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Introdução à Eletrodinâmica e Circuitos Elétricos

Introdução a eletrodinâmica: conceitos de tensão, corrente e resistência elétrica, Leis de Ohm, Potencia Elétrica, geradores e consumidores elétricos.

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Rangel M. Nunes
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Introdução à Eletrodinâmica e Circuitos Elétricos

Introdução a eletrodinâmica: conceitos de tensão, corrente e resistência elétrica, Leis de Ohm, Potencia Elétrica, geradores e consumidores elétricos.

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1

FÍSICA
INTRODUÇÃO A ELETRODINÂMICA
Prof. Rangel M. Nunes

Março de 2022
2
CONTEÚDOS

Introdução à eletrodinâmica;

Condutores e isolantes elétricos;


Diferença de potencial ou tensão;
Corrente elétrica;
Resistência Elétrica;
Potência elétrica; Fontes;
Circuitos elétricos;
Geradores elétricos
Introdução a eletrodinâmica

Estudamos até o momento situações de cargas estáticas, ou seja, cargas elétricas estacionárias
situadas nas superfícies dos corpos. Estas cargas permanecem estáticas nos corpos até que sejam
ligados a terra. Quando ligamos os corpos eletrizados a terra, forma-se uma corrente elétrica (fluxo de
elétrons) pelo condutor. O movimento de cargas elétricas em condutores, chamado de corrente elétrica,
gerou uma revolução sem precedentes na história da humanidade. Com a descoberta das fontes de
corrente, como as pilhas de Alexandre Volta, puderam ser desenvolvidas a lâmpada elétrica, o motor
elétrico e a descoberta dos raios-X dentre várias outras descobertas revolucionárias.
Com o advento da corrente alternada e das centrais elétricas a energia elétrica pôde chegar as
casas propiciando confortos que há um século eram inimagináveis. Hoje não nos imaginamos vivento
sem energia elétrica, pois nossa sociedade e nossos hábitos de consumo e de vida estão direta ou
indiretamente ligados a ela.
4
Materiais condutores e isolantes.

Existem duas categorias de materiais quanto à condução de corrente elétrica ou


“passagem de eletricidade”: condutores e isolantes elétricos
Condutores elétricos: São condutores elétricos os materiais que possibilitam a
passagem de uma corrente elétrica, ou seja, um fluxo de elétrons movimentando-se pelo
material. Dizemos que tais materiais possuem baixa resistência elétrica. Podemos citar como
materiais condutores: metais em geral, cerâmicas especiais, polímeros especiais, soluções
salinas (iônicas), soluções ácidas e básicas e os semi-metais. Os semi-metais são elementos
com propriedades intermediárias entre os metais
e os não metais sendo isolantes e, quando
dopados, tornam-se condutores plenos ao sofrer
uma excitação luminosa ou elétrica (falaremos
sobre semicondutores nos tópicos de física
moderna). A figura ao lado mostra a localização
dos metais e semi-metais na tabela periódica.
Os metais são ótimos condutores
elétricos e térmicos devido ao tipo de ligação de
seus átomos que recebe o nome especial de
ligação metálica. Uma característica dos
átomos dos metais é possuir elétrons de valência
bastante soltos, ou seja, os átomos da rede cristalina de um metal perdem com muita facilidade seus
elétrons. Assim estes átomos estão imersos em um “mar” de elétrons livres. Aplicando uma pequena
diferença de potencial aparecerá uma corrente elétrica. O melhor condutor metálico é a prata, seguido
do ouro e do cobre. Os fios elétricos de uso geral são de cobre por razões obvias de preço. Fios de alta
tensão podem ser de aço ou alumínio (por serem fios muito grassos e demandar mais material este
deve ser mais barato que o cobre).
Isolantes elétricos: São isolantes elétricos os materiais que não possibilitam a passagem de
uma corrente elétrica, ou seja, não é possível um fluxo de elétrons movimentando-se pelo material. Os
elétrons estão fortemente presos aos átomos e moléculas
destes materiais. Dizemos que tais materiais possuem alta resistência elétrica. Podemos citar como 5
materiais isolantes: Polímeros comuns (plásticos e borrachas), madeira seca e derivados de celulose,
vidros em geral, gases em geral, soluções glicosídicas (água com açúcar), substâncias orgânicas, etc..
Gases podem ser condutores quando superaquecidos e sujeitos a uma D.D.P muito elevada (na
ordem dos milhares de volts) como acontece com os gases dos luminosos (xênon, neon), com o gás
de mercúrio (lâmpadas fluorescentes). O plasma é um exemplo de gás superaquecido e ionizado (o
Sol é constituído de plasma) e é tido por alguns autores como o quarto estado da matéria. O próprio ar
pode se tornar um condutor elétrico quando submetidos a potenciais elevados (acima de 2000 v/cm).
Quando um material isolante passa a ser condutor devido a uma alta diferença de potencial aplicada
dizemos que houve o rompimento da rigidez dielétrica do material. Dielétrico é o mesmo que isolante
elétrico.

Diferença de Potencial (D.D.P).

