Questões GO
Questões GO
MÓDULO DE
GINECOLOGIA E
OBSTETRÍCIA
UNIT – INTERNATO
Aracaju, 2019
Caroline Franca; Taiane Mendonça; Thaisy Chagas
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1. Em relação ao parto pré-maturo podemos afirmar, exceto:
a) O parto pré-maturo está associado a maior suscetibilidade a anoxia e tocotraumatismo
b) É responsável por 50% das lesões neurológica em crianças e 75% da mortalidade neonatal
c) A prematuridade pode se associar a sequelas tardias como retardo do crescimento, disfunções auditivas e visuais.
d) São complicações de prematuridade: enterocolite necrosante, hemorragia intracraniana, hiperbilirrubinemia.
e) A ultrassonografia para medição do colo e a dosagem de fibronectina são marcadores de risco para o parto prematuro e
devem ser realizados em todas as pacientes gestantes.
2. Umas das medidas adotadas para prevenir a hemorragia pós-parto por atonia uterina é:
a) Uso de ocitocina no primeiro período do parto
b) Tração rigorosa do cordão umbilical para acelerar a retirada da placenta.
c) Conduta ativa no momento da dequitação com uso de 10 unidades de ocitocina IM
d) Anestesia geral no período expulsivo
e) Medidas que façam com que o trabalho de parto tenha uma evolução muito rápida.
4. Primigesta, 29 semanas de gestação com história de perda de líquido vaginal há 20 horas. Nega cólicas e refere boa
movimentação fetal. Ao exame: dinâmica uterina negativa; BCF 133bpm; PA 110x70; FC 80bpm; sem dor à mobilização
uterina; exame especular: saída de líquido claro pelo orifício do colo. Leuco 9000, PCR negativo. Qual a melhor conduta?
a) Internar, nifedipina, betametasona, cefalotina
b) Internar, hidrocortisona, ampicilina
c) Internar, betametasona, ampicilina
d) Internar, nifedipino, dexametasona, cefalotina
e) Betametasona, ampicilina, encaminhar ao pré-natal
5. Paciente com 55 anos chega a UBS com diagnóstico citológico de ASC-US sendo previamente estrogenizada sendo que a
última foi normal. Qual conduta a ser adotada?
a) Repetir citologia com 6 meses
b) Encaminhar para colposcopia
c) Estrogenizar e repetir citologia
d) Fazer biopsia de colo uterino
e) Tratar microbiologia
6. Paciente chega a UBS com quadro de corrimento vaginal em placas esbranquiçado, pruriginoso, disúria, teste de pH 3,5. Qual
a principal hipótese diagnóstica?
a) Tricomoníase
b) Vaginose bacteriana
c) Candidíase
d) Gonocócica
e) Clamídia tracomatis
8. Paciente com corrimento vaginal acinzentado, com odor de peixe podre e clue cells a bacterioscopia temos como diagnóstico e
tratamento:
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a) Vaginose bacteriana – metronidazol
b) Vaginose bacteriana – imidazólico
c) Candidíase vaginal – metronidazol
d) Tricomoníase – metronidazol
e) Tricomoníase – fluconazol
9. J.C.S 40 anos, G7 PSN A1, 39 semanas (DUM) e 37 semanas (USG 8 semanas), com diagnóstico de diabetes gestacional com
controle dietético. Chega ao pré-natal ansiosa em relação ao momento de interrupção da gestação e a via de parto. Assinale o
CORRETO em relação ao caso:
a) Orientar internação e resolução por via alta (parto cesáreo), pois trata-se de gestação à termo e o risco de distócia do ombro
contraindica a via vaginal.
b) Tranquilizar a paciente de que a gestação tem apenas 37 semanas e que o parto será realizado eletivamente com 39 semanas,
via alta, em função do diabetes e risco de distócia de ombro.
c) Orientar internação e indução do trabalho de parto, pois a paciente encontra-se a termo e possui 5 partos vaginais anteriores
d) Orientar a paciente que se o controle glicêmico estiver adequado, não houver complicações fetais (macrossomia e/ou
polidrâmnio), pode-se aguardar até 38-39 semanas. A via de parto preferencial é vaginal.
e) Tranquilizar a paciente que em pacientes diabéticas deve-se sempre aguardar 40 semanas de gestação para interrupção,
uma vez que a doença retarda a maturação pulmonar do bebê.
10. C.L.S 28 anos, G2P1nA0 IG (USG 10 semanas): 16 semanas, chega a consulta de pré-natal com as seguintes sorologias:
toxoplasmose IgM negativo e IgG positivo; citomegalovírus IgM e IgG negativos; rubéola IgM negativo, IgG positivo; anti-
Hbs ag positivo e Hbs ag negativo; VDLR positivo ¼. Relata VDLR positivo e tratada adequadamente em gestação anterior,
há dois anos. Assinale a alternativa correta em relação ao caso.
a) O VDLR encontra-se em título baixo, tratando-se provavelmente de cicatriz sorológica, devendo ser repetido em cerca de
6-8 semanas para confirmação diagnóstica.
b) A paciente apresentou sorologia para CMV demonstrando suscetibilidade à doença, devendo ser orientada quanto ao uso
profilático de espiramicina durante toda a gestação, em razão da alta prevalência da doença e risco de contaminação.
c) Interrupção da gestação, independente do desejo materno, pelo risco infeccioso.
d) O uso do corticoide é obrigatório para evitar doença da membrana hialina.
e) Usar antibiótico para evitar infecção por streptococus
11. J.S.N 35 anos, 39 semanas, G1, hipertensa crônica, em uso de metildopa 500mg 8/8h vem mantendo pressão arterial controlada,
chegou a maternidade de alto risco, assintomática, encaminhada do pré-natal para interrupção da gravidez. Qual a melhor
conduta?
a) Encaminhar para pré-natal de alto risco
b) Aguardar entrar em trabalho de parto
c) Cesárea
d) Indução após avaliação da vitalidade fetal
e) Solicitar exames laboratoriais e liberar se exames normais
19. J.A.S 25 anos, procura o PS com queixa de dores em baixo ventre e diminuição da movimentação fetal. G2P1nA0. IG (DUM):
40 semanas; IG (USG): 41 semanas e 5 dias. Ao exame físico: AU: 35cm; BCF: 148bpm; MF presentes; DU ausente; TV: colo
grosso, posterior, pérvio para 2cm, cefálico, BI. Nega uso de medicações e doenças de base. Sobre o caso é correto afirmar que:
a) A paciente deve ser tranquilizada que a diminuição da movimentação fetal é normal nesta IG e que ela deve retornar para
reavaliação em 2 dias caso não entre em trabalho de parto.
b) Deve-se realizar uma USG obstétrica com doppler e caso o resultado seja normal há segurança em aguardar trabalho de
parto espontâneo por até 1 semana.
c) Como trata-se de um caso de pós-datismo com Bishop desfavorável, a paciente deve ser internada, submetida a cesariana
imediata.
d) A paciente deve ser internada, submetida a avaliação da vitalidade fetal e, em caso de vitalidade preservada, deve-se
proceder a indução do trabalho de parto com misoprostol.
e) A paciente deve ser internada, submetida a avaliação da vitalidade fetal e, em caso de vitalidade preservada, deve-se
proceder a indução do trabalho de parto com ocitocina, uma vez que já possui um parto vaginal e dilatação inicial.
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20. SFFA, 35 anos, G3P2n. IG 27 semanas retorna ao pré-natal com o seguinte resultado de TOTG 75g: 104; 142; 126. HD e
conduta:
a) Overt diabetes, curva glicêmica, dieta e atividade fisica
b) DM gestacional; curva glicêmica; dieta e atividade física
c) Overt diabetes; insulinoterapia 0,5U/kg 2/3 regular e 1/3 NPH em 2 doses diárias
d) DMG; dieta e atividade física; metformina
e) Normal; seguimento pré-natal de risco habitual.
21. VSM, primigesta, 18 anos, 26 2/7 de IG pelo US de 8 semanas, dá entrada no PS com a seguinte queixa: dor lombro sacra,
disúria, polaciúria; exame físico: Tax: 38,4°C, loja torácica dolorosa à punho percussão, fásceis toxêmico, PA: 90x60.
Laboratório: leuco: 17000/ml; 78% de neutrófilos; PCR de 46; piúria; nitritos; corpos cetônicos presentes. Marque a alternativa
correta:
a) Antibiótico oral; seguimento ambulatorial
b) Analgésico/anti-espasmódico; aumento de ingesta hídrica; USG de vias urinárias ambulatorial
c) Internação; antibiótico venoso; preferencialmente coleta de cultura antes de iniciar o mesmo; manutenção ou troca de ATB
dependendo da resposta clínica nas 24/48h subsequente.
d) Internação e antibiótico oral.
e) Encaminhamento ao ortopedista para avaliação de patologia de coluna.
