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ANDEBOL

O documento fornece uma introdução geral ao esporte de handebol, abordando sua simbologia, caracterização, história no Moçambique e internacionalmente, regras básicas como número de jogadores e duração das partidas, conceitos técnicos e táticos.

Enviado por

abacar ussene
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O documento fornece uma introdução geral ao esporte de handebol, abordando sua simbologia, caracterização, história no Moçambique e internacionalmente, regras básicas como número de jogadores e duração das partidas, conceitos técnicos e táticos.

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Índice

Introdução..........................................................................................................................2

1. Introdução ao Andebol..................................................................................................3

1.1. Simbologia..................................................................................................................3

1.2. Caracterização............................................................................................................3

1.3. História do andebol moçambicano e a nível internacional.........................................4

1.3.1. O andebol integrado em competições internacionais..............................................6

1.3.2. Andebol em Moçambique.......................................................................................7

1.4. Nomes de três (3) jogadores moçambicanos e três (3) internacionais.......................9

1.5. Terreno do jogo..........................................................................................................9

1.6. Duração doa jogo (nos escalões de seniores, juniores e iniciados)..........................11

1.7. Jogadores que entram num campo de Andebol........................................................12

1.8. Conceito da técnica ofensiva e defensiva.................................................................12

1.9. Conceito de táctica...................................................................................................12

1.10. Táctica ofensiva......................................................................................................13

Posição base ofensiva......................................................................................................13

1.11. Desenho da técnica ofensiva no campo de andebol...............................................13

Conclusão........................................................................................................................14

Bibliografia......................................................................................................................15
2

Introdução

O presente trabalho da cadeira de Andebol, tem como tema: Introdução ao Andebol,


como objectivo geral compreender um pouco sobre o historial, as características e
regras básicas do Andebol, e tem como objectivos específicos: ilustrar a simbologia das
regras de Andebol, descrever a caracterização e o História do Andebol moçambicano e a
nível internacional, nomear de três (3) jogadores moçambicanos e três (3)
internacionais, descrever o terreno do jogo, a duração doa jogo (nos escalões de
seniores, juniores e iniciados), identificar os jogadores que entram num campo de
voleibol, diferenciar técnica ofensiva e a defensiva e ilustrar desenho da técnica
ofensiva no campo de andebol.

Como metodologia de trabalho foi adoptado o estudo de pesquisa bibliográfica em


fontes primárias. Em termos da estruturação dos conteúdos abordados, além desta
introdução, o trabalho tem um desenvolvimento onde fez-se a o desenvolvimento de
forma sistemática dos conteúdos abordados, uma conclusão ou síntese do trabalho e
uma referência bibliográfica onde fez-se a especificação das obras usados para a
concretização do trabalho.

Assim espera-se que este trabalho traga uma contribuição valiosa em torno das questões
em destaque.

Ao longo da sua elaboração, recorreu-se, ao manual de apoio (módulo) e outras


consultas bibliográficas que estão citadas no fim.
3

Andebol

1. Introdução ao Andebol

O andebol constitui-se actualmente num desporto inserido no quadro das mais


importantes modalidades desportivas. É uma modalidade cuja prática envolve um
conjunto altamente complexo de movimentos, quer na sua utilização segmentar, quer na
realização global dos procedimentos técnicos utilizados.

O andebol é um jogo desportivo colectivo jogado sobre um espaço considerável de 800


m quadrados de área. Esta área torna-se menor para os jogadores de campo pois existem
duas zonas onde não podem penetrar, chamadas áreas de baliza.

O andebol é um jogo de equipa. Duas equipas jogam uma contra a outra. Cada uma das
equipas tenta meter (introduzir) a bola na baliza adversária e defender a sua própria
baliza dos ataques do adversário.

1.1. Simbologia

1.2. Caracterização
4

De acordo com Graziano (2015, p.10), o andebol é um jogo de equipa. Duas equipas
jogam uma contra a outra. Cada uma das equipas tenta meter (introduzir) a bola na
baliza adversária e defender a sua própria baliza dos ataques do adversário.
Na actualidade, esta modalidade apresenta um conjunto de características específicas.
Entre elas salientamos as seguintes: Durante o jogo, existem 3 (três) períodos de
paragem, para cada equipa. O jogo de andebol tem a duração ao de 60 minutos dividido
em duas partes de 30 cada. Não existe qualquer restrição ao número de possíveis
substituições a fazer por uma equipa; sendo o andebol um jogo de equipa. O confronto
entre ambas, faz-se de forma directa; cada jogador só pode manter a bola na mão
durante três segundos ou três passos. Os movimentos no andebol tais como a corrida,
drible, e outros meios técnicos, são considerados como cíclicos e surgem no jogo sem
qualquer espaço ou tempo pré-determinado para o seu aparecimento.

