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Ebook Ogba Mimo

1) O documento apresenta informações sobre o livro "Ogbà Mimó - Livro das Folhas Sagradas", incluindo sua autora, equipe e agradecimentos. 2) É fornecida uma lista de agradecimentos à equipe e pessoas que contribuíram para a publicação do livro. 3) O livro aborda plantas medicinais e sagradas encontradas em cinco jardins de uma universidade pública no Brasil.

Enviado por

Carla Fernanda
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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DEBORAH TEREZINHA CONCEIÇÃO

ogba mímo
LIVRO DAS FOLHAS SAGRADAS
diagramação
Gabrielly Pereira

revisão
Larissa Onasis Monteiro Magalhães

fotografia
José Adriano de Souza Junior

ilustração da capa
Thaís Ramos da Cunha

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Conceição, Deborah Terezinha.


Ogbà Mimó - Livro das Folhas Sagradas / Deborah Terezinha
Conceição - Campinas, SP : D7 Editora, 2019.

1 - Educação

ISBN 978-85-94294-53-1
CDD 370

1ª edição

Todos os direitos dessa edição reservados à Deborah Terezinha Conceição

[Link]
Fone: 3273-1426
R. Thomas Alves Brown, 151 - Vila São Jorge
Campinas - SP - 13041-316
LAROYÊ EXÚ

Porque eu sou água e a água sempre encontra um meio.


Para minha amada e admirável mãe, Sueli Vinhal.
Para meus irmãos Daniel Vinhal e Dalton Vinhal.
Para meu pai Dalton Martins Alves.
Para Fefe, Téo e Má.
Para meu companheiro Matheus de Souza.
Para minhas raízes Terezinha, Levi, Conceição e Antônio,
na Eternidade.
Agradecimentos

Começo agradecendo ao panteão que me guia e a todos os


ancestrais que povoam minha vida.
Aos que contribuíram para o meu conhecimento tradicional
e científico, para a minha felicidade pessoal, para os momentos
difíceis de reflexão e para decisões que ocasionaram em histórias
de vida de muito trabalho, dificuldades superadas e indescritíveis
prazeres.
Retomo minha história recente e devo agradecer a todas as
pessoas (e foram tantas) que colaboraram para que esta obra fosse
publicada.
Agradeço, portanto, a equipe que se formou, se metamorfo-
seou e que acreditou na possibilidade de trabalhar a partir de vários
olhares, conhecimentos e opiniões sob uma mesma perspectiva.
À Larissa Onasis por seu olhar crítico e revisor, ao Matheus de
Souza de Oliveira e ao Moizés Barros Cordeiro pela paciência
nas inúmeras saídas de campo, pelo reconhecimento cuidadoso de
cada espécie e pelas horas valorosamente dispensadas à pesquisa.
À Thaís Ramos da Cunha por sua capa, obra negra e empoderada
que o destino nos presenteou. À Gabrielly Pereira da Silva, amiga
de última hora, luz e dedicação no momento em que nos acháva-
mos perdidos.
Aos sacerdotes Iya Cristina Ifatoki e Baba Jair Ifagbenro
pela participação afetiva, estímulo, diálogo permanente e, acima
de tudo, por me ensinarem a ser e crescer no axé, modupé.
Ao Professor Luiz Fernandes de Oliveira pelas leituras, apre-
ciações e incansáveis injeções de ânimo traduzidas em axé, modupé.
Ao Fábio Hatab Santoro Rodrigues e ao Rafael Medeiros
Lima pelo empréstimo de livros e materiais de pesquisa.
Ao PET Educação Diferenciada e Etnodesenvolvimento, pois
proporcionou meios para que este livro fosse possível em tempos
de recursos escassos.
Ao tutor Alexandre Monteiro pelo incentivo durante as etapas
do desenvolvimento da obra e por respeitar a autonomia no projeto.
Às madrinhas desta “livra” Anita Canavarro e Roberta Lobo,
por serem parceiras de vida e axé, por não me deixar esquecer da
força e do amor que nos move, modupé.
As fotografias registradas pelos olhares de José Adriano e
Katarina.
A Universidade, meu reconhecimento, por proporcionar
em seus jardins, bibliotecas e alojamentos meios para que o livro
fosse possível.
Ao Jardim do M4 e seus idealizadores Moizés Barros Cordei-
ro, Ueliton Gomes da Paixão Lopes, Leonardo Américo Carvalho,
Ana Lúcia Ormond e Paulo Renato Junior, meu agradecimento
muito especial.
Aos que moram comigo agradeço a paciência, o respeito e
o estímulo.
Aos amigos que incentivaram, ouviram e participaram.

Seropédica, primavera de 2019.


Sumário

Prefácio.................................................................................................11
Apresentação........................................................................................19
Parte I - Um pouco de história ancestral..............................................23
Parte II - Terreiros: espaços de (re)existência praticada......................29
Parte III - Espaços verdes – Território de Ossaim...............................35
Parte IV - Reconhecimento das espécies vegetais...............................41
Relação das espécies vegetais..............................................................53
Glossário..............................................................................................77
Referências Bibliográficas...................................................................80
Anexo – Tabela de localização das espécies........................................89
Sobre os participantes..........................................................................93
PREFÁCIO I
Aprendizado, Arte e Magia

As práticas rituais da racionalidade ocidental destinam-se à


expansão do valor abstrato, dinheiro e mais dinheiro. A natureza
torna-se apenas um mecanismo manipulado quantificado, calculável
e útil até as esferas caóticas da destruição total. Aqui no desencanta-
mento do mundo, a razão mata o mito, domina a natureza e ergue-se
junto a técnica. A razão foi sistematicamente violenta e mítica no
desencantamento da natureza, dos elementos, das pedras, das plan-
tas, dos animais, das águas, matas e florestas. “O Esclarecimento
é totalitário. Seu ideal é o sistema do qual se pode deduzir toda e
cada coisa. (...) O mito da razão converte-se em esclarecimento e a
natureza em mera objetividade”.(ADORNO, 2006, p. 19-20).
O Livro das Folhas Sagradas Ogbà Mímo nos situa em outros
tempos e espaços onde encantamento e conhecimento se entrelaçam
compondo história, botânica, cura, poesia, música e axé. Um livro
leve, imagético, denso e sincero. A seriedade da autora na exposição
dos temas, bem como a sistematização e troca de conhecimentos
de todos os graduandos profissionais e sensíveis nos brindam com
um material pedagógico que atravessará escolas, hortas, quintais de
muitas periferias urbanas e rurais. Aliar o sistema botânico africano
com a história da diáspora dos africanos no Brasil e identificar 73
espécies em 05 jardins de uma Universidade Pública é realmente
algo que deve ser reconhecido como original, devendo receber ampla
divulgação nos meios acadêmicos e comunitários.
A cultura afro-brasileira sofre sistematicamente a violência
da racionalidade tecnológica. E, ainda assim, nos ensina sua força
social na dimensão prática e concreta da vida, da circularidade das
pessoas, espécies, situações. Muito especialmente, nos ensina a re-

11
lação qualitativa e sagrada com a natureza. Alimento, cura e ritual
não se separam. Nos ensina a roda da cura, da dança, da música, da
fala, da cozinha, da luta e do rito.
O processo histórico de formação do Candomblé no Brasil é um
estudo importantíssimo para a compreensão da cultura negra. Como
se formaram estes territórios de resistência cultural com diferentes
etnias e diferentes tradições religiosas africanas? Do Calundu ao
Candomblé são travessias de muitos mares. É marcante a contri-
buição dos cultos dos voduns dos africanos jejes, com experiências
de terreiros ainda na época da escravidão, fundamentais para a
consolidação da forma social do Candomblé como espaço sagrado
fixo, com presença de altar para os cultos, com rituais, oferendas,
festas e devoção às divindades a partir dos processos de iniciação.
Segundo PARÉS (2007, p.109), termo de origem angola,
região da África Central, o genérico Calundu na época da colônia
surgia como prática de adivinhar, de curar, de pular de várias danças,
e se diferenciava justamente por ter caráter mais individualizado, a
“calunduzeira”, o “curandeiro”, o escravo “feiticeiro” e suas ervas,
agindo como assistência aos doentes e rituais funerários, mas também
como ameaça de envenenamento aos senhores.
Mesmo com a presença de tambores e danças, a atividade
do/a calunduzeiro/a era de cura e de adivinhação. As festas, folias,
batuques de divertimento das irmandades de pretos toleradas pelas
classes dominantes, assim como as práticas proibidas, os batuques
de “feitiçaria” e os calundus são camadas de um processo histórico
que culmina no século XIX com um modo específico de organiza-
ção da sociabilidade e da cultura negra, que é herdeiro da África,
mas que também cria aqui outros significados de existência social.
Esta organização é o Candomblé como comunidade de terreiro que
conhecemos hoje, considerando a particularidade de cada Ilê, casa
de axé, seguindo tradições e reinvenções muito próprias.

12
Candomblé seus filhos estiveram ontem, estão hoje e estarão
sempre na roda da cura, no samba, na capoeira, na mata encantada
aprendendo com suas folhas sagradas a ancestralidade do viver. O
Livro das Folhas Sagradas é a esperança se contrapondo ao medo e
a decadência destes tempos. É afeto e ato cognitivo. É o antecipar
“(...) ultrapassando o curso natural dos acontecimentos, (...) mes-
mo tendo consciência de que todo devir está à deriva e oculto de si
mesmo, do encontrar-se e do estar-aí, no qual está simultaneamente
todo o nó do mistério do mundo”. (BLOCH, p.22).
Este Livro é a prova, o experimento concreto do sonhar acor-
dado e seu conteúdo de liberdade na ação direta do cultivo, culto,
cultura e devoção.
Grata pelo aprendizado, arte e magia deste Livro.

Roberta Lobo, 09 de Outubro 2019

Referências Bibliográficas:
ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento. RJ: ZAHAR, 2006.
BARROS, Flávio. A Floresta Sagrada de Ossaim:
O segredo das Folhas. RJ: Pallas, 2011.
BLOCH, E. O Princípio Esperança. Volume I. RJ: EDUERJ; Contraponto, 2005.
PARÉS, Luís Nicolau. A formação do Candomblé: história e ritual da nação jeje na
Bahia. SP: Editora da Unicamp, 2007

13
PREFÁCIO II

O filósofo porto-riquenho Nelson Maldonado-Torres certa


vez afirmou que “no mundo, há muito para aprender com aqueles
outros que a modernidade tornou invisíveis”. Esta afirmação diz
respeito aos conhecimentos, visões de mundo e formas de viver
diferente do mundo moderno ocidental eurocêntrico, que foram
invisibilizados pelos colonizadores europeus, a partir do século
XVI, num processo que é chamado de colonialidade.
Colonialidade significa o processo histórico em que a Eu-
ropa classificou e reclassificou a população do planeta, em uma
estrutura funcional para articular e administrar essas classificações.
Ela definiu espaços para esses objetivos e construiu um tipo de co-
nhecimento para consolidar um significado único de poder. Antes
do século XVI, a Europa era uma província do mundo, porém,
a partir do estabelecimento de um padrão colonial de poder, fez
emergir uma universalidade nas formas de trabalho, de conhe-
cimento, de autoridade, de relações pessoais etc, que sobrevive
até hoje na educação, na produção de conhecimento, na cultura e
em tantos outros aspectos da nossa experiência moderna. Apesar
do fim do colonialismo formal, a colonialidade se mantém viva
e estabelece um padrão de poder mundial no qual se articulam o
mercado capitalista mundial e a ideia de raça. E mais, esse padrão
de poder mundial, não admite qualquer outra visão de mundo ou
conhecimento fora dos padrões moderno/colonial/europeu, ou
seja, tudo fora deste padrão é considerado como conhecimento
não válido, sem substância científica. A isto, denominamos de
racismo epistêmico.

15
Este livro de Deborah Terezinha Conceição, Ogbà Mímo –
Livro das folhas sagradas, se encontra na contramão da coloniali-
dade. A autora apresenta uma parte de um conhecimento ancestral
de povos africanos escravizados que foram trazidos ao Brasil pela
modernidade colonial europeia. Esses conhecimentos, por longos
anos foram invisibilizados e classificados como superstições sem
valor científico. Entretanto, a autora os coloca num outro patamar,
ou seja, afirma e demonstra que uma herança africana resistiu e
persistiu em nossas terras, como conhecimento medicinal e tecno-
lógico que, hoje, se afirma como uma perspectiva outra de visão de
mundo e de formas de vida, muito além da lógica desumanizadora
do mercado capitalista mundial.
Este livro não pretende apresentar receitas medicinais nem
mesmo esgotar os estudos sobre os conhecimentos milenares dos
povos Yorubás, a autora tem uma simples perspectiva: demarcar
que não podemos mais ignorar que os povos subalternizados em
seus conhecimentos, suas lógicas de vida outras e suas culturas,
também constroem um outro mundo possível, fora da lógica da
racialização, da desumanização e de um padrão de poder merca-
dológico medicinal, considerado como único possível.
As folhas sagradas também são nosso ser enquanto humanos.
Sem folha não há vida, sem folha não há Orixá.
Ler e divulgar este livro, faz parte daquela tarefa política
que tanto necessitamos num mundo em colapso, ou seja, sempre
existiram formas de pensar nossas vidas em que a força potente
da humanidade, ou seu equilíbrio, está na consideração de que
o sagrado nos constitui a partir das folhas, das águas, da terra e
do ar que pulsa em nossos corações e espírito. Enfim, um jardim
sagrado – Ogbà Mímo.

