Revista de Casos e Consultoria, V. 12, N.
1, e24338, 2021
ISSN 2237-7417 | CC BY 4.0
Efeitos da Ubiquinona (Coenzima Q10) em pacientes com câncer de mama: uma
revisão sistemática
Effects of Ubiquinone (Coenzyme Q10) in patients with breast cancer: a systematic
review
Efectos de la ubiquinona (coenzima Q10) en pacientes con cáncer de mama: una
revisión sistemática
Recebido: 11/03/2021 | Revisado: 18/03/2021 | Aceito: 10/04/2021 | Publicado: 13/04/2021
Camila Cristina da Silva Miranda
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1268-9354
Centro Universitário Unifacid, Brasil
E-mail:
[email protected] Silana Rosa Soares Brito
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5466-4302
Centro Universitário Uninovafapi, Brasil
E-mail:
[email protected] Helena Rayssa Sousa Lima
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6402-1551
Centro Universitário Unifacid, Brasil
E-mail:
[email protected] Josiel de Sousa Ferreira
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5927-0545
Centro Universitário Unifacid, Brasil
E-mail:
[email protected] Amanda Oliveira Brito
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0512-2678
Centro Universitário Unifacid, Brasil
E-mail:
[email protected] Ester Carvalho de Paiva
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9791-448X
Centro Universitário Unifacid, Brasil
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Bárbara de Alencar Nepomuceno
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9149-096X
Centro Universitário Uninovafapi, Brasil
E-mail: [email protected]
Karinne Barbosa Nogueira
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0896-5865
Centro Universitário Uninovafapi, Brasil
E-mail: [email protected]
Beatriz Bandeira Mota
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7904-510X
Centro Universitário Uninovafapi, Brasil
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Neusa Loíse Nunes Albuquerque
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1579-0976
Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Brasil
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Maria Nicolle Pereira da Silva
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3573-9369
Universidade federal de Alagoas (UFAL), Brasil
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Vanessa Silva Mesquita
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0101-7755
Centro Universitário Unifacid, Brasil
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Luísa Vitoria de Sá Carneiro Souza
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8425-4160
Centro Universitário Unifacid, Brasil
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Nathalia de Aguiar Pereira
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2258-875X
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Matheus Henrique Pereira Alves
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-9993-1571
Centro Universitário Unifacid, Brasil
E-mail: [email protected]
Isadora Gonçalves Lopes Barros
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3263-4801
Centro Universitário Unifacid, Brasil
E-mail: [email protected]
Ana Clara de Freitas Lima Guterre
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7693-4075
Centro Universitário Uninovafapi, Brasil
E-mail: [email protected]
Resumo
O estudo teve como objetivo identificar os efeitos da Ubiquinona ao ser utilizada por
paciente com câncer de mama, avaliando os seus mecanismos de ação e o prognóstico
do paciente ao fazer sua utilização. Foi realizado um levantamento de estudo publicados
entre os anos 2007 e 2020 nas bases de dados PubMed, MedLine e Biblioteca Virtual
em saúde, utilizando as seguintes palavras chaves “Ubiquinona” OR “Coenzima Q”
AND “Câncer de mama” AND “Benefícios”. Artigos incompletos, títulos duplicados e
os que não iam de encontro ao tema discutido não foram incluídos nessa revisão. Foram
selecionados 9 artigos por meio de uma seleção sistemática e minuciosa, eliminando
artigos por meio da exclusão com base nos descritores, no tipo de estudo, no recorte
temporal, na abordagem do tema, indisponibilidade de texto completo, revisões e
artigos repetidos. A maior quantidade de resultados foi encontrada na base de dados
Pubmed com 66,67% seguida pela BVS com 22,22% e MedLine com 11,11% que
focaram na sobrevida, nos impactos químicos no sangue e nas alterações dos níveis de
fatores angiogênicos e biomarcadores para tumores em pacientes que fizeram o uso da
enzima. A coenzima Q10 possui benefícios inquestionáveis em pessoas com câncer de
mama. É importante ressaltar que os artigos citavam outros antioxidantes
fundamentando a teoria benéfica do tratamento multidisciplinar. No entanto, é
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fundamental a elaboração de mais produções científicas sobre a Ubiquinona com a
finalidade de entender melhor seus efeitos principalmente de forma isolada.
