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15 - Hamartiologia

1) O documento discute a origem e natureza do pecado segundo a perspectiva bíblica. Aponta que o pecado teve início no mundo angélico e na raça humana com a desobediência de Adão no Paraíso. 2) Detalha que o primeiro pecado de Adão foi um ato voluntário de oposição a Deus ao comer do fruto proibido, tentado por Satanás. Isso trouxe corrupção permanente para a humanidade. 3) Explica que a Bíblia vê o pecado como uma escolha

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Tópicos abordados

  • depravação total,
  • pecado e libertação,
  • pecado e corrupção,
  • pecado e condenação eterna,
  • rebeldia,
  • pecado e vida eterna,
  • natureza do pecado,
  • pecado e rebeldia,
  • pecado e obediência,
  • pecado e teologia reformada
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15 - Hamartiologia

1) O documento discute a origem e natureza do pecado segundo a perspectiva bíblica. Aponta que o pecado teve início no mundo angélico e na raça humana com a desobediência de Adão no Paraíso. 2) Detalha que o primeiro pecado de Adão foi um ato voluntário de oposição a Deus ao comer do fruto proibido, tentado por Satanás. Isso trouxe corrupção permanente para a humanidade. 3) Explica que a Bíblia vê o pecado como uma escolha

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FAITERJ

FACULDADE INTERNACIONAL DE TEOLOGIA


Centro de Educação Religiosa & Faculdade de Teologia (Cursos Livres)
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INSTITUTO DE ENSINO TEOLÓGICO INTERDENOMINACIONAL

Apostila de
Hamartiologia

APÓSTOLO DR. ELVIS DE ASSIS


Ministro Evangélico - Professor e Doutor em Teologia - Diretor Geral - SEIADERJ / FAITERJ
Presidente Nacional e internacional da CONADIC

PASTOR JOSÉ FOGAÇA


Ministro Evangélico - Professor em Teologia – Presidente da Igreja Apostólica Vida Para Nações
Diretor Regional Núcleo FAITERJ Araranguá - SC

PASTOR MICHAEL SOARES


Ministro Evangélico –Líder Ministério de Adoração Vasos Para Honra - Pastor da Igreja
Apostólica Vida Para Nações
Sub -Diretor Regional Núcleo FAITERJ Araranguá - SC
Hamartiologia

I - A origem do pecado
O problema do mal que há no mundo sempre foi considerado um dos
mais profundos problemas da filosofia e da Teologia.
É um problema que se impõe naturalmente à atenção do homem, visto
que o poder do mal é forte e universal, é uma doença sempre presente na vida
em todas as manifestações desta, e é matéria da experiência diária na vida de
todos os homens. Outros, porém estão convictos, de que o mal teve uma
origem voluntária isto é, que se originou na livre escolha do homem, quer na
existência atual, quer numa existência anterior. Estes acham se bem mais
perto da verdade revelada na Palavra de Deus.

Dados bíblicos a respeito da origem do pecado.


Na escritura, o mal moral existente no mundo, transparece claramente
no pecado isto é, como transgressão da lei de Deus.

1 - Não se pode considerar Deus como o seu Autor.


O decreto eterno de Deus evidentemente deu a certeza da entrada do
pecado no mundo, mas não se pode interpretar isso de modo que faça de Deus
a causa do pecado no sentido de ser Ele o seu autor responsável. Esta idéia é
claramente excluída pela Escritura. “Longe de Deus o praticar ele a
peversidade e do Todo-poderoso o cometer injustiça" (Jó 34:10); “Ele é o Santo
Deus”(Is 6:3); “Ele não pode ser tentado pelo mal e ele próprio não tenta a
ninguém” (Tg 1:13); “Quando criou o homem, criou-o bom e à sua imagem; “Ele
positivamente odeia o pecado”(Dt 25:16, Sl 5:4, 11:5, Zc 8:17, Lc 16:15) e em
Cristo fez provisão para libertar do pecado do homem.

2- O Pecado se originou no Mundo Angélico.


