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Gás Natural Veicular: Guia Completo GNV

O dossiê técnico trata da utilização do gás natural veicular (GNV) como combustível em veículos, apresentando as propriedades do GNV, o sistema GNV incluindo os componentes do kit de conversão, as vantagens em relação aos combustíveis convencionais, a legislação e normas técnicas relacionadas.

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Gás Natural Veicular: Guia Completo GNV

O dossiê técnico trata da utilização do gás natural veicular (GNV) como combustível em veículos, apresentando as propriedades do GNV, o sistema GNV incluindo os componentes do kit de conversão, as vantagens em relação aos combustíveis convencionais, a legislação e normas técnicas relacionadas.

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DOSSIÊ TÉCNICO –

Gás natural veicular (GNV)

Sonia Maria Marques de Oliveira


Egon Germani
Eduardo Correa
Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR

Abril/2007
Edição atualizada em Maio/2022
Gás natural veicular (GNV)

O Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT fornece soluções de informação tecnológica sob medida, relacionadas aos
processos produtivos das Micro e Pequenas Empresas. Ele é estruturado em rede, sendo operacionalizado por centros de
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interface entre a oferta e a demanda tecnológica. O SBRT é apoiado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas – SEBRAE e pelo Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação – MCTI e de seus institutos: Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – IBICT.
Dossiê Técnico OLIVEIRA, Sonia Maria Marques de; GERMANI, Egon;
CORREA, Eduardo
Gás natural veicular (GNV)
Instituto de Tecnologia do Paraná - TECPAR
16/4/2007
Resumo O dossiê trata da utilização do gás natural veicular (GNV) como
combustível, em veículos automotores, apresentando a
tecnologia do Sistema GNV, incluindo os componentes do kit de
conversão, as propriedades físico-químicas do GNV, instalação
de kits em veículos, vantagens em relação aos demais
combustíveis, linhas de crédito, certificação, legislação,
regulamentações e normas técnicas.

Assunto DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS GASOSOS POR REDES


URBANAS
Palavras-chave Automóvel; combustível; fabricante; financiamento; gás natural
veicular; GNV; kit de conversão; legislação; lei; motor GNV;
norma técnica; normalização; oficina autorizada; posto de
abastecimento; propriedade físico-química; selo GNV; simulador
de economia; sistema GNV; veículo
Atualizado por: SILVA, Mariela Thaiane

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DOSSIÊ TÉCNICO

Sumário

1 DEFINIÇÃO ................................................................................................................... 3
2 TERMINOLOGIA ........................................................................................................... 3
3 CARACTERÍSTICAS DO COMBUSTÍVEL GNV ........................................................... 3
4 VANTAGENS E DESVANTAGENS NO USO DO GNV ................................................. 5
5 COMPARAÇÃO ENTRE GNV X GASOLINA X ÁLCOOL ............................................ 6
6 SISTEMA GNV .............................................................................................................. 6
6.1 Como funciona um veículo movido a GNV. ............................................................ 7
6.2 Kit de conversão ....................................................................................................... 8
6.2.1 Cilindro de alta pressão ......................................................................................... 10
6.2.2 Válvula de cabeça de cilindro................................................................................. 12
6.2.3 Redutor de pressão - válvula reguladora de pressão ............................................. 13
6.2.4 Tubulação de alta pressão e conexões .................................................................. 14
6.2.5 Válvula de abastecimento ...................................................................................... 15
7 COMPRESSÃO DO GNV ............................................................................................ 15
8 LEGALIZAÇÃO DO VEÍCULO CONVERTIDO A GNV ............................................... 16
8.1 O selo GNV. ............................................................................................................. 17
8.2 Onde obter o selo GNV ........................................................................................... 17
9 LEGISLAÇÃO ............................................................................................................. 17
9.1 Instruções normativas ............................................................................................ 17
9.2 Resoluções.............................................................................................................. 18
9.3 Regulamentos técnicos .......................................................................................... 18
10 NORMAS TÉCNICAS ................................................................................................ 18
11 FABRICANTES DE COMPONENTES DO SISTEMA GNV ACREDITADOS PELO
INMETRO ...................................................................................................................... 20
12 OFICINAS AUTORIZADAS PARA INSTALAÇÕES DE KITS GNV .......................... 20
13 POSTOS DE ABASTECIMENTO GNV ..................................................................... 20
14 FINANCIAMENTO ..................................................................................................... 20
15 SIMULADORES DE ECONOMIA COM USO DO GNV. ............................................ 21
Conclusões e recomendações .................................................................................... 21
Referências - ................................................................................................................. 22

2 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


DOSSIÊ TÉCNICO

Conteúdo

1 DEFINIÇÃO

O gás natural é uma mistura de hidrocarbonetos leves (que possui um baixo número de
átomos de carbono) e gases inertes com predominância de metano (de 78% a 82%), que à
temperatura ambiente e pressão atmosférica permanece no estado gasoso. É um gás
inodoro e incolor, não é tóxico e é mais leve que o ar (COSTA, 2007).

O gás natural veicular (GNV) é um combustível que se adapta bem à substituição dos
combustíveis tradicionais para motores que funcionam através da ignição por
centelhamento, sejam motores de quatro tempos (ciclo Otto) ou motores de dois tempos.
Qualquer processamento desta substância, seja compressão, expansão, evaporação,
variação de temperatura, liquefação ou transporte exigirá um tratamento termodinâmico
como qualquer outro gás (PACHECO; CASTRO, 2004).

