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Programa Unita 2022

Este documento apresenta o programa eleitoral da Frente Patriótica Unida para as eleições gerais de 2022 em Angola. O programa aborda os principais desafios do país como fome, educação, saúde e emprego, e propõe compromissos para enfrentá-los em quatro eixos estratégicos: medidas de emergência nacional, reforma do estado, responsabilidade social e desenvolvimento econômico sustentável.

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Kito Guevara
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Programa Unita 2022

Este documento apresenta o programa eleitoral da Frente Patriótica Unida para as eleições gerais de 2022 em Angola. O programa aborda os principais desafios do país como fome, educação, saúde e emprego, e propõe compromissos para enfrentá-los em quatro eixos estratégicos: medidas de emergência nacional, reforma do estado, responsabilidade social e desenvolvimento econômico sustentável.

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ÍNDICE

Mensagem do Presidente 004


Introdução 005

PARTE I. – DESAFIOS PRIORITÁRIOS

FOME

Compromisso 1: Garantir a produção da cesta básica de forma consistente. 006
Compromisso 2: Garantir os meios da produção e infraestruturas para o
desenvolvimento da agricultura, aquicultura e pecuária de subsistência. 007
Compromisso 3: Garantir a merenda escolar às crianças inseridas no sub-
sistema do ensino de base. 007
Compromisso 4: Garantir que cada angolano tenha acesso a dieta alimentar
mínima. 008

EDUCAÇÃO

Compromisso 1: Proceder a reforma curricular abrangente. 009
Compromisso 2: Promover a valorização da carreira docente investindo na
formação do professor. 009
Compromisso 3: Promover o ensino das ciências exactas com especial ênfase
nas ciências computacionais. 010
Compromisso 4: Construir e melhorar as infraestruturas escolares. 010

SAÚDE

Compromisso 1: Promover o acesso a serviços de atendimento clínico e
farmacológico, assentes no enquadramento de uma rede de profissionais
com a melhor tecnologia disponível. 011
Compromisso 2: Proteger em especial as crianças, as mães jovens, e terceira
idade. 011
Compromisso 3: Dotar o país de capacidade de produção de medicamentos
essenciais. 012
Compromisso 4: Promover a humanização das infraestruturas de saúde. 012

EMPREGO

Compromisso 1: Dinamizar os clusters industriais e de serviços com forte
ligação à academia. 013
Compromisso 2: Fomentar o empreendedorismo de alto valor acrescentado
assente em bases sólidas de competitividade. 013







Compromisso 3: Capacitação da administração central e local do Estado. 014
Compromisso 4: Apostar na formalização da economia. 014
Compromisso 5: Dinamizar o Agronegócio. 015

CORRUPÇÃO

Compromisso 1: Promover uma cultura anticorrupção demonstrando os
custos económicos e sociais da mesma. 016
Compromisso 2: Criar um sistema de monitorização por métodos directos e
indirectos do nível de riqueza de servidores públicos. 016
Compromisso 3: Fortalecer um regime de perdão e atenuação para pessoas
e empresas que decidam colaborar. 017
Compromisso 4: Punir pessoas e empresas que manifestamente tenham
lesado através de actividades ligadas a corrupção. 017

PARTE II. – EIXOS ESTRATÉGICOS

1. MEDIDAS DE EMERGÊNCIA NACIONAL

Compromisso I: Instauração de um Governo Inclusivo e Participativo e de
uma Nova Cultura de Governação. 020
Compromisso II: Democratização da imprensa. 020
Compromisso III: Redução das despesas públicas não essenciais. 021
Compromisso IV: Melhoria da oferta dos cuidados primários de saúde. 022
Compromisso V: Reforço da segurança social dos mais desfavorecidos. 022
Compromisso VI: Fortalecimento da segurança pública. 023
Compromisso VII: Fomento às actividades produtivas alimentares. 023

2. REFORMA DO ESTADO

Compromisso I: Criação de um pacto de estabilidade nacional. 025
Compromisso II: Revisão Constitucional e do sistema político eleitoral. 026
Compromisso III: Consolidação da reconciliação nacional. 027
Compromisso IV: Institucionalização do poder autárquico. 028
Compromisso V: Autonomia do poder judicial. 029
Compromisso VI: Reforma da administração. 030
Compromisso VII: Reforma da Justiça. 031
Compromisso VIII: Ordenamento do Território, urbanismo e habitação. 032
Compromisso IX: Revitalização da economia. 034
Compromisso X: Redefinição do papel das entidades administrativas
independentes. 035
Compromisso XI: Restruturação do sector empresarial público. 036
Compromisso XII: Relações exteriores e cooperação internacional. 036
Compromisso XIII: Resgate da cidadania. 037







Compromisso XIV: Modernização das forças armadas. 038
Compromisso XV: Gestão da administração interna. 039

3. RESPONSABILIDADE E SOLIDARIEDADE SOCIAL

Compromisso I: Apoio a assistência social. 041
Compromisso II: Melhoria da qualidade do ensino geral e técnico
profissional. 043
Compromisso III: Modernização do ensino superior. 044
Compromisso IV: Dinamização da investigação científica. 045
Compromisso V: Refundação do serviço nacional de saúde. 046
Compromisso VI: Apoio a família e a igualdade do género. 047
Compromisso VII: Combate à violência doméstica. 049
Compromisso VIII: Promoção da cultura. 049
Compromisso IX: Apoio à Juventude. 050
Compromisso X: Apoio à prática desportiva. 051

4. DESENVOLVIMENTO ECONOMICO SUSTENTÁVEL

Compromisso I: Orçamento 052
Compromisso II: Política fiscal e estabilização económica 054
Compromisso III: Mercados financeiros 055
Compromisso IV: Internacionalização mercantil 056
Compromisso V: Infra-estruturas, transportes e comunicações 057
Compromisso VI: Electrificação 058
Compromisso VII: Água, recursos hídricos e resíduos 060
Compromisso VIII: Agricultura, silvicultura, aquicultura e pecuária 061
Compromisso IX: Indústria, comércio e serviços 063
Compromisso X: Turismo 064
Compromisso XI: Emprego 064
Compromisso XII: Concorrência 065
Compromisso XIII: Preços 066
Compromisso XIV: Consumidor 066
Compromisso XV: Ambiente 067


PARTE III. – OS ROSTOS DA MUDANÇA

Adalberto Costa Júnior 069
10 primeiros candidatos circulo nacional 070




3









O programa do GIP 2022 (Governo Inclusivo e Participativo) é o programa
eleitoral com que a UNITA (União Nacional para a Independência Total de
Angola), no quadro da Frente Patriótica Unida, se apresenta às Eleições
Gerais de 24 de Agosto de 2022.

Este programa vem na sequência da revisão do programa eleitoral com que
a UNITA se apresentou nas eleições de 2017, é o resultado de um trabalho
exaustivo dos membros constituintes da Frente Patriótica Unida, apoiados
por vários sectores da sociedade civil, que apoiam a urgente necessidade de
mudarmos o rumo do nosso país.

Hoje nos confrontamos com uma crise complexa, ampla e mais profunda
desde a paz de 2002. O MPLA promoveu o saque aos cofres públicos, gerou
o aumento do risco de confiança na justiça, o extremar da pobreza, a
radicalização partidária, as divergências com as diversas classes
profissionais, cujo resultado é o actual momento de crise de credibilidade da
política, que nos compele a um reforço do processo democrático e a
adopção de um conjunto de medidas, para sairmos do marasmo em
condições de reiniciar o crescimento económico com mais justiça social e
credibilidade das instituições.

Agora, é tempo de fazer, os angolanos sabem, que é possível fazer muito
mais, diferente e melhor. O GIP 2022, tem um plano para atender o

prioritário, reformar o Estado, proteger as pessoas e as empresas a triunfar

neste momento de crise económica global. Urge assim fortalecer as políticas
sociais que exigem um projecto diferente. Faremos diferente! Faremos
melhor, para oferecer outro porvir aos angolanos, porque faremos com
todos sem atender a origem partidária de cada um.

O GIP 2022 começa por apresentar os ideais em que foi construído e
apresenta-se em cinco desafios prioritários e quatro eixos estratégicos.

O GIP 2022 é um compromisso dos membros da Frente Patriótica Unida
com a Nação Angolana para a Salvação da Pátria.
Queremos uma Angola una e igual para todos.
Queremos uma Angola desenvolvida e que nos orgulhe a todos.
Trabalharemos com afinco para que isso
se transforme em realidade.

Bem-haja a todos!




Adalberto Costa Júnior
Presidente da UNITA








A realização das próximas eleições ditará um novo governo representativo da
vontade do povo. Iremos lutar pela verdade do resultado e pela denúncia inequívoca
de todas as manobras que possam condicionar a vontade dos angolanos. Sentimos a
vontade de mudança. Queremos apresentar a alternativa credível, conscientes da
capacidade e vontade de fazermos melhor. Não basta dizermos que queremos a
mudança, pois é necessário dizer como pretendemos mudar, que políticas queremos
desenvolver, que objectivos claros queremos traçar, com quem queremos fazer a
mudança e que pacto de regime queremos fazer com cada um dos nossos cidadãos.

As últimas décadas criaram distorções sociais amplificadas por fenómenos de
nepotismo e corrupção que tornaram o Estado Angolano refém de uma pequena elite
pouco patriótica e pouco comprometida com o futuro do país. Tiveram o seu tempo,
tiveram oportunidade de mostrar trabalho, tiveram oportunidade de granjearem o
apreço e a simpatia da maioria do povo.
Claramente esse tempo acabou! Entendemos que o futuro do nosso país exige uma
ampla convergência nacional e reclama pela participação de todos, incluindo aqueles
que condicionados pelo “Partido Estado” desempenham funções necessárias ao país.
Queremos e vamos trabalhar com todos. Chegou a hora de arregaçarmos as mangas,
resgatarmos os valores base da família e iniciarmos a caminhada que os nossos
antepassados idealizaram e ambicionaram, ou seja, uma Angola, Livre, Inclusiva e
Próspera.

Convidamos cada um dos angolanos à análise detalhada e sectorial de alguns dos
principais compromissos que gostaríamos de pactuar hoje e aqui. Porque somos
inclusivos, estaremos abertos à participação de todos vós ouvindo os vossos anseios,
registando as vossas preocupações e incorporando todas aquelas ideias que, sendo
disruptivas, possam contribuir para uma melhor governação do nosso País e para
oferecer um novo futuro para Angola.
Ao anunciarmos aos nossos compatriotas e a todos aqueles que, aqui e noutros
lugares, observam a nossa abordagem política com simpatia, querem saber quem
somos, o que pensamos e, acima de tudo, o que queremos para o nosso país. É para
responder a estas questões que este Manifesto é escrito.

O Manifesto, descreve a estratégia do Partido. Explica o que a UNITA, o Partido da
alternância democrática, fará, a sua visão, missão, e os seus valores para provocar a
mudança esperada e desejada pelo nosso povo através de meios democráticos. Esta
visão de mudança, tal como é expressa pela UNITA, anuncia a necessidade de uma
tripla ruptura com o passado nos planos económico, político e social. Ao assumirmos
o compromisso de governarmos Angola, temos os ideais que nos motivam e nos
fazem caminhar, dia após dia, que são a missão, a visão e os valores.

Estamos preocupados com o rumo que o país tem levado desde a sua
independência. Por via da Frente Patriótica Unida, juntamo-nos todos na UNITA para
constituir uma equipa disposta a tudo fazer para mudarmos o país. No futuro,
queremos tornar Angola num país verdadeiramente livre, independente e
democrático, onde impere a lei e haja um desenvolvimento socioeconómico
sustentável que inclua a justiça social.









PARTE I. – DESAFIOS PRIORITÁRIOS

O GIP está comprometido com o correcto equilíbrio de todos os eixos de política, necessários à
boa governação, identificando alguns deles como absolutamente prioritários pelo quadro de
partida que hoje é percepcionada. Consideramos que há 5 desafios que influenciam a vida dos
angolanos de forma mais severa do que outros, sendo por isso necessário dar-lhes o devido
destaque criando compromissos ao seu nível mais impactantes para a qualidade de vida dos
cidadãos.

FOME
Quem conhece Angola questiona como é que é possível haver fome no país. Todos já
ouvimos falar do enorme potencial que Angola possui ao nível das riquezas minerais,
condições climáticas e disponibilidade de solos aráveis. Neste contexto, a dificuldade está
na capacidade de transformar esse potencial em reais benefícios para todos os angolanos,
catapultando o país para a liderança africana em termos de, por exemplo, de produção de
alimentos.

Não tendo sido possível transformar o potencial de Angola em algo palpável, deparamo-
nos hoje com a existência de bolsas de fome endémicas. Todos os eixos de política para os
quais queremos a participação dos angolanos, só poderão fazer sentido, terminando de
uma vez por todas com o flagelo da fome. Este é o nosso principal compromisso.

COMPROMISSO 1:
Garantir a produção da cesta básica de forma consistente

Alcançar a auto-suficiência na produção
dos bens alimentares da cesta básica.


1. Redefinir a cesta básica em termos específicos e quantitativos, de
acordo com os padrões alimentares e nutricionais concorrentes ao
desenvolvimento harmonizador das populações.
2. Criar o plano emergencial assistencialista de identificação e
combate de bolsas de fome.
3. Garantir que todos os angolanos tomam pelo menos 3 refeições
MEDIDAS
diárias com o aporte calórico dentro dos parâmetros definidos
pelas organizações internacionais.
4. Promover a produção nacional de forma que as componentes da
cesta básica deixem de ser importadas.
5. Dinamizar o tecido empresarial nacional orientado à produção e
transformação dos produtos constantes da cesta básica.




6









COMPROMISSO 2:
Garantir os meios de produção e infraestruturas
para o desenvolvimento da agricultura, aquicultura e pecuária de subsistência

Melhorar as infraestruturas e a disponibilidade de sementes
OBJECTIVO e insumos que permitam a auto-produção
com vista à erradicação da fome estrutural

1. Criar um corpo técnico para a melhoria genética de sementes por
zona climática.
2. Desenvolver a política de produção interna de fertilizantes (N-P-K)
com base nas disponibilidades de matérias-primas nacionais.
3. Identificar as melhores raças geneticamente adaptadas de
pequenos animais de capoeira e/ou peixes para aquicultura
continental, adaptados às condições locais. O Estado deve
disseminar essa genética por entre a população.
4. Incentivar as famílias e associações comunitárias e tradicionais,
MEDIDAS nomeadamente nas zonas mais rurais ou periurbanas, a
produzirem alimentos, como por exemplo, verduras, frutas,
tubérculos e cereais, utilizando técnicas modernas e sementes
melhoradas.
5. Disseminar o interesse e o conhecimento específico para a criação
de animais de pequeno e médio porte, de espécies de aquicultura
continental para a produção complementar de proteína.
6. Permitir que as famílias e comunidades tenham acesso a terra,
sementes, insumos e infra-estruturas que permitam o
desenvolvimento da agricultura familiar.

COMPROMISSO 3:
Garantir a merenda escolar às crianças inseridas
no sub-sistema do ensino de base.

OBJECTIVO Melhorar a dieta alimentar e nutricional das crianças
para estarem aptas ao processo de aprendizagem

1. Garantir que as crianças ao frequentarem a escola estejam
devidamente nutridas e aptas ao processo de aprendizagem.
2. Dinamizar a criação e/ou contratação de empresas de catering
MEDIDAS capazes de produzir alimentos adaptados às crianças, utilizando
processos de contratação pública segmentados, mas transparentes.
3. Definir a operação logística de distribuição da merenda pela rede
escolar




7









COMPROMISSO 4:
garantir que cada angolano tenha acesso
a dieta alimentar mínima

Garantir a disponibilidade dos alimentos,
OBJECTIVO o acesso das pessoas aos mesmos e um consumo adequado
do ponto de vista nutricional, (segurança alimentar).

1. Identificar as carências nutricionais por cada uma das regiões do
país, incutindo nas populações as melhores práticas alimentares
alinhadas com os alimentos mais comuns e mais disponíveis nessas
regiões.
2. Garantir uma orientação clara à boa nutrição como factor de
desagravamento de pressão e custos futuros do sistema nacional
de saúde.
MEDIDAS 3. Introduzir e reabilitar alimentos que contribuam vincadamente
para a melhoria da nutrição das populações.
4. Regular o preço da cesta básica.
5. Compatibilizar o salário mínimo nacional com o preço da cesta
básica.
6. Massificar cursos médios e superiores orientados a nutrição.
7. Atribuir no mínimo 10 técnicos em nutrição por cada uma das
comunas ou distritos do país.


EDUCAÇÃO
A Educação deverá tomar um destaque de liderança em todas as políticas de inclusão
social sendo que o patamar educativo de Angola terá que passar a estar entre os melhores
do ranking africano, garantindo que o país, no espaço de 10 anos, dará um salto qualitativo e
quantitativo, sem precedentes, que permita ao nosso sistema de educação ser avaliado
positivamente pelo programme for international student assessment (PISA).

As novas tecnologias permitirão aos angolanos, em muito pouco tempo, ombrear com os
países mais desenvolvidos. Aprendizagem da matemática, o gosto pelas engenharias, a
aprendizagem dos mais modernos métodos de gestão ou o aprofundar dos conhecimentos
nas novas agriculturas e todo o conhecimento hoje passível de ser disponibilizado pelos
canais digitais, fará com que uma criança ou jovem em Angola possa, praticamente, estar em
pé de igualdade com uma criança ou jovem de qualquer outro país.

Naturalmente, há que assegurar que esta criança tem uma alimentação equilibrada, que tem
acesso a um vestuário condigno, que tem direito ao seu descanso e que tem
permanentemente contacto com a natureza, respeitando-a e aprendendo a transformá-
la, com base nos conhecimentos actuais que a humanidade dispõe.

8










COMPROMISSO 1:
proceder a reforma curricular abrangente


Melhorar a dieta alimentar e nutricional das crianças
OBJECTIVO
para estarem aptas ao processo de aprendizagem

1. Definir planos curriculares que permitam uma melhor
compreensão da realidade angolana enquadrando as questões
globais.
2. Garantir a uniformidade programática.
3. Utilizar o elevado potencial que os sistemas de base digital
permitem em termos de métodos e conteúdos de ensino.
4. Auxiliar a função típica do professor, orientando o mesmo para a
tutoria.
5. Incentivar o ensino das ciências exactas e torná-las mais atractivas
MEDIDAS
para a maioria dos alunos.
6. Regular no sentido da disponibilização de infra-estruturas de
telecomunicações em todo o território nacional com enfoque para
as zonas de campus escolares.
7. Identificar os melhores professores de cada uma das disciplinas por
cada um dos anos lectivos – Ranking dos Professores reforçando o
papel do inspector da Educação.
8. Promover a educação através da comunicação social.



COMPROMISSO 2:
promover a valorização da carreira docente investindo na formação do professor.
Dignificar o estatuto profissional e social do professor.
OBJECTIVO
1. Restruturar o sistema de formação inicial e contínua de
professores.
2. Orientar e reconverter a maioria dos docentes para funções de
tutoria para acompanhamento do processo de aquisição de
conhecimentos no ambiente digital.
MEDIDAS
3. Permitir ao professor concentrar-se no processo de verificação e
avaliação do processo de aprendizagem.
4. Aprovar um novo estatuto remuneratório, com enfâse na
remuneração suplementar advinda do plano de aferição da
qualidade de ensino.



9







COMPROMISSO 3:
promover o ensino das ciências exactas com especial ênfase nas ciências computacionais
OBJECTIVO Estimular o interesse pela aprendizagem sobretudo as ciências exactas.
1. Introduzir nos currículos escolares as ciências computacionais e
melhorar o processo didáctico no ensino da matemática, física e
química.
2. Criar o directório das necessidades agregadas de profissionais
formados em ciências, engenharias e tecnologias tendo por base o
ímpeto de transformação a incutir no país.
3. Orientar as novas gerações para as ciências exactas e as ciências
MEDIDAS computacionais como forma de tornar o país tecnologicamente
independente nas próximas décadas.
4. Criar as bases para a verdadeira industrialização da economia a par
da promoção dos serviços de elevado valor acrescentado.
5. Promover a criação de livros didácticos com experimentos
interactivos.
6. Criar o programa “cientista júnior”, visando a aferição de
conhecimento em ciências exactas.

COMPROMISSO 4:
construir e melhorar as infraestruturas escolares
Dotar as infra-estruturas educacionais com ferramentas tecnológicas,
OBJECTIVO
didáticas e ambientais que dinamizem o processo de aprendizagem.
1. Definir o layout das instituições de ensino do futuro, criando a rede
nacional de infra-estruturas do ensino, o plano estratégico para a
sua implementação e o plano de acção plurianual para a sua
execução.
MEDIDAS
2. Permitir que a relação aluno-instituição de ensino seja a mais
adequada ao processo de aprendizagem.
3. Adequar as infra-estruturas aos equipamentos de suporte à melhor
aprendizagem com base no processo digital.


SAÚDE

Em relação ao sector da saúde é importante referir que nos últimos anos foram construídos
e gastos muitos biliões de kwanzas em alguns hospitais, nomeadamente para utilizações
específicas das autoridades governamentais, a maior parte deles situados em Luanda.

Ainda que haja seguramente uma falta enorme de infra-estruturas de suporte aos cuidados
de saúde, provavelmente a pior situação será detectada ao nível da moldura humana do
sector, ou seja a falta de médicos, enfermeiros, terapeutas e demais profissionais na
prestação de cuidados de saúde. Uma vez mais a educação será a única forma de garantir
que haverá mão-de-obra suficiente para suporte à criação de um real Sistema Nacional de
Saúde.

