0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 59 visualizações18 páginasPontuação .
pontuação - lingua portuguesa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu,
reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF ou leia on-line no Scribd
Atividades - Pontuagao - Elis
4. FGV 2007
Assinale, dentre as alternativas a seguir, aquela em que a
pontuagao esta de acordo com a norma culta.
a. Se as pessoas se iritam com facilidade, se ndo sabem
conter a raiva elas se voltaréo contra alguém, além disso,
cestardo prontas para enfrentar qualquer inimigo.
bb. Se as pessoas se iritam com facilidade, se ndo sabem
conter a raiva, elas se vollardo contra alguém; além disso,
estardo prontas para entrentar qualquer inimigo,
¢. Se as pessoas se iritam com facilidade, se nao sabem
conter a raiva, elas se voltardo contra alguém além disso,
estardo prontas para entrentar qualquer inimigo,
d. Se as pessoas, se irrtam com faciidade, se nao sabem
conter a raiva, elas se voltardo contra alguém, além isso,
‘estardo prontas, para enfrentar qualquer inimigo.
«. Se as pessoas se iritam com facildade se néo sabem
conter a raiva, elas se voltardo contra alguém. Além disso,
cestardo prontas para entrentar qualquer inimigo.
2, FUVEST 2010
Em qual destas frases a virgula foi empregada para marcar a
‘omissdo do verbo?
a. Ter-um apartamento no térreo ¢ ter as vantagens de uma
casa, além de poder des‘rutar de um jardim
b. Compre sem susto: a Ioja é virtual; 0s direitos, reais.
«, Para quem no conhece o mercado financeiro,
procuramos usar uma linguagem live do economés..
d. A sensagao 6 de estar perdido: voc8 nao val encontrar
ninguém no Jalapao, mas val ver a natureza intocada,
@, Esta 6 a informago mais importante para a preservacdo
da dgua: sabendo usar, nao vai falta.
3. Espeex (Aman)
‘Aaltemativa que apresenta trecho corretamente pontuado &:
a. A intensa explorapao de recursos naturals, constitui uma
ameaga ao planeta.
b. Esperanza discordou da decisdo do chefe, ¢ pedi
demissao do cargo.
©. Dona Elza pediu, ao diretor do colégio, que colocasse 0
filho em outa turma,
Os animals, que se alimentam de came, chamam-se
. Van Gogh, que pintou quadros hoje muito valiosos,
rmorreu na miséria,
4, UDESC 2012
Conclusdio feliz
bal
Passado o tempo indispensavel do luto, o Leonardo, em
Lniforme de Sargento de Milicias, recebou-se na Sé com
Luisinha, assistindo & ceriménia a familia em peso.
Daqui em diante aparece o reverso da medalha, Seguiu-se @
morte de Dona Maria, a do Leonardo-Pataca, e uma enfiada
do acontecimentos tristes que pouparemos aos leitores,
fazendo aqui o ponte final.
ALMEIDA, Manuel Antonio de. Memérias de um Sargento de
Milicias. Rio de Janeiro: Ediouro, p. 121
Nas alteragées da frase “o Leonardo, em uniforme de
Sargento de Milicias, recebeu-se na Sé com Luisinha’, uma
das altemativas apresenta incorregao quanto ao emprego
formal da virgula. bem como alteragdo de sentido em relagao
a frase original. Assinale-a
Em uniforme de Sargento de Milicias, 0 Leonardo
tencontrou-se na $é com Luisinha.
b. 0 Leonardo, encontrou-se na Sé com Luisinha em
Uuniforme de Sargento de Mlicias.
, Encontrou-se na $é, e em uniforme de Sargento de
Milicias, o Leonardo com Luisinha,
[Link] Sé, ¢ 6m uniforme de Sargento de Milicias, 0
Leonardo encontrou-se com Luisinha.
. Encontrou-se o Leonardo, em uniforme de Sargento de
Milicias, na Sé com Luisinha,
5, ENEM 2016
Luc.
5 tiros?
6
Brincando de pegador?
—€.0 PM pensou que.
— Hoje?
—Cedinho.
COELHO, M In: FREIRE, M. (Org). Os cem menores contos,
brasileires da século. So Paulo: Atelié Editorial, 2004.
Os sinais de pontuagao séo elementos com importantes.
fungdes para a progressio tematica, Nesse miniconto, asreticéncias foram utlizadas para indicar
- uma fala hesitante.
uma informagao implicta
uma situagao incoerente.
J. a eliminagao de uma ideia
2 interrupgao de uma agao.
6, ESPM 2013
‘Assinale a frase em que pode ser usada a virgula antes do
conectivo E:
1a, Romney busca votos na Florida e diz que EUA sao 0
‘methor pais da Terra
b. Com o ‘boom’ imabiliério e sem mais tantos terrenos
disponiveis, as construtoras tém erguido prédios em areas
contaminadas de S, Paulo.
. Mercado volta a elevar estimativa de inflagdo @ reduz
projegao do PIB.
d. Falha om freio causa fumaga e trem do metré é de novo
esvaziado em SP,
@. Entre os estudantes do ensino superior, 38% no
dominam habilidades basicas de leitura e escrta, segundo o
Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf)
7. UFSM 2007
Observe a pontuagao do seguinte texto: Nesta eleigao, pela
Uikima vez, vigora a verticalizagao das candidaturas e, pela
primeira vez, 0s partidos pequenos jogam seu futuro na
cexigéncia de fazer um minimo de 3% da votago nacional,
nna chamada clausula de barreira,
Para se adequar as exigéncias de pontuagao da norma
culta, seria necessério o emprego de uma virgula para
separar local e data.
isolar adjunto adverbial deslocado
. separar oragées adjetivas explicativas,
I. separar oragdes coordenadas assindéticas.
separar oragSes coordenadas iniciadas por "e", com
sujeltos diferentes,
8. ESPM 2011
Assinale a frase que apresente o melhor uso das virgulas:
1. Com 0 desenvolvimento econémico @ participagio dos
servigos sofisticados, aumenta e, em consequéncia, a
Participagéo da industria de transformagao ca.
b. Com o desenvolvimento econémico, a participagéio dos
servigas sofistcados aumenta, @ em consequéncia, a
participagao da industria de transformacao cal.
©, Com o desenvolvimento econémico, a participagao dos
servigas sofisticados aumenta, e, em consequéncia, a
partcipagao da industria de transformagao cai.
d. Com 0 desenvolvimento econémico, a participagéio dos
servigos sofistcados aumenta, e, em consequéncia a
partcipagdo da industria de transformagao cai
fe. Com 0 desenvolvimento econémico, a participagao dos
servigos sofistcados aumenta e em consequéncia, a
participagao da industria de transformagao, cai
8. IBMEC-SP 2009
Compare estes perfodos:
|< Os investidores que temiam ser vitimas da crise global
financeira abandonaram o mercado de agées.
I-0s investidores, que temiam ser vitimas da crise global
financeira, abandonaram o mercado de aces.
A respeito do emprego de virgulas, é CORRETO afirmar:
a. Em |, a auséncia de virgulas cria 0 pressuposto de que
ainda ha pessoas investindo na Bolsa de Valores.
b. Em Il, presenca de virgulas indica que somente alguns
investidores temiam ser vitimas da crise financeira
«. A andlise dos periodos permite afirmar que as virgulas
tém apenas a fungao de demarcar pausas na leitura
4d. Em |, subentende-se que todos os investidores deixaram
de aplicar seu dinheiro no mercado de agées.
Em, as virgulas foram usadas para destacar a ideia de
restriggo, presente na oragdo subordinada adjetiva
10, 1FAL 2011
Pardgrafo do Editorial "Nossas criangas, hoje".
‘Oportunamente serdo divulgados os resultados de t3o
importante encontra, mas enquanto nordestines e alagoanos
sentimos na pele ¢ na alma a dor dos mais altos indices de
softimento da infancia mais pobre, Nosso Estado e nossa
regido padece de indices vergonhiosos no tocante &
‘mortalidade infantil, educagao basica @ tantos outros
Indicadores terriveis"
(Gazeta de Alagoas, segéo Opinido, 12.10.2010)© primeiro periodo desse pardgrafo esté corretamente
pontuado na alternativa:
. “Oportunamente, serdo divulgados os resultados de tdo
importante encontro, mas enquanto nordestinos &
‘alagoanos, sentimos na pele e na alma a dor dos mais altos,
indices de sofrimento da infénc'a mais pobre.”
bb. "Oportunamente serdo divulgados os resultados de to
importante encontro, mas enquanto nordestines e alagoanos
sentimos, na pele ena alma, a dor dos mais altos indices de
softimento da infancia mais pobre."
©. "Oportunamente, serdo divulgados os resultados de to
Importante encontro, mas enquanto nordestinos &
alagoanos, sentimos na pele e na alma, a dor dos mais altos,
indices de sofrimento da infanc'a mais pobre.”