Palavras-chave: Ubiquinona; Antioxidantes; Neoplasias da mama.
Abstract
The study aimed to identify the effects of Ubiquinone when used by a patient with
breast cancer, evaluating its mechanisms of action and the patient's prognosis when
making its use. A survey of a study published between the years 2007 and 2020 was
carried out in the databases PubMed, MedLine and Virtual Health Library, using the
following keywords “Ubiquinona” OR “Coenzyme Q” AND “Breast cancer” AND
“Benefits”. Incomplete articles, duplicate titles and those that did not meet the topic
discussed were not included in this review. Nine articles were selected through
systematic and thorough selection, eliminating articles through exclusion based on
descriptors, type of study, time frame, approach to the topic, unavailability of full text,
reviews and repeated articles. The greatest amount of results was found in the Pubmed
database with 66.67% followed by the VHL with 22.22% and MedLine with 11.11%
that focused on survival, chemical impacts on blood and changes in levels of angiogenic
factors and biomarkers for tumors in patients using the enzyme. Coenzyme Q10 has
unquestionable benefits in people with breast cancer. It is important to note that the
articles cited other antioxidants supporting the beneficial theory of multidisciplinary
treatment. However, it is essential to develop more scientific productions on
Ubiquinone in order to better understand its effects, mainly in isolation.
Keywords: Ubiquinone; Antioxidants; Breast Neoplasms.
Resumen
El estudio tuvo como objetivo identificar los efectos de la ubiquinona cuando es
utilizada por una paciente con cáncer de mama, evaluando sus mecanismos de acción y
el pronóstico de la paciente al realizar su uso. Se realizó una encuesta de estudios
publicados entre los años 2007 y 2020 en las bases de datos PubMed, MedLine y
Virtual Health Library, utilizando las siguientes palabras clave “Ubiquinona” O
“Coenzima Q” Y “Cáncer de mama” Y “Beneficios”. En esta revisión no se incluyeron
artículos incompletos, títulos duplicados y aquellos que no cumplieran con el tema
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discutido. Se seleccionaron nueve artículos mediante una selección sistemática y
minuciosa, eliminando artículos por exclusión por descriptores, tipo de estudio, marco
temporal, abordaje del tema, indisponibilidad de texto completo, revisiones y artículos
repetidos. La mayor cantidad de resultados se encontró en la base de datos Pubmed con
66,67% seguida por VHL con 22,22% y MedLine con 11,11% que se enfocaron en
supervivencia, impactos químicos en sangre y cambios en los niveles de factores
angiogénicos y biomarcadores de tumores en pacientes que utilizan el enzima. La
coenzima Q10 tiene indiscutibles beneficios en personas con cáncer de mama. Es
importante señalar que los artículos citaron otros antioxidantes que respaldan la teoría
beneficiosa del tratamiento multidisciplinario. Sin embargo, es fundamental desarrollar
más producciones científicas sobre la ubiquinona para comprender mejor sus efectos,
principalmente de forma aislada.
Palabras clave: Ubiquinona; Antioxidantes; Neoplasias de la Mama.
Introdução
A Coenzima Q10 (CoQ10 ou Ubiquinona) atua em diversas funções
bioquímicas, sendo a sua forma quinol responsável por seu potencial antioxidante na
membrana mitocondrial, uma vez que a porção ativa inibe a lipoperoxidação e sequestra
radicais livres (SILVA et al., 2015). A CoQ10 possui natureza lipofílica e é responsável
pelo carregamento de elétrons e produção de ATP (Adenosina Tri Fosfato) na cadeia
respiratória (ALVARENGA, 2020). No organismo humano, é sintetizada de forma
endógena, mas também está presente em vegetais verdes, peixes, cereais e carne
vermelha. Encontra-se em maior quantidade no coração, fígado, cérebro e músculo
esquelético, órgãos estes que apresentam maior taxa metabólica (CORDERO et al.,
2013).
