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APIEX

O Ministério da Indústria e Comércio aprova o novo Regulamento Interno da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), revogando o diploma anterior. O regulamento define a organização e funcionamento da APIEX, incluindo suas atribuições e competências na promoção de investimentos, exportações e zonas econômicas especiais.

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Claudio Nhapimbe
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O Ministério da Indústria e Comércio aprova o novo Regulamento Interno da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX), revogando o diploma anterior. O regulamento define a organização e funcionamento da APIEX, incluindo suas atribuições e competências na promoção de investimentos, exportações e zonas econômicas especiais.

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Terça-feira, 7 de Julho de 2020 I SÉRIE —

­ Número 128

BOLETIM DA REPÚBLICA
   PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E. P. Regulamento Interno da Agência


para a Promoção de Investimento
AVISO e Exportações, IP
A matéria a publicar no «Boletim da República» deve ser
CAPÍTULO I
remetida em cópia devidamente autenticada, uma por cada
assunto, donde conste, além das indicações necessárias para Disposições Gerais
esse efeito, o averbamento seguinte, assinado e autenticado: ARTIGO 1
Para publicação no «Boletim da República».
(Natureza)

A Agência para a Promoção de Investimento e Exportações, IP,


abreviadamente designada por APIEX, IP, é um instituto público
SUMÁRIO dotado de personalidade jurídica, com autonomia administrativa,
Ministério da Indústria e Comércio: financeira e patrimonial.
Diploma Ministerial n.º 29/2020: ARTIGO 2
Apova o Regulamento Interno da Agência para a Promoção
(Objecto)
de Investimento e Exportações, IP, abreviadamente
designada por APIEX, IP e revoga o Diploma Ministerial O presente Regulamento tem por objecto a definição da
n.º 78/2018, de 10 de Agosto. organização interna e das regras de funcionamento da APIEX, IP.

ARTIGO 3
(Sede e Representação)
MINISTÉRIO DA INDÚSTRIA E COMÉRCIO
1. A APIEX, IP é uma instituição de âmbito nacional com sede
na Cidade de Maputo, podendo sempre que o exercício das suas
Diploma Ministerial n.º 29/2020
actividades o justifique, estabelecer Delegações ou outro tipo de
de 7 de Julho representação em território nacional ou no estrangeiro, mediante
decisão do Ministro que superintende a área da Indústria e
Tornando-se necessário rever o Regulamento Interno
Comércio, ouvido o Ministro que superintende a área das Finanças
da Agência para a Promoção de Investimento e Exportações, IP,
e o Governador da Província em que a Delegação é criada.
aprovado pelo Diploma Ministerial n.º 78/2018, de 10 de Agosto, 2. A representação da APIEX, IP no estrangeiro só é
ao abrigo do disposto no artigo 2 da Resolução n.º 43/2019, estabelecida quando a natureza da sua actividade assim o exija,
de 31 de Dezembro, da Comissão Interministerial da Reforma mediante autorização do Ministro que superintende a área da
da Administração Pública, determino: Indústria e Comércio, ouvidos os Ministros que superintendem
as áreas das Finanças, da Administração Estatal e dos Negócios
Artigo 1. É aprovado o Regulamento Interno da Agência para Estrangeiros.
a Promoção de Investimento e Exportações, IP, abreviadamente
designada por APIEX, IP, que é parte integrante do presente ARTIGO 4
Diploma Ministerial. (Atribuições)
Art. 2. As dúvidas, omissões e interpretação emergentes São atribuições da APIEX, IP:
da aplicação do presente Regulamento Interno são supridas por a) O desenvolvimento e implementação de acções com
despacho do Ministro da Indústria e Comércio. vista à promoção e gestão de processos de realização
Art. 3. É revogado o Diploma Ministerial n.º 78/2018, de 10 de investimentos privados ou públicos, de origem
de Agosto. nacional ou estrangeira;
Art. 4. O presente Diploma Ministerial entra em vigor na data b) A promoção e coordenação de acções relacionadas
com a criação, desenvolvimento e gestão das Zonas
da sua publicação.
Económicas Especiais (ZEE’s) e Zonas Francas
Ministério da Indústria e Comércio, Maputo, aos de Junho Industriais (ZFI’s); e
de 2020. – O Ministro, Carlos Alberto Fortes Mesquita. c) A promoção das exportações nacionais.
836 I SÉRIE — NÚMERO 128

ARTIGO 5 g) Ordenar a realização de acções de inspecção, fiscalização


(Competências)
ou auditoria dos actos praticados pelos órgãos da
APIEX, IP;
São competências da APIEX, IP: h) Ordenar a realização de inquéritos ou sindicâncias aos
a) Propor a definição de políticas específicas no domínio serviços;
da atracção, promoção e retenção de investimentos i) Propor à entidade competente a nomeação do órgão
nacionais e estrangeiros; máximo da APIEX, IP, nos termos previstos na
b) Participar na definição das medidas de política de legislação aplicável;
promoção das exportações; j) Aprovar todos os actos que carecem de autorização prévia
c) Identificar, estudar e propor a adopção de medidas da tutela sectorial;
económicas, legais, administrativas e financeiras com k) Praticar outros actos de controlo de legalidade.
vista a promover, encorajar, incentivar e dinamizar
3. No exercício da tutela financeira compete ao Ministro que
o processo de realização de investimentos nacionais
e estrangeiros nas ZEE’s e ZFI’s; superintende a área das Finanças:
d) Conceber e apresentar propostas de desenvolvimento a) Aprovar os planos de investimento;
e aperfeiçoamento da legislação sobre investimentos b) Aprovar a alienação de bens próprios, observando o
ou com impacto em matéria de investimentos; disposto nos números 5 e 6 do artigo 73 do Decreto
e) Assegurar a recepção, a verificação, o registo e aprovação n.º 41/2018, de 23 de Julho;
de propostas de investimentos, bem como a obtenção c) Proceder o controlo do desempenho financeiro, em
de pareceres e decisões sobre propostas submetidas especial quanto ao cumprimento dos fins e dos
e outras solicitações formuladas pelos investidores; objectivos estabelecidos e quanto à utilização dos
f) Promover iniciativas de investimentos, divulgar a imagem recursos postos à disposição;
e potencialidades económicas do País e o clima de d) Aprovar a contratação de empréstimos externos e internos
atracção, em território nacional, de investimentos de créditos correntes com a obrigação de reembolso
nacionais e estrangeiros, dentro e fora do país; até dois anos;
g) Planificar, promover, coordenar e supervisionar o e) Ordenar a realização de inspecções financeiras;
processo de ordenamento territorial nas ZEE’s e ZFI’s; f) Praticar outros actos de controlo financeiro nos termos
h) Promover o estabelecimento de infra-estruturas do diploma de criação e demais legislação aplicável.
indispensáveis ao desenvolvimento de projectos nas
ZEE’s e ZFI’s; CAPÍTULO II
i) Desenvolver acções de acompanhamento e verificação
dos processos de implementação e exploração prática Sistema Orgânico
dos projectos de investimento autorizados; ARTIGO 7
j) Prestar serviços de apoio institucional e de acompanhamento
(Órgãos)
aos investidores nas diferentes fases do investimento;
k) Manter um conhecimento actualizado dos produtores São órgãos da APIEX, IP:
e exportadores nacionais, bem como das condições de a) O Conselho de Direcção;
oferta dos bens e serviços exportáveis; e
b) O Conselho Fiscal;
l) Organizar actividades promocionais nos mercados
c) O Conselho Consultivo;
externos, entre outras, a preparação de missões
d) O Conselho Técnico.
comerciais e de programas de contacto, participação
em feiras e exposições. ARTIGO 8
ARTIGO 6 (Conselho de Direcção)

(Tutela) 1. O Conselho de Direcção é o órgão de coordenação e gestão


de actividades da APIEX, IP, dirigido pelo Director-Geral.
1. A APIEX, IP é tutelada sectorialmente pelo Ministro que
2. Compete ao Conselho de Direcção:
superintende a área da Indústria e Comércio, e financeiramente
pelo Ministro que superintende a área das Finanças. a) Elaborar os planos anuais e plurianuais de actividades,
2. No exercício da tutela sectorial compete ao Ministro que bem como os respectivos orçamentos, e assegurar
superintende a área da Indústria e Comércio: a respectiva execução;
b) Acompanhar e avaliar sistematicamente a actividade
a) Aprovar as políticas gerais, os planos anuais e plurianuais,
desenvolvida, designadamente a utilização dos meios
bem como os respectivos orçamentos;
postos à sua disposição e os resultados atingidos;
b) Aprovar o Regulamento Interno; c) Elaborar o relatório de actividades;
c) Propor o quadro de pessoal para aprovação pelo órgão d) Elaborar o balanço, nos termos da legislação aplicável;
competente; e) Autorizar a realização das despesas e a contratação de
d) Proceder ao controlo do desempenho, em especial serviços de assistência técnica nos termos da legislação
quanto ao cumprimento dos fins e dos objectivos aplicável;
estabelecidos; f) Aprovar os projectos dos regulamentos previstos no
e) Revogar ou extinguir os efeitos dos actos ilegais Estatuto Orgânico e os que sejam necessários ao
praticados pelos órgãos da APIEX, IP, nas matérias desempenho das atribuições;
de sua competência; g) Praticar os demais actos de gestão decorrentes da
f) Exercer acção disciplinar sobre os membros dos órgãos aplicação do Estatuto Orgânico necessários ao bom
da APIEX, IP, nos termos da legislação aplicável; funcionamento dos serviços;
7 DE JULHO DE 2020 837