24. MSN, 34 anos, G2P1n1c; procurou a unidade básica de saúde com laudo citológico de ASC-US. Qual a conduta:
a) Encaminhar a coloscopia;
b) Repetir citologia imediatamente
c) Tratar a microbiologia e repetir a citologia
d) Repetir a citologia com 6 meses
e) Fazer biopsia de colo uterino.
28. R.S.A., 16 anos, G1, apresenta quadro clínico de perda de líquido amniótico há 6 horas. IG: 23 semanas. Ao exame físico
observa-se a inspeção especular: presença de secreção clara com odor de água sanitária, colo pérvio para 1cm; BCF: 140bpm.
Qual a sua conduta?
a) Encaminho para casa
b) Interno a paciente pelo risco infeccioso
c) Interrupção da gestação, independente do desejo materno, pelo risco infeccioso.
d) O uso do corticoide é obrigatório para evitar doença da membrana hialina.
e) Usar antibiótico para evitar a infecção por Streptococus.
29. F.S.A., 28 anos, procura o PS com queixa de dores em baixo ventre e diminuição da movimentação fetal. G2P1NA0, IG (DUM)
42 sem, IG (USG 10 sem) 41 sem 5d. Ao exame físico: AU 35cm, BCF 148 bpm, MF presentes, DU ausente. Toque vaginal:
colo grosso, posterior, pérvio para 2cm, cefálico, BI. Nega uso de medicações e doenças de base. Sobre o caso em tela, é correto
afirmar que:
a) A paciente deve ser tranquilizada de que a diminuição da movimentação fetal é normal nesta IG e que ela deve retornar
para reavaliação em dois dias caso não entre em trabalho de parto.
b) Deve-se realizar USG obstétrico com doppler e caso o resultado seja normal há segurança em aguardar trabalho de parto
espontâneo por até uma semana.
c) Como trata-se de um caso de pós-datismo com Bishop desfavorável, a paciente deve ser submetida à cesariana imediata.
d) A paciente deve ser internada, submetida a avaliação da vitalidade fetal e, em caso de vitalidade preservada, deve-se
proceder a indução de trabalho de parto com misoprostol.
e) A paciente deve ser internada, submetida a avaliação da vitalidade fetal e, em caso de vitalidade preservada, deve-se
proceder a indução de trabalho de parto com ocitocina, uma vez que já possui um parto vaginal e dilatação inicial.
31. MSA, 30 anos, chega ao PS da maternidade nossa senhora de Lourdes, com queixa de dor em baixo ventre. G3P2nA0; IG
(DUM): 30 semanas; IG (USG 11 sem): 34s3d. Ao exame físico: PA: 180x120; AU: 30cm; BCF: 150; DU: ausente; TV: colo
médio, pérvio para 3cm, centralizado, cefálico. Sobre o caso em questão é possível afirmar que:
a) Trata-se de um caso de pré-eclâmpsia grave e em função da IG deve-se administrar um ciclo de corticoide para a maturação
pulmonar.
b) Pode-se afirmar que é um caso de hipertensão crônica em função da idade e da paridade da paciente.
c) Trata-se de um caso de hipertensão arterial crônica com pré-eclâmpsia superajuntada, devendo administra-se sulfato de
magnésio e corticoide.
d) Caso de pré-eclâmpsia grave com restrição de crescimento intrauterino, impossibilitando a via de parto vaginal.
e) É necessário coletar mais dados da história clínica, assim como também, alguns exames laboratoriais para ter maior clareza
quanto a hipótese diagnóstica e conduta.
32. S.F.A.A., 18 anos, dá entrada no PS com queixa de epigastralgia, cefaleia holocraniana, obnubilação. Primigesta IG 34 5/7 pelo
USG de 11 semanas; AU 33cm; BCF 140; PA 180x120; hiperreflexia patelar. Laboratório: TGO 63; TGP 74; ureia 51;
creatinina 1,3; LDH: 612; HB/HT 12/30; plaquetas 112000. HD e CD?
a) SHG, estabilização, alta, acompanhamento ambulatorial e parto espontâneo a termo
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b) SHG, estabilização, alta, acompanhamento ambulatorial e parto espontâneo com 37 semanas
c) Pré-eclâmpsia leve, controle ambulatorial e parto com 37 semanas
d) Pré-eclâmpsia grave, estabilização, sulfatação e interrupção da gestação
e) HAC, estabilização, acompanhamento ambulatorial e parto espontâneo a termo
33. FCJCN, 31 anos, IIGIP(n), 22s, DUM confiável, IG ratificada pelo USG de 1º trimestre, O negativo, parceiro O positivo,
primeiro filho O positivo, recebeu imunoglobulina anti-Rh no puerpério imediato. CD nessa gestação:
a) Certamente o feto da gestação atual não é Rh positivo, dispensando cuidados complementares.
b) Certamente o feto dessa gestação é Rh positivo, devendo fazer Coombs indireto em consultas alternadas e, se negativo,
receber imunoglobulina com 28s e ao nascer, caso o Coombs mantenha-se negativado.
c) O feto desta gestação pode ou não ser Rh positivo e deve-se fazer Coombs indireto em consultas alternadas e o mesmo
mantendo-se negativo, ministrar imunoglobulina anti-Rh com 28s e ao nascer.
d) O feto desta gestação pode ou não ser Rh positivo e deve-se fazer Coombs indireto em consultas alternadas e o mesmo
mantendo-se negativo, ministrar imunoglobulina anti-Rh com 28s e ao nascer, desde que o mesmo seja Rh positivo.
e) Em função de ter sido ministrada imunoglobulina anti-Rh na gestação prévia, não há risco de isoimunização na gestação
atual, independente do Rh do feto.
34. VSM, 43 anos, G10P7nA2, não sabe DUM, dá entrada no PS com dor importante em BV. AU 33cm; sangramento vermelho
escuro vultoso. PA 150x90, Colo M/F, 7cm, +3 de De lee, BI, cefálico, BCF ausente. HD e CD:
a) Trata-se de rotura uterina devendo-se realizar laparotomia exploradora de urgência
b) Quadro clínico compatível com DPP devendo-se fazer amniotomia e tentar parto normal em tempo que se faz pedido de
hemoderivados.
c) Quadro clínico compatível com rotura de vasa prévia devendo-se aguardar a ultimação espontânea do parto por via baixa.
d) Quadro clínico compatível com placenta prévia devendo-se fazer cesariana de urgência
e) Óbito fetal pela hipertensão e sangramento de colo compatível com trabalho de parto.
35. Primigesta, 12 semanas pela USG de 7 semanas, dá entrada no PS com queixa de dor lombar, disúria e febre. Ao exame físico:
Giordano + bilateral, queda do estado geral e leucocitose com desvio a E no hemograma. Sumario de urina com piúria maciça.
Diagnóstico provável e tratamento:
a) Diverticulite aguda, laparotomia exploratória
b) Volvo intestinal, laparotomia exploratória
c) Pielonefrite aguda, antibioticoterapia intravenosa
d) Colangite, antibioticoterapia
e) Dengue
38. Qual achado NÃO caracteriza os fetos de pacientes portadoras de diabetes mellitus gestacional?
a) Hipoglicemia pós-natal
b) Restrição de crescimento
c) Macrossomia
d) Polidrâmnio
41. Uma das medidas que contribui para a redução da ocorrência de hemorragia cerebral
intraventricular em recém-nascidos pré-termo é:
a) Betametasona
b) Nifedipina
c) Sulfato de magnésio
d) Indometacina
e) Dexametasona
43. Em relação a profilaxia para estreptococos do grupo B, em qual situação não estará indicada?
a) Amniorrexe prematura > 18h em paciente com 33 semanas
b) Cesárea eletiva com bolsa íntegra
c) Gestante com bacteriúria por GBS em qualquer fase da gravidez (mesmo após tratamento adequado)
d) Gestantes com fatores de risco para infecção neonatal que não realizaram cultura retovaginal
e) Temperatura intraparto > 38°C em paciente sem pré-natal.
45. Gestante, 28 anos, G2P1A0, IG 41 semanas e 2 dias sem queixas. Procura o serviço de urgência com os seguintes dados: PA
120x60; AU: 36cm; BCF 133; TV: colo médio, 30% apagado, 2cm de dilatação, cefálico, BI, plano 0 de De Lee. DU ausente.