Com isso, a CoQ10 vem sendo administrada como suplemento dietético aliada a
outros medicamentos em diferentes situações clínicas, que incluem: doenças
cardiovasculares, câncer, doenças neuromusculares degenerativas. Outrossim, os seus
benefícios também foram investigados perante melhoria na qualidade do sêmen de
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homens inférteis, síndrome de Down, câncer de mama e também no tratamento de
enxaquecas (ALKHOLY et al., 2019; LONG MA et al., 2020; ZAKI et al., 2017).
A capacidade da ubiquinona de atuar como antioxidante serviu como objeto de
estudo em diferentes pesquisas. Nesse sentido, estudos demonstraram a relevância
coenzima na resistência do DNA aos danos oxidativos pois depois de seu uso os
linfócitos do sangue periférico de indivíduos portadores de doenças mitocondriais
apresentaram uma significativa redução das quebras de fita simples e duplas do DNA
(JACOBS & ACCURSIO, 2020).
Frente a isso, tem-se o câncer de mama considerado um dos mais comuns entre
as mulheres, com incidência crescente especialmente em países em desenvolvimento.
Portanto, é essencial o reconhecimento de fatores de risco e determinação de medidas
preventivas são extremamente importantes (EL-ATTAR et al., 2020). A suplementação
dietética com CoQ10, dentro da prática clínica oncológica, tornou-se objeto de muitas
investigações científicas tendo em vista que as principais indicações do seu uso têm sido
prevenção, melhora da eficácia da terapia e controle dos efeitos adversos das
medicações (BJORKLUND, 2015).
Entretanto, os dados acerca da temática ainda são limitados, com evidências
questionáveis e controvérsias. Por conta disso, mostra-se necessário a elaboração de
estudos de revisão sistemática que reúna e categorize os ensaios clínicos para avaliar o
conhecimento atual sobre este assunto e forneça uma base melhor para futuras pesquisas
(TAFAZOLI, 2017). Diante do exposto, o objetivo do presente trabalho é investigar os
efeitos da ubiquinona em pacientes com câncer de mama por meio de uma revisão
sistematizada da literatura científica.
Metodologia
Trata-se de um estudo de caráter quanti-qualitaivo e descritivo realizado através
de uma revisão sistemática da literatura acerca dos benefícios atribuídos a Coenzima
Q10 em pacientes com câncer de mama. Para tanto, utilizou-se as bases de dados:
PubMed, MedLine e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A pesquisa dos artigos
baseou-se nos termos “Ubiquinone” OR “Coenzime Q” AND “Breast Neoplasms”
AND “Benefits” em língua inglesa e “Ubiquinona” OR “Coenzima Q” AND “Câncer de
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mama” AND “Benefícios” em língua portuguesa, todos previamente pesquisados nos
Descritores em Ciências da Saúde (DeCS).
A amostra final do trabalho consistiu em Ensaios Clínicos e Ensaios Clínicos
Controlados publicados entre 2007-2019, não foram incluídos artigos incompletos,
títulos duplicados e que não obtiveram resultados correspondentes ao objetivo desta
revisão. Após a coleta de dados, as interpretações obtidas foram organizadas por meio
de quadros, gráficos e fluxograma pelos programas Microsoft Word e Excel 2010.
Resultados e Discussão
Para a consolidação da metodologia realizou-se um delineamento sistemático e
minucioso acerca dos artigos que embasaram a temática do estudo a escolha dos
componentes da revisão foi com base nos descritores, no tipo de estudo, no recorte
temporal, na abordagem do tema, indisponibilidade de texto completo, revisões e
artigos repetidos assim como demonstra o fluxograma abaixo (Figura 1).
