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Estágio em Psicologia Organizacional: Relato

Este documento apresenta um relato de experiência em estágio básico supervisionado em Psicologia Organizacional e do Trabalho realizado em duas prefeituras municipais na Paraíba. O estágio envolveu a realização de entrevistas para mapear as necessidades das instituições e desenvolver ações voltadas para a saúde do trabalhador, abordando temas como estresse e síndrome de burnout. O relato discute os aspectos teóricos e práticos da atuação do psicólogo no setor público e a experiência adquirida durante

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Willy Oliveira
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Estágio em Psicologia Organizacional: Relato

Este documento apresenta um relato de experiência em estágio básico supervisionado em Psicologia Organizacional e do Trabalho realizado em duas prefeituras municipais na Paraíba. O estágio envolveu a realização de entrevistas para mapear as necessidades das instituições e desenvolver ações voltadas para a saúde do trabalhador, abordando temas como estresse e síndrome de burnout. O relato discute os aspectos teóricos e práticos da atuação do psicólogo no setor público e a experiência adquirida durante

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FACULDADE INTERNACIONAL DA PARAÍBA

CURSO DE PSICOLOGIA

ANIELY ALVES DE SOUZA

WILIANA REGINA DE OLIVEIRA

PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO: UM RELATO DE

EXPERIÊNCIA EM ESTÁGIO BÁSICO SUPERVISIONADO

JOÃO PESSOA/PB
2021
ANIELY ALVES DE SOUZA

WILIANA REGINA DE OLIVEIRA

PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL E DO TRABALHO: UM RELATO DE

EXPERIÊNCIA EM ESTÁGIO BÁSICO SUPERVISIONADO.

Artigo Científico apresentado ao Curso de Psicologia da


Faculdade Internacional da Paraíba como requisito
parcial da Disciplina Estágio Básico em Processos
Laborais.

Orientadora: Ma Valéria Nicolau de Souza

JOÃO PESSOA/PB
2021
Psicologia Organizacional e do Trabalho: relato de experiência em estágio básico

supervisionado. 1

Aniely Alves de Souza 2

E-mail: anielyasouza@[Link]

Wilina Regina de Oliveira2

E-mail: willy,regna23@gmailcom

Valéria Nicolau de Souza2

E-mail: [Link]@[Link]

Resumo

O presente trabalho trata-se de um relato de experiência em estágio básico supervisionado em

Psicologia organizacional e do trabalho (POT), realizado em duas Organizações de ordem pública,

na Prefeitura Municipal de duas cidades no interior da Paraíba, envolvendo uma dupla de alunas de

uma instituição de Educação Superior (IES), e tem como principal objetivo discutir os aspectos

teóricos e práticos, dentro do contexto do setor público, as ações desenvolvidas, e relatar a

experiência adquirida, visto que o estágio é um componente curricular de integração entre ensino e

prática. O estágio se deu em duas etapas, num primeiro momento foi realizado um levantamento

demográfico e mapeamento das principais necessidades da instituição, através de entrevista

semi-estruturada, direcionada à diretora e funcionários do RH, em seguida a partir da análise das

principais demandas da Organização foram realizadas ações voltadas para a saúde do trabalhador,

com temas como estresse e ansiedade vinculados ao trabalho e síndrome de Burnout , destinadas a

todos os colaboradores. Através das ações realizadas, foi possível proporcionar um momento de

bem estar, a conscientização acerca dos temas abordados, alívio das tensões, e ao mesmo tempo, a

1
Artigo Científico apresentado ao Curso de Psicologia da Faculdade Internacional da Paraíba como requisito parcial da
Disciplina de Estágio Básico em Processos Laborais.
2
Faculdade Internacional da Paraíba, Escola da Saúde, Curso de Psicologia, João Pessoa, Paraíba, Brasil
prevenção de agravos relacionados ao estresse crônico, que não foi gerenciado com sucesso, no

ambiente de trabalho. O estágio em POT requer dos discentes conhecimentos multidisciplinares, a

experiência de estágio mostrou-se muito mais ampla e complexa, em termos dos impactos de

intervenção no ambiente de trabalho, sobretudo, no contexto das repartições públicas, que possuem

suas particularidades, e se diferencia da prática no contexto privado.

Palavras-Chave: Estágio POT. Experiência. saúde do trabalhador. POT no setor público.


