Gestão Estratégica de Pessoas e Equipes
Gestão Estratégica de Pessoas e Equipes
Cultura organizacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Clima organizacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Treinamento e desenvolvimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
Gestão do conhecimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
Liderança . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
Gestão de equipes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
Gestão de mudanças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61
Rotinas administrativas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
Recrutamento e seleção . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
Recrutamento interno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 67
Recrutamento externo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
Recrutamento misto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70
Cargos, salários e benefícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
Plano de carreiras e retenção de talentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75
Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 84
Referências bibliográficas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85
GESTÃO DE PESSOAS
Estruturar boas equipes de trabalho demanda esforços principalmente no entendimento das
reais capacidades dos integrantes da equipe de trabalho. Além disso, estimular o desenvolvimento
de cada integrante no sentido de gerar benefícios para a organização justifica os esforços da gestão
dessas pessoas. Sendo assim, a gestão de equipes depende da correta gestão de pessoas, o que
será discriminado nesta disciplina.
Qualquer gestor pode ser um gestor de pessoas, mas somente um tem meios
necessários para se tornar um bom gestor de pessoas. É o titular (ou a titular) da área
de pessoas. Mas, para se tornar um excelente gestor terá de agir estrategicamente.
(ARAÚJO; GARCIA, 2009, p. 1).
Esses temas serão tratados com a finalidade de proporcionar um conhecimento mais profundo
sobre a gestão de pessoas e formações de equipes. Inicialmente, entender a gestão faz parte
de um entendimento maior da gestão de pessoas. Sendo assim, de acordo com a definição de
administração, gestão é o “[...] conjunto de esforços que tem por objetivo: planejar; organizar; dirigir
ou liderar; coordenar e controlar as atividades de um grupo de indivíduos que se associam para
atingir a um resultado comum” (LACOMBE, 2004 apud ARAUJO; GARCIA, 2009, p. 1).
Mesmo assim, para isso é necessário levar em consideração algumas variáveis, tais como:
• Todas as áreas da empresa devem ser vistas como se ela estivesse próxima ao consumidor,
e a empresa deve ser vista como um todo, e não como conjunto de setores isolados.
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• Aspectos externos à organização podem alterar o rumo das ações organizacionais, pois a
empresa deve responder às questões de mercado para se manter competitiva.
• As necessidades de união dos esforços fazem com que a interatividade ocorra de forma mais
prática, considerando planejamento, organização, direção, liderança, coordenação e controle
com visão empresarial e ambiental unidos na mesma prática.
• novas tecnologias
• reduções de posições da empresa
• determinação de novas posições na empresa
• contratação, recrutamento e seleção das pessoas
• treinamento e desenvolvimento Fonte: Syda Productions / shutterstock
• remuneração e benefícios
• banco de talentos
• segurança e saúde no trabalho
• qualidade de vida
• comunicação com os empregados
• inovações tecnológicas
• sistema de gestão da qualidade
• desenvolvimento sustentável
• marketing social
• competência integrada aos aspectos socioeconômicos e pessoais
• Os objetivos das relações apresentadas e suas práticas são:
• informar aos gestores os conceitos comportamentais relacionados à prática administrativa
de recursos humanos;
• contribuir com a evolução da gestão de pessoas na organização;
• apoiar a gestão integrada de pessoas e organizações;
• estimular a visão crítica da gestão de pessoas;
• estimular a melhoria da gestão de pessoas;
• relacionar a gestão de competências às práticas administrativas.
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A gestão por pessoas deve ser, no entanto, encaminhada por alguém devidamente capacitado.
Logo, o gestor de pessoas deve levar em conta algumas competências e metodologias de trabalho
que permitirão que ele atue transformando a ação das pessoas em resultados.
Além do entendimento das atividades-fim da empresa, o gestor de negócios deve ter como
comportamentos principais:
• Ser ético.
• Ter habilidade em fortalecer a imagem do gestor de pessoas, realizando atividades onde outros
gestores não querem.
• Determinar as atividades que devem e as que não devem ser executadas, evitando a perda
de tempo.
• Possuir controle sobre si mesmo e sobre a própria equipe. Para isso é necessário que o gestor:
◊ se autoconheça;
◊ conheça os outros;
◊ identifique as questões;
◊ forme a sua equipe;
◊ fixe objetivos;
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◊ realize as ações.
• Saber questionar padrões antigos de tomada de decisões para evitar a sua repetição.
• Desenvolver imagem positiva.
• Possuir comportamentos que não extrapolem os limites organizacionais.
• Enfrentar pessoas que se comportam fora dos padrões organizacionais para ajustar as
pendências.
• Ser transparente com relação ao que se espera do colaborador.
• Monitorar performance da equipe.
• Buscar o atingimento dos objetivos organizacionais.
• Possuir atitudes firmes em situações de corte de pessoal, tornando-o, no entanto, menos
doloroso.
As várias ações do gestor têm como principal objetivo: tornar as estratégias organizacionais
reais e executáveis. Araújo (2004 apud ARAUJO; GARCIA, 2009, p. 383-6) estabelece como modelo
de ação estratégica:
No entanto, o gestor não atua sozinho. Ele precisa de pessoas competentes para executar as
suas tarefas de forma eficiente, garantindo a melhoria do desempenho organizacional.
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Figura 2 – Recursos humanos
Aconteceu
Fonte: <[Link]
pessoas/6590/>
CULTURA ORGANIZACIONAL
Como a base de estudo é a parte relacionada à gestão de pessoas, é fundamental abordar o tema
da cultura organizacional. Muitas vezes, os colaboradores agem de forma diferente com funcionários
de outras empresas. Esse comportamento, no entanto, não é específico do colaborador. Muitas vezes
é fruto da cultura organizacional. Sendo assim, pode-se conceituar cultura organizacional como:
Sendo assim, apesar de não existir materiais escritos sobre as formas de comportamento dentro
de uma organização, as pessoas acabam se encaixando nos preceitos básicos dessa estrutura
organizacional e agem conforme o padrão da empresa.
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A cultura de uma empresa é um sistema coerente de significações (valores, crenças, normas
etc.) e funciona como um “cimento” que procura unir todos os membros em torno dos mesmos
objetivos e das mesmas formas de agir (HANASHIRO; TEIXEIRA; ZACCARELLI, 2008, p. 26)
Ao comparar culturas saudáveis com culturas não saudáveis tem-se exemplos como:
São várias as formas de ter acesso à cultura organizacional. Os principais níveis de cultura
organizacional são:
• Artefatos visíveis: Os artefatos visíveis compõem o que podem sinalizar de forma objetiva,
a partir da visualização, a cultura da organização, tais como tipo de decoração, vestimenta
dos funcionários, distribuição espacial dos funcionários e chefia, layout, comportamento das
pessoas e a presença de cartazes com missão, visão e valores na empresa.
• Valores declarados: Os valores declarados são definidos a partir de questões. Os valores
abertos são passíveis de discussão, pois ainda não estão consolidados na empresa.
• Certezas tácitas compartilhadas: As certezas envolvem valores cujos comportamentos
resolvem problemas. São valores introjetados, que não são questionados porque funcionam
da sua estrutura.
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• Heróis como personificação dos valores e que condensam a força da organização.
• Normas, que são as leis que uma empresa possui sobre o que é certo ou errado.
A cultura organizacional pode ser dividida em quatro tipos de acordo com Charles Handy
(MARCOUSE; SURRIDGE; GILLESPIE, 2013):
• Cultura de poder: uma rede de poder cresce na empresa a partir do centro da organização. A
chefia ou o poder são valorizados e os colaboradores tentam agradá-los. Possui características,
como:
◊ Poucas regras
◊ Poucos procedimentos
◊ Comunicação mais pessoal
◊ Liderança autocrática
• Cultura de função: Ocorre em organizações estabelecidas, ou seja, de forma burocrática.
Funciona em um ambiente de competitividade estável. Possui características como:
◊ Regras formais durante seu crescimento
◊ Poder relacionado à posição do indivíduo na empresa
◊ Pouca ênfase na qualidade do colaborador
◊ Liderança autocrática ou paternalista
• Cultura de tarefa: Não possui uma fonte de poder simples. Funciona em ambientes competitivos
de rápida mudança. Possui características como:
◊ Foco em projetos com equipes multifuncionais
◊ Objetivos baseados em projetos
◊ Poder baseado na experiência do indivíduo
◊ Liderança paternalista e democrática
• Cultura de pessoas: As pessoas com treinamentos e experiências similares formam equipes
para aumentar experiência e compartilhar conhecimento. Possui características como:
◊ Departamentos funcionais em grandes organizações
◊ Liderança democrática
Figura 3 – Cultura organizacional
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Uma vez estabelecida, a cultura organizacional pode ser impactada:
• pelos fundadores: Os fundadores da empresa são responsáveis pela criação e pela disseminação
dos valores e pressupostos organizacionais. A ideia é que os funcionários contratados pensem
da mesma forma que os fundadores, para manter a cultura estável.
