sós - azul-marinho -
ultravioleta azul-celeste. Essas expressões não devem concordar com nenhum substantivo.

Há menos pessoas aqui. Os americanos estão alerta aos


Ela é uma pseudo-advogada. alertas.
Ele veste roupas azul-marinho. Os raios ultravioleta são fortes.
As cartas vão em anexo para
você.
Expressões que devem concordar com o substantivo em gênero (masculino ou feminino)
ou plural (singular ou plural):
obrigado/grato/agradecido/quite/mesmo/incluso/próprio/nenhum.

Muito obrigada, disse Eliane aos coordenadores.


Elas estão gratas e enviaram a carta que foi inclusa ao documento.

As expressões "um e outro / nem um nem outro / um ou outro" deixa o substantivo sempre
no singular e o adjetivo no plural.

Conheço um e outro professor sábios.


Nem uma nem outra enfermeira bonitas vieram.

Na expressão “o mais...possível”, quem define o plural de “possível” é o artigo “o”.

Visitei praias o mais belas possível”


Eles são os jovens os mais belos possíveis.

Os termos "caro / barato" funcionarão como adjetivos quando houve verbo de ligação (ser-
estar- ficar- continuar - permanecer), caso não haja, funcionarão como advérbios (invariáveis).

As laranjas custaram caro. As cebolas foram caras.


As roupas aqui são baratas. Pagamos caro pela moto
O termo "só" pode ser trocado por "sozinho”, já "sós" por "somente, apenas” quando for um
advérbio.

Só eles passaram na prova.


(apenas) Elas estão sós. (sozinhas)
Nós estamos sós. (sozinhos) Comprei só o carro. “apenas”

O termo "meio" quando substituído por “um pouco” será advérbio, mas, quando apresentar
ideia de “metade” será numeral e deverá concordar com o substantivo em gênero e número.

O que ela disse é apenas meia verdade. (metade)


Ela ficou meio tonta. (um pouco)
Ao meio-dia e meia, falaremos. (metade)
Maria está meio nervosa hoje. (um pouco)

A locução pronominal "tal...qual". O termo “tal” concordará com o substantivo antes dele; já o
termo “qual” concordará com o substantivo depois dele se houver verbo de ligação “ser”.

O menino era tal / qual o pai. Os meninos eram tais / quais os


Os meninos eram tais / qual o pais.
pai. O menino era tal / quais os pais.
CONCORDÂNCIA VERBAL

O verbo apresenta apenas uma forma: singular:


Caso 1

“Haver” no sentido de "existir" fica sempre no singular.


Estas locuções ficam sempre no singular: Vai haver - Pode haver - Deve haver.
“Fazer” no sentido de "tempo decorrido" fica sempre no singular.
Estas locuções verbais ficam no singular: Vai fazer - Pode fazer - Deve fazer.

Havia muitas vagas na empresa


Deve haver muitas pessoas na festa.
Sei que faz dois anos.
Vai fazer dois anos que ele se foi.

Caso o verbo principal seja o verbo "existir", o verbo deve concordar com o sujeito:
Devem existir pessoas na festa.
Existem vagas na empresa.

Caso 2

Quando houver “verbo + se + preposição” ligada ao verbo, este ficará no singular. Ocorre
com estes verbos, principalmente: Precisar / Necessitar / Tratar / Confiar / Falar.

Precisa-se de alunos nesta escola.


Necessita-se muito de ajuda.
Trata-se de problemas difíceis.
Confia-se em pessoas honestas.

Caso 3

Quando o sujeito composto (enumeração) vier resumido pelos pronomes indefinidos:


Tudo - Nada - Ninguém. O verbo ficará no singular.

Sei que os diretores, gerentes, funcionários, ninguém faltou.


Os pedidos, as súplicas, nada o comoveu naquela cerimônia.

Caso 4

Quando houver a expressão "um ou outro" o verbo deverá ficar sempre no singular.

Um ou outro aluno passou na prova.


Sei que uma ou outra aluna virá à festa.

Caso 5

Quando houver pronome de tratamento "Vossa Excelência", o verbo deverá concordar


com o pronome reto "ele" ou "ela".

Vossa Excelência falará com o prefeito. = Ele falará com o prefeito.


