INSTITUTO POLITÉCNICO SUMAYYA
TEMA: Falar da comunicação no âmbito geral, a nível das organizações e sua
importância.
CURSO: Gestão de Recursos Humanos
ANO: 2022
NIVEL: CV4
MÓDULO: I.C.E.G.R.H
Formandos:
Jamssen Simone Cuinhane
Merlinda André Matavele
Rassula Ussumane
Sadjia Idrisse
Violeta Da Gilda João Macie
Formador: _Dr. Albertina Malanga
Matola, Agosto de 2022
Índice
Resumo..........................................................................................................................3
Introdução..........................................................................................................................4
Enquadramento teórico......................................................................................................5
1. Comunicação..............................................................................................................6
1.1. Comunicação organizacional..................................................................................6
2. Dimensões da comunicação organizacional...............................................................7
2.1. Comunicação interna e externa..............................................................................7
3. Processo de comunicação...........................................................................................8
4. Importância da comunicação....................................................................................11
5. Papel da comunicação no sector pública..................................................................12
6. Conclusão.................................................................................................................14
7. Bibliografia..............................................................................................................15
Resumo
O RH e a comunicação precisam estar sempre bem alinhados para fluir de forma
correta. A comunicação é a ferramenta ligada aos colaboradores assim como o RH.
Muitas pessoas pensam que a comunicação interna e da responsabilidade apenas do
sector de comunicação de uma empresa. No entanto, em muitos casos o Departamento
de RH é responsável pela transmissão de determinadas mensagens aos colaboradores e,
dessa forma, também acaba se tornando pate do processo de comunicação interna.
A comunicação organizacional é onde obtemos as informações de uma empresa com
seus funcionários e seus públicos, com a comunicação conseguimos utilizar as
estratégias de comunicação com objectivo de melhorar a imagem da empresa e os
resultados obtidos.
É preciso que haja agilidade precisão, interacção, engajamento e transparência. E é
preciso que existam essas características para todos os envolvidos. Desde o emissor da
mensagem até ao seu receptor final.
Com uma empresa que possua comunicação alinhada o funcionário passa a ser mais
engajado com os objectivos. Isso também aumenta a sua sensação de pertencimento
identificação com a empresa.
Para alcançar esse nível de engajamento, é preciso investir em uma comunicação
constante, aberta e sincera. Tratar cada colaborador de forma individualizada e como
peca importante da instituição. Assim, entenderão a sua importância para companhia.
Introdução
Ao longo dos anos, muitas têm sido as mudanças no que se refere à comunicação, nas
formas que esta assume, nas estratégias que são utilizadas, na importância que esta tem
nas relações, quer pessoais, quer profissionais. Nos dias de hoje, fruto de uma
sociedade que desenvolve e quebra barreiras de comunicação a um ritmo fulminante,
estas mudanças tiveram e têm um impacto crescente na dimensão da sua importância.
Com efeito, hoje os colaboradores, de qualquer organização, são agentes activos na
construção e circulação da comunicação e não meros intermediários para a
concretização dos objectivos organizacionais, tal como foram percepcionados em
tempos mais recuados.
O estudo da comunicação organizacional advém do facto de esta ser uma componente
fundamental em qualquer organização, capaz de conduzir a comportamentos de maior
ou menor adequação aos objectivos individuais, grupais e organizacionais. Cada vez
mais, novas concepções têm vindo a ser despoletadas na estrutura e nas actividades,
uma vez que envolvem maiores preocupações, tais como conciliar, tanto os interesses
da organização, como os interesses dos que nela trabalham. Esta relação da organização
com o colaborador oferece incentivos e recompensas (que geram motivações intrínsecas
e extrínsecas) em troca de empenho e dedicação por parte destes. Nos tempos atuais, a
visão sobre os colaboradores alterou-se e estes são considerados como a principal fonte
do sucesso organizacional, um capital humano, que simboliza a importância das
pessoas para a eficiência e eficácia organizacional. De acordo, com Bordenave (1995,
p. 16): "A participação é o caminho natural para o homem exprimir sua tendência inata
de realizar, fazer coisas, afirmar-se a si mesmo e dominar a natureza e o mundo. Além
disso, sua prática envolve a satisfação de outras necessidades não menos básicas, tais
como a interacção com os demais homens, auto-expressão, o desenvolvimento do
pensamento reflexivo, o prazer de criar e recriar coisas, e, ainda, a valorização de si
mesmo pelos outros".