4. "Oportunamente serdo divulgados os resultados de to
importante encontro, mas, enquanto nordestinos &
alagoanos sentimos, na pele e na alma a dor dos mais altos,
indices de sotrimento, da infancia mais pobre.”
2. “Oportunamente, serdo divulgados os resultados de to
importante encontro, mas, enquanto nordestinos &
alagoanos, sentimos, na pele e na alma, a dor dos mais altos,
indices de sofrimento da infanc'a mais pobre.”
11. Espeex (Aman) 2014
No fragmento: A designagao gético, na literatura, associa-se
20 universo cadente..., a expressdo na iteratura esta
separada por virgulas porque se trata de um(a)
a. adjunto adverbial deslocado,
bb aposto do termo gético.
«6. vocativo no meio da oragdo,
d. adjunto adverbial de assunto,
@. complemento pleonastico.
12.1TA 2015
A questao a seguir refere-se ao Texto 1, de
Rubem Braga, publicado pela primeira vez em
1952, no jornal Correio da Manha, do Rio.
TEXTO1
José Leal fez uma reportagem na Ilha das Flores,
onde ficam os imigrantes logo que chegam. E
falou dos equivocos de nossa politica imigratéria,
As pessoas que ele encontrou nao eram
agricultores e técnicos, gente capaz de ser ttl.
Viu miisicos profissionais, bailarinas austriacas,
cabeleireiras lituanas. Paul Balt toca acordedo,
Ivan Donef faz coquetéis, Galar Bedrich
vendedor, Serof Nedko é ex-oficial, Luigi Tonizo é
jogador de futebol, tbolya Pohl é costureira. Tudo
gente para o asfalto, “para entulhar as grandes
cidades’, como diz o repérter.
© repérter tem razéo, Mas eu pego licenga para
ficar imaginando uma porgao de coisas vagas, ao
olhar essas belas fotografias que ilustram a
reportagem. Essa linda costureirinha morena de
Badajoz, essa Ingeborg que faz fotografias e essa
Irgard que nao faz coisa alguma, esse Stefan
Cromick cuja tnica experiéncia na vida parece ter
sido vender bombons —néo, essa gente
aumentar a produgao de batatinhas e quiabos nem
plantar cidades no Brasil Central
E insensato importar gente assim. Mas o destino
das pessoas e dos paises também é, muitas
vezes, insensato: principalmente da gente nova e
paises novos. A humanidade nao vive apenas de
carne, alface e motores, Quem eram os pais de
Einstein, eu pergunto: ¢ se o jovem Chaplin quisesse
hoje entrar no Brasil acaso poderia? Ninguém sabe
que destino tero no Brasil essas mulheres
louras, esses homens de profissdes vagas. Eles
esto procurando alguma coisa: emigraram.
Trazem pelo menos o patrim6nio de sua
inquietagao ¢ de seu apetite de vida, Muitos se
perderdo, sem futuro, na vagabundagem
inconsequente das cidades; uma mulher dessas
talvez se suicide melancolicamente dentro de
alguns anos, em algum quarto de pensao.
Mas & preciso de tudo para fazer um mundo; &
cada pessoa humana é um mistério de herangas
e de taras. Acaso importamos o pintor Portinari, 0
arquiteto Niemeyer, o fisico Lattes? E os
construtores de nossa industria, como vieram
eles ou seus pais? Quem pergunta hoje, e que
interessa saber, se esses homens ou seus pais
ou seus avés vieram para o Brasil como
agricultores, comerciantes, barbeiros ou
capitalistas, aventureiros ou vendedores de
gravata? Sem 0 tréfico de escravos nao terfamostido Machado de Assis, e Carlos Drummond seria
impossivel sem uma gota de sangue (ou uisque)
escocés nas veias, e quem nos garante que uma
legistagao exemplar de imigragdo nao teria feito
Roberto Burle Marx nascer uruguaio, Vila Lobos
mexicano, ou Pancetti chileno, o general Rondon
canadense ou Noel Rosa em Mocambique?
Sejamos humildes diante da pessoa humana: 0
grande homem do Brasil de amanha pode
descender de um clandestino que neste momento
est saltando assustado na praca Maua, no sabe aonde
ir, nem 0 que fazer. Fagamos uma politica de
imigracao sAbia, pereita, materialista; mas deixemos
uma pequena margem aos intiteis e aos
vagabundos, as aventureiras e aos tontos porque
dentro de algum deles, como sorte grande da
fantastica loteria humana, pode vir a nossa
redengdo e a nossa gléria.
(@8AGA,R Inigo. In Abeba Ro de ano, Etna do A,
1863)
De acordo com as normas gramaticais de
pontuagao,
|. 0 travessdo do segundo paragrafo serve para
realgar uma conclusdo do que foi dito
anteriormente.
Il. 08 dois pontos do terceiro parégrafo podem ser
substituidos por ponto e virgula.
Ill. a virgula, em “esté saltando assustado na
praca Maud, e nao sabe", 5° paragrafo, pode ser
excluida.
IV. 0 ponto e virgula do 5° pardgrafo pode ser
substituido por ponto final.
Estdo corretas apenas
altel
b. Lille lv.
elle
dil Ie lV.
ellie lv.
13, ALBERT EINSTEIN 2018
Era digital desafia exercicio profissional
"A medicina no sobrevivera ao velho método do médico de
familia, mas terd que se adaptar’. A afirmagao é do
desembargador do Tribunal de Justiga do Distrito Federal e
Territérios (TJDFT), Diaulas Costa Ribeiro, proferida durante
‘a mesa redonda "Panorama atual das midias sociais ©
aplcativos na medicina contempordnea'. Para ele, as novas
tecnologias trazem desatios que precisam ser colocados em
perspectiva para garantir a ética € 0 siglo.
Possivelmente vamos chegar a uma medicina sem gosto,
distanciada, mas que também funciona. Talvez este nao soja
fim, mas um recomego", ponderou Ribeiro, Segundo ele,
antes de gerar um novo modelo de atendimento médico, 0
‘ir. Google” —termo que utlizou para ingicar as buscas por
informagdes médicas na internet - gerou um nove tipo de
paciente, que passou a conhecer mals sobre as doencas e,
Por isso, exige um novo relacionamento com seu médico.
© desembargador ainda reforgou a necessidade de se
rediscutr questdes como o uso da internet nessa relagdo
médico-paciente © a seguranca do sigilo médico neste
conério. "Procisamos reflatr sobre algumas quastées
importantes. Quem guardara o siglo? Ou nao haverd siglo?
© sigilo médico seré mantido ou valeré o direto pibico &
informagao? Os confit serdo reinventados au seréo 08
mesmos? A solugdo para os problemas seré a de sempre?”
indagou, Etiea ~ Na perspectva do méic legista ©
professor da Universidade de Brasilia (Un8), Malthus
Galvao, embora acresite que algumas mudancas serdo
inevitaveis e necessérias, 6 prociso defender os principios
fundamentals insttuldos pelo Cédigo de ética médica (CEM).
‘As novas midias devem ser entendidas como um sistema
de interagao social, de compartihamento e criagao
colaborativa de informagdo nos mais diversos formatos
no podemos perder essa oportunidade”, destacou, Ele
lembra, por exemplo, que desde a Resolucso CFM
1.643/2002, que define e disciplina a prostacao de servigos
através da telemedicina, alguns avangos colaborativos jé
foram possiveis
Galvao apresentou ainda preceitos da Resolugao CFM
4.974/2011 e também da Lei do Ato Médico (12.842/2013),
chamando a atencao para alguns culdados que o médico
deve ter ao divulgar conteddo de forma sensacionalista
‘Segundo o CEM, é vedada a divulgagao de informagao
sobre assunto médico de forma sensacionalista, promocionalou de contedido inveridico, A internet deve ser usada como
um instrumento de promocao da satide e orientagao &
populagdo’,reforgou
Ecitoril do Jornal Medicina - Publicagao oficial do Consetho
Federal de Medicina (CFM). Brasilia, jul. 2017, p. 7
No primeiro pardgrafo do ecitorial do CFM, as aspas sao
empregadas, respectivamente, para demarcar
a. criticas tanto ao Tribunal de Justisa quanto & mesa-
redonda de Diaulas Costa Ribeiro,
b. 0 dizer tal e qual foi proferido por Diaulas Costa Ribeiro ©
o titulo da mesa-redonda.
¢. 0 velho método do médico de familia e o estado das:
rmidias sociais na medicina atual
dd. 0 uso de modemas tecnologias na medicina e a fala do
desembargador do TJDFT.