Assim, pode se inferir que o objectivo do jogo é fazer com que a bola entre na baliza
adversária, marcando golos, e evitar que o mesmo aconteça na sua baliza, ou que o
adversário tome posse da bola. Esta pode ser batida, empurrada, socada, parada ou
passada com qualquer parte do corpo acima dos joelhos. Ao guarda-redes que se
encontra colocado dentro da área de baliza, onde nenhum outro jogador pode entrar, é
permitido usar qualquer parte do corpo para defender a entrada da bola.

1.3. História do andebol moçambicano e a nível internacional

Para Stein & Federhoff, (1981), citados por Graziano (2015, p. 11), o andebol parece ser
um jogo muito antigo, segundo afirmam os estudiosos desses assuntos. Por exemplo:
Humero cantou na Odissea, os jogadores de andebol. Encontrou-se em Diplyon, perto
de Atenas uma representação gráfica, num baixo-relevo de um túmulo. No Nilo, antes
do início da era Cristã «Jogava-se à bola exclusivamente com a mão». Outros, admitem
a invenção dos jogos com a bola aos Lidios e Sardos, antigos povos da Ásia Menor, ou
ainda aos habitantes de Licion, povo que se situava junto aqueles, como ainda aos
Lacedemónios ou Espartanos, ao sul da Grécia, tendo-se até conhecimento dum tratado
de jogo de bola, da autoria do Lacedemónio Timocrates.

Os Gregos chamavam “esferística“, ao jogo de bola e “esferia“ à bola que em Roma


tinha o nome de “ Pila “.
5

Tudo isso é verdade; em todas as épocas históricas se jogou com a mão, mas esses jogos
pouco ou nada tinham a ver com o andebol moderno, que é um desporto muito recente,
isto porque, em 1882, aparece na Checoslováquia um jogo de bola com muitas
analogias com o andebol de sete. Este jogo, criado e divulgado por Joseph Klemer e
posteriormente codificado por Karas. Este jogo baptizado de Hazena é ainda designado
naqueles países (República Checa e Eslovaca), pelo mesmo nome.

Por outro lado, consta também que, em 1890, o Professor de Ginástica Konrad Koch,
criou o “ Raffballspiel” com características muito semelhantes às do andebol.

Por volta do ano 1900, na Dinamarca, o Professor de Educação do Colégio de Ordrup,


Holger Nielsen, cria e divulga um jogo de bola a que deu o nome de Hand - bold,
jogado por questões do clima rigoroso durante o inverno e também pelo decrescer de
interesse em sala. Este jogo foi criado pela necessidade de corresponder às necessidades
lúdicas das raparigas, que durante as aulas de Educação Física se aborreciam vendo os
seus colegas jogarem o futebol, jogo que não as atraia.

Na Bélgica, em 1913, aparece no curso normal Provincial de Educação Física de Liége,


pelas mãos do Professor Lucien Dehoux, o “Andebol das três casas”, que depressa se
expandiu, chegando entre 1915 e 1918 a organizarem-se campeonatos.

Em 1915 na Alemanha, Max Heiser inventou e fixou as regras de um jogo de campo ao


que chamou “Torbal“, certamente inspirado pela literatura da época clássica (vide
Odissea), pois o jogo era praticado só por raparigas. Heiser entendia que as raparigas,
tantas vezes injustamente desprezadas, tinham também direito ao seu jogo. Entre 1917 e
1919, Carl Schelenz e depois Carl Diem, interessavam-se por este jogo “Torbal“ e
adaptaram-no para os rapazes. Em 1920, Schellenz, professor da Escola Normal
Superior de Educação Física de Berlim, lançou as bases do andebol de 11, praticado
num campo de futebol e inspirado nas suas regras, mas jogado com as mãos. Nos países
escandinavos e por razões climáticas, este desporto era praticado em recinto coberto e
com 7 jogadores, (Teodorescu, 1984, p. 76).
No entanto, da América do Sul vem outra versão sobre a origem de andebol. É o
Uruguai a reivindicar para si a paternidade do jogo através do Professor de Educação
Física António Valeta, criador aliás de muitos outros jogos nacionais uruguaios, que no
final de 1916 idealiza um jogo como réplica do futebol, mas onde são apenas utilizadas
6

as mãos. Deu-lhe o nome de “ Balon“. O jogo popularizou-se de tal maneira que, em


1918, se disputou o primeiro jogo oficial no Estádio Higiene e Saludade Montivideu.

