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Relatorio Fintechs Cedro e StartSe

O documento discute as tendências recentes no setor financeiro, com foco no crescimento das fintechs e serviços financeiros móveis. Ele destaca que (1) nos últimos 5 anos houve um aumento exponencial no uso da internet móvel e de serviços financeiros online, (2) existem mais de 500 aplicativos financeiros no Brasil oferecidos por bancos, startups e outras instituições, e (3) a tecnologia blockchain pode revolucionar o setor permitindo transações financeiras diretas entre usuários sem intermediários.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Relatorio Fintechs Cedro e StartSe

O documento discute as tendências recentes no setor financeiro, com foco no crescimento das fintechs e serviços financeiros móveis. Ele destaca que (1) nos últimos 5 anos houve um aumento exponencial no uso da internet móvel e de serviços financeiros online, (2) existem mais de 500 aplicativos financeiros no Brasil oferecidos por bancos, startups e outras instituições, e (3) a tecnologia blockchain pode revolucionar o setor permitindo transações financeiras diretas entre usuários sem intermediários.
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Título do Material

Introdução

As inovações apenas se popularizam caso encontrem um ecossistema favorável.


Nos últimos cinco anos, percebemos um aumento exponencial de usuários na
internet - e o número de pessoas que possuem acesso móvel não para de
crescer em todo o mundo.

Este ecossistema favorece a existência de serviços corporativos no lugar onde o


usuário se encontra, seja em um site, smartphone, caixa eletrônico, rede social
ou chat. Este comportamento pode ser chamado de People First, onde serviços
são focados sobretudo nas pessoas - e não mais em processos. Em poucos 2
segundos, realizamos pagamentos, contratamos empréstimos, seguros,
realizamos investimentos. Nossas finanças pessoais são mais fáceis de serem
controladas e certos custos foram reduzidos a centésimos do que se pagava
anos atrás.

Nesse cenário, Fintechs, empresas de serviços financeiros baseadas em


tecnologia, e a oferta de dispositivos móveis se popularizam. Só no Brasil,
já há mais de 500 aplicativos financeiros disponíveis, publicados por
bancos, startups, corretoras, seguradoras, entre outras instituições.

Neste relatório, você irá acompanhar alguns dos principais números do setor,
novas tendências e impactos comentados por importantes consultorias
nacionais e estrangeiras.
Produção do material e referências

Há mais de uma década acompanhando de perto as principais inovações do


mercado financeiro mundial, a Cedro Technologies, em parceria com o portal e
plataforma StartSe, elaborou um relatório com informações relevantes sobre o
setor, consolidando alguns dos principais dados e indicadores sobre o assunto
que surgiram entre 2015 e 2016.

Como principais fontes dos dados que você verá na sequência, usamos a
Pesquisa FEBRABAN de Tecnologia Bancária 2015, realizada pela Deloitte, que
ouviu "17 bancos que representam 93% dos ativos da indústria no país", e
o relatório Report Fintechlab 2016, iniciativa da agência Clay Innovation.
3
Também destacamos estudos da Accenture na América do Norte, a revista Ciab
FEBRABAN 64, palestras TED e artigos de veículos como Meio & Mensagem,
Época Negócios, CIO, Computer World e Business Insider.

Fontes:
- Pesquisa FEBRABAN
- Report Fintechlab
- Revista Ciab
-Artigo no Meio & Mensagem
- Artigo na Época Negócios
- Artigo no Business Insider
- Artigo no CIO
- Artigo no Computerworld
- TED: Mike Schwartz: The potential of blockchain
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multimídia :D
Desde 2010, como aponta a consultoria Accenture, startups financeiras ao
redor do mundo receberam investimentos que, somados, chegam a

27,5 bilhões de dólares.