h) Estudar e analisar quaisquer outros assuntos de o) Aferir o grau de resposta dada pela APIEX, IP às
natureza técnica e científicos relacionados com solicitações dos cidadãos ou da classe servida;
o desenvolvimento das actividades da APIEX, IP; p) Averiguar o nível de alinhamento dos planos de
i) Harmonizar as propostas dos relatórios do balanço actividades adoptados e implementados pela
periódico do Plano Económico e Social; APIEX, IP com os objectivos e prioridades do
j) Exercer outros poderes que constem do diploma de Governo;
criação, do Estatuto Orgânico e demais legislação q) Aferir o grau de observância das instruções técnicas e
aplicável. metodológicas emitidas pelo Ministro que superintende
3. O Conselho de Direcção tem a seguinte composição: a área da Indústria e Comércio;
a) Director-Geral; r) Aferir o grau de alcance das metas periódicas definidas
b) Director-Geral Adjunto; pela APIEX, IP, bem assim, pelo Ministro que
c) Director de Divisão; superintende a área da Indústria e Comércio;
d) Chefe de Departamento Central Autónomo. s) Pronunciar-se sobre os assuntos que lhe sejam submetidos
4. Podem ser convidados a participar das sessões do Conselho pela Direcção, Tribunal Administrativo e pelas
de Direcção outros técnicos, de acordo com a matéria a ser entidades que integram o sistema de controlo interno
abordada, mediante autorização do Director-Geral. da administração financeira do Estado.
5. O Conselho de Direcção reúne-se em sessões ordinárias 3. O Conselho Fiscal é constituído por três membros, sendo
quinzenalmente e, extraordinariamente, sempre que for
um Presidente e dois vogais, representando as áreas de tutela
convocado pelo Director-Geral.
financeira, da função pública e da indústria e comércio.
ARTIGO 9 4. Os membros do Conselho Fiscal são nomeados por despacho
conjunto dos Ministros que superintendem as áreas das Finanças,
(Conselho Fiscal)
Função Pública e Indústria e Comércio.
1. O Conselho Fiscal é o órgão responsável pelo controlo 5. O mandato dos membros do Conselho Fiscal é de três anos,
da legalidade, da regularidade e da boa gestão financeira podendo ser renovado uma vez por igual período.
e patrimonial da APIEX, IP. 6. Os membros do Conselho Fiscal participam obrigatoriamente
2. Compete ao Conselho Fiscal: nas reuniões do Conselho de Direcção, em que se aprecia o
a) Acompanhar e controlar com regularidade o cumprimento relatório e a proposta do orçamento.
das leis e decretos aplicáveis, a execução orçamental, 7. O Conselho Fiscal reúne-se ordinariamente uma vez em
a situação económica, financeira e patrimonial da cada trimestre.
instituição;
b) Analisar a contabilidade da APIEX, IP; ARTIGO 10
c) Proceder à verificação prévia e dar o respectivo parecer
(Conselho Consultivo)
sobre o orçamento, suas revisões e alterações, bem
como sobre o plano de actividades na perspectiva da 1. O Conselho Consultivo é o órgão de consulta com função
sua cobertura orçamental; de planificação estratégica e coordenação da acção conjunta da
d) Dar parecer sobre o relatório de gestão de exercício instituição, dirigido pelo Director-Geral.
e contas de gerência, incluindo documentos de 2. Compete ao Conselho Consultivo:
certificação legal de contas; a) Coordenar, planificar e controlar as actividades da
e) Dar parecer sobre a aquisição, arrendamento, alienação APIEX, IP, de acordo com as suas atribuições e seu
e oneração de bens imóveis; mandato institucional;
f) Dar parecer sobre a aceitação de doações, heranças ou b) Pronunciar-se sobre planos, políticas e estratégias
legados; relativas às atribuições e competências da APIEX, IP
g) Dar parecer sobre a contratação de empréstimos, quando e emitir as necessárias recomendações;
a APIEX, IP esteja habilitada a fazê-lo;
c) Fazer o balanço da execução dos programas, plano
h) Manter a Direcção informada sobre os resultados das
e orçamento anual das actividades da APIEX, IP;
verificações e exames que proceda;
d) Promover a aplicação uniforme de estratégias, métodos
i) Elaborar relatórios da sua acção fiscalizadora, incluindo
e técnicas com vista à prossecução efectiva das
um relatório anual global;
atribuições da APIEX, IP;
j) Propor ao Ministro da tutela financeira e à Direcção
a realização de auditorias externas, quando isso se e) Propor e planificar a execução das actividades e estratégias
revelar necessário ou conveniente; no âmbito da promoção de investimentos e exportações,
k) Verificar, fiscalizar e apreciar a legalidade da organização bem como os objectivos de desenvolvimento da
e funcionamento da APIEX, IP; APIEX, IP;
l) Avaliar a eficiência, eficácia e efectividade dos processos f) Exercer as demais competências que lhe forem
de descentralização e desconcentração de competências superiormente delegadas.
e verificar o funcionamento; 3. O Conselho Consultivo é composto por:
m) Verificar a eficácia dos mecanismos e técnicas adoptados a) Director-Geral;
pela APIEX, IP para o atendimento e prestação de b) Director-Geral Adjunto;
serviços públicos; c) Director de Divisão;
n) Fiscalizar a aplicação do Estatuto Orgânico da APIEX, d) Chefe de Departamento Central Autónomo;
IP, do Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes e) Delegado Provincial;
do Estado e demais legislação relativa ao pessoal, f) Um representante do Ministério que superintende a área
ao procedimento administrativo e ao funcionamento da Economia e Finanças;
da instituição, e outra legislação de carácter geral g) Um representante do Ministério que superintende a área
aplicável à Administração Pública; da Indústria e Comércio;
838 I SÉRIE — NÚMERO 128

h) Um representante do Ministério que superintende a área l) Um representante do Ministério que superintende a área
da Agricultura e Segurança Alimentar; da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural;
i) Um representante do Ministério que superintende a área m) Um representante da Autoridade Tributária de
da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural; Moçambique;
j) Um representante do Ministério que superintende a área n) Um representante do Banco de Moçambique.
do Mar, Águas Interiores e Pescas; 4. Podem ser convidados a participar das sessões do Conselho
k) Um representante do Ministério que superintende a área Técnico outros técnicos, de acordo com a matéria a ser abordada,
dos Recursos Minerais e Energia; e mediante autorização do Director-Geral.
l) Um representante do Ministério que superintende a área 5. O Conselho Técnico reúne-se ordinariamente, uma vez por
dos Transportes e Comunicações. semestre e, extraordinariamente, quando for convocado pelo
4. Podem ser convidados a participar das sessões do Conselho Director-Geral.
Consultivo outros técnicos, de acordo com a matéria a ser
abordada, mediante autorização do Director-Geral. ARTIGO 12
5. O Conselho Consultivo reúne-se ordinariamente, uma vez (Convocatória)
por ano e, extraordinariamente, quando for convocado pelo
1. As sessões do Conselho de Direcção são convocadas por
Director-Geral.
escrito pelo Director-Geral, com antecedência mínima de 5
ARTIGO 11 (cinco) dias, devendo constar da convocatória o local, a hora e
respectiva agenda.
(Conselho Técnico)
2. As sessões do Conselho Técnico e do Conselho Consultivo
1. O Conselho Técnico é o órgão consultivo e de coordenação são convocadas por escrito pelo Director-Geral, com antecedência
intersectorial em matéria de atracção, fomento e facilitação de mínima de 15 (quinze) dias, devendo constar da convocatória o
investimentos e promoção de exportações. local, a hora e respectiva agenda.
2. Compete ao Conselho Técnico: 3. Em todas as sessões de trabalho são lavradas as respectivas
a) Garantir a coordenação entre a APIEX, IP e os vários sínteses indicando, entre outros, as deliberações e decisões
organismos de tutela sectorial com vista à criação de tomadas.
condições necessárias à realização de investimentos
ARTIGO 13
no País e promoção das exportações;
b) Analisar e recomendar a adopção de medidas de política (Direcção)
que visem o fomento, encorajamento e dinamização de 1. A APIEX, IP é dirigida por um Director-Geral, coadjuvado
investimentos e promoção das exportações;
por um Director-Geral Adjunto, ambos nomeados por despacho
c) Apreciar e pronunciar-se sobre propostas de leis, decretos
do Primeiro-Ministro sob proposta do Ministro que superintende
e outros diplomas legais relevantes no domínio da
a área da Indústria e Comércio.
promoção e retenção de investimentos e fomento das
exportações; 2. O mandato do Director-Geral e do Director-Geral Adjunto
d) Apreciar e emitir parecer sobre propostas de projectos é de quatro anos, renovável uma única vez.
de investimento de grande impacto sócio-económico 3. O mandato do Director-Geral e do Director-Geral Adjunto
e financeiro, bem como propostas de criação de ZEE’s pode cessar antes do seu termo por decisão fundamentada da
e ZFI’s; entidade com competência para nomear, com base em justa causa,
e) Apreciar e pronunciar-se sobre outros assuntos e matérias sem direito a qualquer indemnização ou compensação.
que lhe sejam submetidos no domínio da promoção de ARTIGO 14
investimentos e fomento das exportações.
(Competências do Director-Geral)
3. O Conselho Técnico é convocado e dirigido pelo Director-
Geral e tem a seguinte composição: Compete ao Director-Geral da APIEX, IP:
a) Director-Geral; a) Dirigir e coordenar toda a actividade no âmbito da
b) Director-Geral Adjunto; administração e gestão interna da instituição;
c) Director de Divisão; b) Convocar e presidir as sessões do Conselho de Direcção,
d) Um representante do Ministério que superintende a área Conselho Técnico e Conselho Consultivo;
da Economia e Finanças; c) Coordenar a elaboração do plano anual de actividades
e) Um representante do Ministério que superintende a área da APIEX, IP e respectivos relatórios;
da Indústria e Comércio; d) Submeter à aprovação do Ministro que superintende
f) Um representante do Ministério que superintende a área a área da Indústria e Comércio os planos de actividade
das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos; e orçamento;
g) Um representante do Ministério que superintende a área e) Executar e fazer cumprir a lei, as resoluções e as
da Agricultura e Segurança Alimentar; deliberações do Conselho de Direcção;
h) Um representante do Ministério que superintende a área f) Mobilizar recursos financeiros necessários à prossecução
dos Recursos Minerais e Energia; das atribuições da APIEX, IP e desempenho das suas
i) Um representante do Ministério que superintende a área competências;
dos Transportes e Comunicações; g) Controlar a arrecadação de receitas e a realização
j) Um representante do Ministério que superintende a área de despesas orçamentais necessárias ao seu
do Trabalho, Emprego e Segurança Social; funcionamento;
k) Um representante do Ministério que superintende a área h) Gerir os recursos humanos, patrimoniais e financeiros
do Turismo; da instituição;
7 DE JULHO DE 2020 839