A Bíblia nos ensina que na tentativa de investigar a origem do pecado
devemos retornar à queda do homem, na descrição de Gn 3 e fixar a atenção
em algo que sucedeu no mundo angélico.
Deus criou um grande número de anjos, e estes eram todos bons,
quando saíram das mãos do seu Criador,(Gn 1:31). Mas ocorreu uma queda no
mundo angélico , queda na qual legiões de anjos se apartaram de Deus. A
ocasião exata dessa queda não é indicada, mas em ( Jo 8:44 ). Jesus fala do
diabo como assassino desde o princípio e em (1 Jo 3:8 ) diz João que o Diabo
peca desde o princípio.

3 - A origem do pecado na raça humana.


Com respeito à origem do pecado na história da humanidade a Bíblia
ensina que ele teve início com a transgressão de Adão no paraíso e portanto
com um ato perfeitamente voluntário da parte do homem. O tentador veio do
mundo dos espíritos com a sugestão de que o homem, colocando-se em
oposição a Deus, poderia tornar-se semelhante a Deus. Adão se rendeu à
tentação e cometeu o primeiro pecado, comendo do fruto proibido. Mas a coisa
não parou aí, pois com esse primeiro pecado Adão passou a ser escravo do
pecado. Esse pecado trouxe consigo corrupção permanente, corrupção que
dada a solidariedade da raça humana, teria efeito não somente sobre Adão ,
mas também sobre todos os seus descendentes. Como resultado da queda, o
pai da raça só pode transmitir uma natureza depravada aos pósteros.
Dessa fonte não Santa o pecado fluí numa corrente impura passando
para todas as gerações de homens corrompendo tudo e todos com que entra
em contato. É exatamente esse estado de coisas que torna tão pertinente a
pergunta de Jó “Quem da imundície poderá tirar cousa pura? Ninguém, (Jó
14:4). Mas ainda isso não é tudo: Adão pecou somente com o pai da raça
humana, mas também como chefe representativo de todos os seus
descendentes, e, portanto, a culpa do seu pecado é posta na conta deles, pelo
que todos são possíveis de punição e morte. É primariamente nesse sentido
que o Pecado de Adão é o pecado de todos. É o que Paulo ensina em (Rm
5:12) .Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo e
pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens,
porque todos pecaram..Deus adjudica a todos os homens a condição de
pecadores, culpados em Adão, exatamente como adjudica a todos os crentes a
condição de justos em Jesus Cristo.
É o que Paulo quer dizer, quando afirma: “Pois assim como por uma
só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também
por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para a justificação
que dá vida. Porque, como pela desobediência de um só homem muitos se
tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só, muitos
se tornarão justos., ( Rm 5:18,19).

II - A Natureza do Primeiro pecado ou da Queda do Homem.

1 - Seu caráter Formal: Pode-se dizer que numa perspectiva


puramente formal, o primeiro pecado do homem consistiu em comer ele dá
arvore do conhecimento do bem e do mal. Quer dizer que não seria
pecaminoso, se Deus não tivesse dito : “Da árvore do conhecimento do bem e
do mal não comerás”. A ordem dada por Deus para não se comer do fruto da
árvore serviu simplesmente ao propósito de por à prova a obediência do
homem. Foi um teste de pura obediência desde que Deus de modo nenhum
procurou justificar ou explicar a proibição.

2- Seu caráter essencial e material: O primeiro pecado do homem foi


um pecado típico, isto é, um pecado no qual a essência real do pedaço se
revela claramente. A essência desse pecado está no fato de que Adão se
colocou em oposição a Deus, recusou-se a sujeitar a sua vontade à vontade de
Deus de modo que Deus determinasse o curso da sua vida, e tentou
ativamente tomar a coisa toda das mãos de Deus e determinar ele próprio o
futuro. Naturalmente podem distinguir-se diferentes elementos do seu primeiro
pecado. No intelecto, revelou-se como incredulidade e orgulho na vontade
como o desejo de ser como Deus, e nos sentimentos como uma ímpia
satisfação ao comer do fruto proibido.
“O primeiro pecado ou a queda como ocasionada pela tentação”
A escritura dá a entender claramente que a serpente foi apenas um
instrumento de Satanás, e que Satanás foi o real tentador que agiu na serpente
e por meio dela, como posteriormente agiu em homens e em porcos ( Jo 8:44,
Rm 16:20, 2 Co 11:3, Ap 12:9). A serpente foi um instrumento próprio para
Satanás pois ele é a personificação do pecado, e a serpente simboliza o
pecado (a) em sua natureza astuta e enganosa e (b) em sua picada venenosa
com a qual mata o homem.

