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Contabilidade Básica

Este curso introdutório de contabilidade básica ensinará conceitos fundamentais como patrimônio, contas ativas e passivas, plano de contas e folha de pagamento para auxiliar os alunos no sucesso de qualquer negócio. O curso está organizado em três módulos com avaliações ao final de cada um totalizando 30 horas.

Enviado por

Lílian Batista
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Contabilidade Básica

Este curso introdutório de contabilidade básica ensinará conceitos fundamentais como patrimônio, contas ativas e passivas, plano de contas e folha de pagamento para auxiliar os alunos no sucesso de qualquer negócio. O curso está organizado em três módulos com avaliações ao final de cada um totalizando 30 horas.

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Contabilidade Básica - Turma 2022A

Bem-vindo(a)!

A contabilidade é fundamental para o sucesso de qualquer negócio. Neste curso você vai
aprender as definições de contabilidade e patrimônio, entender o que é conta ativa e passiva,
aprender como fazer um plano de contas, um balancete e uma folha de pagamentos, entre
outros. O curso foi baseado no material do professor Ciro Bächtold, feito para Rede e-Tec
Brasil.

O curso está organizado em 3 módulos, totalizando 30 horas. Ao final de cada módulo, é


disponibilizado um questionário avaliativo. 

Bons estudos! 

1.  1 Contabilidade e patrimônio

 
1.1 Introdução à contabilidade básica
A contabilidade tem tudo a ver com as funções básicas da administração. As quatro funções
básicas da administração, a famosa sigla: PODC (Planejamento, Organização, Direção e
Controle). Vamos, agora, relembrar cada uma das funções:

Planejamento

Conceito de contabilidade
A Contabilidade é uma ciência social que através da execução de serviços técnicos, ou seja,
controla, organiza, estuda e avalia o patrimônio de uma entidade (física ou jurídica)
permanentemente. 

Usuários da contabilidade e interessados, podemos citar:

Como planejar se não sabemos ao certo avaliar os recursos que temos? A contabilidade permite
registrar e mensurar os recursos da empresa. Sem os relatórios contábeis, qualquer
planejamento é inconsistente.

Organização 

A contabilidade responde pelo levantamento e organização de cada elemento que pode ser
mensurado monetariamente na empresa.

Direção 

A tomada de decisões e a consequente execução, ou direção, será prejudicada se não tivermos


os relatórios que serão extraídos da contabilidade.

Controle
Não existe ciência no mundo, que se dedique a registrar e controlar o patrimônio de uma
empresa, do que a contabilidade. Ela nasceu com essa finalidade, e apresenta técnicas que são
úteis inclusive para que se evitem fraudes nas empresas.

Aprender contabilidade é fundamental para qualquer pessoa que deseja administrar uma
empresa. A contabilidade apresenta termos técnicos que chamamos de terminologia ou
nomenclatura, os quais são essenciais na linguagem comercial, por ser a linguagem que o
administrador precisa conhecer e se familiarizar com ela.

Um dos objetivos da Contabilidade é gerar informações para a tomada de decisões, conhecida


como Contabilidade Gerencial. Por isso, é fundamental a existência de ferramentas que
possibilitem conhecer a real situação e atender a esta missão. Compete à Contabilidade registrar
os atos e fatos administrativos e produzir informações que possibilitem ao administrador
planejar e controlar suas ações, para traçar os objetivos da entidade.

Todas as empresas nascem com uma finalidade. A grande maioria das empresas visa resultados
financeiros; outras buscam resultados sociais; outras buscam expansão. Mas no final, todas
buscam atingir os objetivos traçados.

A contabilidade é indispensável para que a empresa realize negócios, por exemplo, com órgãos
governamentais (por meio de contratos e licitações), ou com os bancos, com fornecedores, etc.
Além desta necessidade convencional, observa-se a expansão do mercado de ações no Brasil. E
neste aspecto a Contabilidade se apresenta como o grande pilar na veracidade da informação e,
consequentemente, na credibilidade da companhia perante seus investidores. Nos últimos anos,
o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) vem realizando
pesquisas para detectar o índice de mortalidade (fechamento) das empresas no primeiro ano de
vida (abertura). Na mais recente pesquisa, os números apontavam que cerca de 48% dos
negócios são fechados antes de completar 12 meses de funcionamento. A principal causa desta
mortalidade é a falta de planejamento e controle dos negócios. Em suma, é a falta de
Contabilidade. (Fonte: Agnaldo Silva).

 Sócios;
 Administradores;
 Fornecedores;
 Clientes;
 Empregados;
 Bancos;
 Investidores;
 Concorrentes;
 A comunidade (sociedade);
 Governo;
 Outros (por diversos motivos, inclusive a curiosidade).

Geralmente, os usuários são classificados como:

Internos: são as pessoas internas à entidade, como é o caso do gerente e do diretor. Os usuários
internos usam a contabilidade para ajudar no processo de tomada de decisão. Entre as diferentes
situações em que é possível utilizar a contabilidade, citamos a situação na qual o administrador
está estudando a viabilidade de uma filial. Por meio da mensuração do resultado pela
contabilidade, será possível determinar o fechamento (ou não) desta filial.
Externos: são os usuários que utilizam os dados contáveis para a tomada de decisões. O acesso
ás informações por usuários externos é mais limitado, pois possuem menos informações sobre a
entidade.

Figura 1- Ambientes da empresa

Descrição da imagem: Representação dos ambientes da empresa apresenta dois círculos um sob o outro. Inicia com um círculo menor o qual esta composto pela palavra empresa, a palavra esta centralizada e com

letras maiúsculas, neste circulo aparecem ainda as palavras Usuário interno, dispostas à esquerda da palavra empresa. Este círculo esta sob um circulo maior descrito como Usuário externo.

A análise interna é realizada dentro da entidade por seus próprios empregados, e visa informar
administradores e diretores, auxiliando-os nas tomadas de decisões. Por pertencerem à própria
entidade (objeto da análise), os analistas não encontram dificuldades para coletar os dados
necessários a realizar suas tarefas, tendo inclusive acesso aos controles internos. Por isso, a
análise interna é considerada a mais completa.

A análise externa é efetuada fora da entidade (objeto da análise), e seu objetivo é informar aos
interessados acerca da situação econômica ou da estabilidade da entidade para concretização de
negócios, concessões de créditos e financiamentos. É efetuada por profissional externo,
normalmente pertencente às entidades interessadas na análise. Nesse caso, o analista tem em
mãos somente as demonstrações financeiras publicadas pela entidade, além de alguns
esclarecimentos adicionais, constantes dos relatórios ou das notas explicativas que acompanham
as demonstrações. (RIBEIRO, 2004)

Pode-se dizer que o campo de aplicação da contabilidade abrange todas as pessoas físicas e
jurídicas, inclusive órgãos públicos e empresas sem finalidade lucrativa. Todos os responsáveis
na gestão do patrimônio são potenciais interessados no aprendizado das técnicas contábeis,
visando o registro, gestão e controle do patrimônio, de acordo com a legislação vigente.
Resumindo: a contabilidade é de interesse de pessoas físicas e jurídicas, independente da forma
jurídica de constituição da empresa, sua composição societária, seu porte, ramo de atividade,
seu enquadramento legal para recolhimento de impostos e até mesmo sua finalidade.

Acredito que você deve estar se perguntando: Qual é a origem desta ciência tão importante?
Como surgiu a contabilidade?

É comum surgir alguém respondendo que contabilidade é a habilidade de fazer contas. Porém,
os alunos se surpreendem quando no decorrer das aulas descobrem que na contabilidade
raramente se usa mais do que as operações básicas da matemática: adição, subtração,
multiplicação e divisão. Ou seja, muito mais que cálculo. A contabilidade é técnica, é
procedimento, é conduta, é cumprimento de normas.

Antes de respondermos a pergunta acima, é importante conhecermos um pouco mais sobre a


história da contabilidade.

Evolução histórica
A contabilidade constitui um dos conhecimentos mais antigos da humanidade, e surgiu em
função da necessidade que o ser humano tem de controlar suas posses e riquezas, ou seja, o seu
patrimônio. É tão antiga quanto à própria humanidade. Há inclusive, hipóteses de que a
contabilidade tenha surgido antes mesmo da escrita e até que tenha sido base para o surgimento
desta. (ÁVILA, 2006)
Em termos históricos, registros indicam que a ciência contábil praticamente surgiu com o
advento da civilização. Com a sedentarização da humanidade e a descoberta da capacidade do
homem de armazenar bens, nasceu a necessidade de controle desses bens. Há evidências
históricas de registro contábeis nas civilizações dos sumérios, babilônios, assírios, egípcios,
hebreus, gregos, etc. (PADOVEZE, 2008)

É importante definirmos que sedentarização ou sedentarismo: É o processo pelo qual a


humanidade deixou de ser nômade (pessoa que não tem habitação fixa; permanentemente muda
de lugar), e passou a fixar-se em grupos. O desenvolvimento do sedentarismo proporcionou a
aglomeração populacional e o seu aumento, levando à formação de vilas, cidades e outras
formas de comunidades. A palavra sedentário é relativa a pessoa que não prática exercício
físico, que está quase sempre sentado (no trabalho ou em casa), e que não exercita o corpo e o
conserva inativo.

Já nos primeiros registros da escrita (aproximadamente em 3.000 a.C.), percebe-se a existência


de um primitivo controle de riqueza e posses na civilização suméria, o mesmo povo a quem se
credita a autoria do calendário e dos números decimais. Sendo a escrita uma sucessão de
símbolos com significados, a probabilidade de registro de bens ser anterior ao surgimento da
escrita é muito grande. Há quem defenda que os primeiros registros contábeis tenham ocorrido a
mais de 6.000 anos atrás.

Antônio Lopes de Sá, um dos maiores escritores sobre a contabilidade, no livro História Geral e
das Doutrinas da Contabilidade (1997), comenta que os primeiros registros foram feitos em
tábuas de argila, na Suméria. Para saber o movimento de um dia, os registros eram anotados em
uma tábua maior, surgindo o diário. Ao classificar as tábuas da mesma natureza, surgiu o razão.

Admite-se que foram os sumérios e babilônios os autores do sistema de “débito” e “crédito”,


baseado na identificação mental do que “é meu” e do que “é seu”. As contas, como
instrumentos de registros, já haviam nascido como primeiras manifestações inteligentes do
homem, mesmo antes que esse tivesse inventado a escrita ou soubesse calcular.

As provas de tais origens remotas, provenientes do Paleolítico Superior, existem em várias


partes do mundo (inclusive nas grutas de Montalvânia, em Minas Gerais). Tais provas foram
objetos de trabalho de Antônio Lopes de Sá apresentado na Itália em homenagem aos 450 anos
da Universidade de Messina, em Convenção Internacional de História da Contabilidade
realizado em Taormina, na Sicília. (LOPES DE SÁ, 2004)

O Período Paleolítico é a era histórica mais extensa da humanidade: abrange por volta de 3
milhões de anos atrás até cerca de 10.000 a.C. Foi nesse período que os grupos humanos
começaram a utilizar utensílios de chifres de animais ou de rochas para desenvolverem a caça e
se protegerem de outros grupos nômades, formando objetos pontudos – ou lascas – que deu
margem para que essa era também ficasse conhecida como Idade da Pedra Lascada. (Fonte:
[Link]/prehistoria/periodo-paleolitico)

Encontramos na Bíblia, mais especificamente no livro de Jó, capítulo 1, v. 3, a descrição do


patrimônio do homem, chamado Jó:

“Possuía sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas;
era também mui numeroso o pessoal ao seu serviço, de maneira que este homem era o maior de
todos os do Oriente”.

Podemos resumir a evolução da ciência contábil da seguinte forma:


Contabilidade do mundo antigo - período que se inicia com a civilização do homem e vai até
1202 da Era Cristã, quando Leonardo Fibonacci publica o Liber Abaci, um compêndio
(Obra/livro em que se encontra resumido o mais indispensável de um estudo.) sobre cálculo
comercial.

Contabilidade do mundo medieval - período que vai de 1202 da Era Cristã até 1494, com o
surgimento do Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas), de
Frei Luca Pacioli, publicado em 1494, enfatizando que a teoria contábil do débito e do crédito
corresponde à teoria dos números positivos e negativos.

Esta obra representa o marco básico na evolução da contabilidade. Pacioli é considerado,


portanto, o “pai dos autores de contabilidade”.

Descrição da imagem: Retrato de Frei Luca Pacioli, obra de Jacopo De Barbari, 1495. A obra apresenta a imagem do Frei Luca Pacioli em pé de frete para uma mesa, olhando para um pendulo redondo pendurado na
sua frente, sua mão esquerda esta sob um livro que está sob a mesa e sua mão direita segura um palito longo e aponta para uma prancha que está sob a mesa. Ao seu lado direito tem a imagem de outro homem.

Contabilidade do mundo moderno - período que vai de 1494 até 1840, com o aparecimento
da obra “La Contabilità Applicatta alle Amministrazioni Private e Pubbliche”, de Francesco
Villa, premiada pelo governo da Áustria. Obra marcante na história da Contabilidade.

Contabilidade do mundo científico - período que se inicia em 1840 e continua até os dias de
hoje. A obra de Francesco Villa, em 1840, é considerada o marco inicial da contabilidade como
ciência.

O pai da contabilidade
Título dado ao Frei italiano Luca Pacioli, que em 1494, em Veneza/Itália, publicou a obra
“Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et Proporcionalitá”, de onde se destaca o
Tratado XI, do título IX denominado ”De computis et scripturis” (Tratado particular de conta e
escrituração). Foi a primeira apresentação escrita do método das partidas dobradas.

O processo de registros contábeis que se consagrou por uma “equação” ou igualdade entre o
débito e o crédito de contas, alega o emérito professor Federigo Melis, haver surgido na Itália,
acredita-se, entre os anos de 1250 e 1280.

Ninguém conseguiu, até os nossos dias, identificar o autor das “partidas dobradas” nem
apresentar provas das aplicações destas, tal como fizeram os italianos antes da época referida
(embora existam antiquíssimos documentos que autorizam a crer que a intuição para o processo
tenha nascido no Oriente).

Há mais de sete séculos, adota-se um critério que se tornou insuperável, e cuja natureza é de
evidenciar “causa” e “efeito” de um ou mais fenômenos patrimoniais. (LOPES DE SÁ, 2004)

Curiosidade
A Primeira Profissão Regulamentada no Brasil A contabilidade foi a primeira profissão
regulamentada no Brasil. Ela surgiu com a criação do ensino comercial, em 1931, viabilizando
os negócios e acelerando o desenvolvimento econômico. Porém, como não existia o curso
superior de ciências contábeis, muitos profissionais não tinham conhecimentos teóricos e
técnicos suficientes para detectar os problemas de uma empresa e recomendar suas soluções.
Visando solucionar isto, foi criado em 1945, o curso de ciências contábeis, que disponibilizava à
sociedade um profissional capaz de compreender as questões técnicas, científicas e econômicas
que determinavam a resolução de tais problemas de forma mais eficaz.
Assim, a contabilidade passou a dar mais respaldo aos gestores e profissionais de cargos
administrativos para proporcionar a “saúde financeira” de seus empreendimentos.
(Fonte: [Link] acesso em 21/07/2021)

Vamos conhecer mais sobre a História da Contabilidade? Confira abaixo!

O homem primitivo já praticava uma contabilidade rudimentar ao contar seus instrumentos de


caça e pesca, e seus rebanhos. Mas foi na Mesopotâmia, região situada entre os rios Tigre e
Eufrates, no atual Iraque, que foram encontrados os primeiros registros patrimoniais. O homem
começava a registrar o seu patrimônio. Era a origem do diário. Os séculos passam, surgem
novas civilizações. Em torno do baixo Nilo, nas planícies de inundação, a agricultura floresceu,
e com ela um povo que deixou o seu legado até os dias de hoje, os Egípcios. O papiro, colhido
às margens do grande rio, onde os escribas registravam os movimentos, eram os primeiros
livros contábeis.

Dos portos de Tiro e Sídon, os Fenícios navegavam pelo Mediterrâneo expandindo sua rede de
comércio. Foram eles os primeiros a desenvolver as trocas em bases monetárias, e simplificaram
os registros por símbolos. Da Península Itálica vieram os Romanos. Jazia o maior e mais
desenvolvido império da antiguidade, que se expandiu por toda a Europa, norte da África e
Oriente Médio, conquistando povos e nações, levando a paz romana e o que se pode chamar de
um sistema jurídico de contabilidade organizada.

Mas impérios nascem, crescem e morrem, e com Roma não foi diferente. Hordas de bárbaros
invadiram a península. Os sons das batalhas ecoavam por todos os lados, era a queda do império
Romano. O tempo não para. Vamos continuar a nossa viagem, vamos avançar alguns séculos,
vamos para o final da idade média e para o Renascimento.

Ano 1201. Os árabes, ao invadirem a península ibérica, trouxeram obras manuscritas de


contabilidade que muito influenciaram o comércio na velha Europa. Comércio esse que
floresceu nas cidades Italianas de Veneza, Gênova, Florença e Pisa. Os comerciantes
necessitavam de uma escrituração capaz de refletir os interesses dos credores e investidores e
que era, ao mesmo tempo, útil nas suas relações com os consumidores e fornecedores. A
sistematização da contabilidade estava a caminho. Também as artes e a ciência se
desenvolviam, o mundo deixava a Idade das Trevas, era o renascimento. E com ele a figura de
Luca Pacioli, frade Franciscano, autor de uma obra que expõe o método das partidas dobradas,
princípio contábil segundo o qual todo lançamento a crédito numa conta, faz com que surja
outra conta, onde é registrada a mesma importância a débito.

Agora estamos no ano de 1500. Era descoberto o Brasil. E com a instituição do governo geral,
chegaram os provedores da fazenda, que acumulavam este cargo com o de contador. Eram os
nossos primeiros colegas em solo brasileiro. Com o desenvolvimento da colônia, cartas régias
passaram a regulamentar os princípios contábeis, e instituíam cargos e funções na administração
fazendária.

Em Portugal, em 1770, foi baixada a lei que regulamentava o exercício da profissão contábil, e a
partir da vinda da família real para o Brasil, iniciava-se o ensino contábil em terras brasileiras
com a instalação, em 1810, da aula de comércio da corte. A partir daí, novas escolas eram
fundadas, disseminando o ensino e desenvolvendo normas e métodos. A mais antiga instituição
profissional e cultural da ciência contábil que se tem notícia no Brasil é a Associação dos
Guarda Livros da corte, fundada em 18 de Abril de 1869 na Cidade do Rio de Janeiro. A classe
contábil se organizava.

Mas para chegarmos ao ponto em que estamos hoje, muita água correu. Isto é, muitos anos se
passaram. Vamos então para o século 20. Em 1905, os diplomas da academia de comércio do
Rio de Janeiro e da escola prática de comércio de São Paulo, eram reconhecidos como oficiais.
De lá para cá observa-se uma história de lutas com a fundação de associações profissionais,
sindicatos e institutos. Em todos estes organismos, estava o fio condutor que levaria à criação
dos conselhos Federal e regionais de contabilidade.

Em 1924, realizava-se no Rio de Janeiro o primeiro Congresso Brasileiro de contabilidade, que


foi enfático ao recomendar a aprovação de uma lei para regulamentar o exercício da profissão.
Para chegar a esse objetivo, foi preciso uma grande luta em que não faltaram idas e voltas de
projetos que eram apresentados e não apreciados. Finalmente o presidente Eurico Gaspar Dutra,
através do decreto-lei nº 9295/46, reconhecia uma das profissões mais antigas do Brasil.
Devemos tudo isto a tenacidade de homens como o professor Francisco D'Áuria, o professor
Frederico Herman, o senador João Lira, o professor Hilário Franco e outros, que com seu
trabalho incansável ajudaram a consolidar a profissão.

O homem, no decorrer dos séculos, sempre fez uso de máquinas e instrumentos para o exercício
de sua profissão, e com os contadores não foi diferente. O primeiro instrumento conhecido foi o
ábaco, que surgiu cerca de 3.500 anos atrás. Palavra proveniente do grego “abax”, que quer
dizer contador, o primeiro modelo foi composto por varetas e pequenas bolas, sendo que a
versão chinesa, desenvolvida por volta do ano 2.600 antes de cristo, se tornou a mais conhecida.

Antigamente os livros eram copiados à mão por monges nos monastérios medievais. Entre os
anos de 1450 e 1455, Gutenberg criou a primeira prensa, que foi utilizada até meados do século
passado para colar as folhas em gelatinas dos livros diários. A primeira máquina auxiliadora de
cálculo apareceu em 1642 com francês Blaise Pascal. Ao longo dos anos o aparelho foi sendo
aperfeiçoado, mas só em 1901 que Rocam Elis construiu a famosa máquina Elis, precursora da
máquina de contabilidade.

Datilógrafo ou mecanógrafo, este é o nome técnico da máquina de escrever inventada em 1714


pelo engenheiro inglês Harry Mill. Em 1938 coube ao americano Guelden idealizar o primeiro
modelo realmente viável, que foi industrializado a partir de 1873 nas oficinas da empresa
Remington. De lá para cá, sua utilidade se firmou, mas com o advento de tecnologias mais
modernas, as máquinas de escrever foram, aos poucos, substituídas por computadores.

E aqui termina este passeio pela fabulosa história da contabilidade. Espero que tenham gostado.
Mas uma coisa é certa: nós temos passado, temos história e por isso podemos sentir orgulho
desse patrimônio construído através dos séculos e visualizar o futuro de frente.

Fonte: Borges, Tiago. História da Contabilidade, 2006. Disponível


em: [Link]

Referências:

ÁVILA, Carlos Alberto de. Gestão contábil para contadores e não contadores. Curitiba:


Ibpex, 2006.

PADOVEZE, Clóvis Luís. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e


intermediária. 6 Ed. São Paulo : Atlas, 2008.

RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e Análise de Balanços Fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva,
2004.
SÁ, Antonio Lopes de. Luca Pacioli – Um mestre do renascimento. 2ª Ed., Brasília: Fundação
Brasileira de Contabilidade, 2004. Disponível em
[Link] acesso em 21/07/2021.

SILVA, Agnaldo. Apostila Introdução à Contabilidade. Disponível em


[Link]/agnaldo/2602_Introducao_a_Contabilidade.pdf, acesso em 12/01/2010.

