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INSCRIÇÃO ESCOLA SALA LUGAR NA

SALA

NOME ASSINATURA DO CANDIDATO

ACESSO DIRETO – PROVA 1

Instruções para a realização da prova


 Esta prova é composta de 80 questões de múltipla escolha. Para cada questão, há 4 alternativas, devendo
ser marcada apenas uma.

 Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.

 Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.

 Não deixe nenhuma das questões em branco na folha de respostas.

 A duração total da prova é de 4 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.

 Você somente poderá deixar a sala após 2h do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).

V
RESIDÊNCIA MÉDICA 2019 – 1ª FASE
ACESSO DIRETO – PROVA 1

CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO – PROVA 1 V


1 11 21 31 41 51 61 71
2 12 22 32 42 52 62 72
3 13 23 33 43 53 63 73
4 14 24 34 44 54 64 74
5 15 25 35 45 55 65 75
6 16 26 36 46 56 66 76
7 17 27 37 47 57 67 77
8 18 28 38 48 58 68 78
9 19 29 39 49 59 69 79
10 20 30 40 50 60 70 80

DECLARAÇÃO DE PRESENÇA

Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.

Nome: Documento:

Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
VALORES DE REFERÊNCIA
Hb (hemoglobina) 12-14 g/dL Tempo protrombina (TP) 11-12,5 seg.
Ht (hematócrito) 35-49% Tempo de tromboplastina 30-43 seg.
ativada (TTPA)
HCM 26-34 g/L R < 1,2
VCM 78-100fl RNI < 1,25
3
Reticulócitos 25.000 – 75000 mm
0,5 – 1,5%
3
Leucócitos 5.000 – 10.000 mm Eletroforese de HbA1 > 95%
hemoglobina HbA2 1,5 – 3,7%
Hb fetal < 2%
3
Plaquetas 150.000 a 4000.000mm

AST 10-30 U/L


Proteinúria < 0,15g/24h ALT 10-40 U/L
Fosfatase Alcalina Homem 40 – 129 U/L
Mulher 35 – 104 U/L
Gama-GT 7-50 UI/L
Bilirrubina total 0,2- 1,0 mg/dl
Bilirrubina direta 0,1 – 0,4 mg/dl
Colesterol total < 200mg/dL Sódio 135 – 145 mEq/L
HDL colesterol > 40 mg/dL Potássio 3,5 – 5,5 mEq/L
LDL colesterol < 130 mg/dL Cálcio 8,4 – 10 mg/dL
Triglicérides < 160 mg/dL Cloreto 98 – 106 mMol/L

TIBC 242 – 450 µg/dL Lactato 0,5 – 1, 6 mMol/L


Ferro sérico 30 – 160 µg/dL Glicemia 74-99 mg/dL
Ferritina 23-336ng/mL homen FSH 5 – 30 mi/mL
11-306 ng/mL mulher
LH 5 – 25 mUI/mL
Prolactina 2 – 29 ng/mL

TSH 2 –11 µU/mL


T4 livre 0.9 – 1,8ng/dL
Complemento C3 90-170mg/dL

Lactatodesidrogenase 140-271 U/L


Creatinofosfoquinase (CK) Homem < 171 U/L
Mulher < 145 U/L
Creatinina 0,4 – 1,2 mg/dL
Ureia 15 – 45 mg/dL
Haptoglobina 30 – 230 mg/dL
Gasometria arterial pH 7,35 – 7,45 Hemoglobina glicada Ate 6%
PO2 83 – 108 mmHg (HbA1c)
PCO2 32 – 48 mmHg
HCO3 19 – 24 mmmol/L
BE -2 – 3 mmol/L
1. Homem, 66a, com dor no ombro direito, fraqueza e dormência no membro superior
esquerdo há 2 meses. Exame físico: Neurológico: leve ptose palpebral à direita e
miose ipsilateral. O QUADRO CLÍNICO PODE SER EXPLICADO POR:
a. Neoplasia de pequenas células de pulmão.
b. Tumor neuroendócrino bem diferenciado de pulmão.
c. Neoplasia não pequenas células de pulmão.
d. Adenocarcinoma de pulmão.

2. Mulher, 57a, relata febre vespertina há 30 dias, inchaço progressivo e piora do


controle pressórico há 10 dias. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica e
diabetes mellitus controladas com uso regular de hidroclorotiazida, enalapril,
metformina e glipizida. Exame físico: PA= 188X104 mmHg, descorada +/4+; Cabeça e
Pescoço: edema bipalpebral; fundo de olho: normal; Coração: sopro sistólico em foco
aórtico 3+/4+, rude, com irradiação para as carótidas; Abdome: ascite; Membros:
edema de membros inferiores 2+/4+ e de membros superiores +/4+, petéquias
subungueais em mãos e pés. Hemograma: hemoglobina= 10,1 g/dL; leucócitos=
15.500mm3; plaquetas= 184.000 mm3; creatinina= 4,5mg/dL; ureia= 134 mg/dL;
glicemia= 142 mg/dL; hemoglobina glicada= 6,9 g/dL; potássio= 6,2 mEq/L; Exame
sumário de urina= hemácias: >100 por campo, dismorfismo eritrocitário: presente,
proteína 1+/4+. O DIAGNÓSTICO É:
a. Síndrome nefrítica.
b. Síndrome nefrótica.
c. Nefropatia diabética.
d. Nefropatia maligna hipertensiva.

3. Mulher, 36a, queixa-se de evacuações aquosas com grande quantidade de gotas


de gordura, urina bem vermelha e manchas roxas nas pernas e braços há 10 dias.
Hábito intestinal: duas evacuações diárias de grande volume há vários anos. Exame
físico: Membros: equimoses disseminadas em pernas e braços. Hemograma; Hb=
11,7 g/dL, Plaquetas= 140.000 mm3, ALT= 44 UI/L, AST= 66 UI/L, RNI= 13,6, tempo
de tromboplastina parcial= 81,5 segundos, tempo de protrombina= 146,7 segundos. A
CONDUTA É:
a. Vitamina K.
b. Plasmaferese.
c. Concentrado de plaquetas.
d. Ácido épsilon-aminocaproico.
4. Homem, 46a, refere cefaleia frequente, há 9 meses, concomitante ao diagnóstico
de hipertensão arterial sistêmica, em uso de enalapril, espironolactona e furosemida.
Antecedentes Familiares: pais hipertensos. Exame físico: PA= 210X130 mmHg.
Creatinina= 4,9 mg/dL, ureia= 132 mg/dL, sódio= 136 mEq/L, potássio= 3,7 mEq/L,
exame sumário de urina: densidade= 1020, pH= 6,0, leucócitos= 2/campo, hemácias=
2/campo, Proteinúria= 0,6 g/24horas. ECG= sobrecarga ventricular esquerda. O
DIAGNÓSTICO HISTOPATOLÓGICO ESPERADO É:
a. Nefroesclerose benigna.
b. Glomerulonefrite crônica.
c. Nefrite intersticial.
d. Glomeruloesclerose focal e segmentar.

5. Mulher, 41a, procura a Unidade Pronto Atendimento com história de mal-estar e


fraqueza. Refere ter interrompido há um dia o consumo de bebida alcoólica.
Antecedentes Pessoais: uso de 1 garrafa de aguardente/dia há 20 anos. Durante a
consulta a paciente apresenta repentinamente movimentos tônico-clônicos
generalizados, acompanhados de incontinência urinária e perda da consciência com
duração de um minuto, com recuperação total do nível de consciência. ALÉM DE
GARANTIR AS VIAS AÉREAS PÉRVIAS A CONDUTA É:
a. Administrar fenitoina e tiamina intravenosos.
b. Administrar benzodiazepínico e fenitoina intravenosos.
c. Avaliar níveis de glicose e administrar benzodiazepínico intravenoso.
d. Avaliar níveis de glicose e administrar tiamina intravenosa.

6. Mulher, 58a, é trazida ao Pronto Socorro com náuseas, vômitos, epistaxe, diaforese
e perda da consciência, após ter ingerido intencionalmente vários comprimidos.
Antecedentes Pessoais: diabetes mellitus tipo 2 em uso de glibenclamida e metformina
e esquizofrenia em uso irregular de haloperidol e biperideno. Exames
Complementares: pH= 7,1, pO2= 98 mmHg, pCO2= 26 mmHg HCO3-= 9,9 mEq/L,
Lactato= 15mmol/L, Ureia= 81,9 mg/dL, Creatinina= 3,1mg/dL, Sódio= 135 mEq/L,
Potássio= 6,6 mEq/L, Cloro= 104 mEq/L, Glicemia= 66mg/dL. TRATA-SE DE
INTOXICAÇÃO POR:
a. Glibenclamida.
b. Metformina.
c. Haloperidol.
d. Biperideno.
7. Mulher, 56a, procura atendimento médico por dor abdominal, evacuações líquidas
com sangue e náusea há 4 dias. Exame físico: PA= 110X68 mmHg, T= 36,7°C,
saturação de O2 (ar ambiente) = 95%, Abdome= difusamente doloroso. Hemograma:
hemoglobina= 12,6 g/dL, leucócitos= 7600mm3, plaquetas 96.000 mm3, creatinina=
1,52 mg/dL, ureia= 72 mg/dL, sódio= 132 mEq/L e potássio= 4,5 mEq/L. Após 2 dias,
com hidratação e antibioticoterapia adequadas, apresentou confusão mental e anúria.
Novos exames: creatinina= 6,1 mg/dL, Hemograma: hemoglobina= 8,9 g/dL,
plaquetas= 62.000 mm3 e série vermelha: grande quantidade de esquizócitos;
desidrogenase láctica= 1112 U/L, haptoglobina< 6,63 mg/dL, C3= 62mg/dL e
ADAMTS13 dentro dos valores da normalidade. A CONDUTA É:
a. Imunoglobulina humana.
b. Plasmaférese.
c. Heparina.
d. Metilprednisolona.

8. Mulher, 22a, vem para consulta na Unidade Básica Saúde queixando-se de dor para
urinar acompanhada de aumento da frequência há três dias, nega febre e corrimento
vaginal. Antecedentes Pessoais: nega quadro clínico semelhante anterior, última
menstruação há 7 dias. Exame físico: Abdome: sinal de Giordano negativo. Exame de
urina feito com tira reagente evidenciou pH= 5,0; nitrito= positivo e leucoesterase=
+++/3+. A CONDUTA É:
a. Tratar com nitrofurantoína.
b. Solicitar urocultura e tratar com norfloxacino.
c. Solicitar urocultura e iniciar antimicrobiano baseado no antibiograma.
d. Solicitar urocultura caso sintomas persistam após 5 dias de uso de fenazopiridina.

9. Homem, 47a, retorna ao Ambulatório para resultado de exames. Antecedentes


Pessoais: insuficiência cardíaca por miocardiopatia dilatada há 1 ano, com melhora
dos sintomas após instituição de furosemida 80 mg/dia por via oral. No momento está
assintomático. Exame físico: FC= 72 bpm, PA= 128x82 mmHg; Coração: Bulhas
rítmicas em 2 tempos, com sopro sistólico 1+/4+ em foco mitral. Creatinina=
0,78mg/dL, Potássio= 3,5mg/dL. Ecocardiograma: dilatação leve das câmaras
esquerdas, com fração de ejeção de 39% (normal > 50%). A CONDUTA É:
a. Manter somente a furosemida.
b. Iniciar hidralazina e nitrato.
c. Iniciar ivabradina.
d. Iniciar enalapril e carvedilol.
10. Mulher, 77a, com história de febre diária há 1 mês associada a dor intensa em
região lombo-sacra direita com irradiação para extremidades que piora com o
movimento. Antecedentes Pessoais: diabetes mellitus tipo 2 em uso de metformina,
hipertensão arterial sistêmica em uso de ramipril e hidroclorotiazida e dislipidemia em
uso de rosuvastatina. Hemoglobina= 8,2 g/dL, Leucócitos= 17.700/mm3, neutrófilos=
10.200/mm3, PCR= 265 mg/l (VR: < 5 mg/l). Corte de tomografia computadorizada do
quadril abaixo:

O AGENTE ETIOLÓGICO MAIS PREVALENTE É:


a. Pseudomonas aeruginosa.
b. Streptococcus pyogenes.
c. Serratia marcescens.
d. Staphylococcus aureus.
11. Homem, 63 a, com cansaço progressivo aos esforços há 5 meses.
Antecedentes Pessoais: espondilite anquilosante há 10 anos. Exame físico: PA=
148X52 mmHg, FC= 92 bpm. Coração: ritmo cardíaco regular e um sopro, que está
representado abaixo:

1ª Bulha 2ª Bulha 1ª Bulha

O SINAL SEMIOLÓGICO ESPERADO É:


a. Atrito pericárdico.
b. Pulsação da úvula.
c. Sopro audível na cabeça.
d. Diminuição de pulsos nos membros inferiores.

12. Mulher, 43a, procura atendimento médico queixando-se de dor em abdome


inferior de moderada intensidade, 2-3x/semana, acompanhada por distensão
abdominal recorrente há 1 ano e diarreia 3-4 episódios/dia sem muco ou sangue. A
dor e a distensão são piores imediatamente antes e aliviadas pela evacuação. O
quadro é agravado pelo estresse e pela ingestão de alimentos condimentados, frituras
e bebida alcoólica. Exame físico: IMC= 26kg/m2, toque retal: sem alterações. A
CONDUTA PARA INVESTIGAÇÃO DIAGNÓSTICA É:
a. Colonoscopia.
b. Endoscopia digestiva alta.
c. Hemograma e proteína C reativa.
d. Balanço de gordura nas fezes.
13. Considere os seguintes resultados laboratoriais:
1) HBsAg reagente; anti-HBc reagente; anti-HBs não reagente; anti-HBe não reagente;
HBeAg reagente; ALT = 150 U/L.
2) HBsAg reagente; anti-HBc não reagente; anti-HBs não reagente; anti-HBe não
reagente; HBeAg reagente; ALT = 350 U/L.
O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA SÃO:
a. (1) Hepatite B crônica persistente; sem indicação de tratamento.
(2) Hepatite B aguda; sem indicação de tratamento.
b. (1) Hepatite B aguda; sem indicação de tratamento.
(2) Hepatite B crônica ativa; com indicação de tratamento.
c. (1) Hepatite B aguda; sem indicação de tratamento.
(2) Hepatite B crônica persistente; sem indicação de tratamento.
d. (1) Hepatite B crônica ativa; com indicação de tratamento.
(2) Hepatite B aguda; sem indicação de tratamento.
14. Homem, 71a, relata emagrecimento de 8kg nos últimos 2 meses, associado a
fraqueza para subir escadas e pentear o cabelo. Há 2 semanas com aumento da
frequência das evacuações, cefaleia e palpitações. Antecedentes pessoais: diabetes
mellitus em uso de insulina e metformina, além de tabagismo 80 maços/ano. Exame
físico: PA= 162x104 mmHg, FC= 108bpm, FR= 21irpm, T= 37,3oC, oximetria de pulso
(ar ambiente) = 96%; Neurológico: hiperreflexia global e fraqueza muscular proximal
em membros superiores e inferiores grau IV. Eletrocardiograma:

A CONDUTA É:
a. Eletroneuromiografia e hemoglobina glicada.
b. TSH, T4 livre, metoprolol e rivaroxabana.
c. Coprocultura e ciprofloxacino.
d. Tomografia de crânio e coletar liquor.
15. Homem, 72a, é ad
dmitido no Pronto Soc
corro com história dee palpitaçõe
es de
o súbito há
início á 1 hora. Nega
N dispne
eia, síncope ou queix
xas prévias de palpitações.
Antecedentes Pessoais:
P hipertensão arterial sis
stêmica em uso de hiddroclorotiaz
zida e
amlo
odipina. Exa ado geral, FR= 24 irrpm, PA= 112X68 mmHg,
ame físico: Bom esta
conssciente, orie
entado; Pulmões: Aussculta: sem alterações; Coração: bulhas rítm
micas
sem sopros, Ele
etrocardiogrrama:

A CO
ONDUTA É:
a) Ca
ardioversão
o elétrica.
denosina intravenosa.
b) Ad
c) Am
miodarona intravenosa
i a.
d) He
eparina sub
bcutânea.

16. M
Mulher, 67a
a, procura a unidade d
de emergência por feb
bre há 8 hooras (2 pico
os de
38º C), associa
ada a aste
enia e tonttura. Antec
cedentes Pessoais:
P leeucemia lin
nfoide
crôniica, iniciou tratamento
o quimioterá
ápico há cerca de 14
4 dias e Dooença Pulm
monar
Obsttrutiva Crôn
nica em uso de bronccodilatador e corticoid
de inalatórioo. Exame físico:
f
bom estado geral, FC= 94
4 bpm, PA=
= 126x69 mmHg,
m T= 37,2ºC, dessidratada 2+/4+.
2
Hem
mograma mo VCM= 86 fL, leucócito
ostra: Hb= 12,3g/dL, V m3 (segmentados
os= 890mm
23%, linfócitos 71%, monó
ócitos 6%), plaquetas= mm3. APÓS HIDRATAÇ
= 143.000m ÇÃO,
LETA DE HEMOCUL
COL LTURA, UR
ROCULTUR
RA, RADIO
OGRAMA DE TÓRA
AX A
CON
NDUTA TER
RAPÊUTICA
A É:
ntitérmicos, orientaçõe
a. Allta com an es sobre sinais
s de alerta
a e cuurva térmic
ca no
domiicílio.
b. Allta com am
moxicilina+clavulanato ões sobre sinais de alerta e curva
o, orientaçõ
térmica no domicílio.
nternação pa
c. In ara antibioticoterapia d
de amplo es
spectro intra
avenosa.
d. In
nternação pa
ara observa ecoce de anntibióticos guiado
ação da currva térmica e início pre
pelass culturas e exames de
e imagem.
17. Homem, 22a, vítima de acidente motociclístico, deu entrada na UTI com trauma
cranioencefálico grave. As pupilas evoluíram para midríase e não fotorreagentes à
estímulo luminoso. O PROTOCOLO DE MORTE ENCEFÁLICA DEFINE QUE:
a. Os dois exames clínicos devem ter no mínimo o intervalo de 1 hora.
b. Deve-se manter medicações sedativas até o término do protocolo.
c. Um dos exames clínicos deve ser realizado por um médico da equipe de
transplante.
d. Deve ser iniciado após autorização dos parentes de primeiro e segundo graus.

18. Homem, 69a, submetido a cirurgia de urgência para correção de aneurisma roto de
aorta abdominal. No pós-operatório imediato apresenta débito urinário de
350ml/24horas. Ureia= 90 mg/dL; e creatinina= 1,8 mg/dL; densidade urinária= 1035;
fração excretada de sódio= menor que 1%. O TRATAMENTO É:
a. Reposição volêmica.
b. Dobutamina.
c. Terapia de substituição renal.
d. Furosemida intravenosa.

19. Homem, 38a, retorna para reavaliação de ferida decorrente de ferimento corto-
contuso em panturrilha esquerda há 7 dias, a qual não foi suturada, pois o mesmo
procurou atendimento após 12 horas do trauma, sendo orientado apenas curativos e
vacinação antitetânica. Exame físico: ferida com secreção serosa, bordas bem
definidas com hiperemia discreta e interior com tecido vermelho vivo de aspecto
granuloso, sangrando facilmente ao toque. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA
EM RELAÇÃO À FERIDA:
a. Está infectada pelo aspecto e pela secreção, devendo ser desbridada e iniciada
antibioticoterapia sistêmica.
b. Está no processo esperado de cicatrização, na fase proliferativa, podendo manter
os curativos e orientado retorno para reavaliação.
c. Está na fase inflamatória, devendo-se retirar os coágulos que estão a recobrindo
para facilitar a cicatrização.
d. Está no processo definido como fechamento em primeira intenção, o que permite a
sutura da mesma, já que não há secreção purulenta.
20. Mulher, 32a, procura atendimento médico por febre e dor abdominal em
hipocôndrio direito há 1 dia. Antecedentes pessoais: litíase biliar e esteatose hepática
diagnosticadas por ultrassonografia há seis meses. Exame físico: icterícia +++/4+,
desidratada +/4+, corada, T= 38o C, FR= 26 irpm, FC= 120 bpm; Abdome: Dor a
palpação em hipocôndrio direito no rebordo costal, Sinal de Murphy negativo,
descompressão brusca dolorosa ausente. ALT= 250 UI/L; AST= 300 UI/L; Bilirrubina
direta= 6,7mg/dL, Bilirrubina Indireta= 0,6 mg/dL; Gama-GT= 336mg/dL, Fosfatase
alcalina= 680UI/L, Leucócitos= 16.400mm3, (Bastonete 8%, Segmentado 71%,
Linfócitos 15%, monócitos 4% eosinófilos 2%) HB= 13,1g/dL, Ht= 40%. O QUADRO
DESCRITO É UMA COMPLICAÇÃO DE:
a. Colecistite aguda.
b. Coledocolitíase.
c. Pancreatite aguda.
d. Esteatohepatite.

21. Mulher, 63a, consulta na Unidade Básica de Saúde trazendo colonoscopia com o
diagnóstico de Doença Diverticular dos Cólons. AS ORIENTAÇÕES SÃO:
a. Antibioticoterapia profilática periódica e aumento de ingesta hídrica.
b. Dieta balanceada rica em fibras vegetais e aumento de ingesta hídrica.
c. Antibioticoterapia profilática periódica e ressecção endoscópica dos divertículos.
d. Colonoscopia e pesquisa de sangue oculto semestral.

22. Menino, 6 meses de idade, trazido ao Pronto Socorro porque está alternando
períodos de choro e calma, aumento do volume abdominal, vômitos amarelados e
evacuação com sangue e catarro há 12 horas. Exame Físico: Abdome distendido com
massa palpável à direita. O DIAGNÓSTICO E O EXAME A SER REALIZADO SÃO:
a. Enterocolite necrosante; radiograma simples de abdome.
b. Estenose hipertrófica do piloro; endoscopia digestiva alta.
c. Intussuscepção intestinal; ultrassonografia abdominal.
d. Apendicite aguda; tomografia computadorizada.
23. Homem, 65a, dá entrada no Pronto Socorro com distensão abdominal e parada de
eliminação de fezes e flatos, episódios de vômitos com aspecto fecaloide há 48 horas.
Indicado procedimento cirúrgico com episódio de vômito durante a indução anestésica.
No segundo dia pós-operatório apresentou febre alta contínua, presença de estertores
subcrepitantes e roncos em ausculta respiratória e expectoração abundante e
amarelada. Radiograma de tórax: opacidade homogênea em base de pulmão direito.
A CONDUTA É:
a. Amoxicilina-clavulanato.
b. Ceftriaxona.
c. Macrolídeo e vancomicina.
d. Metronidazol e aminoglicosídeo.

24. Mulher, 65a, vem à consulta referindo dor em panturrilhas ao caminhar em torno
de 200 metros, em subidas. Antecedentes pessoais: diabetes mellitus, nega tabagismo
e hipertensão arterial sistêmica. Exame físico: pulsos poplíteos e tibiais palpáveis
simétricos bilateralmente. O EXAME A SER REALIZADO É:
a. Medida do índice pressórico tornozelo/braço em repouso e pós caminhada.
b. Mapeamento arterial dos membros inferiores por ultrassonografia duplex.
c. Angioressonância magnética com gadolínio.
d. Cateterismo para arteriografia por subtração digital.

25. Homem, 26a, é trazido pelo SAMU para um Centro de Referência após queda de
motocicleta em rodovia. Exame físico: consciente, orientado, PA= 125 x 85 mmHg,
FC= 88 bpm, FR= 18 irpm, oximetria de pulso em máscara 100%; Abdome: abrasões
e escoriações na parede anterior; Extremidades: fratura fechada de cotovelo direito.
Focused Assessment with Sonography for Trauma (FAST): espaço hepatorrenal
(Morisson) com imagem anecoica sugestiva de líquido. A CONDUTA É:
a. Tratamento não operatório da lesão hepática.
b. Realizar punção do líquido guiada por ultrassonografia.
c. Dosagem de transaminases, bilirrubinas, hematócrito e hemoglobina.
d. Realizar tomografia computadorizada contrastada de abdome.
26. Mulher, 71a, sofreu queda da própria altura com fratura do colo do fêmur
esquerdo. Foi mantida em tração cutânea por 48 horas e submetida a cirurgia de troca
de articulação do quadril por prótese. No terceiro dia de pós-operatório apresenta
dispneia, dor torácica em pontada em hemitórax direito, acompanhada de sensação de
morte iminente. Exame físico: edema de todo o membro inferior esquerdo. A
PRIMEIRA CONDUTA É:
a. Ultrassonografia duplex dos membros inferiores para investigar trombose venosa
profunda no membro operado.
b. Angiotomografia de tórax complementada pela cintilografia pulmonar para
diagnóstico de tromboembolismo pulmonar.
c. Anticoagulação sistêmica com medicação de ação rápida para atingir um tempo de
tromboplastina ativada 1,5 a 2 vezes o padrão.
d. Filtro de veia cava inferior para evitar embolia pulmonar fatal, enquanto se atinge
níveis corretos de anticoagulação sistêmica.

27. Homem, 45a, será submetido a um procedimento cirúrgico eletivo com abertura da
cavidade abdominal. Antecedentes Pessoais: trombose venosa profunda ocorrida há 4
meses, em uso de warfarina. Após cinco dias de suspensão do uso de warfarina, RNI
foi de 1,9. A CONDUTA É:
a. Infundir sulfato de protamina na indução anestésica.
b. Liberar para realização da cirurgia.
c. Transfundir plasma fresco congelado duas horas antes da cirurgia.
d. Administrar vitamina K e controle de RNI em seis horas.
28. Homem, 28a, atendido no Pronto Socorro com história de dor precordial de forte
intensidade, de início súbito, com irradiação para o dorso há 3 horas. Antecedentes
pessoais: Síndrome de Marfan. Exame físico: Regular estado geral, pulsos: pulso
radial direito mais intenso que o radial esquerdo, sudorese fria, PA= 90x66 mmHg,
FC= 98 bpm; Coração: abafamento de bulhas com sopro diastólico em foco aórtico
acessório++/4+. Angiotomografia computadorizada:

A CONDUTA É:
a. Tratamento cirúrgico por via endovascular.
b. Tratamento clínico com analgesia e reavaliação em 6 horas.
c. Troca da aorta ascendente em caráter de emergência.
d. Tratamento clínico e controle do duplo-produto.

29. Mulher, 20a, refere sangramento vermelho vivo nas fezes e dor de forte
intensidade às evacuações há 2 semanas. Antecedentes Pessoais: constipação
intestinal crônica. O DIAGNÓSTICO E O EXAME PARA CONFIRMAÇÃO SÃO:
a. Doença hemorroidária; retossigmoidoscopia.
b. Abscesso anorretal; tomografia computadorizada.
c. Retocolite ulcerativa; colonoscopia.
d. Fissura anal; exame físico.
30. Ciclista, 26a, sofre atropelamento por carro. É trazido por populares até a Unidade
de Emergência. Exame físico: Consciente, orientado, PA= 100 x 70 mmHg, FC= 116
bpm, FR= 20 irpm; Abdome: dor a palpação profunda, sem irritação peritoneal, Pelve:
dor à palpação da sínfise púbica e nos trocânteres. Focused Abdominal Sonography
for Trauma (FAST)= negativo. Realizado: imobilização cervical com colar,
suplementação de oxigênio, acesso venoso periférico calibroso, coleta de tipagem
sanguínea e infusão de 1,0 litro Ringer com lactato aquecido. NA SEQUÊNCIA O
PRÓXIMO PASSO SERÁ:
a. Realizar tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve.
b. Imobilizar a pelve com lençol.
c. Transfundir hemoderivados e internar em UTI.
d. Controlar hemoglobina, hematócrito e pressão arterial.

31. Homem, 28a, teve queda de 2,5 metros de altura há 30 minutos. Trazido pelo
SAMU à Unidade de Pronto Atendimento, com imobilização cervical e em prancha
rígida, acesso venoso periférico e com drenagem torácica à direita com saída de 600
ml de sangue e ar. Exame físico: consciente, orientado, PA= 110x70 mmHg, FR=
20irpm, FC= 100bpm; Tórax: crepitação e dor à palpação na região média do gradil
costal direito; Pulmão: murmúrio vesicular presente anteriormente e bilateralmente,
sem ruídos adventícios. Radiograma de tórax realizado na sala de urgência:
opacidade em todo hemitórax direito. A OPACIDADE CORRESPONDE A:
a. Lesão traumática do diafragma.
b. Tórax instável.
c. Pneumotórax hipertensivo.
d. Hemotórax residual.
32. Mulher, 28a, há 5 dias com dor no último molar inferior esquerdo, procurou
atendimento médico por dor cervical e dificuldade de abertura da cavidade oral nas
últimas 24 horas. Exame físico: consciente, orientada, PA= 88x62 mmHg, FC= 128
bpm, FR= 24irpm, Oximetria de pulso (ar ambiente) = 93%; Face: hiperemia, calor, dor
e área de flutuação na região mandibular e submandibular esquerda com extensão
para região cervical. Tomografia computadorizada cervical e torácica: áreas de
coleções acima da carina até pescoço associados com espessamentos dos tecidos
adjacentes e níveis hidroaéreos. ALÉM DE COLETA DE EXAMES LABORATORIAIS,
HEMOCULTURAS, EXPANSÃO VOLÊMICA, ANTIBIOTICOTERAPIA, OXIGÊNIO
SUPLEMENTAR, A CONDUTA SEGUINTE É:
a. Aguardar resultados de culturas para redirecionar antibioticoterapia.
b. Realizar broncoscopia.
c. Realizar drenagem cervical cirúrgica.
d. Reavaliar exames laboratoriais e de imagem após 24 horas.

33. Menina, 6a, chega à Unidade de Emergência Pediátrica com quadro de cefaleia
holocraniana contínua há 2 dias, sem remissão com uso de analgésicos, associada à
mudança do padrão do sono, vômitos e irritabilidade. Mãe relata inchaço nos olhos e
de membros inferiores nos últimos 3 dias. Antecedentes pessoais: doença no rim,
diagnosticada há 3 anos. Exame físico: regular estado geral, sonolenta, descorada
+/4+, T= 36,2ºC, FR= 24irpm, FC= 106bpm, pressão arterial sistólica no percentil 75
para idade, tempo de enchimento capilar: 2 segundos; face: edema bipalpebral +/4+;
Abdome: presença de ascite, sem sinais de irritação peritoneal; Membros: edema
membros inferiores +/4+. OS DIAGNÓSTICOS SÃO:
a. Síndrome nefrítica e meningite bacteriana.
b. Síndome nefrótica e encefalopatia hipertensiva.
c. Síndrome nefrítica e insuficiência renal aguda.
d. Síndome nefrótica e trombose de seio venoso cerebral.

34. OS CHAMADOS EXAMES DA TRIAGEM NEONATAL NO BRASIL SÃO:


a. Teste da linguinha, teste da bolinha, triagem auditiva e reflexo de olho vermelho.
b. Triagem neonatal biológica, triagem de cardiopatia crítica, triagem auditiva e
reflexo de olho vermelho.
c. Triagem neonatal biológica, triagem de cardiopatia crítica, triagem auditiva e
teste da linguinha.
d. Triagem auditiva, teste da bolinha, teste da linguinha e reflexo de olho vermelho.
35. Recém-nascido a termo, filho de mãe colonizada por Streptococcus agalactiae
nasce de parto vaginal, em boas condições de vitalidade e encontra-se bem. Mãe
recebeu ampicilina 5 horas antes do parto. A CONDUTA PARA ESSE RECÉM-
NASCIDO É:
a. Coleta de hemocultura e internação em Unidade Semi-intensiva.
b. Coleta de hemocultura e Alojamento Conjunto.
c. Coleta de hemograma e proteína C-reativa.
d. Observação clínica em Alojamento Conjunto.

36. A precária condição do saneamento básico em algumas localidades do Brasil, faz


com que o país tenha diversos casos de doenças intestinais provocadas por bactérias,
protozoários e vermes. CONSIDERANDO QUE CADA UM DOS AGENTES TEM
SUAS PRÓPRIAS CARACTERÍSTICAS, ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
a. O Ascaris lumbricoides é o helminto mais frequentemente encontrado e localiza-se
preferencialmente no canal pancreático, vias biliares e apêndice.
b. O Trichuris trichiura localiza-se preferencialmente no ceco e cólon ascendente e
pode ser tratado com mebendazol.
c. Gestantes com presença de ovos de Schistosoma mansoni nas fezes, devem ser
tratadas durante a gestação.
d. Crianças com protoparasitológicos com presença de Entamoeba coli ou Endolimax
nana ou Iodamoeba butschlii devem ser tratadas com metronidazol.

37. Menino, 3a, trazido ao pronto atendimento com febre não aferida e tosse há cinco
dias. Exame físico: T=38,7°C, FR= 50irpm, tiragem subcostal; Pulmões: murmúrio
vesicular presente, estertores crepitantes em ápice direito. Radiograma de tórax:
opacidade homogênea em lobo superior direito e velamento do seio costofrênico
ipsilateral. A CONDUTA É:
a. Toracocentese e antibioticoterapia com penicilina cristalina.
b. Drenagem torácica em selo d’água e antibioticoterapia com oxacilina.
c. Antibioticoterapia com macrolídeo.
d. Iniciar antibioticoterapia após resultado da hemocultura.
38. Criança, 4a, com diagnóstico de Glicogenose tipo I (Doença de Von Gierke) é
atendida na Unidade de Emergência com palidez cutânea, sudorese e sonolência.
Glicemia capilar= 32 mg/dL. Mãe refere que não está seguindo corretamente a dieta
prescrita para o filho. O COMPONENTE QUE ESTÁ FALTANDO NA DIETA DA
CRIANÇA É:
a. Fruta.
b. Leite.
c. Amido de milho.
d. Ovo.

39. Adolescente, 13a, com história de febre há 3 dias, associada a exantema


generalizado, artralgia em mãos e edema em joelho esquerdo, com dificuldade para
deambulação. O jovem referiu que há duas semanas apresentara quadro de disúria e
secreção em pênis, para o qual não buscou auxílio médico. A BACILOSCOPIA DO
LÍQUIDO SINOVIAL EVIDENCIARÁ:
a. Bacilo gram-negativo.
b. Bacilo álcool-ácido resistente.
c. Diplococo gram-negativo.
d. Cocobacilo gram-positivo.

40. Menino 12a, procura atendimento referindo mal-estar, febre e dor no corpo há 18
horas. Refere ter retirado carrapato da perna há 6 dias. Exame físico; T= 39oC, pulso
cheios. Hb= 12,2 g/dL, Leucócitos= 12.300mm3 (3% bastões, 65%segmentados, 25%
linfócitos, 7% monócitos) Plaquetas= 345.000 mm3. A CONDUTA É:
a. Iniciar doxiciclina.
b. Reavaliar em 24 horas.
c. Iniciar cefalosporina de terceira geração.
d. Investigar arbovirose.
41. Menino, 7m, é trazido a consulta ambulatorial por diarreia crônica. Antecedentes
pessoais: duas internações por pneumonia com 2 e 5 meses, na última precisou de
ventilação mecânica. Antecedentes familiares: irmão morreu com 22 dias de vida após
cirurgia no intestino. Exame físico: regular estado geral, peso e estatura baixo percentil
3, descorado ++/+4; Pulmões: murmúrio vesicular presente simétrico, estertores
subcrepitantes difusos; Abdome: distendido, fígado a 5 cm rebordo costal direito
levemente endurecido. A CONDUTA É:
a. Retirar o leite de vaca.
b. Dosar sódio e cloro no suor.
c. Dosar IgA e anticorpo antigliadina.
d. Realizar coprocultura.

42. Menina, 4a, retorna para ver resultado de exames de fezes que colheu há 10 dias
durante um quadro diarreico. Protoparasitológico: trofozoítos de Giardia lamblia e
Entamoeba histolytica. O TRATAMENTO É PRESCREVER:
a. Teclozam.
b. Tiabendazol.
c. Praziquantel.
d. Metronidazol.

43. Menina, 60 dias, é trazida ao Pronto Socorro com queixa de tosse em crise e falta
de ar há três dias. Mãe refere conjuntivite prévia. Nega febre. Antecedentes Pessoais:
parto normal, peso= 3.000 g e comprimento= 50 cm. Exame físico: FR= 70irpm, FC=
160bpm, afebril, acianótica, anictérica, retração intercostal presente; Pulmões:
estertores crepitantes em bases pulmonares. Radiograma de tórax: hiperinsuflação
bilateral e aumento de trama vasobrônquica. Hb= 12,5 g/dL, Leucócitos= 10.000 mm3
(bastões 3%, segmentados 36%, eosinófilos 10%, linfócitos 48%, monócitos 3%). O
TRATAMENTO É:
a. Anticorpo monoclonal para vírus sincicial respiratório.
b. Azitromicina.
c. Oxacilina e amicacina.
d. Ganciclovir.
44. Criança, 3a, trazida ao Pronto Socorro com quadro de sudorese profusa, vômitos
incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, e
bradicardia. Familiar refere que moram em área urbana com várias casas em
construção ao redor e que a criança estava brincando na rua quando chegou chorando
muito. O QUADRO CLÍNICO DESCRITO É COMPATÍVEL COM:
a. Acidente loxoscélico.
b. Acidente botrópico.
c. Escorpionismo.
d. Acidente crotálico.

