República da Guiné-Bissau
Ministério da Educação Nacional Cultura e Desporto
ESCOLA NACIONAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO
TEMA: Obesidade Infantil
TÍTULO: SISTEMA DO EXECÍCIOS FÍSICOS PARA TRATAMENTO DAS CRIANÇAS OBESAS DE
11 A 13ANOS DE IDADE DA COMUNIDADE DE CONTUM-MADINA EM BISSAU, GUINÉ-BISSAU
ELABORAÇÃO DE PROJECTO
{BACHARELATO}
Carreira: Teoria e metodologia da investigação científica
Autor: Rúmana Maercelino
Número: 28
Turma: C1, 3º ano
Orientador: Osvaldo João Braima Ano lectivo:2021/2022
Docente: Afonso H. Djú
Bissau, Agosto de 2022
Elaboração de projecto apresentada para a conclusão do curso
de Bacharelato Orientador: Edmilson Elvis Soares Martins.
ESCOLA NACIONAL DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO
BISSAU, 2022
SISTEMA DO EXECÍCIOS FÍSICOS PARA TRATAMENTO DAS CRIANÇAS
OBESAS DE 11 A 14 ANOS DE IDADE DA COMUNIDADE DE CONTUM-MADINA
EM BISSAU, GUINÉ-BISSAU
ORIENTADOR: Osvaldo João Braima.
Professores/as examinadores/as -------- / valores
____________________________
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BISSAU, 2022
Dedico este trabalho a DEUS e a todos os
que contribuíram para o meu sucesso.
AGRADECIMENTOS
Agradeço, primeiramente, a DEUS por não me desamparar em nenhum
momento;
À minha mãe, Maria Agosta Agostinho e o meu pai, Marcelino J. Lima, pela força e a
existência que me deram; e nas horas mais difíceis da minha vida;
Ao Mestre, professor e orientador Afonso Henrique Djú, que mesmo estando longe se dispôs
a ser meu orientador, contribuindo de forma significativa na minha formação académica;
Aos meus Professores, por compartilharem sua amizade e seus conhecimentos comigo ao
longo desta caminhada;
Aos meus amigos de faculdade, em especial, Nível Baptista, Abilo Cabral, Carlos Condé, pelo
apoio e amizade construída ao longo desses anos que passamos juntos. A todos, meus sinceros
agradecimentos.
Agradeço a ENEFD pela valiosa infra - estrutura e excelente corpo docente.
Um obrigado a todos aqueles que contribuíram de forma direta ou indireta para à
realização deste trabalho, (Edmilson Elvis Soares Martins e Osvaldo João Braima) de maneira
particular expresso a minha gratidão.
RESUMO
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no organismo. Ela vem
crescendo de forma assustadora em todo o mundo, ganhando status de epidemia global. As
causas da obesidade são de etiologia multifatorial, sendo as principais delas a inatividade
física e a alimentação inadequada, rica em gorduras. O estudo objetivou analisar a prevalência
da obesidade em comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau. Foram
selecionados, de forma aleatória, 52 crianças com faixa etária entre 11 e 14 anos, residentes
em comunidade. Do total da amostra, 29 eram do sexo masculino e 23 do sexo feminino, a
média etária foi de 12,8 anos. A amostra foi submetida às medições antropométricas de peso,
altura e circunferência abdominal, para se obter o IMC e o risco de síndrome metabólica.
Além disso, as crianças responderam a dois questionários para verificar os hábitos alimentares
na escola e o nível de atividade física dos mesmos. Os resultados apontaram para uma
prevalência elevada do excesso de peso, com o percentual de destes, classificados
como obesos. As crianças classificados com o IMC para obesidade apresentaram também um
elevado risco para síndrome metabólica, chegando ao percentual de 17,3%. O estudo revela
ainda que 67, % das crianças envolvidos na amostra alegaram consumir, na escola, alimentos
hipercalóricos. Identificou-se no estudo uma relação positiva entre estar fisicamente activo e
ter IMC normal.
