SISTEMA REPRODUTOR
SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
Órgãos Externos
Escroto
Pênis
Órgãos Internos
Testículos ou gônadas masculinas
Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.
Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais.
Órgãos Externos
Escroto ou Saco Escrotal ou Bolsa Escrotal: É uma bolsa que se localiza posteriormente ao pênis
sustentada pelo púbis. É uma continuação da parede abdominal e é dividido por um septo em dois
sacos, cada um com um testículo com o seu epididimo. Espalhadas no tecido subcutâneo do escroto
se encontram fibras musculares lisas (a camada dartos). As fibras da camada dartos contraem-se
quando a temperatura ambiente ou corporal é reduzida, dando ao escroto uma apariência mais
enrugada. Essa contracção do dartos faz com que os testículos fiquem encostados no períneo, onde
podem absorver o calor do corpo e manter uma temperatura compatível com a viabilidade dos
espermatozóides. Um espermatozóide leva cerca de 70 dias para ser produzido. Eles não podem se
desenvolver adequadamente na temperatura normal do corpo (36,5°C). Assim, os testículos se
localizam na parte externa do corpo, dentro da bolsa escrotal, que tem a função de termorregulação
(aproximam ou afastam os testículos do corpo), mantendo-os a uma temperatura geralmente em
torno de 1 a 3 °C abaixo da corporal.
Pênis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos
de tecido cilíndrico erétil (capaz de aumentar consideralvemente quando repleto de sangue): dois
corpos cavernosos, que se encontram localizados dorsalmente e constituem a maior parte do pênis
e um corpo esponjoso, situado ventralmente, sedo atravesada pela porção cavernosa, ou peniana,
da uretra (envolve e protege a uretra), en sua parte terminal distal, o corpo esponjoso expande-se
subitamente para formar a glande – cabeça - do pênis, onde podemos visualizar a abertura da
uretra. A pele do pênis é fina e coberta por pêlos apenas na base. Terminalmente a pele se dobra
interna e dorsalmente sobre si mesma, projectando-se sobre a glande do pênis formando o
prepúcio. Acompanhado de estímulo erótico, ocorre a inundação dos corpos cavernosos e
esponjoso, com sangue, o pênis tornando-se rijo, com considerável aumento do tamanho (ereção)
O prepúcio deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção
sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais
descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). Na prática geral esta pele pode ser removida
em recém nascido através de um procedimento quirúrgico simples: circunsição.
A ereção ocorre com a estimulação sexual. O parassimpático dilata as artérias que suprem o pênis e
uma grande quantidade de sangue sobre pressão enta nos espaços cavernosos do tecido eréctil. À
medida que esses espaços se enchem, expandem-se e comprimem as veias que suprem o pênis,
retendo assim todo o sangue que entra. Isso faz com o pênis se torne rijo e erecto, o que torna
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possível sua penetração na vagina durante a relação sexual. Quando as artérias se contraem, mais
sangue sai do pênis do que entra, e o órgão retorna a seu estado flácido.
Órgãos Internos
Testículos: são as gônadas masculinas. Cada testículo é composto por um emaranhado de tubos, os
ductos seminíferos formados pelas células de Sértoli (ou de sustento) e pelo epitélio germinativo,
onde ocorrerá a formação dos espermatozóides. Em meio aos ductos seminíferos, as células
intersticiais ou de Leydig (nomenclatura antiga) produzem os hormônios sexuais masculinos,
sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos
caracteres sexuais secundários:
Estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pêlo pubiano.
Estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo.
Produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade, pelo aumento do
tamanho das fibras musculares.
Ampliam a laringe e tornam mais grave a voz.
Fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior, protegendo contra a
osteoporose.
Epidídimos: são dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os espermatozóides são
armazenados.
Canais deferentes: são dois tubos que partem dos testículos, circundam a bexiga urinária e unem-
se ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas seminais.
