Música clássica
peça musical. Isto deixa menos espaço para práticas
como a improvisação e a ornamentação ad libitum, que
são ouvidas frequentemente em músicas não europeias
(ver música clássica da Índia e música tradicional japo-
nesa) e populares.[4][5] O gosto do público pela aprecia-
ção da música formal deste gênero vem entrando em de-
clínio desde o fim do século XX, marcadamente nos paí-
ses anglófonos.[6] Este período viu a música clássica ficar
para trás do imenso sucesso comercial da música popular,
embora o número de CDs vendidos não seja o único in-
dicador da popularidade do gênero.[7] Oposto aos termos
música popular, música folclórica ou música oriental, o
termo “música clássica” abrange uma série de estilos mu-
sicais, desde intricadas técnicas composicionais (como a
fuga)[8] até simples entretenimento (operetas).[9] O termo
só apareceu originalmente no início do século XIX, numa
tentativa de se “canonizar” o período que vai de Bach
até Beethoven como uma era de ouro.[10] Na língua in-
glesa, a primeira referência ao termo foi registrada pelo
Montagem de grandes compositores de música clássica. Da es-
querda para a direita: Oxford English Dictionary, em cerca de 1836.[1][11] Hoje
Topo - Antonio Vivaldi, Johann Sebastian Bach, George Frideric em dia, o termo “clássico” aplica-se aos dois usos: “mú-
Handel, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwig van Beethoven; sica clássica” no sentido que alude à música escrita “mo-
segunda fila - Gioachino Rossini, Felix Mendelssohn, Frédéric delar,” “exemplar,” ou seja, “de mais alta qualidade”, e,
Chopin, Richard Wagner, Giuseppe Verdi; stricto sensu, para se referir à música do classicismo, que
terceira fila - Johann Strauss II, Johannes Brahms, Georges Bi- abrange o final do século XVIII e parte do século XIX.[12]
zet, Pyotr Ilyich Tchaikovsky, Antonín Dvořák;
Fila de baixo - Edvard Grieg, Edward Elgar, Sergei Rachmani-
noff, George Gershwin, Aram Khachaturian
1 Características
Música clássica ou música erudita é o nome dado à
principal variedade de música produzida ou enraizada Devido à forma extremamente diversificada de formas,
nas tradições da música secular e litúrgica ocidental, que estilos, gêneros e períodos históricos que geralmente são
abrange um período amplo que vai aproximadamente do descritos pelo termo “música clássica”, é uma tarefa com-
século IX até o presente,[1] e segue cânones pré- estabe- plexa listar características que possam ser atribuídas a to-
lecidos no decorrer da história musical . As normas cen- das as obras deste tipo de música. Existem, no entanto,
trais desta tradição foram codificadas entre 1675 e 1900, características que a música clássica tem e que poucos
intervalo de tempo conhecido como o período da prática (ou até mesmo nenhum outro) tipo de música apresenta.
comum.
Segundo o Dicionário Grove de Música, música erudita 1.1 Instrumentação
é música que é fruto da erudição e não das práticas fol-
clóricas e populares. O termo é aplicado a toda uma va- A música clássica frequentemente se distingue pelo am-
riedade de músicas de diferentes culturas, e que é usado plo uso da que faz de instrumentos musicais de diferentes
para indicar qualquer música que não pertença às tradi- timbres e tonalidades, criando um som profundo e rico.
ções folclóricas ou populares.[2] Os diferentes movimentos da música clássica foram afe-
A música ocidental distingue-se de outras formas de mú- tados principalmente pela invenção e modificação destes
sica, principalmente, por seu sistema de notação em par- instrumentos ao longo do tempo. Embora a música clás-
tituras, em uso desde o século XVI.[3] O sistema ociden- sica não tenha um “conjunto” de instrumentos necessá-
tal de partituras é utilizado pelos compositores para pres- rios para que certos padrões de sua execução sejam pre-
crever, a quem executa a obra, a altura, a velocidade, a enchidos, os compositores escrevem suas obras tendo em
métrica, o ritmo e a exata maneira de se executar uma mente diferentes conjuntos instrumentais:
1
2 1 CARACTERÍSTICAS
Nenhum dos instrumentos categorizados como baixo
existiam até o Renascimento. Na música medieval os ins-
trumentos dividiam-se em duas categorias: instrumentos
de volume mais alto, utilizados ao ar livre ou em igrejas,
e os instrumentos mais silenciosos, usados internamente.
Diversos dos instrumentos associados hoje em dia com a
música popular costumavam ter um papel importante na
música clássica arcaica, tais como gaitas de fole, vihuelas,
hurdy-gurdies e algumas madeiras. Por outro lado, ins-
Orquestra Sinfônica de Porto Alegre em concerto na UFRGS trumentos como o violão, que eram associados principal-
mente à música popular, ganharam destaque na música
clássica ao longo dos séculos XIX e XX.
