O CASTELO INTERIOR
PRIMEIRAS MORADAS
O Capítulo I “trata da formosura e dignidade das nossas almas. Trata
ainda das mercês que recebemos de Deus, e como a porta deste castelo
(alma) é a oração”.
No centro dos ensinamentos de Santa Teresa de Jesus, encontra-se como
melhor veremos, a oração.
O Castelo Interior foi escrito no ano de 1577, para benefício das freiras
dos mosteiros de Nossa Senhora do Carmo, com o objetivo de lhes
aclarar algumas dúvidas de oração, bem como de as orientar no caminho
espiritual para o Senhor.
A Santa suplica a Deus que fale por ela e começa por considerar a nossa
alma como um castelo todo de diamante, onde existem inúmeros
aposentos.
E começa por falar da alma, porque todo o caminho parte dela, não
obstante tenha a consciência de “que por nossa culpa, não nos
entendamos a nós mesmos, nem saibamos quem somos”.
No seu entender e por motivo da sua experiência mística, necessitamos
de ir além dos nossos próprios corpos e conhecer a alma de modo
directo e não, apenas, por intermédio da fé. Conhecer a alma e quem
está dentro dela.
Este Castelo (a alma) tem muitas moradas: “umas no alto, outras em
baixo, outras aos lados; e, no centro e meio de todas estas, tem a mais
principal onde se passam as coisas mais secretas entre Deus e a alma”.
Para que entremos no “nosso deleitoso castelo”, locução que nos surge
na aparência como uma contradição, mas que o não é; são muitos os
autores de obras espirituais e santos que aconselham à alma que entre
dentro de si mesmo. A tal obstam as coisas e negócios do mundo, a
ambição, o desejo, o prazer do efémero.
É pela oração, porque “as almas que não têm oração são como um
corpo paralítico ou tolhido que, embora tenha pés e mãos, não os pode
mexer”, e pela reflexão, mental ou vocal, que se abrem os portais da
entrada do Castelo.
O Capítulo II “trata de como é feia coisa a alma que está em pecado
mortal, e como quis Deus dar a entender algo disto a uma pessoa. Trata
também do conhecimento próprio”.
De nenhum proveito servirão os esforços daquele que pretende entrar
num “castelo tão resplandecente e formoso, esta pérola oriental, esta
árvore de vida que está plantada nas mesmas águas vivas da Vida, que é
Deus, quando cai em pecado mortal”.
Há pois, que expurgar a morada de Deus de todas as trevas e
imundícies, libertando-a do mal, para que o Altíssimo se torne visível.
Teresa ouviu uma vez a um homem espiritual, “que não se espantava do
que fazia quem está em pecado mortal, mas sim do que não fazia”.
No castelo de muitas moradas, a chegada ao palácio onde está Deus,
faz-se palmo a palmo, percorrendo aposento a aposento, sempre
objetivando o nosso conhecimento interior, munidos de infinita
paciência e humildade.
Conhecemo-nos ao procurarmos conhecer Deus que habita em nós – o
Reino de Deus está dentro de nós. Conhecê-Lo não significa que o
possamos compreender, porque a nossa razão está limitada pelo tempo e
pelo espaço e a d’Ele não. Por outro lado, nas palavras da Santa,
“terríveis são os ardis e manhas do demónio (do mal, diremos nós) para
que as almas não se conheçam a si mesmas nem entendam Seus
caminhos”.
Para combater o Mal do mundo, ou o príncipe deste, que nos atalha a
entrada na primeira morada, teremos de contar com o auxílio de Deus,
entendendo quão “miserável é a vida em que vivemos!”.
Não se pense, que neste aposento Deus esteja já na nossa proximidade.
As coisas do mundo não permitem a visão à alma de quase nada da luz
que sai do Seu palácio. Tenha-se também em atenção que o Mal pode
iludir-nos, mostrando-nos luz onde só há trevas. Para que nos libertemos
dele necessitamos de começar por nos libertar dos nossos
condicionamentos, desejos e aversões, perseverando na oração.