16
Luiz Fernandes de Oliveira – Professor da Licenciatura em
Educação do Campo e do Programa de Pós-Graduação em Educação,
Contextos Contemporâneos e Demandas Populares da UFRRJ. Coorde-
nador do Grupo de pesquisa em Políticas públicas, Movimentos sociais
e Culturas – GPMC. Ogã do Ilê Axé Iyá Nassô Oká - Ilê Oxum.

17
Apresentação

A produção desse material é o resultado de pesquisas reali-


zadas ao longo do corrente ano pelo Eixo Temático “Povos Tradi-
cionais: Território e Religiosidade” do Grupo PET- Etnodesenvol-
vimento e Educação Diferenciada da Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro.
Os capítulos a seguir, estão longe de ser um material inédito ou
de esgotar os assuntos relacionados, contudo se propõem a pautar,
refletir e analisar universos ambíguos, mas que nesta obra foram
unidos numa mesma esfera em que os conhecimentos produzidos
pela religião, pela lógica popular e pela ciência se inter-relacionam.
Outra potência desta obra é o vínculo didático-pedagógico
que possui, pois fornece aos educadores subsídios para uma am-
plificação dos espaços educativos em uma educação não formal.
Tendo em vista que as temáticas abordadas de maneira dialógica
e propositiva se tornam grande potência para a inclusão social, a
discussão crítica, a estima pelo território, a valorização da cultura de
povos e comunidades tradicionais, a integração de conhecimentos
e a proximidade do humano com a natureza.
Para além do vínculo didático-pedagógico o livro também
visa ressaltar a importância dos territórios verdes e como eles
podem nos proporcionar saúde e cura através do conhecimento
ancestral e popular.
Por fim, os escritos aqui dispostos propõem uma visão que
vai de encontro com a perspectiva decolonial e contra-hegemônica
na qual formas de pensar novas vidas são baseadas no sagrado que
a partir da relação homem-natureza nos guiam na busca de um
mundo sem opressões e mais democrático.

19
PARTE I
Um pouco de história ancestral
É nos recursos da natureza que, desde os primórdios, o ser
humano vem buscando saídas para melhorar sua qualidade de
vida. Nesta busca pelo aumento das chances de sobrevivência e
de uma expectativa maior de vida, o uso das espécies vegetais foi
fundamental. É possível perceber sua aplicação na alimentação, na
disponibilidade da matéria prima para a confecção de vestimentas,
na construção de moradias e abrigos provisórios, na identificação
das estações do ano e previsões climáticas, no auxílio de combus-
tível para o fogo e no uso ritual.
Todo esse conhecimento absorvido pelo homem, foi repas-
sado de forma ancestral, durante um longo período, por meio da
oralidade.
O Brasil, por ser um país múltiplo, possui em sua identidade
traços de descendência ameríndia, europeia, africana e asiática.
Em virtude dessa diversidade, foi possível um contínuo cultural
que se estabeleceu em todas as localidades do país. A formação da
cultura nacional se deu justamente a partir da contribuição advinda
de tradições e heranças ancestrais representadas por estes povos.
E, se associarmos o legado gerado pelo conhecimento e uso das
plantas no território brasileiro, o processo não será diferente, já que
o mesmo, é um traço essencial dessa identidade e ancestralidade.
O projeto colonial europeu, que se estabeleceu no país entre
os séculos XVI e XIX, teve como base o trabalho escravo de ne-
gros e indígenas e a produção de açúcar. Nesse período ocorria a
comercialização tanto do escravo advindo do continente africano
quanto do açúcar, gerando o capital que se reproduzia na Europa.
Através do tráfico atlântico, milhões de homens e mulhe-
res dos mais diversos territórios onde eram reconhecidos como
príncipes, rainhas, sacerdotes, guerreiros, artistas, engenheiros,
comerciantes e tantas outras formas de ser, ao pisarem no Brasil,

23
foram transformados de imediato em lavradores, mineradores e
pastores escravizados.
Neste sentido, os Africanos escravizados ao chegarem no
novo mundo, para se manterem vivos, escapando assim da morte
física e simbólica, tiveram que rapidamente buscar formas de se
(re)criar ou de se (re)adaptar. Diante disso, tiveram de se habituar
a novas linguagens, moradia, alimentação, costumes, práticas e
religiões totalmente diferente da sua realidade anterior.
Contudo, como nos diz LUZ (2017, p.29) o que caracteriza
o processo histórico negro-africano é o fato de notarmos uma
linha de continuidade ininterrupta de determinados princípios e
valores transcendentes que são capazes de engendrar e estruturar
identidades e relações sociais.
Dentre os valores enraizados nestes povos estão a relação
direta do homem com a natureza e seus vínculos de sociabilidade.
E foram estas características que permitiram aos Africanos, em
um primeiro momento, ao se depararem com uma extensa flores-
ta repleta de diferenciadas espécies vegetais, um intercâmbio de
informações com as populações indígenas (povos originários das
terras brasileiras) que também possuíam a natureza como divindade
em suas crenças.
A partir desse momento, foi repassado ao Africano, o co-
nhecimento necessário para efetivar a substituição de algumas
espécies que antes faziam parte do seu repertório em África, por
espécies equivalentes ou o uso das novas espécies que passariam
a contribuir a partir daquele momento na sobrevivência de uma
identidade e na manutenção de sua cosmovisão.
Em contrapartida, os africanos também tiveram uma grande
contribuição como, por exemplo, na transposição e inserção de
sementes nativas de um sistema de classificação botânico africano

24
como o obí (Cola acuminata Schott e Endl), o orobô (Garcinia
kola Heckel) e o akôkô (Newbouldia laevis (P. Beauv.) Seem.). É
importante ressaltar que estas espécies já introduzidas no Brasil não
tiveram os seus nomes em Yorubá1 alterados, sendo reconhecidas,
desta maneira, até hoje. Além das espécies já mencionadas vieram
do continente africano também espécies como o dendê, o quiabo,
a mamona entre tantas outras que se adaptaram tão bem ao solo e
clima brasileiro tornando-se espontâneas.
Ainda sobre a influência do negro, neste processo, Maria
Zélia de Almeida (2011, p.44) observa:

Com a vinda dos africanos para o Brasil, após três séculos de


tráfico escravo, muitas foram as espécies vegetais trazidas,
substituídas por outras de morfologia externa semelhante,
enquanto algumas foram levadas daqui para o continente
africano. No processo histórico brasileiro, os negros
realizaram um duplo trabalho; transplantaram um sistema
de classificação botânica da África e introjetaram as plantas
nativas do Brasil na sua cultura, através de seu efeito médico
simbólico. Sendo assim, ao incorporarem-se ao novo habitat
e às novas condições sociais, algumas plantas indispensáveis
aos rituais de saúde foram substituídas.

Sobre o movimento Brasil-África/África-Brasil, após a escra-


vidão, em 1888, africanos e seus descendentes, que retornaram ao
continente de origem, levaram consigo espécies nativas americanas,
sobretudo do Brasil para introduzi-las assim à cultura africana.

1 O Yorùbá é um dos idiomas falados na Nigéria e em alguns países da África


Ocidental. A língua é baseada no alfabeto europeu e teve sua forma escrita concebida a
partir do século XIX por alguns missionários yorubanos da igreja anglicana. Devido a
inserção da cultura africana no Brasil, diversos termos em Yorùbá são utilizados no dia
a dia das casas de candomblé.

25
Hoje em dia tais espécies são de uso comum em diversas partes do
continente entre elas estão: o fumo, a graviola e o milho.
O colonizador promoveu uma infinidade de trocas das di-
ferentes floras em contato. Trouxe plantas africanas, asiáticas e
europeias para o Brasil, e levou para a África inúmeras espécies
vegetais de origem americana. O escravo também desenvolveu
estratégias para continuar tendo acesso às plantas, indispensáveis
às suas práticas religiosas. Os libertos, ao retornarem à África,
introduziram neste continente não somente um novo estilo de vida,
considerado brasileiro, mas também inúmeras plantas que faziam
parte de sua nova identidade. Uma nova floresta de símbolos sur-
gia tanto na África quanto no Brasil, fruto do esforço contínuo de
apropriação do mundo natural, transformando natureza em cultura.
(BARROS 2011, p.37)
Através destes pequenos registros do tempo podemos com-
preender a grande importância dos vegetais no mundo da diáspora
negra no Brasil. Já que a ancestralidade e o meio ambiente estão
diretamente conectados conforme a cultura africana nos diz.
E é neste sentido que afirmamos um antigo ditado hoje co-
mumente pronunciado entre os povos tradicionais de terreiro “Kosi
ewe kosi orisa” – sem folhas não há orixá.

26
PARTE II
Terreiros: espaços de (re)existência praticada
No capítulo anterior percebemos que a vida na diáspora está
relacionada diretamente a ancestralidade e ao processo de reinvenção
e adaptação do negro no Brasil. Dentro desse processo, uma das
alternativas encontradas pelos africanos, se dá pela (re)construção
ou (re)formulação de novos espaços e laços comunitários.
Surge então, no início do século XIX, como forma de junção
de todas estas demandas, uma das mais importantes instituições den-
tre as que vão assegurar e possibilitar a continuidade da cosmologia
africana e do culto aos ancestrais no país, a comunidade-terreiro.
Sobre este processo Barros (2011, p.13) afirma:

A comunidade-terreiro, portanto, é o lugar da memória,


das origens e das tradições, onde além de preservar um
conhecimento naturalístico e uma língua ancestral, na qual
são entoados os cantos e as louvações, se celebra a vida de
uma maneira muito particular, isto é, daqueles que decidiram,
juntos, vivenciar uma visão de mundo comum, com regras
específicas de convivência, baseadas no parentesco mítico,
no princípio de senioridade e na iniciação religiosa.

Ao garantir uma identidade litúrgica, a comunidade-terreiro,


institui um espaço para a instauração da memória coletiva e para a
celebração de suas origens. Além de estabelecer também um gran-
de papel ao resistir às práticas impostas pelo estado escravocrata
e pela Igreja que, trabalhava naquele momento, na repressão às
práticas não católicas.
De fato, o terreiro, enquanto guardião do axé, revela-se como
uma contrapartida à hegemonia do processo simbólico universa-
lista, exibindo um segredo - o de deter forças de aglutinação e
solidariedade grupal. É uma solidariedade para além das dimensões
do individualismo burguês, com raízes na divindade (princípios

29
cósmicos) e na ancestralidade (princípios éticos). Por meio da aglu-
tinação grupal, acumulam-se de preferência homens, seres-forças,
ao invés de bens regulados pelo valor de troca. (Sodré, 2002 p.118)
Nas primeiras décadas da República, são os princípios res-
guardados pelos seres-forças e não pelo valor de troca que faz com
que as comunidades de culto da religião de matriz africana ganhem
força. Sendo importante não só para lidar com o fim do tráfico
escravista, mas também com a política de imigração de europeus
(tentativa notória para o branqueamento do país) e com a entrada
do Brasil em um novo processo político-econômico advindo do
capitalismo-imperialista.
Neste contexto, destacam-se os sacerdotes que vão desen-
volver um papel fundamental preparando e dando condições para
que o adepto possa colocar em prática a linguagem, os símbolos, as
tradições e o saber ritual renovando assim sua energia vital – o axé.
O dever do sacerdote é atender aos que o procuram, confor-
me as regras institucionais da tradição que socializam as formas
de transmissão, introjeção e restituição de axé. (LUZ, 2017 p.362)
Assim, a transmissão do axé que se desenvolve do mais velho
(Ebômi) para o mais novo (Abiã) oficializa-se dentro da religião
através do processo iniciático. Neste processo, o Abiã ressurge
como Iaô (iniciado) que ao adentrar em um novo ciclo de apren-
dizagem, dado no início da sua reclusão, não para nunca mais de
absorver conhecimento.
O aprendizado transmitido de forma empírica, através da
oralidade, é repassado ao adepto em forma de saberes sobre mi-
tos, ritos, danças e cânticos onde a observação e a assiduidade na
casa de santo são de extrema importância para associação do axé
e desenvolvimento comunitário.