• pelo processo de socialização: O processo de socialização pode ocorrer com base em:
◊ Estratégias formais e informais: O processo formal prepara o colaborador para ocupar
um status, enquanto que o processo informal o prepara para desempenhar um papel na
organização.
◊ Estratégias individuais e coletivas: Inserir o novo funcionário em grupos de programas de
socialização ou para abordagem individualizada.
◊ Estratégias fixas e variáveis: O processo de socialização fixo determina informações e
prazos padronizados para que o colaborador passe por um estágio, enquanto que o processo
variável depende da capacidade e do desempenho de cada colaborador.
◊ Estratégias por competição: O processo considera as habilidades e ambições do indivíduo,
permitindo uma melhor análise de suas capacidades e, consequentemente, uma melhor
alocação de recursos.
◊ Estratégias em série e isoladas: Os processos de socialização em série consideram o
desenvolvimento de grupos de colaboradores com capacidades semelhantes para dividir
conhecimentos e criar alternativas de substituição, enquanto que, na socialização isolada,
o funcionário é deixado sem padrões a ser seguido e por iniciativa própria.
◊ Estratégias de investidura e despojamento: Processo que pode confirmar ou destruir a
identidade de um colaborador de acordo com suas bagagens anteriores.
• Histórico organizacional
• Características dos processos de socialização
• Valores transmitidos nas políticas de recursos humanos
• Processos de comunicação
• Desenvolvimento dos processos decisórios
• Desenvolvimento dos processos de trabalho
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• Solidificação da imagem de pessoas com comportamentos exemplares
• Veiculação de histórias que apoiem os valores
• Desenvolvimento de lideranças
• Mapeamento do sistema de comunicações
As estratégias de implantação de uma cultura Figura 4 – Pilar da cultura organizacional:
desenvolvimento de lideranças
organizacional dependem de:
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Saiba mais
Figura 5 – Símbolos, rituais e heróis
Heróis
Rituais
Metas
Fonte: [Link]
No modelo teórico concebido por Hofstede, os símbolo, heróis e rituais constituem as práticas (sub-
elementos) da empresa, ou seja, as manifestações que se apresentam como resultado de sua cultura.
Para o autor, existem elementos na cultura de uma empresa que só conseguem ser identificados
a partir do convívio dos indivíduos entre si. Hofstede ainda ressalta que uma cultura forte é mais
eficaz e possui um melhor desempenho do que as demais, pois ela gera um maior senso de união
e colaboração entre os seus participantes, promovendo uma maior estabilidade organizacional em
torno das metas da empresa.”
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CLIMA ORGANIZACIONAL
Na análise de seus desempenhos, muitas organizações perceberam que um ambiente de
trabalho positivo impacta na performance dos seus funcionários e, consequentemente, em suas
ações. Gerir de forma eficiente o ambiente laboral pode trazer bons resultados no negócio. Neste
caso, devem ser considerados parte de um ambiente de trabalho salutar:
O clima organizacional “[...] refere-se ao ambiente interno no qual convivem as pessoas que
trabalham na organização, e está intimamente relacionado com o grau de motivação e satisfação
de seus participantes”. (TACHIZAWA; SCAICO, 2006, p. 313). Ao analisar a participação das pessoas
na organização, é importante entender que as suas ações contribuem para a definição do clima
organizacional em uma determinada empresa. O clima organizacional apoia o atingimento dos
resultados empresariais.
• Equidade: Os níveis superiores são justos com relação a avaliações, remuneração e mediação
de conflitos.
• Realização: A realização profissional e pessoal está relacionada com o bem-estar na organização.
• Companheirismo: Relações amistosas e colaborativas entre colegas de trabalho afetam o
clima organizacional.
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O gestor de pessoas deve ser hábil no sentido de identificar eventuais ruídos no relacionamento
entre as pessoas, visando ao melhor clima possível, garantindo um desenvolvimento regular dos
trabalhos na organização (ARAUJO; GARCIA, 2009, p. 5).
No entanto, mesmo em um clima organizacional bom, conflitos podem ocorrer. Conflitos bem-
estruturados e mediados corretamente podem gerar muitas alternativas, principalmente para a
tomada de decisão. De forma contrária, o conflito predatório pode impactar negativamente, gerando
instabilidades e queda nos resultados organizacionais.
AMBIENTE
Envia a Recebe a
mensagem mensagem
desejada percebida
Codifica o Decodifica o
significado significado
desejado Ruído
percebido
RETROAÇÃO
Fonte: [Link]
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Uma vez que a comunicação ocorra desta forma e as mensagens sejam claramente repassadas,
evitam-se conflitos gerando melhorias no clima e no desempenho organizacional.
Pesquisas junto ao público interno podem permitir a avaliação do clima organizacional e, com
isso, o fator motivacional dos funcionários.
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Figura 7 – Pesquisa de clima organizacional
• Liderança
◊ Determinação da alta gestão
◊ Valores institucionais
◊ Gestão da qualidade
◊ Responsabilidade comunitária
• Informação e análise
◊ Gestão de dados e informações
◊ Benchmarking
• Planejamento estratégico
◊ Metas e planos
• Gestão de pessoas
◊ Envolvimento dos funcionários
◊ Treinamento e formação
◊ Avaliação de desempenho dos colaboradores
◊ Bem-estar e moral do pessoal
• Garantia da qualidade
◊ Projeto do produto ou serviço
◊ Controle da qualidade de processos
◊ Melhoria dos processos
◊ Avaliação da qualidade
◊ Documentação
◊ Qualidade do processo de negócio
◊ Qualidade dos serviços de apoio
◊ Qualidade nos fornecedores
• Resultados obtidos
• Satisfação dos clientes
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◊ Requisitos e expectativas dos clientes
◊ Gestão de relacionamentos com o cliente
◊ Padrões de serviços
◊ Solução de reclamações
◊ Comparações e resultados de pesquisas
As pesquisas devem ser realizadas sem interferências para que possam emitir resultados
fidedignos com a realidade do seu corpo de trabalho. Por isso, normalmente são contratadas
empresas terceirizadas para realizar essas pesquisas.
ETAPAS
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Saiba mais
“Quando uma empresa faz uma pesquisa de clima organizacional, ela recebe uma série de dados
sobre a liderança, o engajamento, e até a produtividade dos funcionários. Mas, o que fazer com tantas
informações?”
Conheça os próximos passos nessa matéria do site Great place to work publicada em 8 de abril de
2016 por Christh Teixeira, disponível em: <[Link]
[Link]>.
Assim, para que os funcionários possam cada vez mais contribuir para a melhoria da performance
organizacional, é necessário garantir que o ambiente de trabalho seja sempre saudável e que haja
qualidade de vida no trabalho.
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Algumas situações de doenças no ambiente laboral são:
• Estresse
• LER (lesão por esforço repetitivo) e Dort (doença ocupacional relacionado ao trabalho)
• Distúrbios cardíacos e respiratórios
• Distúrbios de visão
• Depressão
Por outro lado, é importante ressaltar que a adoção de programas de qualidade de vida
socialmente responsáveis não pode ser confundida com práticas paternalistas (HANASHIRO;
TEIXEIRA; ZACCARELLI, 2008, p. 100).
Isso ocorre porque a qualidade de vida no trabalho (QVT) envolve valores ambientais e humanos
que não são considerados no ambiente produtivo, que se preocupa apenas com a quantidade e
qualidade produzida, e não com o bem-estar de seu funcionário.
A QVT foi criada com base nos conceitos de ciências relacionados às áreas de saúde, ecologia,
ergonomia, psicologia, economia, sociologia, administração e engenharia, conforme imagem a seguir.
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Figura 10 – Relação entre ciências e qualidade de vida no trabalho
Saúde Economia
expectativas de vida desfronteirização
Ecologia Sociologia
ecossistema/ influências
desenvolvimento simbólicas
sustentado
Ergonomia
QVT Administração
velocidade e
conforto e
mudanças
desempenho
Psicologia Engenharia
afetos e valores tecnologia e
pessoais produção enxuta
Fonte: Franca (2010, p. 171).
• Está relacionada à imagem corporativa e deve ser declarada na missão e política organizacional.