Figura 1. Fluxograma da triagem bibliográfica.
Artigos encontrados inicialmente na busca com base nos descritores: 165
Pubmed (n= 63); MedLine (n=47); BVS (n=55)
Aplicação do filtro “Ensaio Clínico Controlado” e “Ensaio Clínico”: 19
Pubmed (n= 10); BVS (n=9); MedLine não possuía o filtro
Estudos fora do recorte temporal de 2007 a 2020 (n= 8)
Pubmed (n= 4); BVS (n=4)
Títulos duplicados (n = 2)
BVS (n=2)
SELEÇÃO DOS ARTIGOS DA BASE MEDLINE (n=47)
Não respondiam ao objetivo do presente trabalho (n= 29)
Revisão Sistemática (n= 1)
Não possuiu resultados satisfatórios (n=1)
Estudos in vitro (n=2)
Estudos incompletos (n=8)
Réplicas (n=5)
Amostra final: 9
Pubmed (n= 6); BVS (n=2); MedLine (n=1)
Fonte: Dados da pesquisa, 2021.
O presente estudo foi realizado nas bases de dados do Pubmed, MedLine e BVS,
outras foram consultadas, no entanto, por conta da limitação de estudos de tal
especificidade jugou-se necessário utilizar apenas estas citadas.
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Após esse seguimento, obteve-se maior quantidade de estudos no Pubmed com
66,67%, BVS com 22,22% e MedLine com 11,11% (Figura 2), os quais constituíram o
corpo final de artigos com todos os requisitos necessários para abranger os objetivos do
trabalho.
Gráfico 1. Distribuição percentual de artigos segundo bases de dados
Fonte: Dados da pesquisa, 2021.
O quadro 1 demonstra todos os artigos finais selecionados para o estudo (9),
com base no seu título, nas revistas que se encontram indexadas, fator de impacto,
autores e seu ano de publicação. A triagem preconizou estudos clínicos e ensaios
controlados publicados nos últimos 12 anos (2007-2019) para melhor abrangência de
evidências cientificas.
Quadro 1. Classificação quanto ao número de artigos selecionados, título, revista, autor
e ano.
Título Revista Autor e ano
Níveis de citocinas séricas de interleucina-1β, -6, -8, necrose Basic and Clinical
tumoral fator-α e fator de crescimento endotelial vascular Pharmacology and Premkumar et al.,
em pacientes com câncer de mama tratados com tamoxifeno Toxicology 2007a
e suplementados com Coenzima Q10, Riboflavina e Niacina
Efeito da coenzima Q10, riboflavina e niacina no soro CEA e Biological and
CA níveis 15-3 em pacientes com câncer de mama em terapia Pharmaceutical Bulletin Premkumar et al.,
com tamoxifeno 2007b
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Potencial anti-angiogênico da CoenzimaQ10, riboflavina e Vascular Pharmacology
niacina em pacientes com câncer na mama em terapia com Premkumar et al.,
tamoxifeno 2008a
Suplementação de coenzima Q10, riboflavina e niacina na British Journal of
alteração do DNA, reparo e metilação em pacientes com Nutrition Premkumar et al.,
câncer de mama submetidos a terapia com tamoxifeno 2008b
Aumento da sobrevivência em pacientes com estágio de The Journal of
câncer tratado com coenzima Q10 e outros antioxidantes: International Medical Hertz & Lister, 2009
um estudo piloto Research
Efeito da coenzima Q 10, riboflavina e niacina no tamoxifeno
mulheres tratadas com câncer de mama na pós-menopausa Breast Cancer Research Yuvaraj et al., 2009
com especial referência aos perfis químicos do sangue and Treatment
A intervenção nutricional adjuvante no câncer (ANICA) Nutrition and Cancer Bjorklund, 2015
Eficácia e segurança de uma geléia de aminoácidos contendo
coenzima Q10 e L- carnitina no controle da fadiga no câncer Supportive Care in
de mama pacientes recebendo quimioterapia: um multi- Cancer Iwase et al., 2016
institucional, ensaio randomizado exploratório
Coenzima Q10 em associação
com AMPK / PFKFB3 relacionada ao metabolismo Molecular Biology
e genes angiogênicos VEGF/VEGFR2 em pacientes com Reports Abdi et al., 2019
câncer de mama
Fonte: Dados da pesquisa, 2021.
