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Biossegurança em Laboratórios: RDC 302

O documento fornece informações sobre biossegurança em laboratório, com ênfase na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 302 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele descreve equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva, procedimentos de segurança, normas para coletas laboratoriais e transporte de amostras biológicas.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Biossegurança em Laboratórios: RDC 302

O documento fornece informações sobre biossegurança em laboratório, com ênfase na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 302 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ele descreve equipamentos de proteção individual (EPI) e coletiva, procedimentos de segurança, normas para coletas laboratoriais e transporte de amostras biológicas.
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BIOSSEGURANÇA

com ênfase na RDC ANVISA 302


BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL

 Atitude

 Bom Senso

 Comportamento

 Conhecimento
BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL
 Biossegurança:

“Conjunto de medidas voltadas para


prevenção, minimização ou eliminação de
riscos inerentes às atividades de pesquisa,
produção, ensino, desenvolvimento
tecnológico e prestação de serviços
resultantes de uma exposição a um agente
de risco.”
Normas de Segurança Geral

 Não é permitido na
área laboratorial:  Proibido:

Crianças  comer, beber, fumar


Ventiladores
 Jaleco nos
Rádio refeitórios
Plantas
 armazenar
Animais. alimentos em
geladeiras, freezers
ou estufas.
Normas de Segurança Geral

 Acesso restrito aos laboratórios:

 Não permitir a circulação de estranhos


sem a devida permissão , estar
acompanhado do supervisor;

 Crachá;

 Relatar todos os Acidentes e Incidentes.


Normas de Segurança Geral

 Prender cabelos longos;


 Proteger barba;
 Evitar o uso de calçados abertos;
 Manter unhas cortadas;
 Não usar jóias como: anéis, pulseiras,
cordões longos, durante os trabalhos
laboratoriais;
 Evitar o manuseio de lentes de contato
durante os procedimentos.
BIOSSEGURANÇA/RDC 302

 RDC ANVISA N. 302

RDC – Resolução da Diretoria Colegiada


BIOSSEGURANÇA/ RDC 302

 POLÍTICAS :
• Conjunto de princípios;
• Orientação, métodos;
• Padronização, organização;
• Definição de Regras.
BIOSSEGURANÇA/RDC 302
5.1.2 – O Laboratório Clínico e o Posto de Coleta
laboratorial devem possuir um profissional
legalmente habilitado como responsável técnico.

5.1.2.2 – Em caso de impedimento do responsável


técnico, o laboratório clínico e o posto de coleta
laboratorial devem contar com um profissional
legalmente habilitado para substituí-lo.
BIOSSEGURANÇA/RDC 302

5.2.3 – Todos os profissionais do Laboratório Clínico e do


Posto de Coleta laboratorial devem ser vacinados em
conformidade com a legislação vigente.

 Hepatite B;
 Dupla Viral ( Tétano e Difteria);
 Definidas pelo PCMSO ou equivalente.
BIOSSEGURANÇA/RDC 302
5.7.1 – O Laboratório Clínico e o Posto de Coleta Laboratorial
devem manter atualizados e disponibilizar, a todos os
funcionários, instruções escritas de biossegurança,
contemplando no mínimo os seguintes itens:

5.7.1.a - normas e condutas de segurança biológica, química,


física, ocupacional e ambiental;

5.7.1.b - instruções de uso para os equipamentos de proteção


individual (EPI) e de proteção coletiva (EPC);
RESPONSABILIDADES
EPI

Conhecer práticas gerais


de segurança laboratorial
Conhecer os
equipamentos de
proteção coletiva e
individual (EPI).
BIOSSEGURANÇA/RDC 302

 Define EPI:

 “Todo dispositivo ou produto, de uso individual,


utilizado pelo trabalhador destinado à proteção de
riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a
saúde no trabalho.”
USE-OS
EPI

 São ferramentas de trabalho que visam proteger a


saúde de funcionários que estão expostos a riscos;
 Redução da exposição humana aos agentes
infecciosos;
 Redução de danos ao corpo provocados por riscos
físicos ou mecânicos;
 Redução da exposição a produtos e materiais tóxicos;
 Redução da contaminação de ambientes
RESPONSABILIDADE

 Da instituição:

 Fornecer os EPI adequados ao trabalho, instruir e


treinar quanto ao uso, fiscalizar e exigir o uso e repor
os EPI danificados;

 Do funcionário:

 Usar e conservar os EPI.


EPI
 Um equipamento adequado de proteção
individual ( EPI ) deve ser usado todas
as vezes que o trabalho com materiais
de risco for realizado;

 Jaleco
 Proteção para os olhos e o rosto
 Luvas
 Proteção respiratória
PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA
 Máscara:

 Podem ser chamados também de


respiradores, e tem como objetivo, evitar a
inalação de produtos químicos, bactérias e
gotículas, através das vias respiratórias.