É considerado um combustível "limpo" por não apresentar impurezas e resíduos da sua


combustão. Outro ponto favorável para a sua utilização é o fato de não ser corrosivo nem
produzir depósitos de carbonos nas câmaras de combustão (BAHIA, 2007).

A mistura ar-combustível é perfeita com qualquer temperatura e a sua combustão é mantida


por mais tempo do que os demais combustíveis, o que se transforma em benefícios para a
vida útil do motor (BAHIA, 2007).

2 TERMINOLOGIA

GNV = Gás Natural Veicular


GMV = Gás Metano Veicular
GNC = Gás Natural Comprimido

Esta é a terminologia utilizada para o gás natural usado como combustível para veículos
automotores (BIESEMEYER, 2004).

3 CARACTERÍSTICAS DO COMBUSTÍVEL GNV

O GNV pode ser usado também como propulsor de veículos com motores de dois ou quatro
tempos que possuem ignição por compressão, movidos a óleo diesel, quer na forma
combinada, que utiliza tanto o diesel quanto o gás, ou substituindo o antigo motor movido a
diesel por outro movido apenas a gás. Neste último caso, a conversão do veículo é mais
complexa e também mais cara, principalmente se houver a necessidade de substituição do
motor original ou realização de serviços de retífica (GASNET, [201-?]d).

São importantes características do gás natural: densidade inferior à do ar, baixo ponto de
vaporização e limite de inflamabilidade em mistura com o ar superior a outros gases
combustíveis (QUADRO 1) (GASNET, [201-?]a).

Densidade – o gás natural é o único gás cuja densidade relativa é inferior a 1 (um), sendo
portanto, mais leve que o ar. Este fato tem importância decisiva para a segurança
(GASNET, [201-?]a).

Ponto de vaporização – sendo o ponto em que ocorre a mudança de fase do estado líquido
para o estado gasoso, em uma certa combinação de temperatura e pressão. À pressão
atmosférica a vaporização do gás natural ocorre à temperatura de -162° C (GASNET, [201-
?]a).

3 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

Quadro 1 – Propriedades físico-químicas do GNV


Fonte: (PINHEIRO, [201-?])

Limites de inflamabilidade – os limites de inflamabilidade podem ser definidos como as


percentagens mínima e máxima de gás combustível em composição com o ar, dentre as
quais, a mistura não irá inflamar. O limite inferior representa a menor proporção de gás em
mistura com o ar que irá queimar sem a aplicação contínua de calor de uma fonte externa.
Em proporções menores ao limite inferior, a combustão cessa quando interrompida a
aplicação de calor. O limite superior é a proporção de gás na mistura, a partir da qual o gás
age como diluente e a combustão não pode se autopropagar. Para o gás natural, os limites
de inflamabilidade inferior e superior são, respectivamente, 5 e 15% do volume (GASNET,
[201-?]a).

A composição do gás natural bruto é em função de uma série de fatores naturais que
determinam seus processos de formação e condições de acumulação do seu reservatório
de origem. O Quadro 2 mostra a especificação do GNV comercializado em alguns países.

Quadro 2 - Composição do Gás Natural Bruto em Alguns Países


Fonte: (GASNET, [201-?]a)

Pela predominância do metano na composição do gás natural, todas as análises físicas e


termodinâmicas podem ser realizadas como se este fosse o único gás na mistura, sem
comprometimento dos resultados (GASNET, [201-?]a).
[Link] 4
DOSSIÊ TÉCNICO

A composição comercial do gás natural, pode variar de acordo com a composição do gás
natural bruto, do mercado atendido, do uso final e do produto gás que se deseja. Esses
parâmetros são fundamentais para a determinação e especificação do gás natural o seu teor
de enxofre total, o teor de gás sulfídrico, o teor de gás carbônico, o teor de gases inertes, o
ponto de orvalho da água, o ponto de orvalho dos hidrocarbonetos e o poder calorífico
(GASNET, [201-?]a).

Agência Nacional do Petróleo (ANP) através da Resolução n. 16, de 17 de junho de 2008,


apresenta normas para a especificação do Gás Natural a ser comercializado no Brasil,
nacional ou importado, igualmente aplicáveis às fases de produção, de transporte e de
distribuição desse produto e determinando especificação para o Gás Natural Comercializado
no Brasil.

4 VANTAGENS E DESVANTAGENS O USO DO GNV

O Quadro 3 resume as vantagens e desvantagens apresentadas em vários estudos e


trabalhos, incluindo aquelas apontadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor -
IDEC.

