Prova Imprimir Unicamp
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SALA
Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.
Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.
A duração total da prova é de 4 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.
Você somente poderá deixar a sala após 2h do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).
V
RESIDÊNCIA MÉDICA 2019 – 1ª FASE
ACESSO DIRETO – PROVA 1
DECLARAÇÃO DE PRESENÇA
Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.
Nome: Documento:
Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
VALORES DE REFERÊNCIA
Hb (hemoglobina) 12-14 g/dL Tempo protrombina (TP) 11-12,5 seg.
Ht (hematócrito) 35-49% Tempo de tromboplastina 30-43 seg.
ativada (TTPA)
HCM 26-34 g/L R < 1,2
VCM 78-100fl RNI < 1,25
3
Reticulócitos 25.000 – 75000 mm
0,5 – 1,5%
3
Leucócitos 5.000 – 10.000 mm Eletroforese de HbA1 > 95%
hemoglobina HbA2 1,5 – 3,7%
Hb fetal < 2%
3
Plaquetas 150.000 a 4000.000mm
6. Mulher, 58a, é trazida ao Pronto Socorro com náuseas, vômitos, epistaxe, diaforese
e perda da consciência, após ter ingerido intencionalmente vários comprimidos.
Antecedentes Pessoais: diabetes mellitus tipo 2 em uso de glibenclamida e metformina
e esquizofrenia em uso irregular de haloperidol e biperideno. Exames
Complementares: pH= 7,1, pO2= 98 mmHg, pCO2= 26 mmHg HCO3-= 9,9 mEq/L,
Lactato= 15mmol/L, Ureia= 81,9 mg/dL, Creatinina= 3,1mg/dL, Sódio= 135 mEq/L,
Potássio= 6,6 mEq/L, Cloro= 104 mEq/L, Glicemia= 66mg/dL. TRATA-SE DE
INTOXICAÇÃO POR:
a. Glibenclamida.
b. Metformina.
c. Haloperidol.
d. Biperideno.
7. Mulher, 56a, procura atendimento médico por dor abdominal, evacuações líquidas
com sangue e náusea há 4 dias. Exame físico: PA= 110X68 mmHg, T= 36,7°C,
saturação de O2 (ar ambiente) = 95%, Abdome= difusamente doloroso. Hemograma:
hemoglobina= 12,6 g/dL, leucócitos= 7600mm3, plaquetas 96.000 mm3, creatinina=
1,52 mg/dL, ureia= 72 mg/dL, sódio= 132 mEq/L e potássio= 4,5 mEq/L. Após 2 dias,
com hidratação e antibioticoterapia adequadas, apresentou confusão mental e anúria.
Novos exames: creatinina= 6,1 mg/dL, Hemograma: hemoglobina= 8,9 g/dL,
plaquetas= 62.000 mm3 e série vermelha: grande quantidade de esquizócitos;
desidrogenase láctica= 1112 U/L, haptoglobina< 6,63 mg/dL, C3= 62mg/dL e
ADAMTS13 dentro dos valores da normalidade. A CONDUTA É:
a. Imunoglobulina humana.
b. Plasmaférese.
c. Heparina.
d. Metilprednisolona.
8. Mulher, 22a, vem para consulta na Unidade Básica Saúde queixando-se de dor para
urinar acompanhada de aumento da frequência há três dias, nega febre e corrimento
vaginal. Antecedentes Pessoais: nega quadro clínico semelhante anterior, última
menstruação há 7 dias. Exame físico: Abdome: sinal de Giordano negativo. Exame de
urina feito com tira reagente evidenciou pH= 5,0; nitrito= positivo e leucoesterase=
+++/3+. A CONDUTA É:
a. Tratar com nitrofurantoína.
b. Solicitar urocultura e tratar com norfloxacino.
c. Solicitar urocultura e iniciar antimicrobiano baseado no antibiograma.
d. Solicitar urocultura caso sintomas persistam após 5 dias de uso de fenazopiridina.
A CONDUTA É:
a. Eletroneuromiografia e hemoglobina glicada.
b. TSH, T4 livre, metoprolol e rivaroxabana.
c. Coprocultura e ciprofloxacino.
d. Tomografia de crânio e coletar liquor.
15. Homem, 72a, é ad
dmitido no Pronto Soc
corro com história dee palpitaçõe
es de
o súbito há
início á 1 hora. Nega
N dispne
eia, síncope ou queix
xas prévias de palpitações.
Antecedentes Pessoais:
P hipertensão arterial sis
stêmica em uso de hiddroclorotiaz
zida e
amlo
odipina. Exa ado geral, FR= 24 irrpm, PA= 112X68 mmHg,
ame físico: Bom esta
conssciente, orie
entado; Pulmões: Aussculta: sem alterações; Coração: bulhas rítm
micas
sem sopros, Ele
etrocardiogrrama:
A CO
ONDUTA É:
a) Ca
ardioversão
o elétrica.
denosina intravenosa.
b) Ad
c) Am
miodarona intravenosa
i a.
d) He
eparina sub
bcutânea.
16. M
Mulher, 67a
a, procura a unidade d
de emergência por feb
bre há 8 hooras (2 pico
os de
38º C), associa
ada a aste
enia e tonttura. Antec
cedentes Pessoais:
P leeucemia lin
nfoide
crôniica, iniciou tratamento
o quimioterá
ápico há cerca de 14
4 dias e Dooença Pulm
monar
Obsttrutiva Crôn
nica em uso de bronccodilatador e corticoid
de inalatórioo. Exame físico:
f
bom estado geral, FC= 94
4 bpm, PA=
= 126x69 mmHg,
m T= 37,2ºC, dessidratada 2+/4+.
2
Hem
mograma mo VCM= 86 fL, leucócito
ostra: Hb= 12,3g/dL, V m3 (segmentados
os= 890mm
23%, linfócitos 71%, monó
ócitos 6%), plaquetas= mm3. APÓS HIDRATAÇ
= 143.000m ÇÃO,
LETA DE HEMOCUL
COL LTURA, UR
ROCULTUR
RA, RADIO
OGRAMA DE TÓRA
AX A
CON
NDUTA TER
RAPÊUTICA
A É:
ntitérmicos, orientaçõe
a. Allta com an es sobre sinais
s de alerta
a e cuurva térmic
ca no
domiicílio.
b. Allta com am
moxicilina+clavulanato ões sobre sinais de alerta e curva
o, orientaçõ
térmica no domicílio.
nternação pa
c. In ara antibioticoterapia d
de amplo es
spectro intra
avenosa.
d. In
nternação pa
ara observa ecoce de anntibióticos guiado
ação da currva térmica e início pre
pelass culturas e exames de
e imagem.
17. Homem, 22a, vítima de acidente motociclístico, deu entrada na UTI com trauma
cranioencefálico grave. As pupilas evoluíram para midríase e não fotorreagentes à
estímulo luminoso. O PROTOCOLO DE MORTE ENCEFÁLICA DEFINE QUE:
a. Os dois exames clínicos devem ter no mínimo o intervalo de 1 hora.
b. Deve-se manter medicações sedativas até o término do protocolo.
c. Um dos exames clínicos deve ser realizado por um médico da equipe de
transplante.
d. Deve ser iniciado após autorização dos parentes de primeiro e segundo graus.
18. Homem, 69a, submetido a cirurgia de urgência para correção de aneurisma roto de
aorta abdominal. No pós-operatório imediato apresenta débito urinário de
350ml/24horas. Ureia= 90 mg/dL; e creatinina= 1,8 mg/dL; densidade urinária= 1035;
fração excretada de sódio= menor que 1%. O TRATAMENTO É:
a. Reposição volêmica.
b. Dobutamina.
c. Terapia de substituição renal.
d. Furosemida intravenosa.
19. Homem, 38a, retorna para reavaliação de ferida decorrente de ferimento corto-
contuso em panturrilha esquerda há 7 dias, a qual não foi suturada, pois o mesmo
procurou atendimento após 12 horas do trauma, sendo orientado apenas curativos e
vacinação antitetânica. Exame físico: ferida com secreção serosa, bordas bem
definidas com hiperemia discreta e interior com tecido vermelho vivo de aspecto
granuloso, sangrando facilmente ao toque. ASSINALE A ALTERNATIVA CORRETA
EM RELAÇÃO À FERIDA:
a. Está infectada pelo aspecto e pela secreção, devendo ser desbridada e iniciada
antibioticoterapia sistêmica.
b. Está no processo esperado de cicatrização, na fase proliferativa, podendo manter
os curativos e orientado retorno para reavaliação.
c. Está na fase inflamatória, devendo-se retirar os coágulos que estão a recobrindo
para facilitar a cicatrização.
d. Está no processo definido como fechamento em primeira intenção, o que permite a
sutura da mesma, já que não há secreção purulenta.
20. Mulher, 32a, procura atendimento médico por febre e dor abdominal em
hipocôndrio direito há 1 dia. Antecedentes pessoais: litíase biliar e esteatose hepática
diagnosticadas por ultrassonografia há seis meses. Exame físico: icterícia +++/4+,
desidratada +/4+, corada, T= 38o C, FR= 26 irpm, FC= 120 bpm; Abdome: Dor a
palpação em hipocôndrio direito no rebordo costal, Sinal de Murphy negativo,
descompressão brusca dolorosa ausente. ALT= 250 UI/L; AST= 300 UI/L; Bilirrubina
direta= 6,7mg/dL, Bilirrubina Indireta= 0,6 mg/dL; Gama-GT= 336mg/dL, Fosfatase
alcalina= 680UI/L, Leucócitos= 16.400mm3, (Bastonete 8%, Segmentado 71%,
Linfócitos 15%, monócitos 4% eosinófilos 2%) HB= 13,1g/dL, Ht= 40%. O QUADRO
DESCRITO É UMA COMPLICAÇÃO DE:
a. Colecistite aguda.
b. Coledocolitíase.
c. Pancreatite aguda.
d. Esteatohepatite.
21. Mulher, 63a, consulta na Unidade Básica de Saúde trazendo colonoscopia com o
diagnóstico de Doença Diverticular dos Cólons. AS ORIENTAÇÕES SÃO:
a. Antibioticoterapia profilática periódica e aumento de ingesta hídrica.
b. Dieta balanceada rica em fibras vegetais e aumento de ingesta hídrica.
c. Antibioticoterapia profilática periódica e ressecção endoscópica dos divertículos.
d. Colonoscopia e pesquisa de sangue oculto semestral.
22. Menino, 6 meses de idade, trazido ao Pronto Socorro porque está alternando
períodos de choro e calma, aumento do volume abdominal, vômitos amarelados e
evacuação com sangue e catarro há 12 horas. Exame Físico: Abdome distendido com
massa palpável à direita. O DIAGNÓSTICO E O EXAME A SER REALIZADO SÃO:
a. Enterocolite necrosante; radiograma simples de abdome.
b. Estenose hipertrófica do piloro; endoscopia digestiva alta.
c. Intussuscepção intestinal; ultrassonografia abdominal.
d. Apendicite aguda; tomografia computadorizada.
23. Homem, 65a, dá entrada no Pronto Socorro com distensão abdominal e parada de
eliminação de fezes e flatos, episódios de vômitos com aspecto fecaloide há 48 horas.
Indicado procedimento cirúrgico com episódio de vômito durante a indução anestésica.
No segundo dia pós-operatório apresentou febre alta contínua, presença de estertores
subcrepitantes e roncos em ausculta respiratória e expectoração abundante e
amarelada. Radiograma de tórax: opacidade homogênea em base de pulmão direito.
A CONDUTA É:
a. Amoxicilina-clavulanato.
b. Ceftriaxona.
c. Macrolídeo e vancomicina.
d. Metronidazol e aminoglicosídeo.
24. Mulher, 65a, vem à consulta referindo dor em panturrilhas ao caminhar em torno
de 200 metros, em subidas. Antecedentes pessoais: diabetes mellitus, nega tabagismo
e hipertensão arterial sistêmica. Exame físico: pulsos poplíteos e tibiais palpáveis
simétricos bilateralmente. O EXAME A SER REALIZADO É:
a. Medida do índice pressórico tornozelo/braço em repouso e pós caminhada.
b. Mapeamento arterial dos membros inferiores por ultrassonografia duplex.
c. Angioressonância magnética com gadolínio.
d. Cateterismo para arteriografia por subtração digital.
25. Homem, 26a, é trazido pelo SAMU para um Centro de Referência após queda de
motocicleta em rodovia. Exame físico: consciente, orientado, PA= 125 x 85 mmHg,
FC= 88 bpm, FR= 18 irpm, oximetria de pulso em máscara 100%; Abdome: abrasões
e escoriações na parede anterior; Extremidades: fratura fechada de cotovelo direito.
Focused Assessment with Sonography for Trauma (FAST): espaço hepatorrenal
(Morisson) com imagem anecoica sugestiva de líquido. A CONDUTA É:
a. Tratamento não operatório da lesão hepática.
b. Realizar punção do líquido guiada por ultrassonografia.
c. Dosagem de transaminases, bilirrubinas, hematócrito e hemoglobina.
d. Realizar tomografia computadorizada contrastada de abdome.
26. Mulher, 71a, sofreu queda da própria altura com fratura do colo do fêmur
esquerdo. Foi mantida em tração cutânea por 48 horas e submetida a cirurgia de troca
de articulação do quadril por prótese. No terceiro dia de pós-operatório apresenta
dispneia, dor torácica em pontada em hemitórax direito, acompanhada de sensação de
morte iminente. Exame físico: edema de todo o membro inferior esquerdo. A
PRIMEIRA CONDUTA É:
a. Ultrassonografia duplex dos membros inferiores para investigar trombose venosa
profunda no membro operado.
b. Angiotomografia de tórax complementada pela cintilografia pulmonar para
diagnóstico de tromboembolismo pulmonar.
c. Anticoagulação sistêmica com medicação de ação rápida para atingir um tempo de
tromboplastina ativada 1,5 a 2 vezes o padrão.
d. Filtro de veia cava inferior para evitar embolia pulmonar fatal, enquanto se atinge
níveis corretos de anticoagulação sistêmica.
27. Homem, 45a, será submetido a um procedimento cirúrgico eletivo com abertura da
cavidade abdominal. Antecedentes Pessoais: trombose venosa profunda ocorrida há 4
meses, em uso de warfarina. Após cinco dias de suspensão do uso de warfarina, RNI
foi de 1,9. A CONDUTA É:
a. Infundir sulfato de protamina na indução anestésica.
b. Liberar para realização da cirurgia.
c. Transfundir plasma fresco congelado duas horas antes da cirurgia.
d. Administrar vitamina K e controle de RNI em seis horas.
28. Homem, 28a, atendido no Pronto Socorro com história de dor precordial de forte
intensidade, de início súbito, com irradiação para o dorso há 3 horas. Antecedentes
pessoais: Síndrome de Marfan. Exame físico: Regular estado geral, pulsos: pulso
radial direito mais intenso que o radial esquerdo, sudorese fria, PA= 90x66 mmHg,
FC= 98 bpm; Coração: abafamento de bulhas com sopro diastólico em foco aórtico
acessório++/4+. Angiotomografia computadorizada:
A CONDUTA É:
a. Tratamento cirúrgico por via endovascular.
b. Tratamento clínico com analgesia e reavaliação em 6 horas.
c. Troca da aorta ascendente em caráter de emergência.
d. Tratamento clínico e controle do duplo-produto.
29. Mulher, 20a, refere sangramento vermelho vivo nas fezes e dor de forte
intensidade às evacuações há 2 semanas. Antecedentes Pessoais: constipação
intestinal crônica. O DIAGNÓSTICO E O EXAME PARA CONFIRMAÇÃO SÃO:
a. Doença hemorroidária; retossigmoidoscopia.
b. Abscesso anorretal; tomografia computadorizada.
c. Retocolite ulcerativa; colonoscopia.
d. Fissura anal; exame físico.
30. Ciclista, 26a, sofre atropelamento por carro. É trazido por populares até a Unidade
de Emergência. Exame físico: Consciente, orientado, PA= 100 x 70 mmHg, FC= 116
bpm, FR= 20 irpm; Abdome: dor a palpação profunda, sem irritação peritoneal, Pelve:
dor à palpação da sínfise púbica e nos trocânteres. Focused Abdominal Sonography
for Trauma (FAST)= negativo. Realizado: imobilização cervical com colar,
suplementação de oxigênio, acesso venoso periférico calibroso, coleta de tipagem
sanguínea e infusão de 1,0 litro Ringer com lactato aquecido. NA SEQUÊNCIA O
PRÓXIMO PASSO SERÁ:
a. Realizar tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve.
b. Imobilizar a pelve com lençol.
c. Transfundir hemoderivados e internar em UTI.
d. Controlar hemoglobina, hematócrito e pressão arterial.
31. Homem, 28a, teve queda de 2,5 metros de altura há 30 minutos. Trazido pelo
SAMU à Unidade de Pronto Atendimento, com imobilização cervical e em prancha
rígida, acesso venoso periférico e com drenagem torácica à direita com saída de 600
ml de sangue e ar. Exame físico: consciente, orientado, PA= 110x70 mmHg, FR=
20irpm, FC= 100bpm; Tórax: crepitação e dor à palpação na região média do gradil
costal direito; Pulmão: murmúrio vesicular presente anteriormente e bilateralmente,
sem ruídos adventícios. Radiograma de tórax realizado na sala de urgência:
opacidade em todo hemitórax direito. A OPACIDADE CORRESPONDE A:
a. Lesão traumática do diafragma.
b. Tórax instável.
c. Pneumotórax hipertensivo.
d. Hemotórax residual.
32. Mulher, 28a, há 5 dias com dor no último molar inferior esquerdo, procurou
atendimento médico por dor cervical e dificuldade de abertura da cavidade oral nas
últimas 24 horas. Exame físico: consciente, orientada, PA= 88x62 mmHg, FC= 128
bpm, FR= 24irpm, Oximetria de pulso (ar ambiente) = 93%; Face: hiperemia, calor, dor
e área de flutuação na região mandibular e submandibular esquerda com extensão
para região cervical. Tomografia computadorizada cervical e torácica: áreas de
coleções acima da carina até pescoço associados com espessamentos dos tecidos
adjacentes e níveis hidroaéreos. ALÉM DE COLETA DE EXAMES LABORATORIAIS,
HEMOCULTURAS, EXPANSÃO VOLÊMICA, ANTIBIOTICOTERAPIA, OXIGÊNIO
SUPLEMENTAR, A CONDUTA SEGUINTE É:
a. Aguardar resultados de culturas para redirecionar antibioticoterapia.
b. Realizar broncoscopia.
c. Realizar drenagem cervical cirúrgica.
d. Reavaliar exames laboratoriais e de imagem após 24 horas.
33. Menina, 6a, chega à Unidade de Emergência Pediátrica com quadro de cefaleia
holocraniana contínua há 2 dias, sem remissão com uso de analgésicos, associada à
mudança do padrão do sono, vômitos e irritabilidade. Mãe relata inchaço nos olhos e
de membros inferiores nos últimos 3 dias. Antecedentes pessoais: doença no rim,
diagnosticada há 3 anos. Exame físico: regular estado geral, sonolenta, descorada
+/4+, T= 36,2ºC, FR= 24irpm, FC= 106bpm, pressão arterial sistólica no percentil 75
para idade, tempo de enchimento capilar: 2 segundos; face: edema bipalpebral +/4+;
Abdome: presença de ascite, sem sinais de irritação peritoneal; Membros: edema
membros inferiores +/4+. OS DIAGNÓSTICOS SÃO:
a. Síndrome nefrítica e meningite bacteriana.
b. Síndome nefrótica e encefalopatia hipertensiva.
c. Síndrome nefrítica e insuficiência renal aguda.
d. Síndome nefrótica e trombose de seio venoso cerebral.
37. Menino, 3a, trazido ao pronto atendimento com febre não aferida e tosse há cinco
dias. Exame físico: T=38,7°C, FR= 50irpm, tiragem subcostal; Pulmões: murmúrio
vesicular presente, estertores crepitantes em ápice direito. Radiograma de tórax:
opacidade homogênea em lobo superior direito e velamento do seio costofrênico
ipsilateral. A CONDUTA É:
a. Toracocentese e antibioticoterapia com penicilina cristalina.
b. Drenagem torácica em selo d’água e antibioticoterapia com oxacilina.
c. Antibioticoterapia com macrolídeo.
d. Iniciar antibioticoterapia após resultado da hemocultura.
