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Aula Pratica 6

1) O documento descreve três experimentos realizados para estudar as ligações químicas iônicas e covalentes. 2) No primeiro experimento, açúcar e sal foram derretidos para observar suas temperaturas de fusão e tipo de ligação. 3) No segundo, várias substâncias foram testadas em um circuito elétrico para verificar sua condutividade. 4) No terceiro, soluções iônicas foram misturadas com nitrato de prata para identificar seu caráter iônico-covalente.
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1) O documento descreve três experimentos realizados para estudar as ligações químicas iônicas e covalentes. 2) No primeiro experimento, açúcar e sal foram derretidos para observar suas temperaturas de fusão e tipo de ligação. 3) No segundo, várias substâncias foram testadas em um circuito elétrico para verificar sua condutividade. 4) No terceiro, soluções iônicas foram misturadas com nitrato de prata para identificar seu caráter iônico-covalente.
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LIGAÇÕES QUÍMICAS

(AULA PRÁTICA Nº6)

Prof. Mendelssolm Kister de Pietre

Alunos:

Maria Gabriela do Nascimento Dias

Sthéfany de Souza Santos


VOLTA REDONDA - RJ
2022

Introdução

Um dos aspectos mais intrigantes da química é o estudo das forças que agem entre os
átomos. As ligações químicas mostram interações entre dois ou mais átomos, podendo ocorrer
por doação de elétrons, compartilhamento de elétrons ou ainda deslocamento de elétrons.

As ligações iônicas são as ligações químicas que ocorrem entre os átomos quando
estes reagem entre si a fim de alcançarem a estabilidade que, segunda a Teoria do Octeto,
compõem 8 elétrons na última camada ou camada de valência. Nessa ligação, predominam as
forças eletrostáticas que atraem os íons de cargas opostas. A ligação iônica é a responsável
pela formação de compostos iônicos, e ocorre entre um átomo metálico e um átomo não
metálico, com doação de elétrons por parte do primeiro e recebimento de elétrons por parte do
segundo .

As ligações covalentes, também denominadas ligações moleculares ou homopolares,


são aquelas que ocorrem entre átomos de elementos eletronegativos, ou seja, com tendência
de receber elétrons, estabelecendo uma ligação de compartilhamento de elétrons das suas
camadas de valência (FOGAÇA, 2016). Os elementos são os não metálicos, isto é,
hidrogênio, ametais e semimetais. Esse tipo de ligação também é denominado ligação
molecular, pois ao compartilharem os pares de elétrons, formam-se conjuntos de átomos
ligados isolados e de grandeza limitada, que são chamados de moléculas.

Ainda que haja uma divisão na classificação das ligações químicas em iônicas ou
covalentes, não existe um limite nítido entre estes dois tipos de ligação. As ligações
covalentes podem apresentar algum caráter iônico e vice-versa. Para compreender melhor o
caráter iônico-covalente das ligações metal-ametal, é necessário entender o conceito de
polarizabilidade e poder polarizante.

O poder polarizante representa o quanto um íon pode polarizar a nuvem eletrônica de


outro íon em sua direção. Ou seja, o quanto um núcleo de um átomo atrai os elétrons de outro
átomo. Tanto o cátion, como o ânion, polarizam um ao outro. Normalmente costuma-se tratar
de poder polarizante apenas para cátions, uma vez que o efeito do poder polarizante dos

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ânions em cátions são muito mais fracos. O poder polarizante depende de dois parâmetros
principais: o raio iônico e a carga do cátion (RODRIGO, 2009).

Polarizabilidade é a capacidade de ter a nuvem eletrônica distorcida. O caráter


polarizável aumenta para ânions maiores, de nuvem eletrônica mais “volumosa”, com a carga
mais baixa, e, em contrapartida, o poder polarizante é maior para os cátions menores e de
carga mais elevada, ou seja, de maior densidade eletrônica (SOARES, 2013).