Vantagens Desvantagens
Custo elevado da conversão.
Pode ser usado perfeitamente em motores Pequena quantidade de bombas de
bicombustível, principalmente os que funcionam abastecimento, ou seja, poucos postos de
com álcool e GNV, pelas taxas de compressão abastecimento.
compatíveis.
Gera o menor volume de gases poluentes ao Perda de espaço no porta-malas.
meio ambiente se comparado à gasolina e ao
álcool.
Proporciona maior durabilidade ao motor e menos Devido ao peso do cilindro, em alguns casos, é
desgastes, quando corretamente instalado. preciso reforçar as molas de suspensão.
Limpeza da injeção: por ser um combustível mais Quando usado em conjunto com a gasolina,
limpo, o gás não deixa acumular resíduos nos causa perda de rendimento do motor.
bicos injetores.
Aumenta o intervalo de troca de óleo, já que não O pequeno volume dos reservatórios proporciona
há contaminação do lubrificante, o prazo de troca baixa autonomia.
pode aumentar 1000 ou 2000 km.
A queima do gás natural, comparada aos outros Trincas no cabeçote: devido a maior pressão no
combustíveis, é muito mais completa, diminuindo sistema. Deve-se manter o motor sempre
consideravelmente a emissão de poluentes regulado e seguir as recomendações das
responsáveis pelo efeito estufa, como o monóxido empresas de conversão homologadas.
de carbono (CO).
Segurança: por se mais leve que o ar, o gás Maior desgaste dos cabos de vela: por ser mais
natural, em caso de vazamento, se dissipa na exigida, a vida útil das velas pode cair de 30.000
atmosfera, reduzindo o risco de explosões e km para 15.000 km. Por isso, é que existe no
incêndios. mercado até algumas velas específicas para uso
em carros a gás.
Aumento da vida útil do escapamento: não há o Travamento das válvulas: como os cilindros
acúmulo de água proveniente da gasolina e do trabalham com um combustível seco, a falta de
álcool, por isso, o sistema dura até 20% a mais do lubrificação pode causar avaria. O ideal é usar
tempo gasolina ou o álcool por 3 a 5 km todos os dias.
Envelhecimento da gasolina: com o gás, o
motorista nem lembra mais que tem combustível
líquido no tanque. Só que ele não sabe que a
gasolina envelhece, perdendo quase todas as
suas propriedades, após três ou quatro meses
parada. Se for rodar pouco, prefira andar com o
tanque na metade, ou até menos, em vez de
enchê-lo toda vez que for ao posto. Assim, você
terá sempre gasolina fresca no tanque.
Quadro 3 – Vantagens e desvantagens do uso do GNV
Fonte: (MELO, 2017/RICCI, 2005)

5 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

5 COMPARAÇÃO ENTRE GNV X GASOLINA X ÁLCOOL

As vantagens técnicas mencionadas são rigorosamente relacionadas com as vantagens


econômicas e com os problemas de manutenção dos veículos. A principal vantagem
econômica diz respeito ao menor preço de comercialização do GNV se comparado com a
gasolina e o álcool hidratado, conforme pode ser verificado no Quadro 4, que se aplica à
frota de veículos leves.

Consumo Custo Gasto/dia Custo/km Gasto em 25 Consumo/km


dias
GNV 18 m³ R$ 2,76/m³ R$ 49,70 R$ 0,20 R$ 1.242,45 13,8 km/m3
Etanol 31 L R$ 2,53/L R$ 78,55 R$ 0,31 R$ 1.963,85 8 km/L
Gasolina 28 L R$ 3,89/L R$ 108,95 R$ 0,43 R$ 2.726,02 9 km/l
* Levantamento de preços ANP - Junho/2020. Base: 250 km/dia.
Quadro 4 - Comparativo das vantagens econômicas no uso de GNV
Fonte: (GASNET, [201-?]d)

O Quadro 5 apresenta um comparativo econômico, entre gasolina x gás natural, tomando


por base um veículo que roda 100 (cem) km por dia. Como valor de referência utilizou-se o
preço médio da gasolina na data de 20/03/2002 - R$ 1,75 o litro, e o de gás natural no valor
do dia 20/03/2002 - R$ 0,69 m³.

Gás Economia Economia Economia


Veiculo Km/l Gasolina Km/l
Natural p/dia p/mês p/ano
Popular 10 17,50 13 5,30 12,20 366,00 4392,00
Kombi 7,5 23,33 10 6,90 16,43 492,90 5914,80
F 1000/C20 5,5 31,81 7 9,85 21,96 658,80 7905,60
S-10 Ranger 6 29,16 8 8,62 20,54 616,20 7394,40
Vectra – Santana 8 21,87 10 6,90 14,97 449,10 5389,20
Auto 6 cil. 5 35,00 6 11,49 23,51 705,30 8463,60
Quadro 5 - Comparativo econômico, gasolina x gás natural, tomando por base um veiculo que roda
100 (cem) Km por dia
Fonte: (GUARULHOS, 2002)

A Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) fez um


levantamento o qual mostra o rendimento do gás natural comparado com a gasolina e o
etanol. Abastecendo com R$ 100,00, um veículo tem capacidade de rodar 306KM com o
GNV, 94% a mais do que os 158 KM que rodaria com a gasolina. Comparado com o etanol
essa economia é ainda maior. Com esse mesmo valor, é possível rodar 134 KM com álcool,
ou seja, o GNV rende até 128% mais. A pesquisa foi feita com base no boletim levantado
pela a ANP no ano de 2021(CORSINI; BARRETO. ARAUJO, 2021).

6 SISTEMA GNV

Tecnologias utilizadas:

1ª Geração: para veículos carburados, utiliza-se acionamento pneumático para a liberação


do fluxo de gás e regulagem mecânica e manual da vazão do gás, com chave comutadora
de três estágios (GASNET, 2007).

2ª Geração: nos automóveis com sistema de injeção eletrônica de combustível, é


empregada a tecnologia de alimentação do gás através de um mesclador. Possuem
emuladores de bicos injetores e de sonda lambda (GASNET, 2007).

3ª Geração: em veículos com sistema de injeção eletrônica de combustível, é aplicado o


controle eletrônico da vazão da mistura de GNV e ar, em função da sonda lambda, rotação e
carga do motor. A alimentação é acionada eletronicamente por um motor de passo
(GASNET, 2007).