30
Os iniciados devem ser atentos – “de olhos e ouvidos abertos”
–, porém nunca dando a impressão de interesse, mas fazendo o que
o grupo denomina “catar”, isto é, aprender de maneira indireta. Essa
forma de observação abre ao noviço a possibilidade de se legitimar
perante os mais velhos, adquirindo a confiança necessária para ir,
paulatinamente, penetrando nos mistérios da crença nos Orixás.
(Cossard-Binon 1981, p.139-141)
Após atingir certo grau de maturidade, o Iaô torna-se Ebômi
e é através da hierarquia que ele passa então a ocupar certos postos
e cargos como Iya Kekere (mãe pequena), Iya Agbase (senhora
que cozinha) e Iya Tebese (senhora que estabelece a harmonia no
sirê ou ritual).
Ocupando cargos e postos podemos citar também o corpo
masculino como o Axogum que é responsável pela execução do
sacrifício ritual de animal e oferendas, o Alabê que é responsável
pela orquestra ritual e o Babalosãiyn que é encarregado das ervas
e poções rituais e medicinais.
O último cargo citado, merece aqui atenção destacada por
estar diretamente ligado as folhas sagradas. Este possui, através do
seu òfò e conhecimento do uso vegetal, o poder de ativar as folhas
com as quais manipula e prepara poções para a cura espiritual e
física de quem necessita.
Entretanto, em decorrência do processo histórico, da urba-
nização e da modernização, este cargo desapareceu em algumas
casas de axé ou foram substituídos pelas mãos de mateiros ou
erveiros que, muitas das vezes, não possuem vínculos diretos com
a religiosidade, prestando apenas serviços terceirizados.
Sobre a questão do Babalosãiyn e do culto as folhas em
detrimento ao processo de urbanização e modernização, nos de-
teremos aqui, já que o livro trará destaque pontual destes enredos

31
no próximo capítulo.
Ainda sobre a importância dos terreiros, vale ressaltar a sua
contribuição histórica no ponto de vista da cultura afro-brasileira.
O candomblé se tornou peça fundamental no processo de inserção
e negociação do espaço do negro na sociedade brasileira que, na-
quele momento, criminalizava através da lei da vadiagem disposta
no código criminal de 1890: o samba, as religiões afro-brasileiras
e a capoeira.
Isto porque o terreiro nas experiências religiosas afro-bra-
sileiras possui um importantíssimo papel de resgate do território
perdido mesmo que através de práticas associadas a um passado
nostálgico. E é nesse mesmo território, representado pelo círculo,
que vão reaparecer várias atividades da tradição africana não só
relacionadas às experiencias religiosas, mas também vinculadas às
formas lúdicas como na capoeira, no jongo, no tambor de crioula
e no samba.
A roda então, com base no terreiro, se transforma em um
motor que produz a amarração de um passado aparentemente
irrecuperável com um presente simbolicamente (re)inventado e
(re)estruturado.

32
PARTE III
Espaços verdes - Território de Ossaim
Patrono das plantas medicinais e litúrgicas, Ossaim possui
papel fundamental na religião afro-brasileira. O fato do seu co-
nhecimento despertar o encantamento das folhas, faz com que a
presença desse orixá seja essencial em qualquer cerimônia veiculada
as comunidades-terreiro.
A ferramenta utilizada por Ossaim, o opa-Ossaim, é con-
feccionada em ferro forjado. Este artefato possui a representação
simbólica de uma árvore contendo sete ramos saindo da terra, destes
sete ramos seis contém forma de varetas pontudas apontadas para
cima e um possui em sua extremidade o desenho de um pássaro. O
pássaro, neste caso, representa o mensageiro fiel que voa por toda
a parte e ao retornar para seu dono lhe relata o que é conveniente.
No Brasil, uma das formas atribuídas à Ossaim é dada pelo
posto dedicado ao Babalosãiyn que no Ayê (terra) representará o
orixá através do conhecimento ancestral. Neste sentido, é de res-
ponsabilidade de quem ocupa tal cargo, atividades como plantar,
cuidar e colher as espécies vegetais assim como compreender
práticas que implicam a melhor hora do dia para colher a folha,
saber identificar se a espécie vegetal é fria ou quente ou reconhecer
o benefício medicinal da planta. No que diz respeito aos ritos, o
responsável pelo cargo precisa saber ainda quais cânticos devem
ser reproduzidos ao adentrar à mata ou então saber, através do ofò,
encantar as folhas para o uso ritual.
Mas, apesar de ser um cargo de extrema importância dentro
da hierarquia das religiões de matriz africana, o posto atualmente
vem cada vez mais sendo esquecido pelos adeptos da religião.
Isso pode ocorrer por causa da urbanização e modernidade que
acometem os terreiros, pela imposição da relevância do cargo, pela
dificuldade de encontrar adeptos que estejam dispostos a se dedicar
ao cargo ou também por relações capitalistas que veem no serviço
terceirizado uma forma de “acelerar o processo” . Por consequência,

35
acaba-se utilizando do trabalho de mateiros e erveiros encontrados
em feiras ou mercadões populares.
Por ser um orixá l’odê, ou seja, um “orixá de rua” ou que vive
ao ar livre assim como Exú, Oxóssi e Ogum, Ossaim estabeleceu
sua morada nas matas e é nos vegetais encontrados nas matas que
os frequentadores das comunidades-terreiro buscam a cura para
seus males sejam eles de origem física ou espiritual.
Sobre a relação intrínseca entre medicina, religião e natureza
podemos observar o itã (lenda) relatado por Verger (1997, p.72)
Orunmilá (Elerin Ipin), o testemunho do destino dos seres
humanos, está precisando de um criado.
Ele vai ao mercado e, entre os escravos que estão à venda,
ele escolhe Ossain.
Manda-o desmatar o campo para preparar as novas plan-
tações.
Entretanto, para desespero de Orunmilá, Ossain volta à
noite, sem ter cumprido sua ordem.
Orunmilá lhe pergunta por que ele nada fez.
Ossain lhe responde:
“Todas estas plantas, estas folhas e estas ervas têm virtudes.
Elas não podem ser destruídas.
Esta folha, por exemplo, acalma as dores de dentes; esta
outra, protege contra os efeitos de trabalhos maléficos; esta
outra, ainda, cura a febre.
Impossível, em verdade, arrancar plantas tão necessárias à
saúde e a felicidade!”
Orunmilá impressionado, decide que Ossain deverá, a partir
de então, permanecer ao seu lado durante as sessões de adi-
vinhação, para guiá-lo na escolha dos remédios que deverá
prescrever a seus consultantes.

36
Ao contrário do que dizem muitos mitos espalhados por
uma sociedade preconceituosa e racista, o itã reproduzido acima
(re)afirma como o vínculo homem-natureza pode se estabelecer
de forma harmoniosa a partir de práticas voltadas, por exemplo,
com o cuidado com as matas que, segundo Ossaim guarda a cura
e a felicidade.
Neste sentido, vale ressaltar então a importância das comuni-
dades-terreiro como mantenedoras de práticas ancestrais que visam
o equilíbrio gerado a partir da convivência harmoniosa entre todos
os seres sejam homens, plantas, bichos ou recursos minerais para
o fortalecimento do axé.

37
PARTE IV
Reconhecimento das espécies vegetais
Neste capítulo, as folhas aparecem em seu contexto práti-
co-dinâmico, ou seja, nas múltiplas formas de trocas beneficiárias
ao ser humano.
As espécies relacionadas a seguir foram identificadas nos jar-
dins da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro entre o período
de abril a agosto do ano vigente. Tais jardins foram escolhidos por
fatores determinantes como I) localização; II) acessibilidade; III)
importância paisagística; IV) presença de espécies alimentícias; V)
concentração de vegetais associados ao uso ritual; VI) quantidade
e variedade de espécies já estabelecidas; VII) vínculo direto com
a comunidade.
Após o processo de triagem foram selecionados cinco jar-
dins, sendo eles: Jardim Botânico (JB), Jardim do Prédio Principal
(P1), Jardim do Instituto de Agronomia (IA), Jardim do Instituto
de Biologia (IB), Jardim do Alojamento Masculino (M4).
Sobre as setenta e três espécies aqui dispostas e suas formas
de uso vale ressaltar que, as informações aqui validadas, partiram
de estudos satisfatórios baseados em uma extensa e conceituada
bibliografia, já existente, referente ao uso alimentício, medicinal
ou ritual das folhas. No que diz respeito a última prática citada, o
uso ritual, teve também como suporte a pesquisa participante no
terreiro Egbé Ilè Ifá situado no município de Uberlândia – MG
com os sacerdotes detentores do conhecimento ancestral Cristina
Ifatoki (Iyalorixá) e Jair Ifagbenro (Babalorixá).
É importante mencionar que, para todos os fins, o emprego
correto das espécies vegetais requer o uso das plantas de forma
responsável e consciente no seu preparo, administração e consumo
final. Além disso, todos os segmentos desse processo devem estar
sempre resguardados da tradição popular ou científica que irão
validar seu uso medicinal, alimentício ou litúrgico.

41
42
Nome científico: Theobroma cacao L.
Família botânica: Malvaceae
Nome popular: cacau, cacau-da-mata, cacaueiro,
cacau-verdadeiro, cacao, cocoa tree, cacao real
Nome litúrgico e elemento: -, Terra
Uso medicinal: estimulante e diurético, inflamações,
rachaduras nos lábios e seios vasodilatadora,
estimulante do SNC e do coração
Uso alimentício: a polpa in natura pode ser
consumida ou usada para produzir geléias, sucos
ou batidas. As sementes são usadas na produção
industrial de chocolate
Origem: América Tropical (América Central e Alta
Bacia Amazônica)

Nome científico: Hibiscus rosa-sinensis L.


Família botânica: Malvaceae
Nome popular: hibisco, mimo-de-vênus, hibisco-da-
china, graxa-de-estudante, papoula
Nome litúrgico e elemento: Èsá pupa, Terra
Uso medicinal: -
Uso alimentício: refogados das folhas, saladas e
corante das flores
Origem: Ásia Tropical
43
Nome científico: Cajanus cajan (L.) Millsp.
Família botânica: Fabaceae
Nome popular: guandu, andu, guando, feijão-andu,
feijão-guandu, guandeiro, ervilhado-congo
Nome litúrgico e elemento: Èwá Igbó, Ar
Uso medicinal: diurético, contra tosse, inflamação na
garganta, dor de dente e úlcera; a raíz é benéfica para
o fígado
Uso alimentício: grãos maduros e imaturos sempre
cozidos e brotos. Ensopados, purê e saladas
Origem: Índia

Nome científico: Sansevieria trifasciata Hort ex Pain


Família botânica: Asparagaceae
Nome popular: sanseviéria, espada-de-são-jorge, rabo-
de-lagarto, língua-de-sogra
Nome litúrgico e elemento: Ewé idà òrìsà, Terra
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: África

44
Nome Científico: Dioscorea bulbifera L.
Família botânica: Dioscoreaceae
Nome Popular: cará-do-ar, cará-moela, batata -do-ar, air
potato, potato yam
Nome Litúrgico e elemento: Akan, Terra
Uso Medicinal: -
Uso Alimentício: tubérculos subterrâneos e aéreos.
Cozidos, fritos, purê, ensopados, farinha para pães e bolos
Origem: Oeste da África e Ásia Tropical

Nome científico: Passiflora edulis Sims


Família botânica: Passifloraceae
Nome popular: maracujá -azedo
Nome litúrgico e elemento: Kankìnse, Ar
Uso medicinal: hipertensão, varizes, feridas e
hemorroidas, calmante e hipnótico calmante e indutor
de sono
Uso alimentício: frutos consumidos in natura ou
usados em sucos, também é amplamente cultivado
para a produção de sucos industrializados
Origem: América do sul e em quase todo território
brasileiro
45
Nome científico: Bryophyllum pinnatum (Lam.) Oke
Família botânica: Crassulaceae
Nome popular: folha-da-furtuna, corama, courama,
coirama, folha-de-pirarucu, pirarucu
Nome litúrgico e elemento: Àbámodá, Erú Odúndún,
Água
Uso medicinal: ação bacte ricida, úlceras, gastrites e
para cataplasmas externos, proteção do fígado
Uso alimentício: sucos verdes e saladas
Origem: Madagascar

Nome científico: Schinus terebinthifolia Raddi


Família botânica: Anacardiaceae
Nome popular: pimenta-rosa, aroeira-pimenteira,
aroeira-mansa, aroeira-vermelha, aguaraíba
Nome litúrgico e elemento: Àjóbi, Àjóbi oilé, Àjóbi
pupá – Fogo
Uso medicinal: homeostático, reumatismo, cervicite,
cervicovaginite, doenças no sistema urinário e
aparelho respiratório, homeptise e hemorragia uterina
Uso alimentício: condimento
Origem: ocorrência na Mata Atlântica em várias
formações vegetais, do RN ao RS, em MG e MS

46
Nome científico: Ocimum gratissimum L.
Família botânica: Lamiaceae
Nome popular: alfavaca-cravo, alfavacão, alfavaca,
East Indian basil, tree basil, clove basil
Nome litúrgico e elemento: Efínfín, Terra
Uso medicinal: gripes, resfriados, afonias, emoliente,
febrífugo, expectorante, béquico, sudorífero diurético
Uso alimentício: condimento, tempero, salada e frita
(empanada)
Origem: Ásia e naturalizada em muitos países do
mundo

Nome científico: Plectranthus amboinicus (Lour.)


