0% acharam este documento útil (0 voto)
58 visualizações48 páginas

Micoses: Tipos e Tratamentos Fúngicos

Este documento discute vários tipos de micoses, incluindo micoses superficiais como pitiríase versicolor e frieira, micoses cutâneas como candidíase, e micoses subcutâneas. Ele explica os agentes causais, sintomas e tratamentos típicos para cada tipo de micose.

Enviado por

Pâmela Beatriz
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
58 visualizações48 páginas

Micoses: Tipos e Tratamentos Fúngicos

Este documento discute vários tipos de micoses, incluindo micoses superficiais como pitiríase versicolor e frieira, micoses cutâneas como candidíase, e micoses subcutâneas. Ele explica os agentes causais, sintomas e tratamentos típicos para cada tipo de micose.

Enviado por

Pâmela Beatriz
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Fungos: Micoses

Instrutora: Mariana Peluci


[Link]

DOCUMENTÁRIO
MICOSES

Os fungos são agentes causais (patogênicos) de numerosas doenças


vegetais, animais e humanas.

As micoses humanas e animais têm, em geral, a mesma denominação


quando são comuns ao homem e ao animal, como a esporotricose, a
histoplasmose e as tinhas.

Já as micoses vegetais apresentam denominações muito peculiares,


são: os carvões, as ferrugens, as podridões, as melas, o mildiu, o
esporão de centeio etc.
MICOSES

⮚ Há fungos que são estudados no campo médico, pela Micologia


médica.

⮚ A Micologia médica humana surgiu com as observações dos


pesquisadores Schoenlein, Langenbeck e Gruby sobre as micoses
superficiais a partir dos anos de 1839.

⮚ Em 1842 já começaram a surgir os primeiros estudos sobre micetoma


e nos anos de 1856 iniciaram-se os estudos sobre aspergiloses.

A partir do início do século XX, a micologia dermatológica estava


inaugurada
MICOSES
⮚ Os estudos realizados na época deram origem ao conceito de micose-
doença.

Em meados dos anos de 1950 surgiu o


interesse pelo campo das infecções micóticas
ocasionais, as micoses oriundas por fungos
oportunistas.

IMUNOSSUPRIMIDOS
MICOSES
Micose é o nome genérico dado a várias infecções causadas por fungos.

Existem cerca de 230 mil tipos de fungos, mas apenas 100 tipos
aproximadamente que causam infecção.

Os fungos estão em toda a parte, é


inevitável a exposição a eles.

⮚ Em condições favoráveis, os fungos se


reproduzem e podem dar origem a um
processo infeccioso que, podendo ser
superficial ou profundo, dependendo
do fungo ou da região afetada.
MICOSES
As principais micoses que acometem o homem e causam patologias de
diferentes graus, sendo elas

⮚ Micoses superficiais

⮚ Micoses cutâneas

⮚ Micoses subcutâneas

⮚ Micoses sistêmicas

⮚ Micoses oportunistas
MICOSES
Micoses superficiais
As micoses superficiais são causadas por fungos com capacidade de
infectar apenas as camadas mais externas da pele e dos pelos.

Muitos desses fungos são da microbiota da pele e couro cabeludo,


causando lesão quando há um distúrbio hormonal ou nutricional que
predisponha seu crescimento
MICOSES
Micoses superficiais

As lesões causadas por esses microrganismos induzem pouca ou nenhuma


resposta imune do hospedeiro, elas não são destrutivas (se cuidadas na
forma adequada) e, dessa forma, são assintomáticas ou possui sintomas
leves .

Apresentam maior importância estética do que clínica, uma vez que


muitas delas são apenas manchas de pele.

São fáceis de diagnosticar e tratar


MICOSES
Micoses superficiais

Algumas dessas lesões alteram a coloração da pele, quando aumentam a


produção de melanina, chamamos de lesão hipercrômicas.

Já as lesões que levam à perda de coloração, denominamos hipocrômica.


MICOSES
Micoses superficiais
Pitiríase versicolor (pano branco)
Outro tipo de micose superficial é a PITÍRIASE VERSICOLOR, cujo nome
vulgar é o ‘pano branco’ ou ainda ‘micose de praia’.

Trata-se de uma micose causada pela levedura Pityrosporum ovale.