Enquadramento teórico
Segundo Eduardo Simões (2008), a comunicação é nos dias de hoje assumida como
factor que facilita dinâmicas de trabalho e, por conseguinte, o desempenho de cada
colaborador ou da equipa. “Na maior parte das actividades humanas em que a
interdependência é regra (…). A responsabilização perante outrem constitui uma
característica permanente da actividade organizacional, em geral, e da tomada de
decisão em particular, compelindo os indivíduos a agirem de acordo com as normas e
expectativas prevalentes e a anteciparem justificações para comportamentos desviantes”
(Eduardo Simões, 2008, p.185).
No passado, os teóricos clássicos davam pouca ou nenhuma atenção aos aspectos
humanos da organização, porém, “reconhecem a necessidade de liderança, iniciativa,
benevolência, equidade [...], a organização era inicialmente compreendida como um
problema técnico” (Morgan, 1996, p.3). Actualmente a literatura evidencia, a
necessidade que os gestores estejam atentos às pessoas e às necessidades de mudança
organizacional para responder às exigências do mercado de trabalho, uma vez que
como os paradigmas são cada vez mais desenvolvidos, surge também o acréscimo da
importância dada à comunicação como elemento estratégico da gestão.
Como já referido, cada vez mais o “capital humano” é valorizado, não basta apenas
que sejam seleccionados para as empresas os colaboradores mais eficientes e eficazes,
é necessário que o fluxo de informação seja de qualidade, isto é, que a comunicação
seja adequada, para que o factor humano seleccionado possa ser determinante na
potencialização da capacidade de resposta das organizações. “Assim, o foco da
responsabilização não é nem no indivíduo nem nas estruturas sociais mas antes na
relação do indivíduo com as estruturas sociais” Tetlock (1999, p.118).
Cada individuo deve ter em consideração que o seu próprio comportamento (verbal ou
não verbal) influencia as relações com os outros, assim como, a satisfação no trabalho
e incentivo para o cumprimento dos objectivos organizacionais. “Se existirem boas
relações interpessoais dentro de uma empresa estas determinam uma melhor saúde e
bem-estar do individuo e aumentam a sua capacidade de envolvimento no trabalho”
(Vaz Serra, 1999, p. 495). Ou seja, uma má comunicação entre indivíduos de uma
mesma empresa é desgastante e diminui o grau de satisfação com o emprego, a
motivação para o trabalho e a própria execução.
De acordo com, Chiavenato (2004), ao existir uma boa comunicação organizacional
entre colaboradores, facilmente é construído um espírito de interajuda, que facilita a
realização dos trabalhos e o ultrapassar das dificuldades e obstáculos. Estas relações
estão na base da constituição de grupos, com um conjunto de capacidades e
competências diversificadas, que dificilmente se encontram num só individuo. Uma
boa comunicação organizacional, contribui, ainda, para que o colaborador aceite com
maior facilidade, uma regra, ao invés daquelas que lhe são impostas sem a sua
participação, sentindo-se mais motivado para solucionar problemas, uma vez que ao
fazer parte do grupo que tomou a decisão, sente-se como se tivesse também feito parte
desta (Almeida,L,p.99,2013). Chiavenato (2004, p.322), reforça esta ideia quando
refere que, “nenhuma organização pode funcionar sem um certo nível de
comprometimento e de esforço por parte dos membros”.