• orquestras: Uma orquestra composta por todas as Embora o temperamento igual tenha passado gradual-
famílias instrumentais acústicas: as cordas (vio- mente a ser aceito como o temperamento dominante
lino, viola, violoncelo e contrabaixo), as madei- durante o século XIX, diferentes temperamentos foram
ras (flauta, oboé, clarineta, fagote,etc.), os metais usados, historicamente, nas músicas dos períodos mais
(trompete,trompa trombone, tuba) e a percussão arcaicos.[15][16] Por exemplo, a música do Renascimento
(tímpano, gongo, xilofone etc.). Saxofone e violão Inglês frequentemente é executada no temperamento me-
eventualmente também participam de uma orques- sotônico. Os instrumentos de teclado quase todos parti-
tra, além de pianos, órgãos e celestas.[13] Para as or- lham a mesma disposição das teclas (chamado frequente-
questras são escritas as sinfonias. Quando se destaca mente de 'teclado de piano'), embora sejam quase sempre
um instrumento da orquestra que será a voz princi- tocados com técnicas diferentes de acordo com cada ins-
pal, para o qual a melodia foi composta, trata-se de trumento.
um [Link] destacando-se um instrumento
ou conjunto de instrumentos nos concertos, a or-
questra toda pode estar presente. As orquestras tam-
1.2 Forma e técnicas de execução
bém realizam os acompanhamentos das óperas, que
são compostas para a voz humana. A voz pode ser
Enquanto a maior parte dos estilos de música popular uti-
classificada da mesma maneira que os instrumentos,
lize o formato de canções, a música clássica utiliza outras
observando-se a extensão de notas alcançada por ela.
formas como o concerto, a sinfonia, a ópera, a música de
As vozes mais agudas são chamadas "soprano", as
dança, a suíte, o estudo, o poema sinfônico, entre outros.
vozes mais graves são os "baixo", que alcançam as
notas mais graves.[13] Os compositores clássicos frequentemente aspiram insti-
lar em sua obra um complexa relação entre seu conteúdo
afetivo (emocional) e os meios intelectuais usados para
Os instrumentos usados na música clássica foram, em obter este conteúdo. Muitas das obras mais apreciadas
grande parte, inventados antes de meados do século XIX da música clássica utilizam o desenvolvimento musical,
(frequentemente muito antes disso), e seu uso foi codi- processo pelo qual um motivo ou ideia musical é repetido
ficado nos séculos XVII e XIX; consistem de todos os em diferentes contextos, ou em formatos e formas altera-
instrumentos tipicamente encontrados numa orquestra, dos. Os gêneros clássicos como a forma sonata e a fuga
acrescidos de outros como o piano, o cravo e o órgão. empregam formas rigorosas de desenvolvimento musical.
O desejo da parte dos compositores da música clássica
• Conjunto de sopros: Formada pelos sopros de metal de obter grandes feitos técnicos ao compor sua música,
partilhado pelos músicos do estilo, que se deparam com
• orquestra de câmara: Formada predominantemente metas similares de domínio técnico, é demonstrado pela
por instrumentos de corda, podendo ter em al- quantidade proporcionalmente alta de tempo que dedi-
gumas formações a presença de alguns sopros de cam a instrução e estudo, comparado aos músicos “po-
madeira.[14] pulares”, e pelo grande número de escolas secundárias,
incluindo conservatórios, dedicados ao estudo e ensino
• Instrumentos elétricos: Alguns instrumentos elétri- da música clássica. O único outro gênero de música, no
cos como a guitarra aparecem ocasionalmente na Ocidente, que apresenta oportunidades comparáveis de
música clássica dos séculos XX e XXI. Tanto músi- educação secundária é o jazz.
cos clássicos como populares experimentaram, nas
últimas décadas o uso de instrumentos eletrônicos,
o sintetizador, técnicas elétricas e digitais como o 1.3 Complexidade
uso de samplers e efeitos gerados por computadores,
além de instrumentos pertencentes a outras culturas, A performance do repertório de música clássica frequen-
como o gamelão. temente exige um nível significativo de domínio técnico
1.6 Interpretação das obras 3
por parte do músico; a proficiência na leitura à primeira
vista e na execução em conjunto, a compreensão minuci-
osa dos princípios tonais e harmônicos, o conhecimento
da prática de performance e uma familiaridade com o
idioma estilístico e musical inerente a determinado pe-
ríodo, compositor e obra musical estão entre as aptidões
mais essenciais para um músico com treinamento clás-
sico. Obras do repertório clássico frequentemente exi-
bem uma complexidade artística através do uso do de-
senvolvimento temático, do fraseado, da modulação, dos
períodos, seções e movimentos. A análise musical de
uma composição tem como meta atingir uma maior com-
preensão desta obra, levando a uma audição mais plena
de significado, e com maior apreciação, do estilo de um
compositor.
Interior de uma casa de ópera barroca
1.4 Sociedade
Frequentemente tida como opulenta, ou representante da
sociedade refinada, a música clássica geralmente nunca
foi popular com a sociedade proletária. No entanto, a
tradicional percepção de que apenas as classes mais abas- sistia às óperas e concertos em verdadeiro caos, conver-
tadas têm acesso e apreciam a música clássica, ou até sando, se provocando e até mesmo jantando durante as
mesmo que a música clássica representa esta sociedade apresentações! Toda a confusão apenas parava quando o
de classes altas, é cada vez mais vista como incorreta, grande solista da noite se apresentava, como, na época dos
visto que diversos dos músicos clássicos em atividade têm Castrati, acontecia quando um grande nome como Cafa-
origem na classe média[17] e que os frequentadores de relli ou Farinelli apresentava uma de suas grandes árias
concertos e compradores de CDs do gênero não perten- do repertório.
cem necessariamente às classes mais altas. Até mesmo no Outra característica do público erudito é a exigência que
período clássico, as óperas bufas de Mozart, como Così se tem com relação aos intérpretes - podendo ser até vai-
fan tutte, eram popular entre as camadas mais comuns da ados em apresentações - mas também a devoção que de-
sociedade. monstram àqueles que não carecem de qualidade - nume-
A música clássica é também frequentemente retratada na rosos são os “Bravíssimos!" a estes artistas.
cultura pop como música de fundo para filmes, programas A atmosfera do concerto sempre estará intimamente li-
de televisão e anúncios publicitários; como resultado gada à natureza da música apresentada - talvez seja leve
disto, a maior parte das pessoas no Ocidente regular- como uma comédia de Rossini ou tensa como as aventu-
mente - muitas vezes de maneira desavisada - escuta pe- ras do Peer Gynt de Edward Grieg. O público erudito,
ças de música clássica. Pode-se, assim, argumentar que como qualquer público de qualquer estilo de música, liga
os níveis relativamente baixos de vendagem das grava- muito seus sentimentos àquilo que escuta.