38. Criança, 4a, com diagnóstico de Glicogenose tipo I (Doença de Von Gierke) é
atendida na Unidade de Emergência com palidez cutânea, sudorese e sonolência.
Glicemia capilar= 32 mg/dL. Mãe refere que não está seguindo corretamente a dieta
prescrita para o filho. O COMPONENTE QUE ESTÁ FALTANDO NA DIETA DA
CRIANÇA É:
a. Fruta.
b. Leite.
c. Amido de milho.
d. Ovo.
40. Menino 12a, procura atendimento referindo mal-estar, febre e dor no corpo há 18
horas. Refere ter retirado carrapato da perna há 6 dias. Exame físico; T= 39oC, pulso
cheios. Hb= 12,2 g/dL, Leucócitos= 12.300mm3 (3% bastões, 65%segmentados, 25%
linfócitos, 7% monócitos) Plaquetas= 345.000 mm3. A CONDUTA É:
a. Iniciar doxiciclina.
b. Reavaliar em 24 horas.
c. Iniciar cefalosporina de terceira geração.
d. Investigar arbovirose.
41. Menino, 7m, é trazido a consulta ambulatorial por diarreia crônica. Antecedentes
pessoais: duas internações por pneumonia com 2 e 5 meses, na última precisou de
ventilação mecânica. Antecedentes familiares: irmão morreu com 22 dias de vida após
cirurgia no intestino. Exame físico: regular estado geral, peso e estatura baixo percentil
3, descorado ++/+4; Pulmões: murmúrio vesicular presente simétrico, estertores
subcrepitantes difusos; Abdome: distendido, fígado a 5 cm rebordo costal direito
levemente endurecido. A CONDUTA É:
a. Retirar o leite de vaca.
b. Dosar sódio e cloro no suor.
c. Dosar IgA e anticorpo antigliadina.
d. Realizar coprocultura.
42. Menina, 4a, retorna para ver resultado de exames de fezes que colheu há 10 dias
durante um quadro diarreico. Protoparasitológico: trofozoítos de Giardia lamblia e
Entamoeba histolytica. O TRATAMENTO É PRESCREVER:
a. Teclozam.
b. Tiabendazol.
c. Praziquantel.
d. Metronidazol.
43. Menina, 60 dias, é trazida ao Pronto Socorro com queixa de tosse em crise e falta
de ar há três dias. Mãe refere conjuntivite prévia. Nega febre. Antecedentes Pessoais:
parto normal, peso= 3.000 g e comprimento= 50 cm. Exame físico: FR= 70irpm, FC=
160bpm, afebril, acianótica, anictérica, retração intercostal presente; Pulmões:
estertores crepitantes em bases pulmonares. Radiograma de tórax: hiperinsuflação
bilateral e aumento de trama vasobrônquica. Hb= 12,5 g/dL, Leucócitos= 10.000 mm3
(bastões 3%, segmentados 36%, eosinófilos 10%, linfócitos 48%, monócitos 3%). O
TRATAMENTO É:
a. Anticorpo monoclonal para vírus sincicial respiratório.
b. Azitromicina.
c. Oxacilina e amicacina.
d. Ganciclovir.
44. Criança, 3a, trazida ao Pronto Socorro com quadro de sudorese profusa, vômitos
incoercíveis, salivação excessiva, alternância de agitação com prostração, e
bradicardia. Familiar refere que moram em área urbana com várias casas em
construção ao redor e que a criança estava brincando na rua quando chegou chorando
muito. O QUADRO CLÍNICO DESCRITO É COMPATÍVEL COM:
a. Acidente loxoscélico.
b. Acidente botrópico.
c. Escorpionismo.
d. Acidente crotálico.
49. Mulher, 23a, G1P0C0A0, 16ª semana de gestação, procura a Unidade Básica de
Saúde referindo quadro de vermelhidão e coceira na pele há 2 dias, acompanhado de
um episódio de febre de 38°C, além de dor articular. Exame físico: T= 37,8°C, FR=
18irpm, FC= 80bpm; Olhos: hiperemia conjuntival; Pele: exantema difuso discreto;
Prova do laço: negativa. A CONDUTA É:
a. Solicitar hemograma, AST/ALT, Ureia e creatinina, com monitoramento domiciliar
da temperatura e retorno diário à Unidade.
b. Solicitar Reação em Cadeia da Polimerase para Zika vírus e dengue; retorno diário
para hemograma e hidratação domiciliar.
c. Solicitar sorologia para Zika e para dengue; retorno diário para hemograma e
hidratação domiciliar.
d. Solicitar sorologia para Febre Amarela e Chikungunya, prescrever sintomáticos e
hidratação domiciliar.
51. Mulher, 23a, relata atraso menstrual de 10 dias e traz Beta-HCG cujo valor foi de
750 mUI/mL e ultrassonografia transvaginal: linha endometrial medindo 20 mm,
Identificado no ovário esquerdo, cisto de conteúdo anecoico, permeado por debris,
medindo 3,5 cm, apresentando vascularização periférica ao Doppler colorido;
presença de conteúdo líquido laminar no fundo de saco posterior. O DIAGNÓSTICO E
A CONDUTA SÃO:
a. Aborto retido; Curetagem uterina.
b. Gestação inicial; Ultrassonografia em 15 dias.
c. Gestação ectópica; Laparoscopia.
d. Gestação anembrionada; Curetagem uterina.
53.Mulher, 28a, comparece em consulta ginecológica com queixa de dor nas mamas
há 15 dias. Refere que a dor tem ritmo catamenial, com piora na segunda fase do ciclo
menstrual, e melhora importante na primeira fase. Antecedentes Pessoais: Nega
trauma, mastite e tabagismo, nunca fez mamografia e refere uso regular de pílula
anticoncepcional oral combinada, hoje no quarto dia de pausa. Antecedentes familiares:
negativos para doenças oncológicas. Trabalha como manicure. Exame Físico: Mamas:
médio volume, sem alterações às inspeções estática e dinâmica, palpação dolorosa
em quadrantes superiores laterais bilateralmente, ausência de descarga papilar
bilateralmente, regiões axilares sem linfonodomegalia, dor ao pinçamento da borda
lateral da musculatura peitoral. A CONDUTA É:
a. Não solicitar exames complementares.
b. Solicitar mamografia.
c. Mudar o método anticoncepcional.
d. Solicitar ressonância magnética das mamas.
54. Mulher, 35a, G4P3C0A0, na 29a semana de idade gestacional, procura
atendimento em uma maternidade sem qualquer retaguarda para casos graves de
gestações de alto risco, queixando-se de cefaleia occipital há 6 horas. Antecedentes
pessoais: hipertensão arterial sistêmica crônica. Exame físico: PA= 160X100mmHg,
FC= 90 bpm, AU= 27cm, DU= ausente, BCF= 136bpm; neurológico: reflexos
osteotendinosos profundos exaltados com aumento de área reflexógena. A CONDUTA
É ADMINISTRAR:
a. Duas ampolas de sulfato de magnésio a 50% intravenoso e transferir a gestante
imediatamente para o hospital de referência.
b. Um comprimido de 25mg de hidralazina via oral, uma ampola de sulfato de
magnésio a 50% e uma ampola de diazepam de 10mg intravenosos e solicitar
transferência após estabilização.
c. Quatro ampolas de sulfato de magnésio a 10% intravenosa, duas ampolas de
sulfato de magnésio 50% intramuscular profunda e transferência para hospital de
referência.
d. Um comprimido de 25 mg de hidralazina e 10mg de diazepam via oral, observação
no pronto-atendimento e transferência se não houver melhora após observação.
55. Mulher 25a, G1P0C0A0, foi admitida em trabalho de parto e evoluiu para parto
fórceps de Simpson para abreviação de período expulsivo. Após 20 minutos da
dequitação apresentou sangramento vaginal intenso com instabilidade hemodinâmica.
Exame obstétrico: útero amolecido, 5cm acima da cicatriz umbilical. Revisão de canal
de parto e curagem sem alterações. Após receber 20 UI de ocitocina intravenosa, uma
ampola de ergotamina intramuscular e uma ampola de ácido tranexâmico intravenoso
persiste com sangramento. A CONDUTA A SEGUIR É:
a. Inserção de Balão de Bakri.
b. Realização de histerectomia.
c. Administração de misoprostol por via retal.
d. Embolização de artérias uterinas.
56. Mulher, 21a, G1P0C0A0, com idade gestacional de 10 semanas, retorna para
resultados de exames. Antecedentes pessoais: anemia desde a infância. Hb=
10,5g/dL; Ht= 31,7%; VCM= 61fL; HCM= 20pg; RBC= 5,16 milhões; Eletroforese de
hemoglobina: HbA= 92%; HbF= 2%; HbA2= 6%; Ferritina= 20mcg/dL e ferro sérico=
95mcg/dL. A CONDUTA É:
a. Sulfato ferroso em dose terapêutica.
b. Vitamina B12.
c. Exsanguineotransfusão.
d. Aconselhamento genético.
60. Adolescente, 14a, vem referindo cólicas menstruais intensas desde a menarca
que foi há 12 meses, com melhora parcial com uso de antiinflamatórios.
Ultrassonografia pélvica: corno uterino medindo 7,0 x 3,8 x 4,2 cm, com linha
endometrial medindo 7mm. Identificada à direita do corno descrito, sem plano de
clivagem com o mesmo, imagem com as mesmas características, medindo 4,0 x 2,5 x
2,8 cm, apresentando conteúdo anecoico com debris em suspensão (sugestivo de
conteúdo hemático) na cavidade, medindo 3 x 2,0 x 2,1 cm; colo uterino único,
visualizado sem alterações e ovários de tamanho normal. O DIAGNÓSTICO É:
a. Útero unicorno com corno rudimentar.
b. Endometriose uterina.
c. Útero arqueado.
d. Agenesia mulleriana bilateral.
61. Mulher, 35a, G1P1, vem encaminhada pelo setor de Oncologia do hospital para
orientação de método contraceptivo. Antecedentes Pessoais: carcinoma ductal
invasivo da mama, tratado há 3 meses com quadrantectomia, sem necessidade de
linfadenectomia axilar ou quimioterapia. O MÉTODO CONTRACEPTIVO INDICADO
É:
a. Anticoncepcional oral combinado.
b. Acetato de medroxiprogesterona injetável a cada 90 dias.
c. DIU de cobre.
d. DIU de levonorgestrel.
63. Mulher, 36a, G3P2C0A1, procura Unidade Básica de Saúde por nódulo indolor em
mama direita percebido há quatro meses, retorna com exames solicitados. Refere que
não menstrua há 3 anos, em uso trimestral de acetato de medroxiprogesterona de
depósito. Antecedentes oncológicos familiares: tia materna com câncer de mama
tratado na pré-menopausa (viva) e avó paterna com câncer de mama tratado pós-
menopausa (falecida). Mamografia: BIRADS®= 0 e ultrassonografia de mamas: lesão
15mm hipoecoide, microlobulada e irregular em mama esquerda, BIRADS®= 4. Exame
das mamas: pequeno volume, ptose grau 1, levemente assimétricas, sendo a
esquerda de menor tamanho. Mama esquerda com discreto abaulamento da pele na
junção dos quadrantes superiores à inspeção estática; à palpação, identificada
nodulação única de aproximadamente 20mm de diâmetro; mama direita
semiologicamente normal; expressão das árvores ductais negativas bilateralmente.
Axilas e fossas supraclaviculares bilateralmente livres. A CONDUTA É:
a. Repetir ultrassonografia de mama em 6 meses.
b. Solicitar tomografia computadorizada de mamas.
c. Repetir mamografia com magnificação em 3 meses.
d. Encaminhar ao centro de referência.
64. Mulher, 35a, G1P1A0C0, procura atendimento referindo perda urinária aos
esforços após parto vaginal que ocorreu há 6 meses. Está em amamentação exclusiva
desde o parto. Exame ginecológico: ausência de distopias. A CONDUTA É:
a. Prescrever estrogênios vaginais.
b. Treinamento dos músculos do assoalho pélvico.
c. Indicar cirurgia de sling.
d. Nenhum tratamento até 12 meses após o parto.
65. Homem, 55a, procura atendimento com queixa de falta de ar progressiva aos
mínimos esforços e perda de peso de 6 kg nos últimos três meses. Histórico
Profissional: motorista de taxi há 25 anos; trabalhou em fábrica de telhas de
fibrocimento entre 1984 e 1993. Radiograma de tórax: imagem de linfonodos
mediastinais calcificados, placas pleurais difusas e derrame pleural no seio
costofrênico do pulmão direito. O DIAGNÓSTICO É:
a. Tuberculose pleural.
b. Silicose.
c. Mesotelioma maligno.
d. Sarcoidose.
Casos/ Casos/
10000 10000
tempo tempo
C D
Casos/ Casos/
10000 10000
tempo tempo
70. Um estudo experimental foi conduzido para comparar a efetividade de duas drogas
em relação a placebo. Dados sócio-demográficos e clínicos foram considerados na
análise multivariada.
Tabela: Resultados de estimadores de recuperação clínica da doença nos três grupos,
em análise univariada e multivariada (regressão logística), ajustados pelas variáveis
sócio-demográficas e clínicas.
Tratamento Análise univariada Análise multivariada
Odds Ratio IC (95%) Odds Ratio IC (95%)
Droga 1 1,4 0,83-5,01 1,84 0,78-4,8
Droga 2 1,9 0,91-4,2 2,1 0,89-3,2
Placebo 1 1
IC - Intervalo de Confiança
ASSINALE ALTERNATIVA CORRETA:
a. A droga 2 deve ser priorizada em relação à droga 1 na recuperação clínica.
b. As drogas apresentaram efeito semelhante ao placebo para a recuperação clínica
do paciente.
c. A droga 1 apresentou melhor efeito na recuperação clínica em qualquer condição
sócio-demográfica e clínica.
d. As drogas apresentaram resultados positivos para a recuperação clínica em relação
ao placebo.
71. Na saída de um plantão uma enfermeira de sua equipe pede para você
acompanhá-la até o estacionamento do hospital. Durante o trajeto ela fica apreensiva,
assustada e revela que não consegue andar sozinha porque revive pensamentos do
assalto que sofreu há cerca de sete meses, no mesmo estacionamento, quando saia
do plantão. O DIAGNÓSTICO E A CONDUTA SÃO:
a. Transtorno de ansiedade e notificação.
b. Transtorno de estresse pós-traumático e notificação.
c. Transtorno de ansiedade e não necessidade de notificação.
d. Transtorno de estresse pós-traumático e não necessidade de notificação.
72. Um bebê de oito meses nasceu com diversas comorbidades e ficou hospitalizado
em UTI Neonatal desde o nascimento com um quadro clínico degenerativo, incurável e
que exigiu diversas intervenções terapêuticas invasivas para mantê-lo vivo. Não houve
mudanças no quadro clínico e as medidas invasivas não modificaram ou reverteram o
curso da doença. SE FOREM MANTIDAS, TAIS MEDIDAS CARACTERIZAM:
a. Eutanásia.
b. Distanásia.
c. Ortotanásia.
d. Calotanásia.
74. Homem, 35a, é atendido no Pronto Socorro com queixa de fraqueza, cólicas
abdominais, vômitos e espasmos musculares. Refere ser trabalhador rural há nove
meses em lavoura de tomate e que aplicou veneno no último mês, em dias alternados.
A ETIOLOGIA DA INTOXICAÇÃO AGUDA E O EXAME A SER REALIZADO SÃO:
a. Piretróide e dosagem de colinesterase plasmática.
b. Organofosforado e dosagem de colinesterase eritrocitária.
c. Fungicida e dosagem de colinesterase eritrocitária.
d. Organofosforado e dosagem de colinesterase plasmática.
75. Homem, 88a, retorna pelo achado laboratorial de elevação do colesterol (LDL
colesterol= 165mg/dL, HDL colesterol= 40mg/dL e triglicerídes= 230mg/dL);
Creatininofosfoquinase= 23U/L, AST= 10U/L, ALT= 12 U/L; Creatinina= 0,9mg/dL.
Antecedentes Pessoais: hipertensão arterial sistêmica, intolerância à glicose e
osteoartrite de quadril. Medicações em uso: hidroclorotiazida (25 mg/dia), losartana
(50 mg/dia), metformina (850 mg 2x/dia), carbonato de cálcio (500 mg 2x/dia),
paracetamol (500 mg 6/6 horas) e sulfato de glucosamina (1,5 mg/dia). A CONDUTA
É:
a. Manter as medicações em uso.
b. Prescrever estatina e ácidos graxos ômega-3.
c. Prescrever estatina e orientar caminhadas diárias.
d. Prescrever ciprofibrato.
79. Menina, 5a, em consulta de rotina, apresenta ao exame físico hematoma em uma
das nádegas, sem limitação da movimentação. Questionada, a mãe informa que a
menina sofreu uma queda há poucos dias. A CONDUTA É:
a. Solicitar hemograma e coagulograma.
b. Recomendar retorno em 48 horas para reavaliação.
c. Fazer o genograma e visita domiciliar.
d. Receitar anti-inflamatório por 3 dias.
Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.
Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.
A duração total da prova é de 4 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.
Você somente poderá deixar a sala após 2h do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).
V
RESIDÊNCIA MÉDICA 2019 – 1ª FASE
ACESSO DIRETO – PROVA 2
DECLARAÇÃO DE PRESENÇA
Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.
Nome: Documento:
Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
VALORES DE REFERÊNCIA
Hb (hemoglobina) 12-14 g/dL Tempo protrombina (TP) 11-12,5 seg.
Ht (hematócrito) 35-49% Tempo de tromboplastina 30-43 seg.
ativada (TTPA)
HCM 26-34 g/L R < 1,2
VCM 78-100fl RNI < 1,25
3
Reticulócitos 25.000 – 75000 mm
0,5 – 1,5%
3
Leucócitos 5.000 – 10.000 mm Eletroforese de HbA1 > 95%
hemoglobina HbA2 1,5 – 3,7%
Hb fetal < 2%
3
Plaquetas 150.000 a 4000.000mm
4. Homem, 36a, foi trazido ao Setor de Emergência com apatia e lentificação motora.
Antecedentes Pessoais: transtorno afetivo bipolar há 13 anos, em uso crônico de
carbonato de lítio, carbamazepina e clonazepam. Há um mês apresentou episódio
maníaco com sintoma psicóticos, sendo associada olanzapina. Exame físico: T=
41,2°C, PA= 90x60 mmHg, FC= 96bpm, Neurológico: hipertonia de extremidades.
Leucócitos= 19.300mm3, CPK= 3.176 U/L. Tomografia computadorizada de crânio:
sem alterações. ALEM DA SUSPENSÃO DA OLANZAPINA, O TRATAMENTO É:
a. Bromocriptina.
b. Haloperidol.
c. Buspirona.
d. Riluzol.
5. Homem, 82a, internado em Enfermaria de Geriatria para tratamento de pneumonia
lobar, necessitando de oxigenoterapia, sem alterações cognitivas prévias. No segundo
dia inicia quadro de letargia, períodos de confusão mental, diminuição da atividade
motora e retenção urinária. O DIAGNÓSTICO É:
a. Delirium.
b. Esquizofrenia.
c. Demência.
d. Hipoglicemia.
ado tratame
Inicia ento com as
spirina, clop
pidogrel, nittroglicerina e captopril.. Paciente evolui
e
com melhora dos
d sintoma
as. Após 2 horas sem
m queixas, volta a terr dor preco
ordial.
Eletrrocardiogram
ma:
O ME
ECANISMO
O FISIOPAT
TOLÓGICO
O E A ARTÉ
ÉRIA ACOM
METIDA SÃ
ÃO:
a. Va
asoespasm
mo; artéria circunflexa d
dominante.
b. Isquemia; arttéria coroná
ária direita.
c. Va mo; artéria descendente
asoespasm e posterior.
d. Isquemia; arttéria descen
ndente ante
erior.
