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Relatório sobre Edmund Burke

Este relatório apresenta um resumo das ideias do filósofo Edmund Burke sobre política e sociedade. Burke era um defensor do conservadorismo e acreditava na hierarquia natural da sociedade, criticando a Revolução Francesa por buscar a igualdade. Ele valorizava a tradição e a constituição estabelecida, vendo o povo como incapaz de propor mudanças políticas. Apesar disso, Burke apoiava o papel do Parlamento como representante da população.

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Relatório sobre Edmund Burke

Este relatório apresenta um resumo das ideias do filósofo Edmund Burke sobre política e sociedade. Burke era um defensor do conservadorismo e acreditava na hierarquia natural da sociedade, criticando a Revolução Francesa por buscar a igualdade. Ele valorizava a tradição e a constituição estabelecida, vendo o povo como incapaz de propor mudanças políticas. Apesar disso, Burke apoiava o papel do Parlamento como representante da população.

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

IFFAR - CAMPUS SANTO AUGUSTO


CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM INFORMÁTICA
DISCIPLINA DE FILOSOFIA

RELATÓRIO DE PESQUISA SOBRE EDMUND BURKE

Ana Júlia Gelatti Diniz


Emmanuel Brunheri da Rosa
Leonardo Luís Müller
Morgana Juver

Santo Augusto, RS
Julho, 2021
RELATÓRIO

1. Introdução

Edmund Burke (1729 - 1797) foi um filósofo e político que viveu no século XVIII que
ficou conhecido por ser um dos fundadores do conservadorismo moderno. Tal título lhe foi
atribuído majoritariamente por sua longa carreira política no parlamento, onde
demonstrava ser fiel defensor da constituição inglesa.

Burke não ficou muito conhecido por suas formulações teóricas nascidas de seus
ataques contra a Revolução Francesa por conta de seus pensamentos assistemáticos,
inconsistentes e imaginativos que acarretaram em interpretações conflitantes. O que era
irônico, visto que o político demonstrava hostilidade às concepções teóricas abstratas e
sem contato com a realidade.

Burke acreditava que o Estado e a sociedade eram parte da ordem natural do


Universo, que é uma criação divina. N ele, os humanos estariam sujeitos às leis definidas
por seus governantes, assim como as leis eternas definidas por Deus, que servem para
controlar os direitos e obrigações do governo e dos governados. A partir desta
perspectiva, Burke afirma que a natureza é hierárquica, ou seja, em uma sociedade
ordenada, é natural que esta seja dividida em classes, logo, o movimento francês que
buscava a igualdade social, vai contra a natureza das coisas. Para Burke, a ideia de
igualdade só existia “para agravar e tornar mais amarga a desigualdade real que nunca
pode ser eliminada…”.

Ele acreditava que a sociedade não apenas continha origens divinas, como
também era guiada pelo divino, demonstrando grande veneração a tradição e
constituição. Afirmava “...os interesses têm uma realidade objetiva e são o fruto de debate
e deliberação entre homens de sabedoria e virtude, não se confundindo com os meros
desejos e opiniões do povo”, pois para ele, a constituição era quase que sagrada por ter
sido feita por homens sábios e por conter a sabedoria adquirida ao longo da história, logo,
ver o povo querer mudar algo que para si era divino o deixou irado.

Burke afirma em seu famoso discurso Speech of electors of Bristol (discurso


pronunciado quando se tornou representante de Bristol) que as ações do representante
devem ser guiadas pelo bem geral de toda a comunidade. O que demonstra que, mesmo
com pensamentos tradicionais, ele acreditava na necessidade do Parlamento como
representante do povo e mediador dos possíveis abusos de autoridade cometidos pela
coroa. Como por exemplo, o reinado de Jorge III, que foi marcado pelas deliberadas
ações do rei que visavam, a qualquer custo, retomar o poder efetivo da coroa. Burke,
junto do Parlamento inglês se manifestou contra as ações do rei.

2. Reflexões sobre as causas do descontentamento atual


Nesta reflexão, Edmund Burke se posiciona a favor dos partidos políticos,
desmistificando a ideologia que de todas as alianças são, por natureza, facciosas. Ele
argumenta que essa afirmação não é válida para os partidos, visto que os partidos são
um grupo de homens unidos que possuem os mesmos ideais, valores, visões políticas e
princípios.
Ele também afirma nessa reflexão que para ser um bom representante político e
cumprir o dever público não basta apenas ser honesto e desejar o bem do seu país, mas
fazer com que esse bem permaneça de fato. Nessa colocação, acreditamos que Burke
está correto, já que não adianta apenas possuir boas intenções, mas é necessário
também possuir atitudes que levem essas intenções à prática.
Ademais, Edmund Burke afirma que as comunidades políticas são feitas de
famílias assim como a política é constituída de partidos, que possuem diferentes ideais e
propósitos.