Vesículas seminais: responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no ducto
ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides, entrarão na composição
do sêmen. O líquido das vesículas seminais age como fonte de energia para os espermatozóides e é
constituído principalmente por frutose, apesar de conter fosfatos, nitrogênio não protéico, cloretos,
colina (álcool de cadeia aberta considerado como integrante do complexo vitamínico B) e
prostaglandinas (hormônios produzidos em numerosos tecidos do corpo).
Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas que
neutralizam a acidez da urina e ativa os espermatozóides.
Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: sua secreção transparente é lançada dentro da uretra
para preparar a passagem dos espermatozóides. Também tem função na lubrificação do pênis
durante o ato sexual.
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Imagem: GOWDAK, Demétrio; GOWDAK, Luís Henrique. Atlas de Anatomia Humana. São Paulo, Ed. FTD.
A uretra é comumente um canal destinado para a urina, mas os músculos na entrada da bexiga se
contraem durante a ereção para que nenhuma urina entre no sêmen e nenhum sêmen entre na
bexiga.
Imagem: Superinteressante coleções O Corpo Humano - Sexo: a Atração Vital.
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SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
Estrutura do sistema reprodutor feminino;
Órgãos genitais externos: Vulva - grandes e pequenos lábios, clitóris, bulbo do vestíbulo e
glândulas vestibulares.
A genitália externa ou vulva é delimitada e protegida por duas pregas cutâneo-mucosas
intensamente irrigadas e inervadas - os grandes lábios. Na mulher reprodutivamente madura, os
grandes lábios são recobertos por pêlos pubianos. Mais internamente, outra prega cutâneo-mucosa
envolve a abertura da vagina - os pequenos lábios - que protegem a abertura da uretra e da vagina.
Na vulva também está o clitóris, formado por tecido esponjoso erétil, homólogo ao pênis do
homem.
Imagem: Superinteressante coleções O Corpo Humano - Sexo: a Atração Vital
Órgãos genitais internos: dois ovários, duas tubas uterinas ou trompas de falópio, útero e vagina,
localizados no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma
função protetora.
A vagina é um canal de 8 a 10 cm de comprimento, de paredes elásticas, que liga o colo do útero
aos genitais externos. Contém de cada lado de sua abertura, porém internamente, duas glândulas
denominadas glândulas de Bartholin, que secretam um muco lubrificante.
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A entrada da vagina é protegida por uma membrana circular - o hímen - que fecha parcialmente o
orifício vulvo-vaginal e é quase sempre perfurado no centro, podendo ter formas diversas.
Geralmente, essa membrana se rompe nas primeiras relações sexuais.
A vagina é o local onde o pênis deposita os espermatozóides na relação sexual. Além de possibilitar
a penetração do pênis, possibilita a expulsão da menstruação e, na hora do parto, a saída do bebê.
Ovários: são as gônadas femininas que produzem estrógeno e progesterona, hormônios sexuais
femininos.
No final do desenvolvimento embrionário de uma menina, ela já tem todas as células que irão
transformar-se em gametas nos seus dois ovários. Estas células - os ovócitos primários -
encontram-se dentro de estruturas denominadas folículos de Graaf ou folículos ovarianos. A partir
da adolescência, sob ação hormonal, os folículos ovarianos começam a crescer e a desenvolver. Os
folículos em desenvolvimento secretam o hormônio estrógeno. Mensalmente, apenas um folículo
geralmente completa o desenvolvimento e a maturação, rompendo-se e liberando o ovócito
secundário (gameta feminino): fenômeno conhecido como ovulação. Após seu rompimento, a
massa celular resultante transforma-se em corpo lúteo ou amarelo, que passa a secretar os
hormônios progesterona e estrógeno. Com o tempo, o corpo lúteo regride e converte-se em corpo
albicans ou corpo branco, uma pequena cicatriz fibrosa que irá permanecer no ovário.
O gameta feminino liberado na superfície de um dos ovários é recolhido por finas terminações das
tubas uterinas - as fímbrias.