Endereço para correspondência

Valéria Nicolau de Souza

Faculdade Internacional da Paraíba, Escola da Saúde

Av. Monsenhor Walfredo Leal, 512, CEP: 58.020-540

Tambiá, João Pessoa, Paraíba, Brasil


1. Introdução

Ao longo do presente trabalho, será discorrido a respeito do estágio básico em Psicologia

Organizacional e do Trabalho, e da atuação, compromisso, e relevância do profissional psicólogo no

contexto das organizações. O Relatório tem por objetivo discutir os aspectos teóricos e práticos,

dentro do contexto do setor público, as ações desenvolvidas, e relatar a experiência adquirida e

proporcionada pelo estágio, em que foi possível observar de perto as demandas apresentadas no

setor de RH, das organizações de Ordem Pública de duas prefeituras do interior da Paraíba,

favorecendo para um maior crescimento, profissional, pessoal e psicossocial, consistindo na

vinculação da compreensão teórica-prática tendo uma maior compreensão da relevância da atuação

do Psicólogo no contexto Organizacional, possibilitando, assim, o crescimento do meio acadêmico

e profissional, desenvolvendo as capacidades e habilidades acadêmicas das práticas psicológicas. O

estágio básico supervisionado em psicologia é um fator obrigatório e essencial no processo de

desenvolvimento das capacidades acadêmicas, proporcionando a interação com conteúdos teóricos

apresentados em sala, com a prática aplicada no setor estagiado.

2. Revisão de literatura

O trabalho é um elemento importante da vida psicossocial do ser humano, essa atividade

está integrada à humanidade há muitas décadas, sua função vai muito além do que apenas renda

financeira, servindo inclusive para dar um significado maior a experiência humana, no seu

cotidiano e ciclo social. Com o cenário da revolução industrial houve uma grande marco nas

mudanças mundiais no âmbito do trabalho, sendo uma delas a psicologia do trabalho que emergiu

juntamente com a indústria iniciando suas novas teses. (Navarro & Padilha, 2007)

O termo Psicologia Organizacional e do trabalho empregado desde a revolução industrial,

teve como um dos principais objetivos contemplar as atualizações das diversidades da área, de

modo a propor a existência de dois grandes fenômenos: as organizações, que tem como objeto de

observação as empresas em seus diferentes aspectos, integrando as pessoas com as atividades que
possibilitam o funcionamento e o trabalho, enquanto atividades básicas do ser humano reprodutiva

de sua própria existência e da sociedade, ou seja, as pessoas em seu ambiente ocupacional (Bastos,

2003).

Em decorrência da evolução do ambiente organizacional, uma série de pesquisas no campo

organizacional começou a ganhar visão, muitos teóricos começaram a investigar a intrínseca relação

entre pessoa-organização, visando a investigar os fatores que afetam a relação do indivíduo nos seus

processos laborais. O interesse pelo estudo de tais fatores começou a surgir diante do

reconhecimento dos gestores, reconhecendo o papel fundamental que os colaboradores exercem

para o alcance da atividade da organização, constatando que boa parte do sucesso de uma empresa

pode ser explicado pela presença de relações mútuas entre empresa-colaboradores.

A atuação dos gestores para a promoção da saúde é de extrema importância, atuando para a

melhoria dos níveis de desempenho e satisfação, e entendimento de questões que oportunizem o

pleno desenvolvimento pessoal. Segundo Paschoal, Torres & Porto (2010), há um estímulo por

parte dos gestores e pesquisadores do comportamento organizacional no que diz respeito à

construção de políticas de gestão de pessoas eficazes na promoção do bem-estar no ambiente de

trabalho, após a descoberta de que o trabalho se constitui como um componente fundamental para o

desenvolvimento de sentimentos de felicidade e bem-estar pessoal.

