PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ
CÂMPUS CURITIBA
CURSO DE ENGENHARIA
JOÃO LUÍS CHIARELOTTO CREMA
JOÃO LUCAS MOTA NOGUEIRA DA COSTA
PAULA SCHÄFER NOGUEIRA
LUCAS LOPES
SIMULAÇÃO DA ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA DE UM RIO E
SEUS AFLUENTES
CURITIBA
2020
JOÃO LUÍS CHIARELOTTO CREMA
JOÃO LUCAS MOTA NOGUEIRA DA COSTA
PAULA SCHÄFER NOGUEIRA
LUCAS LOPES
SIMULAÇÃO DA ANÁLISE DA QUALIDADE DA ÁGUA DE UM RIO E
SEUS AFLUENTES
Relatório de Pesquisa apresentado ao
Curso de Engenharia no Mundo Biologico
da Pontifícia Universidade Católica do
Paraná.
Orientador: Prof. Camila Fukuda
CURITIBA
2020
Equipe técnica
Coordenador:
Colaboradores:
Dados da Catalogação na Publicação
Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Sistema Integrado de Bibliotecas – SIBI/PUCPR
Biblioteca Central
Esta ficha catalográfica pode ser substituida pelo formulário
de identificação ao final do relatório.
A ficha deve ser elaborada por um bibliotecário.
O SIBI (Sistema Integrado de Bibliotecas) da PUCPR
disponibiliza esse trabalho gratuitamente, basta enviar o
relatório para:
[email protected] Elemento impresso no verso da folha de rosto.
RESUMO
A água é uma substância finita e de vital importância para a vida no Planeta,
portanto, sua disponibilidade deve ser garantida em quantidade e qualidade
compatíveis para satisfazer as necessidades de todos os seres vivos. Nesse sentido,
o monitoramento da qualidade das águas é essencial para o diagnóstico dos
mananciais e para promoção de ações de preservação. Por esta relevância, objetivou-
se avaliar a qualidade da amostra coletada de um efluente industrial. A coleta foi
submetida a análises, como turbidez, DBO e plaqueamento, no laboratório da PUCPR.
Os resultados indicaram que os índices de turbidez se apresentaram acima dos
padrões da Portaria 518/04 do Ministério da Saúde. Alem disso o teste de DBO indicou
que há uma concentração muito baixa para ser considerado um efluente industrial.
Por fim ficou claro a necessidade de uma fiscalização nas indústrias para que os
danos sejam minimizados.
Palavras-chave: Qualidade. Amostra.Turbidez.
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 – Ponto de coleta da amostra........................ Erro! Indicador não definido.
Nenhuma entrada de índice de ilustrações foi encontrada.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Turbidez recomendada ............................................................................ 14
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ........................................................................................ 7
2. OBJETIVOS ............................................................................................ 7
2.1 Objetivo Geral ............................................................................................... 7
2.2 Objetivos Específicos .................................................................................. 8
3. REFERENCIAL TEÓRICO ...................................................................... 8
3.1 HABITAT......................................................................................................... 8
3.2 EFLUENTE INDUSTRIAL .............................................................................. 8
4. METODOLOGIA.................................................................................... 12
5. RESULTADOS ...................................................................................... 14
6. CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................... 17
7
1. INTRODUÇÃO
A água é essencial para todas as formas de vida e para o desenvolvimento dos
ecossistemas, por isso sua qualidade deve ser preservada, ao passo que pode ser
considerada um indicador de qualidade ambiental em uma bacia hidrográfica
(OLIVEIRA et al., 2017). A água é uma substância vital para a vida no Planeta, logo
sua disponibilidade deve ser garantida em quantidade e qualidade para satisfazer as
necessidades de todos os seres em seus ecossistemas e habitats (FERREIRA et. al.,
2017).