4ª Geração: nos carros com sistema de injeção eletrônica de combustível utiliza-se injeção
de gás por bicos de forma paralela no coletor de admissão, com redutor de pressão de dois

[Link] 6
DOSSIÊ TÉCNICO

estágios. Essa tecnologia possibilita a eliminação da ocorrência do retorno de chama e


permite uma melhora de desempenho com menor perda de potência (GASNET, 2007).

5ª Geração: também voltada para veículos com sistema de injeção eletrônica de


combustível. A injeção de gás é feita por bicos injetores de forma sequencial no coletor de
admissão, com redutor de pressão de dois estágios. Além de permitir a eliminação da
ocorrência do retorno da chama, garante menor comprometimento de desempenho do motor
quanto a emissões e quanto a perda de potência (GASNET, 2007).

6.1 Como funciona um veículo movido a GNV

A conversão de veículos para uso de gás natural é bastante simples. Uma montagem típica
consiste na instalação do sistema de gás (que inclui tubulações extras, conjunto de válvulas
e a parte eletrônica) e do(s) cilindro(s) de armazenagem, sem remover qualquer
equipamento original do veículo (FIG. 1) (BAHIA, 2007).

Figura 1 - Sistema do gás natural veicular


Fonte: (ASSOCIAÇÃO DOS INSTALADORES DE GÁS NATURAL DO RS)

Com a instalação do kit, o veículo originalmente projetado para rodar com gasolina ou
álcool, está apto a operar com os dois combustíveis isoladamente. O motorista escolhe o
combustível acionando um simples botão instalado no painel do veículo (chave comutadora
– FIG. 1). A escolha pelo combustível pode ser feita até mesmo com o veículo em
movimento. Após a instalação do kit de conversão, o veículo amplia a sua autonomia, pois
mantém o seu tanque original e acrescenta o(s) cilindro(s) de armazenamento do gás
natural (BAHIA, 2007).

O cilindro mais utilizado, com capacidade para 15 m³, tem autonomia variando entre 180 e
200 quilômetros, em tráfego urbano. O cilindro de GNV pesa em torno de 60 kg e,
geralmente, sua instalação é feita no porta-malas do veículo, havendo assim, perda de
espaço para a bagagem. Além disso, face ao seu peso, recomenda-se, em alguns casos,
reforçar as molas da suspensão (BAHIA, 2007).

7 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

Equipamentos (FIG. 2):

1. Cilindro de GNV - no cilindro, o GNV é armazenado a cerca de 200 bar, variando de


acordo com o volume consumido;

2. Válvula do cilindro – chave mecânica que libera o gás em direção ao motor do veículo;

3. Tubulação – tubulação rígida de alta pressão que liga o cilindro ao motor do veículo;

4. Regulador de pressão – regula a pressão do GNV no motor do veículo, para algo


próximo à pressão atmosférica;

5. Comutador – em veículos bicombustíveis, permite ao motorista alternar entre GNV e


gasolina (ou álcool);

6. Válvula de abastecimento – porta de entrada do GNV no cilindro. Possui sistema anti-


retorno de fluxo;

7. Manômetro – mostrador de segurança. Indica a pressão do GNV no sistema (ASPRO


GNV, [201-?]).

Figura 2 – Veículo convertido para GNV -equipamentos


Fonte: (ASPRO GNV, [201-?])

6.2 Kit de conversão

Só os kits certificados podem garantir o funcionamento correto do veículo com gás natural,
atendendo às normas de emissões de poluentes e mantendo o patamar tecnológico do
motor original (FIG. 3) (GASNET, 2007).

O kit de conversão para GNV deve ser legalizado e possuir o Certificado Ambiental para
Uso do Gás Natural em Veículos Automotores (CAGN), emitido pelo Instituto Brasileiro do
Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama (GASNET, 2007).

Todos os componentes mecânicos do kit de conversão (cilindros, válvula de cilindro,


invólucro estanque, tubulação de baixa e alta pressão, redutor de pressão, válvulas de
abastecimento e suporte de cilindro) têm que possuir o selo de certificação (GASNET,
2007).

[Link] 8
DOSSIÊ TÉCNICO

Ao kit de conversão deve-se acrescentar o(s) cilindro(s) de acondicionamento do gás a alta


pressão. Desse modo, a conversão é possível por meio da composição: kit de conversão +
cilindro de alta pressão (GASNET, [201-?]c).

Estes equipamentos permitem que o veículo convertido utilize o GNV como combustível,
conjuntamente com o combustível original. A seguir, destacam-se os componentes do kit de
conversão (GASNET, [201-?]c).

1. Redutor de pressão;

2. Válvula de abastecimento;

3. Válvula de cabeça de cilindro com dispositivos de excesso de pressão e fluxo;

4. Tubulação de aço de alta pressão;

5. Eletroválvula de combustível (gasolina ou álcool);

6. Tubulação de baixa pressão;

7. Tubulações e conexões para sistema de água quente;

8. Misturadores;

9. Chicote elétrico (não apresentado neste kit);

10. Chave comutadora e indicador de nível;

11. Manômetro (medidor de pressão do GNV);

12. Suportes das tubulações;

13. Tubulações de combustível (gasolina ou álcool) (GASNET, [201-?]c).

Figura 3 - Kit de conversão típico para uso de GNV em veículos


Fonte: (GASNET, [201-?]c)

9 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

Além dos equipamentos apresentados, pode-se ainda empregar opcionalmente os seguintes


equipamentos eletrônicos, que são recomendados, pois auxiliam o bom funcionamento do
motor:

- emuladores;

- variadores de avanço;

- indicadores digitais de nível (GASNET, [201-?]c).