Sei que Vossa Excelência agiu corretamente. = Sei que ela agiu
corretamente.
Caso 6

Quando houver um coletivo como núcleo do sujeito, o verbo deverá ficar no singular.

Uma manada me atacou ontem à noite.


Uma quadrilha assaltou o banco daquela cidade.

O VERBO APRESENTA DUAS FORMAS: SINGULAR OU PLURAL:

Caso 1

Quando houver as expressões partitivas "grande parte dos, a maioria dos, um dos", o
verbo tanto poderá ficar no singular quanto no plural.

Eu sei que um dos alunos passou. (singular) Eu sei que um dos alunos
passaram. (plural)
A maioria dos alunos chegou. (singular) A maioria dos alunos chegaram.
(plural)

Caso 2

Quando houver as expressões partitivas "Um e outro - Nem um nem outro", o verbo tanto
poderá ficar no singular quanto no plural.

Nem um nem outro quis / quiseram tomar banho. (plural)


Sei que um e outro aluno / vieram. (plural)

Caso 3

Nas locuções pronominais quando estas estiverem com o pronome indefinido no plural
"quais de nós, alguns de nós, muitos de nós - poucos de nós", o verbo concordará de
duas formas:

Quais de nós falarão a verdade. (eles) Quais de nós falaremos a verdade.


(nós)
Muitos de nós sabemos a verdade. (eles) Muitos de nós sabemos a
verdade. (nós)

Caso 4

Na locução verbal "parecer + verbo no infinitivo”, um verbo deve ficar no plural e o outro
no singular, jamais os dois juntos.

As crianças parece falarem a verdade.


As crianças parecem falar a verdade.

Caso 5

Na expressão “mais de um” o verbo concorda, em regra, com o numeral


Quando houver reciprocidade, o verbo deverá ficar no plural.

Mais de um aluno passou na prova. (concorda com o numeral)


Mais de dois alunos passaram na prova. (concorda com o numeral)
Mais de um aluno se cumprimentaram. (houve reciprocidade entre os
sujeitos)
Mais de um professor se ofenderam. (houve reciprocidade entre os
sujeitos)
Caso 6

Quando o sujeito composto vier após o verbo, este poderá ficar no singular ou no plural:

Chegou o presidente e o ministro. (concorda com termo mais próximo)


Chegaram o presidente e o ministro. (concorda com os dois termos)

Caso 7

Quando o sujeito for um “substantivo coletivo + de”, pode-se concordar com o coletivo ou
com o substantivo após a preposição:

Uma quadrilha de ladrões me atacou. (concordância feita com "quadrilha")


Uma quadrilha de ladrões me atacaram. (concordância feita com
"ladrões")
Caso 8

Quando o sujeito for "Porcentagem + determinante", concorda-se com a parte numérica


ou com o substantivo seguinte.

Ontem, 1% dos alunos passou no teste. (concordou com o número)


1% dos alunos passaram. (concordou com o substantivo "alunos")
1% da empresa queimou. (apenas singular, pois ambos os termos estão no
singular)
0,8% da empresa queimaram. (apenas singular, pois ambos os termos
estão no singular)

CASOS ESPECIAIS DE CONCORDÂNCIA VERBAL:

Caso 1

Quando houver pronome relativo “que”, o verbo deve concordar com o seu antecedente;
já o pronome relativo “quem” faz o verbo concordar com o pronome “ele” ou com o
antecedente.

Sou eu que pago a conta. (antecedente "eu")


Vimos os alunos ontem que morreram. (antecedente "alunos")
Sou eu quem paga a conta hoje. (basta excluir tudo antes e empregar o
pronome "ele")
Sou eu quem pago a conta hoje. (antecedente "eu")

Caso 2

Conjunção "ou" no sentido de “inclusão” = plural


Conjunção "ou" no sentido de “exclusão” = singular

Brasil ou Argentina são bonitos países. (Inclusão - ambos os países podem


ser bonitos)
Brasil ou Argentina ganhará a Copa. (Exclusão - só um país pode ganhar a
Copa)
Caso 3

"Os Estados Unidos" = verbo deverá ficar no plural


"Estados Unidos" = verbo deverá ficar no singular

Os Estados Unidos exportam petróleo. (Artigo)


