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Apostila Especialidades Odontologicas I Revisada

O documento apresenta informações sobre anatomia dental, classificação e funções dos dentes. Aborda conceitos como coroa, colo e raiz dos dentes, além de classificá-los em grupos como incisivos, caninos, pré-molares e molares. Também descreve as faces dos dentes para estudo e apresenta um odontograma.

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Luciano Luz
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Apostila Especialidades Odontologicas I Revisada

O documento apresenta informações sobre anatomia dental, classificação e funções dos dentes. Aborda conceitos como coroa, colo e raiz dos dentes, além de classificá-los em grupos como incisivos, caninos, pré-molares e molares. Também descreve as faces dos dentes para estudo e apresenta um odontograma.

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CENTRO DE ENSINO TÉCNICO ODONTOLÓGICO DO NORDESTE

Ministrante: ______________________________
NOME: _____________________________________________________

ESPECIALIDADES ODONTOLOGICAS I

Introdução A Anatomia Dental

Conceito: é a parte da Anatomia que compreende o estuda da morfologia do


dente e de formações anexas ao mesmo.
 Dente: é um órgão duro, altamente calcificado, de coloração esbranquiçada que
se dispõe em fileiras nas margens alveolares da maxila e mandíbula (Figura 1).
Figura 1: Ossos maxila e
mandíbula
Não devemos estudar o dente como se fosse um órgão isolado, e sim fazendo parte de uma. formação mais
complexa, que é o órgão dental.
Órgão dental é o conjunto constituído pelo dente e o periodonto.

Figura 2: Periodonto
Periodonto (Figura 2) representa o elemento de fixação ou sustentação do dente. É constituído pelo cemento (RC),
ligamento periodontal (PL), osso alveolar (ABP e AP) e gengiva (G).
Caracteres Gerais Dos Dentes:
O dente compreende três porções:
 Coroa: porção visível do dente;

 Colo: linha intermediária entre coroa e raiz;

 Raiz: porção que se articula com o alvéolo dental.

Estudo Da Coroa:
 Apresenta 6 faces para estudo:

• Vestibular (V)

• Palatina ou lingual (L)

• Faces proximais: mesial (M) e distal (D)


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• Face oclusal (O)

• Face cervical: virtual (entre o dente e a raiz)

GENERALIDADES SOBRE OS DENTES

Os dentes são órgãos que apresentam, na sua constituição tecidual, um alto teor mineral que os tornam estruturas
bastante rígidas e muito resistentes. Apresentam uma coloração branco-amarelada e estão implantados na margem
alveolar dos ossos maxila e mandíbula ,em cavidades ósseas denominadas de alvéolos. A fixação da raiz dental
no osso alveolar é medida por fibras colágenas que constituem o ligamento periodontal. A união da raiz dental ao
alvéolo caracterizam-se como uma articulação ou juntura do tipo fibrosa denominada de gonfose.

A boca apresenta para estudo 6 paredes:

- parede anterior – representada pelos lábios;

-parede superior – abóboda palatina ou palato duro. Tem a forma de U e está circunscrita anterior e
lateralmente pelo arco alvéolo dentário superior;

parede posterior – palato mole

- parede inferior – assoalho da boca, onde está inserida a língua.

--paredes laterais – formada pelo músculo da bochecha ou músculo bucinador e revestida por pele;

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CLASSIFICAÇÃO DO SISTEMA DENTAL

O sistema dental no ser humano, pode ser classificado como plexodonte, heterodonte e difiodonte. O
termo plexodonte é assim chamado devido a complexidade da morfologia da dentição humana; heterodonte é
devido a classificação dos dentes em grupos dentais com funções especificas determinadas pela forma, como grupo
dos incisivos, caninos, pré-molares e molares. Ser humano é considerado um animal difiodonte, por apresentar,
durante a sua existência, duas dentições, denominadas de decídua e permanente.

FUNÇÕES DOS DENTES

As estruturas dentais, em conjunto com os demais componentes do sistema estomatognático desempenham


importantes funções como: mastigação, estética, fonação, proteção e sustentação dos tecidos moles.
Os dentes estão divididos em grupos, são eles :
Grupos dos Incisivos, cuja função é cortar os alimentos;
Grupos dos Caninos, cuja função é moer, triturar e rasgar os alimentos;
Grupos dos Pre-Molares, cuja função é amassar os alimentos;
Grupo dos Molares, que tem a mesma função do grupo dos pré-molares.

