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Filo Platelmintes: Características e Classes

Este documento descreve o filo Platelmintes. Os platelmintes são vermes invertebrados com corpo achatado, sem cavidade corporal e simetria bilateral. Podem ter vida livre ou ser parasitas. Inclui três classes: Turbellaria, que inclui as planárias; Trematoda, que inclui parasitas como o Schistosoma; e Cestoda, que inclui parasitas como a tênia.
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Filo Platelmintes: Características e Classes

Este documento descreve o filo Platelmintes. Os platelmintes são vermes invertebrados com corpo achatado, sem cavidade corporal e simetria bilateral. Podem ter vida livre ou ser parasitas. Inclui três classes: Turbellaria, que inclui as planárias; Trematoda, que inclui parasitas como o Schistosoma; e Cestoda, que inclui parasitas como a tênia.
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Índice

1. Introdução ............................................................................................................................... 2

1.1. Objectivos ............................................................................................................................ 2

1.1.1. Geral ................................................................................................................................. 2

1.1.2. Específicos ........................................................................................................................ 2

1.2. Metodologias ....................................................................................................................... 2

2. Filo Platelmintes ..................................................................................................................... 3

2.1. Principais características fisiológicas .................................................................................. 3

2.2. Classes do filo Platelmintes ................................................................................................. 7

2.2.1. Classe Turbellaria ............................................................................................................. 7

2.2.2. Classe Trematoda: ............................................................................................................ 7

2.2.3. Classe Cestoda .................................................................................................................. 8

3. Conclusão ............................................................................................................................. 10

4. Referências bibliográficas .................................................................................................... 11


1. Introdução

O presente trabalho é referente a cadeira de Biologia e tem como tema, os Filos Platelmintes.
Eles são animais que vivem em diferentes ambientes, ocorrendo em ambiente aquático ou
terrestre. Além disso, temos algumas espécies parasitas, como é o caso das ténias, chamadas
popularmente de solitárias. Platelmintess são conhecidos como vermes de corpo achatado,
devido a sua estrutura corporal ser achatada dorsoventralmente. São animais triblásticos,
acelomados e com simetria bilateral. O sistema digestório é incompleto e ausente em algumas
espécies. A excreção ocorre por protonefrídio, as trocas gasosas ocorrem por difusão, e o
sistema nervoso é provido de gânglios.

1.1. Objectivos

1.1.1. Geral

 Compreender o estudo relacionado sobre o estudo do Filo Platelminte.

1.1.2. Específicos

 Definir Filos Platelmintes;


 Descrever as características gerais do Filos Platelmintes;
 Identificar e caracterizar os Filos Platelmintes.

1.2. Metodologias

O presente trabalho será feito com base na pesquisa bibliográfica. A pesquisa bibliográfica é
um procedimento exclusivamente teórico, compreendida como a junção, ou reunião, do que se
tem falado sobre determinado tema. Como ensina Fonseca (2002, p. 32) a pesquisa
bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e
publicadas por meios escritos e electrónicos, como livros, artigos científicos, páginas de web
sites.

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2. Filo Platelmintes

Os platelmintes são animais invertebrados, com corpo achatado dorsoventralmente,


triblásticos, acelomados e apresentam simetria bilateral. Podem ter vida livre ou parasitária.

O Filo Platyhelminthes (platy = chato; helmintos = verme), ou simplesmente filo dos


platelmintos, reúne os animais invertebrados com corpo achatado dorsoventralmente,
triblásticos, acelomados apresentando simetria bilateral. Também conhecidos como vermos
achatados, podem ter vida livre (em ambientes aquáticos ou terrestres), representados pelas
planárias ou ser parasitas de outros animais, inclusive o homem.

 Espécie de vida livre → Dugesia tigrina.


 Espécies parasitárias → Schistosoma mansoni (que causa a esquistossomose / barriga-
de água) e a Taenia solium (que causa a teníase e a cisticercose).

2.1. Principais características fisiológicas

a) Digestão

O sistema digestório dos platelmintes é incompleto, ou seja, a boca é a única abertura para o
exterior, não possuindo ânus. A digestão pode ser intra ou extracelular. O intestino é bastante
ramificado, o que facilita a distribuição do alimento digerido. O que não é utilizado na
digestão é eliminado pela boca. As planárias possuem a boca na região ventral e uma faringe
protátil (exteriorizada), o que facilita a captação de alimento, sugando.