Objetivo

O experimento teve como objetivo, o estudo das ligações químicas, sendo elas: iônicas
e covalentes. Além de almejar a verificação do caráter covalente-iônico das distintas ligações
através da coloração das substâncias.

Materiais e métodos

Materiais utilizados

➢ Tubo de ensaio
➢ Pipeta de pasteur
➢ Candinho de porcelana
➢ Bastão de vidro

Reagentes utilizados

➢ I2 sólido
➢ Solução etanólica de I 2
➢ Água destilada
➢ Vinagre (Ác. acético 4%)
➢ solução HCl 0,1 mol L –1
➢ Barra de grafite
➢ Álcool 50% (v/v)
➢ solução KCl 0,1 mol L –1
➢ Sacarose sólida
➢ solução KBr 0,1 mol L –1
➢ Solução aquosa de sacarose
➢ solução KI 0,1 mol L –1
➢ Cloreto de sódio sólido
➢ solução de AgNO 3 0,1 mol L –1
➢ Solução de cloreto de sódio

Metodologia

Experimento 1: Ponto de Fusão

3
Antes de darmos início ao experimento, o professor superaqueceu a chapa de
aquecimento em 300 graus celsius. Logo, colocou-se sobre a bancada de trabalho um
candinho de porcelana. Sendo assim, adicionou-se uma ponta de espátula de sacarose e
cloreto de sódio, depositando-os de lados opostos. Dessa maneira, alocou-se o determinado
recipiente sob a chapa a fim de, observar e cronometrar o tempo necessário para fusão de cada
uma das substâncias utilizadas.

Experimento 2:

Primeiramente, colocou-se sobre a bancada de trabalho um dispositivo simples


constituído por dois eletrodos ligados em série, com uma lâmpada, cujos terminais
encontravam-se ligados à um gerador de corrente. Dessa maneira, verificou-se a
condutividade de onze distintas substâncias sendo elas: água destilada, solução HCl (0,1 mol
L-1), álcool 50% (v/v), sacarose sólida, solução aquosa de sacarose, NaCl sólido, solução de
NaCl, I2 sólido, solução etanólica de I2, vinagre (ácido acético 4%), barra de grafite. Sendo
assim, após os resultados em mãos, realizou-se o preenchimento da tabela 6.1, justificando as
reações que conduzem e não conduzem eletricidade.

Experimento 3:

Em primeira instância, enumerou-se um total de três tubos de ensaio. Adicionou-se a


cada um deles um volume de 3 mL de distintas soluções 0,1 mol.L-1, sendo elas:

Tubo 1= KCl

Tubo 2= KBr

Tubo 3= KI

Após agitação, adicionou-se 3 gotas da solução (AgNO3 0,1 mol L -1 ) a fim de,
verificar o caráter iônico-covalente de cada uma das distintas substâncias.

Resultados e discussões

Experimento 1.

tabela 1.1

Substância Tempo de fusão Observação

4
A sacarose é composta de dois tipos
diferentes de açúcares simples: a
frutose e a glicose, seu ponto de fusão
Sacarose 11 minutos é 186 °C. Esta ligação estável entre
frutose e glicose é a responsável por
formar os cristais de açúcar. Quando o
calor é aplicado ao açúcar, a ligação de
frutose e glicose se rompe e elas se
separam. Como ainda mais calor é
aplicado, outras ligações se formam e o
resultado final é um líquido de cor
âmbar conhecido como caramelo.

O sal (NaCl) é um composto


inorgânico iônico com ponto de fusão
801 °C. Quanto mais forte é a força
intermolecular que unem as moléculas
de determinada substância, mais
energia é preciso para romper essas
Cloreto de sódio - ligações e elas mudem de estado físico.
E ligações iônicas e metálicas
(geralmente encontrados em compostos
inorgânicos) são mais intensas, tanto
que seus compostos são quase sempre
sólidos á temperatura ambiente, e
precisam de altas temperaturas para
derreter.