Para entender o conceito de diferença de potencial (D.D.P) devemos analisar o caso indicado
pela figura abaixo. Há duas placas, uma carregada positivamente, ou seja, com falta de elétrons em
seus átomos constituintes; e outra placa
carregada negativamente, ou seja, com
excesso de elétrons em seus
átomos constituintes. Chamaremos a placa
positiva de placa A e a placa negativa de
placa B. como as duas placas estão
carregadas aparecerá um campo elétrico E
entre elas (indicado pelas setas). Se
soltarmos um elétron entre as placas
aparecerão forças elétricas atuando sobre
ele: uma força elétrica puxando o elétron
para a placa positiva e outra força
elétrica empurrando o elétron também para
a placa positiva.

Dizemos que as placas possuem um potencial positivo e um potencial negativo. O potencial é


representado pela letra V e sua unidade é o volt v. É, portanto devido à diferença de distribuição de
cargas elétricas no espaço.
6
Este potêncial então esta relacionado com a quantidade de cargas das partes que vão atrair ou
repelir o elétron.

O potencial elétrico da placa A sobre o elétron será:

𝐾0 . 𝑄𝐴
𝑉𝐴 =
𝑑𝐴

O potencial elétrico da placa B sobre o elétron será:

𝐾0 . 𝑄𝐵
𝑉𝐵 =
𝑑𝐵
7
Onde QA e QB são as cargas elétricas das placas A e B, respectivamente e d é à distância do
elétron a placa. A diferença de potencial ou D.D.P é representado pela letra U, e U = VA - VB . E VA >
VB, ou seja, o potencial positivo (da placa A) é maior que o potencial negativo (da placa B).
Ou ainda: U = E . d onde E é o valor do campo elétrico em V/m e d é a distância entre as
placas.

A D.D.P também pode ser chamada de tensão, ou ainda, “voltagem”

Observe atentamente a figura: suponha que o elétron seja capturado pela placa positiva. Para
manter o potencial, e consequentemente a diferença de potencial, a placa deve perder um elétron. Se
o elétron veio da placa negativa, esta deve ganhar um elétron. Este processo faz o elétron circular de
uma placa à outra gerando uma corrente elétrica.
Deve, portanto haver uma “bomba”, criando a diferença de potencial, ou seja,
retirando elétrons no lado positivo e repondo
elétrons no lado negativo. Esta “bomba” que
estudaremos mais a frente chamam-se
fontes DC (pilhas, baterias e fontes
retificadas) e fontes AC (rede elétrica,
transformadores e dínamos).
Observe a figura ao lado: um fio
condutor é ligado aos pólos de uma pilha; o
positivo onde os elétrons são “sugados”
criando um potencial positivo e uns negativo
onde elétrons são fornecidos ao condutor
gerando um potencial negativo.

Esta diferença de potencial na pilha gera uma corrente elétrica no condutor, ou seja, uma
movimentação dos elétrons do potencial negativo (menor) para o potencial positivo (maior)
8
Exemplo:

Calcule a diferença de potencial entre duas placas A e B carregadas, onde


forma-se um campo elétrico E de intensidade 15 v/m. A distância entre as
duas placas é de 10 cm.

U = V A – VB e U = E.d utilizará esta fórmula, pois não temos como deter


minar VA e VB. A distância: d = 10 cm ou 0,10m
e E = 10 v/m.

logo: U = 10 . 0,10 = 1 v

Medida de diferença de potencial (U).

O aparelho utilizado para medir a D.D.P chama-se voltímetro e é representado pelo


símbolo:

O voltímetro deve ser ligado em paralelo com a fonte ou


componente sobre o qual devemos medir a D.D.P, ou seja devemos ligar
de tal modo que não seja uma continuação do fio condutor.

Voltímetros ideais e reais

Voltímetros ideais são os utilizados em


cálculos de dimensionamento de componentes em
um contexto didático. Os voltímetros ideias
apresentam resistência infinita, ou seja, não
devera passar qualquer corrente elétrica por ele
comportando-se como um circuito aberto.
9
A passagem de corrente por ele alteraria a D.D.P que se deseja medir.
Voltímetros reais: são os voltímetros que apresentam uma resistência finita, ou seja, passa
alguma corrente elétrica por eles. São os
instrumentos propriamente ditos e sua resistência, em
determinadas situações, devem ser levadas em conta na
hora que se mede a diferença de potencial. Voltímetros
modernos possuem resistência interna extremamente alta,
e para algumas situações sua resistência pode ser
considerada infinita. Ao lado, a medida da D.D.P de
uma pilha em um

voltímetro digital.
Medida de tensão elétrica de uma pilha
AA.
Corrente Elétrica ( i ).

Corrente elétrico é o fluxo de elétrons por um condutor elétrico quando este é ubmetido a
diferença de potencial elétrico (D.D.P).

Símbolo: i
Unidade de corrente elétrica: A (Ampère). O ampere é definido como
a carga elétrica de um Coulomb que passa por uma secção
transversal de material condutor, por segundo.

1 A = 1 C/s = 1,69 X 1019 elétrons / s

Representamos à corrente fluindo por um condutor da seguinte maneira:

Na prática em eletrônica e eletrotécnica, é mais


comum utilizarmos múltiplos do A: miliampere (1 mA) e o
microampere (μA). O miliampére é a milésima parte do
Ampere e o microampère é e milionésima

Especificação de corrente elétrica máxima de um


plug macho e fêmea (tomada)
parte do Ampere. 10

1 mA ⇒ 0,001 A
1 μA ⇒ 0,000001 A

A corrente elétrica dará, juntamente com D.D.P, a potência dos aparelhos. Nos motores, fontes
de alimentação CC e condutores elétricos estão especificados as correntes máximas de operação.