10









COMPROMISSO 1:
promover o acesso a serviços de atendimento clínico e farmacológico, assentes no
enquadramento de uma rede de profissionais com a melhor tecnologia disponível.
Melhorar a cobertura dos cuidados essenciais de saúde
a nível das comunidades nomeadamente a componente preventiva,
OBJECTIVO
das enfermidades comuns, detecção precoce tratamento
e serviços de reabilitação.
1. Promover o acesso aos cuidados essenciais ao nível das
comunidades.
2. Engajar as comunidades em programas de acção preventiva das
enfermidades de maior incidência local.
3. Aumentar a disponibilidade de vacinas do programa alargado de
vacinação.
MEDIDAS 4. Definir e promover os rácios médico-utente e enfermeiro-utente,
nas várias especialidades induzindo a formação de médicos e
enfermeiros que permitam alcançar esses rácios.
5. Maximizar a disponibilidade dos serviços médicos e de
enfermagem.
6. Permitir o aumento da cobertura de serviços de saúde
nomeadamente na sua componente

COMPROMISSO 2:
proteger em especial as crianças, as mães jovens, e terceira idade
Melhorar os indicadores relacionados
OBJECTIVO
com a saúde da criança, da mulher e do idoso
1. Priorizar o investimento na rede de cuidados materno-infantil.
2. Criar o plano de actuação a montante nas principais causas
geradoras das endemias.
3. Ampliar a cobertura de consultas à mulher grávida nas
comunidades.
4. Engajar os profissionais de saúde na realização de consultas de
puericultura rastreio e tratamento da má nutrição em crianças
menores de cinco anos.
5. Melhorar a prestação de cuidados médicos à terceira idade.
MEDIDAS
6. Ampliar a rede sanitária periférica mediante a disponibilidade de
postos e centros de saúde nas diferentes comunidades.
7. Promover o aperfeiçoamento tecnológico nos diferentes níveis de
prestação de cuidados de saúde.
8. Fomentar a distribuição de medicamentos essenciais ao nível das
comunidades.
9. Estabelecer a nível das comunidades serviços competentes de
reabilitação.
10. Estabelecer serviços competente de geriatria nas comunidades.



11









COMPROMISSO 3:
dotar o país da capacidade de produção de medicamentos essenciais
Criar um plano estratégico em termos da disponibilidade de fármacos
OBJECTIVO
para combate às doenças prevalentes.
1. Desenvolver o pólo de investigação para a criação de novas
moléculas.
2. Regular o preço dos fármacos relacionados com doenças
prevalentes.
MEDIDAS 3. Induzir a criação e/ou dinamização da indústria farmacêutica capaz
de endereçar as necessidades das populações, incluindo as forças
de defesa e segurança e as necessidades dos países limítrofes.
4. Promover um conjunto de benefícios fiscais a importação de
fármacos relacionados às doenças prevalecentes.


COMPROMISSO 4:
promover a humanização das infraestruturas de saúde
Promover as infra-estruturas adequadas para a humanização dos serviços
OBJECTIVO de saúde através de plataformas tecnológicas com elevados padrões de
atendimento.
1. Criar o programa de sensibilização para a humanização da
prestação de serviços de saúde no país a todos os profissionais do
sector.
2. Adaptar as infra-estruturas da saúde nomeadamente as áreas de
MEDIDAS
interacção com os utentes, melhorando o ambiente das mesmas.
3. Engajar os profissionais de saúde na melhoria dos processos
relacionados ao atendimento dos utentes nas unidades
hospitalares de todos os níveis.


EMPREGO

Olhando para o futuro a médio e longo prazo temos a plena consciência que a maioria dos
angolanos irão viver em cidades, cada vez maiores e que irão oferecer um conjunto de
vantagens e atracções que permitirão uma vida mais urbana, mais orientada aos serviços e
com elevada oferta cultural.
Assim sendo há que garantir que a vida em sociedade é alicerçada em princípios da boa
convivência, na igualdade de oportunidades e na promoção dos elementos mais
trabalhadores, inventivos e empreendedores. A nova aposta deverá ser altamente
alicerçada numa abordagem profundamente tecnológica, garantindo a disseminação de
novos modelos de relacionamento entre os cidadãos, destes com as empresas e destes com
o Estado.


12









COMPROMISSO 1:
dinamizar os clusters industriais e de serviços com forte ligação à academia
Promover o desenvolvimento regional através de uma correlação de
associações empresariais, entidades públicas e instituições de ensino
OBJECTIVO
técnico profissional e superior, que convergem e cooperam visando uma
maior competitividade
1. Aprimorar o plano de desenvolvimento industrial do País;
2. Criar os centros de desenvolvimento tecnológico e industrial que
gravitem à volta das universidades.
3. Fomentar iniciativas de desenvolvimento de software de suporte a
todos os sectores da actividade económica.
4. Aumentar a qualidade da empregabilidade.
MEDIDAS
5. Aumentar a aportação de mão-de-obra qualificada ao sector
industrial, bem como ao sector dos serviços de base tecnológica.
6. Induzir hábitos e métodos de trabalho alinhados com as melhores
práticas internacionais.
7. Aumentar o volume e a qualidade da produção, reduzir os custos,
aumentar o poder competitivo e optimizar as operações

COMPROMISSO 2:
fomentar o empreendedorismo de alto valor acrescentado assente em bases sólidas de
competitividade
Transformar conhecimento em projectos de valor acrescentado
OBJECTIVO
para o mercado
1. Regular no sentido de adicionar ao plano curricular de todos os
jovens a partir dos 9 anos de idade, disciplinas relacionadas com o
empreendedorismo e noções de competitividade no mercado.
2. Fomentar a criação de concursos nacionais de empreendedorismo
apadrinhando as melhores iniciativas através da disponibilização de
meios capazes de transformar as ideias em oportunidades reais nos
planos económico e social.
3. Proporcionar a todos os jovens desde tenra idade as noções base
MEDIDAS do empreendedorismo bem como desenvolver a apetência pelo
desenvolvimento de ideias estruturadas, disruptivas e
economicamente viáveis que possam contribuir para o
desenvolvimento do país.
4. Garantir que o empreendedorismo de alto valor acrescentado
contribua de forma significativa para o aumento da
empregabilidade dos angolanos.
5. Garantir gerações criativas e competitivas capazes de atingir a
plena integração no contexto internacional.





13










COMPROMISSO 3:
plano de capacitação da administração central e local do Estado
Contribuir para o desenvolvimento do funcionário público como profissional,
OBJECTIVO visando a melhoria da qualidade do serviço prestado
pela administração pública.
1. Criar os planos curriculares especiais de reconversão funcional e de
formação nas novas funções do Estado para os actuais funcionários
e pessoal a ingressar nos quadros do Estado.
2. Migrar funcionários da administração central para a administração
local fruto da necessidade que há de proceder à descentralização
da administração central.
3. Adaptar os servidores públicos à nova realidade criada através das
iniciativas da transformação digital.
MEDIDAS
4. Avaliar a necessidade de contratação de novos funcionários
públicos após reconversão e requalificação dos actuais.
5. Criar os sistemas tecnológicos que garantam e monitorizem o
processo de transformação que o Estado irá encetar.
6. Melhorar e tornar o processo transparente de avaliação de
desempenho a todos os funcionários públicos.
7. Criar o sistema nacional de incentivos à mobilidade interprovincial
dos funcionários públicos.

COMPROMISSO 4:
apostar na formalização da economia
Promover políticas orientadas para o desenvolvimento
que apoiem as actividades produtivas, a criação de emprego digno,
OBJECTIVO
a criatividade inovação e incentivar a formalização e crescimento
das MPME, em especial, através do acesso aos serviços financeiros.
1. Simplificar todo o processo de criação de micro, pequenas e médias
empresas ou cooperativas com articulação automática entre a
autoridade tributária, a segurança social, a banca e as entidades
reguladoras.
2. Criar um modelo de benefícios fiscais para o acesso ao mercado
formal.
3. Dignificar a empregabilidade dos agentes envolvidos em
MEDIDAS actividades tradicionais de cariz urbano ou comunitário de média e
alta renda passando-os para o societário, cooperativas e
trabalhadores autónomos.
4. Criar uma unidade curricular “Cidadania e Valores” para todos os
níveis de ensino que permita a consciencialização dos agregados
familiares para os aspectos negativos da informalidade.
5. Criar modelos pedagógicos que demonstrem aos cidadãos e às
empresas as vantagens da formalidade económica.


14









COMPROMISSO 5:
dinamizar o Agronegócio
Levar os produtos agrícolas ao mercado, envolvendo todas as etapas
OBJECTIVO desde a produção, à distribuição, visando criar desenvolvimento,
renda e emprego
1. Criar as “Fazendas Modelo”, como exemplos materializados e
exemplificativos do alcance das mais-valias do Agronegócios nas
suas versões mais actuais.
2. Colocar o Estado no asseguramento das funções críticas da cadeia
de abastecimento e da logística associada ao Agronegócios,
funcionando como catalisador da própria cadeia.
3. Regular no sentido de identificar, preparar e resgatar terras aráveis
passíveis de serem intervencionadas pelos agentes do
Agronegócios.
4. Garantir a disponibilização das infra-estruturas críticas ao
5. desenvolvimento da actividade agrícola bem como a transformação
do produto desta.
6. Criar o centro de investigação e melhoramento genético de
sementes como forma de garantir a melhor qualidade e
MEDIDAS
adaptabilidade das culturas às condições climáticas das diversas
regiões.
7. Maximizar o potencial de Angola para a produção agrícola e sua
transformação no contexto da satisfação das necessidades internas
do País e da exportação para dinamização da economia.
8. Reduzir a importação de bens passíveis de serem produzidos em
Angola.
9. Criar uma dinâmica de empregabilidade moderna,
tecnologicamente evoluída e assente na investigação aplicada,
captando o melhor talento da nação.
10. Garantir que o Estado assume as suas responsabilidades em termos
de mercado aquisitivo para os sectores do Estado, consumidores,
bem como promover a consolidação do mercado interno e dos
mercados de exportação.

CORRUPÇÃO

A corrupção é um dos temas que mais nos inquieta, porque está intimamente ligada à
componente da justiça, que tem vindo a acumular dificuldades e atrasos, ficando aquém das
espectativas dos interesses dos cidadãos e que motivam justa apreensão.
Na verdade, as grandes quantidades de dinheiro que ainda circulam pelo País e que estão na
posse de poucos cidadãos, sendo a sua origem muito duvidosa, ainda não foram
devidamente investigadas.
Havendo muitas pessoas envolvidas em esquemas de corrupção, obtenção de benefícios
pessoais com base na delapidação de erário público e pessoas que não conseguem justificar
os bens e estilo de vida que possuem, acabam por afectar directa ou indirectamente a
população em geral.

15









COMPROMISSO 1:
promover uma cultura anticorrupção demonstrando os custos económicos e sociais da
mesma
Implementar a cultura de integridade e contribuir para um ambiente
OBJECTIVO
económico e social transparente.
1. Complementar a unidade curricular “Cidadania e Valores” com
forte sensibilização sobre os malefícios da corrupção.
2. Criar a campanha de sensibilização anticorrupção, a ser difundida
nos meios de comunicação mais utilizados.
3. Transformar, através da sensibilização intergeracional com foco nas
MEDIDAS novas gerações, a mentalidade nacional relativamente aos temas
da corrupção activa e passiva.
4. Reforçar o papel dos órgãos de fiscalização política e jurisdicional,
isto é, o papel da Assembleia Nacional e o Tribunal de Contas.
5. Implementar o funcionamento da Alta Autoridade contra a
corrupção.


COMPROMISSO 2:
criar um sistema de monitorização por métodos directos e indirectos do nível de riqueza de
servidores públicos
OBJECTIVO Implementar mecanismos de mitigação dos riscos de corrupção
1. Criar um plano de gestão de riscos de corrupção e infracções
conexas.
2. Implementar o regime sancionatório previsto na lei da probidade
pública e demais normas sobre a responsabilização dos servidores
públicos.
3. Definir o limite temporal para a regularização da exclusividade dos
funcionários públicos.
MEDIDAS
4. Criar uma base de dados que congrega todos as informações sobre
o património dos funcionários públicos com a devida justificação
incluindo o processo de contra-ordenação.
5. Garantir que os servidores públicos são
remunerados, adequadamente, para as funções que
desempenham.
6. Mensurar periodicamente o património dos servidores públicos.










16










COMPROMISSO 3:
fortalecer um regime de perdão e atenuação para pessoas empresas que decidam colaborar
Estimular o fornecimento de informações úteis e determinantes
OBJECTIVO para a solução ou para o esclarecimento de factos apurados
em matéria de crime de corrupção ou conexo.
1. Adequar a legislação quanto ao enquadramento especial oferecido
aos arrependidos ou colaboradores para com a resolução de
processos de corrupção.
2. Criar uma comissão de “Justiça e Verdade” que analisará todos os
casos que lhe sejam colocados e encaminhará os processos para os
órgãos competentes.
MEDIDAS
3. Criar o “Portal da Transparência” com os principais indicadores de
combate à corrupção.
4. Reabilitar pessoas e empresas que possam ter estado envolvidos
em processos de corrupção activa ou passiva.
5. Utilizar a reabilitação de pessoas e empresas como exemplo para
desincentivar práticas de corrupção

COMPROMISSO 4:
punir pessoas e empresas que manifestamente tenham lesado
através de actividades ligadas a corrupção
OBJECTIVO Recuperar património desviado do erário publico
1. Identificar os principais visados com suspeitas de alta corrupção e
criar os mecanismos nacionais e internacionais de os chamar à
MEDIDAS
justiça.
2. Punir agentes da corrupção que tenham produzido dolo ao Estado.

















17









PARTE II. – EIXOS ESTRATÉGICOS

Angola efectuará um corte com a abordagem até aqui seguida e que gorou as expectativas
dos angolanos e da comunidade internacional. A forma de projectarmos o futuro é através
da inclusão, da agregação de valores, da aprendizagem contínua e lutando pelo resgate dos
valores da família, da sociedade e do amor pela pátria. Dessa forma, a vida dos angolanos irá
testemunhar uma transformação que permitirá a estes olhar para o futuro com alicerces
cravados no presente, o qual será de sacrifício, mas com resultados palpáveis ao nível da
qualidade de vida de todos.

Para atingir tal desiderato, os nossos objectivos são:

1. Instaurar um verdadeiro Estado Democrático e de Direito com respeito à liberdade
dos cidadãos, dotados de direitos fundamentais, universais, inalienáveis, segundo o
qual ninguém pode ser afectado em sua liberdade senão em virtude de lei e que
traz, como consequência, a vinculação da Administração Pública à lei, substituindo a
ideia genérica e abstracta do Estado como pessoa de bem e da vontade do PR como
fonte de todo o Direito pela ideia da lei como resultante da vontade geral do povo,
representada pela Assembleia Nacional. Adoptando-se o princípio da separação de
poderes, tirar do Poder Executivo a capacidade de criar direito novo na forma
regulamentar e impor obrigações aos cidadãos, como aconteceu durante o estado
de emergência e na situação de calamidade pública, já que estas constituem a
expressão da vontade geral e que exige a existência de um órgão materialmente
independente para dirimir os litígios.
Para o GIP, um verdadeiro Estado democrático de direito é aquele em que o poder
do Estado é limitado pelos direitos dos cidadãos. O seu objecto é coibir abusos do
aparato estatal para com os indivíduos. Os direitos fundamentais conferem
autonomia e liberdade aos indivíduos nas suas actividades quotidianas e limitam o
poder do Estado sobre elas.

2. Tornar Angola num país de oportunidades iguais para todos os cidadãos, é uma
preocupação do GIP e desempenha um papel crucial para o sucesso do modelo do
Estado de bem-estar social, que garanta a todas as crianças as oportunidades e
condições iguais para um aprendizado gratuito e de qualidade, consubstanciado
pelo impacto fundamental exercido no ensino pelo modelo de Estado promotor da
igualdade e da justiça social.
É preciso que nos mobilizemos em busca de dar oportunidade a todos os cidadãos e
cidadãs do nosso país, igualdade de oportunidades de facto, onde cada um e cada
uma se sobressaiam por sua competência, independente do sexo, cor da pele,
orientação sexual, idade ou classe social. Quando este facto for realidade, seremos
então uma nação que valoriza o ser humano por suas habilidades profissionais,
intelectuais e morais, daí teremos todos, igualdade de oportunidades, constituindo
o emprego uma das formas mais eficazes de dar independência, segurança
económica e um sentimento de pertença às pessoas.

18








3. Estabelecer as bases de um desenvolvimento socioeconómico sustentável, só
possível com políticas públicas mais audazes e austeras no curto prazo, com
participação social activa e resultará de uma capacidade de iniciativa renovável,
obtida em harmonia social e a condizer com uma gestão racional e valorizada dos
recursos naturais e se não implicar a transferência dos problemas para as gerações
futuras. Mas, para que tal sobrevenha, é imperioso que haja mudanças políticas,
sociais, económicas e culturais, essenciais para alterar substancialmente os níveis de
educação, de cultura, de formação profissional, de investigação científica e
tecnológica.
A experiência, ensinou-nos que a ineficiente gestão de recursos públicos e o índice
elevado de corrupção no país, contribuíram bastante para a ineficaz aplicação de
recursos obtidos através do ininterrupto endividamento público, que, por sua vez,
não proporcionou o pretendido investimento e o crescimento económico do país.
Portanto para o GIP, o desenvolvimento inclusivo confere ao cidadão a garantia do
exercício dos direitos políticos, civis e cívicos; direitos económicos, sociais e
culturais, entre eles, o direito ao trabalho digno, direitos colectivos ao meio
ambiente e ao desenvolvimento.

4. Estabelecer relações de amizade com todos os países do mundo na base do
respeito mútuo com base numa política externa pacífica, seguindo a estratégia
aberta de benefício recíproco, participação activa na governação da economia
global. Defendemos a realização dos interesses nacionais, tendo em conta os
interesses de outros países, promovendo a construção da harmonia mundial com a
paz duradoira e prosperidade comum conjuntamente com todos os países do
mundo.
Os compromissos do GIP para o desenvolvimento de Angola trarão ao mundo
oportunidades para estimular a internacionalização da economia angolana,
reservando as embaixadas um novo papel na diplomacia económica, em particular
na captação de investimento externo directo, que cria emprego qualificado e
competitivo, e no desenvolvimento de novas formas de parceria com o
empresariado da diáspora angolana. Será particularmente importante promover
políticas públicas que possam contrariar dois aspectos penalizadores para a
economia angolana.

Para implementarmos os nossos objectivos, o GIP apoia-se em 4 grandes eixos estratégicos:


1. Medidas de emergência nacional
2. Reforma do Estado
3. Responsabilização e solidariedade social
4. Desenvolvimento económico sustentável






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1. MEDIDAS DE EMERGÊNCIA NACIONAL

O GIP preconiza, para o curto prazo, sete medidas de emergência nacional que consistem
em seis programas de execução, imediata, que visam resolver problemas nacionais
prioritários, alicerçar e assegurar a estabilidade económica e social, e servir de base para o
desenvolvimento de Angola a médio e longo prazo.

COMPROMISSO I:
Instauração de um Governo Inclusivo e Participativo
e de uma Nova Cultura de Governação

A primeira medida de emergência nacional é a constituição de um Governo Inclusivo e
Participativo, o GIP. Um Governo de todos para servir os angolanos com uma nova cultura
política, um novo espírito de missão, acabar com os resquícios e o retorno sob qualquer
forma da cultura do partido único, arrogante, limitador e violador dos direitos, das
liberdades e garantias individuais e colectivas e potenciador da exclusão.

OBJECTIVO:
Criação de um novo modelo de gestão do Estado, despartidarizada, promotor da
reconciliação da nação, baseada no poder político democrático representativo e
participativo, com primazia dos direitos e liberdades dos cidadãos e capaz de lançar as bases
para se pôr termo à crise de valores morais que enferma o nosso país desde a
independência.

MEDIDAS:
1. Chamar para o novo Governo as mulheres e homens que demonstrem competência
e que estejam disponíveis para implementar a Agenda da Alternância,
independentemente da filiação político-partidária.
2. Exigir a todos os convidados a integrar o Governo Inclusivo e Participativo, a declarar
o seu património, os seus negócios e rendimentos.

COMPROMISSO II:
Democratização da imprensa

A liberdade de imprensa será uma das alavancas para a potenciação do desenvolvimento e
transformação das mentalidades sedimentadas, pelo culto às práticas do partido único, que
omite a verdade aos cidadãos, tendo nos últimos quatro anos condicionado o pluralismo
democrático, com orientações sobre a imprensa de direito público e a captura da imprensa
privada.

OBJECTIVOS:
Consagração da liberdade de expressão.
Instância de debate plural e troca de informações.
Salvaguarda da identidade cultural.

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MEDIDAS:
1. Extinguir o mecanismo de controlo político – administrativo da imprensa por órgão
da administração directa ou indirecta do Estado.
2. Materializar a livre iniciativa económica.
3. Difundir a liberdade de exercício da actividade de imprensa.
4. Alterar as atribuições da ERCA, como regulador único da comunicação social, bem
como o modo de indigitação dos seus membros.
5. Limitar o capital público à garantia do serviço público de rádio e televisão efectuada
pela TPA e RNA, bem como a ANGOP e as Edições Novembro.

COMPROMISSO III:
Redução das despesas públicas não essenciais

A difícil situação das Finanças Públicas, conjugada com a fraca prestação na nossa economia,
torna urgente a correcção da situação de desequilíbrio orçamental em que nos
encontramos.
As medidas descritas e quantificadas, usando técnicas de estudo comparado, são de
implementação quase imediata e servirão para no curto prazo resolver alguns dos principais
desequilíbrios das nossas contas públicas, visando um processo de consolidação orçamental
do novo Modelo de Estado, que se pretende realizar, salvaguardando as despesas públicas
com serviços considerados essenciais como educação, saúde, segurança pública, protecção
social, infraestruturas básicas e financiamento a actividade produtiva alimentar.