Descritores: Obesidade, inactividade física, alimentação inadequada e educação física.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho chama atenção as crianças e obesas de onze a treze (11 a 13 anos de
idade) da comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau; a obesidade se define
como grau de armazenamento de gordura no organismo, associado a riscos para saúde, devido
a complicações no metabolismo de cada indivíduo; Inversos factores podem desencadear a
obesidade. Entre eles os aspectos genéticos, ambientais, sociais e económicos.
A obesidade tendo seu início ainda na infância, torna se prejudicial o crescimento e o
desenvolvimento da criança. Além de acarretar problemas psíquicos e hormonais e tratando
da obesidade infantil, pode-se considerar uma patológicas nica-lhe acompanhar a criança
muitas das vezes até sua fase adulta no tendo em vista associação da transição
epidemiológica, demográfica e comportamental e a alteração do hábito alimentar são
apontadas como factores causais do aumento progressivo da obesidade infantil.
TITULO
Sistema dos exercícios físicos para o tratamento das crianças obesas de 11 a 13 anos de idade
da comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau.
SISTEMA POLEMICA
Na comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau; as crianças não gostam de
assistir aula de educação física, passam tempo no frente da televisão, computador etc.
Razão pelo qual sofrem dessa doença.
JUSTIFICAÇÃO
Nós como técnico da área da Educação Física e Desporto preocuparmos com a saúde das
crianças obesas de 11 a 13 anos de idade da comunidade de Cuntum-Madina em Bissau,
Guiné-Bissau.
Decidimos escolher essa tema para dar as nossas contribuições no tratamento dessas crianças
de forma de torna-los mas saudáveis e livres das outras doeças crónicas e intransmissível.
Ex: Avc, hipertensão arterial, diabete de tipo 2.
PROBLEMA CIENTÍFICA
Como contribuir para o tratamento das crianças obesas de 11 a 13 anos de idade da
comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau.
OBJECTO DE ESTUDO
Processo tratamento das crianças obesas de 11 a 13 anos de idade da comunidade de Cuntum-
Madina em Bissau, Guiné-Bissau.
1.6 CAMPO DE ACÇÃO
Na comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau; com as crianças obesas de 11
a 13 anos de idade.
OBJECTIVO
Seleccionar um conjuntos dos exercícios para o tratamento das crianças obesas de 11 a 13
anos de idade da comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau.
PERGUNTA CIENTÍFICAS
Qual é o fundamento teórico e metodologia da problemática?
Exercícios físicos seleccionar para o tratamento do estudo em causa?
Qual é situação actual da temática em estudo?
Que recursos bibliográfico a utilizar?
TAREFAS CIENTÍFICAS
Avaliação sobre fundamento teórico e metodologia da problemática.
Elaboração de exercícios físicos a seleccionar para o tratamento do estudo em causa.
Diagnóstico da situação actual da temática em estudo.
Selecção de recursos bibliográfico a utilizar.
MÉTODO UTILIZAR
MÉTODO EMPÍRICO MÉTODO CIENTÍFICO MÉTODO MATEMÁTICO
Observação; Histórico; Analise;
Entrevista; Analise; Síntese; Interpretação de dados.
Questionário, Dedutivo e Indutivo.
OBESIDADE EPIDEMIA GLOBAL
A obesidade infantil é, segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos problemas de saúde
pública mais graves do século XXI, sobretudo nos chamados países em desenvolvimento. Em
2010, havia 42 milhões de crianças com sobrepeso em todo o mundo, das quais 35 milhões
viviam em países em desenvolvimento.
A obesidade está relacionada a uma série de factores como hábitos alimentares e actividade
física, além de factores biológicos, comportamentais e psicológicos. Não se trata de um
problema meramente estético. Além de frequentemente sofrerem "bullying" por parte dos
colegas, adultos obesos tendem a ter filhos obesos e também com sérios problemas de saúde,
como diabetes, doenças cardíacas e a má formação do esqueleto. O sobrepeso e a obesidade
são o quinto factor principal de risco de disfunção no mundo. A cada ano, pelo menos 2,8
milhões de pessoas adultas morrem em consequência do sobrepeso ou da obesidade. 44% dos
casos de diabetes, 23% dos casos de cardiopatias isoquímicas e de 7% a 41% dos casos de
alguns tipos de câncer são atribuíveis ao sobrepeso e à obesidade. As crianças que estão acima
do peso ou obesas têm maior probabilidade de se tornarem adultos obesos e têm um risco
aumentado de obter piores resultados de saúde mais tarde na vida, incluindo diabetes, doenças
cardíacas, câncer e geralmente mortalidade geral.