i) Submeter a proposta do quadro de pessoal ao Ministro ARTIGO 17


que superintende a área da Indústria e Comércio, para (Divisão de Gestão de Projectos)
aprovação pelo órgão competente;
j) Admitir pessoal e exercer poder disciplinar sobre os 1. São funções da Divisão de Gestão de Projectos:
funcionários e agentes do Estado em serviço na a) Prestar assistência institucional a potenciais investidores
APIEX, IP, nos termos da lei; no processo de formulação e apresentação de propostas
k) Nomear e conferir posse aos titulares das unidades de investimento;
orgânicas, de nível central e provincial, Delegados b) Verificar a conformidade de propostas de investimento
Provinciais, Representantes da APIEX, IP e demais submetidas para análise e aprovação e proceder o seu
funcionários; registo;
l) Autorizar a contratação de consultores na área de c) Receber e analisar propostas de investimento submetidas
investimentos e exportações, de acordo as necessidades para elegibilidade às garantias e incentivos fiscais;
da instituição, nos termos da legislação aplicável; d) Assegurar a coordenação inter-institucional no processo
m) Celebrar contratos e outros instrumentos jurídicos de avaliação de propostas de investimento;
necessários à prossecução das atribuições da instituição, e) Receber investidores e prestar-lhes informações relevantes
sobre o ambiente de negócios, oportunidades de
nos termos da legislação aplicável;
investimento, legislação económica e de investimentos,
n) Aprovar projectos de investimentos, nos termos
bem como as garantias e incentivos fiscais;
estabelecidos na legislação sobre investimentos
f) Prestar serviços de atendimento e apoio institucional
aplicável; aos investidores, nomeadamente, obtenção de vistos
o) Promover o intercâmbio com organismos congéneres de entrada, registo de empresa, identificação de terra,
estrangeiros; espaços e instalações, licenciamento de actividades
p) Submeter à aprovação do Ministro que superintende e outras autorizações relevantes para a realização do
a área da Indústria e Comércio, o Regulamento Interno investimento;
da APIEX, IP e outras normas; g) Prestar serviços de assistência aos investidores e
q) Submeter ao Ministro que superintende a área da exportadores no processo de implementação dos seus
Indústria e Comércio, os relatórios de actividades projectos;
desenvolvidas e de prestação de contas da sua gestão; h) Realizar acções de acompanhamento e monitoria
r) Submeter a Conta de Gerência da APIEX, IP ao Tribunal de projectos autorizados, incluindo a elaboração
Administrativo, de acordo com o estabelecido na lei; de relatórios periódicos sobre o processo de sua
s) Representar a APIEX, IP em juízo ou fora dele; implementação e exploração das actividades;
t) Exercer as demais competências que lhe são conferidas i) Desenvolver acções orientadas à retenção e à expansão
por lei, bem como as que lhe forem superiormente dos projectos de investimento autorizados;
delegadas. j) Elaborar relatórios e informes periódicos sobre
investimentos aprovados e manter o registo actualizado
ARTIGO 15 dos mesmos;
(Competências do Director-Geral Adjunto) k) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
Compete ao Director-Geral Adjunto: presente Regulamento e demais legislação aplicável.
a) Coadjuvar o Director-Geral no exercício das suas 2. A Divisão de Gestão de Projectos tem a seguinte estrutura:
funções;
b) Substituir o Director-Geral nas suas ausências ou a) Departamento de Análise e Gestão de Projectos;
impedimentos; b) Departamento de Facilitação e Monitoria de Projectos.
c) Exercer as competências relacionadas com as atribuições 3. A Divisão de Gestão de Projectos é dirigida por um
da APIEX, IP, que lhe forem delegadas superiormente. Director de Divisão apurado em concurso público e nomeado
pelo Director-Geral.
CAPÍTULO III
ARTIGO 18
Estrutura e Funções das Unidades Orgânicas
(Departamento de Análise e Gestão de Projectos)
ARTIGO 16
1.São funções do Departamento de Análise e Gestão
(Estrutura)
de Projectos:
A APIEX, IP tem a seguinte estrutura orgânica: a) Receber e verificar propostas de investimento submetidas
a) Divisão de Gestão de Projectos; à APIEX, IP para elegibilidade às garantias
b) Divisão de Zonas Económicas Especiais e Zonas Francas e incentivos fiscais;
Industriais; b) Analisar e tramitar propostas de investimento submetidas
c) Divisão de Promoção de Investimentos e Exportações; para aprovação, proceder o seu registo e emitir parecer
d) Divisão de Estudos, Planificação e Cooperação; técnico sempre que solicitado;
e) Gabinete de Assessoria Jurídica; c) Coordenar a articulação entre a APIEX, IP e outros
f) Gabinete de Auditoria e Controlo Interno; sectores do Estado, na avaliação de propostas de
g) Departamento de Administração e Finanças; investimento;
h) Departamento de Recursos Humanos; d) Prestar informações relevantes aos investidores no
i) Departamento de Tecnologias de Informação processo de análise e tramitação dos respectivos
e Comunicação; projectos de investimento, incluindo os termos
j) Departamento de Aquisições. e condições de aprovação do projecto;
840 I SÉRIE — NÚMERO 128

e) Coordenar o processo de negociação dos termos de ARTIGO 20


autorização de projectos de investimento;
(Divisão de Zonas Económicas Especiais e Zonas Francas
f) Proceder à notificação aos proponentes dos projectos de
Industriais)
investimento sobre a decisão recaída sobre a respectiva
proposta de investimento; 1. São funções da Divisão de Zonas Económicas Especiais
g) Gerir e manter actualizado a base de dados sobre e Zonas Francas Industriais:
projectos de investimento em análise e aprovados,
a) Planificar e coordenar o processo de criação,
bem como a sistematização da informação estatística;
desenvolvimento e gestão de ZEE’s e ZFI’s;
h) Elaborar balanços periódicos dos investimentos
b) Promover e supervisionar o processo de ordenamento
autorizados e efectivamente realizados e manter
o registo actualizado dos mesmos; territorial nas ZEE’s e ZFI’s;
i) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente c) Coordenar e desenvolver acções de promoção
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do e facilitação de iniciativas de investimentos nacionais
presente Regulamento e demais legislação aplicável. e estrangeiros nas ZEE’s e ZFI’s;
d) Coordenar a articulação inter-institucional entre
2.O Departamento de Análise e Gestão de Projectos é dirigido
a APIEX, IP e organismos de tutela sectorial no
por um Chefe de Departamento Central nomeado pelo Director-
Geral. processo de estabelecimento, desenvolvimento e
gestão de ZEE’s e ZFI’s;
ARTIGO 19 e) Propor e desenvolver estratégias conducentes ao
estabelecimento de infra-estruturas indispensáveis
(Departamento de Facilitação e Monitoria de Projectos)
à criação, desenvolvimento e funcionamento das
1.São funções do Departamento de Facilitação e Monitoria ZEE’s e ZFI’s;
de Projectos: f) Avaliar a tendência dos investimentos e exportações
a) Receber investidores prospectivos e prestar-lhes nas ZEE’s e ZFI’s mantendo actualizada a respectiva
informações relevantes sobre procedimentos para base de dados;
investir, ambiente de negócios, oportunidades de g) Participar no processo de monitoria e acompanhamento
investimento e de exportações, legislação económica da implementação dos projectos de investimento
e de investimentos, bem como as garantias e incentivos aprovados em regime de ZEE’s e ZFI’s;
fiscais; h) Acompanhar e participar de acções de inspecção
b) Prestar serviços de atendimento e apoio institucional periódica aos empreendimentos em regime de ZEE’s
aos investidores, nomeadamente, obtenção de vistos e ZFI’s realizadas pelos organismos de tutela sectorial
de entrada, registo de empresa, identificação de terra, e elaborar os respectivos relatórios;
espaços e instalações, licenciamento de actividades i) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
e outras autorizações relevantes para a realização do determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
investimento;
presente Regulamento e demais legislação aplicável.
c) Assistir e orientar os investidores na formulação de
propostas de investimentos a submeter para aprovação 2. A Divisão de Zonas Económicas Especiais e Zonas Francas
e prestar assistência no processo de sua implementação; Industriais tem a seguinte estrutura:
d) Coordenar e desenvolver acções de facilitação de a) Departamento de Zonas Económicas Especiais;
iniciativas de investimentos nacionais e estrangeiros; b) Departamento de Zonas Francas Industriais.
e) Propor metodologias para acompanhamento, monitoria 3. A Divisão de Zonas Económicas Especiais e Zonas Francas
e assistência aos investidores na implementação
Industriais é dirigida por um Director de Divisão apurado em
efectiva de projectos de investimento autorizados;
concurso público e nomeado pelo Director-Geral.
f) Realizar acções de acompanhamento e monitoria
de projectos autorizados, incluindo a elaboração ARTIGO 21
de relatórios periódicos sobre o processo de sua
implementação e exploração efectiva das actividades; (Departamento de Zonas Económicas Especiais)
g) Supervisionar e identificar constrangimentos na 1. São funções do Departamento de Zonas Económicas
implementação de projectos de investimento aprovados Especiais:
e propor medidas de solução;
h) Acompanhar e participar de acções de inspecção a) Planificar, organizar e coordenar a execução de acções de
periódica realizadas aos projectos de investimento criação, desenvolvimento e gestão das ZEE’s;
pelas entidades de tutela sectorial e elaborar os b) Garantir a implementação efectiva de projectos de
respectivos relatórios; investimento autorizados nas ZEE’s;
i) Elaborar balanços periódicos dos projectos de investimento c) Promover e assegurar a execução dos trabalhos no âmbito
monitorados e manter uma base de dados actualizada de ordenamento do território nas ZEE’s;
dos mesmos; d) Coordenar a articulação entre a APIEX, IP e outros
j) Desenvolver acções orientadas à retenção e expansão dos sectores do Estado no processo de estabelecimento,
investimentos autorizados; desenvolvimento e gestão de ZEE’s;
k) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente e) Propor e desenvolver acções estratégias conducentes ao
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do estabelecimento de infra-estruturas indispensáveis à
presente Regulamento e demais legislação aplicável. criação, desenvolvimento e funcionamento das ZEE’s;
2. O Departamento de Facilitação e Monitoria de Projectos f) Participar no processo de negociação dos termos de
é dirigido por um Chefe de Departamento Central nomeado pelo autorização de projectos de investimento em regime
Director-Geral. de ZEE;
7 DE JULHO DE 2020 841

g) Participar no processo de monitoria e acompanhamento f) Coordenar a produção e edição das publicações da


