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Índice
1. Introdução...........................................................................................................................2
1.2. Origem do HIV...............................................................................................................2
2. Definição do HIV/SIDA.....................................................................................................3
2.1. SIDA- Síndroma de Imuno Deficiência Adquirida.............................................................4
3. Formas e Transmissão........................................................................................................4
3.1. Sexual..................................................................................................................................4
3.2. Sanguínea........................................................................................................................5
3.3. Vertical............................................................................................................................5
3.4. Ocupacionais...................................................................................................................5
3.5. Outras possíveis formas de transmissão..........................................................................5
4. Prevenção e controle...........................................................................................................6
4.1. Preservativos.......................................................................................................................6
4.2. Prevenção em usuários de drogas injetáveis (UDI)........................................................6
4.3. Exposição ocupacional....................................................................................................6
5. Tratamento..........................................................................................................................7
5.1.Inibidores da transcriptase reversa.......................................................................................7
5.2. Nucleosídeos:..................................................................................................................7
5.3. Não-nucleosídeos............................................................................................................7
5.4. Nucleotídeo:....................................................................................................................7
5.5. Inibidores da protéase.....................................................................................................8
6. Conclusão............................................................................................................................9
7. Bibliografia.......................................................................................................................10
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1. Introdução
O vírus do HIV é um vírus que causou e ainda causa muitas mortes em Moçambique e no
mundo em geral, antigamente falar do HIV no nosso pais era um tabu, deste modo, as pessoas
que contraiam a doença também eram vistas como um Homem bomba prestes a explodir e
matar todos que o cercassem, isto porque as pessoas não estavam bem informados a cerca da
doença, por isso que maltratavam a pessoa a isolavam para que não mante-se contacto com
ninguém para que não contamina-se aos outros, mas ao andar do tempo este contexto mudou.
O conhecimento e a informação correta a cerca do HIV, espalhou-se pelo mundo todo, e
assim a maioria do povo ficou sabendo como ela se transmite e qual é o seu tratamento, é
desta feita que com este trabalho pretendemos abordar a cerca da Origem do HIV, formas de
transmissão do HIV, formas de prevenção, e por fim o tratamento do HIV e SIDA.
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1.2. Origem do HIV
Segundo a ACTA FARMACÊUTICA PORTUGUESA (2016). A Era da Sida, começou
oficialmente a 5 de junho de 1981 quando os Centersfor Disease Control and Prevention
(CDC) dos Estados Unidos publicaram um artigo onde descreveram cinco casos de
pneumonia por Pneumocystis carinii (hoje classificado como Pneumocystis jiroveci), em Los
Angeles, em contextos clínicos que sugeriam uma súbita e abrupta queda na normal condição
imunológica.
Todos os casos referiam--se a homens jovens (29-33anos), homossexuais, sexualmente ativos
e com atuais, ou prévias, infeções pelo Vírus Citomegálico (CMV) e por Cândida sp.
Estes homens não se conheciam nem tinham parceiros sexuais em comum, contudo
apresentavam uma idêntica história de vida1. Desde esse dia, muitos relatos se sucederam de
casos clínicos semelhantes, referentes também a homens homossexuais, mas aos quais se
associavam, agora, outras doenças crónicas e neoplasias, como a linfadenopatia persistente
generalizada, o sarcoma de Kaposi e o linfoma não Hodgkin.
A nova doença encaixava num perfil caracterizado por uma profunda imunossupressão, com
infeções oportunistas associadas a tumores malignos. E foi batizada oficialmente em
setembro de 1982 com a designação de SIDA - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida1.
Foram também definidos os requisitos clínicos necessários para ser caracterizada como tal, os
quais incluíam a presença de doença indicativa, ou moderadamente indicativa, de depleção da
imunidade mediada por células em pessoas que não tivessem outra causa subjacente ou
condição que propiciasse a instalação da doença, como por exemplo o Sarcoma de Kaposi, a
pneumonia por Pneumocistis carinni ou outra importante infeção oportunista.
Outas pesquisas como de MORAES, (2020) apontam que, A Síndrome da Imunodeficiência
adquirida, conhecida como Aids, foi uma das grandes catástrofes epidemiológicas do seculo
XX. A doença é causada pelo HIV, mas não necessariamente será desenvolvida por todas as
pessoas que vivem com o vírus.