 Elas podem ser descartáveis ou não, e seu


armazenamento deve ser em local seco e
limpo. Se usados de forma inadequada
podem ser uma fonte de contaminação.
ÓCULOS/ VISEIRA FACIAL
 Protege os olhos e rosto contra respingos
durante o manuseio de materiais,
aplicações de medicamentos e
procedimentos. Devem ter a maior
transparência possível e não destorcer as
imagens. Devem proporcionar conforto ao
usuário e permitir o uso simultâneo da
máscara se necessário.
JALECOS

 São confecções em tecido de algodão e


apropriadas para proteger o corpo de
respingos (sangue, secreção), evitando o
contato direto com a pele.

 Devem ser preferencialmente claros, para


reduzir absorção de calor.
TOUCA

 Descartável. Protege o couro cabeludo.


LUVAS

 Um dos equipamentos mais importante, pois


protege uma das partes do corpo com maior
risco de infecção - as mãos;

 Serve como barreira de proteção dérmica


para reduzir a exposição a sangue, fluidos do
corpo, produtos químicos e a outros riscos
físicos, mecânicos, elétricos e de radiação;
BIOSSEGURANÇA/RDC 302

• 5.7.1.c - Instruções como agir em casos de

acidentes ocorridos durante os trabalhos.


Procedimentos de Segurança
Segurança

TODOS os funcionários devem saber :

 Procedimentos em caso de emergência;


 Localização dos equipamentos de
emergência;
 Como usar o equipamento de emergência;
 Nomes e telefones das pessoas responsáveis.
EPC
Equipamento de Proteção Coletiva

 Lava-olhos: Devem estar localizados dentro do


laboratório e os funcionários treinados para o uso.
Deve ser verificado semanalmente para o correto
funcionamento.

 Quando ocorrer acidente com derrame de material


nos olhos, estes devem ser lavados por no mínimo 15
minutos.
EPC

 Ducha de segurança: Deve estar montada dentro da


área do laboratório em local de fácil acesso por todos
os setores. O acionamento deve ser fácil para que
funcionários mesmo com os olhos fechados possam
acioná-la. Devem ser checadas mensalmente para
seu correto funcionamento.
EPC

 Kit de primeiros socorros: Deve estar


disponível em todos os setores e constar de
material necessário para tratamentos, como
pequenos ferimentos na pele ocorridos na
área de trabalho. Os funcionários devem ser
treinados para o uso.
BIOSSEGURANÇA/RDC 302

• 5.7.1.d - Manuseio e transporte de

material e amostra biológica.


Procedimentos em caso de derramamento
de material infectado

 Cobrir o local com papel toalha;


 Colocar a solução desinfetante sobre o papel deixar agir
por 30 minutos;
 Remover o papel toalha, colocar em saco plástico e lacrar,
identificando-o;
 Recolocar a solução desinfetante sobre a área atingida;
 Deixar agir por mais 10 minutos;
 Esfregar a área com pano limpo embebido na solução
desinfetante;
 Esterilizar o pano e todo o material utilizado, antes do
descarte.
Tratamento Interno

Sala de expurgo

Autoclave exclusiva para


material contaminado.

Fonte LACEN/PR
Presença de agentes biológicos

• Lâminas e lamínulas não


reutilizáveis;

• Bisturis; ponteiras;

• Pipetas quebradas, ponteiras;

• Cacos de vidro; seringas, agulhas;

• Frascos de vidro contendo


secreção/excreção provenientes de
análise;

• Ampolas de indicadores biológicos.


Acondicionamento e Identificação dos Resíduos
COLETAS LABORATORIAIS
NORMAS E ROTINAS
Coletas laboratoriais –
Normas e Rotinas

O resultado obtido através do laboratório é


consequência da qualidade da amostra recebida,
portanto a COLETA, CONSERVAÇÃO e o
TRANSPORTE DO MATERIAL devem seguir uma
padronização.
Considerações Gerais
Orientar o paciente quanto ao procedimento que será
realizado;
Atentar para a anti-sepsia na coleta de todos os materiais
clínicos;
Obter quantidade suficiente de material permitindo assim
uma análise microbiológica completa e fidedigna;
O pedido do exame deve ser claro com maior numero de
informações possíveis , além de conter dados do paciente
(etiqueta) e medicamentos em uso .
Condições de segurança

Uso do equipamento de proteção individual (EPI)


adequado, conforme risco que a coleta for oferecer;
Higienização das mãos antes e após a coleta;
Todas as amostras devem ser tratadas como
potencialmente patogênicas;
Usar frascos e transporte adequado;
Condições de segurança

Atentar para não contaminar o frasco da coleta e


verificar se o mesmo encontra-se bem vedado;

Identificar a amostra coletada com os dados do


paciente;

Encaminhar material imediatamente ao laboratório.