Além do importante papel que os dentes possuem na mastigação, os dentes também assumem a função de fonação
e estética.
Na fonação os dentes participam da pronúncia das consoantes chamadas. Basta observar dentais, cuja expressão
requer apoio da língua ou do lábio de encontro ao arco dental. (S-T-V-C).
Na estética da face, os dentes também assumem papel relevante. Basta observar a face de um indivíduo desdentado
para se notar que os lábios se introfletem para a cavidade bucal, as bochechas tornam-se flácidas, os sulcos naturais
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da face tornam-se exagerados, a ponta do nariz desloca-se para baixo, o mento proemina. Os dentes caninos são
denominados, com justiça, os pilares da boca.

COR DOS DENTES

No que concerne à cor dos dentes , ressaltam os aspectos inerentes a coroa, pois a raiz apresenta uma coloração
constante, amarelada, conferida pelo cemento. Por outro lado a coroa do dente permanente apresenta uma
coloração bastante variável, desde o branco-amarelado ao branco-acizentado. O esmalte dentário é bastante
translúcido, deixando transparecer a coloração da dentina, que é a responsável pela cor da coroa dental.

TIPOS DENTIÇÕES

O ser humano é um animal difiodonte, apresenta duas dentições: a decídua e a permanente.


A dentição decídua surge aos seis meses e se completa aos trinta meses de idade, é composta por um total de 20
dentes.
A dentição permanente surge entre os cinco e seis anos de idade e se completa em torno dos vinte anos, é formada
por 32 dentes.

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 O dente de forma geral é composto por três porções: coroa, colo e raiz. A coroa é a porção visível do
dente, quando o mesmo se encontra implantado no alvéolo dentário da mandíbula ou maxila. A raiz é a
porção oculta, isto é, corresponde a porção do dente que se articula com o alvéolo dentário. O colo é a linha
intermediária que limita a coroa da raiz.
Classificação dos Dentes
 a ) Quanto as dentições: dentes temporais ou de primeira dentição, também chamadas dentes de leite ou
decíduo; ou dentes permanentes ou da segunda dentição.
 b ) Quanto aos grupos: incisivos, caninos, pré-molares e molares.
 c ) Quanto ao número : dentição temporária – 20 dentes, não possui pré-molares e terceiro molar; dentição
permanente – 32 dentes
 e ) Quanto aos arcos: superior e inferior
 f ) Quanto ao lado nos arcos: direito e esquerdo
 g ) Quanto à representação:
 Cada dente tem um número representativo que o identifica e o localizam no arco dental, sendo utilizado
dois algarismos ou uma cruz associada a um algarismo.
ODONTOGRAMA OU NOTAÇÃO DENTAL
Notação dental:
É o processo pelo qual podemos determinar o número e a disposição dos dentes como também localizar a
ausência de um elemento dental.
Importância: comunicação entre profissionais e registro clínico.

De maneira didática criou-se o odontograma para facilitar a comunicação entre os profissionais da Odontologia,
Dentistas, ASB,TSB E TPD ele divide a boca em:
Quatro hemi-arcos ou quadrantes: superior direito, superior esquerdo, inferior esquerdo e inferior direito, confere-
se a esses os seguintes números 1, 2, 3 e 4 quando na dentição permanente, e 5, 6, 7 e 8, na dentição decídua
respectivamente.(veja esquemas)
Em seguida os dentes são numerados partindo-se da linha média de 1 a 8, correspondendo de incisivo a terceiro
molar na dentição permanente e de incisivo a segundo molar na dentição decídua.
Obtendo assim:
número de quadrante / número do dente.
Ex: 11 = incisivo superior direito
64 = primeiro molar superior esquerdo decíduo
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Superior direito – Quadrante 1 Quadrante 2 – Superior esquerdo

   
Inferior direito – Quadrante 4 Quadrante 3 – Inferior esquerdo
   
   

18 17 16 15 14 13 12 11 21 22 23 24 25 26 27 28

   
48 47 46 45 44 43 42 41 31 32 33 34 35 36 37 38
 

ESTUDO DA COROA DENTAL

A coroa dental tem faces, bordas e ângulos, apresenta uma forma de cubo e possui 6 faces (superfícies) para
estudo.
Caracteres gerais dos dentes:
O dente compreende três porções:
 Coroa: porção visível do dente;

 Colo: linha intermediária entre coroa e raiz;

 Raiz: porção que se articula com o alvéolo dental.