A Organização Mundial de Saúde entende que a obesidade se tornou uma epidemia.
Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/temas/obesidade-
infantil
O QUE É OBESIDADE INFANTIL
A obesidade infantil é uma doença crónica e não transmissível, caracterizada pelo
excesso de gordura corporal, em quantidade que determina prejuízos à saúde da criança. De
acordo com a saúde das crianças, o índice de obesidade infantil na comunidade de Cuntum-
Madina em Bissau, Guiné-Bissau faz com que uma a cada três crianças esteja pesando mais
que o recomendado.
As faixas de Índice de Massa Corporal (IMC) determinadas para crianças são diferentes dos
adultos e variam de acordo com género e idade. Hoje, a obesidade se configura como um
grande problema de saúde pública.
Os quilos extras podem ter consequências para as crianças até a sua vida adulta, mesmo que
a obesidade seja revertida nesse período. Doenças como
diabetes, hipertensão e colesterol alto são algumas consequências da obesidade infantil não
tratada. A condição também pode levar à baixa auto-estima e à depressão nas crianças.
Fonte:https://search.yahoo.com/search;_ylt=AwrhRp2ANuVip
gcXn65XNyoA;_ylc=X1MDMjc2NjY3OQRfcgMyBGZyA3lo
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ade+infantil+recomenda%C3%A7%C3%A3o+dentro+da++mo
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CAUSAS
Diversos factores podem causar obesidade infantil. Entre os mais comuns estão factores
genéticos, má alimentação, sedentarismo ou uma combinação desses factores. Além
disso, a obesidade em crianças também pode ser decorrente de alguma condição médica,
como doenças hormonais ou uso de medicamentos à base de corticóides.
“Cada vez mais temos visto que sua génese já pode acontecer nos primeiros mil dias, então,
já evidenciamos factores de risco gestacionais, como diabetes gestacional e excesso de
ganho de peso na gestação” esclarece Consorte. A especialista acrescenta que bebé com
crescimento intra-uterino restrito também podem ter maior risco de obesidade no futuro.
Logo, a prevenção da obesidade infantil já começa no período gestacional. Porém, apesar de
ser uma condição com influência genética, nem todos os pais e mães com obesidade
também terão filhos com o problema, assim como aqueles pais e mães com peso
recomendado podem gerar filhos com obesidade. Isso porque a obesidade infantil também
possui ligação com os hábitos alimentares da criança e da família, bem como a realização
de actividades físicas. Dessa forma, a alimentação da criança e a quantidade de exercícios
físicos que ela pratica são factores determinantes para o aparecimento da obesidade infantil,
ainda que não exista histórico familiar do problema. Ter atenção a esses hábitos pode ajudar
a prevenir a condição pela vida toda.
CONSEQUÊNCIAS
É bom saber que uma criança é considerada obesa quando ultrapassa em 15% o peso médio
correspondente a sua idade.
É sobre tudo no final da infância e inicio da adolescência, ou seja, com o aproximar das
transformações físicas, que verificam as consequências psicológicas, emocionais e sociais,
pelo excesso de peso.
Isso está diminuindo a qualidade de vida e aumentando o número de respostas emocionais
inadequadas. Os distúrbios de identidade estão associados a uma baixa autoestima em
crianças obesas também. Por exemplo: O excesso de peso afeta a imagem corporal,
prejudicando também a forma de pensar a respeito de si mesma, mudando seus
comportamentos.
A criança e o adolescente enfrentam dificuldades diárias, com preconceitos externos. Se
sentindo discriminada, tendo isolamento social. Além disso, a criança come comidas
gordurosas só por sentir prazer em comer, e acaba exagerando na quantidade de comida que
ingere. É sempre bom ter um acompanhamento alimentar rigoroso na infância, mesmo desde
o nascimento.