da implementação dos projectos de investimentos APIEX, IP, bem como de material promocional
aprovados em regime de ZEE’s; e informação económica sectorial relevante, com vista
h) Acompanhar e participar de acções de inspecção a promover e divulgar de forma proactiva a imagem
periódica aos empreendimentos em regime de ZEE’s e potencialidades económicas do País;
realizadas pelas entidades de tutela sectorial e elaborar g) Planificar e desenvolver uma estratégia integrada de
os respectivos relatórios; comunicação e imagem da APIEX, IP, publicitando
i) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente os seus serviços e actividades;
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do h) Organizar e publicar material promocional e de marketing
presente Regulamento e demais legislação aplicável. sobre as potencialidades económicas, oportunidades
2. O Departamento de Zonas Económicas Especiais é dirigido de investimento e da oferta exportável;
por um Chefe de Departamento Central nomeado pelo Director- i) Disponibilizar produtos e serviços de informação
Geral. relevantes para os investidores e exportadores;
j) Coordenar a divulgação de informação relevante
ARTIGO 22 aos meios de comunicação social sobre matérias
(Departamento de Zonas Francas Industriais) específicas do âmbito das atribuições da instituição;
k) Realizar outras actividades que forem superiormente
1. São funções do Departamento de Zonas Francas Industriais: determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
a) Planificar, organizar e coordenar a execução de acções presente Regulamento e demais legislação aplicável.
de criação, desenvolvimento e gestão das ZFI’s; 2. A Divisão de Promoção de Investimentos e Exportações
b) Garantir a implementação efectiva de projectos de tem a seguinte estrutura:
investimento autorizados nas ZFI’s; a) Departamento de Promoção de Investimentos,
c) Coordenar a articulação entre a APIEX, IP e outros Comunicação e Marketing;
sectores do Estado, no processo de estabelecimento, b) Departamento de Promoção de Exportações.
desenvolvimento e gestão de ZFI’s;
d) Promover e assegurar a execução dos trabalhos no âmbito 3. A Divisão de Promoção de Investimentos e Exportações é
do ordenamento do território nas ZFI’s; dirigida por um Director de Divisão apurado em concurso público
e) Propor e desenvolver estratégias conducentes ao e nomeado pelo Director-Geral.
estabelecimento de infra-estruturas indispensáveis a ARTIGO 24
criação, desenvolvimento e funcionamento das ZFI’s;
f) Participar no processo de negociação dos termos de (Departamento de Promoção de Investimentos, Comunicação
autorização de projectos de investimento em regime e Marketing)
de ZFI; 1. São funções do Departamento de Promoção de Investimentos,
g) Participar no processo de monitoria e acompanhamento Comunicação e Marketing:
da implementação dos projectos de investimento
a) Planificar e desenvolver uma estratégia integrada de
aprovados em regime de ZFI’s;
comunicação e imagem da APIEX, IP, publicitando
h) Acompanhar e participar de acções de inspecção
os seus serviços e actividades;
periódica aos empreendimentos em regime de ZFI’s
b) Promover de forma proactiva a imagem do País,
realizadas pelas entidades de tutela sectorial e elaborar
potencialidades económicas e oportunidades de
os respectivos relatórios;
investimento e o potencial exportável;
i) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
c) Organizar e publicar material promocional e de marketing
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
sobre as potencialidades económicas, oportunidades
presente Regulamento e demais legislação aplicável.
de investimento e da oferta exportável;
2. O Departamento de Zonas Francas Industriais é dirigido por d) Disponibilizar produtos e serviços de informação
um Chefe de Departamento Central nomeado pelo Director-Geral. relevantes para os investidores e exportadores;
e) Coordenar a divulgação de informação relevante
ARTIGO 23
aos meios de comunicação social sobre matérias
(Divisão de Promoção de Investimentos e Exportações) específicas do âmbito das atribuições da instituição;
1. São funções da Divisão de Promoção de Investimentos f) Conceber e gerir informação promocional e ferramentas
e Exportações: de marketing e outros conteúdos informativos
sobre investimentos e exportações através do portal
a) Promover a imagem do País, as potencialidades electrónico da APIEX, IPe gerir a página institucional
económicas e oportunidades de investimento na Internet;
e exportações; g) Coordenar a prospecção e atracção de potenciais
b) Identificar e promover o potencial exportável com vista investidores nacionais e estrangeiros;
a projectar a imagem do País como um produtor de h) Coordenar e organizar a participação da APIEX, IP
qualidade; em feiras, exposições, missões comerciais, e outros
c) Participar na promoção de políticas de produção com eventos promocionais no País e no exterior;
vista ao aumento e a diversificação das exportações; i) Recolher, compilar e sistematizar informação dos
d) Realizar acções de marketing e desenvolver iniciativas países alvo para a promoção de oportunidades de
de promoção de investimentos e exportações; investimentos;
e) Coordenar e organizar a participação da APIEX, IP em j) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
feiras, exposições, missões comerciais e outros eventos determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
promocionais, no País e no exterior; presente Regulamento e demais legislação aplicável.
842 I SÉRIE — NÚMERO 128

2. O Departamento de Promoção de Investimentos, iii. Elaborar e controlar a execução de programas


Comunicação e Marketing é dirigido por um Chefe de e projectos de desenvolvimento do sector, a curto,
Departamento Central nomeado pelo Director-Geral. médio e longo prazos e os programas de actividades
da instituição;
ARTIGO 25 iv. Dirigir e controlar o processo de recolha, tratamento,
(Departamento de Promoção de Exportações)
análise e inferência da informação estatística;
v. Proceder ao diagnóstico do sector, visando avaliar
1. São funções do Departamento de Promoção de Exportações: a sua cobertura, eficácia interna e externa bem
a) Prestar assistência técnica aos exportadores nacionais em como a utilização dos recursos humanos, materiais
matérias ligadas ao comércio externo e disponibilizar e financeiros do mesmo;
serviços especializados nesse domínio; vi. Coordenar a monitoria e avaliação periódica da
b) Disponibilizar serviços de informação relevante aos implementação dos planos de actividades da
exportadores nacionais sobre condições de acesso instituição e respectivos relatórios;
vii. Elaborar as propostas de relatórios de avaliação
a mercados, preços internacionais de produtos básicos,
do Plano Económico e Social, e programa de
tarifas aduaneiras regionais e internacionais, relações
actividades anuais da instituição;
comerciais entre mercados, entre outros;
viii. Elaborar e propor políticas, estratégias e medidas que
c) Identificar constrangimentos e propor soluções para assegurem a atracção e retenção do investimento
o processo de desenvolvimento das exportações, e promoção de exportações;
ao longo de toda cadeia de valor; ix. Identificar e propor medidas técnicas, económicas,
d) Divulgar as vantagens e oportunidades de mercados legais, administrativas e financeiras com vista
criados pelo sistema comercial multilateral e outros a promover, facilitar e dinamizar investimentos;
mecanismos; x. Realizar acções de identificação e promoção de novas
e) Recolher, tratar, disseminar e conservar informação oportunidades de negócios e de investimentos
e documentação comercial de interesse para actividade nos diversos sectores de actividades económicas
funcional da APIEX, IP, das empresas exportadoras no País;
e outras entidades ligadas ao comércio externo; xi. Avaliar as tendências nacionais e internacionais na
f) Promover programas de formação e ou capacitação área de investimentos e exportações;
técnica dirigida aos operadores do comércio externo; xii. Identificar e promover oportunidades de negócios
g) Propor e participar na elaboração de instrumentos jurídicos e parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras
e administrativos que incentivem o desenvolvimento no âmbito das ligações empresariais, com particular
da actividade exportadora no País; ênfase em projectos de grande dimensão;
h) Apoiar as Micro, Pequenas e Médias Empresas ligadas ao xiii. Promover ligações empresariais entre empresas
sector das exportações, no estabelecimento de parcerias nacionais e estrangeiras para adição de valor aos
e ligações empresariais nos domínios do comércio produtos primários nacionais e integração do
externo e adopção de estratégias de internacionalização conteúdo local, bem como o desenvolvimento de
dos produtos e da marca da empresa; clusters;
i) Garantir a troca de dados e informação comercial entre xiv. Elaborar estudos sectoriais e compilar informação
a APIEX, IP e outras instituições públicas e privadas sobre o potencial de oportunidades de investimentos
nacionais e estrangeiras; e de negócios, bem como a oferta exportável;
j) Propor mecanismos que visam garantir a elevação de xv. Avaliar relatórios nacionais e internacionais sobre
níveis de prestação de serviços aos exportadores; o ambiente de negócios e competitividade e propor
k) Assegurar a articulação entre a APIEX, IP e outros medidas para a sua melhoria;
organismos públicos e privados, dentro e fora do xvi. Realizar pesquisas e estudos em todos domínios de
País, no âmbito de acções orientadas ao aumento intervenção da instituição, com particular ênfase
e diversificação das exportações nacionais; sobre tendências do investimento e exportações
l) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente a nível global, regional e nacional;
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do xvii. Elaborar estudos de mercado e de viabilidade
técnica, económica e financeira de projectos de
presente Regulamento e demais legislação aplicável.
investimento em sectores prioritários de actividade
2. O Departamento de Promoção de Exportações é dirigido por económica;
um Chefe de Departamento Central nomeado pelo Director-Geral. xviii. Identificar projectos de investimento concretos
e bancáveis em todo o País e produzir os respectivos
ARTIGO 26 cadernos de oportunidades de investimento
(Divisão de Estudos, Planificação e Cooperação) e o potencial de oferta exportável;
xix. Realizar outras actividades que forem superiormente
1. São funções da Divisão de Estudos, Planificação determinadas nos termos do Estatuto Orgânico,
e Cooperação: do presente Regulamento e demais legislação
a) No domínio de Estudos e Planificação: aplicável.
i. Sistematizar as propostas de Plano Económico b) No domínio da Cooperação:
e Social, e programa de actividades anuais da i. Propor programas, projectos e acções de cooperação
APIEX, IP; internacional e nacional;
ii. Formular propostas de políticas e perspectivar ii. Coordenar e monitorar a execução de programas,
estratégias de desenvolvimento do sector a curto, projectos e acções de cooperação internacional
médio e longos prazos; e nacional;
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iii. Promover a adesão, celebração e implementação de k) Avaliar as tendências nacionais e internacionais na área
Convenções e acordos internacionais; de investimentos e exportações;
iv. Participar, quando solicitado, na preparação de l) Identificar e promover oportunidades de negócios
convenções e acordos com parceiros de cooperação; e parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras
v. Criar e gerir uma base de dados dos compromissos no âmbito das ligações empresariais, com particular
internacionais atinentes as atribuições ênfase em projectos de grande dimensão;
e competências da instituição; m) Promover ligações empresariais entre empresas
vi. Coordenar e promover as relações de cooperação nacionais e estrangeiras para adição de valor aos
entre a APIEX, IP e outras instituições congéneres, produtos primários nacionais e integração do conteúdo
visando o intercâmbio de conhecimento em matéria local, bem como o desenvolvimento de clusters;
de promoção de investimentos e exportações; n) Elaborar estudos sectoriais e compilar informação sobre
vii. Sistematizar e propor prioridades de cooperação o potencial de oportunidades de investimentos e de
internacional no âmbito da facilitação e promoção negócios, bem como a oferta exportável;
de investimentos e exportações; o) Avaliar relatórios nacionais e internacionais sobre o
viii. Desenvolver e manter actualizada uma base de dados ambiente de negócios e competitividade e propor
sobre oportunidades de parceria e cooperação entre medidas para a sua melhoria;
a APIEX, IP e instituições congéneres, áreas de p) Realizar pesquisas e estudos em todos domínios de
interesse e acções em curso ou programadas para intervenção da instituição, com particular ênfase sobre
promover a cooperação; tendências do investimento e exportações a nível
ix. Realizar as demais actividades que forem global, regional e nacional;
superiormente determinadas nos termos do Estatuto q) Elaborar estudos de mercado e de viabilidade técnica,
Orgânico, do presente Regulamento e demais económica e financeira de projectos de investimento
legislação aplicável. em sectores prioritários de actividade económica;
2. A Divisão de Estudos, Planificação e Cooperação tem a r) Identificar projectos de investimento concretos
seguinte estrutura: e bancáveis em todo o País e produzir os respectivos
a) Departamento de Estudos e Planificação; cadernos de oportunidades de investimento e o
b) Departamento de Cooperação. potencial de oferta exportável;
3. A Divisão de Estudos, Planificação e Cooperação é dirigida s) Realizar outras actividades que forem superiormente
por um Director de Divisão apurado em concurso público determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
e nomeado pelo Director-Geral. presente Regulamento e demais legislação aplicável.
2. O Departamento de Estudos e Planificação é dirigido por um
ARTIGO 27 Chefe de Departamento Central nomeado pelo Director-Geral.
(Departamento de Estudos e Planificação)
ARTIGO 28
1. São funções do Departamento de Estudos e Planificação: (Departamento de Cooperação)
a) Sistematizar as propostas de Plano Económico e Social,
e programa de actividades anuais da APIEX, IP; 1. São funções do Departamento de Cooperação:
b) Formular propostas de políticas e perspectivar estratégias a) Propor programas, projectos e acções de cooperação
de desenvolvimento do sector a curto, médio e longos internacional e nacional;
prazos; b) Coordenar e monitorar a execução de programas,
c) Elaborar e controlar a execução de programas e projectos projectos e acções de cooperação internacional
de desenvolvimento do sector, a curto, médio e longo e nacional;
prazos e os programas de actividades da instituição; c) Promover a adesão, celebração e implementação
d) Dirigir e controlar o processo de recolha, tratamento, de Convenções e acordos internacionais;
análise e inferência da informação estatística; d) Participar, quando solicitado, na preparação
e) Proceder ao diagnóstico do sector, visando avaliar de convenções e acordos com parceiros de cooperação;
a sua cobertura, eficácia interna e externa bem e) Criar e gerir uma base de dados dos compromissos
como a utilização dos recursos humanos, materiais internacionais atinentes as atribuições e competências
e financeiros do mesmo; da instituição;
f) Coordenar a monitoria e avaliação periódica da f) Coordenar e promover as relações de cooperação entre a
implementação dos planos de actividades da instituição APIEX, IP e outras instituições congéneres, visando
e respectivos relatórios; o intercâmbio de conhecimento em matéria de
g) Elaborar as propostas de relatórios de avaliação do Plano promoção de investimentos e exportações;
Económico e Social, e programa de actividades anuais g) Sistematizar e propor prioridades de cooperação
da instituição; internacional no âmbito da facilitação e promoção de
h) Elaborar e propor políticas, estratégias e medidas que investimentos e exportações;
assegurem a atracção e retenção do investimento h) Desenvolver e manter actualizada uma base de dados
e promoção de exportações; sobre oportunidades de parceria e cooperação entre
i) Identificar e propor medidas técnicas, económicas, legais, a APIEX, IP e instituições congéneres, áreas de
administrativas e financeiras com vista a promover, interesse e acções em curso ou programadas para
facilitar e dinamizar investimentos; promover a cooperação;
j) Realizar acções de identificação e promoção de novas i) Realizar as demais actividades que forem superiormente
oportunidades de negócios e de investimentos nos determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
diversos sectores de actividades económicas no País; presente Regulamento e demais legislação aplicável.
844 I SÉRIE — NÚMERO 128