ções de música clássica não são um bom indicador de sua
popularidade real. Em tempos mais recentes a associ- Hoje também se tem um contato menos frio do artista-
ação de certas peças clássicas com alguns eventos rele- público. Hoje é comum o maestro ou o solista se dirigi-
vantes levou a breves aumentos no interesse por deter- rem à sua plateia, do mesmo jeito que perdeu-se o cos-
minados gêneros clássicos. Um bom exemplo disto foi a tume de usar traje social nestes concertos - estas atitudes
escolha da ária "Nessun dorma", da ópera Turandot, de tem, como principal objetivo, fazer com que a popula-
Giacomo Puccini, como música-tema da Copa do Mundo ção toda volte a ter mais contato com a música erudita e
de 1990, o que levou a um notável aumento no interesse perca o preconceito de que a música erudita seja “chata”
popular pela ópera e, em particular, pelas árias cantadas ou para ricos.
por tenores, o que eventualmente levou aos concertos e E cada vez mais frequentemente, surgem os espetácu-
álbuns de grande sucesso dos Três Tenores. los que pretendem desmitificar esse lado “snob”. Os
concertos Promenade, na Inglaterra; a Folle Journée na
França (em Nantes); a "Festa da Música" em Portugal,
1.5 A atmosfera dos concertos no Centro Cultural de Belém e O "Festival Internacional
de Inverno" no Brasil (em Domingos Martins) são inicia-
Para nós, hoje acostumados com uma atmosfera solene e tivas que marcam a democratização de um gênero musi-
silenciosa nos concertos, é difícil acreditar que nos te- cal que faz, sem dúvida, parte do patrimônio cultural da
atros italianos dos séculos XVII e XVIII, a plateia as- humanidade.
4 2 HISTÓRIA
que ouvira era interessante… Mas não era o seu Bolero.
Toscanini havia acelerado os tempos, especialmente no
final, o que ia totalmente contra as intenções de Ravel.
Esse respeito quase religioso às intenções originais do
compositor levaram mesmo à criação de peças musicais
que quase parecem, ou são mesmo, reflexões sobre o po-
der do compositor sobre os intérpretes - as mais extrava-
gantes exigências de alguns autores são respeitadas. No
entanto, é certo que o intérprete tem uma importância
extrema na música erudita - ou como um transmissor fiel
da partitura ou como um segundo autor da obra - mesmo
que pouco ou nada saibam, formalmente, sobre compo-
sição. Alguns teóricos, como Umberto Eco no seu en-
saio "A Obra Aberta" (Opera aperta), chamam a aten-
ção para a irrepetibilidade de qualquer execução musi-
cal. Mesmo os mais fiéis executores da composição não
tocam o mesmo trecho, da mesma forma, duas vezes, o
que leva à apologia da recriação do reportório erudito e
da improvisação, para a qual a música erudita contem-
porânea continua pouco sensível, ao contrário de certos
gêneros como o jazz no qual a improvisação tem lugar
Trecho de música em notação moderna com detalhadas indica- central.
ções para interpretação: Pagodes, de Debussy
Durante a época barroca, a improvisação era muito co-
mum. Interpretações recentes das obras pertencentes a
esse período pretendem fazer reviver a prática da impro-
1.6 Interpretação das obras visação, tal como era feita nessa fase da história da mú-
sica. Durante o período clássico, Mozart e Beethoven im-
A transmissão escrita, juntamente com o profundo res- provisavam, por exemplo, as cadenzas dos seus concertos
peito guardado às obras clássicas, têm implicações re- para piano, quando eram eles mesmos os solistas - dando
levantes na interpretação musical. Espera-se, de uma menos liberdade se o pianista fosse qualquer outro; razão
forma razoável, que os intérpretes executem a obra de para dizer que não deixavam a sua reputação em mãos
acordo com as intenções originais do compositor. Inten- alheias.
ções essas que, geralmente, estão explicitadas nos mais
pormenorizados detalhes, na própria partitura. De facto, Outra polémica que costuma existir como consequência
qualquer desvio àquela que é considerada a intenção ori- da veneração da obra original do compositor tem a ver
ginal do compositor pode ser considerada, por determi- com a utilização ou não de instrumentos da época da
nado grupo de melómanos mais conservadores, como composição da obra, nas interpretações modernas das pe-
uma traição à pureza de uma obra de arte que deve ser ças musicais mais antigas. Alguns intérpretes e conduto-
respeitada a todo o custo. A este nível encontramos os res, como Jordi Savall, têm uma abordagem mais histori-
intérpretes e maestros mais “técnicos”, que se “limitam” cista: pretende-se tocar a obra nas mesmas condições em
a executar escrupulosamente as indicações da partitura. que foi criada, ainda que os instrumentos actuais sejam
Como quase tudo o que envolve o gosto estético, há quem perfeitamente idóneos, ou superiores, em termos técni-
concorde e quem discorde. Um exemplo de maestro que cos. Outros, como o já citado Glenn Gould, não se preo-
defendia esse gênero de execução das obras musicais foi cupam ao adaptar ou mesmo melhorar obras eruditas es-
Arturo Toscanini, muitas vezes apelidado de “frio” por critas para um instrumento, tocando-as noutro, mais mo-
alguns ouvintes que preferem as interpretações mais pes- derno. Nesse último caso está a interpretação em piano
soais, que acrescentam algo à obra original. O pianista de obras escritas para cravo, por Johann Sebastian Bach.