• Define os objetivos, metas e produtividade organizacional, e está relacionada às responsabilidades
e atribuições das lideranças empresariais com relação à saúde do trabalhador.
• Está relacionada às boas práticas de bem-estar associadas às questões de competitividade,
produtividade e desenvolvimento da organização.
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Afirma França (2010, p. 173) que “Indicadores são ferramentas de planejamento e decisão que
permitam clareza de critérios, objetividade de avaliação, facilidade de levantamento de informações,
visibilidade de dados, efeitos de determinadas ações”.
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No Brasil, os critérios de qualidade de vida mais Figura 11 – Critérios bem utilizados têm como
resultado um bom clima organizacional
utilizados, segundo Walton (1975 apud FRANCA, 2010,
p. 174), estão relacionados:
• à cidadania;
• ao trabalho e espaço total de vida;
• à relevância social do trabalho.
No entanto, não há apenas uma metodologia para a criação de indicadores de QVT. Cada empresa
pode considerar diversos fatores, de acordo com a sua cultura organizacional. Portanto, podem ser
considerados também aspectos para a criação de indicadores:
• Carreira
• Clima organizacional
• Integração entre as pessoas da organização
• Produtos ecologicamente corretos
• Cultura
No entanto, na QVT há algumas questões críticas que devem ser abordadas nesta disciplina
por gerarem impactos nas discussões sobre suas influências.
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• Perfil do gestor: O gestor deve inserir na sua formação algumas informações que possam
suprir as demandas da QVT.
• Cultura organizacional: O ambiente laboral pode ser melhorado, ou não, a depender da cultura
organizacional, ou seja, quando houver a melhoria da cultura organizacional, possivelmente
haverá melhoria na QVT.
A avaliação da qualidade de vida no trabalho (QVT) pode ser realizada a partir de entrevistas,
observações das condições de trabalho e avaliação de documentos.
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Esses questionários podem auxiliar na identificação de questões específicas de QVT e,
consequentemente, nas tomadas de decisão para a melhoria do ambiente de trabalho. Outra forma
de avaliação das condições de trabalho é analisar os riscos de trabalho a partir das atividades
desenvolvidas. Esse levantamento inclui:
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caracterizadas pela baixa previsibilidade das tarefas e intensa informatização. (MASCARENHAS,
2009, p. 178).
Com a necessidade de tomar decisões de forma mais assertivas e com a presença de variáveis
cada vez mais independentes, busca-se um novo perfil de colaborador que esteja mais preparado
para as diversidades impactantes na organização. A função de postos de trabalho passa a ser
substituída por ações multidisciplinares originárias de um conhecimento específico e individual
de um colaborador da empresa, surgindo assim o conceito de competência.
• Competências individuais
• Competências coletivas ou organizacionais
Competências individuais
As competências individuais estão relacionadas às competências dos profissionais da empresa.
Resumindo os dois conceitos, pode-se definir que, para uma pessoa ser competente, deve
possuir não somente o conhecimento, mas a habilidade de aplicar esse conhecimento.
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Em alguns lugares (Inglaterra, por exemplo), a competência pode ser caracterizada em input e
output. O input está relacionado a toda forma de entrada de conhecimento, tais como treinamentos,
formação e experiência. O output é a aplicação dessas entradas, gerando um resultado.
• Proatividade
• Raciocínio indutivo
• Capacidade de pensar de forma abstrata
• Criatividade
• Relacionamento interpessoal
Competências organizacionais
Como afirma Fernandes (2014, p. 49), “As competências individuais, articuladas a outros recursos,
ajudam a construir competências organizacionais”.
A competência de uma empresa ou e uma de suas unidades não equivale à soma das
competências de seus membros. Nesta área, o valor do capital [de competências]
depende não tanto de seus elementos construtivos, mas da “qualidade da combinação
ou da articulação” entre esses elementos (LE BOTERF, 2003 apud MASCARENHAS,
2009, p. 185).
Sendo assim, as competências organizacionais são o resultado das relações entre recursos,
tais como:
• recursos humanos
• recursos tecnológicos
• recursos organizacionais
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As principais competências organizacionais são:
Além de entender como cada tipo de competência pode ser caracterizada, é importante saber
como elas podem ser integradas. Sendo assim, pode-se relacionar as competências individuais e
coletivas com a estratégia organizacional, como mostra o quadro a seguir:
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Quadro 1 – Relação entre estratégia, competências coletivas e competências individuais
individuais
Monitoramento de mercado
Desenvolvimento de marca e
imagem corporativa
Uma vez conhecidas as competências, faz-se necessário entender a gestão por competências.
“Trata-se de uma sistemática alternativa à análise e a gestão da atuação, dos relacionamentos e da
contribuição dos indivíduos à organização segundo critérios de desempenho, com base no conceito
de competência.” (MASCARENHAS, 2009, p. 196).
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É o alinhamento básico entre as competências individuais e coletivas que colocam a gestão
por competências como base para a gestão de pessoas.
Logo a gestão por competências tem como objetivo incorporar de maneira sistematizada
as competências dos indivíduos aos critérios de avaliação e regulação para fins da
gestão por pessoas [...]. A adoção de gestão por competências permite a reorganização
da função gestão de pessoas para termos um sistema integrado baseado em novos
critérios para a avaliação, a comparação e o acompanhamento dos indivíduos nas
organizações. (MASCARENHAS, 2009, p. 199).
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Recrutamento e seleção de A gestão de pessoas por competências requer que os indivíduos
pessoas recrutados e selecionados demonstrem compatibilidade com
a organização em termos de habilidades e conhecimentos
que lhes permitam atuar de forma efetiva no desenvolvimento
organizacional.
• Servir de base para a tomada de decisão do gestor com relação a aumentos, remanejamentos,
demissões e promoções. Isso, no entanto, precisa ser feito com transparência.
• Nortear a área de treinamento e desenvolvimento levando em consideração os conhecimentos,
habilidades e atitudes. As informações de AD (avaliação de desempenho) serão importantes
para a programação dos treinamentos e das ações de desenvolvimento.
• Com a avaliação de desempenho, as pessoas podem ter um feedback mais claro das suas
ações.
• O acompanhamento do desempenho de pessoal possibilita o entendimento da sua dinâmica
e a identificação dos pontos críticos, positivos e negativos da organização.
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• A avaliação de desempenho não deve estar relacionada a atuações passadas específicas ou
acontecimentos recentes, para que não haja a ideia de uma punição ou recompensa.
• Não se deve avaliar somente o resultado final, e sim levar em conta todo o processo.
• A avaliação deve obedecer a critérios de forma transparente e justa. O colaborador não pode
se sentir injustiçado com relação aos demais que estão sendo avaliados nos mesmos critérios.
• Os avaliadores devem realizar a mensuração de maneira uniforme. Devido às diferenças entre
as gerências, é difícil padronizar a avaliação, no entanto, deve-se cuidar para que isso não
interfira nos resultados.
• A avaliação deve ser consistente. Deve ser baseada em fatores pertinentes à realidade e que
agregam valor.
• O avaliador não pode basear toda a avaliação em características específicas do avaliado de
forma a influenciar na análise das outras características.
• Não há como nivelar as pessoas, pois cada colaborador possui competências diferenciadas,
sendo necessário abordagens específicas para cada um deles.
• A implementação da avaliação de desempenho (AD) deve estar relacionada aos seus objetivos.
Cuidados
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• identificar elementos de avaliação subjetivos, o que torna possível gerar subsídios para outras
atividades relacionadas à gestão de pessoas;
• recolher informações sobre o quadro funcional, identificar potenciais talentos e identificar o
que as pessoas geram para a organização;
• repetir as avaliações de desempenho de forma frequente.
Finalidades
Com isso, pode-se dizer que as vantagens para a aplicação da avaliação de desempenho (AD)
estão relacionadas:
Por outro lado, a avaliação de desempenho possui algumas limitações ou pontos fracos:
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• Como não há mecanismos internos que garantem a periodicidade das análises, há uma
dificuldade em manter as avaliações periódicas.
• Por estar sendo alvo constante de avaliações, o corpo laboral pode começar a inibir seu
potencial criativo, com receio de que isso possa prejudicar a sua avaliação.
• A individualização dificulta a avaliação do trabalho em grupos.
De qualquer forma, mesmo com as dificuldades citadas, é importante ter uma estrutura bem
definida para tentar minimizar os pontos fracos da avaliação de desempenho. Para executar
corretamente o processo de avaliação de desempenho, é necessário conhecer um pouco mais
sobre as competências vistas no tópico anterior.