45. Menino, 4a, comparece à Unidade Básica de Saúde para investigação de


tuberculose. Antecedentes Familiares: pais em tratamento para tuberculose há 30
dias. Imunização adequada para a idade. Assintomática. Radiograma de tórax: sem
alteração. Teste tuberculínico= 5 mm. A CONDUTA É:
a. Iniciar tratamento de infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis.
b. Repetir teste tuberculínico dentro de 8 a 12 semanas.
c. Tratamento para tuberculose ativa.
d. Observação clínica com seguimento ambulatorial.

46. Menina, 5a, é trazida ao Serviço de Emergência com história de ingestão de um


pedaço de brinquedo há 3 horas. Mãe nega vômitos ou salivação excessiva.
Radiograma de tórax e abdome: presença de imagem de duplo halo em terço proximal
de esôfago. A CONDUTA É:
a. Endoscopia digestiva alta.
b. Acompanhamento radiológico a cada 72 horas.
c. Uso de droga procinética via parenteral.
d. Expectante até 120 horas pós ingestão.

47. A INTOXICAÇÃO POR DERIVADOS DE NAFAZOLINA, É CARACTERIZADA


POR:
a. Taquicardia e taquipneia.
b. Depressão neurológica e taquipneia.
c. Apneia e bradicardia.
d. Agitação psicomotora e midríase.
48. Menino, 3a, é trazida a atendimento médico por febre e diarreia com muco e
sangue há três dias. Mãe refere queda do estado geral há 1 dia, acompanhada de
palidez cutânea e diminuição do volume urinário. Exame Físico: FR= 60 irpm, FC= 140
bpm, T= 37,5°C; hipoativo, irritado, perfusão periférica lentificada, olhos encovados,
sangramento nos locais de punção e ausência de sinais meníngeos. Hb= 5,3g/dL;
plaquetas= 85.000/mm3. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:
a. Diarréia aguda com desidratação e anemia ferropriva.
b. Leucemia aguda.
c. Lúpus eritematoso sistêmico.
d. Síndrome hemolítico-urêmica.

49. Mulher, 23a, G1P0C0A0, 16ª semana de gestação, procura a Unidade Básica de
Saúde referindo quadro de vermelhidão e coceira na pele há 2 dias, acompanhado de
um episódio de febre de 38°C, além de dor articular. Exame físico: T= 37,8°C, FR=
18irpm, FC= 80bpm; Olhos: hiperemia conjuntival; Pele: exantema difuso discreto;
Prova do laço: negativa. A CONDUTA É:
a. Solicitar hemograma, AST/ALT, Ureia e creatinina, com monitoramento domiciliar
da temperatura e retorno diário à Unidade.
b. Solicitar Reação em Cadeia da Polimerase para Zika vírus e dengue; retorno diário
para hemograma e hidratação domiciliar.
c. Solicitar sorologia para Zika e para dengue; retorno diário para hemograma e
hidratação domiciliar.
d. Solicitar sorologia para Febre Amarela e Chikungunya, prescrever sintomáticos e
hidratação domiciliar.

50. Mulher, 28a, G1P0C0A0, grávida de 14 semanas. Antecedentes Pessoais:


diabetes mellitus tipo I há 15 anos, sobrepeso e hipertensão arterial sistêmica crônica
controlada, em uso de insulina, metformina e captopril. Fundo de olho: retinopatia
diabética. Proteinúria= 2g/24horas. A CONDUTA É:
a. Internar para perfil glicêmico com dieta; manter captopril; suspender metformina;
ajustar insulina de acordo com perfil glicêmico.
b. Suspender metformina e captopril; iniciar metildopa, ácido acetilsalicílico e
carbonato de cálcio; ajustar dose de insulina segundo perfil glicêmico; recomendar
dieta.
c. Internar para perfil glicêmico com dieta; suspender metformina; prescrever
metildopa, ácido acetilsalicílico e heparina de baixo peso.
d. Suspender captopril; manter metformina apenas se houver necessidade de dose
total de insulina acima de 100 UI/dia; recomendar dieta e atividade física aeróbica.

51. Mulher, 23a, relata atraso menstrual de 10 dias e traz Beta-HCG cujo valor foi de
750 mUI/mL e ultrassonografia transvaginal: linha endometrial medindo 20 mm,
Identificado no ovário esquerdo, cisto de conteúdo anecoico, permeado por debris,
medindo 3,5 cm, apresentando vascularização periférica ao Doppler colorido;
presença de conteúdo líquido laminar no fundo de saco posterior. O DIAGNÓSTICO E
A CONDUTA SÃO:
a. Aborto retido; Curetagem uterina.
b. Gestação inicial; Ultrassonografia em 15 dias.
c. Gestação ectópica; Laparoscopia.
d. Gestação anembrionada; Curetagem uterina.

52. Mulher, 42a, em consulta de rotina na Unidade Básica de Saúde. Antecedentes


Pessoais: endometriose estádio IV em uso de progestageno intramuscular de
depósito. A CONDUTA É:
a. Acompanhamento clínico e ultrassom transvaginal.
b. Acompanhamento clínico e dosagem de Ca125.
c. Solicitar ultrassonografia transvaginal e dosagem de Ca125.
d. Acompanhamento clínico e solicitar colonoscopia.

53.Mulher, 28a, comparece em consulta ginecológica com queixa de dor nas mamas
há 15 dias. Refere que a dor tem ritmo catamenial, com piora na segunda fase do ciclo
menstrual, e melhora importante na primeira fase. Antecedentes Pessoais: Nega
trauma, mastite e tabagismo, nunca fez mamografia e refere uso regular de pílula
anticoncepcional oral combinada, hoje no quarto dia de pausa. Antecedentes familiares:
negativos para doenças oncológicas. Trabalha como manicure. Exame Físico: Mamas:
médio volume, sem alterações às inspeções estática e dinâmica, palpação dolorosa
em quadrantes superiores laterais bilateralmente, ausência de descarga papilar
bilateralmente, regiões axilares sem linfonodomegalia, dor ao pinçamento da borda
lateral da musculatura peitoral. A CONDUTA É:
a. Não solicitar exames complementares.
b. Solicitar mamografia.
c. Mudar o método anticoncepcional.
d. Solicitar ressonância magnética das mamas.
54. Mulher, 35a, G4P3C0A0, na 29a semana de idade gestacional, procura
atendimento em uma maternidade sem qualquer retaguarda para casos graves de
gestações de alto risco, queixando-se de cefaleia occipital há 6 horas. Antecedentes
pessoais: hipertensão arterial sistêmica crônica. Exame físico: PA= 160X100mmHg,
FC= 90 bpm, AU= 27cm, DU= ausente, BCF= 136bpm; neurológico: reflexos
osteotendinosos profundos exaltados com aumento de área reflexógena. A CONDUTA
É ADMINISTRAR:
a. Duas ampolas de sulfato de magnésio a 50% intravenoso e transferir a gestante
imediatamente para o hospital de referência.
b. Um comprimido de 25mg de hidralazina via oral, uma ampola de sulfato de
magnésio a 50% e uma ampola de diazepam de 10mg intravenosos e solicitar
transferência após estabilização.
c. Quatro ampolas de sulfato de magnésio a 10% intravenosa, duas ampolas de
sulfato de magnésio 50% intramuscular profunda e transferência para hospital de
referência.
d. Um comprimido de 25 mg de hidralazina e 10mg de diazepam via oral, observação
no pronto-atendimento e transferência se não houver melhora após observação.

55. Mulher 25a, G1P0C0A0, foi admitida em trabalho de parto e evoluiu para parto
fórceps de Simpson para abreviação de período expulsivo. Após 20 minutos da
dequitação apresentou sangramento vaginal intenso com instabilidade hemodinâmica.
Exame obstétrico: útero amolecido, 5cm acima da cicatriz umbilical. Revisão de canal
de parto e curagem sem alterações. Após receber 20 UI de ocitocina intravenosa, uma
ampola de ergotamina intramuscular e uma ampola de ácido tranexâmico intravenoso
persiste com sangramento. A CONDUTA A SEGUIR É:
a. Inserção de Balão de Bakri.
b. Realização de histerectomia.
c. Administração de misoprostol por via retal.
d. Embolização de artérias uterinas.
56. Mulher, 21a, G1P0C0A0, com idade gestacional de 10 semanas, retorna para
resultados de exames. Antecedentes pessoais: anemia desde a infância. Hb=
10,5g/dL; Ht= 31,7%; VCM= 61fL; HCM= 20pg; RBC= 5,16 milhões; Eletroforese de
hemoglobina: HbA= 92%; HbF= 2%; HbA2= 6%; Ferritina= 20mcg/dL e ferro sérico=
95mcg/dL. A CONDUTA É:
a. Sulfato ferroso em dose terapêutica.
b. Vitamina B12.
c. Exsanguineotransfusão.
d. Aconselhamento genético.

57. Mulher, 29a, procura atendimento por desejo de engravidar. Antecedentes


pessoais: parada de menstruação há três anos; ciclos anteriores com duração de 35 a
45 dias. Sem outras queixas. Exame físico e ginecológico: sem alterações. OS
EXAMES A SEREM SOLICITADOS SÃO:
a. FSH e LH.
b. LH e Prolactina.
c. FSH e Prolactina.
d. FSH e Testosterona total.

58. Mulher, 30a, G1P0C0A0, inicia pré-natal com idade gestacional de 10


semanas. Foi orientada a coletar exames de rotina pré-natal, iniciar suplementação de
ferro e a atualização do calendário vacinal. Na avaliação da carteira de vacinação foi
observado que a última vacina foi a antitetânica há 12 anos. Trabalha em uma
universidade na qual houve um surto recente de caxumba. A ORIENTAÇÃO COM
RELAÇÃO ÀS IMUNIZAÇÕES NESTE CASO É:
a. Uma dose de dTPa; vacina para influenza; vacina para caxumba (SCR), vacina
meningocócica ACWY.
b. Vacina para influenza; três doses de dT; vacina para hepatite A; se anti-HbsAg
negativo, vacina para hepatite B.
c. Uma dose de dTPa; vacina para caxumba (SCR), vacina para varicela e febre
amarela, se o risco de infecção supera os riscos potenciais da vacinação.
d. Esquema completo para tétano com três doses, sendo a última de dTPa; vacina
para influenza; se anti-HbsAg negativo, vacina para hepatite B.
59. Mulher, 25a, primigesta, idade gestacional de 39 semanas, apresentou evolução
do trabalho de parto e parto de acordo com o partograma:

AS COMPLICAÇÕES ASSOCIADAS A ESSA EVOLUÇÃO SÃO:


a. Lesão de trajeto, hipotonia uterina e hemorragia ventricular no recém-nascido.
b. Rotura uterina, sofrimento fetal agudo e distócia de ombro.
c. Tocotraumatismo, sofrimento fetal agudo e distócia funcional.
d. Atonia uterina, hemorragia ventricular no recém-nascido e distócia de ombro.

60. Adolescente, 14a, vem referindo cólicas menstruais intensas desde a menarca
que foi há 12 meses, com melhora parcial com uso de antiinflamatórios.
Ultrassonografia pélvica: corno uterino medindo 7,0 x 3,8 x 4,2 cm, com linha
endometrial medindo 7mm. Identificada à direita do corno descrito, sem plano de
clivagem com o mesmo, imagem com as mesmas características, medindo 4,0 x 2,5 x
2,8 cm, apresentando conteúdo anecoico com debris em suspensão (sugestivo de
conteúdo hemático) na cavidade, medindo 3 x 2,0 x 2,1 cm; colo uterino único,
visualizado sem alterações e ovários de tamanho normal. O DIAGNÓSTICO É:
a. Útero unicorno com corno rudimentar.
b. Endometriose uterina.
c. Útero arqueado.
d. Agenesia mulleriana bilateral.
61. Mulher, 35a, G1P1, vem encaminhada pelo setor de Oncologia do hospital para
orientação de método contraceptivo. Antecedentes Pessoais: carcinoma ductal
invasivo da mama, tratado há 3 meses com quadrantectomia, sem necessidade de
linfadenectomia axilar ou quimioterapia. O MÉTODO CONTRACEPTIVO INDICADO
É:
a. Anticoncepcional oral combinado.
b. Acetato de medroxiprogesterona injetável a cada 90 dias.
c. DIU de cobre.
d. DIU de levonorgestrel.

62. Mulher, 25a, chega ao serviço de emergência 5 horas depois de sofrer


violência sexual. Houve ejaculação vaginal. OS ANTIBIÓTICOS A SEREM
PRESCRITOS COMO PARTE DO PROTOCOLO DE ATENÇÃO DAS VÍTIMAS DE
VIOLÊNCIA SEXUAL SÃO:
a. Metronidazol, azitromicina e doxiciclina.
b. Ampicilina, metronidazol e doxiciclina.
c. Ampicilina, gentamicina e metronidazol.
d. Ceftriaxona, metronidazol e azitromicina.

63. Mulher, 36a, G3P2C0A1, procura Unidade Básica de Saúde por nódulo indolor em
mama direita percebido há quatro meses, retorna com exames solicitados. Refere que
não menstrua há 3 anos, em uso trimestral de acetato de medroxiprogesterona de
depósito. Antecedentes oncológicos familiares: tia materna com câncer de mama
tratado na pré-menopausa (viva) e avó paterna com câncer de mama tratado pós-
menopausa (falecida). Mamografia: BIRADS®= 0 e ultrassonografia de mamas: lesão
15mm hipoecoide, microlobulada e irregular em mama esquerda, BIRADS®= 4. Exame
das mamas: pequeno volume, ptose grau 1, levemente assimétricas, sendo a
esquerda de menor tamanho. Mama esquerda com discreto abaulamento da pele na
junção dos quadrantes superiores à inspeção estática; à palpação, identificada
nodulação única de aproximadamente 20mm de diâmetro; mama direita
semiologicamente normal; expressão das árvores ductais negativas bilateralmente.
Axilas e fossas supraclaviculares bilateralmente livres. A CONDUTA É:
a. Repetir ultrassonografia de mama em 6 meses.
b. Solicitar tomografia computadorizada de mamas.
c. Repetir mamografia com magnificação em 3 meses.
d. Encaminhar ao centro de referência.
64. Mulher, 35a, G1P1A0C0, procura atendimento referindo perda urinária aos
esforços após parto vaginal que ocorreu há 6 meses. Está em amamentação exclusiva
desde o parto. Exame ginecológico: ausência de distopias. A CONDUTA É:
a. Prescrever estrogênios vaginais.
b. Treinamento dos músculos do assoalho pélvico.
c. Indicar cirurgia de sling.
d. Nenhum tratamento até 12 meses após o parto.

65. Homem, 55a, procura atendimento com queixa de falta de ar progressiva aos
mínimos esforços e perda de peso de 6 kg nos últimos três meses. Histórico
Profissional: motorista de taxi há 25 anos; trabalhou em fábrica de telhas de
fibrocimento entre 1984 e 1993. Radiograma de tórax: imagem de linfonodos
mediastinais calcificados, placas pleurais difusas e derrame pleural no seio
costofrênico do pulmão direito. O DIAGNÓSTICO É:
a. Tuberculose pleural.
b. Silicose.
c. Mesotelioma maligno.
d. Sarcoidose.

66. Operador de máquina em indústria de autopeças. O trabalho consiste em pegar


uma peça metálica (1kg) em uma caixa disposta sobre um palete à sua esquerda,
colocá-la dentro do torno de usinagem que está à sua frente, na altura média da linha
mamilar. A seguir, fecha a porta por acionamento automático, retira a peça após 5
segundos e a coloca em uma caixa à sua direita. Produção de 1200 peças por turno
de 8 horas. O TRABALHO OFERECE RISCO PARA:
a. Compressão de raiz nervosa cervical.
b. Síndrome do Túnel do Carpo.
c. Tendinite de Supraespinhal.
d. Tendinite do cabo longo do bíceps.

67. Um estudo comparou as taxas de incidência de câncer de cólon em mulheres


adultas em 10 países e as respectivas médias anuais de consumo de carne vermelha
no ano de 2015. O DESENHO DO ESTUDO É:
a. Coorte para detectar incidência de câncer entre as mulheres de risco.
b. Caso controle para se detectar fatores de risco de câncer de cólon.
c. Ecológico para se detectar correlações estatísticas.
d. Estudo de caso de grupos de mulheres acometidas pela doença.
68. As figuras abaixo indicam a tendência dos coeficientes de incidência (linha
contínua) e prevalência (linha pontilhada) de uma doença.
A B

Casos/ Casos/
10000 10000

tempo tempo

C D

Casos/ Casos/
10000 10000

tempo tempo

ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:


a. A figura B indica a diminuição da mortalidade e a figura C o aumento.
b. A figura D indica o aumento da mortalidade da doença.
c. A figura D indica maior risco de adquirir a doença.
d. A figura A indica um tratamento eficiente da doença.
69. Foi realizado ensaio clínico controlado em 200 homens adultos (100 com droga e
100 com placebo) com hipertensão arterial sistêmica grau I com queixas de cefaleia e
escotomas. O objetivo do estudo foi avaliar a redução dessas queixas durante
seguimento de dois anos. Em 100 indivíduos tratados com a droga ocorreu 1 caso de
melhora e, entre o placebo, foram registrados 2 casos de melhora. ASSINALE A
ALTERNATIVA CORRETA:
a. O número necessário para tratar (NNT) para prevenir os sintomas usando a droga
testada é 100 pacientes.
b. A redução absoluta do risco entre tratamento com a droga e placebo é de 2 vezes.
c. A incidência maior entre os tratados com a droga prevalece para a decisão de
tratar.
d. Será necessário tratar 2 pacientes para prevenir 1 caso de cefaleia e escotomas.

70. Um estudo experimental foi conduzido para comparar a efetividade de duas drogas
em relação a placebo. Dados sócio-demográficos e clínicos foram considerados na
análise multivariada.
Tabela: Resultados de estimadores de recuperação clínica da doença nos três grupos,
em análise univariada e multivariada (regressão logística), ajustados pelas variáveis
sócio-demográficas e clínicas.
Tratamento Análise univariada Análise multivariada
Odds Ratio IC (95%) Odds Ratio IC (95%)
Droga 1 1,4 0,83-5,01 1,84 0,78-4,8
Droga 2 1,9 0,91-4,2 2,1 0,89-3,2
Placebo 1 1
IC - Intervalo de Confiança
ASSINALE ALTERNATIVA CORRETA:
a. A droga 2 deve ser priorizada em relação à droga 1 na recuperação clínica.
b. As drogas apresentaram efeito semelhante ao placebo para a recuperação clínica
do paciente.
c. A droga 1 apresentou melhor efeito na recuperação clínica em qualquer condição
sócio-demográfica e clínica.
d. As drogas apresentaram resultados positivos para a recuperação clínica em relação
ao placebo.
71. Na saída de um plantão uma enfermeira de sua equipe pede para você
acompanhá-la até o estacionamento do hospital. Durante o trajeto ela fica apreensiva,
assustada e revela que não consegue andar sozinha porque revive pensamentos do
assalto que sofreu há cerca de sete meses, no mesmo estacionamento, quando saia
do plantão. O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA SÃO:
a. Transtorno de ansiedade e notificação.
b. Transtorno de estresse pós-traumático e notificação.
c. Transtorno de ansiedade e não necessidade de notificação.
d. Transtorno de estresse pós-traumático e não necessidade de notificação.

72. Um bebê de oito meses nasceu com diversas comorbidades e ficou hospitalizado
em UTI Neonatal desde o nascimento com um quadro clínico degenerativo, incurável e
que exigiu diversas intervenções terapêuticas invasivas para mantê-lo vivo. Não houve
mudanças no quadro clínico e as medidas invasivas não modificaram ou reverteram o
curso da doença. SE FOREM MANTIDAS, TAIS MEDIDAS CARACTERIZAM:
a. Eutanásia.
b. Distanásia.
c. Ortotanásia.
d. Calotanásia.

73. EM RELAÇÃO À VIGILÂNCIA EM SAÚDE, ASSINALE A ALTERNATIVA


CORRETA:
a. A notificação compulsória tem sido a principal fonte da vigilância epidemiológica.
b. Notificação é a comunicação feita à vigilância sanitária apenas pelo médico.
c. Vigilância sanitária tem como finalidade recomendar e adotar as medidas de
prevenção e controle das doenças ou agravos.
d. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi transformada na Secretaria Nacional
de Vigilância Sanitária, em 1999.

74. Homem, 35a, é atendido no Pronto Socorro com queixa de fraqueza, cólicas
abdominais, vômitos e espasmos musculares. Refere ser trabalhador rural há nove
meses em lavoura de tomate e que aplicou veneno no último mês, em dias alternados.
A ETIOLOGIA DA INTOXICAÇÃO AGUDA E O EXAME A SER REALIZADO SÃO:
a. Piretróide e dosagem de colinesterase plasmática.
b. Organofosforado e dosagem de colinesterase eritrocitária.
c. Fungicida e dosagem de colinesterase eritrocitária.
d. Organofosforado e dosagem de colinesterase plasmática.
75. Homem, 88a, retorna pelo achado laboratorial de elevação do colesterol (LDL
colesterol= 165mg/dL, HDL colesterol= 40mg/dL e triglicerídes= 230mg/dL);
Creatininofosfoquinase= 23U/L, AST= 10U/L, ALT= 12 U/L; Creatinina= 0,9mg/dL.
Antecedentes Pessoais: hipertensão arterial sistêmica, intolerância à glicose e
osteoartrite de quadril. Medicações em uso: hidroclorotiazida (25 mg/dia), losartana
(50 mg/dia), metformina (850 mg 2x/dia), carbonato de cálcio (500 mg 2x/dia),
paracetamol (500 mg 6/6 horas) e sulfato de glucosamina (1,5 mg/dia). A CONDUTA
É:
a. Manter as medicações em uso.
b. Prescrever estatina e ácidos graxos ômega-3.
c. Prescrever estatina e orientar caminhadas diárias.
d. Prescrever ciprofibrato.

76. NO QUE DIZ RESPEITO AOS ATRIBUTOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE


(APS), ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA:
a. Quando os profissionais, durante a consulta, pedem informações sobre a saúde de
outros membros da família, estão atuando segundo o atributo da centralidade na
família.
b. Orientação para a comunidade refere-se à educação em saúde baseada no saber
popular.
c. Competência cultural corresponde ao conhecimento e uso de protocolos e diretrizes
destinados às doenças mais prevalentes na APS.
d. Longitudinalidade é o acompanhamento específico de pessoas doentes que
frequentam serviços especializados.

77. Mulher, 30a, primigesta, idade gestacional de 9 semanas, procura atendimento


médico por apresentar mancha hipocrômica na coxa direita com diminuição da
sensibilidade ao frio. Biópsia de pele: hanseníase. É CORRETO:
a. Iniciar o tratamento com esquema poliquimioterápico e informar a paciente que a
doença não tem cura, mas tem controle.
b. Esperar o parto e o término da amamentação para iniciar o esquema
poliquimioterápico.
c. Iniciar tratamento com prednisona e talidomida, e após o parto iniciar esquema
poliquimioterápico.
d. Aplicar a vacina BCG intradérmica nos contatos intradomiciliares sem presença de
sinais e sintomas de hanseníase.
78. DE ACORDO COM O CÓDIGO DE ÉTICA MÉDICA DO CFM, É PERMITIDO
PRATICAR:
a. Mistanásia.
b. Ortotanásia.
c. Distanásia.
d. Obstinação terapêutica.

79. Menina, 5a, em consulta de rotina, apresenta ao exame físico hematoma em uma
das nádegas, sem limitação da movimentação. Questionada, a mãe informa que a
menina sofreu uma queda há poucos dias. A CONDUTA É:
a. Solicitar hemograma e coagulograma.
b. Recomendar retorno em 48 horas para reavaliação.
c. Fazer o genograma e visita domiciliar.
d. Receitar anti-inflamatório por 3 dias.

80. AO COMPARAR A PERDA AUDITIVA RELACIONADA AO RUÍDO


OCUPACIONAL E A MÚSICA QUE OUVIMOS PODE-SE DIZER QUE:
a. A música não induz à perda auditiva por ser um som harmônico.
b. Com a mesma intensidade e tempo de exposição, a música é menos danosa.
c. Com a mesma intensidade e tempo de exposição, a música é mais danosa.
d. Ambos são danosos dependendo da intensidade e do tempo de exposição.
INSCRIÇÃO ESCOLA SALA LUGAR NA
SALA

NOME ASSINATURA DO CANDIDATO

ACESSO DIRETO – PROVA 2

Instruções para a realização da prova


 Esta prova é composta de 80 questões de múltipla escolha. Para cada questão, há 4 alternativas, devendo
ser marcada apenas uma.

 Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.

 Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.

 Não deixe nenhuma das questões em branco na folha de respostas.

 A duração total da prova é de 4 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.

 Você somente poderá deixar a sala após 2h do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).

V
RESIDÊNCIA MÉDICA 2019 – 1ª FASE
ACESSO DIRETO – PROVA 2

CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO – PROVA 2 V


1 11 21 31 41 51 61 71
2 12 22 32 42 52 62 72
3 13 23 33 43 53 63 73
4 14 24 34 44 54 64 74
5 15 25 35 45 55 65 75
6 16 26 36 46 56 66 76
7 17 27 37 47 57 67 77
8 18 28 38 48 58 68 78
9 19 29 39 49 59 69 79
10 20 30 40 50 60 70 80

DECLARAÇÃO DE PRESENÇA

Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.

Nome: Documento:

Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
VALORES DE REFERÊNCIA
Hb (hemoglobina) 12-14 g/dL Tempo protrombina (TP) 11-12,5 seg.
Ht (hematócrito) 35-49% Tempo de tromboplastina 30-43 seg.
ativada (TTPA)
HCM 26-34 g/L R < 1,2
VCM 78-100fl RNI < 1,25
3
Reticulócitos 25.000 – 75000 mm
0,5 – 1,5%
3
Leucócitos 5.000 – 10.000 mm Eletroforese de HbA1 > 95%
hemoglobina HbA2 1,5 – 3,7%
Hb fetal < 2%
3
Plaquetas 150.000 a 4000.000mm

AST 10-30 U/L


Proteinúria < 0,15g/24h ALT 10-40 U/L
Fosfatase Alcalina Homem 40 – 129 U/L
Mulher 35 – 104 U/L
Gama-GT 7-50 UI/L
Bilirrubina total 0,2- 1,0 mg/dl
Bilirrubina direta 0,1 – 0,4 mg/dl
Colesterol total < 200mg/dL Sódio 135 – 145 mEq/L
HDL colesterol > 40 mg/dL Potássio 3,5 – 5,5 mEq/L
LDL colesterol < 130 mg/dL Cálcio 8,4 – 10 mg/dL
Triglicérides < 160 mg/dL Cloreto 98 – 106 mMol/L

TIBC 242 – 450 µg/dL Lactato 0,5 – 1, 6 mMol/L


Ferro sérico 30 – 160 µg/dL Glicemia 74-99 mg/dL
Ferritina 23-336ng/mL homen FSH 5 – 30 mi/mL
11-306 ng/mL mulher
LH 5 – 25 mUI/mL
Prolactina 2 – 29 ng/mL

TSH 2 –11 µU/mL


T4 livre 0.9 – 1,8ng/dL
Complemento C3 90-170mg/dL

Lactatodesidrogenase 140-271 U/L


Creatinofosfoquinase (CK) Homem < 171 U/L
Mulher < 145 U/L
Creatinina 0,4 – 1,2 mg/dL
Ureia 15 – 45 mg/dL
Haptoglobina 30 – 230 mg/dL
Gasometria arterial pH 7,35 – 7,45 Hemoglobina glicada Ate 6%
PO2 83 – 108 mmHg (HbA1c)
PCO2 32 – 48 mmHg
HCO3 19 – 24 mmmol/L
BE -2 – 3 mmol/L
1. Homem, 68a, é admitido em Unidade de Emergência com dor precordial há 3
horas. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. Após
administração de ácido acetilsalicílico, clopidogrel e nitroglicerina, evoluiu com
hipotensão. A ausculta pulmonar não mostrou alterações. Eletrocardiograma:

ONDE DEVE SER COLOCADO O ELETRODO DO ELETROCARDIOGRAMA PARA


DETERMINAR A REGIÃO CARDÍACA ACOMETIDA QUE JUSTIFICA O QUADRO
CLÍNICO DO PACIENTE?
a. Borda esternal direita, no segundo espaço intercostal.
b. Linha hemiclavicular direita, no quinto espaço intercostal.
c. Linha axilar posterior esquerda, no quinto espaço intercostal.
d. Linha paravertebral esquerda, no quinto espaço intercostal.

2. AS SITUAÇÕES EM QUE O PACIENTE PRECISA ESTAR SOMENTE EM


PRECAUÇÕES DE CONTATO SÃO:
a. Cólera; abscesso com secreção incontida; colonização por patógeno multidroga
resistente; herpes simples mucocutâneo grave.
b. Vírus Ebola; vírus influenza; vírus sincicial respiratório; doença de Creutzfeldt-
Jakob.
c. Hantavirose; meningococcemia; micobacteriose não-tuberculosis; rubéola.
d. Sarampo; herpes zoster disseminado; roséola infantum; diarreia em paciente
incontinente.
3. Homem, 19a, começa a apresentar vários picos febris há dois dias. Está internado
há dez dias devido a acidente automobilístico. Colhidas hemoculturas que positivaram
para leveduras após 26 horas de cultivo. O perfil de suscetibilidade dos fungos
causadores de infecção da corrente sanguínea no serviço está descrito na tabela:
Tabela. Porcentagem de suscetibilidade aos antifúngicos disponíveis para prescrição.
Anfotericina B Fluconazol Voriconazol Equinocandinas
Candida albicans 100 90 80 100
C. tropicalis 100 100 80 100
C. krusei 95 0 10 100
Fusarium spp. 95 0 60 10
Mucor sp. 90 0 10 0
Rhizopus sp. 90 0 0 0

LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO OS PRINCÍPIOS DO USO RACIONAL DE


ANTIMICROBIANOS (FÁRMACO CERTO, NA HORA CERTA, NA DOSE CERTA,
COM O MENOR RISCO DE EFEITOS COLATERAIS A AO MENOR CUSTO), A
CONDUTA É:
a. Micafungina até definição do patógeno, podendo ser trocado para fluconazol se
confirmado Candida albicans ou C. tropicalis.
b. Anfotericina B, independente da identificação final do patógeno.
c. Fluconazol até definição do patógeno, podendo ser trocado para anfotericina B se
confirmado Mucor sp ou Rhizopus sp.
d. Voriconazol até definição do patógeno, devendo ser trocado para anfotericina B se
confirmado Fusarium sp.

4. Homem, 36a, foi trazido ao Setor de Emergência com apatia e lentificação motora.
Antecedentes Pessoais: transtorno afetivo bipolar há 13 anos, em uso crônico de
carbonato de lítio, carbamazepina e clonazepam. Há um mês apresentou episódio
maníaco com sintoma psicóticos, sendo associada olanzapina. Exame físico: T=
41,2°C, PA= 90x60 mmHg, FC= 96bpm, Neurológico: hipertonia de extremidades.
Leucócitos= 19.300mm3, CPK= 3.176 U/L. Tomografia computadorizada de crânio:
sem alterações. ALEM DA SUSPENSÃO DA OLANZAPINA, O TRATAMENTO É:
a. Bromocriptina.
b. Haloperidol.
c. Buspirona.
d. Riluzol.
5. Homem, 82a, internado em Enfermaria de Geriatria para tratamento de pneumonia
lobar, necessitando de oxigenoterapia, sem alterações cognitivas prévias. No segundo
dia inicia quadro de letargia, períodos de confusão mental, diminuição da atividade
motora e retenção urinária. O DIAGNÓSTICO É:
a. Delirium.
b. Esquizofrenia.
c. Demência.
d. Hipoglicemia.

6. Mulher, 32a, acompanha regularmente na Unidade Básica de Saúde, retorna para


consulta para resultado de exames e refere atraso menstrual. Antecedentes Pessoais:
hipertensão arterial sistêmica etiologia renovascular unilateral há 5 anos, em uso
contínuo de enalapril 10 mg/dia e atenolol 25 mg/dia com controle satisfatório da
pressão arterial. Exame Físico PA= 128X76 mmHg; membros: edema +/4+. Exames
realizados há 2 meses: Creatinina= 0,75 mg/dL; Ureia= 39 mg/dL; Potássio= 3,2
mEq/L, Sódio= 133 mEq/L. Teste urinário para gravidez: positivo. A SITUAÇÃO QUE
JUSTIFICA A SUSPENSÃO DO ENALAPRIL PARA ESSA PACIENTE É:
a. Hipertensão renovascular unilateral.
b. Edema de membro inferior.
c. Hipocalemia.
d. Gravidez.

7. Homem, 56a, admitido em Unidade de Emergência por fezes pretas, amolecidas e


de odor fétido há 2 dias e tonturas há 3 horas. Antecedentes pessoais: fibrilação atrial,
CHADS2=2 em uso de varfarina. Exame físico: descorado ++/4+, desidratado +/4+,
FC= 104 bpm; PA= 82x55 mmHg; Peso= 72 kg; Pele: hematomas de até 3 cm em
tronco e membros inferiores. Hb= 11,1 g/dL e RNI > 10. Administrados 600ml de
plasma fresco congelado associado a vitamina K endovenosa. Seis horas após o
paciente evoluiu com desconforto respiratório e necessidade de ventilação mecânica.
Radiograma de tórax: opacidades heterogêneas bilaterais. O DIAGNÓSTICO É:
a. Sobrecarga circulatória relacionada à transfusão.
b. Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão.
c. Reação hemolítica aguda.
d. Reação anafilática à vitamina K.
8. Homem, 53a, refere episódios de dor precordial relacionados aos esforços há cerca
de 1 mês. O último episódio ocorreu há cerca de 2 horas, após subir uma ladeira, e
ainda persiste no momento da consulta. Antecedentes pessoais: tabagismo 40
maços/ano. Exame físico: FC= 68bpm, FR= 14irpm, PA= 142X92 mmHg,
Eletrocardiograma:

A CONDUTA INICIAL NESTE CASO É:


a. Inibidor da ciclo-oxigenase-1 e da gliproteína IIb/IIIa.
b. Inibidor da ciclo-oxigenase-2 e do receptor do ADP.
c. Inibidor da ciclo-oxigenase-1 e do receptor do ADP.
d. Inibidor da ciclo-oxigenase-2 e da gliproteína IIb/IIIa.

9. Homem, 63a, procura programa de rastreamento para câncer de pulmão.


Antecedentes pessoais: tabagismo 39 maços/ano. Tomografia de tórax de baixa
dosagem: nódulo sólido, único, medindo 17 mm em parênquima de lobo inferior de
pulmão direito. A CONDUTA É:
a. Broncoscopia com lavado.
b. Tomografia computadorizada com contraste, PET/CT e biópsia.
c. Lobectomia.
d. Tomografia de baixa dosagem anualmente.
10. Homem, 27a, procura atendimento médico por palpitações, sudorese, tremores
de extremidades, ansiedade e cefaleia. Refere dor no pescoço, falta de ar, febre e dor
pelo corpo há 5 dias. Perdeu 3 quilos desde o início do quadro. Exame físico: FC= 112
bpm, FR= 20 irpm, PA= 150X75 mmHg, T= 37,8°C; Pescoço: dor intensa a palpação
da região antero-inferior. A CONDUTA É:
a. Imunoglobulina endovenosa.
b. Vitamina B1, captopril e digitálicos.
c. Propiltiouracil ou metimazol.
d. Prednisona e beta bloqueador.