2. O Departamento de Cooperação é dirigido por um Chefe de vii. Gerir os recursos financeiros, materiais e patrimoniais
Departamento Central nomeado pelo Director-Geral. da instituição;
viii. Zelar pelo cumprimento dos actos normativos no
ARTIGO 29 âmbito da administração e gestão dos recursos
financeiros e patrimoniais;
(Departamento de Administração e Finanças)
ix. Emitir parecer sobre operações financeiras a serem
1. São funções do Departamento de Administração e Finanças: efectuadas pela APIEX, IP;
x. Garantir que todas operações financeiras da APIEX, IP
a) No domínio da Administração:
estejam devidamente registadas na contabilidade;
i. Administrar os bens patrimoniais da APIEX, IP, de xi. Elaborar e apresentar ao Conselho de Direcção as
acordo com as normas e Decretos estabelecidos demonstrações financeiras periódicas e anuais da
pelo Governo e garantir a sua correcta utilização, APIEX, IP;
manutenção, protecção, segurança e higiene; xii. Realizar as demais actividades que forem
ii. Determinar as necessidades de material de consumo superiormente determinadas nos termos do Estatuto
corrente e outro, e proceder à sua aquisição, Orgânico, do presente Regulamento e demais
armazenamento, distribuição e ao controlo da sua legislação aplicável.
utilização; 2. O Departamento de Administração e Finanças tem a seguinte
iii. Garantir a segurança, manutenção e utilização estrutura:
correcta das instalações da instituição; a) Repartição de Administração;
iv. Prestar apoio técnico e logístico às diferentes b) Repartição de Finanças.
unidades orgânicas da instituição; 3. O Departamento de Administração e Finanças é dirigido
v. Implementar o Sistema Nacional de Arquivos do por um Chefe de Departamento Central Autónomo nomeado
Estado e assegurar a administração e gestão dos pelo Director-Geral.
arquivos e documentos da instituição; ARTIGO 30
vi. Organizar e gerir os arquivos correntes (Repartição de Administração)
e intermediários, de acordo com as normas
e procedimentos em vigor; 1. São funções da Repartição de Administração:
vii. Avaliar regularmente os documentos de arquivo a) Administrar os bens patrimoniais da APIEX, IP, de
e dar o devido destino; acordo com as normas e Decretos estabelecidos
viii. Monitorar e avaliar regularmente o processo pelo Governo e garantir a sua correcta utilização,
de gestão de documentos e arquivos do Estado manutenção, protecção, segurança e higiene;
na instituição, incluindo o funcionamento das b) Determinar as necessidades de material de consumo
Comissões de Avaliação de Documentos; corrente e outro, e proceder à sua aquisição,
ix. Garantir a circulação eficiente do expediente, o armazenamento, distribuição e ao controlo da sua
utilização;
tratamento da correspondência, o registo e arquivo
c) Garantir a segurança, manutenção e utilização correcta
da mesma;
das instalações da instituição;
x. Recolher, tratar, armazenar relatórios e outros d) Prestar apoio técnico e logístico às diferentes unidades
documentos produzidos na instituição; orgânicas da instituição;
xi. Recolher, sistematizar e catalogar a informação e) Proceder o registo de entrada e saída de toda
produzida pela instituição; correspondência e documentos oficiais recebidos
xii. Garantir a observância das normas na inventariação, e expedidos pela instituição;
manutenção e preservação do património da f) Garantir a distribuição atempada do expediente dentro
instituição; e fora da instituição;
xiii. Realizar as demais actividades que forem g) Implementar o Sistema Nacional de Arquivos do Estado
superiormente determinadas nos termos do Estatuto e assegurar a administração e gestão dos arquivos
Orgânico, do presente Regulamento e demais e documentos da instituição;
legislação aplicável. h) Organizar e gerir os arquivos correntes e intermediários,
b) No domínio das Finanças: de acordo com as normas e procedimentos em vigor;
i) Avaliar regularmente os documentos de arquivo e dar
i. Elaborar a proposta do orçamento da APIEX, o devido destino;
IP, de acordo com as metodologias e normas j) Monitorar e avaliar regularmente o processo de
estabelecidas; gestão de documentos e arquivos do Estado na
ii. Executar o orçamento de acordo com as normas instituição, incluindo o funcionamento das Comissões
de despesa internamente estabelecidas e com as de Avaliação de Documentos;
disposições legais; k) Garantir a circulação eficiente do expediente, o tratamento
iii. Controlar a execução dos fundos alocados aos da correspondência, o registo e arquivo da mesma;
projectos ao nível da instituição e prestar contas l) Recolher, tratar, armazenar relatórios e outros documentos
às entidades interessadas; produzidos na instituição;
iv. Elaborar os balanços periódicos da execução m) Recolher, sistematizar e catalogar a informação
orçamental e submeter ao Director-Geral; produzida pela instituição;
v. Elaborar o balanço anual da execução do orçamento n) Garantir a observância das normas na inventariação,
para submissão ao Ministro das Finanças e ao manutenção e preservação do património da instituição;
Tribunal Administrativo; o) Realizar as demais actividades que forem superiormente
vi. Elaborar o relatório anual de contas da APIEX, IP determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
e submeter às entidades competentes; presente Regulamento e demais legislação aplicável.
7 DE JULHO DE 2020 845