Medida de corrente elétrica.

O aparelho destinado a medida de corrente elétrica chama-se amperímetro. Símbolo do


amperímetro:

Os amperímetros devem ser ligados em série com ponto ou componente no qual


devemos verificar a corrente. Ligamos o amperímetro como uma extensão do condutor,
como mostrado na Figura abaixo.

Amperímetros ideais e reais.

Amperímetros ideais

É os que não apresentam resistência elétrica a passagem da corrente (veremos em seguida o


que é resistência elétrica), ou seja, é como se eles não estivessem no circuito (conjunto de
componentes elétricos ligados por fios condutores).
11
Amperímetros reais

É os amperímetros que apresentam certa


resistência a corrente elétrica. Assim eles devem ser
considerados como resistores a serem acoplados ao
circuito para medir corrente.

Os amperímetros reais são os instrumentos de


medidas propriamente ditos.

Resistência, Resistividade e Condutividade

Resistência elétrica é a oposição que os materiais oferecem a passagem de corrente elétrica. Até
mesmo os metais, apesar de serem ótimos condutores de corrente elétrica, apresentam alguma
resistência elétrica. A oscilação térmica dos átomos dos materiais faz com que os elétrons se desviem
continuamente de sua trajetória, ricocheteando para os lados. Os elétrons também interagem com os
átomos fazendo estes oscilarem mais intensamente (aumento da temperatura do material).

Representamos a resistência elétrica, ou resistor, pela letra


R; A Unidade de resistência elétrica é o Ohm (Ω);
Representação gráfica:

Instrumento de medida: Ohmímetro

A resistência elétrica é uma característica do condutor (comprimento e espessura) e do


material que o constitui. Uma característica útil das resistências é a conversão de parte da energia
elétrica em energia térmica (Tal conversão é chamada de Efeito Joule). Costumamos chamar todo
dispositivo que é ligado à eletricidade com a finalidade de aquecer de resistência. Exemplo: resistência
da chapa de fritura, resistência do chuveiro, ferro de passar roupa etc. Também motores e muitos
dispositivos eletro-
eletrônicos são considerados “resistências” (seus fios elétricos e demais condutores apresentam como
12
vimos resistência elétrica). Dispositivos que convertem parte da energia elétrica em calor, por Efeito
Joule, provocando aquecimento, queda de tensão ou corrente elétrica, chamamos de RESISTORES.
Exemplos de dispositivos cuja resistência elétrica é utilizada para aquecimento:

As lâmpadas incandescentes destinadas à iluminação, na prática convertem grande parte da


energia elétrica em energia térmica (em torno de 10% de energia elétrica é efetivamente convertida em
luminosa).

Os filamentos das lâmpadas, ao passar corrente elétrica, aquecem intensamente de modo a


ficar rubro e emitir luz. Este extremo aquecimento é devido à resistência elétrica do filamento
(filamento de tungstênio).

Lei de Ohm

A Resistência elétrica de um condutor esta diretamente ligada à diferença de potencial aplicado


as extremidades de um condutor e a corrente que circula neste. George Simon Ohm, físico e
matemático alemão, foi o primeiro cientista a estudar e formular a relação destas duas grandezas
elétricas e a resistência dos materiais.
Para um condutor de um determinado material à medida que tensões sucessivamente mais
altas eram aplicadas, as correntes que circulavam pelo condutor eram proporcionalmente mais altas,
ou seja, à medida que se aumentava a D.D.P a corrente aumentava na mesma proporção. Deste
modo, dividindo os valores da D.D. P pelos valores das correntes elétricas resultava sempre um
valor constante que ele chamou de Resistência elétrica (R):

𝑉
𝑅=
𝐼

Esta expressão é conhecida como Primeira Lei de Ohm.

Quando um material possui uma resistência constante, independente do aumento da D.D.P


e da corrente ele é chamado resistor ôhmico ou linear.
13
Uma característica das resistências elétricas é de provocar uma diminuição da D.D.P (chamada
queda de tensão) ou corrente. As resistências destinadas a este fim são chamadas resistores. Os
resistores são muito utilizados em eletrônica. Abaixo alguns exemplos:

Resistividade Elétrica ( ) – Segunda Lei de Ohm

A resistividade elétrica é a resistência própria do material, independente do formato do


condutor, ou seja, é característico da substância e não da forma geométrica desta na forma de um
condutor.

A resistividade elétrica é representada pela letra grega “Rô”: ;

A unidade de resistividade é o . m.

Relação entre Resistência e Resistividade: A relação entre a resistividade (característica do material) e


a resistência elétrica do condutor (dependente de parâmetros geométricos do condutor) é definida
pela Segunda Lei de Ohm:
Tabela de resistividade elétrica de alguns materiais a 20°C (temperatura ambiente). 14

Tabela de resistividade de alguns metais a 20°C.

Condutividade Elétrica ().

Condutividade elétrica é o inverso da resistividade elétrica do material. Em algumas


aplicações é mais conveniente expressar as propriedades elétricas dos materiais em termos de sua
condutividade:
1
𝜎=
𝜌

A unidade de condutividade elétrica é o S (Siemens).

Condutivímetro para teste de


condutividade elétrica de líquidos.
Associação de Resistores 15

Associação de resistores refere-se ao modo como iremos associar estes componentes,


ou seja, ligados de forma a aumentar os valores de resistência, diminuir valores de corrente ou
D.D.P. Há dois tipos de associação: ligação em série e ligação em paralelo.