Havendo amor de Deus e do próximo, estará dado o primeiro passo para
repelir o mal que ensombra o nosso castelo interior.
SEGUNDAS MORADAS
“Trata do muito que importa a perseverança para chegar às últimas
moradas, e a grande guerra que dá o demónio, e quanto convém não
errar o caminho no princípio para acertar.”
O Senhor diz: “quem anda no perigo, nele perece e que a porta para
entrar neste castelo é a oração. Ora, pensar que havemos de entrar no
Céu e não entrar em nós, conhecendo-nos e considerando nossa miséria
e o que devemos a Deus e pedindo-lhe muitas vezes misericórdia, é
desatino”.
A segunda morada é a dos que já estão iniciados e deram firme
continuidade à oração, e que têm a determinação suficiente para
prosseguir no caminho que conduz a Deus.
Nesta morada, quem nela entrou, já começa a entender o “chamamento”
que o Senhor lhe faz, por estar d’Ele mais perto, como mais perto estará
da sua misericórdia e bondade. Ainda que ocupados com os negócios e
bugiarias do mundo, a Sua voz doce far-se-á ouvir, por intermédio de
muitas coisas.
A perseverança será uma das virtudes principais da alma que intenta
atingir Deus no seu próprio âmago, já que o mal do mundo e a sua
falsidade, irão cercá-la com constância, desviando-a do seu rumo. As
apetências maléficas e os incómodos são tantos e tão cruéis para a alma,
“que não sabe se há-de passar adiante ou voltar ao primeiro aposento!”.
Refere a Santa com insistência a necessidade que tem a alma de “vencer
os demónios”, e que “todo o inferno se juntará para fazê-la tornar a sair
para fora (do castelo onde entrou) ”. Neste sofrimento atroz, só o auxílio
de Deus poderá fazer com que não sucumba aos ataques do Mal (“vai
pelejar com todos os demónios e não há melhores armas do que as da
cruz”).
TERCEIRAS MORADAS
O Capítulo I “trata da pouca segurança que podemos ter enquanto se
vive neste desterro, ainda que o estado seja elevado. E como convém
andar com temor”.
Que pode mais a Santa dizer aos que entrarem nestas terceiras moradas
que “bem-aventurado o varão que teme o Senhor”?
Aquele que nelas entrar, se não voltar atrás, “leva caminho seguro na
sua salvação”.
O caminhante terá de encontrar a paz na “sua casa”, porque não a tendo
na sua, como a irá encontrar “na casa alheia”? Terá de confiar em Deus
que o levará de aposento em aposento e o meterá “naquela terra” onde
o Mal não mais o poderá apoquentar.
Escreve a Santa: “Ó meu Senhor e meu Bem! Como quereis que se
deseje vida tão miserável, se não é possível deixar de querer e pedir que
nos tireis dela, se não é com esperança de perdê-la por Vós ou gastá-la
em Vosso Serviço, e sobretudo entender que é Vossa vontade? Se o é,
Deus meu, morramos convosco, como disse S. Tomé, porque não é
outra coisa senão morrer muitas vezes o viver sem Vós e com estes
temores de que pode ser possível perder-Vos para sempre”.
Adverte as suas irmãs que nem só a penitência, oração e o afastamento
das coisas do mundo bastam. Incita-as a meditar continuamente no
seguinte versículo:
“Beatus vir, qui timet Dominum”, ou seja, bem-aventurado o Homem
que teme ao Senhor.
Por outro lado, entrando nestas moradas, devem tirar “das securas
humildade e não inquietação (…) ”
O Capítulo II “prossegue no mesmo tema e trata das securas na oração e
do que poderia suceder, a seu parecer, e como é míster provar-nos o que
o Senhor prova aos que estão nestas moradas”.
