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Direitos Humanos: Origens e Classificações

O documento discute os direitos humanos, incluindo sua origem e classificação. Abrange conceitos como jusnaturalismo, direitos contratualistas, dignidade humana e proteção positivada. Também classifica os direitos humanos em três dimensões e discute características como historicidade, universalidade e indivisibilidade.

Enviado por

Celio Ivan
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Direitos Humanos: Origens e Classificações

O documento discute os direitos humanos, incluindo sua origem e classificação. Abrange conceitos como jusnaturalismo, direitos contratualistas, dignidade humana e proteção positivada. Também classifica os direitos humanos em três dimensões e discute características como historicidade, universalidade e indivisibilidade.

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Direitos Humanos

 Indispensáveis a uma vida digna


 Origem Jusnaturalista: direito natural inerente ao homem, que se manifesta a
qualquer tempo e independe de positivação;
 Origem Contratualista: Documentos expressos (DUDH) – sistemas de
proteção positivados.
 DH são inerentes à pessoa humana enquanto condição para sua dignidade, e
que usualmente são descritos em doc. Internacionais para que sejam seguramente
protegidos.

TERMINOLOGIA
 Direitos do Homem (positivados no Ordenamento Jurídico interno);
 Direitos Fundamentais;
 Direitos Humanos;
 Tratados: Bloco de constitucionalidade – No BR: Contra o racismo; Protocolo
facultativo; Marraquesh.

CLASSIFICAÇÃO

1ª Dimensão 2ª Dimensão 3ª Dimensão


Direitos Civis e Políticos Direitos Econômicos, Sociais e Direitos Difusos e Coletivos
Culturais

 Estado absolutista Estado  Atuação Estatal, porém, há +  Fraternidade/Solidariedade;


Liberal; liberdade;  Fim da 2ª G.M: Busca pela paz
 Revolução Inglesa, Americana  Igualdade Material: Trabalho, mundial;
e Francesa; educação, lazer, cultura, saúde,  Direito do consumidor; meio
 NÃO intervenção estatal; previdência social... ambiente equilibrado;
 Vida, propriedade, liberdades,  Constituição Mexicana; Alemã; autodeterminação dos povos;
não intervenção Estatal... Brasil; Tratado de Versalhes. probidade administrativa.
 Magna Carta; Petition Of Right;  Principal Documento: DUDH
HC Act; Bill Of Rights;
Declaração do Bom Povo do
Estado da Virgínia; Declaração
dos Direitos do Homem e do
Cidadão; Constituição
Imperial.
CARACTERÍTICAS
I. Historicidade: Produto de um processo de constante evolução, fruto da transformação social.

II. Relatividade dos DH ou Limitabilidade: Exceção: Escravidão e Tortura (nesse caso são absolutos)

III. Universalidade: Oponíveis para todos


- Pode pleitear no âmbito interno e externo
- Certos grupos são + necessitados, precisando de + proteção)
- Direito animal: Dignidade da pessoa NÃO humana

IV. Indivisibilidade:
- Conjunto de direitos que devem ser analisados de forma sistêmica.
- Todos os DH possuem a mesma proteção jurídica.

V. Interdependência ou inter-relação: Casada com historicidade.


- Não há hierarquia entre as dimensões, um complementa o outro.

VI. Complementaridade:
- Manter a universalidade sem perder as peculiaridades de cada região (cultural, religiosa, social...)
- Os sistemas regionais descentralizam a ONU para respeitar a complementaridade.

VII. Inexaurabilidade: INESGOTÁVEIS.


- Não estão sujeitos a rol taxativo.
- Ampliáveis, porém não reduzíveis.
- Sociedade mutante: novas tecnologias, novas necessidades! (internet, manipulação genética, dados
pessoais LGPD...)

VIII. Inalienabilidade: Intransferíveis e inegociáveis.


- Não se pode atribuir R$.
- Direitos que são passados a 3º (propriedade – se passa a titularidade)
- É possível extrair dinheiro consequencial de um DH, o que se negocia aqui é a atividade resultante do
exercício desse direito.

IX. Imprescritibilidade: Não estão sujeitos a prazo prescricional


- Não se perdem no tempo!
- OBS.: Estado de sítio são admitidas restrições pontuais (ao terminar a situação de emergência, voltam
a ser assegurados)
- Restrição admitida, supressão NÃO.