FACTORES DE RISCOS
Obesidade mórbida;
Doenças respiratórias;
Doenças ortopédicas;
Colesterol e triglicerídeos elevados;
Hipertensão arterial;
Diabetes;
Falta de sono
Além deste estopim para a gênese da obesidade infantil, os pais também são colaboradores de
outro grande causador do aumento de peso: a falta de sono. É indispensável que os pais deem
a atenção essencial a esse fato, acompanhando de perto a duração e a qualidade do sono de
seus filhos.
Estudos afirmam que crianças que dormem pouco têm uma maior probabilidade de sofrer com
aumento de peso, mesmo controlando outros fatores de risco. A cada hora de sono, a chance
da criança se tornar obesa em um futuro próximo é diminuída consideravelmente.
Foi feito um recente estudo da Universidade de Harvard, que afirma que crianças e adultos
que tem sono irregular e um relógio biológico indefinido têm um maior risco de obesidade e
as crianças, principalmente, passam grande parte do tempo em redes sociais e jogos virtuais,
passando assim da sua hora de dormir, podendo aumentar os riscos de obesidade.
DIAGNÓSTICO
Para saber se uma criança está acima do peso recomendado ou com obesidade, é necessário
fazer a conta do IMC (índice de massa corporal). Para adultos, normalmente as medidas são
específicas: IMC entre 18,5 e 25 é normal, enquanto acima de 25 já representa sobrepeso e
além de 30 já é obesidade.
Porém, para crianças, essas faixas não se aplicam, e podem inclusive causar a falsa
ilusão de que a criança está saudável quando, na verdade, ela pode já estar com obesidade
infantil.
As faixas de IMC para as crianças mudam de acordo com a idade e o sexo e existem tabelas
da Organização Mundial da Saúde (OMS) para fazer esse cálculo.
No entanto, o IMC não considera fatores como a quantidade de massa muscular (magra) e
a estrutura física da criança, uma vez que o crescimento pode variar muito de uma para
outra. Dessa forma, o especialista pode avaliar outros tópicos para determinar se o peso da
criança está afetando sua saúde, tais como:
História familiar de obesidade e problemas de saúde relacionados com o peso, como diabetes
Hábitos alimentares da criança
Nível de atividade física que a criança faz
Outras condições de saúde que a criança pode ter.
O especialista também pode solicitar exames de sangue para conferir:
Colesterol total e frações
Glicemia de jejum
Presença de desequilíbrios hormonais.
DRIBLANDO A VERGONHA E O BULLYING
Um dos maiores dramas da adolescência é a vergonha do próprio corpo, por ser uma fase
de desenvolvimento e mudanças. Isso pode fazer com que se rejeite qualquer actividade
física que exija roupas diferentes ou coloque em situações constrangedoras. Nesses
momentos, a melhor forma de ajudar é conversando.
Escutar o que o adolescente tem a dizer e tentar acolhê-lo pode ajudar a identificar e a
eliminar as causas do problema. O diálogo vai possibilitar a busca de alternativas
para solucionar a crise. É importante também não forçar o jovem a praticar qualquer tipo
de atividade com a qual ele não se sinta à vontade.
Outro tópico importante é o bullying, que deve ser observado e identificado pelos pais ou
educadores. Se o seu filho reluta em fazer qualquer tipo de atividade física, principalmente
na escola, pode ser sinal de que ele foi alvo de bullying e prefere rejeitar essa prática.
Manter um diálogo para tentar identificar e ajudar a resolver possíveis problemas é sempre
muito saudável. Nesses casos, não querer fazer atividades físicas é só a ponta do iceberg -
pode ser necessário buscar um acompanhamento psicológico para reverter o problema.
COMPLICAÇÃO
Segundo Patrícia Consorte, a síndrome metabólica é o problema mais observado em
crianças com obesidade, na faixa etária de 11 a 13 anos de idade. Diabetes, hipertensão,
doenças cardíacas e cérebro vasculares, distúrbios respiratórios e de
fertilidade também podem ocorrer em decorrência da doença.