Cardiotocografia: tranquilizador. Melhor conduta:
a) Induzir o parto com ocitocina 2mu/min
b) Realizar cesárea em virtude de IG
c) Preparar o colo com misoprostol
d) Induzir o parto com ocitocina 4mu/min
e) Alta e retorno quando entrar em trabalho de parto.
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46. Com relação a figura abaixo, qual a resposta correta:
47. Paciente com 23 anos, chega a UBS com diagnóstico citológico de AG-US. Refere prurido e corrimento vaginal leitoso
aumentando hiperemia vulvar. Qual a melhor conduta?
a) Tratamento do corrimento vaginal e encaminhar a colposcopia
b) Encaminhar a colposcopia e fazer biopsia de colo
c) Repetir exame citológico na UBS de imediato
d) Tratamento do corrimento vaginal e repetir o exame citológico após 6 meses
48. Paciente com 26 anos, HIV positiva estágio 3 ou 4, procura a UBS para orientação sobre método anticoncepcional. Qual método
contraceptivo deve ser evitado?
a) Adesivo
b) Pílula de progesterona
c) Anel vaginal
d) DIU-Ing
51. J.M.S., gestante, deu entrada com fortes dores em BV, idade gestacional de 32 semanas pela ultrassonografia de 17 semanas.
Ao exame, paciente com útero reativo, PA 130x80 mmHg, FC 120, Tax 38,2 °C. DU = 4 contrações de 40”. Toque vaginal:
colo 80% apagado, pérvio para 4 cm, BI (?), cefálico. Qual a melhor conduta?
a) Inibição e corticoide
b) Inibição e antibiótico
c) Inibição
d) Antibiótico
e) Cesárea
52. Quais dos aspectos abaixo, deve ser considerado no uso de corticoide, exceto:
a) Infecção
b) Metabolismo da glicose
c) Idade gestacional
d) Enterocolite necrotizante
e) Hemorragia intracraniana
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53. Gestante, 35 semanas, apresenta queixa de dores em BV com sangramento de pequena quantidade. BCF: 140; DU: 3 contrações
efetivas em 10 minutos; TV colo pérvio para 5cm, fino, BI, cefálico. Qual a melhor conduta?
a) Corticoide
b) Inibição de trabalho de parto
c) Indução de trabalho de parto
d) Assistência ao parto
e) Corticoide e inibição do trabalho de parto.
56. Quando, na evolução do trabalho de parto, ocorre o movimento de inclinação lateral da apresentação durante o deslocamento
pelo canal de parto, deixando a sutura sagital mais próxima do pube do que do sacro, corresponde a melhor descrição como:
a) Assinclitismo
b) Obliquidade de Nagele
c) Obliquidade de Litzmann
d) Assinclitismo anterior
e) Sinclitismo
57. MRF, 32 anos, G3P2nA0, inicia pré-natal com IG 29 semanas pela DUM. Refere ser hipertensa sem uso de medicamentos.
Não realizou exames. Ao exame: BEG, eupneica, PA: 140x90; AU: 23cm; MF +; BCF: 136 QIE; TV: colo uterino fechado,
sem perdas. Qual a alternativa mais provável para o tipo de gestação?
a) Evolução normal
b) Múltipla
c) Polidrâmnio
d) Crescimento intrauterino restrito
e) Ruptura pré-matura de membrana
58. JSS, 22 anos, G2P0A1, 32 semanas de gestação compareceu a 2 consultas de pré-natal. Relata visão turva, cefaleia e dor em
BV. Nega perda de LA e/ou sangramento genital. Ao exame: REG, anasarca, PA: 170x120; FU: 27cm; DU: presente 2/10’/25’’;
MV diminuídos; BCF: 124 QSE. TV: colo amolecido, OI pérvio para 2-3cm, BI, cefálico. Proteinúria de fita 3+/4+. Qual a
conduta mais adequada?
a) MgSO4, hidralazina, exames laboratoriais, avaliação de bem-estar fetal e avaliar a via de parto.
b) Hidralazina, exames laboratoriais e parto cesáreo
c) MgSO4, hidralazina, exames laboratoriais, parto cesáreo
d) MgSO4, hidralazina, corticoide, exames laboratoriais, avaliação de bem-estar fetal e avaliar a via de parto.
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e) Parto cesáreo de urgência
59. JSA, 22 anos, chega ao PS com queixa de dor em BV, cefaleia, epigastralgia, G2P1nA0. IG (DUM): 33 semanas; IG (USG 11
semanas): 35 semanas. Ao exame: PA: 180x120; AU: 31cm; BCF: 150bpm; DU: ausente. TV: colo médio, pérvio para 3-4cm,
BI, cefálico. Exames laboratoriais: Plaquetas 98.000/mm³, AST 70, ALT 78, Cr 0,9, Ur 50. Nega uso de medicações. Ao
observar o cartão de pré-natal observamos 6 registros de consultas com PA 140x90 com 13 semanas e valores similares até a
consulta de 15 dias atrás. Assinale o diagnóstico e a conduta mais adequada para o caso:
a) Síndrome hipertensiva gestacional. Hidralazina, metildopa, corticoide
b) Pré-eclâmpsia grave. Hidralazina, metildopa, corticoide
c) Pré-eclâmpsia grave. Hidralazina, metildopa, cesárea
d) Hipertensão arterial crônica. Hidralazina, metildopa, corticoide
e) Hipertensão arterial crônica com Pré-eclâmpsia grave sobreposta. Hidralazina, metildopa, indução do trabalho de parto
após verificação de vitalidade fetal.
60. MAF, 25 anos, chega ao PS da maternidade Nossa Senhora de Lourdes queixando-se de dor em BV, febre há 2 dias, associada
à moleza no corpo. G1P0A0. IG (DUM): 22 semanas. IG (USG 8 semanas): 21 semanas e 4 dias. Ao exame: REG, febril
(39°C), desidratada 2+/4+, AU 21cm, BCF 170, DU: ausente. Diante do quadro em questão pode-se afirmar que:
a) Deve-se solicitar hemograma, sumário de urina e urocultura. Além de internação da paciente. Prescrever sintomáticos e
aguardar o resultado da urocultura para iniciar antibioticoterapia guiada pelo antibiograma.
b) Deve-se solicitar hemograma, sumário de urina e urocultura. Além de prescrição de antibioticoterapia empírica e
ambulatorial para coleta de exames.
c) Deve-se solicitar hemograma, sumário de urina e urocultura. Além de internação da paciente. Iniciar antibioticoterapia EV
após coleta de exames.
d) Diante do quadro típico de ITU alta não há necessidade de coleta de exames, deve-se prescrever antibioticoterapia empírica
imediatamente e solicitar retorno em uma semana para reavaliação.
e) Deve-se solicitar hemograma, sumario de urina, urocultura. Além de internação da paciente. Iniciar antibioticoterapia oral
após coleta de exames. Caso não haja melhora em 48h trocar por via EV.
61. J.A.S., 25 anos, procura o PS com queixa de dores em baixo ventre e diminuição da movimentação fetal. G2P1NA0. IG (DUM)
40 sem. IG (USG 10 sem) 41 sem 5d. Ao exame físico: AU 35 cm, BCF 148 bpm, MF presentes, DU ausente. Toque vaginal:
colo grosso, posterior, pérvio para 2 cm, cefálico, BI. Nega uso de medicações e doenças de base. Sobre o caso em tela é correto
afirmar que:
a) A paciente deve ser tranquilizada de que a diminuição da movimentação fetal é normal nesta IG e que ela deve retornar
para reavaliação em 2 dias caso não entre em trabalho de parto.
b) Deve-se realizar uma USG obstétrica com doppler e caso o resultado seja normal há segurança em aguardar trabalho de
parto espontâneo por até 1 semana.
c) Como trata-se de um caso de pós-datismo com Bishop desfavorável, a paciente deve ser internada, submetida a cesariana
imediata.
d) A paciente deve ser internada, submetida a avaliação da vitalidade fetal e, em caso de vitalidade preservada, deve-se
proceder a indução do trabalho de parto com misoprostol.
e) A paciente deve ser internada, submetida a avaliação da vitalidade fetal e, em caso de vitalidade preservada, deve-se
proceder a indução do trabalho de parto com ocitocina, uma vez que já possui um parto vaginal e dilatação inicial.
