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Aula Térmica - 2

O documento discute indicadores para avaliar o nível de estresse térmico que trabalhadores estão sujeitos, como o IBUTG (Índice de Bulbo Úmido e Termômetro de Globo). A NR15 estabelece limites máximos de exposição ao calor com base no IBUTG e na taxa metabólica. O estudo de caso aplicou essas métricas para avaliar as condições térmicas de um setor administrativo.
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Aula Térmica - 2

O documento discute indicadores para avaliar o nível de estresse térmico que trabalhadores estão sujeitos, como o IBUTG (Índice de Bulbo Úmido e Termômetro de Globo). A NR15 estabelece limites máximos de exposição ao calor com base no IBUTG e na taxa metabólica. O estudo de caso aplicou essas métricas para avaliar as condições térmicas de um setor administrativo.
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Indicadores do

Conforto térmico
Avaliação do Conforto térmico - Indicadores

Indicadores que
permitem avaliar o
nível de “stress”
térmico a que um
trabalhador está sujeito
em função da sua
atividade física e das
condições térmicas do
meio que o rodeia.
NR 15

NR 15 - Anexo 3/2019
Limites de Tolerância para Exposição ao Calor

1.1.1 Este Anexo não se aplica a atividades


ocupacionais realizadas a céu aberto sem
fonte artificial de calor.
2.3 São caracterizadas como insalubres as atividades ou
operações realizadas em ambientes fechados ou
ambientes com fonte artificial de calor sempre que o
IBUTG (médio) medido ultrapassar os limites de NR15 e NR9
exposição ocupacional estabelecidos com base no Índice Diferentes
de Bulbo Úmido Termômetro de Globo apresentados no
Quadro 1 (¯(IBUTG_MÁX) e determinados a partir da taxa
metabólica das atividades, apresentadas no Quadro 2,
ambos deste Anexo.
NR15 - Adicional de insalubridade Metodologia de
Tem que ser atividade rotineira e não eventual; Avaliação NHO06
Tem que ser a pior situação;
NR 15

NR 15 - Anexo 3/2019
Limites de Tolerância para Exposição ao Calor
NR 15

Objetivo
Estabelecimento de critérios e
procedimentos para avaliação da
exposição ocupacional ao calor que
implique sobrecarga térmica ao
trabalhador, resultando em risco
potencial de dano à sua saúde.

Esta NHO se aplica à exposição


ocupacional ao calor em ambientes
internos ou externos, com ou sem
carga solar direta, em quaisquer
situações de trabalho que possam
trazer danos à saúde dos
trabalhadores, não estando, no
entanto, voltada para a
caracterização de conforto térmico.
NR 15

De acordo com a NHO06, a exposição ao calor deve ser avaliada através do


“Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo” (IBUTG) definido pelas
equações que seguem:

• Ambientes internos ou externos sem carga solar:


IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg

• Ambientes externos com carga solar:


IBUTG = 0,7 tbn + 0,1 tbs + 0,2 tg

tbn = temperatura de bulbo úmido natural;


tg = temperatura de globo;
tbs = temperatura de bulbo seco.
IBUTG
(ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO E TERMÔMETRO DE GLOBO)
WBGT (“Wet Bulb Globe Temperature”) - Avaliação da exposição ocupacional ao calor

• Dados necessários : temperatura de bulbo seco do ar, temperatura de


globo e temperatura de bulbo úmido.

Limite de exposição ocupacional: valor


máximo de IBUTG relacionado à taxa
metabólica média (M). Representa as
condições sob as quais se acredita que a
maioria dos trabalhadores possa estar exposta,
repetidamente, durante toda a sua vida de
trabalho, sem sofrer efeitos adversos à sua
saúde.
IBUTG
(ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO E TERMÔMETRO DE GLOBO)
WBGT (“Wet Bulb Globe Temperature”) - Avaliação da exposição ocupacional ao calor

Popularmente conhecido como medidor


de stress térmico o IBTUG permite a avaliação das
condições do ambiente no que se refere ao calor.
Para exibir as informações podemos trabalhar
diretamente através de gráficos e relatórios.
O equipamento é largamente usado.
O uso do IBUTG no Brasil é fundamentado para
atender as exigências da NR 15 –Reguladora de
atividades insalubres e NHO 6 (Norma de Higiene
Ocupacional – Fundacentro) que determinam os
limites de exposição máxima.
IBUTG
(ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO E TERMÔMETRO DE GLOBO)
WBGT (“Wet Bulb Globe Temperature”) - Avaliação da exposição ocupacional ao calor

Água destilada

Esfera metálica com termômetro


Mede a temperatura radiante
Pelo aquecimento da esfera
IBUTG
(ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO E TERMÔMETRO DE GLOBO)
WBGT (“Wet Bulb Globe Temperature”) - Avaliação da exposição ocupacional ao calor

FIXAÇÃO DOS INSTRUMENTOS (ÁRVORE DOS TERMÔMETROS)


- Tripé
- Garras isoladas para fixação dos termômetros.