11. Homem, 17a, descobriu ser portador do vírus da imunodeficiência humana


durante investigação de quadro neurológico diagnosticado como neurotoxoplasmose,
em tratamento há 5 dias com sulfadiazina e pirimetamina. O INICIO DA TERAPIA
RETROVIRAL DEVERÁ OCORRER:
a. Se a contagem de linfócitos-T CD4+ estiver abaixo de 200 células/mm3.
b. Após o término do tratamento de neurotoxoplasmose.
c. Imediatamente e independente da contagem de linfócitos-T CD4+.
d. Duas semanas após início da corticoterapia como profilaxia de síndrome da
reconstituição imune.
12. Homem, 63a, é admitido ccom histórria de dorr precordiaal há 2 horas.
h
Antecedentes Pessoais:
P hipertensão
o arterial sistêmica
s em
e uso dee amlodipina e
april há 3 anos e ta
enala abagismo 3
30 maços/a
ano. À adm
missão: PA
A=156X98mmHg.
Eletrrocardiogram
ma:

ado tratame
Inicia ento com as
spirina, clop
pidogrel, nittroglicerina e captopril.. Paciente evolui
e
com melhora dos
d sintoma
as. Após 2 horas sem
m queixas, volta a terr dor preco
ordial.
Eletrrocardiogram
ma:

O ME
ECANISMO
O FISIOPAT
TOLÓGICO
O E A ARTÉ
ÉRIA ACOM
METIDA SÃ
ÃO:
a. Va
asoespasm
mo; artéria circunflexa d
dominante.
b. Isquemia; arttéria coroná
ária direita.
c. Va mo; artéria descendente
asoespasm e posterior.
d. Isquemia; arttéria descen
ndente ante
erior.
13. Mulher, 69a, foi trazida em Unidade de Pronto Atendimento por prostração e
confusão há 3 dias. O quadro é acompanhado por evacuações líquidas (14
episódios/dia). Antecedentes Pessoais: câncer de cólon ascendente com múltiplas
metástases em fígado e pulmões em quimioterapia. Exame físico: FC= 108bpm, FR=
24ipm, PA= 100X60 mmHg, Peso= 50 kg Exames laboratoriais: Ureia= 82 mg/dL;
Creatinina= 2,8 mg/dL; Sódio= 164 mEq/L; Potássio= 4,1 mEq/L. PARA REDUZIR A
CONCENTRAÇÃO SÉRICA DO SÓDIO EM 10 mEq/L A SOLUÇÃO E O VOLUME
NECESSÁRIOS SÃO:
a. Soro fisiológico, 3 litros em 24 horas.
b. Ringer lactato, 6 litros em 24 horas.
c. Soro glicosado 5%, 6 litros em 24 horas.
d. Soro fisiológico e água destilada em partes iguais, 5 litros em 24 horas.
14. Homem, 58a, é admitido na Unidade de Emergência com queixas de dor no
peito e falta de ar, de início súbito há 30 minutos. Antecedentes pessoais: tabagismo
30maços/ano. Exame físico: FC= 132 bpm, FR= 38irpm, PA= 88x56 mmHg, Saturação
de oxigênio (em ar ambiente) = 86%, sudoreico. Pulmões: murmúrio vesicular
presente, sem ruídos adventícios; Coração: Bulhas rítmicas sem sopros ou bulhas
acessórias. ECG: taquicardia sinusal, bloqueio de ramo direito, Tomografia
computadorizada de tórax:

A CONDUTA É:
a. Enoxaparina.
b. Alteplase.
c. Clopidogrel e tirofibana.
d. Drenagem de tórax.
15. Homem, 19a, procura Unidade de Pronto Atendimento por dor em membro inferior
direito há três semanas, após um chute na coxa direita jogando futebol. Há cinco dias
a dor passou a ser acompanhada de inchaço progressivo, mudança da coloração da
pele no local e febre com tremores. Exame físico: T= 39,5ºC, PA= 90x60 mmHg, FC=
136 bpm, FR= 36irpm, perfusão periférica= 3 segundos; Pulmões: murmúrio vesicular
presente e simétrico, presença de estertores crepitantes em base direita; Coração:
bulhas rítmicas, hiperfonéticas, com sopro sistólico +++/4+ no foco pulmonar que
irradia para a base do pescoço bilateralmente; Abdome: fígado palpável a 2cm do
rebordo costal direito, consistência normal, borda fina e superfície lisa; baço palpável a
5cm do rebordo costal esquerdo, consistência normal, borda fina e superfície lisa.
Membros: coxa direita com circunferência 5cm maior que a coxa esquerda, edema em
sua face lateral e exantema circular de aproximadamente 15cm, de cor violácea no
centro e amarelada em bordas planas e evanescentes; Pulsos: periféricos presentes e
simétricos. APÓS REALIZAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES E DURANTE A
ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA O ANTIBIÓTICO A SER INICIADO DEVERÁ
INCLUIR COBERTURA PARA:
a. Bacilos Gram negativos.
b. Diplococos Gram negativos.
c. Cocos Gram positivos.
d. Bacilos Gram positivos.

16. Homem, 60a, deu entrada no Pronto Socorro com dificuldade para comunicar-se
pela dificuldade respiratória e extremidades arroxeadas e com confusão mental. Há
uma semana começou com tosse e expectoração amarelada e vinha usando fluxos
elevados de oxigênio devido a piora da dificuldade respiratória. Antecedentes
Pessoais: Tabagismos 40 maços/ano, parou de fumar há 5 anos quando a começou a
usar oxigenoterapia domiciliar. Gasometria arterial: pH= 7,27, paO2= 65 mmHg,
paCO2=77 mmHg, HCO3= 38mmol/L. É CORRETO AFIRMAR:
a. A história de tosse com expectoração amarelada caracteriza a pneumonia adquirida
na comunidade, sendo a gasometria arterial típica da sepse.
b. A alteração sensorial, a necessidade de intubação de emergência e a parada
respiratória são contraindicações absolutas para ventilação não invasiva.
c. A alteração sensorial é devida à hipercapnia, e o uso de ventilação não invasiva
poderá melhorá-lo, com necessidade de reavaliação em até 2 horas.
d. A primeira conduta a ser tomada será a instalação de máscara de oxigênio visando
manter a oxigenação entre 95% a 97%.
17. Mulher, 43a, submetida a esplenectomia eletiva. Administrados 2g de cefazolina
antes da indução anestésica. Antecedentes Pessoais: Diabetes mellitus tipo 2,
obesidade grau II, púrpura trombocitopênica idiopática em uso de prednisona
20mg/dia há 2 meses. Exame físico no quarto dia pós-operatório: T= 38,5oC; Abdome:
hiperemia na incisão, com dreno apresentando baixo débito de secreção serosa. É
CORRETO AFIRMAR QUE:
a. A hiperglicemia, a obesidade e o uso de prednisona são fatores de risco para a
infecção da ferida cirúrgica.
b. O uso antibiótico profilático deveria ter sido estendido por mais 72 horas após a
cirurgia pela presença do dreno.
c. Os patógenos mais frequentemente envolvidos são os cocos Gram-negativos
encapsulados como o Enterococcus sp.
d. A corticoterapia deveria ter sido suspensa no pré-operatório e reintroduzida 2
semanas após a alta.

18. Mulher, 56a, submetida a tireoidectomia total, no segundo dia pós-operatório


queixa-se de formigamento e adormecimento perioral, dor abdominal, vômitos e
chiadeira no peito. Exame físico: durante a medida da pressão arterial em membro
superior direito observou-se flexão do punho e das articulações
metacarpofalangeanas, extensão das interfalangeanas distais e adução do polegar. A
CONDUTA É ADMINISTRAR:
a. Escopacolamina.
b. Gluconato de cálcio.
c. Tiroxina.
d. Cloreto de potássio.
19. Homem, 27a, vítima de atropelamento por caminhão, foi socorrido pelo
atendimento pré-hospitalar que realizou via aérea definitiva. Exame físico na unidade
de emergência: PA= 60x40 mmHg, FC= 146bpm, FR= 18irpm, Oximetria de pulso=
99%; Abdome: distendido, tenso. Focused Abdominal Sonography for Trauma
(FAST)= positivo nos três espaços intraperitoneais e negativo na janela pericárdica.
Submetido a laparotomia exploradora: lacerações sangrantes em mesentério e no
baço; lesão extensa em intestino delgado. No intraoperatório apresentou: T= 35oC.
RNI= 2,0; pH= 7,29, paCO2= 34mmHg, paO2= 132mmHg, Base Excess= -7mmol/L,
lactato= 8,3mmol/L, Hematócrito= 24%, hemoglobina= 7,2 g/dL, leucócitos=
16.800mm3. Decidiu-se pela cirurgia de Controle de Danos. AS CONDUTAS NA
UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA VISAM:
a. Programar extubação nas próximas 6 horas considerando o nível de paO2.
b. Manter hipotermia para proteção tecidual.
c. Infundir solução fisiológica para correção do lactato.
d. Reverter a acidose, a coagulopatia e a hipotermia.

20. Homem, 53a, procura atendimento médico em Unidade Básica de Saúde com
queixa de dor lombar crônica. Exame físico: abdome: massa abdominal em
mesogastro com aproximadamente 4 cm de diâmetro, pulsátil. OS EXAMES A
SEREM SOLICITADOS SÃO:
a. Ultrassonografia de abdome e radiograma de tórax.
b. Angiotomografia de aorta e membros inferiores.
c. Angioressonância magnética da aorta e membros inferiores.
d. Arteriografia por subtração digital de aorta e membros inferiores.

21. Mulher, 27a, foi agredida com uma arma branca na região esquerda do
hipogástrio. Exame físico: consciente, orientada, PA= 125x75 mmHg, FC= 92 bpm,
FR= 16 irpm, oximetria de pulso (ar ambiente) = 99%; Abdome: ferimento cortante na
parede anterior em fossa ilíaca esquerda com exteriorização do omento, sem sinais de
sangramento para exterior. Focused Assesement with Sonography for Trauma
(FAST)= negativo. AS CONDUTAS SÃO:
a. Observação clínica, hemograma e proteína C reativa seriados.
b. Tipagem sanguínea e laparotomia exploradora.
c. Curativo estéril e exame radiográfico de abdome agudo.
d. Reintroduzir o omento, sutura do ferimento e reforço da vacina antitetânica.
22. Homem, 45a, trazido ao Hospital após resgate em porão de loja comercial durante
um incêndio, queixa-se de náuseas e cefaleia. Exame físico: confuso, PA= 115x75 mm
Hg, FC= 114 bpm, FR= 24 irpm, Oximetria de pulso (com máscara) = 100%. A
CONDIÇÃO QUE AUXILIARÁ NO DIAGNÓSTICO DE INTOXICAÇÃO POR
MONÓXIDO DE CARBONO É:
a. Presença de queimadura da cavidade nasal e fimbrias nasais.
b. Divergência da relação entre oximentria de pulso e PaO2.
c. Curva de creatinoquinase.
d. Angiotomografia de tórax e oximetria de pulso contínua.

23. Homem, 83a, foi submetido a correção de um aneurisma de aorta abdominal por
laparotomia mediana. A sutura da aponeurose foi realizada em plano único com sutura
contínua. No quarto pós-operatório apresenta saída abundante de líquido claro e alça
intestinal pela parte inferior da incisão. O TRATAMENTO É:
a. Recobrir as alças com uma compressa estéril úmida e correção cirúrgica o mais
breve possível.
b. Envolver as alças em um saco plástico estéril e manter a cavidade aberta para
evitar a formação de abcessos e peritonite.
c. Reposicionar imediatamente as alças intestinais na cavidade abdominal para evitar
o ressecamento com risco de ruptura das mesmas.
d. Lavar as alças intestinais com soro fisiológico e suturar a pele no leito, para que
não haja contaminação da cavidade abdominal.

24. Homem 19a, foi trazido ao hospital por queimaduras ao acender churrasqueira.
Exame físico: consciente, orientado, PA= 115x80 mmHg, FC= 96 bpm, FR= 22 irpm,
Oximetria de pulso (ar ambiente) = 100%; Pele: queimaduras de segundo grau:
tórax/abdome anterior 14% e face anterior de membros superiores 8%. Para o cálculo
de um por cento da área queimada é considerado a mão:
a. Da vítima com os dedos.
b. Do avaliador sem os dedos.
c. Da vítima sem os dedos.
d. Do avaliador com os dedos.
25. Homem, 58a, apresenta queixa de dor abdominal, mais acentuada em quadrante
inferior esquerdo e febre de 38,5°C há 2 dias. Antecedentes pessoais: constipação
intestinal. Exame Físico: Abdome: plano, doloroso e com plastrão palpável em fossa
ilíaca esquerda, descompressão brusca dolorosa: ausente. O DIAGNÓSTICO E A
CONDUTA SÃO:
a. Volvo de sigmoide; antibiótico endovenoso para germes Gram positivo e
anaeróbios.
b. Perfuração de segunda porção do duodeno; ultrassonografia abdominal.
c. Neoplasia de sigmoide abscedido; colonoscopia.
d. Diverticulite complicada; tomografia computadorizada de abdome.

26. Mulher, 27a, procura Unidade Básica de Saúde para avaliação do risco de
neoplasia intestinal. Nega queixas gastrointestinais. Antecedentes Pessoais: ausência
de comorbidades; nega tabagismo e etilismo. Antecedentes Familiares: neoplasia de
cólon no avô, no pai e no irmão (aos 28 anos). A PACIENTE DEVE REALIZAR
ANUALMENTE:
a. Tomografia computadorizada de abdome.
b. Trânsito intestinal contrastado.
c. Colonoscopia.
d. Seguimento clínico.

27. OS SINTOMAS MAIS COMUMENTE OBSERVADOS NO CÂNCER DE CÓLON


DIREITO E DO SIGMÓIDE SÃO, RESPECTIVAMENTE:
a. Obstrução intestinal; sangramento vermelho vivo.
b. Tumor palpável; melena.
c. Diarreia; afilamento das fezes.
d. Anemia crônica; constipação intestinal.
28. Mulher, 34a, procurou o Pronto Socorro com queixa de dor epigástrica de forte
intensidade há 1 dia, com irradiação para os flancos, associada a náusea, vômito,
anorexia e febre. Refere diurese de cor bem escura. Antecedentes Pessoais:
hipertensão arterial, uso de enalapril 10mg/dia, colecistopatia calculosa crônica.
Exame físico: T=38,6oC, PA= 95x60 mmHg, FC= 116 bpm, FR= 20 irpm, consciente,
desidratada ++/4+, icterícia +/4+; Abdome: dor a palpação profunda em epigástrio,
descompressão brusca dolorosa ausente. A CONDUTA QUE PODE CONTRIBUIR
PARA DIMINUIR AS COMPLICAÇÕES POSTERIORES É:
a. Tomografia computadorizada de abdome total.
b. Colangioressonância magnética.
c. Ultrassonografia para avaliar o diâmetro da veia cava inferior.
d. Curva enzimática de amilase e lipase.

29. Homem, 25a, procura atendimento com queixa de dor lombar esquerda súbita, em
cólica com irradiação para lado esquerdo do escroto associado a náusea e vômitos.
Nega febre. Antecedentes Pessoais: Nega comorbidades. Apresentou melhora após
administração de medicações. Tomografia computadorizada sem contraste: imagem
calcificada no interior do terço inferior do ureter esquerdo de 3 mm, sem dilatação
pielocalicial. Urina I: leucócitos= 6/campo, hemácias= 100/campo, Cristais de oxalato
de Cálcio= presentes. AS CONDUTAS SÃO:
a. Antibioticoterapia profilática e litotripsia extracorpórea.
b. Terapia medicamentosa expulsiva e diminuir ingesta de proteína animal.
c. Tansulosina, ciprofloxacina e cateter Duplo-J.
d. Ácido oxálico e tomografia computadorizada em 6 meses.
30. Homem, 64a, procura atendimento médico para avaliação de lesão na região da
glande com odor desagradável há 8 meses. Já utilizou diversas pomadas, mas a lesão
continua aumentando de tamanho. Relata também o aparecimento de ínguas na virilha
esquerda (SIC) Exame físico: pênis: glande com lesão de 2,5 cm de diâmetro,
exofítica, ulcerada e exsudativa; linfonodomegalia inguinal bilateral. A HIPÓTESE
DIAGNÓSTICA É:
a. Sífilis primária.
b. Balanopostite fúngica.
c. Carcinoma de pênis.
d. Cancro mole.

31. Mulher, 22a, é admitida na sala de urgência após colisão de automóvel. Exame
físico: FR = 26 irpm, FC= 110 bpm, PA= 110x70 mmHg, oximetria de pulso= 90% (com
máscara de oxigênio 10 litros/min); Escala de coma de Glasgow= 6; pupilas
anisocóricas. A CONDUTA É:
a. Manter a ventilação com máscara com reservatório e frequência rápida e deixar
preparado succinilcolina para ser administrado intravenoso caso o paciente agite
durante a intubação orotraqueal.
b. Passar sonda orogástrica para prevenir vômitos, manter a oxigenação do paciente
com máscara com reservatório e manter pCO2 entre 28 a 32 mmHg.
c. Manter a ventilação com máscara com reservatório e frequência rápida e solicitar
uma avaliação urgente do neurocirurgião antes de sedar.
d. Manter a oxigenação do paciente com máscara com reservatório, administrar
fentanil e depois etomidato e succinilcolina intravenosa antes da intubação
orotraqueal.
32. Homem, 18a, vítima de capotamento de carro, admitido após 40 minutos do
trauma em prancha rígida e colar cervical. Exame físico: Escala de coma de Glasgow=
15, FR= 22irpm; FC= 126bpm; PA= 96x60 mmHg; Oximetria de pulso= 96% (máscara
de O2); Membros: fratura exposta de fêmur esquerdo sem sangramento ativo, com
pulso distal presente. Focused Abdominal Sonography for Trauma (FAST)= negativo.
A CONDUTA É:
a. Administrar solução cristaloide, duas unidades de concentrado de plaquetas e 250
ml de plasma fresco congelado.
b. Administrar solução cristaloide aquecida e ácido tranexâmico.
c. Administrar solução cristaloide aquecida e hemoderivados tipo específico, caso
necessário.
d. Acionar o protocolo de transfusão maciça por apresentar o “ABC Score” positivo.

33. Menino, 7a, trazido à Unidade de Pronto-Atendimento com história de febre alta,
tosse produtiva, coriza e vermelhidão conjuntival há 5 dias. Há 2 dias, surgiu
vermelhidão na pele com início em face, que se espalhou para todo corpo.
Antecedentes Pessoais: chegou da região norte do país há 1 semana, situação vacinal
incompleta e atrasada. Exame físico: T= 39oC, Cavidade oral: enantema com manchas
esbranquiçadas em revestimento interno das bochechas. A CONDUTA É
PRESCREVER VITAMINA:
a. D.
b. E.
c. A.
d. C.

34. Mãe chega à Unidade de Emergência Pediátrica relatando que seu filho de três
meses apresentou meia hora atrás um episódio súbito de palidez da pele e diminuição
das reações aos estímulos com duração de menos de um minuto. Não houve
intervenção alguma e o lactente recuperou-se espontaneamente. Exame físico: sem
alterações. PARA A CARACTERIZAÇÃO DE EVENTO COM RISCO IMINENTE À
VIDA (“ALTE”) OU EVENTO NÃO EXPLICADO DE RÁPIDA RESOLUÇÃO
(“BRUE”), HÁ NECESSIDADE DA PRESENÇA ADICIONAL DOS SEGUINTES
SINTOMAS:
a. Alteração do padrão respiratório e do tônus muscular.
b. Regurgitação e alteração do padrão respiratório.
c. Diminuição da sucção e alteração do tônus muscular.
d. Tosse paroxística e alteração do padrão respiratório.
35. Recém-nascido de 14 dias de vida é trazido à Unidade de Emergência Pediátrica
com quadro clínico de tosse e febre alta há dois dias. Nas últimas 6 horas, mãe relata
piora do quadro com recusa da mamada, hipoatividade e sonolência. Exame físico: T=
38,8ºC, FR= 72irpm, hipoativo, palidez cutânea. Líquor: Leucócitos= 110 mm3 (90%
neutrófilos, 10% linfócitos), Glicose= 2mg/dL, Proteína= 234mg/dL. Glicemia 55mg/dL.
OS AGENTES ETIOLÓGICOS A SEREM TRATADOS SÃO:
a. Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae B.
b. Listeria Monocytogenes, Bordetella pertussis, Chlamydia trachomatis.
c. Escherichia coli, Streptococcus agalactiae, Listeria monocytogenes.
d. Adenovirus, Enterovirus, Herpes vírus.

36. Mãe apresentou teste rápido para sífilis no pré-natal negativo no primeiro e terceiro
trimestre, porém a sorologia para sífilis no dia do parto mostrou VDRL positivo 1:2 e
teste treponêmico negativo. O Recém-nascido com 3.250 gramas e 39 semanas de
idade gestacional está assintomático. A CONDUTA É:
a. Não há necessidade de investigar ou tratar a criança, pois a mãe não tem sífilis.
b. Investigar a criança com VDRL, coleta de líquor e tratar sífilis congênita com
penicilina procaína se líquor normal, pois a mãe tem sífilis latente
c. Investigar a criança com VDRL, tratar sífilis congênita com penicilina procaína, pois
a mãe tem sífilis secundária.
d. Investigar a criança com VDRL, coleta de líquor e tratar sífilis congênita com
penicilina benzatina se líquor normal, pois a mãe tem sífilis latente
37.Recém-nascido do sexo masculino, 40 semanas e 1 dia de idade gestacional, com
peso de 3710 gramas está no alojamento conjunto e a mãe relata que está mamando
bem, em livre demanda e com eliminações normais. Ao primeiro exame com 15 horas
de vida apresenta boa atividade e reatividade, palidez cutâneo mucosa discreta, boa
perfusão periférica, icterícia moderada em zona 3 de Kramer, ausência de
hepatoesplenomegalia. O DIAGNÓSTICO E EXAMES SÃO:
a. Icterícia precoce provavelmente hemolítica; realizar tipagem sanguínea da mãe e
do recém-nascido, Coombs direto, hemograma, contagem de reticulócitos e dosagem
de bilirrubinas do recém-nascido.
b. Icterícia fisiológica; realizar tipagem sanguínea da mãe e recém-nascido, Coombs
direto e dosagem de bilirrubinas do recém-nascido.
c. Icterícia precoce provavelmente fisiológica; realizar tipagem sanguínea da mãe e do
recém-nascido; hemograma, contagem de reticulócitos e dosagem de bilirrubinas do
recém-nascido.
d. Icterícia pelo leite materno; realizar tipagem sanguínea da mãe e recém-nascido,
Coombs direto, hemograma, contagem de reticulócitos e dosagem de bilirrubinas do
recém-nascido.

38. Menina, 10a, comparece à consulta ambulatorial de rotina, acompanhada pela


mãe, referindo que há um ano a menina adotou a dieta vegetariana, porém é muito
seletiva e consome sempre os mesmos alimentos, que não incluem frutas de nenhum
tipo. Refere que a filha está sempre irritada, tem episódios diários de cefaleia e
apresenta cansaço após exercícios. Hábito intestinal diário, fezes formadas, sem
sangramentos. Exame físico: descorada ++/4+; Peso no percentil 10, altura no
percentil 50, sem desenvolvimento puberal. O quadro clínico é compatível com anemia
ferropriva carencial. O MÉDICO DEVERÁ:
a. Orientar o consumo obrigatório de carnes vermelhas, independente das convicções
do paciente, além da reposição de ferro.
b. Aprofundar a anamnese, para avaliar outras deficiências nutricionais, além da
reposição de ferro.
c. Respeitar a opção dietética da paciente, orientar aumentar o consumo cereais e
brócolis e a reposição de ferro deve ser reavaliada no próximo retorno.
d. Explicar que estes sintomas são comuns na fase inicial de adesão à qualquer nova
dieta e a reposição nutricional deve ser reavaliada no próximo retorno.
39. Menino, 12a, previamente hígido, vem acompanhado pela mãe que relata que há 8
dias o filho teve perda de consciência. O episódio aconteceu em uma gincana e o
desafio que participava era ficar em pé sem se mexer. Desmaiou, após ficar cerca de
meia hora em pé, com duração de trinta segundos e recuperação da consciência,
apresentava-se pálido e sudoreico. No Pronto Atendimento, estava recuperado, com
exame físico e exames de sangue normais. Nega jejum e qualquer antecedente
pessoal ou familiar de morte súbita, doenças cardíacas ou neurológica. Exame físico
na consulta: sem alterações. O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA SÃO:
a. Síncope neuropsiquiátrica; tomografia computadorizada de crânio.
b. Síncope metabólica; glicemia de jejum e eletrólitos
c. Síncope autonômica; eletrocardiograma e teste de inclinação ortostática se recidiva.
d. Síncope cardiogêncica; eletrocardiograma e ecocardiograma.

40. Menina, 9 anos, procura atendimento médico com história de não conseguir andar
há 4 horas. Nega dores e há um dia apresenta febre baixa. A criança frequenta escola,
nunca ficou doente, exceto resfriados e com vacinação incompleta. Exame Físico:
Bom estado geral, consciente, T= 38º C, FC= 100bpm, FR= 24irpm; neurológico:
diminuição de força da musculatura do membro inferior esquerdo, com flacidez
muscular, abolição de reflexos profundos na área paralisada e sensibilidade
preservada. OS DIAGNÓSTICOS A SEREM INVESTIGADAS SÃO:
a. Poliomielite e Síndrome de Guillan-Barré.
b. Mielite transversa e Enterovirose.
c. Síndrome de Guillan-Barré e Meningite viral.
d. Enterovirose e Transtorno somatoforme.

41. Recém-nascido a termo nasce com presença de líquido amniótico meconial.


Exame físico: hipotônico e respiração irregular. Após os passos iniciais da reanimação,
ele se encontra flácido, em apneia e com frequência cardíaca de 50 batimentos por
minuto. A CONDUTA É:
a. Intubação orotraqueal e aplicação de pressão positiva.
b. Intubação orotraqueal e aspiração da cânula traqueal.
c. Aplicação de pressão positiva por máscara facial.
d. Aplicação de massagem cardíaca externa.
42. EM RELAÇÃO A FIBRILAÇÃO VENTRICULAR REFRATÁRIA AO CHOQUE E A
TAQUICARDIA VENTRICULAR SEM PULSO, EM PEDIATRIA AS DROGAS
INDICADAS SÃO:
a. Lidocaína e Epinefrina.
b. Amiodarona e Epinefrina.
c. Atropina e Lidocaína.
d. Amiodarona e Lidocaína.

43. Menino, 8a, está internado em Enfermaria por episódio de exacerbação de asma.
O quadro atual teve início há 7 dias, com tosse e dificuldade respiratória progressiva,
classificado como asma grave. Nos primeiros dois dias permaneceu em Unidade de
Terapia Intensiva, onde recebeu oxigênio por máscara não reinalante com
reservatório; corticoterapia e sulfato de magnésio intravenosos; beta2-agonista e
brometo de ipratrópio inalatórios, sem necessidade de intubação orotraqueal.
Antecedentes pessoais: asma há 3 anos, em uso irregular das medicações prescritas.
AS ORIENTAÇÕES QUE O PACIENTE DEVE RECEBER NA ALTA SÃO:
a. Corticoterapia oral por mais 4 semanas, e nos episódios agudos, nebulização com
fenoterol a cada 6 horas por até 24 horas no domicílio.
b. Corticoterapia inalatória diária, e nos episódios agudos, salbutamol spray oral a
cada 6 horas por até 24 horas no domicílio.
c. Corticoterapia oral por mais 5 dias, e nos episódios agudos, nebulização com
fenoterol e oxigênio em ambiente hospitalar.
d. Corticoterapia inalatória diária, e nos episódios agudos, salbutamol spray oral a
cada 20 minutos por até 1 hora no domicílio.
44. Menina, 9 meses, é trazida a Unidade de Emergência com história de diarreia
líquida e vômitos há 5 dias, com queda de atividade e recusa alimentar há 2 dias. Mãe
refere que vem utilizando água de coco e chá intercalado com leite de vaca diluído,
sem melhora do quadro. Nega sangue ou muco nas fezes. Nas últimas 12 horas, o
volume das evacuações se intensificou e a criança ficou mais prostrada. Exame físico:
afebril, apática, sonolenta, palidez +/+4, mucosas secas, tempo de enchimento capilar
de 4 segundos, FC= 165bpm, FR= 56irpm; Abdome: distendido, som timpânico. OS
DISTÚRBIOS METABÓLICOS E ELETROLÍTICOS ENCONTRADOS NESSA
SITUAÇÃO CLÍNICA SÃO:
a. Acidose metabólica, hipernatremia e hipocalemia.
b. Alcalose metabólica, hipernatremia e hipercalemia.
c. Alcalose metabólica, hiponatremia e hipocalemia.
d. Acidose metabólica, hiponatremia e hipocalemia.

45. Menino, 5 meses, com história de tosse, dificuldade respiratória e cansaço às


mamadas há 3 dias. Nas últimas 24 horas, houve intensificação do cansaço, com
recusa alimentar. Refere febre baixa no início do quadro. Exame físico: descorado
+/4+, palidez cutânea, afebril, irritado, FR= 178bpm, FR= 65irpm, saturação
transcutânea de oxigênio= 92% (ar ambiente), pulsos de baixa amplitude, tempo de
enchimento capilar de 3 segundos; Coração: bulhas normofonéticas, com 3ª bulha
presente, sem sopros; Pulmões: murmúrio vesicular simétrico e estertores
subcrepitantes em bases; Abdome: flácido, fígado palpável à 4 cm do rebordo costal
direito. OS DIAGNÓSTICOS SINDRÔMICO, ANATÔMICO E ETIOLÓGICO SÃO:
a. Síndrome do desconforto respiratório agudo, bronquiolite, vírus sincicial respiratório.
b. Choque cardiogênico, miocardite, enterovírus.
c. Choque séptico, abscesso hepático, Staphylococcus aureus.
d. Choque séptico, pneumonia, Streptococcus pneumoniae.
46. Menino, 18 meses, previamente hígido, é trazido à Unidade Básica de Saúde
devido a febre há um dia. Hoje, amanheceu com irritabilidade e não quer andar,
recusa-se a mexer a perna direita. Nega traumas locais. Imunização: BCG e uma dose
de hepatite B (visto o cartão). Exame físico: regular estado geral, irritado, T= 38,9ºC,
FC= 120 bpm, FR= 25irpm; Osteoarticular: rotação externa da coxa em repouso e
resistência à movimentação passiva da articulação coxofemoral direita. A HIPÓTESE
DIAGNÓSTICA E A ETIOLOGIA SÃO:
a. Sinovite transitória; pós-viral.
b. Artrite Idiopática Juvenil; autoimune.
c. Osteomielite de fêmur; Streptococcus agalactiae.
d. Artrite séptica; Haemophilus influenza tipo B.

47. Menina, 20 meses, com quadro de insuficiência respiratória por pneumonia viral
está sendo atendido em sala de emergência. Foi indicada a intubação orotraqueal por
falência respiratória. Após sedação com midazolam, cetamina e rocurônio o
procedimento foi realizado sem intercorrências, com melhora da oxigenação. O
paciente está sendo ventilado com bolsa-válvula-máscara e subitamente há piora da
expansibilidade torácica e da entrada de ar bilateralmente, com queda da saturação
transcutânea de oxigênio para 89%. EXCLUÍDA A FALHA DE EQUIPAMENTO, A
CAUSA DA PIORA É:
a. Efeito adverso das drogas sedativa e anestésica.
b. Deslocamento ou obstrução do tubo endotraqueal.
c. Derrame pleural.
d. Componente intersticial da doença pulmonar.

48. Menino, 10a, refere incomodo e intenso prurido em região plantar direita há cerca
de sete dias. Estava de férias em um sítio quando começou o prurido. Exame Físico:
pápula amarelada de aproximadamente 0,5 cm de diâmetro, com ponto negro central,
sem sinais inflamatórios em região plantar direita. O DIAGNÓSTICO É:
a. Verruga vulgar.
b. Tungíase.
c. Calosidade.
d. Molusco contagioso.
49. Mulher, 27a, conta que não voltou a menstruar após interromper uso do
anticoncepcional oral combinado há dez meses. Refere aumento de pelos no corpo.
Exame físico: IMC= 26Kg/m2, PA= 100x60 mmHg, cintura abdominal= 80 cm, acne
grau 2; Índice de Ferriman Gallwey= 14; Exame ginecológico: normal. Beta-HCG=
negativo, TSH= 1,961 mUI/ml, T4L= 1,3 ng/dL, Prolactina= 7,79 ng/ml e FSH= 6
mUI/ml. O DIAGNÓSTICO É:
a. Insuficiência ovariana prematura.
b. Síndrome de Sheehan.
c. Anovulação crônica hiperandrogênica.
d. Síndrome de Asherman.

50. Mulher, 32a, procura Unidade Básica de Saúde referindo corrimento vaginal com
odor fétido. Exame ginecológico: secreção acinzentada homogênea, sem hiperemia de
parede vaginal, pH= 7,0; teste de aminas= positivo. O TRATAMENTO É:
a. Fluconazol oral para o casal.
b. Metronidazol vaginal.
c. Nistatina vaginal.
d. Metronidazol oral para o casal.

51. Mulher, 20a, G1P0A0C0, idade gestacional 8 semanas e 3 dias, comparece ao


pronto atendimento com queixa de sangramento vaginal em pequena quantidade e dor
em fossa ilíaca esquerda há 1 dia. Traz Beta-HCG sérico coletado há dois dias de
1.800 mUI/ml. Exame físico: Abdome: pouco doloroso à palpação com descompressão
brusca dolorosa negativa; Toque vaginal: útero discretamente aumentado de volume e
anexo esquerdo palpável e doloroso. Ultrassonografia transvaginal: saco gestacional
de 3 cm em anexo à esquerda, sem visualização de batimentos cardiofetais, sem
líquido livre na cavidade. Beta-HCG sérico, colhido hoje, é de 4.000 mUI/ml. A
CONDUTA É:
a. Expectante com retorno em 24 horas para ultrassonografia.
b. Expectante com retorno em 72 horas para Beta-HCG.
c. Prescrever metotrexato e colher Beta-HCG em 72 horas.
d. Cirúrgica salpingectomia à esquerda.
52. Adolescente, 15a, G1P0A0C0, inicia atendimento pré-natal e traz o seguinte
resultado da sorologia de hepatite B: HbsAg positivo; HbeAg positivo; Ac antiHbcAg
positivo; Ac anti HbsAg negativo. AS CONDUTAS PARA A GESTANTE E PARA O
RECÉM-NASCIDO SÃO:
a. Não há necessidade de terapia antiviral durante a gestação, o recém-nascido deve
receber vacina logo após o nascimento.
b. Realizar a vacinação da gestante em qualquer trimestre de sua gestação; o recém-
nascido deve receber vacina logo após o nascimento.
c. Há necessidade de terapia antiviral durante a gestação; realizar vacinação e
aplicação de Imunoglobulina específica para vírus B no recém-nascido.
d. Realizar cesárea devido ao alto risco de transmissão vertical; o recém-nascido deve
receber Imunoglobulina específica para vírus B logo após o nascimento.

53. Mulher, 25a, G1P0A0C0, com idade gestacional de 39 semanas e 3 dias


apresenta evolução do trabalho de parto segundo o partograma abaixo:

O DIAGNÓSTICO É:
a. Parada secundária da descida por desproporção céfalo-pélvica.
b. Parada secundaria da dilatação por distocia funcional.
c. Fase ativa prolongada por contratilidade uterina insuficiente.
d. Parto taquitócico por distocia funcional.
54. Mulher, 33a, G1P0A0C0, com idade gestacional de 31 semanas por amenorreia,
procura atendimento por contrações regulares há três horas. Ultrassonografia
obstétrica: gestação gemelar, dicoriônica e diamniótica. Há cinco dias recebeu
corticosteroide para maturidade pulmonar fetal e tem investigação negativa para
Streptococcus do grupo B. Antecedentes Pessoais: hipertensão arterial sistêmica, em
uso de alfa-metildopa 2g/dia e nifedipina 80mg/dia. Toque vaginal: colo fino, dilatação=
4cm, primeiro cefálico e bolsa íntegra. A CONDUTA É:
a. Administrar corticosteroide; inibir o trabalho de parto.
b. Administrar corticosteroide; assistência ao parto vaginal.
c. Administrar sulfato de magnésio; assistência ao parto vaginal.
d. Administrar sulfato de magnésio; inibir o trabalho de parto.

55. Mulher, 32a, G3P2A0C1, com idade gestacional de 33 semanas, procura o pronto
atendimento obstétrico com queixa de redução da movimentação fetal há uma
semana. Pré-natal sem intercorrências. Ultrassonografia obstétrica: óbito fetal. A
CONDUTA É INTERNAÇÃO PARA:
a. Preparo de colo com laminária e indução com prostaglandina E1.
b. Preparo de colo com sonda Foley e indução com ocitocina.
c. Preparo de colo com laminária e indução com misoprostol.
d. Preparo de colo com sonda de Foley e indução com misoprostol.

56. Mulher, 35a, G2P2A0C0, comparece ao ambulatório de ginecologia referindo


aumento do fluxo menstrual há 6 meses, com duração de 8 dias, presença de
coágulos e uso de seis absorventes por dia. Faz uso de anticoncepcional oral
combinado. Ultrassonografia pélvica: útero de volume de 87cm3, endométrio com
espessura de 5mm e imagem nodular de 2x2 cm compatível com mioma FIGO 1,
ovários sem alterações. Hemoglobina= 9,5 g/dL. A CONDUTA É:
a. Miomectomia histeroscópica.
b. Trocar anticoncepcional oral combinado por injetável combinado mensal.
c. Miomectomia laparoscópica.
d. Trocar anticoncepcional oral combinado por transdérmico.
57. Mulher, 37a, G2P2A0C0, retorna à Unidade Básica de Saúde, queixando-se de
sangramento vaginal 20 dias após a primeira dose de contraceptivo injetável mensal
(contendo estrogênio e progestogênio) aplicado no primeiro dia do ciclo menstrual. A
ORIENTAÇÃO EM RELAÇÃO AO SANGRAMENTO É:
a. Substituir por método contraceptivo de barreira.
b. Trocar o injetável mensal pelo trimestral.
c. Trocar o injetável mensal pelo oral.
d. Administrar nova injeção trinta dias após a primeira.