Embora subsistam muitas dúvidas sobre as suas origens, o seu grande desenvolvimento
e expansão deu-se nos países do Leste, Centro e Norte da Europa. Em 1928, por altura
da realização dos jogos Olímpicos de Amsterdão, foi fundada a Federação Internacional
de Andebol Amadora (I:A:H:F.) por onze países (EUA, Canadá, Dinamarca, França,
Bélgica, Austrália, Irlanda, Checoslováquia, Suécia, Grécia e Finlândia) e integrada na
Federação Internacional de Atletismo.

No entanto, a 11 de Julho de 1946 foi criada a Federação Internacional de Andebol (I:


H: F:) com o propósito de dissolver a então existente I.A.H.F. e garantindo não só a
efectivação regular das competições internacionais como também a universalização da
modalidade e o seu desenvolvimento equilibrado, acompanhando a evolução e o sentir
da sociedade de modo a promover as transformações adequadas. Foram membros
fundadores, a Áustria, Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, Luxemburgo,
Noruega, Polónia, Portugal, Suécia e Suíça, ascendendo actualmente, a 1320 o total de
países filiados, (Teodorescu, 1984, p. 89).

De referir que durante o Congresso do COI (Comité Olímpico Internacional), realizado


em Madrid o andebol foi adoptado como Desporto Olímpico e integrado em 1972 no
programa dos jogos da XX olimpíada, determinando assim que o andebol de sete fosse
englobado nos quinze desportos obrigatórios da mais alta competição desportiva
mundial. Era o triunfo final, pelo qual se bateram os pioneiros da modalidade.

1.3.1. O andebol integrado em competições internacionais

Segundo Graziano (2015, p. 13), O primeiro grande evento da modalidade foram os


jogos olímpicos de 1936, em Berlim, sendo que o jogo final (Alemanha 10-6 Áustria)
no Estádio Olímpico de Berlim foi o que atraiu o maior público na história do andebol
com mais de 100.000 espectadores, e também foi a única participação da modalidade
nas olimpíadas.

O primeiro Campeonato do Mundo de Andebol teve lugar em 1938, na Alemanha,


conjuntamente em onze e sete. Na sua versão de sete, o primeiro campeonato
7

internacional de andebol organizado pela FIA, foi disputado apenas por 4 selecções
(Alemanha, Áustria, Suécia e Dinamarca), o qual foi ganho pela Alemanha.

Após este Mundial registou-se um interregno de dez anos, por força da segunda Guerra
Mundial.

Assim, na versão de onze, realizaram-se sete campeonatos mundiais em masculinos


sendo o último, em 1966, já numa fase de decadência, somente com a participação de
seis equipas nacionais.

No sector feminino o onze teve ainda menor expressão, tendo-se realizado apenas três
campeonatos Mundiais o primeiro em 1949 (na Hungria), o segundo em 1965
(República Federal da Alemanha) e, o terceiro, em 1960 (Áustria) cujos vencedores
foram a Checoslováquia, Hungria e República Federal da Alemanha respectivamente.

Na variante de sete o primeiro campeonato Mundial de femininos teve lugar em 1957,


na Jugoslávia, cuja equipa vencedora foi a Checoslováquia. As competições Europeias
de Clubes, deram o seu início em 1957, começando pela taça dos clubes campeões, cujo
primeiro vencedor foi o Dukla de Praga (Checoslováquia). O reconhecimento
internacional, enquadrando o Programa Olímpico, dá-se a partir dos jogos de Munique
em 1972, unicamente no sector masculino, pois o feminino teve de esperar mais um
ciclo Olímpico, iniciando no ano de 1976, em Montreal, a sua participação na maior
competição desportiva mundial, (Graziano, 2015, p. 11).

O primeiro Torneio Olímpico em masculinos teve lugar em 1936 em Berlim, onde a


Alemanha se sagrou vencedora. Em femininos, realizou-se em 1976, em Montreal, onde
a União Soviética se sagrou Campeã. Em relação aos Juniores tanto em masculinos
como em femininos, os primeiros campeonatos mundiais tiveram lugar em 1977, na
Suécia e França respectivamente. Em masculinos foi ganho pela União Soviética e em
femininos a equipa vencedora foi a equipa da Jugoslávia.

1.3.2. Andebol em Moçambique

O andebol foi introduzido, em Moçambique, pela Armada Portuguesa em 1950. Os seus


grandes percursores foram os irmãos Ribeiro e o Rui Carlão. A modalidade não possuía
uma estrutura adequada. E, devido a essa questão por um lado, e por também se jogar
em campos de futebol por outro, não teve muita aceitação (Graziano et al., 2009, p.57).
8

O jogo assemelhava-se ao actual Râguebi. Por isso, com o andar dos tempos, foi
enfraquecendo e desaparecendo pelo nível de violência e pelos poucos e demorados
golos. Começou-se a reduzir o número de atletas por equipa e jogava-se em campos de
menor dimensão, e até por vezes cobertos. É então que por volta de 1960, é introduzido
o andebol de sete ou de salão, nas escolas preparatórias, colégios e liceus, sob controlo
de professores de Educação Física enquadrados nas actividades desportivas da
Mocidade Portuguesa.