Spreng.
Família botânica: Lamiaceae
Nome popular: hortelã-pimenta, malvarisco, malvariço,
hortelã -graúda, hortelã-dabahia
Nome litúrgico e elemento: -, Fogo
Uso medicinal: vermífugo, expectorante, calmante,
peitoral, para infecções, gripe, dor de estômago,
carminativo, cólica menstrual, dor e tosse , dor de
garganta, bronquite
Uso alimentício: condimento, tempero
Origem: África Tropical
47
Nome científico: Tamarindus indica L.
Família botânica: Fabaceae
Nome popular: tamarindo, tamarino, tamarinho,
tamarindeiro, jibaí, jabão, tâmara-daíndia
Nome litúrgico e elemento: Àjàgbaó, Fogo
Uso medicinal: uso da polpa dos frutos como laxante
e chá das folhas no tratamento de sarampo, gripe,
febre, dores, pedras nos rins, atividade antioxidante,
antimicrobiana
Uso alimentício: polpa dos frutos maduros: consumo
in natura, balas, sucos, chutneys, geleias e molhos.
Frutos imaturos: sopas.
Origem: Ásia Tropical e Índia

Nome científico: Alpinia zerumbet (Pers.) B. L. Burt.


Et Sm.
Família botânica: Zingiberaceae
Nome popular: colônia, príncipe, pacová
Nome litúrgico e elemento: Tótó, Água
Uso medicinal: hipotensor, diurético, tônico, estomá
quico, carminativo, excitante, vermífugo, amenorreia e
doenças de pele, reumatismo , tratamento de hipertensão
e ansiedade, diurético
Uso alimentício: folhas e flores utilizadas para chá
Origem: Ásia Oriental
48
Nome científico: Bixa orellana L.
Família botânica: Bixaceae
Nome popular: urucum, coloral, açafrão-do-brasil,
tinta
Nome litúrgico e elemento: Osùn elédè, Fogo
Uso medicinal: sementes utilizadas como medicação
estomáquica, antidiarreica, antifebril, crises de
asma, coqueluche, gripe, bronquite e tratamento de
queimaduras
Uso alimentício: corante de alimentos (colorau)
Origem: América Tropical incluindo a Amazônia

Nome científico: Petiveria alliacea L.


Família botânica: Phytolacaceae
Nome popular: guiné, erva-de-guiné, cagambá
Nome litúrgico e elemento: Ewé ojúsájú, Ewé
ojusàjú, Terra
Uso medicinal: antiespasmódica, diurética,
sudorífera, emenagoga, hidropsia, artrite, reumatismo,
malária, memória fraca e abortivo. Em doses elevadas
ou repetidas é considerada tóxica
Uso alimentício: -
Origem: espécie exótica, naturalizada no Acre e sul
do Brasil

49
Nome científico: Ruta graveolens L.
Família botânica: Rutaceae
Nome popular: arruda, arruda-dos-jardins, arruda-
fedorenta, ruda
Nome litúrgico e elemento: Atopá kun, Fogo
Uso medicinal: uso do chá na medicina popular no
tratamento de desordens menstruais, inflamações
na pele, dor de ouvido, dor dente, febre, câimbras,
doenças do fígado, verminose e como abortivo, doenças
cardíacas, piolhos e sarnas
Uso alimentício: -
Origem: Europa Meridional

Nome científico: Cymbopogon citratus (DC.) Stapf


Família botânica: Poaceae
Nome popular: capim-limão, erva-cidreira, capim-
cheiroso, capim-santo, capimcidreira, cidró
Nome litúrgico e elemento: Koríko oba, Terra
Uso medicinal: estimulante, febres intermitentes,
carminativo, expectorante, diarreia, , calmante e
espasmolítica, analgésico, alívio de cólicas uterinas e
intestinais
Uso alimentício: folhas e palmito utilizados para chás e
condimento para pratos doces e salgados, sucos e chás
Origem: possivelmente sul da Índia e Sri Lanka
50
Nome científico: Dysphania ambrosioides (L.)
Mosyakin & Clemants
Família botânica: Amaranthaceae
Nome popular: erva-de-santa-maria, mastruz, chá-do-
méxico, lombrigueira, epasote, epazote
Nome litúrgico e elemento: -, Terra
Uso medicinal: anti-helmíntica, reumatismo e doenças
respiratórias, estomáquica
Uso alimentício: condimento, sucos
Origem: América Tropical, incluindo todo território

Nome científico: Xanthosoma taioba E.G. Gonç.


Família botânica: Araceae
Nome popular: taioba, taioba-verde, taiá, inhame-de-
folha, macabo, mangará, tannia, yautía
Nome litúrgico e elemento: Ewé kókò, Água
Uso medicinal: pó do tubérculo usado em hemorroidas;
folhas usadas em doenças de pele
Uso alimentício: folhas, talos e rizoma amiláceo.
Cozidos, refogados ou fritos
Origem: Minas Gerais

51
Nome científico: Ocimum basilicum L.
Família botânica: Lamiaceae
Nome popular: alfavaca, alfavaca-cheirosa,
alfavacão, basilicão, erva-real, manjericão-doce
Nome litúrgico e elemento: Efénén kékéré, Efínrín,
Água
Uso medicinal: alívio de espasmos, baixa a
febre, problemas digestivos, problemas das vias
respiratórias, contra infecções bacterianas e parasitas
intestinais, antirreumático, béquico
Uso alimentício: uso condimentar e aromatizante
Origem: Ásia Tropical

Nome científico: Monstera deliciosa Liebm.


Família botânica: Araceae
Nome popular: banana-do-mato, costela-de-adão,
monstera, ceriman
Nome litúrgico e elemento: -, Terra
Uso medicinal: pó do tubérculo usado em hemorroidas;
folhas usadas em doenças de pele
Uso alimentício: frutos comestíveis in natura, deve-se
tomar cuidado pois frutos imaturos podem conter altos
teores de oxalato de cálcio
Origem: México
52
Relação das espécies vegetais

Nome científico: Dysphania ambrosioides (L.) Mosyakin & Clemants


Família botânica: Amaranthaceae
Nome popular: erva-de-santa-maria, mastruz, chá-do-méxico,
lombrigueira, epasote, epazote (1)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: anti-helmíntica (1) , reumatismo e doenças respiratórias
(2) estomáquica (8)
Uso alimentício: condimento, sucos (1)
Origem: América Tropical, incluindo todo território brasileiro (1), (1)
Kinupp & Lorenzi, 2014: 62/63 (2) Grandi, 2014: 551-553 (4) Barros,
2011: 113

Nome científico: Mangífera indica L. (3)


Família botânica: Anacardiaceae
Nome popular: mangueira (3)
Nome litúrgico e elemento: Òró òyìnbó - Terra (4)
Uso medicinal: peitoral, febrífugo, bronquite, laringite, catarro
crônico e coqueluche (2)
Uso alimentício: os frutos são consumidos in natura, pode-se fazer
sucos, vitaminas. (9)
Origem: Índia e Bruma (3)
(2) Grandi, 2014: 812-814 (3) Braz et al., 2012: 26/27 (4) Barros, 2011:
141 (9) Lorenzi et al. 2015: 47-64

Nome científico: Schinus terebinthifolia Raddi (1)


Família botânica: Anacardiaceae
Nome popular: pimenta-rosa, aroeira-pimenteira, aroeira-mansa,
aroeira-vermelha, aguaraíba (1)
Nome litúrgico e elemento: Àjóbi, Àjóbi oilé, Àjóbi pupá – Fogo (4)
Uso medicinal: homeostático, reumatismo, cervicite, cervicovaginite
(2) doenças no sistema urinário e aparelho respiratório, hemoptise e
hemorragia uterina (8)
Uso alimentício: condimento (1)
Origem: ocorrência na Mata Atlântica em várias formações vegetais, do
RN ao RS, em MG e MS (8) (1)

53
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 74/75 (2) Grandi, 2014: 134-136 (4) Bar-
ros, 2011: 162 (8)Lorenzi et al., 2008: 63/64

Nome científico: Anacardium occidentale L. (3)


Família botânica: Anacardiaceae
Nome popular: cajueiro (3) acajaíba, acaju, caju-da-praia, acajuíba (8)
Nome litúrgico e elemento: - , Terra (4)
Uso medicinal: irritação de garganta, aftas e úlcera na boca,
hipoglicemiantes, antimicrobiano, antitumoral, antimicótico, ictiotóxica,
moluscicida (2) antiasmática, antisséptico, antidiabética, antidiarreica
(8)
Uso alimentício: seus pseudofrutos são consumidos in natura, ou
usados em doces, sucos e sorvetes, farinha. A castanha pode ser torrada
para consumo (8) (9)
Origem: Norte, Nordeste, Centro-Oeste do Brasil (3)
(2) Grandi, 2014: 266-268 (3) Braz et al., 2012: 22/23 (4) Barros, 2011:
101 (8) Lorenzi et al., 2008: 56/57 (9) Lorenzi et al. 2015: 39/40

Nome científico: Allamanda cathartica L. (2)


Família botânica: Apocynaceae
Nome popular: erva-mate, quatro-patacas-amarelas, dedal-de-aurélia,
flor-amarela (2) alamanda-amarela (8)
Nome litúrgico e elemento: -, Fogo (4)
Uso medicinal: cistite, uretrite, afecções renais (2) látex usado para
eliminação de sarna e piolho, chá das folhas usadas como purgativa e
anti-helmíntica (8)
Uso alimentício: -
Origem: nativa no Brasil, não endêmica, todo o território (5)
(2) Grandi, 2014: 53-55 (4) Barros, 2011: 99 (5) Flora do Brasil 2020
(8) Lorenzi et al., 2008: 82

Nome científico: Catharanthus roseus (L.) G. Don (2)


Família botânica: Apocynaceae
Nome popular: beijinho, maria-sem-vergonha, vinca-de-gato, vinca-de-
madagascar, bom-dia (2) boa-tarde, boa-noite, lavadeira (8)
Nome litúrgico e elemento: - , Ar (4)
Uso medicinal: diabetes e hipoglicemia, antileucêmico e quimioterapia
(2) diurética, sudorífica, febrífuga (8)
Uso alimentício: -

54
Origem: Madagascar (2)
(2) Grandi, 2014: 224-226 (4) Barros, 2011: 110 (8) Lorenzi et al.,
2008: 85/86
Nome científico: Thevertia peruviana (Pers.) K. Schum. (3)
Família botânica: Apocynaceae
Nome popular: chapéu-de-napoleão (3) jorro-jorro, noz-de-cobra,
cerbera, bolsa-de-pastor, louro amarelo, noz-da-sorte, eleander-amarela
(7)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: enfarte e febrífuga (2)
Uso alimentício: -
Origem: México (3)
(2) Grandi, 2014: 404-406 (3) Braz et al., 2012: 42/43 (4) Barros, 2011:
173 (7) (Silva, 2013: 12/13

Nome científico: Xanthosoma taioba E.G. Gonç. (1)


Família botânica: Araceae
Nome popular: taioba, taioba-verde, taiá, inhame-de-folha, macabo,
mangará, tannia, yautía (1)
Nome litúrgico e elemento: Ewé kókò, Água (4)
Uso medicinal: pó do tubérculo usado em hemorroidas; folhas usadas
em doenças de pele e também com vulnerária e colagoga (2)
Uso alimentício: folhas, talos e rizoma amiláceo. Cozidos, refogados
ou fritos (1)
Origem: Minas Gerais (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 118/119 (2) Grandi, 2014: 1085-1087 (4)
Barros, 2011: 177

Nome científico: Dieffenbachia seguinte (Jacq.) Schott


Família botânica: Araceae
Nome popular: comigo-ninguém-pode
Nome litúrgico e elemento: Wobomú funfun, Fogo (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: nativa na América Central e América do Sul. No Brasil
ocorre na região amazônica (12) (5)
(4) Barros, 2011: 124 (5) Flora do Brasil 2020 (12) Lobato et al. 2017

55
Nome científico: Epipremnum aureum (Linden & André) G. S. Bunting
Família botânica: Araceae
Nome popular: jiboia
Nome litúrgico e elemento: Ewé dan, Ar (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: Ilhas Salomão (12)
(4) Barros, 2011: 128 (12) Lobato et al. 2017

Nome científico: Monstera deliciosa Liebm. (6)


Família botânica: Araceae
Nome popular: banana-do-mato, costela-de-adão, monstera, ceriman
(6)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: frutos comestíveis in natura, deve-se tomar cuidado
pois frutos imaturos podem conter altos teores de oxalato de cálcio (6)
(9)
Origem: México (6)
(4) Barros, 2011: 145 (6) Lorenzi & Souza, 1995: 157 (9)Lorenzi et
al. 2015: 116

Nome científico: Cocos nucifera L. (8)