58. Mulher, 20a, G1A0P0C0 com idade gestacional de 28 semanas, comparece à


consulta de pré-natal sem queixas, trazendo exames. Exame sumário de urina: 20.000
leucócitos/ml; 3.000 hemácias/ml; bactérias numerosas e células epiteliais numerosas;
Urocultura: Escherichia coli com contagem de colônias > 105 ufc/ml. O DIAGNÓSTICO
E A CONDUTA SÃO:
a. Bacteriúria assintomática; não há necessidade de tratamento.
b. Cistite; deve ser considerada terapêutica via oral.
c. Cistite; repetir urocultura para confirmar diagnóstico.
d. Bacteriúria assintomática; tratamento pelo risco de pielonefrite.

59. Mulher, 37a, G1P1C0A0, procura orientação para nova gestação.


Antecedentes Pessoais: pré-eclâmpsia grave há três anos com 31 semanas de
gestação, ficando normotensa no puerpério com suspensão da medicação. Houve
normalização da proteinúria dentro de três meses pós-parto. A investigação de
trombofilias foi negativa. A CONDUTA É PRESCREVER:
a. Ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio a partir de 12 semanas.
b. Ácido acetilsalicílico e heparina de baixo peso molecular a partir da concepção.
c. Vitamina D e carbonato de cálcio desde o período pré-concepcional.
d. Ácido fólico e heparina de baixo peso molecular a partir de 12 semanas.
60. Mulher, 32a, G3P2A0C0, idade gestacional de 32 semanas, com antecedente de
dois partos prematuros. Procura o pronto atendimento obstétrico com queixa de perda
de líquido via vaginal e contrações. Exame especular: líquido amniótico de aspecto
purulento saindo pelo orifício externo do colo, com pH de 9,0 e colo aparentemente
pérvio para 2 cm. A CONDUTA É:
a. Profilaxia para estreptococo do grupo B, corticoide para maturação pulmonar e
hiper-hidratação.
b. Antibioticoterapia com cobertura para gram negativo, anaeróbio e Streptococcus do
grupo B e induzir o parto.
c. Hiper-hidratação, profilaxia para Streptococcus do grupo B e inibir trabalho de parto.
d. Antibioticoterapia com cobertura para gram positivo, corticoide para maturação
pulmonar e indução de parto após 48 horas.

61. É FATOR PROTETOR PARA O ADENOCARCINOMA OVARIANO:


a. Nuliparidade.
b. Endometriose.
c. Fimbriectomia.
d. Mutação do gene Breast Cancer 1 (BRCA1).

62. Mulher, 41a, G3P3A0C0, menstruação regular, laqueada, nega comorbidades,


retorna com resultado de exames após citologia oncótica com presença de células
glandulares atípicas, sem outras especificações; Exame ginecológico: colposcopia
adequada com zona de transformação tipo 2 e epitélio acetobranco denso adentrando
canal endocervical; toque vaginal: colo fibroelástico medindo 3cm, útero ântero-verso
fletido, móvel e indolor, de tamanho, forma e consistência normais, anexos não
palpáveis; ultrassonografia transvaginal: sem alterações, com linha endometrial de
12mm, compatível com a fase do ciclo menstrual. Biópsia: adenocarcinoma in situ. A
CONDUTA É:
a. Solicitar teste de HPV para determinação de tipo oncogênico.
b. Realizar conização de colo uterino.
c. Solicitar biópsia de endométrio.
d. Realizar histerectomia total.
63. Mulher, 26a, nuligesta, em uso de anticoncepcional oral (ACO), procura o Centro
de Saúde para orientação sobre resultado de exame, colhido há 1 mês. Colpocitologia
oncológica (Papanicolaou)= Células escamosas atípicas de significado indeterminado.
Exames anteriores normais. ALÉM DE MEDIDAS DE SEXO SEGURO, É CORRETO
ORIENTAR QUE:
a. O exame está alterado, devendo-se realizar nova coleta em 1 ano e manter ACO.
b. O exame está normal, devendo-se realizar nova coleta em 3 anos e manter ACO.
c. O exame está alterado, devendo-se realizar colposcopia com biópsia e suspender
ACO.
d. O exame está alterado, devendo-se realizar exérese da lesão com cirurgia de alta
frequência e suspender ACO.

64. Adolescente, 13a, procura o Centro de Saúde para orientação sobre vacinação
contra o Papilomavírus Humano (HPV). Antecedentes pessoais: portadora do vírus da
imunodeficiência humana por transmissão vertical. A CONDUTA É:
a. Duas doses, sendo que a segunda acontece 6 meses após a primeira aplicação.
b. Duas doses, sendo que a segunda acontece 12 meses após a primeira aplicação.
c. Três doses sendo o intervalo de 2 e 6 meses após a primeira aplicação.
d. Não há indicação de vacinação.

65. Um teste sorológico para identificar a infecção por, pelo menos, um sorovar de
leptospira foi aplicado em 1.000 trabalhadores da área de saneamento de um
município. Foram encontrados 100 indivíduos com resultado positivo. Considere que a
prevalência esperada nesta população é de 10% e a sensibilidade do teste é de 95%.
O VALOR PREDITIVO POSITIVO (VPP) É:
a. 10%.
b. 95%.
c. 30%.
d. 100%.
66. AS DOENÇAS DO TRABALHO SÃO AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO
COMPULSÓRIA POR QUE SÃO:
a. Eventos sentinelas e podem ser prevenidas.
b. Doenças que podem ser transmitidas para os demais trabalhadores.
c. Reconhecidas quando a Comunicação de Acidente de Trabalho é emitida.
d. Doenças que dispensam a visita no local de trabalho, quando notificadas.

67. ASSINALE A ALTERNATIVA QUE APRESENTA SOMENTE ZOONOSES:


a. Difteria, leptospirose, febre amarela e dengue.
b. Dengue, sarampo, malária e leishmaniose.
c. Doença de Chagas, raiva, criptococose, febre maculosa.
d. Legionelose, leptospirose, caxumba, toxoplasmose.

68. O número de Doenças de Depósito Lisossômico está aumentando à medida que


novas doenças são caracterizadas do ponto de vista genético e bioquímico. É provável
que existam milhões de brasileiros com alguma doença genética, com uma crescente
demanda de tratamentos já disponibilizados no SUS, muitos deles pelo fornecimento
de medicamentos especiais e de alto custo. Nesse cenário, surgem conflitos éticos em
relação à obtenção do tratamento das doenças raras, incluindo medidas judiciais.
ALÉM DE IMPACTAR A ORGANIZAÇÃO E A GESTÃO DO SISTEMA DE SAÚDE, O
PRINCÍPIO DO SUS AFETADO É A:
a. Acessibilidade.
b. Integralidade.
c. Universalidade.
d. Equidade.

69. SÃO ELEMENTOS FUNDAMENTAIS PARA O DIAGNÓSTICO DAS


PNEUMOCONIOSES:
a. História ocupacional, prova de função pulmonar.
b. Tomografia computadorizada de alta resolução, lavado bronco-alveolar.
c. História ocupacional e radiograma tórax.
d. Espirometria e tomografia computadorizada de alta resolução.
70. Em relação à prevenção da raiva e considerando as situações: (i) trabalho como
médico veterinário; (ii) criança com pequena mordedura em tronco há dois dias,
provocada por cão domiciliado, em área de raiva controlada; (iii) mulher que recebeu
lambedura de cavalo em ferimento cortocontuso em braço há três dias (iv) homem que
pegou com a mão um morcego achado morto em sua cozinha. INDIQUE O
TRATAMENTO ADEQUADO, RESPECTIVAMENTE:
a. Três doses pré-exposição, observação do animal por 10 dias, sorovacinação com 4
doses de vacina, sorovacinação com 4 doses de vacina.
b. Nada a fazer, sorovacinação com 6 doses de vacina, observação do animal por 10
dias, sorovacinação com 6 doses de vacina.
c. Três doses pré-exposição, observação do animal por 10 dias, observação do
animal por 30 dias, vacinação com 4 doses.
d. Nada a fazer, vacinação com 4 doses, sorovacinação com 8 doses de vacina,
sorovacinação com 4 doses de vacina.

71. A APROVAÇÃO DA LEI NO. 13.467/2017, CONHECIDA COMO REFORMA


TRABALHISTA, TEM LEVANTADO A DISCUSSÃO SOBRE PRECARIZAÇÃO DO
TRABALHO QUE SE CARACTERIZA POR:
a. Terceirização, subemprego e trabalho informal.
b. Contribuição sindical facultativa, trabalho intermitente e teletrabalho.
c. Instabilidade no emprego, subemprego e desemprego.
d. Aceleração do ritmo de trabalho, terceirização e insalubridade.

72. Um teste foi usado para rastreamento de uma doença em 1.000 indivíduos, para
identificar os que iriam ser submetidos a um segundo teste mais invasivo. O primeiro
teste possui Sensibilidade de 80% e Especificidade de 70%. O NÚMERO DE
INDIVÍDUOS QUE DEIXARÃO DE SER INVESTIGADOS NO SEGUNDO TESTE É:
a. 20.
b. 30.
c. 70.
d. 80.
73. Na agricultura moderna, os agrotóxicos têm sido cada vez mais utilizados. Embora
esses produtos sejam de fácil aplicação e apresentem resultados imediatos, o seu uso
contínuo tem acarretado impactos negativos para o homem, animais e ambiente.
PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO DO CONSUMIDOR DEVE-SE RESPEITAR O:
a. Período de latência.
b. Período entressafra.
c. Período sazonal.
d. Período de carência.

74. O NÚCLEO DE APOIO À SAÚDE DA FAMÍLIA:


a. Realiza apoio institucional, complementando o trabalho das Equipes de Saúde da
Família.
b. É composto por médicos especialistas que atendem pacientes encaminhados pelas
Unidades Básicas de Saúde.
c. É a porta de entrada do sistema de saúde e atua coordenando o Projeto
Terapêutico Singular.
d. Atua no apoio às Equipes de Saúde da Família e não deve ser a porta de entrada
do sistema de saúde.

75. Para dirimir os conflitos de interesses entre a classe médica e a indústria


farmacêutica, diversas normativas foram publicadas. OS REPRESENTANTES DAS
INDÚSTRIAS FARMACÊUTICAS:
a. Devem transmitir informações precisas e completas, incluindo terapias em fase
experimental ou inconclusas, sobre produtos sujeitos à Vigilância Sanitária para
profissionais da saúde.
b. São impedidos de oferecer incentivos, de qualquer natureza, aos profissionais da
saúde em contrapartida à prescrição, indicação, influência na decisão de compra ou
administração de produtos.
c. Devem promover produtos de acordo com uso aprovado pelas autoridades
regulatórias locais, omitindo, quando aplicável, os subsídios científicos relativos aos
riscos de baixo efeito iatrogênico.
d. Podem pagar refeições ou outras despesas a profissionais da saúde e
acompanhantes com objetivo de discussão ou troca de informações científicas ou
educacionais.
76. O desconh
hecimento da
d obrigato
oriedade da
a notificaçã
ão compulssória do câ
âncer
relaccionado ao trabalho é um
u dos mo
otivos para o sub-registro deste aggravo. OUT
TROS
MOT
TIVOS SÃO
O:
a. Desconhecim
mento da ex do período de carência
xposição e d a.
b. Desconhecim
mento da oc
cupação e d
do período de
d latência.
c. Desconhecim
mento dos hábitos
h de vvida e do pe
eríodo de latência.
d. Desconhecim
mento dos agentes
a carrcinogênicos
s e dos háb
bitos de vidaa.

77. H
Homem, 43
3a, operado
or de empilh
hadeira, pro
ocura Unida
ade Básicaa de Saúde para
conssulta de rottina. Atualm
mente sem queixas. Antecedente
A es Pessoaiss: tabagism
mo 30
2
maço
os/ano. Exa
ame Físico: PA= 140x8
80mmHg; IM
MC= 23,5 Kg/m
K . A CO
ONDUTA É:
a. So
olicitar provva de funcão
o pulmonarr e radiograma de tórax
x.
abagismo e prescrever bupropiona
b. Orientar cesssação de ta a.
c. Orientar cesssação do ta
abagismo e solicitar pro
ova de funç
ção pulmonaar.
erguntar, avaliar,
d. Pe a ac
conselhar, preparar e acompa
anhar paraa cessação
o de
tabag
gismo.

78. O ecomapa
a é um instrrumento de
e avaliação familiar ba
astante útil nno mapeam
mento
de rredes, apoios sociais e ligaçõess da famíliia com a comunidade
c e. Costuma
a ser
ado em asssociação ao genogrrama tanto
utiliza o para fins diagnósticcos, quanto
o em
plane
ejamento de ações em
m saúde. D
Deve ser attualizado na
a medida eem que oco
orrem
modiificações no
o contexto familiar,
f seja
am elas de caráter soc
cial, culturall ou econôm
mico.

A FIG
GURA ACIM
MA REPRE
ESENTA QU
UE:
a. Exxiste uma relação
r forte
e entre os ffilhos de um
ma família e a escola, com criaçã
ão de
víncu
ulos e troca
a de experiê
ências.
b. O relacionam
mento entre
e os filhos d
de uma fam
mília e a escola é fracoo e estress
sante,
sem trocas de apoio
a e dedicação.
c. Os filhos de
e uma fam
mília têm u
uma relaçã
ão tênue ou
o incerta com a es
scola,
dediccando-se po
ouco a ela e dela rece bendo pouc
co apoio.
d. Os filhos de uma família dedicam quantidade
e moderada
a de energiaa para a es
scola,
mas percebem que a escola os apoia..
79. Mulher, 39a, técnica de enfermagem, trabalha em hospital de alta complexidade na
Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, em turno noturno. Procura atendimento
médico queixando-se de falta de ânimo, cansaço, insônia, desmotivação para
trabalhar e desilusão com a profissão há cinco meses. O DIAGNÓSTICO É:
a. Transtorno de ansiedade generalizada.
b. Síndrome da fadiga crônica.
c. Síndrome de Burnout.
d. Transtorno do ciclo vigília-sono.

80. PARA A IMPLANTAÇÃO DE PROGRAMAS DE RASTREAMENTO, O


PROBLEMA CLÍNICO A SER RASTREADO DEVE ATENDER, ENTRE OUTROS, O
SEGUINTE CRITÉRIO:
a. A doença deve representar um importante problema de saúde pública,
independente de magnitude, transcendência e vulnerabilidade.
b. O benefício da detecção e do tratamento precoce com o rastreamento deve ser
maior do que se a condição fosse tratada no momento do diagnóstico.
c. A sazonalidade como fator de risco.
d. A alta prevalência na população, independente da história natural da doença.
INSCRIÇÃO ESCOLA SALA LUGAR NA
SALA

NOME ASSINATURA DO CANDIDATO

ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS

Instruções para a realização da prova


 Esta prova é composta de 80 questões de múltipla escolha. Para cada questão, há 4 alternativas, devendo
ser marcada apenas uma.

 Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.

 Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.

 Não deixe nenhuma das questões em branco na folha de respostas.

 A duração total da prova é de 5 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.

 Você somente poderá deixar a sala após 2h30min do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).

RESIDÊNCIA MÉDICA 2019 – 1ª FASE


ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS

CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO


1 11 21 31 41 51 61 71
2 12 22 32 42 52 62 72
3 13 23 33 43 53 63 73
4 14 24 34 44 54 64 74
5 15 25 35 45 55 65 75
6 16 26 36 46 56 66 76
7 17 27 37 47 57 67 77
8 18 28 38 48 58 68 78
9 19 29 39 49 59 69 79
10 20 30 40 50 60 70 80

DECLARAÇÃO DE PRESENÇA

Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.

Nome: Documento:

Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
01. A cirurgia bariátrica tornou-se o tratamento padrão-ouro para a obesidade mórbida
refratária nas últimas décadas. Em relação aos mecanismos fisiopatológicos e os
resultados observados após sua realização, assinale a alternativa correta:
a) A melhora do Diabetes mellitus tipo 2 após o bypass gástrico em Y de Roux é
comumente tardia e relacionada à perda significativa de peso.
b) A banda gástrica ajustável leva à melhora significativa da resistência à insulina
devido à grande alteração na secreção incretínica.
c) As derivações biliopancreáticas levam aos maiores índices de reversão do
Diabetes mellitus tipo 2 e perda de peso sustentada em longo prazo.
d) A incidência global de neoplasias malignas entre os indivíduos operados é
semelhante à da população obesa não operada.

02. Mulher, 32a, assintomática, traz ultrassonografia abdominal solicitada por clínico
geral com achado incidental de lesão cística no pâncreas. Assinale a alternativa
correta:
a) A neoplasia cística serosa predomina em pacientes jovens do sexo masculino.
b) A neoplasia papilar intraductal mucinosa de ducto principal é mais comum na
cabeça do pâncreas.
c) A elevação da alfafetoproteína no conteúdo do cisto é característica da neoplasia
cística serosa.
d) A neoplasia cística mucinosa se apresenta mais comumente na cabeça do
pâncreas.

03. Mulher, 72a, com Índice de Massa Corporal (IMC) de 42,1kg/m2, diabética há 12
anos em uso de hipoglicemiante oral e insulina NPH, procura assistência médica para
tratamento de obesidade. É obesa há 20 anos e não respondeu a três tentativas de
terapia medicamentosa e/ou comportamental. A respeito deste caso, assinale a
alternativa correta:
a) O bypass gástrico em Y de Roux associa-se a índices similares de perda de peso
e manutenção do peso perdido quando comparado à banda gástrica ajustável.
b) O uso de insulina e o Diabetes mellitus tipo 2 de longa data são fatores que levam
a menor chance de reversão do diabetes após o bypass gástrico.
c) A gastrectomia vertical associa-se a incidência pós-operatória de refluxo
gastroesofágico menor que o bypass gástrico em Y de Roux.
d) Conforme a regulamentação em vigor no Brasil, existe contraindicação formal
para cirurgia bariátrica neste caso, devido à idade acima de 70 anos.
04. Homem, 71a, tabagista, apresenta icterícia, prurido, colúria e acolia fecal há 30
dias, associadas à perda de 15kg no período. É correto afirmar:
a) A hipótese diagnóstica mais provável é neoplasia maligna da transição corpo-
cauda do pâncreas.
b) A colocação de prótese endoscópica pré-operatória diminui as complicações
infecciosas após a duodenopancreatectomia.
c) O tipo histológico mais comumente observado nestes casos é o carcinoma de
células acinares.
d) Os tumores estadiamento T4 são caracterizados por envolvimento extenso de
tronco celíaco ou artéria mesentérica superior.

05. Mulher, 25a, assintomática, comparece ao ambulatório trazendo ultrassonografia


com achado incidental de dilatação de vias biliares extra-hepáticas, sem
colecistolitíase. Realizou colangiorressonância que mostrou vesícula biliar sem
cálculos, anomalia de junção biliopancreática e dilatação fusiforme do hepatocolédoco
em toda a sua extensão, sem fatores obstrutivos identificados. A conduta é:
a) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) e colocação de prótese
endoscópica.
b) Colecistectomia, ressecção de via biliar e derivação hepaticojejunal em Y de
Roux.
c) Colecistectomia, coledocotomia e colocação de dreno de Kehr.
d) Colecistectomia e derivação coledocoduodenal laterolateral.

06. Homem, 39a, apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) de 46,7kg/m2. Foi
indicada cirurgia bariátrica e durante a avaliação pré-operatória observaram-se
alterações ultrassonográficas sugestivas de hepatopatia crônica. A respeito deste
caso, assinale a alternativa correta:
a) A cirurgia bariátrica não deve ser indicada nestas circunstâncias devido à provável
cirrose hepática.
b) Caso não haja evidências de hipertensão portal significativa ou insuficiência
hepatocítica, a cirurgia bariátrica pode ser indicada.
c) A cirurgia bariátrica não é capaz de levar à reversão da fibrose hepática
secundária à doença hepática gordurosa não alcoólica.
d) A gastrectomia vertical está contraindicada neste caso devido à alta frequência de
insuficiência hepática tardia.
07. Em relação à doença do refluxo gastroesofágico, assinale a alternativa
correta:
a) Queimação retroesternal e regurgitação são sintomas atípicos da doença.
b) Endoscopia digestiva alta deve ser realizada em todos os pacientes.
c) O diagnóstico de esôfago de Barrett necessita de confirmação histológica.
d) O tratamento cirúrgico está indicado na maioria dos pacientes sintomáticos.

08. Assinale a afirmativa correta em relação às complicações pós-gastrectomias:


a) A anastomose gastroduodenal à Billroth I evita a gastrite alcalina de refluxo.
b) A diarreia crônica é uma complicação frequente após uma gastrectomia.
c) A anastomose esofagojejunal à Y de Roux está indicada para prevenir fístula.
d) A anastomose gastrojejunal à Billroth II está associada a câncer de coto gástrico.

09. Sobre os tumores estromais do estômago, pode-se afirmar que:


a) São considerados originados das células intersticiais de Cajal.
b) Apresentam positividade na imunohistoquímica para a Desmina.
c) Em ordem de frequência, ocorrem em segundo lugar, depois do esôfago.
d) Os critérios prognósticos são: tamanho, número de mitoses e ki-67 negativo.

10. Em relação ao carcinoma espinocelular do esôfago, assinale a alternativa


correta:
a) A endoscopia digestiva alta com cromoscopia é o melhor método para a detecção
de tumores superficiais.
b) O carcinoma espinocelular é mais frequente em mulheres e no terço médio do
esôfago.
c) Tumores classificados como lesões T2 podem ser tratados oncologicamente por
resecção endoscópica.
d) É o segundo tipo histológico mais comum, independente da região geográfica
considerada.

11. O conhecimento da anatomia é importante para o cirurgião. Assim, em relação ao


esôfago, assinale a afirmativa correta:
a) O esôfago cervical inicia-se ao nível da quarta vértebra cervical.
b) O esôfago abdominal termina ao nível da primeira vértebra lombar.
c) O tronco vagal esquerdo apresenta-se em posição anterior no hiato esofágico.
d) O tronco vagal direito apresenta-se em posição anterior no hiato esofágico.
12. Em relação à irrigação do estômago, pode-se afirmar que:
a) O tronco celíaco origina-se diretamente da artéria mesentérica inferior.
b) A artéria gástrica esquerda origina-se diretamente da artéria mesentérica superior.
c) A artéria gástrica direita origina-se diretamente do tronco celíaco.
d) A artéria gastro-omental direita origina-se diretamente da artéria gastroduodenal.

13. Paciente apresenta quadro de hepatopatia crônica por álcool; parou de beber há
36 meses. Tem antecedente de encefalopatia e peritonite bacteriana espontânea.
Apresenta MELD de 12 (Creatinina= 0,95mg/dL; BT= 2,7mg/dL; RNI=1,2) e mantém
ascite volumosa. Sódio urinário= 89mEq/L. Está em uso de espironolactona 100mg/dia
e de furosemida 40mg/dia. Tem procurado Pronto Socorro para paracentese de alívio
a cada três semanas. Em relação ao caso, qual é a hipótese diagnóstica e a
conduta?
a) Ascite refratária; passagem de Transjugular Intrahepatic Portosystemic Shunt
(TIPS).
b) Ascite de difícil manejo; adequação da dieta e otimização de diuréticos.
c) Ascite de difícil manejo; transplante de fígado como situação especial.
d) Ascite refratária; passagem de TIPS, e caso não haja melhora, considerar
transplante de fígado como situação especial.

14. Paciente com diagnóstico de cirrose por vírus da hepatite C há 10 anos, sem
resposta a tratamento viral. Apresenta exames de 12/09/2018: Creatinina= 0,5mg/dL;
BT= 1,1mg/dL; RNI= 0,6 (MELD= 09); Tomografia computadorizada (TC) de abdome:
lesão focal hepática em segmentos II e III, medindo 4,7cm compatível com carcinoma
hepatocelular, sem evidencia de ascite. Atualmente em acompanhamento para
estadiamento, aguardando TC de tórax e cintilografia óssea. Após dois dias, vem ao
Pronto Socorro com queixa de dor abdominal de forte intensidade, crescente, e de
início súbito. PA= 110/70mmHg; FC= 80bpm; HB= 8,1g/dL. Ultrassonografia na sala
de urgência: líquido livre na cavidade em moderada quantidade. O diagnóstico e a
conduta são:
a) Abdome agudo hemorrágico; TC de abdome e arteriografia.
b) Cirrose descompensada; punção de alívio.
c) Abdome agudo hemorrágico; laparotomia exploradora de urgência.
d) Hemorragia digestiva alta; derivados da somastotatina e endoscopia.
15. Atualmente, em nosso País, a doação de órgãos necessita de autorização familiar
após o diagnóstico inequívoco e devidamente comprovado de morte encefálica. Sobre
o processo de doação de órgãos e a cirurgia de retirada dos mesmos, pode-se
afirmar que:
a) Em casos de morte encefálica secundária a causas externas em que haja a
retirada de órgãos para doação, o corpo deverá ser encaminhado ao Instituto
Médico Legal, realizada necropsia e emitido o Atestado de Óbito, sendo o horário
do óbito correspondente ao da perfusão dos órgãos na cirurgia de retirada.
b) Na cirurgia de hepatectomia total para doação, deve ser realizado o inventário da
cavidade, avaliando-se aspectos macroscópicos do órgão e da anatomia vascular
pela palpação principalmente da região do Hiato de Winslow, no qual se busca o
tronco da artéria hepática comum proveniente da artéria mesentérica superior,
variação anatômica mais comumente encontrada.
c) A sequência de retirada de múltiplos órgãos obedece à seguinte ordem: coração,
pulmões, fígado, rins, pâncreas, intestino delgado, artérias e veias, córnea, pele e
outros tecidos.
d) Na perfusão dos órgãos abdominais deve-se cateterizar a aorta infrarrenal e a
veia mesentérica superior ou inferior. Após, é feito o pinçamento da aorta
abdominal supracelíaca ou torácica descendente e seccionada a veia cava inferior
junto ao átrio direito, para descompressão e drenagem das soluções de
preservação.

16. Mulher, 15a, moradora do sul de Minas Gerais, próxima à zona da mata.
Alimentava, com frequência, animais silvestres (pássaros, pacas, macacos). No início
do ano de 2018 procurou o Pronto Socorro com quadro de febre e icterícia; não
apresentava comorbidades. Exames laboratoriais: AST= 4000U/L; ALT= 3500U/L.
Frente à epidemiologia e quadro clínico, qual é a hipótese diagnóstica e como
confirmá-la?
a) Hepatite fulminante por doença autoimune; presença de encefalopatia e RNI≥ 3,5.
b) Hepatite fulminante por febre amarela; presença de bilirrubinas≥ 17,5mg/dL e
RNI≥ de 3,5.
c) Hepatite fulminante por febre amarela; presença de fator V inferior a 20% e
encefalopatia.
d) Hepatite fulminante por febre amarela; presença de fator V inferior a 30% e
encefalopatia.
17. Paciente apresenta quadro de dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Foi
diagnosticada coledocolitíase, sendo submetida a Colangiopancreatografia Retrógrada
Endoscópica (CPRE) e com retirada de cálculos, clareamento das vias biliares e
posterior colecistectomia. Evoluiu bem, com alta no segundo dia. Após 15 dias da
intervenção, apresentou febre e queda do estado geral. Realizou tomografia de
abdome com achado de coleção hepática de 9,7cm, halo hipercaptante e ar em seu
interior, no segmento VIII, associado a ascite em moderada quantidade. Punção de
líquido ascítico demonstrou transudato. Qual é a hipótese diagnóstica e a conduta?
a) Abscesso hepático por germe Gram negativo; antibioticoterapia de largo espectro.
b) Abscesso hepático por germe Gram positivo; punção da coleção hepática.
c) Abscesso hepático por germe Gram negativo; punção da coleção hepática.
d) Bilioma intra-hepático; re-exploração cirúrgica com derivação biliodigestiva.

18. Mulher, 46a, foi submetida à retossigmoidectomia com anastomose colorretal


devido a adenocarcinoma de reto. Paciente perde acompanhamento e após 24 meses
realiza Ressonância Magnética Nuclear de abdome total que revela lesão focal
hepática metastática medindo 14cm, ocupando segmentos V, VI, VII, VIII, e parte do
segmento IV, sem invasão vascular. Volumetria do fígado remanescente foi de 20%.
Qual é a conduta adequada para o caso exposto?
a) Hepatectomia direita com ligadura prévia de veia porta direita, artéria hepática
direita e ducto hepático direito.
b) Quimioterapia e Radioterapia pré-operatória para citorredução, e após,
hepatectomia direita ampliada.
c) Hepatectomia em dois tempos com ligadura de porta para posterior hepatectomia
direita ampliada.
d) Radiofrequência da lesão para aumento de remanescente hepático e posterior
hepatectomia direita ampliada.
19. Em relação às neoplasias do ânus e canal anal, é correto afirmar:
a) A Doença de Bowen perianal é um carcinoma in situ de células escamosas,
geralmente ocorrendo em homens da quinta década de vida.
b) O carcinoma verrucoso do ânus ou Tumor de Buschke Lowenstein, também
conhecido como condiloma gigante perianal, deve ser tratado com
radioquimioterapia exclusiva.
c) O melanoma do ânus ou perianal é um tumor agressivo, com ocorrência de
metástases para pulmões, fígado e linfonodos inguinais, porém bem responsivo a
radioquimioterapia.
d) O tratamento de escolha para carcinoma de células escamosas do canal anal é a
radioquimioterapia combinada com alta taxa de resposta clínica completa.

20. Constituem técnicas de hemorroidectomia aberta e hemorroidectomia


fechada, respectivamente:
a) Milligan-Morgan e Ferguson.
b) Ruiz-Moreno e Obando.
c) Milligan-Morgan e Ruiz-Moreno.
d) Ferguson e Obando.

21. Na Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), além dos pólipos colorretais, adenomas
podem ocorrer no estômago, duodeno, jejuno e íleo. Em relação aos adenomas
gastroduodenais na PAF é correto afirmar:
a) Adenomas gástricos ocorrem em apenas 10% dos doentes, porém apresentam
alto risco de malignização.
b) A gravidade da polipose duodenal pode ser avaliada pelos critérios de Spigelman,
que é baseado no número, tamanho e histopatologia dos pólipos.
c) No duodeno ocorrem em até 90% dos doentes, sendo mais frequentes na primeira
e segunda porção, apresentando baixo risco de malignização.
d) Adenomas de papila são raros e com baixos índices de malignidade, sendo
indicada cirurgia quando causam obstrução ou pancreatite.
22. Mulher, 45a, sem comorbidades, comparece ao ambulatório trazendo colonoscopia
que evidenciou pólipo séssil em sigmoide, medindo 25mm, removido por
mucosectomia por ocasião do exame. Anatomopatológico: foco de adenocarcinoma
com invasão de submucosa (Sm3) em adenoma viloso, com margens livres. A
conduta, a seguir, é:
a) Colonoscopia em 3 meses.
b) Antígeno carcinoembrionário (CEA) e Tomografia de abdome a cada 6 meses.
c) Quimioterapia.
d) Retossigmoidectomia.

23. São fatores de risco para o desenvolvimento de câncer na Retocolite


Ulcerativa, EXCETO:
a) Presença de pancolite e doença ativa.
b) Doença de longa evolução.
c) Uso de anti-TNF alfa.
d) Presença de colangite esclerosante primária.

24. Assinale a afirmativa INCORRETA quanto às doenças anais benignas:


a) A fissura anal é uma úlcera linear geralmente localizada na comissura posterior,
na linha média do canal anal.
b) O condiloma acuminado é uma doença verrucosa perianal causada pelo Papiloma
Vírus Humano (HPV).
c) A doença pilonidal geralmente ocorre na linha média da pele da região
sacrococcígea de homens jovens.
d) A hidradenite supurativa é uma infecção crônica das glândulas écrinas da região
anal, pubiana e axilas.

25. As cicatrizes podem evoluir com alterações caracterizadas por processos de


hipercicatrização, originando cicatrizes hipertróficas e queloides. É correto afirmar:
a) Ambas as alterações são caracterizadas por feixes de colágeno espessados e
alinhados paralelamente à superfície da epiderme.
b) A ocorrência de queloides tem importante componente de predisposição genética,
sendo mais frequentes nos membros inferiores.
c) Cicatrizes orientadas paralelamente ao eixo de contração muscular tem menor
predisposição à hipertrofia.
d) Os queloides são caracterizados pelo crescimento além dos limites da lesão
original, podendo evoluir com regressão espontânea.
26. Um dos principais elementos que influenciam a tomada de decisão terapêutica e o
prognóstico do paciente queimado é a superfície corporal queimada. Quanto à sua
avaliação e quantificação, pode-se afirmar que:
a) As diferenças entre as estimativas de superfície corporal entre crianças e adultos
pela “regra dos nove” devem-se principalmente à alteração da proporção de
superfície do tórax e abdome.
b) A superfície queimada estimada, juntamente com a idade e o peso são utilizados
no cálculo da reposição volêmica inicial pela fórmula de Parkland.
c) A utilização da área da região palmar do paciente é útil para a quantificação de
lesões menos extensas em adultos.
d) No cálculo da superfície corporal queimada as áreas acometidas por queimaduras
de primeiro grau são contabilizadas apenas se estas localizarem-se em áreas
nobres como a face e genitália.

27. A pele é o órgão mais frequentemente acometido por neoplasias malignas no ser
humano. De todos os cânceres de pele, os classificados como não-melanoma
respondem pela maior parte, sendo os carcinomas basocelulares e carcinomas
espinocelulares os mais frequentes. Assinale a afirmativa INCORRETA:
a) Os carcinomas basocelulares podem apresentar variantes pigmentadas, cujo
principal diagnóstico diferencial é com o melanoma.
b) As ceratoses actínicas são lesões cutâneas displásicas que devem ser ativamente
tratadas, pois podem evoluir para carcinomas espinocelulares e basocelulares.
c) A cirurgia com controle circunferencial e profundo de margens por biópsia de
congelação é o melhor tratamento para lesões com recidiva local.
d) O carcinoma espinocelular é o tipo de neoplasia não-melanoma mais
frequentemente observado na pele de pacientes imunossuprimidos.

28. Homem, 55a, com queixa de lesão avermelhada na face vem para avaliação da
Cirurgia Plástica. Refere presença da lesão desde a infância, sendo que a mesma
ficou mais escura com o tempo. Nega alteração de volume da região, dor ou história
de hemorragia local. Exame físico: presença de lesão vermelho-vinhosa em região
mandibular esquerda, superfície da pele levemente irregular, sem nodulações
palpáveis, indolor, sem frêmito. A hipótese diagnóstica é:
a) Hemangioma.
b) Malformação capilar.
c) Malformação linfática.
d) Malformação venosa.
29. Na avaliação inicial do trauma facial, o exame físico cuidadoso e sistemático é
capaz de diagnosticar grande parte das lesões que irão requerer tratamento cirúrgico.
Assinale a alternativa que apresenta a associação INCORRETA entre achado do
exame físico e provável etiologia ligada ao trauma:
a) Enoftalmo – aumento do volume do cone orbitário.
b) Restrição de abertura oral – Fratura de arco zigomático.
c) Ptose palpebral – Lesão do VII par craniano.
d) Aumento da distância intercantal medial – fratura nasoetmoido-orbitária.

30. A técnica de zetaplastia consiste na realização de dois ou mais retalhos


triangulares de pele, com diversas aplicações em Cirurgia Plástica. Dentre as
situações abaixo, em qual a zetaplastia NÃO estaria corretamente indicada?
a) Fechamento de área de ressecção de neoplasia cutânea.
b) Tratamento de brida cervical cicatricial linear.
c) Reorientação de cicatrizes.
d) Alongamento da região interdigital.

31. Os fármacos vasoativos são indicados e utilizados no manuseio de doentes


sépticos. Após reposição volêmica adequada e recebendo noradrenalina na dose de
1mcg/kg/min, paciente permanece hipotenso e oligúrico. Os dados clínicos e
hemodinâmicos indicam alto débito cardíaco e baixa resistência periférica. Qual é a
droga vasoativa de escolha para o controle da hipotensão neste caso?
a) Dobutamina – 5 a 10mcg/kg/min.
b) Isoprenalina – 0,05 a 5mcg/kg/min.
c) Dopamina – 1 a 3mcg/kg/min.
d) Adrenalina – 0,01 a 2mcg/kg/min.