Ligação em série: é a associação cujos componentes são ligados de forma a compartilhar apenas
um ponto comum, como mostrado na figura abaixo:

Temos a ligação de três resistores, - R1, R2 e R3 - ligados em série (podemos ter quantos for
necessário). Observe que cada resistor compartilha apenas um ponto em comum (pontos A, B, C e
D).
Características da ligação em série dos resistores:

A soma das resistências (chamada resistência equivalente Req) é:


Req = R1 + R2 + R3 + ............ +Rn
A corrente elétrica que passa por cada resistor é a mesma, e é iguala corrente
que passa pelo resistor equivalente :

iReq = iR1 + iR2 + iR3 + ................ + iRn

A D.D P que é aplicada ao conjunto de resistores é a soma da D.D.P sobre cada resistor
do conjunto). A soma das D.D.P sobre cada resistor da associação Ligações em série
de resistores são também conhecidas como divisores de tensão.

Ligação em paralelo: é a associação cujas extremidades dos resistores estão ligadas em pontos
comuns, como mostrado na figura ao lado:
Uma das características principais da
ligação em paralelo é que todos os elementos
estão sujeitos a mesma D.D.P. Em
nossa casa todos os
eletrodomésticos, lâmpadas e demais
resistências estão ligadas em paralelo e
todas recebem a mesma tensão de 220 v
Características da ligação em paralelo de resistores: 16

A soma das resistências, chamada resistência equivalente é:

1 1 1 1 1
= + + +...+
𝑅𝑒𝑞 𝑅1 𝑅2 𝑅3 𝑅𝑛

A corrente total que passa pela associação é a soma das correntes que passam por todas as
resistências.
A diferença de potencial D.D. P aplicada a cada resistor é a mesma. Ligações em paralelo de
resistores são também conhecidas como divisores de corrente.

Exemplos.

1) Três resistores R1, R2 e R3 são ligados em série e submetidos a uma D.D.P de 12v.
Determine a resistência equivalente e a corrente elétrica i que circula em cada um dos resistores.
Sendo R1 = 10Ω, R2 = 2Ω e R3 = 5Ω.

Req = 10 + 2 + 5 = 17


Neste caso a corrente é a mesma em cada resistor, logo podemos considerar os três resistores
como um único resistor, o resistor equivalente Req e pela Lei de Ohm:
Req = V/i
17 = 12/ i⇒ i = 17/12, i = 1,46 A

i = 1,46 A esta é a corrente que passa pelo resistor equivalente e i1 = i2 = i3 = 1,46 A onde i1 é a
corrente pelo resistor R1, i2 é a corrente pelo resistor R2 e i3 é a corrente pelo resistor R3

2) Resistores R1 e R2, ligados em paralelo são submetidos a uma D.D.P de 12v. Sendo R1 =

4Ω e R2 = 2Ω. Determine a resistência equivalente Req e a corrente em cada resistor. Os Resistores

estão em paralelo, portanto utilizamos a equação:

𝟏 𝟏 𝟏
Substituindo os valores de R1 e R2:
𝑹𝒆𝒒
= +
𝟒 𝟐
Chegamos a Req = 1,3Ω
Agora iremos calcular a corrente elétrica em cada resistor:
i R1: R = V/i ⇒ 4 = 12/i ⇒ i R1 = 3A
i R2: R = V/i ⇒ 2 = 12/i ⇒ iR2 = 6ª
3) Queremos ligar um led de 1,5v com uma bateria de 9 v. 17
Sabendo que a corrente máxima que um led suporta é de 0,250
A. Como devemos associar o resistor para gerar uma queda de tensão de
9 v para 1,5v? Determine a resistência que devemos utilizar para reduzir
esta queda de tensão.
O resistor será utilizado para reduzir a tensão (divisor de
tensão) logo devemos utilizar o resistor em série com o led. Lembrando
que na associação em série de resistores a soma das tensões nos
resistores é igual à tensão da fonte.

V = Vresist + Vled 9 = Vresist + 1,5

Vresist = 7,5v

R = V/i
R = 7,5 / 0,250
R = 30Ω esta é a valor do resistor que devemos associar em série com o LED
para gerar uma queda de tensão de 9 v para 1,5v.
Potência elétrica dissipada nos resistores 18

É o calor desprendido (energia térmica), por unidade de tempo, devido ao efeito joule.
Calculamos a potência da dissipação térmica em um resistor ôhmico pelas seguintes equações:

Em resistores utilizados em eletrônica (para


baixar tensão ou corrente), é comum vir especificado
a potência máxima dissipada, estampada no corpo no
componente ou por código de cores. Na figura ao
lado, um resistor de fio de 22 Ω por 5W de potência.

Como sabemos a unidade de potência é o Watt (W): 1 W → 1J / s (taxa de


conversão de energia, no caso, conversão de energia elétrica em térmica).

Curto circuito e circuito aberto.


Curto circuito ocorre quando um resistor passa a ter resistência nula ou muito baixa,
equivalente ao condutor no qual ele esta ligado. A corrente em um curto é máxima e pode provocar
superaquecimento e/ou queima da
fonte de tensão.