O fungo causador da doença habita a pele de todas as pessoas. Em


algumas delas é capaz de se desenvolver, provocando manchas brancas ou
marrons.
MICOSES
Micoses superficiais
Pitiríase versicolor (pano branco)
As áreas da pele mais atingidas são aquelas mais oleosas, tais como a
face, o couro cabeludo, o pescoço e a porção superior do tronco.
Formam-se manchas claras acastanhadas ou avermelhadas na pele, que se
iniciam pequenas, podendo se agrupar e formar manchas maiores.

De um modo geral, é uma doença assintomática, mas alguns pacientes


podem apresentar coceira. Sendo uma micose superficial, não provoca
graves danos, senão os de ordem estética.
MICOSES
Micoses superficiais
Dentre as micoses superficiais mais conhecidas está tinea pedis,
popularmente chamada por frieira ou pé-de-atleta.

Ela atinge a pele entre os dedos, comumente dos pés. Ela pode vir
acompanhada de uma infecção bacteriana.
MICOSES
Micoses superficiais
Em alguns casos a cura pode demorar vários meses, como nas infecções
das unhas.

A estas dá-se o nome de onicomicose a infecção fúngica da unha, muito


frequente na população adulta, em particular as unhas dos pés.

Uma vez que o fungo não está apto a invadir o corpo, as tineas não são
consideradas perigosas.
MICOSES
Micoses superficiais

Uma vez que o fungo não está apto a invadir o corpo, as tineas não são
consideradas perigosas.

As micoses denominadas Tinea podem ser de vários tipos:

a)Tinea corporis: afeta a pele, é a que possui mais incidência, causada


pelos fungos M. canis ou T. mentagrophytes;
MICOSES
Micoses superficiais

b) Tinea cruris: caracterizada por lesões eritemato-escamosas (vermelhas)


em nível das regiões inguinais (zona dos genitais);
MICOSES
Micoses superficiais

c) Tinea unguium: tinea das unhas, pode ser causada por quase todas as
espécies de dermatófitos e as lesões apresentam um aspecto variável,
desde simples manchas esbranquiçadas a espessamentos com destruição
da lâmina externa da unha e hiperqueratose subungueal (unha amarela
grossa);
MICOSES
Micoses superficiais

d) Tinea barbae: é causada por agentes dermatófitos zoofílicos (de


animais).

A sua incidência, além de baixa, é quase exclusiva de meios rurais.

As lesões são localizadas na face, na zona com barba e podem ser


superficiais (anulares com bordos vesiculo-pustulosos) ou profundas
(massas nodulares infiltradas de cor vermelho-arroxeada);
MICOSES
Micoses superficiais

e) tinea capitis: a tinha favosa ou favo tem como agente etiológico T.


schoenleinii surge em qualquer idade e é caracterizada pelo aparecimento
de placas escamo-crostosas de cor amarelada, em forma de favo e com o
"cheiro a rato". Leva à queda do cabelo definitiva.
MICOSES
Micoses cutâneas

A partir de agora, serão abordadas outras classes de fungos que causam


lesões em tecidos cutâneos.

Lesões cutâneas afetam as camadas mais internas da pele e tendem a


causar lesões mais complicadas e, geralmente, são múltiplas lesões.
MICOSES
Micoses cutâneas
Candidíase
Candidíase cutânea ou candidose, é o nome que se dá à micose
oportunista provocada por qualquer levedura do gênero Candida sp.

Até o início do século XX, acreditava-se que a única espécie patogênica


para o homem era a Candida albicans.

Após a década de 1950 demonstraram que outras espécies também


apresentavam potencial patogênico algumas delas são: Candida tropicalis,
Candida glabrata, Candida krusei, entre outras
MICOSES
Micoses cutâneas
Candidíase
As leveduras do gênero Candida sp. fazem parte da microbiota normal do
homem e são encontradas na boca, em áreas flexurais, na orofaringe, no
intestino e na vagina.

QUEDA DE IMUNIDADE: PROLIFERAÇÃO

Geralmente, as lesões são úmidas, recobertas por uma pseudomembrana


esbranquiçada e quando removida apresenta um fundo eritematoso
MICOSES
Micoses cutâneas
Candidíase
A candidíase, especialmente a vaginal, é uma das causas mais frequentes
de infecção nos genitais.