X. Irrenunciabilidade ou Indisponibilidade: Limitação pode ocorrer, se estrito caso concreto e por período
determinado.

XI. Vedação ao Retrocesso – EFFET CLIQUET: DH não podem retroagir, somente avançar.

XII. Essencialidade
VERTENTES - EIXOS DE PROTEÇÃO INTERNACIONAL
DA PESSOA HUMANA
D.I. Direitos Humanos stricto sensu
- GERAL: aplicável a todas as situações.

- Pós 2ª GM

- Proteção do ser humano em todos os aspectos.

- Regulamentação do D.I. Penal: Estatuto de Roma criou o Tribunal Penal Internacional


(punição por graves violações)

D.I. Humanitário
- Especial

- Direito Dos Conflitos Armados: proteção dos envolvidos no conflito de forma direta ou
indireta, minimizando os danos.

- Limita o dir. das partes escolherem livremente os métodos utilizados na guerra.

- Não proíbe a Guerra, apenas cria normas para que ela ocorra de forma menos brutal.
DIP
- Proibiu o uso de balas explosivas, armas químicas e biológicas.

- Não abrange atos isolados de violência.

- Direito de Genebra é o + importante!!!

D.I. dos Refugiados


- Especial

- Direito ao asilo: art. 14 (por motivos de raça; religião; nacionalidade; política...)

- Pessoas que se encontram fora do seu país por causa de fundado temor de perseguição e que
não possam – ou não queiram – voltar para casa.

- ACNUR (alto comissariado das nações unidas para refugiados) criado em 1950, pós 2ª GM
para ajudar os Europeus que fugiram ou perderam suas casas.

- NON-REFOULEMENT: Princípio da proibição do rechaço (proíbe a expulsão de refugiados


para fronteiras de territórios onde sua vida ou liberdade sejam ameaçadas)

- Estatuto do Estrangeiro foi substituído pela LEI DE MIGRAÇÃO.


JUSTIÇA INTERNACIONAL E SISTEMAS
GLOBAIS E REGIONAIS DE PROTEÇÃO
AOS DIREITOS HUMANOS

 2ª GM – ruptura com os DH
 Pós 2ª GM – reencontro com os DH (aos poucos foi se consolidando o processo
de formação dos Sistemas de Proteção

Se desenvolve no âmbito das


Organizações Internacionais

 Soberania estatal é relativizada – O indivíduo tem seus direitos protegidos


internacionalmente.
 Os sistemas interno e internacional devem dialogar (complementam um ao
outro/coexistem)
 Processo de Regionalização:
 Adaptação dos conteúdos das Declarações às regiões do mundo.
 Organizações internacionais:
 Dotadas de personalidade jur. Internacional independente.
 Composta por sujeitos de DIP que a ela se associam voluntariamente.
 Ex.: ONU, OEA.
 Responsabilidade internacional do Estado.
 Denúncia: mecanismo ALTERNATIVO: Predomina o Dir. interno, só
depois busca o internacional
 Esgotamento dos recursos internos.
 Estado deve cumprir suas obrigações.
 Exceções:
- Não existir o devido processo legal para proteção do dir. violado;
- Não se houver permitido acesso aos recursos da jurisdição interna
ou houver sido ele impedidos de esgotá-los;
- Demora injustificadas nas decisões sobre os mencionados recursos;
Onusiano ou Universal

SISTEMA GLOBAL DE DIREITOS HUMANOS


 1919 – Pós 1ª GM – nasceu a Liga das Nações com o Tratado de Versalhes
 Objetivo: evitar conflitos mundiais.

Falhou! Veio a 2ª GM

Surgiu a ideia de ter uma Organização Internacional

 1945 – Pós 2ª GM: necessidade de reconstruir os DH surgiu a ONU


 Criação da ONU: Por meio da Carta das Nações Unidas Carta da ONU
Carta de São Francisco.
 Conferência de São Francisco
Quem faz a abertura
 Em 24.10.1945 nasce oficialemente a ONU. das reuniões da ONU
 Objetivos da ONU: é o BRASIL!!!
 Manter a paz e a segurança internacionais
 Desenvolver relações amistosas entre ....
 Cooperação internacional para resolver problemas mundiais.
 Centro destinado a harmonizar a ação dos povos
 Competência contenciosa e consultiva
 A DUDH foi criada em 1948

Princípios da Carta da ONU:


 Paz mundial
 Tolerância entre povos
 Não intervenção
 Solução pacífica das controvérsias

 Art. 103 da Carta da ONU: No caso de conflito entre as obrigações dos


Membros das Nações Unidas, em virtude da presente Carta e as obrigações resultantes
de qualquer outro acordo internacional, prevalecerão as obrigações assumidas em
virtude da presente Carta.