32. Em relação às infecções hospitalares, assinale a alternativa INCORRETA:


a) O uso de antibioticoterapia profilática prolongada (até 5 dias) é eficaz para
diminuir a incidência de infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos eletivos.
b) A lavagem das mãos antes e após a manipulação dos pacientes é a melhor
maneira de se prevenir infecções cruzadas nas enfermarias cirúrgicas.
c) Os bacilos Gram negativo aeróbicos e o Staphylococcus aureus são os principais
agentes responsáveis pelas infecções hospitalares em pacientes graves.
d) Posição elevada de pacientes de 30-45 graus diminui a incidência de pneumonia
associada à ventilação mecânica.
33. Paciente respirando em ar ambiente apresenta a seguinte gasometria arterial: pH=
7,35; PaO2= 85mmHg; PaCO2= 65mmHg; HCO3-= 39mEq/L e BE= +8mEq/L.
Qual é o distúrbio ácido básico primário e sua possível causa?
a) Acidose respiratória crônica, compensada com alcalose metabólica; DPOC.
b) Acidose metabólica aguda; descompensação diabética.
c) Alcalose respiratória aguda; intoxicação por aspirina.
d) Acidose metabólica crônica; insuficiência renal crônica.

34. Em qual das condições clínicas abaixo ocorre, simultaneamente, o aumento


da Pressão Venosa central (PVC), da Pressão Diastólica Final (PDF) do
Ventrículo Direito (VD), da Pressão Diastólica Final (PDF) do Ventrículo
Esquerdo (VE) e da Pressão da Artéria Pulmonar Ocluída (PAPO), com
equalização destas pressões?
a) Infarto agudo do miocárdio com rotura do septo interventricular.
b) Infarto agudo miocárdico com rotura cardíaca.
c) Infarto do Ventrículo Direito.
d) Tromboembolismo pulmonar maciço.

35. Paciente em choque apresenta os seguintes parâmetros clínicos, hemodinâmicos


e respiratórios: pulso fino, taquicardia, cianose periférica, sudorese fria e oligúria. PA=
75/50mmHg; FC= 135bpm; SatO2= 95%. Ht= 45%; Índice Cardíaco (IC)= 1,8L/min/m2;
Pressão de Artéria Pulmonar Ocluída (PAPO)= 22mmHg; PaO2= 90mmHg. Qual é o
tipo de choque e o padrão de hipóxia tissular predominante?
a) Hipovolêmico; hipóxia anêmica.
b) Obstrutivo; hipóxia hipoxêmica.
c) Cardiogênico; hipóxia estagnante.
d) Séptico; hipóxia histotóxica.
36. Em relação aos estados de choque em geral, qual afirmativa abaixo é
correta?
a) Periferia quente, pressão de pulso aumentada e alta pressão diastólica são
características clínicas do choque distributivo.
b) Hipertensão, distensão venosa jugular e abafamento das bulhas cardíacas são
achados no tamponamento cardíaco.
c) Diminuição na saturação venosa mista de O2, aumento na diferença do conteúdo
arteriovenoso de O2 e acidose láctica são achados no choque hipovolêmico.
d) A presença de Pressão de Artéria Pulmonar Ocluída (PAPO) elevada é sempre
indicativa de disfunção miocárdica.

37. Das alternativas abaixo citadas, qual é o tratamento de escolha para a


taquicardia supraventricular com QRS estreito, sem comprometimento
hemodinâmico?
a) Cardioversão elétrica com corrente direta.
b) Amiodarona via intravenosa.
c) Lidocaína 70mg via intravenosa em “bolus”.
d) Adenosina via intravenosa.

38. Mulher, 82a, hipertensa e diabética mal controlada, realizou ultrassonografia


cervical de rotina que evidenciou nódulo TI-RADS 5, medindo 5mm, no lobo esquerdo
da tireoide. Realizada punção diagnóstica, cujo resultado citológico foi compatível com
Bethesda VI. A conduta é:
a) Observação clínica.
b) Nodulectomia.
c) Tireoidectomia parcial.
d) Tireoidectomia total.

39. Paciente com hiperparatireoidismo secundário à insuficiência renal crônica, é


dialítico há 9 anos. Apresenta dosagem de paratormônio (PTH) de 1.082pg/dL e
calcemia sérica de 11,2mg/dL. Optado por paratireoidectomia total, com ressecção de
quatro glândulas. O PTH intraoperatório mostrou queda de 68%. A decisão
intraoperatória é:
a) Encerrar a cirurgia e repetir exames de imagem em 3 a 6 meses.
b) Não fazer o autoimplante do tecido autólogo.
c) Realizar ligadura das artérias tireoidianas inferiores e superiores.
d) Exploração cirúrgica do mediastino.
40. Homem, 56a, apresentou melanoma cutâneo Breslow 3,8mm no dorso, operado
há 3 anos, com pesquisa de linfonodo sentinela negativa à época. Evoluiu com
linfonodomegalia axilar direita e, ao radiograma de tórax, apresentou nódulo suspeito
de doença metastática (M1) no lobo inferior ipsilateral. A conduta é:
a) Tratamento paliativo com quimioterapia sistêmica.
b) Linfadenectomia axilar e terapia com anticorpo monoclonal.
c) Linfadenectomia axilar e quimioterapia sistêmica.
d) Linfadenectomia axilar e segmentectomia pulmonar.

41. Homem, tabagista ativo e ex-etilista, apresenta lesão verrucosa na borda lateral
esquerda da língua, com 1cm de diâmetro. Pescoço não apresenta linfonodomegalia
palpável. Biópsia incisional confirma carcinoma epidermoide (CEC). O laudo
anatomopatológico demonstrou CEC Grau II, com 5mm de invasão profunda, margens
livres, sem invasão perineural. A conduta é:
a) Esvaziamento cervical níveis I a III.
b) Esvaziamento cervical níveis I a III e radioterapia se pN+.
c) Esvaziamento cervical níveis I a IV e radioterapia se pN+.
d) Observação clínica, pois se trata de doença T1N0.

42. Paciente se encontra no pós-operatório tardio de laringectomia total e


esvaziamento cervical bilateral com adjuvância por Carcinoma espinocelular de
laringe. Evoluiu com lesão ulcerada junto ao estoma, próxima da fúrcula esternal, à
direita. A estrutura que deve estar livre de invasão e o tratamento indicado são,
respectivamente:
a) Esôfago cervical; ressecção local com retalho.
b) Traqueia; quimioterapia.
c) Veia inominada; manubrectomia.
d) Artéria carótida comum; terapia com anticorpo monoclonal.
43. Homem, 52a, caucasoide, apresenta lesão enegrecida, suspeita, no dorso.
Indicada biopsia excisional, que mostrou melanoma Breslow 0,92mm, ulcerado, sem
áreas de regressão, com 2 mitoses por mm2. Optado por ampliação de margens e
pesquisa do linfonodo sentinela. O laudo da biopsia mostrou ausência de neoplasia na
ampliação, mas o linfonodo sentinela axilar esquerdo apresentava foco subcapsular de
melanoma, com extensão menor que 0,1mm. A conduta é.
a) Observação clínica.
b) Esvaziamento axilar níveis I a III.
c) Esvaziamento axilar níveis I a III e Ipilimumabe.
d) Esvaziamento axilar níveis I a III e Pembrolizumabe.

44. Em relação a paciente com dissecção aguda de aorta Stanford A, o que


define o diagnóstico e a necessidade de cirurgia de emergência é:
a) A origem da lesão inicial na íntima da aorta, necessitando de operação quando
esta se iniciar após a artéria subclávia esquerda.
b) O tamanho da aorta ascendente e a presença de regurgitação aórtica,
independente da presença de dor no momento.
c) A impossibilidade de tratamento endovascular após o adequado controle da dor.
d) O local de origem da lesão inicial na íntima da aorta e tempo de início de
sintomas.

45. Em relação ao uso de enxertos arteriais em cirurgia de revascularização do


miocárdio, é correto afirmar:
a) Artéria torácica interna esquerda, ramo direto do tronco braquiocefálico, possui
patência superior aos enxertos venosos.
b) A artéria torácica interna direita não deve ser utilizada em cirurgias de
revascularização do miocárdio por ser ramo direto da artéria subclávia direita.
c) Aterosclerose importante na emergência da artéria subclávia esquerda pode
comprometer o fluxo da artéria torácica interna esquerda.
d) Enxertos de artéria radial devem ser usados preferencialmente em coronárias com
lesões ateroscleróticas moderadas ou menos críticas.
46. Sobre anatomia cirúrgica do coração, é correto afirmar:
a) O seio coronário responsável pela drenagem venosa do coração drena seu fluxo
para óstio localizado no átrio esquerdo.
b) O tecido correspondente ao nó sinusal se localiza na junção da veia cava superior
com o átrio direito.
c) As paredes do ventrículo direito são geralmente menos espessas que do
ventrículo esquerdo, por isso necessitam apenas da irrigação de um ramo
coronário, geralmente da artéria interventricular anterior.
d) A valva átrio ventricular esquerda possui três cúspides assim chamadas: septal,
anterolateral e posteromedial.

47. Mulher, 59a, internada há 5 dias, devido a Infarto Agudo do Miocárdio em parede
inferior tendo sido submetida a trombólise química após 10 horas do início da dor.
Apresenta atualmente queixa de desconforto respiratório. Exame clínico: PA=
90X60mmHg; FC= 100bpm. Presença de sopro cardíaco holossistólico mais audível
em linha hemiclavicular esquerda, no décimo espaço intercostal, com migração para
axila. Estertores pulmonares bilaterais até campo médio. Qual é o provável
diagnóstico?
a) Tromboembolismo pulmonar.
b) Comunicação interventricular.
c) Aneurisma de ventrículo esquerdo.
d) Insuficiência mitral aguda.

48. Homem, 82a, se encontra no segundo dia de pós-operatório de troca de valva


aórtica por prótese biológica; apresenta bloqueio atrioventricular total (BAVT) desde o
término da cirurgia. O ideal a ser feito em breve para este paciente é:
a) Realizar cineangiocoronariografia para descartar causa isquêmica como origem
do BAVT.
b) Programar implante de marcapasso definitivo para o próximo dia após ECGs
seriados mostrarem a manutenção do bloqueio.
c) Corrigir distúrbios hidroeletrolíticos e programar o implante de marcapasso
definitivo para o próximo dia, caso o BAVT se mantenha.
d) Manter suporte com marcapasso provisório e programar implante do definitivo
após uma semana, caso o BAVT permaneça.
49. A complicação mais frequente no pós-operatório imediato de Transplante
cardíaco é:
a) Disfunção ventricular direita.
b) Rejeição hiperaguda.
c) Doença vascular do enxerto.
d) Desproporção anatômica entre vasos e câmaras do enxerto e do receptor.

50. Homem, 67a, dá entrada no Pronto Socorro relatando dor de início súbito em
membro inferior direito, com evolução para dor intolerável que o obrigou a procurar o
hospital. Antecedentes Pessoais: infarto agudo do miocárdio há 3 anos, arritmia
cardíaca em controle com uso de amiodarona. Exame Físico: FC= 138bpm; PA=
140X85mmHg. Corado, hidratado, facies de dor. Ausculta cardíaca: arritmia arrítmica.
Presença de pulso femoral esquerdo e distais; ausência do pulso femoral direito e
distais. Membro inferior direito pálido e frio com diminuição da sensibilidade; ausência
de motricidade dos artelhos. A conduta é:
a) Enfaixamento com algodão ortopédico e iniciar Alteplase endovenosa
imediatamente.
b) Ultrassonografia Doppler de abdome e membro inferior direito para diagnóstico
etiológico.
c) Introduzir heparina e amiodarona endovenosas e promover cardioversão elétrica
imediata.
d) Colher exames pré-operatórios e encaminhar o paciente para embolectomia
cirúrgica.

51. De maneira geral dá-se preferência ao tratamento minimamente invasivo por


angioplastia nos casos de obstrução arterial crônica, com exceção da doença na
bifurcação carotídea, onde a cirurgia aberta é a primeira escolha. Qual é o motivo
desta opção?
a) Maior custo dos procedimentos endovasculares quando comparados à cirurgia
aberta.
b) Maior risco de isquemia cerebral por ateroembolismo durante os procedimentos
endovasculares.
c) Necessidade de controle rigoroso da pressão arterial e frequência cardíaca após
os procedimentos endovasculares.
d) Necessidade de anestesia geral e monitorização da função cerebral com Doppler
transcraniano durante procedimentos endovasculares.
52. Qual é a complicação tardia mais comum da correção por cirurgia aberta dos
aneurismas de aorta abdominal?
a) Hérnia incisional.
b) Pseudoaneurisma anastomótico.
c) Trombose de ramo da prótese.
d) Fístula prótese-duodenal.

53. Qual critério anatômico do colo proximal é imprescindível para que seja
possível a correção do aneurisma de aorta abdominal com endopróteses
convencionais pela técnica endovascular?
a) Calibre maior que 30mm.
b) Presença de trombos em menos de 50% do perímetro.
c) Angulação maior que 80 graus.
d) Comprimento maior que 15mm.

54. Homem, 65a, procura atendimento médico devido a apresentar lesão necrótica em
quinto pododáctilo do pé esquerdo, associada a dor em repouso. Relata ainda que
apresentava anteriormente claudicação intermitente na panturrilha esquerda para
deambular 200 metros. Exame físico: presença do pulso femoral esquerdo e ausência
dos pulsos poplíteo e distais. Membro inferior direito apresenta pulsos pedioso e tibial
posterior. Qual artéria está obstruída e qual exame deve ser solicitado para a
programação cirúrgica?
a) Artéria ilíaca externa; angiotomografia de aorta e membros inferiores.
b) Artérias tibial anterior e posterior; índice tornozelo-braço com o Doppler.
c) Artéria femoral superficial; arteriografia do membro inferior esquerdo.
d) Bifurcação da aorta; angioressonância magnética de aorta e membros inferiores.
55. Homem, 76a, é internado para tratamento de uma lesão necrótica extensa em
dorso do pé esquerdo. Antecedentes Pessoais: Tabagismo 50 maços/ano,
insuficiência cardíaca congestiva em uso de captopril, carvedilol e furosemida. Exame
Físico: Emagrecido (IMC= 18kg/m2), ictus cardíaco desviado para esquerda, fígado
palpável a 3cm do rebordo costal, edema dos membros inferiores, ausência de pulso
palpável em aorta abdominal ao nível da cicatriz umbilical e distalmente. Exames
laboratoriais: Hb= 10g/dL; Leucograma= 12.300/mm3; K= 4,6mEq/L; RNI= 1,8;
Creatinina= 2,5mg/dL. Levando-se em consideração o padrão de obstrução
arterial e as comorbidades, qual é o procedimento cirúrgico indicado?
a) Enxerto axilo-bifemoral com prótese de Dacron®.
b) Enxerto aorto-bifemoral com prótese de Dacron®.
c) Enxerto aorto-bifemoral com duplicação de veia safena interna.
d) Correção endovascular com criação de neobifurcação com stents.

56. Homem, 23a, é vítima de ferimento por projétil de arma de fogo. Apresenta orifício
de entrada na parede abdominal anterior, em hipocôndrio direito, e orifício de saída em
região lombar direita. Durante o procedimento cirúrgico foi realizada mobilização e
rotação medial do cólon direito, duodeno e cabeça do pâncreas para exploração do
retroperitôneo. Esta manobra é conhecida como:
a) Mattox.
b) Pringle.
c) Cattell Braasch.
d) Whipple.

57. Motociclista, 27a, colide em alta velocidade em anteparo fixo. É atendida pelo
SAMU com queixa de dor intensa no quadril e trazida ao Centro de Referência. Exame
Físico: PA= 70x45mmHg; FC= 132bpm; FR= 24 irpm; Escala de Coma de Glasgow=
14; Oximetria de Pulso= 99% em máscara com 13L/min. Pulmão/Precórdio: sem
alterações. Abdome: plano, normotenso, dor a palpação profunda. Pelve: imobilizado
com lençol. FAST (Focused Assessment Sonography for Trauma): presença de
imagem anecóica, laminar, em espaço esplenorrenal. A próxima conduta é:
a) Hidratação vigorosa com solução cristaloide e laparatomia exploradora.
b) Protocolo de transfusão maciça e reanimação hipotensiva.
c) Iniciar droga vasoativa em acesso venoso central e internação na UTI.
d) Tomografia computadorizada com contraste e tratamento não operatório.
58. Homem, 22a, apresentou ferimento por projétil de arma de fogo transfixante em
região toracoabdominal, à direita. Devido a instabilidade hemodinâmica e exame físico
abdominal com irritação peritoneal, foi indicada laparatomia exploradora. Achados:
uma lesão transfixante do fígado nos segmentos III e IV, que apresentava com
hemorragia ativa pelos dois orifícios (entrada e saída). A conduta é:
a) Locar o segmento esofágico do Balão de Sengstaken-Blakemore no interior da
lesão e manter insuflado.
b) Introduzir hemostáticos tópicos nos orifícios e realizar drenagem da lesão com
sistema fechado.
c) Introduzir hemostáticos tópicos no trajeto e realizar drenagem da lesão com dreno
laminar.
d) Posicionar dreno à vácuo no trajeto após suturar os orifícios de entrada e saída da
lesão.

59. Um paciente com traumatismo abdominal fechado foi submetido à laparotomia


exploradora devido à instabilidade hemodinâmica, com resposta insatisfatória
mediante reanimação volêmica. Focused Assessment Sonography for Trauma (FAST):
presença de imagem anecoica nos espaços hepatorrenal, esplenorrenal e perivesical.
Na abertura da cavidade peritoneal há evidência de volumoso hemoperitôneo. A
introdução de compressas inicia-se em:
a) Hipocôndrio esquerdo.
b) Hipocôndrio direito.
c) Fundo do saco peritoneal.
d) Mesogástrio.

60. Em relação ao Protocolo de Morte Encefálica é correto afirmar:


a) A Declaração de óbito é preenchida após o término do primeiro exame clínico.
b) Inicia-se 6 horas após suspensão da sedação e analgesia, independente das
medicações utilizadas.
c) O exame complementar deve afirmar de forma inequívoca a ausência de atividade
metabólica cerebral.
d) No Teste de apneia utiliza-se por no mínimo 10 minutos FiO2 de 100%, para atingir
PaO2 igual a 100mmHg.
61. Mulher 29a, vítima de acidente doméstico com água fervente, dá entrada no
Pronto Socorro. Exame Físico: PA= 105x78mmHg; FC= 98bpm; FR= 18irpm;
Oximetria de pulso= 100% em ar ambiente. Membros superiores: queimadura de 2o
grau em faces extensores das mãos e antebraços, e faces anteriores dos braços.
Tórax: queimadura de 2o grau em toda a face anterior. Assinale a afirmativa correta:
a) O cálculo da reanimação volêmica é 2ml de solução fisiológica x peso (kg) x área
queimada.
b) A paciente apresenta critérios para ser transferida para um Centro Especializado
em Queimaduras.
c) Devem ser administrados antibióticos de amplo espectro e realizadas
escarotomias preventivas.
d) Não há necessidade de avaliar a imunização antitetânica, devido ao agente ser
calor.

62. Em relação aos ferimentos por projétil de arma de fogo, é correto afirmar:
a) O tombamento ou guinada do projétil aumenta a área da lesão.
b) As lesões são maiores quanto mais pontiagudos o projétil.
c) A abrangência da lesão independe da velocidade do projétil.
d) O orifício de entrada é maior que o orifício de saída.

63. Quanto às infecções do trato urinário em mulheres após a menopausa, é correto


afirmar:
a) A bacteriúria assintomática, em virtude da depressão natural do sistema imune
decorrente da hipoestrogenia, deve ser tratada com antibióticos pelo risco de
progressão para infecção clinicamente relevante.
b) O tratamento da cistite aguda sintomática deve ser mais prolongado do que nas
mulheres no menacme pelo maior risco de complicações.
c) Em mulheres idosas institucionalizadas, o cateterismo vesical e o
comprometimento cognitivo são fatores de risco associados com o surgimento de
infecções do trato urinário.
d) O emprego de estrógenos, especialmente por via vaginal, associa-se com
aumento da recorrência das infecções urinárias em decorrência da alteração que
induzem na flora bacteriana vaginal.
64. Mulher, 50a, apresenta infecções urinárias recorrentes e dor lombar esquerda. É
diabética e hipertensa, bem controlada com medicaçāo. Foi solicitada ultrassonografia
de abdome total, que demonstrou um cálculo de 2,5cm de diâmetro no polo inferior do
rim esquerdo, sem hidronefrose. Tomografia computadorizada de abdome, sem
contraste: cálculo no cálice inferior posterior, com 1100 Unidades Hounsfield, com
distância da pele ao cálculo de 8cm, sem hidronefrose e com bom parênquima renal.
Qual é a conduta definitiva?
a) Litotripsia extracorpórea, com prévia colocaçāo de cateter duplo “J”.
b) Nefrolitotripsia percutânea.
c) Ureteroscopia flexível e fragmentaçāo do cálculo com laser.
d) Nefrolitotomia radial por videolaparoscopia.

65. Em relação à avaliação da hematúria em adultos, assinale a afirmativa


correta:
a) A avaliação mínima essencial é composta por anamnese, exame físico, exame de
rotina de urina, cultura de urina e exame de imagem do trato urinário superior.
b) A cistoscopia é recomendada para a avaliação de hematúria microscópica
assintomática em todos pacientes.
c) A ressonância magnética nuclear é a modalidade de exame de imagem padrão-
ouro para avaliação de tumorações na pelve renal.
d) O exame citológico da urina não é indicado na avaliação inicial da hematúria
microscópica assintomática.

66. Sobre o emprego da Tomografia Computadorizada (TC) em Urologia, é


correto afirmar:
a) É pouco sensível e específica para o diagnóstico do carcinoma urotelial do trato
superior, seja localizado na pelve renal ou no ureter.
b) É um excelente exame de imagem para avaliar o rim, o sistema coletor do trato
superior, mas não avalia adequadamente o ureter devido peristaltismo ureteral.
c) Uma massa renal que, após a administração de contraste intravenoso, aumenta
mais de 15 a 20 unidades Hounsfield é, provavelmente, uma neoplasia.
d) Quaisquer cálculos urinários podem ser visíveis na TC de abdome e pelve sem
contraste, incluindo os cálculos de ácido úrico e de indinavir.
67. No trauma raquimedular, após a fase de choque medular, em relação às
consequências urológicas, pode se afirmar que:
a) Pacientes com lesões completas entre os níveis T6 e S2 geralmente exibem
ausência de sensação e contrações involuntárias da bexiga.
b) Pacientes com lesões acima do nível T6 apresentam, mais frequentemente,
incontinência por transbordamento.
c) Pacientes com trauma da raiz nervosa ou lesão abaixo do nível S2 tipicamente
manifestam contrações detrusoras da bexiga na fase de enchimento.
d) Nos pacientes com lesões cervicais, o achado mais característico é o detrusor
arreflexo.

68. Quanto aos sintomas e tratamentos de LUTS (Lower Urinary Tract


Symptoms) decorrentes da hiperplasia prostática benigna (HPB), assinale a
alternativa correta:
a) A testosterona não é necessária para o desenvolvimento da hiperplasia prostática.
b) A combinação de um antagonista alfa-adrenérgico e um inibidor da 5-redutase
não previne a progressão dos sintomas de HPB
c) Alfa-bloqueadores são drogas com bom efeito em próstatas pequenas e
obstruídas pelo lobo mediano.
d) No estudo urodinâmico, não é possível determinar com exatidão a coexistência de
obstrução prostática em pacientes com detrusor hipoativo.

69. Quais destes achados perinatais se correlacionam com melhor prognóstico


em crianças com Válvula de Uretra Posterior?
a) Nadir de creatinina sérica maior ou igual a 1mg/dL no primeiro ano de vida.
b) Refluxo vesicoureteral unilateral associado a displasia renal ipsilateral.
c) Hiperecogenicidade do parênquima renal na ultrassonografia.
d) Ultrassonografia fetal com oligohidrâmnio.

70. Criança do sexo masculino, 25 dias de vida, chega ao Pronto Socorro com vômitos
leitosos, irritabilidade, baixo ganho ponderal, desidratado. Gasometria: acidose
metabólica hiponatrêmica e hipercalêmica. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
a) Refluxo gastroesofágico.
b) Estenose hipertrófica do piloro.
c) Sepse.
d) Hiperplasia adrenal congênita.
71. Criança, 6a, portador de mielomeningocele, paraplégica, apresenta incontinência
urinária, fecal e infecção urinária de repetição, mesmo em uso de antibiótico profilático
e cateterismo intermitente limpo. Cintilografia renal: função tubular do rim direito de
26%. Uretrocistografia miccional: bexiga pequena, de esforço e refluxo de alto grau a
direita. Qual é a conduta?
a) Reimplante ureteral.
b) Ureterostomia.
c) Vesicostomia.
d) Mitrofanoff.

72. Em relação à hérnia diafragmática de Bochdaleck, é correto afirmar:


a) O acesso videocirúrgico está contraindicado.
b) O índice Pulmão/Cabeça maior que 1 tem melhor prognóstico.
c) O fígado herniado apresenta melhor prognóstico.
d) Maioria dos neonatos é assintomática nas primeiras 48 horas.

73. Qual é o benefício comprovado da correção intrauterina da


mielomeningocele?
a) Menor necessidade de derivação ventriculoperitoneal.
b) Melhora da continência urinária e da bexiga neurogênica.
c) Menor incidência de medula presa.
d) Melhora da continência fecal.

74. Lactente, masculino, assintomático, apresenta-se com abaulamento em


hemiabdome esquerdo. Palpa-se uma “massa” fixa e indolor em flanco esquerdo. É
correto afirmar:
a) Ressonância magnética nuclear é o exame de escolha.
b) Tumor de Wilms é o diagnóstico mais comum.
c) Ultrassonografia não é um exame adequado.
d) Hidronefrose é a principal hipótese diagnóstica.
75. Homem, 64a, fumante (40 anos/maço), é portador de adenocarcinoma (T1N0M0)
no segmento apicoposterior do Lobo Superior Esquerdo (LSE). Apresenta dispneia
aos grandes esforços e FEV1= 1,0litro. Radiograma de tórax com acentuada
hiperinsuflação pulmonar. Assinale a afirmativa INCORRETA:
a) Perda funcional de uma lobectomia superior é geralmente menos expressiva nos
pacientes com enfisema.
b) Está indicada a radioterapia estereotáxica.
c) Ressecções sublobares devem ser consideradas.
d) No enfisema avançado a lobectomia superior pode aumentar a função ventilatória
pela redução do volume pulmonar.

76. A melhor maneira de prevenir a ocorrência de empiema pós-ressecção pulmonar é


a imediata ocupação do espaço pleural. Em um paciente no pós-operatório de
bilobectomia média e inferior direita, qual é a melhor maneira de adequar a
relação entre o tamanho da cavidade pleural e a dimensão do lobo
remanescente?
a) Anestesia frênica com anestésico de longa duração.
b) Toracoplastia.
c) Pneumoperitonêo.
d) Plicatura diafragmática.

77. Mulher, 50a, apresenta dispneia aos esforços e que se acentua com o decúbito
horizontal. Sem outras queixas. Tomografia computadorizada: massa heterogênea no
mediastino anterior, aumentando a distância entre a traqueia e o esôfago. Qual é a
principal hipótese diagnóstica?
a) Linfoma.
b) Adenoma de paratireoide.
c) Timoma.
d) Bócio mergulhante.
78. Em relação à técnica cirúrgica nas ressecções traqueais, assinale a
afirmativa INCORRETA:
a) O doente deve permanecer rotineiramente intubado por 48 horas ao término da
cirurgia.
b) A maioria das estenoses pós-intubação é tratada por cervicotomia.
c) A desvitalização traqueal por dissecção ou eletrocoagulação excessiva é
problema técnico mais comum e grave.
d) O abaixamento da laringe é o último recurso para reduzir a tensão da
anastomose.

79. Quanto à estenose laringotraqueal, assinale a afirmativa correta:


a) As estenoses traqueais são de correção mais complexa.
b) Quanto mais precoce a indicação cirúrgica, pior o resultado.
c) É frequente a presença de infecção traqueobrônquica.
d) A minoria das estenoses pós-intubação são dilatáveis.

80. Em relação às metástases pulmonares, assinale a alternativa correta:


a) A concomitância ou antecedente de metástase hepática não exclui a indicação
cirúrgica em metástase pulmonar de carcinoma de cólon.
b) O intervalo livre entre o tumor primário e o surgimento de metástase não tem valor
prognóstico em osteossarcoma.
c) A expectativa de sobrevida em 5 anos é próximo de zero em pacientes com mais
de quatro metástases pulmonares de carcinoma de cólon.
d) O câncer de mama é a origem mais frequente das metástases por via
hematogênica.
INSCRIÇÃO ESCOLA SALA LUGAR NA
SALA

NOME ASSINATURA DO CANDIDATO

ESPECIALIDADES CLÍNICAS

Instruções para a realização da prova


 Esta prova é composta de 80 questões de múltipla escolha. Para cada questão, há 4 alternativas, devendo
ser marcada apenas uma.

 Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.

 Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.

 Não deixe nenhuma das questões em branco na folha de respostas.

 A duração total da prova é de 5 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.

 Você somente poderá deixar a sala após 2h30min do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).

RESIDÊNCIA MÉDICA 2019 – 1ª FASE


ESPECIALIDADES CLÍNICAS

CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO


1 11 21 31 41 51 61 71
2 12 22 32 42 52 62 72
3 13 23 33 43 53 63 73
4 14 24 34 44 54 64 74
5 15 25 35 45 55 65 75
6 16 26 36 46 56 66 76
7 17 27 37 47 57 67 77
8 18 28 38 48 58 68 78
9 19 29 39 49 59 69 79
10 20 30 40 50 60 70 80

DECLARAÇÃO DE PRESENÇA

Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.

Nome: Documento:

Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
Lista de abreviaturas

AESP: atividade elétrica sem pulso


AVCi: Acidente vascular cerebral isquêmico
B.A.A.R.: bacilo álcool-ácido resistente
BE: excesso de bases
Bpm: batidas por minuto
BT: bilirrubina total
Cai: cálcio iônico
CK: creatinaquinase
CKMB: creatinaquinase fração MB
CPAP: pressão positiva contínua em vias aéreas
Cr: creatinina
CO: monóxido de carbono
CVF: capacidade vital forçada
DM2: diabetes mellitus tipo 2
ECG: eletrocardiograma
IAM: infarto agudo do miocárdio
IMC: índice de massa corpórea
Irpm: incursões respiratórias por minuto
FAN: fator anti-núcleo
FAV: fístula arteriovenosa
FC: frequência cardíaca
FiO2: fração inspirada de oxigênio
FR: frequência respiratória
Hb: hemoglobina
HCO3: bicarbonato de sódio
HCM: hemoglobina corpuscular média
HD: hemodiálise
Ht: hematócrito
Hz: Hertz
IV: intravenoso
K: potássio
LDH: lactato desidrogenase
mmHg: milímetros de mercúrio
Na: sódio
PaCO2= pressão parcial de gás carbônico
PA: pressão arterial
PaO2: pressão parcial de oxigênio
Pplatô: pressão de platô
PEEP: pressão positiva no final da expiração
Pi: fósforo inorgânico
PCR: proteína C reativa
PSA: antígeno prostático específico
PSAP: pressão sistólica estimada da artéria pulmonar
RM: ressonância nuclear magnética
RNI: relação normatizada internacional
SaO2: saturação arterial de oxigênio
SARA: síndrome da angústia respiratória aguda
SC: subcutâneo
SpO2: saturação periférica de oxigênio
T: temperatura
TC: tomografia computadorizada
TSH: hormônio tireoestimulante
T4: tiroxina
U: ureia
UBS: Unidade Básica de Saúde
UER: Unidade de Emergência Referenciada
UPA: Unidade de Pronto Atendimento
UTI: Unidade de Terapia Intensiva
USG: ultrassom
VC: Volume corrente
VCM: volume corpuscular médio
VEF1: volume expiratório forçado no primeiro segundo
VHS: velocidade de hemossedimentação
VO: via oral
VALORES DE REFERÊNCIA


Hemograma
Hb Homem 13-17g/dL; Mulher 12-16g/dL
Hematócrito (Ht) Homem 41-53%; Mulher 36-46%
VCM 78-100fL
HCM 26-34g/L
Eritrócitos Homem 4,5-5,9 milhões/mm3; Mulher 4,0-5,2 milhões/mm3
Leucócitos 4,0-10,0 mil/mm3 (neutrófilos 40-70%; bastões 0-10%; linfócitos
22-44%; monócitos 4-11%; eosinófilos 0-8%; basófilos 0-3%)
Reticulócitos 0,5 – 2,5%
Plaquetas 150 a 450 mil/mm3

Análise de Urina
Densidade 1001-1035
pH 5,0 a 7,5
Proteínas ausente
Glicose ausente
Corpos cetônicos ausente
Pigmentos biliares ausentes
Urobilinogênio Inferior a 1,0mg/dL
Nitrito ausente
Hemoglobina ausente
Osmolaridade 250-300 mOsm
Células negativas
Cristais negativos
Cilindros negativos
Leucócitos Inferior a 10.000/mL
Hemácias Inferior a 10.000/mL
Proteína urina 24 h <150 mg/24h
Sódio 40 a 220 mEq/24h
Relação albumina/creatinina < 30 mg/g
Ácido Úrico 2,5-8,0 mg/dL LDH Inferior a 246 U/L

Amilase 22 a 80 U/L Lipase inferior a 67 U/L

Albumina 3,5-5,5 g/dl Magnésio 1,8 a 3,1 mg/dl

Paratormônio

ALT / TGP <35 U/L (PTH) 10 a 65 pg/ml

Anti-DNA Negativo PTH-rP <1,35 pMol/l

AST / TGO <35 U/L Potássio 3,5 a 5,1 mEq/L

Bilirrubinas 0,3-1,0 mg/dL R Inferior a 1,1

Bilirrubina Direta 0,1-0,5 mg/dL RNI Inferior a 1,2

Bilirrubina Inireta 0,1-0,7 mg/dL Sódio 135 a 145 mEq/L

C3 0,8-1,8 mg/dL T4 livre 0,7–1,8 ng/dL

C4 0,2-0,6 mg/dL T3 70–200 ng/dL

Calcio 8,0 a 10,2 mg/dl TSH 0,4 a 6,0 U/mL

Calcio iônico 1,15 a 1,29 TP 10-14 segundos


mmol/L
70 a 100%

Creatinofosfoquina < 170 U/L TTP-a 25-36 segundos


se CK

CK- MB < 25 U/L Ureia Inferior a 40 mg/dl

Cloro 98-106 mEq/L Vitamina B12 160-700 ng/L

Creatinina Inferior a 1,2 VHS Homem < 10 mm/1h;


mg/dl mulher < 15 mm/1h

FALC 30-120 U/L

Ferritina 10-300 ng/mL Gasometria Arterial

Ferro sérico 30-160 Lg/dL pH 7,35-7,45

Fibrinogênio 150-370 mg/dl PaO2 83-108 mm Hg

Folato 3.0-16.0 µg/L PaCO2 35-45 mm Hg

Fósforo 2,7 a 4,6 mg/dl Bicarbonato 21-28 mMol/L

GGT Inferior a 45 U/L Base excess -3 a +3 mMol/L

Lactato 0,5 a 1,6 mmol/L SatO2 >95%


1. Homem, 63a, internado há 3 dias para tratamento de pneumonia comunitária.
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e insuficiência cardíaca com fração de
ejeção reduzida secundária a miocardiopatia isquêmica. Na entrada apresentava K=
5,2 mEq/L. Exames de hoje evidenciam K= 6,2 mEq/L. QUAIS MEDICAMENTOS
QUE CONSTAM NA PRESCRIÇÃO ESTÃO ASSOCIADOS À HIPERCALEMIA?
a. AAS, levofloxacino e espironolactona.
b. Espironolactona, heparina e enalapril.
c. AAS, espironolactona e enalapril.
d. Levofloxacino, enalapril e heparina.

2. Mulher, 22a, internada há 2 dias para tratamento de cetoacidose diabética,


desencadeada por infecção do trato urinário e omissão do uso de insulina. Encontra-
se lúcida, queixando-se apenas de disúria. Em uso de insulina regular em bomba de
infusão intravenosa contínua, soro fisiológico e soro glicosado 5%. Exames
laboratoriais: pH= 7,33, Bicarbonato= 19 mEq/L, Ânion gap= 10; Glicemia capilar=
196 mg/dL e K= 4,3 mEq/L. A CONDUTA É ADMINISTRAR:
a. insulina regular subcutânea e desligar a bomba de insulina imediatamente.
b. insulina NPH subcutânea e desligar a bomba de insulina imediatamente.
c. insulina regular subcutânea e desligar a bomba de insulina após 1 hora.
d. insulina NPH subcutânea e desligar a bomba de insulina após 1 hora.