Dentre os equipamentos apresentados, destacam-se o cilindro de alta pressão, o redutor de


pressão, as válvulas de cabeça de cilindro, a tubulação de alta pressão e a válvula de
abastecimento. Estes equipamentos desempenham um papel importante no funcionamento
e na segurança do veículo convertido e respondem pela maior parte dos custos. Uma
descrição mais detalhada destes equipamentos principais será apresentada a seguir
(GASNET, [201-?]c).

6.2.1 Cilindro de alta pressão

Este é um dos mais importantes equipamentos na conversão de veículos para uso de GNV.
O cilindro é um reservatório construído segundo os mais rigorosos critérios técnicos, de
modo que seja possível armazenar o gás natural a elevadas pressões, necessárias ao
abastecimento do veículo (FIG. 4). Estas pressões estão na faixa de 220 kgf/cm². Portanto,
o cilindro de armazenamento deve ser resistente para suportar enormes tensões, porém o
mais leve possível, para não comprometer em demasia a capacidade de carga do veículo
(GASNET, [201-?]c).

Figura 4 - Cilindros de alta pressão para uso de GNV


Fonte: (GASNET, [201-?]c)

O cilindro de alta pressão para GNV tradicional é fabricado a partir de um tubo de aço-liga
cromo-molibdênio, sem costura e de espessura de parede entre 8 e 10 mm. O tubo passa
por um processo de repuxamento e conformação das extremidades (base de um lado e
gargalo do outro). Depois da conformação e do tratamento térmico (têmpera e revenido),
todos os cilindros são ensaiados pelo método de partículas magnéticas (Magnaflux) de
modo a detectar algum tipo de defeito construtivo como trincas e falhas que possam
comprometer sua integridade estrutural. A seguir, apresenta-se a ogiva de um cilindro de
alta pressão para GNV (em corte), podendo-se verificar a variação de espessura da parede
do cilindro (FIG. 5) (GASNET, [201-?]c).

[Link] 10
DOSSIÊ TÉCNICO

Figura 5 - Ogiva em corte de um cilindro de alta pressão para GNV


Fonte: (GASNET, [201-?]c)

Existem também cilindros fabricados em alumínio, reforçados com fibra de carbono. Estes
cilindros são significativamente mais leves que os de aço-liga, porém, seu preço ainda é
muito elevado (GASNET, [201-?]c).

As características físicas do cilindro de alta pressão exigem que este equipamento seja
fabricado seguindo um conjunto de etapas que permitem a obtenção de um equipamento
seguro e confiável. Estas etapas compreendem:

- especificações e projeto;

- análise;

- ensaios mecânicos destrutivos e não destrutivos;

- aprovação (GASNET, [201-?]c).

No projeto de cilindros de alta pressão para GNV são utilizadas fórmulas para cálculo das
tensões nas paredes dos recipientes e análise por elementos finitos, com auxílio de
programas de computador. Os dados calculados são então verificados experimentalmente,
usando-se equipamentos de medição de tensões na parede do cilindro, denominados de
extensômetros (GASNET, [201-?]c).

A matéria-prima para fabricação dos cilindros deve ser cuidadosamente selecionada. Os


tubos de aço-liga sem costura são recebidos do fabricante em diversas bitolas,
acompanhados dos certificados de análise química e dos testes hidráulicos, realizados
individualmente para cada lote de tubos. Um fabricante tradicional de tubos de aço-liga sem
costura é a Mannesmann. Em seguida, são verificadas suas características químicas,
físicas, mecânicas e, quando necessário, sua resistência à corrosão sob tensão. A análise
mecânica da fratura do aço-liga empregado para fabricação do cilindro, permite ao
fabricante definir qual o máximo defeito permissível, a fim de possibilitar:

- estabelecer o ensaio não destrutivo mais adequado para a linha de produção;

- garantir a vida útil do produto;

- demonstrar que sua falha é sempre precedida por início de trinca ocasional no cilindro
(GASNET, [201-?]a).

Os ensaios e testes de novos cilindros são executados de diversas formas:

a) ensaios mecânicos como tração, impacto, ruptura hidráulica, dobramento e achatamento,


rugosidade e análise química, na matéria-prima;

b) verificação de requisitos de segurança num cilindro de amostra do lote de fabricação;


estes requisitos são:

11 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

- teste de ruptura hidráulica;

- ensaio de pressão cíclica;

- ensaio de dobramento e impacto;

- resistência ao fogo;

- resistência a projéteis;

- ensaio ambiental;

- ensaio cíclico de temperatura extrema (GASNET, [201-?]c).

Durante a etapa de produção, 100% dos cilindros devem passar pelos seguintes ensaios:

- ensaio de dureza (Brinel ou similar);

- inspeção de ultrassom;

- ensaio hidráulico de expansão volumétrica;

- teste dimensional, inclusive da rosca do gargalo;

- verificação da marcação do cilindro;

- verificação do acabamento superficial interno e externo (GASNET, [201-?]c).

Deve-se ainda providenciar o ensaio destrutivo de ruptura hidráulica em um cilindro de


amostra do lote fabricado (GASNET, [201-?]c).

6.2.2 Válvula de cabeça de cilindro

Cada cilindro recebe uma válvula de cabeça de cilindro em seu gargalo (FIG. 3). Esta
válvula tem a finalidade de permitir o abastecimento do cilindro retendo o GNV em seu
interior. Este componente possui corpo de latão fundido e usinado, resistente a alta pressão
e guarnições de borracha e teflon que permitem a total vedação do conjunto (GASNET,
[201-?]c).