Família botânica: Arecaceae
Nome popular: coco, coco-da-bahia, coqueiro, coqueiro-da-bahia,
coqueiro–da-praia (8)
Nome litúrgico e elemento: Àgbon, Ar (4)
Uso medicinal: leite/óleo de coco mostra atividade anti-helmíntica,
antimicrobiana e antiviral, o óleo pode ser utilizado na prisão de
ventre e medicamento energético (8)
Uso alimentício: água de coco, a amêndoa do coco (“carne do coco”)
é utilizada para fazer o leite de coco, o óleo de coco e consumida de
forma integral em receitas e doces, preparo de frituras com o óleo (8)
(9)
Origem: costa oriental da América do Sul incluindo costa norte e
nordeste do Brasil (8)
(4) Barros, 2011: 116 (8) Lorenzi et al., 2008: 99/100 (9)Lorenzi et al.
2015: 138/139

56
Nome científico: Elaeis guineensis Jacq.
Família botânica: Arecaceae
Nome popular: dendê
Nome litúrgico e elemento: Igi òpé, máríwò, Terra (4)
Uso medicinal: uso tópico do azeite como emoliente e antirreumático,
confirmada ação gastroprotetora e uso medicinal como vermífugo e
tenífugo e contra anemia (23)
Uso alimentício: os frutos são usados na produção do leite de coco
para condimentos. (10)
Origem: África Ocidental (11)
(4) Barros, 2011: 127 (10) Camargo, 1990 (11) Brazilio et al. 2012
(23) Almeida: 2011

Nome científico: Agave americana L. (2)


Família botânica: Asparagaceae
Nome popular: agave, pita, piteira (2)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: anti-inflamatório, reumatismo, artrite, tuberculose,
antibacteriana, sarnicida (2)
Uso alimentício: -
Origem: Equador (2)
(2) Grandi, 2014: 968-970 (4) Barros, 2011: 98

Nome científico: Dracaena fragans (L.) Ker Gawl. (6)


Família botânica: Asparagaceae
Nome popular: coqueiro-de-vênus, pau-d’água (6)
Nome litúrgico e elemento: Pèrègún, Ewé Pèrègún, Terra (4)
Uso medicinal: no candomblé é usada na preparação de banhos e
compressas, as folhas quando maceradas podem ser usadas para o
tratamento de reumatismo (13)
Uso alimentício: -
Origem: África tropical, Sudão a Moçambique
(4) Barros, 2011: 125 (6) Lorenzi & Souza, 1995: 449 (13)

Nome científico: Dracaena fragans var. massageana (Rodigas)


[Link]
Família botânica: Asparagaceae
Nome popular: coqueiro-de-vênus, pau-d’água (6)
Nome litúrgico e elemento: Pèrègún funfun, Pèrègún kò, Terra (4)

57
Uso medicinal: no candomblé é usada na preparação de banhos e
compressas, as folhas quando maceradas podem ser usadas para o
tratamento de reumatismo (13)
Uso alimentício: -
Origem: África tropical, Sudão a Moçambique
(4) Barros, 2011: 125 (6) Lorenzi & Souza, 1995: 449 (13)

Nome científico: Sansevieria trifasciata Hort ex Pain. (6)


Família botânica: Asparagaceae
Nome popular: sansevieria, espada-de-são-jorge, rabo-de-lagarto,
língua-de-sogra (6)
Nome litúrgico e elemento: Ewé idà òrìsà, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: África
(4) Barros, 2011: 162 (6) Lorenzi & Souza, 1995: 468

Nome científico: Sparattosperma leucanthum (Vell.) K. Schum. (3)


Família botânica: Bignoniaceae
Nome popular: cinco-chagas (3) cinco-folhas (14)
Nome litúrgico e elemento: -, Ar (4)
Uso medicinal: banhos e infusões das folhas são usados para tratar
perebas, coceiras e como antibióticos no parto (14). Também há
confirmação de sua ação em casos de artrite gotosa (16)
Uso alimentício: -
Origem: Amazônia e sudeste brasileiro e Bahia (3)
(3) Braz et al., 2012: 58/59 (4) Barros, 2011: 168 (14) Esalbertasse et
al. 2010 (16) Lima, 2014

Nome científico: Spathodea campanulata [Link].


Família botânica: Bignoniaceae
Nome popular: espatódea
Nome litúrgico e elemento: Igi òmúru, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: originária da África Central (3)
(3) Braz et al., 2012: 60/61 (4) Barros, 2011: 168

58
Nome científico: Bixa orellana L. (2)
Família botânica: Bixaceae
Nome popular: urucum, coloral, açafrão-do-brasil, tinta (2)
Nome litúrgico e elemento: Osùn elédè, Fogo (4)
Uso medicinal: as sementes são utilizadas como medicação
estomáquica, antidiarreica, antifebril, crises de asma, coqueluche,
gripe, faringite, bronquite e tratamento de queimaduras (8)
Uso alimentício: corante de alimentos (colorau)
Origem: América Tropical incluindo a Amazônia brasileira (8)
(2) Grandi, 2014: 1127-1129 (4) Barros, 2011: 104/105 (8) Lorenzi et
al., 2008: 178/179

Nome científico: Tillandsia usneoides (L.) L.


Família botânica: Bromeliaceae
Nome popular: barba de velho, barba de pau, samambaia, barba-
espanhola dentre outros. (17)
Nome litúrgico e elemento: Irùngbòn, Ar (4)
Uso medicinal: Possui aplicações farmacológicas, porem necessita de
mais estudos (17)
Uso alimentício: -
Origem: encontrada desde o Sudeste dos Estados Unidos até o sul do
Chile e Argentina, no Brasil, nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul (17)
(5)
(4) Barros, 2011: 173/174 (5) Flora do Brasil 2020 (17) Vieira &
Kaplan, 2011

Nome científico: Trema micrantha (L.) Blume (19)


Família botânica: Cannabaceae
Nome popular: curindiba, crindiúva, pau-pólvora (19)
Nome litúrgico e elemento: Ewé oférè, Afééfé, Ar (4)
Uso medicinal: caule e folhas são usados na medicina popular para
tratar feridas, sífilis, reumatismo e problemas do coração (18)
Uso alimentício: -
Origem: nativa em todo o território brasileiro e em outros países do
continente americano (19) (5)
(4)Barros, 2011: 174 (5) Flora do Brasil 2020 (18) Bratti et al. 2013
(19) Sartorelli & Filho, 2017: 64

59
Nome científico: Casuarina equisetifolia L.
Família botânica: Casuarinaceae
Nome popular: casuarina (3)
Nome litúrgico e elemento: Igi oyá, Ar (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: Austrália, Bornéo, Sumatra (3)
(3) Braz et al., 2012: 72/73 (4) Barros, 2011: 110

Nome científico: Terminalia catappa L. (1)


Família botânica: Combretaceae
Nome popular: sete-copas, chapéu-de-sol, sombreiro, castanhola,
chapéu-da-praia (1)
Nome litúrgico e elemento: - , Ar (4)
Uso medicinal: uso popular do xarope do fruto para tratar bronquite
(21)
Uso alimentício: pode-se consumir in natura os frutos maduros, ou
ainda usá-los em sucos ou geleias. As castanhas (sementes) podem ser
consumidas cruas ou torradas (1)
Origem: originária da Malásia e naturalizada em quase todo território
brasileiro (5) (25)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 314/315(4) Barros, 2011: 172 (5) Flora
do Brasil (21) Moreira et al., 2002 (25) Sanches: 2009

Nome científico: Tradescantia spathacea Sw. (6)


Família botânica: Commelinaceae
Nome popular: abacaxi-roxo, cordoban, moisés-no-berço (6)
Nome litúrgico e elemento: Ewé idà oyá, Obé semi oyá, Ar (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: México (6)
(4) Barros, 2011: 174 (6) Lorenzi & Souza, 1995: 263

Nome científico: Tradescantia zebrina Bosse


Família botânica: Commelinaceae
Nome popular: lambari, trapoeraba-roxa, judeu-errante (6)
Nome litúrgico e elemento: - , Água (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -

60
Origem: México (6)
(4) Barros, 2011: 174 (6) Lorenzi & Souza, 1995: 265

Nome Científico: Costus spicatus (Jacq.) Sw. (2)


Família botânica: Costaceae
Nome popular: cana-de-macaco, caninha-do-brejo, cana-fista, cana-
do-reino (2)
Nome litúrgico e elemento: Tètèrègun, Terra (4)
Uso medicinal: litagoga, diurética, nas anemias, diarreia, gastrenterite
(2) suco da haste fresca com água usado contra gonorreia, sífilis,
nefrite e diabetes (8)
Uso alimentício: -
Origem: em quase todo o Brasil (2)
(2) Grandi, 2014: 293-295 (4) Barros, 2011: 118 (8) Lorenzi et al.,
2008: 2020

Nome científico: Bryophyllum pinnatum (Lam.) Oken (1)


Família botânica: Crassulaceae
Nome popular: folha-da-furtuna, corama, courama, coirama, folha-
de-pirarucu, pirarucu (1)
Nome litúrgico e elemento: Àbámodá, Erú Odúndún, Água (4)
Uso medicinal: ação bactericida, úlceras, gastrites e para cataplasmas
externos, proteção do fígado (1)
Uso alimentício: sucos verdes e saladas (1)
Origem: Madagascar (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 334/335 (4) Barros, 2011: 138

Nome científico: Dioscorea bulbifera L. (1)


Família botânica: Dioscoreaceae
Nome popular: cará-do-ar, cará-moela, batata-do-ar, air potato, potato
yam (1)
Nome litúrgico e elemento: Akan, Terra (4)
Uso medicinal: empregada na medicina popular no tratamento de
feridas da pele, aplicando raspas do tubérculo (27)
Uso alimentício: tubérculos subterrâneos e aéreos. Cozidos, fritos,
purê, ensopados, farinha para pães e bolos (1)
Origem: Oeste da África e Ásia Tropical (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 380/381 (4) Barros, 2011: 124 (27)
Jiménez-Montero & Martínez: 2016

61
Nome Científico: Hevea brasiliensis (Willd. Ex A. Juss.) Mull. Arg.
(3)
Família botânica: Euphorbiaceae
Nome popular: seringueira (3)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: Brasil, principalmente na Amazônia (3)
(3) Braz et al., 2012: 88/89 (4) Barros, 2011: 132

Nome científico: Joannesia princeps Vell. (3)


Família botânica: Euphorbiaceae
Nome popular: boleira (3) andá-assu, cutieira, coco-de-purga, fruta de
arara, fruta-de-cotia, purga-de-cavalo (7)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: óleo usado em emplastos, cicatrização de feridas, no
combate à febre e como purgativo (7)
Uso alimentício: -
Origem: Mata Atlântica nos estados do CE ao PR, e MG (3) (5)
(2) Grandi, 2014: 110-112 (3) Braz et al., 2012: 92/93 (4) Barros,
2011: 137 (5) Flora do Brasil 2020 (7) Silva, 2013: 24/25

Nome científico: Jatropha gossypiipholia L. (8)


Família botânica: Euphorbiaceae
Nome popular: pinhão-roxo, erva-purgante, jalapa, mamoninha (8)
Nome litúrgico e elemento: Bòtujè pupa, olóbotujè pupa , Ar (4)
Uso medicinal: sementes usadas como purgativo drástico e folhas
como medicação cicatrizante, hemostática, antirreumática e anti-
hipertensiva, enquanto raízes usados como diuréticas (8)
Uso alimentício: -
Origem: nativa das Antilhas e América Tropical (8) (5)
(4) Barros, 2011: 137 (5) Flora do Brasil 2020 (8) Lorenzi et al., 2008:
246/247

Nome científico: Manihot esculenta Crantz (2)


Família botânica: Euphorbiaceae
Nome popular: macaxeira, mandioca, aipim (2)
Nome litúrgico e elemento: Ègé, Fogo (4)
Uso Medicinal: abcessos e outras inflamações (2)

62
Uso Alimentício: consumo da raiz cozida, frita, em forma de farinha e
goma, e em preparos de pratos salgados e doces.
Origem: Nativa em quase todo o território brasileiro (5)
(2) Grandi, 2014: 800-802 (4) Barros, 2011: 141

Nome científico: Copaifera langsdorffii Desf. (3)


Família botânica: Fabaceae
Nome popular: copaíba (3) pau-d’óleo, bálsamo, bálsamo-de-copaíba
(8)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: estimulante das mucosas respiratórias, gênito-
urinárias, contra catarro brônquicos e crônicos, utilizada como
cicatrizante (2) atividade antimicrobiana, anti-inflamatório, afecções
na garganta (8)
Uso alimentício: -
Origem: encontrada na Argentina, Paraguai, Bolívia e amplamente
distribuída no Brasil (3)
(2) Grandi, 2014: 470-472 (3) Braz et al., 2012: 134/135 (4) Barros,
2011: 118 (8) Lorenzi et al., 2008: 251/252

Nome científico: Delonix regia (Bojer ex Hook.) Raf (3)


Família botânica: Fabaceae
Nome popular: flamboyant (3)
Nome litúrgico e elemento: Igi ògùn bèrèke, Fogo (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: Madagascar (3)
(3) Braz et al., 2012: 138/139 (4) Barros, 2011: 123

Nome científico: Erythrina speciosa Andrews (3)


Família botânica: Fabaceae
Nome popular: mulungu (3)
Nome litúrgico e elemento: Odidi, Fogo (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: Mata Atlântica, da Bahia ao Rio Grande do Sul (3)
(3) Braz et al., 2012: 142/143 (4) Barros, 2011: 128