Estudo da coroa:
 Apresenta 6 faces para estudo:

• Vestibular (V)

• Palatina ou lingual (L)

• Faces proximais: mesial (M) e distal (D)

5.1 FACES
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Face Vestibular – é a face que olha para o vestíbulo da boca.
Face Palatina Ou Lingual – é a face oposta a vestibular, é a que olha para a boca propriamente dita. A
denominação da face lingual é reservada para os dentes inferiores.
Faces Proximais (Mesial E Distal) – estas faces são laterais da coroa. Mesial é aquela que se aproxima da linha
média, distal a que se afasta da linha média.
Face Oclusal – é a face da coroa que oclui com os dentes do arco oposto, isto é, quando a boca está em oclusão,
elas se tocam. Nos incisivos e caninos as faces vestibular e lingual se encontram na borda incisal, que nestes dentes
anteriores correspondem à face oclusal.
Face Cervical – esta face é virtual, num dente com sua raiz. Para estudá-la, é necessário se fazer um corte à altura
da linha de colo.
Abreviaturas: FV ( face vestibular); FL ( face lingual); FD ( face distal ); FC ( face cervical); FP ( face Palatina);
FM ( face mesial); FO ( face oclusal).
BORDAS
Quando duas faces da coroa encontram-se temos a borda. Olhando o dente por uma das faces, identificam-se as
bordas que limitam essa face, como, por exemplo, as bordas mesial, distal, oclusal e cervical da face vestibular.
Bordas da face vestibular:
- borda mesial (limita a face vestibular da face mesial );
- borda distal ( limita a face vestibular da face distal );
- borda oclusal ( limita a face vestibular da face oclusal );
- borda cervical ( limita a face vestibular da face cervical ).
Bordas da face palatina - mesmas da face vestibular.
Bordas das faces proximais
- borda vestibular ( limita a face vestibular da face proximal );
- borda palatina ou lingual ( limita palatina ou lingual da face proximal );
- borda oclusal ( limita a face proximal da face oclusal );
- borda cervical ( limita a face proximal da face cervical )
ANGULOS
Ao encontro de três faces definimos ângulo. Sua denominação será a combinação dos nomes das três faces que
compõem, por exemplo:
Ângulo mesial: constitui o encontro das faces vestibular, oclusal e mesial.
Ângulo distal: constitui o encontro das faces vestibular, oclusal e distal.

5.4 ELEMENTOS DA COROA DENTÁRIA:

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 Cúspides – elevações em forma de pirâmide triangular, característica da face oclusal dos pré-molares e
molares, apresenta um ápice ou ponta.

 Sulcos - são depressões lineares de pouca profundidade. Podem ser:

-principais (separam as cúspides umas das outras)

-secundários (percorre, cúspides ou outros elementos da coroa).

Podem ultrapassar o limite da face oclusal, atingindo outra face. Podem ainda terminar em depressões chamadas
fossetas.

 Fossetas ou fóssulas – são depressões ovalares, circulares ou triangulares que podem encontrar-se na
terminação de um sulco ou união de dois deles.

 Cíngulo – são saliências arredondadas presentes nas faces linguais / palatinas de incisivos e caninos.

 Cristas – são elevações lineares salientes. Merecem destaque as cristas que percorrem mesial e distalmente
as faces oclusais dos dentes posteriores (cristas marginais que unem as faces vestibulares as linguais ou
palatinas, nos molares e pré-molares) e as cristas presentes nas faces linguais ou palatinas dos dentes
anteriores.

 Bossa – saliência arredondada na face vestibular de todos os dentes.

MOLDAGEM

 É o ato de se moldar o paciente. É através da moldagem que obtemos o molde do paciente. Para realizar
uma moldagem, utiliza-se uma moldeira e um material de moldagem.