Liderada por Eleanor Roosevelt


 1946 – Comissão de DH em 3 etapas:
 Elaborar declaração de DH

Objetivo frustrado pela Guerra Fria, pelo antagonismo entre EUA e URSS
 Produzir um doc. juridicamente + vinculante do que uma mera
declaração (um tratato/convenção)
 Criar um sistema adequado para assegurar o respeito aos DH e tratar os
casos de violação

 Documentos:
 1945: Carta da ONU
 1948: DUDH
 1966: PIDCP Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos: 1ª D.
 1966: PIDESC Pacto Internacional Sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais: 2ª D.

 Carta Internacional dos Direitos Humanos: Bill Of Rights. Constituído por 3


documentos.
 DUDH (1948)
 PIDCP (1966) Documentos gerais
 PIDESC (1966)

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS –


DUDH
 Documento com regras UNIVERSAIS
 30 artigos: Preâmbulo é o mais cobrado.
 Natureza Jurídica:
 Aspecto Formal:
- Adotada e proclamada pela Resolução 217ª (III) da Assembleia
Geral das Nações Unidas.
- Não foi aprovada sob a forma regular de tratado/convenção,
mas sob a forma de resolução!
 Aspecto Material: Tem força de lei??? É vinculante???
- Corrente tradicional não é vinculante!
- Resolução tem caráter de recomendação!
- Somente PIDCP e PIDESC têm caráter vinculante
- Ausência de mecanismos de fiscalização e monitoramento
- Corrente moderna é vinculante!
- Jus Cogens
- Interpretação autorizada da Carta da ONU
- Art. 103 diz que se houver divergência sempre deverá
prevalecer os ditamos da Carta e seus princípios
 Os Estados membros da ONU têm obrigação de respeitar os direitos
proclamados pela Declaração
 Integra os costumes internacionais e os princípios gerais do Dir. Internacional.
 Parte do conteúdo da DUDH foi incorporado às constituições de vários E.
 3 Dir. básicos que a Declaração estabelece:
 Direito à vida
 Direito à liberdade
 Direito à segurança pessoal
 Vedações mais importantes:
 Escravidão/servidão
 Tortura
 Prisão de Exílio de forma arbitrária.

Estrutura da DUDH
Dimensão de Direitos Artigos Discussão

Consenso na comunidade
1ª Dimensão dos DH Art. 1º ao 21
internacional

Houve discussão em especial entre


2ª Dimensão dos DH Art. 22 ao 30 EUA x URSS, porém prevaleceu a
tese de proteção a esses direitos

Não há previsão direta, mas Os direitos dessa geração foram


3ª Dimensão dos DH apenas algumas referências ao concebidos mais tarde, razão pela
longo do texto qual não constam na DUDH

PACTO INTERNACIONAL DOS DIREITOS CIVIS E


POLÍTICOS – PIDCP (1966)
 Só entrou em vigor em 1976
 Direitos autoaplicáveis
 Tem aplicação imediata
 2 protocolos facultativos:
 Mecanismo de petições individuais para implementação dos direitos
previstos no PIDCP
 Vedação à pena de morte
 Brasil: entrou em vigor em 1992
 Reiterou a universalidade e a indivisibilidade dos DH já consagrados na
Declaração.
 Estabeleceu dir. direcionados aos indivíduos
PACTO INTERNACIONAL DE DIREITOS ECONÔMICOS,
SOCIAIS E CULTURAIS – PIDESC (1966)

 Entrou em vigor em 1976


 Direitos programáticos
 Aplicado progressivamente de acordo com as possibilidades de cada nação
 Objetivo:
 Incorporar os dispositivos da DUDH sob a forma de preceitos
juridicamente obrigatórios e vinculantes
 Brasil: entrou em vigor em 1992