Circuito aberto ocorre quando o resistor e/ou o condutor esta partido bloqueando a
passagem da corrente elétrica. Neste caso a corrente será nula. Estes conceitos são bastante
utilizados quando tratamos de circuitos elétricos.

Instalação Elétrica Residencial

Todos os equipamentos ligados em mossa casa (lâmpadas, micro-ondas, chuveiro etc.) atuam
como resistores em paralelo, e são submetidos à mesma D.D.P. Basta
observar que todas as tomadas e todos os aparelhos funcionam com a mesma tensão de 110 v 19
ou
220 v (dependendo da região). Chegam a nossa casa dois fios vindos da linha de baixa tensão dos
postes (os quatro ou cinco fios mais baixos) um que chamamos de fase ou vivo e outro o neutro (que
corresponde a um terra). Todos os equipamentos em nossa casa estão ligados em paralelo entre
estes dois fios.

Nesta figura entram na casa duas fases mais todos os eletrodomésticos estão ligados (em
paralelo) a uma fase e um neutro. A figura ao lado mostra um esquema de uma instalação elétrica
de uma casa. No lado externo da “casa” temos o medidor de energia elétrica e o disjuntor de
proteção.

Disjuntores (proteção de sobrecarga).

Vimos que em nossa casa os eletrodomésticos são ligados em


paralelo tendo como pontos em comum o fio de fase e o fio neutro;
vimos também que uma característica das associações em paralelo de
resistores é que a corrente total que circula pelo circuito é a soma das
correntes que circulam por cada resistência.

Na instalação residencial a corrente que passa pelo


medidor de luz e disjuntor é a soma das correntes que cada
eletrodoméstico ligado consome. Estes dois dispositivos estão em série
com as cargas da instalação elétrica (lâmpadas, chuveiros, eletrodomésticos ligados a tomada etc). O
disjuntor é uma chave de segurança que limita a passagem da corrente a um valor máximo. Pode ser
ligado da seguinte forma:
Disjuntor geral ou “chave geral”: é o disjuntor que protege a instalação elétrica do local. A corrente
20
máxima do disjuntor deve ser maior ou igual à soma das correntes de todos os eletrodomésticos
ligados (incluindo lâmpadas e chuveiros). Caso haja um curto circuito e a corrente (na tomada,
chuveiro etc.) exceda o valor do disjuntor este desarmara desligando a instalação elétrica a fim de
preservá-la. Este disjuntor costuma ficar junto ao medidor de energia elétrica (na caixa do “relógio de
luz”).

Para instalar este disjuntor o eletricista deve ter uma ideia do que será ligado no local para
dimensionar o valor máximo de corrente; um valor superior. Por exemplo: se o consumo total de
corrente de uma casa (incluindo dois chuveiros, máquina de lavar, cinco lâmpadas, secadora etc.) –
supondo tudo ligado ao mesmo tempo – for de 100A o disjuntor devera ser de mais ou menos 120 A
(20 A como margem de segurança). Não terá cabimento instalar exatamente um de 100 A, e ao ligar
um carregador de celular, o disjuntor desarmar.

Disjuntor dedicado: é o disjuntor instalado em série com um equipamento a fim de protegê-lo de


sobrecargas. Por exemplo, costuma-se ligar um disjuntor somente para um chuveiro. Quando ocorre
um curto circuito a corrente em um chuveiro torna-se muito elevada (podendo haver derretimento de
fios e mesmo fogo), superior ao valor do disjuntor fazendo com que este desarme evitando acidentes
graves como um incêndio. Estes disjuntores costumam ficar dentro local no quadro de força ou
quadro de disjuntores.
21
Exemplos de aplicação.

1) Um chuveiro elétrico tem potência nominal de 1200 w ligado a uma tensão de 220 v. Qual o
valor mínimo de corrente que um disjuntor devera ter para proteger adequadamente este chuveiro?
Usando a equação P = V. i, isolando a i na equação obtemos:

i = 1200/220 ⇒ i = 5,45 A esta é a corrente que passa pelo chuveiro quando ligado na sua potência
máxima, logo o disjuntor deve ser ligado em série com o chuveiro tendo um valor 5,45 A (na prática
com um valor de tolerância maior). Se por ventura o chuveiro entrar em curto circuito e começar a
circular uma corrente, suponhamos, de 15 A o disjuntor desarmara imediatamente.

2) A tabela abaixo mostra a relação de eletroeletrônicos que devera estar instalado em um futuro
banheiro e suas respectivas potências:
Chuveiro elétrico 2200 w
Lâmpada incandescente 60 w
Barbeador elétrico 120 w
Duas lâmpadas de espelho 25 w (cada uma)
Secador de cabelo 1200 w

Sabendo que a tensão é de 220 v determine a corrente mínima de um disjuntor para roteger
a instalação elétrica deste banheiro.