Tubas uterinas, ovidutos ou trompas de Falópio: são dois ductos que unem o ovário ao útero.
Seu epitélio de revestimento é formados por células ciliadas. Os batimentos dos cílios
microscópicos e os movimentos peristálticos das tubas uterinas impelem o gameta feminino
fecundado até o útero.
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Útero: órgão oco situado na cavidade pélvica anteriormente à bexiga e posteriormente ao recto, de
parede muscular espessa (miométrio) e com formato de pêra invertida. É revestido internamente
por um tecido vascularizado rico em glândulas - o endométrio.
O útero é um órgão muscular piriforme de parede espessa, suspenso na parte anterior da cavidade
pélvica acima da bexiga e em frente do recto. Em seu estado normal ele mede cerca de 7,5 cm. De
comprimento e 5 cm. de largura. As tubas uterinas penetram na sua extremidade superior de cada
lado. A extremidade inferior do útero projeta-se na vagina. A porção é chamada cervix dando a
forma de uma pêra invertida ao útero. O corpo do útero é superior à cervix. O fundo é a porção
arredondada superior do órgão, localizada entre as duas tubas uterinas. A cavidade uterina é
normalmente triangular e achatada no sentido antero-posterior.
O útero é recoberto por uma camada de peritônio e é ligado a ambos os lados da cavidade
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FISIOLOGIA DA REPRODUÇÃO
SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
PUBERDADE: os testículos da criança permanecem inativos até que são estimulados entre 10 e 14
anos pelos hormônios gonadotróficos da glândula hipófise (pituitária).
O hipotálamo libera FATORES LIBERADORES DOS HORMÔNIOS GONADOTRÓFICOS que
fazem a hipófise liberar FSH (hormônio folículo estimulante) e LH (hormônio luteinizante).
FSH à estimula a espermatogênese pelas células dos túbulos seminíferos.
LH à estimula a produção de testosterona pelas células intersticiais dos testículos à características
sexuais secundárias, elevação do desejo sexual.
TESTOSTERONA
Efeito na Espermatogênese. A testosterona faz com que os testículos cresçam. Ela deve estar
presente, também, junto com o folículo estimulante, antes que a espermatogênese se complete.
Efeito nos caracteres sexuais masculinos. Depois que um feto começa a se desenvolver no útero
materno, seus testículos começam a secretar testosterona, quando tem poucas semanas de vida
apenas. Essa testosterona, então, auxilia o feto a desenvolver órgãos sexuais masculinos e
características secundárias masculinas. Isto é, acelera a formação do pênis, da bolsa escrotal, da
próstata, das vesículas seminais, dos ductos deferentes e dos outros órgãos sexuais masculinos.
Além disso, a testosterona faz com que os testículos desçam da cavidade abdominal para a bolsa
escrotal; se a produção de testosterona pelo feto é insuficiente, os testículos não conseguem descer;
permanecem na cavidade abdominal. A secreção da testosterona pelos testículos fetais é estimulada
por um hormônio chamado gonadotrofina coriônica, formado na placenta durante a gravidez.
Imediatamente após o nascimento da criança, a perda de conexão com a placenta remove esse feito
estimulador, de modo que os testículos deixam de secretar testosterona. Em conseqüência, as
características sexuais interrompem seu desenvolvimento desde o nascimento até à puberdade. Na
puberdade, o reaparecimento da secreção de testosterona induz os órgãos sexuais masculinos a
retomar o crescimento. Os testículos, a bolsa escrotal e o pênis crescem.
Efeito nos caracteres sexuais secundários. Além dos efeitos sobre os órgãos genitais, a
testosterona exerce outros efeitos gerais por todo o organismo para dar ao homem adulto suas
características distintivas. Faz com que os pêlos cresçam na face, ao longo da linha média do
abdome, no púbis e no tórax. Origina, porém, a calvície nos homens que tenham predisposição
hereditária para ela. Estimula o crescimento da laringe, de maneira que o homem, após a puberdade
fica com a voz mais grave. Estimula um aumento na deposição de proteína nos músculos, pele,
ossos e em outras partes do corpo, de maneira que o adolescente do sexo masculino se torna
geralmente maior e mais musculoso do que a mulher, nessa fase. Algumas vezes, a testosterona
também promove uma secreção anormal das glândulas sebáceas da pele, fazendo com que se
desenvolva a acne pós-puberdade na face.