As válvulas de cabeça de cilindro são equipadas com dispositivo de excesso de fluxo e


excesso de pressão. O primeiro interrompe o fluxo de gás caso haja uma ruptura da
tubulação, ocasionando uma vazão exagerada de gás na tubulação. O segundo dispõe de
um lacre que se rompe caso a pressão no interior do cilindro atinja valores extremamente
altos (GASNET, [201-?]c).

Alguns modelos de válvula de cabeça de cilindro dispõem de dispositivo de corte rápido


acoplado, o que permite fechar manualmente a saída do cilindro (GASNET, [201-?]c).

A ligação entre o cilindro e a válvula de cabeça de cilindro é feita por meio do rosqueamento
da válvula no gargalo do cilindro. No corpo das válvulas de cabeça de cilindro é usinada
uma rosca cônica padronizada com a rosca do gargalo do cilindro. O perfeito casamento
entre esta ligação permite o funcionamento do conjunto sem folgas, vazamentos e dentro do
mais perfeito critério de segurança. Desse modo, nenhuma intervenção deverá ser feita na
superfície rosqueada da válvula de cabeça de cilindro ou no gargalo do cilindro (GASNET,
[201-?]c).

[Link] 12
DOSSIÊ TÉCNICO

6.2.3 Redutor de pressão - válvula reguladora de pressão

A função do redutor de pressão (FIG. 6), também conhecido como válvula reguladora de
pressão, é reduzir com segurança a pressão do GNV armazenado nos cilindros (em torno
de 220 kgf/cm2) até à pressão de serviço desejável no coletor de admissão do motor
(GASNET, [201-?]c).

Isto é possível por meio de um elemento sensor de alta pressão e de uma válvula de
controle que regulam o fluxo de GNV em resposta às variações de pressão à juzante da
válvula (GASNET, [201-?]c).

O sistema de controle da vazão de GNV é promovido por um conjunto de membranas que


trabalham estimuladas pela diferença de pressão entre a entrada e a saída do redutor de
pressão, permitindo um fluxo de GNV capaz de garantir o adequado funcionamento do
motor em uma série de condições de marcha (GASNET, [201-?]c).

Para garantir o bom funcionamento e evitar o congelamento deste elemento, em função da


expansão do gás, existe um dispositivo que utiliza o fluido de refrigeração do veículo, com a
finalidade de aquecer as partes internas do redutor de pressão. A seguir, apresenta-se um
modelo tradicional de redutor de pressão fabricado pela empresa Oyrsa GNC (GASNET,
[201-?]c).

Figura 6 - Redutor de pressão tradicional


Fonte: (GASNET, [201-?]c)

Este modelo de redutor tem duas eletroválvulas de segurança e um manômetro, acoplados


ao corpo do redutor. O manômetro mede a pressão de saída do gás. Este tipo de
equipamento é provido de dispositivo que aproveita o fluido de arrefecimento do motor para
seu resfriamento. Diversos fabricantes mundialmente conhecidos produzem este tipo de
redutor, entre os quais destacam-se a Rodagás e a Landi Renzo (GASNET, [201-?]c).

Um modelo mais moderno de redutor de pressão é apresentado na Figura 7. Este


equipamento é fabricado pela ITT e representa um modelo mais compacto, embora execute
as mesmas funções do redutor fabricado pela Oyrsa (GASNET, [201-?]c).

13 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

Figura 7 - Redutor de pressão compacto ITT


Fonte: (GASNET, [201-?]c)

6.2.4 Tubulação de alta pressão e conexões

A tubulação de alta pressão é responsável por conduzir o GNV desde a válvula de


abastecimento até o cilindro de armazenamento e deste até a válvula reguladora de pressão
(FIG. 3). Tanto a linha de abastecimento do cilindro como a de alimentação do redutor de
pressão podem apresentar diâmetro interno nominal de 8 mm ou, opcionalmente, pode-se
alimentar o redutor de pressão com tubo de 6 mm de diâmetro interno (GASNET, [201-?]c).

Esta tubulação é produzida em aço-liga e deve apresentar acabamento bicromatizado,


internamente e externamente. Eventualmente, se aceita que esta tubulação tenha
acabamento externo pintado com tinta epóxi, porém o acabamento cromatizado é uma
proteção adicional que deve ser especificada contra a corrosão (GASNET, [201-?]c).

A ligação entre a tubulação e o chassi/monobloco do veículo deve ser feita com


abraçadeiras acolchoadas, que evitem o atrito entre partes metálicas e a possibilidade de
diminuição da espessura da parede do tubo. A junção entre os componentes da tubulação é
feita por conexões de latão fundido, dentro dos mesmos padrões exigidos para as válvulas
de cabeça de cilindro. Um exemplo da técnica empregada na conexão destas partes é
apresentado na Figura 8 (GASNET, [201-?]c).

Figura 8 - Acoplamento entre tubulação de alta pressão e conexão


Fonte: (GASNET, [201-?]c)

Este sistema de conexão, muito utilizado em junções de circuitos hidráulicos, emprega uma
anilha metálica que, após o aperto, esmaga o tubo dentro da sede (etapa 4), permitindo a
total vedação da junção. Naturalmente deve-se garantir um corte perfeito do tubo de modo
que seu encaixe na sede seja total. O aperto da porca externa deve ser realizado de forma
contínua e suave, de modo a moldar o tubo dentro da sede sem esmagá-lo em demasia
(GASNET, [201-?]c).

