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Guia de Eletrocardiograma e Teste Ergométrico

O documento descreve o eletrocardiograma (ECG), incluindo sua história, propósito, equipamentos, análise e importância no diagnóstico de doenças cardíacas. O ECG mede a atividade elétrica do coração através de eletrodos colocados na pele. Ele fornece informações sobre o ritmo cardíaco, frequência cardíaca e possíveis problemas cardíacos.

Enviado por

Claudia Padilha
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Guia de Eletrocardiograma e Teste Ergométrico

O documento descreve o eletrocardiograma (ECG), incluindo sua história, propósito, equipamentos, análise e importância no diagnóstico de doenças cardíacas. O ECG mede a atividade elétrica do coração através de eletrodos colocados na pele. Ele fornece informações sobre o ritmo cardíaco, frequência cardíaca e possíveis problemas cardíacos.

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ELETROCARDIOGRAMA

ECG
Paty A. Pereira
O CORAÇÃO

ü O coração pode ser considerado como um conjunto


formado por duas bombas distintas: uma que tem como
função o bombeamento do sangue para o pulmão,
atividade desempenhada pelo lado direito do
coração, e a outra envolvida no bombeamento do
sangue para a circulação sistêmica, função
desempenhada pelo lado esquerdo do coração.
O CORAÇÃO
O CORAÇÃO

ü O coração é dotado de mecanismos intrínsecos que


garantem a ritmicidade dos seus batimentos. Isto porque ele
é capaz de produzir e transmitir potenciais de ação, que se
propagam por todo o músculo cardíaco.
O CORAÇÃO

Ø 3 tipos de músculo cardíacos (miocárdio):

ü músculo atrial
ü músculo ventricular
ü fibras musculares excitatórias e condutoras.
O CORAÇÃO
Ø PROPRIEDADES DO MÚSCULO CARDÍACO:
A) Automatismo: é um órgão auto-excitável pois não precisa de
qualquer estímulo externo (nervoso ou outro) para se contrair.
B) Excitabilidade:É a capacidade que o músculo cardíaco tem de
responder a determinados estímulos, gerando potenciais de ação e
fazendo com que as miofibrilas do músculo se contraiam de
acordo com o estímulo.
C) Condutibilidade: As células miocárdicas possuem característica
funcional de condutibilidade, isto é, são capazes de transmitir um
estímulo gerado em uma parte do coração para o resto do
miocárdio.
D) Contratibilidade: A contratibilidade é uma resposta da fibra
cardíaca a um estímulo.
O CORAÇÃO
Ø POTENCIAL DE AÇÃO

A atividade elétrica do coração é o resultado do


movimento de íons através da membrana celular.
As alterações elétricas registradas no interior de uma
única célula resultam no que se conhece como potencial de
ação cardíaco.
O CORAÇÃO
Fase 0: despolarização rápida
Aumento permeabilidade íons
de Na+
Fase 1: Repolarização rápida
Diminui permeabilidade ao
Na+
Fase 2: Platô (Na+ / Ca++)
Fase 3: Repolarização final
Aumento permebilidade de K+
Fase 4:Repouso elétrico
Diástole
Trajetória do Impulso Elétrico
ELETROCARDIÓGRAFO:

ü 1920 pelo pelo médico holandês Willeim Einthoven,

ü Aparelho que mede a diferença de potencial na superfície do


corpo gerada pela atividade elétrica que se propaga no
músculo cardíaco.

ü É um galvanômetro.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ü Registro gráfico dos fenômenos elétricos que se originam
durante a atividade cardíaca,
ü Auxilia no diagnóstico e prevenção de um grande número de
doenças cardíacas,
ü Método não invasivo e de baixo custo,
ü Fácil transporte e manuseio.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ü Frequência cardíaca
ü Ritmo cardáco
v IAM
vFA
vArritmias
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ü Eletrodos colocados na pele em lados opostos do coração
→ registro dos potenciais elétricos gerados pela corrente