Glenn Gould é um exemplo claro do intérprete-autor,
que, por uma nova abordagem das obras eruditas, acabou
por contribuir com a sua capacidade e maestria musical 2 História
para a criação de algo novo, mas desviante dos padrões
tradicionais. Acontece, porém, que assim como há com- Ver também: História da música
positores que felicitam os intérpretes por melhorarem as
suas criações, para lá do que para eles era imaginável, As principais divisões cronológicas da música clássica
outros, como Maurice Ravel, quando ouviu, em 1930, a são: o período da música antiga, que inclui a música me-
condução do seu "Bolero" por Toscanini, ficam agasta- dieval (476 – 1400) e a renascentista (1400 – 1600), o
dos. Ravel terá dito a Toscanini, que foi antes menci- período da prática comum, que inclui os períodos barroco
onado como exemplo do maestro perfeccionista, que o (1600 – 1750), clássico (1730 – 1820) e romântico (1815
2.2 Período antigo 5
– 1910), e os períodos moderno e contemporâneo, que in-
cluem a música clássica do século XX (1900 – 2000) e a
música clássica contemporânea (1975 – presente).
As datas são generalizações, já que os períodos frequen-
temente se sobrepõem, e as categorias são um tanto ar-
bitrárias. O uso, por exemplo, do contraponto e da fuga,
considerados característico do período barroco, foi con-
tinuado por Haydn, que é classificado como um composi-
tor típico do período clássico. Beethoven, que frequente-
mente é descrito como o fundador do período romântico,
e Brahms, que é classificado como um romântico, tam-
bém usavam o contraponto e a fuga - porém outras ca-
racterísticas de suas obras definiram esta categorização.
O prefixo neo- é utilizado para descrever uma obra feita
no século XX ou contemporânea porém composta no es-
tilo de um período anterior, como clássico ou romântico.
O balé Pulcinella, de Stravinsky, por exemplo, é uma
composição neoclássica porque é estilisticamente seme-
lhante a obras do período clássico.
2.1 Raízes
As raízes da música clássica ocidental estão na música Manuscrito do Agnus Dei da Missa Barcelona, século XIV.
litúrgica cristã, embora tenha influências que datam Biblioteca da Catalunha, Barcelona.
da Grécia Antiga; o desenvolvimento de determinadas
tonalidades e escalas já havia sido estabelecido por an-
tigos gregos como Aristoxeno e Pitágoras.[18] Pitágo- Foi neste período que a anotação da notas numa pauta
ras criou um sistema de afinação, e ajudou a codificar e outros elementos da notação musical começaram a to-
a notação musical em uso na época. Antigos instru- mar forma.[21] Este fato tornou possível a separação da
mentos usados na Grécia, como o aulo (um instrumento composição de uma peça de música de sua transmissão;
de palheta) e a lira (semelhante a uma pequena harpa) sem a música escrita, a transmissão era oral, e estava su-
levaram ao eventual desenvolvimento dos instrumentos jeita a mudanças cada vez que era retransmitida. Com
usados atualmente nas orquestras clássicas ocidentais.[19] uma partitura, uma obra musical podia ser executada em
Este período na história da música, que vai até a queda toda a sua integridade sem a necessidade da presença do
do Império Romano (476 d.C.), é chamado de música da compositor.[22] A invenção da prensa de tipos móveis, no
Antiguidade; pouco restou do período, no entanto, em século XV, teve grandes consequências na conservação e
termos de evidências musicais, e a sua maior parte veio transmissão da música feita a partir deste período.[23]
do mundo grego.
Entre os instrumentos de corda típicos do período antigo
estão a harpa, o alaúde, a viela e o saltério, enquanto ins-
trumentos de sopro incluíam a família da flauta (incluindo
2.2 Período antigo
a flauta doce), a charamela (um membro antigo da fa-
O período medieval inclui a música feita a partir da queda mília do oboé), o trompete e a gaita de foles. Alguns
de Roma até por volta de 1400. O canto monofônico, órgãos existiam, porém estavam em sua maioria restri-
também conhecido como canto gregoriano, foi a forma tos a igrejas, embora existissem variantes razoavelmente
dominante até cerca de 1100.[20] A música polifônica portáteis.[24] Posteriormente, ao fim do período, come-
(com múltiplas vozes) se desenvolveu na segunda metade çaram a surgiram versões antigas dos instrumentos de
da Idade Média e ao longo do Renascimento, período em teclado, como o clavicórdio e o cravo. Instrumentos de
que se desenvolveram as formas mais sofisticadas, como corda como a viola da gamba também começaram a apa-
os motetos. O período renascentista, que durou aproxi- recer no século XVI, juntamente com uma ampla gama
madamente de 1400 a 1600, foi caracterizado pelo uso de instrumentos de metais e madeiras. A impressão per-
cada vez maior da instrumentação, de linhas melódicas mitiu a padronização das descrições e das especificações
que se entrelaçam, e dos primeiros instrumentos descri- destes instrumentos, juntamente com uma maior difusão
tos como baixos. A dança como forma de evento social das instruções de seu uso.[25]
tornou-se cada vez mais difundida, e por consequência Em termos de características musicais, durante o pe-
formas musicais apropriadas a acompanhar estas ocasiões ríodo da chamada música renascentista, no século XIII,
passaram a ser padronizadas. começa-se a repetição de melodias inteiras e surge a no-
6 2 HISTÓRIA
tação métrica, abandonando-se os ritmos medievais. Em
substituição ao sistema modal surgem as tonalidades mai-
ores e menores. Surge o cromatismo e aumenta-se o uso
de instrumentação. um dos principais estilos da época foi
o madrigal.