Diz a Santa ter conhecido bastantes almas, que chegaram a este estado e
que viveram muitos anos na rectidão e conciliação de corpo e alma; no
entanto, quando se sentiam como “senhores do mundo”, Deus provou-as
“em coisas não muito grandes”, andando a partir daí em grande
inquietação e enorme aperto de coração.
Deste modo, pede às Irmãs que se esforcem, deixando as suas fraquezas
e temores nas mãos de Deus, caminhando depressa na Sua direcção,
procurando viver em silêncio e esperança.
Com a virtude e persistência da oração, conformando pacientemente a
sua vontade com a de Deus, e confiando-Lhe os seus temores e
desassossego, proveitosa será a permanência neste aposento e inevitável
a subida a novas moradas.
QUARTAS MORADAS
O Capítulo I “trata da diferença que há entre ternuras na oração e
gostos, e diz o contento que lhe deu entender que é coisa diferente o
pensamento e o entendimento”.
Para começar a falar das quartas moradas a Santa encomenda-se ao
Espírito Santo para que por ela fale, já que começa a tratar de coisas
sobrenaturais, sendo dificultoso dá-las a entender.
Estas moradas já estão mais perto de Deus, sendo grande a sua
formosura e muitas as coisas delicadas para ver e entender.
Nelas, poucas vezes entram as coisas “peçonhentas” e se entram, não é
dano que fazem, mas deixam lucro.
Neste estado, mais do que pensar muito é necessário amar muito, não
permitindo que a alma esteja em união com Ele e o pensamento nos
arredores do castelo, “padecendo cem mil animais ferozes e
peçonhentos”.
Diz por ouvir dizer que a parte superior da alma está na parte superior
da cabeça. Assim sendo, a sucessão (barafunda) de pensamentos terá
forçosamente de a perturbar.
O Capítulo II “prossegue no mesmo e declara por uma comparação o
que são gostos e como se hão-de alcançar não os procurando”.
Chama gostos de Deus à “oração de quietude”.
Aconselha as irmãs em não pensar que merecem as graças e gostos do
Senhor, nem que as devem ter na vida. Esses gostos são bens que não
podem ser expressos por palavras, e que a própria alma não entende o
que se passa em tais delícias.
É justo que se pergunte à Santa no que respeita aos ditos gozos: “desta
maneira, como se hão-de alcançar não os procurando?”
Segundo ela, esta é a melhor via. Amar Deus sem interesse. Por outro
lado, é manifesta falta de humildade “pensar que, por nossos serviços
miseráveis, se há-de alcançar coisa tão grande”.
Termina o capítulo dizendo:
“Suas somos, irmãs; faça de nós o que quiser, leve-nos por onde for
servido:”
O Capítulo III “trata do que é a oração de recolhimento. Na maior parte
das vezes, a dá o Senhor antes da oração acima dita. Diz seus efeitos e
os que ficam da oração anterior em que tratou dos gostos que o Senhor
dá”.
Diz-nos que são muitos os efeitos desta oração de que apenas nos dirá
alguns, dizendo-nos primeiramente, outra forma de oração que começa
quase sempre antes desta.
Trata-se de um recolhimento que lhe parece sobrenatural, “porque não é
estar às escuras nem cerrar os olhos, nem consiste em coisa alguma
exterior, posto que, sem o querer, se faça isto de cerrar os olhos e
desejar soledade”.
A alma entra dentro de si e outras vezes “sobe sobre si”, chamada por
Deus, quando nos esquecemos de nós mesmos e dos nossos proveitos,
regalos e gostos.