Antes da Independência do país, eram realizados torneios amigáveis, movidos por


portugueses, alusivos às datas comemorativas tais como: dia de Camões, ou dia da raça
e o dia da República. Após a independência assiste-se a um abandono, pois os
percursores desta e de outras modalidades e também os professores de educação física
abandonaram, por várias razões, o país. Comenta-se também que com a reintrodução da
modalidade de basquetebol e a falta de material propício para a sua prática, fez com que
a modalidade entrasse em desuso. Em 1978, um conjunto de alunos da Escola Industrial
1o de Maio formou um grupo denominado de “Grua” (Grupo Unido de Moçambique)
que tinha como tarefa principal reactivar e reanimar o movimento andebolístico.

Segundo Tenroller, C. (2004), em Moçambique, também por esta altura, o andebol teve
um grande impacto a nível dos jogos escolares. Recorde-se que os Jogos Desportivos
Escolares contribuíram sobremaneira, para o reforço da unidade nacional, descoberta e
encaminhamento de talentos para o desporto de alta competição que viria a protagonizar
a conquista de lugares de destaque na arena desportiva continental e mundial. A grande
movimentação e impacto do andebol escolar, originou um alargamento do andebol
federado. Muitos destes atletas passaram a área federada, e assim foi-se implantando o
andebol, com as suas respectivas estruturas.

Por outro lado, com o início das relações de cooperação entre Moçambique e os países
do leste, o andebol ganhou outro ímpeto. Em 1981, foi criada a comissão nacional de
andebol federado na já existente Federação Moçambicana dos Desportos. Esta estrutura
ora criada, serviu para o enquadramento competitivo das primeiras equipas após a
Independência no contexto de alta competição, embora, com um reduzido número de
equipas a saber: Académica, Ferroviário, Benfica de Maputo e a Aviação.
9

Mais tarde, nos anos 1982-1983, surgiram novas equipas como são os casos do Estrela
Vermelha, Maxaquene, Costa do Sol e Matchedje, Clube Desportivo da Matola,
Desportivo de Maputo, Entreposto de Maputo, da Beira, Emplama, Chingale de Tete,
Ferroviário de Nampula e de Gaza.

A 3 de Novembro de 1983, foi criada a Federação Moçambicana de Andebol e, a 31 de


Maio de 1985, foi criada a Associação de Andebol da cidade de Maputo. Depois,
seguiu-se a criação de outras associações provinciais de andebol.

Moçambique é membro da Confederação Africana de Andebol a partir de 1983, e


admitido em 1988 como membro da Federação Internacional de Andebol.

Pela primeira vez, teve lugar em Maputo entre os dias 25 e 31 de Julho de 1993, a
terceira edição do Torneio da Esasife (África Austral e Oriental) onde fomos honrados
com a participação duma equipa Sul-Africana no escalão de seniores masculinos. Este
torneio foi ganho pelo Clube dos Desportos da Maxaquene. Nos últimos anos, a
Federação Internacional de Andebol tem tratado de promover a modalidade em
Moçambique a partir de determinadas acções levadas a cabo pela solidariedade
Olímpica desenvolvendo cursos de treinadores e árbitros.

Embora, dentro dos desportos prioritários tenha pouca expressão, o andebol em


Moçambique conhece uma ascensão nacional fulgurante, sendo praticado em quase
todas as províncias do país.

1.4. Nomes de três (3) jogadores moçambicanos e três (3) internacionais

Três jogadores moçambicanos são: Manuel Agostinho Tembe (Costa de Sol de


Maputo); Abel Alberto Mussane (Maxaquene de Maputo); Milton Francisco Monjane
(Ferroviario de Maputo/ Desportivo de Maputo); João Pedro Silva (CB Puente,
Espanha); José Guilherme Toledo (CS Minaur Baia Mare, Romênia) e Thiagus Petrus
(FC Barcelona, Espanha).

1.5. Terreno do jogo

De acordo com Tenroller, (2004, p. 64), o terreno de jogo é de forma rectangular:


compreende uma área de jogo e duas áreas de baliza, medindo 40 metros de
comprimento e 20 de largura. A baliza fica situada a meio da linha de saída de baliza,
10

devendo estar fixa solidamente. Mede no seu interior 2 metros de altura e 3 metros de
largura. Os postes devem estar ligados à trave, estando a sua aresta superior, alinhada
com o lado posterior da linha de baliza. Os postes e a trave devem ser construídos do
mesmo material, tendo uma secção quadrada de 8cm. Nos dois ângulos, as bandas
medem 28cm e são da mesma cor, as restantes bandas medem 20 cm. A baliza deve
estar munida de uma rede suspensa de modo a que quando a bola entre, não possa sair
imediatamente.

