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Avaliação e Tratamento de Dor no Ombro

Este caso clínico descreve uma paciente de 48 anos que apresenta dor e limitação funcional no ombro esquerdo, possivelmente decorrente de tendinite do manguito rotador. O plano de tratamento inclui técnicas de mobilização, exercícios e orientações para aliviar a dor, aumentar a amplitude de movimento e força muscular no ombro a curto, médio e longo prazo.

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Brenda Medina
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Avaliação e Tratamento de Dor no Ombro

Este caso clínico descreve uma paciente de 48 anos que apresenta dor e limitação funcional no ombro esquerdo, possivelmente decorrente de tendinite do manguito rotador. O plano de tratamento inclui técnicas de mobilização, exercícios e orientações para aliviar a dor, aumentar a amplitude de movimento e força muscular no ombro a curto, médio e longo prazo.

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CASO CLÍNICO

ANAMNESE
EDNA ANDRADE LOREIRO, 48 ANOS, SOLTEIRA.

Profissão atual: Doméstica


Deu entrada na Clínica Escola da Faculdade Pitágoras no dia_______ 04 de 2022.
Sozinha, comunicativa, colaborativa, deambulando sem uso de dispositivo de
marcha. Feito assim a avaliação fisioterapêutica.

Queixa principal: sinto dor no ombro, não consigo levantar o braço, não consigo
limpar a casa e pentear o cabelo SIC.

HDA - História da Doença Atual: sente dor no ombro esquerdo, nao realiza
flexão de ombro, relata ter pegado muito peso no trabalho anos atras e sentia
deslocamento. Hoje nao consegue trabalhar na sua antiga função ‘faxineira´e
nem se cuidar.

HDP: AVC a dois anos (não ouve sequelas), Trombose.

HF - História Familiar/HS – Histórico Social: não consegui realizar atividades


doméstica, não vai a igreja, cuida de uma criança de 6 anos de idade e cuida
de filhos com problemas psicológicos.

Exames Complementares: Não levou.


Medicação: Losartana, marivan, medicação para controle de ansiedade.

Exame Físico
Simetria: Ombro esquerdo elevado
Inspeção: Dor ao palpar o bíceps e tríceps, tônus muscular preservado, aspecto
da pele preservado, sem edema, com pontes de tensão no bíceps.
Avaliação Postural estática: ombro esquerdo elevado na vista anterior.
Avaliação Dinâmica: Limitação na ADM ao realizar abdução e flexão de
ombro e rotação externa.
Goniométrima:
Membros Ombro D Ombro E Parâmetros
Flexão 35º 45º 0-180
Extensão 20º 25º 0-45
Abdução 30º 45º 0-180
Adução 7º 10º 0-40

Força muscula:
 Redondo menor - 3
 Infraespinhal -3
 Subescapular- 3
 Supraespinhal - 3
 Serrátil anterior - 3
 Trapézio médio - 3
 Trapézio inferior – 3
Testes especiais:
 Tetes de Neer: positivo
 Teste de Hawkins: positivo
 Teste de Apley: positivo
 Queda de braço: positivo
 Teste de jober: negativo
 Teste de geber: positivo
Avaliação da marcha: Não realiza a fase de balanço corretamente do MID.

Diagnostico Cinético Funcional


Paciente apresenta limitações na amplitude de movimento de todos os arcos
do ombro, decorrente de fraqueza da musculatura do manguito rotador,
acarretando limitações para realizar suas atividades de vida diária (pentear o
cabelo, vestir/despir sutiã e blusa e trabalhos domésticos) restringindo
interação social como ir à igreja, restaurante e mercado.