Faz uma advertência às irmãs de dois perigos:
- em primeiro lugar, “algumas, de muita penitência, oração e vigílias e
ainda sem isto, são fracas de compleição; em tendo algum consolo,
sujeita-as o natural; e, como sentem algum contento interior e
quebrantamento exterior e uma fraqueza, quando há um sono a que
chamam espiritual, que é um pouco mais do que fica dito, parece-lhes
que é igual ao outro e deixam-se embevecer. E, quanto mais a isso se
entregam, mais se embevecem, porque se enfraquece mais a natureza e,
a seu juízo, lhes parece arroubamento; e chamo-lhe eu pasmaceira, pois
não é outra coisa senão estar ali perdendo tempo e gastando a saúde”;
- por outro lado, existem outras, “tão fracas de cabeça e férteis de
imaginação, que lhes parece ver tudo quanto pensam”.
São duas situações de enorme perigo para as almas que caminham na
direcção do Altíssimo.
QUINTAS MORADAS
O Capítulo I “começa a tratar como na oração se une a alma com Deus.
Diz em que se conhecerá não ser engano”.
Não sabe a Santa como explicar a riqueza, tesouros e deleites que há nas
quintas moradas.
Mesmo que as almas se limitem a chegar à porta destas moradas, já é
grande a misericórdia que Deus lhes faz, porque ainda que sejam
muitos os chamados, são poucos os escolhidos.
Chamadas à oração e à contemplação pelo hábito sagrado do Carmo,
não devem as irmãs descuidar-se, deixando de gozar o Céu na terra, pela
graça de Deus.
Na oração em que se chega à união, fica a alma como que adormecida,
às coisas do mundo e a si mesma – “porque na verdade, fica-se como
sem sentidos durante o pouco tempo que dura, nem se pode pensar,
ainda que se queira”.
Está a alma morta ao mundo para que viva mais em Deus.
Nesta morada, a alma terá de discernir pela experiência acumulada, se a
união “ foi ilusão, se estava sonhando, se foi dada por Deus, ou se o
demónio se transfigurou em anjo de luz”.
No entanto, estando nesta morada unida a Deus, o demónio não
conseguirá entrar nela. Há outras “uniões”, diz-nos Teresa, de que falará
em momentos posteriores, mas não deixa de nos elucidar no que à sua
experiência e certezas respeita: “ (…) esta alma a quem Deus fez tonta
de todo para melhor imprimir nela a verdadeira sabedoria, não vê, nem
ouve, nem entende o tempo que está assim, que sempre é breve. Fixa-se
Deus a si mesmo no interior daquela alma de modo que, quando volta a
si, de nenhuma maneira pode duvidar que esteve em Deus e Deus nela”.
É pois, Deus, quem nos convida a entrar n’Ele no centro da nossa alma.
O Capítulo II “prossegue no mesmo. Declara a oração de união por uma
comparação delicada. Diz os efeitos com que fica a alma”.
Na oração de união, Deus é a nossa morada e a nossa vida está
escondida n’Ele.
Nesta morada, à alma tudo lhe parece pouco o que há-de fazer por Deus,
segundo os seus desejos.
Está quieta e sossegada mas, por outro lado, em desassossego, com
múltiplos desejos de penitência, de solidão e de que todos conheçam
Deus.
O Capítulo III “continua a mesma matéria. Fala de outra maneira da
união que pode alcançar a alma com o favor de Deus e quanto importa
para isto o amor do próximo”.
Adverte Teresa de Jesus, que o Senhor nos pede duas coisas: Amor por
Ele e pelo próximo. E nesse sentido têm as almas de muito labutar
– “guardando-as com perfeição, faremos a Sua vontade, e assim
estaremos unidas com Ele”. No Amor por Ele e do próximo que nasce
de raiz do Seu amor.
O Capítulo IV “prossegue o mesmo, declarando mais esta maneira de
oração. Diz o muito que importa andar de sobreaviso, pois o demónio
anda bem avisado para fazer voltar atrás no caminho começado”.
Parece a Teresa, que esta união, ainda não se consubstancia
no desposório espiritual.
Assim, devem as irmãs ir sempre adiante, porque uma alma que
pretende ser esposa do próprio Deus, e com Ele tem tratado, “não se há-
de deitar a dormir”.