Vejamos as definições para contabilidade por alguns autores:

A Contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controle
permanente do patrimônio da empresa. (Ribeiro, 1997)

A Contabilidade é a ciência que estuda e controla o patrimônio, objetivando demonstrá-lo e


evidenciar suas variações, e também servir como instrumento básico para a tomada de decisões
de todos os setores direta ou indiretamente envolvidos com a empresa. É a ciência que estuda e
pratica, controla e interpreta os fatos ocorridos no patrimônio das entidades, mediante o registro,
a demonstração expositiva e a revelação desses fatos, com o fim de oferecer informações sobre
a composição do patrimônio, suas variações e o resultado econômico decorrente da gestão da
riqueza econômica. (Prof. Hilário Franco)

Contabilidade é a ciência que estuda, registra e controla o patrimônio e as mutações que nele
operam os atos e fatos administrativos, demonstrando no final de cada exercício social o
resultado obtido e a situação econômico-financeira da entidade. (Fabretti, 1997)

A eficiência e exatidão dos registros contábeis são fundamentais para que a administração possa
planejar suas ações.

A contabilidade, entre outras funções, é instrumento gerencial para a tomada de decisões. Deve
estar atualizada, emitir relatórios simples, claros e objetivos para o administrador. Portanto, sem
os relatórios precisos e atualizados, não há possibilidade alguma de se apresentar um
planejamento sério e coerente.

A Contabilidade e suas funções


Veja a lista de funções da contabilidade:

 Registrar os fatos administrativos (memória);


 Demonstrar e controlar as mutações patrimoniais (controle);
 Servir como elemento de prova em juízo ou tribunal;
 Fornecer elementos para que os acionistas ou sócios possam examinar as contas da
diretoria e aprová-las ou não;
 Demonstrar ao fisco o cumprimento da legislação tributária;
 Fornecer dados para a tomada de decisões, etc.

Fundamental é sem dúvida a função de fornecer elementos para a correta gestão do negócio,
permitindo tomada de decisões eficazes. (Lembrar a diferença: eficiência é fazer bem feito;
eficácia é fazer o que tem que ser feito, da forma possível e no momento certo). (FABRETTI,
1997) 
Aspectos qualitativos e quantitativos do patrimônio
Já foi possível perceber que a história da contabilidade está ligada ao controle do patrimônio e
suas mutações. Portanto, a partir de agora, vamos conhecer requisitos fundamentais para o 
controle do patrimônio.

Lembra do relato apresentado sobre o patrimônio do personagem bíblico Jó, da primeira aula?
Você saberia precisar ou estimar a riqueza deste personagem? Ou melhor, quando você diz que
tem em seu patrimônio um carro, um valor para receber de um amigo e tem algumas dívidas
pequenas. É possível saber o valor do seu patrimônio?

Pois bem, na contabilidade, qualquer registro só poderá ser feito se respeitar dois aspectos.
Assim, para poder avaliar corretamente um patrimônio e suas variações é necessário que os
elementos desse patrimônio apresentem:

Aspecto qualitativo
É o nome que qualifica o patrimônio. Deve ser claro o bastante para identificar o que está
registrado neste nome. Quanto mais simples e claro for o nome dado aos elementos, melhor será
para  identificar o que está sendo registrado na contabilidade. Exemplos: veículos, mercadoria
para revenda, caixa (dinheiro), banco (saldo no banco), cliente (quem compra da minha
empresa), fornecedor (quem vende para  a minha empresa) e muitos outros.

Aspecto quantitativo
Observa em que quantidade este elemento aparece, e também o seu valor monetário. Exemplos:
veículos R$ 20.000,00; caixa R$ 110.000,00; banco R$ 18.124,16; cliente R$ 11.222,00;
fornecedor R$ 5.895,00.

Conta
É o nome técnico utilizado para registrar os elementos, levando em consideração os aspectos
qualitativos e quantitativos. Simplificando, é como se todos os elementos dentro da
contabilidade tivessem um endereço. Sempre que formos movimentar um elemento faremos
registro neste endereço, que recebe o nome de conta, alterando o saldo deste elemento. Ex:
Caixa R$ 12.000,00, Veículo R$ 42.000,00, Banco R$ 5.220,00, Clientes R$ 8.221,50,
Fornecedores R$ 4.560,80, Capital Social R$ 50.000,00, etc.

Referências:

FABRETTI, Laudio Camargo. Contabilidade tributária. 3. Ed. São Paulo: Atlas, 1997.

FRANCO, Hilário. Estrutura, análise e interpretação de balanços: de acordo com a nova


Lei das S.A., Lei n° 6.404, de 15-12-1976. 15. ed. São Paulo: Atlas, 1992.

RIBEIRO, Osni Moura. Contabilidade Básica Fácil. 21. ed. São Paulo: Saraiva, 1997.

1.3 Definição de patrimônio


Patrimônio
A princípio, quando se fala em patrimônio, pensamos ser tudo o que a pessoa tem, ou seja, nas
posses. Porém, com a evolução das relações comerciais, juntou-se ao patrimônio também os
direitos e as obrigações das pessoas. Assim, o patrimônio é o conjunto dos bens, direitos e as
obrigações.
Figura 1- Representação do patrimônio

Descrição da imagem: Patrimônio, representado por duas caixas de texto, uma das caixas está descrita como Patrimônio, da qual segue uma seta indicando para a outra caixa de texto descrita como Bens, Direitos e
Obrigações.

Bens
São os elementos que podem ser avaliados monetariamente e podem ser destinados para uso,
troca ou venda. Os bens possuem utilidade, pois são eles que satisfazem as necessidades de seus
proprietários. Na sequência, algumas classificações de bens importantes na contabilidade:

Bens Permanentes 
São bens que possuem vida longa, e são adquiridos para serem utilizados na empresa, ou seja,
não são destinados à venda. Ex: veículo, máquinas, ferramentas.

Bens de Consumo
São adquiridos para utilização dentro da empresa, e que serão consumidos a curto prazo,
geralmente dentro do próprio exercício em que foram adquiridos. Ex: material de expediente,
material de limpeza.

Bens móveis
São bens suscetíveis de remoção sem dano em seu estado físico e de utilização. Ex: veículos,
animais, máquinas, móveis, equipamentos.

Bens imóveis
Bens que não podem ser deslocados de seu lugar de origem (solo e subsolo) sem dano físico ou
de utilização. São aqueles que se deslocados terão que ser total ou parcialmente danificados. Ex:
casa, terreno, edifício, reflorestamento, etc.

Bens Corpóreos (tangíveis)


Sãos bens que constituem corpo físico, ou seja, possuem matéria e podem ser tocados. Ex:
carros, máquinas, mercadorias, enfim a grande maioria dos bens.

Bens incorpóreos (intangíveis)


São bens que não constituem matéria, ou seja, não podem ser tocados. Mesmo assim, esses bens
são passíveis de avaliação econômica e devem ser registrados na contabilidade por seu valor de
mercado. Ex: nome comercial, benfeitoria em imóvel de terceiros, fundo de comércio, marca,
patente, licença de uso de direitos autorais, licença de uso de marca, entre outros.

Direitos
São os elementos que representam os bens que estão em poder de terceiros. Geralmente
aparecem acompanhados da expressão “a receber”, “a compensar”, a “recuperar”, “a creditar”,
ou outra similar, indicando a promessa de recebimento ou que permita recuperar parte do bem
transferido. Exemplo: contribuições a receber, títulos a receber, adiantamento concedido (neste
caso mesmo sem a expressão, trata-se de um direito, porque alguém recebeu o adiantamento e
deverá devolver o valor recebido).

Resumindo

Direitos são bens (ou o seu equivalente) em recursos financeiros de propriedade da empresa,
que se encontram momentaneamente em poder de terceiros. Ex: duplicatas a receber, clientes
(ele já levou a mercadoria e está devendo), contas a receber, impostos a recuperar ( tenho um
crédito tributário junto ao governo), etc.
Chegou a hora de conhecer o que representam as expressões Ativo e Passivo, tão famosos
dentro da contabilidade.

Ativo - Representa os valores positivos do patrimônio (bens + direitos). É onde estão aplicados


os recursos da empresa. 

Para ser Ativo é necessário que qualquer item preencha quatro requisitos simultaneamente:

 Constituir bem ou direito da empresa.


 Ser de propriedade, posse ou controle de longo prazo da empresa.
 Ser mensurável monetariamente.
 Trazer benefícios presentes ou futuros. (IUDÍCIBUS, 1998)

Obrigações
É a responsabilidade de pagamento por bens adquiridos ou despesas realizadas. São bens de
propriedade de terceiros que estão em poder da empresa, ou são dívidas contraídas em virtude
de despesas. Quando se compra um bem ou se contrata um serviço, tanto um quanto o outro
devem ser pagos Portanto, temos aqui uma obrigação, uma dívida que poderá ser paga
imediatamente ou a prazo. As obrigações na contabilidade recebem o nome técnico de exigível,
por se exigir da empresa o pagamento das dívidas. Assim, quando uma empresa compra
mercadoria a prazo, ela passa a ter a obrigação de pagar o valor da compra no prazo acordado.
Uma despesa sempre vai gerar também um pagamento, portanto uma obrigação. As obrigações
representam as dívidas com terceiros, ou seja, com as pessoas de fora da empresa. Geralmente
aparecem acompanhadas da expressão: “a pagar”, “a recolher”, “passivos”, “a liquidar” ou outra
similar. Exemplo: salários a pagar, impostos a recolher, fornecedor, entre muitas outras. 

RESULTADO DO PATRIMÔNIO = PATRIMÔNO LÍQUIDO

O Patrimônio Líquido é a diferença entre os valores positivos (bens mais direitos) menos os
valores negativos (obrigações). Neste espaço, fica registrado o capital investido na empresa,
chamado de capital social, as reservas de recursos (uma poupança com finalidade específica) e
também os lucros ou prejuízos que a empresa obtém. Como este saldo mostra a participação dos
sócios na empresa, o patrimônio líquido é conhecido como capital próprio
(capital dos sócios). Exemplo: capital social, reserva de capital, reserva legal, prejuízos
acumulados.

Resumo do Patrimônio

Patrimônio = Bens, Direitos e Obrigações

Bens + Direitos – São os elementos positivos (+).


Obrigações – São os elementos negativos (-).

Patrimônio Líquido = A diferença entre os valores positivos e negativos,

PL = Bens + Direitos - Obrigações

Patrimônio Líquido
O PL está representado no lado do passivo, para haver o equilíbrio, aí o nome de Balanço
Patrimonial. Justifica-se estar no lado do passivo também por se tratar de uma dívida da
empresa com os seus sócios ou acionistas. No caso de fechamento da empresa, é o montante que
deverá ser pago aos sócios.

Figura 2 - Balança do patrimônio ativo e passivo

Descrição da Imagem: Balança do patrimônio ativo e passivo, representado pela imagem de uma balança equilibrada. Abaixo de um dos pratos da balança está escrito: Ativo (bens + direitos), abaixo do outro prato
está escrito: Passivo (obrigações + PL).

Por isso, sempre o total do ativo será exatamente igual ao total do passivo.

Figura 3 - Representação gráfica do patrimônio

Descrição da Imagem: Representação gráfica do patrimônio, apresentada em forma de conta T, a esquerda esta o ativo descrito como Bens + direitos, a direita esta o passivo descrito como Obrigações (exigibilidades)
e Patrimônio Líquido. No final da conta tem o seguido do texto: Total do ativo = Total passivo. Valores positivos = Valores negativos (+ patrimônio Líquido).

Ativo é composto por:

 Bens e Direitos → Aplicação de recursos.

Passivo é composto por:

 Obrigações (Capital de terceiros) (Exigível) → Origem ou fonte de recursos;


 Patrimônio Líquido (Capital próprio dos sócios ou acionistas) → Origem ou fonte de
recursos.

Referência:

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 7. ed. São Paulo: Atlas, 1998.

1.4 Elementos de resultado e sua influência no patrimônio


Esta aula é importantíssima, pois o resultado é o objetivo fim das empresas, ou seja, o LUCRO.
Então, vamos entender como funciona e como afeta o patrimônio!

Durante o exercício fiscal (ano) o patrimônio poderá aumentar ou diminuir, dependendo da


movimentação dos elementos que compõem este patrimônio e também pelas atividades
realizadas que poderão produzir receitas ou despesas que afetam o patrimônio positiva ou
negativamente.

O exercício fiscal é também intitulado ano fiscal (período de doze meses, formado por quatro
trimestres). No Brasil coincide com o ano civil, ou seja, inicia-se em 1º de janeiro e termina em
31 de dezembro, mas em empresas estrangeiras o exercício fiscal pode variar. Exemplo: O
exercício fiscal americano tem seu início em outubro de um ano e acaba em setembro do ano
seguinte.
Elementos de Resultado
São os elementos representados pelas receitas e despesas que no final do exercício apontarão o
resultado, podendo ser positivo, lucro (chamado de superávit na contabilidade pública) ou
prejuízo (chamado déficit na contabilidade pública).

Receita
Entrada de recursos financeiros, geralmente proveniente da venda de bens ou serviços. Uma
característica da receita é produzir recursos que se forem maiores que as despesas, gerarão o
lucro da empresa. Exemplo: venda de bens, venda de serviços, descontos obtidos, juros
recebidos, etc. Resumindo, é somente através das receitas que a empresa obtém lucro.

Despesa
Caracterizada pelo consumo de bens ou serviços, ou ainda, pela saída de recursos financeiros
sem aumento do patrimônio ou aquisição de um bem para consumo rápido, geralmente durante
o exercício. As despesas ocorrem a todo o momento e são comuns na empresa. Exemplos: água,
luz, telefone, salário do mês, depreciação (perda do valor de um bem em virtude de seu uso),
propaganda e publicidade, combustível, correio, aluguel, material de expediente, material de
limpeza, manutenção de imóvel, impostos sobre as vendas, descontos concedidos, comissões de
funcionários, etc. Resumindo, sempre haverá uma despesa quando for preciso desembolsar
recurso financeiro, mesmo que não seja à vista, sem obtenção de um bem ou direito que
aumentem os valores positivos da empresa.

Resultado do Exercício
É a diferença entre as receitas e despesas. Será positivo (lucro/superávit) quando as receitas
forem maiores que as despesas ou negativo (prejuízo/ déficit) quando as receitas forem menores
que as despesas. O resultado do exercício deverá ser incorporado ao patrimônio, aumentando
quando houver lucro/superávit; diminuindo quando houver prejuízo/déficit.

Receitas:
Vendas de produtos, mercadorias ou serviços = aumentam o Ativo
À vista → entrada de dinheiro em Caixa
A prazo → gera direitos a receber

Despesas:
Gastos realizados nas atividades da empresa sem aumento do ativo.
Consumo de bens.
À vista → saída de dinheiro em Caixa
A prazo → aumento das dívidas.

RECEITAS E DESPESAS

Receitas > Despesas = Lucro


Receitas < Despesas = Prejuízo

Representação da Apuração do Resultado do Exercício

Receitas (+)→ Origem de recursos para a empresa


Despesas (-)→Aplicação de recursos da empresa

= Lucro (superávit) ou Prejuízo (déficit) líquido do exercício

Descrição da imagem:  Representação gráfica do balanço  patrimonial, apresentada em forma de conta T, a esquerda esta o ativo descrito como Bens + direitos, seguido do total do ativo, e  a direita esta o passivo
descrito como Obrigações (exigibilidades) e Patrimônio Líquido, seguido total do passivo. 

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.

1.5 Situações patrimoniais possíveis


Situação líquida positiva ou superavitária
Ocorre quando o conjunto de bens e direitos é maior do que as obrigações. Neste caso, o
Patrimônio líquido será positivo. É também conhecida como situação líquida ativa, pois o ativo
é maior do que o passivo exigível (obrigações com terceiros).

Ativo > Passivo (obrigações)


PL > 0

Situação líquida negativa ou deficitária


Ocorre quando o conjunto de bens e direitos é menor do que as obrigações. Neste caso o
patrimônio líquido será negativo. É também conhecida como situação líquida passiva, pois o
passivo (obrigações) é maior do que o ativo. Em linguagem técnica, é chamado de Passivo a
Descoberto, uma vez que a empresa não consegue cobrir (honrar) as obrigações com terceiros.

Ativo < Passivo (obrigações)


PL < 0

Situação líquida nula


Ocorre quando o conjunto de bens e direitos é igual às obrigações. Neste caso, o patrimônio
líquido será igual a zero, ou nulo.

Ativo = Passivo (obrigações)


PL = 0

O Patrimônio Líquido será registrado no lado direito quando for positivo, e no lado esquerdo
quando for negativo, para que haja igualdade entre os dois lados do Balanço Patrimonial.
1.6 Organização das contas na contabilidade
Organização previsão legal
Nos capítulos anteriores você conheceu o nome e onde classificar as contas. Também
identificou se o elemento era positivo ou negativo, para então encontrar o saldo patrimonial.
Tudo isso para evitar que as contas fossem lançadas de forma aleatórias na contabilidade, ou
seja, para haver um ordenamento lógico das contas e padronização da apresentação das
demonstrações contábeis.

As demonstrações contábeis têm uma finalidade específica e uma norma legal orientando a
organização das informações a serem dispostas no documento. Isto é importantíssimo para que
o profissional tenha agilidade na busca das informações que interessam a ele, facilitando a
leitura e a interpretação, e assim evita diferenciação nas formas de apresentação, o que tornaria
o documento de difícil interpretação.

Visando adequar a contabilidade nacional aos padrões internacionais, e também a eliminação de


obstáculos que dificultavam o acesso de empresas brasileiras no mercado internacional, foi
aprovada a Lei 11.638/07, que alterou parcialmente a Lei 6.404/76 (conhecida como a Lei das
Sociedades Anônimas), aplicada igualmente às demais empresas. Algumas alterações também
foram feitas pela lei 11.941/2009, seguindo a mesma tendência de padronização internacional.
A Lei 6.404/76 que continua em vigor com as devidas alterações da nova Lei, na seção II que
trata das demonstrações financeiras das empresas, apresenta nas disposições gerais o seguinte
texto:

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com
clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I - balanço patrimonial;

II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;

III - demonstração do resultado do exercício; e

IV - demonstração das origens e aplicações de recursos.

V – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº 11.638, de


2007)

§ 1º As demonstrações de cada exercício serão publicadas com a indicação dos valores


correspondentes das demonstrações do exercício anterior.

§ 2º Nas demonstrações, as contas semelhantes poderão ser agrupadas; os pequenos saldos


poderão ser agregados, desde que indicada a sua natureza e não ultrapassem 0,1 (um décimo) do
valor do respectivo grupo de contas; mas é vedada a utilização de designações genéricas, como
«diversas contas» ou “contas-correntes».

§ 3º As demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a proposta dos


órgãos da administração, no pressuposto de sua aprovação pela assembleia geral.
§ 4º As demonstrações serão complementadas por notas explicativas e outros quadros analíticos
ou demonstrações contábeis necessários para esclarecimento da situação patrimonial e dos
resultados do exercício. (Fonte: [Link]

Observe no texto acima, que o inciso IV está riscado. O motivo é que a demonstração das
origens e aplicações de recursos (DOAR) deixou de ser obrigatória, sendo substituída pela
demonstração de fluxos de caixa (DFC).

Demonstrações financeiras
Balanço Patrimonial (BP)
Mostra o patrimônio da empresa em uma determinada data.

Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)


Mostra se no exercício (ano) a empresa obteve lucro ou prejuízo, detalhando as receitas e
despesas responsáveis por este resultado.

Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA)


Mostra o destino dado ao lucro da empresa no período, ou o motivo do aumento do prejuízo.
Pode ser substituída, se a opção da empresa for pela elaboração da Demonstração de Mutações
do Patrimônio Líquido (DMPL), uma demonstração que detalha toda a evolução do patrimônio
líquido, onde o lucro ou prejuízo está inserido.

Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC)


Mostra as movimentações ocorridas no caixa, proveniente das atividades operacionais
da empresa, de financiamento e de investimento. Indica a origem e aplicação dos recursos da
empresa.

Balanço Patrimonial (BP)


É uma demonstração estática, sintética e ordenada do patrimônio da empresa, refletindo a
posição financeira da empresa de forma quantitativa e qualitativa em determinado momento.
Neste documento, os bens, direitos, obrigações e a participação dos sócios são explícitas a todos
que tenham acesso a este documento.

Seguindo a lei 6.404/76 e suas alterações, as contas do Ativo (bens + direitos) seguirão a
ordem decrescente de liquidez, ou seja, serão registradas primeiramente as contas que mais
rapidamente se transformam em dinheiro (recurso líquido e certo para a empresa).

A Lei 6.404/76 estabelece a seguinte ordem na elaboração do Balanço Patrimonial: 

Grupo de Contas

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que
registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da
companhia.

I – ativo circulante; e (incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:

I – passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009

II – passivo não circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

III – patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação
patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei
nº 11.941, de 2009)

§ 3º Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão
classificados separadamente.

Ativo

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

I – no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do exercício social


subsequente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte;

II – no ativo realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício


seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos a sociedades
coligadas ou controladas (artigo 243), diretores, acionistas ou participantes no lucro da
companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração do objeto da companhia;

III – em investimentos: as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de


qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da
atividade da companhia ou da empresa;

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,
inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638, de 2007)

V – no diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão,


efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem
tão somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional; (Redação dada pela
Lei nº 11.638, de 2007) (Revogado pela Medida Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei
nº 11.941, de 2009)

VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à manutenção
da companhia ou exercidos com essa finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido.
(Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

Parágrafo único. Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que
o exercício social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo.

Passivo Exigível

Art. 180. As obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do


ativo não circulante, serão classificadas no passivo circulante, quando se vencerem no exercício
seguinte, e no passivo  não circulante, se tiverem vencimento em prazo maior, observado
o disposto no parágrafo único do art. 179 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)
Resultados de Exercícios Futuros

Art. 181. Serão classificadas como resultados de exercício futuro as receitas de exercícios
futuros, diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes. (Revogado pela Medida
Provisória nº 449, de 2008) (Revogado pela Lei nº 11.941, de 2009)

Patrimônio Líquido

Art. 182. A conta do capital social discriminará o montante subscrito e, por dedução, a parcela
ainda não realizada.

(Fonte: [Link]

Antes de falar das principais contas patrimoniais, é importante conceituar origem e aplicação de
recursos.

Origem de recursos
É de onde a empresa está conseguindo o capital para investir na empresa, por isso também é
conhecida como fonte de recursos e pode ser dividida em: capital próprio (CP) e capital de
terceiros (CT). Nenhum recurso ingressa na empresa sem passar pelo Passivo ou Patrimônio
Líquido.