Experimento 2.

Tabela 2.1 Resultados dos testes de condutividade elétrica com diferentes substâncias

Substância Acende Não acende Intensidade da Observação

5
luz

A água destilada apresenta


em sua composição
molecular apenas H2O. A
água é uma substância
formada por ligações
covalentes entre
-
Hidrogênio e Oxigênio, ou
Água destilada X
seja, há um
compartilhamentos de
elétrons entre os átomos, e
na maioria dos casos, não
conduzem corrente elétrica,
uma vez que não possui
elétrons livres.

Solução Hcl 0,3 mol L - 3 Intensa


X luminosidade

Álcool 50% (v/v) X -

Sacarose sólida X -

Solução aquosa de sacarose X -

Nacl sólido X -

O cloreto de sódio é um
Intensa composto iônico, em forma
luminosidade aquosa conduz corrente
Solução NaCl X elétrica, devido à presença
de íons livres.

Iodo sólido X -

6
Solução etanólica de iodo X -

Em solução aquosa, os
ácidos conduzem
Vinagre
eletricidade. Isso ocorre
(ácido acético 4 %) X Fraca intensidade
porque os ácidos se
desdobram em íons.

Barra de grafite X Intensa


luminosidade

Experimento 2

Os respectivos elementos que não conduziram eletricidade, estão classificados acima na


tabela 2.1, pode-se justificar esse feito através do fato de que: Uma substância ou solução só
conduz eletricidade se houverem partículas eletricamente carregadas livres, ou seja, em
movimento.

Nos compostos formados por ligações covalentes as partículas não possuem carga e, portanto,
não conduzem eletricidade.

Experimento 3.

Tabela 3.1

Tubos Substância Observação

Tubo 1 3 ml de Kcl + 3 gotas de Coloração esbranquiçada


AgNO3

Tubo 2 3 ml de KBr + 3 gotas de Coloração esbranquiçada, meio


AgNO3 amarelado

Tubo 3 3 ml de KI + 3 gotas de Coloração verde limão


AgNO3

7
Experimento 3

O caráter covalente-iônico é dado através da coloração das substâncias. Dessa forma, é


determinado que a coloração branca ou transparente equivale ao caráter iônico enquanto a
coloração de diferentes cores (colorido) equivale ao caráter covalente.

Tubo 1 = KCl + AgNO3

Reação:

AgNO3(aq) + KCl(aq) AgCl(s) + KNO3(aq)

Coloração: branco

➢ O tubo 1 apresenta caráter iônico.

Tubo 2 = KBr + AgNO3

Reação:

AgNO3(aq) + KBr(aq) AgBr(s) + KNO3(aq)

Coloração: Branco amarelado (aspecto leitoso)

➢ O tubo 2 apresenta caráter iônico.

Tubo 3 = KI + AgNO3

Reação:

AgNO3(aq) + KI(aq) AgI(s) + KNO3(aq)

Coloração: verde limão

➢ O tubo 3 apresenta caráter covalente.

Conclusão

As ligações químicas compreendem as ligações existentes entre os átomos, podendo


ser mais forte ou fracas. As ligações mais fracas compreendem as ligações covalentes, que são
originadas pelo compartilhamento de elétrons entre os elementos.

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Já as ligações mais fortes deve-se a perda ou ganho de elétrons (ligações iônicas) ou
formação de nuvens eletrônicas (ligações metálicas), formando compostos apresentando
ótima condução de eletricidade.

Referências:

1. Alessandra Rufino, Denise de Castro, Julliane Yoneda e colaboradores, apostila de


química geral, 2018.
2. John B. Russell, Química Geral, Pearson, 1994.

3. Frederick A. Bettelheim, William H. Brown, Mary K. Campbell e colaboradores,


Introdução à Química, Cengage Learning, 2012.

4. Helio Duarte, Ligações químicas: ligação iônica, covalente e metálica

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