E para verem (as irmãs) “o que Ele faz com as que já tem por esposas,
comecemos a tratar das sextas moradas, e vereis como é pouco tudo em
que O poderemos servir e padecer e fazer para nos dispormos a tão
grandes mercês”.
SEXTAS MORADAS
O Capítulo I “ trata de como, em começando o Senhor a fazer maiores
mercês, há maiores trabalhos. Diz alguns e como se comportam neles os
que estão nesta morada”.
Começa a Santa por dizer, que “venhamos, pois, com o favor do
Espírito Santo, a falar das sextas moradas, onde a alma já fica ferida de
amor do Esposo e procura muitas ocasiões para estar a sós e deixar tudo
quanto pode, conforme o seu estado, e a pode estorvar nesta soledade”.
Nesta oração em que não se vê nada, nem sequer como consequência da
imaginação, e a alma já se determinou a não ter outro esposo, ocorre
que este, ainda mais exige dela para que se façam os desposórios.
Por vezes, o Senhor dá graves enfermidades e aflições espirituais, com
dores violentas no corpo e na alma, aos que se encontram nesta morada
e se preparam para ascender às últimas moradas.
O Capítulo 2 “trata de algumas maneiras com que Nosso Senhor
desperta a alma, nas quais parece não haver que temer, embora seja
coisa muito subida, e sejam grandes as mercês”.
O 3 “trata da mesma matéria e diz a maneira como Deus fala à alma,
quando é servido, e avisa como se hão-de haver nisto, e não seguir o seu
próprio parecer. Dá alguns sinais para se conhecer quando não é
engano, e quando o é”.
O 4 “trata de quando Deus suspende a alma na oração com
arroubamento, ou êxtase, ou rapto, que tudo é uma mesma coisa”.
O 5 “prossegue no mesmo assunto, e declara uma maneira como Deus
levanta a alma com um voo de espírito, de modo diferente ao que fica
dito”.
O 6 “diz um efeito da oração que fica dita no capítulo passado, com o
qual se entenderá que é verdadeira e não engano”.
O 7 “trata como é a pena que sentem de seus pecados as almas a quem
Deus faz as ditas mercês. Diz quão grande erro é não se exercitar, por
espiritual que seja, em trazer presente a humanidade de Nosso Senhor e
Salvador Jesus Cristo, e sua sacratíssima paixão e vida, e a Sua gloriosa
Mãe e os seus santos”.
O 8 “trata de como se comunica Deus à alma por visão intelectual e dá
alguns avisos. Diz os efeitos que faz quando é verdadeira. Recomenda o
segredo destas mercês”.
O 9 “trata de como o Senhor se comunica à alma por visão imaginária, e
avisa muito que se guardem de desejar ir por este caminho. Dá para isso
razões”.
O 10 “diz outras mercês que Deus faz à alma por modo diferente das
que ficam agora ditas, e do grande proveito que delas fica”.
O 11 “trata de uns desejos tão grandes e impetuosos, que Deus dá à
alma de O gozar, que a põem em perigo de perder a vida, e do proveito
que fica desta mercê que o Senhor faz”.
***
Terão bastado todas as mercês que o Esposo fez à alma, para que esteja
plenamente satisfeita?
Não. Sempre geme e chora, porque quanto mais conhece as grandezas
de Deus, mais lhe cresce o desejo de o gozar em toda a Sua plenitude.
E isso, só poderá acontecer no Seu palácio.
SÉTIMAS MORADAS
Nas sétimas e últimas moradas a Santa trata dos grandes favores que
Deus fez a todas as que ali entraram.
Analisa a questão da alma e espírito, pensando que existem diferenças
entre eles, apesar de serem um.
Bem como a diferença que existe entre “união espiritual” e “matrimónio
espiritual” e os efeitos magníficos que daí provêm.
***