OBJECTIVOS:
Reduzir os gastos para amenizar os impactos financeiros e garantir a actuação do Estado no
combate as grandes endemias, bem aumentar a disponibilidade financeira para atender o
financiamento de actividades produtivas alimentares e de infra-estruturas básicas.
Permitir um melhor nível de responsabilização e transparência, amplificando a qualidade da
informação financeira e económica.

MEDIDAS:
1. Diligenciar a gestão orçamental com um orçamento aberto e de verdade, cujas
receitas e despesas possam reduzir o défice de financiamento.
2. Diligenciar a gestão financeira com a contenção de despesas correntes.
3. Aprovar medidas para a execução do investimento público nas áreas sociais, de
infra-estruturas básicas e investimento produtivo alimentar.
4. Reforçar a transparência com a eliminação de défices ocultos e desorçamentados.
5. Reforçar o controlo e a fiscalização por parte dos órgãos administrativos,
parlamentares e judiciais.
6. Fortalecer a responsabilização civil e criminal efectiva dos gestores públicos.





21







COMPROMISSO IV:
Melhoria da oferta dos cuidados primários de saúde

A reforma do sector da Saúde constitui uma das mais críticas para um futuro sustentável e
de qualidade para os angolanos. O processo de transmutação se destina a sua
universalidade material e qualidade, tornando, ao mesmo tempo, o sector sustentável para
as capacidades financeiras do país.
Pretendemos com a implementação da reforma, um sistema nacional de saúde mais célere
e humanizado, com maior ênfase na prevenção, mais com técnicos habilitados para atender
quem precisa de cuidados primários.

OBJECTIVOS:
Aprimorar o direito de acesso aos cuidados primários de saúde no que respeita à prevenção,
diagnóstico, cura ou reabilitação.
Implementar mecanismos de aferição da qualidade do serviço prestado, tempo de espera e
humanismo no atendimento.

MEDIDAS:
1. Criar a Comissão multidisciplinar para a reforma do Serviço Nacional de Saúde.
2. Aumentar o abastecimento de água nos Hospitais e nos Centros de Saúde.
3. Consolidar o apoio logístico-administrativo necessário ao tratamento dos doentes
internados (alimentação, banho, feitura da cama, etc.).
4. Melhorar a informação sobre a morbilidade e a mortalidade no país
(particularmente, devidas à malária, à tuberculose, à infecção HIV/SIDA, à COVID-19,
aos acidentes de viação e à malnutrição).
5. Regularizar o abastecimento das unidades sanitárias em medicamentos e em
material gastável.
6. Aperfeiçoar a oferta de consultas externas nas diversas unidades hospitalares.
7. Melhorar o atendimento dos utentes nos bancos de urgência.
8. Fortalecer o combate à malnutrição nas Pediatrias do país.

COMPROMISSO V:
Reforço da segurança social dos mais desfavorecidos

Ao Estado promover o bem-estar das populações, competindo-lhe criar as condições para
que cada um possa ter o mínimo de dignidade e auxiliar directamente os grupos sociais que
mais precisam de ajuda social.
Pretendemos com mais acutilância, parametrizar o nível de pobreza das populações
desfavorecidas, graduando assim, as prestações em numerário, bens e serviços de acordo as
necessidades do cidadão ou das famílias.

OBJECTIVO:
Assegurar as condições mínimas de subsistência a cidadãos e/ou famílias em risco de
exclusão social e de vida.




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MEDIDAS:
1. Criar e definir o rendimento mínimo vital- RMV, como prestação de solidariedade as
pessoas mais desfavorecidas.
2. Definir o valor de referência em numerário do RMV por pessoa e/ou família
carenciada (titular, outros adultos e crianças) e seus limites máximos.
3. Especificar e quantificar os apoios em bens e serviços por pessoa e/ou família
carenciada (titular, outros adultos e crianças) e seus limites máximos.

COMPROMISSO VI:
Fortalecimento da segurança pública

A segurança é um dos temas em que se reflecte com maior intensidade a forma como
evoluiu o pensamento das sociedades democráticas, alterando o próprio modelo de Estado.
A resposta para que o cidadão se sinta em segurança pode oscilar entre o reforço da
repressão ou da prevenção, mas a sua eficácia depende sempre, a nosso ver, de um efeito
de prevenção a nível geral, que só pode acontecer com um sistema de justiça célere e eficaz.
O cidadão precisa de se sentir mais seguro em sua casa e quando anda na rua. Infelizmente,
nos últimos anos, em Angola, fruto de várias situações de carência, advindas da ineficiência
estatal, gestão danosa e da corrupção, tem-se verificado um aumento da insegurança das
populações.

OBJECTIVO:
Consolidação do regime de governança no combate à corrupção e aos crimes violentos.

MEDIDAS:
1. Reforçar a educação cívica da sociedade, usando os mais variados meios e
implementar um modelo de colaboração e de participação comunitária no modelo
de vigilância natural (geo-prevenção).
2. Disseminar junto dos servidores públicos de que a lei e as instituições existem para
proteger a comunidade, daí que iremos no imediato, pôr termo aos casos de prisões
arbitrárias, com punição severa aos infractores, aplicando e publicitando os
institutos do habeas corpus e habeas data.
3. Criar um sistema de monitoramento e de controlo das armas existentes no país.
4. Melhorar o patrulhamento dos bairros mais propensos à criminalidade, com o
reforço da administração territorial (conhecimento do território e dos problemas da
comunidade, manutenção dos espaços públicos.
5. Reforçar o equipamento (videovigilância e sistemas georreferenciados) dos órgãos
de defesa e segurança do Estado.
6. Conceber e executar um novo modelo de gestão do sistema prisional.

COMPROMISSO VII:
Fomento às actividades produtivas alimentares

A crise sócio-económica de Angola tem origem no modelo de transporte de políticas
públicas alienígenas inadequadas para a nossa realidade, conjugadas com a gestão danosa e
da corrupção, tornando o nosso sistema económico, injusto, incoerente e ineficaz.
Uma vez que o país não possui auto-suficiência alimentar, gastando enormes recursos
financeiros com a importação desses bens e precisando no imediato que o mercado esteja
23







abastecido para que os angolanos consumam alimentos com menor custo, com
características próprias e em quantidades suficientes.
O GIP irá fomentar actividades produtivas alimentares na agricultura e pecuária, com
incidência na pecuária de pequeno porte, pescas e indústria alimentar, de origem societária,
cooperativa comunitária e familiar, uma vez que estas actividades oferecem à nossa
economia a possibilidade de crescimento significativo.

OBJECTIVOS:
Aumento da produtividade, emprego, renda e consumo.
Auto-suficiência alimentar.

MEDIDAS:
1. Promover programas de incentivos fiscais negociados com os agentes económicos
conforme segmentos (micros, pequenas e grandes empresas, cooperativas, famílias
e associações de pessoas)
2. Promover programas de crédito com taxas de juro bonificadas a médio e longo
prazo para a aquisição de fertilizantes e equipamentos.
3. Promover um programa de registo provisório das terras produtivas nos segmentos
societários e cooperativos.
4. Promover no meio rural a divulgação de sementes melhoradas, técnicas inovadoras
de produção agropecuária e a utilização de tecnologias acessíveis.




























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2. REFORMA DO ESTADO

O actual sistema político angolano preserva na sua estrutura e no seu funcionamento o
exclusivismo partidário e o totalitarismo, próprios de um governo de partido único.
Essa matriz lesa os fundamentos de um Estado que se pretende democrático e de direito
porque no Estado de Direito Democrático, o Estado cria a lei e ele próprio fica também
obrigado ao seu cumprimento, enquanto garante da legalidade.
No entanto, o Estado actual nega a criação de mecanismos capazes de garantir a
funcionalidade de uma democracia plena, pressuposto essencial para se assegurar os
direitos e as liberdades fundamentais, a igualdade política e económica, o funcionamento
democrático das instituições, a transparência eleitoral, a boa gestão dos recursos públicos, o
combate a corrupção, a estabilidade social e econômica e a promoção da dignidade da
pessoa humana.
Com vista à normalização democrática, ao reforço dos institutos da democracia e do sistema
de freios e contrapesos dos poderes na esfera da Constituição, porque só assim será possível
proceder ao aperfeiçoamento das leis ordinárias e assegurar-se a plenitude dos fins e
funções do Estado, impõe-se com carácter de urgência proceder-se a uma revisão
extraordinária da Constituição.
Assim, no âmbito da reforma do Estado, o programa do governo inclusivo e participativo
(GIP 2022-2027) se propõe cumprir o seguinte:

COMPROMISSO 1:
Criação de um pacto de estabilidade nacional

O pacto de estabilidade visa contribuir para a consolidação da reconciliação nacional
e dos alicerces de um Estado Democrático de Direito, com vista à construção dos
fundamentos de uma nação multiétnica, multicultural, multirracial, multilinguística e
igual para todos porque desde 1975 o Estado Angolano não tem cumprido
plenamente com suas funções e seus fins.
O GIP 2022-2227 vai propor e negociar um pacto de estabilidade nacional, subscrito
pelo maior número possível de partidos políticos, organizações da sociedade civil,
personalidades da vida económica, social e cultural do país com o propósito de criar
mecanismos de garantia de uma democracia plena que assegure os direitos e
liberdades fundamentais, a igualdade política e económica, a alternância pacífica no
exercício do poder político e a transparência na gestão dos recursos públicos.
Assim, pelo cumprimento do comando da lei, pelo exemplo pessoal de cada agente
público e de boa governança – compromissos de honra da UNITA desde a sua
fundação, em 13 de Março de 1966, juntos vamos implementar a plena democracia
em Angola.



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OBJECTIVO:
A criação de um novo modelo de Estado de matriz consensual em matérias
estruturantes para o tecido político, económico, social e cultural sob o primado dos
direitos e liberdades dos cidadãos.

MEDIDAS:
1. Criar e implementar um “pacto de convergência” entre o GIP e os partidos políticos
com e sem assento parlamentar no processo de reformas inadiáveis e indispensáveis
para o desenvolvimento do nosso país a médio e longo prazo.
2. Criar um novo modelo de diálogo institucional entre o GIP e a sociedade civil, mais
corporativo e representativo das diferentes classes, grupos e segmentos
populacionais, extinguindo, os actuais Conselho Economico Social e Conselho
Nacional Concertação Social.

COMPROMISSO II:
Revisão constitucional e do sistema político eleitoral

A revisão constitucional busca dirimir as incertezas que o sistema político vai
demonstrando na experiência histórica de Angola. O programa do Governo inclusivo
e participativo deve respeitar os limites constitucionais temporais e materiais.
Outrossim, o sistema eleitoral é um dos alicerces fundamentais do sistema político
porque nele encerra as questões da representação, da legitimidade, da eficácia e do
equilíbrio de poderes entre órgãos de soberania. O actual sistema eleitoral não
reúne consenso entre as forças partidárias e nem oferece confiança e qualidade a
nossa democracia.

OBJECTIVOS:
A criação de um novo modelo de Estado democrático e de direito, com a
estabilização e consolidação da democracia política.
A aplicabilidade dos valores de liberdade, igualdade, fraternidade e solidariedade
que formam à imagem autêntica da pessoa humana.
A independência estrutural da administração eleitoral dos demais órgãos do Estado,
dos partidos políticos e demais poderes singulares e/ou corporativos.

MEDIDAS:
1. Definir Angola como um Estado unitário descentralizado que inclua Cabinda como
Região autónoma com um estatuto devidamente negociado e uma região
administrativa e metropolitana para Luanda.
2. Consagrar instrumentos eficazes e inovadores de garantia efectiva do exercício dos
direitos humanos.
3. Consagrar a terra como propriedade ancestral.
4. Consagrar um novo sistema de governo com equilíbrio e controlo recíproco de
poderes entre os órgãos de soberania.
5. Consagrar o sufrágio universal directo e secreto para a eleição do Presidente da
República.
6. Melhorar os mecanismos constitucionais de democracia participativa.
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7. Consagrar na constituição o critério de jus sanguinis para a nacionalidade originaria
e o critério de jus solis para a nacionalidade adquirida
8. Consagrar legal e mimeticamente a coordenação, organização, execução e condução
dos processos eleitorais a um tribunal eleitoral.
9. Consagrar um modelo de tribunal Eleitoral, centrado na notabilidade dos seus
membros, visando residualizar a sua dependência do Executivo e dos partidos.
10. Criar o círculo eleitoral do estrangeiro.
11. Reconfigurar os círculos eleitorais, de modo a combinar a existência de um círculo
nacional com círculos locais menores, onde o eleitor tem um voto nominal,
escolhendo o seu candidato preferido, além da escolha do partido da sua
preferência.
12. Realizar as eleições autárquicas em todo o território nacional, até 2024.
13. Proibir a semelhança entre os símbolos nacionais da República com os símbolos dos
partidos políticos.
14. Estabelecer as línguas nacionais como línguas oficiais do Estado angolano tal como o
português.
15. Consagrar a eleição dos juízes dos tribunais superiores pelo Parlamento, a tomada
de posse perante o Presidente da República e a escolha dos presidentes e vice-
presidentes de entre os seus pares.
16. Consagrar o referendo nacional e o referendo local.

COMPROMISSO III:
Consolidação da reconciliação nacional

Volvidos 20 anos de paz, Angola reclama uma reconstrução política, económica,
social e cultural inclusiva, para que a transição política pós-conflito para a paz e a
reconciliação nacional se dê de forma pacífica.
Este processo político de reconciliação nacional é um imperativo da actual geração e
do próximo Governo de Angola. Como a sociedade de transição pós-conflito e a
sociedade democrática caminham juntas, reclama-se por uma solução única e
inovadora assente numa maior vontade política que coloque a verdade, o perdão, e
a justiça sobre os injustiçados do passado e de hoje; reclama-se sentido patriótico na
construção do futuro inclusivo de todos os angolanos, actores políticos ou não.

OBJECTIVO:
A compatibilização e a harmonização entre o discurso da esperança, o discurso
normativo e o realismo social.

MEDIDAS:
1. Delimitar o conceito, objectivos e o âmbito da reconciliação nacional.
2. Criar debates ancorados nos contributos da antropologia do simbolismo e da
performance, articulada com a antropologia do perdão e da reconciliação.
3. Reafirmar da vontade política para a despartidarização do Estado.
4. Abordar directa e honestamente o dossier sobre a desmobilização dos ex-militares,
antigos combatentes e veteranos da Pátria.
5. Conceber e implementar do novo contrato social angolano para a construção do
futuro inclusivo e partilhado por todos, no quadro de uma nova República.
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6. Executar os investimentos públicos conexos ao processo de reconciliação nacional.

COMPROMISSO IV:
Institucionalização do poder autárquico

O Estado actual de desordem no ordenamento do território, no sistema de
provimento dos serviços públicos, (comércio, saneamento básico, saúde, educação,
ambiente e desportos), reclama, de facto, a participação de novos entes na gestão
participada desses assuntos, a nível local, no interesse das respectivas populações.
A descentralização política- administrativa representa a melhor oportunidade de
garantir que cada região passa a conhecer o seu verdadeiro potencial, as suas gentes
e populações, as suas necessidades e expectativas, bem como todo o potencial de
desenvolvimento ao seu dispor. Poderá criar-se uma dinâmica positiva de
competitividade pelo investimento e progresso, garantindo atractividade das regiões
e dessa forma ajudar o País nos objectivos mais estratégicos.

OBJECTIVOS:
Avaliar o impacto das alterações necessárias à “DPA” – Divisão Política
Administrativa de Angola, para uma melhor implementação do Poder Local.
Colocar a descentralização definitivamente na agenda política.
Realizar as primeiras eleições autárquicas no país.
Garantir elevada transparência nas transferências orçamentais entre o Orçamento
Geral do Estado e as Autarquias. Criar um quadro de referência de indicadores de
desempenho para monitorização da performance das autarquias.

MEDIDAS:
1. Identificar o espaço temporal que permita consolidar a capacidade de realizar as
eleições autárquicas prognosticada até 2924.
2. Conhecer todos os constrangimentos humanos, financeiros e tecnológicos, que
possam afectar o processo de descentralização do Estado e após identificação,
proceder a sua afectação.
3. Criar o Plano Estratégico de Descentralização do Estado.
4. Estabelecer, com base no diálogo com todas as sensibilidades, uma autonomia
regional para a província de Cabinda, com divisão política administrativa especifica
dotada de executivo e assembleia legislativa regional.
5. Estabelecer uma região metropolitana para a província de Luanda, que permita uma
gestão compartilhada inter-municipal, supra ou infra-municipal, com efectividade,
eficiência e eficácia.
6. Elaborar o Orçamento Geral Autárquico, determinar o programa de investimentos
autárquicos e determinar receitas próprias das autarquias.
7. Executar as transferências do Orçamento com base na monitorização dos
indicadores de desempenho.
8. Criar o sub-sistema integrado de gestão autárquica – SIGA, interligado ao sistema
integrado de gestão financeira do Estado -SIGFE.
9. Determinar as funções do Estado que migram da administração central para a
administração local e as que são criadas directamente na administração local.

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10. Definir os critérios de faseamento da transferência de responsabilidades entre a
administração central e a administração local.

COMPROMISSO V:
Autonomia do poder judicial

O GIP considera que o sistema de Justiça é o primeiro pilar da garantia e defesa das
liberdades como um factor de eficiência da economia. A sua importância é, por isso,
transversal a várias dimensões da vida pública e social.
O sistema judicial angolano pouco se afastou dos trâmites do sistema judicial do
tempo do partido único, com a sua captura e subordinação material ao Presidente
da República. A ideia dominante é a de que o poder executivo institucionalizou um
sistema de justiça conveniente. Há abusos e arbitrariedades nos métodos de
investigação que colidem com direitos fundamentais, estatutos processuais de difícil
entendimento pelos cidadãos e a desconfiança da existência de motivações políticas
na actuação da Justiça.
Recuperar a confiança no sistema judicial e garantir a sua eficácia é uma das nossas
metas para próxima legislatura. Daí que, as reformas a introduzir serão, assim,
objecto de clara divulgação e de debate público e transparente para salvaguardar a
imagem de degradação da Justiça.

OBJECTIVOS:
Promover o acesso à justiça e o direito para todos.
Afirmar Angola como Estado de direito e garantir a melhoria permanente da sua
qualidade.

MEDIDAS:
1. Garantir a liberdade de expressão e pensamento em Angola.
2. Garantir a independência do poder judicial.
3. Garantir a dignificação e valorização da carreira judicial, compatibilizando as
condições de trabalho e remunerações, conforme a carreira.
4. Proceder a reestruturação e o modo de provimento dos juízes dos tribunais
superiores, respeitando os limites temporais.
5. Proceder a reestruturação e o modo de provimento dos juízes conselheiros dos
tribunais superiores e dos respectivos juízes conselheiros presidentes, que deverão
ser eleitos pelos seus pares.
6. Proceder a reestruturação e o modo de provimento dos membros dos conselhos
superiores da magistratura judicial e do ministério público, com características
independente, colegiada e transparente, com 2/3 dos seus membros eleitos pelos
seus pares e garantindo que os magistrados de 1ªinstância constituam a maioria do
seu conjunto
7. Garantir uma justiça mais simples, acessível, célere, previsível, transparente e
indutora aos métodos extrajudiciais de resolução de conflitos em matéria de direitos
disponíveis.
8. Acabar com os julgamentos políticos e as intromissões do poder judicial na esfera
interna dos partidos políticos.

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9. Reconcentrar a eficácia na prevenção, na investigação e na aplicação das medidas
de coação.

COMPROMISSO VI:
Reforma da administração

O GIP implementará um novo modelo de exercício das responsabilidades
governativas, mais transparente e imparcial, independente das matrizes político-
partidárias e busca optimizar os recursos públicos, reduzindo o despesismo, e
propiciar a eficácia e a eficiência nos serviços do Estado. Isso, entre outras medidas,
passa pelo saneamento das funções governativas mediante diagnóstico das funções
dos actuais organismos e respectivos órgãos, comparativamente com as suas
atribuições, competências, versus resultados necessários para responder
cabalmente à demanda pelos serviços públicos.
O recrutamento, a promoção, o sistema de carreiras e o sistema remuneratório
serão instrumentos basilares que reforçam o carácter apartidário de uma
administração pública que se quer mais ágil, mais eficaz e mais eficiente, revestida
de uma nova cultura de humildade e de prestação de serviço público administrativo,
social e económico, com sentido dialogante e de prestação de contas.

OBJECTIVOS:
Repensar as novas funções primordiais de um Estado de direito, democrático.
Dignificar a função “governo” e tornar a máquina administrativa do Estado mais
eficaz, mais eficiente, mais produtiva e mais parcimoniosa.
Alinhar a moldura humana e as infra-estruturas do Estado às novas funções
identificadas.
Diminuir o peso do Estado na vida dos cidadãos e das empresas focando a sua
actuação nas funções essenciais de regulação.