[Link] 14
DOSSIÊ TÉCNICO

6.2.5 Válvula de abastecimento

A válvula de abastecimento (FIG. 3) é o dispositivo que permite o abastecimento do veículo.


É composta de um corpo de latão fundido ou de aço-liga e uma sede capaz de acoplar o
bico de abastecimento do “dispenser”. A vedação entre estas duas partes é feita por meio
de “o rings” (anéis) de borracha (GASNET, [201-?]c).

As válvulas de abastecimento devem possuir um dispositivo de corte rápido acoplado, de


modo a garantir a interrupção do fluxo de gás em caso de acidente no abastecimento. Sua
instalação deve ficar em lugar acessível e sua fixação deve ser perfeita e tolerar a constante
manipulação a cada abastecimento (GASNET, [201-?]a).

7 COMPRESSÃO DO GNV

Para que possa ser utilizado como combustível para veículos, o gás natural, distribuído na
rede urbana a pressões que em média variam de 5 a 8 bar (1 bar = 0,98 atm) deve ser
comprimido para que atinja pressões de abastecimento da ordem de 200 a 220 bar
(GASNET, [201-?]b).
Este aumento de pressão é possível com o uso de compressores que elevam a pressão do
gás. Em função da grande diferença entre a pressão de admissão (na entrada do
compressor) e a pressão de saída, normalmente, é necessário o uso de múltiplos estágios
(usualmente entre 3 a 5 estágios) (GASNET, [201-?]b).

O gás natural é admitido, filtrado e medido através de dispositivos instalados logo na


entrada do posto de serviço. Estes dispositivos são de propriedade da Companhia de
Distribuição de Gás Natural. Em seguida, o gás é admitido em um vazo de expansão que
funciona como "pulmão". Até este ponto, a pressão de serviço é a mesma que foi fornecida
pela Companhia de Distribuição de Gás (GASNET, [201-?]b).

Existem diversas concepções para construção de um compressor de gás natural. Há alguns


anos era comum utilizar compressores óleo-dinâmicos, que comprimiam o gás por meio de
um fluido (óleo hidráulico) incompressível que ocupava a câmara de compressão reduzindo
o espaço disponível para o gás e causando a compressão. Esta tecnologia, embora eficaz
para que se atingissem as elevadas pressões necessárias ao uso do GNV, mostraram-se
pouco eficientes, apresentando altos índices de contaminação do GNV pelo óleo de
compressão (GASNET, [201-?]b).

A Figura 9 apresenta um esquema simplificado de um estágio de compressão para um


compressor alternativo a pistão.

Figura 9 - Ciclo de compressão simplificado


Fonte: (GASNET, [201-?]b)

15 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

O compressor possui dois tempos: (1) expansão e (2) compressão. No tempo de expansão
admite-se o gás natural pela válvula de admissão (1) que deve estar aberta. Em seguida,
esta válvula se fecha e inicia-se a compressão (subida do pistão). Ao término da
compressão (2), a válvula de descarga é aberta para dar a saída ao gás comprimido. Este
processo pode ser repetido em múltiplos estágios o que permite elevar cada vez mais a
pressão de descarga. Pode ser necessário o resfriamento do gás natural entre um estágio e
outro (GASNET, [201-?]b).

Normalmente os compressores alternativos a pistão utilizam óleo como lubrificante o que


pode contaminar o gás. Algumas tecnologias admitem o uso de anéis de segmento de
material com baixo coeficiente de atrito ([Link].: teflon) e buchas especiais. Uma composição
de conceitos também é possível, com o uso de lubrificante e componentes especiais
(GASNET, [201-?]b).

Na maioria dos casos os compressores são propelidos por motores elétricos e tracionados
por transmissões de polias e correias. Porém existe a possibilidade de utilizar o próprio Gás
Natural como combustível em um motor a combustão interna capaz de fornecer propulsão
ao compressor. Pode-se ainda acoplar o compressor diretamente no propulsor, eliminando-
se a transmissão (GASNET, [201-?]b).

É comum que em postos de serviço seja necessária uma vazão de 600 a 1000 m3/h de GNV
de modo a abastecer a clientela (postos de serviço com 4 pontos de abastecimento). É
preciso muita atenção ao especificar o compressor adequado ao atendimento desta
demanda (GASNET, [201-?]b).

Quanto ao resfriamento, os compressores podem ser resfriados a água ou a ar. Nos


primeiros observa-se uma maior eficiência, porém sua instalação acarreta um custo
adicional por exigir um sistema de resfriamento e cria uma variável adicional a ser
monitorada com consequente aumento no custo de manutenção, sendo portanto menos
utilizados em Postos de Serviço. Os compressores resfriados a ar são de concepção mais
simples, porém apresentam o inconveniente de apresentarem ruído na faixa de 85 a 95 dba
a cerca de 1 metro de distância (GASNET, [201-?]b).

8 LEGALIZAÇÃO DO VEÍCULO CONVERTIDO A GNV

No Brasil, para fazer a conversão do combustível original (gasolina ou etanol) para o gás
natural, a legislação exige do proprietário a apresentação do certificado de Homologação de
Conversão expedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial (Inmetro) ou entidades por ele credenciadas.