Produtos e serviços moldados por


experiência e design focados no usuário

Soluções ditadas por inovações e tendências,


5
como blockchain e carteiras digitais

Se aproveitam do sistema financeiro


burocrático no país para entrar e crescer

+200 Fintechs no país,


distribuídas em categorias como Pagamentos, Segurança, Câmbio
e Investimentos, entre outras.
70% das startups financeiras já estão em operação

20% contam com +20 funcionários

A previsão é que, em 2016, metade das


empresas fechem o ano com

faturamento 6

de mais de
R$ 1 milhão
Dados de 2015 mostram que 2/3 das Fintechs
receberam aportes de capital
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multimídia :D
2015 foi o ano da “explosão” do Mobile Banking no Brasil

11,2 bilhões
de transações bancárias, marcando um aumento de 138% em relação a 2014.

Desse montante, 500 milhões envolveram


movimentação financeira. Os 10,7 bilhões restantes se dividem entre consultas
a extrato, saldo, entre outras opções.

Internet Banking ainda lidera a


preferência dos usuários, com
17,7 bilhões de transações registradas

Agências bancárias apresentaram


4,9 bilhões de transações
De 10% para 21%
Foi o salto, em 2015, do Mobile Banking na participação em relação ao total de
transações e atendimento no país.

16 vezes
Foi o crescimento do número de contas habilitadas para Mobile Banking entre
2011 e 2015.

9
Transações via Mobile Banking
54% do total de
transações bancárias
em 2015 no Brasil
Transações via Internet Banking

73% dos quase 117 milhões de Mobile


contas correntes ativas Internet
apresentam mais de Contact Center
80% de transações em: ATMs
À medida que inovações chegam aos smartphones, tablets e computadores dos
usuários e clientes de bancos, os hábitos financeiros também tendem a mudar.

Afinal, se há alguns anos a opção para checar seu saldo e extrato era se
locomover até a agência mais próxima, hoje essa ação é feita em segundos
através de aplicativos, sem que ninguém precise sair do lugar.

Com isso, é de se esperar um aumento no número de transações. E a pesquisa


Global Mobile Consumer Survey confirma isso. Partindo de um universo de
duas mil pessoas no Brasil, estes são alguns dos resultados:

10

22% pagam contas 41% checam saldo 19% usam Mobile


via Mobile Banking uma vez por semana, Banking ao menos uma
pelo menos uma no mínimo, em seus vez por semana para
vez por semana smartphones transferir dinheiro
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multimídia :D
Blockchain: tecnologia aberta
para mudar o mundo - um
bloco de cada vez
"Vez ou outra, uma tecnologia realmente revolucionária surge e sempre
nos leva a lugares que nunca imaginamos. Vimos esse cenário com o
motor a combustão, telefone, computadores e, é claro, com a internet. E
agora, mais uma dessas revoluções está prestes a nos transformar - e ela é
a tecnologia de Blockchain“
13

A frase é a fala de abertura de Mike Schwartz, especialista em Blockchain, em


palestra pelo TED Institute, em Paris, em maio de 2016. Mike prevê que essa
tecnologia, se tudo correr como planejado, pode desencadear a primeira
grande revolução da era da informação.

Resumir o que é Blockchain é correr o risco de simplificar algo com


capacidades ainda desconhecidas de expansão. Em todo o caso,a tecnologia
pode ser vista como uma nova maneira de armazenar e gravar transações. É
parecida com um banco de dados tradicional, mas as informações são gravadas
em blocos que estão ligados entre si por meio de "nós", seguros através de
matemática complexa e criptografia, com o objetivo de se certificar que são à
prova de fraudes. Cada bloco em um Blockchain é um código que armazena
algum tipo de dado (contratos, certificado de propriedade, declaração de
autenticidade, comprovantes financeiros).
Apostas e investimentos

A tecnologia atual permite que nos comuniquemos com


pessoas ao redor do mundo. Mandamos mensagens,
emails, vídeos, imagens e áudios diretamente para
remetentes diversos, de forma segura e confiável. Mas
quando esse processo envolve dinheiro, a transação só é
validada se uma terceira parte entrar na equação: bancos
e governos, por exemplo. Com Blockchain, essas
transações podem acontecer de maneira direta, em um
banco de dados aberto e descentralizado, no qual a
própria rede de usuários verifica a autenticidade das
transações - que são únicas, inalteráveis, rastreáveis e
marcadas digitalmente, e que podem envolver não 14
somente cifras, mas contratos, imóveis, posses em geral.
Há quem aposte até em votações eleitorais e em
pagamento de impostos através de Blockchain.