Segundo Botelho e Paiva (2011), a importância de realizar um estágio de POT em uma

instituição pública decorre dos aspectos apresentados por tais organizações. Para estes autores, o

serviço público diferencia-se dos serviços prestados por empresas privadas uma vez que o sucesso

vai depender das atividades realizadas para um maior fornecimento de produtos e serviços

prestados, já no setor público os serviços vão estar divididos em diversas esferas, exemplo: saúde,

educação, etc. portanto, a um interesse maior de cada cidadão. Para que uma empresa pública possa

cumprir com sucesso sua função, torna-se imprescindível garantir a qualidade na prestação de

serviços, o que é possível somente com servidores satisfeitos, comprometidos e envolvidos com o

exercício laboral. Desse modo, levando-se em consideração este contexto, pode-se concluir a
necessidade da realização de um diagnóstico em relação aos níveis de saúde dos servidores

públicos, em seu ambiente de trabalho, haja vista que o nível de satisfação, e comprometimento

afetivo interfere na qualidade do trabalho desempenhado e este afeta o bem-estar da comunidade

(Kunkel & Vieira, 2012).

Neste sentido, os fenômenos que constituem os aspectos organizacionais, são considerados

como processos psicossociais, que também são estrutura da vida dos indivíduos e do funcionamento

das sociedades (Zanelli & Bastos, 2004). Do mesmo modo, o trabalho é conceituado como

elemento transformador não apenas da matéria, mas também da vida do indivíduo nas mais diversas

esferas, como psíquica, sócio cultural, política e econômica (Malvezzi, 2004). Mais pressões por

tempo e resultados, assim como o medo e a ansiedade trouxeram impactos variados para os

trabalhadores, como síndrome de burnout (Pfeffer, 2018), estresse ocupacional, mal-estar no

trabalho (Gaulejac, 2007). Dejours (1986), destaca em suas contribuições, a narrativa crescente do

tema trabalho e saúde mental, e observa os males que os ambientes físicos e a organização do

trabalho podem acarretar para a saúde dos indivíduos. Com isso, a questão do prazer e do

sofrimento passou a desempenhar um papel importante nos debates sobre o mundo laboral.

Conforme Schein (1982), a Psicologia Organizacional pode ser reconhecida como um

campo de atuação interdisciplinar que procura abranger os eventos organizacionais que se

desenvolvem em torno de um conjunto de questões referente ao bem-estar psicossocial do

indivíduo, já que, segundo o autor, as organizações são sistemas sociais.

3. Método

Inicialmente foi feito observação do espaço físico e do funcionamento das instituições, em

seguida, foi realizado um levantamento demográfico, através de um roteiro de perguntas

semi-estruturadas, sendo a entrevista aplicada pelas estagiárias junto ao supervisor de RH das

organizações públicas, para mapeamento e averiguação de dados relevantes do local em que se

daria o estágio, podendo assim, serem apresentados os principais pontos a serem trabalhados ao
longo do período de estágio, e assim direcionar as intervenções desenvolvidas. Para a elaboração do

presente trabalho, foram utilizadas referências bibliográficas a respeito da Psicologia

Organizacional e do trabalho, e as experiências adquiridas e observações de campo. Por questões

didáticas, o relato se dará subdividindo as duas organizações como prefeitura A e B.

3.1 Participantes e/ou da organização

Na Prefeitura “A”, houve a participação de um Diretor de Administração, um secretário de

administração, um diretor de RH e duas auxiliares de RH, sem espaço para aplicação de ações

práticas, apenas observações de campo e conhecimento dos trabalhos aplicados no setor.

Na prefeitura “B”, houve tanto a participação de uma Diretora de RH, junto a dois funcionários que

trabalham no setor, como também de todos os funcionários nas ações realizadas, sendo um total de

26 colaboradores que trabalham diretamente dentro da instituição, dividindo-se nos setores de

Tributos, contabilidade, administração, empenho, licitações, Recursos humanos, copa(refeitório),

jurídico, arquivo, e finanças.

3.2 Instrumentos

Tanto na Prefeitura “A”, quanto na Prefeitura “B”, foi utilizado um roteiro de perguntas

semi-estruturadas que nortearam a entrevista diagnóstica, além de observações relevantes para a

elaboração do presente relatório. Conforme explica Gil (1999), na entrevista semi estruturada, o

entrevistado responde as perguntas sobre o assunto livremente, o que permite a preservação da

subjetividade nas respostas, porém sem permitir o desvio do tema em questão. A entrevista possuiu

um caráter investigativo, com a finalidade de obter informações demográficas, para uma melhor

compreensão do funcionamento da organização, além de fazer um mapeamento das principais

necessidades e questões a serem trabalhadas, para assim serem elaboradas as intervenções. Com

isto, para a elaboração das perguntas foram utilizadas as seguintes temáticas: clima organizacional,