Moldagem

Modelo

Molde
Vazamento do Molde

Molde
 É a reprodução em negativo das estruturas do dente e da boca, ou seja, é uma impressão negativa dos dentes
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e/ou tecidos da cavidade bucal.
Vazamento do Molde
 É o preenchimento do molde com material, por exemplo, o gesso. É no processo de modelagem que
obtemos o modelo.
Modelo
 É a reprodução em positivo das estruturas do dente e da boca. Ou seja, é uma cópia ou réplica fiel dessas
estruturas.

Material Utilizado Para Moldagem: Moldeira,cuba de borracha e espátula de manipulação


Moldeira É o continente do material no procedimento de moldagem.
Existe basicamente dois tipos de moldeira: modeira de estoque e moldeira individual.
Moldeira de Estoque: São moldeiras fabricadas de vários tamanho, existindo de diversos tipos de material
como:inox,plástica e alumínio.
Moldeira Individual: são construídas sobre modelos pré existente,obtido por uma moldagem feita com moldeiras
de estoque.
 o uso de uma moldeira individual em moldagens para p.p.r,constituei em conduta de rotina .

Materiais de Moldagem

Os materiais de moldagem classificam-se segundo a finalidade em:


Fundamental: é o responsável principal na obtenção do molde.
. Complementar: é o material que conplenenta ou corrige falhas da moldagen realizada com o material
fundamental.
De Duplicação: é o material utilizado para a duplicaçâo do modelo (em geral de uso laboratorial).

Segundo As Propriedades Em:

Anelástico: é o material que uma vez obtido o molde, não apresenta elasticidade, ou seja, torna-se rígido.
Elástico : é o material que, após a moldagem, apresenta alguma elasticidade, sem, porém, prejudicar a
fidelidade do molde.
Hidrófilo: é o material que apresenta afinidade com água.
Hidrófobo: é o material que não apresenta afinidade com água.
Terrmoplástico: é o material que, com o aumento da temperatura, plástifica-se e ao resfriar-se, solidifica-se.
Nao-Termoplastico: é o material que precisa de um catalisador, não necessitando de temperatura para a
solidificaçâo.
Imediato: é o material que recebe a impressão logo no ato da compressão.
Mediato: é o material que requer um tempo de espera junto aos tecidos a serem moldados para se obter a
impressão.

TÉCNICAS PARA A MOLDAGEM DE ESTUDO

Geralmente se utiliza o hidrocolóide ireversÍvel (alginato) para a realizaçâo desta moldagem.

Materiais Necessários

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 Jogo de moldeiras de estoque perfuradas ou não
 Lamparina comum a álcool
 Lamparina de chama dirigida
 Isqueiro
 Cera utilidade
 Espátula de cera 7
 Lecron
 Gral para alginato
 Espátula para alginato
 Alginato (com os devidos rnedidores)
 Copo descartável
 Soluçâo anti-séptica

Pré-Moldagem

Solicita-se ao paciente que faça bochechos com digluconato de clorexidina a 0,12%, por 2 minutos, ou com
outra soluçâo anti-séptica (normas de biossegurança).

Posição do Paciente

O paciente deve estar corretamente sentado na cadeira odontológica, com o arco a ser moldado paralelo ao solo.
A altura da cadeira deve ser tal que a comissura labial fique na altura da metade inferior do braço do
profissional para a moldagem superior e na altura da metade superior do braço do profissional para a moldagem
inferior.
Em alguns casos, pode-se optar pela posiçâo ergonômica , com o paciente em posição supina e o operador
sentado no mocho odontológico .

Seleção de Moldeira

Ser compatível com o material de moldagem a ser utiiizado, e estar de acordo com área a ser moldada.
As moldeiras geralmente se apresentam em três tamanhos (pequeno, médio e grande) e podern ser perfuradas
ou nâo. A seleçâo deve começar com uma moldeira com tamanho médio Esta moldeira deve cobrir completamente
as tuberosidades (arco superior), as papilas retromolares (arco inferior) e não encostar nos dentes e rebordos, e
precisa ter uma foiga em todos os sentidos, de 2 a 3 mm para o material de moldagem.
Se o espaço lateral entre a moideira e os dentes e/ou tecidos moles a serern moldados for tnenor que 3 mm ou
se esta nâo estiver englobando todos os tecidos a serem moldados. seleciona-se uma moldeira maior; caso con-
trário, seleciona-se uma moldeira menor.
Preenchimento da moldeira
• Deve ser preenchida por partes,começando-se por uma das extremidades até o lado oposto.
• É importante que não haja excesso ou falta de material.
• Após o preenchimento da moldeira passa-se o dedo molhado sobre a superfície do material de moldagem.