MEDIDAS:
1. Criar o Livro Branco da Administração publica para os próximos 25 anos.
2. Identificar a metodologia para a transição da situação actual para a situação
objectivo.
3. Delegar as responsabilidades da actividade económica e empresarial ao ministério
da economia, relegando o ministério das finanças ao seu papel clássico, de gestão
do orçamento, tesouraria, tributos e de supervisor da despesa pública.
4. Mapear o cenário objectivo no sistema integrado de gestão financeira do Estado.
5. Proceder ao recadastramento e prova de vida de todos os funcionários públicos na
plataforma electrónica.
6. Desenvolver as componentes lectivas que permitam executar a transição funcional
dos funcionários públicos.
7. Trabalhar a base de dados de funcionários no sentido de identificar potenciais
candidatos para ocuparem cargos na nova orgânica.
8. Proceder às exonerações e nomeações com base nos resultados apurados.
9. Reduzir os custos de contexto para pessoas e empresas através da simplificação de
procedimentos e da redução de custos directos e indirectos, resultantes de encargos
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administrativos.
10. Promover uma autêntica informatização dos serviços de atendimento ao cidadão.
11. Desenvolver o cartão do cidadão como documento único de identificação para
realizar todos os compromissos entre o cidadão e o Estado.

12. Reforçar o acesso universal e gratuito aos registos de nascimento.
13. Reforçar as penalizações das entidades que promovam a existência de trabalhadores
‘’fantasmas’’ na função pública.
14. Implementar um programa de incentivo remuneratório aos trabalhadores da função
pública colocados em localidades muito distantes da sua área de residência.
15. Promover a criação de uma nova geração de serviços de registo mais próximos do
cidadão, começando com o registo de nascimento nas maternidades e centros
maternos infantis e a criação de serviços integrados junto da administração comunal
e/ou distrital.

COMPROMISSO VII:
Reforma da Justiça

O sistema de Justiça Angolano deve ser o alicerce dos direitos dos cidadãos e não um
obstáculo ao seu exercício. A nossa justiça é extremamente morosa e ineficaz,
porque é difícil de confiar para resolver um litígio a tempo, afectando a credibilidade
da justiça e o efeito útil da decisão enquanto instrumento de pacificação social.

A autonomia da Justiça, valor fundamental de garantia dos direitos dos cidadãos, é
hoje, mesmo, um dos principais problemas que obstaculiza as nossas possibilidades
de desenvolvimento, fruto das iniciativas demagógicas do Poder Executivo
comungado com alguns magistrados, degradando a motivação e a confiança de toda
uma classe.

OBJECTIVOS:
Desenvolver uma justiça eficaz e que concilie os valores da simplificação, celeridade
e segurança.
Garantir que a qualidade da justiça não é afectada por uma deficiente moldura
humana de suporte à mesma.
Garantir infra-estruturas adaptadas ao exercício da justiça.

MEDIDAS:
1. Criar o plano nacional de infra-estruturação da Justiça identificando todas as infra-
estruturas necessárias ao bom funcionamento do sector.
2. Garantir uma justiça mais simples, acessível, célere, previsível, transparente e
indutora aos métodos extrajudiciais de resolução de conflitos em matéria de direitos
disponíveis.
3. Implantar uma Justiça tecnológica com ligação online em tempo real, alargar a
comunicação electrónica entre os serviços da administração e os tribunais e entre
estes e os cidadãos.
4. Aperfeiçoar o modelo de atendimento nas conservatórias do registo civil, automóvel

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e predial, por forma a torná-los mais simples e céleres.
5. Criar um cadastro predial com carácter provisório que cubra todos os imóveis em
território nacional.
6. Reforçar o quadro de magistrados com formação especializada.
7. Reforçar o número de funcionários com formação adequada.

8. Criar um regime de prémio por objectivos.
9. Prosseguir com o conjunto de reformas das normas substantivas e adjectivas, em
especial as iniciadas no direito civil, comercial, administrativo, tributário e penal.
10. Criar o sistema de indicadores de monitorização da justiça.
11. Criar o anuário da justiça, publicação anual com dados reais da actividade de todo o
sector.

COMPROMISSO VIII:
Ordenamento do Território, urbanismo e habitação

O desafio do crescimento económico e da criação de riqueza só se completa com
uma forte aposta na modernização sustentável do território e com um amplo
movimento de participação social.
Todavia, apesar da existência de normas sobre o ordenamento do território e de
instituições, as debilidades institucionais na implementação das políticas de terra, de
ordenamento do território e da habitação, resultam de uma deficiente coordenação
dos múltiplos planos de ordenamento do território aplicáveis a um determinado
local e em processos de licenciamento complexos e pouco transparentes.
As consequências são a difícil identificação de locais para construir projectos para
habitação e actividades económicas com a qualidade e dimensão adequadas, custos
associados à insuficiência da informação e à complexidade processual, para além de
tempos de espera inaceitáveis.
Daí a necessidade de revisão da política de ordenamento do território, de natureza
estratégica, uma vez que nos confrontamos com muitos planos directores municipais
em desuso e desajustados a nova realidade social, estando em curso a elaboração da
segunda geração de planos directores municipais e a aprovação de planos especiais
de ordenamento, é essencial aumentar a comunicabilidade e integração entre esses
planos, clarificar hierarquias e sistematizar procedimentos.

OBJECTIVOS:
Criar uma nova Política de ordenamento do território e urbanismo que visa garantir
que a participação do Estado na disponibilização das principais infra-estruturas a
todos os Angolanos.
Promover o desenvolvimento harmonioso dos territórios do espaço nacional.
Ordenar os impactos sobre o território nacional das actividades dos agentes públicos
e privados.


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MEDIDAS:
1. Reorganizar uma Política de Ordenamento do Território visando a integração,
hierarquização e harmonização dos diferentes dispositivos normativos sobre o
território, em especial, aprovar uma nova lei de terras, de ordenamento territorial e
da habitação, com a reformulação das entidades e processos em causa.
2. Informar de forma transparente ao público sobre as normas e procedimentos
relevantes no acesso ao licenciamento.
3. Conceber uma política de desenvolvimento regional, centrada na correcção das
disparidades de desenvolvimento no território, no apoio aos agentes de mudança e
em garantir níveis elevados de financiamento para as regiões menos favorecidas.
4. Criar a região metropolitana de Luanda para atender a sua estrutura geográfica
sócio-económica e territorialidade complexa.
5. Reforçar as competências das entidades fiscalizadoras do ordenamento do território
e aperfeiçoamento dos mecanismos de execução dos planos, bem como a
operacionalização dos instrumentos existentes.
6. Assegurar a protecção do ambiente, finalizando a infra-estruturação ambiental do
território, optimizando a gestão dos recursos hídricos e promovendo a eco-
eficiência, combatendo às alterações climáticas.
7. Promover a gestão integrada da zona costeira, com destaque para a gestão de riscos
e a requalificação das praias.
8. Legislar por forma a definir padrões de edificação que permitam a sustentabilidade
das cidades e das aldeias permitindo aos angolanos uma vida de elevado padrão de
qualidade.
9. Identificar todas as áreas urbanas e periurbanas que não podendo ser requalificadas
terão que ser demolidas.
10. Criar um modelo de apoio a todas as famílias que sejam incluídas na lista em que as
suas casas tenham que ser demolidas.
11. Legislar no sentido de serem definidos os padrões de construção e edificação,
definindo ao mesmo tempo as sanções a aplicar a qualquer desvio ao padrão.
12. Definir a coexistência com áreas verdes de descompressão urbanística, capazes de
tornar a vida nas cidades e nas aldeias mais sustentável
13. Elaborar um estudo que permita determinar possíveis aglutinações de povoados em
centros mais robustos e para os quais se torna viável a disponibilização de infra-
estruturas e serviços do Estado.
14. Proceder à revisão ou elaboração dos planos directores municipais, destacando as
áreas alocadas ao sector da habitação regulada pelo Estado.
15. Legislar sobre a criação do movimento cooperativo habitacional e incentivar a
população a aderir ao mesmo.
16. Legislar sobre a autoconstrução definindo deveres e direitos dos proponentes a este
tipo de construção.
17. Regular o modelo de participação pública na política habitacional, tais como a
distribuição de lotes infra- estruturados.
18. Criar o mapa com a identificação das terras destinadas à construção urbana,
periurbana e rural em todo o território nacional.
19. Disponibilizar terrenos para cada um dos sistemas de construção.
20. Criar medidas fiscais atractivas para as empresas que apoiem os seus colaboradores
na aquisição da casa própria, através de financiamento bancário.
21. Criar linhas de financiamento desenvolvidas entre o fundo de fomento habitacional
e a banca comercial.
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COMPROMISSO IX:
Revitalização da economia

As distorções da economia, de que padece o nosso país há 46 anos, residem na sua
estrutura: forte dependência do petróleo; concentração da economia num só grupo
político e social que também controla o poder político, económico e financeiro do
país; e inexistência de um sector privado nacional robusto, que domine os sistemas
de produção, a logística e a distribuição de bens e serviços.
A crise económica mundial, a urgência da modernização do país e a necessidade de
reforçar as políticas sociais exigem outro projecto, outra atitude, outra noção das
responsabilidades do presente e outra visão do futuro.
A dimensão estrutural do problema requer soluções estruturais que passam pela sua
reestruturação, cujo objectivo principal é estabelecer um novo modelo económico
sólido, sustentável e competitivo, baseado na iniciativa privada, na boa afectação de
recursos susceptíveis de multiplicar riqueza, estimular o progresso e o
desenvolvimento social dos angolanos.

OBJECTIVO:
Relançar a economia e promover o emprego.

MEDIDAS:
1. Promover o recenseamento classificado das empresas existentes no país,
determinando a sua situação operacional e o potencial do seu desenvolvimento; dos
projectos em curso nos diversos sectores da economia nacional, susceptíveis de criar
empregos, baixando os níveis de desemprego de forma drástica.
2. Fomentar a criação e o desenvolvimento de micro, pequenas e médias empresas,
cooperativas e associações comunitárias viradas para a produção agro-pecuária,
aquicultura, indústria alimentar, turismo, requalificação do meio rural e manutenção
de estradas.
3. Reestruturar o sistema financeiro garantindo a sua independência, integridade,
sustentabilidade, competitividade e assegurar a eficácia das políticas monetárias,
fiscal e cambial através de instrumentos adequados de regulação económica e da
gama de produtos que oferecedores do desenvolvimento descentralizado.
4. Investir na criação de condições estruturais para uma economia mais competitiva,
ao nível das qualificações, da modernização tecnológica, das infra-estruturas, da
logística e dos transportes.
5. Firmar um pacto para o emprego.
6. Incentivar a produção de Comodities minerais extra-petróleo para a sua exportação.
7. Promover a criação de uma indústria de metais ferrosos e não ferrosos.
8. Promover a criação de uma indústria transformadora de metais ferros e não
ferrosos.
9. Promover o investimento directo estrangeiro.
10. Alargar a base fiscal, com um sistema de tributação mais equitativo que tribute
adequadamente as grandes fortunas e promova o crescimento das micros,
pequenas e médias empresas -MPME.

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11. Facilitar o acesso ao financiamento para investimento da cadeia produtiva.
12. Articular o acesso às linhas de crédito e os mecanismos de regularização de dívidas
ao fisco e à segurança social, de forma a dotar as empresas em maior dificuldade de
condições de viabilidade.
13. Promover a qualificação e diversificação da oferta e no estímulo à competitividade
das empresas.

COMPROMISSO X:
Redefinição do papel das entidades administrativas independentes

Uma boa regulação económica é absolutamente fundamental para que o mercado
funcione em diversos sectores. Nesse sentido, o GIP propõe reforçar os mecanismos
e meios dos reguladores, bem como a sua independência.
A existência de reguladores e supervisores independentes face ao Poder Executivo e
aos sectores regulados mantém-se fulcral para um exercício eficaz e transparente
das respectivas funções.
Essa independência será garantida no quadro da revisão da lei das entidades
administrativas independentes, da lei do BNA, da entidade reguladora da aviação
civil e demais entidades análogas e que permitirá o acesso por concurso aos gestores
de topo destas instituições ou por consenso entre os diversos órgãos do Estado e
demais grupos sectários e que irá atribuir aos órgãos de soberania um papel
relevante, isento e imparcial, na quantificação de objectivos e na avaliação dos
resultados obtidos pelas entidades reguladoras.

OBJECTIVO:
Criar rigor, visibilidade, eficácia e transparência das respectivas actuações e
aprimorar as garantias de idoneidade, integridade, imparcialidade, isenção e por fim,
a independência funcional das entidades reguladoras, através da criação de um
modelo regulador diferenciado, que conjugue o aperfeiçoamento do regime de
acesso, exercício, inamovibilidade, incompatibilidades e impedimentos
relativamente aos membros dos órgãos sociais dessas Entidades.

MEDIDAS:
1. Assegurar a supervisão dos mercados com o propósito da promoção e salvaguarda
da concorrência e da defesa do interesse público e dos cidadãos.
2. Transformar todas as entidades com funções reguladoras de actividades
económicas, bem como os órgãos de promoção ou fomento de actividades
económicas em entidades administrativas independentes.
3. Reforçar a autonomia e a responsabilidade das entidades administrativas
independentes através da fixação de garantias aos membros dos órgãos de direcção
de inamovibilidade dos seus cargos, durante o exercício dos respectivos mandatos e
critérios objectivos e fiáveis do pedido de renuncia.
4. Estabelecer que a designação dos titulares dos órgãos de direcção ou administração
deve ser feita com a intervenção do Presidente da República e da Assembleia
Nacional e tendo a preocupação de garantir consensos alargados quanto aos seus
méritos.
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COMPROMISSO XI:
Reestruturação do sector empresarial público

O sector empresarial público atravessa um momento de profunda crise, agudizada
pela falta de liquidez do Estado provocada pelo descaminho dos dinheiros públicos,
fruto da desastrosa gestão e da corrupção por parte das entidades que compõem o
Sector Empresarial Público - SEP. Desde as grandes empresas públicas (SONANGOL,
E.P.), como as sociedades comerciais integralmente públicas (BPC S.A.), nada escapa
como verdadeiros vazadouros ao descaminho do erário.

OBJECTIVO:
A implementação do “corporate governance” no sector empresarial público e a sua
relevância e emergência no esforço de recuperação financeira do País, que permita o
aumento da transparência e a promoção da competitividade do tecido empresarial.

MEDIDAS:
1. Aprovar e implementar os contratos programas, vinculados aos planos estratégicos
e de negócios das entidades do SEP, aos programas de desenvolvimentos de médio
e longo prazo e programas de desenvolvimento sectoriais.
2. Estabilizar os mandatos para os membros dos órgãos sociais com a implementação
do regime de inamovibilidade, salvo violação da lei, do interesse público e das regras
do contrato programa.
3. Estabelecer que o não cumprimento de contratos-programa constituirá motivo de
despedimento com justa causa dos responsáveis pela gestão.
4. Criar mecanismos especiais de controlo da função accionista nas participações
públicas minoritárias.
5. Diferenciar a função da supervisão da despesa pública, a ser executada pelo
ministério das finanças, da função sobre o controlo accionista do sector empresarial
público, a ser executada pelo ministério da economia.
6. Garantir a fiabilidade das contas e demais informações financeiras, assim como
assegurar a eficácia e eficiência das operações financeiras.
7. Expurgar a promiscuidade nos órgãos sociais do SEP dos quadros superiores do
ministério das finanças.
8. Desvalorizar a personalidade jurídica das empresas de auditoria que
comprovadamente auxiliam no descaminho do erário.
9. Insistir na aplicação de regras que geram confiança e promovam a transparência do
programa de privatizações e de gestão das empresas do sector empresarial público.

COMPROMISSO XII:
Relações exteriores e cooperação internacional

No mundo de hoje o relacionamento externo não é uma opção, mas sim um desígnio
estratégico. Há necessidade de criar alianças, edificar pontes de cooperação bilateral
ou multilateral, por forma a garantir o correcto enquadramento do país na região e
no mundo.
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Há bons motivos para que Angola possa aproveitar o relativo desconhecimento
internacional para se apresentar pela porta grande. É um país que poderá ter um
contributo importante na segurança alimentar a nível mundial. Pode vir a reconstruir
as florestas e criar mais um pulmão à escala global. Pode ser um país no qual a sua
juventude lidera o pensamento tecnológico do futuro. Pode ser um destino de
investimento, turismo e lazer, bem como ser o lar de muitas pessoas que connosco
queiram viver.

OBJECTIVOS:
Resgatar a imagem de Angola fazendo com que os outros países conheçam a real
situação do País e que passem a respeitar os angolanos de igual para igual.
Influenciar o mercado internacional por forma a conhecer Angola, o seu potencial e
capacidade de exportação.

MEDIDAS:
1. Determinar os principais países com os quais Angola deverá ter relações
estratégicas.
2. Criar um Centro de Estudos Estratégicos, dedicado a esses países conhecendo em
profundidade os mesmos por forma a garantir um relacionamento equilibrado.
3. Criar uma agenda significativa de ida do Presidente da República a vários países,
dentro de uma lógica de resgate da imagem do País.
4. Intensificar o conhecimento profundo sobre os países vizinhos da SADC e a CPLP,
garantindo a participação de Angola em todos os fóruns destas organizações, ao
mais alto nível.
5. Identificar a melhor forma de promover Angola nos mercados internacionais.
6. Criar, junto dos principais países parceiros de Angola, de forma satélite às
embaixadas de Angola nesses territórios, um serviço de promoção permanente das
exportações do nosso País.
7. Reforçar o papel da APIEX como interlocutor privilegiado para receber os potenciais
investidores de actividades económicas de livre iniciativa económica.
8. Indigitar a APIEX, para que em conjunto com o departamento ministerial conforme
especialidade, a ser parte integrante da negociação para a exploração em regime de
concessão de bem de domínio público ou de actividade de reserva pública.

COMPROMISSO XIII:
Resgate da cidadania

Em Angola, não existe um exercício pleno da cidadania: o direito ao voto não é
exercido na sua plenitude, o acesso aos direitos sociais, direito à habitação, ao
emprego, à segurança social, à saúde, à educação, ao salário justo, etc. – é limitado.

A cidadania não pode ser um direito reconhecido só a alguns: deve ser um direito de
todos, incluindo os mais desfavorecidos. Ser cidadão é ter as condições de liberdade
que permitam resistir às interferências arbitrárias de outrem na sua vida privada ou
social, incluindo as interferências injustas do estado, de outros agentes sociais ou de
outros cidadãos.
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OBJECTIVO:
Criação de uma cultura humanista alicerçada no escrupuloso respeito pelos direitos
e liberdades fundamentais dos angolanos.

MEDIDAS:
1. Promover programas de educação para a cidadania, para os valores da igualdade de
oportunidades e da liberdade e para a importância do compromisso ético e da
solidariedade entre os angolanos.
2. Criar programas tendentes à aquisição de competências democráticas dos cidadãos.
3. Reforçar a parceria com as organizações de defesa dos direitos humanos.
4. Garantir a redução do fosso que separa a distribuição da riqueza produzida e os
níveis assustadores da pobreza assalariada.
5. Garantir ao cidadão o direito de exigir ao Estado o desempenho cabal das suas
responsabilidades.
6. Responsabilizar o Estado por toda a privação injusta da liberdade ou danos ao
património dos cidadãos.
7. Incentivar as organizações da sociedade civil e as organizações não-governamentais
que apoiem a promoção da vida dos mais desfavorecidos de modo que sejam
integrados numa sociedade livre, com igualdade de oportunidades e fraterna.

COMPROMISSO XIV:
Modernização das forças armadas

Sob o GIP, o Estado angolano vai defender a segurança dos interesses nacionais por
todos os meios legítimos, dentro e fora do seu território, nas zonas marítimas sob
soberania ou jurisdição nacional e no espaço aéreo nacional sob sua
responsabilidade.

OBJECTIVOS:
Reconfigurar o conceito de defesa nacional que tenha em conta as novas realidades
da globalização, do contributo de cada um dos angolanos para a defesa da pátria,
bem como as alianças estratégicas a serem definidas para protecção regional.
Almejar a existência de forças armadas modernas, tecnologicamente evoluídas,
adaptadas à manutenção de paz e à correcta projecção de forças nos mais variados
teatros de operações incluindo o ciberespaço.
Garantir que os avultados investimentos nos contratos de defesa e segurança,
incluindo os relacionados com sistemas de armas, representam oportunidades
concretas de desenvolvimento do país.

MEDIDAS:
1. Adaptar o conceito estratégico de defesa nacional às necessidades criadas com a
análise geopolítica e geoestratégica internacionais.
2. Introduzir o sistema de ensino militar para incorporação de jovens em idade escolar.
3. Maximizar o sistema de ensino superior militar para liderança no estudo das
engenharias, tecnologia, ciências da saúde, logística e indústria a nível nacional.
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4. Elaborar o plano nacional de necessidades de suprimentos para as forças de defesa
e segurança com foco nos consumos que possam ser supridos por produção
nacional.
5. Criar o parque industrial com tecnologia moderna da indústria de defesa e
segurança com implementação de centros de inovação e desenvolvimento, rede de
laboratórios de defesa e segurança e unidades fabris com potencial de produção
extra para consumo civil.
6. Promover a valorização dos órgãos de defesa e segurança do Estado,
proporcionando-lhes as melhores condições necessárias para o bem-estar dos seus
efectivos e para o cumprimento eficaz das suas missões.
7. Criar um Conselho Nacional de Auscultação da Segurança Nacional para analisar o
estado geral dos efectivos das Forças Armadas, avaliar o dispositivo de defesa e
segurança nacional, incutir a maior atenção dos comandantes de defesa e segurança
sobre a vida social dos efectivos e analisar a situação de segurança nacional, regional
e internacional.
8. Aumentar o grau de profissionalização dos efectivos das Forças Armadas Angolanas.
9. Melhorar as condições técnicas e humanas que permitam uma maior eficiência do
patrulhamento das fronteiras marítimas e terrestres.
10. Maximizar as oportunidades geradas pela escala e dimensão do contingente militar
e de segurança nacional, nomeadamente na satisfação das necessidades das
principais cadeias de abastecimento – sistemas de armas, alimentação, fardamentos
e medicamentos.
11. Criar a lei das contrapartidas militares.
12. Criar uma norma sobre a contratação pública para o sector da defesa.
13. Criar o órgão de negociação das contrapartidas com uma estrutura orgânica
funcional.

