ELETROCARDIOGRAMA
ECG
Paty A. Pereira
O CORAÇÃO
ü O coração pode ser considerado como um conjunto
formado por duas bombas distintas: uma que tem como
função o bombeamento do sangue para o pulmão,
atividade desempenhada pelo lado direito do
coração, e a outra envolvida no bombeamento do
sangue para a circulação sistêmica, função
desempenhada pelo lado esquerdo do coração.
O CORAÇÃO
O CORAÇÃO
ü O coração é dotado de mecanismos intrínsecos que
garantem a ritmicidade dos seus batimentos. Isto porque ele
é capaz de produzir e transmitir potenciais de ação, que se
propagam por todo o músculo cardíaco.
O CORAÇÃO
Ø 3 tipos de músculo cardíacos (miocárdio):
ü músculo atrial
ü músculo ventricular
ü fibras musculares excitatórias e condutoras.
O CORAÇÃO
Ø PROPRIEDADES DO MÚSCULO CARDÍACO:
A) Automatismo: é um órgão auto-excitável pois não precisa de
qualquer estímulo externo (nervoso ou outro) para se contrair.
B) Excitabilidade:É a capacidade que o músculo cardíaco tem de
responder a determinados estímulos, gerando potenciais de ação e
fazendo com que as miofibrilas do músculo se contraiam de
acordo com o estímulo.
C) Condutibilidade: As células miocárdicas possuem característica
funcional de condutibilidade, isto é, são capazes de transmitir um
estímulo gerado em uma parte do coração para o resto do
miocárdio.
D) Contratibilidade: A contratibilidade é uma resposta da fibra
cardíaca a um estímulo.
O CORAÇÃO
Ø POTENCIAL DE AÇÃO
A atividade elétrica do coração é o resultado do
movimento de íons através da membrana celular.
As alterações elétricas registradas no interior de uma
única célula resultam no que se conhece como potencial de
ação cardíaco.
O CORAÇÃO
Fase 0: despolarização rápida
Aumento permeabilidade íons
de Na+
Fase 1: Repolarização rápida
Diminui permeabilidade ao
Na+
Fase 2: Platô (Na+ / Ca++)
Fase 3: Repolarização final
Aumento permebilidade de K+
Fase 4:Repouso elétrico
Diástole
Trajetória do Impulso Elétrico
ELETROCARDIÓGRAFO:
ü 1920 pelo pelo médico holandês Willeim Einthoven,
ü Aparelho que mede a diferença de potencial na superfície do
corpo gerada pela atividade elétrica que se propaga no
músculo cardíaco.
ü É um galvanômetro.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ü Registro gráfico dos fenômenos elétricos que se originam
durante a atividade cardíaca,
ü Auxilia no diagnóstico e prevenção de um grande número de
doenças cardíacas,
ü Método não invasivo e de baixo custo,
ü Fácil transporte e manuseio.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ü Frequência cardíaca
ü Ritmo cardáco
v IAM
vFA
vArritmias
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ü Eletrodos colocados na pele em lados opostos do coração
→ registro dos potenciais elétricos gerados pela corrente
ü 5 eletrodos: um em cada punho, um em cada tornozelo e
um móvel na superfície torácica em 6 posições diferentes
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø DERIVAÇÕES
Distribuição e localização dos eletrodos de registro
no corpo.
Chama-se derivação à linha que une dois eletrodos; na
prática, uma derivação corresponde ao registro obtido por
um eletrodo posicionado em qualquer ponto do corpo.
As derivações são definidas de acordo com a posição do
eletrodo; derivações no plano frontal ( periféricas –
unipolares ou bipolares) , derivações no plano horizontal (
précordiais – unipolares).
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø DERIVAÇÕES
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG
ü O traçado de onda do ECG representa a função do sistema de
condução cardíaca, o qual normalmente inicia e conduz a
atividade elétrica em relação à derivação.
ü Possui informações sobre atividade elétrica do miocárdio.
ü É impresso em um papel de gráfico, que é dividido por linhas
verticais escuras e horizontais claras em intervalos
padronizados. O tempo e a velocidade são medidos no eixo
horizontal, amplitude de voltagem no eixo vertical.Quando o
traçado se move no sentido do ápice do papel chamamos de
deflexão positiva e inferior deflexão negativa.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG (Ondas, complexos,
intervalos)
As ondas que compõem este sinal, possui um sinal
clínico de acordo com suas amplitudes.
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG
Onda P
ü Despolarização atrial
ü Amplitude menor que 0.20 mV
ü Duração menor que 0.12 s
ü Representa sístole atrial
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG
Complexo QRS:
ü Despolarização ventricular / contração ventricular
ü Duração 0.6 à 0.10 seg
ü Onda Q: despolarização septal (deflexão para baixo)
ü Onda R: Despolarização ventricular (deflexão cima)
ü Onda S: Despolarização da regiao basal posterior do
ventrículo E
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Ø ANÁLISE DO TRAÇADO DO ECG
Onda T:
ü Repolarização ventricular / recuperação ventricular
ü Duração longa
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Interferências no ECG
• Captação de biopotenciais – sujeita à interferências de outros
sinais do ambiente ou do próprio paciente;
• Interferências:
1. De fontes biológicas e artefatos: potenciais de pele, artefatos de
movimento e ruído muscular;
2. De fontes ambientais: rede de 60Hz
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
ELETROCARDIOGRAMA (ECG)
Teste Ergoespirométrico
O Teste Ergoespirométrico é um procedimento que mede o
desempenho físico máximo do paciente e avalia a resposta de
seus sistemas cardiovascular, muscular e pulmonar a situações
de esforço.