Realizar o controle dos efluentes industriais é uma tarefa dificil, é necessário
que eles sejam caracterizados, quantificados e tratados de maneira adequada,
visando remover o máximo da sua carga poluidora antes de serem lançados em seu
destino. Quando o tratamento não é realizado, o volume de efluentes descartados nos
rios e no solo se torna altamente nocivo à composição química da água e ao lençol
freático, que aos poucos vão sendo contaminados. Gerando diversas consequencias
como a transmissão de doenças aos humanos, redução do oxigênio debaixo da água
ocasionando a morte de peixes, a inutilização da água para banho ou atividades
recreativas etc. (RAZZOLINI, 2008).
O tratamento de alguns efluentes industriais permite a sua reutilização em
lavagens de pátios e irrigação de jardins por exemplo. Dessa forma esse recurso
torna-se uma fonte alternativa que beneficia o meio ambiente e reduz os gastos da
empresa. Alem disso a legislação brasileira designou as indústrias a responsabilidade
pelo tratamento da água e seua afluentes. Sendo assim, as empresas que não
respeitam as leis são multadas e penalizadas pelos orgaos amientais que fiscalizam
o tratamento dos efluentes (RAZZOLINI, 2008).
2. OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Coletar e analisar a qualidade microbiológicas de amostras de água do ponto
de coleta determinado.
8
2.2 Objetivos Específicos
Os objetivos específicos do trabalho são:
a) Determinar o DBO e a turbidez da amostra.
b) Realizar pesquisas para verificar a presença de microorganismos na
amostra.
3. REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 HABITAT
Cada espécie possui seu próprio microhabitat, assim como sua dieta, área de
vida, comportamento e estratégias bionômicas (MORRISON et al. , 1992). Habitat foi
definido por WIDTTAKER et al. (1973) como sendo um conjunto de fatores
intercomunidades, isto é, independente da densidade populacional. Baseando-se
nesta definição, considera-se habitat como um conjunto de fatores independentes de
densidade que fornece à espécie condições para manter sua população viável. Desta
forma, assume-se uma relação espécie-específica, ou seja, cada espécie ocupa seu
próprio habitat (CERQUEIRA, 1 995). Quando o habitat muda, alguns animais
morrem, algumas espécies se extingüem, outras se deslocam, migram para um outro
local que tenha o habitat adequado para sua sobrevivência (SUTHERLAND, 1996).
3.2 EFLUENTE INDUSTRIAL
Uma indústria pode gerar diversos tipos de efluentes como o esgoto sanitário e
o efluente industrial. O primeiro caracteriza-se de dejetos provenientes principalmente
de banheiros e cozinhas, dispostos em tanques de acúmulo ou fossas. São
compostos basicamente de hábitos higiênicos e necessidades fisiológicas, como
urina, fezes, lavagens em áreas comuns e restos de comida. Já o efluente industrial
possui características próprias, inerentes aos processos fabris. Suas características
químicas, físicas e biológicas variam de acordo com o ramo de atividade da indústria,
operação, matérias-primas utilizadas etc. Para que sejam avaliados os parâmetros
para tratamento, é necessário que uma amostra do resíduo líquido seja coletada e
enviada para caracterização em um laboratório credenciado. (COSTA, 2009)
9
3.3 DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO (DBO)
A adição de matéria orgânica nos cursos d’água consome oxigênio deles,
através da oxidação química e principalmente da bioquímica, via respiração dos
microorganismos, depurando assim a matéria orgânica. Quando a quantidade de
esgotos lançados excede a capacidade de autodepuração (busca pelo estagio inicial
encontrado antes do lançamento de efluentes, é realizada por mecanismos naturais)
do corpo de água, o rio fica sem oxigênio, provocando problemas como a liberação
de odor e a morte de peixes, os peixes morrem não por toxicidade, mas por
asfixia. Todos os organismos vivos dependem do oxigênio para manter os processos
metabólicos de produção de energia e de reprodução. A poluição orgânica de um
curso d’água pode ser avaliada pelo decréscimo da concentração de oxigênio
dissolvido e pela concentração de matéria orgânica em termos de concentração de
oxigênio necessário para oxidá-la.
Um dos principais indicador de poluição orgânica é Demanda bioquímica de
oxigênio (DBO). Determina indiretamente a concentração de matéria orgânica
biodegradável através da demanda de oxigênio exercida por microrganismos através
da respiração. Ou seja, é a quantidade de oxigênio molecular necessária para
estabilizar matéria orgânica carbonada decomposta aerobicamente por via biológica.