Capital Próprio
É o capital dos sócios e está representada no Balanço Patrimonial pelo Patrimônio Líquido.

Capital de Terceiros
É o capital dos outros (terceiros) que estão representados no Balanço Patrimonial pelas
obrigações de curto prazo (Passivo Circulante) e longo prazo (Passivo não circulante).

Aplicação de Recursos
É onde estão sendo investidos os recursos na empresa. Pode ser dividido em aplicações de curto
(Ativo Circulante) e de longo prazo (Ativo não circulante).

Assim temos a igualdade: ATIVO = PASSIVO ou APLICAÇÃO = ORIGEM

Figura 1: Ilustração de Ativo = Passivo ou Aplicação = Origem

Descrição da imagem: Ativo = Passivo ou Aplicação = Origem, representado pela conta em forma de conta T. No centro da imagem, a esquerda, esta o ativo descrito como Circulante (curto prazo  + Não circulante
(longo prazo), a direita esta o passivo descrito Circulante(curto prazo  + Não circulante (longo prazo) e Patrimônio Líquido.  A esquerda da imagem tem uma caixa de texto descrito como Aplicação da qual segue uma
seta apontando para o ativo. A direita da imagem tem três caixas de textos descritas como Capital de terceiros (divida com 3ºs), Origem e Capital próprio (divida com sócios)das quais saem setas apontando para o
passivo.

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.
1.7 Teste seus conhecimentos
Agora que você já explorou sobre o curso, vamos testar seus conhecimentos!

Avaliar 10,00 de um máximo de 10,00(100%)

Questão 1
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Qual é o tipo de demonstração financeira que pode ser substituída se a opção da empresa for
pela elaboração da Demonstração de Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL)? Uma
demonstração que detalha toda a evolução do patrimônio líquido, onde o lucro ou prejuízo está
inserido.

a.

Demonstração dos Lucros ou Prejuízos Acumulados

b.

Demonstração do Resultado do Exercício

c.

Balanço Patrimonial

d.

Demonstração dos Fluxos de Caixa


Questão 2
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão
Os bens são os elementos que podem ser avaliados monetariamente e podem ser destinados para
uso, troca ou venda. Associe corretamente a classificação de bens com seus conceitos.

São bens suscetíveis de remoção sem dano em seu Resposta 1


estado físico e de utilização. Ex: veículos, animais, Bens móveis
máquinas, móveis, equipamentos.
Sãos bens que constituem corpo físico, ou seja, Resposta 2
possuem matéria e podem ser tocados. Ex: carros, Bens corpóreos (tangíveis)
máquinas, mercadorias, entre outros.
São adquiridos para utilização dentro da empresa,
e que serão consumidos a curto prazo, geralmente Resposta 3
dentro do próprio exercício em que foram Bens de consumo
adquiridos. Ex: material de expediente, material de
limpeza.
São bens que não constituem matéria, ou seja, não
podem ser tocados. Mesmo assim, esses bens são
passíveis de avaliação econômica e devem ser
Resposta 4
registrados na contabilidade por seu valor de
Bens incorpóreos (intangíveis)
mercado. Ex: nome comercial, benfeitoria em
imóvel de terceiros, fundo de comércio, marca,
patente, licença de uso de direitos autorais, licença
de uso de marca, entre outros.
São bens que possuem vida longa, e são adquiridos
Resposta 5
para serem utilizados na empresa, ou seja, não são
Bens permanentes
destinados à venda. Ex: veículo, máquinas,
ferramentas.
Bens que não podem ser deslocados de seu lugar
de origem (solo e subsolo) sem dano físico ou de Resposta 6
utilização. São aqueles que se deslocados terão que Bens imóveis
ser total ou parcialmente danificados. Ex: casa,
terreno, edifício, reflorestamento, etc.
Questão 3
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão
Ativo
O Resposta  representa os valores positivos do patrimônio (bens + direitos).
É onde estão aplicados os recursos da empresa. 
Questão 4
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Conta
Chamamos de Resposta , o nome técnico utilizado para registrar os
elementos, levando em consideração os aspectos qualitativos e quantitativos. Simplificando, é
como se todos os elementos dentro da contabilidade tivessem um endereço. 

Questão 5
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Durante o exercício fiscal o patrimônio poderá aumentar ou diminuir, dependendo da
movimentação dos elementos que compõem este patrimônio e também pelas atividades
realizadas que poderão produzir receitas ou despesas que afetam o patrimônio positiva ou
negativamente.
Escolha uma opção:

Verdadeiro 

Falso
Questão 6
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
São funções da contabilidade, EXCETO:

a.

Fornecer dados para a tomada de decisões, etc.

b.

Servir como elemento de prova em juízo ou tribunal.

c.

Dispensável para que a empresa realize negócios.

d.

Registrar os fatos administrativos.

e.

Fornecer elementos para que os acionistas ou sócios possam examinar as contas da diretoria e
aprová-las ou não.
Questão 7
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão
Quanto as situações patrimoniais possíveis, associe corretamente as situações com as definições
estudadas.

Ocorre quando o conjunto de bens e


direitos é menor do que as obrigações.
Neste caso o patrimônio líquido será
negativo. É também conhecida como
Resposta 1
situação líquida passiva, pois o passivo
(obrigações) é maior do que o ativo. Em Situação líquida negativa ou deficitária
linguagem técnica, é chamado de
Passivo a Descoberto, uma vez que a
empresa não consegue cobrir (honrar)
as obrigações com terceiros.
Ocorre quando o conjunto de bens e
direitos é maior do que as obrigações.
Neste caso, o Patrimônio líquido será Resposta 2
positivo. É também conhecida como Situação líquida positiva ou superavitária
situação líquida ativa, pois o ativo é
maior do que o passivo exigível
(obrigações com terceiros).
Ocorre quando o conjunto de bens e
Resposta 3
direitos é igual às obrigações. Neste
Situação líquida nula
caso, o patrimônio líquido será igual a
zero.
Questão 8
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
O resultado do exercício deverá ser incorporado ao patrimônio, aumentando quando houver
lucro/superávit; diminuindo quando houver prejuízo/déficit.
Escolha uma opção:
Verdadeiro 

Falso

Questão 9
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
A contabilidade do mundo moderno se inicia em 1840 e continua até os dias de hoje. 
Escolha uma opção:

Verdadeiro

Falso 

Questão 10
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Qual o nome dado aos elementos que representam os bens que estão em poder de terceiros?
Geralmente aparecem acompanhados da expressão “a receber”, “a compensar”, a “recuperar”,
“a creditar”, ou outra similar, indicando a promessa de recebimento ou que permita recuperar
parte do bem transferido. 

a.

Patrimônio líquido

b.

Bens 
c.

Passivos

d.

Direitos 

e.

Obrigações

1. 2 Contas e registros contábeis

2.  2.1 Contas do ativo (bens + direitos)

2.1 Contas do ativo (bens + direitos)


Especificamente neste módulo, vamos tratar as contas que pertencem ao Grupo Patrimonial do
Ativo. Você entenderá como elas são classificadas.

Relembrando: No Ativo, as contas que representam os bens e os direitos são organizadas em


ordem decrescente do grau de liquidez.

Grau de liquidez: é a possibilidade de componentes se transformarem ou se realizarem em


dinheiro. Os estoques de mercadorias, por exemplo, serão transformados em dinheiro quando
vendidos à vista; as duplicatas a receber, quando forem recebidas, e assim por diante.
(RIBEIRO, 2004)

Classificação das contas do Ativo


As contas do ativo são classificadas em dois grandes grupos: Ativo Circulante e Ativo Não
Circulante.

Ativo Circulante
São classificadas neste grupo as contas que devem circular (girar) no máximo até o próximo
exercício social. Ou seja, tem uma rotação rápida e devem se transformar em dinheiro até o final
do exercício subsequente.

Figura 1- Ativo circulante e Ativo não circulante

Descrição da imagem: Ativo circulante e Ativo não circulante apresentados em uma linha do tempo, a linha é dividida em três períodos: Recebimento no ano, Recebimento no próximo ano e Recebimento após o
próximo ano. O ativo circulante - curto prazo inicia-se no primeiro período: Recebimento no ano e segue até o final do segundo período, o Recebimento no próximo ano, na sequencia inicia-se o Não circulante - longo

prazo, localizado no período da linha do tempo Recebimento após o próximo ano.

As principais contas do Ativo Circulante são:


Disponibilidades

Neste subgrupo são classificadas as contas que possuem o maior grau de liquidez dentre as
demais contas do Ativo. Elas representam as disponibilidades imediatas e quase imediatas. As
disponibilidades imediatas correspondem ao dinheiro que a entidade tem no caixa ou depositado
em conta corrente bancária, pois pode lançar mão desses valores imediatamente.
Disponibilidades quase imediatas são os valores que, embora disponíveis, necessitam de alguns
dias para serem resgatados ou para serem liberados, como ocorre com as aplicações de
curtíssimo prazo e com os valores em trânsito (exemplo: depósitos efetuados a favor da empresa
por meio de ordens de pagamentos que ainda não foram liberados). Exemplos: Caixa, Bancos
Conta Movimento, Aplicações financeiras de liquidez imediata. (RIBEIRO, 2004)

Contas a Receber ou a Recuperar

A expressão “a receber” ou “a recuperar” deixa claro que se trata de um direito, e será


classificada no ativo circulante se o recebimento ocorrer a curto prazo. As contas a receber
representam, normalmente, um dos mais importantes ativos das empresas em geral. São valores
a receber decorrentes de vendas a prazo de mercadorias e serviços a clientes, ou oriundos de
outras transações. Essas outras transações não representam o objeto principal da empresa, mas
são normais e inerentes às suas atividades. Por esse motivo, é importante a segregação dos
valores a receber, relativos ao seu objeto principal (CLIENTES), das demais contas, que
podemos denominar de Outros Créditos.

Se for necessário, a empresa ainda ajustará os valores a receber através de contas retificadoras,
relativo a créditos incobráveis, atendendo à convenção do conservadorismo. Exemplos:
Clientes, Duplicatas a Receber, Títulos a Receber, Notas Promissórias a receber, (-)Duplicatas
Descontadas, (-) Provisão de Perdas com Clientes, Adiantamento a Clientes, Adiantamento a
Funcionários ou Fornecedores, Empréstimo a Funcionários, Impostos a Recuperar,
Investimentos Temporários, Aplicação Financeira de Curto Prazo (cujo saque não esteja
disponível no momento), Importação em andamento, Cauções, enfim realizáveis de curto prazo.
(FIPECAFI, 1993)

Estoques

A composição dos estoques será uma consequência do tipo da atividade da empresa. A empresa
comercial terá um estoque composto de mercadorias, enquanto a indústria terá estoques de
matéria prima, produtos em elaboração, produto acabado, material de consumo e embalagens.
Por exemplo: uma construtora terá estoque de imóveis em construção ou acabados, além de
material de construção. No caso de quebra ou desvalorização habitual dos estoques, em uma
indústria têxtil ou de informática, obedecendo ao conservadorismo, deverá ser feito o ajuste do
valor por meio da provisão para quebra ou desvalorização, incluindo assim a despesa dentro do
resultado do período em encerramento e respeitando também a competência do exercício.
(PEREZ JR. & BEGALLI, 1999). Exemplos: Mercadorias para revenda, produtos acabados,
produtos em elaboração, subprodutos, matérias primas, material secundário, material de
embalagem, materiais de consumo (material de escritório, refeitório, limpeza, etc.), (-) Provisão
para Ajuste a valor de mercado.

Despesas do Exercício Seguinte

Alguns autores preferem chamar de Despesas Antecipadas, por se tratar de antecipação de


pagamento de despesas, cujos serviços, produtos ou benefícios ocorrerão apenas no próximo
exercício. Exemplos: prêmios de seguros, aluguel passivo a vencer, assinaturas e anuidades,
antecipação de comissões e prêmios, juros passivos a vencer.
Observação – Nos casos de empréstimos efetuados com pagamentos de juros ou correção
monetária prefixados, as contas representativas dessas despesas pagas antecipadamente devem
ser, para fins de Análise de Balanços, reclassificadas como redutores das respectivas contas de
obrigação no Passivo Circulante ou Passivo Exigível a Longo Prazo, conforme o caso.
(RIBEIRO, 2004)

As contas do ativo circulante compõem o que chamamos de capital circulante e ainda de


capital de giro.

Ativo Não Circulante


São classificadas neste grupo as contas que não estão programadas para circular (girar) até o
final do próximo exercício. Ou seja, tem uma rotação lenta e não fazem parte da programação
financeira de recebimento para o próximo exercício.

As principais contas do Ativo Não Circulante são:

Ativo Realizável a Longo Prazo

São classificadas aqui as contas que devem entrar em liquidez somente após o encerramento do
próximo exercício. O realizável a longo prazo compreende teoricamente as mesmas contas do
Ativo Circulante (com exceção das disponibilidades), cujo prazo de realização seja superior a
um ano ou ao ciclo operacional se esta for superior a um ano. Exemplos: Duplicatas a Receber,
Clientes, Estoques, Aplicações Financeiras, Cauções, (-) Provisão para Perdas com Clientes,
Adiantamento ou Empréstimo a Clientes e Funcionários, enfim todos os direitos a receber após
o encerramento do próximo exercício. (MATARAZZO, 1993)

Investimentos

Não são destinados à manutenção da atividade operacional da empresa; são ativos que a
empresa não tem intenção de se desfazer deles. É chamada por alguns profissionais de
imobilização financeira. A lei das Sociedades Anônimas (S.A.) estabelece que devam ser
classificadas em investimentos as participações permanentes em outras sociedades e os direitos
de qualquer natureza que não se destinem à manutenção da atividade da empresa, e não se
classifiquem no Ativo Circulante ou realizável a longo prazo. (MATARAZZO, 1993) 

Exemplos: participação permanente em outras sociedades, obras de arte, imóveis não para uso
(fruição de renda, aluguel)
 
Atenção
São comuns em investimentos os termos: coligada, controlada e relevância do investimento.
Vamos, então, a estas definições, seguindo o texto da lei:

Art. 243. O relatório anual da administração deve relacionar os investimentos da companhia em


sociedades coligadas e controladas e mencionar as modificações ocorridas durante o exercício.

§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.


(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 2º Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de


outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente,
preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.
§ 3º A companhia aberta divulgará as informações adicionais, sobre coligadas e controladas,
que forem exigidas pela Comissão de Valores Mobiliários.

§ 4º Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder


de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la.
(Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

§ 5º É presumida influência significativa quando a investidora for titular de 20% (vinte por
cento) ou mais do capital votante da investida, sem controlá-la. (Incluído pela Lei nº 11.941, de
2009) (Fonte: [Link]

Imobilizado

São bens e direitos utilizados na atividade operacional da empresa. A venda de qualquer desses
elementos sem a devida reposição, prejudicará (ou pode até paralisar) a atividade normal da
empresa. Exemplos: Podem ser tangíveis como terrenos, construções, obras em andamento,
móveis e utensílios, máquinas, aparelhos e equipamentos, ferramentas, peças e conjunto de
reposição, instalações, veículos, semoventes, direitos sobre recursos naturais, florestamento e
reflorestamento, benfeitorias em propriedade de terceiros, (-) Depreciação/
Amortização/Exaustão acumulada.

Observação – O que distingue o subgrupo Investimentos do subgrupo Imobilizado apesar de


ambos serem aplicações de natureza permanente (sem intenção de revenda), é o fato de que a
alienação dos valores do subgrupo Investimentos não prejudica o andamento normal das
atividades. (REIS, 1993)

Intangível

São os bens que não possuem matéria (corpo), portanto não podem ser tocados fisicamente. Um
ativo satisfaz o critério de identificação, em termos de definição de um ativo intangível, quando:

 for separável, ou seja, puder ser separado da entidade e vendido, transferido, licenciado,
alugado ou trocado, individualmente ou junto com um contrato, ativo ou passivo
relacionado, independente da intenção de uso pela entidade; ou
 resultar de direitos contratuais ou outros direitos legais, independentemente de tais
direitos serem transferíveis ou separáveis da entidade ou de outros direitos e obrigações.

Um ativo intangível deve ser reconhecido apenas se, primeiro, for provável que os benefícios
econômicos futuros esperados atribuíveis ao ativo sejam gerados em favor da entidade; e em
segundo, se o custo do ativo possa ser mensurado com segurança. Exemplos: direito de uso de
software, patente, direitos autorais, concessão de exploração de negócio, marca, fundo de
comércio, entre outros.

Referências:

FIPECAFI. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações: aplicável também às


demais sociedades. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1993.

MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1993.
PEREZ JR, José Hernandez & BEGALLI, Glaucos Antonio. Elaboração das Demonstrações
Contábeis. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1999.

REIS, Arnaldo Carlos de Rezende. Análise de Balanços. São Paulo: Saraiva, 1993.

RIBEIRO, Osni Moura. Estrutura e Análise de Balanços Fácil. 7. ed. São Paulo: Saraiva,
2004.

2.2 Contas do passivo (obrigações + patrimônio líquido)


No passivo, são registradas as obrigações da empresa com terceiros, tecnicamente chamada de
exigibilidades e também o patrimônio líquido, que é a obrigação da empresa com os seus sócios.
Assim, no jargão técnico Exigível Total ou Exigibilidades é a soma das obrigações da
empresa, incluindo aqui as dívidas de curto e de longo prazo. Recomenda-se que a classificação
siga a ordem decrescente do grau de exigibilidade.

Grau de exigibilidade – diz respeito à prioridade de pagamento por exigência de terceiros que
tem direito ao recebimento.

Figura 1- Passivo circulante e Longo prazo

Descrição da imagem: Passivo circulante e Longo prazo apresentados em uma linha do tempo, a linha é dividida em três períodos: Vai ser pago este ano, Vai ser pago no próximo ano e Vai ser pago após o próximo

ano. O passivo circulante - curto prazo inicia-se no primieiro período: Vai ser pago este ano e segue até o final do segundo período, Vai ser pago no próximo ano, na sequencia inicia-se o Longo prazo, localizado no
período da linha do tempo Vai ser pago após o próximo ano.

Classificação das contas do Passivo


As contas do passivo são classificadas como: Passivo Circulante, Passivo Não Circulante e
Patrimônio Líquido.

Passivo Circulante
São classificadas neste grupo as obrigações que devem ser pagas ou recolhidas até o término do
próximo exercício. Geralmente aparecem acompanhadas da expressão “a pagar” ou “a
recolher”, e muitas vezes sendo esta a única distinção da despesa que possui o mesmo nome de
conta. É de grande importância na análise das demonstrações contábeis, pois se trata de valores
com grande influência no fluxo de caixa da empresa. Falta de controle nas obrigações de curto
prazo podem levar a empresa à falência. Aqui, as principais contas são referentes a obrigações
com fornecedores, funcionários, fiscais e trabalhistas, provisões, entre outras. Exemplo:
fornecedores, duplicatas a pagar, impostos a recolher, encargos trabalhistas a recolher, salários a
pagar, empréstimos e financiamentos a pagar, adiantamento de clientes, dividendos a pagar,
títulos a pagar, energia elétrica a pagar, aluguel a pagar, provisão para 13º salário, provisão para
férias, provisão para Imposto de Renda, juros a pagar, dividendos a pagar, entre outras.

Passivo Não Circulante 


Passivo Exigível a Longo Prazo são contas de obrigações e só diferem do Passivo Circulante
pelo prazo de pagamento. Com o passar do tempo as contas do exigível a longo prazo passam
para o passivo circulante. Isto porque estas obrigações passam a ser exigíveis até o final do
próximo exercício. Tal transição não acontecerá somente se o pagamento for feito enquanto a
dívida for de longo prazo, antecipando o pagamento. Exemplo: Financiamentos, Empréstimos,
Adiantamentos, Contas a Pagar, Fornecedores, Imóveis a Pagar, Títulos a Pagar, enfim todas as
obrigações de longo prazo.

Patrimônio Líquido
É o grupo de contas que embora não seja considerado exigível, está vinculada ao Passivo por se
tratar de uma dívida da empresa para com os seus sócios. E também para estabelecer o
equilíbrio dos recursos entre o Ativo (aplicação) e o Passivo (origem).

O patrimônio líquido é composto por:

 Capital Social: É o recurso aplicado pelos sócios na empresa. Pode ser a título de
investimento inicial, aumento de investimento ou até mesmo aplicação de lucros para
aumentar o investimento na empresa, deduzindo-se a parcela não integralizada.
Segundo o Art. 7º da Lei 6.404/76, o capital social poderá ser formado com
contribuições em dinheiro ou em qualquer espécie de bens suscetíveis de avaliação em
dinheiro. O capital social pode se subdividir em:
o Capital social subscrito: é o valor que os sócios registraram como
investimento no contrato social da empresa. É o compromisso assumido de
entrega dos valores.
o Capital social integralizado (realizado): é o valor já entregue pelos sócios, em
virtude do compromisso assumido no registro do capital social. É a diferença
entre o capital subscrito e o capital a realizar.
o Capital social a integralizar (a realizar): é o valor registrado no  capital social
da empresa, mas ainda não entregue pelos sócios.
 Reservas de capital: São valores emitidos pela empresa, não destinados a aumento do
capital social e que não passaram pelo resultado. São exemplos: ágio na venda de ações,
prêmio recebido na emissão de debêntures, bônus de subscrição.
 Reservas de lucros: São valores retidos do lucro, para uma destinação específica. Ou
seja, é a parte do lucro que neste momento não será distribuída aos sócios como
dividendos, ficando investida na empresa. São exemplos: reserva legal, reserva para
contingências, reserva de lucros a realizar, entre outras dispostas na legislação.
 Ajustes de avaliação patrimonial: São os aumentos ou reduções de valores do ativo
ou passivo, em função do valor real de mercado. Há uma clara intenção de apresentação
do patrimônio pelo valor justo.
 Ações em Tesouraria: Ocorre quando a empresa compra, no mercado de ações, suas
próprias ações.
 Prejuízos Acumulados: É a soma dos valores negativos do resultado que são
acumulados em um ou mais exercícios.

Veja a seguir um exemplo de Balanço Patrimonial.