ESTRUTURA DA ONU

 Art. 7.1 da Carta da ONU


 Órgãos principais das Nações Unidas:
 Assembleia Geral
 Conselho de Segurança
 Conselho Econômico e Social
 Conselho de Tutela
 Secretariado
 Corte Internacional de Justiça

Assembleia Geral
 Temporário
 Órgão deliberativo, político e representativo da ONU
 Todos os membros da ONU fazem parte
 Cada um pode designar até 5 representantes, mas cada país tem direito a
apenas 01 voto!
 Funções:
 Discutir e fazer recomendações sobre qualquer assunto que esteja dentro
das finalidades da ONU.
 Eleger membros não-permanentes do Conselho de Segurança da ONU e
os membros do Conselho de Tutela e do Conselho Econômico e Social
 Votar/aprovar orçamento da ONU
 Elaborar recomendações sobre a solução pacífica de conflitos
internacionais
 Aprovar acordos de tutela
 Autorizar organismos especializados a solicitarem pareceres à Corte
Internacional de Justiça.
 Votação/quórum:
 Questões importantes: 2/3 dos membros presentes e votantes
 Demais questões: maioria dos presentes e votantes
 Sessões:
 Reúne ordinariamente 1 vez ao ano, mas pode realizar sessões
extraordinárias
 Sessões especiais convocadas pelo secretário-geral
- A pedido do Conselho de Segurança ou da maioria dos Membros
das Nações Unidas.
- Osvaldo Aranha inaugurou 1ª Sessão Especial em 1947
 Manifestação da vontade da Assembleia: RESOLUÇÃO

Conselho de Segurança
 Órgão permanente Inclusive intervenção
 Zela pela manutenção da paz e da segurança internacional militar
 Único órgão capaz de adotar decisões obrigatórias para todos os E. membros
 Todos devem aceitar e cumprir as decisões do Conselho, sob risco de
sofrer duras sanções!
 Autoriza operações de manutenção de paz e missões políticas internacionais.
 Formado por 5 membros permanentes e 10 temporários
 Membros permanentes:
 5 maiores potências militares
 Têm direito de veto
 Se mantêm por tempo
indeterminado

 Membros temporários:
 Eleitos pela Assembleia Geral
 Mandato de 2 anos
 Cada um tem direito a 1 representante e 1 voto
 Eleição dos membros rotativos observará distribuição geográfica
equitativa: todos os continentes serão representados.
- 2: América Latina e Caribe,
- 2: Europa Ociental
- 1: Leste Europeu
- 5: África e Ásia
 As resoluções precisam de 9 votos para serem aprovadas, os membros
permanentes não podem se opor!
 Membros rotativos:
- Bélgica
- Costa do Marfim
- República Dominicana
- Guiné Equatorial
- Alemanha
- Indonésia O próprio conselho
decide se o tema é
- Kuwat
processual ou não, pois a
- Peru Carta da ONU não
- Polônia especifica
- África do Sul
 Votação:
- Questões processuais aprovadas por 9 votos;
- Os demais temas também por 9 votos, mas devem incluir todos
os membros permanentes do conselho
 Rivalidade reflete nas decisões: contraria interesses e vota contra, o projeto é
arquivado!

Principais Funções do Conselho de Segurança


 Manter a paz e a segurança internacional
 Determinar missão de paz
 Investigar potenciais conflitos internacionais
 Recomendar formas de diálogo entre os países
 Elaborar planos de regulamentação de armamentos
 Solicitar a aplicação de sanções econômicas e outras medidas para impedir ou deter alguma agressão
 Recomendar o ingresso de novos membros na ONU
 Recomendar para a Assembleia Geral a Eleição de um novo Secretário-Geral

Conselho Econômico e Social – ECOSOC


 Composto por 54 membros, cada um possui 1 representante eleito pela
Assembleia por um período de 3 anos:
 14 assentos para África
 11 para Ásia
 6 para Europa Oriental
 10 para América Latina e Caribe
 13 para Europa Ocidental
 Coordena ao trabalho econômico e social da ONU e das instituições e
organismos especializados do Sistema
 Colabora com os programas da ONU
 Desenvolve pesquisar e relatórios sobre questões econômicas e sociais
 Promove o respeito aos DH e liberdades fundamentais
 Cria comissões para proteção dos DH
 Debate sobre o crescimento econômico e social. Inclusive no âmbito ambiental
 Principal corpo da ONU para coordenação, revisão política, diálogo político e
análises econômicos e sociais num todo.
 Reuniões anuais em julho
 Encaminha as conclusões e recomendações propostas para exame e
consideração na Assembleia