Ergoespirometria ou teste cardiopulmonar é um exame que
alia o teste ergométrico com a análise dos gases expirados
durante o exercício físico.
Teste Ergoespirométrico
• Instrumento de investigação clínica
• Entendimento das respostas fisiológicas e patológicas
• Estratificação do risco cardiológico
• Capacidade cardiorespiratória
• Respostas clínicas
O que é o teste de esforço
• É um método não invasivo
• Avaliar a função coronariana
• Aspectos metabólicos
• Eletromecânicos do miocárdio
• RELAÇÃO DIRETA ENTRE ANGINA PECTORIS, IAM OU
MORTE SÚBITA
• Cintilografia, Eco doppler são auxiliares
Teste Ergoespirométrico
O teste é uma prova de esforço máximo que pode ser feita
em esteira ergométrica ou em bicicleta, com aumento
progressivo da carga de esforço. A duração total varia
normalmente entre oito e 12 minutos, sempre com a
supervisão médica.
Teste Ergoespirométrico
O teste é realizado na esteira ergométrica ou na bicicleta
estacionária e a análise gasimétrica é realizada com auxílio de
uma máscara facial ou sistema bucal. O paciente é
monitorizado durante todo o exame com eletrocardiograma,
oxímetro de pulso e medidas da pressão arterial.
Teste Ergoespirométrico
O que avalia?
ü Volume ventilado
ü Consumo de oxigênio
ü Produção de dióxido de carbono
ü Performance cardíaca
Teste Ergoespirométrico
§ Quem deve realizar?
Avaliação de pneumopatias crônicas; avaliação de
diagnóstico diferencial de dispnéia ou cansaço aos esforços;
prescrição de exercícios físicos em cardiopatas e pneumopatas;
pré operatório de ressecção pulmonar ou grandes cirurgias em
obesos.
Identifica e avalia
• Adultos sob risco de morte súbita
• Adultos hígidos com baixa capacidade funcional
• Portadores de doenças cardiovasculares
• Adultos hipertensos que iniciarão prática esportiva
• Crianças e adolescentes com sinais cardiovasculares
• sincope
• angina
• dispnéia
Condições básicas para o TE
Equipe médica
O médico com experiência no método
Responsável pela condução da prova
Auxiliado por pessoal técnico especificamente treinado
Na execução do teste de esforço e no atendimento de
emergência.
Condições básicas para o TE
Área física
Luminosidade, ventilação
Dimensões para acomodar aparelhos e circulação de pelo menos 3
pessoas
T°C ambiente entre 18° e 22° C.
Condições básicas para o TE
Equipamentos
Cicloergômetro : bicicleta estática e/ou esteira rolante, com
velocidade e inclinação variáveis
Monitor para observação contínua e eletrocardiógrafo para
registro do ECG e contagem da FC;
Esfigmomanômetro calibrado
Estetoscópio;
Cronômetro.
Condições básicas para o TE
Material para emergência médica
Desfibrilador;
Oxigênio;
Seringas descartáveis
Equipos de soro
Agulhas descartáveis e jelcos de tamanhos , scalp ou butterfly;
Esparadrapo;
Equipamento de aspiração;
Reanimador ambu-bag;
Laringoscópio com pilhas novas, lâminas curvas e retas
pequenas, médias e grandes;
Condições básicas para o TE
Cânulas orotraqueais de tamanhos variados
Crianças e adultos
Guia metálico para cânulas orotraqueais;
Cânula tipo Guedel;
Cateter intravenoso: abocath e intracath de tamanhos variados;
Luvas;
Gaze e algodão;
Material convencional para curativos.
Medicamentos de ressuscitação
Orientações para realizar o TE
Roupa confortável assim como calçado;
Abster-se de fumar 3 horas antes da prova
Refeições leves
Evitar jejum
Evitar bebidas alcoólicas 24 h. antes do TE
Evite esforços não habituais
Preserve a hora do sono
Fases do TE
Ficha cadastral
Peso/Estatura
Limpeza do tórax/Tricotomia
Colocação dos eletrodos
Repouso preliminar
Anamnese dirigida
Exame cardiovascular
AP
ECG basal/Controle
Medidas de PA a cada fase do exercício
FC e ECG constantes no exercício
Observar...
Anotar sintomas e sinais
Palidez, sudorose, tonturas, fadiga, dispnéia
Se dor torácica
Momento, intensiddade, evolução, irradiação
Condição hemodinâmica e traçado ECG
AC e AP pré e pós TE
Suspender se...
Aumento de PAS e PAD
Diminuição da PA
Manifestação clínica de dor torácica
Associada com aumento de carga
Alterações no ECG
Dispnéia desproporcional a carga
Arritmias
FA, BAV
Claudicação de MMII
Exaustão física
O que podemos fazer para evitar
complicações
Apoio das mãos durante o exercício (lateral e frontal)
Desaceleração lenta da fase de término do TE
Evita hipotensão e Bradicardia
Interrupção brusca do esforço
Reação vasovagal
Diante do cansaço referido pelo paciente:
1°: prosseguir com TE sem anormalidades no ECG
2°: Parar e estimular a continuar o exercício
3°: Se alterações importantes, interromper o teste, entrar em
contato com médico do paciente ou tomar as medidas
Qual escolher?
Avaliação M2
Reabilitação cardíaca no paciente pós Covid. (*)
Reabilitação Cardiovascular IAM Fase I
Reabilitação Cardiovascular fase ambulatorial
Reabilitação Cardíaca em pacientes submetidos a
revascularização do miocárdio
Reabilitação Cardiovascular na Insuficiência Cardíaca
Reabilitação cardíaca em Pacientes hipertensos