Fonte: Internet

A baliza fica situada a meio da linha de saída de baliza, devendo estar fixa solidamente.
Mede no seu interior 2 metros de altura e 3 metros de largura. Os postes devem estar
ligados à trave, estando a sua aresta superior, alinhada com o lado posterior da linha de
baliza. Os postes e a trave devem ser construídos do mesmo material, tendo uma secção
quadrada de 8cm. Nos dois ângulos, as bandas medem 28cm e são da mesma cor, as
11

restantes bandas medem 20 cm. A baliza deve estar munida de uma rede suspensa de
modo a que quando a bola entre, não possa sair imediatamente.

A área de baliza está delimitada por uma linha de 3 metros traçada 6 metros à frente da
baliza, paralelamente à linha de baliza e continuada em cada extremidade por um quarto
de círculo de 6 metros de raio, tendo como centro a aresta interna posterior de cada
poste da baliza. A linha que delimita a área é chamada linha de área de baliza. A linha
de lançamento é marcada por uma linha descontínua de 3 metros, traçada a 9 metros de
distância da baliza, paralelamente à linha de área de baliza. É continuada em cada
extremidade, por um quarto de círculo com 9 metros de raio que tem como centro a
aresta interna posterior de cada poste da baliza. A linha de 7 metros é constituída por
um segmento de recta com 1 metro de comprimento, traçado em frente do centro da
baliza, paralelamente à linha de baliza, a uma distância de 7 metros contados a partir do
lado exterior da linha de baliza. A linha de limitação para o guarda-redes mede 15 cm
de comprimento e deverá ser traçada em frente ao meio de cada baliza e paralelamente a
esta, a uma distância de 4 metros, a contar do lado exterior da linha de baliza.

A linha de meio campo liga os meios das linhas laterais e as linhas de substituição são
delimitadas numa das linhas laterais por um traço de 15cm, traçado perpendicularmente
sobre a mesma, a uma distância de 4,5 metros da linha de meio campo. Todas as linhas
fazem parte da superfície que delimitam, medindo 5cm de largura e devem ser traçadas
de maneira muito visível. Entre os postes, a linha de saída de baliza, tem a mesma
largura que estes: 8cm.

1.6. Duração doa jogo (nos escalões de seniores, juniores e iniciados)

A Federação Moçambicana de Andebol, determinou os tempos de jogo (tabela 1) para


os vários escalões, que se indicam:
Escalão Tempo de jogo Tempo de intervalo
Seniores masculinos
Seniores femeninos 2 * 30 minutos 10 minutos
Juniores masculinos
Juniores femeninos
Juvenis masculinos 2 * 25 minutos 10 minutos
Juvenis femeninos
Iniciados masculinos
Iniciados femeninos 2 * 20 minutos 10 minutos
12

Infantis masculinos
Infantis femeninos

O tempo de jogo começa pelo apito do árbitro central e termina pelo sinal de fim
(acústico) do cronometrista. As irregularidades e atitudes anti-desportivas cometidas
antes do sinal do cronometrista deverão ser penalizadas pelos árbitros, mesmo após o
soar deste sinal, após a execução do lançamento livre ou do lançamento de 7 metros, do
qual se aguarda o resultado, o árbitro de campo apita o final do tempo de jogo. Após o
intervalo as equipas mudam de campo. Os árbitros decidem quando o tempo de jogo
deve ser interrompido e quando deve ser retomado.

Eles assinalam ao cronometrista o momento de paragem dos cronómetros e o momento


de arranque dos mesmos.

1.7. Jogadores que entram num campo de Andebol

Conforme referido, uma equipa é composta por 14 jogadores (12 jogadores de campo e
2 guarda-redes) que deverão ser inscritos no boletim de jogo. No entanto, para jogos
internacionais, é permitido um número de 16 jogadores (sendo 13 jogadores de campo e
3 guarda-redes).

As equipas devem obrigatoriamente jogar com um guarda-redes. Sobre o terreno de


jogo não se devem encontrar mais que 7 jogadores ao mesmo tempo (6 jogadores de
campo e 1 guarda-redes). Os outros jogadores são suplentes. Na zona de substituição só
se devem encontrar os jogadores suplentes, os jogadores excluídos e 4 oficiais. Os
oficiais devem ser inscritos no boletim de jogo e 1 (um) deles deverá ser designado
como o responsável da equipa. Só ele está autorizado a dirigir-se ao
secretário/cronometrista e eventualmente, aos árbitros. Para um jogo, têm que se
apresentar em campo pelo menos 5 jogadores de cada equipa, dos quais um terá de estar
inscrito no boletim de jogo, como guarda-redes. As equipas poder-se-ão completar até
14 jogadores, até ao fim do jogo e dos tempos de prolongamento. Não é obrigatório
parar o jogo se o número de jogadores de uma equipa se reduzir a menos de 5.