III - A idéia Bíblica do pecado.


O pecado é o resultado de uma escolha livre porém má, do homem.
Este é o ensino claro da Palavra de Deus, (Gn 3:1-6), (Is 48:8),
(Rm1:18-32), (1 Jo 3:4). O homem está do lado certo ou do lado errado ( Mt 10:
32,33, 12:30, Lc 11:23, Tg2;10). A escritura vê o pecado em relação a Deus e
sua lei, quer como lei escrita nas tábuas do coração , quer como dada por meio
de Moisés, (Rm 1:32, 2:12-14, 4:15, Tg 2:9, 1 Jo 3:4 ).
Embora muitos neguem que o pecado inclui culpa, essa negação não
se harmoniza com o fato de que o pecado é ameaçado com castigo e de fato o
recebe, e evidentemente contradiz claras afirmações da Escritura, (Mt 6:12,
Rm3:19, 5:18, Ef 2:3).
Por corrupção entendemos a corrosiva contaminação inerente, a que
todo pecador está sujeito. É uma realidade na vida de todos os indivíduos. Ë
inconcebível sem a culpa, embora a culpa, como incluída numa relação penal
seja concebível sem a corrupção imediata. Mas é sempre seguida pela
corrupção. Todo aquele que é culpado em Adão, também nasce com uma
natureza corrupta, em consequência. Ensina-se claramente a doutrina da
corrupção do pecado em passagens como, ( Jó 14:4, Jr 17:9, Mt 7:15-20,
Rm8:5-8, Ef 4:17-19). O pecado não reside nalguma faculdada da alma, mas
no coração que na psicologia da Escritura é o órgão central da alma , onde
estão as saídas da vida. ( Pv 4:23, Jr 17:9, Mt 15:19,20, Lc 6:45, Hb 3:12). A
questão sobre se os pensamentos e os sentimentos do homem natural,
chamado .carne. na Escritura, devam ser considerado como constituindo
pecado , poder-se-ia responder indicando passagens como as seguintes:
(Mt5:22,28; Rm 7:7; Gl 5:17,24 e outras. Em conclusão pode-se dizer que se
pode definir o pecado como falta de conformidade com a lei moral de Deus, em
ato, disposição ou estado. Há inequívocas declarações da Escritura que
indicam a pecaminosidade universal do homem como nas seguintes
passagens: ( 1 Rs 8:46, Sl 143:2, Pv 20:9, Ec 7:20, Rm 3:1-12,19,20,23,
Gl3:22, Tg 3:2, 1 Jo 1:8,10). Várias passagens da Escritura ensinam que o
pecado é herança do homem desde a hora do seu nascimento e, portanto, está
presente na natureza humana tão cedo que não há possibilidade de ser
considerado como resultado de imitação (Sl 51:5, Jó 14: 4, Jo 3:6). Em (Ef 2:3 )
diz o Apóstolo Paulo que os efésios eram “por natureza” indica uma coisa inata
e original em distinção daquilo que é adquirido. Então, o pecado é uma coisa
original, daquela, participam todos os homens e que as faz culpados diante de
Deus. Além disso de acordo com a Escritura, a morte sobrevém mesmo aos
que nunca exerceram uma escolha pessoal e consciente (Rm 5:12-14).
Finalmente a escritura ensina também que todos os homens se acham sob
condenação e portanto necessitam da redenção que há em Cristo Jesus,
nunca se declarava que as crianças constituem exceção a essa regra,
conforme as passagens recém-citadas e também (Jo 3:35, 1 Jo 5:12), não
contradizem isto as passagens que atribuem certa justiça ao homem como
(Mt.9:12,13, At 10:35, Rm 2:14,.Fp 3:6, 1 Co 1:30), pois esta pode ser a justiça
civil, cerimonial ou pactual, a justiça da lei ou a justiça que há em Cristo Jesus.