Estados Unidos Exporta petróleo. (Sem artigo)

Caso 4

Quando houver os verbos "DAR, SOAR, BATER", o verbo deve concordar com as horas se
houver a preposição "no" ou "na" antes do substantivo (sino – igreja – relógio).
Os relógios bateram duas horas agora. (concorda com "relógios", pois não
há preposição.)
Nos relógios bateu uma hora agora. (concorda com "hora", pois há
preposição "nos".)
No sino bateram duas horas agora. (concorda com "hora", pois há
preposição "no".)
Os sinos bateram uma hora agora. (concorda com "sinos", pois não há
preposição.)

Caso 5

Nas expressões " É pouco - É muito - É bastante" quando indicarem quantidade, o verbo ficará
sempre no singular.
Dez pessoas é muito para fazer isso.
Cinco pacotes de arroz é bastante.

Caso 5

Quando houver "tudo – isso - aquilo + o verbo ser", haverá duas possibilidades.

Tudo são flores. (concordância com "flores")


Tudo é flores. (concordância com "tudo")
ORAÇÕES COORDENADAS

São orações independentes, isto é, cada oração apresenta sentido completo; logo, as orações
coordenadas são formadas por duas orações.

ASSINDÉTICA: não apresenta conjunções entre as orações.


Estudei, passei na prova. = Estudei + Eu passei na prova.
Estudou, trabalhou, descansou. = Estudou + Trabalhou + Descansou.

SINDÉTICA: entre as orações há presença de conjunções ou conectivos.

Aditiva - palavra que apresenta ideia de soma, inclusão, adição. Conjunções:


e, nem, mas também, como também, bem como, além de... Exemplos:

Trabalhei e recebi o salário.


Ela não fala nem ouve.

Adversativa - palavra que apresenta ideia de oposição, contraste, ressalva. Conjunções:


porém – contudo – todavia – mas – e - entretanto - no entanto... Exemplos:

Correu, mas não o alcançou.


Eram bonitos, porém pobres.

Alternativa - palavra que apresenta ideia de alternância, escolha, opção. Conjunções:


ou...ou - ora...ora - já...já - quer...quer - seja...seja
Exemplos:
Estuda ou trabalha.
Ora brinca, ora trabalha.

Conclusiva - palavra que apresenta ideia de fechamento, resumo, resultado.


Conjunções: logo - portanto - assim - então - por conseguinte - por isso - pois (após o verbo)...
E- xemplos:
Estudei, devo, pois, passar.
Penso, logo existo.
Trabalhei, portanto receberei.

Explicativa - palavra que apresenta ideia de esclarecimento, explicação. Conjunções:


Porque - que - porquanto - pois (antes do verbo)
Exemplos:

Estude que amanhã será o teste.


Choveu, pois a rua esta molhada.
CONJUNÇÕES ADVERBIAIS

Oração Adverbial Causal: serve para apresentar uma “causa” em relação à oração principal.
Conjunções: Já que - visto - pois - porque - uma vez que - por - porquanto - como...

Como não tinha dinheiro, não saiu com a namorada.


Por não ter dinheiro, não viajou.

Oração Adverbial Consecutiva: serve para apresentar uma “consequência”.


Conjunções: tanto que - tal que - tamanho que - de sorte que - de modo que - tão que...

Ele estudou tanto que passou em primeiro lugar.


Tal foi a dor que desmaiou.

Oração Adverbial Concessiva: serve para apresentar uma “insistência”.


Conjunções: embora - ainda que - mesmo que - conquanto - apesar de - malgrado -
mesmo...

Embora não trabalhe, veste as melhores roupas.


Mesmo que estudasse, o pai não o deixaria viajar.

Oração Adverbial Condicional: serve para apresentar uma “possibilidade ou incerteza”.


Conjunções: se - caso - contanto que - desde que - a menos que - salvo se - a não ser
que...

Desde que estude, eu te darei um carro.


Se trabalhar, receberá o salário.

Oração Adverbial Final: serve para apresentar uma “um objetivo” para a oração principal.
Conjunções: a fim de que - para que - que - com a finalidade - de forma que - porque...

Estudei muito para passar no concurso público.


Fiz sinal que parasse o carro.

