A atuação fonoaudiológica no contexto escolar
The speech therapists performance in the school
Aline Mendes Marchi da Silva1
RESUMO:
Este artigo tem como objetivo verificar e analisar parte da produção de conhecimento acerca da
interface (relação) entre Fonoaudiologia e a Educação. O método utilizado é a análise e estudos de artigos
publicados na área da Fonoaudiologia, a partir da seleção e análise de títulos e leitura de resumos de artigos
que abordassem os temas fonoaudiologia, escola, educação, saúde do escolar, e saúde do professor. Os
artigos selecionados foram organizados e agrupados em subáreas da Fonoaudiologia: Linguagem-Voz-
Audição-Motricidade Orofacial-Educação sentido estrito. Com isso, percebe-se predomínio do modelo
clínico e tendência de buscar a escola para estudos sobre saúde da população escolar e de concebê-la como
espaço de aplicação de medidas de controle e prevenção de doenças. Concluindo, verificamos um
crescimento acentuado de publicações desde a década de 80, nos artigos que abordam a interface entre
Fonoaudiologia e Educação; ênfase nos estudos sobre aspectos do desenvolvimento em escolares,
reiterando o predomínio de pesquisas e trabalhos pautados na perspectiva clínica.
Palavras-chave: fonoaudiologia, educação, estudos, publicações.
ABSTRACT:
This work has as objective to evaluate part of the production of knowledge about the interface
between education and speech therapy. This methods is analysis of journal articles in the area of Speech
Therapy, and subject area, from the selection of reading titles and abstracts that addressed the themes speech
therapy, school, education, health education and health teacher. The selected articles were grouped into
sub-areas: Speech-Language-Hearing-Motion orofacial-School/ Education, which showed a linear pattern
of growth. It is perceived dominance of the medical model and a tendency to seek the school for health
studies of the school population and conceive it as an area of application of control measures and disease
prevention. Conclusion: Continuous growth since the 80s, in articles that discuss the interface between
education and speech therapy; emphasis on studies of aspects of school development, reinforcing the
dominance of research and work guided by the clinical perspective.
Keywords: speech therapy, education,studies, publications.
1
Mestranda em Facultad Interamericana de Ciencias Sociales
Silva, A.M.M; A atuação fonoaudiológica no contexto escolar. Revista Portuguesa de Ciências Jurídicas
V.1, Nº2, p.10-20, Ago/Dez. 2020. Artigo recebido em 25/11/2020. Última versão recebida em 15/12/2020.
Aprovado em 18/12/2020.
A atuação fonoaudiológica no contexto escolar
INTRODUÇÃO:
A Fonoaudiologia é uma ciência aplicada e, essencialmente, influenciada por
inúmeras áreas científicas, ao longo de sua formação e, ao longo de seu crescimento. Com
isso, essa área se tornou dinâmica, pois a sua expansão conquistou e, ainda se expande
por vários campos de atuação, acompanhando os avanços científicos e tecnológicos,
relacionados à comunicação humana. As maiores influências destacam-se: a medicina, a
psicologia, a linguística, a odontologia, a física, dentre outras.
Essa profissão tomou uma expansão enorme nos últimos anos. A maior
responsável pela consolidação da Fonoaudiologia é a atuação clínica. Mas, o crescimento
dessa profissão ultrapassou os limites da clínica, chegando ao contexto escolar: a
Fonoaudiologia Educacional.
A instituição escolar, onde a Fonoaudiologia surgiu, contribuiu muito para o
avanço da Fonoaudiologia Educacional, atualmente reconhecida como área. Muito tempo
se discute essa atuação e o perfil do fonoaudiólogo escolar/educacional e essa atuação
não deve ter relação com a clínica fonoaudiológica, pois a escola é uma instituição com
dinâmica própria e peculiar, responsável pela mediação do processo de construção do
conhecimento. Com isso, embora a linguagem, mais especificamente, a escrita, seja o
foco dessa atuação, o Fonoaudiólogo Educacional se depara com várias atuações:
problema na escola, envolvendo conhecimentos das outras áreas, como a audição, a
linguagem, a motricidade orofacial e a voz. Além disso, esse profissional necessita lidar
com questões que envolvem, aspectos de gestão escolar, já que o seu planejamento de
atuação não pode ser desunido do projeto político pedagógico da escola, onde está
tentando estabelecer um vínculo.
A Fonoaudiologia no Brasil surgiu diretamente ligada à educação na década de
20, com o intuito de padronizar a língua oficial do país que, segundo opiniões
nacionalistas, encontrava-se contaminada pela diversidade cultural e dialetal oriundas dos
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movimentos migratórios da época. Essas ações culminaram com a instauração dos cursos
de nível superior, levando a Fonoaudiologia a se distanciar da educação e assumir um
caráter clínico e tecnista, tendo como foco de preocupação alterações já instaladas.
O Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) criou e reconheceu a
especialização em Fonoaudiologia Educacional e tem como base, para a atuação, as
recomendações das Resoluções n° 309, do ano de 2005. Nessa Resolução, observa-se que
os aspectos da promoção de saúde assumem uma dimensão maior, em detrimento
daqueles preventivos, embora ambos venham da medicina. Nesse sentido, esses avanços,
originados de reflexões anteriores acerca das concepções que devem permear o trabalho
do fonoaudiólogo em ambiente escolar, contribuíram e, ainda contribuem, para pensar
formas mais formas mais coerentes de atuação na escola.
Dentro dessas novas atuações fonoaudiológicas, da comunidade e da instituição
escolar, considera-se de extrema importância o conceito de promoção de saúde, vinculado
ao crescimento das políticas de saúde, que se desprenderam um pouco de aspectos da
medicina preventiva, voltando-se para um olhar mais abrangente acerca do
desenvolvimento humano. Esse contexto permitiu um maior avanço de todas as ações de
saúde coletiva. Atualmente, promover saúde, significa, ofertar condições aos indivíduos
para que eles mesmos adquiram saúde, por meio de recursos de sua própria comunidade.
Por outro lado, a grande dimensão desse conceito nos indica que a saúde não é algo a ser
buscado, pois as condições satisfatórias de vida devem estar presentes em toda a
comunidade e não apenas nos grupos de risco ou grupos “doentes”, implicando em
mudanças nas condições sociais, ambientais, culturais, econômicas, dentre outras. Assim,
integra aspectos de educação e de saúde, para fins de melhores condições de vida e de
sustentabilidade dessas condições adquiridas. Isso explica o crescimento das ações de
educação em saúde, compreendidas como processos educativos essenciais para a melhora
da qualidade de vida da população, dentro de suas possibilidades e particularidades.
Outro ponto a ser enfatizado, trata-se da função da instituição, na qual está inserido. A
função da escola é, basicamente, promover e mediar a construção de conhecimentos
(aprendizagem) dos indivíduos. Esse conceito, também é essencial para nortear o
trabalho nesse local. O processo de aprendizagem é mais um dos focos dessa discussão,
ou seja, a contribuição das bases da Psicologia do Desenvolvimento para o trabalho do
Fonoaudiólogo Educacional. No entanto, é possível que esse conhecimento auxilie nas
ações dos profissionais, de acordo com fases específicas desse processo, em interação
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com o meio no qual o indivíduo está inserido e opera. Ao processo de aprendizagem
estão ligados elementos cognitivos, socioculturais, sociofamiliares, dentre outros. Alerta-
se, portanto, para o fato de que alguns destes aspectos são, também, objetos de estudos da
Psicologia Cognitiva.
O psicólogo cognitivo, na visão de alguns autores, se preocupa com os estudos de
atividades cognitivas, a saber: percepção, memória, imagem mental, pensamento,
raciocínio, aprendizagem, dentre outras. De maneira geral, estes conteúdos são
conscientes e considerados como produtos de elaborações conduzidas pelo indivíduo, a
partir de informações advindas do seu conhecimento. Por isso, essa investigação acerca
de como o indivíduo adquire o conhecimento recai sobre aspectos de interesse
educacional. No entanto, ao contrário da Psicologia do Desenvolvimento, os psicólogos
cognitivos não estudam o desenvolvimento de um fenômeno ao longo de um período da
vida, mas sim as suas bases constitutivas, bem como a influência destas sobre outros
elementos da consciência. Portanto, a preocupação com o desenvolvimento de uma
determinada habilidade, parece mais abrangente no que se refere à sua compreensão.
Nesse contexto, é importante, também, ressaltar que, ao se falar em
desenvolvimento de habilidades relacionadas à aprendizagem, é preciso se remeter a dois
teóricos que influenciaram a área da Educação nas últimas décadas: Piaget e Vygotsky.
No entanto, é importante ressaltar que suas teorias não se referiram às questões de
aprendizagem, mas de construção do pensamento e(ou) construção do conhecimento.
Piaget utilizou o método clínico, em suas investigações e influenciou muito a Psicologia
Cognitiva. Ainda é muito importante a sua contribuição para a Psicologia do
Desenvolvimento. Em sua obra, destacam-se os conceitos de assimilação e acomodação.