Na ausência de testosterona, as características sexuais secundárias não se desenvolvem e o
indivíduo mantém um aspecto sexualmente infantil.
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Hormônios Sexuais Masculinos
Glândula Hormônio Órgão-alvo Principais ações
estimulam a produção de testosterona pelas
Hipófise FSH e LH testículos células de Leydig (intersticiais) e controlam a
produção de espermatozóides.
estimula o aparecimento dos caracteres sexuais
diversos
secundários.
Testículos Testosterona induz o amadurecimento dos órgãos genitais,
Sistema Reprodutor promove o impulso sexual e controla a produção
de espermatozóides
SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
A pituitária (hipófise) anterior das meninas, como a dos meninos, não secreta praticamente nenhum
hormônio gonadotrópico até à idade de 10 a 14 anos. Entretanto, por essa época, começa a secretar
dois hormônios gonadotrópicos. No inicio, secreta principalmente o hormônio foliculo-estimulante
(FSH), que inicia a vida sexual na menina em crescimento; mais tarde, secreta o harmônio
luteinizante (LH), que auxilia no controle do ciclo menstrual.
Hormônio Folículo-Estimulante: causa a proliferação das células foliculares ovarianas e estimula
a secreção de estrógeno, levando as cavidades foliculares a desenvolverem-se e a crescer.
Hormônio Luteinizante: aumenta ainda mais a secreção das células foliculares, estimulando a
ovulação.
Hormônios Sexuais Femininos
Os dois hormônios ovarianos, o estrogênio e a progesterona, são responsáveis pelo
desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual. Esses hormônios, como os hormônios
adrenocorticais e o hormônio masculino testosterona, são ambos compostos esteróides, formados,
principalmente, de um lipídio, o colesterol. Os estrogênios são, realmente, vários hormônios
diferentes chamados estradiol, estriol e estrona, mas que têm funções idênticas e estruturas
químicas muito semelhantes. Por esse motivo, são considerados juntos, como um único hormônio.
Funções do Estrogênio: o estrogênio induz as células de muitos locais do organismo, a proliferar,
isto é, a aumentar em número. Por exemplo, a musculatura lisa do útero, aumenta tanto que o
órgão, após a puberdade, chega a duplicar ou, mesmo, a triplicar de tamanho. O estrogênio também
provoca o aumento da vagina e o desenvolvimento dos lábios que a circundam, faz o púbis se
cobrir de pêlos, os quadris se alargarem e o estreito pélvico assumir a forma ovóide, em vez de
afunilada como no homem; provoca o desenvolvimento das mamas e a proliferação dos seus
elementos glandulares, e, finalmente, leva o tecido adiposo a concentrar-se, na mulher, em áreas
como os quadris e coxas, dando-lhes o arredondamento típico do sexo. Em resumo, todas as
características que distinguem a mulher do homem são devido ao estrogênio e a razão básica para o
desenvolvimento dessas características é o estímulo à proliferação dos elementos celulares em
certas regiões do corpo.
O estrogênio também estimula o crescimento de todos os ossos logo após a puberdade, mas
promove rápida calcificação óssea, fazendo com que as partes dos ossos que crescem se "extingam"
dentro de poucos anos, de forma que o crescimento, então, pára. A mulher, nessa fase, cresce mais
rapidamente que o homem, mas pára após os primeiros anos da puberdade; já o homem tem um
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crescimento menos rápido, porém mais prolongado, de modo que ele assume uma estatura maior
que a da mulher, e, nesse ponto, também se diferenciam os dois sexos.