2. A Repartição de Administração é dirigida por um Chefe de k) Gerir o sistema de carreiras, remunerações e benefícios
Repartição Central nomeado pelo Director-Geral. dos funcionários e agentes do Estado;
l) Elaborar propostas dos qualificadores das carreiras
ARTIGO 31 profissionais específicas da APIEX, IP;
(Repartição de Finanças)
m) Coordenar acções de assistência social aos funcionários
e agentes do Estado na instituição;
1. São funções da Repartição de Finanças: n) Elaborar mapas de efectividade e controlo de assiduidade
a) Elaborar a proposta do orçamento da APIEX, IP, de dos funcionários e agentes do Estado na instituição;
acordo com as metodologias e normas estabelecidas; o) Coordenar e globalizar os processos de formulação
b) Executar o orçamento de acordo com as normas e de execução de estratégias de desenvolvimento de
de despesa internamente estabelecidas e com as recursos humanos;
disposições legais; p) Planificar e promover a realização de estudos colectivos
c) Controlar a execução dos fundos alocados aos projectos de legislação do sector, bem como de outros
documentos orientadores dos procedimentos e práticas
ao nível da instituição e prestar contas às entidades
vigentes na administração pública;
interessadas;
q) Garantir a implementação do e-CAF na instituição
d) Elaborar os balanços periódicos da execução orçamental
e coordenar a sua actualização permanente com outros
e submeter ao Director-Geral; órgãos e instituições do Estado;
e) Elaborar a Conta de Gerência a ser submetida ao Ministro r) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
das Finanças e ao Tribunal Administrativo; determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
f) Gerir os recursos patrimoniais da instituição; presente Regulamento e demais legislação aplicável.
g) Zelar pelo cumprimento dos actos normativos no âmbito
2. O Departamento de Recursos Humanos é dirigido por
da administração e gestão dos recursos financeiros e
um Chefe de Departamento Central Autónomo nomeado pelo
patrimoniais; Director-Geral.
h) Emitir parecer sobre operações financeiras a serem
efectuadas pela APIEX, IP; ARTIGO 33
i) Garantir que todas operações financeiras da APIEX, IP (Departamento de Tecnologias de Informação e Comunicação)
estejam devidamente registadas na contabilidade;
j) Elaborar e apresentar ao Conselho de Direcção as 1. São funções do Departamento de Tecnologias de Informação
demonstrações financeiras periódicas e anuais da e Comunicação:
APIEX, IP; a) Elaborar propostas de planos de introdução das
k) Realizar as demais actividades que forem superiormente novas tecnologias de informação e comunicação na
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do instituição;
presente Regulamento e demais legislação aplicável. b) Conceber e propor os mecanismos de uma rede
2. A Repartição de Finanças é dirigida por um Chefe de informática no sector para apoiar a actividade
administrativa;
Repartição Central nomeado pelo Director-Geral.
c) Propor a definição de padrões de equipamento informático
ARTIGO 32 hardware e software a adquirir para a instituição;
d) Administrar, manter e desenvolver a rede de
(Departamento de Recursos Humanos)
computadores, equipamentos informáticos e infra-
1. São funções do Departamento de Recursos Humanos: estrutura tecnológica da instituição;
a) Assegurar o cumprimento do Estatuto Geral dos e) Orientar e propor a aquisição, expansão e substituição de
Funcionários e Agentes do Estado e demais legislação equipamentos de tratamento de informação;
aplicável; f) Participar na criação, manutenção e desenvolvimento
b) Elaborar e gerir o quadro de pessoal; de um banco de dados para o processamento
c) Assegurar a realização da avaliação do desempenho dos de informação estatística;
funcionários e agentes do Estado; g) Promover trocas de experiência sobre o acesso
d) Organizar, controlar e manter actualizado o e-SIP e utilização de novas tecnologias de comunicação
do sector, de acordo com as orientações e normas e informação;
definidas pelos órgãos competentes; h) Promover, no seu âmbito ou em colaboração com
e) Produzir estatísticas internas sobre recursos humanos os demais sectores, a divulgação dos factos mais
e manter actualizada a respectiva base de dados; relevantes da vida da instituição e de tudo quanto possa
f) Implementar e monitorar a política de desenvolvimento contribuir para o melhor conhecimento da instituição;
de recursos humanos do sector; i) Gerir actividades de divulgação, publicidade e marketing
g) Planificar, coordenar e assegurar as acções de formação da instituição;
e capacitação profissional dos funcionários e agentes j) Promover o desenvolvimento, modernização
do Estado dentro e fora do País; e aperfeiçoamento de tecnologias de comunicação
h) Implementar as actividades no âmbito das políticas e informação da instituição;
e Estratégias do HIV e SIDA, Género e Pessoa com k) Assegurar a manutenção dos equipamentos informáticos
deficiência; e de comunicação afecta à instituição, de acordo com
i) Implementar as normas e estratégias relativas à saúde, as normas técnicas aplicáveis;
higiene e segurança no trabalho; l) Executar os procedimentos de segurança, verificação
j) Implementar as normas de previdência social dos e manutenção, necessárias ao bom funcionamento
funcionários e agentes do Estado; da infra-estrutura tecnológica e aplicações existentes;
846 I SÉRIE — NÚMERO 128

m) Elaborar planos de formação internos para o incremento g) Analisar e dar forma jurídica aos contratos, acordos
de conhecimentos informáticos dos funcionários da e outros instrumentos de natureza legal;
instituição; h) Elaborar propostas de diplomas legais, contratos,
n) Prestar assistência aos funcionários da instituição para memorandos, protocolos, acordos e outros instrumentos
uma melhor utilização do equipamento e dos sistemas jurídicos relevantes para actividades da instituição;
informáticos e de comunicação; i) Compilar e manter actualizado o registo da legislação
o) Promover e propor a formação dos recursos humanos nacional e internacional relevante para a prossecução
na área de informática e tecnologias de informação efectiva das atribuições da instituição;
e comunicação; j) Elaborar estudos, pareceres e informação de natureza
p) Garantir a manutenção regular e preventiva do jurídica;
k) Participar em processo de negociação de acordos
equipamento de informática e propor procedimentos
e outros instrumentos jurídicos relevantes no domínio
para seu acesso, utilização e segurança;
da promoção de investimentos e exportações;
q) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
l) Participar em actividades de divulgação da legislação do
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do sector, em coordenação com os órgãos competentes;
presente Regulamento e demais legislação aplicável. m) Apoiar o Director-Geral na representação da instituição
3. O Departamento de Tecnologias de Informação em juízo;
e Comunicação é dirigido por um Chefe de Departamento Central n) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
Autónomo nomeado pelo Director-Geral. determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do
presente Regulamento e demais legislação aplicável.
ARTIGO 34
2. O Gabinete de Assessoria Jurídica é dirigido por um Chefe
(Departamento de Aquisições) de Gabinete de Instituto Público nomeado pelo Director-Geral.
1. São funções do Departamento de Aquisições: ARTIGO 36
a) Coordenar todas as fases do ciclo de contratação, desde (Gabinete de Auditoria e Controlo Interno)
a planificação até a recepção de obras, bens ou serviços,
bem como a execução pontual do contrato; 1. São funções do Gabinete de Auditoria e Controlo Interno:
b) Efectuar o levantamento das necessidades de contratação a) Fiscalizar o cumprimento das normas técnicas,
da instituição e desenvolver o respectivo plano anual; administrativas e financeiras que regulam as actividades
c) Elaborar documentos de concursos, bem como coordenar da APIEX, IP;
a gestão e execução dos processos de contratação; b) Realizar inspecções e auditorias às unidades orgânicas da
d) Assistir aos júris e zelar pelo cumprimento de todos APIEX, IP, incluindo as Delegações e Representações,
procedimentos legais em concursos públicos abertos para avaliar o cumprimento das normas e regulamentos
pela instituição; que regem as actividades da instituição;
e) Elaborar, realizar e manter actualizado o plano de c) Analisar o processo de execução das operações
contratações de cada exercício económico; financeiras, a elaboração dos relatórios financeiros e o
f) Administrar os contratos e zelar pelo cumprimento de cumprimento da legislação e regulamentos aplicáveis;
todos os procedimentos atinentes ao seu objecto; d) Acompanhar e controlar com regularidade, de acordo
g) Manter adequada informação sobre a execução com procedimentos aplicáveis, o cumprimento da
e cumprimento efectivo dos contratos; execução orçamental, a situação económica, financeira
h) Zelar pelo arquivo adequado dos documentos de e patrimonial da APIEX, IP;
contratação; e) Propor ao órgão competente, medidas conducentes ao
i) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente melhoramento dos procedimentos internos e normas
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do de funcionamento da instituição;
presente Regulamento e demais legislação aplicável. f) Apoiar na identificação, análise e avaliação de riscos
financeiros na instituição;
2. O Departamento de Aquisições é dirigido por um Chefe de
g) Emitir parecer sobre o Relatório de Gestão e Conta de
Departamento Central Autónomo nomeado pelo Director-Geral.
Gerência;
ARTIGO 35 h) Emitir parecer sobre o funcionamento, organização e
eficiência dos serviços, bem como outras matérias do
(Gabinete de Assessoria Jurídica) âmbito das atribuições e competências da APIEX, IP;
1. São funções do Gabinete de Assessoria Jurídica: i) Elaborar e actualizar o Manual de Procedimentos de
a) Emitir pareceres e prestar demais assessoria jurídica; Auditoria Interna e outros instrumentos aplicáveis no
b) Zelar pelo cumprimento e observância da legislação âmbito do controlo interno;
j) Participar no processo de implementação do subsistema
aplicável ao sector;
de controlo interno no âmbito do Sistema de
c) Propor providências legislativas que julgue necessárias;
Administração Financeira do Estado;
d) Pronunciar-se sobre o aspecto formal das providências k) Avaliar a regularidade da gestão orçamental, financeira
legislativas das áreas da instituição e colaborar no e patrimonial da instituição;
estudo e elaboração de projectos de diplomas legais; l) Apoiar na melhoria da eficácia dos processos de gestão
e) Emitir parecer sobre processos de natureza disciplinar, de risco e controlo interno, garantindo a conformidade
regularidade formal da instrução e adequação legal legal e regulamentar das acções da APIEX, IP;
da pena proposta; m) Assegurar a coordenação e articulação com as equipas
f) Emitir parecer sobre as petições e reportar aos órgãos técnicas destacadas para a realização de auditorias
competentes sobre os respectivos resultados; externas na instituição;
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n) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente c) Realizar estudos, troca de experiências e de informações
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do sobre matérias inerentes às atribuições da instituição,
presente Regulamento e demais legislação aplicável. bem como as funções específicas da unidade orgânica;
2. O Gabinete de Auditoria e Controlo Interno é dirigido d) Assegurar a implementação e cumprimento efectivo das
por um Chefe de Gabinete do Instituto Público nomeado pelo decisões da Direcção;
Director-Geral. e) Pronunciar-se sobre outros assuntos que forem
submetidos à sua apreciação.
ARTIGO 37
CAPÍTULO IV
(Competências dos Directores de Divisão, Chefes de Gabinete,
Chefes de Departamento e de Repartição Central) Delegações Provinciais e Representações
Compete, em geral, aos Directores de Divisão, Chefes SECÇÃO I
de Gabinete, Chefes de Departamento e de Repartição Central: Delegações Provinciais
a) Planificar as acções a desenvolver no âmbito da sua área ARTIGO 40
de intervenção;
b) Orientar e coordenar a realização efectiva das actividades (Criação)
planificadas, bem como o acompanhamento da sua 1. As Delegações Provinciais são representações da APIEX,
execução efectiva; IP de nível provincial, cuja criação e extinção compete ao
c) Dirigir a respectiva unidade orgânica e garantir Ministro que superintende a área da Indústria e Comércio, em
o cumprimento das normas e metas estabelecidas no conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 2 do Estatuto
âmbito do seu funcionamento; Orgânico.
d) Praticar todos os actos necessários ao funcionamento 2. A Delegação é dirigida por um Delegado Provincial
da respectiva unidade orgânica, reportando nomeado pelo Director-Geral.
periodicamente ao Director-Geral o grau de execução
do plano de actividades e orçamento; ARTIGO 41
e) Assegurar a implementação efectiva, a nível da respectiva (Funções das Delegações Provinciais)
unidade orgânica, das decisões emanadas pela
Direcção para o regular funcionamento da instituição; São funções das Delegações Provinciais:
f) Presidir o Colectivo da respectiva unidade orgânica a) Coordenar as actividades da APIEX, IP a nível da
e emitir pareceres técnicos sobre matérias da sua província;
competência; b) Garantir a coordenação dos processos de realização de
g) Elaborar relatórios sobre actividades realizadas investimentos nacionais e estrangeiros, a nível local,
pela respectiva unidade orgânica, de acordo com bem como a promoção de exportações;
a periodicidade definida para o efeito; c) Assegurar a facilitação e celeridade na prestação de
h) Promover acções de formação e capacitação do pessoal serviços de apoio institucional e de acompanhamento
afecto à sua unidade orgânica; aos potenciais investidores;
i) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente d) Desenvolver acções no domínio do fomento e atracção
determinadas nos termos do Estatuto Orgânico, do de investimentos, incluindo a monitoria e expansão de
presente Regulamento e demais legislação aplicável. projectos de investimento aprovados;
e) Coordenar e desenvolver acções de promoção
ARTIGO 38 e facilitação de iniciativas de investimento nacionais
(Colectivo da Unidade Orgânica)
e estrangeiros nas ZEE´s e ZFI´s a nível provincial;
f) Estabelecer a ligação entre a APIEX, IP e os órgãos
1. O Colectivo da Unidade Orgânica é o órgão consultivo executivos de governação descentralizada provincial
convocado e dirigido pelo Director de Divisão, Chefe de e os órgãos de representação do Estado na Província,
Departamento Central ou Chefe de Gabinete, consoante os casos, nos termos da lei;
no qual participam os funcionários do respectivo sector, que tem g) Garantir a execução dos planos anuais de actividades
por função analisar e pronunciar-se sobre matérias relativas às e orçamento da APIEX, IP, a nível da província,
funções, organização e funcionamento da unidade orgânica. e apresentar relatórios sobre o cumprimento do mesmo;
2. O Colectivo da Unidade Orgânica reúne-se ordinariamente h) Elaborar relatórios e informes periódicos sobre os
uma vez por mês e, extraordinariamente, sempre que convocado investimentos aprovados e manter o registo actualizado
pelo respectivo titular, devendo a convocatória ser feita com dos mesmos;
antecedência mínima de 5 (cinco) dias, com indicação do local, i) Prestar apoio institucional e orientação aos exportadores
hora e agenda dos temas a discutir na respectiva sessão. nacionais e promover o potencial exportável da
província;
3. Das sessões dos colectivos são lavradas sínteses dos temas
j) Realizar outras actividades que lhe sejam superiormente
discutidos e decisões tomadas.
determinadas nos termos do presente Estatuto e demais
ARTIGO 39 legislação aplicável.
(Funções do Colectivo da Unidade Orgânica) ARTIGO 42
São funções do Colectivo da Unidade Orgânica: (Competências do Delegado Provincial)