3. Revoluções sobre a revolução na França


Burke não acreditava que a revolução gloriosa foi o motivo pelo qual o povo
conseguiu o direito de escolher quem seria o rei. Ele achava que qualquer parte do
governo estava livre para destruir a parte que estava hierarquicamente abaixo ou
simplesmente renunciar seu cargo, mas simplesmente ninguém faria isso por causa da
coesão social. Ele achava que as partes do estado eram obrigadas a se manter e
acreditar na constituição para que a sociedade não caísse em uma completa loucura e
que o povo fosse regido apenas pela forma de pensar dominante.
Ele pareceu favorável ao que aconteceu ao governo após a revolução, pois seria
um modo mais natural para algo artificial como o governo. Pois estamos deixando nossa
herança aos nossos descendentes, tudo o que temos, e assim foi feito no governo. Mas
ele reclama que essa nova constituição não foi uma evolução da anterior, ele acha ruim
terem ignorado a existência de um governo prévio e ter recomeçado tudo, acha que seria
de melhor tom ter feito uma evolução, pois ficaria de exemplo para quem viesse depois
um bom padrão de sabedoria e virtude, coisa que não aconteceu por terem ignorado a
constituição anterior. Assim não teria acontecido a Revolução Francesa, pois teria sido
deixado um exemplo de respeito aos seus antepassados, mas foi deixado um exemplo de
barbaridades.
Burke acredita que se os revolucionários não tivessem destruído a constituição
anterior a França ficaria de exemplo para o mundo todo e ele faz um discurso falando
como tudo seria perfeito e fácil, se tivessem respeitado seus antepassados, mas é um
discurso apenas idealizado, pois não tem como saber como realmente seria o mundo se
eles fizessem uma evolução do governo anterior.
Burke acredita que os homens quando não tem governo agem pela lei da natureza
que é teoricamente perfeita, mas nela existem defeitos práticos, pois
o homem ao ter o direito de cada coisa ele vai desejar ter tudo, e as leis existem para
controlar os desejos dos homens. Por isso os homens têm o direito de seguir as leis. A
liberdade das pessoas pode variar com o tempo, por isso o governo deve ter profundo
conhecimento da natureza humana para saber o que devem barrar ou não dentro da
sociedade.
Ele diz que o homem deve ser moldado por instituições com laços naturais e
racionais que ligam o entendimento do homem ao divino, e esse conhecimento deve ser
passado para homens com condições elevadas para que eles possam passar esse
conhecimento adiante. Ele também acha a religião necessária para ser capaz de manter o
respeito entre cidadãos livres. Mas acho que atualmente esse conceito de ser bom por ser
religioso é algo que vem caindo por terra, é possível ver vários exemplos de pessoas
religiosas que causam o mal, ou então de pessoas que fazem o bem mesmo sem ter uma
religião para guiá-lo, isso mostra mais que é a ambiente que vai influenciar as ações
desse indivíduo, são os exemplos que ele teve quando criança, como ele foi ensinado que
fará maior diferença.
Ao buscarmos aliados também criamos limitações a nossa liberdade, por isso seu
poder nunca é completo, você nunca pode comandar algo completamente sozinho e com
isso você terá que ter pessoas para lhe ajudar, com isso pessoas diferentes têm
interesses diferentes dos seus. Vai então da sua capacidade de conseguir controlar isso
para que os interesses dos seus aliados não se voltem contra os seus ou então para que
todo o povo se volte contra você.
Burke não achava que uma democracia poderia ser o modo correto para governar
a França, que isso era coisa dos antigos. Ele acha que a democracia é um modo mais
natural de se governar, mas que ela tem efeitos colaterais. Com a democracia a maioria
tem o poder para se impor sobre as minorias, e assim, as minorias não têm o amparo de
ninguém, não possuem ninguém para defendê-los. Se seguirmos a visão dele de que um
o conhecimento deve ser dado a pessoas que são bem abastadas, e que elas devem ser
capazes de “jogar o jogo político”, como citado no parágrafo anterior, elas devem ser
capazes de entender a necessidade até mesmo das minorias do seu povo para que eles
não se revoltem. Claro tudo isso na teoria, mas como ele mesmo já disse para modos de
governo onde as pessoas seriam totalmente livres “sua perfeição abstrata é seu defeito
prático”.

4. Considerações finais
Durante a resolução do presente trabalho, percebe-se que as ideias e reflexões de
Edmund Burke são um tanto quanto radicais ao nosso ver. Atualmente a política brasileira
está muito polarizada, dessa forma existem pessoas que concordam com as colocações
de Burke, mas também existem muitas que não concordam. Burke afirmava que a
sociedade deve seguir às leis da natureza e do universo, que são superiores - com isso
ele se refere às leis de Deus - e que na ordem natural existe desigualdade e hierarquia,
portanto a sociedade deve seguir esta ordem. Em suma, Burke afirma que a desigualdade
tanto social quanto econômica deve existir para que a sociedade seja conforme as leis
naturais exigem.
Mesmo considerando o contexto de sua época, as ideias de Burke são
extremamente conservadoras, quando trazemos isso para o contexto atual, podemos
dizer que chegam a ser seriamente problemáticas, visto que ferem os direitos humanos
em sua maioria.
Por fim, defendemos que todas as visões devem ser respeitadas e ouvidas, porém
as reflexões trazidas por Edmund Burke não devem ser aplicadas à prática, visto que o
embasamento em leis “naturais” inexistentes pode levar a uma série de preconceitos e
problemas. De que forma será possível termos, ou tentarmos ter, igualdade se pensarmos
que ela é apenas um delírio? Se não acreditarmos que é possível que os direitos
humanos sejam garantidos para todos, talvez não completamente agora, mas andando
num caminho para que sejam, como poderemos fazer com que isso mude? Visto que não
podemos fechar os olhos para as desigualdades presentes no mundo atual e às termos
como naturais e aceitáveis.
REFERÊNCIAS

https://www.arqnet.pt/portal/teoria/burke.html
Os clássicos da Política, Vol II.

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