O estrogênio tem, outrossim, efeitos muito importantes no revestimento interno do útero, o
endométrio, no ciclo menstrual.
Funções da Progesterona: a progesterona tem pouco a ver com o desenvolvimento dos caracteres
sexuais femininos; está principalmente relacionada com a preparação do útero para a aceitação do
embrião e à preparação das mamas para a secreção láctea. Em geral, a progesterona aumenta o grau
da atividade secretória das glândulas mamárias e, também, das células que revestem a parede
uterina, acentuando o espessamento do endométrio e fazendo com que ele seja intensamente
invadido por vasos sangüíneos; determina, ainda, o surgimento de numerosas glândulas produtoras
de glicogênio. Finalmente, a progesterona inibe as contrações do útero e impede a expulsão do
embrião que se está implantando ou do feto em desenvolvimento.
CICLO MENSTRUAL
O ciclo menstrual na mulher é causado pela secreção alternada dos hormônios folículo-estimulante
e luteinizante, pela pituitária (hipófise) anterior (adenohipófise), e dos estrogênios e progesterona,
pelos ovários. O ciclo de fenômenos que induzem essa alternância tem a seguinte explicação:
1. No começo do ciclo menstrual, isto é, quando a menstruação se inicia, a pituitária anterior
secreta maiores quantidades de hormônio folículo-estimulante juntamente com pequenas
quantidades de hormônio luteinizante. Juntos, esses hormônios promovem o crescimento de
diversos folículos nos ovários e acarretam uma secreção considerável de estrogênio (estrógeno).
2. Acredita-se que o estrogênio tenha, então, dois efeitos seqüenciais sobre a secreção da pituitária
anterior. Primeiro, inibiria a secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante, fazendo
com que suas taxas declinassem a um mínimo por volta do décimo dia do ciclo. Depois,
subitamente a pituitária anterior começaria a secretar quantidades muito elevadas de ambos os
hormônios mas principalmente do hormônio luteinizante. É essa fase de aumento súbito da
secreção que provoca o rápido desenvolvimento final de um dos folículos ovarianos e a sua ruptura
dentro de cerca de dois dias.
3. O processo de ovulação, que ocorre por volta do décimo quarto dia de um ciclo normal de 28
dias, conduz ao desenvolvimento do corpo lúteo ou corpo amarelo, que secreta quantidades
elevadas de progesterona e quantidades consideráveis de estrogênio.
4. O estrogênio e a progesterona secretados pelo corpo lúteo inibem novamente a pituitária anterior,
diminuindo a taxa de secreção dos hormônios folículo-estimulante e luteinizante. Sem esses
hormônios para estimulá-lo, o corpo lúteo involui, de modo que a secreção de estrogênio e
progesterona cai para níveis muito baixos. É nesse momento que a menstruação se inicia,
provocada por esse súbito declínio na secreção de ambos os hormônios.
5. Nessa ocasião, a pituitária anterior, que estava inibida pelo estrogênio e pela progesterona,
começa a secretar outra vez grandes quantidades de hormônio folículo-estimulante, iniciando um
novo ciclo. Esse processo continua durante toda a vida reprodutiva da mulher.
O ciclo menstrual pode ser dividido em 4 fases:
1. Fase menstrual: corresponde aos dias de menstruação e dura cerca de 3 a 7 dias,
geralmente.
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2. Fase proliferativa ou estrogênica: período de secreção de estrógeno pelo folículo ovariano,
que se encontra em maturação.
3. Fase secretora ou lútea: o final da fase proliferativa e o início da fase secretora é marcado
pela ovulação. Essa fase é caracterizada pela intensa ação do corpo lúteo.
4. Fase pré-menstrual ou isquêmica: período de queda das concentrações dos hormônios
ovarianos, quando a camada superficial do endométrio perde seu suprimento sangüíneo
normal e a mulher está prestes a menstruar. Dura cerca de dois dias, podendo ser
acompanhada por dor de cabeça, dor nas mamas, alterações psíquicas, como irritabilidade e
insônia (TPM ou Tensão Pré-Menstrual).