ATENÇÃO : remoção do molde deve ser removido com movimento brusco e de direção única.

DESINFECÇÃO DE MODELOS E MOLDAGENS

Estes materiais devem ser desinfectados. As moldagens ou peças protéticas devem ser bem lavadas e imersas em
desinfetantes por 10 minutos. Após a desinfecção devem ser embaladas em plástico.

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MATERIAL DESINFETANTE TÉCNICA TEMPO
Siliconas solução de hipoclorito Imersão 10 minutos
de sódio 0,5% e 1%.
Polvidone-Iodine 0,5
OU 1%, glutaraldeído
0,13% ou 2%
Mercaptanas solução de hipoclorito Imersão 10 minutos
de sódio 0,5% e 1%.

Poliéster solução de hipoclorito Fricção 10 minutos


de sódio 0,5% e 1%.

Alginatos solução de hipoclorito Imersão ou Fricção 10 minutos


de sódio 0,5% e 1%.

Gesso solução de hipoclorito Fricção 10 minutos


de sódio 0,5% e 1%.

Prótese ou Acrílico solução de hipoclorito Imersão 10 minutos


de sódio 0,5% e 1%.

Individualização da Moldeira De Estoque

Este procedimento geralmente é realizado com cera utilidade, com a finalidade de compatibilizar a moldeira
com área a ser moldada.
• Coloca-se cera utilidade aquecida na região do palato, na região posterior e nas áreas desdentadas (se
estas existirem) com espessura adequada. Com a lamparina de chama dirigida, plastifica-se a cera
utilidade e leva-se à cavidade bucal fazendo compressão para moldar a região.
• Faz-se o resfriarnento com jatos de água e remove-se a moldeira da cavidade bucal.
• Corta-se a cera utilidade em tiras com até 5 mm da espessura, aquecendo-a na lamparina comum, e
coloca-se na borda da moldeira na regiâo posterior direita, reforçando a sua fixaçâo com a espátula de
cera 7 aquecida, com a finalidade de adequar a moldeira à regiao de fundo de sulco.

MATERIAIS ANELÁSTICOS PARA MOLDAGEM

GESSO ODONTOLÓGICO

Apresenta-se no comércio odontológico sob a forma de pó branco ou corado. Os gessos são atualmente
usados como material de modelagem (vazamento de moldes). São empregados na confecção de modelos de estudo
e de trabalho.

Tipos
Gesso tipo I (Gesso para moldagem) (não se usa mais);
Gesso tipo II (Gesso comum);
Gesso tipo III (Gesso pedra);
Gesso tipo IV (Gesso pedra de alta resistência ou Gesso Especial);
Gesso tipo V (Gesso pedra de alta resistência e alta expansão) (pouco usado).

Alguns laboratórios utilizam-se do gesso sintético para vazamento de moldes.


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Relação Água Pó – (A/P)
É a quantidade de água para 100 gramas de gesso. Por exemplo, a relação A/P de 0,50 significa que o gesso
precisa de 50 mL de água para misturar com 100 gramas do gesso. É importante respeitar a relação A/P para se
obter uma consistência adequada do gesso.
Deve seguir as recomendações do fabricante, mas situa-se em torno de:
Gesso tipo II: 0,45 a 0,55;
Gesso tipo III: 0,30 a 0,35;
Gesso tipo IV:0,19 a 0,23.

Espatulação
O gesso é manipulado em gral de borracha flexível e espátula de metal. Primeiro colocar a água no gral e
depois o gesso previamente pesado. Inicia-se a espatulação levemente até umedecer todo o pó. Em seguida inicia-
se a espatulação com vigor por um minuto. O gral contendo o gesso (Figura 21) pode ser colocado sobre um
vibrador por alguns segundos para remover bolhas de ar.

Gral de borracha contendo gesso manipulado com espátula metálica

O gesso tem tempo de trabalho de 3 minutos.