motivação, saúde no trabalho, trabalho em equipe, desafios e dificuldades no desempenho das


funções. Perguntas como: “Como você descreve o clima organizacional, e as relações interpessoais

na organização?”, “Você considera seu ambiente de trabalho, as relações interpessoais e seu estado

de saúde emocional como propícios para um bom desempenho de suas funções?”, “São realizadas

ações direcionadas à saúde e qualidade de vida do trabalhador em seu ambiente de trabalho, como

ações sobre Relação interpessoal, motivação, prevenção de stress e síndrome de Burnout?”, “Quais

as principais dificuldades/demandas desta organização?”, compuseram a entrevista, de modo que

permitiu uma melhor compreensão sobre as necessidades da Organização.

3.3 Procedimentos

Na prefeitura “A” foi feita entrevista com o Diretor de RH, e acompanhamento de atividades

aplicadas no setor.

Na Prefeitura “B” foi feita entrevista com o Diretor de RH, e acompanhamento de atividades

aplicadas no setor. Após a análise dos resultados da entrevista diagnóstica, e concluir-se quais as

principais necessidades a serem trabalhadas na Instituição, foram desenvolvidas ações direcionadas

a todos os funcionários da Prefeitura, tanto para fins educativos e de conscientização, quanto para

prevenção. No primeiro momento, antecessor à aplicação da intervenção, foi elaborado um roteiro

como norteador das ações, tendo como suporte o arcabouço teórico, por meio da leitura de literatura

acerca dos temas discutidos. Após a elaboração do roteiro, foi realizada uma roda de conversa com

todos os colaboradores, sendo um total de 26, e dividindo-se em 2 grupos de 13 pessoas, tendo

como tema “estresse e ansiedade vinculados ao trabalho e a síndrome de Burnout”, a fim de

desmistificar, orientar, conscientizar e proporcionar um melhor entendimento deste problema, além

de propiciar um ambiente aberto para o compartilhamento das experiências subjetivas, em seguida

foi realizada uma dinâmica que trabalhou com os trabalhadores a autoestima, motivação e o vínculo

da equipe, aspectos fundamentais para um bom desempenho no trabalho e um ambiente laboral

saudável. Por fim, foi entregue um folder informativo sobre a síndrome de Burnout, explicando o

que é, os sintomas e como prevenir.


4. Resultados e discussões

Com base nas observações feitas e na análise dos dados levantados na entrevista diagnóstica,

a principal necessidade pontual, eram ações que trabalhassem o estresse e ansiedade vinculados ao

trabalho, voltadas para a saúde do trabalhador. Na entrevista, foi relatado por parte da diretora de

RH, da prefeitura “B”, que por muitas vezes não conseguiu dormir por problemas no trabalho, não

só isso, como também ansiedade vinculada ao trabalho chegando a sintomas físicos como náuseas, e

dor de cabeça, esses problemas foram relatados também por outros servidores que trabalham na

instituição. Levando-se em consideração a importância do bem-estar sócio-emocional do servidor

para uma boa qualidade e um bom desempenho de suas funções, o foco direcionou-se na realização

de ações voltadas para estes temas.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) (2019),

houveram registros no SINAN, de cerca de 8.474 casos de transtornos mentais relacionados ao

trabalho em todo o Brasil, entre os anos de 2006 a 2017, um fato preocupante, que deve ser

refletido. Esta realidade justifica a realização de ações com estes temas, intencionando a promoção

à saúde do servidor. Outrossim, o trabalho é um determinante social da saúde em geral, sobretudo,

da saúde mental, a sobrecarga e a desigualdade na divisão de tarefas e poder, colabora para um

ambiente e condições trabalhistas inadequadas, sendo uns dos inúmeros estressores ocupacionais

relacionados à organização do trabalho, e apesar deste ser um importante promotor da saúde mental

ao proporcionar espaços sociais favoráveis para a formação da identidade pessoal e coletiva,

autoestima, e habilidades sócio-emocionais, quando inadequado e/ou adoecido, pode acabar por

acarretar sofrimento e adoecimento, em decorrência das condições de trabalho. (SINAN, 2019)

Conforme o Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul (CRPRS) (2021, p.31),