Segundo Fernandes (2014, p. 83), o modelo mais comum a ser utilizado para a avaliação de
desempenho engloba:
Outro item a ser considerado é a mensuração que vai determinar como a avaliação de desempenho
será relacionada a padrões de medidas. Como o desempenho de um funcionário é subjetivo, a
mensuração visa tornar essa avaliação objetiva, facilitando o procedimento. A mensuração utiliza
três perspectivas:
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• Desenvolvimento: Quanto maior o desenvolvimento de um colaborador, mais apto ele está para
absorver mais atividades em um determinado período de tempo. Isso não está relacionado à
quantidade de atividades, e sim à complexidade delas.
• Esforço: O esforço é uma variável instável, pois depende da motivação de cada um. Logo, é
fundamental considerar algo além do esforço individual para o desempenho.
• Comportamento: Entender os comportamentos pessoais que afetam o ambiente da organização
é fundamental, e a avaliação deve abranger diversas realidades e fontes no intuito de minimizar
a subjetividade da análise.
• Escalas gráficas
• Observação direta
• Listas de verificação ou checklists
• Pesquisa de campo
• Incidentes críticos
• Avaliações por escrito
• Métodos comparativos
• Padrões de trabalho
• Escolhas forcadas
• Avaliações por objetivos (APO)
• Avaliação 360 graus
• Balanced scorecard (BSC)
Não verdade não há apenas uma forma de avaliação de desempenho confiável. Faz-se necessário
combinar alguns dos sistemas de avaliação para ter resultados mais confiáveis.
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Figura 16 – O feedback é muito importante para o funcionário
TREINAMENTO E DESENVOLVIMENTO
Na administração de pessoas é fundamental incentivar que o colaborador melhore suas
capacidades para desenvolver suas habilidades, tanto nas empresas quanto para o mercado
competitivo. A área de treinamento e desenvolvimento vem atendendo a esta demanda no sentido
de aprimorar as competências dos colaboradores, uma vez que treinar permite o acesso a mais
informações, e o desenvolvimento é a resposta que o colaborador dá ao estímulo do treinamento.
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O objetivo do treinamento é ajudar o funcionário a desenvolver habilidades já existentes ou adquirir
novas. É importante que o treinamento tenha foco na excelência organizacional. O treinamento é,
portanto, um investimento na excelência das suas atividades e, como tal, possui custos associados.
Os principais custos a serem considerados no treinamento são:
• Formação inicial: A formação inicial permite que, assim que contratado, o funcionário comece
a desenvolver as suas atividades organizacionais e, para isso, a formação inclui:
◊ Informações sobre a política
◊ Informações sobre procedimentos
◊ Visita às instalações
◊ Apresentação aos colegas de trabalho
◊ Detalhamento do emprego, tais como: remuneração, benefícios, condições de trabalho e
deveres
• Treinamento no trabalho: os treinamentos no trabalho, também chamados on-the-job, são
caracterizados pelo fato de os funcionários receberem informações durante a execução de
suas atividades, ou seja, eles recebem informações enquanto estão produtivos e podem ser
complementados com tutorias e rodízios de funções.
• Treinamento fora do trabalho: o treinamento fora do trabalho faz com que os funcionários, ao
deixar o ambiente laboral, estejam em uma estrutura de treinamento em outras instituições,
muitas vezes tendo contato com outras pessoas diferentes do seu ambiente de trabalho.
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O processo de treinamentos deve envolver a área de recursos humanos e as demais áreas da
empresa.
No setor de RH, os planos de treinamento interagem Figura 17 – Treinamento é tempo para aprender
com algumas áreas:
Logo, nos recursos humanos, várias áreas são envolvidas para que os planos de treinamento
sejam aderentes e possam gerar resultados.
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deve-se levantar, para cada cargo, as competências (CHA – conhecimentos, habilidade e atitudes)
necessárias para a sua investidura. Além de identificar as competências, deve-se ordená-las
conforme a importância para que possam ser gradativamente supridas.
Saiba mais
COMPETÊNCIA
C: H: A:
Conhecimento Habilidade Atitude
Saber Querer
Saber
fazer fazer
Após essa identificação e ordenação, deve-se alinhar o perfil dos colaboradores aos cargos a
que eles pertencem. Por meio da análise de documentos do colaborador, de observação do seu
trabalho e de avaliações realizadas pelo supervisor, é possível identificar o perfil dos funcionários.
Além de conhecer cada perfil de funcionário, é interessante que a empresa consiga identificar os
potenciais talentos, ou seja, aqueles colaboradores cujo potencial pode ser desenvolvido e que
trarão muitas vantagens para a empresa.
Com todas as informações, torna-se possível realizar o planejamento de treinamentos para que
o aprendizado organizacional ocorra.
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Os tipos de aprendizado são:
A aprendizagem organizacional pode ocorrer com o intuito de resolver problemas, testar novos
conhecimentos, rever as experiências passadas e tirar lições, fazer com que o conhecimento
circule e utilizar experiências de outros para desenvolver novas soluções (benchmarking). “Um
pressuposto a respeito da aprendizagem organizacional é que o conhecimento pode ser transferido
entre indivíduos e equipes e unidades organizacionais.” (FLEURY; OLIVEIRA JÚNIOR, 2008, p. 274).
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A aprendizagem organizacional é dividida em dois níveis: a aprendizagem no nível mais baixo e
no nível mais alto. Os níveis de aprendizagem estão relacionados ao tipo de empresa a ser aplicado.
A aprendizagem no nível mais baixo (explícito) está relacionada ao aprendizado das atividades
cotidianas e pode ser codificado e explicado, gerando procedimentos operacionais padronizados
a partir de sistemas gerenciais e programas de sucesso. A aprendizagem no nível mais alto está
relacionada às missões organizacionais e às normas geradas por novos modelos de referência,
habilidades e desconstrução de aprendizados antigos, mesmo que bem-sucedidos.
Os treinamentos comportamentais, por outro lado, podem ser realizados por meio de:
Sendo assim, para que o planejamento seja realizado completamente, deve-se considerar:
Por fim, é necessário validar e avaliar o planejamento. O treinamento só é efetivo se, além da
sua ocorrência, gerar resultados benéficos para a organização. Por isso, todo treinamento deve
ser avaliado em relação ao aprendizado e à quantificação. Esta pode ocorrer através de testes e,
posteriormente, através da avaliação da eficácia de treinamento.
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Curiosidade:
No Brasil, uma norma equivalente foi editada e considerada válida a partir de 30.5.2001, a norma
ABNT NBR ISO 10015:2001 Gestão da Qualidade - Diretrizes para treinamento.
“A função desta Norma é fornecer diretrizes que possam auxiliar uma organização a identificar e
analisar as necessidades de treinamento, projetar o treinamento, executar o treinamento, avaliar os
resultados do treinamento, monitorar e melhorar o processo de treinamento, de modo a atingir seus
objetivos.
Esta Norma enfatiza a contribuição do treinamento para a melhoria contínua e tem como objetivo
ajudar as organizações a tornar seu treinamento um investimento mais eficiente e eficaz.”
Fonte: <[Link]
A empresa, após a avaliação, deve ter a percepção de que o retorno do que foi gasto foi maior do
que os custos efetivos do treinamento, considerando custo do treinamento, redução na produção e
tempo gasto. Com base nesta análise, poderão ser determinadas outras perspectivas para liberação
de recursos para treinamento e, consequentemente, para desenvolvimento.
Desta forma, o desenvolvimento do indivíduo está relacionado com a forma com que ele aplica
nas suas atividades um conhecimento mais elaborado a partir de treinamentos e práticas com o
intuito de melhorar e estruturar sua carreira.
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As principais razões são: Figura 20 – Conhecimento
• Ganho de competitividade
• Melhoria da qualidade
• Identificação dos pontos fortes e fracos do capital humano
• Capacitação do capital humano
• Aumento da lucratividade e produtividade da empresa
• Racionalização de procedimentos
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• Clima organizacional saudável
• Redução de desperdício e retrabalho
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• Etapa 3: Implementação. Nesta etapa será colocado para funcionar o que foi diagnosticado
e planejado anteriormente. Logo, devem ser considerados na implantação:
◊ Qualidade dos participantes
◊ Qualidade dos recursos
◊ Facilidades de comunicação viabilizando o conteúdo do programa, bem como suas
informações específicas
◊ Comprometimento da alta gestão, principalmente na liberação de recursos
◊ O programa deve estar alinhado às demandas que, como são temporárias, podem ser
modificadas
• Etapa 4: Avaliação. A avaliação de todas as etapas implementadas devem ser consideradas.