Tabela 1- Balanço Patrimonial 

Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2009

Empresa “Estou aprendendo Contabilidade Ltda” CNPJ 11.111.111/0001-


11

ATIVO 31/12/08 31/12/09 PASSIVO 31/12/08 31/12/0


Balanço Patrimonial encerrado em 31/12/2009

Circulante 1.427 1.630 Circulante 1.120 1.041

Disponibilidades 302 180 Fornecedores 650 721

Duplicatas a Receber 420 650 Salários a Pagar 120 150

Estoques 705 800 IR e CSLL a Pagar 150 59

Dividendos a Pagar 200 111

Não Circulante Não Circulante

Dupl. a Receber 100 80 Exigível a L. Prazo 500 381

Investimentos 80 70 Financiamentos 500 381

Imobilizado 860 700 Patrimônio Líquido 1.347 1.458

Intangível 500 400 Capital Social 1.000 1.000

Reserva Legal 347 458

Total 2.967 2.880 Total 2.967 2.880

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.

Última atualização: quinta, 29 jul 2021, 16:50

2.3 Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)


As empresas são constituídas com uma finalidade específica, geralmente com a finalidade de
lucro. Para que a finalidade se cumpra, a empresa trabalha no ramo do seu objeto social
(descrição da atividade operacional que está registrada no contrato social). É um relatório
importantíssimo, e o seu estudo fornece informações úteis para a tomada de decisões. É a DRE
que mostra sinteticamente como a empresa se comportou no último exercício. Para fins de
análise operacional é o documento que permite a análise do sucesso ou não, e possibilita o
estabelecimento de indicadores deste resultado.  Assim, para saber o que a empresa tem,
consultamos o Balanço Patrimonial; mas para saber como a empresa trabalha (sua
eficiência), analisamos a DRE.
Demonstração de Resultado do Exercício
A demonstração do resultado do exercício é um resumo ordenado das receitas e despesas da
empresa em determinado período (12 meses). É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou
seja, das receitas subtraem-se às despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou
prejuízo). (IUDÍCIBUS, 1998)

A elaboração da DRE deve seguir o disposto na lei 6.404/76. Vejamos na íntegra o texto da lei,
consolidado com as alterações:

Apuração do Resultado do Exercício


Esquema de contabilização:

Figura 1- Esquema de contabilização de apuração do resultado do exercício

Descrição da imagem: Razonetes contábeis de cinco contas. Razonete da conta Despesas operacionais com o lançamento no débito de R$ 5.000,00 e lançamento no crédito de R$ 5.000,00. Razonete da conta Outras

despesas com o lançamento no débito de R$ 7.000,00 e lançamento no crédito de R$ 7.000,00. Razonete da conta Receitas com o lançamento no débito de R$ 20.000,00 e lançamento no crédito de R$ 20.000,00.
Razonete da conta ARE com os lançamentos no dédito de R$ 5.000,00 e 7.000,00 que são originais da conta das Despesas operacionais e de Outras despesas, e com lançamento do crédito de R$ 20.000,0, originário

da conta receitas. O resultado da conta do ARE é de R$ 8.000,00 de lucro. Razonete da conta Lucro Líquido do exercício com o lançamento de R$ 8.000,00 originário do lucro da conta do ARE.

Tabela 1- Modelo da Demonstração do Resultado do Exercício

Modelo da Demonstração do Resultado do Exercício


Empresa: Estou aprendendo Contabilidade Ltda - CNPJ
11.111.111/0001-11
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE) de
01/01/2009 A 31/12/2009
 R$
Receita Operacional Bruta (ROB)
100.000,00
Com Vendas  R$ 80.000,00
Com Serviços  R$ 20.000,00
 R$
( - ) Deduções da Receita
(30.000,00)
Devolução de Vendas  R$ (5.000,00)
Descontos Incondicionais e Abatimentos  R $ (2.000,00)
Impostos Sobre Vendas
COFINS  R$ (3.000,00)
PIS s / Faturamento  R$ (1.000,00)
 R$
ICMS
(18.000,00)
ISS  R$ (8.000,00)
(=) Receita Operacional Líquida (ROL)  R$ 70.000,00
 R$
(-) Custo da Mercadoria Vendida (CMV)
(40.000,00)
(=) Lucro Operacional Bruto (LOB)  R$ 30.000,00
Modelo da Demonstração do Resultado do Exercício
(-) Despesas Operacionais R$ 22.000,00
Com Vendas  R$ (5.000,00)
 R$
Administrativas
(15.000,00)
Financeiras  R$ (2.000,00)
(=) Lucro Operacional Líquido (LOL)  R$ 8.000,00
(+ / -) Outras Receitas / Despesas  R$ 2.000,00
(+) Outras Receitas  R$ 5.000,00
(-) Outras Despesas  R$ (3.000,00
(=) Lucro / Prejuízo antes do Imposto de Renda (LAIR)  R$ 10.000,00
(-) Provisão do IRPJ  R$ (1.500,00)
(-) Adicional do IRPJ  R$ (1000,00)
(-) Provisão da CSLL (Contribuição sobre o lucro líquido)  R$ (500,00)
(=) Lucro Antes das Participações (LAPART)  R$ 7.000,00
(-) Participações  R$ (2.407,30)
Debêntures 10%  R$ (700,00)
Partes Beneficiárias 10%  R$ (630,00)
Administração 10% 0)  R$ (567,00)
Empregados 10%  R$ (510,30)
(=) Lucro / Prejuízo líquido do Exercício (LLE ou PLE)  R$ 4.592,70
Lucro por Ação *  R$ 4,59
* Considerando que a empresa tem 1.000 ações

O lucro por ação se obtém dividindo o Lucro líquido do Exercício pelo número de ações
da empresa.

Figura 2 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contá[Link] um razonete da conta Apuração do Resultado do Exercício, e o outro razonete é o da conta Patrimônio Líquido. No Razonete da conta Apuração do Resultado do
Exercício no débito tem os lançamentos: Deduções(-), Custos (-), Despesas (-), IRPJ/CSLL (-), Participações (-), ao final destes lançamento tema a palavra Prejuízo, no crédito tem os lançamentos: ROB (+), Outras

Receitas (+), ao final destes lançamento tema a palavra Lucro. Razonete da conta Patrimônio Liquido com os lançamentos no crédito: LLE (+) ou PLE (-). Das palavras Prejuízo e Lucro do razonete da conta
Apuração do Resultado do Exercício saem setas que ligam ao razonete da conta Patrimônio Liquido. A seta do Prejuízo ligasse a sigla PLE e a seta do Lucro liga-se a sigla LLE.

Quando as receitas são maiores que as despesas, temos lucro que irá aumentar o valor do
patrimônio líquido ou será distribuído aos sócios, como dividendos.

RECEITAS > DESPESAS = LUCRO

Quando as despesas são maiores que as receitas, temos o prejuízo que irá diminuir o patrimônio
líquido.

DESPESAS > RECEITAS = PREJUÍZO


Referência: 

IUDÍCIBUS, Sérgio de. Análise de Balanços. 7. ed. São Paulo : Atlas, 1998.

2.4 Plano de contas


O foco do estudo é o Plano de Contas, principal instrumento no desenvolvimento do processo
contábil de empresa. É a linha condutora de todo o processo de escrituração. Então, vamos
conhecer este importante instrumento.

Você, agora, sabe a diferença entre Balanço Patrimonial e DRE? Ou ainda não? Se a sua
resposta foi que o Balanço Patrimonial mostra a situação econô mico-financeira da empresa em
um determinado período, isto é, a empresa apresenta bens, direitos, obrigações e participação
dos sócios em uma data específica. E a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)
preocupa-se em mostrar a eficiência da empresa em suas atividades operacionais, ou seja, a
DRE mostra como a empresa obteve suas receitas, despesas e o resultado (lucro ou prejuízo)
durante um ano de atividades. Esta foi a sua resposta? Parabéns!

Plano de contas
O Plano de Contas é um conjunto de contas, ordenado segundo as diretrizes legais que orientam
os registros contábeis. É um instrumento de trabalho que permite identificar todas as contas que
poderão ser utilizadas pela empresa.

O Plano de contas pode ser comparado a uma casa. Quando estamos fazendo o projeto de
uma casa, pensamos em algo que atenda as características e necessidades de quem vai ocupar
esta casa e fazemos as adaptações. Por que janelas na casa? É uma necessidade que a casa seja
ventilada, até mesmo visando preservar a saúde de quem ocupa esta casa. Por que tantas
tomadas na sala e poucas no quarto de visita? Foi uma opção do proprietário que precisa ser
respeitada, pois a casa vai ser elaborada respeitando também o perfil deste proprietário,
adaptando-se a ele.

O plano de contas, também é elaborado respeitando a necessidade de cumprimento da


legislação em vigor e as características da empresa. Não há um número máximo ou mínimo
de contas. Cada empresa deve elaborar o seu Plano de Contas com todas as contas patrimoniais
e de resultado que serão utilizadas pela empresa, inclusive pelas contas em que há previsão
apenas de utilização a longo prazo. Além disso, é importante que exista flexibilidade de forma a
permitir a inclusão de contas caso seja necessário. Para que este plano de contas cumpra sua
finalidade, ele deve respeitar o porte da empresa, seu ramo de atividades, as necessidades de
seus usuários que inclui as informações que deverão ser extraídas dos relatórios contábeis para
os sócios, fornecedores, clientes, empregados, governo, fiscalização, entre outros possíveis
usuários dos relatórios contábeis.

Estrutura básica do plano de contas

1. Todas as contas receberão uma numeração, será o seu endereço no plano de contas.
2. A numeração de ser separada por níveis ou grau de contas.
3. A quantidade níveis dependerá da necessidade da empresa, geralmente será de 4 ou 5
níveis, sendo possível ter mais níveis.

Para entender melhor


Grau de contas – Você lembra as aulas de matemática, mais especificamente dos conjuntos?

 Figura 1- Conjuntos

Descrição da imagem: Conjuntos de números naturais. Apresenta dois conjuntos. Um dos conjuntos representado pelo número 1 e o outro pelo número 2. Cada conjunto é representado por três círculos de tamanhos
diferentes sobrepostos um ao outro. O conjunto 1 apresenta no círculo maior o número 1, no círculo menor o número 1.1 e no círculo menor que o anterior o número 1.1.1. O conjunto 2 apresenta no círculo maior o
número 2, no círculo menor o número 2.1 e no círculo menor que o anterior o número 2.1.1.

Cada conjunto recebe um código. Os grandes grupos recebem apenas um número, são de 1º
nível. Os subconjuntos são numerados de forma a identificar que pertencem ao grupo maior,
portanto já são de nível menor, podendo ser de 2º, 3º, 4º, 5º ou mais níveis se essa for a
necessidade da empresa.

Tabela 1- Níveis ou graus de contas contábeis

1º Nível ou grau de contas: Grandes Grupos

1 Ativo

2 Passivo

3 Receitas

4 Despesas

5 Custos

2º Nível ou grau de contas: Grupos de Contas

1.1 Ativo Circulante

1.2 Ativo Não Circulante

2.1 Passivo Circulante

2.2 Passivo Não Circulante

3.1 Receitas Operacionais

3.2 Outras Receitas

4.1 Despesas Operacionais

4.2 Outras Despesas

5.1 Custo das Mercadorias Vendidas

5.2 Custo do Serviço Prestado

3º Nível ou grau de contas: Subdivisão do Grupo de Contas


1º Nível ou grau de contas: Grandes Grupos

1.1.1 Disponibilidades

1.1.2 Contas a Receber

1.1.3 Estoques

1.1.4 Despesas de Exercícios Seguintes

1.2.1 Realizáveis a Longo Prazo

1.2.2 Investimentos

1.2.3 Imobilizados

1.2.4 Intangíveis

2.1.1 Obrigações com Fornecedores

2.1.2 Obrigações Tributárias

2.1.3 Obrigações Trabalhistas

2.1.4 Outras Obrigações

2.2.1 Exigíveis a Longo Prazo

2.2.2 Patrimônio Líquido

3.1.1 Receita Operacional Bruta

3.2.1 Outras Receitas

4.1.1 Despesas Administrativas

4.1.2 Despesas Comerciais

4.1.3 Despesas Financeiras

4.2.1 Outras Despesas

4º Nível ou Grau de Contas: Contas dos Subgrupos

[Link] Caixa

[Link] Banco conta corrente

[Link] Aplicação Financeira


1º Nível ou grau de contas: Grandes Grupos

[Link] Clientes

[Link] Duplicatas a Receber

[Link] Outros valores a receber

5º Nível ou Grau de Contas Contas Analíticas

[Link].001 Caixa Matriz

[Link].002 Caixa Filial 1

[Link].003 Caixa Filial 2

[Link].001 Banco do Brasil S.A.

[Link].002 HSBC Bank Brasil S.A.

[Link].003 Banco Itaú S.A.

[Link].001 Banco do Brasil S.A.

[Link].002 HSBC Bank Brasil S.A.

[Link].003 Banco Itaú S.A.

[Link].001 IFPR

[Link].002 UFPR

Considerações

 As contas de último nível, são chamadas de analíticas e somente elas recebem


lançamentos na contabilidade. Sempre que uma conta analítica aumentar ou diminuir de
valor, provocará um efeito nas contas de nível superior, aumentando ou diminuindo
essas contas.
 As contas que não pertencem ao último nível, são chamadas de sintéticas ou
totalizadoras, elas não recebem lançamento na contabilidade, pois ao lançar na conta de
nível inferior, o saldo dessas contas serão automaticamente modificadas.
 A quantidade de número(s) em cada nível dependerá do número de contas que deverão
ser agregadas a este nível.

Observe que no exemplo temos o código [Link].001- Banco do Brasil S.A

1. Ativo
1.1 Circulante
1.1.1. Disponibilidades
[Link]. Banco conta corrente
[Link].001 Banco do Brasil S.A.

Aumentando o saldo no Banco do Brasil, estará aumentando o saldo de bancos, das


disponibilidades, do ativo circulante e logicamente de todo o Ativo. Em caso de redução,
acontecerá a mesma coisa, redução em todos os níveis acima da conta.

Como no último nível, temos 3 algarismos, podemos cadastrar neste plano de contas até 999
contas de banco. O mesmo ocorre para clientes e fornecedores da empresa. E por isso muitos
planos de conta têm - no último nível - quatro algarismos, o que permite cadastrar 9.999 contas.

Exemplo de Plano de Contas – Este modelo é apenas ilustrativo, para fins didáticos. O plano
de contas abaixo possui 4 níveis e já está adaptado à nova legislação.

1 ATIVO

1.1 ATIVO CIRCULANTE

1.1.1 Caixa

[Link] Caixa Geral

1.1.2 Bancos C/Movimento

[Link] Banco Alfa

1.1.3 Contas a Receber

[Link] Clientes

[Link] Outras Contas a Receber

[Link](-) Duplicatas Descontadas

1.1.4 Estoques

[Link] Mercadorias

[Link] Produtos Acabados

[Link] Insumos

[Link] Outros

1.2 NÃO CIRCULANTE

1.2.1 Contas a Receber

[Link] Clientes

[Link] Outras Contas

1.2.2 INVESTIMENTOS
[Link] Participações Societárias

1.2.3 IMOBILIZADO

[Link] Terrenos

[Link] Construções e Benfeitorias

[Link] Máquinas e Ferramentas

[Link] Veículos

[Link] Móveis

[Link] (-) Depreciação Acumulada

[Link] (-) Amortização Acumulada

1.2.4 INTANGÍVEL

[Link] Marcas

[Link] Softwares

[Link] (-) Amortização Acumulada

2 PASSIVO

2.1 CIRCULANTE

2.1.1 Impostos e Contribuições a Recolher

[Link] Simples a Recolher

[Link] INSS

[Link] FGTS

2.1.2 Contas a Pagar

[Link] Fornecedores

[Link] Outras Contas

2.1.3 Empréstimos Bancários

[Link] Banco A - Operação X

2.2 NÃO CIRCULANTE

2.2.1 Empréstimos Bancários

[Link] Banco A - Operação X

2.3 PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2.3.1 Capital Social


[Link] Capital Social Subscrito

[Link] Capital Social a Realizar

2.3.2. Reservas

[Link] Reservas de Capital

[Link] Reservas de Lucros

2.3.3 Prejuízos Acumulados

[Link] Prejuízos Acumulados de Exercícios Anteriores

[Link] Prejuízos do Exercício Atual

3 CUSTOS E DESPESAS

3.1 Custos dos Produtos Vendidos

3.1.1 Custos dos Materiais

[Link] Custos dos Materiais Aplicados

3.1.2 Custos da Mão de Obra

[Link] Salários

[Link] Encargos Sociais

3.2 Custo das Mercadorias Vendidas

3.2.1 Custo das Mercadorias

[Link] Custo das Mercadorias Vendidas

3.3 Custo dos Serviços Prestados

3.3.1 Custo dos Serviços

[Link] Materiais Aplicados

[Link] Mão de Obra

[Link] Encargos Sociais

3.4 Despesas Operacionais

3.4.1 Despesas Gerais

[Link] Mão de Obra

[Link] Encargos Sociais

[Link] Aluguéis

3.5 Perdas de Capital


3.5.1 Baixa de Bens do Ativo Não Circulante

[Link] Custos de Alienação de Investimentos

[Link] Custos de Alienação do Imobilizado

4 RECEITAS

4.1 Receita Líquida

4.1.1 Receita Bruta de Vendas

[Link] De Mercadorias

[Link] De Produtos

[Link] De Serviços Prestados

4.1.2 Deduções da Receita Bruta

[Link] Devoluções

[Link] Serviços Cancelados

4.2 Outras Receitas Operacionais

4.2.1 Vendas de Ativos Não Circulantes

[Link] Receitas de Alienação de Investimentos

[Link] Receitas de Alienação do Imobilizado

Fonte: [Link]

Código Reduzido ou Simplificado


É evidente que deve haver uma forma mais simples de usar o plano de contas do que digitar
todos esses números (os 4 ou 5 níveis) e realmente existe. É o que chamamos de código de
reduzido. Um código que permite acessar  a conta usando um número apenas. Simplificando é
como se fosse o apelido da conta.

Exemplo de código reduzido:

[Link].001 Caixa Matriz → Código Reduzido 1


[Link].001 Banco do Brasil S.A. → Código Reduzido 121

Ao dizer que estou tirando dinheiro da conta 1 (sei que é a conta caixa)
e estou transferindo esse dinheiro para a conta 121 (sei que este dinheiro
está  indo para o Banco do Brasil S.A.
2.5 Noções de débito e crédito
Débito e Crédito
É importante que você preste atenção agora! Vamos ver algumas regras fundamentais para o
entendimento dos lançamentos contábeis. Os termos Débito e Crédito são nomes utilizados para
indicar o ingresso ou saída de recursos das contas. Cada lançamento efetuado provoca
modificações patrimoniais e/ou de resultado. Cada vez que um lançamento a débito ou crédito é
feito, o saldo de uma conta está sendo alterada.

Débito vem do latim debes = devido a mim (pertencente a mim).


Crédito vem do latim credo = confiança, acreditar.

O débito corresponde à aplicação do valor, à destinação do recurso ou onde o dinheiro foi


investido. E o crédito corresponde à origem do valor, à fonte do dinheiro ou de onde são
conseguidos os recursos para a empresa.

Razonete
Para fins didáticos, utiliza-se o razonete para a explicação dos lançamentos na contabilidade. O
Razonete é um gráfico em forma de “T” onde acima estará o nome da conta, do lado esquerdo
serão feitos os lançamentos a débito, e do lado direito serão feitos os lançamentos a crédito.

Para ficar mais fácil a memorização, lembre que o Razonete é semelhante a uma cruz. A cruz
passou a ter outro significado depois (d) de Cristo (C). Veja a representação:

Figura 1- Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta dois razonetes. Um razonete descrito como Nome da conta, com a palavra Débito (D) na esquerda do razonete e a palavra Crédito (C) na direita do razonete. O
outro razonete é descrito como Cruz, com a palavra Débito de (D)e uma seta com a frase: Tínhamos débito na esquerda do razonete, e a palavra Cristo (C) na direita do razonete com uma seta e a frase: Nos deu

crédito. 

Agora ficará mais fácil lembrar o lado do débito e do crédito.

Vamos praticar alguns exercícios com Balanços Sucessivos. Comece imaginando uma empresa
que está iniciando suas atividades. Serão realizados os primeiros lançamentos na contabilidade;
em seguida haverá demonstração dos lançamentos e, logo após, os balanços atualizados.

1. Os sócios reúnem R$ 30.000,00 em dinheiro para investir na empresa. É o que chamamos
capital social, ou seja, a origem do dinheiro veio dos sócios e este dinheiro vai entrar no caixa
da empresa.
Graficamente ficará assim representadas as contas:

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta dois razonetes. Um razonete da conta Caixa, com o lançamento de (1)* 30.000,00 no débito seguido de uma seta com a frase: O dinheiro aplicado (débito). O

outro razonete da conta Capital Social, com o lançamento de (1)* 30.000,00 no crédito seguido de uma seta com a frase: A origem do dinheiro (crédito).

Se fossemos fazer um balanço da empresa, ele ficaria assim, neste primeiro momento:

Tabela 1- Balanço Patrimonial

Balanço Patrimonial após lançamento (1)


Ativo Passivo
Circulante
Patrimônio Líquido
Disponibilidades
Capital Social.................R$ 30.000,0
Caixa...................R$ 30.000,00
Total do Ativo R$ 30.000,00 Total do Passivo R$ 30.000,00

O valor do caixa R$ 30.000,00 aplicado é débito.

A origem do dinheiro que consta no Capital Inicial R$ 30.000,00 é crédito.

O Total do Ativo (aplicação de recursos) é igual ao Total do Passivo (origem de recursos).

Após este lançamento, algumas conclusões importantíssimas podem ser tiradas:

 No lado do ativo temos a aplicação dos recursos, por isso, quando uma conta do ativo
estiver aumentando de valor, ela será debitada (d).
 Quando ocorrer o contrário, ou seja, quando uma conta do ativo diminuir, ela receberá
lançamento do outro lado, ou seja, será creditada (c). Por exemplo: Saiu dinheiro do
caixa para a compra de móveis, logo a conta caixa está diminuindo, e por isso o
lançamento feito nesta conta foi a crédito (c).

Figura 3 - Razonete contábil

Descrição da imagem: Razonete contábil apresenta uma razonete descrito como Conta de ativo com a palavra Dédito (D) na esquerda do razonete e a palavra Crédito (C) na direita do razonete. Abaixo do Débito esta
a palavra Aumenta e abaixo do Crédito a palavra Diminui.