14, UNESP 2018
Leia 0 excerto do "Sermao do bom ladra
(1608-1697),
", de Anténio Vieira
Navegava Alexandre [Magno] em uma poderosa armada
pelo Mar Eritreu a conquistar a India; © como fosse trazido a
sua presenga um pirata, que por all andava roubando os
pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em to
mau oficio; porém ele, que nao era medroso nem lerdo,
respondeu assim: “Basta, Senhor, que eu, porque roubo em
uma barca, sou ladréo, e vés, poraue roubais em uma
armada, sois imperador?", Assim é. O roubar pouco é culpa,
© roubar muito 6 grandeza: 0 roubar com pouco poder faz os
piratas, 0 roubar com muito, os Alexandres. Mas Séneca,
que sabia bem distinguir as qualidades, e interpretar as
significagGes, a uns e outros, definiu com 0 mesmo nome:
[.]Se o rei de Macedonia, ou qualquer outro, fizer o que faz
0 ladrdo @ © pitata; 0 ladrdo, o pirata e o rei, todos tém 0
mesmo lugar, merecem 0 mesmo nome,
Quando I isto em Séneca, no me admirei tanto de que um
‘lésofo estoico se atrevesse a escrever uma tal sentenga em
Roma, reinando nela Nero; 0 que mais me admirou, ¢ quase
tenvergonhou, foi que os nossos oradores evangélicos em
tempo de principes catdlicos, ou para a emenda, ou para a
ccautela, no preguem a mesma doutrina, Saibam estes
celoquentes mudos que mais ofendem os reis com 0 que
ccalam que com o que disserem; porque @ confianga com que
isto se diz 6 sinal que thes nao toca, e que se nao podem
fender; @ a cautela com que se cala & argumento de que se
ofenderdo, porque Ihes pode tocar. [..]
‘Suponho, finaimente, que os ladrdes de que falo nao sao
aqueles miserdveis, a quem a pobreza e vileza de sua
fortuna condenou a este género de vida, porque a mesma
‘sua misétia ou escusa ou aliviao seu pecado |... © ladro
que furta para comer ndo vai nem leva ao Inferno: os que
1ndo s6 vo, mas levam, de que eu tralo, s40 0s ladrbes de
maior calibre e de mais alta esfera [..]. Ndo sao sé ladrées,
diz 0 santo [S40 Basilio Magno], os que cortam bolsas, ou
espreitam os que se vo banhar, para Ihes coher a roupa;
05 ladres que mais propria © dignamente merecem este
titulo sao aqueles @ quem 0s reis encomendam os exércitos
« legides, ou 0 governo das provincias, ou a administragao
das cidades, os quals j4 com manha, ja com forga, roubam &
despojam os povos. Os outros ladrées roubam um homem,
estes roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do
seu risco, estes sem temor, nem perigo: os outros, se furtam,
‘so enforcados: estes furtam e enforcam.
(Essencial, 2011.)
Verifica-se o emprego de virgula para indicar a elipse
(supressao) do verbo em:
2. ) ‘Basta, Senhor, que eu, porque roubo em uma barca,
sou ladro, @ vés, porque roubais em uma armada, sois|
imperador?” (1.° paragrafo)
b. "O ladrdo que furta para comer nao vai nem leva a0
Inferno: os que ndo $6 vao, mas levam, de que eu trato, so
08 ladrBes de maior calibre e de mais alta esfera[..)" (3."
pardgrafo)
«0 roubar pouco é culpa, 0 roubar muito é grandeza: 0
roubar com pouco poder faz 08 piratas, 0 roubar com muito,
0s Alexandres.” 1.” pardgrafo)
d. "Se 0 rei de Macedénia, ou qualquer outro, fizer 0 ém 0
‘mesmo lugar, e merecem 0 mesmo nome." (1.* pardgrafo)
2, “Os outros ladrées roubam um homem, estes roubam
cidades e reinos: 08 outros furtam debaixo do seu risco,
‘som temor, nem perigo: 0s outros, se furtam, so
enforcados: estes furtam e enforcam.” (3. pardgrafo)
15, UFV 2012
© NOVO JEITO DE VER TV
Pesquisa do lbope mostra que 43% dos internautas do Brasil
navegam na rede ao mesmo tempo em que assistem a
programas(© roteirsta Bruno Rocha, mais conhecido por sua aleunha
Virual, Hugo Gloss, fez fama na rede ao interagir com
celebridades e, principalmente, comentar a programagéo
televisiva em tempo real no Twitter. O psiquiatra e ex-BBB
Marcelo Arantes passa boa parte do sou tempo livre em
{rente & TV com iPad na mao, twittando freneticamente suas
observages sobre novelas, reality shows ¢ telejomais, Os.
dois so parte dos 43% dos usuarios de internet que
assistom a TV ao mesmo tempo em que navegam na rede,
segundo a pesquisa Social TV, divulgada pelo lbope Nielsen
Online ente més, € a primeira vez que o institute se debruga
sobre a relagdo entre televisao e internet e, ern meio as
conclusdes, estio a de que, destes consumidores
simulténeos, 70% navegam influenciados pela televisdo
80% muddam de canal ou assistem a determinados:
programas motivados pela rede.
Ha ainda outros ntimeros e pesquisas comprovando que a
intemet definitivamente mudou a forma como os
espectadores assistem a TV, e eles vém pipocande no Brasil
ros tltimos anos. Um estudo da [Link], realizado no Rio @ em
‘So Paulo nos dois primeiros meses de 2012, concluiu que
assuntos relacionados a televisdo so os mais comentados
no Twitter nas duas cidades brasileiras. Além disso, uma
outra pesquisa do Ibope, de 2011, apontava que a maioria
ddas hashtags mais populares do microblog vinham de
atragies televisivas. Com o aumento crescente da
penetragdo dos meios digitais ll hoje ja so quase 80
rmilhées os internautas no Brasil, jf 6 possivel dizer que,
diferentemente do que muitos alarmistas acreditavam, a
internet nao tem qualquer intengao de destrur a TV.
Tem uma frase de que eu gosto muito: “As midias
tradicionais ndo vao morrer. © que vai morrer é a nossa
‘forma de lidar com elas”, Isso sintetiza esse fenémeno. O
nosso jelto de interagir com a TV esté passando por uma
evolugao. Esse é 0 grande achado da pesquisa, comprovar
que as pessoas estdo mesmo mais multimidia, abertas a
consumir mais de um meio por vez lM explica Juliana Sawaia,
gerente de Consumer Insight do Ibope Media.
Falando de forma mais técnica, 0 fendmeno apontado pela
pesquisa do Ibope jd tem nome: segunda tela. A second
‘screen (0 termo foi cunhado em inglés) seria um aparelho
eletrénico mével, como um smartphone, notebook ou tablet,
pelo qual o telespectador consiga interagir com 0 contedido
da TV © compartihé-o com outras pessoas. E a relagio
vem dando certo: um estudo da Cable &
Telecommunications Association for Marketing mostrou,
9m 2011, que a segunda tela faz com que o
tolespectador so onvolva o presto mais atoncdo a0
ido da televisdo, E esté todo mundo de olho neste
cont
conceito
‘Apesar dos esforgos das emissoras brasileiras para se
adaptar a esse novo comportamento do espectador, ainda
hha muito 0 que caminhar, na opinido da especialista Daniele
Rodrigues. Ela acabou de comecar sua pesquisa sobre
produgao de sentido na conversao televisdolsecond
screen’, dentro do programa de mestrado em Comunicagao
Digital na USP, em Sao Paulo. Segundo ela, ainda ha
poucos estudos aprofundados ¢ iniciativas realmente
cficazes por parte dos canais no que diz respelto a segunda
tela no Brasil
A maioria das pesquisas que existem acaba falando muito
da tecnologia @ do aumento do numero das pessoas que tém
‘acesso, mas pouco sobre a forma de absorver a informagao
© o significado que ela passa a ter. Isso é meio ignorado pela
academia e pelo mercado. Nao se usa aqui ainda a
plataforma como ela poderia ser usada, para ser uma
ramificagao da TV. Nos EUA, por exemplo, eles jé fazem
isso muito bor. Ha um aplicativo da série "Grey's anatomy’
que da mais informagao sobre aquele episédio enquanto
vocé o esta assistindo, Quer dizer, a letura do espectador
ue nao tem o aplicativo, como eu, é completamente
diferente.
Com a tecnologia se desenvolvendo a passos largos, as
préximas rotas devem chegar em breve, com, por exemplo,
a popularizagao das smart TVs, aparelhos de televisdo com
acesso direto a internet. Segundo Orlando Lopes, o Ibope j&
vem desenvolvendo ferramentas para medir a audiéncia em
{18s telas: TV, computador e celular.Wo Advento da smart TV vai ser uma nova revolugao. Antes,
previa-se que o consumo de TV iria air por causa da
internet, Agora ja se espera um crescimento tanto da
audiéncia da televiséo quanto da internet. Os televisores do
futuro sordo uma plataforma de convergéncia, uma central
de entretenimento, ao levar a internet para dentro deles Ml
acredita 0 executive
(#808, Miri; BRITTO, Thais, © now jo de ver TV. Rite da TV. 0
(lobo. 29) 2012 12-5. Adaptade,)
“E a relagao vem dando certo: um estudo da Cable &
Telecommunications Association for Marketing mostrou,
‘em 2011, que a segunda tela faz com que o
telespectador se envolva e preste mais atencao ao
contetide da televisao. E esté todo mundo de olho neste
conceito [..J.”