O molde deve ser separado do modelo de gesso após 30 minutos para que apresente resistência e não se
frature.

GODIVA

São usados principalmente na moldagem de pacientes totalmente desdentados.

Composição
As Godivas são compostas por uma combinação de ceras e resinas termoplásticas, cargas e agentes
corantes.
Classificação
São materiais termoplásticos, ou seja, quando aquecidos plastificam e quando esfriam endurecem.
Godivas em placas- Usadas para moldagens como passo inicial para confecção de próteses total.
Apresentam-se sob a forma de placas.
Godivas em bastão - Usadas em moldeiras individuais de resina acrílica e para a fixação de grampos.
Também pode ser empregada em moldagens unitárias e de preparos cavitários. Apresentam-se sob a forma de
bastões e também são conhecidas como godiva de baixa fusão.

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Manipulação
As godivas em placas são plastificadas na água. Em geral usa-se o plastificador de godiva que tem um
termostato que controla a temperatura do banho de água. A godiva é imersa na água quente e fica em média 2
minutos. Em seguida é retirada e enxuta em pano limpo e pela pressão digital, verifica-se o amolecimento. Caso
não esteja amolecida faz imersão novamente. Quando a godiva está amolecida ela é amassada e colocada na
moldeira e a moldagem é realizada.
Uma imersão prolongada ou superaquecimento em água não é indicado, pois o material pode se tornar
friável ou granuloso.
As godivas em bastão são plastificadas sobre a chama de lamparina. Neste caso, deve-se evitar que a godiva
ferva ou entre em ebulição, pois os seus ingredientes são voláteis.

PASTA DE ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL


(PASTA ZINQUENÓLICA, PASTA ZOE, PASTA OZE)

É empregada como material de moldagem para pacientes desdentados. Apresenta-se em tubos onde um
contém a pasta base e o outro a pasta aceleradora.
Classificação
A pasta de óxido de zinco e eugenol é classificada em tipo I (dura) e tipo II (macia). A principal diferença é
o tempo de presa, 10 min para a dura e 15 min para a macia.
Técnica de Espatulação
A proporção das duas pastas é obtida através do mesmo comprimento. As pastas devem ser espatuladas
sobre papel impermeável ou placa de vidro até se conseguir uma coloração rósea uniforme (aproximadamente de
45 a 60 segundos)., sem a presença de estrias brancas ou vermelhas.
Propriedades
A pasta zinquenólica possui um bom escoamento, uma boa estabilidade dimensional, alta riqueza de
detalhes, boa resistência e rigidez.

MATERIAIS ELÁSTICOS PARA MOLDAGEM

HIDROCOLÓIDES IRREVERSÍVEIS: ALGINATO


Os hidrocolóides irreversíveis comumente chamados de alginatos são usados em moldagens totais e
parciais. Nos casos onde detalhes devem ser moldados, os elastômeros deverão ser usados.
Os alginatos apresentam-se sob a forma de pó acondicionado em latas ou envelopes.
Os alginatos podem conter aromatizantes para uma melhor aceitação do paciente e corante para facilitar a
identificação do tempo de trabalho e de presa.

Proporção Água/ Pó
A consistência adequada é dada pela quantidade de água e pó indicada pelo fabricante. Geralmente, utiliza-
se uma concha do pó para uma medida de água. Usar água gelada quando o dia estiver muito quente, para dar
maior tempo de trabalho.

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Espatulação

É feita em gral de borracha flexível por meio de espátula rígida de metal ou plástica. Coloca-se o pó sobre a
água e espátula-se vigorosamente, amassando a mistura de encontro às paredes da cubeta, com uma rotação
constante, pressionando as bolhas de ar e promovendo a completa dissolução do pó (45 a 60 segundos) até obter
uma mistura homogênea, caracterizada por uma massa lisa e cremosa, soltando da espátula quando é removida da
cuba.

Material e proporciona mento para espatulação do alginato.


O tempo de presa para o alginato tipo II (presa normal) varia de 2 a 4,5 minutos. O alginato de presa rápida
(Tipo I) tem presa entre 1 a 2 minutos.
OBS.: As cubetas e espátulas devem estar sempre limpas para não afetar a presa do material. O ideal é
utilizar cubetas distintas para gesso e alginato.