Resumo
1º dia do ciclo endométrio bem
desenvolvido, espesso e vascularizado
começa a descamar menstruação
hipófise aumenta a produção de FSH, que
atinge a concentração máxima por volta
do 7º dia do ciclo.
amadurecimento dos folículos ovarianos
secreção de estrógeno pelo folículo em
desenvolvimento
concentração alta de estrógeno inibe
secreção de FSH e estimula a secreção de
LH pela hipófise / concentração alta de
estrógeno estimula ocrescimento do
endométrio.
concentração alta de LH estimula a
ovulação (por volta do 14º dia de um ciclo
de 28 dias)
alta taxa de LH estimula a formação do
corpo lúteo ou amarelo no folículo
OBSERVAÇÃO: a ovulação ocorre aproximadamente ovariano
entre 10-12 horas após o pico de LH. No ciclo regular,
o período de tempo a partir do pico de LH até a corpo lúteo inicia a produção de
menstruação está constantemente próximo de 14 dias. progesterona
Dessa forma, da ovulação até a próxima menstruação
decorrem 14 dias.
estimula as glândulas do endométrio a
Apesar de em um ciclo de 28 dias a ovulação ocorrer secretarem seus produtos
aproximadamente na metade do ciclo, nas mulheres que
têm ciclos regulares, não importa a sua duração, o dia aumento da progesterona inibe produção
da ovulação pode ser calculado como sendo o 14º dia de LH e FSH
ANTES do início da menstruação.
corpo lúteo regride e reduz concentração
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Generalizando, pode-se dizer que, se o ciclo menstrual de progesterona
tem uma duração de n dias, o possível dia da ovulação
é n – 14, considerando n = dia da próxima Menstruação
menstruação.
HORMÔNIOS DA GRAVIDEZ
Gonadotrofina coriônica humana (HCG): é um hormônio glicoproteíco, secretado desde o início
da formação da placenta pelas células trofoblásticas, após nidação (implantação) do blastocisto (*).
A principal função fisiológica deste hormônio é a de manter o corpo lúteo, de modo que as taxas de
progesterona e estrogênio não diminuam, garantindo, assim, a manutenção da gravidez (inibição da
menstruação) e a ausência de nova ovulação. Por volta da 15ª semana de gestação, com a placenta
já formada e madura produzindo estrógeno e progesterona, ocorre declínio acentuado na
concentração de HCG e involução do corpo lúteo.
O HCG também concede uma imunossupressão à
mulher, para que ela não rejeite o embrião (inibe a
produção de anticorpos pelos linfócitos); tem
atividade tireotrófica e também estimula a
produção de testosterona pelo testículo fetal
(estimula as células de Leydig a produzirem maior
quantidade de androgênios), importante para a
diferenciação sexual do feto do sexo masculino.
(*) O blastocisto é um estágio inicial do
desenvolvimento embrionário, formado por uma
camada de células denominada trofoblasto ou
células trofobláticas que envolve o botão
embrionário. Após a nidação o trofoblasto forma
projeções na mucosa uterina chamadas vilosidades
coriônicas, principais responsáveis pela produção
de HCG.
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Hormônio lactogênio placentário humano: é um hormônio protéico, de estrutura química
semelhante à da prolactina e da somatotrofina hipofisária. É encontrado no plasma da gestante a
partir da 4ª semana de gestação. Tem efeito lipolítico, aumenta a resistência materna à ação da
insulina e estimula o pâncreas na secreção de insulina, ajudando no crescimento fetal, pois
proporciona maior quantidade de glicose e de nutrientes para o feto em desenvolvimento.
Hormônio melanotrófico: atua nos melanócitos para liberação de melanina, aumentando a
pigmentação da aréola, abdomên e face.
Aldosterona: mantém o equilíbrio de sódio, pois a progesterona estimula a eliminação do mesmo,
e a aldosterona promove sua reabsorção.