62. C.F.A., 35 anos, G5P4(3N+1C). IG (DUM) 33 semanas; IG (USG 16 semanas): 34 semanas e 5 dias. Chega ao PS com queixa
de sangramento vaginal de moderada quantidade, acompanhado de dor em BV. Não fez pré-natal e nem ultrassom obstétrica
nessa gestação. Exame físico: AU 33cm; BCF 150; DU + (1/10min/50s); tônus uterino normal; PA 140x90; sangramento
vaginal em moderada quantidade. É incorreto afirmar que:
a) Como o tônus uterino está normal, pode-se descartar o diagnóstico de desenvolvimento prematuro de placenta
b) Fazem parte do diagnóstico diferencial: placenta prévia; descolamento pré-maturo de placenta; rotura do seio marginal
c) Não deve ser realizado exame de toque, devendo-se avaliar o sangramento através do exame especular
d) Um exame complementar útil seria o USG obstétrico, com complementação transvaginal para avaliação precisa da
localização da placenta
e) Uma vez firmado o diagnóstico de placenta prévia, a vida de parto ainda poderá ser vaginal a depender da localização e do
tipo de placenta prévia.
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63. G.V.S., 30 anos, G3P1A1, chega ao consultório com queixa de perda de líquido há algumas horas. IG (DUM): 34semanas e 3
dias; IG (USG 12 semanas): 31 semanas e 4 dias. Em relação a paciente apresentada pode-se afirmar que:
a) A paciente deve ser imediatamente encaminhada para USG para confirmação do diagnóstico de rotura prematura das
membranas ovulares
b) A paciente deve ser submetida a exame físico para confirmação da perda de líquido. Em caso positivo deve ser
encaminhado ao PS para internação.
c) Não há indicação de corticoterapia por tratar-se de uma gestação acima de 34 semanas
d) Mesmo se confirmado o diagnóstico de rotura prematura das membranas ovulares o seguimento preferencial é ambulatorial,
pois a internação aumenta a morbidade materna
e) Em se tratando de rotura prematura de membranas ovulares a única indicação para antibioticoterapia é a profilaxia para
Streptococcus B-hemolítico durante o trabalho de parto.
64. Marque o item que contém somente fatores que influenciam na existência de prematuridade:
a) Parto pré-maturo em gestação prévia, extremos de idade reprodutiva, gestação múltipla, etnia
b) Tabagismo, má-formação uterina, etnia, incompetência istmo cervical
c) Prematuridade prévia, polidrâmnio, IIC
d) Gestação prolongada prévia, tabagismo, útero bicorno.
e) Processos infecciosos genitourinários, extremos de idade reprodutiva, tumorações uterinas
65. S.F.A.A., 22 anos, primigesta, IG 30 sem pela DUM, coincidente com USG do 1º trimestre, traz resultado do TTGO 75g feito
com 26 semanas com os seguintes escores: Jejum 89, 1ª hora 191, 2ª hora 136. Glicemia de jejum feita com 7. Podemos
interpretar esse resultado como?
a) Rotina normal, continuidade do pré-natal de baixo risco.
b) Emergência obstétrica em virtude de descontrole glicêmico, devendo ser internada de pronto para terapia em BIC com
insulina.
c) Overt diabetes, tratamento ambulatorial em serviço de alto risco.
d) Diabetes gestacional com seguimento ambulatorial.
e) Diabetes gestacional com internação imediata para controle.
66. Qual manobra consiste na pressão na face escapular do ombro posterior fetal com o auxílio de dois dedos com o intuito de rodá-
lo 180°?
a) Manobra de Woods
b) Manobra de McRoberts
c) Manobra de Jacquemier
d) Manobra de Gaskin
e) Manobra de Zavanelli
67. Escolha dentre essas proposições qual não é razão para aumento de cesariana no mundo:
a) Monitorização fetal eletrônica
b) Apresentação pélvica
c) Acrescimento na aplicação de fórceps médio
d) Aumento da idade das gestantes
e) Fatores socioeconômicos e geográficos
68. Escolha o parâmetro mais sensível a CTG para diagnosticar hipóxia fetal:
a) Variabilidade
b) Linha de base
c) Acelerações transitórias
d) DIP I
e) DIP II
69. Secundigesta em trabalho de parto tem uma parada na progressão durante o período expulsivo com apresentação cefálica em
?? esquerda transversa e assinclitismo posterior, plano de De Lee + 3 e batimentos cardíacos fetais de 148 bpm. A melhor
conduta é:
a) Fórceps de Simpson
b) Cesárea segmentar transversa
12
c) Fórceps de Piper
d) Fórceps de Kielland
e) Analgesia de parto
70. Paciente teve há poucas horas um parto de trigêmeos. A sua ?? obstétrica consta ainda de um episódio de abortamento e um
parto normal há três anos. Faz-se a seguinte representação gráfica para esta paciente.
a) G3P3A1
b) G3P2A1
c) G3P5A1
d) G5P5A1
e) G5P5A1
71. Se uma paciente tiver condições de realizar apenas uma USG durante a gestação, escolha a melhor idade gestacional para uma
boa avaliação da IG e morfologia fetal:
a) 6 semanas
b) 12 semanas
c) 20 semanas
d) 28 semanas
e) 34 semanas
72. Assinale a alternativa correta que apresente o conceito de vulvovaginite fúngica recorrente:
a) Ao menos três episódios em 6 meses
b) Segundo episódio num intervalo inferior a um mês.
c) Ao menos três episódios, confirmados por exame complementar, em um ano
d) Retorno dos sintomas num período inferior a duas semanas do tratamento
e) Três ou mais episódios em um ano
73. Valdirene, 17 anos, está recebendo alta da maternidade após 48h de parto normal. Dentre as orientações sobre contracepção
durante o período de aleitamento materno exclusivo, assinale a alternativa que apresenta os métodos indicados corretamente:
a) DIU de cobre, contraceptivo oral combinado (estrógeno e progesterona), preservativo masculino.
b) DIU de cobre, preservativo masculino, progestágeno isolado.
c) DIU de cobre, progestágeno contínuo, contraceptivo injetável combinado mensal (estrógeno e progesterona).
d) Sistema intrauterino com levonorgestrel, progestágeno injetável trimestral, contraceptivo oral combinado (estrógeno e
progesterona)
e) Na verdade, nenhum método é necessário durante o aleitamento materno exclusivo devido ao bloqueio efetivo do eixo
hipotálamo-hipófise-gônada causado pela ocitocina.
74. Assinale a alternativa que corresponde corretamente a pergunta abaixo. Qual a melhor maneira de ensinar um adolescente a
usar corretamente o preservativo em todas as suas relações?
a) Explicar quais os riscos de não usar o preservativo em todas as relações e mostrar fotos das doenças sexualmente
transmissíveis para que ele veja o que acontece com quem não usa.
b) Chamar os pais, juntamente com o adolescente, para orientar sobre os riscos de não usar e qual a melhor forma de uso,
principalmente se o paciente for menor de idade.
c) Entregar o preservativo e um folheto explicativo sem fazer muitas recomendações, pois os adolescentes costumam ver no
médico uma autoridade
d) Entender o que ele já sabe sobre o assunto e explicar a partir dos conhecimentos do adolescente, identificando as
dificuldades no uso.
e) Pedir testes sorológicos para DSTs e dar uma receita de preservativos para pegar na farmácia do centro de saúde.
75. Adolescente, iniciou com ciclos menstruais aos 13 anos, apresenta ciclos menstruais menores que 21 dias e período menstrual
maior que 8 dias. Esses eventos são corretamente denominados de:
a) Espaniomenorreia, metrorragia
b) Polimenorragia, metrorreia
c) Polimenorreia, hipermenorreia
d) Menorragia, Espaniomenorreia
e) Opsomenorreia, hipermenorragia
13
76. Os achados mais comuns para o diagnóstico dos ovários policísticos incluem:
a) Relação aumentada FSH/LH, diminuição da razão insulina/glicemia e obesidade.
b) Relação aumentada FSH/LH, aumento da relação insulina/glicemia e hirsutismo.
c) Relação aumentada FSH/LH, diminuição da razão insulina/glicemia e obesidade e hirsutismo.
d) Relação aumentada LH/FSH, obesidade, hirsutismo, diminuição da razão glicemia de jejum/insulina e ovários policísticos
ao ultrassom.
e) Relação aumentada FSH/LH, diminuição da razão glicemia de jejum/insulina e ovários policísticos ao ultrassom.