ELASTÔMEROS
São materiais elásticos para moldagem, onde é necessária a obtenção de detalhes (moldagem de precisão).
Por duplicarem as estruturas bucais com maior precisão, os elastômeros são utilizados quando se necessita de
maior detalhe na confecção de próteses fixas e removíveis.
Requisitos
- Capturar com precisão os detalhes das estruturas bucais;
- “Soltar-se” da boca sem distorção;
- Permanecer dimensionalmente estável.
Tipos
1. Polissulfeto (ou mercaptana);
2. Silicona polimerizada por condensação;

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3. Silicona polimerizada por adição;
4. Poliéter.
Classificação da ADA
Cada tipo de material está subdividido em quatro classes de viscosidade:
- material leve
- material médio ou regular
- material pesado
- massa densa (putty)
1. Polissulfeto (ou mercaptana)
O polissulfeto é o mais antigo dos elastômeros É fornecido sob a forma de duas pastas (base e catalisadora).
A pasta catalisadora por possuir enxofre dá um odor ruim ao material de moldagem. Exemplo comercial:
Permlastic (Sybron Kerr)
Apresenta-se em 3 consistências; Pesado, Regular e Leve, sendo que as consistências regular e leve são as
mais usadas atualmente.
Manipulação
O polissulfeto deve ser manipulado através da colocação de comprimentos iguais da pasta base e
catalisadora no bloco de papel ou placa de vidro. A espatulação é difícil, deve-se aplicar força suficiente até
obtenção de coloração marrom uniforme (45 a 60 segundos).
O tempo de trabalho a temperatura de 23 oC é em torno de 6 minutos e o tempo de presa situa-se em torno
de 12 minutos na temperatura bucal (37oC). Quanto mais tempo permanecer na boca, maior a precisão.
Vazamento do Molde
Na desinfecção, o molde não deve ficar imerso por muito tempo. O vazamento do molde deve ser após 20
minutos da moldagem ter sido realizada, para que haja total recuperação elástica. O molde não deve demorar a
ser vazado porque esse material tem como subproduto a água e a perda dela promove a contração do molde, o
que gera a distorção do material.
2. Silicona Polimerizada Por Condensação (Polidimetilsiloxano)
Assim é denominado pela devido ao silício (Si) e ao tipo de reação de polimerização. São apresentados no
sistema de duas pastas, ou sistema pasta e líquido, ou sistema de massa. Apresenta a consistência leve, regular,
pesada e massa (densa ou “putty”). Não tem cor definida como os polissulfetos.

Manipulação
A silicona por condensação na consistência leve, regular e pesada deve ser manipulada através da
colocação de comprimentos iguais da pasta base e catalisadora. Se o sistema for pasta e líquido verificar na bula do
material a quantidade de gotas para determinada quantidade de pasta. A espatulação deve ser feita até obtenção de
coloração uniforme.
A consistência de massa deve ser manipulada de acordo com as instruções do fabricante.
O tempo de trabalho a temperatura de 23 oC é em torno de 3 minutos e o tempo de presa situa-se em torno
de 9 minutos na temperatura bucal (37oC).
Podem ser utilizadas para moldagens em dois estágios.

Vazamento do Molde

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O vazamento do molde deve ser imediatamente após a moldagem ter sido realizada, pois esse material tem
como subproduto o álcool etílico e a perda dele promove a contração do molde, o que gera distorção do
material.

3 - Silicona Polimerizadas Por Adição (Polivinilsiloxano)

É considerado o material de moldagem de maior sucesso, pois representa um avanço na precisão.


Apresentam-se em sistemas de duas pastas, massas.
Apresenta-se nas consistências Massa (densa ou “putty”), Pesado, Regular e Leve. Além disso, a
consistência Leve pode estar disponível em sistemas de automistura (Figura 23).

Manipulação

A silicona por adição na consistência leve, regular e pesada deve ser manipulada através da colocação de
comprimentos iguais da pasta base e catalisadora. Se o sistema for pasta e líquido verificar na bula do material a
quantidade de gotas para determinada quantidade de pasta. A espatulação deve ser feita até obtenção de coloração
uniforme. Algumas siliconas polimerizadas por adição dispõem do sistema de automistura, onde a espatulação do
material leve é feita pela própria pistola (Figura 23).