2.3 Período da prática comum
O chamado período da prática comum ocorreu quando
a maior parte das ideias que pautam a música clássica
ocidental tomou forma, foi padronizada e codificada.
Iniciou-se com o período barroco, que vai aproximada-
mente de 1600 até a metade do século XVIII; seguiu-se
o período clássico, que terminou aproximadamente em
1820, com o advento do período romântico, que percor-
reu todo o século XIX e terminou por volta de 1910.
2.3.1 Período barroco
A música barroca caracteriza-se pelo uso de complexos
contrapontos tonais e pelo uso de uma linha contínua de
baixo. Os inícios da forma sonata foram estabelecidos na
canzona, bem como uma noção mais formal de tema e
variações. As tonalidades maior e menor também toma-
ram forma como meio de administrar a dissonância e o
cromatismo na música.[26] Retrato de Mozart
Durante o período, a música tocada em instrumentos de
teclado, como o cravo e o órgão tornaram-se gradativa- se tornou o principal instrumento de teclado. As forças
mente mais populares, e a família de instrumentos de básicas necessárias para uma orquestra tornaram-se ra-
corda do violino assumiu a forma pela qual é conhecida zoavelmente padronizadas (embora viessem a crescer à
hoje. A ópera, uma forma de drama musical sobre o medida que o potencial de uma gama maior de instru-
palco, começou a se diferenciar das outras formas musi- mentos passou a ser desenvolvido nos séculos seguintes).
cais e dramáticas, e outras formas vocais como a cantata e A música de câmara cresceu e passou a abranger grupos
o oratório também se tornaram mais comuns.[27] Grupos com 8 ou até 10 músicos, em serenatas. A ópera con-
instrumentais passaram a ficar cada vez mais diversifica- tinuou seu desenvolvimento, com estilos regionais evo-
dos, e suas formações foram se padronizando; surgiram luindo paralelamente na Itália, na França e nos países de
os grandes grupos de músicos, as primeiras orquestras, e fala alemã, e a ópera-bufa, ou ópera cômica, conquistou
a música de câmara, composta para grupos menores de maior popularidade. A sinfonia despontou como forma
instrumentos, onde cada parte era executada por um ins- musical, e o concerto foi desenvolvido até se tornar um
trumento individual, no lugar de um grupo de instrumen- veículo para demonstrações de virtuosismo técnico dos
tos semelhantes. O concerto, como veículo para uma per- instrumentistas. As orquestras dispensaram o cravo (que
formance solo acompanhada de uma orquestra, tornou-se fazia parte do tradicional continuo, no estilo barroco) e
extremamente difundido - embora a relação entre solista passaram a ser regidas pelo primeiro-violino (conhecido
e orquestra ainda fosse relativamente simples. As teo- como o spalla).[29]
rias em torno do temperamento igual começaram a ser
postas em prática, na medida em que possibilitavam uma Instrumentos de sopro se tornaram mais refinados du-
amplitude maior de possibilidades cromáticas em instru- rante o período clássico. Enquanto instrumentos de
mentos de teclado de difícil afinação. O temperamento palheta dupla como o oboé e o fagote eram razoavel-
igual possibilitou, por exemplo, a composição do Cravo mente padronizados no barroco, a família da clarinete,
Bem Temperado, de Johann Sebastian Bach.[28] de palheta simples, não eram utilizados com frequência
até que Mozart ampliasse o seu papel nos contextos or-
questrais, de câmara e de concerto.
2.3.2 Período clássico
O Classicismo na música é caracterizado pela clari-
O período clássico, que vai de cerca de 1750 a 1820, esta- dade, simetria e equilíbrio, seu período coincidiu com o
beleceu muitas das normas de composição, apresentação Iluminismo, que enfatizava a razão e a lógica.
e estilo do gênero. Foi durante este período que o piano Como já foi dito, a “música clássica”, propriamente dita,
2.4 Períodos moderno e contemporâneo 7
corresponde a um período da história da música, tam-
bém referido como Classicismo vienense. Alguns autores
preferem escrever, para evitar confusões, música Clás-
sica (com o C maiúsculo) para referir-se a música Erudita
composta no período do Classicismo.
2.3.3 Período romântico
A música do período romântico, que vai aproximada-
mente da segunda década do século XIX ao início do
século XX, caracterizou-se por uma atenção cada vez
maior a uma linha melódica extensa, assim como elemen-
tos expressivos e emotivos, paralelando o Romantismo
nas outras formas de arte. As formas musicais come-
çaram a se distanciar dos moldes usados na era clás- Karlheinz Stockhausen em 1994 com um equipamento para cri-
sica (mesmo aqueles que já haviam sido codificados), e ação de música eletrônica
surgem peças em forma livre como noturnos, fantasias
e prelúdios, ao mesmo tempo em que as ideias precon-
cebidas a respeito da exposição e do desenvolvimento pelo instrumento fez surgir um grande número de fabri-
destes temas passaram a ser minimizadas ou mesmo cantes do instrumento. Muitas orquestras sinfônicas da-
ignoradas.[30] p. 200</ref> A música tornou-se mais tam deste período;[33] alguns músicos e compositores da
cromática, dissonante, com tonalidades mais coloridas e época tornaram-se verdadeiras estrelas em seus respecti-
um aumento nas tensões (no que diz respeito às normas vos campos, e alguns, como Franz Liszt e Niccolò Paga-
aceitas pelas formas anteriores) envolvendo as armaduras nini, chegavam mesmo a sê-lo em ambos.[34]
tonais.[31] A canção de arte (ou Lied) amadureceu neste A família de instrumentos utilizada na música clássica,
período, bem como as proporções épicas da grand opéra, especialmente pelas orquestras, cresceu. Um número
que culminaram com o Ciclo dos Aneis, de Richard Wag- maior de instrumentos de percussão apareceu, e os metais
ner.[32] Este período foi marcado por Beethowen. assumiram papeis de maior relevância, à medida que a
introdução das válvulas rotativas aumentou a amplitude
de notas que podiam alcançar. O tamanho da orquestra,
que era composta tipicamente por 40 músicos durante
o período clássico, foi expandido, chegando a mais de
100 indivíduos.[33] A Sinfonia dos Mil, de Gustav Mahler
(1906), por exemplo, já foi executada por uma orquestra
com mais de 150 instrumentistas, e um coro de mais de
400 cantores.