79. Frente ao diagnóstico de centralização fetal, sua conduta não dependerá de:
a) Idade gestacional
b) Maturidade pulmonar
c) Idade materna
d) Viabilidade fetal
e) Assistência neonatal ao serviço
81. Na abordagem sindrômica para corrimentos vaginais é recomendada pelo MS, podemos considerar que:
a) O aspecto clínico do corrimento vaginal não tem importância no diagnóstico
b) A cervicite tem como prováveis agentes etiológicos a clamídia tracomatis e o gonococo, necessitando de tratamento para
ambos quando presente a cervicite
c) O corrimento com odor de “peixe podre” é característico da tricomoníase
d) Na candidíase vaginal encontramos a “clue cells”
14
84. Com relação ao método anticoncepcional hormonal combinado, podemos afirmar que:
a) O etinilestradiol é o estrogênio menos utilizado na composição das pílulas anticonceptivas
b) O acetato de ciproterona não tem ação anti-androgênica
c) A drosperinona vem da espironolactona tendo uma ação anti-androgênica importante
d) O dienogeste é um androgênio com pouca ação trombogênica
86. Paciente 17 anos, vida sexual ativa há 6 meses sem comorbidades, procura ginecologista pois deseja método contraceptivo.
Refere que tem dificuldade para tomar corretamente a pílula. Qual seria o melhor método contraceptivo a ser indicado para esta
paciente?
a) Combinado hormonal contendo dienogeste e etinilestradiol
b) DIU com levonorgestrel
c) Acetato de medroxiprogesterona de 150mg
d) Pílula de progestágeno contendo desogestrel de 75 microgramas.
Professor Marlon
88. O mecanismo de Baudelocue schultze na dequitação da placenta significa que houve o aparecimento inicialmente da (o):
a) Do cordão umbilical
b) Da insinuação da apresentação
c) Da face materna
d) Do globo de segurança
e) Da face fetal
91. Na apresentação cefálica defletida, com mento na posição transversa direita, a situação e a posição fetal são:
a) Longitudinal, esquerda
b) Longitudinal, posterior
c) Longitudinal, direita
d) Longitudinal, anterior
e) Transversa, direita
15
Professora Alessandra
95. Qual das condições relacionadas abaixo não é causa de abortamento habitual:
a) Síndrome de anticorpo antifosfolipídes
b) Toxoplasmose
c) Trombofilia
Professora Myrthis
96. Em gravidez tubária com massa anexial de 3,5 a 5,0 cm a US transvaginal e com ascensão dos títulos de B-HCG em 24h
indicamos:
a) Metrotrexato
b) Videolaparoscopia
c) Laparotomia
d) Nenhuma das anteriores
97. Paciente com 15 anos chega a UBS com quadro de amenorreia há 3 meses após primeira menstruação. Refere dor em baixo
ventre e nunca ter tido relação sexual. Ao exame clínico e ginecológico sem alterações. Qual a principal hipótese diagnóstica:
a) Aumento de sulfato de deidroepiandrosterona devido do quadro de hiperandrogenismo que esses pacientes apresentam
b) Hipertireoidismo primário
c) Hipotireoidismo primário
d) Amenorreia fisiológica, que pode acontecer após menarca.
98. Paciente com 32 anos, G3P2NA0, com ciclos espaniomenorreicos há 6 meses, procura UBS pois está preocupada com a
possibilidade de gravidez já que não é usuária de método anticoncepcional. Qual a primeira hipótese diagnóstica para esse
paciente:
a) Ciclos anovulatórios
b) Hiperandrogenismo secundário
c) Sinéquias uterinas
d) Estenose de canal endocervical
16
99. Paciente com 22 anos, refere amenorreia há 2 meses. Nega irregularidade menstrual anterior e não é usuária de método
anticoncepcional com vida sexual ativa. Qual a alternativa correta:
a) Realizar teste de progesterona
b) Realizar B-HCG
c) Realizar dosagens hormonais para afastar anovulação
d) Dosar estradiol sérico e progesterona sérica
100. Paciente com 35 anos, procura a UBS com laudo citológico feito há 1 anos com atipia celular escamosa provavelmente
inflamatória. Qual a conduta correta:
a) Encaminhar a colposcopia
b) Solicitar biópsia de colo uterino
c) Repetir citologia na UBS e tratar a microbiologia se necessário
d) Fazer conização de colo uterino
Professora Luciana
102. Paciente AMS, 36 anos, multípara (G6P5nA0); IG 36 semanas e 6 dias, em período expulsivo, feto com apresentação pélvica.
Qual dessas alternativas está incorreta?
a) A manobra de Mauriceau não deve ser realizada em caso de dificuldade para liberar o polo cefálico
b) Alça de cordão umbilical, saída de ombro e manobra de Bracht devem ser realizados
c) Cesárea de urgência
d) Uso de ocitocina no período expulsivo do parto pélvico
e) Até a exteriorização da nádega, o obstetra não deve intervir.
103. Paciente G1P0A0; IG: 38 semanas e 5 dias, refere dor em BV, cefaleia e escotomas há 3hrs. Ao exame clínico: BEG, lúcida,
eupneica, PA: 180x110; dinâmica uterina ausente; MV presentes; BCF 148 em QID. TV: dilatação cervical de 5 cm, bolsa
íntegra, edema de 3+/4+. Qual a melhor conduta?
a) Hidralazina e cesárea imediata
b) Diurético e cesárea imediata
c) Sulfato de magnésio, hidralazina, indução do parto após estabilização do quadro
d) Hidralazina e indução do parto
e) Sulfato de magnésio, indução do parto após estabilização do quadro
104. Primigesta, IG 33 semanas e 2 dias, refere perda de líquido claro em grande quantidade há 12h. Relata ainda dor em baixo
ventre há 2h e feto com boa movimentação fetal. Ao exame físico: BEG, eupneica, Tax 36,5°C, PA 110x70 mmHg, FU 31 cm,
DU (+), MF (+), BCF 142 bpm em QID. TV: colo médio, pérvio para 4 cm, BR, LA claro, ap. cefálica. Qual a melhor conduta
a ser tomada?
a) Indicar parto cesárea por ter mais de 6h de bolsa rota.
b) Iniciar antibiótico, aguardar evolução de parto normal espontâneo.
c) Iniciar tocólise e antibiótico.
d) Iniciar corticoide, tocólise e antibiótico.
e) Iniciar corticoide, avaliar bem-estar fetal e via de parto.
Professora Ivi
105. Uma menina de 16 anos ainda não apresentou menarca. O exame mostra ausência de desenvolvimento mamário e órgãos
pélvicos femininos pequenos, apesar de normais. Qual dos seguintes testes para diagnóstico é o mais útil na determinação da
etiologia da amenorreia?
a) Nível sérico do FSH
b) Estradiol sérico
c) Testosterona sérica
17
d) RNM da cabeça
e) Biópsia de ovário
106. Uma paciente de 28 anos queixa-se de amenorreia depois de uma curetagem para tratamento de sangramento pós-parto. Qual o
diagnóstico mais provável?
a) Digenesia gonadal
b) Síndrome de Sheehan
c) Síndrome de Kallmann
d) Síndrome de Meyer-Rokitansky-Küster-Hauser
e) Síndrome de Asherman
107. Uma mulher de 18 anos vai à consulta referindo ciclos menstruais irregulares desde a menarca e apresenta hirsutismo leve. Seus
níveis séricos de TSH, prolactina, sulfato de hidroepiandrosterona (DHEAS) estão normais, com nível de testosterona sérico
ligeiramente elevado de 80ng/dl. Qual dos seguintes itens é a melhor próxima etapa para essa paciente?
a) Tratamento anovulatório oral
b) Biópsia de endométrio
c) Teste de estímulo do hormônio liberador da gonadotrofina (GnRh)
d) Citrato de clomifeno
e) Bromocriptina
108. Uma mulher de 19 anos e seu namorado querem utilizar como método contraceptivo do tipo barreira. Esse casal deve ser
orientado a utilizar preservativos masculinos:
a) Quando se suspeita da possibilidade de uma DST
b) Para cada coito
c) Quando um preservativo feminino não está disponível
d) Sem cremes espermicidas, que podem enfraquecer os preservativos
e) Juntamente com um preservativo feminino
109. A redução do conteúdo de estrogênio dos anticoncepcionais orais combinados resulta na diminuição das taxas de:
a) Gravidez
b) Sangramento de escape
c) Complicações tromboembólicas
d) Resistência à insulina
e) Sintomas pré-menstruais
110. (Incompleta) S.F., 21 anos, chega ao PS da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes queixando-se de dor em baixo ventre e
disúria há 1 semana. G1P0A0. IG (DUM) 18 sem. IG (USG 8 sem) 17 sem 3d. Ao exame físico: BEG, afebril, hidratada, AU
18 cm, BCF 160 bpm, DU ausente. Diante do quadro em questão, pode-se afirmar que:
a) Deve-se solicitar hemograma, sumário de urina e urocultura, além de internação da paciente. Iniciar antibioticoterapia
endovenosa imediatamente após coleta dos exames, por se tratar de um caso de infecção do trato urinário em gestante.
b) Deve-se solicitar sumário de urina e urocultura, com prescrição de antibioticoterapia empírica e ambulatorial após coleta
dos exames, caso o sumário de urina sugira infecção do trato urinário.
c) Deve-se solicitar hemograma, sumário de urina e urocultura, além de internação da paciente. Prescrever sintomáticos e
aguardar resultado da urocultura para guiar a antibioticoterapia.
d) Diante do quadro típico de cistite não há necessidade de coleta de exames, deve-se prescrever antibioticoterapia endovenosa
imediatamente.
e) Deve-se solicitar hemograma, sumário de urina e urocultura, além de internação da paciente. Iniciar (...)