13. Mulher, 69a, foi trazida em Unidade de Pronto Atendimento por prostração e
confusão há 3 dias. O quadro é acompanhado por evacuações líquidas (14
episódios/dia). Antecedentes Pessoais: câncer de cólon ascendente com múltiplas
metástases em fígado e pulmões em quimioterapia. Exame físico: FC= 108bpm, FR=
24ipm, PA= 100X60 mmHg, Peso= 50 kg Exames laboratoriais: Ureia= 82 mg/dL;
Creatinina= 2,8 mg/dL; Sódio= 164 mEq/L; Potássio= 4,1 mEq/L. PARA REDUZIR A
CONCENTRAÇÃO SÉRICA DO SÓDIO EM 10 mEq/L A SOLUÇÃO E O VOLUME
NECESSÁRIOS SÃO:
a. Soro fisiológico, 3 litros em 24 horas.
b. Ringer lactato, 6 litros em 24 horas.
c. Soro glicosado 5%, 6 litros em 24 horas.
d. Soro fisiológico e água destilada em partes iguais, 5 litros em 24 horas.
14. Homem, 58a, é admitido na Unidade de Emergência com queixas de dor no
peito e falta de ar, de início súbito há 30 minutos. Antecedentes pessoais: tabagismo
30maços/ano. Exame físico: FC= 132 bpm, FR= 38irpm, PA= 88x56 mmHg, Saturação
de oxigênio (em ar ambiente) = 86%, sudoreico. Pulmões: murmúrio vesicular
presente, sem ruídos adventícios; Coração: Bulhas rítmicas sem sopros ou bulhas
acessórias. ECG: taquicardia sinusal, bloqueio de ramo direito, Tomografia
computadorizada de tórax:
A CONDUTA É:
a. Enoxaparina.
b. Alteplase.
c. Clopidogrel e tirofibana.
d. Drenagem de tórax.
15. Homem, 19a, procura Unidade de Pronto Atendimento por dor em membro inferior
direito há três semanas, após um chute na coxa direita jogando futebol. Há cinco dias
a dor passou a ser acompanhada de inchaço progressivo, mudança da coloração da
pele no local e febre com tremores. Exame físico: T= 39,5ºC, PA= 90x60 mmHg, FC=
136 bpm, FR= 36irpm, perfusão periférica= 3 segundos; Pulmões: murmúrio vesicular
presente e simétrico, presença de estertores crepitantes em base direita; Coração:
bulhas rítmicas, hiperfonéticas, com sopro sistólico +++/4+ no foco pulmonar que
irradia para a base do pescoço bilateralmente; Abdome: fígado palpável a 2cm do
rebordo costal direito, consistência normal, borda fina e superfície lisa; baço palpável a
5cm do rebordo costal esquerdo, consistência normal, borda fina e superfície lisa.
Membros: coxa direita com circunferência 5cm maior que a coxa esquerda, edema em
sua face lateral e exantema circular de aproximadamente 15cm, de cor violácea no
centro e amarelada em bordas planas e evanescentes; Pulsos: periféricos presentes e
simétricos. APÓS REALIZAÇÃO DE EXAMES COMPLEMENTARES E DURANTE A
ESTABILIZAÇÃO HEMODINÂMICA O ANTIBIÓTICO A SER INICIADO DEVERÁ
INCLUIR COBERTURA PARA:
a. Bacilos Gram negativos.
b. Diplococos Gram negativos.
c. Cocos Gram positivos.
d. Bacilos Gram positivos.
16. Homem, 60a, deu entrada no Pronto Socorro com dificuldade para comunicar-se
pela dificuldade respiratória e extremidades arroxeadas e com confusão mental. Há
uma semana começou com tosse e expectoração amarelada e vinha usando fluxos
elevados de oxigênio devido a piora da dificuldade respiratória. Antecedentes
Pessoais: Tabagismos 40 maços/ano, parou de fumar há 5 anos quando a começou a
usar oxigenoterapia domiciliar. Gasometria arterial: pH= 7,27, paO2= 65 mmHg,
paCO2=77 mmHg, HCO3= 38mmol/L. É CORRETO AFIRMAR:
a. A história de tosse com expectoração amarelada caracteriza a pneumonia adquirida
na comunidade, sendo a gasometria arterial típica da sepse.
b. A alteração sensorial, a necessidade de intubação de emergência e a parada
respiratória são contraindicações absolutas para ventilação não invasiva.
c. A alteração sensorial é devida à hipercapnia, e o uso de ventilação não invasiva
poderá melhorá-lo, com necessidade de reavaliação em até 2 horas.
d. A primeira conduta a ser tomada será a instalação de máscara de oxigênio visando
manter a oxigenação entre 95% a 97%.
17. Mulher, 43a, submetida a esplenectomia eletiva. Administrados 2g de cefazolina
antes da indução anestésica. Antecedentes Pessoais: Diabetes mellitus tipo 2,
obesidade grau II, púrpura trombocitopênica idiopática em uso de prednisona
20mg/dia há 2 meses. Exame físico no quarto dia pós-operatório: T= 38,5oC; Abdome:
hiperemia na incisão, com dreno apresentando baixo débito de secreção serosa. É
CORRETO AFIRMAR QUE:
a. A hiperglicemia, a obesidade e o uso de prednisona são fatores de risco para a
infecção da ferida cirúrgica.
b. O uso antibiótico profilático deveria ter sido estendido por mais 72 horas após a
cirurgia pela presença do dreno.
c. Os patógenos mais frequentemente envolvidos são os cocos Gram-negativos
encapsulados como o Enterococcus sp.
d. A corticoterapia deveria ter sido suspensa no pré-operatório e reintroduzida 2
semanas após a alta.
20. Homem, 53a, procura atendimento médico em Unidade Básica de Saúde com
queixa de dor lombar crônica. Exame físico: abdome: massa abdominal em
mesogastro com aproximadamente 4 cm de diâmetro, pulsátil. OS EXAMES A
SEREM SOLICITADOS SÃO:
a. Ultrassonografia de abdome e radiograma de tórax.
b. Angiotomografia de aorta e membros inferiores.
c. Angioressonância magnética da aorta e membros inferiores.
d. Arteriografia por subtração digital de aorta e membros inferiores.
21. Mulher, 27a, foi agredida com uma arma branca na região esquerda do
hipogástrio. Exame físico: consciente, orientada, PA= 125x75 mmHg, FC= 92 bpm,
FR= 16 irpm, oximetria de pulso (ar ambiente) = 99%; Abdome: ferimento cortante na
parede anterior em fossa ilíaca esquerda com exteriorização do omento, sem sinais de
sangramento para exterior. Focused Assesement with Sonography for Trauma
(FAST)= negativo. AS CONDUTAS SÃO:
a. Observação clínica, hemograma e proteína C reativa seriados.
b. Tipagem sanguínea e laparotomia exploradora.
c. Curativo estéril e exame radiográfico de abdome agudo.
d. Reintroduzir o omento, sutura do ferimento e reforço da vacina antitetânica.
22. Homem, 45a, trazido ao Hospital após resgate em porão de loja comercial durante
um incêndio, queixa-se de náuseas e cefaleia. Exame físico: confuso, PA= 115x75 mm
Hg, FC= 114 bpm, FR= 24 irpm, Oximetria de pulso (com máscara) = 100%. A
CONDIÇÃO QUE AUXILIARÁ NO DIAGNÓSTICO DE INTOXICAÇÃO POR
MONÓXIDO DE CARBONO É:
a. Presença de queimadura da cavidade nasal e fimbrias nasais.
b. Divergência da relação entre oximentria de pulso e PaO2.
c. Curva de creatinoquinase.
d. Angiotomografia de tórax e oximetria de pulso contínua.
23. Homem, 83a, foi submetido a correção de um aneurisma de aorta abdominal por
laparotomia mediana. A sutura da aponeurose foi realizada em plano único com sutura
contínua. No quarto pós-operatório apresenta saída abundante de líquido claro e alça
intestinal pela parte inferior da incisão. O TRATAMENTO É:
a. Recobrir as alças com uma compressa estéril úmida e correção cirúrgica o mais
breve possível.
b. Envolver as alças em um saco plástico estéril e manter a cavidade aberta para
evitar a formação de abcessos e peritonite.
c. Reposicionar imediatamente as alças intestinais na cavidade abdominal para evitar
o ressecamento com risco de ruptura das mesmas.
d. Lavar as alças intestinais com soro fisiológico e suturar a pele no leito, para que
não haja contaminação da cavidade abdominal.
24. Homem 19a, foi trazido ao hospital por queimaduras ao acender churrasqueira.
Exame físico: consciente, orientado, PA= 115x80 mmHg, FC= 96 bpm, FR= 22 irpm,
Oximetria de pulso (ar ambiente) = 100%; Pele: queimaduras de segundo grau:
tórax/abdome anterior 14% e face anterior de membros superiores 8%. Para o cálculo
de um por cento da área queimada é considerado a mão:
a. Da vítima com os dedos.
b. Do avaliador sem os dedos.
c. Da vítima sem os dedos.
d. Do avaliador com os dedos.
25. Homem, 58a, apresenta queixa de dor abdominal, mais acentuada em quadrante
inferior esquerdo e febre de 38,5°C há 2 dias. Antecedentes pessoais: constipação
intestinal. Exame Físico: Abdome: plano, doloroso e com plastrão palpável em fossa
ilíaca esquerda, descompressão brusca dolorosa: ausente. O DIAGNÓSTICO E A
CONDUTA SÃO:
a. Volvo de sigmoide; antibiótico endovenoso para germes Gram positivo e
anaeróbios.
b. Perfuração de segunda porção do duodeno; ultrassonografia abdominal.
c. Neoplasia de sigmoide abscedido; colonoscopia.
d. Diverticulite complicada; tomografia computadorizada de abdome.
26. Mulher, 27a, procura Unidade Básica de Saúde para avaliação do risco de
neoplasia intestinal. Nega queixas gastrointestinais. Antecedentes Pessoais: ausência
de comorbidades; nega tabagismo e etilismo. Antecedentes Familiares: neoplasia de
cólon no avô, no pai e no irmão (aos 28 anos). A PACIENTE DEVE REALIZAR
ANUALMENTE:
a. Tomografia computadorizada de abdome.
b. Trânsito intestinal contrastado.
c. Colonoscopia.
d. Seguimento clínico.
29. Homem, 25a, procura atendimento com queixa de dor lombar esquerda súbita, em
cólica com irradiação para lado esquerdo do escroto associado a náusea e vômitos.
Nega febre. Antecedentes Pessoais: Nega comorbidades. Apresentou melhora após
administração de medicações. Tomografia computadorizada sem contraste: imagem
calcificada no interior do terço inferior do ureter esquerdo de 3 mm, sem dilatação
pielocalicial. Urina I: leucócitos= 6/campo, hemácias= 100/campo, Cristais de oxalato
de Cálcio= presentes. AS CONDUTAS SÃO:
a. Antibioticoterapia profilática e litotripsia extracorpórea.
b. Terapia medicamentosa expulsiva e diminuir ingesta de proteína animal.
c. Tansulosina, ciprofloxacina e cateter Duplo-J.
d. Ácido oxálico e tomografia computadorizada em 6 meses.
30. Homem, 64a, procura atendimento médico para avaliação de lesão na região da
glande com odor desagradável há 8 meses. Já utilizou diversas pomadas, mas a lesão
continua aumentando de tamanho. Relata também o aparecimento de ínguas na virilha
esquerda (SIC) Exame físico: pênis: glande com lesão de 2,5 cm de diâmetro,
exofítica, ulcerada e exsudativa; linfonodomegalia inguinal bilateral. A HIPÓTESE
DIAGNÓSTICA É:
a. Sífilis primária.
b. Balanopostite fúngica.
c. Carcinoma de pênis.
d. Cancro mole.
31. Mulher, 22a, é admitida na sala de urgência após colisão de automóvel. Exame
físico: FR = 26 irpm, FC= 110 bpm, PA= 110x70 mmHg, oximetria de pulso= 90% (com
máscara de oxigênio 10 litros/min); Escala de coma de Glasgow= 6; pupilas
anisocóricas. A CONDUTA É:
a. Manter a ventilação com máscara com reservatório e frequência rápida e deixar
preparado succinilcolina para ser administrado intravenoso caso o paciente agite
durante a intubação orotraqueal.
b. Passar sonda orogástrica para prevenir vômitos, manter a oxigenação do paciente
com máscara com reservatório e manter pCO2 entre 28 a 32 mmHg.
c. Manter a ventilação com máscara com reservatório e frequência rápida e solicitar
uma avaliação urgente do neurocirurgião antes de sedar.
d. Manter a oxigenação do paciente com máscara com reservatório, administrar
fentanil e depois etomidato e succinilcolina intravenosa antes da intubação
orotraqueal.
32. Homem, 18a, vítima de capotamento de carro, admitido após 40 minutos do
trauma em prancha rígida e colar cervical. Exame físico: Escala de coma de Glasgow=
15, FR= 22irpm; FC= 126bpm; PA= 96x60 mmHg; Oximetria de pulso= 96% (máscara
de O2); Membros: fratura exposta de fêmur esquerdo sem sangramento ativo, com
pulso distal presente. Focused Abdominal Sonography for Trauma (FAST)= negativo.
A CONDUTA É:
a. Administrar solução cristaloide, duas unidades de concentrado de plaquetas e 250
ml de plasma fresco congelado.
b. Administrar solução cristaloide aquecida e ácido tranexâmico.
c. Administrar solução cristaloide aquecida e hemoderivados tipo específico, caso
necessário.
d. Acionar o protocolo de transfusão maciça por apresentar o “ABC Score” positivo.
33. Menino, 7a, trazido à Unidade de Pronto-Atendimento com história de febre alta,
tosse produtiva, coriza e vermelhidão conjuntival há 5 dias. Há 2 dias, surgiu
vermelhidão na pele com início em face, que se espalhou para todo corpo.
Antecedentes Pessoais: chegou da região norte do país há 1 semana, situação vacinal
incompleta e atrasada. Exame físico: T= 39oC, Cavidade oral: enantema com manchas
esbranquiçadas em revestimento interno das bochechas. A CONDUTA É
PRESCREVER VITAMINA:
a. D.
b. E.
c. A.
d. C.
34. Mãe chega à Unidade de Emergência Pediátrica relatando que seu filho de três
meses apresentou meia hora atrás um episódio súbito de palidez da pele e diminuição
das reações aos estímulos com duração de menos de um minuto. Não houve
intervenção alguma e o lactente recuperou-se espontaneamente. Exame físico: sem
alterações. PARA A CARACTERIZAÇÃO DE EVENTO COM RISCO IMINENTE À
VIDA (“ALTE”) OU EVENTO NÃO EXPLICADO DE RÁPIDA RESOLUÇÃO
(“BRUE”), HÁ NECESSIDADE DA PRESENÇA ADICIONAL DOS SEGUINTES
SINTOMAS:
a. Alteração do padrão respiratório e do tônus muscular.
b. Regurgitação e alteração do padrão respiratório.
c. Diminuição da sucção e alteração do tônus muscular.
d. Tosse paroxística e alteração do padrão respiratório.
35. Recém-nascido de 14 dias de vida é trazido à Unidade de Emergência Pediátrica
com quadro clínico de tosse e febre alta há dois dias. Nas últimas 6 horas, mãe relata
piora do quadro com recusa da mamada, hipoatividade e sonolência. Exame físico: T=
38,8ºC, FR= 72irpm, hipoativo, palidez cutânea. Líquor: Leucócitos= 110 mm3 (90%
neutrófilos, 10% linfócitos), Glicose= 2mg/dL, Proteína= 234mg/dL. Glicemia 55mg/dL.
OS AGENTES ETIOLÓGICOS A SEREM TRATADOS SÃO:
a. Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae B.
b. Listeria Monocytogenes, Bordetella pertussis, Chlamydia trachomatis.
c. Escherichia coli, Streptococcus agalactiae, Listeria monocytogenes.
d. Adenovirus, Enterovirus, Herpes vírus.
36. Mãe apresentou teste rápido para sífilis no pré-natal negativo no primeiro e terceiro
trimestre, porém a sorologia para sífilis no dia do parto mostrou VDRL positivo 1:2 e
teste treponêmico negativo. O Recém-nascido com 3.250 gramas e 39 semanas de
idade gestacional está assintomático. A CONDUTA É:
a. Não há necessidade de investigar ou tratar a criança, pois a mãe não tem sífilis.
b. Investigar a criança com VDRL, coleta de líquor e tratar sífilis congênita com
penicilina procaína se líquor normal, pois a mãe tem sífilis latente
c. Investigar a criança com VDRL, tratar sífilis congênita com penicilina procaína, pois
a mãe tem sífilis secundária.
d. Investigar a criança com VDRL, coleta de líquor e tratar sífilis congênita com
penicilina benzatina se líquor normal, pois a mãe tem sífilis latente
37.Recém-nascido do sexo masculino, 40 semanas e 1 dia de idade gestacional, com
peso de 3710 gramas está no alojamento conjunto e a mãe relata que está mamando
bem, em livre demanda e com eliminações normais. Ao primeiro exame com 15 horas
de vida apresenta boa atividade e reatividade, palidez cutâneo mucosa discreta, boa
perfusão periférica, icterícia moderada em zona 3 de Kramer, ausência de
hepatoesplenomegalia. O DIAGNÓSTICO E EXAMES SÃO:
a. Icterícia precoce provavelmente hemolítica; realizar tipagem sanguínea da mãe e
do recém-nascido, Coombs direto, hemograma, contagem de reticulócitos e dosagem
de bilirrubinas do recém-nascido.
b. Icterícia fisiológica; realizar tipagem sanguínea da mãe e recém-nascido, Coombs
direto e dosagem de bilirrubinas do recém-nascido.
c. Icterícia precoce provavelmente fisiológica; realizar tipagem sanguínea da mãe e do
recém-nascido; hemograma, contagem de reticulócitos e dosagem de bilirrubinas do
recém-nascido.
d. Icterícia pelo leite materno; realizar tipagem sanguínea da mãe e recém-nascido,
Coombs direto, hemograma, contagem de reticulócitos e dosagem de bilirrubinas do
recém-nascido.
40. Menina, 9 anos, procura atendimento médico com história de não conseguir andar
há 4 horas. Nega dores e há um dia apresenta febre baixa. A criança frequenta escola,
nunca ficou doente, exceto resfriados e com vacinação incompleta. Exame Físico:
Bom estado geral, consciente, T= 38º C, FC= 100bpm, FR= 24irpm; neurológico:
diminuição de força da musculatura do membro inferior esquerdo, com flacidez
muscular, abolição de reflexos profundos na área paralisada e sensibilidade
preservada. OS DIAGNÓSTICOS A SEREM INVESTIGADAS SÃO:
a. Poliomielite e Síndrome de Guillan-Barré.
b. Mielite transversa e Enterovirose.
c. Síndrome de Guillan-Barré e Meningite viral.
d. Enterovirose e Transtorno somatoforme.
43. Menino, 8a, está internado em Enfermaria por episódio de exacerbação de asma.
O quadro atual teve início há 7 dias, com tosse e dificuldade respiratória progressiva,
classificado como asma grave. Nos primeiros dois dias permaneceu em Unidade de
Terapia Intensiva, onde recebeu oxigênio por máscara não reinalante com
reservatório; corticoterapia e sulfato de magnésio intravenosos; beta2-agonista e
brometo de ipratrópio inalatórios, sem necessidade de intubação orotraqueal.
Antecedentes pessoais: asma há 3 anos, em uso irregular das medicações prescritas.
AS ORIENTAÇÕES QUE O PACIENTE DEVE RECEBER NA ALTA SÃO:
a. Corticoterapia oral por mais 4 semanas, e nos episódios agudos, nebulização com
fenoterol a cada 6 horas por até 24 horas no domicílio.
b. Corticoterapia inalatória diária, e nos episódios agudos, salbutamol spray oral a
cada 6 horas por até 24 horas no domicílio.
c. Corticoterapia oral por mais 5 dias, e nos episódios agudos, nebulização com
fenoterol e oxigênio em ambiente hospitalar.
d. Corticoterapia inalatória diária, e nos episódios agudos, salbutamol spray oral a
cada 20 minutos por até 1 hora no domicílio.