Tente _☺_ |☺_ _☺ /

resolver
22
A Fatura de Energia Elétrica

A energia elétrica que consumimos é produzida nas usinas e distribuída ao consumidor por
concessionárias públicas (como a CELESC) ou privadas.
A potência elétrica de um aparelho refere-se à rapidez com que converte energia elétrica em
outro tipo de energia (térmica, sonora, luminosa etc.) por unidade de tempo. A unidade de potência é
o Watt (J/s), mas como é uma unidade pequena para aparelhos potentes, costuma-se utilizar o
quilowatt (kW) Determinamos a potência elétrica com a equação:
𝐸𝑒𝑙
𝑃=
∆𝑡

Assim, da equação acima podemos determinar a energia elétrica Eel = Pel . ∆t se P é expresso em
kW e o tempo ∆t em horas a unidade de medida de energia elétrica é o kWh. Esta é a energia
elétrica consumida por hora por um ou mais aparelhos (de uma residência).
Durante um período de 30 dias a energia consumida em KWh é registradapelo medidor de
energia elétrica (Figura ao lado). O KWh tem um valor que é estipulado pela consecionária. Cada
leitura do mês atual é efetuada lendo-
se o valor no medidor e descontando
o valor do mês passado, pois o
medidor é acumulativo (não retorna a
zero após cada leitura).

Exemplo do cálculo de consumo de energia elétrica

Um cortador de grama de 1000 W é utilizado durante três dias, duas horas por dia.
Considerando o preço do KWh R$0,50, determine o valor a ser pado pelo consumo de energia
elétrica nos três dias
de uso.
Fontes de Tensão - GERADORES 23

Vimos que a diferença de potencial esta relacionada à quantidade de cargas elétricas nas
extremidades de um condutor ou de duas placas carregadas. Em uma extremidade devemos ter uma
maior concentração de cargas elétricas positivas (maior potencial) que na outra extremidade
(negativa de menor potencial). Vimos que esta diferença de potencial é que faz os elétrons se
moverem gerando uma corrente elétrica; o movimento dos elétrons rumo ao maior potencial elétrico.
Para que uma corrente se mantenha em um condutor é preciso haver uma “bomba de elétrons” que
retira elétrons de um lado (aumentando o potencial) e forneça elétrons de outro lado do condutor.
Temos como exemplos de fontes de tensão: pilhas e baterias secas (pilhas alcalinas e baterias de
rádio e celular), baterias de chumbo-ácido, placas fotovoltaicas e geradores de corrente alternada. A
diferença de potencial das tomadas residenciais é gerada em geradores nas usinas elétricas. Estes
geradores podem ser movimentados através da energia dos ventos (energia eólica), potencial
hidráulico (hidrelétrica) e térmico (força do vapor gerado nas usinas a carvão e nucleares).

Sinônimos: Fontes e geradores – fontes de tensão e geradores de


tensão

Geradores D.C (direct current): ou geradores de corrente contínua. Estes geradores fazem a
corrente elétrica fluir em apenas uma direção. Um terminal será sempre positivo e o outro negativo.
São fontes D.C: pilhas e baterias secas (pilhas AA, AAA, e baterias de celulares e de 9v), baterias de
chumbo e fontes alternadas retificadas. As pilhas e baterias convertem energia química em elétrica
através de reações de óxido- redução em seu interior.
Fontes A.C (alternating correnty) ou geradores de corrente alternada. 24

Estes geradores fazem a corrente elétrica inverter seu sentido periodicamente. Os geradores
A.C são encontrados nas usinas elétricas (os geradores AC são muito semelhantes a motores
elétricos que geram eletricidade ao
movimentar o seu eixo) e convertem os
diversos tipos de energia (térmica,
hidráulica, solar etc) em elétrica. São
também geradores A.C os alternadores
dos automóveis e dínamos de
bicicletas antigas. Na figura ao lado:
grupo gerador diesel (superior esquerdo)
e sistema turbinas gerador de uma usina
de geração de energia elétrica. Os
geradores precisam ser acionados por
uma máquina que converte energia
primária em cinética rotacional, chamado
máquina primária.

Fontes ideais: São fontes de tensão com resistência interna nula. Quando as fontes estão
conectadas a um circuito surge o aparecimento de uma corrente elétrica. Esta corrente também
circula pelo interior da fonte (fios internos, camadas de eletrólito, eletrodos etc.). Nas fontes ideais
esta corrente circula sem qualquer impedimento. Na prática fontes ideais não existem e todas
possuem alguma resistência interna (fontes reais). Em cálculos didáticos e de engenharia pode-se
aproximar fontes reais para ideais a fim de facilitar cálculos (desconsidera- se a resistência interna da
fonte e consequente que da de tensão interna).

Representação de uma
bateria ideal - sem
resistência interna.

Fontes reais: São as fontes que apresentam resistência interna; na prática são todas as fontes
utilizadas para acionar uma carga. Uma fonte real é representada como mostrado abaixo:
Observe que a fonte real é representada com sua resistência interna iint e a diferença de potencial 25
v, quando ligada em um circuito alimentando uma carga, é: 𝑽 = 𝜺 − 𝒓 . 𝒊. Esta equação é
conhecida como equação característica do gerador. Quando a fonte não esta ligada a um circuito
sua diferença de potencial é a mesma da fonte ideal, neste caso 𝑉 = 𝜀.

Associação em série e paralelo de fontes de tensão (pilhas e baterias)

Podemos associar fontes de tensão em série ou em paralelo. Observamos em controles

remotos, lanternas e brinquedos que as pilhas estão ligadas em sequência ou associadas, neste
caso em série. Mas no que difere a associação em série e em paralelo de fontes de tensão?

Associação série de geradores.

Quando associamos duas ou mais pilhas em série


temos como resultado a soma das tensões e a corrente
permanecem o valor de uma pilha. Ligamos o terminal
negativo de uma pilha com o positivo de outra. Na figura
abaixo duas pilhas são associadas em série. Pilha A de
1,5v e corrente máxima de 1A e pilha B de 1,5v e
também 1A. A associação fornecera uma tensão total
de 3v e
uma corrente máxima de 1A.