GABARITO
1 E 51 D 101 A 151
2 C 52 A 102 C 152
3 A 53 D 103 C 153
4 C 54 D 104 E 154
5 A 55 E 105 A 155
6 C 56 C 106 E 156
7 B 57 D 107 A 157
8 A 58 D 108 B 158
9 D 59 E 109 C 159
10 X (Não é A) 60 C 110 X 160
11 NULA 61 D 111 X 161
12 C 62 A 112 162
13 C 63 B 113 163
14 C 64 NULA 114 164
15 E 65 D 115 165
16 B 66 A 116 166
17 D 67 C 117 167
18 A 68 A 118 168
19 D 69 D 119 169
20 B 70 B 120 170
21 C 71 C 121 171
22 E 72 E 122 172
23 B 73 B 123 173
24 D 74 D 124 174
25 C 75 C 125 175
26 A 76 D 126 176
27 B 77 E 127 177
28 B 78 D 128 178
29 D 79 C 129 179
30 B 80 C 130 180
31 E 81 C 131 181
32 D 82 A 132 182
33 D 83 B 133 183
34 B 84 A 134 184
35 C 85 D 135 185
36 C 86 C 136 186
37 B 87 D 137 187
38 B 88 E 138 188
39 B 89 B 139 189
40 E 90 E 140 190
41 C 91 A 141 191
42 D 92 B 142 192
43 B 93 C 143 193
44 A 94 D 144 194
45 C 95 B 145 195
46 C 96 B 146 196
47 A 97 D 147 197
48 D 98 A 148 198
49 C 99 B 149 199
50 A 100 C 150 200
19
Baixo risco – 2019.1
2) Mulher de 63 anos, saudável e na menopausa há 10 anos, apresenta sangramento uterino há 15 dias. Mostra uma ultrassonografia
transvaginal realizadahá 9 dias que revelou espessamento endometrial. A paciente deverá:
3) JSS, 25 anos, G2P0A1, IG = 13 semanas e 6 dias pela USG precoce, procura maternidade com queixa de sangramento vaginal
intenso e dor em baixo ventre há 6hrs. Nega comorbidades. Ao exame físico: BEG, eupneica, mucosas hipocrômicas ++/4+,
PA = 100x60mmHg, BCF inaudível, toque vaginal: colo grosso, posterior, impérvio, sangramento ++/4+. Qual a melhor
conduta para esta paciente:
a) Encaminhar para centro obstétrico para curetagem
b) Dar alta e aguardar eliminação espontânea
c) Solicitar USG transvaginal e avaliar vitalidade fetal
d) Aguardar eliminação espontânea para curetagem uterina
4) Paciente secundigesta, parto normal há 4 anos, IG = 38 semanas e 6 dias, está no centro obstétrico em trabalho de parto. Ao
exame: fundo uterino de 37cm, 4 contrações uterinas de 40 segundos em 10 minutos, BCF = 148bpm em QID. Feto em
apresentação cefálica, em plano +1 de DeLee, colo pérvio para 8cm de dilatação. Cardiotocografia: categoria 1. Houve ruptura
espontânea das membranas: líquido meconial +/4+. Qual a melhor conduta?
a) Indicar cesárea imediatamente
b) Aguardar evolução do trabalho de parto e vigilância materno-fetal
c) Acelerar trabalho de parto com ocitocina
d) Usar fórceps de alívio imediatamente
5) Paciente, 32 anos, G3P2NA0, IG = 28 semanas e 2 dias, passado de trabalho de parto prematuro nas 2 gestações anteriores.
Refere dor em baixo ventre e lombalgia há 3 dias. Qual a conduta que NÃO deve ser realizada:
a) Solicitar EAS e urocultura com antibiograma e rastrear ITU
b) Avaliar dinâmica uterina, modificação cervical e rastrar TPP
c) Avaliar bem-estar fetal e uso de corticoide
d) Prescrever analgésicos e encaminhar ao pré-natal de baixo risco
20
8) CBS, 28 anos G4P3A1, apresentando sangramento aumentado no pós-parto imediato. Constituem fatores de risco para
hemorragia pós-parto, EXCETO:
a) Polidrâmnio, gestação múltipla, trabalho de parto prolongado
b) Síndrome de Sheehan, trombofilia, uso de drogas teratogênicas
c) Trabalho de parto prolongado, acretismo placentário, multiparidade
d) Inversão uterina, infecção intra-amniótica, doença de Von Willebrand
12) A propedêutica subsequente ao achado de lesão de alto grau na colpocitologia oncótica em paciente de 30 anos, segundo as
diretrizes para rastreamento de câncer de colo de útero:
a) Repetir a colpocitologia oncótica imediatamente
b) Repetir a colpocitologia oncótica após 3 meses
c) Realizar sempre colposcopia e biópsia dirigida
d) Realizar conização na presença de achados colposcópicos anormais maiores, JEC visível e ausência de invasão ou doença
glandular
13) Paciente de 51 anos de idade, cujo exame físico é inalterado, retorna para apresentar resultado mamográfico – categoria 3 –
BIRADS. A melhor conduta é:
a) Repetição anual da mamografia
b) Indicação de biópsia guiada por estereotaxia
c) Controle em 6, 12, 24 e 36 meses
d) Repetição semestral da mamografia por 2 anos
15) Secundigesta, primípara, 36 anos, 41 semanas e 3 dias, parto vaginal há 10 anos, sem comorbidades, procura pronto
atendimento e relata estar preocupada por ter “passado da data”. Solicita realização da cesárea. Exame físico: altura uterina
36cm, BCF 140bpm, dinâmica uterina ausente, toque demonstra colo médio, 30% de esvaecimento, dilatação de 2cm,
amolecido, posição medianizada, apresentação cefálica, -3 de DeLee, bolsa íntegra, amnioscopia líquido claro com grumos.
Cardiotocografia categoria I. ILA normal. Qual a conduta?
21
a) Internação e preparo do colo com Misoprostol na dose de 25mcg via vaginal a cada 6hrs e posterior indução com ocitocina
b) Internação e indução com ocitocina com dose inicial de 6ml/hr em BIC e ajuste conforme necessário
c) Impossibilidade de aguardar o trabalho de parto espontâneo, internação e resolução por cesárea
d) Descolamento das membranas após concordância da paciente, orientação e reavaliação em 1 semana
16) Adolescente de 16 anos, com vida sexual ativa, ciclos irregulares, procura UBS, pois acha que está grávida. Realizou teste
urinário, adquirido na farmácia, com resultado positivo e informa a última menstruação há 5 semanas. O médico solicita US
pélvica via transvaginal. A adolescente retorna em 3 dias trazendo o resultado da US que revelou a presença de saco gestacional
com embrião, porém não foi observado batimentos cardíacos. Nesse caso a conduta deve ser:
a) Esvaziar o útero imediatamente, pois trata-se de óbito embrionário
b) Repetir o exame da US após 2 semanas
c) Realizar curetagem uterina, se o aborto não ocorrer em 2 semanas
d) Repouso e tratamento com progestogênio
17) Paciente queixa-se de dor em região abdominal inferior e febre. Apresenta ao exame ginecológico secreção purulenta
endocervical, dor à mobilização do colo do útero e à palpação dos anexos, ausência de irritação peritoneal. Qual a melhor
conduta para o quadro descrito?