GESTÃO DO CONHECIMENTO
As organizações são baseadas em pessoas que, a partir de suas competências, transformam
informações em produtividade. O grande desafio das empresas é justamente como gerir os
conhecimentos gerados na empresa para que ela se torne mais competitiva. O processo desta
gestão depende, no entanto, de alguns conceitos determinados a seguir:
• Dado: Elemento que não evidencia nenhuma mensagem completa. Exemplo: azul, lápis.
• Informação: Conjunto de elementos (dados) inter-relacionados que transmitem uma mensagem
específica. Exemplo: Na casa há um lápis azul.
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• Conhecimento: É a análise de uma informação e sedimentação a partir de conhecimentos
anteriores. A cada formação, treinamento ou experiência há um aprofundamento dos
conhecimentos de cada pessoa.
• Fonte de conhecimento: Os conhecimentos podem ser adquiridos a partir de cursos, tutorias,
TVs, viagens e outros.
• Potencial mental: É a velocidade de uma pessoa para aprender, bem como a capacidade de
aprendizagem. O que não é aprendido é perdido.
• Aprendizado: Capacidade de assimilar informações, gerando conhecimento. No tópico anterior
foram discutidos aspectos do aprendizado.
Os conhecimentos são divididos em: Figura 21 – Potencial mental
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• Importância: o conhecimento é a principal fonte de valor para a produção e deve agregar valor
para o processo produtivo.
Falconi (1995, p. 31) afirma que “O processo de aquisição de conhecimento pelas pessoas é
denominado processo cognitivo e foi amplamente estudado por Abraham H. Maslow”.
Ainda na abordagem do conhecimento, ele pode, na estrutura organizacional, ser o meio ou ser
o fim. O conhecimento como objeto visa gerar o conhecimento. Neste caso, a empresa utiliza seus
recursos para aprimorar as suas informações. Por outro lado, o conhecimento como processo visa
aprimorar o conhecimento como parte do processo produtivo.
O conhecimento tem sido base do estudo de vários itens desta disciplina, tais como competências
e T&D, a partir de um conceito da gestão do conhecimento “[...] como a atividade de divulgar e
explicitar o conhecimento que está embutido nas práticas individuais ou coletivas da organização”.
(NONAKA; TAKEUCHI apud FLEURY; OLIVEIRA JÚNIOR, 2008, p. 31).
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Logo, a gestão do conhecimento se relaciona com:
• Aprendizado individual
• Aprendizado organizacional (cultura organizacional)
• Relações entre pessoas
• Relações entre áreas da empresa
• Relação entre diferentes empresas
• Relação entre empresas e o ambiente
• Desenvolvimento das competências (individuais e organizacionais)
• Investimentos e melhorias na tecnologia, informática e comunicação
• Avaliação de capital intelectual na empresa
• Ações da gestão do conhecimento organizacional, tais como:
◊ Mapeamento
◊ Codificação
◊ Compartilhamento de conhecimentos
Fleury e Oliveira Júnior (2008, p. 214) afirmam que: “A gestão de conhecimento nas organizações
passa, por sua vez, obrigatoriamente pela compreensão das características e demanda do ambiente
competitivo”. Para a demanda competitiva, faz-se necessário melhorar a empresa a partir da
criação de novos produtos, serviços, processos e sistemas gerenciais. Para isso, conta-se com os
funcionários cujas aspirações e motivações incentivam a busca pelo conhecimento.
A gestão do conhecimento deve ocorrer, como um plano organizacional, nos níveis estratégico,
organizacional e infraestrutura. O modelo de gestão do conhecimento possui algumas dimensões
que podem ser demonstradas no quadro a seguir.
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QUADRO 4 – Modelo conceitual sobre a gestão de conhecimento na empresa
Nível 4 2 3
Fornecedores Políticas de Cultura Estrutura Clientes
organizacional
recursos humanos organizacional organizacional
Parceiros Concorrência
5 6
Infraestrutura Sistemas de Mensuração de
Universidades informação resultados Governo
Uma vez que o conhecimento foi mapeado e está sendo gerido, é importante analisar a transferência
do conhecimento.
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A transferência de conhecimento depende dos seguintes fatores:
LIDERANÇA
A gestão de pessoas visa estruturar para que as Figura 23 – Cardume de peixes
exemplificando a liderança
pessoas utilizem suas habilidades para gerar valor
para a organização. Neste contexto, é fundamental
que elas sejam corretamente dirigidas por uma
equipe competente. Na visão antiga da gestão, as
pessoas eram dirigidas por gestores de áreas, no
entanto, atualmente, esta atividade é desenvolvida
pelos líderes da organização.
Algumas pessoas confundem liderança com chefia, no entanto, apesar de ambos direcionarem
seus funcionários, eles não são a mesma coisa.
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Quadro 5 – Diferenças entre líder e gestor
Líder Gestor
Liderança é a arte de fazer com que os Gerência é a arte de fazer com que os
outros tenham vontade de fazer algo outros façam algo de que você está
que você está convencido de que deva convencido que deve ser feito.
ser feito.
Enquanto o gestor visa a execução das atividades, o líder envolve as pessoas com o negócio.
Enquanto a gestão mantém os colaboradores trabalhando como membros da organização, os líderes
estabelecem uma relação de parceria com os funcionários de forma que eles trabalhem como se
fossem proprietários. O foco da gestão é influenciar as pessoas para que elas façam suas tarefas,
enquanto que o foco da liderança está em fazer as pessoas acreditarem no que tem de ser feito.
O conceito atual de líder permite que a mão de obra utilizada nas organizações seja aproveitada
de forma mais efetiva, já que o líder envolve o colaborador e faz com que ele se dedique mais na
estrutura organizacional.
Outro conceito importante é o de liderança visionária. Esse conceito fortalece a integração das
ações do líder aos objetivos empresariais. Neste caso, a capacidade do líder em inspirar sua equipe
permite o alcance e melhoria no desempenho.
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futuro, invocando habilidades, talentos e recursos para que isso aconteça. (ROBBINS,
DECENZO; WOLTER, 2013, p. 66).
Os líderes visionários, uma vez que entendem a visão do que é necessário realizar, possuem
três qualidades:
Os líderes podem ser natos ou construídos. Os líderes natos possuem qualidades próprias e
específicas, tais como carisma, que permitem a liderança. Os líderes construídos são aqueles que,
através de cursos, vivências ou experiências, desenvolvem habilidades para liderar equipes.
As habilidades técnicas estão relacionadas à forma como as atividades devem ser executadas.
É difícil liderar uma equipe sem saber as ações que estão sendo tomadas e até mesmo sem poder
tirar dúvidas dos colaboradores de suas equipes. Estas habilidades são, então, procedimentos,
ferramentas e técnicas específicas para resolver situações de negócios.
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Figura 24 – Redes de relacionamento
• Capacidade de se autoliderar.
• Compartilhamento de poder, já que as pessoas agem independentes do líder.
• Coragem e garra, o que gera confiança nas suas ações.
• Foco no objetivo final.
• Disposição e capacidade de mudança.
• Capacidade de realizar pesquisa e mapeamento.
• Capacidade de atuar de forma diferenciada, a depender da situação.
• Possuir visão sistêmica ou capacidade de visualizar os objetivos na situação geral.
• Capacidade de aceitar as pessoas como elas são.
• Capacidade de abordar problemas presentes não se prendendo ao passado.
• Capacidade de tratar pessoas de forma justa.
• Possuir confiança em si e nos outros.
• Capacidade de agir sem necessidade de reconhecimento constante.
Estas características são necessárias para que os líderes consigam, além de executar suas
atividades, assumir alguns compromissos.
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Sendo assim, pode-se classificar como compromissos do líder:
Além dos compromissos, os líderes podem focar suas ações em tarefas ou pessoas:
• Líderes centrados em tarefas: O líder foca nos aspectos técnicos e nas tarefas de trabalho. A
preocupação deste líder é que os funcionários entendam suas tarefas e as executem dentro
do esperado.
• Líderes centrados em pessoas: O líder foca nas relações interpessoais entre líderes e liderados.
Neste caso, ele está envolvido com o bem-estar do colaborador para que ele esteja motivado
a desenvolver suas atividades.
Figura 25 – O líder é centrado em pessoas
Os estilos de liderança são atitudes de um líder com relação a seus liderados, pois, a depender
da situação a ser tratada e das pessoas que compõem a equipe, o líder pode tomar atitudes focando
estilos diferentes de ação.