a) Analisar a proposta do plano de actividades da Unidade Compete ao Delegado Provincial da APIEX, IP:
Orgânica e o respectivo orçamento; a) Dirigir a Delegação Provincial e coordenar as actividades
b) Avaliar e monitorar a execução das actividades praticando os actos necessários ao seu efectivo
programadas; funcionamento;
848 I SÉRIE — NÚMERO 128

b) Assegurar a gestão administrativa, financeira e patri- 2. O Representante Local da APIEX, IP é nomeado pelo
monial da Delegação; Director-Geral.
c) Submeter à aprovação do Director-Geral da APIEX,
ARTIGO 46
IP o plano de actividades da Delegação Provincial
e respectivos relatórios periódicos de execução de (Funções)

actividades programadas; Compete ao Representante Local da APIEX, IP:


d) Gerir os recursos humanos afectos à Delegação a) Representar a APIEX, IP na respectiva área de jurisdição,
e promover o desenvolvimento de acções de formação praticando os actos necessários ao cumprimento
e capacitação dos funcionários; efectivo das atribuições da instituição;
e) Promover, a nível da província, iniciativas orientadas b) Desenvolver, em articulação com o Delegado Provincial,
ao fomento, atracção de investimentos e promoção as actividades de facilitação de investimentos
e promoção de exportações;
de exportações;
c) Acompanhar e monitorar a implementação efectiva
f) Divulgar as oportunidades de investimento e poten- de projectos de investimento autorizados prestando
cialidades económicas da província; o apoio institucional aos investidores na execução dos
g) Coordenar a elaboração de informações e dados respectivos projectos;
estatísticos sobre tendência de investimentos d) Realizar outras actividades inerentes as suas funções
e exportações, a nível da província; que forem determinadas superiormente, nos termos do
h) Representar a APIEX, IP junto dos órgãos executivos Estatuto Orgânico, do presente Regulamento e demais
legislação aplicavel.
de governação descentralizada provincial e os órgãos
de representação do Estado na Província, nos termos ARTIGO 47
da lei, assegurando a necessária articulação na
(Equiparação)
implementação de políticas e estratégias no âmbito da
promoção de investimentos e exportações; O Representante Local da APIEX, IP é equiparado, para todos
i) Convocar e presidir o Colectivo da Delegação; os efeitos legais, a Chefe de Departamento Central.
j) Exarar Despacho, Circular e Ordem de Serviço que SUBSECÇÃO II
se mostrem necessários ao pleno funcionamento da
Representação no Exterior
Delegação;
k) Exercer as demais competências conferidas por lei ou ARTIGO 48
determinadas superiormente nos termos do Estatuto (Estabelecimento)
Orgânico, do presente Regulamento e demais 1. A Representação da APIEX, IP no exterior é estabelecida em
legislação aplicável. função das necessidades e imperativos de trabalho nos mercados
alvos de intervenção.
ARTIGO 43 2. O Representante da APIEX, IP no exterior é nomeado pelo
(Subordinação) Director-Geral.
3. A Representação da APIEX, IP no exterior subordina-
O Delegado Provincial subordina-se ao Director-Geral da se administrativa, funcional, financeira, patrimonial
APIEX, IP, sem prejuízo da articulação e cooperação com os e metodologicamente ao Director-Geral da APIEX, IP sendo
órgãos executivos de governação descentralizada provincial e os em matéria de representação do Estado no exterior subordinada
órgãos de representação do Estado na Província, nos termos da lei. a missão diplomática ou consular do País em que esteja localizada.
ARTIGO 49
ARTIGO 44
(Competências do Representante)
(Estrutura das Delegações Provinciais)
Compete ao Representante da APIEX, IP no exterior:
As normas sobre a organização e funcionamento interno das
a) Representar a APIEX, IP na respectiva área de jurisdição,
Delegações Provinciais constam do respectivo Estatuto-tipo a praticando os actos necessários ao cumprimento
ser aprovado pelo Ministro que superintende a área da Indústria efectivo das atribuições da instituição;
e Comércio. b) Apoiar na definição da estratégia, posicionamento
e objectivos globais da instituição no âmbito de
SECÇÃO II intervenção em novos mercados para atracção de
investimentos e promoção de exportações nacionais;
Representações c) Planificar e executar as acções no âmbito da atracção
SUBSECÇÃO I do investimento, projectando a imagem do País
como destino preferencial do investimento directo
Representação Local estrangeiro;
ARTIGO 45 d) Promover produtos nacionais e o potencial exportável
do País;
(Estabelecimento) e) Identificar e apoiar potenciais investidores com interesse
em investir no País, providenciando informação
1. A APIEX, IP pode estabelecer Representações de nível local, relevante sobre oportunidades de investimento,
cujas actividades são desenvolvidas em estreita articulação com ambiente de negócios e procedimentos para investir
as Delegações Provinciais. no País;
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f) Acompanhar e orientar a APIEX, IP em matéria de ARTIGO 52