COMPROMISSO XV:
Gestão da administração interna

Zelar pela segurança, tranquilidade e ordem pública do País, bem como proteger a
vida, a honra e o património dos seus nacionais e estrangeiros deverá ser um dos
pilares do Estado Angolano democrático de direito.
Deste modo, proporcionar condições de segurança e estabilidade torna-se na
condição fundamental para que a liberdade prospere, num clima de paz pública e
tranquilidade.
Assim, para proteger o povo angolano, os seus bens, prevenir a criminalidade,
garantir a ordem e a tranquilidade públicas e contribuir para o normal
funcionamento das instituições democráticas será necessário melhorar a segurança
interna, a polícia nacional, a vigilância de fronteiras, os serviços prisionais, a polícia
de investigação criminal e a protecção civil.

OBJECTIVO:
Garantir a ordem pública e segurança interna, elevado desempenho da protecção
civil, operacionalidade dos serviços prisionais, modernização e humanização de

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serviços de migração e estrangeiros e modernização tecnológica do serviço de
investigação criminal e da protecção civil.

MEDIDAS:
1. Promover um programa de modernização tecnológica da administração interna,
informatizando a maioria dos processos e procedimentos que as forças de
segurança executam, criando condições para a correcta apreensão de
conhecimentos por parte dos agentes.
2. Melhorar o processo de recrutamento e selecção para ingresso na polícia nacional.
3. Resgatar o prestígio da polícia nacional através da consciencialização dos cidadãos
para a missão da instituição e da alteração de comportamentos desta no exercício
das suas funções.
4. Desenvolver, com os governos provinciais, administrações autárquicas, acções de
requalificação dos bairros, das vias secundárias, terciárias e da iluminação pública
para permitir e garantir a intervenção das forças policiais em casos de denúncias de
ameaças à integridade física dos cidadãos e dos seus bens, assim como os próprios
efectivos da Polícia Republicana.
5. Desenvolver um sistema de comunicação eficiente nos Comandos Municipais da
Polícia, para atendimento dos pedidos de socorro dos cidadãos nos seus municípios.
6. Proporcionar aos efectivos da Polícia Nacional adequados meios de protecção e
comunicação individual, para o cumprimento das suas missões.
7. Tomar todas as medidas necessárias para se reduzir o mais possível a corrupção
vigente em diferentes níveis dos efectivos da Polícia Nacional
8. Criar o currículo formativo sobre as matérias específicas atinentes ao
desenvolvimento e valorização dos efectivos, conforme especialidade.
9. Aumentar o corpo de efectivos do Serviço de Investigação Criminal e dotá-los com
meios técnicos.
10. Criar o Sistema Integrado do Serviço de Migração e Estrangeiros com elevada
capacidade móvel que permita o registo em base de dados de todas as interacções
com o público-alvo.
11. Criar o quadro de referência de indicadores de gestão do SME.
12. Garantir que a interacção do SME com os vários interlocutores seja assente num
princípio de respeito mútuo, garantia das liberdades e presunção de inocência, face
ao incremento dos fenómenos migratórios e da presença de cidadãos estrangeiros
em território nacional.
13. Proceder à identificação do estado actual dos serviços prisionais como um todo
garantindo o profundo conhecimento da população prisional e das infra-estruturas
afectas ao sector.
14. Modernizar todo o sistema prisional desde a sua interacção com o sector da justiça,
passando pela valorização de todos os funcionários do sistema e adopção das
melhores práticas em termos de tratamento e reinserção dos reclusos.
15. Criar um plano estratégico de protecção civil de âmbito nacional que enquadre as
catástrofes, calamidades ou alterações de circunstâncias que ponham em perigo,
bens estratégicos ou vidas, bem como adoptar medidas concretas relacionadas com
as alterações climáticas.
16. Dotar o serviço nacional de protecção civil dos meios humanos devidamente
capacitados a par de equipamentos e tecnologias para suporte a um elevado estado
de prontidão.

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3. RESPONSABILIDADE E SOLIDARIEDADE SOCIAL

O GIP entende que o Estado deve assumir responsabilidades sobre o desenvolvimento
económico e social da população angolana. O GIP 2022 assume a educação e o ensino como
pilares fundamentais da mudança e do desenvolvimento económico e social de Angola.
Para conseguir isso, o GIP vai fazer investimentos na segurança e na assistência social,
fornecer educação de qualidade para todos, transformando a escola no factor catalisador da
mudança e da garantia da competitividade dos jovens no mercado de trabalho de Angola e
da região. Porque entende que o modelo de desenvolvimento baseado apenas no
crescimento económico é incompleto.
Este modelo de crescimento económico não satisfaz, nem melhora a qualidade de vida,
limita as oportunidades dos seus cidadãos e não se traduz em progresso social.
O GIP continua a defender e a prosseguir uma acção política que assegure uma visão de
futuro e que aposte na cidadania, que valorize a responsabilidade social e a ética
empresarial e que estruture políticas públicas vocacionadas para a coesão social e territorial;
um projecto político que possa gerar novas culturas organizacionais, designadamente
através da promoção de planos para a igualdade, que promova e integre a diversidade e a
não discriminação como factores de competitividade, inovação e desenvolvimento.
Neste sentido, na avaliação dos resultados e do desempenho das políticas públicas, o GIP
utilizará tanto indicadores do crescimento económico como indicadores do progresso social.
O Governo inclusivo e participativo vai tratar a educação como prioridade, o que significa
que isso se reflectirá no orçamento de cada ano. Iremos aumentar anualmente a fatia
orçamental da educação de modo que se aproxime dos 20% recomendados em Dakar,
começando com 10% do OGE 2023.
Pelo GIP, a dotação orçamental da Saúde, vai progressivamente aproximar-se dos 15% do
compromisso de Abuja, começando também com 10% no OGE 2023.

COMPROMISSO I:
Apoio à assistência social

O Estado deve sempre olhar para o cidadão e reflectir sobre as razões que levam alguém a
necessitar de protecção social ou alguém que caiu na situação de pobreza. Esse é sempre o
dever do Estado.
Há naturalmente em Angola inúmeros factores que concorrem para que pessoas e
comunidades inteiras necessitem de protecção social e que tenham que ser ajudadas para
colmatar graves deficiências ao nível da sua qualidade de vida. Conhecer esses factores é
também obrigação do Estado.
A segurança social constitui um instrumento precioso para minimizar a situação de carência
das camadas mais desfavorecidas da população, e promover a justiça e a solidariedade
social, uma vez que os grandes objectivos traduzir-se-ão na obtenção de uma maior justiça
social, numa maior igualdade de oportunidades para os cidadãos, numa mais ajustada
valorização dos recursos humanos e numa mais coerente organização das forças produtivas.
Tendo em vista uma permanente preocupação pelo desenvolvimento de acções de
racionalização, simplificação administrativa e desburocratização do sistema de segurança
social.

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OBJECTIVOS:
Criar um modelo de assistência sustentável, em colaboração com os sindicatos por forma a
garantir a sua existência ao longo das gerações futuras.
Dominar com exactidão os beneficiários do sistema de segurança social, bem como de todos
os seus contribuintes.
Garantir a existência de creches, infantários e centros geriátricos em número suficiente no
país.

MEDIDAS:
1. Garantir elevada transparência na utilização do erário aplicado na segurança social.
2. Realizar um amplo estudo actuarial que leve em linha de conta a realidade
sociodemográfica do País.
3. Calcular o nível ideal de contribuições por forma a manter o sistema sustentável, em
termos dos serviços prestados pela Segurança Social aos cidadãos.
4. Criar um fundo para atender a segurança social de base, capaz de garantir direitos
básicos à população.
5. Promover um novo modelo de gestão dos activos do INSS em moldes empresariais
por forma a maximizar a utilidade dos recursos postos à disposição do sistema.
6. Reapreciar a base de cálculos das pensões de velhice, sobrevivência e invalidez.
7. Implementar o sistema de segurança social de base.
8. Aprimorar o desempenho da segurança social obrigatória.
9. Estimular o desenvolvimento da segurança social complementar.
10. Aprofundar a desconcentração dos serviços da segurança social.
11. Fiscalizar de forma sistemática contra a evasão contributiva e o acesso indevido a
prestações.
12. Negociar as dívidas à segurança social e o reforço dos meios de cobrança coercitiva
das dívidas à segurança social.
13. Criar e desenvolver o programa de construção de creches e infantários associados à
rede nacional de apoio à infância com as condições para albergar crianças.
14. Incluir no programa de investimentos públicos a construção de centros infantis e
geriátricos.
15. Garantir a simplificação no acesso e interacção à segurança social por parte dos
contribuintes e demais beneficiários.
16. Criar um modelo de desmaterialização capaz de dar resposta 24 horas por dia e 7
dias por semana.
17. Orientar a formação de técnicos de segurança social ao nível médio e ao nível
superior nas várias áreas de interacção com os beneficiários.
18. Legislar sobre a temática do prestador de cuidados informais, regulando os seus
direitos e os seus deveres.
19. Criar a plataforma informática de suporte à monitorização de indicadores, os quais
deverão ser devidamente cadastrados por profissionais de relevo do sector.
20. Garantir a publicação do anuário do sector, espelhando a produtividade da
segurança social, metas traçadas e resultados alcançados.
21. Articular o sistema de segurança social com os sistemas fiscais e laborais.




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COMPROMISSO II:
Melhoria da qualidade do ensino geral e técnico profissional

A qualificação é, hoje em dia, o factor chave dos processos de modernização, constituindo a
base indispensável para os processos sustentados de inovação, assentes no conhecimento.
É essencial não parar, de modo a recuperar o atraso do nosso país neste domínio e a vencer
um dos principais bloqueios estruturais ao nosso desenvolvimento. Prosseguir na
qualificação de jovens e adultos ao nível do secundário, valorizando a dupla certificação
escolar e profissional.
Tal como no passado, O GIP entende que o sistema educativo é um meio por excelência de
derrubar barreiras discriminatórias à capacidade de realização pessoal e à aquisição do bem-
estar, pelo que considera de extrema importância o desenvolvimento dos sistemas
educativos.
Na sequência da revisão da Lei de Bases, o GIP irá complementar os marcos regulatórios,
com a elaboração e participação dos actores sociais, na aprovação de leis complementares
dos diversos subsistemas de educação, já que o nosso progresso depende da formação de
homens verdadeiramente livres e responsáveis.

OBJECTIVO:
Refundar o nosso sistema educacional com a adopção dos princípios e valores do
humanismo, universalismo, inclusão, equidade, descentralização, diferenciação, confiança e
responsabilidade.

MEDIDAS:
1. Adaptar os currículos escolares vigentes às necessidades do desenvolvimento
humano e do mercado de trabalho com a adopção do modelo de gestão por
competências para atender especificamente aos valores susceptíveis de impulsionar
a sustentabilidade do país
2. Proceder a um levantamento exaustivo das necessidades das escolas que o país
dispõe, de modo a conhecer-se melhor o número de escolas de que o país precisa.
3. Concretizar o carácter obrigatório do ensino da iniciação ao Iª ciclo do ensino
secundário.
4. Consagrar e materializar a gratuidade do ensino da iniciação ao 2ª ciclo do ensino
secundário.
5. Consagrar e materializar a merenda escolar da iniciação a 4 ª classe.
6. Construir escolas primárias nas localidades que delas sejam mais carenciadas.
7. Introduzir no currículo do ensino primário a transmissão de valores éticos da
sociedade.
8. Promover programas de actualização dos professores do ensino geral e técnico
profissional.
9. Introduzir um sistema mais exigente de avaliação dos alunos no ensino geral e
técnico profissional.
10. Implementar um sistema de concursos públicos de ingresso para os professores do
ensino geral e técnico profissional.
11. Melhorar os concursos de acesso e implementar um sistema de gestão por
desempenho para os professores do ensino geral e técnico profissional.
12. Maximizar o uso das tecnologias de informação e de comunicação para a
massificação do conhecimento, da moral social e da cultura nacional e universal.

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13. Incentivar o ensino, a educação comunitária em várias vertentes da vida social e o
uso das línguas nacionais no sistema educativo, desde o ensino primário.
14. Manter os alunos do ensino primário em actividade escolar, pelo menos, 4 horas e
1/2 por dia.
15. Criar as condições para se instaurar um programa de exame municipal para o 4º ano
e de um programa de exames provincial para o 6º ano de escolaridade.
16. Autorizar a realização de exame para o 4º e 6º ano de escolaridade junto da
administração local para aqueles cidadãos que não frequentaram o ensino oficial,
sem privilegiar o home schooling.
17. Incentivar o ensino da matemática e das demais ciências exactas.
18. Incentivar a criação de escolas de formação técnico-profissional com qualidade para
atender a demanda do mercado por mão-de-obra habilitada.
19. Promover um programa de formação profissional para empresários para a aquisição
de competências básicas no domínio da gestão, especialmente das MPME.
20. Dignificar o estatuto profissional e social do professor.

COMPROMISSO III:
Modernização do ensino superior

O ambiente que se vive no ensino superior é de descontrolo e de desmotivação face à
incapacidade do actual. Executivo em dar resposta adequada aos problemas do quotidiano.
O ensino privado “mercantilista2, não atende satisfatoriamente a demanda por melhor
qualidade técnica exigida pelo mercado e vive enraizado no temor reverencial e nas regras
anti- democráticas emanadas pelo ministério do ensino superior. Em comparação com o
ensino privado, no ensino público são abundantes a burocracia e a acumulação de regras,
muitas delas contraditórias e sem qualquer respaldo nos problemas reais dos estudantes,
dos professores e demais funcionários.

OBJECTIVO:
Fazer de Angola uma Comunidade do Saber – CS, cuja importância primígena é a adopção de
um modelo pro-desenvolvisionista, baseado na atracção, manutenção e aperfeiçoamento
constante dos profissionais, no fomento da competitividade da economia e em uma
sociedade de bem-estar na qual os cidadãos trabalhem e vivam mais felizes.

MEDIDAS:
1. Conceber um novo marco regulatório a partir da alteração da lei de bases de
educação e a criação de duas leis de desenvolvimento, separando o ensino superior
de natureza social – gratuito, do ensino superior de natureza económica –
remunerado, terminando com aprovação de novos instrumentos de gestão como o
planeamento, a avaliação e a gestão da qualidade.
2. Reforçar a autonomia de gestão, técnica – científica e convencional das Instituições
de Ensino Superior.
3. Reforçar os recursos humanos, financeiros e técnicos de modo a permitirem uma
melhor formação universitária.
4. Promover a Investigação Científica em todas as Instituições de Ensino Superior (IES),
como instrumento do aperfeiçoamento da qualidade.
5. Promover bolsas de estudos a nível de licenciatura, mestrado e doutoramento,
dentro e fora do país, em especial nas áreas de engenharia, ciências da saúde e

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tecnologias, para os estudantes dedicados, bem como para famílias carenciadas que
não tenham capacidade de financiar a formação de seus membros.
6. Priorizar a concessão de bolsas internas com recurso à professores qualificados
nacionais e estrangeiros.
7. Empregabilidade de bolseiros internos e externos
8. Concretizar a democratização do acesso ao conhecimento, disponibilizando a
estudantes, professores ou investigadores o acesso a publicações científicas através
da criação do campus virtual e da biblioteca online.
9. Promover junto das regiões académicas, a criação de centros de pesquisa em
engenharia e ciências.
10. Regular o preço dos livros académicos.

COMPROMISSO IV:
Dinamização da investigação científica

O conhecimento tem sido, desde sempre, considerado um importante recurso para o
progresso das sociedades. Infelizmente, no país, os investimentos em ciência são muito
parcos ou mesmo inexistentes.
O GIP irá fecundar uma política de investigação científica, com a criação de um novo marco
regulatório, que abarcará, normas jurídicas, programas de pesquisa, instrumentos de
financiamento, instituições, a dinâmica de geração de conhecimento e de inovações.

OBJECTIVO:

Conceber e implementar um plano de promoção da ciência e inovação (C&I), com políticas e
instrumentos coerentes e complementares, capazes de assegurar de forma eficaz e
eficiente, o desenvolvimento sistémico em articulação entre as instituições de ensino
superior, outras instituições corporativas de pesquisa, ciência e tecnologia, instituições de
formação profissional e demais instituições consideradas relevantes.

MEDIDAS:
1. Estimular actividades para um melhor conhecimento e integração das orientações
da política investigativa do país no planeamento da investigação científica a realizar.
2. Organizar a investigação científica em centros de investigação
3. Valorizar a monitorização e avaliação da investigação científica.
4. Disponibilizar fundos para custear programas de investigação científica devidamente
justificados.
5. Incentivar as diversas áreas técnicas universitárias de modo a promover programas
de investigação científica.
6. Publicitar os trabalhos de investigação científica.
7. Criar um prémio nacional de investigação científica.
8. Incentivar a promoção de revistas científicas nacionais.
9. Garantir princípios éticos nos trabalhos de investigação científica.
10. Fomentar um modelo de financiamento para a pesquisa.
11. Criar em 2024, os centros de pesquisa em redes e serviços inteligentes e os centros
de ciências e desenvolvimento (ciências da saúde, transição energética, políticas
públicas, etc.) junto das regiões académicas para fomento e compartilha de espaço e
de conhecimento entre as instituições públicas e privadas.

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12. Reforçar a sinergia entre o ensino superior, a investigação e a inovação garantindo
sistema mais coeso;
13. Reorganizar as agências de financiamento como organismos independentes do
Governo, visando a autonomia da C&I;
14. Criar condições para que Angola alcance até 2030 o valor de 5% do PIB de
investimento (público e privado) nas três áreas do triângulo do conhecimento
(Ciência, Inovação, incluindo a Sociedade de Informação);
15. Apostar na manutenção e modernização das infra-estruturas de C&I, assegurando
um conjunto coerente de infra-estruturas a nível nacional, regional e local
(nomeadamente, a reedição de um programa de reequipamento científico e
tecnológico);
16. Continuar a apostar no investimento em recursos humanos (formação de
doutorados, técnicos de laboratório, gestores de C&I) de grande qualidade.
17. Expandir os projectos de investigação científica para a utilidade rural (transformação
dos produtos do campo)


COMPROMISSO V:
Refundação do serviço nacional de saúde

A Política de Saúde será orientada para uma reforma profunda, mas gradual do serviço
nacional de saúde, promovendo um debate alargado com a participação e a colaboração dos
profissionais do sector. A reforma visará corrigir problemas estruturais que têm vindo a
propiciar desperdícios geradores de subfinanciamento, permitindo a implementação de
medidas que promovam a qualidade, a acessibilidade e a humanização.
Esta reforma do serviço nacional de saúde - SNS começará com a aprovação da uma nova Lei
de Bases da Saúde, onde o país deve reassumir o desiderato de que a protecção da saúde
constitui um direito fundamental dos indivíduos e das comunidades, que se efectiva pela
responsabilidade conjunta dos cidadãos, da sociedade e do Estado, em liberdade de procura
e de prestação de cuidados.
O sector da saúde tem sido um sector não priorizado pelos anteriores executivos e essa
situação é bem visível na dotação orçamental que se tem dado à Saúde, oscilando entre
3,63% (OGE 2018) e 5,76% (OGE 2021). Portanto, o nosso nível de investimento em saúde
em relação ao percentual do PNB é análogo aos países menos desenvolvidos do mundo.
A correlação dos investimentos e dos resultados em matéria de saúde só não é pior graças a
dedicação e o profissionalismo dos trabalhadores do sector da saúde, mas, revelam-nos a
necessidade de orientar as políticas para uma maior qualidade.
Para tal, é preciso que progressivamente, a dotação orçamental da saúde se aproxime dos
15% recomendados pela Cimeira africana de Abuja. O GIP preconiza já para 2023, uma
dotação orçamental de 10% para a Saúde.

OBJECTIVOS:
Conceber e implementar uma nova política nacional de saúde.
Humanizar e melhorar a qualidade dos cuidados de saúde.

MEDIDAS:
1. Criar um novo marco regulatório para o serviço nacional de saúde, revigorando as
normas legais e ético-profissionais, as pessoas e as instituições.

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2. Institucionalizar a entidade reguladora independente para o sector de saúde e dotar
com meios técnicos e humanos-
3. Priorizar a implementação das medidas transversais de combate à malária de modo
que se consiga reduzir de forma sustentada a morbilidade e a mortalidades devidas
a esta doença.
4. Aumentar a capacidade de resposta dos serviços de saúde às necessidades sanitárias
da mulher e da criança.
5. Promover nos Hospitais Municipais e nos Centros de Saúde um programa de
Consulta de Puericultura devidamente padronizado para as principais patologias.
6. Aumentar a disponibilização dos serviços de planeamento familiar pelo país.
7. Dinamizar a educação para a saúde dos indivíduos e das famílias nas mais diversas
áreas.
8. Reestruturar o centro nacional de sangue de modo a promover o aumento do
número de dadores de sangue voluntários e não remunerados.
9. Implementar a construção de Hospitais Municipais e de Centros de Saúde nos
aglomerados populacionais deles carenciados.
10. Garantir a manutenção e modernização da estrutura e dos equipamentos, de acordo
com a evolução tecnológica.
11. Inaugurar um programa de concursos públicos anuais para os médicos de modo a
aumentar a disponibilidade de especialistas pelo país.
12. Aumentar a disponibilidade de analistas, farmacêuticos e outro pessoal da saúde de
modo a melhorar o atendimento dos utentes.
13. Incentivar o ensino médio e superior de enfermagem para incrementar a figura do
enfermeiro de família.
14. Gratuitidade dos serviços de saúde
15. Subvencionar as famílias carenciadas em questões de matéria de reprodução
assistida
16. Aprimorar o modelo de gestão de carreiras e de desempenho das carreiras técnicas
de saúde.
17. Melhorar a capacidade do país de combate às doenças cancerosas.
18. Regular o preço dos medicamentos das doenças crónicas (hipertensão arterial,
diabetes mellitus, anemia das células falciformes, etc.) bem como subsidiar o preço
aos mais desfavorecidos.
19. Regular os preços da prestação dos serviços de saúde considerados essenciais, bem
como conceber e aprimorar o regime de comparticipação estatal nas instituições
remuneradas.
20. Melhorar as condições de trabalho do pessoal de saúde de modo que se aproximem
o mais possível das exigências dos utentes.
21. Instaurar o pagamento de um subsídio de distanciamento do pessoal da saúde de
modo a se reduzir as assimetrias na prestação de serviços de saúde nas áreas mais
distantes da capital e do litoral.