A DBO é um excelente índice para indicar a eficiência de uma ETE (estação de
tratamento de esgotos), quando se compara a DBO do esgoto bruto e do efluente final
(VALENTE et al, 1997).
3.4 TURBIDEZ
A turbidez é a medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar certa
quantidade de água, que pode ser causada por matérias sólidas em suspensão
(matéria orgânica etc.). Ela é medida através do turbidímetro, comparando-se o
espalhamento de um feixe de luz ao passar pela amostra com o espalhamento de um
feixe de igual intensidade ao passar por uma suspensão padrão. Quanto maior o
espalhamento maior será a turbidez. Os valores são expressos em Unidade
Nefelométrica de Turbidez (UNT). A cor da água interfere negativamente na medida
10
da turbidez devido à sua propriedade de absorver luz. Segundo a Organização
Mundial da Saúde, o limite máximo de turbidez em água potável deve ser 5 UNT
(CORREIA et al, 2008).
3.5 PLAQUEAMENTO
Os microrganismos necessitam obter os nutrientes apropriados do seu meio
ambiente. Assim para os cultivar e mantelos vivos em laboratório, é nececessario os
colocar em meios de cultura, contendo os nutrientes apropriados para o seu
crescimento. Alem disso as condições de oxigénio (presença ou ausência), pH e
pressão osmótica precisam estar adequadas ao crescimento desses microrganismos.
Os meios de cultura dividem-se primeiramente em meios sólidos, aqueles que contêm
agar, e meios liquidos, sem agar. Nos meios sólidos o crescimento pára por exaustão
de nutrientes, devendo realizar-se a transferência de colónias para novo meio. No
entanto estes meios permitem a individualização das colónias (SEELEY, 1991).
3.6 COLIFORMES
Grupo de bactérias de diferentes famílias e que são Gran negativos, bastonetes
não esporulados, anaeróbios facultativos ou aeróbios. Possuem a capacidade de
fermentar a lactose de 33⁰C a 36⁰C, os coliformes são encontrados, a maior parte
deles, no gastrointestinal de animais de sangue quente, outro grupo de coliformes, os
termo tolerantes, possui a capacidade de fermentar a lactose a 45⁰, e são encontrados
principalmente em fezes de animais, por isso anteriormente eram denominados
coliformes fecais, mas hoje foram encontrados muitos outros coliformes capazes da
fermentação a 45⁰, agora são denominados coliformes termo tolerantes (SOUZA,
1983).
3.7 MICROSCOPIA
O microscópio ótico permite a ampliação da imagem de um objeto pequeno.
Como essa imagem é gerada por transparência, o material observado deve ser
suficientemente fino para permitir a passagem da luz. Até o século XIX, era comum
as imagens obtidas apresentarem distorções que, atualmente, foram corrigidas pela
11
associação de lentes fabricadas com matérias especiais, como as acromáticas. Este
avanço na produção das lentes permite que as imagens atuais obtidas no microscópio
optico sejam mais nítidas e pormenorizadas. A ampliação do material é obtida através
da associação das lentes oculares e objetivas, suportadas por uma série de peças
mecânicas que facilitam a focagem (LEAL , 2000).
3.8 LEGISLAÇAO
Os ecossistemas são sensíveis ao lançamento de efluentes industriais que não
foram tratados, o que gera a necessidade de desenvolvimento de leis para que assim
as indústrias ruduzam as cargas poluidoras a níveis aceitáveis pela legislação
ambiental. Destacando-se o Artigo 2º da Lei 6.938/81, parágrafos V, VI e VII:
Art 2º - A Política Nacional do Meio Ambiente tem por objetivo a preservação,
melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando
assegurar, no País, condições ao desenvolvimento socioeconômico, aos
interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana,
atendidos os seguintes princípios:
V - Controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente
poluidoras;
VI - Incentivos ao estudo e à pesquisa de tecnologias orientadas para o uso
racional e a proteção dos recursos ambientais;
VII - acompanhamento do estado da qualidade ambiental;
A Resolução CONAMA 430/2011, determina em seus artigos 3º e 27:
Art. 3º Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser
lançados diretamente nos corpos receptores após o devido tratamento e
desde que obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta
Resolução e em outras normas aplicáveis.
Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer
momento, mediante fundamentação técnica:
I - Acrescentar outras condições e padrões para o lançamento de efluentes,
ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições do corpo receptor;
ou
II - Exigir tecnologia ambientalmente adequada e economicamente viável
para o tratamento dos efluentes, compatível com as condições do respectivo
corpo receptor.
Art. 27. As fontes potencial ou efetivamente poluidoras dos recursos hídricos
deverão buscar práticas de gestão de efluentes com vistas ao uso eficiente
da água, à aplicação de técnicas para redução da geração e melhoria da
qualidade de efluentes gerados e, sempre que possível e adequado, proceder
à reutilização.
12
A Lei 9.605/98, em seu artigo 54, estabelece penas de reclusão, de um a cinco
anos, e multa, de acordo com o grau de poluição causado por pessoa física ou jurídica,
neste último caso, seu representante legal (BRASIL, 1998).
4. METODOLOGIA
A coleta da amostra de água bruta foi realizada no segundo período de 2020,
em Curitiba, para avaliar a qualidade da água. A figura abaixo ilustra o posicionamento
do rio principal e seu afluente, e o ponto de coleta da amostra.
Figura 1 – Ponto de coleta da amostra
AFLUENTE 1
ESTAÇÃO DE AMOSTRA COLETADA
TRATAMENTO DE
EFLUENTES
Fonte: os autores, 2020
Algumas análises foram realizadas para identificar a qualidade da água, a
seguir cada análise sera detalhada.
4.1 TURBIDEZ
Para a leitura da turbidez o turbidímetro é ligado para estabilizar e é pedido a
amostra. É importante que o vidro onde estará a amostra esteja bem limpo por fora,
pois isso pode afetar o resultado, por isso é importante usar luvas para manejá-lo.
Coloca-se 200 ml de amostra no frasco de vidro. Visualmente percebesse que a
amostra apresenta alguma turbidez, já que ela impede um pouco a passagem da luz.
Agitamos o frasco por inversão para dispersar os sólidos e adicionamos no
compartimento do turbidímetro. Apertase a tecla de leitura e assim que estabilizar é
apresentado a turbidez em NTU (CORREIA, 2008).
4.2 TECNICA DO NÚMERO MAIS PROVAVEL (NMP)
13
Teste Presuntivo: em tubos de Duran que possuem certa quantidade de caldo
LST, são colocadas amostras com diferentes diluições e são deixadas para descansar
de 24 a 48 horas
Teste Confirmatório: nos tubos do teste anterior que apresentarem formação
de gás no tubo de Duran, uma amostra é retirada com a ajuda de uma alça e colocada
em outro tubo de Duran com um composto que inibe a ação de bactérias Gran
positivas, logo, apenas irão se desenvolver bactérias fermentadoras de lactose, Gran
positivas e que, por sua vez, são classificadas no grupo de coliformes.
Por fim, os dados são anotados em uma tabela e comparados para se estimar
o número mais provável de coliformes na amostra.
4.3 DBO
Uma amostra líquida, de volume estimado em função do que se espera de uma
DBO aceitável, é colocada no equipamento de leitura de DBO que será mantida em
uma incubadora com temperatura controlada constante de aproximadamente 20⁰ por
5 dias, a amostra devera permanecer em agitação constante, com a ajuda de um
misturador magnético, durante toda a incubação para fornecer oxigênio para que as
bactérias presentes na amostra possam se manter em atividade, então haverá um
consumo de oxigênio durante esse período.
4.4 PLAQUEAMENTO
Primeiramente, são retirados 100 microlitros da amostra homogeneizada que
são passados para placa, o conteúdo é espalhado pela placa com a devida ferramenta
para que haja o crescimento por todo a área do recipiente. Após este processo a
amostra é levada para a estufa à 36°C e lá é deixada por 24 horas. Com este tempo
os micro organismos presentes na amostra crescem por toda a placa, assim
possibilitando a contagem de unidades formadoras de colônias até mesmo a olho nu.