Conselho de Tutela
 Conselho de Adm. Fiduciária das Nações Unidas
 Quando as Nações Unidas nasceram, em alguns locais as pessoas não podiam
escolher seus próprios governos, então, foram colocados sob proteção especial:
territórios sob tutela.
 Supervisionar 11 territórios que haviam sido adm. por 7 E. membros e
assegurar que fossem tomadas medidas adequadas para preparas os territórios para
autodeterminação, autogovernação e independência.
 Composição:
 Membros permanentes do Conselho de Segurança
 Membros adm. dos territórios tutelados
 Outros membros eleitos pela Assembleia
 1 voto p/ cada
 Atualmente está suspenso (desde 1994), pois todos os territórios sob tutela
alcançaram autogoverno ou a independência.
 Desativado após a independência da última colônia: Palau, que se tornou um
E. membro da ONU.

Secretariado
 Funções adm. da ONU
 Presta serviço a outros órgãos das Nações Unidas e adm. programas e políticas
que elaboram
 Composto pelo secretário-geral e por um grupo de pessoas escolhido por ele
 Comparecer em todas as reuniões
 Elaborar relatório anual à Assembleia
 Ser imparcial
 Adm. as forças de paz
 Analisar problemas econômicos e sociais
 Preparar relatórios sobre o meio ambiente ou DH
 Sensibilizar a opinião pública internacional sobre o trabalho da ONU
 Organizar conferências internacionais
 Traduzir todos os doc. oficiais da ONU nas 6 línguas oficiais da Organização
 Chefe: Secretário-Geral
 Funcionário + graduado da instituição
 Nomeado pela Assembleia por sugestão do Conselho de Segurança
 Mandato: 5 anos, podendo ser reconduzido 1 vez.

Corte Mundial ou Corte de Haia

Corte Internacional de Justiça


 Palácio da Paz em Haia é conhecido como a sede do dir. internacional por
sediar a Corte Internacional de Justiça.
 Não tem competência criminal!
 Qualquer violação ao direito internacional.
 Br não apoiou a criação.
 Possui 193 países membros
 Criada pela da Carta da ONU em 1945 Embora seja o principal
 Começou a funcionar em 1946 órgão jurisdicional da
 Substituiu a Corte Permanente de Justiça Internacional ONU, nada impede que os
E. confiem a solução de
 Principal órgão judicial da ONU
seus conflitos a outros
 Órgão permanente tribunais internacionais.
 Todos os membros da ONU são partes do Estatuto da CIJ
 Inglês e francês: línguas oficiais
 Parte em questões perante a Corte: somente ESTADOS!!! As organizações
internacionais, inclusive a própria ONU não podem ser parte: somente prestar
informações e solicitar pareceres.
 Corte Internacional de Justiça ≠ Tribunal Penal Internacional

Solução conflito entre ESTADOS Julgamento de INDIVÍDUOS

 Composição:
 15 juízes independentes eleitos pela Assembleia e Conselho de Segurança
com mandato de 9 anos (admitida a reeleição), que gozam de privilégios e imunidades
diplomáticas.
 Imparcialidade: se E. partes for do mesmo país, garante a nomeação de
um juiz ad hoc pela outra parte.
 Competência:
 Abrangente: pode ou não envolver questões de DH
 Todos os assuntos previstos na Carta das Nações ou em
Tratados/convenções.
 Dupla Jurisdição:
 Contenciosa/jurisdicional: solucionar conflitos – decisão obrigatória!
 Consultiva: dá parecer consultivo a pedido da Assembleia, do Conselho
de Segurança, outros órgãos da ONU e agências especializadas que neste caso, precisa
de autorização da Assembleia. – não tem força vinculante
 A corte decidirá com base no dir. internacional aplicando:
 Costumes
 Convenções internacionais
Para que possam figurar
 Princípios Gerais no polo passivo de um
 Decisões processo, é necessário
que o Estado tenha
 Doutrina aceitado previamente a
 Se as partes concordarem: com base no senso de justiça competência da CIJ.