3. Mulher, 44a, com história de cefaleia, febre e alteração de comportamento


(desinibição) há 3 dias. Apresentou crise convulsiva tônico-clônica generalizada
autolimitada na Unidade de Emergência, com duração de 45 segundos. Sinais vitais:
T=38,2˚C; FC= 101 bpm; PA=105x61 mmHg. Exame físico: escala de coma de
Glasgow= 13, presença de rigidez nucal. Não tem doenças prévias. ALÉM DA
COLETA DE HEMOCULTURAS E INTRODUÇÃO DE CEFTRIAXONE, A
CONDUTA IMEDIATA É:
a. Fenitoína, dexametasona e coleta de líquor.
b. Fenitoína, ampicilina e tomografia de crânio.
c. Aciclovir, dexametasona e tomografia de crânio.
d. Aciclovir, ampicilina e coleta de liquor.
4. Mulher, 59a, tabagista de 40 cigarros/dia há 30 anos, sendo o primeiro logo ao
acordar. Vem em consulta com o objetivo de parar de fumar, após 2 tentativas
malsucedidas. Antecedentes pessoais: epilepsia e hipertensão arterial de difícil
controle. A TERAPIA MEDICAMENTOSA INDICADA É:
a. Clonidina.
b. Amitriptilina.
c. Bupropiona.
d. Vareniclina.

5. Homem, 78a, 80kg, relata há 40 minutos dor torácica em aperto, com irradiação
para os dois braços e intensidade crescente, associada a dispneia e náuseas. Já
teve episódios semelhantes em repouso, com menor duração. Sinais vitais: FC= 84
bpm, FR= 19 irpm, PA= 144x90 mmHg (membro superior direito), 138x88 mmHg
(membro superior esquerdo), T= 36,8ºC e SpO2= 97%. Exame físico: ausculta
cardíaca sem sopros, bulhas normofonéticas, ausculta pulmonar normal; sem
edemas ou estase jugular. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de
amlodipino. Realizado AAS 300mg, clopidogrel 75 mg, atorvastatina 80 mg, atenolol
25 mg e morfina 3 mg. O eletrocardiograma (ECG) é mostrado abaixo. As derivações
V7, V8, V3R e V4R não evidenciaram alterações. A CONDUTA É:

a. Enoxaparina 80 mg e ecocardiograma com estresse farmacológico.


b. Enoxaparina 80 mg e angiografia coronariana.
c. Enoxaparina 60 mg e angiografia coronariana.
d. Enoxaparina 60 mg e ecocardiograma com estresse farmacológico.
6. Mulher, 71a, queixa-se de tosse seca há 2 anos e dispneia há 1 ano, com
intolerância progressiva aos esforços. Sinais vitais: FC= 88 bpm, FR= 22 irpm, PA=
152x92 mmHg, SpO2= 92% em ar ambiente. Exame físico: hiperfonese da segunda
bulha em foco pulmonar, estertores inspiratórios distribuídos difusamente na ausculta
do tórax, discreto edema simétrico de membros inferiores e estase jugular a 45º.
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial e tabagismo de 40 anos-maço. Exames
complementares: radiografia de tórax com redução volumétrica pulmonar e
opacidade heterogênea bilateral com predomínio nas bases; eletrocardiograma com
bloqueio de ramo direito e onda S profunda em V5 e V6. QUAL A HIPÓTESE
DIAGNÓSTICA E A CONDUTA?
a. Doença pulmonar obstrutiva crônica; espirometria com broncodilatador.
b. Insuficiência cardíaca congestiva; ecocardiograma.
c. Tromboembolismo pulmonar; angiotomografia de tórax.
d. Doença intersticial pulmonar; tomografia de tórax de alta resolução.

7. Homem, 68a, trazido pela família à unidade de emergência por letargia e confusão
mental há 1 dia. Na última semana vinha apresentando poliúria, polidipsia,
inapetência e constipação intestinal. Sinais vitais: FC= 104 bpm, FR= 20 irpm, T=
36,2ºC, PA= 118x72 mmHg, SpO2= 96% em ar ambiente. Exame físico: sinais de
desnutrição, mucosas e axilas secas; sonolento e desorientado em relação ao tempo
e ao espaço, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits motores focais ou
sinais meníngeos. Antecedentes pessoais: tabagismo de 60 anos-maço e carcinoma
pulmonar de células escamosas, estádio IV, em quimioterapia paliativa. QUAL A
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA?
a. Metástase cerebral.
b. Hipercalcemia maligna.
c. Meningoencefalite viral.
d. Estado de mal não-convulsivo.
8. Mulher, 25a, é trazida à unidade de emergência em coma, em ventilação
mecânica após ser submetida à intubação orotraqueal em sua casa pelo atendimento
pré-hospitalar, tendo recebido fentanil e midazolam em bolus. Marido relata que ela
tratou rinossinusite há 1 semana, mas não tem doenças crônicas. Sinais Vitais: FC=
112 bpm, PA= 148x96 mmHg, FR= 32 irpm T= 37,2°C, SpO2= 99% (FiO2 40%).
Exame físico: pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais.
Exames laboratoriais: glicemia capilar= 104 mg/dl, cloreto= 99 mEq/L, Na= 135
mEq/L, K= 4,8 mEq/L, uréia= 39 mg/dl, creatinina= 1,2mg/dL; osmolalidade= 356
mOsm/kg; lactato= 1,9mmol/L; gasometria arterial com FiO2=40%, pH= 7,10, PaO2=
174 mmHg, PaCO2= 21 mmHg, HCO3= 9 mEq/L, BE= -6 mEq/L, SaO2= 99%; exame
sumário de urina sem alterações; ECG: taquicardia sinusal; tomografia de crânio
normal. A CONDUTA É:
a. Soro fisiológico, dexametasona, ceftriaxone e coleta de hemoculturas.
b. Coleta de liquor e ressonância nuclear magnética do crânio.
c. Ácido folínico, bicarbonato de sódio e álcool etílico.
d. Fenitoína, eletroencefalograma e dosagem de CK.

9. Homem, 24a, sofreu parada cardiorrespiratória (PCR) em domicílio e foi


reanimado por 15 minutos por familiares e 25 minutos pela equipe de atendimento
pré-hospitalar. O ritmo cardíaco da PCR foi AESP. Foi admitido na Unidade de
Emergência há 4 horas e na UTI há 2 horas. Exame físico: pupilas midriáticas e fixas,
ausência de todos os reflexos de tronco, ausência de resposta motora à dor. Sinais
vitais: T= 35,3˚C; FC= 124 bpm; PA= 90x52 mmHg; à investigação, apresenta TC de
crânio com edema cerebral difuso. ANTES DE INICIAR O PROTOCOLO DE MORTE
ENCEFÁLICA DEVE-SE:
a. Observar por 24 horas, manter temperatura >36˚C e PA sistólica ≥100 mmHg.
b. Observar por 18 horas, manter temperatura >35˚C e PA média ≥65 mmHg.
c. Observar por 24 horas, manter temperatura > 35˚C e PA sistólica ≥100 mmHg.
d. Observar por 18 horas, manter temperatura >36˚C e PA média ≥65 mmHg.
10. Homem, 38a, encontra-se no terceiro dia após uma cirurgia bariátrica realizada
sem intercorrências. Apresenta redução progressiva na diurese (395 mL nas últimas
24h, cor acastanhada e com grumos). Usou analgésico e cefalotina no pós-
operatório. Sinais vitais: PA= 130 x 82 mmHg, FC= 72 bpm. Exame físico: hidratado,
corado, exame do abdome normal. Exames complementares: creatinina= 3,0 mg/dL;
ureia= 72 mg/dL; K= 5,8 mEq/L. Exame sumário de urina: densidade 1.020;
hemoglobina ++++/4; hemácias e leucócitos 3 células/campo; proteínas +/4. O
DIAGNÓSTICO DA LESÃO RENAL AGUDA E A CONDUTA SÃO:
a. Rabdomiólise, expandir volemia.
b. Nefrotoxicidade, suspender medicamentos.
c. Obstrução dos rins, trocar sonda vesical.
d. Infecção urinária, prescrever antibiótico empírico.

11. Homem, 39a, apresentou episódio de cólica renal por cálculo único de 2 mm em
ureter distal direito, visualizado por tomografia computadorizada. Tem história familiar
de litíase e este é o seu terceiro episódio de cólica renal em 2 anos. Houve controle
dos sintomas com o tratamento clínico oferecido na Unidade de Emergência. No
momento, creatinina sérica e exame físico são normais. NA ALTA, O TRATAMENTO
DEVERÁ INCLUIR:
a. Aumentar a ingestão de água, analgésico e remover cálculo por endoscopia.
b. Prescrever alfa-bloqueador, anti-inflamatório e fazer investigação metabólica.
c. Prescrever diurético tiazídico, citrato de potássio e encaminhar ao urologista.
d. Reduzir a ingestão de cálcio, anti-inflamatório e remover cálculo por litotripsia.

12. Mulher, 54a, queixa-se de queimação no estômago há 3 meses, iniciada pouco


após o falecimento de seu marido. Nega disfagia ou história familiar de neoplasia
gástrica. Sinais vitais: PA= 135x67 mmHg; FC= 76 bpm; FR= 12 irmp, SpO2= 98%
em ar ambiente. Peso = 67kg e altura 1,66m. Exame físico: bom estado geral, sem
sinais de desnutrição. A CONDUTA É REALIZAR:
a. Teste terapêutico com inibidor de bomba de prótons.
b. Psicoterapia.
c. Endoscopia digestiva alta.
d. Ultrassom abdominal.
13. Mulher, 54a, procura Unidade de Emergência com febre, dor e hiperemia em
fístula arteriovenosa nativa (FAV) em braço esquerdo. Faz hemodiálise (HD) há 10
anos devido a nefropatia diabética, sendo a última há 2 dias. Sinais vitais: T= 38,5˚C,
PA= 105x78 mmHg, FC= 92 bpm. Exame físico: ausculta pulmonar normal, peso= 60
kg (2,6 kg acima do peso seco pós-HD), presença de pústulas ao redor de orifícios
de punção da FAV, que apresenta área hiperemiada de 10x10 cm. AS CONDUTAS
SÃO:
a. Swab para culturas, antibiótico IV, ultrassonografia, e manter uso da FAV.
b. Swab para culturas, antibiótico VO, bioquímica, implantar cateter para HD.
c. Hemoculturas, antibiótico VO, bioquímica, e manter uso da FAV.
d. Hemoculturas, antibiótico IV, ultrassonografia, e implantar cateter para HD.

14. Mulher, 60a, é trazida à Unidade de Emergência por familiares após crise
convulsiva tônico-clônica. Segundo eles, realizou há 9 dias paratireoidectomia total
devido a hiperparatireoidismo grave secundário a doença renal crônica dialítica. Há 1
dia não usa as medicações prescritas após a cirurgia e queixava-se de fraqueza e
formigamento difuso antes de convulsionar. A CONDUTA É ADMINISTRAR:
a. Cálcio intravenoso.
b. Bicarbonato de sódio.
c. Vitamina D ativada.
d. Insulina e glicose.

15. Homem, 44a, admitido na Unidade de Emergência há 4 horas com diagnóstico


de sepse de foco pulmonar. Sinais vitais: FR= 25 irpm, Glasgow= 15, SpO2= 95%. Já
foram coletadas as culturas e iniciada antibioticoterapia intravenososa. Evolui com
FR= 34 irpm, Glasgow= 14, SpO2= 88%. A CONDUTA É:
a. Ventilação não invasiva com máscara oronasal.
b. Máscara de Venturi com FiO2= 40%.
c. Intubação com fentanila, etomidato e propofol.
d. Intubação com fentanila, midazolam e succinilcolina.
16. Mulher, 62a, trazida pela família à unidade de emergência após ter sido
encontrada caída no banheiro de sua casa nessa manhã. Não vinha tendo outros
sintomas anteriormente. Sinais vitais: FC= 48 bpm, FR= 22 irpm, PA= 200x120
mmHg. Exame físico: Glasgow 12, anisocoria, aparente hemiplegia de dimídio
esquerdo; ausência de sinais de traumatismo craniano; auscultas cardíaca e
pulmonar normais. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de
amlodipino, atenolol e losartana. Exames complementares: tomografia de crânio
revelou sangramento intraparenquimatoso à esquerda. Foi iniciado nitroprussiato de
sódio endovenoso e solicitada avaliação da equipe neurocirúrgica. QUAL É A META
INICIAL PARA CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL?
a. Manter PA sistólica< 160 mmHg e PA média< 110 mmHg.
b. Manter PA sistólica< 180 mmHg e PA média< 130 mmHg.
c. Reduzir 25% da PA média em 1 hora.
d. Manter os níveis pressóricos atuais.

17. Homem, 72a, internado há 5 dias para correção de uma fratura em fêmur direito.
Queixa-se de dispneia e dor torácica retroesternal em queimação há 12 horas,
intensificadas há 30 minutos. Sinais Vitais: PA= 118x78 mmHg, FC= 120 bpm, FR=
24 irpm, SpO2= 91% e T= 37,1ºC. Exame físico: ausculta cardíaca sem sopros;
ausculta pulmonar normal; sem edema em perna esquerda, perna direita imobilizada
e com tala gessada; extremidades com temperatura normal. Antecedentes pessoais:
tabagismo e hipertensão arterial, em uso de clortalidona e amlodipino. A CONDUTA
IMEDIATA É:
a. Prescrever trombólise química.
b. Introduzir dabigatrana.
c. Dosar dímero D.
d. Introduzir enoxaparina.
18. Mulher, 22a, com febre há 2 dias e astenia há 12 horas. Sinais vitais: PA= 78x54
mmHg, FR= 24 irpm, FC= 108 bpm, T= 38,7°C, SpO2= 94%. Exame físico:
propedêutica cardiopulmonar normal. Antecedentes pessoais: está em tratamento de
leucemia mieloide aguda e realizou o primeiro ciclo de quimioterapia há 9 dias.
Exames complementares: hemograma com Hb= 9,6 g/dL, leucócitos= 460/mm3 (20%
de segmentados), plaquetas= 37.000/mm3. A ANTIBIOTICOTERAPIA ADEQUADA
É:
a. Ceftriaxone.
b. Piperacilina-tazobactam.
c. Piperacilina-tazobactam e vancomicina.
d. Ceftriaxone e vancomicina.

19. Homem, 62a, em tratamento quimioterápico adjuvante após gastrectomia por


neoplasia gástrica, interna para investigação de sonolência excessiva. Há 1 semana
está mais confuso e “esbarrando nas paredes”. Emagreceu 19kg desde o início do
tratamento e nas últimas semanas apresentou vômitos frequentes. Em uso
ambulatorial de morfina e hidroclorotiazida. Sinais vitais: PA= 112x84 mmHg, FC=
108 bpm, FR= 21 irpm, T= 36,1ºC e SpO2= 96% em ar ambiente. Exame físico:
desidratado, Glasgow 10, nistagmo horizontal inesgotável, pupilas isocóricas e
fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais. Exames complementares:
hemograma com Hb= 10,4 g/dL, leucócitos= 3260/mm3 (59% de segmentados e
30% de linfócitos), plaquetas= 82000/mm3; Na= 127 mEq/L, K= 3,4 mEq/L, Ca= 7,8
mg/dL, U= 61 mg/dL, Cr= 1,22 mg/dL, Glicemia= 103 mg/dL, exame sumário de urina
normal e radiografia de tórax sem alterações. Tomografia de crânio e líquor
resultaram normais. RNM de crânio revelou hipersinal em região talâmica e corpos
mamilares bilateralmente. Iniciada ressuscitação volêmica com solução salina
isotônica (1000ml em 4h) sem melhora clínica. A CONDUTA É PRESCREVER:
a. Tiamina, dosar fósforo e magnésio.
b. Salina hipertônica 3%, dosar sódio em 6 horas.
c. Cefepime, coletar hemoculturas.
d. Naloxone, suspender morfina.
20. Mulher, 71 anos, sofre queda da própria altura há 2 horas com trauma em tórax.
É portadora de fibrilação atrial permanente (CHADS2=4) em uso de atenolol
50mg/dia e varfarina 10 mg/dia. Ao exame físico: bom estado geral, consciente,
orientada, corada e eupneica; hematoma de 6cm na região do trauma; ausculta
pulmonar simétrica e exame neurológico normal. Exames laboratoriais: Hb 14,5 g/dL;
VCM 84 fL; leucócitos 6500/mm3 (segmentados 3750/mm3; linfócitos 2100/mm3);
plaquetas 250.000/mm3; tempo de protrombina: RNI 3,6. Radiografia de tórax normal.
QUAL A CONDUTA IMEDIATA?
a. Manutenção da anticoagulação oral.
b. Suspensão da anticoagulação oral.
c. Prescrição de vitamina K intravenosa.
d. Prescrição de plasma fresco congelado.

21. Homem, 63a, assintomático, em seguimento ambulatorial de hipertensão arterial.


Exame físico sem alterações. Exames laboratoriais mostram: Hb 11,8 g/dL, VCM=
73fL, leucócitos= 8.000/mm3 (diferencial sem alterações), plaquetas= 845.000/mm3.
Os resultados deste hemograma foram repetidos e confirmados. APÓS A
CONFIRMAÇÃO DA ALTERAÇÃO EM NOVO HEMOGRAMA, QUAL A
INVESTIGAÇÃO ADEQUADA PARA O CASO?
a. Biópsia de medula óssea e mielograma.
b. Pesquisa de mutação JAK2.
c. Perfil do ferro, endoscopia digestiva alta e colonoscopia.
d. VHS e proteína C reativa.

22. Homem, 54a, em seguimento ambulatorial de obesidade, hipertensão arterial e


diabetes mellitus tipo 2. Encaminhado por médico do trabalho após check up que
mostrou Ferritina= 470 ng/ml e saturação de transferrina= 25%. QUAL A CONDUTA
ADEQUADA?
a. Pesquisar mutações para hemocromatose hereditária.
b. Iniciar programa de sangrias terapêuticas.
c. Quantificar o ferro hepático por ressonância ou biópsia.
d. Repetir perfil de ferro após 6 meses.
23. Mulher, 39a, internada na UTI há 8 dias por necessidade de sedação e ventilação
mecânica para tratamento de estado de mal asmático. Houve necessidade de
introdução de tubo orotraqueal número 7 por via aérea difícil. Está em tratamento
para pneumonia associada à ventilação com meropenem há 3 dias. Nas últimas 24
horas, apresentou 2 episódios de febre (temperatura oscilando entre 36,1 e 38,1˚C),
redução da dose de noradrenalina (0,2 para 0,05mcg/kg/min), e diurese de 1ml/kg/h.
Encontra-se sem sedação no momento. Exame Físico: consciente, calma, e
colaborativa. Ausculta pulmonar sem sibilos. Sinais vitais: PA=123x66 mmHg,
FC=88bpm; FR=22irpm; SpO2= 96%. A CONDUTA É:
a. Realizar teste de respiração espontânea com tubo T.
b. Realizar teste de respiração espontânea no respirador na modalidade SIMV.
c. Realizar teste de respiração espontânea no respirador na modalidade espontânea
com pressão de suporte.
d. Reiniciar a sedação.

24. QUAL DOS INTERVALOS GLICÊMICOS ABAIXO DEVE SER UTILIZADO EM


UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CLÍNICA?
a. 80 a 110 mg/dL
b. 140 a 220 mg/dL
c. 140 a 180 mg/dL
d. 80 a 180 mg/dL

25. Mulher, 72a, previamente hipertensa e portadora de insuficiência cardíaca de


etiologia isquêmica, encontra-se internada há 4 dias por uma descompensação do
quadro de base. A Investigação etiológica demonstrou a presença de uma infecção
do trato urinário inferior, em tratamento com levofloxacina. Além do antibiótico, está
em uso de AAS 100mg/dia, enalapril 10mg/dia, carvedilol 12,5mg/dia e
espironolactona 100mg/dia. Permanece fora do leito cerca de 2h por dia, quando
caminha pela enfermaria com seu acompanhante. Não tem antecedente de
tromboembolismo venoso. A CONDUTA EM RELAÇÃO À TROMBOPROFILAXIA
É:
a. AAS oral, 300mg ao dia.
b. Enoxaparina subcutânea, 40mg 12/12 horas.
c. Rivaroxabana oral, 10mg ao dia.
d. Heparina não-fracionada 5000U subcutânea 12/12 horas.
26. Homem, 54a, vem ao consultório referindo elevações intermitentes da pressão
arterial nas últimas semanas. Nega queixas, assim como antecedentes de
hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia ou tabagismo. O exame físico no
consultório revela pressão arterial= 138X86 mmHg e índice de massa corpórea de 27
kg/m2. O paciente realiza uma medida residencial da pressão arterial (MRPA), cuja
média de 8 medidas é de 137X88 mmHg. EM RELAÇÃO AOS NÍVEIS
PRESSÓRICOS, ESSE PACIENTE DEVE SER CLASSIFICADO COMO
PORTADOR DE:
a. Hipertensão arterial.
b. Hipertensão mascarada.
c. Normotensão.
d. Hipertensão do avental branco.

27. Mulher, 62a, refere aumento da pressão arterial há 6 meses. Traz várias medidas
de pressão arterial realizadas na unidade básica de saúde neste período, com
valores que variaram entre 162X74 e 178X88 mmHg. No momento encontra-se
assintomática. Nega diabetes, tabagismo, dislipidemia ou evento cardiovascular
prévio. Está em uso de levotiroxina 25 µg/dia para tratamento de hipotireoidismo.
Sinais vitais: PA= 176X87 mmHg, FC= 74 bpm, índice de massa corpórea= 24 kg/m2.
Exame físico: propedêutica cardiovascular e respiratória sem alterações. Exames
laboratoriais: glicemia= 104 mg/dL, hemoglobina glicada= 5,9 g/dL, TSH= 3,25 mU/L,
clearance de creatinina= 52 mL/min. ALÉM DE MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA,
A CONDUTA MEDICAMENTOSA É
a. Anlodipino e enalapril em doses baixas.
b. Enalapril em dose máxima.
c. Losartana e hidroclorotiazida em doses máximas.
d. Anlodipino em dose baixa.
28. Mulher, 67a, submetida a revascularização miocárdica. No 2º dia de pós
operatório apresenta plaquetopenia (76 x 109/L) associada a trombose venosa
profunda de membro inferior direito, apesar do uso de tromboprofilaxia com
40mg/enoxaparina. Antecedentes pessoais: embolia pulmonar nos pós operatório
imediato de colectomia há 1 ano, tratado com heparina seguida por varfarina por 6
meses. QUAL A ETIOLOGIA PARA O EVENTO TROMBÓTICO?
a. Trombocitopenia induzida pela heparina
b. Síndrome do anticorpo antifosfolípide catastrófica
c. Subdose de enoxaparina em paciente com antecedente de trombose
d. Trombofilia não diagnosticada

29. Mulher, 22a, vem para consulta na Unidade Básica Saúde queixando-se de dor
para urinar acompanhada de aumento da frequência há três dias, nega febre e
corrimento vaginal. Antecedentes Pessoais: nega quadro clínico semelhante
anterior, última menstruação há 7 dias. Exame físico: Abdome: sinal de Giordano
negativo. Exame de urina feito com tira reagente evidenciou pH= 5,0; nitrito= positivo
e leucoesterase= +++/3+. A CONDUTA É:
a. Tratar com nitrofurantoína.
b. Solicitar urocultura e tratar com norfloxacina.
c. Solicitar urocultura e iniciar antimicrobiano baseado no antibiograma.
d. Solicitar urocultura caso sintomas persistam após 5 dias de uso de fenazopiridina.
30. Homem, 25a, é admitido na sala de emergência em insuficiência respiratória.
Sinais vitais: FC= 108 bpm, FR= 38 irpm, PA= 92x82 mmHg, SpO2= 90% e T=
36,2oC. Exame físico: auscultas cardíaca e pulmonar normais; presença de estase
jugular; sem edema em membros inferiores. Antecedentes pessoais: está em
tratamento quimioterápico de linfoma. Exames complementares: ECG, disponível
abaixo. Em seguida, evolui para parada cardiorrespiratória em ritmo de AESP. Após
primeiro ciclo de reanimação cardiopulmonar, você identifica ritmo de fibrilação
ventricular, realiza um choque de 360J, retoma a massagem cardíaca e infunde 1 mg
de adrenalina. QUAL A CONDUTA NESTE MOMENTO?

a. Infusão de gluconato de cálcio.


b. Infusão de amiodarona.
c. Pericardiocentese de emergência.
d. Trombólise com alteplase.
31. Mulher, 57a, em seguimento ambulatorial por intolerância aos esforços e tosse
produtiva há 2 anos. Nega internações recentes ou episódios de piora aguda de seus
sintomas, mas atualmente precisa parar para respirar após caminhar cerca de 50
metros, e refere dificuldades para a realização de atividades diárias. Sinais vitais:
FC= 82 bpm, FR= 18 irpm, PA= 132x84 mmHg, SpO2= 92% em ar ambiente. Exame
físico: auscultas pulmonar com alguns roncos e sibilos. Antecedentes pessoais:
tabagismo 50 anos-maço. Exames complementares: radiografia de tórax com sinais
de hiperinsuflação; espirometria após broncodilatador: VEF1= 56% do previsto, CVF=
76% do previsto, VEF1/CVF= 54%. QUAL DEVE SER O TRATAMENTO
PROPOSTO?
a. Broncodilatador de longa-ação.
b. Corticosteroide inalatório e oxigenioterapia domiciliar.
c. Broncodilatador de longa ação e corticosteroide inalatório.
d. Broncodilatador de longa ação e oxigenioterapia domiciliar.

32. Homem, 63a, relata dispneia diária e progressiva há 10 meses, agora aos
mínimos esforços, associada a edema de membros inferiores há 3 meses. Sinais
vitais: PA= 132x84 mmHg, FC= 96 bpm, FR= 24 irpm, SpO2= 92%. Exame físico:
ausculta pulmonar normal; ausculta cardíaca com hiperfonese de segunda bulha em
foco pulmonar; edema de membros inferiores e estase jugular. Antecedentes
pessoais: DM2, tabagismo (50 anos-maço) e enfisema pulmonar, em uso de tiotrópio
sem melhora. Exames complementares: exame sumário de urina: 5 leucócitos/mL e
proteínas +++; ecocardiograma evidencia hipertensão pulmonar (PSAP estimada de
65mmHg); espirometria: CVF= 75% previsto, VEF1= 70% do previsto e VEF1/CVF=
74%. QUAL O EXAME ESSENCIAL PARA O DIAGNÓSTICO?
a. Cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão.
b. Tomografia de tórax de alta resolução.
c. Proteinúria de 24 horas.
d. Teste da difusão de CO.
33. Homem, 45a, com diagnóstico de Doença de Crohn, vai iniciar tratamento com
prednisona, azatioprina e anti-TNF. Antecedentes pessoais: HAS em uso de
losartana; gota em uso de colchicina e alopurinol; dislipidemia em uso de
sinvastatina. QUAL MEDICAÇÃO DE USO CONTÍNUO DEVE SER SUSPENSA?
a. Losartana.
b. Alopurinol.
c. Colchicina.
d. Sinvastatina.

34. Mulher, 47a, com dores articulares há 6 meses, piores pela manhã, e
acompanhadas de rigidez matinal com duração de 2 horas. Acometem
principalmente mãos, pés e joelhos. Exame físico: sinais de artrite em 2ª e 3ª
articulações metacarpofalangeanas, bilateralmente. Exames complementares:
radiografia de mãos com edema de partes moles difuso e osteopenia peri-articular,
sem erosões; VHS= 60 mm/h, PCR= 12 mg/L; FAN negativo, Fator Reumatoide
negativo. O TRATAMENTO É:
a. Anti-Inflamatório não hormonal.
b. Hidroxicloroquina.
c. Metotrexato.
d. Anti-TNF.
35. Mulher, 44a, chega ao pronto atendimento com alteração aguda do conteúdo de
consciência há 2 horas. Seu marido conta que a mesma vinha apresentando
anorexia, náuseas e vômitos há um dia, e que vem tratando pitiríase versicolor
recorrente há mais de uma semana. Antecedentes: hipotireoidismo e hipertensão.
Medicações em uso: levotiroxina 75 mcg/dia em jejum, enalapril 10mg 12/12h,
cetoconazol 200mg/dia. Sinais vitais: PA= 92x55 mmHg, FC= 108 bpm; FR=22 irpm
SpO2= 99%; glicemia capilar= 45mg/dL. Exame físico: múltiplas lesões
hipopigmentadas no tronco, com regiões intercaladas de pele normal. perfusão
capilar >3 segundos, mucosas secas; sem outras alterações. Após administração de
tiamina, glicose e soro fisiológico, houve normalização da consciência, glicemia=
66mg/dL e PA= 89x57 mmHg. ALÉM DA SUSPENSÃO DAS MEDICAÇÕES ANTI-
HIPERTENSIVAS, A CONDUTA É:
a. Coleta de culturas; oxacilina IV.
b. Tomografia de crânio; ceftriaxona e Aciclovir IV.
c. Glicose em bomba de infusão e insulinemia sérica.
d. Suspender cetoconazol; iniciar hidrocortisona IV.

36. Homem, 19a, procura a UPA referindo sangramento nasal há 3 horas, com
cessação espontânea há quinze minutos. Relata febre contínua, dor de cabeça
intensa, inapetência, náuseas, vômitos e mialgia há 1 dia. Sinais vitais: PA= 100x66
mmHg; FC= 64 bpm; T= 38,8˚C; FR= 18 irpm. Exame físico: regular estado geral,
desidratado (3+/4+), ictérico (+/4+); Glasgow=15, sem outras alterações ou evidência
de sangramento ativo. Exames complementares: hemograma: Hb= 16,6mg/dL; Ht=
58%; leucócitos totais 3120/mm3, plaquetas: 88.000/mm3; AST= 396U/L; ALT= 444,
bilirrubinas totais= 4,7mg/dL; exame sumário de urina: proteinúria 2+/4+; provas de
coagulação normais. Relata morar em zona onde houve casos confirmados de febre
amarela. O médico plantonista realizou tratamento sintomático e hidratação, com
melhora sintomática. A CONDUTA É:
a. Alta com antitérmicos e orientação de sinais de alerta.
b. Observação por 6 a 8 horas na UPA e alta com antitérmicos e orientação de
sinais de alerta.
c. Hospitalização em enfermaria.
d. Hospitalização em UTI.
37. Homem, 59a, está internado em enfermaria de medicina interna para tratamento
de coma mixedematoso, há 20 dias. Com a instituição do tratamento, vem tolerando
melhor a alimentação e o esforço físico, estando com dispneia para moderados
esforços. O paciente refere preocupação com sua situação financeira, pois é
autônomo e fonte de renda para sua família (esposa e três filhos). Diz que precisa ter
alta, e está irredutível nesta decisão. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial.
Sinais vitais: FC= 61 bpm; FR= 16 irpm; PA= 147/102 mmHg; SpO2= 95% em ar
ambiente. Exame físico: nível e conteúdo de consciência normais, edema em
anasarca 2+/4+, fácies de lua cheia, sem outras alterações. Exames: TSH= 8,8
mU/L, T4 livre= 0,56 ng/dL coletados há 2 dias. Medicações em uso: Levotiroxina
112 mcg/kg/dia, losartana 25mg/dia. ALÉM DE EXPLICAR OS RISCOS
INERENTES À INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO, A CONDUTA É:
a. Manter o paciente internado para normalização da função tireoideana.
b. Permitir que o paciente saia do hospital e notificar o serviço de segurança como
evasão.
c. Fornecer alta à pedido mediante assinatura de termo de compromisso.
d. Fornecer alta com prescrição das medicações e retorno nos serviços cabíveis.

38. Homem, 74a, retorna em consulta para avaliação de conduta frente ao


tratamento de dislipidemia. Nega queixas álgicas e relata seguir à risca as medidas
não farmacológicas de controle de colesterol. Compareceu em consulta há 6
semanas com queixa de dores musculares difusas. A investigação etiológica à
ocasião revelou CK= 1144 U/L, atribuída ao uso de atorvastatina 40mg/dia, que foi
suspensa na mesma consulta. O paciente apresenta risco cardiovascular
intermediário, calculado pelo Escore de Risco Global (ERG). Os exames coletados
há 8 dias revelaram CK= 54U/L e LDL= 123 mg/dL. A CONDUTA É
a. Repetir a dosagem de colesterol e CK em 6 meses.
b. Reintroduzir atorvastatina, na dose de 40mg/dia.
c. Reintroduzir atorvastatina, na dose de 20mg/dia.
d. Introduzir rosuvastatina 20mg/dia.
39. Mulher, 63a, com queixa de dificuldades para a marcha e formigamentos nas
mãos e nos pés há 2 meses. Sua filha, que a acompanha na consulta, relata que a
paciente tem esquecido datas e nomes com alguma frequência. Antecedentes
pessoais: diabetes mellitus em uso de metformina, cirurgia bariátrica há 6 meses.
Exame físico: ataxia sensorial, com perda do senso de posição dos pés durante a
marcha; redução da sensibilidade vibratória e da propriocepção nos artelhos; sem
déficits motores. Exames complementares: Hb= 9,8 mg/dL (VCM= 112 fL);
leucócitos= 3100/mm3; plaquetas= 112.000/mm3. QUAL A HIPÓTESE
DIAGNÓSTICA?
a. Deficiência de folato.
b. Deficiência de vitamina B12.
c. Deficiência de tiamina.
d. Aplasia de medula óssea.

40. Homem, 27a, descobriu ser portador do vírus da imunodeficiência humana (HIV)
há um ano, ao fazer doação de sangue. Na consulta inicial, apresentava-se
assintomático, com carga viral (CV) = 120.000 cópias/mL e contagem de linfócitos-T
CD4+ = 490 céls/mL. Iniciado tenofovir + lamivudina + dolutegravir há 8 meses.
Retorna com exames de controle evidenciando CV = 480 cópias/mm3 e contagem de
linfócitos-T CD4+ = 590 céls/mm3. A CONDUTA É:
a. Quantificar CV após 12 semanas da última contagem, fazer genotipagem do HIV e
trocar antirretrovirais de acordo com genotipagem.
b. Quantificar CV após 8 semanas da última contagem, reforçar necessidade de
adesão ao tratamento e manter esquema antirretroviral atual.
c. Quantificar CV após 6 semanas da última contagem, fazer genotipagem do HIV e
trocar para lopinavir/ritonavir + raltegravir.
d. Quantificar CV após 4 semanas da última contagem, reavaliar adesão e
interações farmacológicas e considerar troca dos antirretrovirais.
41. Homem, 79a, é admitido no setor de emergência por tontura e piora da
intolerância aos esforços há 1 dia. Antecedentes pessoais: insuficiência cardíaca
congestiva secundária a hipertensão arterial e dislipidemia, em uso de enalapril,
AAS, atorvastatina e furosemida. Sinais vitais: PA= 126x88 mmHg (deitado), PA=
96x60mmHg (ortostática), FC= 100 bpm, FR= 19 irpm, T= 36,1oC e SpO2= 96%.
Exame físico: extremidades frias, ictus cordis no sexto espaço intercostal esquerdo,
lateral à linha hemiclavicular, com duas polpas digitais, ausculta cardíaca com sopro
sistólico em foco mitral e hipofonese da primeira bulha, ausculta pulmonar normal;
não apresenta edema ou ascite. Exames complementares: US "point of care"
evidenciou linhas B em ambas as bases pulmonares (região posterior) e linhas A em
campos superiores e médios, além de hipocontratilidade cardíaca difusa; o ECG está
disponível abaixo.

A CONDUTA É:
a. Administrar solução cristalóide e suspender a furosemida.
b. Iniciar dobutamina e solução cristalóide.
c. Administrar clopidogrel, metoprolol e realizar angioplastia primária.
d. Iniciar dobutamina e furosemida por via intravenosa.
42. Homem, 71a, relata emagrecimento de 8kg nos últimos 2 meses, associado a
fraqueza para subir escadas e pentear o cabelo. Há 2 semanas com aumento da
frequência das evacuações, cefaleia e palpitações. Nega outras queixas.
Antecedentes pessoais: diabetes mellitus em uso de insulina e metformina, e
tabagismo (80 anos-maço); trabalha como executivo em multinacional e não faz
acompanhamento médico regular. Sinais vitais: PA= 162x104 mmHg, FC= 108 bpm,
FR= 21 irpm, T= 37,3oC e SpO2= 96%. Exame físico: ausculta pulmonar normal, sem
edema de membros inferiores; ao exame neurológico, apresenta hiperreflexia global
e fraqueza muscular proximal em membros superiores e inferiores (grau IV). Exame
complementar: ECG disponível abaixo.