As ideias e instituições culturais europeias passaram a se-
guir a expansão colonial para diferentes partes do mundo.
Houve um aumento, especialmente no final do período,
das ideias nacionalistas na música (ecoando, em alguns
casos, os sentimentos políticos da época); compositores
como Edvard Grieg, Nikolai Rimsky-Korsakov e Antonín
Pintura de Josef Danhauser imaginando uma reunião com Liszt Dvorák ecoaram a música tradicional de suas pátrias em
[35]
ao piano cercado de amigos: Alexandre Dumas, George Sand, suas composições.
Marie d'Agoult; em pé, Hector Berlioz ou Victor Hugo, Niccolò
Paganini e Gioachino Rossini
2.4 Períodos moderno e contemporâneo
No século cocó, as instituições musicais saíram do con-
trole dos patronos ricos, à medida que os composito- O período moderno se iniciou com a música impres-
res e músicos podiam construir vidas independentes da sionista, de 1910 a 1920, dominada por composito-
nobreza. Um crescente interesse pela música por parte res franceses (em oposição ao domínio existente até
das classes médias por toda a Europa ocidental incenti- então dos alemães na arte e, principalmente, na mú-
vou a criação de organizações dedicadas ao ensino, per- sica). Compositores impressionistas como Erik Satie,
formance e preservação da música. O piano, que atin- Claude Debussy e Maurice Ravel usavam escalas pen-
giu sua forma atual neste período (graças, em parte, tatônicas, um fraseado longo e ondulante, e ritmos li-
aos avanços industriais da metalurgia) tornou-se imensa- vres. O modernismo (1905 - 1985) marcou um período
mente popular entre essas classes média, e a demanda no qual diversos compositores rejeitaram determinados
8 3 RELACIONAMENTO COM A MÚSICA POPULAR
valores do período da prática comum, tais como a to- mais pequenas (os “movimentos”). Também aqui exis-
nalidade, a melodia, a instrumentação e a estrutura tra- tem excepções: as miniaturas, as bagatelas e as canções
dicionais. Compositores, acadêmicos e músicos desen- (como as de Schubert).
volveram extensões da teoria e da técnica musical. A
música clássica do século XX engloba uma ampla vari-
edade de estilos pós-românticos, inclui os estilos de com-
posição do romântico tardio, expressionista, modernista e
pós-modernista, e a música de vanguarda. O termo “mú-
sica contemporânea” costuma ser utilizado para descre-
ver a música composta no fim do século XX até os dias
de hoje e incluí a música eletrônica de vanguarda, música
eletroacústica, a música concreta francesa, neo roman-
tismo, minimalismo, entre outros. Seus maiores expo-
entes incluem John Cage, Karlheinz Stockhausen, Iannis
Xenakis, Philip Glass e Steve Reich.
Representação da ópera Turandot, de Puccini, no Luna Park,
Buenos Aires
3 Relacionamento com a música A música popular pode no entanto ser bastante complexa
popular em diferentes dimensões. O jazz pode fazer uso de uma
complexidade rítmica que não acontece numa larga mai-
A relação entre a música erudita e a música popular é oria de obras clássicas. A música popular pode recor-
uma questão polêmica (principalmente o valor estético rer também a acordes complexos que destoariam (ou não,
de cada uma). Os adeptos da música erudita reclamam mas, em todo o caso são pouco usados) numa peça eru-
que este gênero constitui arte (e, por isso é menos vulga- dita. A verdade é que aquilo a que se chama de música
rizada) enquanto que a música popular é mero entreteni- erudita é um campo de uma vastidão enorme, difícil de
mento (o que implica um público mais numeroso). Con- espartilhar numa ou noutra regra.