Identificação das Amostras

Nome
Idade
Médico
Tipo de amostra
Exame solicitado
Data e hora da coleta
Justificativa (dados clínicos)
HEMOCULTURA

Coletar antes da administração de antibiótico;


Lavar as mãos e secá-las, usar luvas;
Remover os selos da tampa dos frascos de hemocultura e
fazer a assepsia previa com álcool 70%;
Garrotear o braço do paciente e selecionar uma veia
adequada. Esta área não deverá ser mais tocada com os
dedos;
HEMOCULTURA

Fazer a anti-sepsia da pele com álcool 70% de forma circular e de


dentro para fora;
Coletar a quantidade de sangue e o número de amostras
recomendadas de acordo com as orientações do laboratório (2
amostras de 10ml) ou conforme solicitação medica;
Identificar cada frasco com todas as informações padronizadas e
enviar ao laboratório juntamente com a solicitação médica
devidamente preenchida.
HEMOGRAMA

Jejum 8 horas: maioria dos exames;

Jejum 12 horas: TRIGLICERIDEOS E


COLESTEROL.

OBS.:
Pode tomar água.
PONTA DE CATETER INTRAVASCULAR

Fazer uma rigorosa anti-sepsia da pele ao redor do cateter com


álcool 70%;

Remover o cateter e, assepticamente cortar 5 cm da parte mais


distal, ou seja, a que estava mais profundamente introduzida na
pele;

Colocar o pedaço do cateter


em frasco estéril;
Encaminhar imediatamente ao
laboratório.
FERIDAS, ABCESSOS E EXSUDATOS

Proceder a limpeza com solução fisiológica;

Coletar o material localizado na parte mais profunda da ferida,


de preferência aspirado com seringa tipo insulina. Quando a
aspiração da secreção não for possível utilizar swabs (menos
recomendado);

Identificar o swab com o tipo de material.


ESCARRO

Orientar o paciente sobre a importância da coleta do escarro e


não da saliva. As amostras de saliva são impróprias para análise
bacteriológica, pois não representam o processo infeccioso;

Colher somente uma amostra por dia, se possível o primeiro


escarro da manha, antes da ingestão de alimentos;

Orientar o paciente para escovar os dentes, somente com água


(não utilizar creme dental) e enxaguar a boca varias vezes,
inclusive com gargarejos;
ESCARRO

Respirar fundo várias vezes e tossir profundamente, recolhendo


a amostra em um frasco de boca larga. Se o material for escasso,
coletar a amostra depois de nebulização;

Encaminhar imediatamente ao laboratório.


SECREÇÃO DE OUVIDO
Remover secreção superficial com um swab umedecido
em soro fisiológico e obter material com outro swab
fazendo rotação no canal.

SECREÇÃO OCULAR
Desprezar a secreção purulenta superficial e coletar
com swab o material da parte interna da pálpebra
inferior.
SECREÇÃO VAGINAL
Não estar menstruada;
Não realizar higiene intima, nem aplicar cremes vaginais na véspera da
coleta;
Três dias de abstinência sexual.

SECREÇÃO URETRAL
Desprezar as primeiras gotas da secreção;
Coletar a secreção purulenta de preferência pela manha,
antes da primeira micção ou há pelo menos duas horas ou
mais sem ter urinado;
Coletar com swab estéril;
Encaminhar imediatamente ao laboratório.
UROCULTURA EM CRIANÇAS OU PACIENTES
INCONTINENTES

Realizar a higiene do períneo e genitais;


Para a coleta da urina, fazer uso de saco coletor estéril, refazendo os
cuidados de higiene do períneo e a troca do saco coletor a cada 30 minutos.

EQU
Primeira urina da manha, desprezar o primeiro jato, colher jato
médio e encaminhar ao laboratório em ate 30 minutos.

FEZES
COPROCULTURA: coletar a amostra e enviar imediatamente
ao laboratório. Não colocar em geladeira.
Horário para entrega das coletas

Preferencialmente na primeira hora da manhã – 9h.

BIOSSEGURANÇA  
com ênfase na RDC ANVISA 302

Atitude  
 

Bom Senso 
 

Comportamento 
 

Conhecimento 
 
  
BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL

Biossegurança: 
 
       “Conjunto 
de 
medidas 
voltadas 
para 
prevenção, minimização ou eliminação de 
riscos inerentes
 Proibido: 
 
comer, beber, fumar 
Jaleco nos 
refeitórios 
armazenar  
alimentos em 
geladeiras, freezers 
ou estufas.
Normas de Segurança Geral 
Acesso restrito aos laboratórios: 
 
Não permitir a circulação de estranhos 
sem 
a 
devida 
per
Normas de Segurança Geral 
Prender cabelos longos; 
Proteger barba; 
Evitar o uso de calçados abertos; 
Manter unhas cort
BIOSSEGURANÇA/RDC 302 
 RDC ANVISA N. 302 
 
RDC – Resolução da Diretoria Colegiada
BIOSSEGURANÇA/ RDC 302 
POLÍTICAS : 
•
Conjunto de princípios; 
•
Orientação, métodos; 
•
Padronização, organização; 
•
Defi
BIOSSEGURANÇA/RDC 302 
 
5.1.2 – O Laboratório Clínico e o Posto de Coleta      
laboratorial 
devem 
possuir 
um 
profission
BIOSSEGURANÇA/RDC 302 
 
5.2.3 – Todos os profissionais do Laboratório Clínico e do 
Posto de Coleta laboratorial devem ser v

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