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Cada estilo de gestão pode funcionar bem em diferentes situações. Se há uma crise,
por exemplo, as pessoas sempre procuram por um líder forte que diga a elas o que
fazer. [...] O melhor estilo de gestão em qualquer momento dependerá de uma enorme
gama de fatores, tais como personalidade e habilidade do gestor e dos funcionários
e a natureza da tarefa. [...] O estilo do gestor deve, portanto, mudar de acordo com a
situação específica e com as pessoas envolvidas. Esse estilo também irá variar com
o tempo e o grau de risco envolvido. (MARCOUSE; SURRIDGE; GILLESPIE, 2013, p. 59).
• Autocráticos: O líder tem uma postura mais tradicional, dando pouca oportunidade ao colaborador
de se expressar. Além disso, a tomada de decisão é centralizada e há um maior controle sobre
a execução das tarefas.
• Democráticos: É também conhecido como participativo, e é contrário ao democrático, já que
o foco é nas relações humanas, e não na produção. Neste estilo, os colaboradores participam
da tomada de decisão. Este estilo está mais presente em empresas com funcionários mais
qualificados.
• Liberal: É baseado no “laissez-faire”. Deixa os seguidores fazerem o que querem, muitas vezes
dando a impressão de que a liderança não existe.
Os estilos acima não se excluem, ou seja, um líder pode utilizar os estilos de liderança de forma
alternada, não se prendendo a apenas um deles. Os principais fatores que afetam o estilo de liderança
podem ser vistos na imagem a seguir.
Natureza
Personalidade da tarefa
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De acordo com Robbins, Decenzo e Wolter (2013, p. 83): “A liderança está cada vez mais tomando
o seu lugar dentro de um contexto de equipe. Enquanto as equipes crescem em popularidade, o
papel do líder em orientar os membros da equipe assume importância maior”.
GESTÃO DE EQUIPES
O comportamento de pessoas nas empresas não pode ser avaliado isoladamente, já que a maioria
das suas ações ocorre em grupos. O comportamento de indivíduos em grupo não é o mesmo do
total de todos os comportamentos dos indivíduos. Indivíduos agem de forma diferente em grupo
do que quando estão sozinhos (ROBBINS; DECENZO; WOLTER, 2013, p. 66).
O grupo é formado por mais de dois colaboradores interdependentes que agem de forma
interativa e que se juntam para um objetivo comum. Os grupos podem ser:
• Formais: são estabelecidos pela empresa e possuem tarefas determinadas, como comitês e
equipes de trabalho.
• Informais: são de natureza social. Podem ocorrer no ambiente laboral, mas por interesses
diversos aos laborais.
• Segurança
• Status e prestígio
• Sentimento de valorização
• Satisfação de necessidades sociais
• Poder
• Apoio no atingimento de objetivos
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Figura 27 – Equipe de trabalho unida
Durante o desempenho das atividades, a equipe deve ser estimulada com base em:
• Iniciativa na participação
• Independência na realização das atividades
• Flexibilidade em adaptação e mudança funcional
• Interesses mais profundos nas atividades e resultados
• Atuação em projetos longos
• Possui entendimento do tempo
• Proatividade
• Entendimento das responsabilidades individuais
• Coletividade
Equipes bem estruturadas têm aumentando a performance organizacional e, por isso, têm sido
muito importante torná-las cada vez mais eficientes.
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As características de equipes eficientes são:
No entanto, criar equipes eficientes não é muito fácil e, para isso, existem vários obstáculos:
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Na figura a seguir pode-se verificar o equilíbrio entre os obstáculos e as ações sugeridas.
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Nas estruturas tradicionais de gestão de equipes há um trabalho planejado em torno das funções,
com funções individuais especializadas. Nelas a equipe não se sente proprietária da atividade e as
equipes são governadas por líderes.
Além disso, os gerentes tomam as decisões organizacionais e as equipes de apoio estão fora
das equipes de trabalho.
Com o design de equipes, o trabalho é planejado em torno do processo, a equipe se torna dona
do processo e as funções se tornam diversificadas. Além disso, as equipes se autogovernam, são
envolvidas nas decisões organizacionais e o apoio é incorporado a equipes de trabalho.
GESTÃO DE MUDANÇAS
Todos os conceitos vistos até agora trazem como principal objetivo fazer o aluno entender
como gerenciar pessoas, tornando suas equipes mais competitivas e trazendo diferencial para a
organização. Sendo assim, faz-se necessário considerar um aspecto que até o momento não foi
abordado: a mudança.
As empresas estão em constate mudança, ou seja, saem do padrão usual para se adaptar às
novas situações. Isso ocorre por razões externas ou internas.
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• Mudanças no mercado competitivo
Mudanças na organização precisam de um ponto de partida, que no caso são pessoas que
assumem o processo de mudança. Essas pessoas chamam-se agentes de mudanças e podem ser
coordenadores ou quaisquer lideranças envolvidas.
Além dos agentes de mudanças, podem ser necessários, a depender do porte da mudança,
que sejam envolvidas pessoas com mais experiência para auxiliar no processo. Isso pode ocorrer
através das consultorias, que podem ser internas ou externas.
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A visão tradicional da mudança é baseada em três passos: descongelamento, mudança
e recongelamento. Uma vez que o estado de equilíbrio é descongelado, a mudança pode ser
implementada e a nova situação recongelada para ser sustentada com o tempo. O recongelamento
visa estabilizar uma nova situação para que ela seja efetiva.
No entanto, além das dificuldades no processo de mudança, há ainda a resistência das pessoas
ao processo. A resistência das pessoas ocorre por alguns motivos:
• Hábito
• Ameaça ao emprego e ao trabalho
• Medo do desconhecido
• Percepção seletiva
• Ameaça à experiência
• Ameaça de relações de poder estabelecidas
• Ameaça às relações interpessoais
• Construção da confiança
• Abertura dos canais de comunicação
• Envolvimento dos funcionários
• Incentivos
• Compreensão dos sentimentos dos funcionários
A mudança nem sempre acontece de forma tranquila, sendo necessária a presença de um líder
no processo de gestão de mudanças. No processo de mudança, os papéis do líder é:
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• determinar uma visão do futuro empresarial e das ações para o seu alcance;
• nomear os gestores responsáveis pelos aspectos da mudança;
• considerar os ganhos em longo prazo em virtude dos rompimentos durante o processo de
mudança em curto prazo.
A liderança já foi vista antes nesta disciplina. No entanto, será importante recapitular alguns
conceitos para serem tratados agora. Sendo assim, o quadro a seguir retrata como cada estilo de
liderança pode agir no processo de mudança.
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Segue em Quaisquer críticas Quando as Se todos Porque a
frente ao internas podem ser coisas ficam compartilham a mudança será
enfrentar postas de lado ou “ser difíceis, o líder visão e concordam menos controlada
problemas redundantes” vai recorrer ao com a estratégia, e, assim, mais
em curto resistente amor este estágio vagarosa e
prazo familiar e à não deve ser um orgânica, este
necessidade de problema real problema não
ficarem juntos deve ocorrer
• Prazo de mudança
• Recursos necessários e utilizados
• Novas contratações
• Remanejamento de pessoal
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Figura 30 – Para a mudança funcionar, é necessário planejamento
ROTINAS ADMINISTRATIVAS
O gerenciamento das equipes em uma empresa passa, além da gestão das pessoas, por alguns
processos administrativos que incluem recrutamento, seleção, cargos, salários, remuneração,
benefícios, planos de carreira e retenção de talentos.
Recrutamento e seleção
Segundo Araujo e Garcia (2009, p. 15): “Recrutamento e seleção são atividades que estão
plenamente interligadas, andam sempre lado a lado e fica difícil fazer uma separação entre elas,
embora curiosamente se refiram a resultados finais distintos”.
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Uma vez entendida a necessidade de recrutamento, deve-se considerar o processo de comunicação
bilateral para que tanto o funcionário tenha interesse pela empresa quanto a empresa tenha interesse
no funcionário. A partir do recrutamento há, então, a seleção do colaborador que mais se adéque
às necessidades da empresa. Sendo assim, a seleção tem relação com a escolha e classificação
dos candidatos mais adequados.
• interno
• externo
• misto
Recrutamento interno Figura 31 – Recrutamento
O recrutamento interno utiliza seus próprios recursos humanos para preencher as suas
necessidades. Possuem como vantagens:
• Menor investimento
• Rapidez no processo
• Disponibilidade de investimento em outras atividades
• Confiança no processo conduzido pelos recursos humanos
• Motivação das pessoas
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• Subjetividade no processo, já que está relacionado às pessoas inseridas na organização
O recrutamento interno tem como uma de suas principais ações o remanejamento. O remanejamento
pode ser caracterizado em:
• Expatriação: remanejamento de pessoas (e suas famílias) para outro local onde eles têm de
se adaptar em curto espaço de tempo a uma nova cultura e idioma, gerando alteração na
rotina familiar. Ocorre principalmente quando empresas mudam de local ou se expandem
para outros países.