Em 1999,cientistas apontaram como origem do HIV-1, a linhagem predominante, uma
mutação do SIV, um vírus que causa imunodeficiência em chipanzés, com a descoberta,
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estudiosos passaram a investigar como, quando e onde o vírus passou dos chipanzés para os
humanos.
A teoria mais aceita é que o HIV-1,tenha nascido da raça. De acordo com essa explicação, a
transmissão ocorreu pelo consumo de carne de chipanzés com SIV ou Pelo contacto com o
sangue do animal durante o processo.
Normalmente, o sistema imunológico humano teria combatido o SIV. Em algumas ocasiões,
no entanto, o vírus sofreu mutações ate se transformar no HIV-1, segundo os cientistas, essa
primeira transmissão ocorreu mais ou menos em 1930,na Republica Democrática do Congo,
país localizado na Africa Central. O caso mais antigo de Aids confirmado pela ciência foi de
um homem que vivia no congo. Ele morreu em 1959,mas o diagnóstico só veio em 1986 com
a análise de uma amostra de sangue congelado.
O vírus começou a se disseminar pelo continente africano a partir da metade da década de
1970,mas ninguém sabia ainda o que era a doença ou como ela era adquirida. No dia 3 de
Julho de 1981, jornal “The New York Times”, publicou um artigo sobre um câncer raro visto
em 41 homossexuais, trata-se do sarcoma de Kaposi, um dos tipos mais comuns de câncer em
pessoas que vivem com HIV, em 1983,o vírus foi isolado pelo cientista francês LUC
MONTAGNIER. A partir da década de 1980, o número de infeções começou a aumentar
rapidamente, oque deu origem a uma epidemia global.
2. Definição do HIV/SIDA
De acordo com ILO/IDS (2006) O vírus do HIV (em inglês, Human Immuno Deficiency
Virus, que significa Vírus da Imuno deficiência Humana). É um micróbio que só consegue
ver com um microscópio especial.
O HIV ataca células do sistema imunitário (o sistema de defesa do organismo humano).Pouco
a pouco, essas células tornam-se incapazes de proteger o organismo humano contra infeções e
tumores. Por isso, as pessoas que têm SIDA apanham doenças que o seu organismo não
consegue combater.
2.1. SIDA- Síndroma de Imuno Deficiência Adquirida
Segundo MISAU (2004) O SIDA é uma doença, causa por um vírus chamado HIV. Nos
doentes com SIDA, o sistema imunitário é o conjunto das defesas naturais do organismo
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contra doenças. Ainda não existe cura, nem uma vacina para esta doença, mas existem
atualmente medicamentos capazes de controlar a infeção e permitir uma vida mais saudável e
longa
3. Formas e Transmissão
Segundo a OMS, (2004) As principais formas de transmissão do HIV são:
Sexual;
Sanguínea (em recetores de sangue ou Hemo derivados e em usuários de drogas
injetáveis, ou UDI); e
Vertical (da mãe para o filho, durante a gestação, parto ou por aleitamento).
Além dessas formas, mais frequentes, também pode ocorrer a transmissão ocupacional,
Ocasionada por acidente de trabalho, em profissionais da área da saúde que sofrem
ferimentos com instrumentos perfuro-cortantes contaminados com sangue de pacientes
infetados pelo HIV.
3.1. Sexual
A principal forma de exposição em todo o mundo é a sexual, sendo que a transmissão
heterossexual, nas relações sem o uso de preservativo é considerada pela OMS como a mais
frequente. Na África subsaariana, é a principal forma de transmissão. Nos países
desenvolvidos, a exposição ao HIV por relações homossexuais ainda é a responsável pelo
maior número de casos, embora as relações heterossexuais estejam aumentando
proporcionalmente como uma tendência na dinâmica da epidemia. Os fatores que aumentam
o risco de transmissão do HIV em uma relação heterossexual são:
Alta viremia;
Imunodeficiência avançada;
Relação anal preceptiva;
Relação sexual durante a menstruação e;
Presença de outra DST, principalmente as ulcerativas.