Para finalizar, é feita uma conversão direta da unidade utilizada da amostra para a
unidade no S.I. e assim se obtém o resultado. Este método é apresentado na figura
2.
14
Figura 2 – Metodo de plaqueamento
Fonte: MADIGAN, 2003
5. RESULTADOS
Após a análise da turbidez chegou-se em 120,1 NTU como resultado. De
acordo com a Portaria 518/04 do Ministério da Saúde a água potável deve estar em
conformidade com o padrão de aceitação para consumo humano. Esse estabelece
valor máximo permitido para turbidez, um valor de no máximo 5 NTU. Dessa forma
conclui-se que a água não é indicada para o consumo humano (BRASIL, 2004).
Tabela 1 – Turbidez recomendada
Fonte: Empresa Snatural Ambiente, 2008
A tabela 1 mostra que nem para psicultura ela é adequada. O resultado tambem
coloca como inviável para o consumo animal esta água. Até mesmo a água destinada
ao consumo animal, deve seguir as normas de segurança, pois se houver
disseminação de micro-organismos patogênicos através desta água, poderá
desencadear danos à saúde do animal e consequentemente interferir de forma
negativa na produtividade, pois o consumo de água contaminada pode provocar
diarreias e até mesmo abortamentos aos animais ( PINTO, 2011).
15
Alguns fatores podem estar contribuindo para este resultado, como a
quantidade de esgotos clandestinos, deposição de lixo nas margens lançados pela
população residente nas proximidades e até mesmo por moradores e o não
tratamento do efluente industrial.
De acordo com CONAMA 430/2011 , o máximo de DBO aceitável é 120 mg/L,
sendo que este limite somente poderá ser ultrapassado no caso de efluente de
sistema de tratamento com eficiência de remoção mínima de 60% de DBO, ou
mediante estudo de autodepuração do corpo hídrico que comprove atendimento às
metas do enquadramento do corpo receptor.
As análises feitas a partir da amostra C relatam que há uma concentração de
0,6 mg/L, o que de acordo com o ministério do meio ambiente é uma concentração
muito baixa para ser considerada uma efluente saudável
Como método de remediação podemos citar, para menor impacto do
ecossistema, o aumento da concentração de oxigênio dissolvido na água por
oxigenação artificial o que deixaria mais propício as condições do corpo d'água para
a incorporação de micro-organismos fotossintetizantes como as algas microscópicas,
havendo assim a produção de oxigênio primário.
Seguindo a forma descrita do processo de análise do NMP, são observados os
resultados nos tubos com diferentes concentrações da amostra, para assim
determinar o número mais provável, no caso da amostra C, coletada do afluente do
rio principal, nas concentrações de 10^0 e 10^-1, houve a formação de gás, afirmando
assim a presença dos coliformes fermentadores de lactose, porém na concentração
10^-2 não ocorreu o mesmo, após esta identificação é realizado um cálculo para obter
o número mais provável de coliformes na amostra.
Os testes positivados para coliformes coletados na amostra C, servem para
indicar se o tratamento pelo qual o rio principal passou, antes de dar origem ao
afluente, foi eficiente ou não, este resultado é determinado a partir dos valores
máximos de coliformes totais e termotolerantes estabelecidos na Resolução CONAMA
nº 20, de 18 de junho de 1981, dependendo da classe de corpo d’água em que o
afluente se encaixa.
Na figura 3 é possível observar a formação de colônias e na figura 4 observa-
se a microscopia optica.
16
Figura 3 – Plaqueamento
Fonte: os autores,2020
Figura 4 – Microscopia optica
Fonte: os autores,2020
Percebe-se uma grande presença de bactérias que parecem as do tipo bacilo.
O que é muito preocupante pois esta bactéria pode causar tuberculose, lepra, difteria
entre outras doenças.