63
Nome científico: Cajanus cajan (L.) Millsp.
Família botânica: Fabaceae
Nome popular: guandu, andu, guando, feijão-andu, feijão-guandu,
guandeiro, ervilha-do-congo (1)
Nome litúrgico e elemento: Èwá Igbó, Ar (4)
Uso medicinal: diurético, contra tosse, inflamação na garganta, dor de
dente e úlcera; a raiz é benéfica para o fígado (2)
Uso alimentício: grãos maduros e imaturos sempre cozidos e brotos.
Ensopados, purê e saladas (1)
Origem: Índia (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 402/403 (2) Grandi, 2014: 605-607 (4)
Barros, 2011: 107

Nome científico: Schizolobium parahyba (Vell.) S.F. Blake (3)


Família botânica: Fabaceae
Nome popular: guapuruvu (3)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: América Central e América do Sul (3)
(3) Braz et al., 2012: 174/175 (4) Barros, 2011: 163

Nome científico: Tamarindus indica L. (1)


Família botânica: Fabaceae
Nome popular: tamarindo, tamarino, tamarinho, tamarindeiro, jibaí,
jabão, tâmara-da-índia (1)
Nome litúrgico e elemento: Àjàgbaó, Fogo (4)
Uso medicinal: uso da polpa dos frutos como laxante e chá das
folhas no tratamento de sarampo, gripe, febre, dores, pedras nos rins,
atividade antioxidante, antimicrobiana contra fungos e bactérias (8)
Uso alimentício: Polpa dos frutos maduros: consumo in natura, balas,
sucos, chutneys, geleias e molhos. Frutos imaturos: sopas. Tem mais
no (1) (9)
Origem: África Tropical e Índia (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 400/401 (4) Barros, 2011: 171/172 (8)
Lorenzi et al., 2008: 266/267 (9)Lorenzi et al. 2015: 265

Nome científico: Ocimum basilicum L. (8)


Família botânica: Lamiaceae

64
Nome popular: alfavaca, alfavaca-cheirosa, alfavacão, basilicão, erva-
real, manjericão-doce (8)
Nome litúrgico e elemento: Efénén kékéré, Efínrín, Água (4)
Uso medicinal: alívio de espasmos, baixa a febre, problemas
digestivos, problemas das vias respiratórias, contra infecções
bacterianas e parasitas intestinais, antirreumático, béquico (8)
Uso alimentício: uso condimentar e aromatizante (8)
Origem: Ásia Tropical (8)
(4) Barros, 2011: 148 (8) Lorenzi et al., 2008: 317

Nome científico: Ocimum gratissimum L. (1)


Família botânica: Lamiaceae
Nome popular: alfavaca-cravo, alfavacão, alfavaca, East Indian basil,
tree basil, clove basil (1) (8)
Nome litúrgico e elemento: Efínfín, Terra (4)
Uso medicinal: gripes, resfriados, afonias, emoliente, febrífugo,
expectorante, béquico, sudorífero (2) diurético (8)
Uso alimentício: condimento, tempero, salada e frita (empanada) (1)
Origem: Ásia e naturalizada em muitos países do mundo (1) (8)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 444/445 (2) Grandi, 2014: 74-76 (4)
Barros, 2011: 148/149 (8) Lorenzi et al., 2008: 318

Nome científico: Plectranthus amboinicus (Lour.) Spreng. (1)


Família botânica: Lamiaceae
Nome popular: hortelã-pimenta, malvarisco, malvariço, hortelã-
graúda, hortelã-da-bahia (1) (8)
Nome litúrgico e elemento: -, Fogo (4)
Uso medicinal: vermífugo, expectorante, calmante, peitoral, para
infecções, gripe, dor de estômago, carminativo, cólica menstrual, dor e
tosse (2) dor de garganta, bronquite (8)
Uso alimentício: Condimento, tempero (1)
Origem: África Tropical (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 448/449 (2) Grandi, 2014: 674-676 (4)
Barros, 2011: 156 (8) Lorenzi et al., 2008: 324/325

Nome científico: Plectranthus barbatus


Família botânica: Lamiaceae
Nome popular: boldo, tapete-de-oxalá, falso-boldo, boldo-brasileiro,
boldo-nacional, sete-cores, boldinho, boldo-gigante (2)

65
Nome litúrgico e elemento: Ewé bàbá, Éwúró bàbá, Terra (4)
Uso medicinal: dores de cabeça e mal-estar, após ingestão de bebida
alcoólica, problemas estomacais e digestivos, hipotensão arterial (2)
males do fígado(8)
Uso alimentício: -
Origem: Índia (2)
(2) Grandi, 2014: 227-229 (4) Barros, 2011: 156 (8) Lorenzi et al.,
2008: 326/327

Nome científico: Byrsonima sericea DC. (3)


Família botânica: Malpighiaceae
Nome popular: murici (3) murici-miúdo, murici-da-praia, murici-
penima, murici-do-brejo (7)
Nome litúrgico e elemento: Akeri, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: frutos utilizados na fabricação de sucos, sorvetes,
geleias, licores e doces (7)
Origem: Brasil, especialmente Nordeste, Planalto Central e Sudeste
(3)
(3) Braz et al., 2012: 196/197 (4) Barros, 2011: 107 (5) Flora do Brasil
2020 (7)Silva, 2013: 60/61 (8) Lorenzi et al., 2008: 351

Nome científico: Hibiscus rosa-sinensis L. (1)


Família botânica: Malvaceae
Nome popular: hibisco, mimo-de-vênus, hibisco-da-china, graxa-de-
estudante, papoula (1)
Nome litúrgico e elemento: Èsá pupa, Terra (4)
Uso medicinal: encontrado na literatura o emprego como
anticarcinogênico, tônico capilar, anticolesteremiante e
hipoglicemiante (28)
Uso alimentício: refogados das folhas, saladas e corante das flores (1)
Origem: Ásia Tropical (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 480/481 (4) Barros, 2011: 133 (28)
Negrelle et al.: 2007

Nome científico: Theobroma cacao L. (1)


Família botânica: Malvaceae
Nome popular: cacau, cacau-da-mata, cacaueiro, cacau-verdadeiro,
cacao, cocoa tree, cacao real (1)

66
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: estimulante e diurético, inflamações, rachaduras nos
lábios e seios (2) vasodilatadora, estimulante do SNC e do coração (8)
Uso alimentício: A polpa in natura pode ser consumida ou usada
para produzir geléias, sucos ou batidas. As sementes são usadas na
produção industrial de chocolate (9)
de geleias, saladas, bolos (1)
Origem: América Tropical (América Central e Alta Bacia Amazônica)
(1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 494/495 (2) Grandi, 2014: 260/261/262
(4) Barros, 2011: 173 (8) Lorenzi et al., 2008: 361/362 (9) Lorenzi et
al. 2015: 327

Nome científico: Maranta arundinacea L. (1)


Família botânica: Marantaceae
Nome popular: araruta, raruta, maranta, arrowroot, West Indian
arrowrrot (1)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: antiofídico, antiulcerogênica, diarreia, dor estomacal,
efeito imunoestimulante, fraqueza, tratamento de câncer e tuberculose
(29)
Uso alimentício: polvilho dos rizomas para pães, biscoitos, mingau (1)
Origem: América Central, naturalizada em todo território brasileiro
(1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 506/509 (4) Barros, 2011: 142 (29)
Ceron et al.: 2016

Nome científico: Pleroma granulosum (Desr.) Cogn. (5)


Família botânica: Melastomataceae
Nome popular: quaresmeira (3) flor-de-quaresma, quaresmeira-roxa,
quaresma (7)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: -
Origem: Nativa, endêmica, RJ, SP (5)
(3) Braz et al., 2012: 220/221 (4) Barros, 2011: 173 (5) Flora do Brasil
2020 (7) Silva, 2013: 72/73

67
Nome científico: Guarea guidonea (L.) Sleumer (3)
Família botânica: Meliaceae
Nome popular: carrapeta (3) açafrão, bilreiro, camboatã, canjerana-
miúda, cedrão, guaré, jataúba, jataíba (8)
Nome litúrgico e elemento: Ipèsán, Fogo (4)
Uso medicinal: casca do tronco e das raízes e sementes usadas como
adstringente, purgativa, febrífuga e abortiva. Casca das raízes utilizada
contra hidropsia, gota e para aliviar inflamações de origem artrítica e
traumática. Infusão das folhas é purgativa e emética. Sementes com
atividade anti-inflamatória (8)
Uso alimentício: -
Origem: México, América Central continental até o sul da América do
Sul. Ampla distribuição no Brasil (3)
(3) Braz et al., 2012: 226/227 (4) Barros, 2011: 131 (8) Lorenzi et al.,
2008: 370/371

Nome científico: Azadirachta indica [Link]. (5)


Família botânica: Meliaceae
Nome popular: cinamomo (3), santa-bárbara, jasmim-de-soldado (2)
Nome litúrgico e elemento: Igí mésàn, Ewe mésàn, Ar (4)
Uso medicinal: estomáquico, febrífugo, anti-histérico, antidiarreico
(2)
Uso alimentício: -
Origem: Índia e China (3)
(2) Grandi, 2014: 425/426/427 (3) Braz et al., 2012: 230/231 (4) Bar-
ros, 2011: 143 (5) Flora do Brasil 2020

Nome científico: Artocarpus heterophyllus Lam. (1)


Família botânica: Moraceae
Nome popular: jaca, jaqueira, jaca-dura, jaca-mole, jaca-manteiga,
jackfruit, yaca, nangka (1)
Nome litúrgico e elemento: Apáòká, Fogo (4)
Uso medicinal: uso na medicina tradicional no tratamento de lesão
da pele, inflamações na mucosa oral; atividade antimicrobiana, anti-
inflamatória e antioxidante em estudos científicos (22)
Uso alimentício: polpa dos frutos maduros para consumo in natura,
sucos, sorvetes, polpa imatura e sementes cozidas (1) (9)
Origem: possivelmente da Índia (1)

68
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 524/525(4) Barros, 2011: 102 (9) Loren-
zi et al. 2015: 345 (22) Cavalcante et al.: 2013

Nome científico: Morus nigra L. (1)


Família botânica: Moraceae
Nome popular: amora, amora-preta, black mulberry, Persian
mulberry, morera nengra (1)
Nome litúrgico e elemento: Isan, Ar (4)
Uso medicinal: repositor hormonal e para evitar queda de cabelos
(1) utilização dos frutos contra inflamações na boca e garganta, raiz
utilizada para laxante e vermífugo e a casca para bronquite e diabetes
(2)
Uso alimentício: frutos maduros in natura, geleias, doces, pratos
salgados (1) (9); folhas jovens refogadas; chá (1)
Origem: China e Japão (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 532/533 (2) Grandi, 2014: 107/108/109
(4) Barros, 2011: 146(9) Lorenzi et al. 2015: 359

Nome científico: Musa X paradisíaca L. (1)


Família botânica: Musaceae
Nome popular: banana, bananeira, pacová, plantain, banano (1)
Nome litúrgico e elemento: Ògèdè, Ewé ekó, Água (4)
Uso medicinal: diarreia crônica e nefrites com retenção de urina; seiva
é utilizada em hemorroidas (2)
Uso alimentício: palmito e inflorescência refogados; frutos maduros e
verdes (1)
Origem: Sudeste Asiático (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 542/543 (2) Grandi, 2014: 185/186/187
(4) Barros, 2011: 146

Nome científico: Eugenia uniflora L. (3)


Família botânica: Myrtaceae
Nome popular: pitanga (3)
Nome litúrgico e elemento: Ítà, Terra (4)
Uso medicinal: diurético, antirreumático, antidiarreico, febrífugo,
silagogo (2) excitante, aromática, antidisentérica, bronquite, tosses,
febres, ansiedade, hipertensão arterial e verminoses (8)
Uso alimentício: Os frutos são consumidos frescos ou usados em
sucos e geleias (9) (8)

69
Origem: Ampla distribuição no Brasil e sul da América do Sul (3)
(2) Grandi, 2014: 965/966/967 (3) Braz et al., 2012: 246/247 (4)
Barros, 2011: 129 (8) Lorenzi et al., 2008: 385/386 (9) Lorenzi et al.
2015: 426/427

Nome científico: Psidium cattleianum Sabine. (3)


Família botânica: Myrtaceae
Nome popular: araçá (3)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: uso popular contra cólicas intestinais, infecções
gástricas, diarreia e como cicatrizante (20)
Uso alimentício: Frutos são muito apreciados para o consumo in
natura e são usados em sucos, doces, sorvetes e geleias (9)
Origem: Mata Atlântica, de MG ao RS (3)
(3) Braz et al., 2012: 248/249 (4) Barros, 2011: 158 (9) Lorenzi et al.
2015: 470
(20) Bôas et al. 2018: 70

Nome científico: Psidium guajava L. (3)