44. Menina, 9 meses, é trazida a Unidade de Emergência com história de diarreia
líquida e vômitos há 5 dias, com queda de atividade e recusa alimentar há 2 dias. Mãe
refere que vem utilizando água de coco e chá intercalado com leite de vaca diluído,
sem melhora do quadro. Nega sangue ou muco nas fezes. Nas últimas 12 horas, o
volume das evacuações se intensificou e a criança ficou mais prostrada. Exame físico:
afebril, apática, sonolenta, palidez +/+4, mucosas secas, tempo de enchimento capilar
de 4 segundos, FC= 165bpm, FR= 56irpm; Abdome: distendido, som timpânico. OS
DISTÚRBIOS METABÓLICOS E ELETROLÍTICOS ENCONTRADOS NESSA
SITUAÇÃO CLÍNICA SÃO:
a. Acidose metabólica, hipernatremia e hipocalemia.
b. Alcalose metabólica, hipernatremia e hipercalemia.
c. Alcalose metabólica, hiponatremia e hipocalemia.
d. Acidose metabólica, hiponatremia e hipocalemia.
47. Menina, 20 meses, com quadro de insuficiência respiratória por pneumonia viral
está sendo atendido em sala de emergência. Foi indicada a intubação orotraqueal por
falência respiratória. Após sedação com midazolam, cetamina e rocurônio o
procedimento foi realizado sem intercorrências, com melhora da oxigenação. O
paciente está sendo ventilado com bolsa-válvula-máscara e subitamente há piora da
expansibilidade torácica e da entrada de ar bilateralmente, com queda da saturação
transcutânea de oxigênio para 89%. EXCLUÍDA A FALHA DE EQUIPAMENTO, A
CAUSA DA PIORA É:
a. Efeito adverso das drogas sedativa e anestésica.
b. Deslocamento ou obstrução do tubo endotraqueal.
c. Derrame pleural.
d. Componente intersticial da doença pulmonar.
48. Menino, 10a, refere incomodo e intenso prurido em região plantar direita há cerca
de sete dias. Estava de férias em um sítio quando começou o prurido. Exame Físico:
pápula amarelada de aproximadamente 0,5 cm de diâmetro, com ponto negro central,
sem sinais inflamatórios em região plantar direita. O DIAGNÓSTICO É:
a. Verruga vulgar.
b. Tungíase.
c. Calosidade.
d. Molusco contagioso.
49. Mulher, 27a, conta que não voltou a menstruar após interromper uso do
anticoncepcional oral combinado há dez meses. Refere aumento de pelos no corpo.
Exame físico: IMC= 26Kg/m2, PA= 100x60 mmHg, cintura abdominal= 80 cm, acne
grau 2; Índice de Ferriman Gallwey= 14; Exame ginecológico: normal. Beta-HCG=
negativo, TSH= 1,961 mUI/ml, T4L= 1,3 ng/dL, Prolactina= 7,79 ng/ml e FSH= 6
mUI/ml. O DIAGNÓSTICO É:
a. Insuficiência ovariana prematura.
b. Síndrome de Sheehan.
c. Anovulação crônica hiperandrogênica.
d. Síndrome de Asherman.
50. Mulher, 32a, procura Unidade Básica de Saúde referindo corrimento vaginal com
odor fétido. Exame ginecológico: secreção acinzentada homogênea, sem hiperemia de
parede vaginal, pH= 7,0; teste de aminas= positivo. O TRATAMENTO É:
a. Fluconazol oral para o casal.
b. Metronidazol vaginal.
c. Nistatina vaginal.
d. Metronidazol oral para o casal.
O DIAGNÓSTICO É:
a. Parada secundária da descida por desproporção céfalo-pélvica.
b. Parada secundaria da dilatação por distocia funcional.
c. Fase ativa prolongada por contratilidade uterina insuficiente.
d. Parto taquitócico por distocia funcional.
54. Mulher, 33a, G1P0A0C0, com idade gestacional de 31 semanas por amenorreia,
procura atendimento por contrações regulares há três horas. Ultrassonografia
obstétrica: gestação gemelar, dicoriônica e diamniótica. Há cinco dias recebeu
corticosteroide para maturidade pulmonar fetal e tem investigação negativa para
Streptococcus do grupo B. Antecedentes Pessoais: hipertensão arterial sistêmica, em
uso de alfa-metildopa 2g/dia e nifedipina 80mg/dia. Toque vaginal: colo fino, dilatação=
4cm, primeiro cefálico e bolsa íntegra. A CONDUTA É:
a. Administrar corticosteroide; inibir o trabalho de parto.
b. Administrar corticosteroide; assistência ao parto vaginal.
c. Administrar sulfato de magnésio; assistência ao parto vaginal.
d. Administrar sulfato de magnésio; inibir o trabalho de parto.
55. Mulher, 32a, G3P2A0C1, com idade gestacional de 33 semanas, procura o pronto
atendimento obstétrico com queixa de redução da movimentação fetal há uma
semana. Pré-natal sem intercorrências. Ultrassonografia obstétrica: óbito fetal. A
CONDUTA É INTERNAÇÃO PARA:
a. Preparo de colo com laminária e indução com prostaglandina E1.
b. Preparo de colo com sonda Foley e indução com ocitocina.
c. Preparo de colo com laminária e indução com misoprostol.
d. Preparo de colo com sonda de Foley e indução com misoprostol.
64. Adolescente, 13a, procura o Centro de Saúde para orientação sobre vacinação
contra o Papilomavírus Humano (HPV). Antecedentes pessoais: portadora do vírus da
imunodeficiência humana por transmissão vertical. A CONDUTA É:
a. Duas doses, sendo que a segunda acontece 6 meses após a primeira aplicação.
b. Duas doses, sendo que a segunda acontece 12 meses após a primeira aplicação.
c. Três doses sendo o intervalo de 2 e 6 meses após a primeira aplicação.
d. Não há indicação de vacinação.
65. Um teste sorológico para identificar a infecção por, pelo menos, um sorovar de
leptospira foi aplicado em 1.000 trabalhadores da área de saneamento de um
município. Foram encontrados 100 indivíduos com resultado positivo. Considere que a
prevalência esperada nesta população é de 10% e a sensibilidade do teste é de 95%.
O VALOR PREDITIVO POSITIVO (VPP) É:
a. 10%.
b. 95%.
c. 30%.
d. 100%.
66. AS DOENÇAS DO TRABALHO SÃO AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO
COMPULSÓRIA POR QUE SÃO:
a. Eventos sentinelas e podem ser prevenidas.
b. Doenças que podem ser transmitidas para os demais trabalhadores.
c. Reconhecidas quando a Comunicação de Acidente de Trabalho é emitida.
d. Doenças que dispensam a visita no local de trabalho, quando notificadas.
72. Um teste foi usado para rastreamento de uma doença em 1.000 indivíduos, para
identificar os que iriam ser submetidos a um segundo teste mais invasivo. O primeiro
teste possui Sensibilidade de 80% e Especificidade de 70%. O NÚMERO DE
INDIVÍDUOS QUE DEIXARÃO DE SER INVESTIGADOS NO SEGUNDO TESTE É:
a. 20.
b. 30.
c. 70.
d. 80.
73. Na agricultura moderna, os agrotóxicos têm sido cada vez mais utilizados. Embora
esses produtos sejam de fácil aplicação e apresentem resultados imediatos, o seu uso
contínuo tem acarretado impactos negativos para o homem, animais e ambiente.
PARA EVITAR A CONTAMINAÇÃO DO CONSUMIDOR DEVE-SE RESPEITAR O:
a. Período de latência.
b. Período entressafra.
c. Período sazonal.
d. Período de carência.
77. H
Homem, 43
3a, operado
or de empilh
hadeira, pro
ocura Unida
ade Básicaa de Saúde para
conssulta de rottina. Atualm
mente sem queixas. Antecedente
A es Pessoaiss: tabagism
mo 30
2
maço
os/ano. Exa
ame Físico: PA= 140x8
80mmHg; IM
MC= 23,5 Kg/m
K . A CO
ONDUTA É:
a. So
olicitar provva de funcão
o pulmonarr e radiograma de tórax
x.
abagismo e prescrever bupropiona
b. Orientar cesssação de ta a.
c. Orientar cesssação do ta
abagismo e solicitar pro
ova de funç
ção pulmonaar.
erguntar, avaliar,
d. Pe a ac
conselhar, preparar e acompa
anhar paraa cessação
o de
tabag
gismo.
78. O ecomapa
a é um instrrumento de
e avaliação familiar ba
astante útil nno mapeam
mento
de rredes, apoios sociais e ligaçõess da famíliia com a comunidade
c e. Costuma
a ser
ado em asssociação ao genogrrama tanto
utiliza o para fins diagnósticcos, quanto
o em
plane
ejamento de ações em
m saúde. D
Deve ser attualizado na
a medida eem que oco
orrem
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f seja
am elas de caráter soc
cial, culturall ou econôm
mico.
A FIG
GURA ACIM
MA REPRE
ESENTA QU
UE:
a. Exxiste uma relação
r forte
e entre os ffilhos de um
ma família e a escola, com criaçã
ão de
víncu
ulos e troca
a de experiê
ências.
b. O relacionam
mento entre
e os filhos d
de uma fam
mília e a escola é fracoo e estress
sante,
sem trocas de apoio
a e dedicação.
c. Os filhos de
e uma fam
mília têm u
uma relaçã
ão tênue ou
o incerta com a es
scola,
dediccando-se po
ouco a ela e dela rece bendo pouc
co apoio.
d. Os filhos de uma família dedicam quantidade
e moderada
a de energiaa para a es
scola,
mas percebem que a escola os apoia..
79. Mulher, 39a, técnica de enfermagem, trabalha em hospital de alta complexidade na
Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica, em turno noturno. Procura atendimento
médico queixando-se de falta de ânimo, cansaço, insônia, desmotivação para
trabalhar e desilusão com a profissão há cinco meses. O DIAGNÓSTICO É:
a. Transtorno de ansiedade generalizada.
b. Síndrome da fadiga crônica.
c. Síndrome de Burnout.
d. Transtorno do ciclo vigília-sono.
ESPECIALIDADES CIRÚRGICAS
Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.
Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.
A duração total da prova é de 5 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.
Você somente poderá deixar a sala após 2h30min do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).
DECLARAÇÃO DE PRESENÇA
Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.
Nome: Documento:
Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
01. A cirurgia bariátrica tornou-se o tratamento padrão-ouro para a obesidade mórbida
refratária nas últimas décadas. Em relação aos mecanismos fisiopatológicos e os
resultados observados após sua realização, assinale a alternativa correta:
a) A melhora do Diabetes mellitus tipo 2 após o bypass gástrico em Y de Roux é
comumente tardia e relacionada à perda significativa de peso.
b) A banda gástrica ajustável leva à melhora significativa da resistência à insulina
devido à grande alteração na secreção incretínica.
c) As derivações biliopancreáticas levam aos maiores índices de reversão do
Diabetes mellitus tipo 2 e perda de peso sustentada em longo prazo.
d) A incidência global de neoplasias malignas entre os indivíduos operados é
semelhante à da população obesa não operada.
02. Mulher, 32a, assintomática, traz ultrassonografia abdominal solicitada por clínico
geral com achado incidental de lesão cística no pâncreas. Assinale a alternativa
correta:
a) A neoplasia cística serosa predomina em pacientes jovens do sexo masculino.
b) A neoplasia papilar intraductal mucinosa de ducto principal é mais comum na
cabeça do pâncreas.
c) A elevação da alfafetoproteína no conteúdo do cisto é característica da neoplasia
cística serosa.
d) A neoplasia cística mucinosa se apresenta mais comumente na cabeça do
pâncreas.
03. Mulher, 72a, com Índice de Massa Corporal (IMC) de 42,1kg/m2, diabética há 12
anos em uso de hipoglicemiante oral e insulina NPH, procura assistência médica para
tratamento de obesidade. É obesa há 20 anos e não respondeu a três tentativas de
terapia medicamentosa e/ou comportamental. A respeito deste caso, assinale a
alternativa correta:
a) O bypass gástrico em Y de Roux associa-se a índices similares de perda de peso
e manutenção do peso perdido quando comparado à banda gástrica ajustável.
b) O uso de insulina e o Diabetes mellitus tipo 2 de longa data são fatores que levam
a menor chance de reversão do diabetes após o bypass gástrico.
c) A gastrectomia vertical associa-se a incidência pós-operatória de refluxo
gastroesofágico menor que o bypass gástrico em Y de Roux.
d) Conforme a regulamentação em vigor no Brasil, existe contraindicação formal
para cirurgia bariátrica neste caso, devido à idade acima de 70 anos.
04. Homem, 71a, tabagista, apresenta icterícia, prurido, colúria e acolia fecal há 30
dias, associadas à perda de 15kg no período. É correto afirmar:
a) A hipótese diagnóstica mais provável é neoplasia maligna da transição corpo-
cauda do pâncreas.
b) A colocação de prótese endoscópica pré-operatória diminui as complicações
infecciosas após a duodenopancreatectomia.
c) O tipo histológico mais comumente observado nestes casos é o carcinoma de
células acinares.
d) Os tumores estadiamento T4 são caracterizados por envolvimento extenso de
tronco celíaco ou artéria mesentérica superior.
06. Homem, 39a, apresenta Índice de Massa Corporal (IMC) de 46,7kg/m2. Foi
indicada cirurgia bariátrica e durante a avaliação pré-operatória observaram-se
alterações ultrassonográficas sugestivas de hepatopatia crônica. A respeito deste
caso, assinale a alternativa correta:
a) A cirurgia bariátrica não deve ser indicada nestas circunstâncias devido à provável
cirrose hepática.
b) Caso não haja evidências de hipertensão portal significativa ou insuficiência
hepatocítica, a cirurgia bariátrica pode ser indicada.
c) A cirurgia bariátrica não é capaz de levar à reversão da fibrose hepática
secundária à doença hepática gordurosa não alcoólica.
d) A gastrectomia vertical está contraindicada neste caso devido à alta frequência de
insuficiência hepática tardia.
07. Em relação à doença do refluxo gastroesofágico, assinale a alternativa
correta:
a) Queimação retroesternal e regurgitação são sintomas atípicos da doença.
b) Endoscopia digestiva alta deve ser realizada em todos os pacientes.
c) O diagnóstico de esôfago de Barrett necessita de confirmação histológica.
d) O tratamento cirúrgico está indicado na maioria dos pacientes sintomáticos.
13. Paciente apresenta quadro de hepatopatia crônica por álcool; parou de beber há
36 meses. Tem antecedente de encefalopatia e peritonite bacteriana espontânea.
Apresenta MELD de 12 (Creatinina= 0,95mg/dL; BT= 2,7mg/dL; RNI=1,2) e mantém
ascite volumosa. Sódio urinário= 89mEq/L. Está em uso de espironolactona 100mg/dia
e de furosemida 40mg/dia. Tem procurado Pronto Socorro para paracentese de alívio
a cada três semanas. Em relação ao caso, qual é a hipótese diagnóstica e a
conduta?
a) Ascite refratária; passagem de Transjugular Intrahepatic Portosystemic Shunt
(TIPS).
b) Ascite de difícil manejo; adequação da dieta e otimização de diuréticos.
c) Ascite de difícil manejo; transplante de fígado como situação especial.
d) Ascite refratária; passagem de TIPS, e caso não haja melhora, considerar
transplante de fígado como situação especial.
14. Paciente com diagnóstico de cirrose por vírus da hepatite C há 10 anos, sem
resposta a tratamento viral. Apresenta exames de 12/09/2018: Creatinina= 0,5mg/dL;
BT= 1,1mg/dL; RNI= 0,6 (MELD= 09); Tomografia computadorizada (TC) de abdome:
lesão focal hepática em segmentos II e III, medindo 4,7cm compatível com carcinoma
hepatocelular, sem evidencia de ascite. Atualmente em acompanhamento para
estadiamento, aguardando TC de tórax e cintilografia óssea. Após dois dias, vem ao
Pronto Socorro com queixa de dor abdominal de forte intensidade, crescente, e de
início súbito. PA= 110/70mmHg; FC= 80bpm; HB= 8,1g/dL. Ultrassonografia na sala
de urgência: líquido livre na cavidade em moderada quantidade. O diagnóstico e a
conduta são:
a) Abdome agudo hemorrágico; TC de abdome e arteriografia.
b) Cirrose descompensada; punção de alívio.
c) Abdome agudo hemorrágico; laparotomia exploradora de urgência.
d) Hemorragia digestiva alta; derivados da somastotatina e endoscopia.
15. Atualmente, em nosso País, a doação de órgãos necessita de autorização familiar
após o diagnóstico inequívoco e devidamente comprovado de morte encefálica. Sobre
o processo de doação de órgãos e a cirurgia de retirada dos mesmos, pode-se
afirmar que:
a) Em casos de morte encefálica secundária a causas externas em que haja a
retirada de órgãos para doação, o corpo deverá ser encaminhado ao Instituto
Médico Legal, realizada necropsia e emitido o Atestado de Óbito, sendo o horário
do óbito correspondente ao da perfusão dos órgãos na cirurgia de retirada.
b) Na cirurgia de hepatectomia total para doação, deve ser realizado o inventário da
cavidade, avaliando-se aspectos macroscópicos do órgão e da anatomia vascular
pela palpação principalmente da região do Hiato de Winslow, no qual se busca o
tronco da artéria hepática comum proveniente da artéria mesentérica superior,
variação anatômica mais comumente encontrada.
c) A sequência de retirada de múltiplos órgãos obedece à seguinte ordem: coração,
pulmões, fígado, rins, pâncreas, intestino delgado, artérias e veias, córnea, pele e
outros tecidos.
d) Na perfusão dos órgãos abdominais deve-se cateterizar a aorta infrarrenal e a
veia mesentérica superior ou inferior. Após, é feito o pinçamento da aorta
abdominal supracelíaca ou torácica descendente e seccionada a veia cava inferior
junto ao átrio direito, para descompressão e drenagem das soluções de
preservação.
16. Mulher, 15a, moradora do sul de Minas Gerais, próxima à zona da mata.
Alimentava, com frequência, animais silvestres (pássaros, pacas, macacos). No início
do ano de 2018 procurou o Pronto Socorro com quadro de febre e icterícia; não
apresentava comorbidades. Exames laboratoriais: AST= 4000U/L; ALT= 3500U/L.
Frente à epidemiologia e quadro clínico, qual é a hipótese diagnóstica e como
confirmá-la?
a) Hepatite fulminante por doença autoimune; presença de encefalopatia e RNI≥ 3,5.
b) Hepatite fulminante por febre amarela; presença de bilirrubinas≥ 17,5mg/dL e
RNI≥ de 3,5.
c) Hepatite fulminante por febre amarela; presença de fator V inferior a 20% e
encefalopatia.
d) Hepatite fulminante por febre amarela; presença de fator V inferior a 30% e
encefalopatia.
17. Paciente apresenta quadro de dor em hipocôndrio direito, febre e icterícia. Foi
diagnosticada coledocolitíase, sendo submetida a Colangiopancreatografia Retrógrada
Endoscópica (CPRE) e com retirada de cálculos, clareamento das vias biliares e
posterior colecistectomia. Evoluiu bem, com alta no segundo dia. Após 15 dias da
intervenção, apresentou febre e queda do estado geral. Realizou tomografia de
abdome com achado de coleção hepática de 9,7cm, halo hipercaptante e ar em seu
interior, no segmento VIII, associado a ascite em moderada quantidade. Punção de
líquido ascítico demonstrou transudato. Qual é a hipótese diagnóstica e a conduta?
a) Abscesso hepático por germe Gram negativo; antibioticoterapia de largo espectro.
b) Abscesso hepático por germe Gram positivo; punção da coleção hepática.
c) Abscesso hepático por germe Gram negativo; punção da coleção hepática.
d) Bilioma intra-hepático; re-exploração cirúrgica com derivação biliodigestiva.