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As ténias não possuem sistema digestório, se alimentam por difusão, absorvendo os nutrientes
pré-digeridos do hospedeiro.

b) Circulação

Os platelmintes não possuem sistema circulatório. O alimento digerido é enviado para as


células por difusão, graças a um intestino bem ramificado, pois ele é gastrovascular. O
sistema circulatório está ausente, sendo o alimento distribuído pelo intestino ramificado a
todas as células do corpo.

c) Respiração

Não possuem sistema respiratório, e as trocas gasosas são feitas pela epiderme, por difusão.
Este tipo de respiração recebe o nome de tegumentar ou cutânea e ocorre nas espécies de vida
livre, pois as parasitas fazem respiração anaeróbia.

d) Excreção

São os primeiros animais a apresentar sistema excretor: o protonefrídio, que é formado por
vários túbulos excretores com células-flama. As células-flama são fundamentais neste sistema
excretor. Apresentam vários flagelos que promovem a movimentação dos fluidos, fazendo
com que eles sejam muito bem filtrados.

Os resíduos caem em um sistema de ductos ou túbulos, que se abrem para o exterior através
de estruturas chamadas nefridióporos, que são poros excretores. Estes poros situam-se na
superfície dorsal do corpo, lateralmente.

e) Sistema Nervoso

Apresentam um processo chamado cefalização, ou seja, uma cabeça com estruturas nervosas e
sensoriais. O sistema nervoso dos platelmintes é chamado ganglionar, formado por dois
gânglios nervosos, que estão ligados a dois cordões nervosos ventrais e longitudinais, que são
ligados por comissuras transversais e que percorrem toda a região ventral, até a parte posterior
do verme. As planárias de água doce possuem dois ocelos na região da cabeça, estruturas
foto-receptoras. Estas estruturas não são capazes de formar imagens, apenas perceber luz.

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Nas aurículas, regiões laterais da cabeça, estão presentes células quimiorreceptoras, capazes
de perceber várias substâncias químicas que se encontram dissolvidas na água.

f) Sistema Sensorial

Presente (órgão especializado na captação de estímulos luminosos, mecânicos e químicos,


denominado ocelos);

g) Sistema Reprodutor

Certas planárias têm reprodução assexuada por fragmentação. Algumas espécies são
monóicas, com desenvolvimento directo, sem estágio larval; e outras são dióicas, com
diversos platelmintes parasitas possuindo estágios larvais.

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h) Reprodução

As planárias são hermafroditas, isto é, possuem o sistema reprodutor masculino e feminino,


mas são incapazes de realizar a autofecundação. No acasalamento ou cópula, duas planárias se
aproximam e colocam em contacto orifícios que possuem na superfície ventral do corpo, os
poros genitais, por onde trocam espermatozóides mutuamente. Nesse caso, a fecundação é
chamada cruzada e interna. Após a fecundação, o zigoto desenvolve-se sem passar por estágio
larval e, portanto, o desenvolvimento é directo.

Nos platelmintes parasitas ocorre a reprodução sexuada, sendo que, em alguns casos, os ciclos
reprodutivos são muito complexos e serão detalhados posteriormente. O Schistosoma
mansoni tem sexos separados, ou seja, é uma espécie dióica e apresenta evidente dimorfismo
sexual, com macho e fêmea anatomicamente muito diferentes.

Já as ténias (Taenia so-lium e Taenia saginata) são hermafroditas e realizam autofecundação.


A contaminação das pessoas por esses parasitas está relacionada à falta de saneamento básico
nas comunidades, principalmente de tratamento de esgoto e de acesso à água potável.

Platelmintes de pequeno porte, como as planárias, podem se reproduzir assexuadamente,


formando descendentes geneticamente idênticos. Entre as planárias pode ocorrer divisão por
fissão, originando duas metades, em que cada uma se regenera e forma uma nova planária.

Sobre a reprodução, tais animais podem executar reprodução assexuada por fragmentação, na
qual o animal, se dividindo em dois, forma dois novos indivíduos, a partir de tais partes pré-
existentes; ou sexuada. Nas planárias, há a fecundação recíproca, na qual dois indivíduos
penetram-se simultaneamente; e ténias realizam autofecundação. Nestes dois casos, os
indivíduos são hermafroditos. Os esquistossomos não são, e se reproduzem com a fêmea
inserida em uma estrutura encontrada no macho: o canal ginecóforo.