1. Comunicação
Comunicação é o acto de emitir e receber uma mensagem através de um código
compreensível. É a transmissão da impressão que indica a emissão da mensagem. A
comunicação significa tornar comum compartilhar, trocar de opiniões associar,
conferenciar. O actor de comunicar implica em troca mensagens e por sua vez envolve
a emissão e recebimento de informações.
1.1. Comunicação organizacional
É a transmissão de uma mensagem entre uma fonte e um destinatário, distintos no
tempo e/ou espaço, utilizando um código comum. A comunicação funciona, assim,
como um aparelho circulatório que facilita a resolução de diversos problemas
organizacionais, que pode levar ao aproveitamento de muitas oportunidades. Neste
sentido, a comunicação apresenta varias abordagens e perspectivas cuja importância é
determinante face a cenários globalizados e cuja relevância para as organizações tem
sido um assunto cada vez mais estudado e destacado.
A comunicação possui quatro funções básicas no seio de uma organização ou de um
grupo:
Controlo: a comunicação atua no controlo do comportamento das pessoas das
mais diversas formas, determina quem comunica em primeiro lugar uma
informação ou acontecimento;
Motivação: a comunicação facilita a motivação na medida em que esclarece os
colaboradores sobre o que deve ser feito, avalia a qualidade do seu desempenho
e orienta sobre o que fazer para melhorar;
Expressão emocional: é através da comunicação que os colaboradores
expressam os seus sentimentos de satisfação e ou frustrações;
Informação: a comunicação facilita a tomada de decisões, já que proporciona à
pessoa ou ao grupo as informações que eles necessitam.
2. Dimensões da comunicação organizacional
2.1. Comunicação interna e externa
A comunicação organizacional, apresenta diferentes modalidades que permeiam as suas
actividades: a comunicação institucional, a comunicação mercadológica a comunicação
interna e a comunicação administrativa. Sob essa perspectiva pressupõe uma junção
"estas comunicações formam uma mix, o composto da comunicação organizacional”
Neste âmbito, surge a necessidade da comunicação ser pensada de forma integrada e
como uma ferramenta estratégica pelas organizações. O conceito de comunicação
integrada como facilitadora do alcance dos objectivos da organização, apesar das
diferenças dos públicos-alvo, respeitando as diferenças individuais e colectivas e
contribuindo para uma gestão participativa e mudanças necessárias a todos. Ou seja, a
maneira de ser de uma organização, pode ser interpretada pelas diversas formas de
comunicar. Considerando essa perspectiva que a dimensão humana valoriza a
comunicação interpessoal e tem como objectivos a relação e o entendimento entre as
pessoas, internas ou externas à organização. De modo mais sintético, poderíamos
subdividir a comunicação organizacional em dois subdomínios:
Comunicação externa (dirigida aos públicos externos da organização);
Comunicação interna (dirigida aos seus públicos internos).
Na primeira, estariam englobadas as institucionais e mercadológica e na segunda
estariam as que designa por interna e administrativa.
Relembrando que as organizações são formadas por seres humanos, em vários
contextos (social, cultural, político, económico) estas visam atingir os seus objectivos,
através de processos de relação entre os indivíduos. Neste ponto, importa valorizar
abordagens interactivas da comunicação e não apenas como veículo de transmissão de
informações.
A organização tem que saber motivar e envolver o público interno, para obter sucesso
ao nível do seu público externo. Os públicos internos são um meio de divulgação
externa da imagem da organização, podendo atingir essa utilidade pela negativa se não
forem envolvidos”. A congruência entre a comunicação interna e externa é fundamental
para que adquira uma comunicação eficaz, ou seja, os colaboradores devem estar
informados sobre os factores que acontecem no meio externo e interno e esta deverá ser
vista como uma estratégia de investimento e não como um acréscimo de custos.