O mesmo raciocínio serve para as contas do passivo:

 No lado do passivo temos a origem de recursos, por isso, quando uma conta do passivo
estiver aumentando ela será creditada (c).
 Quando uma conta do passivo estiver diminuindo, ela será debitada (d).
 Figura 4 - Razonete contábil
 Descrição da imagem: Razonete contábil apresenta uma razonete descrito como Conta de passivo com a palavra Débito (D) na esquerda do razonete e a palavra Crédito (C) na direita do razonete.

Abaixo do Débito esta a palavra Diminui e abaixo do Crédito a palavra Aumenta.


 2. A empresa utilizou R$ 10.000,00 do dinheiro que estava no caixa, para comprar
móveis. Como contabilizar?
 Obs.: (2)* Referem-se ao segundo lançamento do período.
 Figura 5 - Razonetes contábeis
 Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta três razonetes. Um razonete da conta Caixa, com os lançamentos de 30.000,00 (1)  no débito e 10.000,00(2)* no crédito, há uma seta indicando

para o lançamento de 10.000,00 (2)* com as palavras: Origem (crédito). Um razonete da conta Móveis com o lançamento de 10.000,00 (2)* no débito e há uma seta indicando para o lançamento de
10.000,00 (2)* com as palavras: Aplicação (débito). Um razonete da conta Capital Social com o lançamento de 30.000,00 (1) no crédito.

 Os registros anteriores permanecem, enquanto durar o período.


 Observe as alterações produzidas no balanço após este lançamento:
 Tabela 2 - Balança patrimonial

Balanço Patrimonial após lançamento (1)


Ativo Passivo
Circulante
Disponibilidades
Caixa...................R$ 20.000,00
Não Circulante
Imobilizado Patrimônio Líquido
Móveis..................R$ 10.000,00 Capital Social.................R$ 30.000,00
Total do Ativo R$ 30.000,00 Total do Passivo R$ 30.000,00

 3. A empresa comprou do fornecedor uma mercadoria no valor de R$ 5.000,00 para


revender a prazo.

Figura 6 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta dois razonetes.  Razonete da conta Estoque Merc. Rev com o lançamento no débito de 5.000,00 e uma seta indicando o lançamento com a seguinte frase: O

dinheiro aplicado (débito). Razonete da conta Fornecedores com o lançamento no crédito de 5.000,00 e uma seta indicando o lançamento com a seguinte frase: A origem do dinheiro (crédito). Há uma seta vermelha
ligando os lançamentos de 5.000,00 dos dois razonetes com a frase: Método da partida dobrada (o mesmo valor a débito e crédito). 


Origem do recurso: mercadoria adquirida junto aos fornecedores (a mercadoria) para
revender. Portanto, será feito o registro a crédito, na conta dos fornecedores  (capital de
terceiros).

Conta de passivo que está aumentando = crédito

Aplicação do recurso: A mercadoria comprada foi para o estoque da empresa. Portanto,


a conta estoque será debitada.

Conta de ativo que está aumentando = débito

4. A empresa resolveu pagar para o fornecedor R$ 2.000,00 em virtude da compra de


mercadoria feita anteriormente.

Figura 7 - Razonetes contábeis


 Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta dois razonetes.  Razonete da conta Caixa com o lançamento no débito de 30.000,00 (1) e lançamentos no crédito de 10.000,00 (2) e 2.000,00

(4). Razonete da conta Fornecedores com o lançamento no débito de 2.000,00 (4) e lançamentos no crédito de 5.000,00 (3). Há uma seta vermelha ligando os lançamentos de 2.000,00 (4) que

aparecem do crédito do razonete da conta Caixa e no débito do razonete da conta Fornecedor.

Para que fique mais fácil a sua compreensão, serão apresentados agora todos os
lançamentos reunidos, desde o primeiro, quando a empresa foi constituída.

Figura 8 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta cinco razonetes.  Razonete da conta Caixa com o lançamento no débito de 30.000,00 (1)* e lançamentos no crédito de 10.000,00 (2)* e 2.000,00 (4)*. Razonete da

conta Móveis com o lançamento no débito de 10.000,00 (2)*. Razonete da conta Capital Social com o lançamento no crédito de 30.000,00 (1)*. Razonete da conta Estoque de mercadoria com o lançamento no débito

de 5.000,00 (3)*. Razonete da conta Fornecedores com o lançamento no débito de 2.000,00 (4)* e lançamentos no crédito de 5.000,00 (3)*. 

O Balanço Patrimonial, após os quatro lançamentos ficará assim:

Tabela 3 - Balanço patrimonial

Balanço Patrimonial após lançamento (1)

Ativo Passivo

Circulante Circulante

Disponibilidades Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 18.000,00 Fornecedores..................R$ 3.000,00

Estoque de mercadorias...R$ 5.000,00

Não Circulante

Imobilizado Patrimônio Líquido

Móveis..................R$ 10.000,00 Capital Social.................R$ 30.000,00


Total do Ativo R$ 33.000,00 Total do Passivo R$ 33.000,00

O dinheiro aplicado (débito) A origem do dinheiro (crédito)


Total do Ativo (aplicação de recursos) = Total do Passivo (origem de recursos)

Contas de resultado (receitas e despesas)


 As receitas fazem ingressar recursos, portanto, são fontes ou origem a recursos.
Contas de receita = Origem de recursos = Crédito

As receitas sempre irão aumentar o ativo ou diminuir o passivo.

As despesas consomem ou fazem sair recursos da empresa, ou seja, é a aplicação de


recursos.

Contas de despesas = Aplicação de recursos = Débito

As despesas sempre irão diminuir o ativo ou aumentar o passivo. Exemplos:

Exemplo 1: Venda de mercadoria para o cliente no valor de R$ 2.000,00; sendo que R$


500,00 foi pago à vista.

Figura 9 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta três razonetes.  Razonete da conta Venda de mercadorias com o lançamento no crédito de 2.000,00. Razonete da conta Caixa com o lançamento no débito de
500,00. Razonete da conta Cliente com o lançamento no débito de1.500,00.

Observação

 A conta de venda de mercadoria (receita – origem de recursos) foi creditada.


 A conta caixa (bem/Ativo – aplicação de recursos) foi debitada.
 A conta cliente (direito/Ativo – aplicação de recursos) foi debitada.

 Exemplo 2: A empresa recebeu a conta de energia elétrica no valor de R$ 200,00 que
deverá ser paga no próximo mês, e a conta de água no valor de R$ 100,00 que deverá
ser paga imediatamente.

igura 10 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta quatro razonetes.  Razonete da conta Caixa com o lançamento no débito de 500,00 e lançamento no crédito de 100,00. Razonete da conta Desp. Água com o
lançamento no débito de 100,00. Razonete da conta Desp. Energia Elétrica com o lançamento no débito de 200,00. Razonete da conta Energia Elétrica a pagar com o lançamento crédito de 200,00.

Observação

 As contas de água e energia (despesas – aplicação de recursos) foram debitadas.


 A conta caixa (bem do ativo – diminuindo) foi debitada pelo pagamento.
 A conta de energia a pagar (obrigação/passivo) foi creditada pela dívida.

Natureza dos Grupos de Contas


Tabela 4 - Natureza dos Grupos de Contas

Grupos de Contas Grupos de Contas Débito (d) Crédito (c)

Patrimoniais
Grupos de Contas Grupos de Contas Débito (d) Crédito (c)

Ativo (Bens + Direitos) Natureza devedora (d) Aumento Redução

Passivo (Obrigações e PL) Natureza credora (c) Redução Aumento

Resultado

Receita Natureza credora (c) Aumento

Despesa Natureza devedora (d) Aumento

Figura 11- Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta quatro razonetes. Um razonete descrito como Ativo, com sinal de soma (+) dentro de um quadrado azul e a letra D na esquerda do razonete e o sinal de diminuir
(-) dentro de um quadrado vermelho e a letra C na direita do razonete. Um razonete descrito como Passivo, com sinal de diminuir (-) dentro de um quadrado vermelho e a letra D na esquerda do razonete e o sinal de
somar (+) dentro de um quadrado azul e a letra C na direita do razonete. Um razonete descrito como Receita, com sinal de diminuir (-) dentro de um quadrado vermelho e a letra D na esquerda do razonete e o sinal de
somar (+) dentro de um quadrado azul e a letra C na direita do razonete. E uma razonete descrito como Despesa, com sinal de soma (+) dentro de um quadrado azul e a letra D na esquerda do razonete e o sinal de
diminuir (-) dentro de um quadrado vermelho e a letra C na direita do razonete.

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.
Última atualização: quinta, 16 set 2021, 16:21

2.6 Entendendo o registro contábil


São elementos essenciais do registro contábil

 a data da ocorrência da transação;


 a conta debitada;
 a conta creditada;
 o histórico da transação de forma descritiva ou por meio do uso de código de histórico
padronizado, quando se tratar de escrituração eletrônica, baseado em tabela auxiliar
inclusa em plano de contas;
 o valor da transação;
 o número de controle para identificar os registros eletrônicos que integram um mesmo
lançamento contábil.

Fonte: Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público – 2019.

Lançamento contábil
É a técnica utilizada para o registro de fatos administrativos, pois provocam alterações no
patrimônio ou no resultado do exercício da empresa. Os lançamentos contábeis devem seguir a
legislação vigente, e podem ser realizados em livros ou em fichas de forma eletrônica ou
manual.
Lançamento pelo Método de Partida Simples
É o registro único ou simplificado. Acontece quando é feito, por exemplo, um registro de
entrada ou de saída, no livro de inventário ou no livro caixa da empresa para obtenção do saldo
final.

Lançamento pelo Método de Partidas Dobradas


É também conhecido como método da causa e efeito ou método da origem e aplicação. É o
método utilizado na contabilidade para a elaboração das demonstrações contábeis.

Lembra do pai da contabilidade? O Frei Luca Pacioli foi o primeiro a apresentar o método
das partidas dobradas, e por apresentar esta técnica, ficou eternizado na história da
contabilidade. O método das partidas dobradas consiste no lançamento do mesmo valor a débito
e a crédito. Ou seja, para cada valor lançado a débito, obrigatoriamente a empresa fará o
lançamento do mesmo valor a crédito, isto é, não existe débito sem crédito e vice-versa.

Escrituração
Escriturar é registrar. Esses registros podem ser feitos em livros próprios de forma eletrônica ou
manual. Há muitos livros que poderão ser escriturados para atender a legislação vigente, por
exemplo os livros de (1) registro de empregados (por exigência trabalhista), (2) entradas e
saídas de mercadorias, (3) apuração de ICMS, IPI, ISS, (4) registro de impressão de documentos
fiscais e de ocorrências (por exigências fiscais), entre outros. Porém, os livros contábeis que
mais se destacam são: diário, razão e caixa.

Livro Diário
Registro em ordem cronológica de data e sequencial de lançamento, de todos os registros
efetuados na contabilidade durante o período. É um livro obrigatório para as empresas.
 
Modelo 1 (com colunas)

Tabela 1- Livro diário

Livro Diário

Empresa Exemplo Ltda.


CNPJ: 01.234.567/0001-89

Conta a Conta a
Data Histórico Valor
Débito Crédito

12/05/200 Capital Integralização do capital referente 5.000,0


Caixa
5 Social ao Sócio 1. 0

12/05/200 Caixa Capital Integralização do capital referente 1.000,0


Livro Diário

5 Social ao Sócio 2. 0

Integralização de parte do capital


12/05/200 Computadore Capital 3.000,0
com um compu
5 s Social 0
tador, modelo X, do sócio 2.

Integralização de parte do capital


12/05/200 Capital 1.000,0
Caixa do sócio 2, com
5 Social 0
móveis para o escritório.

Modelo 2 (sem colunas)

Figura 1- Livro diário sem colunas

Descrição da imagem: Livro diário sem colunas com quatro lançamentos: Primeirio lançamento aparece na primeira linha 12/05/2005 - Caixa, na segunda linha a Capital Social, na terceira linha - Integralização do

capital referente ao Sócio 1 e na quarta linha 5.000,00. Segundo lançamento aparece na primeira linha 12/05/2005 - Caixa, na segunda linha a Capital Social, na terceira linha - Integralização do capital referente ao
Sócio 2 e na quarta linha 1.000,00. Terceiro lançamento na primeira linha 12/05/2005 - Caixa, na segunda linha a Capital Social, na terceira linha - Integralização de parte do capital com um computador, modelo X,

do sócio 2 e na quarta linha 3.000,00. Quarto lançamento aparece na primeira linha 12/05/2005 - Caixa, na segunda linha a Capital Social, na terceira linha - Integralização de parte do capital do sócio 2, com móveis
para o escritório. e na quarta linha 1.000,00.

Livro Razão
É um livro auxiliar, obrigatório pela legislação comercial. Neste livro os registros são
demonstrados na ordem de contas. Ou seja, utiliza-se a ordem cronológica de acontecimentos
dentro da mesma conta. Neste livro, aparecerão todas as contas que tiveram saldo ou
lançamentos no período.

Exemplo:

Tabela 2 - Razão analítico

Razão Analítico

XPTO Comércio Ltda Data


CNPJ: 01.234.567/0001-89 Período

Data Histórico da operação Débito Crédito Saldo

01.01.2008 Saldo Inicial 1.000,00 D

02.01.2008 Depósito 500,00 1.500,00 D

02.01.2008 Cheque nº 050070 200,00 200,00 1.300,00 D

Totais 500,00 200,00 1.300,00 D


Formalidades Intrínsecas aos Livros:
I. utilizar forma e padrão contábil;
II. adotar idioma e moeda nacional;
III. possuir clareza e exatidão;
IV. não conter rasuras, borrões, emendas, entrelinhas ou transporte para as margens;
V. obedecer à rigorosa ordem cronológica;
VI. guardar continuidade;
VII. seguir método uniforme de escrituração - Plano de Contas.

Formalidades Extrínsecas aos Livros:


I. encadernação;
II. numeração sequenciada;
III. termos de abertura e encerramento;
IV. registro nos órgãos de registro de pessoas jurídica. SCHNORR et al(2008).

Intrínseco
Que está no interior de uma coisa e lhe é próprio e essencial. Que existe por si mesmo. Interior
ou interno.

Extrínseco
Que não pertence à essência de uma coisa (opõe-se a intrínseco). Exterior ou externo.

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.

Última atualização: sexta, 4 fev 2022, 16:22

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2.7 Atos e fatos administrativos


Durante o exercício fiscal, os administradores e funcionários da empresa, no exercício de suas
funções, praticam diversas ações. Estas ações são atos dentro da organização, sendo que muitos
desses atos devem ser registrados pela contabilidade, por alterarem a situação patrimonial e o
resultado da empresa. Mas existem atos que não produzem alterações patrimoniais e de
resultado e, portanto, não necessitam ser registrados. É o caso de decisões normais sobre a
conduta dentro da organização; elaboração de manuais de procedimentos; reuniões; aplicação de
advertências e até mesmo a contratação ou demissão de funcionários. Observe que o ato de
contratar ou demitir não gera lançamento contábil no momento, mas produzirá fatos contábeis
que gerarão lançamentos futuros, quando forem realizados pagamentos a este funcionário.
Outros atos geram fatos contábeis imediatamente, por alterar a situação patrimonial e/ou de
resultado e deverão ser registrados.
Classificação dos Fatos Administrativos
Os fatos administrativos são classificados como: permutivos, modificativos ou mistos.

Fatos administrativos Permutativos


São aqueles que trocam valores entre os elementos do ativo ou passivo, sem alterar o patrimônio
líquido. Pode haver a troca entre elementos do ativo, entre elementos do passivo ou entre ativo e
passivo.

Tabela 1 - Balança patrimonial inicial

Balanço Patrimonial Inicial

Ativo Passivo

Circulante Circulante

Disponibilidades Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 18.000,00 Fornecedores..................R$ 3.000,00

Estoque de mercadorias...R$ 5.000,00

Não Circulante

Imobilizado Patrimônio Líquido

Móveis..................R$ 10.000,00 Capital Social.................R$ 30.000,00


Total do Ativo R$ 33.000,00 Total do Passivo R$ 33.000,00

Exemplo 1:
Durante o período houve o pagamento de R$ 2.000,00 aos fornecedores. Após este fato, o
patrimônio líquido ficou inalterado, havendo apenas mudança entre elementos do ativo e
passivo.

Tabela 2 - Balanço patrimonial

Ativo Passivo

Circulante Circulante
Disponibilidades
Obrigações com terceiros
Caixa...................R$ 16.000,00
Fornecedores..................R$ 1.000,00
Estoque de mercadorias...R$ 5.000,00

Não Circulante

Imobilizado
Patrimônio Líquido
Móveis..................R$ 10.000,00
Capital Social.................R$ 30.000,00
Total do Ativo R$ 31.000,00 Total do Passivo R$ 31.000,00

Aqui há um fato permutativo diminutivo (diminuiu o total do ativo/passivo).

Exemplo 2:
Houve a compra de mercadoria para revenda no valor de R$ 4.000,00 a prazo.
 

Tabela 3 - Balanço patrimonial

Ativo Passivo

Circulante Circulante

Disponibilidades Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 16.000,00 Fornecedores..................R$ 5.000,00

Estoque de mercadorias...R$ 9.000,00

Não Circulante

Imobilizado Patrimônio Líquido

Móveis..................R$ 10.000,00 Capital Social.................R$ 30.000,00


Total do Ativo R$ 35.000,00 Total do Passivo R$ 35.000,00

Aqui há um fato permutativo aumentativo (aumentou o total do ativo/passivo).


Um fato permutativo sempre será aumentativo ou diminutivo? Não necessariamente. Por
exemplo, quando a empresa recebe de clientes, aumenta o valor de dinheiro em caixa, mas
diminui o valor a receber de clientes, sem alterar o patrimônio.

Podemos então concluir que quando há somente a troca entre elementos do ativo, ou somente
entre elementos do passivo, não há alteração do total do ativo ou passivo. Quando há a troca
entre elementos do ativo e passivo, haverá alteração no total do ativo e passivo.

Fatos administrativos Modificativos


São aqueles que provocam modificações no Patrimônio Líquido. Geralmente, as alterações que
provocam no patrimônio líquido vem do lucro ou do prejuízo. Portanto, na maioria das vezes, os
fatos modificativos envolvem contas patrimoniais e também de resultado.

Vamos supor que a empresa acima, no período tenha despesas administrativas no valor de R$
1.000,00, que foram pagas à vista.

Figura 1 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis da Conta Patrimonial e Conta de Resultado apresenta dois razonetes. A conta Patrimonial apresenta um razonete da conta Caixa com os lançamentos no débito de 16.000,00
e no crédito de 1.000,00. A conta de Resultado apresenta um razonete da conta Despesas Administrativas com o lançamento no débito de 1.000,00.

Observação
O resultado do exercício foi negativo (prejuízo), pelo motivo das despesas serem maiores que as
receitas no período, e isso alterou o patrimônio da empresa.

Tabela 4 - Balanço patrimonial

Ativo Passivo
Circulante Circulante

Disponibilidades Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 15.000,00 Fornecedores..................R$ 5.000,00

Estoque de mercadorias...R$ 9.000,00

Não Circulante Patrimônio Líquido

Imobilizado Capital Social.................R$ 30.000,00

Móveis..................R$ 10.000,00 Prejuízo de exercício.....(R$ 1.000,00)


Total do Ativo R$ 34.000,00 Total do Passivo R$ 34.000,00

É possível um fato modificativo sem envolver contas de resultado?


Sim, é possível. Veja um exemplo: Com base no balanço patrimonial acima, registre o aumento
do capital social em R$ 5.000,00 em dinheiro.
Figura 2 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas patrimoniais apresenta dois razonetes. Um razonete da conta Caixa com os lançamentos no débito de 15.000,00 e 5.000,00. E o outro razonete da conta Capital
Social com os lançamentos no crédito de 30.000,00 e 5.000,00.

Tabela 5 - Balanço patrimonial

Ativo Passivo
Circulante Circulante

Disponibilidades Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 20.000,00 Fornecedores..................R$ 5.000,00

Estoque de mercadorias...R$ 9.000,00

Não Circulante Patrimônio Líquido

Imobilizado Capital Social.................R$ 35.000,00

Móveis..................R$ 10.000,00 Prejuízo de exercício.....(R$ 1.000,00)


Total do Ativo R$ 39.000,00 Total do Passivo R$ 39.000,00

Avaliar 10,00 de um máximo de 10,00(100%)

Questão 1
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Qual dos elementos abaixo não é obrigatório no registro contábil?

a.

A data da ocorrência da transação

b.
A conta debitada

c.

O valor da transação

d.

A conta creditada

e.

O número de registros anteriores no período

Questão 2
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Das contas de resultados, as despesas consomem ou fazem sair recursos da empresa, ou seja, é a
aplicação de recursos.
Escolha uma opção:

Verdadeiro 

Falso

Questão 3
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão
Texto da questão
Quanto ao plano de contas, como são chamadas as contas que não pertencem ao último nível e
não recebem lançamento na contabilidade, pois ao lançar na conta de nível inferior, o saldo
dessas contas serão automaticamente modificados.

a.

Sintéticas

b.

Despesas

c.

Receitas

d.

Analíticas
Questão 4
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Está classificada no ativo circulante a conta Imobilizado, que são os bens e direitos utilizados na
atividade operacional da empresa, sendo que a venda de qualquer desses elementos sem a
devida reposição, prejudicará (ou pode até paralisar) a atividade normal da empresa.

Escolha uma opção:

Verdadeiro

Falso 
Questão 5
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Qual dos subgrupos abaixo não pertence ao grupo Patrimônio Líquido?

a.

Exigível a longo prazo

b.

Reservas de capital

c.

Prejuízos acumulados

d.

Capital social

e.

Reservas de lucros

Questão 6
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão
Associe corretamente os conceitos dos livros diários, razão e os razonetes, tanto utilizados na
contabilidade.
Registro em ordem cronológica de data e sequencial de Resposta 1
lançamento, de todos os registros efetuados na contabilidade Livros diário
durante o período. É um livro obrigatório para as empresas.
É um gráfico em forma de “T” onde acima estará o nome da Resposta 2
conta, do lado esquerdo serão feitos os lançamentos a débito, e do Razonete
lado direito serão feitos os lançamentos a crédito.
É um livro auxiliar, obrigatório pela legislação comercial. Neste
livro os registros são demonstrados na ordem de contas. Ou seja, Resposta 3
utiliza-se a ordem cronológica de acontecimentos dentro da Livro Razão
mesma conta. Neste livro, aparecerão todas as contas que tiveram
saldo ou lançamentos no período.
Questão 7
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Conforme estudamos, o capital social pode se subdividir. Associe corretamente os conceitos
com os tipos de subdivisões do capital social.