COMPROMISSO VI:
Apoio à família e a igualdade do género

O Estado deve sempre olhar para o cidadão e reflectir sobre as razões que levam alguém a
necessitar de protecção social ou alguém que caiu na situação de pobreza. Esse é sempre o
dever do Estado. A família é o núcleo vital da organização da sociedade. Teremos um país

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mais próspero e mais desenvolvido se as famílias angolanas forem mais prósperas e mais
desenvolvidas.
Nesta conformidade, as famílias carenciadas, mormente, as crianças, os idosos, os cidadãos
portadores de deficiência, devem receber do Estado e da sociedade especial atenção e
protecção, com vista a criar um país em que reine a justiça e a prosperidade. Tendo em
atenção o facto de que a igualdade de oportunidades entre o homem e a mulher é uma
questão de direitos humanos cuja concretização potencializa o crescimento e o
desenvolvimento humano-

OBJECTIVO:
Criar um novo modelo de protecção social pragmático e sustentável.

MEDIDAS:
1. Implementar sistema de protecção social para acudir às famílias mais carenciadas.
2. Tornar substancial o abono de família;
3. Desencorajar o fenómeno da gravidez precoce e casamento prematuro
4. Retirar as crianças vivendo na e de rua para a acomodação condigna.
5. Reduzir a burocracia no acesso ao subsídio de aleitamento
6. Protecção de famílias com crianças portadoras de deficiências congénitas ou
adquiridas
7. Incentivar a responsabilidade social das empresas de modo a conseguir a sua
comparticipação no desenvolvimento socioeconómico das comunidades.
8. Potenciar o trabalho dos assistentes sociais nas comunidades para se reforçar as
competências familiares.
9. Criar estruturas de apoio extrajudicial para se conciliar eventuais focos de conflito
que possam existir na vida familiar e na vida profissional.
10. Promover a assistência social dos doentes desamparados e desprovidos de suas
famílias e que padeçam de patologias crónicas (como a diabetes e as doenças
malignas), que exigem apoio domiciliar contínuo.
11. Aumentar o investimento do estado na primeira infância.
12. Dinamizar os programas de apoio nutricional das crianças nas escolas (merenda
escolar).
13. Promover programas de apoio aos adolescentes e às crianças que vivem na rua.
14. Fortalecer os mecanismos de efectivação do registo civil.
15. Combater por todas as formas o trabalho infantil, o tráfico de menores, a pedofilia e
o tratamento cruel muitas vezes dispensado à criança pelos seus pais ou por outros
tutores.
16. Combater a gravidez precoce e o casamento prematuro.
17. Combater por todos os meios o drama conhecido por crianças feiticeiras.
18. Promover o pagamento regular da reforma dos trabalhadores no fim da vigência do
seu trabalho por parte do Estado e das empresas.
19. Incentivar as famílias à prática da protecção dos idosos.
20. Apoiar os pacientes idosos que padeçam de doenças crónicas e não tenham
membros da sua família para os apoiar.
21. Incentivar o Estado e as empresas a inserir no meio laboral os cidadãos portadores
de deficiência nas actividades cuja realização esteja ao seu alcance.
22. Promover medidas de discriminação positiva que favoreçam os cidadãos portadores
de deficiência e suas famílias. Incentivar parcerias com as organizações não-
governamentais (ONG) vocacionadas ao combate da discriminação da mulher.
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23. Promover o reforço da formação académica e técnico-profissional da mulher.
24. Tomar medidas de reforço da protecção do emprego da mulher gestante, da mulher
com crianças pequenas e das mães solteiras.
25. Reforçar as medidas de inclusão social da mulher zungueira e da trabalhadora
doméstica na economia.
26. Promover campanhas de sensibilização da mulher para se interessar por actividades
que discriminadamente eram reservadas aos homens. Incentivar o Estado e as
empresas a inserir no meio laboral os cidadãos portadores de deficiência nas
actividades cuja realização esteja ao seu alcance.
27. Promover medidas de discriminação positiva que favoreçam os cidadãos portadores
de deficiência e suas famílias.

COMPROMISSO VII:
Combate à Violência doméstica

A multiplicação dos casos de violência doméstica demonstra a emergência de um problema
que durante décadas esteve silenciado por uma inegável cumplicidade social, mas também
uma clara degradação da vida privada de muitas famílias. Esta é uma chaga social que
importa eliminar enquanto crime.

OBJECTIVO
Criar um programa de prevenção e apoio à vítima

MEDIDAS:
1. Multiplicar as acções de sensibilização para os problemas da violência doméstica e
de apoio cívico à vítima.
2. Acelerar o julgamento de processos-crime por violência doméstica.
3. Garantir o direito de protecção da integridade física e psicológica da vítima.
4. Apoiar a liberdade e autonomia para o exercício da sua actividade profissional,
familiar e cívica.
5. Reforçar as medidas de prevenção e combate à violência doméstica.
6. Melhor articulação entre as várias instituições vocacionadas para o apoio à vítima,
especialmente serviços públicos.
7. Alargar as condições de acesso a apoios sociais às vítimas, especialmente na
atribuição de apoios monetários, oferta de emprego e acesso à habitação.

COMPROMISSO VIII:
Promoção da cultura

Em Angola será importante promover e preservar a pluralidade e diversidade cultural,
facilitando a participação de todos os sectores sociais, nos processos de desenvolvimento
cultural e artístico para estabelecer uma identidade comum.
Neste sentido serão importantes a promoção e o incentivo à produção e divulgação cultural
e artística nas suas diversas manifestações a nível nacional, regional e comunitário, de forma
a estimular e apoiar criadores, grupos artísticos, organizações culturais e a comunidade em
geral. Acima de tudo será importante resgatar, conservar, proteger e disseminar o respeito
pelo património arquitetónico, documental, bibliográfico, arqueológico, natural e imaterial.

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OBJECTIVO:
O resgate da identidade angolana, associando uma marca a todas as manifestações culturais
do País, dentro e fora de portas, garantindo autenticidade, protecção de direitos e
promoção institucional.

MEDIDAS:
1. Promover o estudo das línguas nacionais no ensino geral.
2. Promover a utilização das línguas nacionais no intercâmbio entre as pessoas e com
os organismos públicos.
3. Promover e divulgar o estudo das tradições culturais dos povos de Angola.
4. Desenvolver toponímia ligada à história e a cultura dos locais a que dizem respeito.
5. Preservar as manifestações culturais angolanas por via do livro, do cinema, do disco,
da dança, do teatro e artes visuais e plásticas.
6. Promover a frequência das bibliotecas e dos museus por parte dos cidadãos.
7. Construir palácios da cultura em todos os municípios.
8. Promover a inclusão no ensino das disciplinas de música, teatro e artes visuais e
plásticas.
9. Reforçar a formação de quadros na área da cultura.
10. Criar o Acervo Histórico de Angola.
11. Fomentar a realização de actividades culturais e de tempos livres da juventude
12. Criar a marca “Cultura Angola” através de concurso público nacional, registar a
mesma internacionalmente e criar eventos nos principais destinos.
13. Eleger os embaixadores culturais de Angola.
14. Conferir maior dignidade as autoridades tradicionais
15. Localizar, cadastrar e valorizar os músicos angolanos

COMPROMISSO IX:
Apoio à juventude
As crianças e os jovens são o futuro de Angola. Nesta perspectiva será necessário garantir a
articulação com o sistema nacional de saúde para monitorização constante da saúde dos
jovens, principalmente em ambiente escolar. Por outro lado, a sua dedicação aos estudos,
ao desporto, ao conhecimento e à correcção dos erros acumulados no seio familiar, ao longo
dos últimos anos, moldarão as expectativas dos jovens e crianças devendo as mesmas ser
muito bem geridas.
No sentido de garantir que o potencial cognitivo dos jovens Angolanos seja direccionado às
componentes interdisciplinares da digitalização haverá uma forte exposição dos jovens à
tecnologia.

OBJECTIVO:
A Participação da juventude nas macro decisões de fórum político, económico, social,
cultural etc.

MEDIDAS:
1. Alinhar as expectativas das camadas mais jovens com a condução das políticas
nacionais.
2. Reforçar as acções de divulgação, participação e formação da população jovem com
vista a uma execução eficaz de uma presença cívica mais activa.
3. Valorizar as iniciativas associativas e cooperativistas como forma de participação

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comunitária.
4. Dar instrumentos aos jovens para que possam ter impacto adicional na sociedade.
5. Legislar no sentido de adaptar os programas electivos para jovens com mais de 10
anos por forma a lhes serem ministrados conteúdos orientados ao
empreendedorismo.
6. Criar feiras e concursos nacionais e regionais de empreendedorismo com prémios e
acesso a financiamento bancário para os mais relevantes.
7. Fomentar na juventude iniciativas inovadoras e potenciadoras de participação na
actividade económico -empresarial
8. Alocar uma linha de crédito especial para enquadramento de iniciativas da
juventude.
9. Criar mecanismos de induzir a banca comercial no apoio aos empreendedores
jovens de elevado potencial.
10. Promover a despartidarização do conselho nacional da juventude.

COMPROMISSO X:
Apoio à prática desportiva

O GIP irá promover e incentivar à prática individual e colectiva de desporto e da recreação
para os angolanos, por ajudar a diminuir os níveis de stress e ansiedade e a combater
algumas doenças mentais como a depressão. Além disso, fazer desporto também estimula a
aprendizagem e o desenvolvimento de capacidades mentais, como componente
fundamental para a saúde integral da população.

OBJECTIVO:
Disseminar a prática do desporto, induzir hábitos de vida saudáveis e incentivar o desporto
de alta competição para promover o talento angolano no contexto internacional.

MEDIDAS:
1. Alinhar as expectativas das camadas mais jovens com a condução das políticas
nacionais.
2. Incentivar os jovens a praticar o desporto.
3. Promover a criação de escolas desportistas multidisciplinares em todos os
municípios
4. Estimular os jovens a criar parcerias com organizações de outros países
incentivadoras do desporto.
5. Promover a existência de associações democráticas de estudantes.
6. Incentivar a formação de agentes desportivos (treinadores, árbitros, gestores, etc.).
7. Incentivar o desporto escolar.
8. Apoiar a promoção de programas de dinamização do atletismo.
9. Promover a criação de escolas provinciais de natação.
10. Criar um fundo de promoção desportiva com o objectivo de reduzir as assimetrias
no desenvolvimento desportivo entre as diversas regiões do país.
11. Tomar medidas que minimizem as desigualdades de oportunidades dos jovens das
diferentes regiões do país no acesso a educação e no acesso ao trabalho.
12. Mobilizar a sociedade para o seu apoio multifacetado ao desporto.
13. Identificar as preferências em termos de desportos no próximo CENSOS
Populacional.

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14. Criar infra-estruturas de proximidade para a prática de desportos pela maioria da
população.
15. Legislar no sentido de criar incentivos fiscais para a criação de ginásios e clubes
desportivos.
16. Fomentar o orgulho nacional através do culto dos desportistas Angolanos mais
conceituados a nível nacional e internacional.
17. Criar uma dinâmica de médio e longo-prazo para a criação de condições de passar a
haver uma elite desportista no País, que possa representar Angola nos mais altos
palcos do desporto mundial.
18. Criar Centros de Alto Rendimento para a identificação e promoção de atletas com
elevado potencial.
19. Profissionalizar os atletas que demonstrem mais capacidade de atingir bons
resultados desportivos.


4. DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO SUSTENTÁVEL

A política económica do GIP 2022 nortear-se-á para a realização de reformas estruturantes
no âmbito de uma estratégia de participação social, que permitirão concretizar o
desenvolvimento económico, redesenhar uma nova política de gestão territorial, minorar a
inflação, reduzir o défice externo, diminuir o desemprego e substancialmente o
reconhecimento do papel da iniciativa societária, cooperativa e comunitária ou tradicional,
da concorrência e dos mecanismos de mercado.
Admitimos que a nossa economia encontra-se numa encruzilhada por ausência de opções
conscienciosas de política económica, devido quase exclusivamente a factores internos,
onde se destaca a captura dos órgãos do Estado por um grupo de agentes públicos, onde de
forma dissimulada, ainda se permeia, de um lado, o enriquecimento ilícito e a gestão
danosa, e do outro lado, o desvio de finalidade no acto de execução dos melhores
mecanismos de oferta de bens e serviços essenciais de natureza económica por baixa
produtividade, conjugado com a débil oferta e a inovadora mercantilização de bens e
serviços de natureza social e administrativa.
Para atingir esse desiderato, ao GIP competirá executar um conjunto de políticas
económicas estruturantes, fundamentalmente, as funções de regulação económica, redução
da divida pública e do défice orçamental, a qualificação do capital humano e a qualidade do
emprego, a construção, conservação e manutenção de infra-estruturas, promover o
mercantilismo social, o estímulo ao investimento e a produtividade, a estabilidade cambial e
dos preços e de melhoria do rendimento da nossa população.
O desenvolvimento económico sustentável por nós preconizado promove uma harmonia
entre diferentes dimensões da sustentabilidade: social, cultural, ecológica, ambiental,
territorial e política.

COMPROMISSO I:
Orçamento

A estratégia do GIP impõe, como prioritário, a clarificação e alinhamento das finanças
públicas, nomeadamente através da elaboração de um orçamento geral de Estado, realista,
rigoroso e eficaz, o qual deverá avocar todos os défices ocultos e dispersos por múltiplas

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entidades, de acordo com os princípios da unidade, universalidade, anualidade e
publicidade, visando aferir a qualidade e transparência das receitas e das despesas públicas.
O país apresenta no fim desta legislatura uma actuação macroeconómica profundamente
desequilibrada entre a aparente prosperidade e ostentação de um conjunto de inaugurações
concentradas de infra-estruturas publicitadas pelo Executivo do MPLA e o endémico
desemprego, sub-emprego e pobreza.

OBJECTIVO:
A transparência, por via do sanear das finanças públicas, do equilibrar das contas públicas,
de garantir, e reforçar, a coesão social e a redução das assimetrias sociais, para as quais a
função social do Estado é vital, quer por via dos impostos, quer por via das prestações
sociais, reduzindo ao máximo, eventuais práticas de desorçamentação, como os créditos
adicionais.

MEDIDAS:

1. Prever as receitas de todos os órgãos do Estado no SIGFE, em especial ao nível do
poder local, das entidades promotoras, fomentadoras ou reguladoras de actividades
económicas, do sector empresarial público e das unidades orçamentais no exterior,
representando um aspecto relevante de execução orçamental.
2. Elaborar o relatório de execução do programa de privatizações e a aplicação das
suas receitas para o período em referência.
3. Submeter os contratos e demais instrumentos de dívida fundada aos competentes
órgãos do Estado e a criação de mecanismos de publicitação da transparência na
gestão da dívida pública que permita a aferição da regularização dos pagamentos
aos fornecedores de bens e serviços por parte das entidades públicas.
4. Inscrever todos os projectos do programa de investimentos públicos
modernizadores, isto é, o investimento dirigido à modernização económica e à
satisfação de prementes necessidades sociais importantes como as acessibilidades,
a produção e distribuição de energia, escolas de qualidade, hospitais e redes de
cuidados continuados, equipamentos sociais, serviços de abastecimento de água e
saneamento no OGE em referência e a observância de todos os procedimentos
legais, em especial a fiscalização prévia do tribunal de contas.
5. Rever a lei dos contratos públicos, onde de entre as regras a serem revistas, será
extinto o procedimento material de contratação simplificada, instrumento
fundamental para a fraude e a impunidade ao nível da gestão da coisa pública e os
efeitos perversos daí decorrentes caracterizados pela perda de confiança das
famílias e empresas.
6. Reformular o arquétipo de avaliação das operações de tesouraria para colmatar as
suas “reiteradas insuficiências.
7. Conformar à lei as demonstrações financeiras, por forma a rectificar as
incongruências nos relatórios contabilísticos.
8. Sujeitar a entidade do sector empresarial público o relatório descritivo dos subsídios
e financiamentos e das despesas realizadas.
9. Reestruturar o Instituto Nacional de Segurança Social por inconsistência
permanente das informações contidas nos relatórios de encerramento de exercício,
bem como no modelo de gestão.
10. Submeter ao mecanismo de consulta pública de todos os investimentos públicos a
partir de 100 milhões de dólares norte americanos ou o equivalente em moeda
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nacional.
11. Garantir o pagamento das dívidas do Estado às empresas.
12. Submeter a uma auditoria com rigor e transparência do programa de privatizações e
a sua reformulação.
13. Implementar um regime de responsabilização civil e criminal dos gestores
orçamentais.

COMPROMISSO II:
Política fiscal e estabilização económica

A política fiscal assume cada vez mais importância nas políticas públicas de qualquer país.
No nosso caso em particular, a constância com que as normas fiscais são modificadas,
tornaram-nas extremamente esparsas a curto e médio prazo, perdendo-se a estabilidade e
coerência desejadas e fomentam um clima de incerteza e insegurança jurídica.
Com o GIP, a política fiscal desenhada, seguindo as melhores práticas internacionais,
manterá a prevalência dos impostos indirectos sobre os directos, atendendo à menor
penalização dos agentes produtivos, à sua eficácia na arrecadação de receita e maior
simplicidade administrativa, tendo sempre como prioritário, a resolução do fraco dinamismo
da oferta como uma das consequências da baixa produtividade que caracteriza a nossa
economia.

OBJECTIVO:
Melhorar a eficácia, a eficiência e a equidade na obtenção de recursos para o Estado e
estabelecer uma maior proporção dos recursos disponíveis no apoio aos investimentos
produtivos da agricultura, pecuária, aquicultura, indústria alimentar, etc., sempre num
quadro de sustentabilidade da exploração dos recursos que permitam aumentar a oferta de
bens de consumo alimentares e a competitividade da economia no âmbito de uma reforma
estrutural do modelo económico.

MEDIDAS:
1. Rever o modelo de relação AGT-contribuinte, melhorando a sua simplificação, onde
de entre outras medidas, procederemos, a reanálise de medidas ofensivas de
direitos dos contribuintes e criaremos o regime de compensação ordinária e
obrigatória de prestação de serviço por período mínimo de 24 horas por cada 2
horas em que o sistema de atendimento ao contribuinte, seja presencial ou online,
se torne inoperante, disfuncional ou ineficiente
2. Adoptar um modelo de administração fiscal cidadã, com a criação do regime de
deferimento tácito, transposto o prazo máximo legal para resposta às reclamações
graciosas dos contribuintes.
3. Reformar a tributação do rendimento com a criação do imposto sobre as pessoas
físicas (IRF) e do imposto sobre as pessoas colectivas (IRC).
4. Rever a tributação sobre a despesa e consumo, no caso particular, a aplicação da
isenção de pagamento do IVA nos produtos da cesta básica alimentar, com a
necessária especificação qualitativa, medicamentos e serviços de saúde
caracterizados como essenciais e deduções em determinados bens e serviços
intervencionados, bem como a revisão dos impostos especiais de consumo, como
medidas duradouras.
5. Rever a tributação do património imobiliário, em especial que promova o modelo

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declarativo do imposto predial e da SISA, a partir da incidência de uma maior
protecção dos direitos de propriedade e demais direitos reais.
6. Rever os benefícios fiscais através da supressão de todos os que, comprovadamente,
não concorram para a obtenção de ganhos para a competitividade económica e para
a sociedade.
7. Incluir os praticantes da económica comunitária de cariz rural e/ou tradicional de
alta e média renda como contribuintes de natureza empresarial ou cooperativa.
8. Rever os mecanismos de combate a fraude e evasão fiscal.
9. Rever o contencioso tributário, onde se promoverá por indução estatal, o recurso à
arbitragem para a resolução de conflitos em matéria fiscal.
10. Pugnar para a estabilidade monetária e cambial.
11. Reformar o modelo de gestão e de sustentabilidade da segurança social.

COMPROMISSO III:
Mercados financeiros

O GIP irá promover uma reforma da regulação e da supervisão do sector financeiro,
reforçando a supervisão, tanto prudencial como comportamental com mecanismos que
assegurem a efectiva aplicação das regras estabelecidas existentes.
Neste contexto, a opção de um modelo de supervisão financeira deve procurar maximizar a
possibilidade de alcançar com eficiência e eficácia os objectivos definidos para a regulação
financeira, sendo certo que existem um conjunto de factores que convergem para a
execução desses objectivos

OBJECTIVO:
A credibilização dos mercados financeiros por via da qualidade e eficácia da sua regulação,
ou seja, o conjunto de regras que pautam as actividades e o comportamento dos agentes
económicos que participam no sistema financeiro, bem como a prática de supervisão, a
sanção por violações ou a sua existência e a competência técnica dos recursos humanos.