A comunicação interna é importante para o bom desempenho organizacional e na
consolidação do sucesso de uma empresa. Num mercado totalmente competitivo e
permeado por transformações constantes, são cada vez mais as organizações que
necessitam de identificar factores onde sejam eficientes. Uma comunicação interna
eficaz reduz o esforço dispensado em conflitos que são muitas vezes derivados da falta
de informação, aumenta consigo a produtividade através da capacitação proporcionando
uma satisfação contínua, que melhora a relação entre os indivíduos e as organizações
para construir relacionamentos duradouro poupando-se tempo e dinheiro.
Convém, igualmente, diferenciar as dimensões instrumental e estratégica da
comunicação enquanto a primeira remete para os instrumentos e ferramentas a serem
utilizados no processo de informação e comunicação (instrumental). A segunda
considera a comunicação como factor essencial e tácito para agregar valor às
organizações (estratégica). É através dela que a “empresa consegue se posicionar
frente ao mercado e planear as acções adequadas para poder atingir os seus públicos
estratégicos.
3. Processo de comunicação
Sempre que comunicamos com alguém, temos um objectivo para cumprir, nesse
mesmo objectivo são utlizados vários códigos, nós comunicamos para atender a
algumas necessidades básicas, são elas: físicas, identitárias, sociais e ainda, alguns
objectivos práticos que podem ser alcançados através da comunicação, estes códigos
utilizados são representados pelos nossos pensamentos, desejos e sentimentos
independente dos meios utlizados para comunicação, essa transmissão de mensagem
pressupõem necessariamente a interacção de diversos factores. A comunicação
empresarial evoluiu de seu estágio embrionário, em que se definia como mero
acessório, para assumir, agora, uma função relevante na política negocial das empresas.
Deixa, portanto, de ser actividade que se descarta, ou seja, relegada a segundo plano,
em momentos de crise e de carência de recursos, para se afirmar como ferramenta
estratégica, de que uma empresa ou entidade lança mão para idealizar clientes,
sensibilizar multiplicadores de opinião ou interagir com a comunidade.
Neste processo o emissor é aquele que transmite a mensagem, essa mensagem para ser
detonadora de significado deverá ser perceptível pelo receptor, este deve estar
sintonizado com o emissor para compreender a mensagem, que corresponde ao
conteúdo da comunicação, esta é feita através de um canal que serve de suporte e
veículo a uma mensagem.
Existem diversos suportes, entres ele, ar, telefone, cartaz, internet, televisão, entre
outros, ou seja, correspondem ao meio utilizado para a transmissão da mensagem, este
deve ser cuidadosamente escolhido para a eficiência e sucesso da comunicação. O
código corresponde a um conjunto de sinais estruturados que podem ser verbais ou não-
verbais. Trata-se da maneira pela qual a mensagem se organiza; por último o referente
que consiste no contexto no qual se encontram o emissor e o receptor da mensagem.
Em síntese, o processo comunicativo nas organizações envolve um conjunto de
elementos e seus efeitos recíprocos, à medida que a comunicação se desenvolve.
Em situação de comunicação, a nossa atenção é focalizada naquilo que é trocado: no
conteúdo, ou seja, a mensagem. Segundo a sua perspectiva, para o emissor, o objectivo
é que a informação atinja da melhor forma o destinatário, devendo ter o cuidado de
referenciar o essencial do conteúdo da informação e identificá-lo de forma clara e
lógica, formalizando-o da melhor maneira possível, de modo a que o conteúdo chegue
ao destinatário com a máxima eficácia.
A comunicação deve promover a proatividade, com efeito, se o destinatário é passivo,
ele recebe a mensagem, mas não a utiliza e a mensagem que não é utilizada será de
pouco valor para a empresa. Referem também os mesmos autores se é activo, o
destinatário recebe a mensagem e reage a ela. Por isso se diz que seu comportamento é
reactivo. Pessoas envolvidas num diálogo tanto emitem, como recebem mensagens.