Além do prurido e do ardor, ela também provoca dor durante a relação


sexual e no momento da ejaculação (homens), e a eliminação do
corrimento vaginal em grumos brancos
MICOSES
Micoses cutâneas
Candidíase
MICOSES
Micoses cutâneas
Candidíase
No homem, apresenta-se com hiperemia da glande e prepúcio e,
eventualmente, por um leve edema e pequenas lesões puntiformes,
avermelhadas e pruriginosas.
MICOSES
Micoses cutâneas
Candidíase
As mulheres grávidas são bastante propensas a esse tipo de infecção, por
conta da grande variação hormonal que ocorre durante este período, do
mesmo modo que as mulheres na fase antes do período menstrual.

Pacientes com deficiência do sistema imunológico, como os portadores de


AIDS, são bastante sensíveis a essas infecções por não conseguirem
combater esses germes naturalmente.
MICOSES
Micoses subcutâneas

As lesões características de micoses subcutâneas se manifestam a partir


do ponto de inoculação direta do fungo nas camadas mais profundas da
pele: tecido subcutâneo ou hipoderme.

-As inoculações ocorrem geralmente em decorrência de algum acidente


com traumatismo: Fungos habitam o solo e os vegetais em decomposição

Esses fungos não têm a capacidade de


penetrar na pele íntegra, ou seja, o
simples contato com esses fungos não
causam lesões
MICOSES
Micoses subcutâneas
Ao contrário das micoses superficiais, elas podem permanecer isoladas ou
podem se espalhar para outros tecidos através da via linfática ou
hematológica.

Quando chegam na corrente sanguínea, elas deixam de ser micoses


cutâneas e passam a ser micoses sistêmica: COMPLICAÇÕES.

O fator ocupacional é muito presente nesse tipo de micose, pois acomete,


sobretudo, floristas, jardineiros, fazendeiros, horticultores, feirantes,
sendo as pessoas mais expostas a entrarem em contato com os agentes
fúngicos
MICOSES
Micoses subcutâneas
● Esporotricose:

Essa micose que afeta tanto os humanos quanto os animais é causada pelo
Sporothrix schenckii.

Trata-se de um fungo dimórfico, ubiquitário na natureza, habitando


principalmente o solo e os vegetais.
MICOSES
Micoses subcutâneas
● Esporotricose:

O período de incubação varia de sete dias a 12 semanas.

Nos humanos, as lesões geralmente limitam-se ao tecido subcutâneo e


linfático, e são geralmente localizados na face e nos membros inferiores e
superiores.
MICOSES
Micoses sistêmicas

São chamadas de micoses sistêmicas as infecções fúngicas que conseguem


invadir a corrente sanguínea e assim ser transportadas para outros
sistemas e órgãos do indivíduo.

Alguns dos agentes de micoses sistêmicas:

-Paracoccidioides brasiliensis

- Cryptococcus neoformans
MICOSES
Micoses sistêmicas
-Paracoccidioides brasiliensis

Foi descrita, pela primeira vez, por Adolfo Lutz, em 1908, e tem sido
amplamente estudada em alguns países da América do Sul,
principalmente no Brasil.

A infecção por P. brasiliensis pode resultar tanto da inalação de estruturas


fúngicas consideradas infectantes, os conídios; como também pode
resultar da reativação de algum foco preexistente.
MICOSES
Micoses sistêmicas
-Paracoccidioides brasiliensis

Ao serem inalados, os esporos alcançam os bronquíolos terminais e


alvéolos pulmonares transformando-se em células leveduriformes.

Então, instalam-se nos pulmões, e são fagocitadas pelos macrófagos, no


interior dos quais sobrevivem e se multiplicam

Há frequentemente formação de granulomas que limitam a disseminação


das leveduras: mas há possibilidade de disseminação.

-Numa minoria há sintomas de pneumonia, com febre, sudorese, tosse e


expectoração e falta de ar.
MICOSES
Micoses sistêmicas
-Paracoccidioides brasiliensis
MICOSES
Micoses oportunistas

Os fungos causadores de micoses oportunistas apenas causarão doença


em humanos que estão com o sistema imune comprometido, seja por
uma imunodeficiência ou imunossupressão.

Os fatores que predispõem às micoses oportunistas podem ser


classificados em:

-Fatores intrínsecos, como: neoplasias, diabetes, hemopatias diversas,


síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e todas as doenças que
afetam a imunidade como a velhice, gravidez, prematuridade.
MICOSES
Micoses oportunistas

Já no caso dos fatores extrínsecos, são aqueles em que o hospedeiro é


exposto, como: antibioticoterapia, corticoidoterapia, transfusões e
transplantes, hospitalização em centros de UTI e ambientes hospitalares.