PREVENÇÃO
O QUE DEVE SER FEITO PARA EVITAR A OBESIDADE INFANTIL?
A prevenção é a melhor forma de evitar as complicações da obesidade infantil e garantir que
a criança não desenvolva outros problemas na vida adulta. Alguns hábitos podem ajudar a
prevenir.
ALIMENTAÇÃO
Manter visitas anuais de acompanhamento com um especialista
É importante que os pais dêem um bom exemplo, mantendo uma rotina alimentar saudável e
realizando exercícios físicos regularmente
Enfatizar o positivo, destacando o lado benéfico da boa alimentação e do exercício
Ser paciente. Muitas crianças com excesso de peso podem chegar a um peso saudável com o
crescimento. Perceber, também, que exagerar nas recomendações de dieta e actividade física
pode sair pela culatra, fazendo a criança comer mais e aumentando o risco de um distúrbio
alimentar ou outro problema grave.
TRATAMENTO
O tratamento da obesidade é complexo e envolve várias especialidades da saúde. Não
existe nenhum tratamento farmacológico em longo prazo que não envolva mudança de
estilo de vida.
Há várias opções de tratamento para a obesidade infantil e o sobrepeso. Quanto maior o
grau de excesso de peso, maior a gravidade da doença. As crianças devem ser abordadas
individualmente e conforme a idade, uma vez que cada uma pode apresentar diferentes
fatores que aumentam seu risco para obesidade.
“Para maior efetividade, [o tratamento] deve envolver uma equipe multidisciplinar, formada
por pediatra, nutricionista e, muitas vezes, o psicólogo, pois temos que enxergar além da
obesidade, quais os fatores em torno desse paciente que influenciaram para seu ganho de
peso” explica Patrícia Consorte.
Para crianças e adolescentes que estão acima do peso recomendado ou com obesidade leve,
sem risco de desenvolver outras doenças, pode ser recomendada apenas a manutenção. Isso
porque o crescimento da criança pode fazer com que ela entre numa faixa de IMC
saudável, sem necessariamente precisar emagrecer.
Já para crianças com obesidade instalada e risco de desenvolver outras doenças, a perda de
peso é recomendada. O emagrecimento deve ser lento e constante e os métodos são os
mesmos adotados para adultos – ou seja, desenvolver uma dieta saudável e praticar
exercícios. O sucesso depende em grande parte de seu compromisso de ajudar a criança a
fazer essas mudanças.
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
A alimentação e a saúde andam lado a lado desde o nascimento. Antes de qualquer coisa,
uma rotina alimentar equilibrada ajuda a prevenir enfermidades e tem um papel fundamental
no tratamento de obesidade infantil.
“As crianças precisam adquirir um bom relacionamento com a comida desde a introdução
alimentar e elas aprendem com os hábitos da família. Os alimentos devem ser
consumidos in natura sempre que possível, com dieta rica em legumes, verduras e frutas,
comida de verdade” aponta Consorte.
Embora possa ser difícil no início, pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença
na saúde da criança, tais como:
Invista nas frutas, legumes e vegetais
Prefira alimentos integrais aos refinados
Evite alimentos como biscoitos, bolachas e refeições prontas. Eles são ricos em açúcar, sódio
e gorduras – tudo o que a criança não pode comer em exagero
Limite o consumo de bebidas adoçadas, incluindo os sucos industrializados. Essas bebidas são
muito calóricas e oferecem poucos ou nenhum nutriente
Reduza o número de vezes em que a família vai comer fora, especialmente em restaurantes de
fast-food. Muitas das opções do menu são ricas em gordura e calorias
Sirva porções adequadas, uma vez que as crianças comem bem menos do que os adultos. Se a
criança não conseguir comer todo o prato, é importante não forçá-la a tal.
INCENTIVE NOVAS MODALIDADES DE ATIVIDADE
É comum os adolescentes não gostarem de praticar atividades físicas por terem como
única referência as aulas na escola ou a academia de musculação, que podem ser
consideradas entediantes pelo jovem.