tudo, muitas peças musicais da chamada música pop, do A escolha dos instrumentos utilizados para a execução
rock ou outro gênero denominado “ligeiro” são, reconhe- das obras também pode diferir muito. No início, a música
cidamente, peças de elevado valor artístico (e, curiosa- erudita apenas se utilizou de instrumentos acústicos, não
mente, chamadas também de “clássicos”, como a música elétricos, e que foram, na sua maioria, inventados antes
dos Beatles, Genesis, de Jacques Brel, Edith Piaf e Billiede meados do século XIX, ou muito antes disso. Consis-
Holiday, enquanto que algumas peças de música erudita tem, essencialmente, nos instrumentos que fazem parte
se tornam datadas, consideradas de mau gosto (consoante de uma orquestra, em conjunto com alguns instrumentos
as épocas, podendo mais tarde ser recuperadas, ou não) solistas (o piano, a harpa, o órgão…). Na música popu-
ou, mesmo, tornarem-se populares, ao serem incluídas lar (pelo menos na moderna), a guitarra eléctrica tem um
em filmes ou anúncios publicitários, por exemplo. Quase grande protagonismo, enquanto que sua participação só
toda a gente conhece e chega a trautear algumas melodias passou a ser considerada anos depois por parte dos com-
de música erudita, mesmo sem saber quem foi o com- positores contemporâneos. A partir daí, os dois gêne-
positor. É comum, por exemplo, associar árias de ópera ros vem experimentando instrumentos eletrônicos e elé-
com momentos desportivos (no futebol, por exemplo, em tricos (como o sintetizador, a banda magnética…) bem
que a ária “Nessun dorma” da Turandot é explorada até à como instrumentos de outras culturas até agora afastadas
exaustão). da tradição musical ocidental (como o conjunto de ins-
Pode-se argumentar que a música erudita, em grande trumentos de percussão orientais chamados de gamelan).
parte, mas nem sempre, tem como característica uma Outra especulação interessante é saber se as peças de
maior complexidade. Mais especificamente, a música música popular continuarão a ser ouvidas, ao longo do
erudita envolve um maior número de modulações (mu- tempo, permanecendo tanto quanto as peças de música
dança da tónica), recorre menos à repetição de trechos erudita. Enquanto que estas permaneciam devido à sua
substanciais da peça musical (na música popular o re- natureza escrita, a música popular (bem como as inter-
frão é comum), além de recorrer a um uso mais vasto das pretações individuais das obras clássicas) tem hoje à sua
frases musicais, que não são limitadas por uma extensão disposição os registros gravados em suporte de qualidade.
conveniente para a sua popularidade entre o público (ou Se é certo que algumas peças de música popular que eram
seja, que permita à música “entrar no ouvido” ou seja, na sucessos enormes há poucos anos atrás já estão pratica-
memória). Na música erudita, o minimalismo vai con- mente esquecidos, a verdade é que também muitas peças
tra estas tendências que se acabaram de aplicar. No en- musicais ditas eruditas deixam de fazer parte do repertó-
tanto, é normal que a música erudita permita a execução rio das orquestras, reaparecendo pontualmente, quando
de obras mais vastas em termos de duração (variando de algum intérprete as “descobre”. Os adeptos da música
meia hora a três horas), usualmente divididas em partes erudita podem acreditar que o seu gênero tende mais para
9
a intemporalidade. No entanto, muitos artistas populares [5] BENT, Ian D; HUGHES, David H; PROVINE, Robert C,
poderão permanecer e ganhar o estatuto de músicos de RASTALL, Richard; KILMER, Anne. Notation, §I: Ge-
culto. Ainda que quando alguém ouve música popular neral (em inglês local=). [S.l.]: Oxford University Press,
relativamente antiga (de algumas décadas atrás) se uti- 2007.
lize mais a expressão “nostalgia” por algo passado, que [6] Em discurso ao Fórum Econômico Mundial, em Davos,
não pertence ao presente; sentimento que raramente se Suíça, o violoncelista Julian Lloyd Webber declarou que
encontra entre os adeptos da música erudita. Só o tempo “o declínio das plateias, cortes de gastos governamentais,
poderá demonstrar qual a música que permanecerá. Eru- desastrosas vendas de CD, patrocinadores deixando de fi-
dita ou popular, a qualidade de cada uma estará sempre nanciar as artes, menos crianças aprendendo instrumentos
sujeita à avaliação subjectiva dos ouvintes do futuro. musicais, e uma total falta de interesse pela mídia em ge-
ral, a não ser com violinistas “gostosas” seminuas… têm
relação com o fato. … Isto está em contraste absoluto com
o que ocorre no Extremo Oriente, onde ainda existem nú-
4 Papel da música erudita na edu- meros enormes de crianças aprendendo instrumentos, as
vendas de CD de música clássica estão em pleno vigor, a
cação mídia tem um interesse real na música clássica e, acima
de tudo, salas de concerto estão repletas de jovens como
Ao longo da história da civilização ocidental, as famílias resultado direto deste interesse da mídia.”
mais abastadas tinham frequentemente a preocupação de
[7] The economic importance of music in the European Union
que os seus filhos fossem instruídos na música erudita
(em inglês) icce. Visitado em 23 de outubro de 2009. A
desde cedo. Uma aprendizagem precoce de interpreta- obra (“A importância econômica da música na União Eu-
ção musical abre caminho a estudos mais sérios em ida- ropeia”) inclui comparações do número de concertos, sa-
des mais avançadas. Outros pais querem que os filhos las de concerto e músicos empregados pelas músicas clás-
aprendam música por razões de estatuto social (as meni- sica e popular.
nas aprendiam a tocar piano, no século XIX - o que fa-
zia, quase, parte do dote) ou para incutir auto-disciplina. [8] WALKER, Paul. “Fugue” (em inglês local=). [S.l.]: Ox-
Existem estudos que parecem comprovar uma melho- ford University Press, 2007.
ria no rendimento académico das crianças que apren- [9] LAMB, Andrew (tradução para o inglês: Susan H. Gilles-
dem música. Outros consideram que conhecer as grandes pie). Operetta, §1: Nature and development (em inglês).
obras da música erudita é uma obrigação cultural, fazendo [S.l.]: Oxford University Press, 2007.
parte da chamada "cultura geral" mais ou menos elevada,
mas geralmente valorizada em termos sociais. [10] RUSHTON, Julian. “Classical Music”: Essays on Music
(em inglês). Londres: [s.n.], 1994. 10 p.