investimentos e exportações, no âmbito da captação
(Despesas)
de empresas em fase de expansão de actividades para
novos mercados; Constituem despesas da APIEX, IP:
g) Conceber e implementar actividades visando promover a) Os encargos com o respectivo funcionamento no
as oportunidades de investimento bem como a marca cumprimento das atribuições e competências que lhe
APIEX, IP no exterior; são confiadas;
h) Actuar como elemento facilitador na mobilização b) Os custos de aquisição, manutenção e conservação
de investimento directo estrangeiro para o País, de equipamentos, imóveis e outros bens e serviços
promovendo a realização de missões empresariais inerentes ao exercício das suas atribuições e compe-
estrangeiras para prospecção de oportunidades de tências;
investimentos; c) Os custos que resultam da formação e gestão do seu
i) Gerir e disponibilizar conteúdos informativos sobre pessoal.
ambiente de negócios, oportunidades de investimento
e outras informações relevantes de acordo com ARTIGO 53
solicitações de investidores prospectivos; (Gestão financeira e patrimonial)
j) Promover programas de intercâmbio entre a APIEX, IP
e outras instituições congéneres estrangeiras; A gestão financeira e patrimonial da APIEX, IP rege-se pelos
k) Participar em eventos internacionais, designadamente, princípios e normas de gestão aplicáveis aos institutos públicos.
conferências, seminários, feiras, workshops, entre ARTIGO 54
outros, que concorram para promoção de oportunidades
de investimento e do potencial exportável; (Planos e orçamentos)
l) Realizar outras actividades inerentes às suas funções que 1. Os planos de actividade da APIEX, IP e respectivo
forem determinadas superiormente, nos termos do orçamento anual devem estar compatibilizados com as instruções
Estatuto Orgânico, do presente Regulamento e demais emanadas pelas tutelas e de acordo com as estratégias e planos do
legislação aplicável. Governo e submetidos à aprovação do Ministro de tutela sectorial
até 30 de Julho de cada ano.
CAPÍTULO V 2. A APIEX, IP elabora, com referência a cada ano económico,
Gestão Financeira e Regime Patrimonial os respectivos orçamentos operacionais e de investimento,
ARTIGO 50 os quais são aprovados pelos Ministros de tutela sectorial
e financeira.
(Receitas) 3. Os relatórios e contas de execução orçamental da APIEX,
Constituem receitas da APIEX, IP: IP acompanhados dos relatórios do órgão de fiscalização são
submetidos trimestralmente à aprovação dos Ministros de tutela
a) As dotações, comparticipações e subvenções que
sectorial e financeira.
lhe sejam atribuídas pelo Estado e outras pessoas
4. Compete ao Ministro que superintende a área da Indústria
colectivas de direito público, incluindo as verbas
e Comércio submeter o plano de actividades e orçamento da
afectas ao fomento das exportações;
APIEX, IP, até 31 de Agosto, ao Ministro que superintende
b) As taxas cobradas pela prestação de serviços nos termos
a área das Finanças.
legais;
c) As receitas resultantes da participação na gestão de ARTIGO 55
empreendimentos económicos, incluindo Zonas
Económicas Especiais e Zonas Francas Industriais; (Fiscalização e julgamento de contas)
d) Os donativos, subsídios e financiamentos feitos por 1. À APIEX, IP são aplicáveis as regras e disposições em
pessoa singular ou colectiva, nacional ou estrangeira; vigor e dos princípios metodológicos de gestão orçamental
e) Quaisquer outros rendimentos, bens ou direitos que e contabilística de instituições de direito público, dotadas de
provenham da sua actividade ou que, por lei ou autonomia administrativa, financeira e patrimonial.
contrato lhes sejam atribuídos. 2. A APIEX, IP adopta o sistema de contabilidade pública,
ARTIGO 51 sem prejuízo do previsto na legislação fiscal.
3. Os documentos de prestação de contas devem ser submetidos
(Canalização e repartição da receita) à aprovação pelos Ministros de tutela até 31 de Março do ano
1. A APIEX, IP deve canalizar para a Conta Única do Tesouro, seguinte a que respeitam.
a totalidade da receita arrecadada, nos termos da legislação 4. As contas da APIEX, IP referentes a cada exercício são
aplicável, a título de receita própria e consignada após a sua sujeitas anualmente a uma auditoria independente, que é parte
cobrança. integrante do Relatório anual, sem prejuízo do parecer do
2. O Tesouro Público, no prazo de cinco dias úteis após Conselho Fiscal.
a receitação, devolve a APIEX, IP, a título de consignação
definitiva, a percentagem da receita transferida para a Conta ARTIGO 56
Única do Tesouro, nos termos a definir por Despacho conjunto (Relatórios e Contas)
dos Ministros que exercem a tutela sectorial e financeira.
3. A devolução da receita, referida no número anterior, 1. A APIEX, IP elabora com referência a 31 de Dezembro
é efectuada mediante requisição/registo de necessidades no de cada ano, o Relatório da Direcção, o Balanço e o mapa de
e-SISTAFE. demonstração de resultados bem como o mapa de fluxo de caixa.
850 I SÉRIE — NÚMERO 128

2. Os documentos previstos no número anterior são aprovados CAPÍTULO VII


por despacho conjunto do Ministro que superintende a área da Procedimentos Administrativos
Indústria e Comércio e do Ministro que superintende a área das
ARTIGO 62
Finanças, tendo em consideração os pareceres do Conselho Fiscal,
(Normas de funcionamento interno)
Auditoria Interna e do Auditor Externo.
3. Os documentos de prestação de contas referidos no número No seu funcionamento a APIEX, IP rege-se pelo Estatuto
1 do presente artigo, bem como os pareceres do Conselho Fiscal, Orgânico, pelo presente Regulamento, pelas Normas de
da Auditoria Interna e do Auditor Externo devem ser publicados Funcionamento dos Serviços da Administração Pública e demais
anualmente no Boletim da República, na página de internet instrumentos legais aplicáveis à função pública.
da APIEX, IP e num dos jornais de maior circulação no País. ARTIGO 63
ARTIGO 57 (Formulários e Impressos)

(Património) Os formulários e impressos em uso na APIEX, IP obedecem


estritamente a um modelo aprovado pelo Director-Geral, ou que
1. Constitui património da APIEX, IP a universalidade de bens, resulte das normas aplicáveis.
direitos e obrigações de conteúdo económico.
2. Os bens patrimoniais da APIEX, IP devem constar de ARTIGO 64
inventários elaborados anualmente devidamente organizados e (Correspondência)
actualizados nos termos da legislação aplicável sobre a matéria.
1. Toda correspondência ou quaisquer documentos dirigidos
ARTIGO 58 à APIEX, IP deve ser registado no livro de entrada disponível na
instituição, onde é escrito o número de ordem e data de entrada,
(Fundo Social) número de referência, a data do documento, a sua proveniência,
A APIEX, IP, no âmbito das acções de natureza social, resumo da matéria, destino e classificação do arquivo.
2. A entrega de correspondência fora dos casos mencionados
pode criar um fundo social com consignação de verbas que o
no número anterior é feita através de protocolo, devendo ter a
Conselho de Direcção delibere atribuir-lhe, ouvido o Ministro que
data e rúbrica de quem a recebe.
superintende a área das Finanças, cujo regulamento é aprovado 3. A correspondência pode ser transmitida por meio de correio,
por despacho do Director-Geral. fax, correio electrónico ou por outras formas.
4. Todo expediente deve ter carimbo com a data da sua entrada
ARTIGO 59
e deste constará o número de ordem, a classificação de arquivo
(Utilização de Viaturas) e rubrica do encarregado do registo.
Os procedimentos específicos para a utilização das viaturas ARTIGO 65
de serviço da APIEX, IP são fixados por Despacho do Director- (Sigilo Profissional)
Geral.
1. Todo funcionário da APIEX, IP, excepto os casos em que a
CAPÍTULO VI função exercida assim o determine, está sujeito ao dever de sigilo
profissional sobre os factos cujo conhecimento lhes advenha do
Regime do Pessoal exercício das suas funções e, seja qual for a finalidade, não pode
ARTIGO 60 divulgar por qualquer forma factos e informações relativos ao
serviço ou conhecidos por motivo deste, independentemente da
(Regime Jurídico) sua classificação.
O pessoal da APIEX, IP rege-se pelo Estatuto Geral dos 2. A correspondência dirigida a APIEX, IP ou nela existente
é exclusivamente destinada ao conhecimento dos funcionários
Funcionários e Agentes do Estado, salvo excepções previstas no
responsáveis pelos assuntos nela versados.
n.º 2 do artigo 56 do Decreto n.º 41/2018, de 23 de Julho. 3. A comunicação do seu conteúdo a particulares
ou a outros funcionários que não intervenham profissionalmente
ARTIGO 61
nos respectivos assuntos constitui infracção ao dever de sigilo,
(Regime Remuneratório) punível disciplinarmente, sem prejuízo da responsabilidade civil
ou criminal a que der origem.
1. Sem prejuízo dos direitos adquiridos, o regime remuneratório
aplicável ao pessoal da APIEX, IP é o dos funcionários e agentes ARTIGO 66
do Estado, com a possibilidade de adopção de tabela diferenciada (Emissão de Recibos)
em função da especificidade da actividade desenvolvida e
1. A todo pagamento efectuado em contrapartida dos serviços
de aprovação de suplementos adicionais pelos Ministros que prestados pela APIEX, IP é emitido o correspondente recibo.
superintendem as áreas das Finanças e da Função Pública. 2. Todo pagamento deve ser efectuado mediante depósito
2. As remunerações do Director-Geral e Director-Geral bancário, competindo ao Departamento de Administração
Adjunto obedecem ao regime e critérios estabelecidos pelos e Finanças a indicação das contas bancárias tituladas pela
Qualificadores Profissionais de Funções Específicas de Institutos, instituição, para efeitos de pagamentos de taxas ou emolumentos
Fundações e Fundos Públicos. cobrados pela APIEX, IP, nos termos da legislação aplicável.
Anexo I

Organograma da APIEX, IP

Direcção
7 DE JULHO DE 2020

Conselho de Direcção Conselho Fiscal

Conselho Técnico Conselho Consultivo

Divisão de Gestão de Divisão de Zonas Divisão de Promoção de Divisão de Estudos,


Projectos Económicas Especiais e Investimentos e Planificação e
Zonas Exportações Cooperação
Francas Industriais

Departamento de Departamento de Gabinete de Departamento de Departamento de Gabinete de Auditoria e


Administração e Recursos Humanos Assessoria Jurídica Tecnologias de Informação Controlo Interno
Aquisições e Comunicação
Finanças

DAGP DFMP DZEE DZFI DPICM DPE DEP DC

RA RF
Delegações Provinciais Representações

DAGP-Departamento de Análise e Gestão de Projectos DPE-Departamento de Promoção de Exportações


DFMP-Departamento de Facilitação e Monitoria de Projectos DEP-Departamento de Estudos e Planificação
DZEE-Departamento de Zonas Económicas Especiais DC-Departamento de Cooperação
DZFI-Departamento de Zonas Francas Industriais RA-Repartição de Administração
DPICM-Departamento de Promoção de Investimentos, Comunicação e Marketing RF-Repartição de Finanças
851
Preço — 90,00 MT

IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E.P.

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