No entanto, o cenário é nebuloso para quem lida com Blockchain. Ainda existe desinformação
e receio por parte de executivos, CIOs e profissionais de TI. Assim, é formado um terreno fértil
e promissor para as Fintechs. Com investidas de gigantes da tecnologia para desvendar as
possibilidades do Blockchain, startups financeiras também podem se beneficiar de suas
estruturas enxutas e criativas para estudar modelos eficientes de usos da tecnologia de blocos.
Complexidade na implementação

A implementação de uma aplicação utilizando Blockchain ainda é tecnicamente


complexa, pois há pouca tecnologia, componentes, padrões e frameworks
disponíveis. Isto significa que empresas que se aventuram pela tecnologia têm
feito implementações proprietárias. Todavia, surge por todo o mundo
iniciativas de projetos de código aberto. Entre elas, há o Hyperledger, projeto
da The Linux Foundation que reúne nomes como Intel, IBM, Hitachi, Digital
Asset, Accenture, JP Morgan, CME Group e Deutsche Börse, entre outras
organizações que têm aderido à iniciativa.

Outro projeto no qual vale ficar de olho é o consórcio R3, constituído por 60
instituições da indústria financeira, incluindo Itaú e Bradesco, empresas de
tecnologia e especialistas em Blockchain, com o objetivo de desenvolver 15
aplicações comerciais baseadas na tecnologia. A bolsa brasileira
BM&FBOVESPA, inclusive, foi a primeira bolsa de valores do mundo a entrar no
programa . O R3 também participa colaborativamente com o Hyperledger.
Estão no consórcio empresas como BBVA, Barclays, CreditSuisse, Santander e
Morgan Stanley, entre outras.
Muito além do Bitcoin

Inicialmente, Blockchain era visto quase que exclusivamente como a estrutura


computacional por trás da moeda virtual Bitcoin. Sobre isso, Jerry Cuomo,
executivo da IBM, disse:

“Se há 100% de oportunidade no Blockchain, Bitcoin


representa apenas 1% disso“

Faça o teste: escreva o nome de uma indústria qualquer no Google ao lado da


palavra "Blockchain". As chances são enormes de pularem em sua tela
resultados com termos relacionados a solucionar problemas, mudar
16
paradigmas, reinventar processos, revolucionar setores, entre outros. Energia
solar, streaming de música, seguros, locação de carros, rastreamento de
diamantes, agricultura, proteção ambiental. A lista com que Blockchain tem se
envolvido atualmente, com experimentos promissores, é enorme.

Basicamente, num futuro em que essa tecnologia esteja mais desvendada e


popularizada, todo setor imaginável deve se beneficiar dela - e a indústria
financeira tem tudo, mais uma vez, para ser pioneira e criar soluções
revolucionárias para facilitar o dia a dia das pessoas, dos governos e das
organizações.

Estamos de olho. E você?


E as agências bancárias?

É inegável o avanço absurdo dos meios digitais na vida de clientes de


instituições financeiras no mundo todo. Tanto que uma pesquisa feita pelo
Goldman Sachs no ano passado mostrou que 50% dos millennials confiam
em startups para ultrapassarem bancos tradicionais, enquanto 33%
acreditam que sequer vão precisar de bancos daqui 5 anos.

Porém, o papel e a vida das instituições financeiras seguem praticamente


inabalados. A consultoria Accenture, em estudo feito na América do Norte,
17
mostra um lado um pouco diferente dos millennials: 86% ainda esperam
visitar agências físicas em algum momento no futuro, além de apenas 27%
terem se mostrado completamente satisfeitos ao usarem canais digitais de
bancos. Ou seja, a experiência "cara a cara" ainda é uma espécie de "porto
seguro" para os clientes.

"Acredito que ao longo do tempo haverá redução no


número de agências. A tendência é elas adquirirem um
papel menos transacional e mais de atendimento,
especialmente para clientes que buscam o canal físico
em vez do digital" - Roberto Setubal, presidente do Itaú
Unibanco, em entrevista à revista Ciab FEBRABAN nº64
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multimídia :D
O setor bancário-financeiro, no Brasil, sempre foi um dos que mais
investiram em tecnologia ao longo dos anos. E isso é comprovado no
estudo da FEBRABAN.