É o valor que os sócios registraram como


Resposta 1
investimento no contrato social da empresa. É o
Capital social subscrito
compromisso assumido de entrega dos valores.

É o valor já entregue pelos sócios, em virtude do


Resposta 2
compromisso assumido no registro do capital
Capital social integralizado
social. É a diferença entre o capital subscrito e o
capital a realizar.
É o valor registrado no capital social da empresa, Resposta 3
mas ainda não entregue pelos sócios. Capital social a integralizar
Questão 8
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Na situação em que as despesas são menores que as receitas temos o prejuízo, que irá diminuir o
patrimônio líquido.
Escolha uma opção:

Verdadeiro

Falso 

Questão 9
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
A soma dos valores negativos do resultado que são acumulados em um ou mais exercícios é um
dos conceitos estudos. Estamos falando de:

a.

Reservas de capital

b.

Ajustes de avaliação patrimonial

c.
d.

Prejuízos acumulados

e.

Reservas de lucros
Questão 10
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
É correta a afirmação que as contas do ativo circulante compõem o que chamamos de capital
circulante e também de capital de giro.
Escolha uma opção:

Verdadeiro 

Falso

1. 3 Verificações e folha de pagamento

2.  3.1 Exercício de contabilização

3.1 Exercício de contabilização


A partir de agora, vamos começar a fazer lançamentos contábeis e efetuar apuração do Balanço
Patrimonial e Apuração do Resultado do Exercício.

Contabilizando
1. No dia 15/12, foi constituída a empresa “EaD Com. Alimentos Ltda” com a integralização em
dinheiro de R$ 40.000,00 de capital social.
2. No dia 17/12, a empresa comprou R$ 4.000,00 de mercadoria para revenda, pagando 50% à
vista.
3. No dia 20/12, a empresa fez uma venda de mercadoria no valor de R$ 6.000,00, recebendo
R$ 3.000,00 à vista.
4. No dia 30/12, a empresa apurou despesas que serão pagas somente no próximo mês: água -
R$ 110,00; luz - R$ 220,00 e telefone R$ 85,00;
5. No dia 31/12, foi feita a contagem de estoque e o saldo final encontrado foi de R$ 400,00.

Contas Patrimoniais

 Figura 1 - Razonetes contábeis das Contas Patrimoniais

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas Patrimoniais apresenta três razonetes para as contas do ativo e seis razonetes para as contas do passivo. Razonetes de contas do ativo: Um razonete da conta
Caixa com os lançamentos de R$ 40.000,00 (1) e de R$ 10.000,00 (3) no débito. Um razonete da conta Estoque de mercadorias com o lançamento de 4.000,00 (2) no débito e com o lançamento de R$ 3.600,00 (5)* no
crédito. Um razonete da conta Clientes com o lançamento de R$ 3.000,00 (3) no débito. Razonetes de contas do passivo: Um razonete da conta Capital Social com os lançamentos de R$ 40.000,00 (1)no crédito. Um
razonete da conta Fornecedor com o lançamento de 2.000,00 (2) no crédito. Um razonete da conta Água a pagar com o lançamento de R$ 110,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Energia elétrica a pagar com o
lançamento de R$ 220,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Telefone a pagar com o lançamento de R$ 85,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Lucro do exercício com o lançamento de R$ 1.985,00** no
crédito.

Contas de Resultado

Figura 2 - Razonetes contábeis das Contas de Resultado

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas de Resultado apresenta um razonetes para as contas de Receitas e quatro razonetes para as contas de despesas. Razonetes de contas de receita: Um razonete da

conta Venda de Mercadorias com o lançamento de R$ 6.000,00 (3) no crédito. Razonetes de contas de despesas: Um razonete da conta Água o lançamento de 110,00 (4) no débito. Um razonete da conta Energia

elétrica com o lançamento de R$ 220,00 (4) no débito. Um razonete da conta Telefone com os lançamentos de R$ 85,00 (4) no débito. Um razonete da conta CMV com o lançamento de 3.600,00 (5)* no débito.  

Observe que no item 5 do exercício, temos uma valiosa informação, o saldo final de
estoque de é de R$ 400,00. Esta informação é importantíssima, pois através dela é
possível saber quanto custou a mercadoria que foi vendida.

Sistema de controle de estoque


Há dois sistemas para cálculo do saldo de estoque e do custo da mercadoria vendida.

O primeiro sistema é do controle permanente de estoque. Sempre que uma mercadoria entra
no estoque ou é vendida e sai do estoque, o registro é feito no mesmo momento. Por isso o
nome de controle permanente do estoque.

O segundo sistema, foi o apresentado no exercício e que vamos utilizar para saber quanto custou
a mercadoria vendida. É quando a empresa faz a contagem de estoque no final do período, por
isso o nome de controle periódico de estoque .

A fórmula que permite fazer o cálculo do CMV é a seguinte:

CMV = Estoque inicial + Compras – Estoque final

CMV = 0 (sem saldo de estoque) + R$ 4.000,00 (compras) – R$ 400,00 (saldo final)


* CMV = R$ 3.600,00
** Apuração do Resultado do Exercício (ARE)

Nesta etapa, devemos calcular se no período, a empresa teve lucro ou prejuízo.

Figura 3 - Razonete contábil - apuração de resultado


Descrição da imagem: Razonete contábil da conta ARE com os lançamentos no débito das despesas: CMV no valor de R$ 3.600,00, água no valor de R$ 110,00, energia no valor de R$ 220,00, telefone no valor de R$
85,00, totalizando R$ 4.015,00, e lançamento no crédito das receitas de R$6.000,00. No final do razonete ao diminuirmos o total de despesas R$ 4.015,00 pelo total de receitas R$ 6.000,00, há um saldo de R$
1.985,00, deste valor sai uma seta com a seguinte frase: Esta diferença é o lucro (receita > soma das despesas).

Observação
Após a apuração do resultado do exercício, todas as contas de Resultado (despesa e receita)
devem ser zeradas. Começando um novo exercício, as contas de resultado sempre iniciarão sem
saldo anterior.

Finalmente, agora sim o Balanço Patrimonial pode ser elaborado.

Vamos recapitular as etapas percorridas?


1. Lançamentos em razonetes.
2. Apuração do Custo da Mercadoria Vendida (CMV).
3. Apuração do Resultado do Exercício (ARE).
4. Elaboração do Balanço Patrimonial.

Tabela 1 - Balanço patrimonial

Balanço Patrimonial
Ativo Passivo
Circulante
Circulante
Operações com terceiros
Disponibilidades
Fornecedores..................R$ 2.000,00
Caixa...................R$ 41.000,00
Água a pagar .................R$ 110,00
Valores a receber
Luz a pagar.......................R$ 220,00
Cliente......................R$3.000,00
Telefones a pagar.............R$ 85,00
Estoque

Mercadorias..............R$ 400,00
Patrimônio Líquido

Capital Social.................R$ 40.000,00

Lucro líquido do exercício..R$ 1.985,00


Total do Ativo R$ 44.400,00 Total do Passivo R$ 44.400,00

Para memorizar
Conta de lucro ou prejuízo (saldo da apuração do resultado do exercício, que encontramos
através da diferença entre receitas e despesas) deverá ser registrada no patrimônio líquido,
dentro do passivo no balanço patrimonial, para que tenha o mesmo valor do lado do Ativo e
Passivo.

Conta de Despesa gera SEMPRE a saída de dinheiro ($) ou uma dívida (valor a pagar).
Conta de Venda (receita) gera SEMPRE ou dinheiro ($) ou um direito (receber o valor da
venda).

Saída de estoque (mercadoria vendida) sempre SERÁ uma conta de resultado que diminui o


lucro, chamada custo da mercadoria vendida.

Agora vamos fazer um exercício em que a empresa apresenta prejuízo.

Baseando-se no balanço anterior, faça os seguintes lançamentos contábeis:


1. Compra de R$ 8.200,00 de mercadoria para revenda, pagando 20% à vista.
2. Venda de mercadoria no valor de R$ 4.200,00, recebendo R$ 1.100,00 à vista. Obs. - A
mercadoria vendida custou R$ 3.000,00 para a empresa.
3. Pagamento de água, luz e telefone do exercício anterior.
4. Despesas apuradas no período: salário (R$ 1.200,00), luz (R$ 160,00), água (R$110,00) e
telefone (R$ 130,00).

Veja os lançamentos em razonetes, apuração do custo da mercadoria vendida, apuração do


resultado do exercício e o balanço patrimonial.

Contas Patrimoniais
Figura 4 - Razonetes contábeis das Contas Patrimoniais

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas Patrimoniais apresenta três razonetes para as contas do ativo e nove razonetes para as contas do passivo. Razonetes de contas do ativo: Um razonete da conta
Caixa com os lançamentos de R$ 41.000,00 (SI) e de R$ 10.100,00 (2) no débito e os lançamentos de R$ 1.640,00 (1) e R4 415,00 (3) no crédito. Um razonete da conta Estoque de mercadorias com os lançamentos de

400,00 (SI) e de R$ 8.200,00 (1) no débito e com o lançamento de R$ 3.000,00 (CMV) no crédito. Um razonete da conta Clientes com os lançamentos de R$ 3.000,00 (SI) e de R$ 3.100,00 (2) no débito. Razonetes de
contas do passivo: Um razonete da conta Capital Social com os lançamentos de R$ 40.000,00 (SI)no crédito. Um razonete da conta Fornecedor com os lançamentos de 2.000,00 (SI) e de R$ 6.560,00 (1)no crédito.

Um razonete da conta Água a pagar com o lançamento de R$ 110,00 (3) no débito e com os lançamentos de R$ 110,00 (SI) e R$ 110,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Energia elétrica a pagar com o lançamento
de R$ 220,00 (3) no débito e os lançamento de R$ 220,00 (SI) e R$ 160,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Telefone a pagar com o lançamento de R$ 85,00 (3) no débito e os lançamentos de R$ 85,00 (SI) e de

R$ 130,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Salário a pagar com o lançamento de R$ 1.200,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Reserva de lucro com o lançamento de R$ 1.985,00 no crédito. Um razonete da
conta Lucro do exercício com o lançamento de R$ 1.985,00 no débito e o lançamento de R$ 1.985,00 (SI) no crédito. Um razonete da conta Prejuízo do exercício com o lançamento de R$400,00 no débito (ARE).

Contas de Resultado

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas de Resultado apresenta um razonetes para as contas de Receitas e cinco razonetes para as contas de despesas. Razonetes de contas de receita: Um razonete da
conta Venda de Mercadorias com o lançamento de R$ 4.200,00 (2) no crédito. Razonetes de contas de despesas: Um razonete da conta Água o lançamento de 110,00 (4) no débito. Um razonete da conta Energia

elétrica com o lançamento de R$160,00 (4) no débito. Um razonete da conta Telefone com os lançamentos de R$ 130,00 (4) no débito. Um razonete da conta CMV com o lançamento de 3.000,00 (CMV) no
débito. Um razonete da conta salários com os lançamentos de R$ 1.200,00 (4) no débito. 

* Observe que o valor do custo da mercadoria vendida foi informado como observação no item
2.

Nesta etapa, devemos calcular se no período a empresa teve lucro ou prejuízo.

Figura 6 - Razonete contábil - apuração de resultado

Descrição da imagem: Razonete contábil da conta ARE com os lançamentos no débito das despesas: CMV no valor de R$ 3.000,00, água no valor de R$ 110,0, energia no valor de R$ 160,00, telefone no valor de R$
130,00 e salários no valor de R4 1.200,00, totalizando R$ 4.600,00, e lançamento na crédito das receitas de R$ 4.200,00. No final do razonete ao diminuirmos o total de despesas R$ 4.600,00 pelo total de receitas R4
4.200,00, há uma saldo de R$ 400,00, deste valor sai uma seta  uma seta com a seguinte frase: Esta diferença é o prejuízo (receita < despesa).

 Tabela 2 - Balanço patrimonial


Balanço Patrimonial
Ativo Passivo
Circulante

Circulante Operações com terceiros

Disponível Fornecedores..................R$ 8.56o,00

Caixa...................R$ 40.045,00 Água a pagar .................R$ 110,00

Valores a receber Luz a pagar.......................R$ 160,00

Cliente......................R$6.100,00 Telefones a pagar.............R$ 130,00

Estoque Salário a pagar ................R$ 1.200,00

Mercadorias..............R$ 5.600,00 Patrimônio Líquido

Capital Social.................R$ 40.000,00

Reservas lucro .................R$ 1.985,00

Prejuízo do exercício........(R$ 400,00)


Total do Ativo R$ 51.745,00 Total do Passivo R$ 51.745,00

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.
Última atualização: terça, 5 abr 2022, 13:13
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3.2 Exercício de contabilização - II
Fatos administrativos para contabilização

1. No dia 07/12, foi constituída a empresa “Vou fechar o balanço Ltda” com a
integralização em dinheiro de R$ 30.000,00 de capital social.
2. No dia 11/12, a empresa comprou R$ 8.000,00 de mercadoria para revenda, pagando
20% à vista.
3. No dia 19/12 a empresa fez uma venda de mercadoria no valor de R$ 7.000,00,
recebendo R$ 1.500,00 à vista.
4. No dia 31/12, a empresa apurou as seguintes despesas que serão pagas somente no
próximo mês: água (R$ 80,00), luz (R$ 60,00) e telefone (R$ 50,00).
5. No dia 31/12, foi feita a contagem de estoque, e o saldo final encontrado foi de R$
3.000,00.
Faça os lançamentos em razonetes, a apuração do custo das mercadorias vendidas e do resultado
do exercício, e finalmente elabore o Balanço Patrimonial.

Caso tenha dúvida...


Tente fazer o lançamento observando o exercício anterior, que é bem semelhante. Se ainda
assim não conseguir entender, consulte o exercício resolvido. Mas para o próximo não terá
ajuda. Portanto é importante aprender. Você também poderá ligar na tutoria para tirar as suas
dúvidas

Contas Patrimoniais

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas Patrimoniais apresenta três razonetes para as contas do ativo e seis razonetes para as contas do passivo. Razonetes de contas do ativo: Um razonete da conta
Caixa com os lançamentos de R$ 30.000,00 (1) e de R$ 1.500,00 (3) no débito e o lançamento de R$ 1.600,00 (2) no crédito. Um razonete da conta Estoque de mercadorias com o lançamento de 8.000,00 (2) no
débito e com o lançamento de R$ 5.000,00 (CMV) no crédito. Um razonete da conta Clientes com o lançamento de R$ 5.500,00 (3) no débito. Razonetes de contas do passivo: Um razonete da conta Capital Social
com os lançamentos de R$ 30.000,00 (1)no crédito. Um razonete da conta Fornecedor com o lançamento de 6.400,00 (2) no crédito. Um razonete da conta Água a pagar com o lançamento de R$ 80,00 (4) no
crédito. Um razonete da conta Energia elétrica a pagar com o lançamento de R$ 60,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Telefone a pagar com o lançamento de R$ 50,00 (4) no crédito. Um razonete da conta Lucro
do exercício com o lançamento de R$ 1.810,00** no crédito.

Contas de Resultado

Figura 2 - Razonetes contábeis das Contas de Resultado

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas de Resultado apresenta um razonetes para as contas de Receitas e quatro razonetes para as contas de despesas. Razonetes de contas de receita: Um razonete da
conta Venda de Mercadorias com o lançamento de R$ 7.000,00 (3) no crédito. Razonetes de contas de despesas: Um razonete da conta Água o lançamento de 80,00 (4) no débito. Um razonete da conta Energia

elétrica com o lançamento de R$ 60,00 (4) no débito. Um razonete da conta Telefone com os lançamentos de R$ 50,00 (4) no débito. Um razonete da conta CMV com o lançamento de 5.000,00 (CMV)* no débito.  

*CMV = Ei + C - EF
CMV = 0 + 8.000,00 – 3.000,00
CMV = 5.000,00

** Apuração do Resultado do Exercício (ARE)

Figura 3 - Razonete contábil - apuração de resultado

Descrição da imagem: Razonete contábil da conta ARE com os lançamentos no débito das despesas: CMV no valor de R$ 5.000,00, água no valor de R$ 80,00, energia no valor de R$ 60,00, telefone no valor de R$
50,00, totalizando R$ 5.190,00, e lançamento no crédito das receitas de R$ 7.000,00. No final do razonete ao diminuirmos o total de despesas R$ 5.190,00 pelo total de receitas R$ 7.000,00, há um saldo de R$

1.810,00, deste valor sai uma seta com a seguinte frase: Esta diferença é o lucro (receita > soma das despesa).

Observação
Após a apuração do resultado do exercício, todas as contas de Resultado (despesa e receita)
devem ser zeradas. Começando um novo exercício, as contas de resultado sempre iniciarão sem
saldo anterior.

Tabela 1 - Balanço patrimonial

Balanço Patrimonial da empresa "Vou fechar o balanço Ltda", encerrado em


31/12/2009
Ativo Passivo
Circulante Circulante

Disponível Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 29.900,00 Fornecedores..................R$ 6.400,00


Balanço Patrimonial da empresa "Vou fechar o balanço Ltda", encerrado em
31/12/2009
Água a pagar .................R$ 80,00
Valores a receber
Luz a pagar.......................R$ 60,00
Cliente......................R$ 5.500,00
Telefones a pagar.............R$ 50,00
Estoque

Mercadorias..............R$ 3.000,00
Patrimônio Líquido

Capital Social.................R$ 30.000,00

Lucro do exercício...........R$ 1.810,00


Total do Ativo R$ 38.400,00 Total do Passivo R$ 38.400,00

3.3 Balancete de verificação


Balancete de verificação
É uma planilha onde são feitos todos os lançamentos a débito e crédito, para então fazer a
verificação se os totais lançados a débito e crédito são iguais. É a regra da partida dobrada, onde
não pode haver lançamento a débito sem crédito correspondente e vice-versa. Assim, sempre
deverá ser igual o valor lançado a débito e o valor lançado a crédito no saldo final.

Após fazer os lançamentos nos razonetes, deve-se apurar o saldo final da contas e fazer a
verificação para saber se os lançamentos estão corretos. Uma forma de fazer esta verificação é
através do Balancete de Verificação.

Atenção
O balancete apenas confrontará os lançamentos feitos a débito e os lançamentos feitos a crédito.
Ele não conseguirá detectar se houve fraude ou omissão de lançamentos.

Exemplo de Balancete de Verificação – baseado no balanço abaixo:

Tabela 1 - Balanço patrimonial

Ativo Passivo

Circulante Circulante

Disponível Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 29.900,00 Fornecedores..................R$ 6.400,00

Valores a receber Água a pagar .................R$ 80,00


Luz a pagar.......................R$ 60,00
Cliente......................R$ 5.500,00
Telefones a pagar.............R$ 50,00
Estoque

Mercadorias..............R$ 3.000,00
Patrimônio Líquido

Capital Social.................R$ 30.000,00

Lucro do exercício...........R$ 1.810,00


Total do Ativo R$ 38.400,00 Total do Passivo R$ 38.400,00

Durante o exercício, ocorreram os seguintes fatos administrativos:

1. Compra de mercadoria para revenda à vista por R$ 10.000,00.


2. Pagamento de R$ 2.000,00 ao fornecedor.
3. Venda de mercadoria á vista por R$ 2.000,00, o custo da mercadoria vendida foi de R$
1.000,00.

Figura 1 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis das contas patrimoniais e das contas de resultado apresenta três razonetes para as contas do ativo, seis razonetes para as contas do passivo, um razonete para a conta receitas
e um razonete para a conta despesas. Razonetes de contas do ativo: Um razonete da conta Caixa com os lançamentos de R$ 29.900,00 (SI) e de R$ 2.000,00 (3) no débito e os lançamentos de R$ 10.000,00 (1) e R$
2.000,00 (2) no crédito. Um razonete da conta Estoque de mercadorias com os lançamentos de 3.000,00 (SI) e de R$ 10.000,00 (1) no débito e com o lançamento de R$ 1.000,00 (3) no crédito. Um razonete da conta
Clientes com o lançamento de R$ 5.500,00 (SI) no débito. Razonetes de contas do passivo: Um razonete da conta Capital Social com os lançamentos de R$ 30.000,00 (SI)no crédito. Um razonete da conta Fornecedor
com o lançamento de 2.000,00 (2) no débito e de 6.400,00 (SI) no crédito. Um razonete da conta Água a pagar com o lançamento de R$ 80,00 (SI) no crédito. Um razonete da conta Energia elétrica a pagar com o
lançamento de R$ 60,00 (SI) no crédito. Um razonete da conta Telefone a pagar com o lançamento de R$ 50,00 (SI) no crédito. Um razonete da conta Lucro do exercício com o lançamento de R$ 1.810,00 (SI) no
crédito. Razonete de conta receitas: Um razonete da conta Venda de Mercadorias com o lançamento de R$ 2.000,00 (3) no crédito. Razonetes de contas de despesas: Um razonete da conta CMV com o lançamento de
R$ 1.000,00 (3) no débito.

Modelo de balancete de várias colunas 

Tabela 2 - Balancete de verificação

Empresa _________________________

Balancete de verificação em __/__/____


BALANCETE BALANCETE BALANCETE
ANTERIOR PERIÓDICO ATUAL
CONTAS
Saldos Débito Crédito Saldos Atuais
Devedores Credores Devedores Credores
Caixa 29.900,00 2.000,00 12.000,00 19.900,00
Empresa _________________________

Balancete de verificação em __/__/____


Clientes 5.500,00 5.500,00
Estoques 3.000,00 10.000,00 1.000,00 12.000,00
Fornecedor 6.400,00 4.400,00
Água a Pagar 80,00 2.000,00 80,00
Energia a
60,00 60,00
Pagar
Telefone a
50,00 50,00
Pagar
Reserva de
1.810,00 1.810,00
Lucros
Capital
30.000,00 30.000,00
Social
Venda de
2.000,00 2.000,00
mercadorias
CMV 1.000,00 1.000,00
Total 38.400,00 38.400,00 15.000,00 15.000,00 38.400,00 38.400,00
Figura 2 - Razonete contábil - apuração de resultado

Descrição da imagem: Razonete contábil da conta ARE com os lançamentos no débito das despesas: CMV no valor de R$ 1.000,00, totalizando as despesas em R$ 1.000,00, e lançamento no crédito das receitas de R$

2.000,00, totalizando as receitas em R$ 2.000,0 . No final do razonete ao diminuirmos o total de despesas R$ 1.000,00 pelo total de receitas R$ 2.000,00, há um saldo de R$ 1.000,00 de lucro.