1 hora medição
A hora mais crítica

Tempo de estabilização é de 25 minutos

A altura de montagem dos equipamentos deve


coincidir com a região mais atingida do corpo.
Quando esta não for definida, o conjunto
deve ser montado à altura do tórax do
trabalhador exposto.
IBUTG
(ÍNDICE DE BULBO ÚMIDO E TERMÔMETRO DE GLOBO)
WBGT (“Wet Bulb Globe Temperature”) - Avaliação da exposição ocupacional ao calor

IBUTG = 0,7 tbn + 0,3 tg


IBUTG = 0,7. 25 + 0,3. 40
IBUTG = 29,5 C
NR 15

Classificação das Atividades

2019
NR 15
PMV - Voto médio Predito

Com o intuito de avaliar o efeito conjunto das variáveis de conforto térmico,


alguns pesquisadores sugerem diferentes índices.

PMV: O “voto médio predito” é um


índice que prevê o valor médio de um
grande grupo de pessoas, segundo a
escala de sensações de 7 pontos
(ASHRAE). Foi criado através de análises
estatísticas de acordo com resultados
obtidos por Fanger (1972) em estudos
na Dinamarca em câmaras climatizadas.
Nesses estudos as pessoas registravam
seus votos sobre a escala sétima, que
aponta desde muito frio até muito
quente.
PMV – Voto médio Predito

PMV

https://comfort.cbe.berkeley.edu/
PPV – Porcentagem de pessoas insatisfeitas

Devido à variação biológica entre as pessoas, é impossível que todos os ocupantes


do ambiente se sintam confortáveis térmicamente. O PPV (percentagem de
pessoas insatisfeitas) estabelece a quantidade estimada de pessoas insatisfeitas
térmicamente com o ambiente.

O programa “Analysis CST” desenvolvido no Labeee.


Estudo de Caso

- região estabelecida pelo Colar Metropolitano do Vale do Aço tem como característica
predominante os climas quentes, e temperaturas de até 35°C.
- investigar o ambiente laboral de um setor administrativo em uma empresa pública de
administração municipal.
- Consideração das variáveis pessoais e do uso de vestimentas.
Estudo de Caso

A escolha do método de avaliação da exposição ao calor foi feita através da Norma


de Higiene Ocupacional - NHO 06, e do roteiro para o Trabalho de Conforto
Térmico (RTCC) desenvolvido pelo LabEEE – UFSC, suficiente para a aplicação ao
software de cálculo de PMV e PPD.

- Variáveis ambientais: temperatura do ar, temperatura média radiante,


velocidade do ar e umidade do ar.
- 2 períodos do dia, pela manhã (no mínimo 1 hora e 20 minutos) e à tarde.
- 10h20 às 11h40, e a outra foi realizada no turno da tarde, das 14h20 às 15h40.
- Ambiente com mínimo de 05 pessoas em seu interior, para que se possa aplicar
o questionário de avaliação subjetiva.
Estudo de Caso

- departamento, localizado no 3º andar;


- mesas, cadeiras e armários, sendo que
60% das mesas são postos de trabalho
com computador.
- única porta destinada para entrada e
saída, e outras duas passagens para um
banheiro e uma outra sala;
- divisória, grandes janelas com vidros
transparentes com abertura do tipo
basculante. Por essas janelas, a sala recebe
durante todo o período da tarde a incidência
de raios solares em dias ensolarados e por
este motivo, foram instaladas persianas do
tipo PVC para atenuar os efeitos do calor,
porém, as mesmas se encontram em mau
estado de conservação.
Estudo de Caso

MÉTODO
O questionário compreendeu 07 etapas:

- etapas 01 e 02 referiram-se a dados pessoais, por uma questão de identificação


e classificação.

- etapas 03 e 04 referiram-se ao regime e ao tipo de trabalho desenvolvido, para


confrontar com informações da legislação, constantes na NR-15, anexo 03.

- etapa 05 referiu-se ao tipo de vestimenta utilizada pelo funcionário, conforme


a ISO 9920/95, para avaliação da resistência térmica, ou seja, a capacidade de
troca térmica da vestimenta com o ambiente.