A inclusão de estudos controlados fortalece o grau de evidência cientifica, uma
vez que possuem alto rigor na metodologia empregada, amplo índice de significância
científica. Além disso, os artigos dispostos estão, em sua maioria, indexados em revistas
de qualis, A1, A2 e B1.
O quadro 2, apresentado a seguir, traz a interpretação dos principais dados
obtidos com a leitura dos artigos do quadro 1: amostra da pesquisa, dose de Coenzima
Q10 administrada, principais resultados autor e ano. Além da CoeQ10, outros
suplementos também foram administrados em alguns pacientes, porém, a explicação
prioriza o efeito da ubiquinona sob o câncer de mama.
Quadro 2. Interpretação dos dados quanto a amostra da pesquisa, dose administrada,
conclusão autor e ano.
Amostra da pesquisa Dose Principais resultados Autor e ano
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Grupo I: 42 controles saudáveis Os níveis de citocinas séricas estavam elevados
Grupo II: 84 pacientes não Suplemento diário de: em pacientes do Grupo II e significativamente
tratados com câncer de mama CoQ 10 - 100 mg no Grupo III. Quando pacientes com câncer de
Grupo III: 84 pacientes com Riboflavina - 10 mg mama do grupo III foram suplementados com
câncer de mama tratados com Niacina - 50 mg CoQ10 por 45 dias (Grupo IV) e 90 dias (Grupo Premkumar et
tamoxifeno Tamoxifeno - 10 mg V) junto com tamoxifeno, houve uma redução al., 2007a
Grupo IV e V: pacientes (duas vezes ao dia). significativa nos níveis de citocinas foram
acompanhados por 45 dias observados (P <0,05).
(Grupo IV) e 90 dias (Grupo V)
após a suplementação,
Grupo I: 42 controles saudáveis Os níveis de 15-3 foram elevados em pacientes
Grupo II: 84 pacientes não Suplemento diário de: com câncer de mama não tratado e seus níveis
tratados com câncer de mama CoQ 10 - 100 mg de marcadores tumorais reduziram com a
Grupo III: 84 pacientes com Riboflavina - 10 mg terapia com tamoxifeno (grupo III). Pacientes
câncer de mama tratados com Niacina - 50 mg do grupo III suplementados com tamoxifeno Premkumar et
tamoxifeno Tamoxifeno- 10 mg reduziram significativamente CEA e CA 15-3. al., 2007b
Grupo IV e V: pacientes (duas vezes ao dia). Sugerindo, desse modo, que a suplementação
acompanhados por 45 dias em pacientes com câncer de mama junto com
(Grupo IV) e 90 dias (Grupo V) tamoxifeno reduz os níveis de marcadores
após a suplementação tumorais.
Grupo I: 42 controles saudáveis Os níveis séricos pró-angiogênicos estavam
Grupo II: 84 pacientes não Suplemento diário de: elevados do Grupo II e seus níveis foram
tratados com câncer de mama CoQ 10 - 100 mg reduzidos em pacientes do Grupo III. Quando
Grupo III: 84 pacientes com Riboflavina - 10 mg essas pacientes com câncer de mama do grupo Premkumar et
câncer de mama tratados com Niacina - 50 mg III foram suplementadas com CoRN por 45 dias al., 2008a
tamoxifeno Tamoxifeno- 10 mg (Grupo IV) e 90 dias (Grupo V) junto com
Grupo IV e V: pacientes (duas vezes ao dia). tamoxifeno, uma redução ainda mais
acompanhados por 45 dias significativa nos marcadorres pró-angiogênicos
(Grupo IV) e 90 dias (Grupo V) foram observados.