Família botânica: Myrtaceae
Nome popular: goiabeira (3)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: estomáquico, antidiarreico, afecções de boca e
gengiva (2) (8)
Uso alimentício: frutos consumidos frescos, ou usados em compotas,
doces e sucos (9)
Origem: Neotropical (3)
(2) Grandi, 2014: 653/654/655 (3) Braz et al., 2012: 250/251 (4) Bar-
ros, 2011: 158/159 (8) Lorenzi et al., 2008: 388/389 (9) Lorenzi et al.
2015: 475-478

Nome científico: Mirabilis jalapa L. (2)


Família botânica: Nyctaginaceae
Nome popular: maravilha, boas-noites, belas-noites, bonina (2)
batata-de-purga, jalapa (8)
Nome litúrgico e elemento: Èkelèyí, Ar (4)
Uso medicinal: purgativo, moléstias de pele, leucorreia, diabetes,
afecções hepáticas (2) antimicótica, antimicrobiana, antivirótica,
antibacteriana, diurética, carminativa, catártica, purgativa,

70
estomáquica, tônica, vermífuga (8)
Uso alimentício: -
Origem: América Tropical (8)
(2) Grandi, 2014: 239/240/241 (4) Barros, 2011: 148 (8) Lorenzi et
al., 2008: 395

Nome científico: Passiflora edulis Sims (2)


Família botânica: Passifloraceae
Nome popular: maracujá-azedo (2)
Nome litúrgico e elemento: Kankìnse, Ar (4)
Uso medicinal: hipertensão, varizes, feridas e hemorroidas, calmante
e hipnótico (2) calmante e indutor de sono (8)
Uso alimentício: frutos consumidos in natura ou usados em
sucos, também é amplamente cultivado para a produção de sucos
industrializados (9) polpa do fruto batida com cachaça (8)
Origem: América do sul e em quase todo território brasileiro (5)
(2) Grandi, 2014: 827/828/829 (4) Barros, 2011: 150 (8) Lorenzi et
al., 2008: 407/408 (9) Lorenzi et al. 2015: 517/518 (5) Flora do Brasil
2020

Nome científico: Gallesia integrifolia (Spreng.) Harms.


Família botânica: Phytolacaceae
Nome popular: pau-d’alho (3)
Nome litúrgico e elemento: -, Fogo (4)
Uso medicinal: utilizada na medicina popular contra febre, gripe, dor
de cabeça, anemia, dor de coluna, diabetes e reumatismo e também
como expectorante (20)
Uso alimentício: -
Origem: do CE e PE até o Paraná, no AC e oeste do AM, Bolívia,
Peru e Equador (3)
(3) Braz et al., 2012: 260/261 (4) Barros, 2011: 130 (20) Bôas et al.
2018: 143

Nome científico: Petiveria alliacea L. (8)


Família botânica: Phytolacaceae
Nome popular: guiné, erva-de-guiné, cagambá (8)
Nome litúrgico e elemento: Ewé ojúsájú, Ewé ojusàjú, Terra (4)
Uso medicinal: antiespasmódica, diurética, sudorífera, emenagoga,
hidropsia, artrite, reumatismo, malária, memória fraca e abortivo. Em

71
doses elevadas ou repetidas é considerada tóxica (8)
Uso alimentício: -
Origem: espécie exótica, naturalizada no Acre e sul do Brasil (5)
(4) Barros, 2011: 152 (8) Lorenzi et al., 2008: 414/415 (5) Flora do
Brasil 2020

Nome científico: Bambusa vulgaris Schrad.


Família botânica: Poaceae
Nome popular: bambu
Nome litúrgico e elemento: Dankón, Ar (4)
Uso medicinal: uso popular como diurético, hipotensor e no
tratamento de cálculos renais. Uso do chá e do decocto com a imersão
das partes doloridas (23)
Uso alimentício: -
Origem: espécie exótica naturalizada em muitos estados do centro-
oeste, nordeste, sudeste e sul (5)
(4) Barros, 2011: 103 (5) Flora do Brasil 2020 (23) Almeida: 2011

Nome científico: Cymbopogon citratus (DC.) Stapf (1)


Família botânica: Poaceae
Nome popular: capim-limão, erva-cidreira, capim-cheiroso, capim-
santo, capim-cidreira, cidró (1)
Nome litúrgico e elemento: Koríko oba, Terra (4)
Uso medicinal: estimulante, febres intermitentes, carminativo,
expectorante, diarreia, (2) atividade antimicrobiana, calmante e
espasmolítica, analgésico, alívio de cólicas uterinas e intestinais (8)
Uso alimentício: folhas e palmito utilizados para chás e condimento
para pratos doces e salgados (1) sucos e chás (8)
Origem: possivelmente sul da Índia e Sri Lanka (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 608/609 (2) Grandi, 2014: 320/321/322
(4) Barros, 2011: 121 (8) Lorenzi et al., 2008: 431/432

Nome científico: Coffea arabica L. (2) (8)


Família botânica: Rubiaceae
Nome popular: cafeeiro, cafezeiro, moca (2) café-arábica (8)
Nome litúrgico e elemento: -, Ar (4)
Uso medicinal: cardiotônico, diurético, diabetes, estimulante (2)
hipoglicemiante, efeito protetor contra a arteriosclerose, aumentando
o HDL e reduzindo o LDL, favorece a digestão, usado em casos

72
de sonolência e hipotonia ou de resfriado e enxaqueca associado a
analgésico (8)
Uso alimentício: bebida estimulante
Origem: Abissínia e partes da África (2)
(2) Grandi, 2014: 263/264/265 (4) Barros, 2011: 116 (8) Lorenzi et al.,
2008: 455/456

Nome científico: Genipa americana L. (1)


Família botânica: Rubiaceae
Nome popular: jenipapo, jenipapeiro, jenipá, jenipapinho, genipap,
marmelade box, huito (1)
Nome litúrgico e elemento: Bujé, Terra (4)
Uso medicinal: problemas renais, cólicas, tônico, estomacal,
anorexia, gastroenterite (2) chá das raízes é considerado purgativo
e antigonorreico; casca do troco é catártica, antidiarreica e utilizada
em externamente em emplasto contra úlcera, dores e faringite, frutos
maduros são diuréticos e estomáquico, contra anemia, icterícia,
asma, hidropsia e problemas do fígado e do baço, pressão alta,
antimicrobiano (8)
Uso alimentício: sucos, doces, geleias, licores, corante de alimentos
(1) (9)
Origem: Américas Central e do Sul (3)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 634/635 (2) Grandi, 2014: 635/636/637
(3) Braz et al., 2012: 270/271 (4) Barros, 2011: 131 (8) Lorenzi et al.,
2008: 459/460 (9) Lorenzi et al. 2015: 590

Nome científico: Citrus aurantium var. amara L. (2)


Família botânica: Rutaceae
Nome popular: laranjeira, laranja-de-fazer-doce, laranja-da-terra,
laranja-azeda (2)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: estomacal, carminativo, febrífuga, antirreumática,
prisão de ventre, antiescorbútica (2) na M. tradicional: digestiva,
expectorante, diurética e hipotensora; antidiarreica, tosses
intermitentes e cólicas em bebês; chá das folhas utilizadas como
sudorífica, antigripal, carminativa, e antiespamódica, reumatismo e
taquicardia (8)
Uso alimentício: Frutos consumidos frescos ou usados em sucos, da
casca, pode-se fazer doces e geleias (9) (8)

73
Origem: Sudeste asiático (8)
(2) Grandi, 2014: 731/732/733 (4) Barros, 2011: 114 (8) Lorenzi et
al., 2008: 464/465 (9) Lorenzi et al. 2015: 601

Nome científico: Citrus reticulata Blanco (3)


Família botânica: Rutaceae
Nome popular: tangerina (3)
Nome litúrgico e elemento: -, Terra (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: frutos consumidos frescos ou em sucos (9)
Origem: Sudoeste da China e Nordeste de Índia. Na Mata Atlântica é
encontrada desde o Piauí, Nordeste, Sudeste até o Paraná (3)
(3) Braz et al., 2012: 272/273 (4) Barros, 2011: 115 (9) Lorenzi et al.
2015: 621-624

Nome científico: Ruta graveolens L. (2)


Família botânica: Rutaceae
Nome popular: arroda, arruda-dos-jardins, arruda-fedorenta, ruda (2)
(8)
Nome litúrgico e elemento: Atopá kun, Fogo (4)
Uso medicinal: uso do chá na medicina popular no tratamento de
desordens menstruais, inflamações na pele, dor de ouvido, dor dente,
febre, câimbras, doenças do fígado, verminose e como abortivo (8)
doenças cardíacas, piolhos e sarnas (2)
Uso alimentício: -
Origem: Europa meridional (8)
(2) Grandi, 2014: 140/141/142 (4) Barros, 2011: 161 (8) Lorenzi et al.,
2008: 473/474

Nome científico: Cupania vernalis Cambess.


Família botânica: Sapindaceae
Nome popular: camboatá
Nome litúrgico e elemento: -, Ar (4)
Uso medicinal: usada na medicina popular contra asma, tosses
convulsivas, anti-inflamatório, febrífugo e tônico (26)
Uso Alimentício: -
Origem: espécie nativa do Brasil, ocorrendo no Sul e Sudeste, em
parte da região Norte e nos estados da BA e GO. (5)

74
(4) Barros, 2011: 120 (5) Flora do Brasil 2020 (26) Mundo & Do
Rocio Duarte: 2009

Nome científico: Capsicum frutescens L. (2) (8)


Família botânica: Solanaceae
Nome popular: pimenta-ardida (2), pimenta-malagueta (8)
Nome litúrgico e elemento: Ata, Fogo (4)
Uso medicinal: doenças de pele e olhos, hipoglicemiante (2)
medicamento rubefaciente; tratamento de dores reumáticas, torcicolo,
luxação, dores musculares, etc
Uso alimentício: condimento para molhos picantes (8)
Origem: América do Sul; as pimentas são originárias do continente
americano, incluindo o Brasil (8)
(2) Grandi, 2014: 959/960/961 (4) Barros, 2011: 108(8) Lorenzi et
al., 2008: 495/496/497

Nome científico: Talinum fruticosum (L.) Juss. (5)


Família botânica: Talinaceae
Nome popular: cariru, beldroega-graúda, lustrosa-grande, maria-
gorda, erva-gorda, water leaf (1)
Nome litúrgico e elemento: Ewé gbúre, Água (4)
Uso medicinal: -
Uso alimentício: folhas e talos tenros consumidos in natura ou cozidos
(1)
Origem: América Tropical (1)
(1) Kinupp & Lorenzi, 2014: 684/685 (4) Barros, 2011: 171 (5) Flora
do Brasil 2020

Nome científico: Lippia alba (Mill.) N. E. Br. ex Britton & P. Wilson


(2)
Família botânica: Verbenaceae
Nome popular: erva-cidreira, falsa-melissa, erva-cidreira-de-arbusto,
erva-cidreira-brasileira, cidrila (2)
Nome litúrgico e elemento: Ewé túni, Água (4)
Uso medicinal: anemia, hipertireoidismo, dismenorreia, depressão
nervosa, diarreia, colite e parasitos intestinais (2) ação calmante e
espasmolítica, analgésico, sedativo e ansiolítico, expectorante, cólicas
uterinas e intestinais
Uso alimentício: -

75
Origem: Nativa no Brasil, ocorre em outros países do continente
americano (5)
(2) Grandi, 2014: 419/420/421 (4) Barros, 2011: 140
Nome científico: Aloe vera (L.) Burm.f (8)
Família botânica: Xanthorroeaceae
Nome popular: babosa, aloé, erva-de-azebre, caraguatá (8)
Nome litúrgico e elemento: Ipòlerin, Terra (4)
Uso medicinal: estomáquico, digestivo, doenças de pele e couro
cabeludo (2) cicatrizante, antimicrobiano, contusões, entorces e dores
reumáticas (8)
Uso alimentício: -
Origem: provavelmente no continente africano (8)
(2) Grandi, 2014: 167/168/169 (4) Barros, 2011: 100 (8) Lorenzi et
al., 2008: 537/538

Nome científico: Alpinia zerumbet (Pers.) B. L. Burt. Et Sm. (2)


Família botânica: Zingiberaceae
Nome popular: colônia, príncipe, pacová (2)
Nome litúrgico e elemento: Tótó, Água (4)
Uso medicinal: hipotensor, diurético, tônico, estomáquico,
carminativo, excitante, vermífugo, amenorreia e doenças de pele,
reumatismo (2) tratamento de hipertensão e ansiedade, diurético (8)
Uso alimentício: folhas e flores utilizadas para chá (8)
Origem: Ásia Oriental (2)
(2) Grandi, 2014: 902/903/904 (4) Barros, 2011: 100 (8)Lorenzi et al.,
2008: 539/540