IV - O Pecado na Vida da Raça Humana


A - Pecado Original -
O estado e condição de pecado em que os homens nascem é
designado na Teologia pelo nome de peccatum originale, literalmente traduzido
por “pecado original”. Chama-se “Pecado Original” (1) porque é derivado da
raiz original da raça humana (2) porque está presente na vida de todo e
qualquer indivíduo, desde a hora do seu nascimento e , portanto, não pode ser
considerado como resultado de imitação e (3) porque é a raiz interna de todos
os pecados concretizados que corrompem a vida do homem.

B - Os dois elementos do Pecado Original


1 - A culpa original: A palavra “culpa” expressa a relação que há entre
o pecado e a justiça, ou, como o colocam os teólogos mais antigos, e a
penalidade da lei. Quem é culpado está numa relação penal com a lei.
Podemos falar da culpa em dois sentidos, a saber, como reatus culpae (réu
convicto) e como reatus poenae (réu passível de condenação). O sentido
habitual, porém, em que falamos de culpa na teologia, é o de reatus poenae.
Com isto se quer dizer merecimento de punição, ou obrigação de prestar
satitisfação à justiça de Deus pela violação da lei, feita por determinação
pessoal. Isso é evidenciado pelo fato de que, como a Bíblia ensina, a morte,
como castigo do pecado , passou de Adão a todos os seus descendentes:
(Rm5:12-19, Ef 2:3 , 1 Co 15:22 ).

C - Depravação Total
Em vista do seu caráter impregnante, a corrupção herdada toma o
nome de depravação total; muitas vezes esta frase é mal compreendida, e
portanto requer cuidados discriminação. Esta depravação total é negada pelos
pelagianos, pelos socinianos e pelos arminianos do século dezessete, mas é
ensinada claramente na Escritura. ( Jo 5:42, Rm 7:18,23, 8:7, Ef 4:18, 2Tm 3:2-
4, Tt 1:15, Hb 3:12).

V - O Pecado Fatual
Os católicos Romanos e os arminianos menosprezaram a idéia do
pecado original e, depois, desenvolveram doutrinas como a da purificação do
pecado original (se bem que não só desse) pelo batismo e pela graça
suficiente, pelo que fica muito obscurecida a sua gravidade. A ênfase é dada
clara e completamente aos pecados atuais. Os pelagianos, os socinianos, os
teólogos modernistas - e, por estranho que pareça - também a Teologia da
Crise, só reconhecem os pecados atuais. Deve-se dizer, porém, que esta
teologia fala do pecado igualmente no singular e no plural, isto é, ela reconhece
a solidariedade no pecado, não reconhecida por alguns dos outros. A teologia
reformada (calvinista) sempre reconheceu devidamente o pecado original e sua
relação com os pecados atuais. Quando falamos do pecado fatual ou peccatum
actuale, empregamos a palavra “fatual” ou “actuale” num sentido
compreensivo. A expressão “pecados fatuais” não indica apenas as ações
externas praticadas por meio do corpo, mas também todos os pensamentos e
volições conscientes que decorrem do pecado original. São os pecados
individuais expressos em atos diversamente da natureza e inclinação herdada.
O pecado original é somente um, o pecado fatual é múltiplo. Os pecados
fatuais podem ser interiores, como no caso de uma dúvida consciente e
particular, ou de um mau desígnio, sediado na mente ou de uma cobiça
consciente e particular, ou de um mau desígnio sediado na mente, ou de uma
cobiça consciente e particular do coração, mas também podem ser exteriores,
como a fraude, o furto, o adultério, o assassínio etc. Enquanto que a existência
do pecado original tem-se defrontado com a sua negação amplamente
generalizada a presença do pecado fatual na vida do homem geralmente é
admitida. Contudo, isso não quer dizer que as pessoas sempre tiveram
consciência igualmente profunda de pecado. Afirmações como de Paulo em
(Gl5:21) e de passagens de texto comprovam os pecados fatuais. (Nm15:29-
31, Gl 6:1, Ef 4:18, 1 Tm 1:13, 5:24, Mt 10;15, Lc 12:47, 48; 23:34, Jo 19:11,
At17:30, Rm 1:32; 2:12 , 1 Tm 1:13,15,16).