Uma forma interessante de descobrir novas atividades é levá-lo a clubes ou a academias que
ofereçam aulas variadas, como lutas e dança. Desse modo, o jovem pode assistir um pouco
de cada aula, observar as características dos alunos e associar essa dinâmica às habilidades e
preferências que ele possui.
No caso das crianças, encontre atividades que também estão ligadas com seu gosto pessoal.
Se ela gosta da natureza, experimente uma caminhada no parque para colher folhas ou
observar animais.
Se ela gosta de subir em objetos ou móveis, encontre parques com brinquedos que
possibilitem essa interação, como barras. Se a criança gosta de ler, pode fazer uma
caminhada a pé ou de bicicleta para uma biblioteca.
PASSEIOS EM FAMÍLIA
Atividades em grupo e ao ar livre são altamente motivacionais. Uma ida ao parque no final
de semana pode ser um empurrão para o começo da prática de atividades físicas. Alugar
patins e bicicletas ou mesmo praticar algum esporte em grupo pode servir de estímulo para
o adolescente ou criança perceber que os exercícios não são desagradáveis como ele
pensava.
Dê o exemplo
Não basta insistir para que seu filho ou filha saia do computador enquanto você mesmo não
pratica nenhuma atividade. Os filhos têm os pais como referência e podem usar o
sedentarismo deles como desculpa para também não praticarem exercícios. Ter atenção aos
próprios costumes é importante para dar um bom exemplo aos seus filhos de forma que
eles encarem a atividade física como algo benéfico.
NA COMPANHIA DOS AMIGOS
Como os adolescentes passam por uma fase de mais independência, pode ser que não se
interessem pela ideia dos passeios com a presença dos pais. Nesses casos, você pode propor
que pratiquem algum esporte ou exercício com os amigos.
As chances de o jovem abandonar a atividade é reduzida quando ele está entre amigos e
pessoas com quem tem afinidade, pois um acaba incentivando o outro a fazê-la. Convidar os
amigos do seu filho para o passeio no parque pode ser muito mais motivador para o jovem
do que estar em companhia apenas da família.
METODOLOGIA
Para elaboração desta monografia foi realizada uma revisão bibliográfica através de buscas
utilizando bases de dados on line, como Google Acadêmico e Scientific Electronic Library
Online (Scielo). Os descritores utilizados no estudo foram: obesidade infantil no Brasil,
incidência da obesidade infantil, influência da mídia e obesidade infantil, percepção dos
pais e obesidade infantil, importância da escola e obesidade infantil. Foram incluídos os
artigos com as palavras citadas na íntegra e que se adequassem ao tema abordado. Foram
selecionados artigos com estudos realizados em crianças de 0 a 14 anos de idade, publicados
entre 2008 até 2018
NÃO FORCE A BARRA
Ter pais ativos é uma grande influência para praticar atividades físicas - mas isso pode não
funcionar caso exista muita cobrança e competitividade. Algumas pessoas exigem demais
que os filhos pratiquem exercícios e até incentivam a competição.
Esses pais não entendem que a atividade física, nesse momento, deve ser algo para o prazer.
O ideal é deixar que o filho escolha uma modalidade pelos benefícios à saúde e pela
diversão, deixando as competições para outros momentos.
POPULAÇÃO E AMOSTRA
Na Comunidade de Cuntum-Madina em Bissau, Guiné-Bissau; é composto por 2000
mil habitantes, e foram seleccionados 100 crianças que tem problema de obesidade
infantil que causa a vida das crianças nesta comunidade.
- O resultado obtido foram os seguintes:
População=2000
Amostra=100
Homens=60 (7 %)
Mulheres=40 ( %)
Neste composto de todos conseguimos durante o inquérito, a população é de 2000mil, a
amostra é de 100 crianças seleccionados.