Oração Adverbial Comparativa: serve para apresentar uma “comparação” entre duas
orações. Conjunções: como - tanto quanto - que - mais...que - menos...que - tal que...
O cachorro é tão bonito quanto o gato.
Ele estudou tanto quanto o outro candidato.

Oração Adverbial Conformativa: apresenta uma concordância entre as orações.


Conjunções: conforme - segundo - como - de acordo - segundo - consoante...

Meus planos ocorreram como havia planejado.


Tudo saiu conforme prevíamos.

Oração Adverbial Proporcional: apresenta uma proporção entre as orações.


Conjunções: à proporção que - à medida que - quanto mais - ao passo que - quanto
menos...
Quanto mais estudo, mais eu aprendo.
À medida que trabalho, fico mais rico.
Oração Adverbial Temporal: apresenta o “momento” em que ocorre uma ação.
Conjunções: quando - enquanto - logo que - desde que - assim que - mal - ao - sempre
que...

Quando ela entrou na sala, o professor Leo começou a aula.


Logo que o professor entrou na sala, ele começou a falar.
ORAÇÕES SUBSTANTIVAS

São as orações que apresentam conjunções integrantes (que, quem, onde, qual, quando, se,
quanto), ligando uma oração principal à outra oração subordinada, ou seja, deve ocorrer período
composto. Uma dica muito interessante é trocar essas conjunções pelo pronome "ISSO".

Oração principal: não apresenta conjunção.


Oração subordinada: apresenta conjunção.

Todos disseram / que não viriam à aula.


Eu não sei / se ele voltará.
Preciso / de que volte para casa.

Objetiva Indireta - Apresenta preposição que completa o verbo "de que, a que, em que".

Necessito de que volte hoje.


Preciso de que estude.

Completiva Nominal - Apresenta preposição que completa o nome "de que, a que, em que".

Fiz alusão a que estudasse.


Tenho medo de que volte.

Objetiva Direta - A conjunção “que” não apresenta preposição e completa o verbo.

Diga que me ama.


Eu sei que ele virá.

Apositiva - Apresenta dois pontos e explica o termo anterior aos dois pontos.

Diga uma coisa: que me ama.


Quero isto: que volte.

Subjetiva - O sujeito não se encontra na oração principal e ocorre de três formas.


Normalmente (verbo “Ser” + adjetivo + que)
Verbo + se + que
Constar - parecer - convir + que

Foi necessário que viesse.


É necessário que volte.
Sabe-se que ele é inteligente.
Consta que ele não virá.

Predicativa - Apresenta conjunção antes da conjunção integrante "é que, será que, foi que".

Meu sonho é que volte.


O certo era que viesse hoje.
ORAÇÃO ADJETIVA

Características:

Apresentam função adjetiva,


Apresentam pronomes relativos (que, quem, onde, qual, cuja, quanto)
Há duas orações.

Oração adjetiva restritiva: é aquela que não apresenta vírgula.

As alunas que são bonitas são difíceis. = “Há alunas bonitas e difíceis e
alunas não difíceis.”
O bolo que estava na mesa sumiu. = “Há o bolo na mesa e outro em
qualquer lugar.”

Oração adjetiva explicativa: é aquela que apresenta vírgula.

As alunas, que são bonitas, são difíceis. = “Todas as alunas bonitas são
difíceis.”
O bolo, que estava na mesa, sumiu. = “Há apenas o bolo que estava na
mesa”

ORAÇÃO REDUZIDA

Apresenta dois verbos, ou seja, duas orações.


Um verbo fica na forma nominal.

Formas nominais:

Gerúndio: terminado em "ndo".


Infinitivo: terminado em "r".
Particípio: terminado nos verbos regulares em "ado - ido - ada - ida".

Oração reduzida de particípio

Chegado o professor, ele começou a falar.


Ele abraçou a menina terminado o evento.

Oração reduzida de gerúndio

Chegando à loja, todos o abraçaram.


Todos foram para a praia chegando o tio.

Oração reduzida de infinitivo

Ao chegar à loja, todos o beijaram.


Irei embora estudar a matéria.