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3.2. Sanguínea
A transmissão sanguínea associada ao uso de drogas injetáveis é um meio muito eficaz de
transmissão do HIV, devido ao uso compartilhado de seringas e agulhas. Essa via de
transmissão adquire importância crescente em várias partes do mundo, como na Ásia,
América Latina e no Caribe. A transmissão mediante transfusão de sangue e derivados é cada
vez menos relevante nos países industrializados e naqueles que adotaram medidas de controlo
da qualidade do sangue utilizado.
3.3. Vertical
A transmissão vertical, decorrente da exposição da criança durante a gestação, parto ou
aleitamento materno, vem aumentando devido à maior transmissão heterossexual. Na África,
são encontradas as maiores taxas desta forma de infeção pelo HIV, da ordem de 30 a 40%;
entretanto, em outras partes do mundo, como na América do Norte e Europa, situam-se em
torno de 15 a 29%. Os principais motivos dessa diferença devem-se ao fato de que, na África,
a transmissão heterossexual é mais intensa, e que neste continente, o aleitamento materno é
muito mais frequente do que nos países industrializados. OMS (2004).
3.4. Ocupacionais
Conforme a OMS (2004) A transmissão ocupacional ocorre quando profissionais da área da
saúde sofrem ferimentos com instrumentos perfuro-cortantes contaminados com sangue de
pacientes portadores do HIV. Estima-se que o risco médio de contrair o HIV após uma
exposição percutânea a sangue contaminado seja de aproximadamente 0,3%. Nos casos de
exposição de mucosas, esse risco é de aproximadamente 0,1%.
3.5. Outras possíveis formas de transmissão
Embora o vírus tenha sido isolado de vários fluidos corporais, como saliva, urina, lágrimas,
somente o contato com sangue, sêmen, secreções genitais e leite materno têm sido implicados
como fontes de infeção afirma a OMS, (2004).
O risco da transmissão do HIV por saliva foi avaliado em vários estudos laboratoriais e
epidemiológicos. Esses estudos demonstraram que a concentração e a efetividade do vírus da
saliva de indivíduos portadores do HIV é extremamente baixa.
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4. Prevenção e controle
Segundo MISAU (2004) As principais estratégias de prevenção empregadas pelos programas
de controlo envolvem:
A promoção do uso de preservativos;
A promoção do uso de agulhas e seringas esterilizadas ou descartáveis;
O controlo do sangue e derivados;
A adoção de cuidados na exposição ocupacional a material biológico;
E o manejo adequado das outras DST;
4.1. Preservativos
Os preservativos masculinos e femininos são a única barreira comprovadamente efetiva
contra o HIV, e o uso correto e consistente deste método pode reduzir substancialmente o
risco de transmissão do HIV e das outras DST.
4.2. Prevenção em usuários de drogas injetáveis (UDI)
Há atualmente evidências suficientes para concluir que foi possível reduzir o nível epidêmico
da transmissão do HIV em locais onde programas inovadores de saúde pública foram
iniciados precocemente. Os elementos desses programas de prevenção incluem orientação
educativa, disponibilidade de testes sorológicos, facilitação de acesso aos serviços de
tratamento da dependência de drogas, acesso a equipamento estéril de injeção, além de ações
que se desenvolvem na comunidade de usuários de drogas a partir da intervenção de
profissionais de saúde e/ou agente comunitários, recrutados na própria comunidade.
4.3. Exposição ocupacional
Fatores como prevalência da infeção pelo HIV na população de pacientes, grau de
experiência dos profissionais de saúde no cuidado desse tipo de paciente, uso de precauções
universais (luvas, óculos de proteção, máscaras, aventais, etc.), bem como a frequência de
utilização de procedimentos invasivos, podem também influir no risco de transmissão do
HIV.
O meio mais eficiente para reduzir tanto a transmissão profissional-paciente quanto a
paciente-profissional, baseia-se na utilização sistemática das normas de biossegurança, na
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determinação dos fatores de risco associados, e na sua eliminação, bem como na implantação
de novas tecnologias da instrumentação usadas na rotina de procedimentos invasivos.