Progesterona: relaxa a musculatura lisa, o que diminui a contração uterina, para não ter a expulsão
do feto. Aumenta o endométrio, pois se o endométrio não estiver bem desenvolvido, poderá ocorrer
um aborto natural ou o blastocisto se implantar (nidação) além do endométrio. Este hormônio é
importante para o equilíbrio hidro-eletrolítico, além de estimular o centro respiratório no cérebro,
fazendo com que aumente a ventilação, e conseqüentemente, fazendo com que a mãe mande mais
oxigênio para o feto. Complementa os efeitos do estrogênio nas mamas, promovendo o crescimento
dos elementos glandulares, o desenvolvimento do epitélio secretor e a deposição de nutrientes nas
células glandulares, de modo que, quando a produção de leite for solicitada a matéria-prima já
esteja presente.
Estrogênio: promove rápida proliferação da musculatura uterina; grande desenvolvimento do
sistema vascular do útero; aumento dos órgãos sexuais externos e da abertura vaginal,
proporcionando uma via mais ampla para o parto; rápido aumento das mamas; contribui ainda para
a manutenção hídrica e aumenta a circulação. Dividido em estradiol e estrona - que estão na
corrente materna; e estriol - que está na corrente fetal, é medido para avaliar a função feto-
placentária e o bem estar fetal.
HORMÔNIOS DO PARTO
A ocitocina é um hormônio que potencializa as contrações uterinas tornando-as fortes e
coordenadas, até completar-se o parto.
Quando inicia a gravidez, não existem receptores no útero para a ocitocina. Estes receptores vão
aparecendo gradativamente no decorrer da gravidez. Quando a ocitocina se liga a eles, causa a
contração do músculo liso uterino e também, estimulação da produção de prostaglandinas, pelo
útero, que ativará o músculo liso uterino.
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O parto depende tanto da secreção de ocitocina quanto da produção das prostaglandinas, porque
sem estas, não haverá a adequada dilatação do colo do útero e conseqüentemente, o parto não irá
progredir normalmente. Não são bem conhecidos os fatores desencadeantes do trabalho de parto,
mas sabe-se que, quando o hipotálamo do feto alcança certo grau de maturação, estimula a hipófise
fetal a liberar ACTH. Agindo sobre a adrenal do feto, esse hormônio aumenta a secreção de cortisol
e outros hormônios, que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. Estas promovem
contrações da musculatura lisa do útero. Ainda não se sabe o que impede o parto prematuro, uma
vez que nas fases finais da gravidez, há uma elevação do nível de ocitocina e de seus receptores, o
que poderia ocasionar o início do trabalho de parto, antes do fim total da gravidez. Existem
possíveis fatores inibitórios do trabalho de parto, como a proporção estrogênio/progesterona e o
nível de relaxina, hormônio produzido pelo corpo lúteo do ovário e pela placenta.
A progesterona mantém seus níveis elevados durante toda a gravidez, inibindo o músculo liso
uterino e bloqueando sua resposta a ocitocina e as prostaglandinas. O estrogênio aumenta o grau de
contratilidade uterina. Na última etapa da gestação, o estrogênio tende a aumentar mais que a
progesterona, o que faz com que o útero consiga ter uma contratilidade maior.
A relaxina aumenta o número de receptores para a ocitocina, além de produzir um ligeiro
amolecimento das articulações pélvicas (articulações da bacia) e das suas cápsulas articulares,
dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto (por provocar remodelamento do tecido
conjuntivo, afrouxa a união entre os ossos da bacia e alarga o canal de passagem do feto). Tem ação
importante no útero para que ele se distenda, a medida em que o bebê cresce. O nível de relaxina
aumenta ao máximo antes do parto e depois cai rapidamente.
Ainda não se conhecem os fatores que realmente interferem no trabalho de parto, mas uma vez que
ele tenha iniciado, há um aumento no nível de ocitocina, elevando muito sua secreção, o que
continua até a expulsão do feto.