Note que as orações adverbiais podem vir antes da oração principal, neste caso, deve-se
empregar a vírgula; caso a oração reduzida venha após a oração principal, não necessita da
vírgula, uma vez que se encontra na ordem direta.
VÍRGULA

Casos proibidos de vírgula:

Separar o sujeito do verbo:

Os policiais prenderam o infrator.


O sargento é mestre em artes marciais.

Separar os complementos do verbo:

Encontramos o suspeito. (objeto direto)


Obedecemos às ordens do comandante. (objeto indireto)

Separar o adjetivo, o substantivo e o advérbio do complemento:

O menino teve medo do escuro. (completa o substantivo)


Ele morava longe de casa. (completa o advérbio)
Ela estava feliz com os dois presentes. (completa o adjetivo)
Os professores de química não vieram. (completa o substantivo)

Casos obrigatórios de vírgula:

Isolar o vocativo (termo a quem me dirijo):

Sargento Mike, compareça ao local da ocorrência.


Eu sei, professor Leo, de toda a verdade.

Isolar o aposto (termo que explica, esclarece ou detalha um substantivo):

O comandante do batalhão, pessoa justa, não condenou o sindicado.


Conhecemos sua mãe, mulher muito trabalhadora.

Termos de mesmo valor sintático:


Amor, fortuna, ciência e conhecimento não trazem felicidade. (sujeitos)
Ela comprou livros, canetas, agendas. (objetos diretos)
O Professor Leo é jovem, educado, gentil. (predicativos do sujeito)

Orações coordenadas assindéticas (separar verbos sem conjunção):

Aborde-o, reviste-o, algeme-o e prenda-o.

Antes das conjunções (porém – contudo – entretanto – todavia – logo - portanto):

Estudou muito, porém não foi aprovado.

Isolar as orações intercaladas (frase que ocorre no meio de outra frase):

A guerra, disse o general, é uma defesa prévia.

Separar as orações adjetivas explicativas (apresentam: que - quem - onde – qual - cuja):

O carnaval, que é tradicional, a cada ano está mais perigoso.


Nas conjunções adversativas (mas - porém - contudo - entretanto - todavia) ou
conclusivas (logo - portanto - então - por conseguinte) deslocadas, devem-se empregar
duas vírgulas:

Estudou muito, porém não foi aprovado. (ordem direta)


Estudou muito; não foi, porém, aprovado. (ordem inversa)
Estudou bastante; por conseguinte deve passar na prova. (ordem direta)
Estudou bastante; deve, por conseguinte, passar na prova. (ordem
indireta)

Orações adverbiais deslocadas: (apresentam verbo):

Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas


aspirações.
Ao chegar à sala de aula, a professor chorou.

Orações reduzidas deslocadas (apresentam verbos no particípio, gerúndio, infinitivo):

Chegado o professor, os alunos ficaram quietos.


Ao chegar o professor, os alunos ficaram quietos.

Para separar adjunto adverbial deslocado (não apresentam verbo):

Depois de muitos dias, os alunos voltaram para a escola.


Os alunos, depois de muitos dias, voltaram para a escola.

Em construção com termos pleonásticos:

Bom policial, talvez não mais o seja.

Antes de “e” quando:

Fez-se o céu, e a terra, e o mar. (repetição)


João escreveu uma carta, e José arrumou a cama. (sujeitos diferentes)
Ele estudou muito, e não passou na prova. (ideia de oposição)

Para indicar zeugma (elipse /omissão de termo anteriormente citado):

Uns diziam que se suicidou; outros, que foi assassinado. (elipse do verbo
“diziam”)

Nas datas e endereços:

Belo Horizonte, 13 de novembro de 2008.

Para separar predicativos situados antes do verbo ou palavras repetidas:

Destemidos e intrépidos, os policiais avançavam pela área de risco.


Maria é muito pequena, pequena.
CASOS FACULTATIVOS DE VÍRGULA:

Orações adverbiais na ordem direta:

O cadete deixou de lado suas antigas aspirações quando menos se esperava.


O cadete deixou de lado suas antigas aspirações, quando menos se esperava.

Adjuntos adverbiais na ordem direta:

Os alunos voltaram para a escola depois de muitos dias.


Os alunos voltaram para a escola, depois de muitos dias.
Quando os adjuntos adverbiais são pequenos:

Ontem eles saíram animados. = Ontem, eles saíram animados.