 Estatuto da CIJ foi anexado à Carta de São Francisco, sendo assim, todos os 193
Estados membros da ONU também são membros da CIJ.
 Os Estados se submetem à Corte se:
 Decidirem de comum acordo
 Em um tratado assinado por 2 países for estipulada uma cláusula que em
caso de controvérsia, ela seja solucionada pela CIJ
 Os países podem aceitar a Cláusula Facultativa de Jurisdição Obrigatória
- Ilimitada: sem reservas
- Limitada: com reservas – Estado é livre para reconhecer a
cláusula como obrigatória ou não, limitando sua aceitação

 Brasil reconheceu a competência da CIJ, mas expirou em 1953, porém, ainda


pode julgar casos brasileiros
 Propostos entre Brasil e estados-parte que tenha tratado específico que
reconheça a competência da Corte: Ex. tratado de conciliação com Itália (fundamento
p/caso Césare Batisti)
 Aqueles que versem sobre questões específicas da ONU – Brasil
reconheça competência sobre aquela matéria. Exs. Convenção de Genebra para tráfico
ilícito; Convenção eliminação de todas as formas de discriminação contra mulher
 BRASIL: amplo reconhecimento dos órgãos interamericanos de proteção de
DH e possui reservas quanto à:
 O processo tem 2 fases: Escrita e oral
 A sentença é irrecorrível, mas em
casos excepcionais, cabe processo de
revisão.

 CORTE INTERAMERICANA DE JUSTIÇA. Portanto, os casos +


relevantes são perante a OEA e não diante da ONU
 CIJ possui desempenho questionável, decidem pouco – média de 2/ano
 Postura arbitral
 Filiam posturas políticas do Estado de origem beneficiando-as
Críticas
(parcialidade)
 Efetividade questionada – gera mal-estar diante da impunidade dos
infratores.

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL NÃO É ORGÃO


DA ONU!!!
 Sede em Haia
 Tem caráter permanente
 Julga INDIVÍDUOS por crimes de maior gravidade com repercussão
internacional.
 Atua quando os tribunais nacionais não conseguem ou não desejam realizar os
processos criminais. Ultima ratio.
 Possui função complementar aos tribunais nacionais
 Tem competência criminal
 Crimes contra a humanidade
 Brasil apoiou a criação
 Foi criado no âmbito da ONU, mas é um órgão independente e mantém uma
relação de cooperação com a ONU.
 Iniciou as atividades em 2002.
 Regido pelo Estatuto de Roma: conta com 128 arts.
 122 nações são Estados-partes.
 Em 1988, representantes de 120 nações se reuniram em uma conferência em
Roma e aprovaram o projeto de criar um Tribunal Penal Internacional Permanente.
 Competência:
 Crimes de genocídio
 Crimes contra a humanidade
 Crimes de guerra
 Crimes de agressão
 Composição:
 18 juízes com mandato de 9 anos, não é permitida a reeleição
 Geralmente se organiza em 3 órgãos: Assembleia dos Estados partes; TPI
propriamente dito e Fundo Fiduciário para Vítimas.

Possui 4 órgãos:
 Presidência;
 Gabinete do Procurador;
 Secretaria;
 3 divisões judiciais: seção de instrução, 1 instância e seção de recurso.
 A jurisdição do TPI é adicional e complementar à do Estado e só pode ser
acionada se o Estado não possuir vontade/capacidade para realizar justiça e impedir
a impunidade.
 Exercício da Jurisdição:

 Denúncia feita por Estado parte ao Procurador


 Denúncia feita pelo Conselho de Segurança ao Procurador
 De ofício pelo Procurador.
 Crimes do TPI:
 Genocídio
 Crimes contra a humanidade
 Crimes de guerra Uma vez que o crime é definido
como internacional passa a valer a
 Crimes de agressão
regra da imprescritibilidade!