• Repatriação: remanejamento de pessoas entre sociedades, mobilizando o profissional em
nível global.
• Recolocação (outplacement): remanejamento realizado em empresas pelas equipes internas
ou terceirização a partir da determinação da alta gestão.
• Transferência: remanejamento de uma pessoa de uma unidade para outra em uma mesma
empresa. Uma transferência mal realizada pode gerar a perda de talentos, trazendo prejuízos
de ordem financeira.
Recrutamento externo
O recrutamento externo visa buscar novos talentos fora da organização. Para isso, devem ser
utilizadas técnicas de recrutamento para atrair candidatos externos. As principais técnicas de
recrutamento são:
• Etapa 1: Entrevista preliminar. Os candidatos que são chamados para a entrevista preliminar já
passaram pelo recrutamento e, consequentemente, podem ter os pré-requisitos necessários
para a contratação. Esta etapa tem como objetivo confirmar e detalhar o currículo apresentado
pelo candidato.
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• Etapa 2: Aplicação de testes psicológicos. Apesar de os testes nem sempre fazerem parte do
processo de seleção, é uma forma de conhecer melhor o perfil do candidato.
• Etapa 3: Dinâmicas de grupos. Podem ser utilizadas ou não, a depender da vaga em aberto.
Normalmente é utilizada em seleções de posições vitais para a organização, em que um grande
número de candidatos se interessa pela vaga anunciada.
• As formas de realizações de dinâmicas de grupos são:
Figura 32 – Exemplo de dinâmica de grupo
Fonte: [Link]
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• Ausência de protecionismo ou nepotismo
• Processo racional de seleção, sem subjetivismo
• Maior investimento
• Falta de segurança com as pessoas a serem contratadas
• Lentidão no processo
• Geração de desmotivação das pessoas que atuam na organização
Recrutamento misto
A ideia é aproveitar candidatos tanto de dentro como de fora das empresas. As principais
vantagens originárias dos dois processos são:
• Investimento alto
• Demora no processo
• Possível insegurança quanto às pessoas contratadas
• Possível manutenção da subjetividade
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Figura 33 – Trabalho em grupo
De acordo com as afirmações de Lacombe (2004 apud ARAUJO; GARCIA, 2009, p. 49), cargo
é um conjunto de atribuições de natureza e requisitos semelhantes e que tem responsabilidades
específicas a serem praticadas pelo seu ocupante (do cargo).
Os colaboradores de uma organização realizam as suas atividades, que são classificadas segundo
os cargos. A remuneração pela execução das atividades recebida periodicamente é chamado de
salário. A remuneração total é dividida em:
• Remuneração direta
◊ Remuneração básica: é o salário
◊ Remuneração variável: premiações e participações no lucro
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• Remuneração indireta
◊ Benefícios sociais
• Equilíbrio interno: As pessoas que executam as mesmas atividades devem possuir o mesmo
cargo e a mesma remuneração.
• Equilíbrio externo: É a adequação salarial da organização com relação ao mercado de trabalho.
• Salário nominal (ou bruto): É o salário registrado nos documentos empresariais e do funcionário,
e pode ser expresso em hora, dia, mês ou qualquer outra forma de acordo.
• Salário efetivo (ou líquido): É o salário bruto, já descontado as obrigações legais (Impostos e
contribuições previdenciárias), ou seja, é o valor que o funcionário recebe.
• Salário complessivo: É o salário bruto adicionado de complementos como hora extra, adicional
noturno e outros.
• Salário profissional: É a base salarial estipulada por lei. Isso ocorre normalmente com médicos
e engenheiros.
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A correta estruturação de um plano de cargos e salários impede que conflitos internos e
insatisfações influenciem o desempenho organizacional. É importante que um plano de cargos e
salários seja implantado corretamente.
• Fase 1: Planejamento e divulgação do plano. Com base nos grupos ocupacionais existentes
(gestores, advogados, engenheiros, economistas etc.), são definidos os objetivos e planos a
serem realizados. Sendo assim, além do planejamento, devem ser divulgadas as informações
para diminuir as inseguranças através de palestras e folders.
• Fase 2: Análise dos cargos. Nesta fase é realizada uma comparação entre as atividades de um
cargo e as competências necessárias de seu ocupante. Isso ocorre com base nas seguintes
etapas:
◊ Coleta de dados: A coleta de dados para a análise pode ser realizada através de observação
local, aplicação de questionários, entrevistas ou a combinação das técnicas anteriores.
◊ Descrição dos cargos: As tarefas são descritas de forma detalhada e objetiva.
◊ Especificação dos cargos: Descrição dos requisitos, responsabilidades e esforços para a
ocupação dos cargos. Esta descrição engloba a área mental, a área das responsabilidades,
a área física e a área das condições de trabalho.
◊ Titulação dos cargos: Determinação do título ou nome do cargo. Deve ser compatível com
as atividades executadas.
◊ Classificação dos cargos segundo os grupos ocupacionais, permitindo agrupar os cargos
quanto à natureza das suas semelhanças.
◊ Elaboração do catálogo dos cargos com todas as informações identificadas.
• Fase 3: Avaliação de cargos. Para a avaliação de cargos é necessário avaliar os grupos
ocupacionais estabelecendo hierarquias e formas de avaliar a sua importância nas comparações
para determinar a estrutura salarial.
• Fase 4: Pesquisa salarial. Pesquisa do comportamento dos salários em um determinado
segmento de mercado.
• Fase 5: Estrutura salarial. Avalia a partir da pesquisa salarial o equilíbrio salarial interno e a
estrutura da organização.
• Fase 6: Política salarial. Conjunto de regras que permitem a melhoria do salário na estrutura
organizacional. Isso pode ocorrer através de reajustes e promoções.
• Fase 7: Política de remuneração. É um conjunto de regras compostas por salário proposto,
remuneração variável e benefícios sociais.
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Outro item a ser abordado aqui é o de benefícios. Benefícios são as condições de trabalho ou
incentivos internos com a finalidade de manter as pessoas em um ambiente salutar e produtivo.
Os benefícios estão relacionados a:
• Aspectos legais: São os benefícios que as empresas têm de oferecer em função das legislações.
São exemplos de benefícios:
◊ Férias
◊ 13º salário
◊ FGTS
◊ Horas extras
• Atividades executadas: São os benefícios individuais diferenciados pelas posições exercidas
com o intuito de estimular a produtividade. São exemplos de benefícios:
◊ Gratificação
◊ Participação nos lucros
• Condições internas da empresa: A empresa se propõe a fornecer a seus funcionários
indistintamente. São exemplos de benefícios:
◊ Plano de saúde
◊ Plano odontológico
• Aspectos sociais: Benefícios relacionados ao bem-estar das pessoas na empresa. São exemplos
de benefícios:
◊ Atividades culturais e sociais
◊ Recreação
◊ Refeitório
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Figura 34 – Funcionários satisfeitos e clima empresarial
Saiba mais
“Para que a implantação do Plano de Cargos e Salários aconteça é necessário definir a remuneração
adequada de função, e a descrevê-las de forma justa, fazendo com que a empresa seja estimada no
que diz respeito a remuneração com salários competitivos e colaboradores motivados, até porque
gasto com colaboradores e considerado um investimento, pelo fato de ter retorno, qualidade e bem-
estar na empresa.”
Em termos mais específicos, pode-se determinar que as carreiras estão relacionadas às formas
de avaliação e ao entendimento da experiência profissional de um indivíduo. Sendo assim, a base
da carreira são os conceitos que orientam, estabilizam e integram as experiências individuais.
Esses conceitos são:
• Competência técnica
• Competência funcional
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• Competência de gestão
• Segurança
• Criatividade
• Autonomia
• Processo biológico
• Processo psicológico
• Processo social
• Relações familiares
• Experiências laborais
Para a carreira ser desenvolvida, é necessário um planejamento. Não planejar a carreira pode
levar a:
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• Planejamento de ações
• Avaliação constante
• Envolvimento de outras pessoas no planejamento
• Informações
• Comprometimento
• Ousadia
No entanto, para que o plano de carreira seja efetivo, é necessário um planejamento. Sendo
assim, as etapas para o desenvolvimento da carreira, segundo Araújo e Garcia (2010), são:
• Etapa 1 – Exploração: Define cenários do que é desejado e como chegar ao que se quer. Para
isso são levantadas informações através da coleta de dados.