Se um jogador entrar sem que saia outro, a equipa fica com 8 jogadores em campo,
nesta situação, além do jogador que entrou ser punido com dois minutos, a equipa
13

também é punida e como tal, é necessário sair outro jogador, a equipa joga só com 6
elementos durante o tempo de punição, depois pode completar-se, após dois minutos.

1.8. Conceito da técnica ofensiva e defensiva

1.9. Conceito de táctica

Para Tenroller, (2004, p. 89), quando nos referimos à técnica estamos a falar da
motricidade especializada, específica de uma modalidade desportiva, que permite ao
jogador resolver eficientemente as tarefas do jogo. A técnica procura a optimização
racional da capacidade do jogador às condições de realização de modo a conseguir o
máximo rendimento desportivo. Neste contexto, define-se técnica como todas as
evoluções de movimentos, adequados e económicos, que possibilitam o prosseguimento
correcto do jogo em qualquer situação que se apresente.

1.10. Táctica ofensiva

De acordo com Teodorescu, (1984, p. 98), entende-se táctica como sendo o complexo
de acções individuais, ou colectivas, com o objectivo de criar uma situação favorável
para finalizar ou para dar continuidade a acção ofensiva, assim como para a recuperação
da posse da bola. Neste trabalho, é referida (i) a táctica ofensiva: táctica ofensiva
individual (meios tácticos individuais), de grupo (meios tácticos de grupo) e colectiva
(meios tácticos de equipa).

1.10.1. Posição base ofensiva

De acordo com Teodorescu, (1984, p. 98), citado por a posição base serve de partida
para todos os movimentos e acções ofensivas de um jogador, facilitando os processos
técnicos e movimentos. A posição base ofensiva é adoptada assim que o jogador ganha
a posse de bola e inicia o processo ofensivo. A posição base facilita e ajuda os
movimentos e processos técnicos. A posição base ofensiva permite entrar em acção com
a rapidez que as circunstâncias o exijam. As suas determinantes técnicas são as
seguintes: Pernas afastadas à largura dos ombros, abaixamento do centro de gravidade
através da ligeira flexão das articulações do tornozelo, joelhos e coxo-femoral, ombros
avançados de modo a que as costas sejam levemente dobradas, braços com as palmas
das mãos prontas para apanhar a bola, estendidos com articulação do cotovelo relaxada
e levemente flectida.
14

Ao conseguir a posse da bola, a equipa deve passar imediatamente à acção ofensiva,


tentando em primeira instância o contra-ataque. Este se concluirá mediante remates
individuais e acção coletiva, organizada em esquemas prévios para o melhor
aproveitamento das qualidades individuais. Por isso, se diz que o contra-ataque é a
passagem rápida de defesa para o ataque geralmente com um jogador, causado pela
perda de bola pelo adversário.

O contra-ataque pode ser realizado por um jogador que rouba a bola e sai sozinho ou
através de um passe a longa distância executado pelo guarda-redes ou por um
companheiro seu.

A esquematização dependerá da acção individual dos jogadores e da perfeita execução


dos movimentos necessários para se vencer o bloqueio adversário.

Na formação dos sistemas, os jogadores receberão funções conforme suas


características naturais: os rematadores são jogadores com visão global do jogo,
liderança natural na equipa e na distribuição das jogadas, grande habilidade com a bola,
tenham bom índice de aproveitamento nos remates à distância boa recuperação no corte
do contra-ataque adversário e organização do sistema defensivo; os infiltradores,
também chamados pivôs, serão jogadores ágeis, fortes e habilidosos nos dribles e na
execução dos remates especiais, e os pontas também chamados extremos, serão
jogadores velozes, com habilidade nos remates com salto e queda, rápidos nos dribles e
na troca de passes nos contra-ataques.

Em um primeiro momento, nossos alunos/atletas aprendem que para atacar é necessário


estar em posse da bola, porém é preciso especificar que não somente o possuidor da
bola é o atacante, mas todos aqueles que fazem parte do grupo que estão em acção
ofensiva. Neste momento, os alunos precisam entender que
15

Andebol 32

grande parte das acções ofensivas dos jogadores no ataque ocorre sem a bola. Mas como
fazer nossos alunos e atletas entenderem isso?