 Todos os crimes definidos pelo Estatuto de Roma são imprescritíveis

COMITÊ DE DIREITOS HUMANOS

 Órgão criado pelo PIDCP: para fiscalizar o cumprimento do Pacto e seus


protocolos facultativos.
 Composição: 18 membros eleitos por maioria absoluta dos Estados-partes do
Pacto, com mandato de 4 anos permitida a reeleição.
 Reuniões 3x ao ano no escritório da ONU
 Não é órgão permanente.
 Funções: os Estados-partes apresentam relatórios ao comitê, onde anunciam as
medidas adotadas para tornar efetivas as disposições dos tratados.
 Após análise dos relatórios, o comitê emite suas observações finais e faz
recomendações para as soluções que lhes parecer adequadas.
Não possui força vinculante, mas ignorar as recomendações pode gerar um desgaste político
junto à comunidade internacional.

 1º protocolo facultativo do PIDCP permite o recebimento de


petições/denúncias individuais, e então o comitê examina as petições das vítimas de
violação do PIDCP.
 Regra da subsidiariedade: apenas os indivíduos que tenham esgotado todos os
recursos internos disponíveis podem apresentar uma comunicação (salvo demora
injustificada).
 O Comitê não é um tribunal. Mas o procedimento de petição é “quase-
judicial” (natureza contenciosa).
 Não há mecanismos diretos de sanção ou de obrigar a respeitar suas decisões,
mas, em nome do princípio da boa-fé, devem ser cumpridas.

CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS

 Substituiu a Comissão de Direitos Humanos da ONU (1946-2006)


 Criado em 2006 pelos Estados-membros da ONU para reforçar a promoção e
proteção dos DH em todo o planeta.
 Composição:
 47 Estados-membros (distribuição geográfica) eleitos por meio de
votação direta dos Estados-membros (maioria).
 Mandato de 3 anos, não podem ser reeleitos após 2 mandatos
consecutivos.
 Sessões: pelo menos 3x ao ano, durante um período não inferior a 10 semanas
 Sede em Genebra
 Órgão subsidiário da Assembleia Geral.
 Funções de investigação/monitoramento
 Procedimentos Especiais
- Investigar situações de violações de DH
- Efetuar visitas in loco
- Elaborar relatórios finais contendo recomendações de ações aos
Estados.
 Revisão Periódica Universal
- Criação pela Resolução do Conselho, em 2007.
- Mecanismo cooperativo de avaliação da situação dos DH nos 193
Estados da ONU
- Serão avaliados/revisados a cada 4 anos e meio gerando um
conjunto de recomendações.
- Possui essência de peer review.
- Nomeados 3 Estados relatores da revisão que apresentam
relatório final aos membros do Conselho que irão elaborar as
recomendações.
- Não há condenação/conclusões vinculantes.
- Cada ciclo ocorre a cada 4 anos e meio, e a cada ciclo, todos os
Estados-membros da ONU são revisados.
SISTEMAS REGIONAIS DE PROTEÇÃO DE DH

SISTEMAS INTERNACIONAIS
DE DIREITOS HUMANOS

Sistema Global: ONU Sistemas Regionais

Sistema
Europeu de
Organização da
DH
Unidade Africana

Organização dos
Estados Americanos -
OEA

Sistema Europeu
 Convenção Europeia de DH (1950, entrou em vigor em 1953).
 Comissão Europeia de DH Em 1998 houve uma fusão e a
 Corte Europeia de DH Comissão deixou de existir!

 Corte Europeia de DH, fundada em 1959


 Após a fusão se transformou em um órgão permanente.
 Também chamada de:
- Tribunal Europeu dos DH
- Tribunal Europeu dos Direitos do Homem
- Tribunal de Estrasburgo
 Competência consultiva e contenciosa
 Além dos Estados, qualquer pessoa física ou ONG pode peticionar
diretamente à Corte.
 Nº de juízes ao dos Estados-partes: 47.
 Mandato de 9 anos não renovável.
Sistema Africano
 Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (1981, entrou em vigor em
1986).
 Comissão Africana de DH
 Corte Africana de DH (2004)

Relativismo Cultural?? Sistema Islamo-Árabe


 Carta Árabe de Direitos Humanos e dos Povos (1994, entrou em vigor em 2008)
 Comitê Árabe de DH
 Há incompatibilidades na carta com o sistema global
 Discriminação mulheres e com não nacionais
 Pena de morte para crianças e mulheres grávidas

Pacto de São José


da Costa Rica.