Diversos compositores eruditos apresentaram aborda-
gens para a educação musical. O alemão Carl Orff propôs [11] “Classical”: The Oxford English Dictionary (em inglês).
o instrumental Orff, um método para que crianças pudes- Oxford: [s.n.], 2007.
sem aprender música. Tal método usa formas rudimen- [12] Verbete “Musical Classical” (em inglês) MSN Encyclope-
tares de atividades diárias para jovens, como cantar em dia. Visitado em 23 de outubro de 2009.
grupo, praticar rimas e tocar instrumentos de percussão.
É baseado amplamente na improvisação e em constru- [13] Música Clássica em 12 Notas (em português) Folha On-
ções tonais originais para que a pessoa ganhe confiança e line. Visitado em 19-10-2009.
interesse no processo de pensar criativamente.
[14] A orquestra de câmara (em português) Aulas de Música.
Visitado em 19 de outubro de 2009.
[15] Apanhado Histórico (em português). Visitado em 20 de
5 Referências outubro de 2009.
[1] “Classical”, The Oxford Concise Dictionary of Music, ed. [16] Sistemas de afinação: um apanhado histórico (em portu-
Michael Kennedy, (Oxford, 2007), Oxford Reference On- guês) Seminário Música, Ciência e Tecnologia 2005. Vi-
line (visitado em 23-7-2007). sitado em 20 de outubro de 2009.
[17] Chesky, Kris S; Stephen Corns. (2007). "Income
[2] Sadie 1994
From Music Performance: Does Attending College Make
Cents?". Reports of Research in Music Education.
[3] Chew, Geffrey & Rastall, Richard. “Notation, §III, 1(vi):
University of Texas at Austin: Texas Music Educators As-
Plainchant: Pitch-specific notations, 13th–16th centu-
sociation.
ries”, Grove Music Online, ed. L. Macy (visitado a 23-
7-2007), [Link] (accesso pago). [18] GROUT, Donald Jay. “A History of Western Music” (em
inglês). [S.l.]: Norton, 1973. ISBN 0-393-09416-2 p. 28
[4] “Japan, §III, 1: Notation systems: Introduction”, Grove
Music Online, ed. L. Macy (visitado a 23-7-2007), [19] GROUT, Donald Jay. “A History of Western Music” (em
[Link] (acesso pago). inglês). [S.l.]: Norton, 1988. ISBN 978-0-393-95627-6.
10 8 LIGAÇÕES EXTERNAS
[20] , p.75 7.1 Termos associados
[21] , p. 61 • Polifonia
[22] , pp. 75-76 • Música tonal
[23] pp. 175-176 • Música atonal
[24] , pp. 72-74 • Contraponto
[25] , pp. 222-225 • Timbre
[26] , pp. 300-332 • Melodia
[27] , pp. 341-355 • Harmonia
[28] , p. 378 • Ritmo
• Forma musical
[29] , p. 463
• Interpretação musical
[30] JAN, Swafford. “The Vintage Guide to Classical Music”
(em inglês). [S.l.]: Norton, 1992. ISBN 0-679-72805-8 • Textura
[31] , p. 201 • Altura
[32] , pp. 595-612
[33] , p.201
7.2 Gêneros musicais associados
[34] , p. 543 • Música eletrônica
[35] , pp. 634,641-2
• Música folclórica
• Música popular
• Música lírica
6 Bibliografia
• Rock progressivo
• Lebrecht, Norman. When the Music Stops: Mana-
gers, Maestros and the Corporate Murder of Classi-
cal Music. [S.l.]: Simon & Schuster, 1996. ISBN 8 Ligações externas
978-0-671-01025-6
• Classical Composers Database (em inglês) compo-
• Grout, Donald J.. A History of Western Music. [S.l.]:
sitores de música clássica de todos os períodos e de
Norton, 1973. ISBN 0-393-09416-2
diversos países, com biografias e listas de obras
• Grout, Donald J.; Palisca, Claude V.. A History of • MusicWeb International (em inglês) artigos sobre
Western Music. [S.l.]: Norton, 1988. ISBN 978-0- compositores, críticas de CDs, livros, concertos
393-95627-6
• Gravações históricas de música clássica do British
• Swafford, Jan. The Vintage Guide to Classical Mu- Library Sound Archive (em inglês)
sic. Nova York: Vintage Books, 1992. ISBN 0-679-
72805-8
• Sadie, Stanley. In: Jorge Zahar Ed.. Dicionário
Grove de música: edição concisa. Rio de Janeiro:
[s.n.]. ISBN 85-7110-301-1
• Predefinição:Redtirado de id= [Link]
7 Ver também
• Lista de compositores de música erudita
11
9 Fontes, contribuidores e licenças de texto e imagem
9.1 Texto
• Música clássica Fonte: [Link] Contribuidores: JoaoMi-
randa, Jorge, Patrick, Plataformista, Manuel Anastácio, Mschlindwein, [Link], E2m, Juntas, LeonardoRob0t, Sr X, Fern, Malafaya,
Alexg, Santana-freitas, Campani, Whooligan, Nuno Tavares, NTBot, RobotQuistnix, Rei-artur, Gil mnogueira, Leslie, Clara C., Cralize,
OS2Warp, Leonardo Teixeira de Oliveira, Lgrave, Lijealso, Fasouzafreitas, Fábio Soldá, Bonás, Mosca, [Link], Sei Shonagon,
LijeBot, Kazak, Bemelmans, Lucasfpaixao, Rcaterina, Ivanmvs, Wfgiuliano, Schwartzmann, Johann Wartzmann, Reynaldo, Leonardo
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