Os dois pontos foram utiizados no inicio do trecho acima
para:
a, alertar que todo mundo esta de olho nas vantagens &
desvantagens da segunda tela
b. confirmar que o telespectador presta mais atencao a0
contatido apresentado na televiséo.
€. apresentar 0 estudo realizado pela Cable &
Telecommunications Association for Marketing.
d. comentar que o telespectador deve ser mais critico em
relagao ao contetido mostrado na televisdo.
16. PUC-SP 2016
Racionalidade e tole
icla no contexto pedagégico
Nadja Hermann - PUCRS
‘Stuart Mill (1806-1873) acrescenta @ idela de tolerancia
religiosa a importancia do pluralismo, da liberdade de opiniao
fe crenga, baseado na independéncia do individuo. A
linerdade compreende a “liberdade de pensamento e de
sentimento, absoluta independéncia de opiniao e de
sentimento em todos os assuntos, praticos ou especulativos,
Cientificos, morais ou teol6gicos" (MILL, 2000, p.21). Desse
modo, Stuart Mill defende a tolerdncia a partir de um
principio bastante simples de que a autoprotegao consttui a
Unica finalidade pela qual se garante & humanidade
Individual ou coletivamente, interfer na liberdade de ago
do qualquer um. © nico propésito de se exercer
legitimamente 0 poder sobre qualquer membro de uma
comunidade civilzada, contra sua vontade, é evitar danos
‘208 demais... Na parte que diz respeito apenas a si
‘mesmo, sua independéncia é, de direto, absoluta, Sobre si
mesmo, seu corpo e sua mente, 0 individuo é soberano
(2000, p18).
MILL, John tian, Alber. n:__. Alibordede tase, Trad Eunice
(strnsky. $40 Paul: Marts Fonts, 2000.
Trecho de arigepuicado no ste do Grupo de Pesqusa "Racionalidade ©
Formapao’. Disponvel em: tps. usm bigpracoform/arigo%2002 pt
Os parénteses empregados por Nadja Hermann, de acordo
‘com a ordem em que aparecem do texto, tém a fungao de
2. assinalar 0 perfodo em que Mill viveu e a fonte de onde foi
retirada a citagéo.
b. discriminar a citagao e a época em que o fildsofo nasceu ©
«. discernir quando ¢ onde nasceu Stuart Mil
4. indicar informagées irrelevantes para um texto académico,
17, UNICENTRO 2016
Uma vida humana
Cada um de nés nasce enquadrado. Acordamos do nada e
nos encontramos jogados dentro de uma classe, de uma
raga, de uma nagao, de uma cultura, de uma época. Nunca
mais conseguimos nos desvencilhar completamente desse
fenquadramento. Ele nos faz © que somos.
Mas no tudo 0 que somos. O individuo sente e sabe
também ser mais do que essa situa¢do ao mesmo tempo
dofinidora @ acidental, Ela nos quer aprisionar num destino
especifico, Contra esse rebela-se, em cada pessoa, 0
espirte, que se reconhece como infnito acorrentado pelofinito. E tudo o que quer o espirito é encontrar uma moradia
no mundo que Ihe faca justica, respeitandohe a vocacao
para transgredir e transcender. Por isso, as ralzes de um ser
humano deitam mais no futuro do que no passado.
Entretanto o individuo cedo precisa abandonar a ideia de ser
tudo para que possa ser alguém. Escolhendo e abrindo um
caminho ou aceitando 0 caminho que the 6 imposto, ele se
muta, Suprime muitas vidas possiveis para construir uma
Vida real. Essa mutlagdo 6 o prego de qualquer engajamento
fecundo. Para que ela nao nos desumanize, temos de
continuar a sentila: a dor no ponto da amputagdo @
(05 movimentos fantasmas dos membros que corlamos fora.
Precisamos imaginar a experiéncia das pessoas que
poderiamos ter sido.
Depois, ja mulilados e lutando, vemo-nos novamente presos
dentro de uma posigao que, por melhor que seja, ainda nao
{faz jus aquele espirito dentro de cada pessoa que é 0 infnito
preso no finilo, Rendemo-nos, por descrenga
desesperanca, a essa circunstancia, comegamos a morrer,
Uma mimia se vai formando em volta de cada um de nés,
ara continuar a viver até morrer de uma s6 vez, em vez de
morrer muitas vezes e aos poucos, temos de romper a
rmimia de dentro para fora. A ‘nica maneira de fazé-lo 6 nos
desproteger, provocando embates que nos devolvam @
condi¢ao de incerteza e abertura que abandonamos quando
aceitamos nos muta.
E do habito de imaginar como outros sofrem a mesma
trajetéria que surge a compaixdo. Aliada 20 interesse pratico,
‘ela nos permite cooperar no enfrentamento das condigées
que tornam 0 mundo 45 indspito ao espirito.
E 6 para tomélo mais hospitaleiro a0 espirito que
precisamos democratizar sociedades e —reinventar
insttuigées. Temos de desrespeitar © reconstruir as
esiruturas para poder respeitar e dvinizar as pessoas,
UNGUER, Robsco Mangaboa. Uma visa Humana. Foha de Sao Paulo, S30
Paulo, 11 setamero (2001. Opinio, TendénciasiDebats.
Marque V ou F, conforme sejam as afimmativas verdadeiras
ou falsas
() Em "Cada um de nés nasce enquadrado”, 0 temo
qualiicador “enquadrado” poderia ser usado no. plural
cconcordando com o pronome ‘nds’
() As palavras “época’,“individuo", “espirito” e “raizes” séo
acentuadas pela mesma razéo.
() Em "Para que ela ndo nos desumanize, temos de
continuar a sentila", 0 pronome “ela € a contragao "la" sto
tetmos anaféricos que retomam a palavra “mutilagao’
(.)As virgulas em *Depois, j4 mutilados e lutando, verno-nos
ovamente presos” so aplicadas pelo mesmo motive que
fem *Rendemo-nos, por descrenga © desesperanga, @ essa
circunsténcia!
‘Aaltemativa que contém a sequéncia correta, de cima para
baixo, 6a
aVVFFE
BVFVF
cFFVV
a. FVFV
18. UEMA 2016
[..] Othou em torno, com receio de que, fora os meninos,
alguém tivesse percebido a frase imprudente, Corrigiu-a,
murmurando:
= Vocé é um bicho, Fabiano,
Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho
capaz de vencer dificuldades.
Chegara naquela situapdo medonha — e all estava, forte, até
gordo, fumando o seu cigarro de palha,
Um bicho, Fabiano, [.]
Era, Apossara-se da casa porque nao tinha onde cair morto,
passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de
‘mucund. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendelro, que 0
expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e olerecera seus
préstimos, resmungando, cogando 0s cotovelos, sorrindo
afi, O jeito que tinha era ficar. E 0 patrao aceitara-o,
entregara-the as marcas de ferro.
‘Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o traria dal.
‘Aparecera como um bicho, mas criara raizes, estava
plantado. Olhou as quipas, os mandacarus e os xiquexiques.
Era mais forte que tudo isso, era como as catingueiras e as
baratinas. Ele, a sinha Vitéria, os dois flhos e a cachorra
Baleta estavam agarrados a terra
[..] Entristeceu. Considerar-se plantado em terra alheia! [..]
Apontuacao sintatico-estistica, no fragmento, compée a
autoexpressividade da personagem, com o emprego daVirgula no vocativo, no seguinte trecho:
“Sim senhor, um bicho capaz de vencer dificuldades.”
b."E, com ela, 0 fazendeiro, que o expulsara,
©. "Voc8 é um bicho, Fabiano.”
d. “Olhou as quipés, os mandacarus e os xiquexiques.”
@. “Agora Fabiano era vaqueiro, © ninguém o traria dal
19. UNIFESP 2016
‘A questio a seguir focaliza uma passagem da comédia O
Juiz de paz da roca do escritor Martins Pena (1815-1848).
JUIZ (assentando-se): Sr.
requerimento,
Escrivao, lela 0 outro
ESCRIVAO (lendo): Diz Francisco AntOnio, natural de
Portugal, porém brasileiro, que tendo ele casado com Rosa
de Jesus, trouxe esta por dote uma égua, “Ora, acontecendo
ter a égua de minha mulher um filho, o meu vizinho José da
Silva diz que € dele, s6 porque o dito fiho da égua de minha
mulher saiu malhado como 0 seu cavalo. Ora, como 0s filhos
pertencem as mes, © a prova disto € que @ minha esorava
Maria tem um fiho que é meu, peco a V. Sa. mande o dito
meu vizinho entregar-me o filho da égua que é de minha
mulher”
JUIZ: & verdade que 0 senhor tem o filho da égua preso?
JOSE DA SILVA: E verdade; porém o filho me pertence, pois
6 meu, que 6 do cavalo.