após a suplementação
Grupo I: 42 controles saudáveis Suplemento diário de: Um aumento significativo nos níveis de
Grupo II: 84 pacientes não CoQ 10 - 100 mg polimerase e o desaparecimento dos padrões de
tratados com câncer de mama Riboflavina- 10 mg metilação do DNA foram encontrados em
Grupo III: 84 pacientes com Niacina - 50 mg pacientes tratados com terapia de suplemento
câncer de mama tratados com Tamoxifeno- 10 mg junto com tamoxifeno comparados com para Premkumar et
tamoxifeno (duas vezes ao dia). pacientes com câncer de mama não tratados e al., 2008b
Grupo IV e V: pacientes pacientes tratados com tamoxifeno sozinho.
acompanhados por 45 dias
(Grupo IV) e 90 dias (Grupo V)
após a suplementação
Vitamina C - 5,7 mg A sobrevivência média prevista foi 12 meses,
α-Tocoferol -1,625 mg enquanto a sobrevida real mediana foi de 17
CoeQ10- 300mg meses que é 40% mais longo do que a média
41 pacientes em estágio de Selênio- 487 mg prevista. Após a suplementação, dez pacientes Hertz & Lister,
câncer terminal Ácido fólico - 5 mg (24%) sobreviveram por menos tempo do que 2009
Vitamina A-25.000 UI previsto, enquanto 31 (76%) sobreviveram por
β-Caroteno - 76 mg mais tempo. Os tratamentos foram muito bem
tolerados com poucos efeitos adversos.
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Grupo I: 46 controles saudáveis
Grupo II: 78 mulheres com
câncer de mama não tratado Suplemento diário de: A coadministração de alguns antioxidantes
Grupo III: 78 pacientes em CoQ 10 - 100 mg possui um impacto favorável em vários perfis
tratamento com tamoxifeno Riboflavina- 10 mg químicos do sangue. Entretanto, mais estudos
Grupo IV: 45 dias depois de uso Niacina - 50 mg randomizados em larga escala durante um Yuvaraj et al.,
de CoQ 10, Riboflavina, niacina Tamoxifeno- 10 mg intervalo de tempo maior, são necessários para 2009
junto com Tamoxifeno (78 (duas vezes ao dia). verificar a segurança e eficácia de tais
pacientes) antioxidantes com os fármacos da
Grupo V: 90 dias do uso de quimioterapia.
CoQ 10, Riboflavina e Niacina
junto com Tamoxifeno (78
pacientes)
Vitamina C - 2.850
mg
Vitamina E - 2.500 UI O aumento sobrevida média de pacientes alto
B-caroteno - 32,5 IU risco no estudo foi 50% após 5 anos, enquanto Bjorklund,
32 pacientes com câncer de Selênio – 387 para pacientes de baixo risco (sem metástases 2015
mama, com idade entre 32-81 microgramas quando o tratamento foi iniciado), observou-se
anos Ácidos graxos -1,2 g sobrevida média foi de 90% após dez anos.
Coenzima Q10 - 90
mg
Aminoácidos – 2500 Nos piores níveis de fadiga houve mudança
mg positiva entre os grupos de intervenção e
57 pacientes com câncer de CoeQ10- 30 mg controle. Enquanto a mudança na sensação Iwase et al.,
mama com idade média de 50 L- carnitina - 50 mg média de fadiga não foi significativamente 2016
anos. diferente entre os grupos.
As descobertas sugeriram que a CoQ10 está
100 mulheres recém correlacionada com a diminuição dos níveis de
diagnosticadas com câncer de Não relatado fatores angiogênicos e biomarcadores para Abdi et al.,
mama, com uma faixa etária de tumores, o que pode estar associado a prevenção 2019
30–60 anos. da progressão da carcinogênese mamária.
Fonte: Dados da pesquisa, 2021.