Esse processo só é possível pois as planárias apresentam elevada capacidade de regeneração,


que se dá pela da presença de um tecido denominado mesênquima, formado por células
indiferenciadas, as quais podem originar qualquer tipo de célula do corpo.

Curiosamente, se uma planária for cortada transversalmente, todos os fragmentos formarão


uma planária inteira. Entretanto, quanto maior for esse fragmento, mais rapidamente a
regeneração se processa.

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Em A, temos o sistema reprodutor de uma planária de água doce; nota-se a presença dos dois
aparelhos reprodutores, o que caracteriza um animal hermafrodita. Além disso, observa-se a
presença de ovários na região da cabeça. Em B, temos o acasalamento entre dois organismos
que se unem pela face ventral com os poros genitais.

Após o acasalamento, os ovos são colocados em casulos, e as planárias se desenvolvem sem


estágio larval, nascendo planárias jovens, que poderão crescer e se tornarem adultas.

2.2. Classes do filo Platelmintes

O filo platelminte é dividido em três classes: Turbellaria, trematóides e Cestoda.

2.2.1. Classe Turbellaria

Nessa classe encontramos os platelmintes de vida livre, ou seja, aqueles que não são parasitas
de outros organismos. Entre os platelmintes de vida livre, a maioria apresenta hábito
predatório, porém há espécies que se alimentam de matéria orgânica em decomposição.

Essa classe é representada pelas espécies de planária, organismos que são encontrados em
ambientes marinhos, em água doce (dulcícola) ou ainda em solos com bastante humidade.

2.2.2. Classe Trematoda:

Todas as espécies dessa classe são parasitas de outras espécies, e a maioria realiza parasitismo
em animais vertebrados. Esses parasitas não possuem estruturas sensoriais e, em geral, são

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endoparasitas, vivendo no interior dos corpos de seus hospedeiros. Um representante dessa
classe é o Schistosoma mansoni, parasita causador da esquistossomose ou barriga-d’água.

2.2.3. Classe Cestoda

É outra classe constituída apenas por representantes parasitas, cujos corpos são muito
delgados e longos, atingindo alguns metros de comprimento e formados por secções
relativamente independentes, chamadas proglotes.

Esses platelmintes não apresentam sistema digestório e absorvem de seus hospedeiros os


nutrientes por difusão, pela superfície do corpo, o que representa uma adaptação ao modo de
vida parasitário. As ténias, também chamadas de solitárias, das espécies Taenia solium e
Taenia saginata, são exemplos dessa classe que parasitam o homem.

Durante a cópula os animais pareiam seus poros genitais e trocam células espermáticas que
irão fecundar cada óvulo, formando vários zigotos. Uma cápsula é então sintetizada ao redor
de cada zigoto, conferindo-lhes protecção, para que desse momento em diante possam ser
depositados junto ao substrato onde habitam.

Representantes do grupo dos platelmintos.

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Em A, temos uma planária, na qual podemos observar a região da cabeça triangular. Em B,
temos uma planária terrestre do gênero Geoplana, que pode atingir vários centímetros de
comprimento. Em C, temos o Schistosoma mansoni; nota-se a presença da fêmea no canal
ginecóforo do macho. Em D, temos a tênia; nota-se a presença da cabeça (escólex) e das
proglotes (segmentos).

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3. Conclusão

Para o presente trabalho da disciplina de Biologia, o grupo conclui que o Filo


Platyhelminthes, ou simplesmente platelmintes, reúne um grupo de organismos que possuem
corpo alongado e achatado dorsoventralmente. Muitos costumam chamar os representantes
desse grupo simplesmente de vermes achatados, em razão da ausência de patas e do formato
de fita característico. Alguns representantes desse grupo possuem vida livre, tais como as
planárias. Todavia, esses organismos destacam-se por suas formas parasitas, como é o caso do
Schistosoma mansoni e da Taenia. Vale destacar que, entre os platelmintes de vida livre, a
maioria encontra-se no mar, mas existem espécies de água doce e terrestres.

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4. Referências bibliográficas

 BARNES, R. D.; CALOW, P.; OLIVE, P. J. W. Os Invertebrados: uma nova


síntese. São Paulo: Atheneu, 1995.
 BRUSCA, R. C.; BRUSCA, G. J. Invertebrates. 2. ed. Massachusetts: Sinauer
Associates, 2003.
 FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC. Apostila,
2002.
 RUPPERT, E. E.; FOX, R. S.; BARNES, R. D. Zoologia dos Invertebrados. São
Paulo: Roca, 2006.

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