JUIZ: Terd a bondade de entregar o filho @ seu dono, pois &
aqui da mulher do senhor.
JOSE DA SILVA: Mas, Sr. Juz
JUIZ: Nem mais nem meios mais; entregue o filo, senéo,
cadeia.
1835-1844), 2007,
(© emprego das aspas no interior da fala do escrivéo indica
que tal trecho
reproduz a solicitagao de Francisco Antonio.
recorre a jargae préprio da area juridica,
reproduz a fala da mulher de Francisco Antonio,
. 6 desacreditado pelo proprio escrivao.
deve ser intorpretado em chave irénica.
20, UNESP 2012
‘A questo toma por base uma passagem do livro A virgula,
do flélogo Celso Pedro Luft (1921-1995),
A virgula no vestibular de portugués
“Mas, esta, néo 6 suficionto."
“Porque, as respostas, néo satisfazom.”
“E porisso, surgem as guerras.”
“E muitas vezes, ele néo se adapta a0 meio em que vive.”
"Pois, 0 homem 6 um ser social.”
“Muitos porém, se esquecem que.
"A sociedade deve pois, utar pela justica social.”
Que 6 que voc® acha de quem virgula assim?
Vocé vai dizer que nao aprendeu nada de pontuagao quem
someia assim as virgulas. Nem podera dizer outra coisa,
‘Ou ndo the ensinaram, ou ensinaram o ele nao aprendou. O
corto 6 que ele se formou no curso secundério.
Lepidamente, sem maiores difculdades. Mas a virgula é um
“objeto ndo identiticado’, para ele.
Para ele? Para eles. Para muitos eles, uma legis. Amanha
serdo doutores, ¢ a virgula continuaré sendo um objeto néo
Identificade. Sim, porque 0s trés ou quatro mil menos fracos
uttrapassam o vestibulo... Com virgula ou sem virgula. Que a
virgula, convenhamos, até que um obstéculo meio fri,
um risquinko. Objeto nao identiticado? Néo, objeto invisivel a
lho nu. Pode passar despercebido até a muito olho de lince
de examinador.
A virgula, ore, direis, a virgul.Mas 6 justamente essa midda coisa, esse risquinho, que
‘maior informago nos dé sobre as qualidades do ensino da
lingua escrita, Sobre 0 ensino do cee mesmo da lingua: a
frase, sua estrutura, composigao © decomposigo.
a virgulacao 6 que se pode depreender a consciénela, 0
grau de consciéncia que tem, quem escreve, do pensamento
@ de sua expresséo, do ir-e-vr do raciocinio, das hesitagdes,
das intorpenetragdes de idelas, das sequéncias @
interdependéncias, e, inguisticamente, da frase e sua
constituigéo,
As virgulas erradas, a0 contrério, retratam a confuséio
‘mental, a indisciplina do espinto, 0 mau dominio das idelas &
do fraseado,
Na minha carreira de professor, fiz muitos testes de pontua-
40. E sempre ficou clara a relagao entre a maneira de
pontuar 6 0 grau de cocionte intelectual
Conclusdo que tre: os exercicios de pontuagao constituem
um excelente treino para desenvolver a capacidade de
raciocinar @ construr frases logicas e equilibradas.
(Quem ensina ou estuda a sintaxe — que 6 a teoria da frase
(ou 0 “tratado da construgao’, como diziam os gramaticos
antigos) — forgosamente acaba na importéncia das pausas,
cortes, incidéncias, nexos, etc, elementos que vdo se
cespelhar na pontuagao, quando a mensagom 6 escrita
Pontuar bem é ter viséo clara da estrutura do pensamento e
da frase. Pontuar bem & governar as rédeas da frase.
Pontuar bem é ter ordem, no pensar e na expresso.
‘Sim, porque os trés ou quatro mil menos fracos ullrapassam
o vestibule,
‘As frases abaixo comrespondem a tentativas de corrgir 0 erro
de virgulago apontado por Celso Pedra Luft na série de
exemplos que apresenta,
|. "Porque as respostas nao satisfazem.”
I1.“E, muitas vezes, ele ndo se adapta a0 meio em que vive.”
Il *Pois 0 homem &, um ser social.”
1V."A sociedade deve, pois, lutar pela justica social.”
AAs frases em que o problema de virgulacae foi resolvido
adequadamente estao contidas apenas em:
alell
[Link],
el tell
d. [lel
e.l, Ile lV.
21. UNICENTRO 2009
© educador educacionista
‘O que 6 educacionismo, de Cristovam Buarque, 159 pp.
Ecitora Brasiliense, S40 Paulo, 2008, RS16.
§1 Os "ismos" t8m a sua utlidade. Identiicam tendéncias,
modos de pensar, doutrinas politicas ¢ reigiosas, teorias que
desembocam em agbes. 0 educacionismo é um deles.
§2 0 senador Cristovam Buarque apresenta 0
educacionismo com seu habitual estilo utépico, mas
sensato; contundente, mas nao apocaliptico (ainda que 0
colapso esteja batendo as portas). E 0 contrapde a outros
“ismos": 0 economicismo, 0 neoliberalismo, o materialismo.
bal
Um convite a ade:§4 Claro, sempre havera quem ponha em xeque esas
grandes intengdes, por nao acreditar nos poderes da
educagao. Ou por acreditar que vale a pena investir em
outras urgéncias, como salvar bancos ou fazer propaganda
politica, Cristovam Buarque escapa e contra-ataca,
elogiando a revolugao educacionista e enfatizando que 0
trabalho do professor, do educador, precisa ser garantido ©
valorizado, Este mesmo educador educacionista, no entanto,
no poderd exigir-se menos. Se merece ser apoiado ©
(vamos ao concreto) receber um salério melhor, trabalhar em
condicdes melhores, também dele esperamos novas
aitudes, novo comportamento, [1
PERISSE, Gabriel. 0 Educadoreducacionsta. In: Observatirio da Irons.
‘Ano 13, No, $09, 28 ot 2008, Dispanivel em: www caeiociadani. com
Os parénteses, de acordo com as gramaticas tradicionais,
so empregados num texto para interealar qualquer
indicagdo acess6ria, No caso do texto de Gabriel Perissé,
les foram utiizados para:
2. separar informages explicativas de pouca relevancia,
b. introduzir comentarios opinativos.
6. demarear oragées restritivas.
d. inserir referéncias intertextuais,
. denotar a fragilidade da argumentagao.
22. PUC-SP 2015
The New York Times
Ganhar dinheiro e fazer 0 berm
Em claboragso com
Folha de $.Paulo, 9 de maio de 2015
‘Algumas pessoas vio trabalhar em setores que pagam bem,
como o financeiro, para terem um estilo de vida que inclu
mansées e carros velozes. Hoje em dia, porém, ha quem 0
faca na esperanca de ajudar a sociedade, ndo $6 a si
(© movimento & chamade de “altruismo eficaz” , © um de
‘seus membros ¢ Matt Wage, sobre quem 0 colunista do
“NYT” Nicholas Kristof escreveu.
Na Universidade Princeton, em Nova Jersey, Wage se
destacava em filosofia e era conhecido por pensar que tinha
© dever de fazer algo para tomar o mundo um lugar melhor.
Mas, depois de se formar, em 2012, foi trabalhar para a firma
de corretagem de arbitragem financeira,
‘Seu raciocinio: por ganhar mais dinheiro, ele teria mais
chances de mudar a vida de outras pessoas para melhor.
Em 2013, Wage doou US100mil(R 300 mil) para fins
beneficentes ~ mais ou menos a metade de sua renda bruta,
revelou ao "NYT". Ele disse que pretendia continuar a
trabalhar para o setor financeiro @ doar metade do que
recebia
Uma das entidades que se beneficia de suas doagdes & a
‘Against Malaria Foundation, que, ao que consta, consegue
salvar a vida de uma crianga com cada US3.340(R 10.020)
doados.
Kristof escreveu: Tudo isso sugere que Wage talvez salve
mais vidas com suas doagdes do que salvaria se tivesse so
tornado funcionario de uma ONG”
Kristof observou que a abordagem de Wage pode ser
questionada. Sera que doar uma parte do salario é
bastante? Existem causas mais merecedoras de ajuda que
outras? E sera que 6 realmente correto aceltar um emprego.
86 pelo dinheira? "Nao sei se isso funcionaria para todos",
ele escrevou, mas aplaudiu a pratica de maneira geval
Existem outras maneiras de alcancar metas semelhantes;
uma delas 6 0 chamado “investimento de impacto”, a pratica
de usar 0 capital ‘para produzir um bem ou fornecer urnservigo que cause impacto social positivo, ao mesmo tempo
fem que gera algum nivel de retorno financeiro*.
Essa definigao saiu do liv “Impact Investment’, de Keith A.
‘Allman, do Deutsche Bank, e Ximea Escobar de Nogales,
dirotora de gestao de impacto numa firma de private equity,
O livro explica como envolver-se no setor de investimento de
impacto, desde analisar a missao de uma empresa até
doterminar até que ponto ela tem éxito em alcangar essa
meta e também manter-se rentavel.