Da longa lista de fungos oportunistas, destacam-se Candida sp.,


Criptococcus neoformans, Aspergillus sp., Mucor sp., Rhizopus sp. e
Fusarium sp.

O diagnóstico preciso das micoses oportunistas resulta no tratamento


adequado e sobrevida do indivíduo infectado
MICOSES
Micoses sistêmicas
- Cryptococcus neoformans

Cryptococcus neoformans é uma levedura encapsulada de grande


importância médica, por ser o agente etiológico da criptococose.

É encontrada em fontes ambientais, incluindo fezes de pombos,


constitituindo-se em importante causa de morbidade e mortalidade em
indivíduos imunodeprimidos em todo o mundo: INALAÇÃO
MICOSES
Micoses sistêmicas
- Cryptococcus neoformans

Apresenta cápsula composta de polissacarídeos antigênicos: proteção ao


fungo.

Protege a levedura da ação de células fagocitárias, tais como monócitos,


macrófagos e neutrófilos, fator que contribui para a diminuição da
resposta imunológica.
MICOSES
Micoses sistêmicas
- Cryptococcus neoformans

Forma cutânea: aparece em 10% a 15% dos casos (na maioria das vezes,
precede a doença sistêmica) e é caracterizada por manifestações de lesões
acneiformes, rash cutâneo, ulcerações ou massas subcutâneas que
simulam tumores.

A forma sistêmica, frequentemente, aparece como uma meningite


subaguda ou crônica, caracterizada por febre, fraqueza, dor no peito,
rigidez de nuca, dor de cabeça, náusea e vômito, sudorese noturna,
confusão mental e alterações de visão.

Pode haver comprometimento ocular, pulmonar, ósseo e, as vezes, da


próstata.
MICOSES

Formas mais comuns de contágio das micoses

a)Contato com animais de estimação;

b) Compartilhamento de chuveiros públicos;

c) Lava-pés de piscinas e saunas;

d) Ao andar descalço em pisos úmidos ou públicos;

e) Uso de toalhas compartilhadas ou mal lavadas;


MICOSES

Formas mais comuns de contágio das micoses

f) Equipamentos de uso comum (botas, luvas);

g) Uso de roupas e calçados de outras pessoas;

h) Uso de alicates de cutículas, tesouras e lixas não esterilizadas;

i) Contato com material contaminado em geral;

j) Uso de roupas úmidas por tempo prolongado.


MICOSES

Prevenção
Procedimentos que diminuem o risco de se contrair uma micose:

a) Evitar andar descalço em pisos úmidos;

b) Nunca usar toalhas compartilhadas, especialmente se estiverem úmidas


ou mal lavadas;

c) Após o banho, enxugar-se bem, principalmente nas áreas de dobras, como


o espaço entre os dedos dos pés e virilha;

d) Usar sempre roupas íntimas de fibras naturais, como o algodão, pois as


fibras sintéticas prejudicam a transpiração;
Prevenção
Prevenção
Procedimentos que diminuem o risco de se contrair uma micose:

e) Verificar se os objetos de manicure, como alicates, tesouras e lixas são


esterilizados. Melhor ainda se tiver um de uso exclusivo;

f) Em contato prolongado com detergentes, usar luvas e enxaguar as mãos


toda vez que usar a esponja;

g) Evitar utilizar pentes ou escovas de cabelo de outras pessoas;

h) Evitar uso de roupas molhadas.


Prevenção
IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO

O diagnóstico preciso das micoses é fundamental para


que os médicos possam identificar corretamente os
agentes que estão afetando a saúde de seus pacientes.

Consequentemente, é possível estabelecer a melhor


conduta para restabelecê-la.

É imprescindível discernir, com clareza, a natureza dos


problemas de saúde como, tipo de fungo e tipo de
micose (supeficial, cutânea, etc.)
Prevenção
IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO

Para o diagnóstico das micoses, no laboratório, deve ser feito:

1º - Exame direto

2º - Cultura

3º - Biópsia - Histopatologia

4º - Provas Imunológicas

5º - Exame Radiológico

6º - Inoculação Animal
Prevenção
IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO

O tipo e a qualidade da amostra biológica, submetida ao


laboratório de micologia:

São fatores pré-analíticos extremamente importantes para o sucesso do


isolamento e identificação do verdadeiro agente etiológico de infecções
fúngicas.
Prevenção
IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO

Cada tipo de amostra um


protocolo diferente.
OBRIGADA !!

marianapeluci@[Link]

(31) 9154-4489

Você também pode gostar