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Fundamentos de Ressonância Magnética

O documento resume os principais conceitos da ressonância magnética, incluindo: 1) como ocorre a ressonância magnética com átomos de hidrogênio; 2) como os gradientes de campo magnético localizam sinais no espaço para gerar imagens; 3) como as sequências T1 e T2 geram diferentes contrastes entre tecidos.
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Fundamentos de Ressonância Magnética

O documento resume os principais conceitos da ressonância magnética, incluindo: 1) como ocorre a ressonância magnética com átomos de hidrogênio; 2) como os gradientes de campo magnético localizam sinais no espaço para gerar imagens; 3) como as sequências T1 e T2 geram diferentes contrastes entre tecidos.
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RESUMO AULA DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

O fenômeno de ressonância aplicado ao diagnóstico por imagem baseia-se


na troca de energia entre átomos de hidrogênio com ondas eletromagnéticas
provenientes de campos magnéticos oscilatórios.

Na tentativa de alinhamento com o campo e por possuir o movimento de giro


(spin), surge um segundo movimento chamado de precessão. A analogia
com um pião de brinquedo sob a ação do campo gravitacional é valida para
entendermos este movimento.

Na RMN os átomos de hidrogênio são usados com maior frequência para


gerar um sinal de radiofrequência detectável que é recebido por antenas
próximas da anatomia que está sendo examinada. Os átomos de hidrogênio
existem naturalmente em pessoas e outros organismos biológicos em
abundância, particularmente em água e gordura. Por este motivo, a maioria
das varreduras de ressonância magnética caracteriza essencialmente a
localização da água e da gordura no corpo. Os pulsos das ondas de rádio
estimulam a transição de energia de spin nuclear e os gradientes de campo
magnético localizam o sinal no espaço. Ao variar os parâmetros da sequência
de pulso, podem ser gerados diferentes contrastes entre os tecidos com base
nas propriedades de relaxamento dos átomos de hidrogênio nele.

As ponderações T1 e o T2 são sequências de contraste que medem as


diferenças dos parâmetros T1 e T2 de cada tecido (que são intrínse-cos ao
tecido em estudo). O T1 repre-senta as trocas de energia do núcleo de H com
o seu meio ambiente e o T2 representa as trocas de energia entre núcleos
[Link] água, as moléculas apresentam grande mobilidade e a
interacção entre os campos magnéticos geram um T2 longo. Os tecidos
patológi-cos costumam apresentar elevado conteúdo em água livre, como
edema, inflamação, necrose, quistos, hemorragia e tumores, apresentando
uma frequência natural maior que a frequência de precessão, pelo que o
intercâmbio energético é mais ineficaz.

No cálculo vetorial o gradiente (ou vetor gradiente) é um vetor que indica o


sentido e a direção na qual, por deslocamento a partir do ponto especificado,
obtém-se o maior incremento possível no valor de uma grandeza a partir da
qual se define um campo escalar para o espaço em consideração. Os
gradientes em ressonância magnética variam o campo magnético. Esses
componentes estão dispostos em sistemas de bobinas, denominados
sistemas de bobinas de gradiente, em três grupos (X, Y e Z). Cada grupo ou
bobina de gradiente é orientado de acordo com coordenadas cartesianas,
alterando o campo magnético de forma linear. Sobre os gradientes, é correto
afirmar que
 o gradiente Y é o responsável pela seleção da codificação do sinal e
geração de imagens no eixo axial.
 o gradiente Z altera, linearmente, a potência do campo magnético ao
longo eixo Z do magneto, que é o eixo mais longo e paralelo ao eixo
longitudinal do corpo do paciente.
 os gradientes armazenam dados brutos relativos às linhas e às colunas,
que formarão a imagem por ressonância magnética, podendo ser
representados graficamente como uma matriz.
 o gradiente de eixo X altera a potência de B0 ao longo do eixo Z, que é o
eixo mais curto e perpendicular ao eixo longitudinal do corpo do paciente,
selecionando cortes coronais.
 os gradientes armazenam dados brutos relativos às linhas e às colunas,
que formarão a imagem por ressonância magnética. Codificam somente
os cortes para formação da imagem e não codificam a fase.