• Etapa 2 – Preparação: Após a coleta de dados e definição dos objetivos, há a preparação para
o desenvolvimento de carreira. A preparação é necessária principalmente para minimizar as
ações geradas por:
◊ indecisos no desenvolvimento de processos (pessoas com pouca experiência e com poucas
informações gerando insegurança);
◊ indecisos crônicos (pessoas naturalmente indecisas na tomada de decisão);
◊ vigilantes (pessoas que tomam decisões somente após o entendimento completo da situação);
◊ hipervigilantes (combinam características de vigilantes e indecisos crônicos).
• Etapa 3 – Entrada: É a integração inicial e a busca no mercado de trabalho por melhores opções
para o desenvolvimento. São realizadas consultas em revistas técnicas e não técnicas para
entender as opções antes de efetivamente se consolidar em um caminho único.
• Etapa 4 – Estabelecimento: É a relação com os desafios da profissão escolhida. É também
uma socialização em que o foco é a absorção de informações e a criação de relações entre
as pessoas que interagem na atividade laboral.
• Etapa 5 – Avanço: As pessoas com carreira estabelecida passam a se destacar. No entanto,
cada vez mais aparecem desafios. Isso gera atualização profissional.
• Etapa 6 – Estabilização: Nesta etapa, as oportunidades de avanço se esgotam e a pessoa,
embora estável, deve definir a próxima etapa de sua vida profissional.
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Figura 36 – Estabelecendo o plano de carreira
Outro plano de carreira foi identificado por Rothweel e Kazanas (1988 apud FRANCA, 2010) e
tem como etapas:
Se por um lado, o planejamento de carreiras faz com que o profissional perceba os pontos
importantes do seu investimento da área profissional, por outro lado, permite que a empresa, ao
conhecer o planejamento de carreira dos seus funcionários, possa identificar as formas de reter
os talentos na organização.
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As empresas podem gerir as carreiras de seus colaboradores. Para isso deve levar em consideração:
A retenção de talentos é a prática de uma empresa para manter seus colaboradores na organização
produzindo e satisfeitos. Para isso, algumas ações seriam necessárias, considerando:
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• A importância de uma missão relevante a ser executada
• Ética organizacional
• A qualidade dos gestores organizacionais
• Plano de sucessão
• Evolução da carreira
• O ambiente de trabalho
• Salários e benefícios
Figura 37 – Mapa de carreiras e competências
Mobilidade,
sucessão e
carreira
Desenho
Remuneração
organizacional
Mapa de carreira
e competências
Treinamento e Recrutamento
desenvolvimento e seleção
Gestão de
desempenho
Fonte: [Link]
Com os temas tratados que citamos, a gestão de pessoas pode se tornar muito mais efetiva
para que os seus colaboradores possam ser conduzidos à melhoria do desempenho organizacional.
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O profissional de engenharia de produção leva em consideração vários fatores para buscar a
maximização de resultados favoráveis para uma organização por meio das pessoas envolvidas em
equipes de projetos ou para processos em engenharia.
Para que essas equipes sejam funcionais, é necessário que a alta gestão esteja comprometida
fornecendo os recursos necessários para a realização das atividades no processo produtivo.
Batalha (2008) define que a visão sistêmica e as habilidades específicas são próprias do perfil
de formação e atuação de um profissional de engenharia de produção, que, além de visualizar o
sistema de produção e suas necessidades de gerenciamento, pode planejar e gerenciar os processos
e sistemas de forma aderente a este sistema de produção. Desta forma, o profissional de engenharia
de produção abre uma ampla gama de oportunidades no seu mercado de trabalho.
A atuação do profissional de engenharia de produção está associada ao seu perfil, o que inclui
a interdisciplinaridade. Esta formação permite a sua aplicação na área de sistemas de informação,
produção, finanças, gestão do conhecimento e projetos, bem como nas áreas de apoio à indústria.
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Figura 38 – O engenheiro de produção
A chegada de um novo diretor gerou mudanças na área de recursos humanos. A expectativa era
grande, pois a empresa era do setor automotivo e vinha crescendo muito, pois tinha fechado
recentemente contratos com grandes montadoras. Logo, a necessidade de contratação de novos
funcionários era imediata e o novo diretor veio com essa demanda.
Com isso, algumas políticas foram inseridas nesse contexto, tais como: valorização do quadro
funcional, programação dinâmica de treinamentos para equipes multidisciplinares e processo de
recrutamento e seleção específico para a área de produção.
No entanto, alguns colaboradores, apesar de manifestarem apoio ao novo diretor comentavam que as
políticas identificadas não funcionavam efetivamente por experiência em várias empresas.
A surpresa, no entanto, foi que apenas um mês após o discurso acima, o titular da área de
desenvolvimento de produto, bem como seu substituto e mais dois funcionários foram demitidos,
sem qualquer informação ou justificativa ao quadro de colaboradores. Isso gerou apreensão dos que
estavam no setor desenvolvendo suas atividades e a produtividade começou a cair.
Apesar de não haver mais intercorrências, a instabilidade começou a tomar conta das equipes de
trabalho e a área de gestão de RH não atuava de forma estruturada para resolver esse conflito.
A situação supracitada acontece frequentemente com muitas empresas. A diretoria, uma vez
mudada, tem como hábito inserir uma série de mudanças para a reestruturação organizacional.
No entanto, muitas vezes esta situação pode gerar conflitos de interesses, uma vez que, se não
forem justificadas, adequadas à cultura organizacional ou aplicadas de forma transparente podem
desestruturar as pessoas na empresa.
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No caso anteriormente mencionado, além das novas políticas de gestão não possuírem uma
confiabilidade, houve uma instabilidade gerada na produção em virtude da demissão, injustificada de
alguns profissionais da área específica produtiva da empresa. Na última avaliação de desempenho,
a área teve uma boa pontuação e seu desligamento de forma abrupta causou indignações, bem
como a não transparência neste caso, que gerou possibilidades de especulações sobre os caminhos
aos quais a empresa estaria tomando.
Uma vez instalada a insegurança entre os funcionários, torna-se difícil contar com eles para a
parceria com a empresa, já que, enquanto alguns passam parte do tempo com medo de seu destino
na empresa, outros começam a buscar outras oportunidades em empresas concorrentes. De
qualquer maneira, o processo produtivo começa a ter dificuldades nas questões de capital humano.
O gestor de produção está sempre em contato com as áreas, o que permite entender não somente
as dificuldades do processo, mas também visualizar de forma mais próxima aos acontecimentos
possíveis soluções.
Para isso, foi utilizada, dentre as suas habilidades, a capacidade de negociação com a alta
gestão, a transparência com seus colaboradores e o planejamento das novas ações a serem
tomadas. Desta forma, conseguiu-se equilibrar a situação gerada e foi fortalecida a relação dos
funcionários com a gerência de produção, que passou a ter uma postura mais estruturada frente
às decisões da diretoria.
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Figura 39 – Equilíbrio reestabelecido na empresa
Por outro lado, a diretoria conseguiu, com o apoio do engenheiro de produção, entender a cultura
organizacional e avaliar que novas políticas poderiam ser mais funcionais para aquela organização.
CONCLUSÃO
Ao longo deste trabalho vimos como a gestão de pessoas demanda trabalho e qual é sua
influência na organização. Também estudamos as técnicas existentes e como, em um estudo de
caso apresentado, conseguimos resultados com a correta utilização dessas técnicas.
GLOSSÁRIO
Layout: “é uma palavra inglesa, muitas vezes usada na forma portuguesa ‘leiaute’, que significa
plano, arranjo, esquema, design ou projeto”. Fonte: <[Link]
Benchmarking: “consiste no processo de busca das melhores práticas numa determinada indústria
e que conduzem ao desempenho superior”. Fonte: <[Link]
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personalidade, de comportamento, etc) e fatores sociais (culturais, familiares, socioeconômicos,
médicos, etc).” Fonte: <[Link]
Raciocínio indutivo: “é um tipo de raciocínio ou argumento que parte de uma premissa particular
para atingir uma conclusão universal. [...] O princípio de indução não trata de uma verdade lógica
pura, mas de premissas para inferir uma conclusão”. Fonte: <[Link]
raciocinio-indutivo/>.
Performance: A palavra tem suas origens no francês antigo: parformance, de parformer, accomplir
(fazer, cumprir, conseguir, concluir), podendo significar ainda levar alguma tarefa ao seu sucesso.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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<[Link] Acesso em:
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28 mar. 2006. Disponível em: <[Link]
com-foco-em-gestao-de-pessoas/6590/>. Acesso em: 7 jun. 2018.
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baseada em stakeholders. São Paulo: Saraiva, 2008.
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