MEDIDAS:
1. Aprofundar a adopção das melhores práticas internacionais de regulação e
supervisão financeira para preservação da robustez, liquidez e capitalização do
sistema financeiro angolano.
2. Rever as estruturas de supervisão do sistema financeiro, de modo a garantir a sua
eficiência e estabilidade de mandato, sendo essenciais, a transformação da ARSEG e
da CMC em entidades administrativas independentes como o BNA, alterar e
harmonizar o modo de indigitação, e de renuncia das personalidades que compõem
o órgão de gestão dessas entidades.
3. Promover de um poder de supervisão eficaz que imponha a diversificação de riscos
na concessão de crédito com a melhoria dos mecanismos de garantias reais.
4. Exigir regras de conduta e procedimentos que garantam a confiança e transparência
do mercado de capitais.
5. Aperfeiçoar do modelo de promoção do capitalismo popular, visando permitir que
os pequenos investidores e trabalhadores tenham acesso ao capital das empresas
alienadas no mercado aberto.
6. Implementar a bolsa de mercadorias e futuros, visando promover a massificação da
oferta de commodities agrícolas e minerais no país.

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7. Aprimorar as linhas de crédito bonificadas para os sectores agrícola, pecuária,
pescas, indústria alimentar, inovação, saúde e formação profissional.
8. Estimular ao mercado segurador para uma melhor representação como intermédio
financeiro e recebedor de poupanças.
9. Incentivar os bancos como fonte essencial de financiamento para o consumo e
investimento.
10. Criar medidas que permitam a redução das taxas de juro.
11. Publicitar todos os benefícios prestados ao sector empresarial como instrumento de
transparência.

COMPROMISSO IV:
Internacionalização mercantil

Angola terá de abraçar um novo progresso económico empenhada na construção de uma
economia moderna e competitiva, promovendo uma sociedade com mais bem-estar social e
material que irá, obrigatoriamente, conduzir a uma nova imagem do País no mundo,
projectando-o internacionalmente.
Temos a obrigação de investir na criação de condições estruturais para uma economia mais
competitiva, ao nível das qualificações, da modernização tecnológica, das infra-estruturas,
da logística e dos transportes, o aumento da produtividade dos bens alimentares e a
valorização das exportações de commodities minerais excepto o petróleo, são essenciais
para enfrentar as causas estruturais, do nosso défice externo e do endividamento.
Com a execução de uma estratégia de progresso, combatendo integralmente os problemas
supramencionados, Angola ressurgirá como uma nova potência africana, inserida num
mercado global competitivo, onde a internacionalização da economia angolana será
consolidada por uma nova estrutura empresarial competitiva e dinâmica, alicerçada por
empresas e grupos económicos que operem como elementos de diversificação produtiva,
abraçando a inovação tecnológica e a criatividade.

OBJECTIVOS:
Criar uma cultura mercantilista de bens e serviços essenciais para o consumo interno e a
estabilidade cambial.
Realizar a transição da vocação importadora da economia para a promoção das exportações
e criar clusters que representem as mais-valias de angola no contexto internacional.
Garantir a transição da economia para a era pós- petróleo.

MEDIDAS:
1. Orientar a economia para a produção em escala para satisfação das necessidades
alimentares internas e exportação de excedentes.
2. Dinamizar e ampliar o papel da “AIPEX” na identificação e criação de mercados de
exportação.
3. Criar a entidade reguladora de metrologia, avaliação da conformidade, inovação e
tecnologia, com competência técnica habilitada para garantir o cumprimento dos
elevados padrões internacionais para a exportação.
4. Garantir no curto-médio prazo que Angola se tornará uma nação fortemente
exportadora de bens e serviços nomeadamente de produtos de elevado valor
acrescentado.
5. Identificar os produtos, sectores ou clusters para os quais Angola apresenta

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diferenciadores únicos e factores de competitividade internacional de elevado
impacto.
6. Reorientar o sector produtivo e o sector da transformação para suporte aos clusters
diferenciadores.
7. Identificar os produtos, sectores ou clusters para os quais Angola apresenta
diferenciadores únicos e factores de competitividade internacional de elevado
impacto.
8. Reorientar o sector produtivo e o sector da transformação para suporte aos clusters
diferenciadores.
9. Criar o centro de altos estudos das ciências empresariais e comércio internacional
para estudos aprofundados sobre a transformação do potencial de Angola em valor
acrescentado para o País.
10. Disponibilizar o mapa interactivo das oportunidades de elevado valor acrescentado
para atracção de investidores e orientação de financiamento para as entidades
bancárias.
11. Incentivar a população mais jovem na aprendizagem das ciências computacionais
como instrumento promotor de elevada empregabilidade.
12. Apostar na robótica, em Big Data, Blockchain, Inteligência Artificial, Internet e novas
tendências tecnológicas internacionais.
13. Criar a dinâmica de balanceamento entre o know-how sectorial e as suas
componentes tecnológicas de suporte.
14. Garantir uma transformação atempada e suave da economia para a não
dependência da exploração petrolífera.
15. Diminuir drasticamente as actividades no mercado informal, garantindo através da
formalização das mesmas o aumento do valor acrescentado e uma melhor
redistribuição da base tributária.

COMPROMISSO V:
Infra-estruturas, transportes e comunicações

É necessário redefinir as prioridades da disponibilização de verbas em infra- estruturas,
investindo somente aquelas verbas que deverão ser absolutamente maximizadas, no sentido
de garantir que cada kwanza gasto numa infra-estrutura tenha retorno e contribua
efectivamente para o desenvolvimento económico e social do país.
Não deverão existir receios relativamente às parcerias com países estrangeiros que possam
vir a querer utilizar a terra disponível em Angola, para produzirem bens agrícolas ou
inclusivamente extrair minérios, desde que garantam a construção das infra-estruturas que
permitam a sua exportação de Angola.
Os angolanos não deverão ter medo dos estrangeiros, deverão sim apostar na educação,
para que daqui a 15 anos possam analisar e estudar com os estrangeiros as melhores formas
de ambos se ajudarem nas relações que possam ser win-win.

OBJECTIVOS:
Criar um pacto de regime relativamente aos programas de médio prazo e longo prazo de
desenvolvimento e manutenção das infra-estruturas, transportes e de comunicações.
Estabelecer os modelos para o financiamento do esforço de infra- estruturas.

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Garantir a infra-estrutura de comunicações e telecomunicações como absolutamente crítica
para suporte à nova vaga de desenvolvimento que o país carece, bem como o acesso à
Internet a todos os Angolanos que vivam na circunscrição das sedes comunais.

MEDIDAS:
1. Aprovar um plano nacional de longo prazo para a infra-estruturação do País nas
vertentes mobilidade, comunicações, energia, água, transportes e habitação.
2. Criar o plano nacional de reabilitação e manutenção de Infra-Estruturas Críticas.
3. Tornar os investimentos em infra-estruturas independentes do ciclo político.
4. Permitir uma visão de médio-longo prazo, das necessidades de investimento público
e/ou público-privado.
5. Procurar modelos de financiamento internacional adaptados ao suporte do nível de
infra-estruturação requerido pelo país.
6. Abrir Angola ao mundo atraindo investimento directo estrangeiro
7. Realizar roadshow internacional para apresentação das oportunidades ao nível dos
grandes projectos de infra-estruturas do país com forte participação da rede
diplomática.
8. Criar modelo de relacionamento específico para instituições financeiras multilaterais
que tenham especial interesse pelo financiamento das infra- estruturas.
9. Identificar os principais eixos de desenvolvimento e ajustar a rede viária à servidão
desses mesmos eixos.
10. Assumir uma rede nacional de auto-estradas que funcionem como agentes
mobilizadores do desenvolvimento local, nacional e regional.
11. Construir cinco eixos rodoviários estruturantes: Luvo – Luanda – Benguela - Kunene;
Luanda - NDalatando – Malanje - Saurimo; NDalatando – Quibala – Bailundo –
Chinguar – Chitembo - Menongue - Katuitui; Lobito – Huambo – Bié – Luena – Luau;
12. Analisar o plano nacional de transportes adaptando o mesmo às particularidades da
situação nacional e internacional em que o país se enquadra.
13. Garantir que o plano nacional dos transportes acautela a previsão de crescimento
acentuado dos transportes de mercadorias nas suas vertentes, rodoviária,
ferroviária e marítima.
14. Promover a interconexão de Angola com a maioria dos cabos submarinos de
telecomunicações que passam na nossa costa.
15. Diversificar a disponibilidade de telecomunicações via satélite nacional.
16. Desenvolver o plano nacional de disponibilização de Internet em todo o território,
ao mais baixo custo.
17. Criar pacotes de telecomunicações incluindo Internet dirigidos aos sectores
prioritários – educação, saúde, defesa e ordem interna.

COMPROMISSO VI:
Electrificação

Relativamente ao sector eléctrico é de salientar que o país apresenta hoje uma capacidade
única de produção de energia bastante significativa nomeadamente através das barragens
que se situam no Médio Kwanza.
O país que se pretende reconstruir irá consumir mais energia, pois haverá mais conforto no
lar de cada um dos angolanos e os aparelhos que ajudarão ao conforto irão consumir
naturalmente energia eléctrica.

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A par deste consumo doméstico iremos assistir ao aumento do consumo industrial,
nomeadamente através da instalação de pequenas e médias empresas, que irão
nomeadamente transformar o produto da agricultura, que se prevê aumentar de forma
exponencial nos próximos anos.
Há que garantir a interligação da rede energética nacional com os países vizinhos,
nomeadamente com a República Democrática do Congo, a ligação ao projecto INGA III e a
ligação de Angola com a Namíbia para ligação à África do Sul.

OBJECTIVOS:
Melhorar a qualidade do serviço de distribuição de energia eléctrica.
Promover a transição energética para fontes renováveis garantindo acesso a redes
integradas às pessoas e às empresas.

MEDIDAS:
1. Promover a produção de energia eléctrica como principal fonte de energia de
origem hídrica, solar e eólica.
2. Reformular os mecanismos regulatórios em curso no sector, transformar as
empresas públicas, Prodel e Ende, em sociedades comerciais, dotando-as de
instrumentos que permitam oferecer um serviço mais efectivo, eficiente e eficaz.
3. Reduzir a construção de mega-projectos de produção de energia provenientes de
fontes hídricas ao estritamente necessário, priorizando a construção de sistemas
eléctricos isolados com fontes diversificadas desde as mini-hídricas a energias
renováveis para atender as localidades que se encontram distantes do sistema
eléctrico público-SEP, com difícil acesso, baixa densidade populacional e condições
ambientais que inviabilizavam a construção de redes convencionais.
4. Adoptar uma política tarifária transparente que promova o acesso `da iniciativa
privada nos segmentos de produção, distribuição e comercialização no âmbito do
SEP e nos sistemas isolados e garanta o abastecimento de energia a custos
compatíveis com o bem-estar social e as actividades produtivas.
5. Facilitar a transição para a mobilidade eléctrica.
6. Promover a produção de energia eléctrica como principal fonte de energia de
origem hídrica, solar e eólica.
7. Induzir sistemas de auto-produção em sistemas offgrid.
8. Facilitar a transição para a mobilidade eléctrica.
9. Maximizar a produção hidroeléctrica e garantir infra-estrutura de transporte e
distribuição a todos os centros de consumo.
10. Apostar na produção solar e eólica para centros de consumo mais remotos.
11. Reduzir o downtime do acesso à rede de energia eléctrica para níveis compagináveis
com as principais economias mundiais.
12. Criar a estratégia do balanço energético nacional e garantir a articulação com os
países vizinhos em termos de saldo energético com Angola.
13. Aproveitar a disponibilidade energética nomeadamente da República Democrática
do Congo para suprir necessidades pontuais.
14. Levar a energia eléctrica a todos os locais onde haja necessidade de consumo
articulando com os sistemas de auto-produção de energia renovável.
15. Melhorar a rede de distribuição de energia eléctrica.
16. Massificar a utilização de contadores pré-pagos em toda a rede como medida de
diminuição das perdas.
17. Criar programa nacional de incentivo à implementação de sistemas de auto-
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produção nomeadamente de painéis solares para consumo doméstico.

COMPROMISSO VII:
Água, recursos hídricos e resíduos

É possível dizer que água é vida e que o não tratamento dos resíduos é morte. Angola é um
país com grandes reservas de água doce, não distribuídas uniformemente em todo o
território, mas que permitem a segurança hídrica de longo prazo.
Há que olhar de outra forma para esse manancial de oportunidades que representam as
bacias hidrográficas do país. Esse recurso estratégico poderá ser patrocinador da paz na
região, ou um foco de tensões com países vizinhos. As populações em África estão em
explosão demográfica e como todos sabemos o bem mais precioso para suportar a vida e a
sociedade é a água.
Do outro lado temos os resíduos, nomeadamente os resíduos sólidos urbanos, que
representam uma enorme ameaça às condições de vida das populações e à proliferação de
doenças que teimam em ser endémicas no nosso país.

OBJECTIVOS:
Garantir o acesso a água potável a todos os cidadãos de forma permanente com elevados
padrões de salubridade.
Planificar a interacção entre todas as bacias hidrográficas de forma a garantir a
disponibilidade de água para todas as actividades humanas.
Criar a dinâmica de valorização dos resíduos produzidos garantindo a sustentabilidade do
seu tratamento e o baixo impacto ambiental.
Criar o plano nacional de manutenção das infra- estruturas das águas, águas residuais,
recursos hídricos e resíduos sólidos urbanos

MEDIDAS:
1. Garantir que qualquer angolano poderá aceder a água potável em qualquer
momento da sua vida.
2. Garantir que a água disponibilizada para consumo humano é de elevada qualidade
3. Proceder ao levantamento minucioso dos activos da rede nacional de água potável,
garantindo elevados padrões de manutenção e ampliação da mesma.
4. Garantir que para todas as novas infra-estruturas ao nível da construção de
habitações estão devidamente acauteladas todas as questões relacionadas com a
distribuição de água potável.
5. Efectuar um estudo detalhado das capacidades reais de cada uma das bacias
hidrográficas e estudar a interacção entre cada uma delas na persecução do
objectivo de garantir água para todas as actividades humanas, face às alterações
climáticas que se fazem sentir.
6. Estudar eventuais transvases entre as várias bacias hidrográficas para mitigar
eventuais situações de seca.
7. Resolver o problema dos resíduos sólidos urbanos, diminuindo a pressão no sistema
nacional de saúde e usando os mesmos para produção de energia.
8. Adicionar aos conteúdos programáticos da unidade curricular “Cidadania e Valores”
matérias relacionadas com a reciclagem de materiais e resíduos.
9. Criar centrais de inceneração de resíduos sólidos urbanos para tratamento
ambiental e produção de energia eléctrica.

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10. Proteger todos os investimentos efectuados nestas infra-estruturas, prolongando o
tempo de vida das mesmas o máximo possível.
11. Garantir o mapeamento das infra-estruturas conhecendo os dados de cadastro das
mesmas.
12. Proceder ao levantamento exaustivo de todos os activos existentes no país.
13. Elaborar o plano nacional de manutenção destes activos tendo em conta a sua
criticidade, estado de conservação e custos da sua manutenção.

COMPROMISSO VIII:
Agricultura, silvicultura, aquicultura e pecuária

A agricultura, silvicultura, aquicultura e pecuária estão inseridas no sector primário da
economia, porém, se difere das actividades extractivas pois possuem um princípio
“renovável”, havendo sempre como reproduzir o ciclo de produção, em posse da terra, para
o qual basta aplicar trabalho e capital
Dessa forma, essas actividades representam a segurança alimentar de uma sociedade,
fazendo que a actuação do Estado seja extremamente importante de forma a garantir o
fornecimento de alimentos com qualidade e quantidade suficiente.
A primeira consiste em assegurar o abastecimento alimentar. Como a actividade é essencial
para assegurar a segurança alimentar, especialmente dos mais pobres, se faz necessário
assegurar que o mercado funcione correctamente e o alimento chegue às famílias e às
indústrias em abundância e baixo preço, ao mesmo tempo que confere perspectivas de
investimento, desenvolvimento e renda para o produtor rural.
A discussão sobre o papel e a importância da política comercial, em um país com grandes
distorções demográficas como o nosso, deve estar pautada em duas grandes essências. A
primeira essência diz respeito ao estabelecimento de uma política comercial agrícola voltada
para o fomento do comércio no mercado interno (doméstico), ou seja, promover o acesso
dos produtores agro-pecuários e aquicultura aos mercados domésticos, o que em Angola
ainda é muito deficiente, em particular para o pequeno produtor rural.
A segunda essência se refere à definição de uma política comercial agrícola para o sector
externo, que busque o fortalecimento das cadeias produtivas, a diversificação da matriz
energética e o aumento do valor agregado na produção
Portanto deverá ser assumido que a forma de exercer a agricultura actualmente, não poderá
ser sequer idêntica a qualquer experiência agrícola que tenha existido no país, incluindo no
tempo colonial. Apostamos sim numa agricultura moderna assente em tecnologia e em
novas formas de cultivo.
Trazer para Angola uma política dedicada à Aquicultura é um desígnio nacional, pois poder-
se-á garantir o suprimento de proteína oriunda do pescado à população, bem como criar
linhas de exportação altamente rentáveis para o País.
Reflorestar o país é uma obrigação de todos os angolanos, sobre coordenação de um
Governo que permita e auxilie na realização deste tipo de iniciativas.
A criação de animais para consumo humano deve ser extremamente incentivada.

OBJECTIVOS:
Mapear a capacidade potencial da agricultura, da silvicultura, da pecuária e da aquicultura,
fomentando a sua contribuição para o desenvolvimento do país.

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Assegurar o abastecimento regular de géneros alimentícios, manter um equilíbrio entre a
cidade e o campo, valorizar os recursos naturais e preservar o ambiente, e garantir aos
produtores um rendimento em conformidade com a política de rendimento.
Sistematizar a actuação do Estado para que os diversos segmentos de produtores possam
planear suas acções e investimentos numa perspectiva de médio e longo prazo, reduzindo as
incertezas do mercado.

MEDIDAS:
1. Realizar o plano nacional da agricultura, da silvicultura, plano nacional de pecuária e
o plano nacional do aproveitamento do potencial da aquicultura, com as respectivas
articulações ao nível da economia, emprego e ensino.
2. Fomentar a actividade produtiva agrícola, de silvicultura, de pecuária, em especial
de pequeno e médio porte e da aquicultura, nos segmentos familiares, comunitário,
cooperativo e nas micros e pequenas empresas.
3. Criar o portal nacional das oportunidades no sector agrícola, silvícola, pecuarista e
aquático, com identificação das áreas de intervenção, das características climáticas e
da aderência a produções específicas
4. Conhecer e divulgar o real potencial de Angola delineando estratégias para a sua
cabal transformação em reais oportunidades.
5. Maximizar as oportunidades de exploração dos recursos disponíveis quer pelos
nacionais quer por estrangeiros que se sintam atraídos por desenvolver a sua
actividade no nosso País.
6. Incutir na juventude aptidões e interesse por desenvolverem a sua actividade nos
sectores da agricultura, silvicultura, aquicultura ou pecuária em todas as suas
cadeias de valor.
7. Aproveitar as oportunidades que as novas tecnologias de suporte à agricultura
disponibilizam, valorizando a componente de mão-de-obra, atingindo rácios de
produção compagináveis com as melhores práticas internacionais.
8. Fazer uso muito criterioso, por questões económicas e por questões relacionadas
com o impacto ambiental, de adubos, químicos e pesticidas.
9. Realizar uma análise detalhada de informação disponível sobre as características dos
solos de Angola, encetando também uma campanha de realização de análises de
solo demonstrativa do panorama nacional.
10. Identificar as espécies marinhas mais indicadas para a produção em cativeiro em
mar aberto.
11. Criar a primeira estação de aquicultura com uma capacidade produtiva de 10.000
toneladas por ano.
12. Criar uma infra-estrutura de maternidade de alevins para garantir a independência
genética do País.
13. Incentivar e promover o acesso da juventude ao reassentamento junto dos grandes
centros de consumo.
14. Fomentar a criação de unidades de produção de ração adaptadas às espécies
identificadas.
15. Rever a legislação agrária, incluindo o acesso, posse e uso da terra; seguro agrário;
exploração florestal; pesca continental; actualização das carreiras dos quadros da
agricultura.
16. Rever o estatuto remuneratório dos técnicos agrícolas, bem como dos demais
funcionários e agentes do sector agrícola.
17. Ajustar o perfil de saída dos alunos formados nas Escolas de Formação de Técnicos
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Agrícolas e nos Institutos de Investigação Agrária e Veterinária do país, de modo a se
ajustar com as necessidades reais do país.
18. Incentivar a criação de um banco de crédito e fomento agrícola -BCFA, de modo a
estimular o desenvolvimento agrícola no país e da indústria ligada à agricultura,
criando micro, pequenos e médio empresários.
19. Desenvolver programas agrícolas, de silvicultura, de pecuária e de aquicultura,
conforme especificidade da região, com o objectivo de se maximizar a auto-
suficiência alimentar.

COMPROMISSO IX:
Indústria, comércio e serviços

Com o horizonte de um novo plano governativo e na perspectiva de tornar Angola numa
potência africana, será imprescindível criar as condições favoráveis para atacar as
deficiências do sistema industrial angolano, sob uma óptica aberta, diversificada e
tecnologicamente evoluída, para estimular o sistema produtivo industrial (indústria
transformadora e indústria extractiva) e impulsionar uma profunda modernização estrutural
e tecnológica.
Por outro lado, o comércio e os serviços, constituirão uma dimensão igualmente importante
na actividade económica e irão assumir um papel vital, com mais valor, ao bom
funcionamento do mercado angolano. Terão como objectivos essenciais abastecer os
consumidores nas melhores condições de qualidade, preço e diversidade, escoar a produção
nacional e, através de novas formas de distribuição mais avançadas, inovação de processos,
inovação de produtos e serviços, inovação tecnológica e inovação nas organizações e na
gestão, tornarem-se como eficaz elemento motor da economia.