- etapa 06 questionava a opinião em relação à produtividade e saúde do


funcionário exposto ao calor, para confrontar com os resultados encontrados.

- etapa 07 tratava-se da avaliação subjetiva, baseada na ISO 7730/94 e na ISO


10551/95, em que cada funcionário respondia no momento da medição a 04
perguntas, assinalando a cada 20 minutos.
Estudo de Caso

RESULTADOS

QUANTITATIVO

Os valores foram obtidos a partir do aparelho digital IBUTG, e observou-se que em


ambas as medições os valores de IBUTG aferidos foram superiores a 25ºC, porém o
índice não ultrapassou o valor de 27ºC. Sendo o limite aceitável de 30ºC.
funcionários, que confirmaram que a atividade desenvolvida é leve e que o regime
de trabalho é contínuo, configura-se que o ambiente não é insalubre.
Estudo de Caso

RESULTADOS NR-17

Temperatura efetiva máxima:


- a temperatura de bulbo seco: 31,4ºC
- a temperatura de bulbo úmido: 24,7ºC
- Velocidade do ar: 0,1 m/s
- a temperatura efetiva máxima de 27,2ºC

Temperatura efetiva mínima:


- a temperatura de bulbo seco: 28,8ºC
- a temperatura de bulbo úmido: 23,4ºC
- Velocidade do ar: 0,1 m/s
- a temperatura efetiva máxima de 25,8ºC

Ultrapassou os limites de 20°C a 23°C,


estipulados pela NR-17 para a
determinação da condição de conforto
térmico, constatando-se que o ambiente é
desconfortável termicamente.
Estudo de Caso

RESULTADOS

1) Sintomatologia característica da exposição a temperaturas anormais, que os


mesmos já apresentaram durante o período de trabalho.
Estudo de Caso

RESULTADOS

PMV – Voto Médio Previsível


variações entre o PMV calculado e o PMV subjetivo:

PMV calculado ou do subjetivo, apresentaram valores iguais ou


superiores a +1,0, que nos permite ultimar, conforme a escala de
sensação térmica da ISO 7730/94, que tanto o ambiente quanto a
percepção das pessoas estavam acima do valor de +0,5 que
determina o conforto térmico de ambientes quentes, e nota-se
também que o ambiente proporciona sensação ligeiramente
quente a muito quente, conforme valores que chegam até o
limite de +3,0.
Estudo de Caso

RESULTADOS

PMV – Voto Médio Previsível - Matutino


variações entre o PMV calculado e o PMV subjetivo:

acima do valor de
+0,5 que
determina o conforto
térmico de
ambientes quentes
Estudo de Caso

RESULTADOS

PMV – Voto Médio Previsível - Vespertino


variações entre o PMV calculado e o PMV subjetivo:

acima do valor de
+0,5 que
determina o conforto
térmico de
ambientes quentes

Vespertino pior que


matutino
Estudo de Caso

RESULTADOS

Idade
Resistência da roupa
Estudo de Caso

RESULTADOS

Em relação à Percentagem de Pessoas Insatisfeitas – PPD, identificou-se uma taxa


maior no turno vespertino, por ter sido claramente um período mais quente.

conforme a ISO 7730 um


recinto é considerado
termicamente
desconfortável se
apresentar durante todas
as medições valores de
PPD superiores ao valor
de 10%.

5 pessoas
5 perguntas
Estudo de Caso

RESULTADOS

O vespertino teve resultados piores que o matutino

conforme a ISO 7730 um


recinto é considerado
termicamente
desconfortável se
apresentar durante todas
as medições valores de
PPD superiores ao valor
de 10%.
Estudo de Caso

Resultado

O ambiente não é insalubre mas termicamente desconfortável, e não atinge os


requisitos da norma de ergonomia.

Ações / Sugestões

Como forma de atenuar as condições termo ambientais do departamento, aconselha-se


que seja introduzido um sistema de ventilação geral e climatização. De outro modo e
de maneira mais imediata, sugere-se que sejam aplicadas nos vidros das janelas,
películas com no máximo 50% de visibilidade como forma de diminuir a incidência
direta de raios solares no interior da sala.
Ações - Calor

MEDIDAS
CONSTRUTIVAS Uso de ventilação geral e climatização
Renovações de ar mínimas: 27m3/h por pessoa
Proteção diante de fonte radiante (fornos)
Isolamento térmico de equipamentos produtores de calor
Uso de ventilação chaminé
Proteção para paredes opacas
Proteção solar para janelas
Uso de umidificadores em regiões secas

ORGANIZACIONAIS Introdução de períodos de aclimatação


Introdução de descansos
Realização do trabalho mais quente, nas horas mais frescas
Fornecimento de água e sais minerais em quantidades
apropriadas aos trabalhadores
PROTEÇÃO INDIVIDUAL Vestuário de proteção: Boa flexibilidade, boa ventilação, alto
fator de reflexão
Avental, Óculos e viseira de proteção, luvas, capuz.
Controle da radiação solar no edifício

Como o edifício ganha calor através da radiação solar?