ü 5 eletrodos: um em cada punho, um em cada tornozelo e


um móvel na superfície torácica em 6 posições diferentes
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø DERIVAÇÕES
Distribuição e localização dos eletrodos de registro
no corpo.
Chama-se derivação à linha que une dois eletrodos; na
prática, uma derivação corresponde ao registro obtido por
um eletrodo posicionado em qualquer ponto do corpo.
As derivações são definidas de acordo com a posição do
eletrodo; derivações no plano frontal ( periféricas –
unipolares ou bipolares) , derivações no plano horizontal (
précordiais – unipolares).
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø DERIVAÇÕES
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG
ü O traçado de onda do ECG representa a função do sistema de
condução cardíaca, o qual normalmente inicia e conduz a
atividade elétrica em relação à derivação.
ü Possui informações sobre atividade elétrica do miocárdio.
ü É impresso em um papel de gráfico, que é dividido por linhas
verticais escuras e horizontais claras em intervalos
padronizados. O tempo e a velocidade são medidos no eixo
horizontal, amplitude de voltagem no eixo vertical.Quando o
traçado se move no sentido do ápice do papel chamamos de
deflexão positiva e inferior deflexão negativa.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG


ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG (Ondas, complexos,


intervalos)
As ondas que compõem este sinal, possui um sinal
clínico de acordo com suas amplitudes.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG


ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG


Onda P
ü Despolarização atrial
ü Amplitude menor que 0.20 mV
ü Duração menor que 0.12 s
ü Representa sístole atrial
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG


Complexo QRS:

ü Despolarização ventricular / contração ventricular


ü Duração 0.6 à 0.10 seg
ü Onda Q: despolarização septal (deflexão para baixo)
ü Onda R: Despolarização ventricular (deflexão cima)
ü Onda S: Despolarização da regiao basal posterior do
ventrículo E
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG


Onda T:

ü Repolarização ventricular / recuperação ventricular


ü Duração longa
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)

Interferências no ECG
• Captação de biopotenciais – sujeita à interferências de outros
sinais do ambiente ou do próprio paciente;
• Interferências:
1. De fontes biológicas e artefatos: potenciais de pele, artefatos de
movimento e ruído muscular;
2. De fontes ambientais: rede de 60Hz
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Teste Ergoespirométrico
— O Teste Ergoespirométrico é um procedimento que mede o
desempenho físico máximo do paciente e avalia a resposta de
seus sistemas cardiovascular, muscular e pulmonar a situações
de esforço.
— Ergoespirometria ou teste cardiopulmonar é um exame que
alia o teste ergométrico com a análise dos gases expirados
durante o exercício físico.
Teste Ergoespirométrico
• Instrumento de investigação clínica
• Entendimento das respostas fisiológicas e patológicas
• Estratificação do risco cardiológico
• Capacidade cardiorespiratória
• Respostas clínicas
O que é o teste de esforço

• É um método não invasivo


• Avaliar a função coronariana
• Aspectos metabólicos
• Eletromecânicos do miocárdio