A intervenção em saúde no ambiente de trabalho é parte fundamental para o


desenvolvimento de metodologias que interpretem o adoecimento no trabalho,
com a finalidade de reorganizar os processos, de forma a prevenir doenças e
promover a proteção à saúde das/os trabalhadoras/es.
Desse modo, através da roda de conversa, foi feito uma breve introdução e contextualização

a respeito do tema “ estresse e ansiedade vinculados ao trabalho e síndrome de Burnout”, e

discutido como caracteriza-se a ansiedade patológica, quais o critérios diagnósticos, como

identificar e agir em momentos de crise, os efeitos da exposição frequente ao estresse, físico e

mental, e por fim, o que é a síndrome de Burnout, seus sintomas, e como prevenir. A Síndrome de

Burnout é uma forma avançada do estresse que foi mal gerenciado, ou negligenciado, e em

decorrência de estresse laboral crônico, de modo a afetar os profissionais e sua relação com o

trabalho, e de sua saúde de modo geral. Nesse caso, o labor deixa de fazer sentido e perde espaço

para sentimentos reduzidos de realização profissional.

Dentro desse contexto, ao mesmo tempo em que estes assuntos foram discutidos, os

participantes puderam falar livremente, e relataram suas experiências, pois a roda de conversa

trata-se de um espaço livre, em que todos podem compartilhar saberes e vivências, e à medida que

foram compartilhadas as experiências e angústias, houve um alívio do sofrimento psíquico. Em

seguida, com a realização da dinâmica de grupo, foi proporcionado um momento de descontração,

que serviu também para conscientização, e pôde-se trabalhar aspectos importantes para o

desenvolvimento dos indivíduos na Organização, como o self, autoestima, motivação, e

relacionamento interpessoal, fortalecendo o vínculo da equipe, e corroborando para um bom clima

organizacional.

As ações voltadas para a promoção da saúde, precisam permitir a construção de espaços

coletivos de discussão, de modo que os trabalhadores sejam ouvidos em relação às suas

necessidades e demandas na construção de espaços e modos de trabalhar mais saudáveis. (CRPRS,

2021). Com isto, intervenções como essas são de grande relevância, tanto para os servidores, quanto

para o empregador, pois como destacado pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do

Sul:

O diferencial de uma organização pode ser o grau de cuidado que ela dedica a seu maior
bem intangível: sua/seu trabalhador(a). Tal zelo reflete no engajamento de ambas as partes a
curto, médio e longo prazos e pode ser um importante determinante para a organização
permanecer existindo. Um ambiente de trabalho que produz saúde, ao buscar construir
estratégias para tal objetivo, favorece que as/os trabalhadoras/es sintam-se mais satisfeitas/os
no desempenho de suas tarefas. (CRPRS, 2021, p.31)

Em suma, cabe ao profissional psicólogo a compreensão das relações de trabalho, e dos

fatores que implicam no processo laboral, para que assim, possa intervir sobre os indivíduos e as

organizações, analisando os mais diversos fatores que caracterizam a relação entre esse indivíduos

ou grupos e o trabalho. Cabe também a este profissional contribuir para com as organizações,

elaborando estratégias visando à melhoria e manutenção da qualidade de vida dos colaboradores,

atuando tanto na prevenção quanto na promoção à saúde, no ambiente laboral. (Gurka & Nogueira,

2016)

5. Considerações finais

A psicologia tem suas subáreas diversas enraizadas ao longo do seu crescimento no campo

da ciência, oferecendo ao profissional um leque extenso de campo para atuação, suprindo várias

repartições, sejam elas, organizacionais, sociais, clínicas, entre outras.

A experiência de estágio foi de grande importância para o crescimento acadêmico,

proporcionando um maior conhecimento referente a área de atuação do psicólogo no ambiente

organizacional, e propiciando ao longo do estágio trocas de informações e discussões sobre teoria e

prática, além disso, foi possível vivenciar e entender um pouco sobre a práxis do profissional

psicólogo dentro desta área, sobretudo no contexto das instituições de ordem pública,

desmistificando a errônea redução da Psicologia Organizacional e do Trabalho à aplicação de testes

e recrutamento e seleção .