VI - O Pecado Imperdoável
Diversas passagens da escritura falam de um pecado que não pode
ser perdoado, após o qual é impossível a mudança do coração e pelo qual não
é necessário orar. É geralmente conhecido como pecado ou blasfêmia contra o
Espírito Santo. O Salvador fala explicitamente dele em (Mt 12:31,32) e
passagens paralelas, e em geral se pensa que ( Hb 6:4-6 , 10:26,27 e 1 Jo
5:16), também se referem a esse pecado.

VII - A Punição do Pecado


O pecado é coisa muito séria, e é levado a sério por Deus, embora os
homens muitas vezes o tratem ligeiramente. Não é somente uma transgressão
da lei de Deus, é também um ataque ao grande Legislador, uma revolta contra
Deus. Ë uma infração da inviolável justiça de Deus, que é o fundamento do seu
trono (Sl 97:2), e uma afronta à imaculada santidade de Deus, que requer que
sejamos santos em toda a nossa maneira de punição numa palavra de
fundamental significação, diz Ele: “Eu sou o Senhor teu Deus, Deus Zeloso,
que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira, à Quarta geração
daqueles que me aborrecem.” (Êx 20:5 ). A Bíblia atesta abundantemente o
fato de que Deus pune o pecado, nesta vida e na vida por vir.
A Bíblia fala de penalidades que em nenhum sentido são resultados ou
consequências naturais do pecado, por exemplo em (Ex.32:33, Lv 26:21,
Nm15;31, 1 Cr 10:13, Sl 11:6 , 75:8, Is 1:24,28, Mt 3:10, 24:51). Todas estas
passagens falam de uma punição do pecado por um ato Direto de Deus.
A palavra “punição” vem do termo latino poena, significando punição,
expiação ou pena.
A Bíblia nos ensina, por um lado, que Deus ama e castiga o seu povo
(Jó 5:17, Sl 6:1, 94:12, 118:18, Pv 3:11, Is 26:16, Hb12:5-8, Ap 3:19, e, por
outro lado, que ele aborrece e pune os que praticam o mal ( Sl 5:5, 7:11, Na
1:2, Rm 1:18; 2:5,6 , 2Ts 1:6, Hb 10:26,27.)

VIII - Morte Espiritual


O pecado separa de Deus o homem, e isso quer dizer morte, pois é só
na comunhão com o Deus vivo que o homem pode viver de verdade.
A morte entrou no mundo por meio do pecado (Rm 5:120, e que o
salário do pecado é a morte ( Rm 6:23). A penalidade do pecado certamente
inclui a morte física, mas inclui muito mais que isso.

IX - Considerações Bíblicas sobre o Pecado.


A teologia Bíblica nos apresenta as seguintes definições para o
Pecado:
Transgressão da Lei : ( I Jo 3:4);
Desobediência ( Jr 3:25);
Rebeldia ( 1 Sm 15:23); Dúvida e tudo o que não provém da fé (Rm
14:23);
Acepção de Pessoas (Tg 2:9);
Blasfêmia contra o Espírito Santo ( Mc 3:29).
QUESTIONÁRIO
1a ) Defina o Pecado do Ponto de Vista Social.
2a ) Pode-se dizer que Deus é autor do Pecado ?
3a ) Dê exemplos de versículos ou passagens de texto sobre a
origem do pecado no mundo angélico ?
4a ) Por que motivo Adão passou a ser escravo do Pecado ?
5a ) Defina a natureza do 1o pecado em caráter formal, essencial
e material ?
6a ) O que é Pecado Original ?
7a ) O que é Pecado Fatual ?
8a ) O que é Pecado Imperdoável?
9a ) Dê exemplos de punições com passagens de texto ou
versículos ?
10a ) Quais as formas de definições para o pecado ?

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