Vantagens do sistema de automistura:


- melhor uniformidade na proporção e na mistura;
- menor incorporação de ar na mistura;
- menor tempo de manipulação;
- menor possibilidade de contaminação.

Sistema de automistura em silicona polimerizada por adição


A consistência de massa deve ser manipulada de acordo com as instruções do fabricante.
O tempo de trabalho a temperatura de 23 oC é em torno de 3 minutos e o tempo de presa situa-se em torno
de 6 minutos na temperatura bucal (37oC).
ATENÇÃO: NUNCA utilize luvas de látex para manipular as siliconas por adição, pois a contaminação por
enxofre (sulfetos) proveniente da luva de látex inibe o processo de reação do material e esta inibição produz uma
importante distorção.
Vazamento do Molde
O vazamento do molde pode ser feito em até uma semana. Tem excelente estabilidade dimensional.
4- Poliéster
O Poliéter foi introduzido na Alemanha no final da década de 60. Apresenta-se nas três consistências das
pastas; Pesada, Regular e Leve, sendo que a Regular é a mais utilizada. O Leve pode estar apresentado no sistema
de automistura.
Manipulação
O poliéter é manipulado através da colocação de comprimentos iguais da pasta base e catalisadora.
O tempo de trabalho a temperatura de 23 oC é em torno de 3 minutos e o tempo de presa situa-se em torno
de 8 minutos na temperatura bucal (37oC).
Vazamento do Molde
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O vazamento do molde pode ser feito em até uma semana. Tem excelente estabilidade dimensional.
PARA TODOS OS MOLDES (QUALQUER MATERIAL DE MOLDAGEM)
IMPORTANTE: TODO MOLDE DEVE SER DESINFECTADO ANTES DE SER ENVIADO PARA O
LABORATÓRIO DE PRÓTESE DENTAL. OS MÉTODOS MAIS RECOMENDADOS SÃO A BORRIFAÇÃO
OU IMERSÃO DO MOLDE EM SOLUÇÃO DE HIPOCLORITO DE SÓDIO A 1% POR 10 MINUTOS OU EM
SOLUÇÀO DE GLUTARALDEÍDO A 2% POR 10 MINUTOS.
9 - CERAS ODONTOLÓGICAS
As ceras são utilizadas em vários aspectos da Odontologia, tanto na clínica quanto no laboratório. Todo
trabalho laboratorial exige a utilização da cera. Os componentes da cera são parafina, goma dammar, ceras naturais
(carnaúba, candelila), ceresina e corantes.

Classificação
Cera para fundição (bastões)
Tipo I (média) e Tipo II (macia)

Cera para placa base (Lâminas de 1 e 2mm, cor vermelha e rosa)


Cera tipo 7 e tipo 9
Cera pegajosa (bastões)
Cera utilidade (Lâminas vermelhas, grossas)
Cera para mordida (Lâminas)
Manipulação

A cera sempre deve ser plastificada sobre a chama da lamparina e quando amolecido deve apresentar-se uniforme.
A condutibilidade térmica da cera é baixa o que exige tempo para que ela seja aquecida uniformemente e também
para que o resfriamento seja homogêneo.
A cera é o material que mais sofre contração ou expansão quando submetidas à variação de temperatura
(alto CET).

Distorção da Cera
O trabalho em cera não deve ser armazenado por muito tempo e a cera é afetada pela temperatura de
armazenamento

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CLASSIFICAÇÃO DE KENNEDY

A classificação dos desdentados ajuda-nos a estabelecer regras de planejamento e de desenho. Ela tem uma
função didática e serve como meio de comunicação entre profissionais, facilitando a explicação de casos clínicos
conhecidos.

A classificação de Kennedy abrange quatro arcos desdentados, e suas modificações, e é uma das mais
utilizadas no mundo.

 Classe I e modificações: desdentado posterior bilateral;

 Classe II e modificações: desdentado posterior unilateral;

 Classe III e modificações: desdentado intercalar;

 Classe IV: desdentado anterior.

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Obs.: A Classe IV não admite modificações, pois, se existisse mais de um espaço protético, enquadrar-se-ia
em uma das outras três classes.

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