21. Na Polipose Adenomatosa Familiar (PAF), além dos pólipos colorretais, adenomas
podem ocorrer no estômago, duodeno, jejuno e íleo. Em relação aos adenomas
gastroduodenais na PAF é correto afirmar:
a) Adenomas gástricos ocorrem em apenas 10% dos doentes, porém apresentam
alto risco de malignização.
b) A gravidade da polipose duodenal pode ser avaliada pelos critérios de Spigelman,
que é baseado no número, tamanho e histopatologia dos pólipos.
c) No duodeno ocorrem em até 90% dos doentes, sendo mais frequentes na primeira
e segunda porção, apresentando baixo risco de malignização.
d) Adenomas de papila são raros e com baixos índices de malignidade, sendo
indicada cirurgia quando causam obstrução ou pancreatite.
22. Mulher, 45a, sem comorbidades, comparece ao ambulatório trazendo colonoscopia
que evidenciou pólipo séssil em sigmoide, medindo 25mm, removido por
mucosectomia por ocasião do exame. Anatomopatológico: foco de adenocarcinoma
com invasão de submucosa (Sm3) em adenoma viloso, com margens livres. A
conduta, a seguir, é:
a) Colonoscopia em 3 meses.
b) Antígeno carcinoembrionário (CEA) e Tomografia de abdome a cada 6 meses.
c) Quimioterapia.
d) Retossigmoidectomia.
27. A pele é o órgão mais frequentemente acometido por neoplasias malignas no ser
humano. De todos os cânceres de pele, os classificados como não-melanoma
respondem pela maior parte, sendo os carcinomas basocelulares e carcinomas
espinocelulares os mais frequentes. Assinale a afirmativa INCORRETA:
a) Os carcinomas basocelulares podem apresentar variantes pigmentadas, cujo
principal diagnóstico diferencial é com o melanoma.
b) As ceratoses actínicas são lesões cutâneas displásicas que devem ser ativamente
tratadas, pois podem evoluir para carcinomas espinocelulares e basocelulares.
c) A cirurgia com controle circunferencial e profundo de margens por biópsia de
congelação é o melhor tratamento para lesões com recidiva local.
d) O carcinoma espinocelular é o tipo de neoplasia não-melanoma mais
frequentemente observado na pele de pacientes imunossuprimidos.
28. Homem, 55a, com queixa de lesão avermelhada na face vem para avaliação da
Cirurgia Plástica. Refere presença da lesão desde a infância, sendo que a mesma
ficou mais escura com o tempo. Nega alteração de volume da região, dor ou história
de hemorragia local. Exame físico: presença de lesão vermelho-vinhosa em região
mandibular esquerda, superfície da pele levemente irregular, sem nodulações
palpáveis, indolor, sem frêmito. A hipótese diagnóstica é:
a) Hemangioma.
b) Malformação capilar.
c) Malformação linfática.
d) Malformação venosa.
29. Na avaliação inicial do trauma facial, o exame físico cuidadoso e sistemático é
capaz de diagnosticar grande parte das lesões que irão requerer tratamento cirúrgico.
Assinale a alternativa que apresenta a associação INCORRETA entre achado do
exame físico e provável etiologia ligada ao trauma:
a) Enoftalmo – aumento do volume do cone orbitário.
b) Restrição de abertura oral – Fratura de arco zigomático.
c) Ptose palpebral – Lesão do VII par craniano.
d) Aumento da distância intercantal medial – fratura nasoetmoido-orbitária.
41. Homem, tabagista ativo e ex-etilista, apresenta lesão verrucosa na borda lateral
esquerda da língua, com 1cm de diâmetro. Pescoço não apresenta linfonodomegalia
palpável. Biópsia incisional confirma carcinoma epidermoide (CEC). O laudo
anatomopatológico demonstrou CEC Grau II, com 5mm de invasão profunda, margens
livres, sem invasão perineural. A conduta é:
a) Esvaziamento cervical níveis I a III.
b) Esvaziamento cervical níveis I a III e radioterapia se pN+.
c) Esvaziamento cervical níveis I a IV e radioterapia se pN+.
d) Observação clínica, pois se trata de doença T1N0.
47. Mulher, 59a, internada há 5 dias, devido a Infarto Agudo do Miocárdio em parede
inferior tendo sido submetida a trombólise química após 10 horas do início da dor.
Apresenta atualmente queixa de desconforto respiratório. Exame clínico: PA=
90X60mmHg; FC= 100bpm. Presença de sopro cardíaco holossistólico mais audível
em linha hemiclavicular esquerda, no décimo espaço intercostal, com migração para
axila. Estertores pulmonares bilaterais até campo médio. Qual é o provável
diagnóstico?
a) Tromboembolismo pulmonar.
b) Comunicação interventricular.
c) Aneurisma de ventrículo esquerdo.
d) Insuficiência mitral aguda.
50. Homem, 67a, dá entrada no Pronto Socorro relatando dor de início súbito em
membro inferior direito, com evolução para dor intolerável que o obrigou a procurar o
hospital. Antecedentes Pessoais: infarto agudo do miocárdio há 3 anos, arritmia
cardíaca em controle com uso de amiodarona. Exame Físico: FC= 138bpm; PA=
140X85mmHg. Corado, hidratado, facies de dor. Ausculta cardíaca: arritmia arrítmica.
Presença de pulso femoral esquerdo e distais; ausência do pulso femoral direito e
distais. Membro inferior direito pálido e frio com diminuição da sensibilidade; ausência
de motricidade dos artelhos. A conduta é:
a) Enfaixamento com algodão ortopédico e iniciar Alteplase endovenosa
imediatamente.
b) Ultrassonografia Doppler de abdome e membro inferior direito para diagnóstico
etiológico.
c) Introduzir heparina e amiodarona endovenosas e promover cardioversão elétrica
imediata.
d) Colher exames pré-operatórios e encaminhar o paciente para embolectomia
cirúrgica.
53. Qual critério anatômico do colo proximal é imprescindível para que seja
possível a correção do aneurisma de aorta abdominal com endopróteses
convencionais pela técnica endovascular?
a) Calibre maior que 30mm.
b) Presença de trombos em menos de 50% do perímetro.
c) Angulação maior que 80 graus.
d) Comprimento maior que 15mm.
54. Homem, 65a, procura atendimento médico devido a apresentar lesão necrótica em
quinto pododáctilo do pé esquerdo, associada a dor em repouso. Relata ainda que
apresentava anteriormente claudicação intermitente na panturrilha esquerda para
deambular 200 metros. Exame físico: presença do pulso femoral esquerdo e ausência
dos pulsos poplíteo e distais. Membro inferior direito apresenta pulsos pedioso e tibial
posterior. Qual artéria está obstruída e qual exame deve ser solicitado para a
programação cirúrgica?
a) Artéria ilíaca externa; angiotomografia de aorta e membros inferiores.
b) Artérias tibial anterior e posterior; índice tornozelo-braço com o Doppler.
c) Artéria femoral superficial; arteriografia do membro inferior esquerdo.
d) Bifurcação da aorta; angioressonância magnética de aorta e membros inferiores.
55. Homem, 76a, é internado para tratamento de uma lesão necrótica extensa em
dorso do pé esquerdo. Antecedentes Pessoais: Tabagismo 50 maços/ano,
insuficiência cardíaca congestiva em uso de captopril, carvedilol e furosemida. Exame
Físico: Emagrecido (IMC= 18kg/m2), ictus cardíaco desviado para esquerda, fígado
palpável a 3cm do rebordo costal, edema dos membros inferiores, ausência de pulso
palpável em aorta abdominal ao nível da cicatriz umbilical e distalmente. Exames
laboratoriais: Hb= 10g/dL; Leucograma= 12.300/mm3; K= 4,6mEq/L; RNI= 1,8;
Creatinina= 2,5mg/dL. Levando-se em consideração o padrão de obstrução
arterial e as comorbidades, qual é o procedimento cirúrgico indicado?
a) Enxerto axilo-bifemoral com prótese de Dacron®.
b) Enxerto aorto-bifemoral com prótese de Dacron®.
c) Enxerto aorto-bifemoral com duplicação de veia safena interna.
d) Correção endovascular com criação de neobifurcação com stents.
56. Homem, 23a, é vítima de ferimento por projétil de arma de fogo. Apresenta orifício
de entrada na parede abdominal anterior, em hipocôndrio direito, e orifício de saída em
região lombar direita. Durante o procedimento cirúrgico foi realizada mobilização e
rotação medial do cólon direito, duodeno e cabeça do pâncreas para exploração do
retroperitôneo. Esta manobra é conhecida como:
a) Mattox.
b) Pringle.
c) Cattell Braasch.
d) Whipple.
57. Motociclista, 27a, colide em alta velocidade em anteparo fixo. É atendida pelo
SAMU com queixa de dor intensa no quadril e trazida ao Centro de Referência. Exame
Físico: PA= 70x45mmHg; FC= 132bpm; FR= 24 irpm; Escala de Coma de Glasgow=
14; Oximetria de Pulso= 99% em máscara com 13L/min. Pulmão/Precórdio: sem
alterações. Abdome: plano, normotenso, dor a palpação profunda. Pelve: imobilizado
com lençol. FAST (Focused Assessment Sonography for Trauma): presença de
imagem anecóica, laminar, em espaço esplenorrenal. A próxima conduta é:
a) Hidratação vigorosa com solução cristaloide e laparatomia exploradora.
b) Protocolo de transfusão maciça e reanimação hipotensiva.
c) Iniciar droga vasoativa em acesso venoso central e internação na UTI.
d) Tomografia computadorizada com contraste e tratamento não operatório.
58. Homem, 22a, apresentou ferimento por projétil de arma de fogo transfixante em
região toracoabdominal, à direita. Devido a instabilidade hemodinâmica e exame físico
abdominal com irritação peritoneal, foi indicada laparatomia exploradora. Achados:
uma lesão transfixante do fígado nos segmentos III e IV, que apresentava com
hemorragia ativa pelos dois orifícios (entrada e saída). A conduta é:
a) Locar o segmento esofágico do Balão de Sengstaken-Blakemore no interior da
lesão e manter insuflado.
b) Introduzir hemostáticos tópicos nos orifícios e realizar drenagem da lesão com
sistema fechado.
c) Introduzir hemostáticos tópicos no trajeto e realizar drenagem da lesão com dreno
laminar.
d) Posicionar dreno à vácuo no trajeto após suturar os orifícios de entrada e saída da
lesão.
62. Em relação aos ferimentos por projétil de arma de fogo, é correto afirmar:
a) O tombamento ou guinada do projétil aumenta a área da lesão.
b) As lesões são maiores quanto mais pontiagudos o projétil.
c) A abrangência da lesão independe da velocidade do projétil.
d) O orifício de entrada é maior que o orifício de saída.
70. Criança do sexo masculino, 25 dias de vida, chega ao Pronto Socorro com vômitos
leitosos, irritabilidade, baixo ganho ponderal, desidratado. Gasometria: acidose
metabólica hiponatrêmica e hipercalêmica. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
a) Refluxo gastroesofágico.
b) Estenose hipertrófica do piloro.
c) Sepse.
d) Hiperplasia adrenal congênita.
71. Criança, 6a, portador de mielomeningocele, paraplégica, apresenta incontinência
urinária, fecal e infecção urinária de repetição, mesmo em uso de antibiótico profilático
e cateterismo intermitente limpo. Cintilografia renal: função tubular do rim direito de
26%. Uretrocistografia miccional: bexiga pequena, de esforço e refluxo de alto grau a
direita. Qual é a conduta?
a) Reimplante ureteral.
b) Ureterostomia.
c) Vesicostomia.
d) Mitrofanoff.
77. Mulher, 50a, apresenta dispneia aos esforços e que se acentua com o decúbito
horizontal. Sem outras queixas. Tomografia computadorizada: massa heterogênea no
mediastino anterior, aumentando a distância entre a traqueia e o esôfago. Qual é a
principal hipótese diagnóstica?
a) Linfoma.
b) Adenoma de paratireoide.
c) Timoma.
d) Bócio mergulhante.
78. Em relação à técnica cirúrgica nas ressecções traqueais, assinale a
afirmativa INCORRETA:
a) O doente deve permanecer rotineiramente intubado por 48 horas ao término da
cirurgia.
b) A maioria das estenoses pós-intubação é tratada por cervicotomia.
c) A desvitalização traqueal por dissecção ou eletrocoagulação excessiva é
problema técnico mais comum e grave.
d) O abaixamento da laringe é o último recurso para reduzir a tensão da
anastomose.
ESPECIALIDADES CLÍNICAS
Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.
Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.
A duração total da prova é de 5 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito.
Você somente poderá deixar a sala após 2h30min do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).
DECLARAÇÃO DE PRESENÇA
Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª
Fase realizada no dia 04 de novembro de 2018.
Nome: Documento:
Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
Lista de abreviaturas
Hemograma
Hb Homem 13-17g/dL; Mulher 12-16g/dL
Hematócrito (Ht) Homem 41-53%; Mulher 36-46%
VCM 78-100fL
HCM 26-34g/L
Eritrócitos Homem 4,5-5,9 milhões/mm3; Mulher 4,0-5,2 milhões/mm3
Leucócitos 4,0-10,0 mil/mm3 (neutrófilos 40-70%; bastões 0-10%; linfócitos
22-44%; monócitos 4-11%; eosinófilos 0-8%; basófilos 0-3%)
Reticulócitos 0,5 – 2,5%
Plaquetas 150 a 450 mil/mm3
Análise de Urina
Densidade 1001-1035
pH 5,0 a 7,5
Proteínas ausente
Glicose ausente
Corpos cetônicos ausente
Pigmentos biliares ausentes
Urobilinogênio Inferior a 1,0mg/dL
Nitrito ausente
Hemoglobina ausente
Osmolaridade 250-300 mOsm
Células negativas
Cristais negativos
Cilindros negativos
Leucócitos Inferior a 10.000/mL
Hemácias Inferior a 10.000/mL
Proteína urina 24 h <150 mg/24h
Sódio 40 a 220 mEq/24h
Relação albumina/creatinina < 30 mg/g
Ácido Úrico 2,5-8,0 mg/dL LDH Inferior a 246 U/L
Paratormônio
5. Homem, 78a, 80kg, relata há 40 minutos dor torácica em aperto, com irradiação
para os dois braços e intensidade crescente, associada a dispneia e náuseas. Já
teve episódios semelhantes em repouso, com menor duração. Sinais vitais: FC= 84
bpm, FR= 19 irpm, PA= 144x90 mmHg (membro superior direito), 138x88 mmHg
(membro superior esquerdo), T= 36,8ºC e SpO2= 97%. Exame físico: ausculta
cardíaca sem sopros, bulhas normofonéticas, ausculta pulmonar normal; sem
edemas ou estase jugular. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial em uso de
amlodipino. Realizado AAS 300mg, clopidogrel 75 mg, atorvastatina 80 mg, atenolol
25 mg e morfina 3 mg. O eletrocardiograma (ECG) é mostrado abaixo. As derivações
V7, V8, V3R e V4R não evidenciaram alterações. A CONDUTA É:
7. Homem, 68a, trazido pela família à unidade de emergência por letargia e confusão
mental há 1 dia. Na última semana vinha apresentando poliúria, polidipsia,
inapetência e constipação intestinal. Sinais vitais: FC= 104 bpm, FR= 20 irpm, T=
36,2ºC, PA= 118x72 mmHg, SpO2= 96% em ar ambiente. Exame físico: sinais de
desnutrição, mucosas e axilas secas; sonolento e desorientado em relação ao tempo
e ao espaço, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits motores focais ou
sinais meníngeos. Antecedentes pessoais: tabagismo de 60 anos-maço e carcinoma
pulmonar de células escamosas, estádio IV, em quimioterapia paliativa. QUAL A
HIPÓTESE DIAGNÓSTICA?
a. Metástase cerebral.
b. Hipercalcemia maligna.
c. Meningoencefalite viral.
d. Estado de mal não-convulsivo.
8. Mulher, 25a, é trazida à unidade de emergência em coma, em ventilação
mecânica após ser submetida à intubação orotraqueal em sua casa pelo atendimento
pré-hospitalar, tendo recebido fentanil e midazolam em bolus. Marido relata que ela
tratou rinossinusite há 1 semana, mas não tem doenças crônicas. Sinais Vitais: FC=
112 bpm, PA= 148x96 mmHg, FR= 32 irpm T= 37,2°C, SpO2= 99% (FiO2 40%).
Exame físico: pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem déficits neurológicos focais.
Exames laboratoriais: glicemia capilar= 104 mg/dl, cloreto= 99 mEq/L, Na= 135
mEq/L, K= 4,8 mEq/L, uréia= 39 mg/dl, creatinina= 1,2mg/dL; osmolalidade= 356
mOsm/kg; lactato= 1,9mmol/L; gasometria arterial com FiO2=40%, pH= 7,10, PaO2=
174 mmHg, PaCO2= 21 mmHg, HCO3= 9 mEq/L, BE= -6 mEq/L, SaO2= 99%; exame
sumário de urina sem alterações; ECG: taquicardia sinusal; tomografia de crânio
normal. A CONDUTA É:
a. Soro fisiológico, dexametasona, ceftriaxone e coleta de hemoculturas.
b. Coleta de liquor e ressonância nuclear magnética do crânio.
c. Ácido folínico, bicarbonato de sódio e álcool etílico.
d. Fenitoína, eletroencefalograma e dosagem de CK.
11. Homem, 39a, apresentou episódio de cólica renal por cálculo único de 2 mm em
ureter distal direito, visualizado por tomografia computadorizada. Tem história familiar
de litíase e este é o seu terceiro episódio de cólica renal em 2 anos. Houve controle
dos sintomas com o tratamento clínico oferecido na Unidade de Emergência. No
momento, creatinina sérica e exame físico são normais. NA ALTA, O TRATAMENTO
DEVERÁ INCLUIR:
a. Aumentar a ingestão de água, analgésico e remover cálculo por endoscopia.
b. Prescrever alfa-bloqueador, anti-inflamatório e fazer investigação metabólica.
c. Prescrever diurético tiazídico, citrato de potássio e encaminhar ao urologista.
d. Reduzir a ingestão de cálcio, anti-inflamatório e remover cálculo por litotripsia.
14. Mulher, 60a, é trazida à Unidade de Emergência por familiares após crise
convulsiva tônico-clônica. Segundo eles, realizou há 9 dias paratireoidectomia total
devido a hiperparatireoidismo grave secundário a doença renal crônica dialítica. Há 1
dia não usa as medicações prescritas após a cirurgia e queixava-se de fraqueza e
formigamento difuso antes de convulsionar. A CONDUTA É ADMINISTRAR:
a. Cálcio intravenoso.
b. Bicarbonato de sódio.
c. Vitamina D ativada.
d. Insulina e glicose.
17. Homem, 72a, internado há 5 dias para correção de uma fratura em fêmur direito.
Queixa-se de dispneia e dor torácica retroesternal em queimação há 12 horas,
intensificadas há 30 minutos. Sinais Vitais: PA= 118x78 mmHg, FC= 120 bpm, FR=
24 irpm, SpO2= 91% e T= 37,1ºC. Exame físico: ausculta cardíaca sem sopros;
ausculta pulmonar normal; sem edema em perna esquerda, perna direita imobilizada
e com tala gessada; extremidades com temperatura normal. Antecedentes pessoais:
tabagismo e hipertensão arterial, em uso de clortalidona e amlodipino. A CONDUTA
IMEDIATA É:
a. Prescrever trombólise química.
b. Introduzir dabigatrana.
c. Dosar dímero D.
d. Introduzir enoxaparina.
18. Mulher, 22a, com febre há 2 dias e astenia há 12 horas. Sinais vitais: PA= 78x54
mmHg, FR= 24 irpm, FC= 108 bpm, T= 38,7°C, SpO2= 94%. Exame físico:
propedêutica cardiopulmonar normal. Antecedentes pessoais: está em tratamento de
leucemia mieloide aguda e realizou o primeiro ciclo de quimioterapia há 9 dias.
Exames complementares: hemograma com Hb= 9,6 g/dL, leucócitos= 460/mm3 (20%
de segmentados), plaquetas= 37.000/mm3. A ANTIBIOTICOTERAPIA ADEQUADA
É:
a. Ceftriaxone.
b. Piperacilina-tazobactam.
c. Piperacilina-tazobactam e vancomicina.
d. Ceftriaxone e vancomicina.