Tabela 3 - Balanço patrimonial

Balanço Patrimonial da empresa ___________________em __/__/____


Ativo Passivo
Circulante Circulante

Disponível Obrigações com terceiros

Caixa...................R$ 19.900,00 Fornecedores..................R$ 4.400,00

Valores a receber Água a pagar .................R$ 80,00

Cliente......................R$ 5.500,00 Luz a pagar.......................R$ 60,00

Estoque Telefones a pagar.............R$ 50,00

Mercadorias..............R$ 12.000,00

Patrimônio Líquido

Capital Social.................R$ 30.000,00


Balanço Patrimonial da empresa ___________________em __/__/____
Reserva de lucro.............R$ 1.810,00

Lucro do exercício...........R$ 1.000,00


Total do Ativo R$ 37.400,00 Total do Passivo R$ 37.400,00

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2011.
Última atualização: sexta, 30 jul 2021, 18:09
3.4 Regimes de apuração do resultado
Competência

 Regime universalmente adotado;


 Critério aceito e recomendado pelo Imposto de Renda.

Receitas – São contabilizadas no período em que foram geradas (à vista ou a prazo);


Despesas – são contabilizadas no período em que foram consumidas, independentemente do
pagamento ter sido realizado ou não.

Toda despesa gerada no período (mesmo que ainda não tenha sido paga) será subtraída do total
da receita, também gerada no mesmo período (mesmo que ainda não tenha sido recebida).

Figura 1- Regime de competência

Descrição da imagem: Duas caixas de texto: Uma das caixas com a frase: Apuração do resultado em um exercício, na sequencia há uma seta que indica para a caixa de texto com as frases: Regime de competência;
Todas as receitas ganha no exercício e Toda a despesa incorrida no exercício.

Regime de caixa 
Quando a contabilização é feita somente no momento em que há o ingresso ou saída de dinheiro
no caixa.

Receitas – É contabilizada no momento do recebimento do dinheiro;


Despesas – É contabilizada no momento do pagamento.

Regimes de apuração do resultado

Exemplo de Regime de Caixa e Competência: A empresa Contabilidade é Moleza Ltda vendeu


R$ 25.000,00 e só recebeu R$ 15.000,00 (o restante receberá no futuro); teve como despesa no
período R$ 10.000,00 e pagou até o último dia do ano R$ 8.000,00.

Tabela 1- Regime de apuração do resultado do exercício, regime de competência e regime de


caixa

A.R.E. Competência Caixa

Receitas 25.000,00 15.000,00


A.R.E. Competência Caixa

Despesas (10.000,00) (8.000,00)

Resultado 15.000,00 7.000,00

Juros
É o valor pago a mais em uma negociação. Pode ser receita, quando a empresa recebe juros,
chamado de juros ativo. Pode ser despesa quando a empresa paga juros, chamado justos passivo.

Exemplos:

Recebimento de R$ 1.000,00, do cliente com 4% de juros.

 Débito na conta caixa ou Banco R$ 1.040,00


 Crédito na conta cliente R$ 1.000,00
 Crédito em juros ativos de R$ 40,00 (receita)

Pagamento a fornecedor de R$ 1.000,00, com 3% de juros.

 Débito na conta Fornecedor R$ 1.000,00


 Débito na conta juros passivos R$ 30,00
 Crédito na conta caixa ou Banco R$ 1.030,00

Descontos
Quando se paga menos que o valor normal. Pode ser receita quando recebemos, chamado
desconto obtido. Pode ser despesa quando deixamos de receber, chamado desconto concedido.

Exemplos:

Recebimento do cliente o valor de R$ 10.000,00, com 3% de descontos.

 Débito na conta Caixa ou Banco R$ 9.700,00.


 Débito na conta desconto concedido (despesa) R$ 300,00.
 Crédito na conta cliente R$ 10.000,00.

Pagamento a fornecedor de R$ 5.000,00, com 5% de desconto.

 Débito na conta fornecedor R$ 10.000,00.


 Crédito na conta desconto Obtido (receita) R$ 500,00.
 Crédito na conta Caixa ou Banco R$ 9.500,00.
3.5 Os princípios fundamentais da contabilidade
A contabilidade, como já vimos, é o registro sistematizado que visa manter o controle do
patrimônio. E para que seja executada uniformemente e exista uma padronização, é importante
observar algumas regras que deverão ser seguidas por todos no momento da realização dos
registros contábeis. As principais regras que orientam o trabalho são conhecidas como os
princípios fundamentais da contabilidade.

Os Princípios Fundamentais da Contabilidade


Resolução n. 750/93

Veja na íntegra a Resolução que foi aprovada pelo Conselho Federal de Contabilidade:

Princípios Fundamentais da Contabilidade

Resolução CFC n.º 750/93

Dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade (PFC)

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais


e regimentais,

CONSIDERANDO que a evolução da última década na área da Ciência Contábil reclama a


atualização substantiva e adjetiva dos Princípios Fundamentais de Contabilidade a que se refere
a Resolução  CFC 530/81,

RESOLVE:

CAPÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS E DE SUA OBSERVÂNCIA

Art. 1º Constituem PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE (PFC) os


enunciados por esta Resolução.

§ 1º A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da


profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).

§ 2º Na aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade há situações concretas e a


essência das transações deve prevalecer sobre seus aspectos formais.

CAPÍTULO II

DA CONCEITUAÇÃO, DA AMPLITUDE E DA ENUMERAÇÃO

Art. 2º Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam a essência das doutrinas e


teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos
universos científico e profissional  de nosso País. Concernem, pois, à Contabilidade no seu
sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das entidades.

Art. 3º São Princípios Fundamentais de Contabilidade:


I - o da ENTIDADE;

II - o da CONTINUIDADE;

III - o da OPORTUNIDADE;

IV - o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;

V - o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA;

VI - o da COMPETÊNCIA; e

VII - o da PRUDÊNCIA.

O PRINCÍPIO DA ENTIDADE

Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e


afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no
universo dos patrimônios  existentes, independentemente de pertencer a uma pessoa, um
conjunto de pessoas, uma sociedade ou instituição de qualquer natureza ou finalidade, com ou
sem fins lucrativos. Por consequência, nesta acepção, o Patrimônio não se confunde com
aqueles dos seus sócios ou proprietários,  no caso de sociedade ou instituição.

Parágrafo único – O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é


verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova
ENTIDADE, mas numa unidade de natureza  econômico-contábil.

O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE

Art. 5º A CONTINUIDADE ou não da ENTIDADE, bem como sua vida definida ou provável,
devem ser consideradas quando da classificação e avaliação das mutações patrimoniais,
quantitativas e qualitativas.

§ 1º A CONTINUIDADE influencia o valor econômico dos ativos e, em muitos casos, o valor


ou o vencimento dos passivos, especialmente quando a extinção da ENTIDADE tem prazo
determinado, previsto ou  previsível.

§ 2º A observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do


Princípio da COMPETÊNCIA, por efeito de se relacionar diretamente à quantificação dos
componentes patrimoniais e à formação  do resultado, e de constituir dado importante para
aferir a capacidade futura de geração de resultado.

O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE

Art. 6º O Princípio da OPORTUNIDADE refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à


integridade do registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de
imediato e com a extensão  correta, independentemente das causas que as originaram.

Parágrafo único – Como resultado da observância do Princípio da

OPORTUNIDADE
I – desde que tecnicamente estimável, o registro das variações patrimoniais deve ser feito
mesmo na hipótese de somente existir razoável certeza de sua ocorrência;

II – o registro compreende os elementos quantitativos e qualitativos, contemplando os aspectos


físicos e monetários;

III – o registro deve ensejar o reconhecimento universal das variações ocorridas no patrimônio
da ENTIDADE, em um período de tempo determinado, base necessária para gerar informações
úteis ao processo decisório da gestão.

O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL

Art. 7º Os componentes do patrimônio devem ser registrados pelos valores originais das
transações com o mundo exterior, expressos a valor presente na moeda do País, que serão
mantidos na avaliação das variações patrimoniais posteriores, inclusive quando configurarem
agregações ou  decomposições no interior da ENTIDADE.

Parágrafo único – Do Princípio do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL resulta:

I – a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores de entrada,
considerando-se como tais os resultantes do consenso com os agentes externos ou da imposição
destes;

II – uma vez integrado no patrimônio, o bem, direito ou obrigação não poderão ter alterados
seus valores intrínsecos, admitindo-se, tão somente, sua decomposição em elementos e/ou sua
agregação, parcial  ou integral, a outros elementos patrimoniais;

III – o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte do


patrimônio, inclusive quando da saída deste;

IV – os Princípios da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA e do REGISTRO PELO VALOR


ORIGINAL são compatíveis entre si e complementares, dado que o primeiro apenas atualiza e
mantém atualizado o valor de entrada;

V – o uso da moeda do País na tradução do valor dos componentes patrimoniais constitui


imperativo de homogeneização quantitativa dos mesmos.

O PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA

Art. 8º Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser reconhecidos
nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos valores dos
componentes patrimoniais.

Parágrafo único – São resultantes da adoção do Princípio da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA:

I – a moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, não representa unidade


constante em termos do poder aquisitivo;

II – para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações originais (art.
7º), é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional, a fim de que permaneçam
substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e, por consequência, o  do
patrimônio líquido;
III – a atualização monetária não representa nova avaliação, mas, tão somente, o ajustamento
dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de indexadores, ou outros
elementos aptos a  traduzir a variação do poder aquisitivo da moeda nacional em um dado
período.

O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA

Art. 9º As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em
que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem, independentemente de
recebimento ou pagamento.

§ 1º O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no passivo


resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido, estabelecendo diretrizes para
classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observância do Princípio da
OPORTUNIDADE.

§ 2º O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, quando correlatas, é consequência


natural do respeito ao período em que ocorrer sua geração.

§ 3º As receitas consideram-se realizadas:

I – nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem


compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens anteriormente
pertencentes à ENTIDADE, quer  pela fruição de serviços por esta prestados;

II – quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo, sem o
desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior;

III – pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de terceiros;

IV – no recebimento efetivo de doações e subvenções.

§ 4º Consideram-se incorridas as despesas:

I – quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua propriedade
para terceiro;

II – pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo;

III – pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.

O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA

Art. 10. O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os componentes


do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem alternativas igualmente
válidas para a quantificação  das mutações patrimoniais que alterem o patrimônio líquido.

§ 1º O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor patrimônio


líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos demais Princípios
Fundamentais de Contabilidade.
§ 2º Observado o disposto no art. 7º, o Princípio da PRUDÊNCIA somente se aplica às
mutações posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do
Princípio da COMPETÊNCIA.

§ 3º A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando, para definição dos valores


relativos às variações patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvem incertezas de
grau variável.

Art. 11. A inobservância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade constitui infração nas


alíneas “c”, “d” e “e” do art. 27 do Decreto-Lei n.º 9.295, de 27 de maio de 1946 e, quando
aplicável, ao Código de Ética  Profissional do Contabilista.

Fonte: [Link]

Com relação à atualização monetária, pela estabilidade monetária ocorrida após a implantação
do Plano Real.

RESOLUÇÃO CFC Nº 900/2001

Dispõe sobre a aplicação do Princípio da Atualização Monetária.

O CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE, no exercício de suas atribuições legais e


regimentais;

Considerando que o “Princípio da Atualização Monetária”, conforme o “caput” do art. 8º da


Resolução CFC nº 750-93, obriga a que “Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda
nacional devem ser reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão
formal dos valores dos componentes patrimoniais”;

Considerando que a atualização objetiva que “... permaneçam substantivamente corretos os


valores dos componentes patrimoniais e, por consequência, o do patrimônio líquido”, segundo o
inciso II do parágrafo único do art. 8º da dita Resolução;

Considerando que a aplicação do Princípio, não está atrelada a qualquer parâmetro em termos


de nível inflacionário;

Considerando que os padrões internacionais de Contabilidade somente requerem a atualização


monetária quando a taxa acumulada de inflação no triênio se aproxima ou exceda a 100%;

Considerando que a partir da implantação do Plano Real a economia e a moeda brasileira vem
apresentando estabilidade;

Resolve:

Art. 1º A aplicação do “Princípio da Atualização Monetária” é compulsória quando a inflação


acumulada no triênio for de 100% ou mais.
Parágrafo único. A inflação acumulada será calculada com base no Índice Geral de Preços do
Mercado (IGPM), apurado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas, por sua aceitação geral
e reconhecimento por organismos nacionais e internacionais.

Art. 2º A aplicação compulsória do “Princípio da Atualização Monetária”deverá ser


amplamente divulgada nas notas explicativas às demonstrações contábeis.

Art. 3º Quando a taxa inflacionária acumulada no triênio for inferior a 100%, a aplicação do
Princípio da Atualização Monetária somente poderá ocorrer em demonstrações contábeis de
natureza complementar às  demonstrações de natureza corrente, derivadas da escrituração
contábil regular.

§ 1º No caso da existência das ditas demonstrações complementares, a atualização deverá ser


evidenciada nas respectivas notas explicativas, incluindo a indicação da taxa inflacionária
empregada.

§ 2º A Atualização Monetária, neste caso, não originará nenhum registro contábil.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Fonte: [Link]

3.6 Folha de Pagamento


A folha de pagamento é um documento de emissão obrigatória para efeito de fiscalização
trabalhista e previdenciária. A empresa é obrigada a preparar a folha de pagamento da
remuneração paga, devida ou creditada, a todos os  empregados que estão a serviço dela.

Requisitos mínimos que devem constar em folha de pagamento: nome dos empregados; cargo
ou função; valor bruto dos salários; valor dos descontos; valor líquido a pagar.

O contracheque ou holerite é apenas um resumo entregue ao empregado do que está registrado


na folha de pagamento.

Curiosidade
O termo holerite surgiu a partir do século XIX, quando Herman Hollerith, estatístico norte-
americano, desenvolveu uma leitora de cartões perfurados que foi amplamente utilizada para a
elaboração da folha de pagamento.

Cálculo da Folha de Pagamento


Para qualquer cálculo, é necessário saber o valor do salário que será pago ao empregado e
também conhecer a legislação trabalhista (quanto deverá ser descontado de INSS, quanto a
empresa pagará de FGTS, se haverá desconto de imposto de renda, se o empregado tem o
direito de receber o salário família, entre outras questões).
 

Tabela de desconto de INSS


Tabela de contribuição mensal - A Portaria Interministerial SEPRT/ME (Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho e Ministério da Economia) nº 477, de 12 de janeiro de 2021, fixou o
salário mínimo em R$ 1.100,00 e apresentou a tabela de desconto de INSS a partir de janeiro de
2021.

Tabela 1 - Alíquotas de recolhimento INSS

Tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e


trabalhador avulso, para pagamento de remuneração a partir de
janeiro de 2021.

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO ALÍQUOTA PROGRESSIVA PARA FINS DE


(R$) RECOLHIMENTO AO INSS

até 1.100,00 7,5%

de 1.100,01 até 2.203,48 9%

de 2.203,49 até 3.305,22 12 %

de 3.305,23 até 6.433,57 14%

Salário-família
Segundo o site do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, o  salário-família é um valor
pago ao empregado, inclusive o doméstico, e ao trabalhador avulso, de acordo com o número de
filhos ou equiparados que possua. Filhos maiores de 14 anos não têm direito, exceto no caso dos
inválidos (para quem não há limite de idade).

São equiparados aos filhos os enteados e os tutelados, estes desde que não possuam bens
suficientes para o próprio sustento, devendo a dependência econômica de ambos ser
comprovada. Para a concessão do salário-família, a Previdência Social não exige tempo mínimo
de contribuição

Para ter direito, o cidadão precisa enquadrar-se no limite máximo de renda estipulado pelo
governo federal, que de conforme a Portaria n° 3.659, de 10 de fevereiro de 2020, o valor do
salário-família será de R$ 48,62, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem
ganhar até R$ 1.425,56.

O empregado, inclusive o doméstico, deve requerer o salário-família diretamente ao


empregador. Já o trabalhador avulso deve requerer o benefício ao sindicato ou órgão gestor de
mão-de-obra ao qual está vinculado.

Principais requisitos para ter direito:

 Ter filho(s) de qualquer condição com menos de 14 anos de idade, ou filho(s)


inválido(s) de qualquer idade;
 Ter remuneração mensal abaixo do valor limite de R$ 1.425,56.

Disponível em: <[Link] Acesso em: 13 jul.


2021.
Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
As empresas devem depositar 8% dos rendimentos em uma conta vinculada do empregado,
junto à Caixa Econômica Federal.

Imposto de renda de pessoa física


Segundo a Receita Federal, o Imposto de renda de pessoa física - IRPF, é um imposto que
incide sobre a renda e os proventos de contribuintes residentes no País ou residentes no exterior
que recebam rendimentos de fontes no Brasil. Apresenta alíquotas variáveis conforme a renda
dos contribuintes, de forma que os de menor renda não sejam alcançados pela tributação.

Tabela progressiva para o cálculo mensal do imposto sobre a renda da pessoa física a partir do
mês de abril do ano-calendário de 2015, em vigor até a presente data.

Tabela 2 - Alíquotas de imposto de renda pessoa física

Base de cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do IRPF (R $)

Até 1,903,98 - -

De 1.903,98 até 2.826,65 7,5% 142,80

De 2.826,65 até 3.751,05 15% 354,80

De 3.751,05 até 4.664,68 22,5% 636,13

Acima de  4.664,68 27,5% 869,36

Fonte: Site da Receita Federal

O mais importante será compreender os aspectos da contabilização da folha de pagamento. O


profissional deve separar os gastos que são de responsabilidade da empresa, os encargos que são
descontados do trabalhador e os repassados ao governo. Os gastos de responsabilidade da
empresa são despesas que geram obrigação. Os encargos repassados ao governo são
descontados dos empregados e, portanto não são gastos, simplesmente é repasse de recursos,
sob responsabilidade da empresa.

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.

Última atualização: sexta, 4 fev 2022, 16:24

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3.7 Contabilização da folha de pagamento


Dados para o cálculo da folha de pagamento
Exemplo de cálculo:

José da Silva - Salário de R$ 1.000,00

Antônio da Silva - Salário de R$ 2.500,00

Observação: Eles não têm nenhum adicional. Portanto este salário será à base de cálculo para o
INSS e o IRRF.

Desconto de INSS

Seguir a tabela de desconto já apresentada (ver no texto)

José da Silva = R$ 1.100,00 x 7,5% = R$ 82,50

Antonio da Silva = R$ 2.500,00 x 12 % = R$ 300,00.

Desconto de IRRF

A base de cálculo sujeita à incidência mensal do imposto de renda na fonte é determinada


mediante a dedução das seguintes parcelas do rendimento tributável:

1. As importâncias pagas em dinheiro a título de pensão alimentícia em face das normas


do Direito de Família, quando em cumprimento de decisão judicial ou acordo
homologado judicialmente, inclusive a prestação de alimentos provisionais.
2. O valor de R$ 189,59 (cento e oitenta e nove reais e cinquenta e nove centavos) por
dependente. 
3. As contribuições para a Previdência Social da União, dos Estados, do Distrito Federal e
dos Municípios.

Assim, o salário de R$ 1.100,00 do Sr. José da Silva não atinge para pagamento do imposto
(que é de R$ 1.903,98). Portanto, ele está isento do recolhimento.

Já o Sr. Antônio da Silva tem o salário de R$ 2.500,00. Mas pode deduzir o valor que pagou de
INSS, então a base de cálculo do imposto será: R$ 2.500,00 (-) R$ 300,00 = R$ 2.200,00. Para
calcular o valor a recolher é necessário utilizar a tabela de recolhimento mensal do imposto.
Assim, R$ 2.200,00 está enquadrado na alíquota de 7,5%. R$ 2.200,00 x 7,5% = R$ 165,00(-)
R$ 142,80 de parcela a deduzir = R$ 22,20. Valor do IRRF a recolher.

Tabela 1 - Valores da folha de pagamento

Valores na Folha de Pagamento

Nome Salário INSS IRRF Liquido a Receber

José da Silva R$ 1.100,00 R$ (82,50) Isento R$ 1.017,50

Antônio da Silva R$ 2.500,00 R$ (300,00) R$ (22,20) R$ 2.177,80


Valores na Folha de Pagamento

TOTAL R$ 3.600,00 R$ (382,50) R$ (22,20) R$ 3.195,30

Encargos da Empresa
Valor a Recolher ao INSS (parte da empresa)
26,8% – Há uma tabela própria, este é apenas um exemplo.
Assim, R$ 3.600,00 x 26,8% = R$ 964,80

Não há recolhimento da parte da empresa se ela for enquadrada no regime de tributação do


Simples Nacional. Este é um benefício fiscal para as microempresas e empresas de pequeno
porte enquadradas neste regime de tributação.

Valor a Recolher de FGTS


8,0 % - Assim, R$ 3.600,00 x 8,0%= R$ 288,00.

Contabilização
Na folha de pagamento há dois tipos de contas: as despesas e as obrigações. Começamos com a
contabilização da folha de pagamento, relembrando que as despesas são sempre lançadas no
lado esquerdo (débito), e as obrigações, no lado direito (crédito).

Base de Cálculo INSS Empresa = sal 3.600,00 * 26,8% = 964,80 (5)


Base de Cálculo FGTS = sal 3.600,00 * 8% = 288,00 (6)

Figura 1 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis da folha de pagamento apresenta sete razonetes: Um razonete da conta Salários a pagar com os lançamentos de R$ 382,59 (2) e de R$ 22,20 (4) no débito, totalizando R$
404,70 e o lançamento de R$ 3.600,00 (1) no crédito, totalizando 3.600,00, seguido do saldo de R$ 3.195,30, junto ao saldo há uma seta indicando a frase: O saldo da conta de salários a pagar = líquido a receber na
planilha da folha de pagamento. Um razonete da conta INSS a recolher com os lançamentos de 382,50 (2) e de R$ 964,80 (5) no crédito. Um razonete da conta IRRF a recolher com o lançamento de R$ 22,40 (4) no
crédito. Um razonete da conta FGTS a recolher com o lançamento de R$ 288,00 (6) no crédito. Um razonete da conta Despesas com salários com o lançamento de 3.600,00 (1) no débito. Na sequência apresenta uma
tarja azul com a frase: Encargos da empresa, seguido dos razonetes: Razonete da conta Despesas com FGTS com o lançamento de R$ 288,00 (6) no débito e razonete da conta Despesas com INSS com o lançamento
de R$ 964,80 (5) no débito.