(© professor de economia de Harvard Sendhil Mullainathan
espera que seus estudantes se sintam atraldos por esse
attruismo ¢ nao se tornem simples ‘pessoas que buscam
receita’
Escrevendo no "NYT", ele notou que quase 20% dos alunos
ue foram trabalhar depois de se formar em Harvard em
2014 foram para o setor financeiro.
Ele no vé com maus olhos o desejo deles por bons
lempragos, mas questiona: "Seré que é uma deciséo boa
para a sociedade?™
Mullainathan escreveu que todo trabalho possui o potencial
de beneficiar a sociedade, “Um advogado que ajuda a redigir
contratos precisos pode beneficar o bom funcionamento do
ccomércio; desse modo, gera riqueza.”
setor fnanceiro também pode melhorar a vida das
pessoas comuns, ajudando-as a poupar dinheiro para a
faculdade de seus fihos, oferecendo seguros para pequenos
produtores agricolas ou possibiltando s pessoas conseguir
financiamentos imobildrios com prestagbes viaveis,
Para seus alunos que optam por trabalhar no setor
‘fnanceiro, Mullainathan disse: “Espero que eles percebam
que tm 0 potencial de fazer o bem, € néo apenas de ganhar
dinheiro
No quarto pardgrafo, os dois-pontos servem para anunciar
€, 0 que pensam os adeptos de Wage em relagao as
doagdes que ele rotineiramente vem realizando.
bo pensamento de Wage sobre as possibilidades de
rmelhorar a vida de outros, caso ele mesmo seja mais bem
remunerado.
¢, 0 raciocinio de Kristof sobre a forma com que a Against
Malaria Foundation salva inimeras vidas.
do pensamento de Kristof, registrado por escrito na coluna,
do "NYT", sobre a melhor forma de salvar vidas,
@. 0 raciocinio do mercado de capitais sobre a natureza
flantrépica das doagbes que as ONG recebem.
23. UFRN 2013
Leia abaixo 0 trecho de O santo © a porca, de Ariano
‘Suassuna,
EURICAO — Ai, gritaram mPega o ladrao!™l. Quem foi?
Onde esta? Pega, pega! Santo Antonio, Santo Anténio, que
diabo de protagao 6 essa? Ouvi gritar Pega o ladraoll. Ai,
a porca, al meu sangue, al minha vida, al minha porquinha
do coragao! Levaram, roubaram! Ai, nao, esta ld, gragas @
Deus! Que terd havido, minha Nossa Senhora? Terao
desconfiado porque frei a porca do lugar? Deve ter sido
Isso, desconfiaram e comegaram a rondar para furté-lal E
melhor deixé-la aqui mesmo, & vista de todos, assim
riinguém the dara importancial Ou nao? Que é que eu fago,
Santo Anténio? Deixo a porca la, ou trago-a para aqui, sob
sua protegao?
'SUASSUNA, Arana. 0 santo © porea 22. ed, Fes de Jano: José Oly,
2010.5. 97
Nessa passagem, a recorréncla da interrogagao 6 um
recurso lterdrio revelador da
1. desconfianga da personage em relagao a Santo Anténio
ea Nossa Senhora,
b. perplexidade da personagem resultante da perda da
protecao divina.. angtistia da personagem perante uma situag3o
tragicémica.
4. ironia da personagem mediante uma situagso cémica,
24, UFABC 2009
Observe a seguinte passagem:
Bonde dos mortos
‘Servia aos cortejas flinebres, No carro principal iam os
pparentes, No reboque, © mort.
Assinale a alternativa em que a virgula tem emprego
segundo a mesma norma aplicada nessa passagem.
Dentro do programa Vov6 Sabe Tudo, os antigos
‘motorneiros contam histérias dos tempos éureos.
bb. Bonde aberto, movido a gasolina
«. O bonde ia perdendo espaco; a pressao das empresas de
6nibus, aumentando.
4d. Trajatoturistico, de quatro quilémetros, no Parque
Portugal.
Em marcha lenta, seguido por automéveis, ele fez 0 tltimo
percurso.
25, UFABC 2007
Observe @ seguinte passagem’
Bondo dos mortos
‘Servia 40s cortejos flinebres, No carro principal iam os
parentes. No reboque, © mort.
‘Avvirgula tem emprego segundo a norma aplicada em:
a. Dentro do programa Vov6 Sabe Tudo, os antigos
‘motorneiros contam histérias dos tempos aureos.
bb. Bonde aberto, movido a gasolina,
¢. O bonde ia perdendo espaco; a pressdo das empresas de
nibus, aumentando.
d. Trajeto turistico, de quatro quilémetros, no Parque
Portugal
28, MACKENZIE 2011
© leo ea raposs
Um ledo envelhecide, nao podendo mais procurar alimento
por sua prépria conta, julgou que devia arranjar um jello de
fazer isso. E, entdo, fol a uma caverna, deitou-se e se finglu
de doente. Dessa forma, quando recebia a visita de outros
animais, ele os pegava e os comia. Depois que muitas feras
J titham mortido, uma raposa, ciente da armadiiha, parou a
crta distancia da caverna e perguntou ao ledo como ele
estava. Como ele respondesse: "Mall" e the perguntasse por
que ela ndo entrava, disse a raposa: "Ora, eu entraria se nao
visse marcas de muitos entrando mas de ninguém saindo".
(s0p0- osertorgrogo do século Via.)
Assinale a melhor paraifrase do trecho abalxo, considerando
‘8 manutengao dos sentidos, a clareza, a concisao € o uso da
norma culta. “Depois que muitas feras jé tinham morrido,
uma raposa, ciente da armadilha, parou a certa distancia da
cavera @ perguntou ao ledo como ele estava’,
‘a, Consciente da armadilha, uma raposa depois que muitas
feras motrerdo parou de perto da caverna para ver como 0
leo estava e 0 perguntou sobre a satide.
b. Uma raposa, apés a morte de muitos outros animais,
alenta as artimanhas do leo, aproximou-se um pouco do
local em que a fera estava, indagando a respeito de seu
estado
6. Apés a morte de feras, uma raposa medrosa, das
artimanhas do leao, se deparou com uma caverna que ficava
‘a uma certa distancia do ledo para ver como ele estava.
dd. Uma raposa perguntou ao leo come ele estava, pois ela
sabia que haviam armadilhas que ficava a uma certa
distancia da caverna aonde muitas feras jé tinham morrido.
e. Uma raposa que viu a morte de muitas feras na armaditha
ue ficava & uma distancia da caverna perguntou para o ledo
como ele estava e era ciente da armadilha,
27. UFES 2009
TEXTO XVIII© Brasil é um pais que possui imensa divide social, também
‘no ambito urbano. Alguns autores preferem chamar de
“tragédia urbana’ este quadro que se desenvolveu
principalmente ao longo do século XX, mas que tem raizes
no perfodo colonial. Atualmente, mais de 80% da populagdo
brasileira, de 184 milhes de habitantes, vivem nas cidades.
Os déficts 840 impressionantes. Faltam moradias para 7,2
milhdes de familias — 5,5 milhdes das quais nas areas
urbanas. Cerca de 10,2 milhées de moradias carecem de
pelo menos um dos servicos publicos basicos
(abastecimento de agua, esgotamento sanitario, coleta de
lixo ou fomecimento de energia elétrica). As cidades
possuem 18 milhdes de pessoas sem abastecimento piblico
do agua potavel, 93 milhes sem rede de esgotos sanitarios
© 14 milhoes sem coleta de lixo. Cerca de 70% do esgoto
coletado & despejado in natura nos rios, mares e corpos:
agua, gerando impactos no ambiente e na sade humana.
‘Acada ano, aproximadamente 33 mil pessoas morrem @ 400
mil so feridas por acidentes de transito no pals,
(LoWondo Dplomatave Bras, abl 2008)
As alternativas abaixo apresentam fragmentos do Texto
XVIII, nos quais foram feitas alteragbes na pontuacao
original. A opgao que NAO esta de acordo com as regras de
pontuagao 6:
a. Alguns autores preferem chamar de “tragédia urbana” este
quadro que se desenvolveu, principalmente, ao longo do
século XX.
bb. Alguns autores, preferem chamar de “tragédia urbana”
este quadro que se desenvolveu principalmente ao longo do
século XX.
©. Carca de 10,2 milhes de moradias carecem do, pelo
menos, um dos servigos piblicos basicos [..
0 Brasil é um pais que possui imensa divida social
também no émbito urbano.