27. Mulher, 62a, refere aumento da pressão arterial há 6 meses. Traz várias medidas
de pressão arterial realizadas na unidade básica de saúde neste período, com
valores que variaram entre 162X74 e 178X88 mmHg. No momento encontra-se
assintomática. Nega diabetes, tabagismo, dislipidemia ou evento cardiovascular
prévio. Está em uso de levotiroxina 25 µg/dia para tratamento de hipotireoidismo.
Sinais vitais: PA= 176X87 mmHg, FC= 74 bpm, índice de massa corpórea= 24 kg/m2.
Exame físico: propedêutica cardiovascular e respiratória sem alterações. Exames
laboratoriais: glicemia= 104 mg/dL, hemoglobina glicada= 5,9 g/dL, TSH= 3,25 mU/L,
clearance de creatinina= 52 mL/min. ALÉM DE MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA,
A CONDUTA MEDICAMENTOSA É
a. Anlodipino e enalapril em doses baixas.
b. Enalapril em dose máxima.
c. Losartana e hidroclorotiazida em doses máximas.
d. Anlodipino em dose baixa.
28. Mulher, 67a, submetida a revascularização miocárdica. No 2º dia de pós
operatório apresenta plaquetopenia (76 x 109/L) associada a trombose venosa
profunda de membro inferior direito, apesar do uso de tromboprofilaxia com
40mg/enoxaparina. Antecedentes pessoais: embolia pulmonar nos pós operatório
imediato de colectomia há 1 ano, tratado com heparina seguida por varfarina por 6
meses. QUAL A ETIOLOGIA PARA O EVENTO TROMBÓTICO?
a. Trombocitopenia induzida pela heparina
b. Síndrome do anticorpo antifosfolípide catastrófica
c. Subdose de enoxaparina em paciente com antecedente de trombose
d. Trombofilia não diagnosticada
29. Mulher, 22a, vem para consulta na Unidade Básica Saúde queixando-se de dor
para urinar acompanhada de aumento da frequência há três dias, nega febre e
corrimento vaginal. Antecedentes Pessoais: nega quadro clínico semelhante
anterior, última menstruação há 7 dias. Exame físico: Abdome: sinal de Giordano
negativo. Exame de urina feito com tira reagente evidenciou pH= 5,0; nitrito= positivo
e leucoesterase= +++/3+. A CONDUTA É:
a. Tratar com nitrofurantoína.
b. Solicitar urocultura e tratar com norfloxacina.
c. Solicitar urocultura e iniciar antimicrobiano baseado no antibiograma.
d. Solicitar urocultura caso sintomas persistam após 5 dias de uso de fenazopiridina.
30. Homem, 25a, é admitido na sala de emergência em insuficiência respiratória.
Sinais vitais: FC= 108 bpm, FR= 38 irpm, PA= 92x82 mmHg, SpO2= 90% e T=
36,2oC. Exame físico: auscultas cardíaca e pulmonar normais; presença de estase
jugular; sem edema em membros inferiores. Antecedentes pessoais: está em
tratamento quimioterápico de linfoma. Exames complementares: ECG, disponível
abaixo. Em seguida, evolui para parada cardiorrespiratória em ritmo de AESP. Após
primeiro ciclo de reanimação cardiopulmonar, você identifica ritmo de fibrilação
ventricular, realiza um choque de 360J, retoma a massagem cardíaca e infunde 1 mg
de adrenalina. QUAL A CONDUTA NESTE MOMENTO?
32. Homem, 63a, relata dispneia diária e progressiva há 10 meses, agora aos
mínimos esforços, associada a edema de membros inferiores há 3 meses. Sinais
vitais: PA= 132x84 mmHg, FC= 96 bpm, FR= 24 irpm, SpO2= 92%. Exame físico:
ausculta pulmonar normal; ausculta cardíaca com hiperfonese de segunda bulha em
foco pulmonar; edema de membros inferiores e estase jugular. Antecedentes
pessoais: DM2, tabagismo (50 anos-maço) e enfisema pulmonar, em uso de tiotrópio
sem melhora. Exames complementares: exame sumário de urina: 5 leucócitos/mL e
proteínas +++; ecocardiograma evidencia hipertensão pulmonar (PSAP estimada de
65mmHg); espirometria: CVF= 75% previsto, VEF1= 70% do previsto e VEF1/CVF=
74%. QUAL O EXAME ESSENCIAL PARA O DIAGNÓSTICO?
a. Cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão.
b. Tomografia de tórax de alta resolução.
c. Proteinúria de 24 horas.
d. Teste da difusão de CO.
33. Homem, 45a, com diagnóstico de Doença de Crohn, vai iniciar tratamento com
prednisona, azatioprina e anti-TNF. Antecedentes pessoais: HAS em uso de
losartana; gota em uso de colchicina e alopurinol; dislipidemia em uso de
sinvastatina. QUAL MEDICAÇÃO DE USO CONTÍNUO DEVE SER SUSPENSA?
a. Losartana.
b. Alopurinol.
c. Colchicina.
d. Sinvastatina.
34. Mulher, 47a, com dores articulares há 6 meses, piores pela manhã, e
acompanhadas de rigidez matinal com duração de 2 horas. Acometem
principalmente mãos, pés e joelhos. Exame físico: sinais de artrite em 2ª e 3ª
articulações metacarpofalangeanas, bilateralmente. Exames complementares:
radiografia de mãos com edema de partes moles difuso e osteopenia peri-articular,
sem erosões; VHS= 60 mm/h, PCR= 12 mg/L; FAN negativo, Fator Reumatoide
negativo. O TRATAMENTO É:
a. Anti-Inflamatório não hormonal.
b. Hidroxicloroquina.
c. Metotrexato.
d. Anti-TNF.
35. Mulher, 44a, chega ao pronto atendimento com alteração aguda do conteúdo de
consciência há 2 horas. Seu marido conta que a mesma vinha apresentando
anorexia, náuseas e vômitos há um dia, e que vem tratando pitiríase versicolor
recorrente há mais de uma semana. Antecedentes: hipotireoidismo e hipertensão.
Medicações em uso: levotiroxina 75 mcg/dia em jejum, enalapril 10mg 12/12h,
cetoconazol 200mg/dia. Sinais vitais: PA= 92x55 mmHg, FC= 108 bpm; FR=22 irpm
SpO2= 99%; glicemia capilar= 45mg/dL. Exame físico: múltiplas lesões
hipopigmentadas no tronco, com regiões intercaladas de pele normal. perfusão
capilar >3 segundos, mucosas secas; sem outras alterações. Após administração de
tiamina, glicose e soro fisiológico, houve normalização da consciência, glicemia=
66mg/dL e PA= 89x57 mmHg. ALÉM DA SUSPENSÃO DAS MEDICAÇÕES ANTI-
HIPERTENSIVAS, A CONDUTA É:
a. Coleta de culturas; oxacilina IV.
b. Tomografia de crânio; ceftriaxona e Aciclovir IV.
c. Glicose em bomba de infusão e insulinemia sérica.
d. Suspender cetoconazol; iniciar hidrocortisona IV.
36. Homem, 19a, procura a UPA referindo sangramento nasal há 3 horas, com
cessação espontânea há quinze minutos. Relata febre contínua, dor de cabeça
intensa, inapetência, náuseas, vômitos e mialgia há 1 dia. Sinais vitais: PA= 100x66
mmHg; FC= 64 bpm; T= 38,8˚C; FR= 18 irpm. Exame físico: regular estado geral,
desidratado (3+/4+), ictérico (+/4+); Glasgow=15, sem outras alterações ou evidência
de sangramento ativo. Exames complementares: hemograma: Hb= 16,6mg/dL; Ht=
58%; leucócitos totais 3120/mm3, plaquetas: 88.000/mm3; AST= 396U/L; ALT= 444,
bilirrubinas totais= 4,7mg/dL; exame sumário de urina: proteinúria 2+/4+; provas de
coagulação normais. Relata morar em zona onde houve casos confirmados de febre
amarela. O médico plantonista realizou tratamento sintomático e hidratação, com
melhora sintomática. A CONDUTA É:
a. Alta com antitérmicos e orientação de sinais de alerta.
b. Observação por 6 a 8 horas na UPA e alta com antitérmicos e orientação de
sinais de alerta.
c. Hospitalização em enfermaria.
d. Hospitalização em UTI.
37. Homem, 59a, está internado em enfermaria de medicina interna para tratamento
de coma mixedematoso, há 20 dias. Com a instituição do tratamento, vem tolerando
melhor a alimentação e o esforço físico, estando com dispneia para moderados
esforços. O paciente refere preocupação com sua situação financeira, pois é
autônomo e fonte de renda para sua família (esposa e três filhos). Diz que precisa ter
alta, e está irredutível nesta decisão. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial.
Sinais vitais: FC= 61 bpm; FR= 16 irpm; PA= 147/102 mmHg; SpO2= 95% em ar
ambiente. Exame físico: nível e conteúdo de consciência normais, edema em
anasarca 2+/4+, fácies de lua cheia, sem outras alterações. Exames: TSH= 8,8
mU/L, T4 livre= 0,56 ng/dL coletados há 2 dias. Medicações em uso: Levotiroxina
112 mcg/kg/dia, losartana 25mg/dia. ALÉM DE EXPLICAR OS RISCOS
INERENTES À INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO, A CONDUTA É:
a. Manter o paciente internado para normalização da função tireoideana.
b. Permitir que o paciente saia do hospital e notificar o serviço de segurança como
evasão.
c. Fornecer alta à pedido mediante assinatura de termo de compromisso.
d. Fornecer alta com prescrição das medicações e retorno nos serviços cabíveis.
40. Homem, 27a, descobriu ser portador do vírus da imunodeficiência humana (HIV)
há um ano, ao fazer doação de sangue. Na consulta inicial, apresentava-se
assintomático, com carga viral (CV) = 120.000 cópias/mL e contagem de linfócitos-T
CD4+ = 490 céls/mL. Iniciado tenofovir + lamivudina + dolutegravir há 8 meses.
Retorna com exames de controle evidenciando CV = 480 cópias/mm3 e contagem de
linfócitos-T CD4+ = 590 céls/mm3. A CONDUTA É:
a. Quantificar CV após 12 semanas da última contagem, fazer genotipagem do HIV e
trocar antirretrovirais de acordo com genotipagem.
b. Quantificar CV após 8 semanas da última contagem, reforçar necessidade de
adesão ao tratamento e manter esquema antirretroviral atual.
c. Quantificar CV após 6 semanas da última contagem, fazer genotipagem do HIV e
trocar para lopinavir/ritonavir + raltegravir.
d. Quantificar CV após 4 semanas da última contagem, reavaliar adesão e
interações farmacológicas e considerar troca dos antirretrovirais.
41. Homem, 79a, é admitido no setor de emergência por tontura e piora da
intolerância aos esforços há 1 dia. Antecedentes pessoais: insuficiência cardíaca
congestiva secundária a hipertensão arterial e dislipidemia, em uso de enalapril,
AAS, atorvastatina e furosemida. Sinais vitais: PA= 126x88 mmHg (deitado), PA=
96x60mmHg (ortostática), FC= 100 bpm, FR= 19 irpm, T= 36,1oC e SpO2= 96%.
Exame físico: extremidades frias, ictus cordis no sexto espaço intercostal esquerdo,
lateral à linha hemiclavicular, com duas polpas digitais, ausculta cardíaca com sopro
sistólico em foco mitral e hipofonese da primeira bulha, ausculta pulmonar normal;
não apresenta edema ou ascite. Exames complementares: US "point of care"
evidenciou linhas B em ambas as bases pulmonares (região posterior) e linhas A em
campos superiores e médios, além de hipocontratilidade cardíaca difusa; o ECG está
disponível abaixo.
A CONDUTA É:
a. Administrar solução cristalóide e suspender a furosemida.
b. Iniciar dobutamina e solução cristalóide.
c. Administrar clopidogrel, metoprolol e realizar angioplastia primária.
d. Iniciar dobutamina e furosemida por via intravenosa.
42. Homem, 71a, relata emagrecimento de 8kg nos últimos 2 meses, associado a
fraqueza para subir escadas e pentear o cabelo. Há 2 semanas com aumento da
frequência das evacuações, cefaleia e palpitações. Nega outras queixas.
Antecedentes pessoais: diabetes mellitus em uso de insulina e metformina, e
tabagismo (80 anos-maço); trabalha como executivo em multinacional e não faz
acompanhamento médico regular. Sinais vitais: PA= 162x104 mmHg, FC= 108 bpm,
FR= 21 irpm, T= 37,3oC e SpO2= 96%. Exame físico: ausculta pulmonar normal, sem
edema de membros inferiores; ao exame neurológico, apresenta hiperreflexia global
e fraqueza muscular proximal em membros superiores e inferiores (grau IV). Exame
complementar: ECG disponível abaixo.
A CONDUTA É SOLICITAR:
a. Eletroneuromiografia e hemoglobina glicada.
b. Coprocultura, e iniciar ciprofloxacino e solução cristalóide.
c. TSH e T4 livre, iniciar metoprolol e rivaroxabana.
d. Tomografia de crânio e coletar liquor.
43. Homem, 68a, portador de hipertensão arterial estágio 2 e diabetes mellitus tipo 2,
em uso de enalapril, anlodipino, hidroclorotiazida, metformina e glibenclamida. Faz
seguimento clínico regular, sem lesões de órgãos alvo. Altura= 1,80m; peso=94kg
(IMC= 29kg/m²). DURANTE A CONSULTA, VOCÊ DEVE ORIENTAR:
a. Dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension); manter peso abaixo dos
80kg (IMC<25); adição de no máximo 2g de NaCl aos alimentos ingeridos ao longo
do dia; ao menos 150 minutos de exercício físico semanal, divididos igualmente entre
aeróbico moderado e resistido dinâmico.
b. Dieta individualizada orientada por nutricionista; redução sustentada do peso
corporal de ao menos 5%; consumo diário de sódio de até 2000mg (5g/NaCl); ao
menos 30 minutos contínuos de exercício físico aeróbico moderado 5 vezes por
semana.
c. Dieta com ingesta proteica limitada a até 0,8g/kg; manutenção do peso próximo
86kg (IMC=27); adição de no máximo 2000mg de sódio (5g/NaCl) aos alimentos
ingeridos durante o dia; ao menos 120 minutos de exercício físico aeróbico
moderado por semana.
d. Dieta individualizada orientada por nutricionista; manter peso abaixo dos 80kg
(IMC<25); consumo diário de sódio de até 1200mg (3g/NaCl); ao menos 120 minutos
de exercício físico por semana, sendo no mínimo 70% aeróbico moderado e os
demais 30% de resistido dinâmico.
44. Homem, 38a, procura a UBS com queixa de manchas avermelhadas no braço
direito. Refere também sensação de fraqueza na mão e formigamento. Ao exame,
apresenta três placas pouco elevadas, em face flexora do braço direito, associadas a
espessamento do nervo mediano. Apresenta ausência de sensibilidade térmica e
dolorosa nas lesões bem como da pilificação nos locais. Força distal grau IV em
braço direito. Sem outros achados no exame físico. A CONDUTA É:
a. Encaminhar para centro de referência para realização de exame baciloscópico e
eletroneuromiografia para elucidação diagnóstica e exclusão de doença neoplásica.
Aguardar investigação para iniciar o tratamento.
b. Rifampicina 600mg/mês em dose supervisionada; dapsona 100mg/mês em dose
supervisionada e 100mg/dia auto-administrada; clofazimina 300mg/mês em dose
supervisionada e 50mg/dia auto-administrada, todos durante 12 meses.
c. Iniciar tratamento com rifampicina 600mg/mês em dose supervisionada; dapsona
100mg/mês em dose supervisionada, associada a 100mg/dia auto-administrada.
Administrar o esquema terapêutico durante 6 meses.
d. Realizarexame baciloscópico e iniciar tratamento com dapsona 100mg/mês em
dose supervisionada e 100mg/dia auto-administrada; clofazimina 300mg/mês em
dose supervisionada e 50mg/dia auto-administrada, ambos durante 6 meses.
A CONDUTA É:
a. Suspender anlodipino, estimular ingesta hídrica, e observar evolução clínica e
laboratorial.
b. Iniciar NaCl 0,9% 1000ml com 1200mg de acetilcisteína EV de 12/12h por 24
horas.
c. Suspender Levofloxacino, iniciar Ceftriaxone, e observar evolução clínica e
laboratorial.
d. Iniciar NaCl 0,9% 1000ml com 50 ml de bicarbonato de sódio 8,4% EV de 12/12h
por 24h.
47. Homem, 38a, está em cuidados intensivos há 96 horas devido a quadro de
choque séptico secundário a pielonefrite. Sua altura aproximada é de 1,80m. Está
em ventilação mecânica desde a admissão e seus parâmetros ventilatórios atuais
são: Volume controlado; FiO2=100%; VC= 560ml (Pplatô= 32 cmH2O); PEEP= 10
cmH2O; FR= 18 irpm. Exames complementares: Gasometria com pH= 7,47; pO2=
135mmH2O; pCO2= 29mmHg; HCO3= 20,7 mmol/L; SaO2= 98,9%; BE= -2 mmol/L.
OS PARÂMETROS CORRETOS SÃO:
a. FiO2= 80%; VC= 480ml (Pplatô= 35 cmH2O); PEEP= 18 cmH2O; FR= 22irpm.
b. FiO2= 70%; VC= 560ml (Pplatô= 35 cmH2O); PEEP= 12 cmH2O; FR= 20 irpm.
c. FiO2= 80%; VC= 560ml (Pplatô= 25 cmH2O); PEEP= 10 cmH2O; FR= 15 irpm.
d. FiO2= 70%; VC= 450ml (Pplatô= 30 cmH2O); PEEP= 15 cmH2O; FR= 18 irpm.
52. Homem, 63a, obeso (IMC= 35 kg/m2), procura atendimento com queixa de
cefaleia recente. Nega episódios prévios. Há 3 meses acorda todas as manhãs com
cefaleia holocraniana, em peso, de leve a moderada intensidade, sem náuseas ou
vômitos. A dor dura cerca de 30 a 45 minutos e remite de forma espontânea. Não
tem o sintoma durante o dia. A esposa relata que o paciente tem roncos profusos e
bastante sudorese no período noturno. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial
em uso regular de enalapril. Sinais vitais: PA= 160x100 mmHg, FC= 90 bpm. Exame
físico: pletórico e levemente dispneico; exame neurológico sem alterações e fundo de
olho normal. O DIAGNÓSTICO É:
a. Cefaleia tensional.
b. Cefaleia em salvas.
c. Cefaleia secundária a hipertensão arterial.
d. Cefaleia secundária a hipoventilação noturna.
53. Homem, 67a, com diagnóstico de cirrose hepática por hepatite C crônica
diagnosticada há 3 anos. Vem com queixa de aumento progressivo do volume
abdominal há 3 semanas, associado a diminuição do volume urinário, mal-estar e
náuseas. Exames complementares: Cr= 2,3 mg/dL (exame da semana anterior Cr=
1,1 mg/dL); BT= 3,2 mg/dL (BD= 1,9 mg/dL); RNI= 1,8. A punção de líquido ascítico
revelou peritonite bacteriana espontânea (PBE) sendo iniciado tratamento com
ceftriaxone e albumina. Após 5 dias de tratamento, a PBE estava em resolução, mas
houve piora da função renal (Cr= 3,2 mg/dL) e desenvolvimento de encefalopatia
hepática grau IV, sendo necessária intubação orotraqueal para proteção de vias
aéreas. Devido à gravidade do quadro, a equipe multidisiplinar da UTI agendou
reunião de bioética e necessita de informações objetivas sobre prognóstico e
indicação de transplante, a fim de evitar a distanásia. A CONDUTA É:
a. Iniciar protocolo de extubação paliativa, mesmo que não haja contraindicação ao
transplante hepático.
b. Manter o suporte ventilatório, mas não devem ser instituídas novas medidas
terapêuticas invasivas.
c. Manter os cuidados intensivos apenas se o paciente for incluído em lista de
transplante hepático.
d. Manter os cuidados intensivos apesar da presença de 2 disfunções orgânicas.