17
6. CONCLUSÃO OU CONSIDERAÇÕES FINAIS
As análises realizadas evidenciam que a água esta completamente
inapropriada para a ingestão humana, e ate mesmo para o consumo animal. Fica
claro a necessidade de um planejamento por parte dos governantes e órgãos
fiscalizadores do Municipio na tentativa de minimizar os danos que estão sendo
ocasionados neste ambiente, necessitando de uma fiscalização intensificada e a
adoção de punições.
18
REFERÊNCIAS
OLIVEIRA, A. F. S.; SILVA, L. D. P.; SILVA, T. M.; SANTOS, L. P.; ROCHA, R. M.;
FREITAS, H. G.; PEREIRA, S. F. P. Desenvolvimento do índice de qualidade da
água bruta para fins de abastecimento público-IPA para Amazônia. Scientia
Plena, v. 13, n. 1, p. 1–9, 2017.
FERREIRA, P. V. N.; RUIZ, M. V. DOS S.; AGUIAR, C. M. A. Influência do uso e
ocupação do solo na qualidade ambiental do Córrego Lagoinha, em Uberlândia
(MG). Fórum Ambiental da Alta Paulista, v. 13, n. 1, p. 25–36, 2017.
RAZZOLINI, M.T.P.; GUNTHER, W.M.R. Impactos na Saúde das Deficiências de
Acesso a Água. Revista Sociedade e Saúde. São Paulo. v.17, n.1, p. 21-32. 2008.
CERQUEIRA, R. Determinação de distribuição potenciais de espécies. Programa
de Pós-Graduação em Ecologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal do Rio de
Janeiro, Rio de Janeiro, 1995.
SUTHERLAND, W.J. Predicting the consequences of habitat loss for migratory
populations. Proceedings of the Royal Society of London. London, 1996.
VALENTE, José Pedro et al. Oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de
oxigênio (DBO) e demanda química de oxigênio (DQO) como parâmetros de
poluição no ribeirão Lavapés/Botucatu - SP. São Paulo , v. 22, p. 49-66, 1997 .
Seeley, H.W. Jr., VanDemark, P.J., Lee, J.J. Microbes in action. New York, 1991.
SOUZA, Luiz Carlos et al . Bactérias coliformes totais e coliformes de origem fecal
em águas usadas na dessedentação de animais. Rev. Saúde Pública, São Paulo
, v. 17, n. 2, p. 112-122, abr. 1983 .
PINTO, F.R. Avaliação Microbiológica da Água de Dessedentação Animal em
Propriedades Rurais da Microbacia de Córrego Rico na Estação da Seca. Tese
19
de Doutorado. Jaboticabal, Escola de Ciências Agrarias e Veterinárias de Jaboticabal,
Unesp, 2011.
BRASIL, Ministério da Saúde. Portaria MS nº 518, de 25 de março de 2004.
“Estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância
da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá
outras providências.” ; publicada pelo Ministério da Saúde em 2005; Brasília, DF.
COSTA, A.P. et al. Um estudo sobre estacões de tratamento de efluentes
industriais e sanitários da empresa Dori Almentos LTDA.1 Regrad, Marília-SP,
v.1, ano 2, 2009, pg. 6-22.
LEAL, Luiz Henrique Monteiro. Fundamentos de microscopia. Rio de Janeiro:
UERJ, 2000.
BRASIL. Resolução 430 – CONAMA, de 13 de maio de 2011. Dispõe sobre as
condições e padrões de lançamento de efluentes, complementa e altera a Resolução
no 357, de 17 de março de 2005, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA.
Brasília, 2011.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional de
Meio Ambiente. Brasília, 1981.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais
e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.
Brasília, 1998.
RESOLUÇÃO CONAMA N° 20, DE 18 DE JUNHO DE 1986,
https://www.icmbio.gov.br, 1986, Disponível em:
https://www.icmbio.gov.br/cepsul/images/stories/legislacao/Portaria/1986/res_
conama_20_1986_revgd_classificacaoaguas_altrd_res_conama_274_2000_r
evgd_357_2005.pdf, Acesso em: 22/11/2020
20
CORREIA, Aislan et all. Análise da Turbidez da Água em Diferentes Estados de
Tratamento. Natal – RN, 2008.