• RELAÇÃO DIRETA ENTRE ANGINA PECTORIS, IAM OU


MORTE SÚBITA
• Cintilografia, Eco doppler são auxiliares
Teste Ergoespirométrico
— O teste é uma prova de esforço máximo que pode ser feita
em esteira ergométrica ou em bicicleta, com aumento
progressivo da carga de esforço. A duração total varia
normalmente entre oito e 12 minutos, sempre com a
supervisão médica.
Teste Ergoespirométrico
— O teste é realizado na esteira ergométrica ou na bicicleta
estacionária e a análise gasimétrica é realizada com auxílio de
uma máscara facial ou sistema bucal. O paciente é
monitorizado durante todo o exame com eletrocardiograma,
oxímetro de pulso e medidas da pressão arterial.
Teste Ergoespirométrico
— O que avalia?
ü Volume ventilado
ü Consumo de oxigênio
ü Produção de dióxido de carbono
ü Performance cardíaca
Teste Ergoespirométrico
§ Quem deve realizar?
Avaliação de pneumopatias crônicas; avaliação de
diagnóstico diferencial de dispnéia ou cansaço aos esforços;
prescrição de exercícios físicos em cardiopatas e pneumopatas;
pré operatório de ressecção pulmonar ou grandes cirurgias em
obesos.
Identifica e avalia
• Adultos sob risco de morte súbita
• Adultos hígidos com baixa capacidade funcional
• Portadores de doenças cardiovasculares
• Adultos hipertensos que iniciarão prática esportiva
• Crianças e adolescentes com sinais cardiovasculares
• sincope
• angina
• dispnéia
Condições básicas para o TE
— Equipe médica
— O médico com experiência no método
— Responsável pela condução da prova
— Auxiliado por pessoal técnico especificamente treinado
— Na execução do teste de esforço e no atendimento de
emergência.
Condições básicas para o TE
— Área física
— Luminosidade, ventilação
— Dimensões para acomodar aparelhos e circulação de pelo menos 3
pessoas
— T°C ambiente entre 18° e 22° C.
Condições básicas para o TE
— Equipamentos
— Cicloergômetro : bicicleta estática e/ou esteira rolante, com
velocidade e inclinação variáveis
— Monitor para observação contínua e eletrocardiógrafo para
registro do ECG e contagem da FC;
— Esfigmomanômetro calibrado
— Estetoscópio;
— Cronômetro.
Condições básicas para o TE
— Material para emergência médica
— Desfibrilador;
— Oxigênio;
— Seringas descartáveis
— Equipos de soro
— Agulhas descartáveis e jelcos de tamanhos , scalp ou butterfly;
— Esparadrapo;
— Equipamento de aspiração;
— Reanimador ambu-bag;
— Laringoscópio com pilhas novas, lâminas curvas e retas
pequenas, médias e grandes;
Condições básicas para o TE
— Cânulas orotraqueais de tamanhos variados
— Crianças e adultos
— Guia metálico para cânulas orotraqueais;
— Cânula tipo Guedel;
— Cateter intravenoso: abocath e intracath de tamanhos variados;
— Luvas;
— Gaze e algodão;
— Material convencional para curativos.
— Medicamentos de ressuscitação
Orientações para realizar o TE
— Roupa confortável assim como calçado;
— Abster-se de fumar 3 horas antes da prova
— Refeições leves
— Evitar jejum
— Evitar bebidas alcoólicas 24 h. antes do TE
— Evite esforços não habituais
— Preserve a hora do sono
Fases do TE
— Ficha cadastral
— Peso/Estatura
— Limpeza do tórax/Tricotomia
— Colocação dos eletrodos
— Repouso preliminar
— Anamnese dirigida
— Exame cardiovascular
— AP
— ECG basal/Controle
— Medidas de PA a cada fase do exercício
— FC e ECG constantes no exercício
Observar...
— Anotar sintomas e sinais
— Palidez, sudorose, tonturas, fadiga, dispnéia
— Se dor torácica
— Momento, intensiddade, evolução, irradiação
— Condição hemodinâmica e traçado ECG
— AC e AP pré e pós TE
Suspender se...
— Aumento de PAS e PAD
— Diminuição da PA
— Manifestação clínica de dor torácica
— Associada com aumento de carga
— Alterações no ECG
— Dispnéia desproporcional a carga
— Arritmias
— FA, BAV
— Claudicação de MMII
— Exaustão física
O que podemos fazer para evitar
complicações
— Apoio das mãos durante o exercício (lateral e frontal)
— Desaceleração lenta da fase de término do TE
— Evita hipotensão e Bradicardia
— Interrupção brusca do esforço
— Reação vasovagal
— Diante do cansaço referido pelo paciente:
— 1°: prosseguir com TE sem anormalidades no ECG
— 2°: Parar e estimular a continuar o exercício
— 3°: Se alterações importantes, interromper o teste, entrar em
contato com médico do paciente ou tomar as medidas
Qual escolher?
Avaliação M2
— Reabilitação cardíaca no paciente pós Covid. (*)
— Reabilitação Cardiovascular IAM Fase I
— Reabilitação Cardiovascular fase ambulatorial
— Reabilitação Cardíaca em pacientes submetidos a
revascularização do miocárdio
— Reabilitação Cardiovascular na Insuficiência Cardíaca
— Reabilitação cardíaca em Pacientes hipertensos

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