5. Tratamento
Existem, até o momento, duas classes de drogas liberadas para o tratamento anti-HIV:
5.1.Inibidores da transcriptase reversa
São drogas que inibem a replicação do HIV bloqueando a ação da enzima transcriptase
reversa que age convertendo o RNA viral em DNA:
5.2. Nucleosídeos:
Zidovudina (AZT) cápsula 100 mg, dose:100mg 5x/dia ou 200mg 3x/dia ou 300mg
2x/dia;
Zidovudina (AZT) injetável, frasco-ampola de 200 mg;
Zidovudina (AZT) solução oral, frasco de 2.000 mg/200 ml;
Didanosina (ddI) comprimido 25 e 100mg, dose: 125 a 200mg 2x/dia;
Zalcitabina (ddC) comprimido 0,75mg, dose: 0,75mg 3x/dia;
Lamivudina (3TC) comprimido 150mg, dose: 150mg 2x/dia;
Estavudina (d4T) cápsula 30 e 40mg, dose: 30 ou 40mg 2x/dia; e
Abacavir comprimidos 300 mg, dose: 300 mg 2x/dia.
5.3. Não-nucleosídeos
Nevirapina comprimido 200 mg, dose: 200 mg 2x/dia;
Delavirdina comprimido 100 mg, dose: 400 mg 3x/dia; e
Efavirenz comprimido 200 mg, dose: 600 mg 1x/dia.
5.4. Nucleotídeo:
Adefovir dipivoxil: comprimido, 60 e 120 mg, dose: 60 ou 120 mg 1x/dia.
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5.5. Inibidores da protéase
Estas drogas agem no último estágio da formação do HIV, impedindo a ação da enzima
protéase que é fundamental para a clivagem das cadeias proteicas produzidas pela célula
infetada em proteínas virais estruturais e enzimas que formarão cada partícula do HIV:
Indinavir cápsula 400 mg, dose: 800 mg 3x/dia;
Ritonavir cápsula 100mg, dose: 600mg 2x/dia;
Saquinavir cápsula 200mg, dose: 600mg 3x/dia;
Nelfinavir cápsula de 250 mg, dose 750 mg 3x/dia; e
Amprenavir cápsula de 150 mg, dose 1.200 mg 2x/dia.
Terapia combinada é o tratamento antirretroviral com associação de duas ou mais drogas da
mesma classe farmacológica (p ex. dois análogos nucleosídeos), ou de classes diferentes (p
ex. dois análogos nucleosídeos e um inibidor de protéase). Estudos multicêntricos
demonstraram aumento na atividade antirretroviral (elevação de linfócitos T-CD4+ e redução
nos títulos plasmáticos de RNA-HIV) quando da associação de drogas, particularmente
redução da replicação viral por potencializar efeito terapêutico ou por sinergismo de ação em
sítios diferentes do ciclo de replicação viral. Outros estudos evidenciaram redução na
emergência de cepas multirresistentes quando da utilização da terapêutica combinada.
A terapia antirretroviral é uma área complexa, sujeita a constantes mudanças. As
recomendações deverão ser revistas periodicamente, com o objetivo de incorporar novos
conhecimentos gerados pelos ensaios clínicos.
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6. Conclusão
Conforme a elaboração do trabalho, percebemos que existem varias formas de transmissão do
HIV, e que nenhuma delas envolve o aperto de mão, nem contacto físico, e nem pelo beijo,
mas sim por relações sexuais desprevenidas, uso de objetos cortantes com indivíduos
contaminados, e vertical. Deste modo, não se pode ter motivos de isolamento do individuo
portador, no entanto ele pode ter uma vida normal como qualquer. E percebemos também que
tratamento pra HIV envolve medicamentos antirretrovirais, eles inibem a multiplicação do
vírus e evitam o enfraquecimento do sistema imunológico. Apesar de ser afetiva, a terapia
antirretroviral tradicional não é uma cura, já que não elimina o vírus do organismo. Por tanto
que o individuo deve seguir de forma correta o uso dos medicamentos.
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7. Bibliografia
ACTA FARMACÊUTICA PORTUGUESA; VIH/Sida, Breve história de uma nova/velha
infeção, 2016.
MORAES; Ana LUISA, QUAL E A ORIGEM DO HIV, BRASIL,2020.
OMS. AIDS: etiologia, clinica, diagnóstico e tratamento. Unidade de Assistência, 2004.
MISAU, Moçambique. Impacto do HIV-SIDA no SNS, Fevereiro, 2004.
ILO/AIDS, Moçambique: o impacto de HIV/AIDS em Recursos Humanos. Marco, 2004.