76
Glossário

Abiã – Posição inferior da escala hierárquica dos candomblés ocu-


pada pelo candidato antes do seu noviciado; em yorùbá significa
“aquele que vai nascer”.
Alabê – Tocador de tambor chefe da orquestra no terreiro. Aquele
que entoa cânticos para os orixás.
Axé – Termo de múltiplas acepções no universo dos cultos: desig-
na principalmente o poder e a força vital.
Axogum – Importante especialista ritual que tem como função sa-
crificar, segundo regras precisas, animais destinados ao consumo
votivo. Ele tem conhecimentos a respeito de todos os sacrifícios,
rituais, rezas, cantigas e maneiras de agradar os Orixás.
Ayê – céu
Babalorixá – Pai-de-Santo. Sacerdote chefe de uma casa-de-san-
to. Grau hierárquico mais elevado do corpo sacerdotal, a quem cabe
a distribuição de todas as funções especializadas do culto.
Babalosãiyn – Sacerdote encarregado da coleta e da preparação
ritual das ervas sagradas na liturgia dos candomblés. O mesmo que
olossain.
Ebômi – Pessoa veterana no culto; título adquirido após a obriga-
ção de sete anos. Opõe-se a iaô, sendo equivalente a vodunsi.
Exú – Primogênito da criação. Também conhecido como Elégbára
(jeje). Mensageiro dos òrìsàs e portador das oferendas. Guardião
dos mercados, templos, casas e cidades. Ensinou aos homens a arte
divinatória. Suas cores são o vermelho e o preto. Saudação – “Laa-
róyè!”.
Itã – história, mito, lenda.
77
Iyalorixá – Zeladora do culto, mãe do orixá. Mãe de santo. Grau
mais elevado do corpo sacerdotal, a quem cabe a distribuição de
todas as funções especializadas do culto.
Iaô – Termo que designa o noviço após a fase ritual da reclusão
iniciatória.
Iya Agbase – senhora que cozinha.
Iya Kekere – mãe pequena.
Iya Tebese – senhora que estabelece a harmonia no sirê ou ritual.
Xirê – conjunto de danças cerimoniais nas quais ocorrem distintos
ritmos, cânticos e estilos coreográficos característico de cada orixá.
Òfò – sopro sagrado.
Ogum – “um que perfura”. Divindade da forja e dos usuários do
ferro; por extensão, da guerra e da agricultura e, também, da caça
ou de todas as demais atividades que envolvem a manipulação de
instrumentos de ferro. É rei de Iré e por isso chamado, no Bra-
sil, Oníré. Costuma ser representado por um semicírculo soldado
a base por uma haste, no qual se encontram, pendurados no arco
do semicírculo, todo o tipo de instrumentos, que, como o conjunto
inteiro, são de ferro. É filho de Yemanja e irmão de Exú e Oxóssi.
Por isso, tem a ver com os caminhos, a caça e a pesca. Pertence-lhe
a faca sacrificial. Seu dia é a terça-feira. Saudação – “Ògún yé!”.
Opa Ossaim – ferramenta de ossain. Opa – mastro
Orixá l’odê – orixá de rua ou que vive ao ar livre.
Orumilá – Deus dos oráculos e da adivinhação. Senhor do desti-
no. Ifá Bàbá Ní
Orixá – Qualquer divindade yorubá com exceção de Olóòrun. Seus
equivalentes fon são voduns. A designação das divindades do culto
angola-congo a que lhe correspondem é inkice. Essas equivalên-

78
cias são imperfeitas, pois, ao passo que uns são forças da natureza,
outros são espíritos que retornam sob a representação de animais,
enquanto outros ainda são espíritos ancestrais. Ou ainda, são anti-
gos reis ou heróis divinizados e considerados como representações
das forças da natureza.
Ossaim – Orixá das folhas litúrgicas e medicinais, imprescindíveis
para a realização do culto. Na África é considerado companheiro
de Ifá e adivinho. Seu emblema é sete hastes de ferro pontiagudas,
das quais a haste central é encimada por um pássaro. As sete hastes
estão soldadas pela base, formando, no seu ápice, um círculo em
torno da haste com o pássaro. As cores das contas de seus colares
são o verde (ou azul) e o vermelho leitoso. Seu dia é, para alguns,
a segunda, e para outros, a quinta-feira. Sua saudação – “Ewé ó!”.
Oxóssi – Filho de Iyemanja, irmão de Ogum, companheiro de
Exú e Ossaim, este orixá, considerado rei de Ketu, tem o título de
Ode (o Caçador). No Brasil é sincretizado, seja com São Jorge (na
Bahia), seja com São Sebastião (no Rio de Janeiro e Porto Alegre).
Seu símbolo é o ofà. O colar votivo é de contas azul-de-viena (azul
esverdeado). Saudação – “Òkè àró”.

79
1. Referências bibliográficas

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84
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1.3 Literatura citada nas relações das espécies

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88
Tabela de localização das espécies

ESPÉCIE NOME POPULAR LOCAL


Agave americana Agave IB, JB

Allamandra cathartica Alamanda IB

Aloe vera Babosa M4, JB

Alpinia zerumbet Colônia M4, P1, JB

Anacardium occidentale Cajueiro JB

Artocarpus heterophyllus Jaca M4, JB

Bambusa vulgaris Bambu JB

Bixa orellana Urucum JB

Byrsonima sericea Murici JB

Cajanus caja Guando M4

Capsicum frutescens Pimenta-malagueta M4

Casuarina equisetifolia Casuarina JB


Vinca-de-gato,
Catharanthus roseus IB
beijinho
Erva-de-santa-maria,
Dysphania ambrosioides JB
mastruço
Citrus aurantium Laranjeira JB

Citrus aurantium Tangerina IA, JB

Cocos nucifera Coqueiro M4

Coffea arabica Cafeeiro, café M4, IA

Copaifera langsdorffii Copaíba JB

89
Costus spicatus Cana-do-brejo JB

Cupania vernalis Camboatá JB

Cymbopogon citratus Capim-limão JB

Delonix regia Flaboyant JB


Comigo-ninguém-
Dieffenbachia seguine IA, M4
-pode
Dioscorea bulbifera Cará-moela M4

Dracaena fragans Pau-d´água M4, IA, JB


Dracena verde e
Dracaena fragans M4, IA, JB
amarela
Elaeis guineensis Dendê IA

Epipremnum aureum Jiboia IA, IB, JB

Erythrina speciosa Mulungu JB

Eugenia uniflora Pitanga M4, IB, JB

Gallesia integrifolia Pau-d’alho JB

Genipa americana Jenipapo JB

Guarea guidonea Carrapeta JB


Fava-de-omolu,
Hevea brasiliensis JB
seringueira
Hibiscus rosa-sinensis Hibisco M4, IB
Pinhão-roxo, batata-
Jatropha gossypiipholia JB
-de-teiú
Joannesia princeps Cutieira M4, JB

Bryophyllum pinnatum Folha-da-fortuna M4, IB

Lippia alba Erva-cidreira IB, JB

90
Mangífera indica Magueira M4, JB

Manihot esculenta Mandioca M4

Maranta arundinacea Araruta M4


Para-raio, santa-bár-
Azadirachta indica JB
bara
Mirabilis jalapa Maravilha M4, JB

Monstera deliciosa Costela-de-adão P1, IB, JB

Morus nigra Amora M4, JB

Musa X paradisíaca Bananeira M4, JB

Ocimum gratissimum Alfavacão M4


Manjericão-de-folha-
Ocimum basilicum JB
-miúda
Passiflora edulis Maracujá M4

Petiveria alliacea Guiné JB

Plectranthus amboinicus Hortelã-pimenta M4


Boldo, falso-boldo,
Plectranthus barbatus M4, JB
tapete-de-oxalá
Psidium cattleianum Araçá JB

Psidium guajava Goiabeira M4, IA, JB

Ruta graveolens Arruda JB


M4, P1, IA,
Sansevieria trifasciata Espada-de-são-jorge
IB
Schinus terebinthifolia Aroeira-vermelha M4, JB
Fava-divina, guapu-
Schizolobium parahyba IA, JB
ruvu

91
Sparattosperma leucan-
Cinco-folhas JB
thum
Spathodea campanulata Espatódea JB

Talinum fruticosum Cariru M4

Tamarindus indica Tamarindo P1

Terminalia catappa Sete-pocas, sombreiro M4

Theobroma cacao Cacaueiro M4, IA, JB

Thevertia peruviana Chapéu-de-napoleão JB

Tibouchina granulosa Quaresmeira JB

Tillandsia usneoides Barba-de-velho P1

Tradescantia spathacea Moisés-no-berço M4

Tradescantia zebrina Trapoeraba-roxa M4, IA, JB

Trema micrantha Crindiúva JB

Xanthosoma taioba Taioba M4

JB: Jardim Botânico


IA: Instituto de Agronomia
IB: Instituto de Biologia
P1: Prédio Principal
M4: Alojamento Masculino M4

92
Sobre os participantes

Deborah Terezinha Conceição (autora) – Graduanda do curso de


Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal Rural
do Rio de Janeiro (UFRRJ). Desenvolve pesquisa na área da história da
cultura negra no Brasil, estando inserida no GT Cultura Popular e Brasil
Contemporâneo e no Grupo de Pesquisa Filosofia e Educação Popular
(UFRRJ/CNPq). É bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET)
onde coordena, desde 2017, o Eixo Religiosidade e Território através
do grupo PET Etnodesenvolvimento e Educação Diferenciada.
E-mail: deborahvinhal1@[Link]
Maria Cristina Andrade Florentino (sacerdotisa entrevistada)
– Graduada em Artes Plásticas e Especialista em Educação em Direitos
Humanos e em Educação das Relações Étnico Raciais, Cultura Africa-
na e Cultura Afro Brasileira pela Universidade Federal de Uberlândia.
Com a implementação da Lei 10.639/03 ministrou minicursos, oficinas
e palestras em projetos como “A Cor da Cultura” da TV FUTURA e o
no RENAFOR – Rede Nacional de Formação de Professores da Edu-
cação Básica eixo 2 Raça e Etnia. Atuou como coordenadora do Grupo
de artesãs Bonecas Pretas do CECÒRE- Economia solidária e geração
de renda e como organizadora da I Conferência do Triângulo Mineiro
para Comunidades Tradicionais de matriz Africana em 2015. Em 2018
participou do curta metragem “ALÁFIA: FÉ E (IN)TOLERÂNCIA”
e do livro “Ewé Ásà: folhas e religiosidades afro-brasileira”. Em 2019
teve participação no documentário “Cantiga de Orixá”. Atualmente é
articuladora Política do FONSANPOTMA-M.G. Ìyálòrísá Ifatoki Cris-
tina Ti Osùn desde 1996, atua como sacerdotisa e liderança religiosa no
Centro Cultural Orè - Egbé Ilè Ifá, no município de Uberlândia – MG.
E-mail: cristinaifa77@[Link]
Larissa Onasis Monteiro Magalhães (revisora) – Graduanda do
curso de Licenciatura em Letras: Português/Literaturas da Universida-
de Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Atuou como assistente
na pesquisa Educação com Ciência e Consciência na qual desenvolveu
atividades com foco na implementação das leis 10.639/03 e 11.645/08.
É bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET) desde 2017, sendo

93
membra do grupo PET Etnodesenvolvimento e Educação Diferenciada.
E-mail: [Link]@[Link]
Matheus de Souza de Oliveira (identificador de espécies) –
Graduando do curso de Agronomia da Universidade Federal Rural do
Rio de Janeiro (UFRRJ). Atua como estagiário da Coordenação de Lo-
gística Sustentável (Colosus) onde realiza projetos de gestão de resí-
duos sólidos no campus da UFRRJ. Foi também membro do Grupo de
Agricultura Ecológica (GAE) onde participou da autogestão e de ativi-
dades de extensão de cunho agroecológico e permacultural.
E-mail: [Link]@[Link]
Moizés Barros Cordeiro (identificador de espécies) – Graduan-
do do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade
Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), atuou como estagiário no
Sítio Roberto Burle Marx, realizou pesquisas em biologia reprodutiva
de Marantaceae no Parque Natural Municipal da Serra do Mendanha e
é um dos realizadores do “jardim do M4”. É com grande orgulho que
participa desta obra.
E-mail: moizesbarrosc@[Link]
Thaís Ramos da Cunha (ilustradora) – Graduanda no curso de
Agronomia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, atua
como estagiária no setor de Fitotecnia da UFRRJ. Em sua passagem
pela UENF, foi membra da Federação dos Estudantes de Agronomia
do Brasil e do Grupo Agroecologia Agrocrioulo, além de fazer parte da
primeira geração do coletivo negro José do Patrocínio. Thaís é artista
visual, faz parte do coletivo de grafiteiras “Preta Pinta Preta” e é aluna
na EAV Parque Lage, onde é bolsista pelo projeto Afrografiteiras da
Rede Nami.
E-mail: tramosdacunha@[Link]
Gabrielly Pereira (diagramadora) – Graduanda em jornalismo
na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, foi bolsista do PET
Dimensões da Linguagem onde atuou no eixo de representatividade e
comunicação social. Foi estagiária voluntária do Observatório de Fa-
velas e Uniperiferias onde cooperou em campanhas virtuais de ações
afirmativas, cobertura fotográfica e escrita de entrevistas, matérias e re-

94
portagens. Atualmente é designer freelancer com formação pelo Istituto
Europeo Di Design - IED Rio.
[Link]/gabypsilva

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