Assim, o mesmo individuo pode desempenhar a função de emissor ou de receptor, da
mesma forma, que a função de receptor ou emissor pode não ser representada por uma
única pessoa, por vezes, pode ser por um grupo, por uma empresa ou por uma
comunidade.
Neste sentido, os canais utilizados são também diversos, os métodos de comunicação
no mundo empresarial podem ser agrupados em três rubricas, aos quais os gestores
devem decidir qual o método de informação a ser utilizado e conhecer as suas
vantagens e limitações para que não existam falhas de comunicação.
Dependendo do objectivo da comunicação usa-se um diferente meio, isto é, se for
pretendido fazer a comunicação de tarefas entre o superior e o subordinado sobre o que
necessita de ser feito, ou sobre mudanças existentes no ambiente ou local de trabalho,
pode-se utilizar as ordens directas ou sessões de formação para que seja assegurado um
desempenho benéfico, se for para comunicar o desempenho do subordinado e a
qualidade do seu trabalho, remete-se para a comunicação sobre a carreira, para que seja
possível discutir possíveis formações e uma avaliação justa Por fim, se for para a
integração do individuo na organização, através da partilha de informações sobre a
família ou interesses pessoais, aí já nos remete para a comunicação pessoal.
As falhas na comunicação podem colocar em causa a honestidade e abertura desejáveis
na interacção com os colaboradores. Ou seja, se a organização não promover
actualizações de informação regulares e constantes pode estar a contribuir para a
criação de uma atmosfera de incertezas e expansão de rumores, suscitáveis de activar
conflitos internos.
Neste sentido sobressai a necessidade de promover e coordenar essa comunicação para
que a organização possa funcionar de acordo com os objectivos visados, num processo
pelo qual as pessoas interagem e se revêm tanto pessoalmente como
organizacionalmente. Nesse sentido, é conveniente considerar que esta deve ser
adequada às necessidades de cada departamento ou sector e que estes poderão organizar
o seu sistema de informação interno de modo diferenciado, dependendo do número de
trabalhadores, níveis e organização do trabalho. Com efeito, a comunicação interna não
pode ser reduzida a um conjunto de canais, através dos quais circula a informação, esta
deve ser entendida como um sistema de interacções onde o emissor e o receptor se
influenciam reciprocamente e partilham significados simbólicos.
Uma comunicação interna eficaz é considerada como uma ferramenta essencial para o
sucesso organizacional, é através desta que são conhecidos os objectivos a atingir,
corrigidos os desvios e dada relevância aos interesses e integração dos membros.
4. Importância da comunicação
A comunicação é fundamental para o funcionamento da organização pois para o
desenvolvimento das suas actividades há a necessidade de troca de informações entre os
membros de uma mesma equipe ou ente membros de diferentes equipes.
Existe uma relação directa entre a comunicação e a produtividade. Os colaboradores
produzem melhores resultados e sentem maior satisfação quando entendem os
objectivos do seu trabalho, da sua equipe de trabalho e da organização. Na medida em
que a comunicação falta ou falha, surgem conflitos e desentendimento de toda ordem,
os resultados são afectados e a motivação diminui.
A comunicação também é importante porque:
Facilita a integração das equipes e o relacionamento com o publico externo;
Favorece a resolução cooperativa dos problemas de organização;
Cria um clima de compressão de problemas da organização;
Serve como meio ao preparo para as mudanças;
Contribui para a satisfação das necessidades de segurança, associação, e status;
Encoraja a formulação de ideias, apresentação de sugestões e opiniões;
Reduz as tensões emocionais, já que diminui desentendimentos.
A comunicação eficaz é considerada como forca motivadora do desempenho, afectando
positivamente as atitudes dos colaboradores para os seus chefes e para com a empresa.
Pesquisas indicam que a comunicação deficiente é, provavelmente a fonte mais citada
de conflito interpessoal. Como os indivíduos gastam perto de 70% de suas horas de
vigília comunicando-se escrevendo, lendo, falando, ouvindo parece razoável concluir
que a comunicação ineficaz seja umas forcas inibidoras do desempenho bem-sucedido.