A CONDUTA É SOLICITAR:
a. Eletroneuromiografia e hemoglobina glicada.
b. Coprocultura, e iniciar ciprofloxacino e solução cristalóide.
c. TSH e T4 livre, iniciar metoprolol e rivaroxabana.
d. Tomografia de crânio e coletar liquor.
43. Homem, 68a, portador de hipertensão arterial estágio 2 e diabetes mellitus tipo 2,
em uso de enalapril, anlodipino, hidroclorotiazida, metformina e glibenclamida. Faz
seguimento clínico regular, sem lesões de órgãos alvo. Altura= 1,80m; peso=94kg
(IMC= 29kg/m²). DURANTE A CONSULTA, VOCÊ DEVE ORIENTAR:
a. Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension); manter peso abaixo dos
80kg (IMC<25); adição de no máximo 2g de NaCl aos alimentos ingeridos ao longo
do dia; ao menos 150 minutos de exercício físico semanal, divididos igualmente entre
aeróbico moderado e resistido dinâmico.
b. Dieta individualizada orientada por nutricionista; redução sustentada do peso
corporal de ao menos 5%; consumo diário de sódio de até 2000mg (5g/NaCl); ao
menos 30 minutos contínuos de exercício físico aeróbico moderado 5 vezes por
semana.
c. Dieta com ingesta proteica limitada a até 0,8g/kg; manutenção do peso próximo
86kg (IMC=27); adição de no máximo 2000mg de sódio (5g/NaCl) aos alimentos
ingeridos durante o dia; ao menos 120 minutos de exercício físico aeróbico
moderado por semana.
d. Dieta individualizada orientada por nutricionista; manter peso abaixo dos 80kg
(IMC<25); consumo diário de sódio de até 1200mg (3g/NaCl); ao menos 120 minutos
de exercício físico por semana, sendo no mínimo 70% aeróbico moderado e os
demais 30% de resistido dinâmico.
44. Homem, 38a, procura a UBS com queixa de manchas avermelhadas no braço
direito. Refere também sensação de fraqueza na mão e formigamento. Ao exame,
apresenta três placas pouco elevadas, em face flexora do braço direito, associadas a
espessamento do nervo mediano. Apresenta ausência de sensibilidade térmica e
dolorosa nas lesões bem como da pilificação nos locais. Força distal grau IV em
braço direito. Sem outros achados no exame físico. A CONDUTA É:
a. Encaminhar para centro de referência para realização de exame baciloscópico e
eletroneuromiografia para elucidação diagnóstica e exclusão de doença neoplásica.
Aguardar investigação para iniciar o tratamento.
b. Rifampicina 600mg/mês em dose supervisionada; dapsona 100mg/mês em dose
supervisionada e 100mg/dia auto-administrada; clofazimina 300mg/mês em dose
supervisionada e 50mg/dia auto-administrada, todos durante 12 meses.
c. Iniciar tratamento com rifampicina 600mg/mês em dose supervisionada; dapsona
100mg/mês em dose supervisionada, associada a 100mg/dia auto-administrada.
Administrar o esquema terapêutico durante 6 meses.
d. Realizarexame baciloscópico e iniciar tratamento com dapsona 100mg/mês em
dose supervisionada e 100mg/dia auto-administrada; clofazimina 300mg/mês em
dose supervisionada e 50mg/dia auto-administrada, ambos durante 6 meses.

45. Em relação à investigação de contatos do paciente da questão anterior, ESTÁ


CORRETO AFIRMAR QUE:
a. Por se tratar de forma paucibacilar, os adultos moradores do mesmo lar, que
apresentem sintomas semelhantes, devem ser avaliados através de anamnese
dirigida e exame dermatoneurológico. Os menores de 2 anos e maiores de 65 anos
devem receber vacinação BCG assim que identificados como contato.
b. Deve-se avaliar os contatos domiciliares e os sociais com convivência próxima e
prolongada, com anamnese dirigida e exame dermatoneurológico. Casos não
identificados como hanseníase devem receber vacinação BCG e ser reavaliados
anualmente durante 5 anos.
c. Os contatos que apresentem sinais e/ou sintomas sugestivos de hanseníase
devem receber vacinação BCG e uma dose de 600mg de rifampicina o mais
rapidamente possível, até que sejam avaliados por equipe médica.
d. Por se tratar de forma multibacilar, os contatos domiciliares, e os sociais com
convivência próxima e prolongada, devem ser avaliados com anamnese dirigida e
exame dermatoneurológico. Casos avaliados como positivos para hanseníase devem
ser tratados, e os demais, reavaliados anualmente por mais 2 anos.
46. Mulher, 62a, internada há 4 dias com quadro de sepse secundária à pneumonia,
em uso de Levofloxacino IV, anlodipino 5mg (12/12h) e enoxaparina SC 40mg/dia.
Antecedentes: hipertensão arterial sistêmica estágio 3, em uso de losartana 50mg
(12/12h), anlodipino 10mg (12/12h) e hidroclorotiazida 25mg/dia. Sinais vitais: FC=
108 bpm, FR= 20 irpm, PAM= 58 mmHg. Exame físico: regular estado geral,
levemente descorada, axilas e mucosas úmidas. As extremidades estão quentes
com pulsos amplos; edema simétrico +/4+ em região pré-tibial; murmúrio vesicular
reduzido em base esquerda, com estertores e sibilos nesta topografia. Exames
complementares: tomografia de tórax negativa para embolia pulmonar;
ultrassonografia “point-of-care” mostra veia cava com diâmetro e variabilidade
normais e boa contratilidade cardíaca; exames laboratoriais da internação
disponíveis na tabela abaixo.
Na+ K+ U Cr Exame de urina
Admissão 138 3,6 83 1,7 Sem alterações
Dia 1 142 3,4 102 2,1 -
Dia 3 143 4,2 145 3,2 Sem alterações

A CONDUTA É:
a. Suspender anlodipino, estimular ingesta hídrica, e observar evolução clínica e
laboratorial.
b. Iniciar NaCl 0,9% 1000ml com 1200mg de acetilcisteína EV de 12/12h por 24
horas.
c. Suspender Levofloxacino, iniciar Ceftriaxone, e observar evolução clínica e
laboratorial.
d. Iniciar NaCl 0,9% 1000ml com 50 ml de bicarbonato de sódio 8,4% EV de 12/12h
por 24h.
47. Homem, 38a, está em cuidados intensivos há 96 horas devido a quadro de
choque séptico secundário a pielonefrite. Sua altura aproximada é de 1,80m. Está
em ventilação mecânica desde a admissão e seus parâmetros ventilatórios atuais
são: Volume controlado; FiO2=100%; VC= 560ml (Pplatô= 32 cmH2O); PEEP= 10
cmH2O; FR= 18 irpm. Exames complementares: Gasometria com pH= 7,47; pO2=
135mmH2O; pCO2= 29mmHg; HCO3= 20,7 mmol/L; SaO2= 98,9%; BE= -2 mmol/L.
OS PARÂMETROS CORRETOS SÃO:
a. FiO2= 80%; VC= 480ml (Pplatô= 35 cmH2O); PEEP= 18 cmH2O; FR= 22irpm.
b. FiO2= 70%; VC= 560ml (Pplatô= 35 cmH2O); PEEP= 12 cmH2O; FR= 20 irpm.
c. FiO2= 80%; VC= 560ml (Pplatô= 25 cmH2O); PEEP= 10 cmH2O; FR= 15 irpm.
d. FiO2= 70%; VC= 450ml (Pplatô= 30 cmH2O); PEEP= 15 cmH2O; FR= 18 irpm.

48. Mulher, 25a, apresenta há 8 meses dores musculares e articulares difusas e


constantes, acima e abaixo da cintura, de ritmo incaracterístico, acompanhadas por
fadiga e dificuldades para dormir. Fez uso de diferentes analgésicos e anti-
inflamatórios sem melhora. Em uso atual de paracetamol com codeína (500/30 mg)
quatro vezes ao dia com persistência dos sintomas. Antecedentes pessoais:
hipotireoidismo há 3 anos, em uso regular de levotiroxina. Sinais vitais: PA= 126x70
mmHg, FC= 88 bpm, T= 36,8 °C. Exame Físico: sensibilidade e dor periarticular
difusa, mais intensa em bíceps braquial, espinhas isquiáticas, região medial dos
joelhos e região cervical; avaliação da força muscular prejudicada pela dor; sem
edema nas articulações. Exames complementares: hemograma, VHS, exame
sumário de urina, glicemia de jejum, colesterol total e frações, TSH, T4 livre e CK
dentro dos parâmetros de normalidade. O DIAGNÓSTICO É:
a. Polimiosite.
b. Lúpus eritematoso sistêmico.
c. Fibromialgia.
d. Síndrome de Sjögren.
49. Homem, 59a, queixa-se de dor em joelho direito insidiosa, progressiva, de ritmo
mecânico, com rigidez matinal há 3 anos. Fez fisioterapia e dieta hipocalórica, com
perda de 9 Kg desde o início das dores. Refere melhora com analgésicos ou uso
esporádico de etoricoxibe quando a dor é forte, mas há seis meses os medicamentos
não são mais eficazes. Há 2 anos teve um episódio de derrame articular, com
artrocentese evidenciando líquido sinovial normal. Exame físico: dor e crepitações no
joelho direito, espasmo do músculo vasto lateral à direita, com “cordões” à palpação.
Exames complementares: radiograma e ressonância magnética do joelho com sinais
de osteoartrite (OA). O DIAGNÓSTICO É
a. OA em sua evolução natural.
b. Síndrome miofascial associada à OA.
c. Condrocalcinose secundária à OA.
d. Osteocondrite.

50. Homem, 65a, previamente hígido, procura atendimento com fraqueza e


dificuldade para andar progressivas há 5 meses. Relata também sensação de
formigamentos em braços e pernas. Nega queixas esfincterianas fecais ou urinárias.
Exame físico: fraqueza muscular simétrica em membros inferiores (proximal e distal
grau 3) e membros superiores (proximal e distal grau 4); hipotonia global, sem
evidência de atrofia muscular; reflexos osteotendinosos abolidos globalmente, déficit
bilateral de sensibilidade vibratória e proprioceptiva em membros inferiores; sinal de
Lasegue positivo em ambos os membros inferiores. O DIAGNÓSTICO
SINDRÔMICO/TOPOGRÁFICO É
a. Polineuropatia.
b. Mononeuropatia múltipla.
c. Polirradiculoneuropatia.
d. Doença do neurônio motor inferior.
51. Mulher, 43a, com tremor nas mãos há cerca de 6 meses, sem outras queixas
motoras ou sensitivas. Nega melhora com o consumo de álcool. Tem antecedente de
transtorno de ansiedade e asma brônquica. No último ano, devido à piora das crises
de broncoespasmo, está em uso contínuo de aminofilina. Exame físico: tremor de
pequena amplitude, rápido (10Hz), acometendo as mãos de forma simétrica. O
tremor é postural, e desaparece durante o repouso. Não há evidência de tremor em
região crânio-cervical. Tônus, força e coordenação estão preservados. O
DIAGNÓSTICO É:
a. Tremor cerebelar.
b. Tremor essencial.
c. Tremor parkinsoniano.
d. Tremor fisiológico exacerbado.

52. Homem, 63a, obeso (IMC= 35 kg/m2), procura atendimento com queixa de
cefaleia recente. Nega episódios prévios. Há 3 meses acorda todas as manhãs com
cefaleia holocraniana, em peso, de leve a moderada intensidade, sem náuseas ou
vômitos. A dor dura cerca de 30 a 45 minutos e remite de forma espontânea. Não
tem o sintoma durante o dia. A esposa relata que o paciente tem roncos profusos e
bastante sudorese no período noturno. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial
em uso regular de enalapril. Sinais vitais: PA= 160x100 mmHg, FC= 90 bpm. Exame
físico: pletórico e levemente dispneico; exame neurológico sem alterações e fundo de
olho normal. O DIAGNÓSTICO É:
a. Cefaleia tensional.
b. Cefaleia em salvas.
c. Cefaleia secundária a hipertensão arterial.
d. Cefaleia secundária a hipoventilação noturna.
53. Homem, 67a, com diagnóstico de cirrose hepática por hepatite C crônica
diagnosticada há 3 anos. Vem com queixa de aumento progressivo do volume
abdominal há 3 semanas, associado a diminuição do volume urinário, mal-estar e
náuseas. Exames complementares: Cr= 2,3 mg/dL (exame da semana anterior Cr=
1,1 mg/dL); BT= 3,2 mg/dL (BD= 1,9 mg/dL); RNI= 1,8. A punção de líquido ascítico
revelou peritonite bacteriana espontânea (PBE) sendo iniciado tratamento com
ceftriaxone e albumina. Após 5 dias de tratamento, a PBE estava em resolução, mas
houve piora da função renal (Cr= 3,2 mg/dL) e desenvolvimento de encefalopatia
hepática grau IV, sendo necessária intubação orotraqueal para proteção de vias
aéreas. Devido à gravidade do quadro, a equipe multidisiplinar da UTI agendou
reunião de bioética e necessita de informações objetivas sobre prognóstico e
indicação de transplante, a fim de evitar a distanásia. A CONDUTA É:
a. Iniciar protocolo de extubação paliativa, mesmo que não haja contraindicação ao
transplante hepático.
b. Manter o suporte ventilatório, mas não devem ser instituídas novas medidas
terapêuticas invasivas.
c. Manter os cuidados intensivos apenas se o paciente for incluído em lista de
transplante hepático.
d. Manter os cuidados intensivos apesar da presença de 2 disfunções orgânicas.
Avaliar a resposta a este tratamento para futuras discussões

54. Mulher, 22a, procura o ambulatório com queixa de nodulações na região cervical
há 3 semanas. Refere também febre de até 38,2ºC no período e perda de peso de
cerca de 2 kg. Não tem outras queixas. Exame físico: bom estado geral, mucosas
descoradas (+/4+), ausculta pulmonar normal e oroscopia sem alterações;
linfonodomegalia cervical bilateral de até 5 cm, endurecida, indolor. Exames
complementares: Hb= 11,2 mg/dL; leucócitos= 11.800/mm3; plaquetas=
162.000/mm3. A CONDUTA É:
a. Biópsia de linfonodo.
b. Antibioticoterapia empírica.
c. Repetir hemograma em 30 dias.
d. Coleta de VHS e PCR
55. Homem, 34a, com perda ponderal intensa nos últimos 15 dias é admitido por
confusão mental e oligoanúria há 3 dias. Há 5 dias em uso de amoxicilina e
dexametasona por amigdalite. Exame físico: mucosas secas e descoradas,
linfonodomegalia generalizada com massa cervical de 10 cm, baço palpável a 4 cm
do rebordo costal esquerdo e fígado a 3 cm do rebordo costal direito. Exames
complementares: U= 325 mg/dL, Cr= 8,24 mg/dL. QUAL O PAINEL DE
RESULTADOS LABORATORIAS INDICARIA A PRESCRIÇÃO DE FÁRMACO
CONTANDO A ENZIMA URATO-OXIDASE RECOMBINANTE?
a. K= 6,5 mEq/mL, LDH= 8650 U/L, Pi= 6,0 mg/dL, Cai= 0,95 mmol/L, ác. úrico= 13,1
mg/dL.
b. K= 2,5 mEq/mL, LDH: 865 U/L, Pi= 4,0 mg/dL, Ca iônico= 1,15 mmol/L; ác. úrico=
7,5 mg/dL.
c. K= 5,0 mEq/mL, LDH: 250 U/L, Pi= 4,0 mg/dL, Ca iônico= 0,95 mmol/L, ác. úrico=
6,5 mg/dL.
d. K= 6,0 mEq/mL, LDH: 2500 U/L, Pi= 3,5 mg/dL, Ca iônico= 1,15 mmol/L, ác.
úrico= 14 mg/dL.

56. Homem, 56a, apresenta há 2 anos mudança de comportamento insidiosa,


tornando-se mais brincalhão e fazendo mais comentários com conotação sexual.
Apresenta também dificuldade de organização da vida pessoal e profissional.
Antecedentes pessoais: hipertensão arterial sistêmica em uso de losartana; cessou
etilismo leve há 15 anos; nunca teve crises epilépticas. Não tem antecedentes
familiares de doença neurológica ou psiquiátrica. Exame neurológico: normal, exceto
por presença de reflexo de sucção e palmo-mentoniano bilateralmente. O
DIAGNÓSTICO É
a. Demência frontotemporal.
b. Encefalite límbica.
c. Doença de Alzheimer pré-senil.
d. Síndrome de Wernicke-Korsacoff.
57. Mulher, 29a, com lesão na face interna do terço médio da coxa direita (figura
abaixo) há dois meses. Usou dexametasona tópica, sem melhora.

O EXAME MICOLÓGICO DIRETO DESTA LESÃO REVELARÁ:


a. Leveduras e pseudo-hifas.
b. Hifas septadas hialinas.
c. Fungos demáceos.
d. Gemulação em roda de leme.
58. Homem, 60 a, procura orientação sobre realização de exames para rastreamento
de câncer. Diz ter muito medo da doença e que está disposto a aceitar qualquer
dificuldade relacionada à realização destes exames. Encontra-se sem queixas no
momento. Antecedentes pessoais: tabagismo de 1 maço de cigarro ao dia dos 20
aos 25 anos; irmão mais velho com antecedente de câncer de próstata há 1 ano.
Exame físico: sem alterações QUAIS EXAMES COMPLEMENTARES DEVEM SER
REALIZADOS PARA ESTE PACIENTE?
a. PSA e colonoscopia.
b. PSA, colonoscopia e radiograma de tórax.
c. PSA, colonoscopia, tomografia computadorizada de tórax.
d. PSA, colonoscopia, tomografia computadorizada de tórax e endoscopia digestiva
alta.

59. Homem, 63a, internado há 5 dias por tosse produtiva, febre e dor torácica. Após
2 dias afebril em vigência de antibioticoterapia empírica voltou a apresentar febre e
queda do estado geral. Antecedentes pessoais: tabagismo e hipertensão arterial.
Sinais vitais: PA= 132x86 mmHg, FC=89 bpm, FR= 16 irpm. Exame físico: redução
no frêmito toracovocal e surgimento de submacicez à percussão em terço inferior à
direita. A CONDUTA É:
a. Trocar de classe de antimicrobiano.
b. Ampliar espectro de antibiótico.
c. Realizar toracocentese diagnóstica.
d. Realizar broncoscopia diagnóstica.
60. Homem, 75a, apresenta há 3 dias lesões em face, tronco (figura abaixo) e raiz
dos membros, associadas a edema facial, linfonodomegalia e febre. Antecedentes
pessoais: hipertenso há mais de 20 anos, AVCi há dois meses. Medicações: captopril
e hidroclorotiazida (há 15 anos), AAS, sinvastatina e carbamazepina (após AVCi).
Exame físico: regular estado geral, desidratado, hipocorado, taquipneico, e com
ausculta cardíaca e pulmonar normais. Exames complementares: Hb=10,9 g/dL,
leucócitos= 13,5 x109/L (diferencial: neutrófilos segmentados: 53%, eosinófilos: 32%,
linfócitos: 13%, monócitos: 2%), plaquetas 211 x109/L; AST= 45mg/dL; ALT=150
mg/dL; creatinina= 1,5mg/dL.

O DIAGNÓSTICO É
a. Exantema maculopapular da dengue.
b. Eritema polimorfo no DRESS.
c. Vasculite associada a sepse.
d. Síndrome de Stevens-Johnson.
61. Mulher, 65a, queixa-se de que há muitos anos tem que fazer muito esforço para
evacuar e sente que a evacuação é incompleta. Seu hábito intestinal é de, no
máximo, duas vezes na semana. Nega perda de peso ou outras queixas. Em
consulta anterior, foi orientada a aumentar a ingesta de fibra, porém relata que não
houve mudança no hábito intestinal. Exame físico: ausência de massas abdominais,
toque retal sem alterações. A CONDUTA É PRESCREVER:
a. Lactulose
b. Psyllium.
c. Bisacodil.
d. Supositório de glicerina.

62. Mulher, 45a, há 3 dias apresenta diarreia líquida com fezes amareladas, sem
muco ou sangue e dor abdominal difusa em cólica. Encontra-se no 5º ano de
transplante renal doador vivo relacionado, com creatinina sérica estável em 1,2
mg/dL e uso de prednisona, ciclosporina e azatioprina. Sinais vitais: T= 36˚C,
PA=114x62 mmHg, FC= 88 bpm. Exame físico: regular estado geral, desidratada
(2+/4+); abdome sem sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos
aumentados. Exames laboratoriais: creatinina sérica= 1,9 mg/dL, K= 3,6 mEq/L, Na=
136 mEq/L. A CONDUTA É:
a. Hidratar IV, ciprofloxacino e suspender a ciclosporina.
b. Hidratar VO, sulfametoxazol-trimetoprim e reduzir dose de prednisona.
c. Hidratar IV, metronidazol e manter doses dos imunossupressores.
d. Hidratar VO, ampicilina-sulbactan e aumentar intervalo da azatioprina.

63. Homem, 56a, apresenta dor torácica em aperto há 3 horas, acompanhada de


vômitos, sudorese e sensação de morte. Tem histórico de diabetes mellitus,
dislipidemia e hipertensão arterial. Sinais vitais: PA= 78x56 mmHg, FC= 90 bpm, FR=
20 irpm, SpO2= 88%. Exame físico: palidez, sudorese difusa, pele fria, má-perfusão
periférica; pulmões limpos. Exames complementares: troponina sérica= 15,4 ng/mL,
CKMB= 298 UI/L; ECG com supradesnivelamento de ST em DIII, aVF, V3R e V4R. A
CONDUTA É:
a. Inotrópicos, estatina e trombólise farmacológica.
b. Expansão volêmica, inotrópicos e cateterismo cardíaco.
c. β-bloqueador, oxigênio e cateterismo cardíaco.
d. Aspirina, morfina e trombólise farmacológica.
64. Homem, 59a, é trazido ao Pronto Socorro devido a queda do estado geral,
aumento do volume abdominal e sonolência. Tem antecedentes de cirrose por
esteato-hepatite não alcoólica complicada por hipertensão portal e ascite. Exame
físico: sonolento, desorientado, afebril, ictérico (+/4+); abdome: ascite volumosa;
extremidades: flapping em membros superiores e edema (++/4+) em membros
inferiores. Medicações em uso: furosemida 40mg/dia e espironolactona 100mg/dia.
Exames laboratoriais: hemoglobina 12,7g/dL; leucócitos 7.830/mm3; plaquetas
98.000/mm³; RNI 1,3; bilirrubinas totais 4,1mg/dL, albumina 2,3g/dL, creatinina
1,2mg/dL. Realizada paracentese diagnóstica: 852 leucócitos (64% de
polimorfonucleares neutrófilos, 30% de linfócitos); proteínas totais 1,2g/dL; albumina
0,7g/dL; glicose 112mg/dL. Foram realizadas culturas, em andamento. AS
CONDUTAS SÃO:
a. Iniciar antibioticoterapia imediata. Em caso de piora da função renal, administrar
albumina endovenosa e suspender dos diuréticos.
b. Iniciar antibioticoterapia após resultado de cultura do liquido ascítico e administrar
albumina endovenosa.
c. Iniciar antibioticoterapia imediata. Realizar paracentese esvaziadora com
reposição de albumina e aumentar doses de diuréticos para controle da ascite.
d. Iniciar antibioticoterapia associada a albumina endovenosa, suspender diuréticos
e evitar paracentese volumosa neste momento.

65. Homem, 36 anos, foi encaminhado para o clínico pelo otorrinolaringologista após
tratamento de otite crônica, diagnosticada e tratada há 4 meses, porém sem melhora.
O paciente conta, concomitante ao quadro, diminuição acentuada da audição, tosse
não produtiva, chiado no peito, fraqueza e perda não intencional de 7 kg. Refere
também surgimento de manchas arroxeadas e nódulos nas pernas há 3 semanas. À
investigação, o exame sumário de urina mostrou hematúria (2+/4+) e proteinúria
(2+/4+). O radiograma de tórax feito há 6 semanas demonstra infiltrado pulmonar
bilateral, que se manteve estável em relação ao exame feito há 1 semana. A
pesquisa de ANCA foi positiva. O DIAGNÓSTICO É:
a. Síndrome de Churg-Strauss.
b. Sarcoidose.
c. Poliangiíte microscópica.
d. Granulomatose de Wegener.
66. Mulher, 21a, queixa-se de inchaço nas articulações há 3 meses. Há 2 meses
notou perda de cabelos e feridas na boca, e há 20 dias inchaço nas pernas e urina
com espuma. Refere inapetência e nega dispneia ou náuseas. Sinais vitais: PA=
146x92 mmHg, FC= 80 bpm, FR= 14 irpm, SpO2 = 97%. Exame físico: descorada
+/3+, edema de membros inferiores 2+/3+. Sinais de artrite em mãos e pés. Exames
laboratoriais: creatinina sérica= 7,12 mg/dL, ureia= 180 mg/dL, K= 5,0 mEq/L, Na=
136 mEq/L, pH= 7,35, HCO3= 16 mmol/L; exame sumário de urina: proteínas 3+/3+,
leucócitos= 18/campo, hemácias= 100/campo; proteinúria 24h= 4,3 g; anti-DNA=
1:320; FAN= 1:1280. Ultrassonografia de abdome: rins de tamanho normal. A
CONDUTA INICIAL RECOMENDADA É:
a. Corticoterapia em pulso, sendo a biópsia renal não indicada.
b. Corticoterapia em pulso, sendo a biópsia renal indicada.
c. Ciclofosfamida em pulso, sendo a biópsia renal não indicada.
d. Ciclofosfamida em pulso, sendo a biópsia renal indicada.

67. Homem, 56a, comparece a consulta ambulatorial de rotina para tratamento do


diabetes mellitus. Antecedentes pessoais: dislipidemia, hipertensão arterial,
sedentarismo e tabagismo. Medicações em uso: metformina 1000 mg, enalapril 20
mg e sinvastatina 30 mg por dia há 4 meses. Exame físico: PA= 132x80 mmHg, FC=
88 bpm, IMC= 28 kg/m2. Exames laboratoriais: glicemia de jejum= 145 mg/dL,
hemoglobina glicada= 8%, LDL-colesterol= 130 mg/dL; triglicérides= 170 mg/dL;
creatinina= 1,2 mg/dL; albuminúria= 420 mg/24h. A CONDUTA É:
a. Aumentar dose de metformina, associar empagliflozina e trocar classe de estatina.
b. Manter dose de metformina, associar sulfonilureia e associar fibrato.
c. Manter dose de metformina, associar insulina basal e aumentar dose de
sinvastatina.
d. Aumentar dose de metformina, associar insulina basal e associar fibrato.
68. Homem, 68 anos, internado há 5 dias para tratamento de hematúria
macroscópica associada à infecção do trato urinário. Em uso de ciprofloxacino
guiado por urocultura, já afebril há 72h. Tem diagnóstico de neoplasia de bexiga
confirmado há 40 dias por biopsia, aguardando início do tratamento. Nas últimas 48
horas, paciente apresenta-se desorientado no tempo e espaço, com nível de
consciência oscilante ao longo deste período e sonolência excessiva durante todo o
dia, pouco contactuante e com discurso incoerente. CAM-ICU positivo. Intervalo QTc
de 440 milissegundos no eletrocardiograma de hoje. AS CONDUTAS SÃO:
a. Redução de luminosidade e ruídos para melhoria do sono; haloperidol 2,5mg EV
em caso de agitação ou alucinações.
b. Estímulo cognitivo; quetiapina 25 mg VO à noite para profilaxia de agitação e
alucinações noturnas.
c. Mobilização precoce; Zolpidem 10mg VO à noite para melhora da qualidade e
duração do sono.
d. Reorientação com utilização de relógio; risperidona 0,5mg VO de 12/12h para
reduzir duração do delirium.

69. Mulher, 63 anos, moradora de casa de repouso há seis meses após acidente
vascular encefálico com sequela de hemiplegia à direita. Durante visita domiciliar, o
médico da atenção primária é informado de que a paciente não possui carteira
vacinal. DE ACORDO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL, ESTA
PACIENTE DEVE RECEBER:
a. Dupla adulto: reforço a cada 5 anos; hepatite B: 3 doses; pneumocócica 23V:
1dose com reforço único após 10 anos; meningocócica C: 1 dose; gripe: anual
durante campanha.
b. Dupla adulto + pertussis acelular: reforço a cada 10 anos; pneumocócica 23V:
dose anual em conjunto com gripe anual durante campanha; meningocócica C: 1
dose, com reforço após 2 anos.
c. Dupla adulto: reforço a cada 10 anos; hepatite B: 3 doses se não tiver recebido
esquema completo na infância; pneumocócica 23V: 1 dose com reforço único após 5
anos; gripe: anual durante campanha.
d. Dupla adulto: 1 dose de reforço; hepatite B: 1 dose se não tiver recebido esquema
completo na infância; pneumocócica 23V: 1 dose com reforços a cada 5 anos; gripe:
anual durante campanha.
70. Mulher, 23 anos, professora do ensino fundamental, queixa-se de tosse produtiva
com secreção nasal há 6 dias, associados à febre e “olhos vermelhos”. Procura a
UER por piora dos sintomas e surgimento de algumas manchas no pescoço nas
últimas horas. Antecedente pessoal: rinite alérgica desde a infância com episódios
frequentes de sinusite tratados com antibiótico. Último episódio há aproximadamente
1 ano. Sinais vitais: FC= 124bpm, FR= 24irpm, PA= 128x68mmHg, T= 39,7ºC. Ao
exame: prostrada, mucosas secas, com algumas manchas hipocrômicas com halo
hiperemiado, justapostas ao pré-molar esquerdo. Algumas lesões maculopapulares
hiperemiadas em região periauricular e face à esquerda. Ausculta pulmonar com
roncos de transmissão, sem sibilos. A CONDUTA É:
a. Prescrever amoxicilina+clavulanato; colher hemograma; afastar das atividades
laborais por 72h até melhora sintomática
b. Prescrever sintomáticos e higiene nasal; não coletar exames; orientar utilização
de máscara cirúrgica durante atividades laborais
c. Prescrever sintomáticos; colher PCR específico; administrar reforço vacinal;
afastar das atividades laborais por 7 dias
d. Prescrever sintomáticos; colher sorologia e PCR específicos; afastar das
atividades laborais e indicar bloqueio vacinal dos contatos

71. Mulher, 58 anos, chega à UER transferida da UPA, onde estava internada há 48
horas, em tratamento de pneumonia. A paciente apresentou piora clínica progressiva
nas últimas 12 horas, com necessidade de ventilação mecânica e noradrenalina.
Está em uso de Ceftriaxone e Azitromicina endovenosos desde a admissão na UPA.
Tem radiografia de tórax da admissão com consolidação em lobo inferior esquerdo, e
radiografia após intubação orotraqueal, mostrando padrão compatível com SARA.
Após 3 horas da admissão na UER, a paciente evolui com choque refratário e óbito.
A DECLARAÇÃO DE ÓBITO DEVE SER PREENCHIDA PELO:
a. Médico assistente da UER.
b. Médico assistente da UPA.
c. Diretor clínico da UER.
d. Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
72. Mulher, 43
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va mitral há
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73. Você aca


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74. Homem, 56a, refere episódios recorrentes de dor abdominal epigástrica há 3
anos, com algumas visitas médicas sem definição diagnóstica. Chega a ter náuseas
e vômitos quando a dor é mais intensa. Conta também perda ponderal não
quantificada no último ano. Seu hábito urinário é normal, e apresenta usualmente 3
evacuações pastosas em grande quantidade por dia. Antecedentes pessoais:
tabagista e etilista; refere que em exames realizados anteriormente, o “açúcar no
sangue” estava alto. Exame físico: emagrecido, alterações de pilificação sugestivas
de desnutrição; abdome escavado, com discreto desconforto à palpação de
epigastro. Exames complementares: Hb= 10,6 mg/dL (VCM= 106 fL), leucócitos=
7800/mm3, plaquetas= 186000/mm3; glicemia de jejum= 236 mg/dL; Cr= 1,1 mg/dL;
albumina= 2,8 g/dL; Na= 138 mEq/L; K= 3,9 mEq/L. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA E
A INVESTIGAÇÃO ADEQUADAS SÃO:
a. Gastroparesia diabética; cintilografia de esvaziamento gástrico.

b. Gastroparesia diabética; teste terapêutico com eritromicina.

c. Pancreatite crônica; tomografia computadorizada de abdome.

d. Pancreatite crônica; dosagem sérica de amilase e lipase.

75. Homem, 56a, foi submetido a revascularização miocárdica por IAM há 90 dias.
Evolui com os seguintes resultados de Hb até o 3º dia de pós-operatório (PO): Hb
pré-operatório: 13,5 g/dL; PO1: Hb= 9,2 g/dL; PO2: Hb= 8,2g/dL; PO3: Hb= 7,8g/dL.
Apresenta boa evolução clínica, com previsão de alta da unidade de terapia
intensiva. QUAL A CONDUTA TRANSFUSIONAL?
a. Não há indicação de transfusão no momento.
b. Transfusão de 1U de concentrado de hemácias.
c. Transfusão de 2U de concentrado de hemácias.
d. Transfusão de 1U de concentrado de hemácias jovens (estoque < 14 dias).
76. Homem, 17a, com febre, cefaleia e mal-estar geral há 3 dias, sem melhora
apesar do uso de dipirona prescrita 2 dias antes em unidade básica de saúde.
Procura pronto atendimento devido a náuseas, mialgia, dor abdominal e exantema
há cerca de 24 horas. Exame físico: prostração discreta e exantema maculopapular
mais evidente em membros inferiores e antebraços, estendendo-se em menor
intensidade até tronco. Sem outras alterações. Antecedentes pessoais: morador de
área onde observou-se aumento da incidência de dengue; há 7 dias relata exposição
a carrapatos. Exames complementares: Hb= 11,3 g/dL; Ht= 31,2%; leucócitos= 5,48
x 109/L (diferencial: bastões 15%, neutrófilos segmentados 55%, linfócitos 28%,
monócitos 2%); contagem de plaquetas 110 x 109/L. QUAL O DIAGNÓSTICO MAIS
PROVÁVEL?
a. Dengue.
b. Chikungunya.
c. Leptospirose.
d. Febre maculosa.

77. Homem, 22a, trabalhador rural, sofreu uma picada de cobra em pé direito há
algumas horas, relatando desde então muita dor local, náuseas e vômitos. Não
conseguiu ver em detalhes nem capturar o animal. Sinais vitais: PA= 134x92mmHg,
FC= 96bpm, FR= 22irpm, SatO2= 99%, T= 36,3oC. Exame físico: desidratado,
eritema, edema e algumas bolhas no pé e terço distal da perna direita; exame
neurológico é normal. Exames complementares: Hemograma: Leucócitos=
8.350/mm3 (69% segmentados, 25% linfócitos, 6% monócitos), Hb= 15,2g/dL, Ht=
48%, Plaquetas= 272.000/mm3; U= 88mg/dL, Cr= 1,45mg/dL, CK= 233U/L, sangue
incoagulável. A CONDUTA É:
a. Soro antilaquético.
b. Soro anticrotálico.
c. Soro antielapídico.
d. Soro antibotrópico.
78. Homem, 31a, apresentou crise convulsiva tônico-clônica generalizada, de 2
minutos de duração e cessação espontânea. Relata cefaleia holocraniana
progressiva nos últimos 3 dias. Nega qualquer outra queixa. Nega doenças crônicas
e uso de medicamentos. Sinais vitais: PA= 136x88mmHg, FC= 72bpm, FR= 17irpm,
SpO2= 98%, T= 36,1oC. Exame físico: Glasgow 15, paresia proximal de membro
superior direito; propedêutica cardiopulmonar normal; presença de placas
esbranquiçadas em gengivas e língua; rarefação de pelos e hipotrofia muscular
generalizada; linfonodos aumentados e palpáveis em cadeias cervical e inguinal.
Exames complementares: Glicemia capilar: 98mg/dL; hemograma: Leuco = 3150
cels/mm3 (78% segmentados, 14% linfócitos, 8% monócitos) Hb= 10,2g/dL,
Plaquetas= 165.000/mm3; Na= 135mEq/L. Realizada TC de crânio sem e com
contraste, disponível abaixo. O teste rápido para HIV é positivo.

A CONDUTA É:
a. Solicitar ressonância nuclear magnética e punção liquórica.
b. Iniciar ceftriaxone e solicitar hemoculturas e um ecocardiograma.
c. Iniciar tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
d. Iniciar fenitoína e solicita biópsia estereotáxica da lesão e da medula óssea.
79. Mulher, 26a, relata dor lombar há 2 semanas, associada a emagrecimento e
calafrios. Há 1 dia a dor se acentuou, havendo dor irradiada ao quadril esquerdo,
passando a claudicar. Antecedentes pessoais: diabética, tabagista de 2 maços de
cigarro ao dia há 12 anos, em uso de insulina e de anticoncepcional oral. Sinais
vitais: PA= 122x78mmHg, FC= 87bpm, FR= 19irpm, SpO2= 95%, T= 36,3oC. Exame
físico: propedêutica cardiopulmonar normal; exame neurológico não revela perda de
força nem de sensibilidade tátil em membros inferiores; há dor à palpação de
processo espinhoso de vértebras lombares altas; quadris com movimentação normal
e indolores a palpação. Realizada radiograma de tórax (abaixo).