Vendas
Mulhres Homens
29%
71%
Fonte:https://[email protected]
nfncia.blogspot.com/2012/04/graficos-sobre-obesidade-
infantil.html
CONCLUSÃO
No decorrer deste trabalho os resultados obtidos foram abrangentes pois observamos que 90%
das crianças não tem uma alimentação muito saudável, pois consomemmuito alimento
industrializado que acarreta no excesso de gordura corporal. Fomos aocolégio expressão para
realizarmos 4 dinâmicas com o fundamental 1, no intuito deaguçar os sentidos das crianças
através da degustação das frutas, tivemos um bomresultado pois todas as crianças
experimentaram as frutas. No final entregamoslembrancinhas, balas Finis saudáveis e uma
receita para estimular os pais a daremuma boa alimentação aos seus filhos. No âmbito do
nosso trabalho foi utilizada apagina do Instagram onde foram feito postagens, enquetes, fotos
receitas e
vídeosinformativos para conscientizar os pais sobre quanto o sobrepeso pode prejudicar acrian
ça ao decorrer do crescimento, trazendo um resultado relevante de 208seguidores e 100
curtidas no total. Com esse efeito iremos prosseguir com a paginaativa para ajudar os pais a
incentivar as crianças a comerem alimentos saudáveis ecom isso que eles possam
visualizar um novo estilo de vida para seus
filhos,apresentando os alimentos saudáveis aos poucos que irá contribuir em umcrescimento
mais saudável.
RECOMENDAÇÃO
A projecção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais
de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia
chegar a 75 milhões, caso nada seja feito (ABESO, 2019). Para que esse quadro catastrófico
não se concretize a prevenção e o controle da obesidade devem prever a oferta de um escopo
amplo de ações que apoiem os indivíduos na adoção de modos de vida saudáveis que permita
a manutenção ou a recuperação do peso saudável. Por isso, torna-se necessária a articulação
da Rede de Saúde com uma rede muito mais complexa, composta por outros saberes, outros
serviços e outras instituições, não apenas do setor Saúde, ou seja, a busca da
interdisciplinaridade e da intersetorialidade, e essencialmente a busca de parcerias na
comunidade e equipamentos sociais, implementando novas formas de agir, mesmo em
pequenas dimensões (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018). É fundamental que haja
acompanhamento profissional para realização do diagnóstico de sobrepeso ou obesidade nas
crianças e orientação quanto ao tratamento mais adequado. Os pais e cuidadores devem estar
sensibilizados para o problema, no entanto, é imprescindível que não haja culpabilização nem
da criança e nem dos pais nesse momento. Deve-se buscar estratégias efetivas e sustentáveis
no âmbito individual, familiar, escolar, comunitário e nos demais espaços em que a criança
está inserida, de forma que a adoção de hábitos de vida mais saudáveis seja facilitado e
promovido (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018). O profissional de Economia Doméstica atua
no planejamento, implantação e orientação de programas que prezam pelo desenvolvimento
da sociedade. Estes programas abrangem tanto a saúde, alimentação, vestuário e habitação,
quanto os direitos do consumidor e economia familiar. O Economista Doméstico acompanha
e avalia os lançamentos de produtos no mercado e, com isso, elabora programas que irão
apoiar o consumidor na hora do seu emprego no lar. Além do mais, ele desenvolve e fornece
cursos nas comunidades onde a população possui uma renda menor, ensinando noções básicas
de higiene, alimentação e economia, evitando o desperdício de alimentos e melhorando a
nutrição (GUIA DA CARREIRA, 2019).
Por ter um conhecimento amplo em diversas áreas este profissional é capacitado a
desenvolver projetos e ações que atendam as demandas que o atual estilo de vida necessita,
criando ações de conscientização na comunidade, fazendo acompanhamento 23 em escolas e
adequando a merenda as necessidades fisiológicas das crianças, tornando rica nutritivamente,
criando espaços para lazer onde as mesmas possam gastar energia, com enormes
possibilidades de atuação, assim como as demandas e as necessidades que as crianças vivem
nos dias atuais. Tendo como pilares a alimentação, habitação e vestuário o profissional em
economia doméstica além da técnica que a obesidade infantil necessita, tem em seu leque de
conhecimentos o ponto de vista social, o que gera um profissional diferenciado onde seu
trabalho levará em consideração a cultura, renda familiar e os anseios da família e da criança
Fonte:file:///C:/Users/Teresinha/Downloads/joaobraimaosvaldo
@gmail.com%20Dj%20Ova-g.pdf
REFERÊNCIA
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