Com isto, por meio das vivências e das intervenções desenvolvidas e aplicadas no campo do

estágio, pôde-se refletir acerca da relevância desse profissional tanto para o desenvolvimento da

Organização quanto de um ambiente favorável para o colaborador e o desempenho de suas funções,

através das ações, proporcionou-se um momento de bem estar, de discussões sobre pautas

importantes que envolvem o processo laboral, de escuta dos relatos subjetivos de cada servidor

público no contexto do seu trabalho, e principalmente, contribuiu para prevenção, informação e


esclarecimento sobre as psicopatologias associadas ao trabalho, e acima de tudo para promoção da

saúde do trabalhador.

Desse modo, conclui-se que as atividades propostas durante o estágio foram executadas

como planejado, e serviu não apenas para o conhecimento, desenvolvimento acadêmico,

profissional e pessoal, como também conduziu contribuições para a Instituição em que essas foram

realizadas.

AGRADECIMENTOS

À professora Valéria Nicolau, por todos os saberes compartilhados, pela atenção e

comprometimento, pela sua supervisão e apoio em cada tomada de decisão. Às Prefeituras

Municipais, pela abertura de possibilidades de atuação, proporcionando um ambiente propício para

serem colocados em práticas os saberes teóricos. E aos preceptores de estágio, por auxiliarem em

cada passo dado dentro dos ambientes os quais foram executados os estágios, e em especial à

diretora de Recursos Humanos da prefeitura “B”, por toda atenção, disponibilidade e dedicação

ofertadas, que foram essenciais para o desenrolar do estágio.

REFERÊNCIAS

Bastos, A. V. B. (2003). Psicologia organizacional e do trabalho: Que respostas estamos dando aos

desafios contemporâneos da sociedade brasileira? In O. H. Yamamoto & V. V. Gouveia (Eds.),

Construindo a psicologia brasileira: Desafios da ciência e da prática psicológica (pp.

139-166). São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.

Botelho, R. D. & Paiva, K. C. M. (2011). Comprometimento organizacional: um estudo no Tribunal

de Justiça do Estado de Minas Gerais. Revista de Administração Pública, v. 45, n. 5, p.

1.249-1.283, Rio de Janeiro.


Conselho Regional de Psicologia do Rio Grande do Sul. (2021). Temas em psicologia

organizacional e do trabalho [recurso eletrônico]. Porto Alegre. ISBN 978-65-87089-04-1

Dejours, C. (1986). Por um novo conceito de saúde. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 54
(4), 7-11.

Gaulejac, V. (2017). Gestao de como doença social, Aparecida, SP: Ideias e Letras.

Giuliani, A. C. & Giuliani, A. C. Ansiedade e estresse no trabalho, In: Marras, Jean Pierre (org)

Gestão estratégica de pessoas: conceitos e tendências. São Paulo: Saraiva. 2010, p. 155.

Gil, A. C. (1999). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5 ed. São Paulo: Atlas.

Gurka, D. P. Q; Nogueira, M. S. Psicólogo organizacional: a evolução do saber e da

prática dentro da organização. Univag: Centro Universitário, 2016. Disponível em: <

[Link] >. Acesso em:

11 Jun. 2021.

Kunkel, F. I. R. & Vieira, K. M. (2012). Bem-estar no Trabalho: Um estudo junto aos servidores

públicos da Prefeitura Municipal de Cerro Largo, Rio Grande do Sul. Gestão & Regionalidade,

28(83),49-63.

Malvezzi, S. (2004). Prefácio. In J. C. Zanelli, J. E. Borges-Andrade & A. V. B. Bastos (Eds.),

Psicologia, organizações e trabalho (pp. 13-18). Porto Alegre, RS: Artes Médicas.

Navarro, V. L. & Padilha, V. Dilemas do trabalho no capitalismo contemporâneo

Psicologia & Sociedade [online]. 2007, v. 19, n. spe [Acessado 5 Julho 2022] , pp. 14-20

Disponível em: <[Link]


Paschoal, T.; Torres, C. V. & Porto, J. B. (2010) Felicidade no trabalho: relações com suporte

organizacional e suporte social. Revista de Administração Contemporânea, v. 14, n. 6, p.

1.054-1.072, Curitiba.

SINAN/Ministério da Saúde. (2019). Boletim Epidemiológico: Transtornos Mentais Relacionados

ao Trabalho no Brasil. Brasil: Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

Disponível em

abril,2019[Link]

[Link]

APÊNDICE

Panfleto informativo sobre a Intervenção


Folder Informativo sobre a síndrome de Burnout

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