©. Os deficits sao impressionantes: fatiam moradias para 7,2
rmilhdes de familias [J
28. IME 2016
Texto 1
AQUIMICA EM NOSSAS VIDAS
Carlos Corréa
Ha a ideia generalizada de que o que é natural é bom eo
que 6 sintético, o que resulta da ago do homem, é mau,
Nao vou citar os terremotos, tsunamis ¢ tempestades, tudo
natural, que nao tém nada de bom, mas certas substéncias
naturals muito més, como as toxinas produzidas
naturalmente por certas bactérias e 0s virus, todos to na
moda nestes cikimos tempos, Dentre os maiores venenos.
que existem, seis so naturais. $6 o sarin (gas dos nervos) ©
as dioxinas & que séo de origem sintética
‘Muitos alimentos contém substanclas naturais que podem
causar doengas, como por exemplo o isacianato de alla
(alho, mostarda) que pode originar tumores, o benzopireno
(defumados, churrascos) causador de cancer do estémago,
0s cianetos (améndoas amargas, mandioca) que sao
téxicos, as hidrazinas (cogumelos) que so cancerigenas, a
ssaxtoxina (marisco) @ a tetrodotoxina (peixe estragado) que
causam paralisia e morte, certos taninos (café, cacau)
causadores de cancer do esdfago e da boca e muitos outros.
‘Am imagem da Quimica resulta da sua mé utlizagao €
deve-se particularmente & disperso de residuos no
ambiente (que levam ao aquecimento global e mudangas
climaticas, ao buraco da camada de ozénio 6 &
contaminagao das aguas e solos) e a utllizagéo de aditivos
alimentares e pesticidas.
Muitos desses males so o resultado da pouca educagao
dos cidadaos. Quem separa e compacta 0 ixo? Quem.
centrega nas farmacias os medicamentos que se encontram
fora do prazo de validade? Quem trata os efluentes dos
currais e das pociigas? Quem deixa toda a espécie de lixo
nas areias das nossas praias © malas? Quem usa e abusa
do automével? Quem berra contra as queimadas mas enche
a sala de fumaga, intoxicando toda a familia? Quem nao
admira 0 fogo de artificio, que enche a atmosfera e as dquas
de metais pesados?
Hé 0 habito de utilizar a expresséo “substéncia quimica”
para designar substancias sintetizadas, imprimindo-Ihes
um ar perverso, de substancia maldita. Ha tempos passouna TV um aniincio destinado a combater 0 uso do tabaco
que dizia
substancias qulmicas t6xicas,iritantes e cancerigenas.
Bastaria referir“substancias”, mas teve de aparecer 0
ualificativo “quimica:
Todas as substancias, naturais ou de sintese, sd0
“substincias quimicas”! Todas as substancias, naturais ou
de sintese, podem ser prejudiciais & satide! Tudo depende
da dose.
© fumo do tabaco contém mais de 4000
para Ihes dar um ar mais tenebroso.
Qualquer dia aparecerd uma noticia na TV referindo, logo a
seguir &s noticias dos dirigentes e jogadores de futebol, que
"A agua, substancia com a férmula molecular H20, foi a
substncia quimica responsdvel por muitas mortes nas
nossas praias”... por falta de cuidado! Porque os Quimicos
determinaram as estruturas e propriedades dessas
substancias, haverd razo para Ines chamar “substancias
quimicas"? Estamos sendo envenenados pelas muitas
“substancias quimicas” que invadem as nossas vidas?
‘Aldeia de que 0 cancer esté aumentando devido a essas
ubstancias quimicas’ é desmentida pelas estatisticas
sobre 0 assunto, & excegdo do fumo do tabaco, que é a
‘maior causa de aumento do cfncar do pulméo e das vias
respiratérias. O aumento da longevidade acarreta
necessariamente um aumento do nimero de cAnceres,
Curiosamente, o tabaco é natural e essas 4000 substancias
téxicas, itritantes © cancerigenas resultam da queima das
{olhas do tabaco. A reagao de combustio nao fol inventada
pelos quimicos; ver da idade da pedra, quando o homem
descobriu 0 fogo.
© ntimero de cénceres das vias respiratérias na mulher s6
‘comegou a crescer em meados dos anos 60, com a
lemancipagao da mulher e 0 subsequente uso do cigarto. Eo
tipo de cancer responsavel pelo maior nimero de mortes nos
Estados Unidos, Nao & verdade que as substéncias de
sintese (as “substéncias quimicas") sejam uma causa
importante de céncer; isso sucade somente quando ha
oxposigao a altas doses. As maiores causas de cancer so 0
cigarro, 0 excesso de Alcool, certs viroses, inflamacées
crénicas e problemas hormonais. A melhor defesa é uma
dicta rica em frutos e vegetais.
Ha alguns anos, metade das substdncias testadas (naturais
e sintéticas) em roedores deram resultado positiva em
alguns testes de carcinogenicidade, Muitos alimentos
contém substéncias naturals que dao resultado positivo,
coma 6 0 caso do café torrado, embora esse resultado nao
possa ser diretamente relacionado ao aparacimento de um
‘cancer, pois apenas a presenga de doses muito elevadas
das substancias pode justiicar tal relagao.
Embora um estudo realizado por Michael Shechter, do
Instituto do Coragao de Sheba, Israel, mostrasse que a
cafeina do café tem propriedades antioxidantes, atuando no
combate a radicais livres, diminuindo o risco de doengas
cardiovasculares e alguns tipos de cancer, a verdade que,
ha meia duzia de anos, s6 3% dos compostos existentes no
café tinham sido testados. Das trinta substancias testadas no
café torrado, vinte e uma eram cancerigenas em roedores @
faltava testar cerca de um milhar! Vamos deixar de tomar
café? Certamente que nao. O que sucede & que @ Quimica é
hoje capaz de dotectar e caractorizar quantidades
rmindsculas de substancias, o que nao sucedia no passado,
Como se disse, o veneno esté na dose ¢ essas substancias
estdo presentes em concentragdes demasiado pequenas
para causar danos.
Diante do que se sabe das substéncias analisadas até aqui
todos concordam que o importante é consumir abundantes,
uantidades de frutos e vegetais. Isso compensa inclusive
riscos associados a possivel presenga de pequenas
quantidades de pesticidas.
(CORREA. Cares A Quimica em nossas vids. Dsponivel em: Acasso em
17 or 2095. (Teta adptndo)
Texto 2
CONSUMIDORES COM MAIS ACESSO A INFORMAGAO,
QUESTIONAM A VERDADE QUE LHES € VENDIDA
Enio Rodrigo‘Se vooé & mulher, talvez ja tena observado com mais,
atengéio como a publicidade de produtos de beleza,
especialmente os voltados a tratamentos de
rejuvenescimento, usualmente possuem novissimos
‘componentes ant-dade" e "micro-cépsulas" que ajudam "a
sua pele a ter mais fimeza em oito dias", por exemplo, ou
mesmo que determinados organismos “vives” (mesmo
depois de envazados, transportados e acondicionados em
prateleiras com pouco controle de temperatura) fervilham
‘208 milhdes dentro de um vasilhame esperando para serem
ingeridos ajudando a regular sua flora intestinal. Homens,
criangas, e todo tipo de piblico também nao esto fora do
alcance desse discurso que ultiiza um recurso cada vez mais
presente na publicidade: a ciéncia e a tecnologia como
argumento de venda
Silvania Sousa do Nascimento, doutora em didética da
cléncia e tecnologia pela Universidade Paris Vie
professora da Faculdade de Educacao da Universidade
Federal de Minas Gerais (UFMG), enxerganesse processo
um resquicio da visdo positvista, na qual a ciéncia pode ser
tentendida como verdade absoluta. "A visdo de que a ciéncia
6 abaliza ética da verdade eo mito do cientista como g8nio,
ctiador & amplamente cifundida, mas entra, cada vez mais,
‘em atrto com a realidado, principalmente om uma sociodade
informacional, como (1 ) nossa”, acrescenta.
Para entender esse processo numa sociedade pautada na
dinamica da informagao, Ricardo Cavallini, consultor
corporativo @ autor do livro © marketing depois de
(Universo dos Livros, 2007), afirma que,
primeiramente, devemos repensar a nocao de piblico
especifice ou senso comum. "Essas categorizagdes esto
sendo postas de lado. A publicidade contempordnea trata
‘com pessoas @ elas tém cada vez mais acesso (2)
informagao ¢ 6 assim que vejo a comunicagao: com
{ronteiras menos marcadas e deixando de lado 0 paradigma
de que 0 piblico ¢ passiv
que a sociedade comega ( 3 ) perceber que a verdade
suprema é estanque, nao condiz com o dia-a-dia, "Ao se
ddepararem com uma informagao, as pessoas comegam a
esquisar @ isso as aproxima do fazer cientific, ou seja, de
que a verdade é questionaver", enfatiza.