Quando não for possível ultrapassar o adversário, ou este regressou mais rapidamente à
defesa, ou a bola foi rematada ao lado da baliza ou saiu do campo de outra maneira,
Segue-se um ataque posicional, que se utiliza quando:

a) A defesa está formada e já não é possível ultrapassá-la no meio campo

b) Deve-se retardar o jogo

c) Deve-se poupar energias

Na primeira fase das acções ofensivas, os jogadores correm para determinadas posições
e começam, a partir daí, o jogo de ataque. A primeira fase do ataque posicional, ataque
contra uma defesa já formada, conclui-se quando os jogadores ocuparem, em frente da
baliza adversária, as suas posições específicas determinadas a partir do sistema. Começa
então a segunda fase, o desenvolvimento do jogo de ataque perigosos para a baliza.
Distinguem-se, nesta fase, a parte dos sistemas que se abordarão mais tarde, vários tipos
de comportamento táctico de cada jogador e de grupos de jogadores, os quais se
resumem no conceito de táctica de uma equipe no ataque.

Táctica ofensiva individual


16

Considera-se como táctica ofensiva individual (meios tácticos individuais), a forma de


superar a resistência do adversário ou dos adversários sem ajuda do companheiro
utilizando conscientemente um conjunto de acções, em uma situação de jogo ofensivo.

Os jogadores devem possuir um equilíbrio dinâmico ou seja, dominarem os seus


deslocamentos, as suas mudanças de direcção e de velocidade, as suas travagens etc.,
quer seja em corrida ou em suspensão, e a capacidade de reencontrar o seu equilíbrio
estando desequilibrado. Devem possuir uma mobilidade do membro em acção que lhe
permite a manipulação da bola sem problemas, a par de uma coordenação dinâmica
geral. Devem ter uma noção extremamente apurada relativamente ao conhecimento do
seu próprio corpo que lhes facilita sobremaneira a estruturação correcta do espaço
ofensivo. Por fim, os jogadores devem ser capazes de recolher informação para de
seguida decidirem como actuar possuindo a capacidade de perceber o jogo, os espaços
livres, situarem-se em relação aos deslocamentos dos colegas, dos adversários e da bola
como de fintar com e sem bola.

Por exemplo, a potência do remate aliada à sua precisão (figura

5) é cada vez mais um factor decisivo do jogo. Se analisarmos os jogos de andebol


verificaremos actualmente que os jogadores são “empurrados” para zonas mais
afastadas da baliza e os guarda-redes são cada vez mais eficazes. Estas afirmações feitas
por MARQUES, em 1987, vieram a confirmar-se como uma

Andebol 33

“verdade actual” e pensamos que continuarão a ser uma verdade no futuro. Assim, a
necessidade de executar, rápido e bem, fintas e deslocamentos para ganhar
17

espaço/vantagem ou impedir essa vantagem, para rematar “forte e rápido” longe da


baliza ou em situações de choque com o adversário, conduzem a que a capacidade física
dos jogadores, assim como a táctica individual, seja elevada, de forma a resolverem com
eficácia os problemas do jogo (SOARES, 1995).

Assim, a todos os elementos que compõem a sistemática técnica, correspondem os


mesmos elementos em termos tácticos.
18

Figura 5: Visão frontal do remate em andebol.

Táctica ofensiva de grupo

Por táctica de grupo (meios tácticos de grupo) (progressão sucessiva, ecrã, bloqueios,
cruzamentos e cortinas) entende-se ser a interacção entre dois ou 3 jogadores através
das suas acções individuais tendo como um dos principais objectivos a criação da
superioridade numérica para uma melhor situação de finalização. Por isso, requerem um
grande espírito de entreajuda e colaboração. São dominantes no jogo, determinando em
larga escala o sucesso da equipa.

Estas acções devem ser a base do trabalho táctico de qualquer equipa. Salienta-se aqui
que as acções a serem efectuadas pelo pivô, bem como, a preponderância das suas
acções devem contribuir para o êxito nas finalizações da equipa. Como refere RIVIERE
(1980) “as relações a dois são as sílabas, as relações a três as palavras que formam a
frase, ou seja, o jogo a seis”.

Das acções tácticas de grupo, a progressão sucessiva é a acção dinâmica de passagem,


sem bola, pelo espaço de acção de um defensor suscitando nele a dúvida sobre a
responsabilidade de marcação num dado momento. É levada à prática, pode dizer-se, de
forma inconsciente, mais frequentemente do que por vezes se imagina.