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OS HORMÔNIOS E OS MECANISMOS DA LACTAÇÃO
O início da lactação se dá com a produção de leite, que
ocorre nos alvéolos das glândulas mamárias. O leite sai
dos alvéolos e caminha até o mamilo através dos seios
lactíferos.
O estrogênio, associado aos hormônios da tireóide, aos
corticosteróides adrenais e a insulina, promovem o
desenvolvimento das mamas. Este desenvolvimento vai
ser acentuado pela ação da progesterona, que também
estimula a proliferação dos dutos.
Durante a gravidez, há a necessidade de uma proliferação dos alvéolos e dos dutos para a lactação.
Isto ocorre devido à ação dos hormônios progesterona e estrogênio. O lactogênio placentário e a
prolactina também são muito importantes na preparação das mamas.
A prolactina começa a ser produzida ainda na puberdade, mas em pequena quantidade. O surto
deste hormônio acontece em decorrência da gravidez, e é aumentado, gradativamente, durante a
amamentação. Tal hormônio é responsável pelo crescimento e pela atividade secretora dos alvéolos
mamários. O lactogênio placentário age como a prolactina, desenvolvendo os alvéolos.
Estes dois hormônios estão presentes durante toda a gravidez, porém suas quantidades não são
aumentadas, devido a inibição causada pelos altos níveis de progesterona e estrogênio. Ao final do
trabalho de parto, há uma queda nos níveis destes dois últimos hormônios, ocasionando um
aumento nas quantidades de prolactina e lactogênio placentário, o que possibilita o início da
produção de leite. Enquanto houver a sucção do mamilo pelo bebê, a prolactina continuará
produzindo leite. Isto acontece porque quando o bebê faz esta sucção nos mamilos, estimula o
hipotálamo a secretar o fator liberador da prolactina, mantendo seus níveis e, conseqüentemente, a
produção de leite. A produção de leite só irá diminuir ou cessar completamente se a mãe não
amamentar seu filho, pois neste caso, não haverá mais a estimulação decorrente da sucção do
mamilo. A sucção do mamilo também estimulará a hipófise posterior, que irá secretar ocitocina.
Este hormônio é o responsável pela ejeção do leite. Tal mecanismo ocorre porque a ocitocina
contrai os músculos ao redor dos alvéolos, fazendo com que o leite caminhe até o mamilo. O leite
só começa a ser produzido depois do primeiro dia do nascimento. Até este período, haverá a
secreção e liberação do colostro, que é um líquido aquoso, de cor amarelada, que contém anticorpos
maternos.
Glândula Hormônio Órgão-alvo Principais ações
estimula o desenvolvimento do folículo, a
FSH ovário
secreção de estrógeno e a ovulação
estimula a ovulação e o desenvolvimento do
LH ovário
Hipófise corpo amarelo.
estimula a produção de leite (após a
Prolactina mamas estimulação prévia das glândulas mamárias por
estrógeno e progesterona).
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- secretado em quantidades moderadas durante
a última fase da gravidez e em grande
quantidade durante o parto. Promove a
Ocitocina Útero e mamas contração do útero para a expulsão da criança.
- promove a ejeção do leite durante a
amamentação
crescimento do corpo e dos órgãos sexuais;
diversos estimula o desenvolvimento das características
sexuais secundárias.
inibe a produção de FSH e estimula a produção
Estrógeno hipófise
de LH
estimula a maturação dos órgãos reprodutores e
Sistema Reprodutor do endométrio, preparando o útero para a
Ovário gravidez
hipófise inibe a produção de LH
completa a regeneração da mucosa uterina,
útero estimula a secreção das glândulas endometriais
Progesterona
e mantém o útero preparado para a gravidez.
estimula o desenvolvimento das glândulas
mamas
mamárias para secreção láctea.
estimula a produção de progesterona e
Placenta HGC corpo lúteo estrógeno; inibe a menstruação e nova
ovulação.
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