Sistema Americano/Interamericano
 Convenção Americana de Direitos Humanos (1969, entrou em vigor em 1978).
 Comissão Interamericana de DH (criada em 1959)
Catálogo de dir.
 Corte Interamericana de DH
civis e políticos.
 Contexto histórico: Somente os Estados-
 Elevado grau de exclusão/desigualdade social membros da OEA têm
 Regimes democráticos ainda não estabilizados direito a aderir à
Convenção Americana.
 Legado dos regimes autoritários e ditatoriais
 Frágil tradição de respeito aos DH
 Cultura de violência e de impunidade
 OEA: Organização dos Estados Americanos
 Fundada em 1948 por meio da Carta da OEA, entrou em vigor em 1951.
 Vinculada ao sistema ONU
 35 nações independentes do continente americano
 Como a Convenção não diz nada de forma específica sobre os direitos sociais,
econômicos e culturais, em 1998, foi criado um Protocolo Adicional:
 Protocolo de San Salvador, que entrou em vigor em 1999.
 2 regimes:
 Um baseado na Carta da OEA
 Outro baseado na Convenção Americana de DH.
COMISSÃO INTERAMERICANA DE DH
 Órgão principal e autônomo da OEA
 Sede em Washington e fundada em 1959
 Composição:
 7 membros eleitos na Assembleia Geral da OEA com mandato de 4 anos,
permitida 1 reeleição (alternância a cada 2 anos)
 Comissão e Corte se reúnem em sessões anuais
 2 ou 3 períodos de sessões ordinárias que se estendem por aproximadamente 3
semanas.
 Pode haver sessões extraordinárias.
 Funções:
 Assegurar e promover o respeito aos DH pelos países membros.
 Formular recomendações a Estados que estejam violando a Convenção
 Órgão consultivo: pode fazer estudos, solicitar informações e então
apresenta relatório anual sobre a sua atuação.
 Responder às consultas formuladas pelos Estados-partes
 Atuar no recebimento e no processamento das petições individuais e das
comunicações.
 Comissão pode receber denúncias ou petições sobre casos individuais alegando
violação da Convenção por um Estado-parte.
Qualquer pessoa, grupo ou entidade não-governamental legalmente
reconhecida pode apresentar denúncia.

 Requisitos de admissibilidade:
 Esgotamento dos recursos da jurisdição interna
 Seja apresentada a petição dentro do prazo de 6 meses a partir da
notificação da decisão definitiva
 Que a matéria não esteja pendente de outro processo de solução
internacional
 Identificação da pessoa/grupo
 Exceções:
- Quando não existirem normas de proteção ao devido processo
legal no Estado.
- Quando tiver sido impedido ou dificultado o acesso ao judiciário
no país.
- Quando houver demora injustificada para julgar internamente

O processo na Comissão:
Obs.: para levar à Corte é preciso  Solicita inform.
que o E. tenha aceito a competência  Produção de provas
dela, senão continua na Comissão.  Fase de negociações/tentativa acordo
 Se não  relatório se houve ou não violação aos DH
 3 meses para suas recomendações sejam cumpridas. Se não
forem, ela decidirá se enviará ou não à Corte
CORTE INTERAMERICANA DE DH
 Órgão judicial autônomo que tem sede em San José (Costa Rica)
 Tem como propósito aplicar e interpretar a Convenção Americana de DH e
outros tratados.
 Composição:
 7 juízes eleitos pela Assembleia Geral da OEA
- Voto secreto: maioria absoluta
- Mandato: 6 anos, permitia 1 reeleição (alternância a cada 2 anos)
 Comissão e Corte se reúnem em sessões anuais
 2 ou 3 períodos de sessões ordinárias que se estendem por aproximadamente 3
semanas.
 Pode haver sessões extraordinárias.
 2 funções:
 Contenciosa: julgar casos encaminhados pela Comissão
 Consultiva: interpretar a Convenção e outros instrumentos
internacionais de DH.
- Apresenta relatório de suas atividades à Assembleia anualmente
 Legitimidade ativa: Estados-partes e Comissão! (Não é qualquer pessoa)
 Sentença deverá ser cumprida!
 Sob pena de sanção internacional.
SENTENÇA: Definitiva e
irrecorrível!

No máximo, em 90 dias:
pedido de esclarecimentos

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