Premkumar et al. (2007a), teve como objetivo do seu estudo avaliar os níveis de
citocinas séricas de interleucina, fator-α de necrose tumoral e fator de crescimento
endotelial vascular em pacientes com câncer de mama tratados com tamoxifeno e
suplementados com Coenzima Q10, Riboflavina e Niacina. Em conclusão, obteve-se
que os níveis dos marcadores analisados foram reduzidos após a suplementação. Dessa
forma, a associação do tamoxifeno e suplementos utilizados podem fornecer um melhor
prognóstico, reduzindo o risco de câncer recorrência e metástases, uma vez que tais
marcadores são estimuladores da angiogênese, bem como fatores para proliferação de
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células cancerígenas. Outrossim, a relação entre a suplementação dietética e o
tratamento farmacológico podem ter implicações positivas nas terapêuticas do futuro.
Premkumar et al. (2007b) investigaram o efeito da coenzima Q10, riboflavina e
niacina em marcadores de tumor de câncer de mama circulantes, como antígeno carcino
embrionário (CEA) e carbo-antígeno hidratado 15-3 (CA 15-3), o quais podem indicar
de recidiva iminente e uma grande probabilidade de desenvolver recorrência. O estudo
sugere que a suplementação junto com tamoxifeno reduz os níveis séricos de
marcadores tumorais de CEA e CA 15-3, oferecendo assim um melhor prognóstico de
câncer por redução do risco do desenvolvimento de recorrência e metástase.
Premkumar et al. (2008a), observaram o potencial anti-angiogênico da
CoenzimaQ10, riboflavina e niacina em pacientes com câncer na mama em terapia com
tamoxifeno. Foi relatado o aumento significativo nos níveis pró-angiogênicos em
pacientes com câncer de mama não tratados e pacientes que utilizavam tamoxifeno
apresentaram redução destes níveis. Por outro lado, houve aumento nos níveis de
marcadores anti-angiogênicos naqueles que utilizaram o tamoxifeno co-administrado
com CoenzymeQ 10, riboflavina e niacina, o que pode ser atribuído a redução na carga
tumoral. Tais dados sugerem bons prognóstico e potencialização da eficácia do
tratamento, podendo até oferecer proteção contra metástases e recorrência dos tumores.
Premkumar et al. (2008b) pesquisaram o papel da suplementação de coenzima
Q10, riboflavina e niacina na alteração do DNA, reparo e metilação em pacientes com
câncer de mama submetidos a terapia com tamoxifeno pois pacientes com câncer são
geralmente expostos a altos níveis de agentes prejudiciais ao código genético, podendo,
ainda, ter comprometimento do estado nutricional devido ao próprio processo da
doença. A coenzima Q, aumenta a taxa de reparo do DNA protegendo as células contra
oxidação adicional e possíveis danos. Além disso, captura metabólitos reativos e
carcinógenos e, assim, evita alterações no material genético impedindo a metilação e
mantendo sua estabilidade.
Hertz & Lister (2009), analisaram o aumento da sobrevivência em pacientes com
estágio de câncer terminal tratados com coenzima Q10 e outros antioxidantes,
evidenciando que 76% da amostra sobreviveu por mais tempo. O autor afirma associar
tal resultado, em especial, aos efeitos antioxidantes da ubiquinona assim como sua
capacidade de redução da angiogênese. Além destes, a coenzima também pode ser
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associada a redução dos níveis de interleucinas, metaloproteína e modulação da
expressão do gene supressor de tumor p53, eventos necessários para a formação ou
inibição de tumores
Yuvaraj et al. (2009), avaliaram o efeito da coenzima Q 10, riboflavina e niacina
sob os perfis químicos do sangue em mulheres tratadas com tamoxifeno por conta do
câncer de mama na pós-menopausa e teve como evidências que o uso dos antioxidantes
tiveram um impacto favorável em relação a vários perfis de química do sangue
(principalmente os parâmetros de enzimas do fígado e lipídios. Isso decorre, uma vez
que a CoQ 10 possui seu efeito protetor estendido a lipídios, proteínas e DNA,
principalmente por conta de sua localização próxima aos eventos oxidativos e ao efetivo
regeneração por redução. Diante disso, há um crescente interesse em estudos que
abordem seu efeito frente a doenças cardiovasculares e outros tipos de câncer
O artigo de Bjorklund (2015) aborda uma intervenção nutricional adjuvante no
câncer realizado com pacientes portadores de câncer de mama classificados como de
alto risco por causa da disseminação do tumor para os nódulos tendo como resultados
maior média da sobrevida dos pacientes que fizeram parte da amostra do estudo. Para
tanto, uma possível explicação apresentada pelo autor é alta capacidade antioxidante da
coenzima Q, prejudicando o tumor que possuiu muito estresse oxidativo.