Os razonetes, onde aparece a expressão a Pagar ou a Recolher, são obrigações (dívidas)


da empresa, e são lançadas no Balanço Patrimonial, no lado do Passivo.

Os razonetes da despesa são lançados na Demonstração do Resultado do Exercício


(DRE) porque elas diminuem o valor do lucro da empresa.

Tabela de Incidências
A tabela de incidência apresenta algumas situações e orienta para os cálculos dos valores a
recolher de FTGS, INSS e IRRF. Sempre que houver dúvida, deverá ser consultada a
legislação em vigor para que o cálculo seja realizado corretamente.
Tabela 2 - Incidências de FGTS, INSS e IRRF
Evento INSS FGTS IRRF

Abono Pecuniário de Férias - limite legal NÃO NÃO NÃO

Adiantamento 13º Salário NÃO SIM NÃO

Adicional de 1/3 das Férias Gozadas SIM SIM SIM

Adicional de 1/3 do Abono Pecuniário de Férias- limite legal NÃO NÃO SIM

Adicional de 1/3 sobre Férias Indenizadas - rescisão NÃO NÃO SIM

Adicional de Insalubridade SIM SIM SIM

Adicional de Periculosidade SIM SIM SIM

Adicional Noturno SIM SIM SIM

Aviso Prévio Indenizado SIM SIM NÃO

Aviso Prévio Trabalhado SIM SIM SIM

Comissão SIM SIM SIM

Décimo Terceiro Salário - 13º - 1ª Parcela NÃO SIM NÃO

Décimo Terceiro Salário - 13º - 2ª Parcela SIM SIM SIM

Décimo Terceiro Salário - 13º - Rescisão SIM SIM SIM

Décimo Terceiro Salário - 13º Indenizado - Rescisão 1/12


NÃO SIM SIM
avos em razão do aviso prévio - parcela indenizada

DSR - Descanso Semanal Remunerado SIM SIM SIM

Faltas Dias DEDUZ DEDUZ DEDUZ

Faltas Horas DEDUZ DEDUZ DEDUZ

Férias Gozadas SIM SIM SIM

Férias Proporcionais Indenizadas - rescisão NÃO NÃO SIM

Férias Vencidas Indenizadas - rescisão NÃO NÃO SIM

Horas Extras SIM SIM SIM

Indenização do Artigo 479 da CLT NÃO NÃO NÃO


Evento INSS FGTS IRRF

Multa por Atraso no Pagamento NÃO NÃO NÃO

Salário SIM SIM SIM

Salário Família NÃO NÃO NÃO

Para que você entenda melhor a aplicação da tabela de incidência, vamos imaginar a
situação do empregado abaixo:

Celso Santos Silva


Salário R$ 1.100,00 (incide INSS, FGTS - ver tabela de incidência)
Salário-família R$ R$ 48,62 (não incide INSS, FGTS)
Horas extras R$ 120,00 (incide INSS, FGTS )
Desconto de falta R$ (20,00) (deduz para cálculo INSS, FGTS)

Base de cálculo do INSS


R$ 1.100,00 (salário) + R$ 120,00 (horas extras) – R$ 20,00 (desconto de falta)
R$ 1.200,00 x 9% = R$ 108,00, mais os encargos da empresa (conforme tabela própria).

Base de cálculo do FGTS


R$ 1.100,00 (salário) + R$ 120,00 (horas extras) – R$ 20,00 (desconto de falta)
R$ 1.200,00 x 8% = R$ 96,00.

Cálculo de uma folha de pagamento


Tabela 3 - Dados para cálculo de folha de pagamento

Dependente para
Nome Salário Hora extra Salário Família Desconto por falta
IRRF

André R$ 1.800,00 R$ 200,00 1 filho 2 pessoas R$ 100,00

Paulo R$ 3.220,00 - 3 filhos 3 pessoas R$ 320,00

Lucas R$ 1.100,00 R$ 40,00 2 filhos 3 pessoas R$ 30,00

Cálculos individuais

André:

Salário: R$ 1.800,00
Hora extra: R$ 200,00
Desconto de falta: R$ 100,00
Total: R$ 1900,00
Salário-família – Não tem direito, salário superior ao máximo para receber o benefício.
INSS– R$ 1.900,00 x 9% = R$ 171,00
FGTS – R$ 1.900,00 x 8% = R$ 152,00
Base de Cálculo do IRRF = R$ 1.900,00 – (R$ 209,00 INSS) – (R$ 150,69 x 2 dependentes)= R$
1.389,62 - Isento, abaixo do valor mínimo para cobrança.

Paulo:

Salário: R$ 3.220,00
Hora extra: Não possui
Desconto de falta: R$ 320,00
Total: R$ 2.900,00

Salário-família – Não tem direito, salário superior ao máximo para receber o benefício.
INSS- R$ 2.900,00 x 12% = R$ 348,00
FGTS – R$ 2.900,00 x 8% = R$ 232,00
Base de Cálculo do IRRF – R$ 2.900,00 – (R$ 348,00 INSS) – (R$ 189,59 x 3 dependentes = R$
4568,77) = R$ 1.983,23
Cálculo do IRRF = R$ 1.983,23 x 7,5 % = R$ 148,74 - R$ 142,80 (parcela a deduzir, ver tabela de
cobrança do IRRF) = R$ 5,94 de IRRF a recolher.

Lucas:

Salário: R$ 1.100,00
Hora extra: R$ 40,00
Desconto de falta: R$ 30,00
Total: R$ 1.110,00

Salário-família – R$ R$ 48,62 x 2 = R$ 97,24


INSS - R$ 1.110,00 x 9% = R$ 99,90
FGTS– R$ 1.110,00 x 8% = R$ 88,80
Base de Cálculo do IRRF – R$ 1.110,00 – está isento do pagamento de IRRF.

Folha de pagamento

Tabela 4 - Folha de pagamento

Hora Salário Desc. por


Nom Salário INSS IRRF Líquido a
extra Familia falta
e (1) (4) (5) receber
(2) (3) (6)

Andr R$ R$ R$
- - R$ 100,00 R$ 1.729,00
é 1.800,00 200,00 171,00
Hora Salário Desc. por
Nom Salário INSS IRRF Líquido a
extra Familia falta
e (1) (4) (5) receber
(2) (3) (6)

R$ R$ R$
Paulo - - R$ 320,00 R$ 2.546,06
3.220,00 348,00 5,94

R$
Lucas R$ 40,00 R$ 97,24 R$ 99,90 - R$ 30,00 R$ 1.107,34
1.100,00

R$  R$ R$  R$
 Total R$ 97,24  R$ 450,00 R$  5.382,40
6.120,00 240,00 618,90 5,94

Base de Cálculo INSS Empresa = sal 6.120,00 + extra R$ 240,00 - falta R$ 450,00 = 5.910,00 *
26,8% = 1.583,88 (7)
Base de Cálculo FGTS = sal 6.120,00 + extra R$ 240,00 - falta R$ 450,00 = 5.910,00  * 8% =
472,80
De acordo com o enquadramento, cada empresa possui uma porcentagem de encargos com
relação ao INSS. Para o exemplo posto aqui, considera-se 26,8%.

Figura 2 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis da folha de pagamento apresenta sete razonetes: Um razonete da conta Salários a pagar com os lançamentos de R$ 618,90 (4), de R$ 5,94 (5) e de R$ 450,00 (6) no débito,
totalizando R$ 1.074,84 e os lançamentos de R$ 6.120,00 (1), de R$ 240,00 (2) e de 97,24 (3) no crédito, totalizando R$ 6.457,24, seguido do saldo de R$ 5.382,40, junto ao saldo há uma seta indicando a frase: O

saldo da conta de salários a pagar = líquido a receber na planilha da folha de pagamento. Um razonete da conta INSS a recolher com o lançamento de R$ 97,24 (3) no débito ecom os lançamentos de 618,90 (2) e de
R$ 1583,88 (7) no crédito. Um razonete da conta IRRF a recolher com o lançamento de R$ 5,94 (5) no crédito. Um razonete da conta FGTS a recolher com o lançamento de R$ 472,80 (6) no crédito. Um razonete da

conta Despesas com salários com os lançamentos de R$ 6.120,00 (1) e de R$ 240,00 (2) no débito e com o lançamento de R$ 450,00 (6) no crédito. Na sequência apresenta uma tarja azul com a frase: Encargos da
empresa, seguido dos razonetes: Razonete da conta Despesas com FGTS com o lançamento de R$ 472,80 (6) no débito e razonete da conta Despesas com INSS com o lançamento de R$ 1.583,88 (7) no débito.

Desconto de vale-transporte
O vale-transporte foi instituído pela lei federal 7.418/1985, e é obrigatório para as empresas.
Veja alguns pontos interessantes da lei que instituiu o vale-transporte. 

Art. 1º - Fica instituído o Vale-Transporte, que o empregador, pessoa física ou

§ 1º - Equiparam-se ao trabalhador referido no caput deste artigo, para os benefícios;

§ 2º - A concessão do Vale-Transporte cessará caso a convenção coletiva ou o;

Art. 2º - O Vale-Transporte destina-se à sua utilização no sistema de transporte coletivo público,


urbano, Intermunicipal ou interestadual com características semelhantes.

Art. 3º - O Vale-Transporte, concedido nas condições e limites definidos, nesta Lei, no que se
refere à contribuição do empregador:

a) não tem natureza salarial, nem se incorpora à remuneração para quaisquer efeitos;

b) não constitui base de incidência de contribuição previdência ou de Fundo de Garantia por


Tempo de Serviço;
c) não se configura como rendimento tributável do trabalhador.

Art. 4º - Sem prejuízo da dedução como despesa operacional, a pessoa jurídica (...)

(Fonte: [Link]
utm_source=blog&utm_campaign=rc_blogpost).

Do total de gasto com vale-transporte, uma parte será paga pela empresa e outra pelos
trabalhadores (limite máximo de 6% do salário básico).

Tabela 5 - Cálculo vale-transporte

Cálculo do vale-transporte (VT)

Gasto
Salário Básico Máximo a desconta Descontar Despesa para
Nome com VT
(SB) 6% (S.B.) empregado a empresa
no mês

R$
Eva R$ 1.100,00 R$ 66,00 R$ 66,00 48,00
114,00

Eli* R$ 1.500,00 R$ 85,00 R$ 90,00 R$ 85,00 -

R$
Iara R$ 1500,00 R$ 90,00 R$ 90,00 R$ 110,00
200,00

R$
Total R$ 241,00 R$ 158,00
299.00

*Observe que para o funcionário Eli, a única vantagem foi receber o vale-transporte
antecipadamente, mas ele deverá reembolsar o total gasto, não havendo despesa para a empresa.
Neste caso, é possível que o funcionário faça uma declaração mencionando não ter interesse na
aquisição dos vales. Para todos os demais funcionários é vantagem o recebimento. Eles pagarão
apenas parte do gasto com os vales, o restante do valor será custeado pela empresa, tornando-se
despesa operacional.

O trabalhador, somente ele, poderá informar se tem ou não interesse em receber os vales,
através de declaração. Se não for interessante para ele este recebimento (que poderá ter desconto
de até 6% do salário básico) deverá preencher uma declaração, semelhante a que está abaixo:

Modelo de solicitação de vale-transporte

Empresa:
Endereço:
Cidade – UF:
Nome do empregado:
Função:
CTPS - Série – UF:

(__) Opto pela utilização do vale-transporte


(__) Não opto pela utilização do vale-transporte

Nos termos do artigo 7º do Decreto nº 95247, de 17 de novembro de 1987, solicito


receber o vale-transporte e comprometo-me:

a) utilizá-lo exclusivamente para meu efetivo deslocamento residência-trabalho e vice-


versa.
b) renovar anualmente ou sempre que ocorrer alteração no meu endereço residencial ou
dos serviços e meios de transportes mais adequado ao meu deslocamento residência-
trabalho e vice-versa.
c) autorizo a descontar até 6% (seis por cento) do meu salário básico mensal pelo
custeio do vale-transporte (conforme o artigo 9º do Decreto nº 95247/87).
d) Declaro estar ciente de que a declaração falsa ou o uso indevido do vale-transporte
constituem falta grave (conforme inciso 3º do art. 7º)

Minha residência atual:


Rua
_____________________________________________________________________
Nº__________
Bairro _______________________ Cidade _____________ UF __________
MEIO DE TRANSPORTE

Residência-trabalho
Nome da(s) Linha(s):
______________________________________________________________________
___
Empresa ônibus:
______________________________________________________________________
______
Trabalho-Residência
Nome da(s) Linha(s):
______________________________________________________________________
___
Empresa ônibus:
______________________________________________________________________
_____

____________________, _____ de __________________ de ______.


___________________________________
Assinatura do Empregado

Contabilizando o vale-transporte
Figura 4 - Razonetes contábeis

Descrição da imagem: Razonetes contábeis apresenta três razonetes. Um razonete da conta Vale-transp. a pagar com o lançamento de R$ 287,00 no crédito. Um razonetes da conta Salários a pagar com o lançamento
de R$ 190,00 no débito este lançamento apresenta uma seta indicando para o lançamento de R$ 287,00 no crédito da conta Vale-transp. a pagar. Um razonete das Despesas com VT o lançamento de 97,00 no
débito, este lançamento apresenta uma seta indicando para o lançamento de R$ 287,00 no crédito da conta Vale-transp. a pagar. 

Este material foi baseado em:


BÄCHTOLD, Ciro. Contabilidade Básica. Curitiba: Instituto Federal da Paraná/Rede e-Tec,
2011.
Última atualização: segunda, 9 ago 2021, 10:40
Avaliar 9,00 de um máximo de 10,00(90%)

Questão 1
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
O Princípio da Prudência refere-se, simultaneamente, à tempestividade e à integridade do
registro do patrimônio e das suas mutações, determinando que este seja feito de imediato e com
a extensão correta, independentemente das causas que as originaram.
Escolha uma opção:

Verdadeiro

Falso 

Questão 2
Incorreto

Atingiu 0,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão
A conta de lucro ou prejuízo, que é o saldo da apuração do resultado do exercício, encontrada
através da diferença entre receitas e despesas, deverá ser registrada no patrimônio líquido,
dentro do passivo no balanço patrimonial, para que tenha o mesmo valor do lado do ativo e
passivo.
Escolha uma opção:

Verdadeiro

Falso 

Questão 3
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Balancete de Verificação é?

a.

Um balanço patrimonial feito exclusivamente para verificação dos valores


lançados.

b.

É um pequeno balanço utilizado para verificar os saldos das contas antes


da realização dos ajustes necessários.

c.
É o instrumento utilizado para detectar se houve fraude ou omissão de
lançamentos.

d.

É o documento que substitui o Balanço Patrimonial para fins de auditoria


e perícia fiscal.

e.

Uma planilha em que se faz todos os lançamentos de débito e crédito.

Questão 4
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Após a apuração do resultado do exercício todas as contas de Resultado devem ser zeradas.
Quais são estas contas?

a.

Contas do passivo circulante 

b.

Contas de ativo e passivo 

c.

Contas do ativo circulante 

d.
Contas de receitas e despesas

e.

Contas patrimoniais
Questão 5
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Qual das alternativas abaixo não representa um dos principais requisitos para ter direito ao
salário-família?

a.

Ter filho(s) de qualquer condição com menos de 14 anos de idade.

b.

Ter filho(s) inválido(s) de qualquer idade.

c.

Ter remuneração mensal abaixo do valor limite de R$ 1.425,56.

d.

Ter enteados ou tutelados maiores de 14 anos sem dependência econômica.


Questão 6
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00


Marcar questão

Texto da questão
São requisitos mínimos que devem constar em folha de pagamento, EXCETO:

a.

Valor dos descontos

b.

Nome dos empregados

c.

Valor bruto dos salários

d.

Valor líquido a pagar

e.

INSS Empresa
Questão 7
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Segundo a tabela de incidências, qual remuneração não é tributada para fins de cálculo do
INSS?
a.

1ª parcela do 13º salário

b.

Horas extras

c.

Adicional de Insalubridade

d.

Descanso semanal remunerado

e.

Adicional noturno

Questão 8
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
O Regime de Apuração do resultado pode ser: Regime de Competência ou Regime de Caixa.
Associe corretamente como são contabilizadas as receitas e as despesas em cada regime.
Resposta 1
As receitas são contabilizadas no período em que foram
Regime de Competência
geradas (à vista ou a prazo).

Resposta 2
As despesas são contabilizadas no momento do
Regime de Caixa
pagamento.
Resposta 3
As receitas são contabilizadas no momento do
Regime de Caixa
recebimento do dinheiro.

As despesas são contabilizadas no período em que foram Resposta 4


consumidas, independentemente do pagamento ter sido Regime de Competência
realizado ou não.
Questão 9
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
Qual é o imposto que incide sobre a renda e os proventos de contribuintes residentes no País ou
residentes no exterior que recebam rendimentos de fontes no Brasil e apresenta alíquotas
variáveis conforme a renda dos contribuintes, de forma que os de menor renda não sejam
alcançados pela tributação?

a.

IRRF

b.

Salário-família

c.

FGTS

d.

INSS

e.

Vale-transporte
Questão 10
Correto

Atingiu 1,00 de 1,00

Marcar questão

Texto da questão
No regime de caixa a contabilização é feita somente no momento em que há ingresso ou saída
de dinheiro no caixa.
Escolha uma opção:

Verdadeiro 

Falso

Common questions

Com tecnologia de IA

Capital próprio, or equity capital, consists of resources contributed by shareholders, reflected in the equity section of the balance sheet. It represents ownership interest and is used as a key financing source for investments and long-term business growth, aligning shareholder interests with corporate objectives. Capital de terceiros, or debt capital, consists of borrowed resources represented by current and non-current liabilities. This capital source imposes obligations to repay lenders, potentially with interest. Companies balance these two sources (capital próprio and capital de terceiros) to optimize their capital structure, aiming for financial stability, minimizing cost of capital, and enhancing shareholder value .

An incorrect representation of 'bens incorpóreos,' or intangible assets, such as misvaluation or misclassification, can lead to significant distortions in a company's financial statements. Since these assets like patents, trademarks, or goodwill often do not have a clear market price, their valuation must be based on estimates. If they are overstated, it could mislead stakeholders about the true financial health of the company, leading to erroneous decision-making. It could inflate asset values and equity and, if understated, could fail to reflect the company's investment potential and intangible worth, disrupting balance and misrepresenting company profitability and solvency .

A Passivo a Descoberto occurs when a company's obligations exceed its assets, resulting in a negative equity position. This signals financial distress and poses challenges for business operations as it undermines creditor and investor confidence. Implications include difficulty in securing future financing, increased borrowing costs, potential legal actions by creditors, and the necessity for restructuring operations to improve finances. The company may need to devise a stringent financial strategy focusing on cost reduction, asset liquidation, or equity infusion to restore positive equity and ensure long-term sustainability .

Razonetes, or T-accounts, allow a company to track financial transactions by showing debits and credits in separate columns for each account. They facilitate clarity in understanding how transactions affect different accounts and verify balance within the accounting system. By using Razonetes, companies can ensure that all transactions are properly recorded, reflect accurate changes in account balances, and provide an immediate view of an account’s status. This aids in identifying discrepancies, facilitating adjustments, and ensuring that the balance sheet is balanced, reinforcing the integrity of financial reporting .

'Bens permanentes' are long-term assets acquired for use in the business and are not intended for sale. They include items like vehicles, machinery, and tools that contribute to the production and operational capabilities of a company over an extended period. In contrast, 'bens de consumo' are short-term consumables acquired for immediate use within the business, such as office supplies, which are typically expended within the current accounting period. While bens permanentes contribute to the company’s ongoing operational capacity, bens de consumo are expended to support day-to-day operations .

'Situação Líquida' reflects a company's equity position by considering its net assets (bens minus obrigações). It significantly impacts financial reporting as it provides insights into the company's financial health, stability, and capacity for growth or risk. A positive Situação Líquida indicates sound financial footing, enhancing investor confidence and potential for investment. Conversely, a negative or zero position might necessitate disclosure of going concern issues, affecting financial leverage. Thus, it serves as an indicator of how effectively management has utilized equity to generate returns and should be a focal point in financial statements for transparency and accountability .

The equation "Ativo = Passivo" signifies that a company's total assets (ativo) are always equal to its total liabilities and equity (passivo). This reflects the fundamental accounting equation where the resources (assets) owned by a company are financed either by borrowing money (liabilities) or through contributions from shareholders (equity). It indicates balance and ensures that every financial transaction is accounted for both in terms of application and origin, demonstrating the dual aspect of accounting .

'Ajustes de avaliação patrimonial,' or valuation adjustments, adjust the book value of assets and liabilities to reflect fair market values. This mechanism helps ensure that financial reports present a true and fair view of a company's financial position. They capture changes in value stemming from market fluctuations or reevaluations, allowing assets and liabilities to be reported at values closer to their realizable amounts. By applying these adjustments, companies avoid misstatements of asset and liability valuations, thus enhancing the relevance and reliability of financial statements for decision-makers and maintaining compliance with accounting standards .

'Despesas apuradas,' or accrued expenses, should be managed by ensuring accurate estimation and timely recording to reflect true financial performance. Efficient management involves recognizing these liabilities promptly within the period they incur, even if payment is deferred, to match expenses with related revenues accurately and provide a clearer picture of operational costs. This management allows companies to plan better for cash flow needs, avoid surprises in financial obligations, and allocate resources effectively. It also aids in budgeting and forecasting future expenditures, supporting strategic financial planning and fostering transparent communication with stakeholders .

Omitting registration of 'custo da mercadoria vendida' (CMV) significantly impacts financial statements by overstating gross and net income. As CMV directly affects the calculation of gross profit, its exclusion artificially inflates profitability, misguiding stakeholders about a company's true operational efficiency and profitability. This could lead to inaccurate financial ratios, such as gross margin, deceiving creditors and investors. Moreover, it affects inventory accounting, potentially overstating current assets on the balance sheet. The omission undermines financial integrity, necessitates restatement or adjustment, and could affect investor confidence and regulatory compliance .

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