a) Solicitar cultura da secreção e retorno em 7 dias
b) Internar a paciente e iniciar Clindamicina e Gentamicina EV
c) Iniciar tratamento ambulatorial com Ceftriaxone, Doxiciclina e Metronidazol
18) Não tem o enunciado completo. De acordo com a figura, a alternativa que corresponde as letras X, Y, Z, respectivamente é:
a) FSH, LH, aromatase
b) LH, FSH, aromatase
c) FSH, LH, 21-hidroxilase
d) LH, FSH, 5-alfa redutase
e) FSH, LH, 5-alfa redutase
1–D 10 – B
2- B 11- D
3-C 12- D
4–B 13 – C
5- D 14 – B
6- A 15 – A
7–D 16 - B
8- B 17 - C
9-D 18- B
22
2) Não faz parte do perfil biofísico fetal:
a) Cardiotocografia basal
b) Tônus fetal
c) Movimento respiratório fetal
d) Textura placentária (Grannum)
e) Volume do líquido amniótico
3) Gestante no curso da 14ª semana pela DUM procura maternidade com queixa de dores no baixo ventre e sangramento através
da vagina, há 8 horas. Ao exame, útero aumentado de volume compatível com gravidez de 14 semanas, colo uterino dilatado e
com saída de grande quantidade de sangue e coágulos. TA = 90x60mmHg e mucosas descoradas. Qual é o diagnóstico mais
provável?
a) Abortamento retido
b) Abortamento inevitável
c) Abortamento incompleto
d) Ameaça de abortamento
e) Abortamento completo
a) I, II
b) I, II, III
c) II, III
d) II, IV
9) Os benefícios da amamentação são amplamente discutidos e o incentivo ao aleitamento materno é responsabilidade de toda
equipe de saúde na atenção à saúde da criança. Em poucas situações a amamentação é absolutamente ou parcialmente
contraindicada. Assinale a alternativa que NÃO representa uma contraindicação para amamentação:
a) Mães infectadas pelo HIV
b) Mães portadoras de hanseníase
c) Mães infectadas pelo HTLV1 e HTLV 2
d) Mães com doença de Chagas na fase aguda da doença
e) Criança portadora de galactosemia
10) CBS, 28 anos, G4P3A1, apresentando sangramento aumentado no pós-parto imediato. Constituem fatores de risco para
hemorragia pós-parto, EXCETO:
a) Polidrâmnio, gestação múltipla, trabalho de parto prolongado
b) Síndrome de Sheehan, trombofilia, uso de drogas uterotônicas
c) Traballho de parto prolongado, acretismo placentário, multiparidade
d) Inversão uterina, infecção intra-amniótica, doença de Von Willebrand
11) Assimetria focal visibilizada na mamografia e que é palpável ao exame físico é considerado como Bi-rads categoria:
a) O
b) 2
c) 3
d) 4
e) 5
12) Assinale a alternativa correta que contém um fator de risco que permite a realização do pré-natal pela equipe da atenção básica:
a) Hanseníase
b) Gemelaridade
c) Asma
d) HAS crônica
e) Intervalo interpartal maior que 5 anos
14) As pacientes com SOP devem ser informadas que esta é uma enfermidade crônica com tratamento e seguimento por longo
prazo. São metas para o tratamento, EXCETO:
a) Reduzir os sintomas de hiperandrogenismo
b) Regularizar o ciclo menstrual
c) Reduzir as anormalidades metabólicas, o risco de DM2 e de doença cardiovascular
d) Prevenir câncer de colo uterino, ovários e endométrio
e) Oferecer contracepção para as que não desejam engravidar e indução da ovulação nas que pretendem engravidar
24
15) Joana, 18 anos, está recebendo alta da maternidade após 48hrs do parto normal. Dentre as orientações sobre contracepção
durante o período de aleitamento materno exclusivo, assinale a alternativa que apresenta os métodos indicados
CORRETAMENTE:
a) DIU de cobre, contraceptivo oral combinado (estrógeno e progesterona), preservativo masculino
b) DIU de cobre, preservativo masculino, progestágeno isolado
c) DIU de cobre, progestágeno contínuo, contraceptivo injetável combinado mensal
d) Sistema intrauterino com levonogestrel, progestágeno injetável trimestral, contraceptivo oral combinado
e) Na verdade nenhum método contraceptivo é necessário durante o aleitamento materno exclusivo devido ao bloqueio efetivo
do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal causado pela ocitocina
17) Paciente com 27 anos chega a UBS com resultado citológico de LOSIL (lesão epitelial de baixo grau) ao exame citológico.
Sendo o 1º exame realizado por ela. Qual a conduta segundo o Ministério da Saúde?
a) Repetir citologia com 6 meses
b) Encaminhar para colposcopia
c) Repetir citologia com 1 ano
d) Fazer biópsia de colo uterino
20) Paciente com 45 anos chega a UBS com quadro de metrorragia. Qual a melhor conduta a ser tomada?
a) Exame especular não deve ser realizado
b) Deve ser investigada a possibilidade de ser síndrome climatérica
c) US não pode ser realizada
d) Miomatose uterina não faz parte do diagnóstico diferencial
25
e) É o período de expulsão da placenta até a episiorrafia
24) O diagnóstico do trabalho de parto se firma diante de contrações regulares e da modificação cervical progressiva. O início
desse trabalho é considerado quando:
a) A dilatação atinge 2cm; 2 contrações em 10 minutos, com intensidade de 20-40mmHg
b) A dilatação atinge 2cm; 2 contrações em 10min; com intensidade de 20-40mmHg
c) A dilatação atinge 3cm; 2 contrações em 10 min, com intensidade de 30-80mmHg
d) A dilatação atinge 3cm, 3 contrações em 10min, com intensidade de 30-80mmHg
e) A dilatação atinge 3cm, 2 contrações em 10min, com intensidade de 20-40mmHg
1- E 16- C
2- D 17- A
3- B 18- D
4- D 19- D
5- D 20- B
6- B 21- E
7- D 22- C
8- C 23- E
9- B 24- A
10- B 25- C
11- D 26- A
12- E 27- C
13- C 28- D
14- D 29- D
15- B 30- C
26
e) 1ª consulta no curso da 10ª semana com glicemia de jejum de 130mg/dl e hemoglobina glicada de 7,5% corresponde a
diabetes gestacional
2) Paciente tercigesta (2 partos normais e com cesárea anterior há 2 anos), com IG de 41 semanas e 3 dias. Após testes de vitalidade
fetal sem anormalidades e ILA de 1,0, sem história de perda líquida, a conduta a ser seguida seria?
a) Indução com Misoprostol, iniciando com metade da dose devido cesárea anterior
b) Indução com Misoprostol na dose habitual, pois cicatriz já teria 2 anos
c) Indução com sonda de Foley (Krause) devido a cicatriz uterina anterior
d) Cesárea sem tentativa de indução
e) Indução com ocitocina se colo uterino com índice de Bishop maior que 6
3) Primigesta com 38 semanas de gestação recebe resultado de VDRL positivo 1/6. Refere tratamento anterior no curso da 28ª
semana, devido teste treponêmico positivo e VDRL de ¼ com 3 doses de penicilina benzatina [Link] UI e tratamento do
parceiro, pois anteriormente o VDRL encontrava-se negativo. A conduta em relação ao tratamento seria:
a) Repetir o tratamento, pois deve se tratar de reinfecção e será considerada tratada se o parto ocorrer após a 40ª semana
b) Complementar o tratamento com mais 1 dose de penicilina benzatina
c) Não repetir o tratamento, pois trata-se de uma cicatriz sorológica
d) Repetir o tratamento com ceftriaxona, já que não houve resposta satisfatória
e) Repetir o tratamento pois deve se tratar de reinfecção e o neonato deverá ser tratado já que o tratamento será considerado
incompleto mesmo tendo sido administrado 3 doses de 2.400.000 de penicilina benzatina
4) MNDL, 28 anos, hipertensa crônica em uso de metildopa 500mg de 6/6hrs, no curso da 33ª semana de gestação, corrigida por
US realizada na 14ª semana, dá entrada na emergência com queixa de perda de líquido claro pela vagina e diminuição dos
movimentos fetais há mais ou menos 12hrs. Após investigação inicial, os exames de vitalidade fetal demonstraram: US com
feto com biometria compatível com a IG corrigida do exame precoce, com ILA de 5,1, dopplevelocimetria das artérias uterinas
com aumento bilateral da resistência a fluxo, doppler de artéria cerebral média e artéria umbilical dentro dos padrões de
normalidade. Cardiotocografia tranquilizadora. Leucograma com leucocitose de 23.000 e PCR de 185. Ao exame físico,
observou-se 98bpm, PA 140/90, temperatura axilar de 37,8ºC e dor à palpação abdominal. A melhor conduta seria?