Entre 2011 e 2015:

R$ 98 bilhões tiveram
como destino a área de
tecnologia dos bancos 19

Em 2015:

R$ 19 bilhões foram
alocados em questões
tecnológicas
O montante coloca as instituições financeiras
atrás apenas do governo federal em total de
investimentos em tecnologia no país
O que vem por aí e
como se preparar

Os serviços financeiros se transformam à medida em que acesso à internet e


uso de smartphones se popularizam.

Podemos fazer uma comparação com o rádio: o físico italiano Guglielmo


Marconi teve êxito no início dos anos 1900 ao realizar transmissões sem fio por
ondas de rádio. Entretanto, o rádio se popularizou apenas a partir da década de 20
30. Hoje, ele é massivamente acessível, o serviço de transmissão é gratuito e um
aparelho pode ser adquirido, em alguns casos, por menos de um dólar em boa
parte do mundo. Smartphones seguirão o mesmo caminho, permitindo que
mais pessoas tenham acesso a um dispositivo. Desta maneira, quando este
"movimento" se consolidar, o consumo de serviços financeiros para meios
digitais se transformará.

Ainda vivenciamos a popularização dos aplicativos financeiros, mas não


podemos deixar de olhar para o futuro. Três novas tendências ganham
força: os robôs de atendimento inteligentes (chatbots com machine
learning), que aprendem sozinhos, Internet das Coisas e Blockchain.
Os robôs poderão assessorar pessoas em resolução de problemas e tomada de
decisão, inclusive para investimentos, pagamentos e empréstimos.

Já a Internet das Coisas permitirá que serviços financeiros possam ser


integrados a objetos como carros, eletrodomésticos, sistema público de
transporte e catracas.

Para finalizar, temos a maior aposta disruptiva para os serviços financeiros:


Blockchain. A mesma tecnologia que está por trás da criptomoeda Bitcoin
permitirá que serviços até então regulados por entidades e governos passem a
ser validados pela própria comunidade e descentralizados – como a própria
internet é.

21
As tecnologias para Chatbot estão amplamente disponíveis. Quanto à Internet
das Coisas, ainda há muita discussão sobre padrões e protocolos. Blockchain,
apesar de ser uma iniciativa mais recente, conta com importantes iniciativas
envolvendo os gigantes da indústria financeira e da tecnologia em projetos
como o Hyperledger e o R3.

E você, o que pensa sobre os assuntos


abordados? Quais são suas apostas
para o futuro das Fintechs e do
mercado financeiro?
A Cedro Technologies é uma provedora de soluções em
consultoria, serviços de TI e software
Com sede no Brasil, atendemos usuários nacionais e
internacionais oferecendo soluções especialistas de alta tecnologia
para mobilidade, internet e soluções para o mercado financeiro.

A Cedro atua nas seguintes frentes de negócio:

• Financial Solutions: Produtos e serviços focados em mercado financeiro, como


terminais de negociação, Market Data e OMS.
• IT Services: Fábrica de Software, desenvolvimento de plataformas e soluções e
serviços profissionais.
• Mobile Services: Solução multiplataforma MyPush, Plataforma Anywhere,
consultoria de UX e desenvolvimento de aplicativos.
Estimular a inovação e o empreendedorismo no Brasil
Além de um portal de conteúdo com as novidades do mundo
de empreendedorismo, startups e investimento-anjo, o StartSe
é também uma plataforma que conecta empreendedores a
investidores, mentores, aceleradoras, grupos de investimento,
empresas e a uma rede de parceiros capazes de oferecer o suporte
necessário para o desenvolvimento de uma startup.

Por acreditar na capacidade empreendedora e inovadora dos


brasileiros e por conhecer o potencial de crescimento do volume
investido nas startups, o StartSe tem como missão informar, educar,
conectar e desenvolver o ecossistema de startups no Brasil, apoiando
iniciativas que tornem o ambiente ainda mais atraente para a
entrada de novos players.

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