A CONDUTA É:
a. Realizar TC de tórax, broncoscopia e solicitar TC de coluna lombar.
b. Solicitar Angio-TC de tórax, proteinúria de 24 horas e eletroneuromiografia.
c. Solicitar hemograma, VHS, PCR e radiografia de coluna lombar.
d. Coletar pesquisa de B.A.A.R. no escarro e solicitar RM coluna lombar.
80. Homem, 46a, obeso, relata tosse seca e dispneia há 1 dia, com piora rápida e
progressiva. Refere também alguns episódios prévios de dispneia, que associa a
períodos em que estava gripado. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial de
diagnóstico recente em tratamento irregular, asma na infância e tabagismo (30 anos-
maço). Sinais vitais: PA= 214x122 mmHg, FC= 118 bpm, FR= 32 irpm, T= 36,3oC e
SpO2= 94% em ar ambiente. Exame físico: extremidades frias, ausculta cardíaca
normal, redução global do murmúrio vesicular sem ruídos adventícios; propedêutica
abdominal normal, sem edema de membros inferiores. Realizado ECG que
evidenciou taquicardia sinusal. Iniciado oxigenoterapia com máscara 5L/min. A
CONDUTA É:
a. Nitroprussiato de sódio e ventilação não invasiva.
b. Inalação com salbutamol, brometo de ipratrópio e hidrocortisona.
c. Levofloxacino, inalação com brometo de ipratrópio e hidrocortisona.
d. Nitroglicerina, AAS e clopidogrel.
INSCRIÇÃO ESCOLA SALA LUGAR NA
SALA

NOME ASSINATURA DO CANDIDATO

MASTOLOGIA

Instruções para a realização da prova


 Esta prova é composta de 50 questões de múltipla escolha. Para cada questão, há 4 alternativas, devendo
ser marcada apenas uma.

 Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.

 Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.

 Não deixe nenhuma das questões em branco na folha de respostas.

 A duração total da prova é de 5 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito

 Você somente poderá deixar a sala após 2h30min do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).

RESIDÊNCIA MÉDICA 2019 – 1ª FASE


MASTOLOGIA

CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO


1 11 21 31 41
2 12 22 32 42
3 13 23 33 43
4 14 24 34 44
5 15 25 35 45
6 16 26 36 46
7 17 27 37 47
8 18 28 38 48
9 19 29 39 49
10 20 30 40 50

DECLARAÇÃO DE PRESENÇA

Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª Fase
realizada no dia 04 de novembro de 2018.

Nome: Documento:

Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
1. Mulher de 33 anos, G1P1, sem método contraceptivo, procura o ginecologista 40
dias depois de ter realizado uma laparoscopia na qual foi retirado do ovário esquerdo
um teratoma sólido maduro de 4 cm no seu maior diâmetro. Pela descrição do
ultrassom pré-operatório e da descrição da cirurgia, o restante da cavidade abdominal,
útero, trompas, ovário esquerdo remanescente e ovário direito estão normais. Em
relação a estes achados, é CORRETO afirmar:
a. há indicação de ooforectomia bilateral, pelo risco de bilateralidade da lesão
b. trata-se de um tumor benigno, e a exérese do cisto é suficiente
c. está contra-indicado o uso de pílula anticoncepcional oral combinada
d. há indicação de teste genético para avaliação de mutação BRCA2

2. Mulher de 44 anos, união estável, G4P3(C1)A1, tabagista, IMC= 26Kg/m2, está com
diagnóstico citológico e histológico de carcinoma ‘invasor’ do colo do útero, com colo
tumoral e infiltrado, com lesão de 32mm em ectocérvice ao exame especular. A
respeito deste caso, é INCORRETO afirmar:
a. sangramento genital, sinusorragia, anemia, insuficiência renal, emagrecimento,
fistulas, dor pélvica, dispareunia, edema membros inferiores, lombalgia podem ser
encontrados na anamnese e no exame clínico desta paciente
b. carcinoma espinocelular (ou escamoso, ou epidermoide) é o tipo histológico mais
prevalente neste tipo de neoplasia
c. quimioterapia com platina e taxol e cirurgia de Wertheim-Meigs são as modalidades
de escolha em caso de acometimento parametrial ao toque retal
d. são causas de óbito diretamente relacionadas a este câncer em caso de
progressão: choque hipovolêmico por sangramento genital, insuficiência renal pós-
renal e síndrome consumptiva (caquexia e infecção)

3. Em relação às modalidades de tratamento do câncer de colo uterino, é CORRETO


afirmar:
a. Os ovários são incluídos no estadiamento cirúrgico em função do risco de
metástases, independentemente da idade da paciente
b. A preservação do útero visando a fertilidade futura não é possível em casos iniciais
(até estágio IB1)
c. Radioterapia pélvica externa (teleterapia) pode levar a esterilidade, sendo
necessária a fixação dos ovários fora do campo pretendido de tratamento actínico
d. A conização com margens livres é o método cirúrgico de escolha para pacientes
estadiadas como IB2

1
4. Em relação ao câncer de colo uterino, é CORRETA a afirmação:
a. O toque vaginal permite a adequada avaliação da extensão parametrial pela
neoplasia invasora
b. A taxa de falso negativo do rastreamento por uma amostra isolada de citologia
oncótica pode ultrapassar 50%
c. A biópsia dirigida não necessitará de complementação quando a profundidade de
invasão for menor do que 5 mm e a extensão inferior a 7 mm (microinvasão)
d. A ressonância magnética, a uretrocistoscopia e a retossigmoidoscopia são
mandatórias para o estadiamento da neoplasia invasora, em quaisquer estágios

5. Em relação às neoplasias intraepiteliais cervicais, é CORRETO afirmar:


a. A persistência da infecção, em especial pelo HPV tipos 16 e 18, está fortemente
ligada ao processo de carcinogênese cervical uterina
b. Não são lesões precursoras do carcinoma do colo uterino
c. A infecção pelo HPV é suficiente para o desenvolvimento da neoplasia invasora do
colo uterino
d. As lesões intraepiteliais cervicais são parte de um processo contínuo, sendo o
comportamento biológico semelhante entre NIC 1, NIC 2 e NIC 3

6. Mulher de 41 anos, G3P3, menstruação regular, laqueada, nega co-morbidades,


nega tabagismo, IMC=27, recebe resultado de citologia oncótica com laudo de
“Células Glandulares Atípicas”. Traz ultrassonografia transvaginal sem alterações, com
linha endometrial de 12mm (compatível com a fase do ciclo menstrual). Ao exame
apresenta colposcopia adequada, com zona de transformação tipo 2, e epitélio
acetobranco denso adentrando canal endocervical, biopsiado. Ao toque vaginal o colo
é fibroelástico, mede 3cm, útero ântero-verso fletido, móvel e indolor, de tamanho,
forma e consistência normais, anexos não palpáveis. O resultado da biópsia é
“Adenocarcinoma in situ”. É CORRETO afirmar:
a. Será necessário teste de HPV para determinação de tipo oncogênico
b. Não é necessário afastar presença de patologia endometrial, pois ecografia normal
c. Paciente deverá ser encaminhada para radioterapia
d. Conização do colo uterino está indicada

2
7. Paciente de 65 anos apresentou sangramento pós-menopausa, com curetagem
evidenciando adenocarcinoma endometrioide de endométrio. Durante cirurgia para
estadiamento, o exame de congelação da peça da histerectomia revelou extensão do
acometimento para o colo uterino. Que estrutura precisará ser abordada
adicionalmente frente a este achado do intraoperatório?
a. paramétrios
b. apêndice cecal
c. linfonodos inguinais profundos
d. linfonodos retroperitoneais supramesentéricos

8. Paciente de 63 anos comparece em consulta de retorno após biópsia de endométrio


ambulatorial com cânula de Pipelle e é informada do resultado: “carcinoma
endometrial tipo I”. É característica a ocorrência de desta lesão em pacientes:
a. com menor índice de massa corporal
b. com idade mais avançada
c. portadoras de mutação p53
d. com antecedente de hiperplasia endometrial como lesão precursora

9. Paciente retorna para resultado de curetagem uterina por sangramento uterino


anormal, que revela “hiperplasia endometrial”. Em relação a este resultado anátomo-
patológico, é CORRETO afirmar:
a. é frequente em mulheres abaixo de 30 anos
b. é a lesão precursora dos adenocarcinomas não-endometrioides do endométrio
c. a taxa de progressão para câncer das hiperplasias simples sem atipias é de 30%
d. está relacionada às condições de hiperestrogenismo, como a nuliparidade ou a
obesidade na pós-menopausa

3
10. Paciente de 50 anos com dor em baixo ventre e sangramento uterino anormal. O
ginecologista que a acompanha solicita ecografia pélvica, com aumento rápido de
volume uterino em relação a exame anterior, e a encaminha para centro especializado
de ginecologia oncológica por hipótese diagnóstica de sarcoma do corpo uterino. Em
relação aos sarcomas do corpo uterino, é CORRETA a afirmação:
a. são tumores ginecológicos frequentes, cuja incidência varia de 40 a 60% na
população
b. são tumores de evolução rápida, agressivos e com prognóstico reservado
c. a degeneração sarcomatosa de leiomiomas uterinos é frequente, correspondendo a
mais de 50% dos casos
d. sua via de disseminação preferencial é linfática, o que implica em linfanedectomia
pélvica e para-aorto-caval no tratamento cirúrgico

11. Em relação aos marcadores tumorais do câncer de ovário, é CORRETA a


afirmação:
a. Não são utilizados no seguimento da paciente
b. São adequados para o diagnóstico inicial
c. O CA 125 pode estar elevado em doenças benignas (miomatose, endometriose)
d. Têm alta especificidade, com pequeno número de falsos positivos

12. Quanto ao desenvolvimento do adenocarcinoma ovariano, é considerado fator


protetor:
a. Nuliparidade
b. Endometriose
c. Mutação BRCA
d. Fimbriectomia

13. Com relação à neoplasia trofoblástica gestacional, é CORRETA a afirmação:


a. As molas completas apresentam cariótipo diploide, sendo 96%XX e 4%XY
b. A mola hidatiforme é a forma mais benigna e mais comum, podendo ser parcial ou
incompleta, geralmente associada a fetos com tetraploidia no cariótipo, não estando
relacionada a maior taxa de abortamentos espontâneos
c. Cistos tecaluteínicos ovarianos ocorrem por hipoestímulo gonadotrópico em um
terço das pacientes
d. Ao estudo ecográfico, há fluxo peritrofoblástico de alta resistência

4
14. Sobre as neoplasias intraepiteliais vaginais (NIV), é CORRETA a afirmativa:
a. O prurido recorrente é a queixa clínica mais frequente
b. Até 80% das pacientes são assintomáticas
c. Houve aumento dos casos de carcinoma espinocelular da vulva consequentemente
ao aumento da incidência das NIV usuais
d. A NIV diferenciada está associada à infecção pelo HPV, tabagismo,
imunossupressão, com pico de incidência na quarta década de vida

15. Paciente de 74 anos com queixa de dor em baixo ventre e aumento do volume
abdominal. Nega antecedentes oncológicos pessoais ou familiares. Hipertensa
crônica, bom controle com metildopa 1g/d, nega outras queixas específicas. É
encaminhada a serviço terciário para investigação, e à ecografia abdominal é
evidenciada massa em anexo direito de 8cm, sólido-cística, com aumento da
vascularização periférica de baixa resistência ao ecodoppler, ascite em pequena
quantidade, e espessamento do omento. Com relação ao tratamento oncológico, é
CORRETO considerar:
a. Tratamento paliativo, em função da idade da paciente
b. Irradiação de cavidade peritoneal (teleterapia) para controle locorregional
c. Estadiamento cirúrgico para citorredução tumoral
d. Hormonioterapia neoadjuvante com inibidores de aromatase pela associação com
mutação BRCA

5
16. Mulher 36 anos, G3 P2 A1, procura Unidade Básica de Saúde por nódulo indolor
em mama direita percebido há quatro meses. Amenorreia por uso trimestral de acetato
de medroxiprogesterona de depósito. Antecedentes oncológicos pessoais negativos.
Refere tia materna com câncer de mama tratado na pré-menopausa (viva), e avó
paterna com câncer de mama tratado pós-menopausa, já falecida. Sem outros
antecedentes relevantes. Traz mamografia com laudo: “BIRADS 0”, e ecografia
revelando lesão 15mm hipoecoide, microlobulada e irregular em mama esquerda,
laudo: “BIRADS 4”. Ao exame clínico: mamas de pequeno volume, ptose grau 1,
levemente assimétricas, sendo a esquerda de menores dimensões. Mama direita com
discreto abaulamento da pele na junção dos quadrantes superiores à inspeção
estática; à palpação, identificada nodulação única de aproximadamente 20mm de
diâmetro. Expressão das árvores ductais negativas bilateralmente. Mama direita
semiologicamente normal. Axilas e fossas supraclaviculares bilateralmente livres.
Como seria a abordagem do diagnóstico mais provável e a conduta necessária frente
a esta paciente?
a. Cisto simples da mama, como o apresentado nesta ocasião, deve ser informados à
paciente como uma alteração funcional própria do menacme
b. A paciente precisa ser encaminhada ao mastologista do centro de referência para
elucidação diagnóstica de câncer de mama
c. Trata-se de um fibroadenoma, e necessitará de encaminhamento para biópsia
incisional em função do diâmetro da lesão e da faixa etária da paciente
d. Tumor filoide da mama, que necessitará de punção aspirativa com agulha fina para
elucidação diagnóstica em nível secundário da atenção à saúde

6
17. Mulher 42 anos comparece ao centro de saúde na campanha “Outubro Rosa”
solicitando orientações para prevenção do câncer de mama. Antecedentes obstétricos:
quatro gestações a termo, com quatro partos vaginais, amamentou cada filho por pelo
menos seis meses. Antecedentes ginecológicos: menarca aos 13 anos, menopausa
aos 48 anos, método anticoncepcional = laqueada oito meses após o último parto,
nega uso de medicações hormonais pregressamente. Nega tabagismo. Refere
consumo de duas garrafas de cerveja de 600mL apenas aos finais de semana. Nega
antecedentes familiares relevantes, nega queixas mamárias, e não apresenta
alterações ao exame clínico. IMC = 30Kg/m2. Além do controle de ganho ponderal e
das orientações sobre o consumo de álcool, em consonância com o preconizado pelo
Ministério da Saúde do Brasil em relação à prevenção do câncer de mama, qual seria
sua conduta?
a. trata-se de paciente de risco padrão para a faixa etária; proporia acompanhamento
clínico anualmente
b. trata-se de paciente de risco padrão para a faixa etária; proporia mamografia
bienalmente
c. trata-se de paciente de alto padrão para a faixa etária; proporia ressonância
magnética anualmente
d. trata-se de paciente de alto risco para a faixa etária; proporia ecografia de mamas
anualmente

7
18. Mulher 28 anos comparece em consulta ginecológica com queixa de dor nas
mamas há 15 dias. Refere que a dor tem ritmo catamenial, com piora na segunda fase
do ciclo menstrual, e melhora importante na primeira fase. Nega trauma, nega
antecedentes de mastite, nega tabagismo atual ou pregresso. Trabalha em salão de beleza
(manicure). Refere uso regular e adequado de pílula anticoncepcional oral combinada, hoje no
quarto dia de pausa. Antecedentes oncológicos pessoais e familiares negativos. Sem outros
antecedentes relevantes. Nunca fez mamografia. Ao exame clínico, mamas de médio
volume, sem alterações às inspeções estática e dinâmica, palpação dolorosa em
quadrantes superiores laterais bilateralmente, ausência de descarga papilar
bilateralmente, regiões axilares com linfonodos habituais, dor ao pinçamento da borda
lateral da musculatura peitoral. Qual seria sua proposta para a paciente nesta
oportunidade?
a. realizaria orientação verbal, que é estratégia para resolução de até 85% dos casos
de mastalgia, prescindindo de exames complementares
b. proporia mamografia, pois paciente sintomática
c. proporia ecografia de mamas, pois a densidade mamária inviabiliza a mamografia
nesta faixa etária
d. proporia ressonância magnética das mamas, pois a retenção hídrica e a dor na
segunda fase do ciclo descartariam outras opções de exames complementares

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19. Mulher 52 anos, G3 C3 A0, comparece no Centro de Saúde por nódulo indolor em
mama esquerda, percebido há três meses. Refere irregularidade menstrual, e
fogachos. Antecedentes oncológicos pessoais ou familiares negativos. Sem outros
antecedentes relevantes. Traz mamografia com laudo: “BIRADS 0”, e ecografia
revelando lesão cística em mama esquerda, com conteúdo predominantemente
anecoico, sem debris ou áreas sólidas, com reforço acústico posterior, laudo: “BIRADS
2”. Ao exame clínico: mamas de pequeno volume, ptose grau 1, levemente
assimétricas, sendo a direita de menores dimensões. Mama esquerda com discreto
abaulamento da pele na junção dos quadrantes superiores à inspeção estática; à
palpação, identificada nodulação única, macia, bem delimitada e móvel,
aproximadamente 25mm de diâmetro. Expressão das árvores ductais negativas
bilateralmente. Mama direita semiologicamente normal. Axilas e fossas
supraclaviculares bilateralmente livres. Como seria a abordagem do diagnóstico mais
provável e a conduta necessária frente a esta paciente?
a. Trata-se de um fibroadenoma, e necessitará de encaminhamento para excisão
cirúrgica em função do diâmetro da lesão e da faixa etária da paciente
b. A paciente precisa ser encaminhada ao mastologista do centro de referência para
iniciar tratamento por câncer de mama (suspeitado pela faixa etária e pelos exames
trazidos)
c. Tumor filoide da mama, que necessitará de punção aspirativa com agulha fina para
elucidação diagnóstica em nível secundário da atenção à saúde
d. Cisto simples da mama, como o apresentado nesta ocasião, deve ser informado à
paciente como uma alteração funcional decorrente da ação do hipoestrogenismo sobre
a glândula mamária

20. Você é convidado pela equipe multidisciplinar de saúde para organizar grupos de
orientação para mulheres da região atendida pelo posto de saúde em que você. Com
relação aos fatores de risco para o câncer de mama, é CORRETO afirmar:
a. Obesidade não é elencada como fator de risco para o câncer de mama na pós-
menopausa
b. Tabagismo e uso de pílulas anticoncepcionais orais combinadas são fatores de
risco controversos em relação ao desenvolvimento da neoplasia maligna da mama
c. Tratamento radioterápico por malignidades não-sólidas em tórax de mulheres
jovens não é fator de risco estabelecido para o câncer de mama
d. Amamentação não é considerada fator protetor para o câncer de mama em
população de risco habitual

9
21. Mulher de 57 anos, sem antecedentes relevantes, apresenta à mamografia um
nódulo na mama direita, irregular e microlobulado, medindo 15mm. A ultrassonografia
complementar confirmou na mesma topografia um nódulo hipoecóico, irregular e
microlobulado. O nódulo foi classificado na categoria BI-RADS® 4. Qual é o método
mais indicado para a obtenção de material para o estudo anatomopatológico desse
nódulo?
a. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)
b. Biópsia percutânea de fragmento (“core-biopsy”)
c. Biópsia incisional com avaliação intra-operatória
d. Biópsia excisional seguida de congelação

22. Mulher 58 anos, G2 P2 C0 A0, menopausa aos 49 anos, antecedente de trombose


venosa superficial em membro inferior direito na última gestação. Submetida a
quadrantectomia da mama esquerda com biópsia de linfonodo sentinela por carcinoma
mamário tipo não-especial Ecp IIa, tumor 22mm e margens livres, subtipo luminal B
não-Her2. Em regime de adjuvância, é CORRETO afirmar:
a. A hormonioterapia para este tumor luminal poderá ser realizada com tamoxifeno ou
com inibidores de aromatase
b. Haverá indicação de trastuzumab pela hiperexpressão de Her-2
c. Como se trata de um tumor triplo-negativo, será necessário solicitar o estudo
genético para mutação de BRCA 1 e 2
d. A paciente receberá radioterapia, pois fez cirurgia conservadora

23. Após a fecundação, a implantação no útero ocorre em qual estágio do


desenvolvimento?
a. Embrião com oito células
b. Zigoto
c. Mórula
d. Blastocisto

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24. A primeira criança de uma paciente secundigesta de 25 anos nasceu com genitália
externa ambígüa com hipertrofia de clitóris e fusão labial. Ela e seu marido são
portadores da deficiência de 21-alfahidroxilase. O casal gostaria de saber se é
possível fazer algo para evitar os efeitos da doença sobre o feto. Você indica o uso de
dexametasona pela mãe com qual dos seguintes objetivos?
a. Bloquear a glândula adrenal fetal
b. Bloquear os receptores esteroidais genitais fetais
c. Promover feedback negativo para a glândula pituitária materna
d. Bloquear a passagem transplacentária de andrógenos maternos

25. Uma paciente (quarta gestação, três partos) com 36 semanas de idade gestacional
apresentou sangramento vaginal abundante há duas horas. Ao exame: sinais vitais
maternos normais; tônus uterino normal, sem contrações; freqüência cardíaca fetal
regular, em torno de 140 batimentos por minuto; apresentação cefálica, com o pólo
cefálico flutuante; não há mais sangramento evidente ou sinais de ruptura de
membranas. Qual o diagnóstico mais provável?
a. Placenta prévia
b. Descolamento de placenta
c. Rotura de vasa previa
d. Carcinoma de colo uterino

26. Na avaliação da vitalidade fetal a Dopplervelocimetria da artéria umbilical


correlaciona-se com:
a. a reserva de oxigênio fetal
b. o nível de oxigenação tecidual fetal
c. a perfusão das vilosidades placentárias
d. a pressão parcial de oxigênio (PO2) no sangue fetal

27. Uma gestante tem o parto induzido com 38 semanas devido a oligoâmnio
acentuado. A criança nasce com ausência congênita da mão esquerda. Nesse caso a
alteração anatômica no recém-nascido se deve mais provavelmente a qual das
seguintes opções?
a. Banda amniótica
b. Anormalidade genética
c. Trauma materno
d. Nó verdadeiro de cordão

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28. Os eritrócitos fetais podem ser diferenciados dos eritrócitos maternos por qual das
seguintes características?
a. Menor quantidade de hemoglobina
b. Presença de núcleo
c. Resistência à eluição ácida
d. Forma

29. Uma gestante apresenta anemia microcítica com hemoglobina de 9 e reserva de


ferro normal. Qual o diagnóstico mais provável?
a. Deficiência de folato
b. Deficiência de vitamina B12
c. Talassemia
d. Perda sanguínea aguda

30. Uma paciente é admitida na fase ativa do trabalho de parto. Ela não fez pré-natal,
mas afirma estar com 41 semanas de gestação. Ao exame para verificar o colo e a
posição fetal você toca a face e o nariz do feto. Qual das seguintes opções mais
freqüentemente se associa com apresentação de face?
a. Anencefalia
b. Hidrocefalia
c. Prematuridade
d. Oligoâmnio

31. Uma gestante recebe imunoglobulina anti-D com 28 semanas por apresentar
tipagem sanguínea “A negativo”. Com 32 semanas ela tem um parto induzido, sem
intercorrências, por pré-eclâmpsia grave. O recém-nascido está evoluindo bem e sua
tipagem sanguínea é “A positivo”. No painel de anticorpos materno pós-natal observa-
se a presença de imunoglobulina anti-D com título 1/1. Qual das alternativas a seguir
melhor descreve a conduta em relação à administração de imunoglobulina anti-D após
o parto para essa paciente?
a. Não se deve administrar, pois a paciente já está sensibilizada
b. Administrar metade da dose padrão
c. Administrar uma dose padrão
d. Administrar o dobro da dose padrão

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32. Dentre as malformações uterinas abaixo relacionadas, qual está mais associada a
abortos espontâneos?
a. Útero septado
b. Útero unicorno
c. Útero didelfo
d. Útero bicorno

33. Qual das seguintes características ultrassonográficas não é utilizada no


diagnóstico de adenomiose, segundo o Morphological Uterus Sonographic
Assessment (MUSA)?
a. Assimetria das paredes miometriais
b. Cistos miometriais
c. Irregularidade da zona juncional
d. Índice de resistência na artéria uterina

34. Paciente de 25 anos chega ao pronto atendimento com queixa de leve dor na
fossa ilíaca esquerda há 3 dias e sangramento vaginal em pequena quantidade há 5
dias. Última menstruação há 5 semanas. Exames físico e ginecológico sem alterações.
Dosagem de hCG sérico = 1.500 mUI/ml. A ultrassonografia transvaginal não
identificou gestação tópica, nem alterações anexiais. Identificado conteúdo laminar
líquido no fundo de saco posterior. Qual é a conduta mais apropriada?
a. Laparoscopia no mesmo dia
b. Tratamento clínico de gestação ectópica íntegra com metotrexato no mesmo dia
c. Repetir o hCG sérico em 2 dias
d. Ressonância nuclear magnética da pelve

35. Qual é a recomendação da FIGO quanto à utilização da ressonância magnética no


estadiamento do câncer de colo uterino?
a. A ressonância magnética é recomendada, mas não é obrigatória
b. A ressonância magnética é contraindicada
c. A ressonância magnética é obrigatória em todos os casos
d. A ressonância magnética é obrigatória em todos os casos avançados

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36. Segundo o léxico da 5a edição do BI-RADS® –ACR quais das seguintes variáveis
ultrassonográficas devem ser utilizadas na descrição e na classificação dos nódulos
mamários?
a. Contorno, forma, margem e limite
b. Forma, margem, ecotextura e orientação
c. Densidade, forma e margem
d. Morfologia e distribuição

37. Uma paciente de 55 anos foi submetida a biópsia percutânea de fragmento de


calcificações mamográficas pleomórficas e segmentares. O resultado do exame
anatomopatológico dos fragmentos foi hiperplasia ductal atípica. A mamografia de
controle após a biópsia de fragmento mostrou calcificações residuais. Qual é a
conduta mais apropriada nesse caso?
a. A conduta deve ser baseada em exame de ressonância magnética complementar
b. A mamografia deve ser reclassificada como BI-RADS® 2 e o rastreamento
mamográfico de rotina deve ser indicado
c. Deve ser indicada quadrantectomia seguida de radioterapia
d. Deve ser recomendada biópsia excisional das calcificações residuais

38. Qual é estrutura anatômica mais precocemente identificada pela ultrassonografia


transvaginal no interior do saco gestacional?
a. Batimento cardíaco embrionário
b. Embrião
c. Vesícula vitelínica
d. Úraco

39. O diagnóstico através do rastreamento por métodos de imagem de doenças que


nunca seriam detectadas clinicamente é definido como:
a. “Overdiagnosis” ou sobrediagnóstico
b. Falso positivo
c. Falso negativo
d. Acurácia do teste

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40. Qual dos seguintes achados ultrassonográficos deve ser classificado na categoria
BI-RADS® 3?
a. Linfonodo intramamário típico
b. Ectasia ductal múltipla e bilateral
c. Nódulo oval hipoecóico, paralelo e circunscrito
d. Nódulo hipoecóico sobre a pele

41. Atualmente, em nosso País, a doação de órgãos necessita de autorização familiar


após o diagnóstico inequívoco e devidamente comprovado de morte encefálica. Sobre
o processo de doação de órgãos e a cirurgia de retirada dos mesmos, pode-se afirmar
que:
a. Em casos de morte encefálica secundária a causas externas em que haja a retirada
de órgãos para doação, o corpo deverá ser encaminhado ao Instituto Médico Legal,
realizada necropsia e emitido o Atestado de Óbito, sendo o horário do óbito
correspondente ao da perfusão dos órgãos na cirurgia de retirada.
b. Na cirurgia de hepatectomia total para doação, deve ser realizado o inventário da
cavidade, avaliando-se aspectos macroscópicos do órgão e da anatomia vascular pela
palpação principalmente da região do Hiato de Winslow, no qual se busca o tronco da
artéria hepática comum proveniente da artéria mesentérica superior, variação
anatômica mais comumente encontrada.
c. A sequência de retirada de múltiplos órgãos obedece à seguinte ordem: coração,
pulmões, fígado, rins, pâncreas, intestino delgado, artérias e veias, córnea, pele e
outros tecidos.
d. Na perfusão dos órgãos abdominais deve-se cateterizar a aorta infrarrenal e a veia
mesentérica superior ou inferior. Após, é feito o pinçamento da aorta abdominal
supracelíaca ou torácica descendente e seccionada a veia cava inferior junto ao átrio
direito, para descompressão e drenagem das soluções de preservação.

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42. As cicatrizes podem evoluir com alterações caracterizadas por processos de
hipercicatrização, originando cicatrizes hipertróficas e queloides. É correto afirmar:
a. Ambas as alterações são caracterizadas por feixes de colágeno espessados e
alinhados paralelamente à superfície da epiderme.
b. A ocorrência de queloides tem importante componente de predisposição genética,
sendo mais frequentes nos membros inferiores.
c. Cicatrizes orientadas paralelamente ao eixo de contração muscular tem menor
predisposição à hipertrofia.
d. Os queloides são caracterizados pelo crescimento além dos limites da lesão
original, podendo evoluir com regressão espontânea.

43. Os fármacos vasoativos são indicados e utilizados no manuseio de doentes


sépticos. Após reposição volêmica adequada e recebendo noradrenalina na dose de
1mcg/kg/min, paciente permanece hipotenso e oligúrico. Os dados clínicos e
hemodinâmicos indicam alto débito cardíaco e baixa resistência periférica. Qual é a
droga vasoativa de escolha para o controle da hipotensão neste caso?
a. Dobutamina – 5 a 10mcg/kg/min.
b. Isoprenalina – 0,05 a 5mcg/kg/min.
c. Dopamina – 1 a 3mcg/kg/min.
d. Adrenalina – 0,01 a 2mcg/kg/min.

44. Em relação às infecções hospitalares, assinale a alternativa INCORRETA:


a. O uso de antibioticoterapia profilática prolongada (até 5 dias) é eficaz para diminuir
a incidência de infecções hospitalares em pacientes cirúrgicos eletivos.
b. A lavagem das mãos antes e após a manipulação dos pacientes é a melhor
maneira de se prevenir infecções cruzadas nas enfermarias cirúrgicas.
c. Os bacilos Gram negativo aeróbicos e o Staphylococcus aureus são os principais
agentes responsáveis pelas infecções hospitalares em pacientes graves.
d. Posição elevada de pacientes de 30-45 graus diminui a incidência de pneumonia
associada à ventilação mecânica.

16
45. Paciente respirando em ar ambiente apresenta a seguinte gasometria arterial: pH=
7,35; PaO2= 85mmHg; PaCO2= 65mmHg; HCO3-= 39mEq/L e BE= +8mEq/L.
Qual é o distúrbio ácido básico primário e sua possível causa?
a. Acidose respiratória crônica, compensada com alcalose metabólica; DPOC.
b. Acidose metabólica aguda; descompensação diabética.
c. Alcalose respiratória aguda; intoxicação por aspirina.
d. Acidose metabólica crônica; insuficiência renal crônica.

46. Em relação aos estados de choque em geral, qual afirmativa abaixo é correta?
a. Periferia quente, pressão de pulso aumentada e alta pressão diastólica são
características clínicas do choque distributivo.
b. Hipertensão, distensão venosa jugular e abafamento das bulhas cardíacas são
achados no tamponamento cardíaco.
c. Diminuição na saturação venosa mista de O2, aumento na diferença do conteúdo
arteriovenoso de O2 e acidose láctica são achados no choque hipovolêmico.
d. A presença de Pressão de Artéria Pulmonar Ocluída (PAPO) elevada é sempre
indicativa de disfunção miocárdica.

47. Das alternativas abaixo citadas, qual é o tratamento de escolha para a taquicardia
supraventricular com QRS estreito, sem comprometimento hemodinâmico?
a. Cardioversão elétrica com corrente direta.
b. Amiodarona via intravenosa.
c. Lidocaína 70mg via intravenosa em “bolus”.
d. Adenosina via intravenosa.

48. Criança do sexo masculino, 25 dias de vida, chega ao Pronto Socorro com vômitos
leitosos, irritabilidade, baixo ganho ponderal, desidratado. Gasometria: acidose
metabólica hiponatrêmica e hipercalêmica. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
a. Refluxo gastroesofágico.
b. Estenose hipertrófica do piloro.
c. Sepse.
d. Hiperplasia adrenal congênita.

17
49. Qual é o benefício comprovado da correção intrauterina da mielomeningocele?
a. Menor necessidade de derivação ventriculoperitoneal.
b. Melhora da continência urinária e da bexiga neurogênica.
c. Menor incidência de medula presa.
d. Melhora da continência fecal.

50. Mulher, 50a, apresenta dispneia aos esforços e que se acentua com o decúbito
horizontal. Sem outras queixas. Tomografia computadorizada: massa heterogênea no
mediastino anterior, aumentando a distância entre a traqueia e o esôfago. Qual é a
principal hipótese diagnóstica?
a. Linfoma.
b. Adenoma de paratireoide.
c. Timoma.
d. Bócio mergulhante.

18
Faculdade de Ciências Médicas
Comissão de Residência Médica

Exame de Residência 2019

Gabarito Prova Múltipla Escolha 1


ACESSO DIRETO
V

Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta


1 C 21 B 41 B 61 C
2 A 22 C 42 D 62 D
3 A 23 A 43 B 63 D
4 A 24 A 44 C 64 B
5 D 25 D 45 A 65 C
6 B 26 C 46 A 66 C
7 B 27 D 47 C 67 C
8 A 28 C 48 D 68 D
9 D 29 D 49 B 69 A
10 D 30 B 50 B 70 B
11 B 31 D 51 B 71 B
12 C 32 C 52 A 72 B
13 D 33 D 53 A 73 A
14 B 34 B 54 C 74 D
15 C 35 D 55 C 75 A
16 C 36 B 56 D 76 A
17 A 37 A 57 C 77 D
18 A 38 C 58 D 78 B
19 B 39 C 59 A 79 C
20 B 40 A 60 A 80 D

As questões de número 34 e 58 foram anuladas.


Faculdade de Ciências Médicas
Comissão de Residência Médica

Exame de Residência 2019

Gabarito Prova Múltipla Escolha 2


ACESSO DIRETO
V

Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta


1 B 21 B 41 C 61 C
2 A 22 B 42 D 62 B
3 A 23 A 43 D 63 A
4 A 24 A 44 D 64 C
5 A 25 D 45 B 65 B
6 D 26 C 46 D 66 A
7 B 27 D 47 B 67 C
8 C 28 C 48 B 68 D
9 B 29 B 49 C 69 C
10 D 30 C 50 B 70 A
11 C 31 D 51 C 71 A
12 D 32 C 52 C 72 A
13 D 33 C 53 A 73 D
14 B 34 A 54 C 74 D
15 C 35 C 55 B 75 B
16 C 36 A 56 A 76 B
17 A 37 A 57 D 77 D
18 B 38 B 58 D 78 C
19 D 39 C 59 A 79 C
20 A 40 A 60 B 80 B

As questões de número 61 e 73 foram retificadas.


As questões de número 42 e 72 foram anuladas.
RESIDÊNCIA MÉDICA 2019
ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS
COREME / FCM / COMVEST GABARITO

Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta


1 c 21 b 41 b 61 b
2 b 22 d 42 c 62 a
3 b 23 c 43 a 63 c
4 d 24 d 44 d 64 b
5 b 25 a 45 c 65 d
6 b 26 c 46 b 66 c
7 c 27 b 47 d 67 a
8 d 28 b 48 d 68 d
9 a 29 c 49 a 69 b
10 a 30 a 50 d 70 d
11 c 31 d 51 b 71 c
12 d 32 a 52 a 72 b
13 b 33 a 53 d 73 a
14 a 34 b 54 c 74 d
15 d 35 c 55 a 75 b
16 c 36 c 56 c 76 a
17 a 37 d 57 b 77 d
18 c 38 a 58 a 78 a
19 d 39 d 59 b 79 c
20 a 40 b 60 c 80 a
RESIDÊNCIA MÉDICA 2019
ESPECIALIDADES CLÍNICAS
COREME / FCM / COMVEST GABARITO

Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta Questão Resposta


1 B 21 C 41 A 61 B
2 C 22 D 42 C 62 C
3 C 23 C 43 B 63 B
4 D 24 C 44 C 64 D
5 C 25 D 45 B 65 D
6 D 26 B 46 A 66 B
7 B 27 A 47 D 67 A
8 C 28 A 48 C 68 A
9 C 29 A 49 B 69 C
10 A 30 C 50 C 70 D
11 B 31 A 51 D 71 A
12 A 32 A 52 D 72 B
13 D 33 B 53 D 73 B
14 A 34 C 54 A 74 C
15 D 35 D 55 A 75 A
16 B 36 C 56 A 76 D
17 D 37 D 57 B 77 D
18 C 38 B 58 A 78 C
19 A 39 B 59 C 79 D
20 B 40 D 60 B 80 A TOTAL

A questão de número 44 foi retificada.


As questões de número 12 e 38 foram anuladas.
RESIDÊNCIA MÉDICA 2019
MASTOLOGIA
COREME / FCM / COMVEST GABARITO

Questão Resposta Questão Resposta


1 B 26 C
2 C 27 A
3 C 28 C
4 B 29 C
5 A 30 A
6 D 31 C
7 A 32 A
8 D 33 D
9 D 34 C
10 B 35 A
11 C 36 B
12 D 37 D
13 A 38 C
14 A 39 A
15 C 40 C
16 B 41 D
17 A 42 A
18 A 43 D
19 D 44 A
20 B 45 A
21 B 46 C
22 D 47 D
23 D 48 D
24 A 49 A
25 A 50 D

As questões de número 14 e 17 foram anuladas.

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