Associação em paralelo de geradores.

Quando associamos fontes em paralelo a tensão


fornecida será igual a tensão de uma unidade e a corrente será
a soma das correntes individuais. Na figura abaixo temos uma
associação em paralelo de duas pilhas de 1,5v e cada uma
fornecendo uma corrente máxima de 2A. A Tensão máxima
fornecida por estas duas baterias será de 1,5v podendo fornecer
uma corrente máxima de 4A.
Circuitos elétricos. 26

Um circuito elétrico mínimo é constituído de uma fonte de tensão, fios condutores e uma carga
(algo que convertera energia elétrica em outro tipo de energia com a térmica, mecânica, sonora,
luminosa etc.). Podemos ter como exemplo de carga uma lâmpada, motor, buzina,
resistência de aquecimento etc. Em nossa casa, lâmpadas, tomadas, chuveiros etc. fazem parte de
um circuito elétrico. Outros componentes típicos de um circuito são o fusível e a chave de
acionamento (interruptor):

Chave interruptora: é o elemento de circuito, ligado sem série com a carga, que permite a
passagem ou bloqueia da corrente (abre ou fecha o circuito). Exemplos: interruptor de lâmpada,
chave de brinquedos a pilha etc. Nas figuras abaixo, chaves interruptoras diversas. Na esquerda o
símbolo de chave interruptora.

Fusível: é um dispositivo de proteção contra sobre corrente. O fusível suporta uma corrente limite,
acima do qual o fusível abre (rompe) impedindo a passagem da corrente. Na instalação temos o
disjuntor que é um fusível rearmável e chave interruptora (conta com câmara de extinção de arco
para interromper elevadas correntes com segurança).

Símbolo de fusível

Podemos acoplar ainda ao circuito amperímetros e voltímetros para monitorar a


corrente e a tensão respectivamente. Em um circuito elétrico
simples, alimentados com uma bateria de corrente contínua, temos
os seguintes elementos como mostrado na Figura ao lado:
Ao lado temos um exemplo de um pequeno circuito para
acionar um simples led. Neste circuito temos:
Carga (led + resistor de queda de tensão), chave,
fonte e fios de ligação.
Atividade prática demonstrativa 27

Montar um circuito para acionar um led ou um pequeno


motor de carrinho a

pilha (3v). Materiais:

 Fios para as conexões elétricas;


 Motorzinho de corrente contínua (3v);
 LED de1,5v.
 Bateria de 9 v;

 Quatro pilhas pequenas (tipo AA);

 Dois multímetros (um como amperímetro e outro como


voltímetro);
EXERCÍCIOS 28

Leis de Ohm

1) Uma resistência elétrica R é submetido a tensão de 24v, fazendo circular por esta resistência
uma corrente de 3A. Qual o valor da Resistencia elétrica (R) em Ohm?

2) Uma corrente de 0,500A circula pelo filamento de uma lâmpada quando ligada em 12 v. Qual o
resistência elétrica deste filamento?

3) Uma resistência de 50Ω deixa passar uma corrente de 2A quando submetido a qual tensão?

4) Qual a resistência elétrica de uma fio de COBRE de 4m de comprimento com uma secção
transversal de 2 mm de diâmetro?

5) Qual a resistência elétrica de uma fio de FERRO de 2m de comprimento com uma secção
transversal de 3 mm de diâmetro?

6) Um fio de ALUMÍNIO de 2m de comprimento é ligado aos terminais de uma bateria de 24v.


Sabendo que a secção transversal de fio é de 2 mm de diâmetro, determine corrente elétrica i que
passa pelo fio.

Associação de Resistores em série

7) Qual a resistência equivalente Req de dois resistores R1 = 2Ω e R2 = 3Ω ligados em série?

8) Qual a resistência equivalente Req de três resistores R1 = 2Ω, R2 = 1Ω e R2 = 3Ω ligados em


série?

9) Qual a resistência equivalente Req de três resistores R1 = 2Ω, R2 = 3Ω e R3 = 5Ω ligados em


série? Se os três resistores são ligados a uma fonte de 12v, qual a corrente que circula por cada
resistor? Qual a tensão em cada resistor?
29
10) Dois resistores R1 e R2 de 10Ω e 4Ω respectivamente, são ligado em série a um circuito submetido a uma
d.d.p. de 10v. Determine:

a) A Resistencia equivalente Req;


b) A corrente elétrica em cada resistor?
c) A d.d.p em cada resistor;

11) Em um circuito elétrico 4 resistores – R1, R2, R3 e R4 estão ligados em série, com uma resistência
total de 20 Ω. Os resistores estão ligados a uma fonte cc de 40 v. Se R1 = 10Ω, R2 = 4Ω, R3 = 2Ω,
determine a tensão elétrica sobre R4.

Associação de Resistores em paralelo

12) Determine a resistência equivalente de dois resistores em paralelo R1 = 2Ω e R2 = 3Ω.

13) Determine a Req equivalente de três resistores em paralelo R1 = 2Ω, R2 = 3Ω e R3 = 2Ω.

14) No circuito abaixo, determine os valores lidos pelo amperímetro e voltímetro, quando a chave
CH-1 é fechada.