a) Interrupção da gestação por cesárea
b) Cardiotocografia e monitorização do volume de líquido amniótico até a 34ª semanas, já que o ILA é satisfatório
c) Interrupção da gestação já que se trata de paciente hipertensa descompensada
d) Dopplerfluxometria com acompanhamento da artéria umbilical até 34 semanas e interrupção da gestação
e) Interrupção da gestação com antibiótico de amplo espectro
5) SFAA, 18 anos, dá entrada no PS com queixa de epigastralgia, cefaleia holocraniana, obnubilação. Primigesta, IG 34 5/7 pelo
USG de 11 semanas, AU 33, BCF 140, PA 180x120, hiperreflexia patelar. Ao laboratório: TGO 63, TGP 74, ureia 51, creatinina
1,3, LDH 612, Hb/Ht 12/30, plt 112.000. Hipótese diagnóstica e conduta:
a) SHG, estabilização, alta, acompanhamento ambulatorial e parto espontâneo no termo
b) SHG, estabilização, alta, acompanhamento ambulatorial e parto espontâneo com 37 semanas
c) Pré-eclâmpsia leve, controle ambulatorial e parto com 37 semanas
d) Pré-eclâmpsia leve, estabilização, sulfatação e interrupção da gestação
e) HAC, estabilização, acompanhamento ambulatorial e parto espontâneo no termo
6) FCJCN, 31 anos, GIIPIn, 22s, DUM confiável, IG ratificada pelo USG de 1º trimestre, O negativo, parceiro O positivo, primeiro
filho O positivo recebeu imunoglobulina anti-rh no puerpério imediato. Conduta nessa gestação:
a) Certamente o feto da gestação atual não é Rh positivo dispensando cuidados complementaes
b) Certamente o feto dessa gestação é Rh positivo, devendo fazer Coombs indireto em consultas alternadas e se negativo,
receber imunoglobulina com 28 semanas, caso o Coombs mantenha-se negativado
c) O feto dessa gestação pode ou não ser Rh positivo e deve-se fazer Coombs indireto em consultas alternadas e o mesmo
mantendo-se negativo, ministrar imunoglobulina anti-Rh com 28 semanas e ao nascer
d) O feto dessa gestação pode ou não ser Rh positivo e deve-se fazer Coombs indireto em consultas alternadas e o mesmo
mantendo-se negativo, ministrar imunoglobulina anti-Rh com 28 semanas e ao nascer, desde que o mesmo seja Rh positivo
e) Em função de ter sido ministrada imunoglobulina anti-Rh na gestação prévia, não há risco de isoimunização na gestação
atual, independentemente do Rh do feto
27
7) VSM, 43 anos, G10P2nA2, não sabe DUM, dá entrada no PS com dor importante em baixo ventre, AU 33, sangramento
vermelho escuro, vultoso, PA 150x90, colo M/F, 7cm, +3 de DeLee, bolsa íntegra, BCF ausente. Hipótese diagnóstica e
conduta:
a) Trata-se de rotura uterina devendo-se realizar laparotomia exploradora de urgência
b) Quadro clínico compatível com DPP, devendo-se fazer amniotomia e tentar parto normal em tempo que se faz o pedido de
hemoderivados
c) Quadro clínico compatível com rotura vasa prévia, devendo-se aguardar a ultimação espontânea do parto por via baixa
d) Quadro clínico compatível com placenta prévia, devendo-se fazer cesariana de urgência
e) Óbito fetal pela hipertensão e sangramento de colo compatível com trabalho de parto
8) Primigesta, 12 semanas pela USG de 7 semanas, dá entrada no PS com queixa de dor lombar, disúria e febre. Ao exame físico:
Giordano positivo bilateral, queda do estado geral e leucocitose com desvio à esquerda no hemograma. Sumário de urina com
piúria maciça. Diagnóstico provável e tratamento:
a) Diverticulite aguda, laparotomia exploradora
b) Volvo intestina, laparotomia exploradora
c) Pielonefrite aguda, antibioticoterapia IV
d) Colangite, antibioticoterapia
e) Dengue
9) Gestante, 30 semanas, dá entrada no serviço de urgência com queixa de perda de líquido amniótico há 2 dias. Refere dores em
baixo ventre e calafrio. Ao exame especular observou-se saída de líquido amarelado com odor. Dinâmica uterina negativa,
porém com dor à mobilização uterina, Giordano negativo, BCF 158bpm, FC 110bpm, Temperatura 38ºC, AU: 27cm,
apresentação cefálica, PA 110x70, PCR 45, Leuco 17.000, SU com 2 piócitos e raras bactérias. Qual diagnóstico e conduta:
a) RPM. Internar, betametasona 12mg, repetir com 24h, Ampicilina por 48hrs e 1g de Azitromicina dose única, Amoxacilina
por 5 dias. Vigilância materno-fetal com hemograma, PCR, cardiotocografia e PBF. Resolução com 34-36 semanas
b) RPM. Solicitar US, PBF, cardiotocografia e se normal, acompanhamento ambulatorial a cada 3 dias
c) RPM-corioamnionite. Betametasona 12mg, repetir com 24h. Ampicilina 2g de ataque e 1g de 4/4 por 7 dias. Vigilância
materno-fetal com PBF, cardiotocografia, hemograma e PCR
d) RPM-corioamnionite. Clindamicina e Gentamicina, indução do parto
e) RPM-corioamnionite. Clindamicina e Gentamicina e resolução imediata da gestação por cesárea
11) Primigesta, 28 semanas de gestação, com queixa de cólicas e perda de tampão mucoso. Ao exame: AU 27cm, DU de 3
contrações em 10min, colo apagado em torno de 60%, bolsa íntegra, 3cm de dilatação, BCF 133bpm, PA 110x70, FC 80bpm.
Nega patologias prévias. Qual o diagnóstico e conduta:
a) Ameaça de trabalho de parto prematuro. Tocólise, corticoide, antibiótico profilático e internar
b) Trabalho de parto prematuro. Progesterona, repouso, corticoide para maturidade pulmonar fetal e acompanhamento
ambulatorial
c) Trabalho de parto prematuro. Penicilina cristalina ou Ampicilina, nifedipina, betametasona ou dexametasona, sulfato de
magnésio, internar
d) Trabalho de parto prematuro. Buscopam, nifedipina para casa e repouso absoluto
e) Ameaça de trabalho de parto prematuro. Repouso, antiespasmódico, investigar infecção, corticoide
13) Com relação ao rastreamento de câncer de colo uterino podemos afirmar, segundo o Ministério da Saúde:
a) Deve ser iniciado assim que a mulher iniciar sua vida sexual
b) Deve ser iniciado a partir dos 25 anos
c) A colposcopia é obrigatória
d) Deve permanecer até 70 anos completos
e) Fazer sempre a cada 6 meses
15) Paciente chega ao ambulatório com queixa de prurido vulvar, disúria e corrimento bolhoso. No exame clínico visualiza-se colo
edemaciado, com vagina de aspecto tigroide ao Schiller. Qual a etiologia e tratamento?
a) Candidíase. Fluconazol
b) Tricomoníase. Metronidazol
c) Clamídia. Azitromicina
d) Vaginite bacteriana. Metronidazol
16) Paciente chega ao ambulatório com sangramento vaginal, refere atraso menstrual há 2 meses. Qual a melhor conduta?
a) Realizar imediatamente USG
b) Solicitar imediatamente o B-HCG
c) Solicitar exames laboratoriais, pois é de causa hormonal
d) Fazer exame especular e toque vaginal
17) De acordo com o último consenso mundial de diabetes gestacional de 2017, qual é o objetivo da glicemia capilar 1 hora após
as refeições?
a) 90
b) 100
c) 120
d) 140
e) 153
18) Sobre prematuridade, é correto afirmar que o benefício do corticoide se estabelece a partir de quantas semanas de gestação?
a) 24
b) 26
c) 28
d) 30
e) 34
19) JMS, 15 anos, previamente hígida, assintomática, está gestante com 30 semanas de gravidez, apresentou aumento da pressão
arterial. PA: 150x90mmHg e proteinúria na urina de 24hrs de 150mg. Sobre o diagnóstico e prognóstico:
a) Pré-eclâmpsia leve, bom prognóstico
b) Pré-eclâmpsia leve, péssimo prognóstico
c) Hipertensão gestacional, prognóstico incerto
d) Hipertensão crônica, bom prognóstico
e) Hipertensão gestacional, a maioria terá prognóstico reservado
1- A 11- C
2- D 12- B
3- E 13- B
4- E 14- A
5- D 15- B
6- D 16- D
7- B 17- D
8- C 18- A
10- C 20- C
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