Plano de tratamento:
Objetivo:
 Curto prazo: Aliviar o quadro álgico e inflamatório;
 médio prazo: Ganho de amplitude de movimento e reduzir a limitação
funcional e a incapacidade.
 Longo prazo: Ganho de forca muscular, estabilidade e equilíbrio e orientação
para educação da dor e do autocuidado;
Conduta:
Curto prazo: Liberação Miofascial da musculatura do trapézio, bíceps e do
manguito rotador, desativação dos pontos de gatilho, mobilização articular
(articulação glenoumeral, articulação acromioclavicular, articulação
esternoclavicular) grau I e II, Mobilização articulação glenoumeral caudal do
ombro conceito maitland grau I e II, exercícios pendulares oscilatórios na
articulação glenoumeral realizados com tração longitudinal com o objetivo de
alongamento da cápsula articular e tração na articulação glenoumeral, para
promover relaxamento muscular e diminuição da dor. Exercícios Isométricos
leves em diversos ângulos: protração/retração, elevação/depressão;

Médio prazo: exercícios de cinesioterapia, exercícios de extensão de ombro


em decúbito ventral, Abdução horizontal do ombro em decúbito ventral, Rotação
interna do ombro com resistência (com thera band ) Rotação externa do ombro
com resistência (com thera band) flexão de ombro com bastão, flexão de ombro
no plano escapular em 30º, Flexão do tronco resistência (com halter).

__________________________________________________________________

Longo prazo: exercícios isométricos para flexores de ombro (com halter)


(deltoide anterior, peitoral maior, corabraquial), abdução de ombro, rotação
externa, rotação interna, (com thera band), ( deltoide supraespinhoso,
subescapular, infraespinhal, redondo menor, deltoide posterior), passivos
progredindo para exercícios ativo-assistido e posteriormente ativo; exercícios
de cadeia cinética aberta e fechada, Exercício de Propriocepção na cintura
escapular e do membro superior (com bola suíça) para melhorar a estabilidade
articular, noção corporal e equilíbrio.
Orientação sobre o autocuidado direcionando a informar e motivar o paciente a
levar uma vida saudável, praticar exercícios físicos, para relaxamento e
controle do estresse, não realizar atividades diárias que possam comprometer
a lesão já estabelecida assim como adquirir novos comprometimentos.

Referencias
RODRIGUES, Andressa et al. Eficácia do tratamento Fisioterapêutico na
Síndrome do impacto do ombro: Estudo de caso. Brazilian Journal of
Development, curitiba, 18 maio 2021
A tendinite do manguito rotador é a inflamação dos tendões que
compõem o manguito rotador do ombro (Supraespinhoso,
Infraespinhoso, Subescapular e Redondo Menor). Normalmente
está associada a inflamação da Bursa subacromial (bolsa que fica
acima desses tendões), daí ser bastante conhecida como bursite do
ombro.

Os músculos do manguito rotador auxiliam na movimentação e


principalmente na estabilidade do ombro durante os movimentos.
Quando eles não trabalham adequadamente, podem gerar
alterações nos movimentos, o que ocasiona um impacto entre eles
e as estruturas que estão acima deles (acrômio e arco
coracoacromial) ocasionando a inflamação dos mesmos.

A bursite é a inflamação da bursa, que é uma bolsa serosa que tem


a função de facilitar o deslizamento dos tendões do ombro. Ela é
considerada por muitos a causa da doença, o que não é correto. Ela
é a consequência de algo de errado que está ocorrendo no ombro,
que na maioria dos casos é a doença chamada de síndrome do
impacto. A tendinite ou tendinopatia é a inflamação do tendão. No
ombro, os tendões mais comumente inflamados são os tendões do
manguito rotador (supraespinal, infraespinal, subescapular e
redondo menor) e o tendão da cabeça longa do bíceps. 

Existem diversas doenças que causam a bursite e a tendinite, mas


a mais comum é conhecida como "Síndrome do Impacto do
Ombro". Ela surge de alterações no osso chamado acrômio,
considerado o "teto" do ombro, que fica logo acima dos tendões e
da bursa (tecido que reveste os tendões). Alguns indivíduos podem
desenvolver um "esporão" no acrômio ou possuir esse osso em
forma curva ou em gancho e, durante alguns movimentos, pode
ocorrer um atrito nos tendões e na bursa.

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