Fechamentos opacos

Cor externa Tipo e espessura do material


Controle da radiação solar no edifício
Controle da radiação solar no edifício
Controle da radiação solar no edifício

• Vidro comum
• vidros absorventes
• vidros refletivos
Controle da radiação solar no edifício

JANELAS

Vidro Comum:

Transparência: A emissão de um raio de sol permite que


parte da energia passe ao interior do local e seja absorvida
e refletida pelos móveis e paredes. A energia absorvida se
transforma em calor provocando a elevação da temperatura
do meio.
Controle da radiação solar no edifício

JANELAS

Vidros Especiais:

Para amenizar as consequências térmicas criadas pelo


vidro comum foram desenvolvidos outros tipos de vidro
como os vidros absorventes (ou atérmicos) e os vidros
refletivos.
Ações
Ações
Ações
Ações
Ações

Importância do tipo de abertura em relação a taxa de ventilação.


Basculante: 75%
Ações
Ações
Ações
Ações
Ações

No Hemisfério Sul,
as orientações
norte é que
recebem sol.
Portanto,
recomendam-se
brises horizontais
para o norte
e sistemas verticais
e horizontais móveis
para as fachadas
com noroeste ou
nordeste.
Ações
Ações
Ações

Brise horizontal
Ações

Brise horizontal
Ações / Estratégias

Jean Nouvel
Ações
Níveis de Ação

Preventivas
3.1.1 Sempre que os níveis de ação para exposição ocupacional ao
calor, estabelecidos no Quadro 1 forem excedidos, devem ser
adotadas pelo empregador, uma ou mais das seguintes medidas:
a) disponibilizar água fresca potável (ou outro líquido de reposição
adequado) e incentivar a sua ingestão; e
b) programar os trabalhos mais pesados (acima de 414W -
quatrocentos e quatorze watts), preferencialmente nos períodos com
condições térmicas mais amenas, desde que nesses períodos não
ocorram riscos adicionais.
3.1.2 Para os ambientes fechados ou com fontes artificiais de calor,
além do contido no item 3.1.1, o empregador deverá fornecer
vestimentas de trabalho adaptadas ao tipo de exposição e à natureza
da atividade.
Níveis de Ação

Corretivas
a) adequar os processos, as rotinas ou as operações de trabalho;
b) alternar operações que gerem exposições a níveis mais elevados de
calor com outras que não apresentem exposições ou impliquem
exposições a menores níveis, resultando na redução da exposição;
c) disponibilizar acesso a locais, inclusive naturais, termicamente mais
amenos, que possibilitem pausas espontâneas, permitindo a
recuperação térmica nas atividades realizadas em locais abertos e
distantes de quaisquer edificações ou estruturas naturais ou artificiais.
3.2.2.1 Para os ambientes fechados ou com fontes artificiais de calor,
além do contido no item 3.2.2, o empregador deverá:
a) adaptar os locais e postos de trabalho;
b) reduzir a temperatura ou a emissividade das fontes de calor;
c) utilizar barreiras para o calor radiante;
d) adequar o sistema de ventilação do ar;
e) adequar a temperatura e a umidade relativa do ar.
Medidas de controle relativas ao ambiente
Medidas de controle relativas ao ambiente
Medidas de controle relativas ao ambiente
Eliminação / Neutralização da Insalubridade
Eliminação / Neutralização da Insalubridade
Ações - Frio

MEDIDAS
CONSTRUTIVAS FORNECIMENTO DE CALOR : SOLAR OU CLIMATIZAÇÃO
ORGANIZACIONAIS INTRODUÇÃO DE PERÍODOS DE DESCANSO
PROTEÇÃO INDIVIDUAL VESTUÁRIO DE PROTEÇÃO
LUVAS
Ações - Frio
Importância do Layout

Além disso, se o escritório tem uma fachada de vidros com baías próximas das
janelas, provavelmente, as pessoas que sentam próximas dessa área são mais
atingidas pela incidência solar do que as que estão mais distantes, e com isso,
sentem mais calor.

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