O espaço k não é um local físico no equipamento de RM. É um conceito abstrato


que auxilia no entendimento de sequências de pulso modernas e metodologias
de aquisição. É útil visualizarmos o espaço k como uma matriz. Cada linha desta
matriz será preenchida com um eco coletado na sequencia de pulso. Podemos
visualizar o espaço k na forma de uma matriz de tons de cinza. Cada ponto nesta
matriz corresponde a uma intensidade de sinal (tom de cinza) e a uma posição
no tempo e representa a amplitude do sinal recebido pela bobina naquele dado
instante.

Podemos destacar o uso cada vez mais intenso de bobinas de múltiplos


elementos com arranjo de fase. As bobinas de arranjo de fase são compostas
por múltiplas pequenas bobinas (ou elementos) cada uma com um circuito
próprio de detecção, que se sobrepõem e irão envolver a anatomia de interesse.
Até bem pouco tempo atrás a única bobina do tipo arranjo de fase era a bobina
de coluna, porém atualmente o conceito vem sendo aplicado para todas as
bobinas. Utilizar bobinas com múltiplos elementos permite o uso das técnicas de
imagens paralelas (SENSE, GRAPPA, ARC etc) que irão utilizar a informação
da distribuição espacial do padrão de sinal gerado pela bobina em cada paciente
e economizar etapas da codificação de sinal, permitindo assim um ganho
expressivo de tempo e novas possibilidades de utilização da RM, especialmente
onde velocidade é mandatório.

As limitações técnicas como a dificuldade de absorção das ondas de


radiofrequência, o campo de visão (FOV -Field of View)limitado, alto tempo de
aquisição do exame, elevada deposição de energia na pele (SAR –Specifc
Absorption Rate), artefato de retroprojeção ou dobramento (aliasing
ouwraparound) e falhas na supressão de gordura são fatores que dificultam a
obtenção de imagem de boa qualidade. No entanto, há empecilhos para a
realização deste exame, pois aparelhos que oferecem elevada relação sinalruído
(RSR) e gradientes de alta intensidade não comportam pacientes com peso
superior a 159 quilogramas (kg)e com diâmetro abdominal acima de 60
centímetros.

Duas grandes famílias de sequências de pulso são usadas para formar imagens
de RM: Spin Eco (SE) e Gradiente Eco (GRE). A partir destas duas
famílias se originam uma diversidade de sequências de pulso que serão criadas,
modificadas e aperfeiçoadas para atender necessidades específicas de cada
região do corpo e patologia.

A sequência FSE (TSE) utiliza-se de uma cadeia de pulsos de 180 graus


aplicados à uma única imagem (trem de ecos), fazendo-se variar a codificação
de fase após cada pulso de refasamento. O vários sinais codificados preenchem
o espaço K muito rapidamente. Cada linha do espaço K é preenchida pela
codificação de cada pulso de 180 graus. A sequência FSE (TSE) utiliza-se de
uma cadeia de pulsos de 180 graus aplicados à uma única imagem (trem de
ecos), fazendo-se variar a codificação de fase após cada pulso de refasamento.
O vários sinais codificados preenchem o espaço K muito rapidamente. Cada
linha do espaço K é preenchida pela codificação de cada pulso de 180 graus.
Sequência Fast Spin Eco ( Múltiplos pulsos de 180 graus ) Sequência Fast Spin
Eco ( Múltiplos pulsos de 180 graus ).

O uso de gradientes de campo magnético faz com que ocorram defasagens dos
spins, ou seja, suas posições relativas mudam de acordo com a duração e
direção de aplicação dos gradientes. Se um pulso de gradiente de campo
magnético for aplicado numa direção, ele irá induzir uma quantidade de
defasagem nos spins. Se for aplicado um segundo pulso de gradiente de mesma
duração e intensidade, irá ocorrer uma reversão da defasagem e produzirá um
eco que chamados de eco do gradiente ou Gradiente Eco (GRE). Se os valores
de TR, TE e ângulo de desvio do pulso de excitação forem semelhantes aos
utilizados em sequências SE, a ponderação na imagem e o tempo de aquisição
serão também semelhantes.

A RM é contra indicada para portadores de marcapasso cardíaco, implantes


eletrônicos, grampos de aneurismas, clipes metálicos, próteses metálicas,
mulheres grávidas durante o primeiro trimestre da gestação.

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