OBJECTIVOS:
Focar o estado nas funções orientadoras e reguladoras em matéria de indústria, comércio e
serviços.
Orientar os clusters industriais para a indústria 5.0 de elevado valor acrescentado.
Permitir a criação de novos modelos de negócios assentes no digital.
Assumir que o sector dos serviços será um dos maiores contribuintes líquidos de emprego
junto da população.

MEDIDAS:
1. Criar o Plano Nacional para a Industrialização de Angola.
2. Rever a legislação atinente às actividades do comércio e dos serviços.
3. Incentivar o desenvolvimento do sector dos serviços de base tecnológica de alto
valor acrescentado.
4. Manter o Estado fora da concorrência directa com a iniciativa privada, permitindo
dessa forma que os mercados se auto regulem sob orientação do Estado.
5. Fomentar a interligação entre as indústrias, as universidades e centros de I&D por
forma a garantir a sustentabilidade do cluster industrial a longo prazo.
6. Promover as indústrias que assentem na sustentabilidade social e ambiental, que
promovam a utilização correcta dos factores de produção com elevada incorporação
tecnológica e com a promoção de mão-de-obra altamente qualificada.
7. Especificar e a quantificar da cesta básica nacional e progredindo a sua correlação
com o salário mínimo nacional.

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8. Legislar no sentido de induzir e facilitar a criação de negócios de base digital, os
quais venham a contribuir para aumentar os rácios de formalização da economia.
9. Criar um centro logístico agregador da produção de pequenos e médios produtores,
que tenham capacidade de produzir produtos passíveis de recall.

COMPROMISSO X:
Turismo

Tratando-se África de um continente quase desconhecido pelo resto do mundo, poderá
muito bem ser a nova atracção dos próximos 30 anos em termos de destino turístico.
As belezas naturais de Angola, os cursos de água, as savanas imensas, a diversidade
faunística e florestal e as características culturais dos angolanos, em termos de música, arte,
gastronomia, entre outros, poderão ser atractivos suficientes para transformar Angola, no
geral, num grande destino turístico. Alguns países já têm hoje o sector do turismo a
representar importantes percentagens do seu PIB.
Angola não será excepção, sendo, no entanto, necessário “arrumar a casa” primeiro, antes
de ver os turistas estrangeiros a chegarem ao país.

OBJECTIVOS:
Criar o plano nacional de turismo alinhado com a estratégia de desenvolvimento do país.
Promover o turismo interno e o turismo regional como actividade económica de futuro.

MEDIDAS:
1. Aprovar a estratégia de um novo programa nacional de turismo.
2. Criar normas regulatórias dos estabelecimentos hoteleiros que discrimine os
princípios gerais a que devem obedecer a instalação e funcionamento dos
estabelecimentos hoteleiros, indicar os requisitos que os diversos tipos e categorias
de estabelecimentos devem preencher.
3. Articular e integrar os planos de desenvolvimento turístico com as políticas de
ordenamento do território, de equipamento social e de abastecimento, garantindo a
preservação da paisagem e os valores culturais da população.
4. Identificar os principais mercados receptores e emissores de turistas e identificar
novos mercados.
5. Identificar regiões e produtos estratégicos a desenvolver no território.
6. Definir um conjunto de ofertas distintivas e inovadoras por cada região.
7. Dotar os profissionais de hotelaria e turismo com competências técnicas.
8. Organizar a oferta formativa de uma rede de escolas de hotelaria e turismo por
vários segmentos de especialização.
9. Começar a desenvolver o sector do turismo aplicando as melhores práticas
identificadas nos países vizinhos.
10. Realizar estudos de benchmarking internacional nas áreas de turismo e hotelaria.

COMPROMISSO XI:
Emprego

A concepção de um acordo social capaz de promover a manutenção e a criação de emprego,
e capaz de criar condições para a sustentação da procura interna, bem como para o reforço
da capacidade competitiva das empresas e para a promoção do trabalho.
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OBJECTIVO:
Convencionar um acordo entre o GIP, os empregadores e os trabalhadores como
instrumento dirigido a promover a manutenção e a criação de emprego, bem como a criar
condições para a sustentação da procura interna.

MEDIDAS:
1. Assegurar a contratação colectiva como um instrumento fundamental de apoio ao
emprego, à competitividade e à redução da precariedade.
2. Defender e reforçar a capacidade competitiva das empresas, através da qualificação
dos trabalhadores e empresários, nomeadamente aproveitando os períodos de
redução de actividade;
3. Promover a redução das desigualdades de oportunidades entre trabalhadores com
diferentes tipos de contratos e entre jovens e adultos;
4. Criar um quadro de diálogo social que permita a melhoria sustentada dos salários.
5. Melhorar as condições de previsibilidade das decisões de investimento.
6. Melhorar da produtividade dos trabalhadores.
7. Estabelecer um modelo de resultados positivos dos sucessos das empresas publicas;
8. Reforçar os mecanismos de inserção profissional para desempregados,
nomeadamente através de programas de estágios ou empregos temporários ou de
transitórios
9. Reforçar a participação das instituições da economia social na resposta aos
problemas económicos e sociais;
10. Criar um fundo de desemprego para proteger os cidadãos em idade activa que
involuntariamente se encontrem em situação desempregados.

COMPROMISSO XII:
Concorrência

A política de concorrência deverá ser enquadrada no contexto dos desenvolvimentos
próprios de uma economia aberta, em crescente processo de internacionalização e de
diligência concorrencial, contribuindo para a liberdade de formação da oferta e da procura e
de acesso ao mercado, para o reforço da competitividade dos agentes económicos e para a
salvaguarda dos interesses dos consumidores.
Desenvolver uma cultura de concorrência assente em regras claras, transparentes e iguais
para todos é essencial à modernização económica, porque promove o afastamento daqueles
que, recorrendo a práticas ilegais, sobrevivem à custa dos mais eficientes e avançados, e
porque é condição para impedir abusos de posições dominantes ou excesso de
concentração.

OBJECTIVO:
A liberdade de formação da oferta e da procura” e à salvaguarda dos interesses dos
consumidores.

MEDIDAS:
1. Tornar o regulador da concorrência uma entidade publica independente e alterar o
modo de indigitação dos seus gestores de topo.
2. Fomentar políticas públicas e desenvolver mecanismos mais acutilantes para a

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melhoria do funcionamento do mercado interno, na qualificação e diversificação da
oferta e no estímulo à competitividade das empresas.

COMPROMISSO XIII:
Preços

A estratégia de precificação é fundamental para analisar o desempenho de uma economia,
pois estabelecer um preço que garanta rentabilidade a longo prazo assegura a manutenção
das suas operações, influenciando indirectamente, também, no desenvolvimento da
economia.

OBJECTIVO:
Criar uma nova política de preços, delimitando a acção estatal aos bens e serviços com
preços regulados, seus benefícios, métodos de precificação, bem como avocar à alusão dos
possíveis riscos a correr no processo de precificação.

MEDIDAS:
1. Conformar o sistema nacional de preços aos ditames constitucionais de respeito à
legalidade, a livre iniciativa económica, à sã concorrência e a salvaguarda dos
direitos dos consumidores.
2. Residualizar e delimitar a intervenção estatal aos bens e serviços com preços
regulados.

COMPROMISSO XIV
Consumidor

A política nacional de defesa do consumidor que visa informar o consumidor relativamente
aos seus direitos, riscos e deveres é imprescindível para um desempenho cívico e económico
responsável. É necessário, continuar a desenvolver acções no sentido de reforçar o direito à
informação dos consumidores, permitindo-lhes assim ter um maior conhecimento do
mercado, dos bens e dos serviços que adquirem, bem como dos seus direitos e deveres.

A educação dos consumidores, por seu turno, reveste-se de importância significativa, dada a
existência de um relacionamento económico muitas vezes assimétrico, sustentado em
terminologias herméticas e relações jurídicas e contratuais opacas.
Por fim, a garantia de um sistema nacional de defesa do consumidor torna-se, por sua vez,
necessária para assegurar a existência de resposta às queixas, reclamações e pedidos dos
consumidores, sendo fundamental o apoio às respectivas associações e a articulação entre
estas, os organismos públicos, os centros de informação ao consumidor e os mecanismos de
resolução extrajudicial de conflitos de consumo.

OBJECTIVO:
Atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e
segurança, a protecção de seus interesses económicos, a melhoria da sua qualidade de vida,
bem como a transparência.

MEDIDAS:
1. Tornar o INADEC numa entidade administrativa independente e aprimorar as regras
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de cooperação institucional com as demais entidades de regulação, promoção,
fomento, inspecção e fiscalização de actividades económicas.
2. Adoptar medidas que permitam aumentar a possibilidade de o consumidor
comparar preços e condições do fornecimento de bens e serviços.
3. Melhorar o grau de informação do consumidor.
4. Identificar práticas lesivas dos interesses dos consumidores de produtos e serviços
financeiros e promover o reforço da sua protecção;
5. Melhorar a protecção aos consumidores de serviços públicos essenciais.
6. Incitar a fiscalização da publicidade.
7. Identificar, fiscalizar e punir práticas comerciais desleais.
8. Induzir a prática dos meios de resolução alternativa de litígios.
9. Criar um mecanismo de fiscalização para aferir a identidade e a qualidade de todos
os produtos.

COMPROMISSO XV
Ambiente

Tendo em atenção as repercussões nefastas que a agressão sobre o ambiente provoca na
natureza, pondo em risco o futuro do planeta e da própria humanidade, o Governo Inclusivo
e Participativo (GIP 2022) se propõe implementar

OBJECTIVO:
Garantir a primazia da protecção ambiental em todas as actividades humanas

MEDIDAS:

1. Permitir a exploração dos vários ecossistemas naturais garantindo que não serão
atingidos padrões de sobre-exploração e que o ambiente é preservado para as
gerações futuras.
2. Garantir elevada qualidade e padrões nutricionais em todos os alimentos
produzidos.
3. Garantir que Angola está na liderança regional do combate contra os efeitos das
alterações climáticas e nas iniciativas de protecção ambiental.
4. Legislar no sentido de tornar o vector ambiente como um dos principais parâmetros
dos condicionalismos de liberdades e direitos dos cidadãos e das empresas.
5. Criar um Fundo verde para o clima ao nível central e ao nível de todas as províncias
para implementação das estratégias de redução dos riscos provocados pelos
desastres naturais.
6. Implementar um plano de emergência para a promoção da resiliência das
populações da região sul do país, através de uma maior disponibilização de água
para consumo das populações e do gado.
7. Incentivar parcerias com organizações não-governamentais (ONG) vocacionadas à
protecção do ambiente.
8. Promover programas visando a manutenção da orla marítima, com o envolvimento
das comunidades e dos visitantes da costa marítima.
9. Promover a criação de unidades de reserva marinha.
10. Tomar medidas de protecção da floresta, incluindo a criação de reservas florestais e
obrigando o reflorestamento das zonas autorizadas para a exploração da madeira.

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11. Dinamizar o repovoamento dos parques e das reservas nacionais.
12. Promover medidas que impeçam que a pesca, a caça e a produção agrícola
provoquem danos sobre o ecossistema terrestre, marítimo e fluvial.
13. Promover um novo plano de requalificação da cidade capital do país.
14. Promover um plano de arborização dos centros urbanos com o aumento de zonas
verdes protegidas e com a construção de jardins botânicos.
15. Incentivar medidas de protecção dos ecossistemas terrestes.
16. Difundir junto da sociedade a ideia de que o meio ambiente é um meio público que
deve ser preservado da melhor maneira possível.
17. Promover o turismo de tal maneira que arrecade fundos que contribuam para a
sustentabilidade ambiental.
18. Promover actividades que ajudem a travar o avanço do deserto em certas áreas de
Angola.
19. Regular a concessão de exploração dos parques nacionais.
































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PARTE III. – OS ROSTOS DA MUDANÇA

Perante os desafios que o país tem pela frente o Partido identifica um conjunto de
personalidades capazes de suportar o ímpeto de mudança necessário nesta fase da
caminhada de Angola. Mais importante que a filiação partidária é a disponibilidade que
pessoas altamente comprometidas com o país apresentam, garantindo que os superiores
interessas da Nação estão acautelados em todas as políticas que se pretendem pôr em
prática.

Apresentamos alguns daqueles que no papel de servidores públicos serão os protagonistas
da mudança, alinhados com os principais eixos de políticas públicas, vertidos no nosso
compromisso eleitoral, sempre com a intenção de alicerçar um novo paradigma de
governação.


Adalberto Costa Júnior nasceu a 8 de Maio de 1962 em
Chinjenje, no Huambo. É casado e tem 5 filhos.
Fez a escola primária na sua localidade de nascimento.
Continuou os seus estudos no Liceu de Benguela, na
Escola Comercial e Industrial de Benguela e no Seminário
de Quipeio na Caala, Huambo.
Seguiu-se Engenharia Electrotécnica, no Instituto Superior
de Engenharia do Porto e Ética Publica na Universidade
Gregoriana de Roma.
Com o nº 623 possui cartão de Membro da UNITA desde
os 13 anos de idade. Desde 1978, em Benguela, militante
da JURA, Juventude da UNITA.
Em 1980 passou a ser responsável da Jura em Portugal e
em 1983 responsável pelos comités da UNITA no norte de
Portugal.
De 1991 a 1996 foi representante da UNITA em Portugal.
De 1996 a 2002 foi representante da UNITA em Itália e no
Vaticano.
Em 2003 assumiu o Secretariado provincial da UNITA em
Luanda. De 2003 a 2008 foi secretário para a Comunicação
e Marketing da UNITA. De 2003 a 2009 Foi porta-voz da
UNITA.
Entre 2009 e 2011 foi Secretário Nacional para os
Assuntos Económicos e Património da UNITA.
De 2012 a 2015 foi Vice-Presidente do grupo parlamentar
da UNITA. De 2015 a 2019 foi Presidente do Grupo
Parlamentar da UNITA
Em 2019 foi eleito, no XIII congresso, Presidente da
UNITA.
Em 2021 foi eleito Vice-Presidente da Internacional
Democracia do Centro.
Em 2022 é o candidato da UNITA à Presidência da
República de Angola.

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Abel Epalanga Chivukuvuku Arlete Leona Chimbinda, Justino Pinto de Andrade.
Nascido aos 11 de Novembro nasceu a 1 de Janeiro de Nasceu em 1948. Doutorado
de 1957, no Bailundo, 1960 no Luso (actual Luena), em Economia, tendo uma
província do Huambo. província do Moxico. Fez grande carreira académica.
Casado. É mestre em seus estudos primários e Mais de 35 anos onde se
relações internacionais. Tem secundários no Luena. destaca a função de Decano
uma carreira política, militar Membro da UNITA desde da Faculdade de Economia e
e diplomática de mais de 40 1974. Foi membro do Gestão da Universidade
anos, onde destacam-se os Executivo Nacional da JURA Católica de Angola. Pertence
cargos de Chefe dos Serviços e do Executivo Nacional da a um clã com raízes
de Telecomunicações LIMA e Ministra da Condição mergulhadas fundo nas lides
Externas da UNITA, baseado Feminina do Governo das políticas desde a irrupção do
em Kinshasa, Representante Terras Livres de Angola - nacionalismo moderno, com
da UNITA junto da Jamba. Tornou-se membro a consequente participação
Organização das Nações do Comité Central da UNITA activa no processo da luta de
Unidas e Chefe-Adjunto da (actual Comissão Política) em libertação nacional.
Delegação da UNITA, na 1987. É licenciada e mestre Foi preso político no final de
Comissão Conjunta Político- em Ciências Políticas pela 1969. Ainda estudante foi
militar (CCPM). Foi deputado Universidade Livre de enviado por simples medida
a Assembleia Nacional a Bruxelas (ULB). Foi eleita administrativa para o
partir de 1997, onde exerceu Deputada à Assembleia Tarrafal, onde só viria a sair à
o cargo de Presidente da Nacional fruto das eleições data da libertação do campo,
Bancada Parlamentar. Em de 1992, funcão que em 1 de Maio de 1974. É
2012, foi o promotor da começou a desempenhar em fundador da Associação
criação da CASA-CE, onde foi 1997. Desempenhou vários Cívica Angolana, Foi
afastado do cargo de cargos no partido Presidente do Bloco
Presidente em 2019 pelo destacando-se Secretária Democrático e eleito
Tribunal Constitucional. É o Nacional do Emprego e Deputado à Assembleia
coordenador do projecto Segurança Social. Voltou a Nacional em 2017. É
político PRAJA – Servir ser eleita deputada à atualmente Vice-presidente
Angola, e é o candidato pela Assembleia Nacional em do Bloco Democrático,
lista da UNITA ao cargo de 2017. É professora Presidente da Comissão de
Vice-presidente da República universitária e Vice- Mandatos, Ética e Decoro
de Angola. presidente da UNITA desde o Parlamentar da Assembleia
XIII Congresso . Nacional e um dos mentores
do projecto Frente Patriótica
Unida.
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Simão Albino Dembo, Alvaro Chikwamanga Daniel Helena Bonguela Abel
nascido aos 20 de Maio de O atual Secretário-geral da nasceu aos 3 de Junho de
1968 na província do Bengo, UNITA é Licenciado em 1957, no Huambo, é
é antropólogo e político Ciências políticas e Mestre professora de carreira,
angolano filiado na UNITA. em Autarquias Locais e especializada em pedagogia
Por força do contexto que Desenvolvimento Local. Fala e bacharel em psicologia e
Angola viveu, na década de e escreve os idiomas, está filiada à UNITA desde
1980 viu se forçado a doar- português, umbundu e 1974. Tem uma carreira
se para a luta de francês. Na sua carreira política de mais de 40 anos
democratização do país, militar atingiu a patente de dedicada a causa da mulher
onde começou com a sua tenente coronel que foi através da Liga da Mulher
carreira militar que foi desmobilizado em 2002. Angolana (LIMA), braço
desmobilizado em 2002. Tendo obtido a formação feminino do partido. É
Ocupou vários cargos na sua técnica média em deputada à Assembleia
carreira política dos quais contabilidade exerceu Nacional, onde foi eleita pelo
destacamos: Secretário consultoria em pequenas e Círculo Eleitoral Nacional em
Provincial da UNITA no médias empresas por vários 2012 e 2017, onde também
Bengo e 2º Secretário da anos. Participou de múltiplos é a segunda vice-presidente
Bancada Parlamentar da cursos políticos de Mulheres Parlamentares.
UNITA. Hoje desempenha as internacionais em Lisboa, Foi eleita Presidente da LIMA
funções de Vice-presidente Portugal e Valencia, em 2015 no III Congresso
da UNITA, cargo em que foi Espanha. Foi comissário da ordinário da organização e
nomeado após o XIII Comissão Nacional Eleitoral, reeleita no IV Congresso
Congresso ordinário do e já ocupou a pasta de ordinário realizado em 2020.
Partido. Secretário Provincial da
UNITA em Luanda. Foi
nomeado Secretário-geral da
UNITA por ocasião do XIII
Congresso Ordinário da
UNITA





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Amélia Judith Ernesto Virgílio Pedro Samussongo Lazaro Guelson Kakunha
é professora, psicóloga e Nascido aos 5 de Junho de nasceu no dia 13 de
política Angolana filiada na 1971, natural da Lunda-Sul, Novembro de 1968 na
UNITA. É licenciada em ocupa neste momento o missão católica de
Psicologia de Educação, cargo de Secretário-geral Omupanda, Município do
Mestre em Psicologia adjunto da UNITA. Professor Kwanyama, província do
Organizacional e Laboral, de carreira, foi eleito Cunene.
tem agregação em Técnicas deputado à Assembleia Formado em direito e
de Orientação Profissional, Nacional pelo Circulo jornalismo. Um exímio
Desenvolvimento Pessoal e Provincial da Lunda Sul em poliglota, pois, fala os
Profissional e Psicologia 2017. Tem uma carreira de idiomas português, francês,
Empresarial e Gestão de várias decadas dedicada a inglês, kwanyama, umbundu,
Pessoas. É Master Coach causa de Angola e dos nhaneka, e africaans.
Integral Sistémico, Angolanos. Ocupou vários É militante da UNITA desde
Palestrante, Coach de cargos a nível do executivo 1975, onde tem uma vasta
carreira e Orientação da JURA na década de 1990 carreira da qual destaca-se o
Vocacional e Analista de e a nível das estruturas exercício do cargo de
Perfil Comportamental. superiores do Partido Secretário Provincial da
Amélia Judith Ernesto na sua destaca-se a função de UNITA no Cunene.
vasta carreira política na Secretário Provincial da Actualmente é Secretário-
UNITA ocupou durante UNITA na Lunda Sul, antes geral adjunto da UNITA para
vários anos o cargo de de ser nomeado Secretário- às autarquias.
Secretária Provincial da geral adjunto da UNITA após
UNITA na Huíla e é deputada o XIII Congresso Ordinário da
à Assembleia Nacional, onde UNITA.
foi eleita pelo Círculo
Eleitoral Nacional em 2017.
Já exerceu a função de Vice-
presidente da UNITA, e
atualmente é Secretária
Nacional de Quotas da
UNITA.
.


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MERECEMOS UMA NOVA ANGOLA
MERECEMOS ADALBERTO COSTA JÚNIOR PRESIDENTE

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