,acredita, Silvania concorda e diz
Para a professora da UFMG, isso cria 0 "jornalista continuo",
um individue que pe a verdade & prova 0 tempo todo. "A
nogdo de ciéncia atual é a de verdade em construgdo, ou
soja, de que determinados produtos ou processos
imediatamente anteriores & ago atual, séo defasados’
Cavallini considera que ( 4) trés linhas de pensamento
possiveis que poderiam explicar a ullizagao do recurso da
imagem cientiica para vender: a quantidade de informagao
que a ciéncia pode agregar a um produto; o quanto essa
Informagao pode ser usada como diferencial na concorréncia
entre produtos similares; ¢ a ciénicia como um selo de
qualidade ou garantia. Ele cita 0 caso dos chamados
produtos "verdes", associados a determinadas
Ccaracteristicas com viés ecol6gico ou produlos que precisam
de algum tipo de "auditoria® para comprovarem seu discurso,
"Na midia, a ciéneia entra como mecanismo de validagdo,
criando uma marca de avango tecnolégico, mesmo que por
pouquissimo tempo", finaliza Silvania,
© fascinio por determinados temas cientificos segue a logica
dda saturagao do termo, ou seja, eccar algo que ja esteja
exercendo certo fascinio na sociedade. °O interesse do
Ppablico muda bastante e a publcidade se aproveita desses
temas que esto na midia para recrié-los a partir de um jogo
de sedugto com a linguagem” diz Cristina Bruzzo,
pesquisadora da Faculdade de Educacao da Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) e que acompanhou (5 )
apropriagao da imagem da molécula de DNA pelas migias
(inclusive publicidade), "A imagem do DNA, par exemplo, foi
acrescida de diversos sentidos, que no o sentido original
para a ciéncia, ¢ ransformado em discurso de venda de
diversos produtos", dz.
Onde esto os dados comprovando as afirmagoes
cientificas, no entanto? De acordo com Eduardo Corréa, do
Conselho Nacional de Auto Regulamentagao Publctéria
(Conar) os aniincios, antes de serem veiculados com
qualquer informagao de cunho cientifico, devem trazer os
registros de comprovacao das pesquisas em érgaos
competentes. Segundo ele, © Conar nao tem o papel de
avalizar metodologias ou resultados, o que fica a cargo do
Ministério da Saiido, Agéncia Nacional de ViglanciaSanita (Anvisa) ou outros érgaos. *O consumidor pode
pedir una revisdo ou confimacao cientifica dos dados
apresentados, contudo em 99% dos casos esses certiicados
80 garantia de qualidade, Se surgirem dividas, quanto a
ddados numéricos de pesquisas de opiniao publica, temos
analistas no Conar que podem dar seus pareceres",
esclarece Corréa, Mesmo assim, de acordo com ele, 0s
processos investigatérios s&o rarissimos.
RODRIGO, Eno. Céncia cura ra publiade,Disprivel om Acesso om
zanna.
TEXTO 4
PSICOLOGIA DE UM VENCIDO
‘Augusto dos Anjos
Eu, filho do carbono ¢ do amoniaco,
Monstro de escuriddo e rutilancia,
Softo, desde a epigénese da infancia,
Ainfluéncia ma dos signos do zodiaco.
Profundissimamente hipocondriaco,
Este ambiente me causa repugnancia,
Sobe-me & boca uma ansia andloga a ansia
Que se escapa da boca de um cardiaco.
Jao verme — este operdrio das ruinas —
Que o sangue podre das camificinas
Come, e & vida em geral deciara guerra,
‘Anda a espreitar meus olhos para roé-los,
E ha de deixar-me apenas os cabelos,
Na friadade inorganica da terra!
|ANUOS, A. Ev Ou Possias, Reo de Janse: Chapt Brera, 1998
Marque a opgdo em que o uso de virgulas segue uma regra,
diversa da que foi aplicada aos demais casos.
“A 6gua, substancia com a férmula molecular H20, foi a
substanciaquimica responsével por muitas mortes nas
1nossas praias”.) texto 1, 6° pardgrafo)
b. "Ricardo Cavallini, consultor coporatvo @ autor do lo.
marketing depois de amanh (Universo dos Livros, 2007),
atirma’(..) (texto 2, 3° paragrafo)
«. "Ha 0 habito do utlizar a expresso “substéncia quimica”
para designar substancias sinttzadas, imprimindohes um
ar perverso, de substancia malta.” (texto 1, 5° parégrafo)
d. "Eu, filo do carbono e do amoniaco,”(..) (texto 4, verso
1)
. "“Silvania Sousa de Nascimento, doutora em didatica da
ciéncia ¢ tecnologia pela Universidade Paris VI ¢ professora
da Faculdade de Educagao da Universidade Federal de
Minas Gerais (UFMG), enxerga"(...) (texto 2, 2° pardgrafo)
29, UFSC 2014
Abistéria da Administragao 6 recente. No decorrer da
histéria da humanidade, a Administragdo se desenvolveu
‘com uma lentidao impressionante. Somente a partir do
século XX é que ela surgiu e apresentou um
desenvolvimento de notavel pujanga e inovacao. Nos dias de
hoje a sociedade tipica dos paises desenvolvidos ¢ uma
sociedade pluralista de organizagées, na qual a maior parte
das obrigacées sociais (como a producao de bens ou
servigos em geral) é confiada a organizagdes (como
industrias, universidades e escolas, hospitals, comércio,
comunicagées, servigos puiblicos etc.) que s80 administradas
por dirigentes para se tomar mais eficientes e eficazes. No
final do século XIX, contudo, a sociedade era completamente
diferente. As organizagbes eram poucas e pequenas:
predominavam as pequenas ofcinas, artesdos
independentes, pequenas escolas, profissionais autSnomos
(como médicos, advogados, que travalhavam por conta
‘prépria), o lavrador, o armazém da esquina ete. Apesar de 0
trabalho sempre ter existido na histéria da humanidade, a
historia das organizagdes e de sua administragao é um
capitulo que teve seu inicio ha pouco tempo.
CCHIAVENATO, lata tntrodugéo & teria goral de Adminitrag. 8.
Fl do Jancr: Camps, 200, p 25-28
Analise as afirmativas abaixo, a respeito dos elementos
constitutives do texto.
|. O trecho “que trabalhavam por conta prépria’ tem sentido
equivalente ao da expressao “profissionais auténomos",
II, Os tr8s trechos entre parénteses no texto exempiiicam,
respectivamente, “obrigagSes sociais’, “organizagées" e
profissionais auténomos"
Il © pronome “ela” se refere ao termo "humanidade", ambos
destacados no texto,IV, Em “que so administradas por dirgentes para se tornar,
mais efcientes e eficazes", o pronome “que se refere a
‘obrigagées socials
V. O sinal de dois pontos introduz uma complementagio do
ue ¢ dito em “As organizagées eram poucas e pequenas”
Assinale a alternativa CORRETA.
a. Somente as afirmativas |, Ile V so verdadeiras.
bb. Somente as afirmativas I II so verdadeiras.
. Somente as afirmativas Ill e V sao verdadeiras.
d. Somente as afirmativas Il, IV e V so verdadeiras,
Todas as afirmativas sao verdadeiras,
30. UFRGS 2007
Os filmes de Hollywood repetidamente narram o caso de um
homem (geralmente um jomalista) que procura a amizade de
um criminoso para depois entrega-lo a policia: nés, que
temos a paixdo da amizade, sentimos que esse “herél" dos
{filmes americanos é um incompreensivel canalha.
“Texto adapta de: VELOSO, Cotto, Difrentements dos amarcanos do
rot, n: “© mundo nto # chat, So Pau: Ca, das Leas, 2005p. 4243.
Considere as sequintes propostas de alteragao da
pontuagao do trecho acima:
10s filmes de Hollywood, repetidamente, narram 0 caso de
um homem - geralmente um jornalista - que procura a
amizade de um criminoso para depois entregé-o a policia
INés, que temos a paixéo da amizade, sentimos que esse
“her6i" dos filmes americanos é um incompreensivel
canalha,
1-0 fimes de Hollywood, repetidamente, narram 0 caso de
lum homem (geralmente um jornalista), que procura a
amizade de um criminoso para depois entregé-to a policia.
INés que temos a paixao da amizade, sentimos que esse
ther6i", dos filmes americanos, é um incompreensivel
canalha,
IL-0 filmes de Hollywood repetidamente narram 0 caso de
um homem, geralmente, um jomalista, que procura a
amizade de um criminoso para depo's entregé-lo & policia:
és — que temos a paixdo da amizade — sentimos que esse
herd" dos filmes americanos, é um incompreensivel
canalha,
Texto adapta de: VELOSO, Caetano. Diferentemente dos americanos do
nor. In: = © mundo ne & chat, So Palo: Cla. das Latas, 2006, p. 42-43,
Do ponto de vista da pontuagao, qual(quais) (880)
correta(s)?
a. Apenas
bb Apenas I
©. Apenas IL
4. Apenas Ile Il
el tell,
GABARITO: 1) b, 2) 5, 3)¢, 4) b, 5) b, 6) d, 7) 2, 8) c, 9) 2,
10) 0, 11) 2, 12) b, 13) b, 14) ¢, 1) c, 16) a, 17) ¢, 18) ¢, 19)
20) d, 24) b, 22) b, 23) c, 24) c, 25) c, 26) b, 27) b, 28) c,
29) a, 30) a,