Portanto, o profissional deve reconhecer que a comunicação é ferramenta essencial a
execução eficaz das tarefas, favorecendo o alcance das metas e os objectivos
organizacionais.
5. Papel da comunicação no sector pública
A comunicação, ao nível do sector público, constitui-se um instrumento indispensável
para a transmissão de informações entre os colaboradores internos. Além disso, ela é um
elemento norteador para a melhoria do relacionamento entre as pessoas na medida em
que a criação de um fluxo de comunicação contínuo no ambiente institucional tende a
tornar o clima local mais harmonioso. A comunicação desempenha várias funções, entre
as quais expor resultados, transmitir informações e explicar o projecto da instituição ou
novas orientações. A primeira função da comunicação é ouvir. Várias são as técnicas
existentes para trabalhar com o público interno, como por exemplo, reuniões, debates
alimentados por relatórios, etc. A comunicação tem, também, por objectivo se
preocupar em fazer com que os membros duma instituição sejam, na medida do
possível, os primeiros informados e tomem conhecimento do que está a ocorrer dentro
da instituição e não por fontes externas. Por meio da comunicação interna, torna-se
possível estabelecer canais que possibilitem o relacionamento ágil e transparente da
direcção da organização com o seu público interno e entre os próprios elementos que
integram, para conduzir o objectivo de um serviço público, precisa mobilizar sua
estrutura, a formação de pessoal, seu atendimento, o diálogo interno e assegurar a troca
de informação. Para que a troca de informação dentro duma instituição seja boa, é
necessário que a comunicação interna seja eficaz. Para que uma comunicação no sector
público seja classificada como sendo eficaz, ela deve contribuir para atribuir sentido à
vida organizacional, deve buscar o equilíbrio entre as necessidades da organização e de
seus principais públicos e, também, deve mobilizar todos os segmentos organizacionais
para uma cultura de diálogo, inovação e participação.
6. Conclusão
Este trabalho aborda essencialmente, sobre o processo da comunicação no contexto
geral e organizacional, está associado ao facto deste tema ter grande interesse pessoal e
ser cada vez mais valorizado, dado o seu impacto no modo de funcionamento das
organizações. Com efeito, “sem comunicação, não pode haver organização, gestão,
cooperação, motivação.
É essencial destacar que o trabalho de comunicação interna deve ser constante, e não
apenas realizado ou intensificado durante os processos de mudança acentuada. Apesar
de ter muitas formas de obter informações e conhecimentos, nem sempre os
empregados se comunicam. Existe grande diferença entre comunicação e informação.
Dentro de uma organização não é diferente. Muitas informações são produzidas e
causam impacto na vida dos funcionários, mas nem sempre geram mudanças de
atitudes, ou ainda, causam confusão porque não foram divulgadas da forma adequada.
Outras informações sequer chegam aos verdadeiros destinatários porque um gestor não
identificou a essência comunicativa de determinado fato, o valor da Comunicação
Interna numa organização.
Conclui-se então que toda organização está inserida num mercado altamente
competitivo. A Comunicação Interna tem uma função importante, no sentido de fazer
circular as novas informações, promover o debate e a interação entre os vários
segmentos da organização e, sobretudo, capacitar os funcionários para os novos
desafios. Por isso, o processo de comunicação interna precisa ser valorizado e os
canais que ele dispõe: jornais, boletins, intranet e murais. Disponibilizados de forma
eficaz e atrativa para que realmente cumpram sua missão de integrar todo o quadro
funcional de uma organização. Comunicar é mais que informar, é atrair, é envolver. E
neste processo, todos os empregados possuem seu valor e atuam de forma a tornar uma
organização bem informada ou não. Enfim, uma boa comunicação interna depende de
todos nós.
7. Bibliografia
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