Avaliar a resposta a este tratamento para futuras discussões
54. Mulher, 22a, procura o ambulatório com queixa de nodulações na região cervical
há 3 semanas. Refere também febre de até 38,2ºC no período e perda de peso de
cerca de 2 kg. Não tem outras queixas. Exame físico: bom estado geral, mucosas
descoradas (+/4+), ausculta pulmonar normal e oroscopia sem alterações;
linfonodomegalia cervical bilateral de até 5 cm, endurecida, indolor. Exames
complementares: Hb= 11,2 mg/dL; leucócitos= 11.800/mm3; plaquetas=
162.000/mm3. A CONDUTA É:
a. Biópsia de linfonodo.
b. Antibioticoterapia empírica.
c. Repetir hemograma em 30 dias.
d. Coleta de VHS e PCR
55. Homem, 34a, com perda ponderal intensa nos últimos 15 dias é admitido por
confusão mental e oligoanúria há 3 dias. Há 5 dias em uso de amoxicilina e
dexametasona por amigdalite. Exame físico: mucosas secas e descoradas,
linfonodomegalia generalizada com massa cervical de 10 cm, baço palpável a 4 cm
do rebordo costal esquerdo e fígado a 3 cm do rebordo costal direito. Exames
complementares: U= 325 mg/dL, Cr= 8,24 mg/dL. QUAL O PAINEL DE
RESULTADOS LABORATORIAS INDICARIA A PRESCRIÇÃO DE FÁRMACO
CONTANDO A ENZIMA URATO-OXIDASE RECOMBINANTE?
a. K= 6,5 mEq/mL, LDH= 8650 U/L, Pi= 6,0 mg/dL, Cai= 0,95 mmol/L, ác. úrico= 13,1
mg/dL.
b. K= 2,5 mEq/mL, LDH: 865 U/L, Pi= 4,0 mg/dL, Ca iônico= 1,15 mmol/L; ác. úrico=
7,5 mg/dL.
c. K= 5,0 mEq/mL, LDH: 250 U/L, Pi= 4,0 mg/dL, Ca iônico= 0,95 mmol/L, ác. úrico=
6,5 mg/dL.
d. K= 6,0 mEq/mL, LDH: 2500 U/L, Pi= 3,5 mg/dL, Ca iônico= 1,15 mmol/L, ác.
úrico= 14 mg/dL.
59. Homem, 63a, internado há 5 dias por tosse produtiva, febre e dor torácica. Após
2 dias afebril em vigência de antibioticoterapia empírica voltou a apresentar febre e
queda do estado geral. Antecedentes pessoais: tabagismo e hipertensão arterial.
Sinais vitais: PA= 132x86 mmHg, FC=89 bpm, FR= 16 irpm. Exame físico: redução
no frêmito toracovocal e surgimento de submacicez à percussão em terço inferior à
direita. A CONDUTA É:
a. Trocar de classe de antimicrobiano.
b. Ampliar espectro de antibiótico.
c. Realizar toracocentese diagnóstica.
d. Realizar broncoscopia diagnóstica.
60. Homem, 75a, apresenta há 3 dias lesões em face, tronco (figura abaixo) e raiz
dos membros, associadas a edema facial, linfonodomegalia e febre. Antecedentes
pessoais: hipertenso há mais de 20 anos, AVCi há dois meses. Medicações: captopril
e hidroclorotiazida (há 15 anos), AAS, sinvastatina e carbamazepina (após AVCi).
Exame físico: regular estado geral, desidratado, hipocorado, taquipneico, e com
ausculta cardíaca e pulmonar normais. Exames complementares: Hb=10,9 g/dL,
leucócitos= 13,5 x109/L (diferencial: neutrófilos segmentados: 53%, eosinófilos: 32%,
linfócitos: 13%, monócitos: 2%), plaquetas 211 x109/L; AST= 45mg/dL; ALT=150
mg/dL; creatinina= 1,5mg/dL.
O DIAGNÓSTICO É
a. Exantema maculopapular da dengue.
b. Eritema polimorfo no DRESS.
c. Vasculite associada a sepse.
d. Síndrome de Stevens-Johnson.
61. Mulher, 65a, queixa-se de que há muitos anos tem que fazer muito esforço para
evacuar e sente que a evacuação é incompleta. Seu hábito intestinal é de, no
máximo, duas vezes na semana. Nega perda de peso ou outras queixas. Em
consulta anterior, foi orientada a aumentar a ingesta de fibra, porém relata que não
houve mudança no hábito intestinal. Exame físico: ausência de massas abdominais,
toque retal sem alterações. A CONDUTA É PRESCREVER:
a. Lactulose
b. Psyllium.
c. Bisacodil.
d. Supositório de glicerina.
62. Mulher, 45a, há 3 dias apresenta diarreia líquida com fezes amareladas, sem
muco ou sangue e dor abdominal difusa em cólica. Encontra-se no 5º ano de
transplante renal doador vivo relacionado, com creatinina sérica estável em 1,2
mg/dL e uso de prednisona, ciclosporina e azatioprina. Sinais vitais: T= 36˚C,
PA=114x62 mmHg, FC= 88 bpm. Exame físico: regular estado geral, desidratada
(2+/4+); abdome sem sinais de irritação peritoneal e com ruídos hidroaéreos
aumentados. Exames laboratoriais: creatinina sérica= 1,9 mg/dL, K= 3,6 mEq/L, Na=
136 mEq/L. A CONDUTA É:
a. Hidratar IV, ciprofloxacino e suspender a ciclosporina.
b. Hidratar VO, sulfametoxazol-trimetoprim e reduzir dose de prednisona.
c. Hidratar IV, metronidazol e manter doses dos imunossupressores.
d. Hidratar VO, ampicilina-sulbactan e aumentar intervalo da azatioprina.
65. Homem, 36 anos, foi encaminhado para o clínico pelo otorrinolaringologista após
tratamento de otite crônica, diagnosticada e tratada há 4 meses, porém sem melhora.
O paciente conta, concomitante ao quadro, diminuição acentuada da audição, tosse
não produtiva, chiado no peito, fraqueza e perda não intencional de 7 kg. Refere
também surgimento de manchas arroxeadas e nódulos nas pernas há 3 semanas. À
investigação, o exame sumário de urina mostrou hematúria (2+/4+) e proteinúria
(2+/4+). O radiograma de tórax feito há 6 semanas demonstra infiltrado pulmonar
bilateral, que se manteve estável em relação ao exame feito há 1 semana. A
pesquisa de ANCA foi positiva. O DIAGNÓSTICO É:
a. Síndrome de Churg-Strauss.
b. Sarcoidose.
c. Poliangiíte microscópica.
d. Granulomatose de Wegener.
66. Mulher, 21a, queixa-se de inchaço nas articulações há 3 meses. Há 2 meses
notou perda de cabelos e feridas na boca, e há 20 dias inchaço nas pernas e urina
com espuma. Refere inapetência e nega dispneia ou náuseas. Sinais vitais: PA=
146x92 mmHg, FC= 80 bpm, FR= 14 irpm, SpO2 = 97%. Exame físico: descorada
+/3+, edema de membros inferiores 2+/3+. Sinais de artrite em mãos e pés. Exames
laboratoriais: creatinina sérica= 7,12 mg/dL, ureia= 180 mg/dL, K= 5,0 mEq/L, Na=
136 mEq/L, pH= 7,35, HCO3= 16 mmol/L; exame sumário de urina: proteínas 3+/3+,
leucócitos= 18/campo, hemácias= 100/campo; proteinúria 24h= 4,3 g; anti-DNA=
1:320; FAN= 1:1280. Ultrassonografia de abdome: rins de tamanho normal. A
CONDUTA INICIAL RECOMENDADA É:
a. Corticoterapia em pulso, sendo a biópsia renal não indicada.
b. Corticoterapia em pulso, sendo a biópsia renal indicada.
c. Ciclofosfamida em pulso, sendo a biópsia renal não indicada.
d. Ciclofosfamida em pulso, sendo a biópsia renal indicada.
69. Mulher, 63 anos, moradora de casa de repouso há seis meses após acidente
vascular encefálico com sequela de hemiplegia à direita. Durante visita domiciliar, o
médico da atenção primária é informado de que a paciente não possui carteira
vacinal. DE ACORDO COM O MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL, ESTA
PACIENTE DEVE RECEBER:
a. Dupla adulto: reforço a cada 5 anos; hepatite B: 3 doses; pneumocócica 23V:
1dose com reforço único após 10 anos; meningocócica C: 1 dose; gripe: anual
durante campanha.
b. Dupla adulto + pertussis acelular: reforço a cada 10 anos; pneumocócica 23V:
dose anual em conjunto com gripe anual durante campanha; meningocócica C: 1
dose, com reforço após 2 anos.
c. Dupla adulto: reforço a cada 10 anos; hepatite B: 3 doses se não tiver recebido
esquema completo na infância; pneumocócica 23V: 1 dose com reforço único após 5
anos; gripe: anual durante campanha.
d. Dupla adulto: 1 dose de reforço; hepatite B: 1 dose se não tiver recebido esquema
completo na infância; pneumocócica 23V: 1 dose com reforços a cada 5 anos; gripe:
anual durante campanha.
70. Mulher, 23 anos, professora do ensino fundamental, queixa-se de tosse produtiva
com secreção nasal há 6 dias, associados à febre e “olhos vermelhos”. Procura a
UER por piora dos sintomas e surgimento de algumas manchas no pescoço nas
últimas horas. Antecedente pessoal: rinite alérgica desde a infância com episódios
frequentes de sinusite tratados com antibiótico. Último episódio há aproximadamente
1 ano. Sinais vitais: FC= 124bpm, FR= 24irpm, PA= 128x68mmHg, T= 39,7ºC. Ao
exame: prostrada, mucosas secas, com algumas manchas hipocrômicas com halo
hiperemiado, justapostas ao pré-molar esquerdo. Algumas lesões maculopapulares
hiperemiadas em região periauricular e face à esquerda. Ausculta pulmonar com
roncos de transmissão, sem sibilos. A CONDUTA É:
a. Prescrever amoxicilina+clavulanato; colher hemograma; afastar das atividades
laborais por 72h até melhora sintomática
b. Prescrever sintomáticos e higiene nasal; não coletar exames; orientar utilização
de máscara cirúrgica durante atividades laborais
c. Prescrever sintomáticos; colher PCR específico; administrar reforço vacinal;
afastar das atividades laborais por 7 dias
d. Prescrever sintomáticos; colher sorologia e PCR específicos; afastar das
atividades laborais e indicar bloqueio vacinal dos contatos
71. Mulher, 58 anos, chega à UER transferida da UPA, onde estava internada há 48
horas, em tratamento de pneumonia. A paciente apresentou piora clínica progressiva
nas últimas 12 horas, com necessidade de ventilação mecânica e noradrenalina.
Está em uso de Ceftriaxone e Azitromicina endovenosos desde a admissão na UPA.
Tem radiografia de tórax da admissão com consolidação em lobo inferior esquerdo, e
radiografia após intubação orotraqueal, mostrando padrão compatível com SARA.
Após 3 horas da admissão na UER, a paciente evolui com choque refratário e óbito.
A DECLARAÇÃO DE ÓBITO DEVE SER PREENCHIDA PELO:
a. Médico assistente da UER.
b. Médico assistente da UPA.
c. Diretor clínico da UER.
d. Serviço de Verificação de Óbito (SVO).
72. Mulher, 43
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va mitral há
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ótese biológica, em função de este
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al de etiologia reumáticca. Nos últim
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(estenose purra) e fibrila a. Há 1 anno passou a ter
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74. Homem, 56a, refere episódios recorrentes de dor abdominal epigástrica há 3
anos, com algumas visitas médicas sem definição diagnóstica. Chega a ter náuseas
e vômitos quando a dor é mais intensa. Conta também perda ponderal não
quantificada no último ano. Seu hábito urinário é normal, e apresenta usualmente 3
evacuações pastosas em grande quantidade por dia. Antecedentes pessoais:
tabagista e etilista; refere que em exames realizados anteriormente, o “açúcar no
sangue” estava alto. Exame físico: emagrecido, alterações de pilificação sugestivas
de desnutrição; abdome escavado, com discreto desconforto à palpação de
epigastro. Exames complementares: Hb= 10,6 mg/dL (VCM= 106 fL), leucócitos=
7800/mm3, plaquetas= 186000/mm3; glicemia de jejum= 236 mg/dL; Cr= 1,1 mg/dL;
albumina= 2,8 g/dL; Na= 138 mEq/L; K= 3,9 mEq/L. A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA E
A INVESTIGAÇÃO ADEQUADAS SÃO:
a. Gastroparesia diabética; cintilografia de esvaziamento gástrico.
75. Homem, 56a, foi submetido a revascularização miocárdica por IAM há 90 dias.
Evolui com os seguintes resultados de Hb até o 3º dia de pós-operatório (PO): Hb
pré-operatório: 13,5 g/dL; PO1: Hb= 9,2 g/dL; PO2: Hb= 8,2g/dL; PO3: Hb= 7,8g/dL.
Apresenta boa evolução clínica, com previsão de alta da unidade de terapia
intensiva. QUAL A CONDUTA TRANSFUSIONAL?
a. Não há indicação de transfusão no momento.
b. Transfusão de 1U de concentrado de hemácias.
c. Transfusão de 2U de concentrado de hemácias.
d. Transfusão de 1U de concentrado de hemácias jovens (estoque < 14 dias).
76. Homem, 17a, com febre, cefaleia e mal-estar geral há 3 dias, sem melhora
apesar do uso de dipirona prescrita 2 dias antes em unidade básica de saúde.
Procura pronto atendimento devido a náuseas, mialgia, dor abdominal e exantema
há cerca de 24 horas. Exame físico: prostração discreta e exantema maculopapular
mais evidente em membros inferiores e antebraços, estendendo-se em menor
intensidade até tronco. Sem outras alterações. Antecedentes pessoais: morador de
área onde observou-se aumento da incidência de dengue; há 7 dias relata exposição
a carrapatos. Exames complementares: Hb= 11,3 g/dL; Ht= 31,2%; leucócitos= 5,48
x 109/L (diferencial: bastões 15%, neutrófilos segmentados 55%, linfócitos 28%,
monócitos 2%); contagem de plaquetas 110 x 109/L. QUAL O DIAGNÓSTICO MAIS
PROVÁVEL?
a. Dengue.
b. Chikungunya.
c. Leptospirose.
d. Febre maculosa.
77. Homem, 22a, trabalhador rural, sofreu uma picada de cobra em pé direito há
algumas horas, relatando desde então muita dor local, náuseas e vômitos. Não
conseguiu ver em detalhes nem capturar o animal. Sinais vitais: PA= 134x92mmHg,
FC= 96bpm, FR= 22irpm, SatO2= 99%, T= 36,3oC. Exame físico: desidratado,
eritema, edema e algumas bolhas no pé e terço distal da perna direita; exame
neurológico é normal. Exames complementares: Hemograma: Leucócitos=
8.350/mm3 (69% segmentados, 25% linfócitos, 6% monócitos), Hb= 15,2g/dL, Ht=
48%, Plaquetas= 272.000/mm3; U= 88mg/dL, Cr= 1,45mg/dL, CK= 233U/L, sangue
incoagulável. A CONDUTA É:
a. Soro antilaquético.
b. Soro anticrotálico.
c. Soro antielapídico.
d. Soro antibotrópico.
78. Homem, 31a, apresentou crise convulsiva tônico-clônica generalizada, de 2
minutos de duração e cessação espontânea. Relata cefaleia holocraniana
progressiva nos últimos 3 dias. Nega qualquer outra queixa. Nega doenças crônicas
e uso de medicamentos. Sinais vitais: PA= 136x88mmHg, FC= 72bpm, FR= 17irpm,
SpO2= 98%, T= 36,1oC. Exame físico: Glasgow 15, paresia proximal de membro
superior direito; propedêutica cardiopulmonar normal; presença de placas
esbranquiçadas em gengivas e língua; rarefação de pelos e hipotrofia muscular
generalizada; linfonodos aumentados e palpáveis em cadeias cervical e inguinal.
Exames complementares: Glicemia capilar: 98mg/dL; hemograma: Leuco = 3150
cels/mm3 (78% segmentados, 14% linfócitos, 8% monócitos) Hb= 10,2g/dL,
Plaquetas= 165.000/mm3; Na= 135mEq/L. Realizada TC de crânio sem e com
contraste, disponível abaixo. O teste rápido para HIV é positivo.
A CONDUTA É:
a. Solicitar ressonância nuclear magnética e punção liquórica.
b. Iniciar ceftriaxone e solicitar hemoculturas e um ecocardiograma.
c. Iniciar tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico.
d. Iniciar fenitoína e solicita biópsia estereotáxica da lesão e da medula óssea.
79. Mulher, 26a, relata dor lombar há 2 semanas, associada a emagrecimento e
calafrios. Há 1 dia a dor se acentuou, havendo dor irradiada ao quadril esquerdo,
passando a claudicar. Antecedentes pessoais: diabética, tabagista de 2 maços de
cigarro ao dia há 12 anos, em uso de insulina e de anticoncepcional oral. Sinais
vitais: PA= 122x78mmHg, FC= 87bpm, FR= 19irpm, SpO2= 95%, T= 36,3oC. Exame
físico: propedêutica cardiopulmonar normal; exame neurológico não revela perda de
força nem de sensibilidade tátil em membros inferiores; há dor à palpação de
processo espinhoso de vértebras lombares altas; quadris com movimentação normal
e indolores a palpação. Realizada radiograma de tórax (abaixo).
A CONDUTA É:
a. Realizar TC de tórax, broncoscopia e solicitar TC de coluna lombar.
b. Solicitar Angio-TC de tórax, proteinúria de 24 horas e eletroneuromiografia.
c. Solicitar hemograma, VHS, PCR e radiografia de coluna lombar.
d. Coletar pesquisa de B.A.A.R. no escarro e solicitar RM coluna lombar.
80. Homem, 46a, obeso, relata tosse seca e dispneia há 1 dia, com piora rápida e
progressiva. Refere também alguns episódios prévios de dispneia, que associa a
períodos em que estava gripado. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial de
diagnóstico recente em tratamento irregular, asma na infância e tabagismo (30 anos-
maço). Sinais vitais: PA= 214x122 mmHg, FC= 118 bpm, FR= 32 irpm, T= 36,3oC e
SpO2= 94% em ar ambiente. Exame físico: extremidades frias, ausculta cardíaca
normal, redução global do murmúrio vesicular sem ruídos adventícios; propedêutica
abdominal normal, sem edema de membros inferiores. Realizado ECG que
evidenciou taquicardia sinusal. Iniciado oxigenoterapia com máscara 5L/min. A
CONDUTA É:
a. Nitroprussiato de sódio e ventilação não invasiva.
b. Inalação com salbutamol, brometo de ipratrópio e hidrocortisona.
c. Levofloxacino, inalação com brometo de ipratrópio e hidrocortisona.
d. Nitroglicerina, AAS e clopidogrel.
INSCRIÇÃO ESCOLA SALA LUGAR NA
SALA
MASTOLOGIA
Assine a folha de respostas com caneta esferográfica preta e transcreva para essa folha as respostas
escolhidas.
Ao marcar o item correto, preencha completamente o campo correspondente, utilizando caneta esferográfica
preta.
A duração total da prova é de 5 horas. NÃO haverá tempo adicional para transcrição de gabarito
Você somente poderá deixar a sala após 2h30min do início da prova, podendo levar consigo APENAS o
CONTROLE DE RESPOSTAS DO CANDIDATO e a DECLARAÇÃO DE PRESENÇA (abaixo).
DECLARAÇÃO DE PRESENÇA
Declaramos que o candidato abaixo, inscrito no PROCESSO SELETIVO RESIDÊNCIA MÉDICA 2019, compareceu à prova da 1ª Fase
realizada no dia 04 de novembro de 2018.