Ecrã - Acção de interposição do tronco, com ou sem bola, normalmente de costas para o
defensor, para impedir que este inicie o seu movimento de saída a um atacante,
normalmente em benefício deste para impedir a continuação da movimentação do
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defensor para acompanhar o atacante que esteja a marcar. Bloqueio - Acção de


interposição do tronco, com ou sem bola, para impedir a continuação da movimentação
do defensor para acompanhar o atacante que esteja a marcar. O bloqueio deve ser
utilizado com a intenção de aproveitar as regras da defesa (estandardizadas) para
proveito das acções de ataque. A par desta situação, o bloqueio também é utilizado para
aproveitar a agressividade defensiva através da exploração de zonas óptimas para
finalizar. Também surge a simulação de bloqueio, para afastar a atenção da acção
táctica a realizar.

Cruzamento - Acção de tentativa de entrada com bola, após simulação, no espaço entre
dois defensores, atacando o impar. Produz-se uma troca de posto específico.

Cortina - Acção dinâmica de passagem, sem bola, pelo espaço de acção de um defensor
suscitando nele dúvidas sobre a responsabilidade de marcação num dado momento. É
levada à prática, pode dizer-se, de forma inconsciente, mais frequentemente do que por
vezes se imagina.

Nas figuras abaixo são apresentados alguns exemplos de esquemas de acções a dois
elementos.

1.11. Desenho da técnica ofensiva no campo de andebol


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Fig: Representa um cruzamento simples do central com o lateral esquerdo. Passe do lateral esquerdo para
o lateral direito que entra entre o primeiro e o segundo defensor.

Fig. Esquematiza o momento em que o central está em posse da bola e o pivô bloqueia o defesa avançado.
Seguidamente, o passe sai para o lado contrário do bloqueio. O lateral esquerdo, aproveita o movimento
do pivô para finalizar.

Fig. Sistema ofensivo 3:3


21

Conclusão

O andebol é um jogo de equipa. Duas equipas jogam uma contra a outra. Cada uma das
equipas tenta meter (introduzir) a bola na baliza adversária e defender a sua própria
baliza dos ataques do adversário.

Embora subsistam muitas dúvidas sobre as suas origens, o seu grande desenvolvimento
e expansão deu-se nos países do Leste, Centro e Norte da Europa.

O andebol foi introduzido, em Moçambique, pela Armada Portuguesa em 1950. Os seus


grandes percursores foram os irmãos Ribeiro e o Rui Carlão.

Outro sim, atribui-se a invenção do andebol ao professor Karl Schelenz, da Escola


Normal de Educação Física de Berlim, durante a Primeira Guerra Mundial. No início, o
andebol era praticado apenas por moças e as primeiras partidas foram realizadas nos
arredores de Berlim. Os campos tinham 40 x 20 m, e eram ao ar livre. Pouco depois, em
campos de dimensões maiores, o desporto passou a ser praticado por homens e logo se
espalhou por toda a Europa. O terreno de jogo (figura 1) é de forma rectangular:
compreende uma área de jogo e duas áreas de baliza, medindo 40 metros de
comprimento e 20 de largura.

O tempo de jogo começa pelo apito do árbitro central e termina pelo sinal de fim
(acústico) do cronometrista. Conforme referido, uma equipa é composta por 14
jogadores (12 jogadores de campo e 2 guarda-redes) que deverão ser inscritos no
boletim de jogo. No entanto, para jogos internacionais, é permitido um número de 16
jogadores (sendo 13 jogadores de campo e 3 guarda-redes).

As equipas devem obrigatoriamente jogar com um guarda-redes. Sobre o terreno de


jogo não se devem encontrar mais que 7 jogadores ao mesmo tempo (6 jogadores de
campo e 1 guarda-redes). Os outros jogadores são suplentes.
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Define-se técnica como sendo todas as evoluções de movimento, adequados e


económicos, que possibilitam o prosseguimento correcto do jogo em qualquer situação
que se apresente. É referida a técnica defensiva e ofensiva. Estes elementos permitem ao
jogador de andebol resolver eficientemente as tarefas do jogo.

Bibliografia

Costa, I. e Maia, J. (2011), Sistema de avaliação Táctica nos jogos colectivos l:


desenvolvimento e validação preliminar. Motricidade, vol 4.

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Lima, M. R. M. (2010), Perfil dos jogos colectivos: Universidade Federal de Minas,


Belo Horizonte.

Sérgio, M.; Pedro, E. Metodologia dos aspectos técnicos e tácticos., Federação de


Futebol de Salão. Bahiana

Stein, H. & Federhoff, E. (1981). Andebol, Editorial Estampa, Lisboa.

Tenroller, C. (2004). Handebol: Teoria e Prática: Sprint. Rio de Janeiro.

Teodorescu, L. (1984). Problemas de Teoria e Metodologia nos Jogos Desportivos,


livros Horizonte.

Zerhoun. I, M. (1980). Principes de Base Footebol Conteporain. Fleury. Orges.

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