Para Piaget, o indivíduo constrói o seu conhecimento, por meio da interação social (com
o meio). Com essa interação, esse indivíduo se depara com novas situações que o levam
a atuar sobre o ambiente, construindo hipóteses, por meio do uso dos processos de
assimilação e acomodação. Assim, não são os estudos de Piaget que contribuem para a
compreensão das dificuldades de aprendizagem ou do fracasso escolar, mas os estudos
sobre a maneira pela qual a criança adquire o conhecimento. Vygotsky, no entanto, em
seus estudos, acrescenta a noção de “social” a essa construção do conhecimento, referindo
que entre a atuação do indivíduo e o meio existe uma mediação. Essa mediação seria
proporcionada por aspectos socioculturais. Essa relação entre indivíduo, meio e aspectos
socioculturais não é linear, mas dialética, ou seja, existe uma interdependência entre esses
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aspectos.
Nestes pressupostos, Vygotsky focou no papel da linguagem na constituição das
funções mentais superiores. Para ele, a linguagem, além de ser essencial na comunicação,
fornece suporte para a organização e a estruturação do conhecimento. Novamente,
observa-se uma ênfase com relação às funções cognitivas.
Para Educação, especificamente, Vygotsky indicou, também, uma noção de que o
bom ensino é aquele que se adianta ao desenvolvimento. Dentro dessa noção está inserido
o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) que se trata da distância entre
as habilidades que o aluno consegue realizar sozinho e aquelas que ele só conseguiria
fazer com a ajuda de um mediador (um indivíduo mais experiente). Esses pressupostos
auxiliaram e, ainda auxiliam, as relações de contextos escolares inclusivos.
Dentro desses conceitos de zonas de desenvolvimento está implícita a valorização
das interações entre alunos diferentes, desmistificando a ideia de homogeneização de
turmas. Nas interações de interações heterogêneas, todos se beneficiam, pois, aqueles
alunos mais experientes têm que reelaborar, a todo instante, suas contribuições, quando
os alunos menos experientes, em tarefas só conseguem com a ajuda daqueles. Nessas
interações e relações, a linguagem é considerada um objeto muito importante em âmbito
educacional. No cenário escolar, tanto as alterações de linguagem oral, quanto escrita
estão presentes.
Nesse cenário, tanto a Psicologia do Desenvolvimento, como a Linguística
servirão para compreender os fatores que interferem no processo de aquisição e
desenvolvimento dessas habilidades e problematizar questões sobre as concepções de
linguagem, o ensino da Língua Portuguesa, as variações sociolinguísticas, os gêneros
textuais, usos e funções da linguagem.
A Educação envolve políticas públicas e a compreensão dessas políticas será
crucial para o entendimento da dinâmica escolar. Após, essa exposição acerca de
conceitos fundamentais nessa atuação, é possível arriscar, ainda, a sugestão de uma forma
de trabalhar com todas essas questões, e, nesse cenário a Fonoaudiologia escolar vai
ganhando cada vez mais espaço.
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A atuação fonoaudiológica no contexto escolar
Atualmente, a Fonoaudiologia, volta a conquistar espaço junto à educação,
assumindo esse ambiente como um vasto campo de atuação. O Fonoaudiólogo na escola
pode atuar na prevenção e na promoção de saúde.
Fonteles (2007) investiga as razões que sustentam o exercício das práticas
fonoaudiológicas no campo educacional e aponta que as principais ações realizadas nas
escolas estão concentradas nas alterações da fala e são caracterizadas principalmente pela
consultoria fonoaudiológica. Mais adiante considera que “não há demanda para
prevenção nem para promoção da saúde por parte da escola” e que é preciso ampliar a
quantidade de profissionais atuando no campo da Fonoaudiologia Educacional com o
intuito de melhorar a saúde da comunidade escolar.
METODOLOGIA:
O método de estudo utilizado foi a análise e estudos de artigos publicados na área
da Fonoaudiologia, a partir da seleção e análise de títulos e leitura de resumos de artigos
que abordassem os temas fonoaudiologia, escola, educação, saúde do escolar, e saúde do
professor. Nesse estudo, foram destacados pontos importantes dessa atuação.
Nesse cenário, destaca-se a importância da atuação profissional do fonoaudiólogo
na instituição escolar. Essa atuação deve transmitir disponibilidade articulada com
aspectos de interdisciplinaridade, de acordo com a estrutura e a rotina, encontradas na
escola. É importante lembrar que essa instituição possui uma dinâmica própria e a equipe
escolar deve estar envolvida em qualquer mudança que possa ocorrer nessa dinâmica.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
As influências de conceitos de outras ciências estão, cada vez mais, presentes na
atuação do fonoaudiólogo, ou seja, na área de Fonoaudiologia as relações
interdisciplinares tornam-se necessárias para um exercício profissional eficiente e
coerente. Nessa atuação, considera-se importante o conhecimento de pressupostos
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teóricos relacionados ao processo de aprendizagem escolar, articulados aos de
desenvolvimento infantil, para essa atuação.