15) Dois resistores R1 e R2 de 10Ω e 4Ω respectivamente, são ligado em paralelo a um circuito


submetido a uma d.d.p. de 10v. Determine:

a) A resistência equivalente Req;


b) A d.d.p em cada resistor;
c) A corrente que passa em cada resistor;
30
Potência Elétrica

16) Uma lâmpada de 60 w é ligada em 220 v. Calcule a corrente elétrica i que passa pelo filamento da
lâmpada;

17) Um gaúcho deseja tomar chimarrão, para isso vai aquecer 0,8 litros de água de 20 °C até 70
°C. Ele conta com um aquecedor de imersão que deverá ser ligado a uma fonte de 120 V. Sendo a
resistência do mesmo de 30Ω (OHMS), quanto tempo ele deverá esperar, em minutos, até que a água
atinja a temperatura desejada? Considere: d água = 1 g/cm3; c da água= 1 cal/g °C; 1 cal =4,2J.

18) Na associação mista de resistores (Figura abaixo), determine:

a) A resistência equivalente;
b) A tensão e a corrente em cada resistor;
c) A potência elétrica total dissipada
no circuito.

19) Qual a potência dissipada por uma resistência de 100Ω quando ligada aos terminais de uma bateria
de 12v?

20) Uma casa tem dois banheiros. Cada banheiro tem uma lâmpada de 60W e um chuveiro de 2200W
ligados em 220v. Qual a corrente máxima imax que deve suportar um disjuntor para proteger a
instalação dos dois banheiros?

Atividades Extras
1) Por um ponto de um condutor elétrico passa uma corrente de 300 mA durante 5 s.
Determine o número total de elétrons que passoa por este ponto do condutor. Considere a
carga do elétron: 1,96 x 10-19 C
2) Enem - 2018 31

Muitos smartphones e tablets não precisam mais de teclas, uma vez que todos os comandos
podem ser dados ao se pressionar a própria tela. Inicialmente essa tecnologia foi
proporcionada por meio das telas resistivas, formadas basicamente por duas camadas de
material condutor transparente que não se encostam até que alguém as pressione,
modificando a resistência total do circuito de acordo com o ponto onde ocorre o toque. A
imagem é uma simplificação do circuito formado pelas placas, em que A e B representam
pontos onde o circuito pode ser fechado por meio do toque.

Qual é a resistência equivalente no circuito provocada por um toque que fecha o circuito no
ponto A?

a) 1,3 kΩ
b) 4,0 kΩ
c) 6,0 kΩ
d) 6,7 kΩ
e) 12,0 kΩ

3) Fuvest - 2018

Atualmente são usados LEDs (Light Emitting Diode) na iluminação doméstica. LEDs são
dispositivos semicondutores que conduzem a corrente elétrica apenas em um sentido. Na
figura, há um circuito de alimentação de um LED (L)
de 8 W, que opera com 4 V, sendo alimentado por
uma fonte (F) de 6 V.

O valor da resistência do resistor (R), em Ω ,


necessário para que o LED opere com seus valores
nominais é, aproximadamente,

a) 1,0.
b) 2,0.
c) 3,0.
d) 4,0.
e) 5,0.
4) UFRGS - 2018 32

Uma fonte de tensão cuja força eletromotriz é de 15 V tem resistência interna de 5 Ω. A fonte
está ligada em série com uma lâmpada incandescente e com um resistor. Medidas são
realizadas e constata-se que a corrente elétrica que atravessa o resistor é de 0,20 A, e que a
diferença de potencial na lâmpada é de 4 V. Nessa circunstância, as resistências elétricas da
lâmpada e do resistor valem, respectivamente,

a) 0,8 Ω e 50 Ω.
b) 20 Ω e 50 Ω.
c) 0,8 Ω e 55 Ω.
d) 20 Ω e 55 Ω.
e) 20 Ω e 70 Ω.

5) Enem - 2017

Fusível é um dispositivo de proteção contra sobrecorrente em circuitos. Quando a corrente que


passa por esse componente elétrico é maior que sua
máxima corrente nominal, o fusível queima. Dessa
forma, evita que a corrente elevada danifique os
aparelhos do circuito. Suponha que o circuito elétrico
mostrado seja alimentado por uma fonte de tensão U e
que o fusível suporte uma corrente nominal de 500 mA.

Qual é o máximo valor da tensão U para que o fusível


não queime?

a) 20 V
b) 40 V
c) 60 V
d) 120 V
e) 185 V

RESPOSTAS:

1) 8Ω 2) 24Ω 3) 100V 4) 0,005Ω 5) 0,007 Ω 6) 5000A 7) 5Ω 8) 6Ω 9) a) 10Ω b)


1,2A c) V1 = 2,4v, V2 = 3,6V e V3 = 6V 10) a) 14Ω b) 0,7A c) V1 = 7V e V2 = 2,8V 11) 2,5v
12) 1,2 Ω 13) 1,75Ω 14) a) 12V b) 2,4A 15) a) 2,85Ω b) 10V c) i1 = 1A e i2 = 2,5A 16) 0,27A 17) 480 W
18) a) 4,97Ω b) i4 = 2,41A, i3 = 1,17A, i2 = 0,47A, i1 = 0,78A c) V4 = 2,34V, V1 = V2 = V3 =
2,34V 19) 1,44W 20) 20,5A.

Atividades extras

1: 2,54 x 1019 elétrons 2) c) 3) a) 4) b) 5) d)

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