O estudo de Iwase et al. (2016), analisou a eficácia e segurança de uma geléia de
aminoácidos contendo coenzima Q10 e L- carnitina no controle da fadiga em pacientes
em quimioterapia. No pior nível de fadiga a mudança média foi significativamente
maior no grupo de intervenção em comparação ao grupo de controle. No entanto,
seguindo a interpretação dos resultados o efeito ativo não melhorou a média de sintomas
como ansiedade, depressão e a fadiga em grau menor. O estudo relata ainda, melhora na
sobrevida dos pacientes, sugerindo que a quimioterapia aliada ao uso de suplementos
nutricionais melhora os eventos físicos desconfortáveis que tratamento promove.
Abdi et al. (2019), avaliou a relação da Coenzima Q10 com o metabolismo e
genes angiogênicos em pacientes com câncer de mama pois baixos níveis de ubiquinona
foram relatados na circulação de pacientes com câncer de mama, particularmente em
características metastáticas. A angiogênese patológica é um processo diretamente
envolvido no crescimento do tumor e de metástases, com isso, o estudo descreveu
correlações inversas entre os níveis plasmáticos de CoQ10 e os níveis de expressão dos
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genes em questão, ou seja, níveis menores do antioxidante estavam relacionados com
maior quantificação de fatores angiogênicos.
O gráfico 2, traz, em síntese, a distribuição dos benefícios encontrados e
relacionados a suplementação com a ubiquinona em pacientes com câncer de mama.
Como é possível observar a maioria dos estudos relataram melhora quanto aos
marcadores tumorais (44,4%), que incluem a quantificação de citocinas inflamatórias,
interleucinas, fator de necrose tumoral e de fatores angiogênicos. Além disso, dois
estudos relataram aumento da sobrevida de pacientes que associavam a quimioterapia
com suplementos de antioxidantes (22,2%).
Gráfico 2. Distribuição percentual dos benefícios registrados da CoQ10 em pacientes
com câncer de mama.
Fonte: Dados da pesquisa, 2021.
A revisão sistemática realizada por Tafazoli (2017) que aborda a Coenzima Q10
no tratamento do câncer de mama traz resultados semelhantes aos que aqui foram
expostos, porém, alerta para que tais efeitos benéficos podem ser devido à presença de
outros componentes que pode ter sido resultado de um sinergismo de todos os
suplementos, uma vez que as intervenções eram geralmente compostas por outros
antioxidantes.
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Conclusão
Portanto, é possível inferir que a Coenzima Q10 possui benefícios em pacientes
com câncer de mama em quesitos como: aumento da sobrevida, melhora da fadiga,
reparo no material genético, melhora nos marcadores tumorais, angiogênicos e perfis
químicos do sangue. No entanto, é necessário ressaltar que a maioria dos estudos
utilizava outros antioxidantes na suplementação de intervenção. Para isso, é
imprescindível mais estudos clínicos com amostras maiores e investigações com apenas
a CoQ10 na suplementação para que seja possível observar seus efeitos isolados.
Ademais, as evidências fornecidas pelo presente estudo podem enfatizar a
importância de uma abordagem multidisciplinar para ser implicado em estudos futuros
com foco na interação entre a suplementação com antioxidantes e a atividade tumoral.
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