Em relação ao conceito de promoção de saúde, o Fonoaudiólogo também é
importante para compreender aspectos de saúde da comunidade na qual se está lidando.
Além disso, a compreensão da Educação e de suas políticas públicas é importante para o
entendimento da dinâmica escolar.
Diante disso, o fonoaudiólogo que pretende atuar em ambiente escolar, de
maneira satisfatória, precisa considerar o papel desempenhado pelos contextos
socioculturais, nos quais os indivíduos estão inseridos e operam, adotando pressupostos
não só psicológicos, mas também as contribuições de outras teorias, a exemplo das
sociopolíticas.
Enfim, a Fonoaudiologia Escolar visa à criação de condições favoráveis e eficazes
para que as capacidades de cada um possam ser desenvolvidas ao máximo.
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A atuação fonoaudiológica no contexto escolar
ANEXO: Resolução nº 309, de 01 de abril de 2005 do Conselho Federal de
Fonoaudiologia.
CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA RESOLUÇÃO CFFa nº 309, de 01
de abril de 2005: Dispõe sobre a atuação do Fonoaudiólogo na educação infantil, ensino
fundamental, médio, especial e superior, e dá outras providências.
O Conselho Federal de Fonoaudiologia, no uso das atribuições legais e
regimentais;
Considerando a necessidade de normatizar a atuação do fonoaudiólogo na
educação infantil, ensino fundamental, médio, especial e na educação superior;
Considerando a necessidade de suscitar, em todos os setores da educação, a
conscientização e a valorização do trabalho fonoaudiológico; Considerando a necessidade
de promover a saúde, prevenir e orientar a comunidade escolar quanto às alterações de
audição, linguagem, motricidade oral e voz;
R E S O L V E: Art. 1º - Cabe ao fonoaudiólogo, desenvolver ações, em parceria
com os educadores, que contribuam para a promoção, aprimoramento, e prevenção de
alterações dos aspectos relacionados à audição, linguagem (oral e escrita), motricidade
oral e voz e que favoreçam e otimizem o processo de ensino e aprendizagem, o que poderá
ser feito por meio de:
a) Capacitação e assessoria, podendo ser realizadas por meio de esclarecimentos,
palestras, orientação, estudo de casos entre outros;
b) Planejamento, desenvolvimento e execução de programas fonoaudiológicos; c)
Orientações quanto ao uso da linguagem, motricidade oral, audição e voz;
d) Observações e triagens fonoaudiológicas, com posterior devolutiva e orientação aos
pais, professores e equipe técnica, sendo esta realizada como instrumento complementar
e de auxílio para o levantamento e caracterização do perfil da comunidade escolar e
acompanhamento da efetividade das ações realizadas e não como forma de captação de
clientes.
e) Ações no ambiente que favoreçam as condições adequadas para o processo de ensino
e aprendizagem;
f) Contribuições na realização do planejamento e das práticas pedagógicas da instituição.
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Art. 2º - É vedado ao fonoaudiólogo realizar atendimento clínico/terapêutico
dentro de Instituições de educação infantil, ensino fundamental e médio, mesmo sendo
inclusivas.
156 § 1º. – A relação do fonoaudiólogo com a escola poderá ser estabelecida por meio de
acompanhamento de caso (s) clínico (s) de sua responsabilidade instituindo uma atuação
exclusivamente educacional.
§ 2º - Nas escolas de educação especial o fonoaudiólogo poderá desenvolver todas as
funções acima relatadas, e no caso da necessidade de atendimento clínico, na própria
escola, esse deverá obedecer a horário e local adequados, sem que haja interferência nas
atividades escolares, considerando os preceitos do Código de Ética da Fonoaudiologia.
§ 3º – Todo e qualquer procedimento fonoaudiológico envolvendo pesquisa deverá
respeitar os preceitos da Resolução CNS 196/1996, que aprova as diretrizes e normas
regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Art. 3º - Em caso de
encaminhamento, o fonoaudiólogo deverá fornecer três ou mais indicações profissionais.
Art. 4º - Esta Resolução entrará em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da
União, revogadas todas as disposições em contrário, em especial a Resolução CFFa nº
232, de 01 de agosto de 1999.
Brasília-DF, 01 de abril de 2005 Maria Thereza Mendonça C. de. Rezende Patrícia Balata
Presidente Diretora Secretária
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A atuação fonoaudiológica no contexto escolar
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