Nome: Documento:
Coordenação de Logística
Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp
1. Mulher de 33 anos, G1P1, sem método contraceptivo, procura o ginecologista 40
dias depois de ter realizado uma laparoscopia na qual foi retirado do ovário esquerdo
um teratoma sólido maduro de 4 cm no seu maior diâmetro. Pela descrição do
ultrassom pré-operatório e da descrição da cirurgia, o restante da cavidade abdominal,
útero, trompas, ovário esquerdo remanescente e ovário direito estão normais. Em
relação a estes achados, é CORRETO afirmar:
a. há indicação de ooforectomia bilateral, pelo risco de bilateralidade da lesão
b. trata-se de um tumor benigno, e a exérese do cisto é suficiente
c. está contra-indicado o uso de pílula anticoncepcional oral combinada
d. há indicação de teste genético para avaliação de mutação BRCA2
2. Mulher de 44 anos, união estável, G4P3(C1)A1, tabagista, IMC= 26Kg/m2, está com
diagnóstico citológico e histológico de carcinoma ‘invasor’ do colo do útero, com colo
tumoral e infiltrado, com lesão de 32mm em ectocérvice ao exame especular. A
respeito deste caso, é INCORRETO afirmar:
a. sangramento genital, sinusorragia, anemia, insuficiência renal, emagrecimento,
fistulas, dor pélvica, dispareunia, edema membros inferiores, lombalgia podem ser
encontrados na anamnese e no exame clínico desta paciente
b. carcinoma espinocelular (ou escamoso, ou epidermoide) é o tipo histológico mais
prevalente neste tipo de neoplasia
c. quimioterapia com platina e taxol e cirurgia de Wertheim-Meigs são as modalidades
de escolha em caso de acometimento parametrial ao toque retal
d. são causas de óbito diretamente relacionadas a este câncer em caso de
progressão: choque hipovolêmico por sangramento genital, insuficiência renal pós-
renal e síndrome consumptiva (caquexia e infecção)
1
4. Em relação ao câncer de colo uterino, é CORRETA a afirmação:
a. O toque vaginal permite a adequada avaliação da extensão parametrial pela
neoplasia invasora
b. A taxa de falso negativo do rastreamento por uma amostra isolada de citologia
oncótica pode ultrapassar 50%
c. A biópsia dirigida não necessitará de complementação quando a profundidade de
invasão for menor do que 5 mm e a extensão inferior a 7 mm (microinvasão)
d. A ressonância magnética, a uretrocistoscopia e a retossigmoidoscopia são
mandatórias para o estadiamento da neoplasia invasora, em quaisquer estágios
2
7. Paciente de 65 anos apresentou sangramento pós-menopausa, com curetagem
evidenciando adenocarcinoma endometrioide de endométrio. Durante cirurgia para
estadiamento, o exame de congelação da peça da histerectomia revelou extensão do
acometimento para o colo uterino. Que estrutura precisará ser abordada
adicionalmente frente a este achado do intraoperatório?
a. paramétrios
b. apêndice cecal
c. linfonodos inguinais profundos
d. linfonodos retroperitoneais supramesentéricos
3
10. Paciente de 50 anos com dor em baixo ventre e sangramento uterino anormal. O
ginecologista que a acompanha solicita ecografia pélvica, com aumento rápido de
volume uterino em relação a exame anterior, e a encaminha para centro especializado
de ginecologia oncológica por hipótese diagnóstica de sarcoma do corpo uterino. Em
relação aos sarcomas do corpo uterino, é CORRETA a afirmação:
a. são tumores ginecológicos frequentes, cuja incidência varia de 40 a 60% na
população
b. são tumores de evolução rápida, agressivos e com prognóstico reservado
c. a degeneração sarcomatosa de leiomiomas uterinos é frequente, correspondendo a
mais de 50% dos casos
d. sua via de disseminação preferencial é linfática, o que implica em linfanedectomia
pélvica e para-aorto-caval no tratamento cirúrgico
4
14. Sobre as neoplasias intraepiteliais vaginais (NIV), é CORRETA a afirmativa:
a. O prurido recorrente é a queixa clínica mais frequente
b. Até 80% das pacientes são assintomáticas
c. Houve aumento dos casos de carcinoma espinocelular da vulva consequentemente
ao aumento da incidência das NIV usuais
d. A NIV diferenciada está associada à infecção pelo HPV, tabagismo,
imunossupressão, com pico de incidência na quarta década de vida
15. Paciente de 74 anos com queixa de dor em baixo ventre e aumento do volume
abdominal. Nega antecedentes oncológicos pessoais ou familiares. Hipertensa
crônica, bom controle com metildopa 1g/d, nega outras queixas específicas. É
encaminhada a serviço terciário para investigação, e à ecografia abdominal é
evidenciada massa em anexo direito de 8cm, sólido-cística, com aumento da
vascularização periférica de baixa resistência ao ecodoppler, ascite em pequena
quantidade, e espessamento do omento. Com relação ao tratamento oncológico, é
CORRETO considerar:
a. Tratamento paliativo, em função da idade da paciente
b. Irradiação de cavidade peritoneal (teleterapia) para controle locorregional
c. Estadiamento cirúrgico para citorredução tumoral
d. Hormonioterapia neoadjuvante com inibidores de aromatase pela associação com
mutação BRCA
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16. Mulher 36 anos, G3 P2 A1, procura Unidade Básica de Saúde por nódulo indolor
em mama direita percebido há quatro meses. Amenorreia por uso trimestral de acetato
de medroxiprogesterona de depósito. Antecedentes oncológicos pessoais negativos.
Refere tia materna com câncer de mama tratado na pré-menopausa (viva), e avó
paterna com câncer de mama tratado pós-menopausa, já falecida. Sem outros
antecedentes relevantes. Traz mamografia com laudo: “BIRADS 0”, e ecografia
revelando lesão 15mm hipoecoide, microlobulada e irregular em mama esquerda,
laudo: “BIRADS 4”. Ao exame clínico: mamas de pequeno volume, ptose grau 1,
levemente assimétricas, sendo a esquerda de menores dimensões. Mama direita com
discreto abaulamento da pele na junção dos quadrantes superiores à inspeção
estática; à palpação, identificada nodulação única de aproximadamente 20mm de
diâmetro. Expressão das árvores ductais negativas bilateralmente. Mama direita
semiologicamente normal. Axilas e fossas supraclaviculares bilateralmente livres.
Como seria a abordagem do diagnóstico mais provável e a conduta necessária frente
a esta paciente?
a. Cisto simples da mama, como o apresentado nesta ocasião, deve ser informados à
paciente como uma alteração funcional própria do menacme
b. A paciente precisa ser encaminhada ao mastologista do centro de referência para
elucidação diagnóstica de câncer de mama
c. Trata-se de um fibroadenoma, e necessitará de encaminhamento para biópsia
incisional em função do diâmetro da lesão e da faixa etária da paciente
d. Tumor filoide da mama, que necessitará de punção aspirativa com agulha fina para
elucidação diagnóstica em nível secundário da atenção à saúde
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17. Mulher 42 anos comparece ao centro de saúde na campanha “Outubro Rosa”
solicitando orientações para prevenção do câncer de mama. Antecedentes obstétricos:
quatro gestações a termo, com quatro partos vaginais, amamentou cada filho por pelo
menos seis meses. Antecedentes ginecológicos: menarca aos 13 anos, menopausa
aos 48 anos, método anticoncepcional = laqueada oito meses após o último parto,
nega uso de medicações hormonais pregressamente. Nega tabagismo. Refere
consumo de duas garrafas de cerveja de 600mL apenas aos finais de semana. Nega
antecedentes familiares relevantes, nega queixas mamárias, e não apresenta
alterações ao exame clínico. IMC = 30Kg/m2. Além do controle de ganho ponderal e
das orientações sobre o consumo de álcool, em consonância com o preconizado pelo
Ministério da Saúde do Brasil em relação à prevenção do câncer de mama, qual seria
sua conduta?
a. trata-se de paciente de risco padrão para a faixa etária; proporia acompanhamento
clínico anualmente
b. trata-se de paciente de risco padrão para a faixa etária; proporia mamografia
bienalmente
c. trata-se de paciente de alto padrão para a faixa etária; proporia ressonância
magnética anualmente
d. trata-se de paciente de alto risco para a faixa etária; proporia ecografia de mamas
anualmente
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18. Mulher 28 anos comparece em consulta ginecológica com queixa de dor nas
mamas há 15 dias. Refere que a dor tem ritmo catamenial, com piora na segunda fase
do ciclo menstrual, e melhora importante na primeira fase. Nega trauma, nega
antecedentes de mastite, nega tabagismo atual ou pregresso. Trabalha em salão de beleza
(manicure). Refere uso regular e adequado de pílula anticoncepcional oral combinada, hoje no
quarto dia de pausa. Antecedentes oncológicos pessoais e familiares negativos. Sem outros
antecedentes relevantes. Nunca fez mamografia. Ao exame clínico, mamas de médio
volume, sem alterações às inspeções estática e dinâmica, palpação dolorosa em
quadrantes superiores laterais bilateralmente, ausência de descarga papilar
bilateralmente, regiões axilares com linfonodos habituais, dor ao pinçamento da borda
lateral da musculatura peitoral. Qual seria sua proposta para a paciente nesta
oportunidade?
a. realizaria orientação verbal, que é estratégia para resolução de até 85% dos casos
de mastalgia, prescindindo de exames complementares
b. proporia mamografia, pois paciente sintomática
c. proporia ecografia de mamas, pois a densidade mamária inviabiliza a mamografia
nesta faixa etária
d. proporia ressonância magnética das mamas, pois a retenção hídrica e a dor na
segunda fase do ciclo descartariam outras opções de exames complementares
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19. Mulher 52 anos, G3 C3 A0, comparece no Centro de Saúde por nódulo indolor em
mama esquerda, percebido há três meses. Refere irregularidade menstrual, e
fogachos. Antecedentes oncológicos pessoais ou familiares negativos. Sem outros
antecedentes relevantes. Traz mamografia com laudo: “BIRADS 0”, e ecografia
revelando lesão cística em mama esquerda, com conteúdo predominantemente
anecoico, sem debris ou áreas sólidas, com reforço acústico posterior, laudo: “BIRADS
2”. Ao exame clínico: mamas de pequeno volume, ptose grau 1, levemente
assimétricas, sendo a direita de menores dimensões. Mama esquerda com discreto
abaulamento da pele na junção dos quadrantes superiores à inspeção estática; à
palpação, identificada nodulação única, macia, bem delimitada e móvel,
aproximadamente 25mm de diâmetro. Expressão das árvores ductais negativas
bilateralmente. Mama direita semiologicamente normal. Axilas e fossas
supraclaviculares bilateralmente livres. Como seria a abordagem do diagnóstico mais
provável e a conduta necessária frente a esta paciente?
a. Trata-se de um fibroadenoma, e necessitará de encaminhamento para excisão
cirúrgica em função do diâmetro da lesão e da faixa etária da paciente
b. A paciente precisa ser encaminhada ao mastologista do centro de referência para
iniciar tratamento por câncer de mama (suspeitado pela faixa etária e pelos exames
trazidos)
c. Tumor filoide da mama, que necessitará de punção aspirativa com agulha fina para
elucidação diagnóstica em nível secundário da atenção à saúde
d. Cisto simples da mama, como o apresentado nesta ocasião, deve ser informado à
paciente como uma alteração funcional decorrente da ação do hipoestrogenismo sobre
a glândula mamária
20. Você é convidado pela equipe multidisciplinar de saúde para organizar grupos de
orientação para mulheres da região atendida pelo posto de saúde em que você. Com
relação aos fatores de risco para o câncer de mama, é CORRETO afirmar:
a. Obesidade não é elencada como fator de risco para o câncer de mama na pós-
menopausa
b. Tabagismo e uso de pílulas anticoncepcionais orais combinadas são fatores de
risco controversos em relação ao desenvolvimento da neoplasia maligna da mama
c. Tratamento radioterápico por malignidades não-sólidas em tórax de mulheres
jovens não é fator de risco estabelecido para o câncer de mama
d. Amamentação não é considerada fator protetor para o câncer de mama em
população de risco habitual
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21. Mulher de 57 anos, sem antecedentes relevantes, apresenta à mamografia um
nódulo na mama direita, irregular e microlobulado, medindo 15mm. A ultrassonografia
complementar confirmou na mesma topografia um nódulo hipoecóico, irregular e
microlobulado. O nódulo foi classificado na categoria BI-RADS® 4. Qual é o método
mais indicado para a obtenção de material para o estudo anatomopatológico desse
nódulo?
a. Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)
b. Biópsia percutânea de fragmento (“core-biopsy”)
c. Biópsia incisional com avaliação intra-operatória
d. Biópsia excisional seguida de congelação
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24. A primeira criança de uma paciente secundigesta de 25 anos nasceu com genitália
externa ambígüa com hipertrofia de clitóris e fusão labial. Ela e seu marido são
portadores da deficiência de 21-alfahidroxilase. O casal gostaria de saber se é
possível fazer algo para evitar os efeitos da doença sobre o feto. Você indica o uso de
dexametasona pela mãe com qual dos seguintes objetivos?
a. Bloquear a glândula adrenal fetal
b. Bloquear os receptores esteroidais genitais fetais
c. Promover feedback negativo para a glândula pituitária materna
d. Bloquear a passagem transplacentária de andrógenos maternos
25. Uma paciente (quarta gestação, três partos) com 36 semanas de idade gestacional
apresentou sangramento vaginal abundante há duas horas. Ao exame: sinais vitais
maternos normais; tônus uterino normal, sem contrações; freqüência cardíaca fetal
regular, em torno de 140 batimentos por minuto; apresentação cefálica, com o pólo
cefálico flutuante; não há mais sangramento evidente ou sinais de ruptura de
membranas. Qual o diagnóstico mais provável?
a. Placenta prévia
b. Descolamento de placenta
c. Rotura de vasa previa
d. Carcinoma de colo uterino
27. Uma gestante tem o parto induzido com 38 semanas devido a oligoâmnio
acentuado. A criança nasce com ausência congênita da mão esquerda. Nesse caso a
alteração anatômica no recém-nascido se deve mais provavelmente a qual das
seguintes opções?
a. Banda amniótica
b. Anormalidade genética
c. Trauma materno
d. Nó verdadeiro de cordão
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28. Os eritrócitos fetais podem ser diferenciados dos eritrócitos maternos por qual das
seguintes características?
a. Menor quantidade de hemoglobina
b. Presença de núcleo
c. Resistência à eluição ácida
d. Forma
30. Uma paciente é admitida na fase ativa do trabalho de parto. Ela não fez pré-natal,
mas afirma estar com 41 semanas de gestação. Ao exame para verificar o colo e a
posição fetal você toca a face e o nariz do feto. Qual das seguintes opções mais
freqüentemente se associa com apresentação de face?
a. Anencefalia
b. Hidrocefalia
c. Prematuridade
d. Oligoâmnio
31. Uma gestante recebe imunoglobulina anti-D com 28 semanas por apresentar
tipagem sanguínea “A negativo”. Com 32 semanas ela tem um parto induzido, sem
intercorrências, por pré-eclâmpsia grave. O recém-nascido está evoluindo bem e sua
tipagem sanguínea é “A positivo”. No painel de anticorpos materno pós-natal observa-
se a presença de imunoglobulina anti-D com título 1/1. Qual das alternativas a seguir
melhor descreve a conduta em relação à administração de imunoglobulina anti-D após
o parto para essa paciente?
a. Não se deve administrar, pois a paciente já está sensibilizada
b. Administrar metade da dose padrão
c. Administrar uma dose padrão
d. Administrar o dobro da dose padrão
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32. Dentre as malformações uterinas abaixo relacionadas, qual está mais associada a
abortos espontâneos?
a. Útero septado
b. Útero unicorno
c. Útero didelfo
d. Útero bicorno
34. Paciente de 25 anos chega ao pronto atendimento com queixa de leve dor na
fossa ilíaca esquerda há 3 dias e sangramento vaginal em pequena quantidade há 5
dias. Última menstruação há 5 semanas. Exames físico e ginecológico sem alterações.
Dosagem de hCG sérico = 1.500 mUI/ml. A ultrassonografia transvaginal não
identificou gestação tópica, nem alterações anexiais. Identificado conteúdo laminar
líquido no fundo de saco posterior. Qual é a conduta mais apropriada?
a. Laparoscopia no mesmo dia
b. Tratamento clínico de gestação ectópica íntegra com metotrexato no mesmo dia
c. Repetir o hCG sérico em 2 dias
d. Ressonância nuclear magnética da pelve
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36. Segundo o léxico da 5a edição do BI-RADS® –ACR quais das seguintes variáveis
ultrassonográficas devem ser utilizadas na descrição e na classificação dos nódulos
mamários?
a. Contorno, forma, margem e limite
b. Forma, margem, ecotextura e orientação
c. Densidade, forma e margem
d. Morfologia e distribuição
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40. Qual dos seguintes achados ultrassonográficos deve ser classificado na categoria
BI-RADS® 3?
a. Linfonodo intramamário típico
b. Ectasia ductal múltipla e bilateral
c. Nódulo oval hipoecóico, paralelo e circunscrito
d. Nódulo hipoecóico sobre a pele
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42. As cicatrizes podem evoluir com alterações caracterizadas por processos de
hipercicatrização, originando cicatrizes hipertróficas e queloides. É correto afirmar:
a. Ambas as alterações são caracterizadas por feixes de colágeno espessados e
alinhados paralelamente à superfície da epiderme.
b. A ocorrência de queloides tem importante componente de predisposição genética,
sendo mais frequentes nos membros inferiores.
c. Cicatrizes orientadas paralelamente ao eixo de contração muscular tem menor
predisposição à hipertrofia.
d. Os queloides são caracterizados pelo crescimento além dos limites da lesão
original, podendo evoluir com regressão espontânea.
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45. Paciente respirando em ar ambiente apresenta a seguinte gasometria arterial: pH=
7,35; PaO2= 85mmHg; PaCO2= 65mmHg; HCO3-= 39mEq/L e BE= +8mEq/L.
Qual é o distúrbio ácido básico primário e sua possível causa?
a. Acidose respiratória crônica, compensada com alcalose metabólica; DPOC.
b. Acidose metabólica aguda; descompensação diabética.
c. Alcalose respiratória aguda; intoxicação por aspirina.
d. Acidose metabólica crônica; insuficiência renal crônica.
46. Em relação aos estados de choque em geral, qual afirmativa abaixo é correta?
a. Periferia quente, pressão de pulso aumentada e alta pressão diastólica são
características clínicas do choque distributivo.
b. Hipertensão, distensão venosa jugular e abafamento das bulhas cardíacas são
achados no tamponamento cardíaco.
c. Diminuição na saturação venosa mista de O2, aumento na diferença do conteúdo
arteriovenoso de O2 e acidose láctica são achados no choque hipovolêmico.
d. A presença de Pressão de Artéria Pulmonar Ocluída (PAPO) elevada é sempre
indicativa de disfunção miocárdica.
47. Das alternativas abaixo citadas, qual é o tratamento de escolha para a taquicardia
supraventricular com QRS estreito, sem comprometimento hemodinâmico?
a. Cardioversão elétrica com corrente direta.
b. Amiodarona via intravenosa.
c. Lidocaína 70mg via intravenosa em “bolus”.
d. Adenosina via intravenosa.
48. Criança do sexo masculino, 25 dias de vida, chega ao Pronto Socorro com vômitos
leitosos, irritabilidade, baixo ganho ponderal, desidratado. Gasometria: acidose
metabólica hiponatrêmica e hipercalêmica. Qual é a principal hipótese diagnóstica?
a. Refluxo gastroesofágico.
b. Estenose hipertrófica do piloro.
c. Sepse.
d. Hiperplasia adrenal congênita.
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49. Qual é o benefício comprovado da correção intrauterina da mielomeningocele?
a. Menor necessidade de derivação ventriculoperitoneal.
b. Melhora da continência urinária e da bexiga neurogênica.
c. Menor incidência de medula presa.
d. Melhora da continência fecal.
50. Mulher, 50a, apresenta dispneia aos esforços e que se acentua com o decúbito
horizontal. Sem outras queixas. Tomografia computadorizada: massa heterogênea no
mediastino anterior, aumentando a distância entre a traqueia e o esôfago. Qual é a
principal hipótese diagnóstica?
a. Linfoma.
b. Adenoma de paratireoide.
c. Timoma.
d. Bócio mergulhante.
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Faculdade de Ciências Médicas
Comissão de Residência Médica