Orações adjetivas que apresentam duas ideias:

O bolo que estava na mesa sumiu. (Tinha o que estava na mesa e o que não
estava)
O bolo, que estava na mesa, sumiu. (Tinha apenas o bolo que estava na mesa)
FIGURAS DE LINGUAGEM

SINESTESIA: ocorre quando há dois ou mais sentidos humanos (tato – olfato – visão – audição)

"Como era áspero o aroma daquela fruta exótica" (Giuliano Fratin)


A luz crua da madrugada invadia meu quarto.

PERÍFRASE: consiste em substituir um nome por uma expressão que o identifique.

O Rei do Futebol (em vez de Pelé)


...os quatro rapazes de Liverpool (em vez de os Beatles)

CATACRESE: ocorre quando há falta de um termo específico para designar um conceito

O pé da mesa estava quebrado.


A cabeça de alho está cara.

METONÍMIA: ocorre quando há uma alguma relação lógica entre os termos.

Tomei um copo de água mais cedo.


Li Machado de Assis a vida toda.

METÁFORA: ocorre quando empregamos um termo com sentido figurado.

“Meu coração é um balde despejado” (Fernando Pessoa)


Maria é o sol do meu dia.

GRADAÇÃO OU CLÍMAX: ocorre quando há sequência de ideias em progressão ascendente.

"O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário." (Olavo
Bilac)

PROSOPOPEIA OU PERSONIFICAÇÃO: atribuem-se ações humanas a seres não humanos.

“Devagar as janelas olham...” (Carlos Drummond de Andrade)

HIPÉRBOLE: ocorre quando há expressões exageradas.

Estava morrendo de fome.


Dei mil beijos na garota.

EUFEMISMO: ocorre quando se quer suavizar alguma ideia desagradável ou ruim.

Ele não cumpriu com a palavra.


Ele enriqueceu por meios ilícitos.

IRONIA: ocorre quando se quer dizer oposto, obtendo-se, efeito crítico ou humorístico.

“A excelente Dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.”


Meu marido é um anjo, só me traiu três vezes.

ANTÍTESE: ocorre quando há antônimos (termos contrários) na frase.

"Eu vi a cara da morte, e ela estava viva". (Cazuza)


“Os jardins têm vida e morte.”
ANÁFORA: consiste na repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.

“Amor é um fogo que arde sem se É um contentamento descontente;


ver; É ferida que dói e não se É dor que desatina sem doer”
sente; (Camões)

PLEONASMO: ocorre quando há uma redundância cuja finalidade é reforçar a mensagem.

Ela subiu para cima agora mesmo.


Vi com meus próprios olhos.

ANACOLUTO: consiste em deixar um termo solto na frase.

"O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto" (Carlos Drummond de Andrade).

SILEPSE: ocorre quando se concordar com a ideia e não com a expressão expressa na frase.

De gênero = Vossa Excelência está preocupado. / São Paulo é poluída.

De número = Os Lusíadas glorificou nossa literatura. / A multidão aplaudiram com


fervor.

De pessoa = Os brasileiros sofremos muito por causa da corrupção.

POLISSÍNDETO: ocorre quando há repetição de conectivos entre as orações.

Ele é bonito, e educado, e rico.


Ela saiu, e trabalhou o dia todo, e viajou mais tarde.

ASSÍNDETO: ocorre quando não há conectivos ligando as orações.

Ela saiu, trabalhou, viajou mais tarde.

ZEUGMA: ocorre quando a vírgula substitui um termo já mencionado na frase.

Ela come pizza; eu, carne. (omissão de como)


Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

ELIPSE: ocorre quando há omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto.

“Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)


Saímos para a festa muito tarde. (omissão de nós)

ASSONÂNCIA: ocorre quando há repetição ordenada de sons vocálicos idênticos.

“Ó Formas alvas, brancas, Formas claras” (Cruz e Sousa)

ALITERAÇÃO: ocorre quando há repetição ordenada de mesmos sons consonantais.

"Belos beijos bailavam bebendo breves brumas boreais" (Luan Farigotini)

HIPÉRBATO: ocorre quando há inversão dos termos da oração.

Correm pelo parque as crianças da rua.


Na escada subiu o pintor.

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