A seguir consta os passos para a conversão:

1. solicitar uma Autorização Prévia ao Departamento Estadual de Trânsito – Detran


local;

2. procurar uma oficina homologada pelo Instituto Nacional de Metrologia,


Normalização e Qualidade Industrial - Inmetro, onde poderá ser realizada a
conversão. A relação das oficinas ou instaladoras registradas encontra-se disponível
no site do Inmetro: <[Link] Acesso
em: 04 maio 2022.

3. o veículo deverá ser inspecionado por um Organismo de Inspeção na área de


Segurança Veicular Credenciado pelo Inmetro, portando a Autorização do Detran, a
Nota Fiscal da realização do serviço e o Atestado de Qualidade do Instalador
Registrado, para obtenção do Certificado de Segurança Veicular (CSV), para obter o
Certificado de Segurança Veicular (CSV) e o selo GNV. A relação dos Organismos
de Inspeção na área de Segurança Veicular Credenciado pelo Inmetro, encontra-se
disponível no site: <[Link] Acesso em:
04 maio 2022.

[Link] 16
DOSSIÊ TÉCNICO

4. retornar no prazo de um mês ao Detran para legalização da documentação


apresentando:

- Documento original do veículo;


- Autorização para modificação do veículo;
- Notas fiscais do kit e da mão-de-obra de instalação;
- Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é emitido por um Organismo de
Inspeção autorizado pelo Inmetro e homologado pelo Departamento Nacional de
Trânsito – Denatran;

5. registrada a alteração de combustível, o proprietário retornará ao Organismo de


Inspeção para colocação, no para-brisa do veículo, do selo que permitirá o
abastecimento, conforme modelo constante do Regulamento RTQ 37-Inmetro;

6. Anualmente o proprietário do veículo deverá apresentar no Detran/CRVA novo


Certificado de Segurança Veicular (CSV), para fins de obtenção do licenciamento,
conforme Portaria nº 203/02-Inmetro (SULGÁS. [201-?]).

8.1 O selo GNV

O selo GNV é um instrumento importante no controle estatístico dos veículos que possuem
o sistema GNV instalado, além de orientar equipes de salvamento (Defesa Civil, Bombeiros,
etc.) sobre a existência desse combustível.
Veículos convertidos para gás natural não devem ser tratados com extintores de água, pois
a água pode resfriar rapidamente o cilindro, danificando o seu material e aumentando o risco
de explosões (INMETRO, 2021).

Este selo deve ser portado pelo proprietário ou condutor, podendo ser fixado no pára-brisa
do veículo, de forma a ser visualizado em ambos os lados (INMETRO, 2021).

A validade do selo é a mesma do Certificado de Segurança Veicular, 01 (um) ano, devendo


ser substituído a cada inspeção periódica de segurança veicular. O usuário paga pela
inspeção e automaticamente recebe também o selo (INMETRO, 2021).

8.2 Onde obter o selo GNV

O selo GNV é recebido após a aprovação da inspeção junto com o Certificado de Segurança
Veicular. Atualmente, no Brasil existem, aproximadamente, 218 organismos acreditados
pelo Inmetro (SULGÁS. [201-?]).

9 LEGISLAÇÃO

9.1 Instruções normativas

 Instrução Normativa IBAMA n. 127/2006. Regulamenta limites para veículos pesados


a GNV e dá outras providências.

 Instrução Normativa IBAMA n. 15/2002. Regulamenta os procedimentos para a


utilização de GNV em veículos automotores.

 Instrução Normativa IBAMA n. 25/2002. Institui o Selo de Homologação do


PROCONVE/PROMOT e regulamenta os procedimentos para sua utilização.

 Instrução Normativa IBAMA n. 53/2004. Complementa a Instrução Normativa n. 25


referente à aplicação dos Selos do PROCONVE e PROMOT.

 Instrução Normativa IBAMA n. 55/2004. Regulamenta o método e procedimentos


para a realização dos ensaios ESC e ELR para medição das emissões em veículos
pesados dos ciclos Diesel e Otto (usando GNV).

17 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

9.2 Resoluções

 Resolução do CONAMA n 282/2001. Estabelece os requisitos para os conversores


catalíticos destinados a reposição, e dá outras providências.

 Resolução do CONAMA n. 291/2001. Regulamenta os conjuntos de componentes


dos Sistemas de Gás Natural para instalação em veículos e dá outras providências.

 Resolução do CONAMA n. 297/2002. Estabelece os limites para emissões de gases


poluentes por ciclomotores, motociclos e veículos similares novos.

9.3 Regulamentos técnicos

 Portaria INMETRO/MDIC n. 30 de 22/01/2004. Estabelecer que as inspeções de


segurança veicular, executadas por entidades credenciadas pelo Inmetro, devem ser
feitas de acordo com os requisitos estabelecidos nos Regulamentos Técnicos da
Qualidade do Inmetro “Inspeção de veículos rodoviários automotores - modificação
ou fabricação artesanal” (RTQ-24) e “Inspeção de veículos rodoviários rebocados
com PBT até 7.500 N - modificação ou fabricação artesanal” (RTQ-25).
OBS. Essa portaria possui revogação agendada pela Portaria INMETRO / ME –
n.149- de 24/03/2022. Revogação agendada para 2 de novembro de 2022.

 Portaria INMETRO/MDIC n. 240 de 15/12/2005. Regulamento Técnico da Qualidade


para registro do instalador de sistemas de gás natural veicular em veículos
rodoviários automotores - RTQ-33.
OBS. Essa portaria possui revogação agendada pela Portaria INMETRO/MDIC n. 91
de 12/03/2007. Possui status de aguardando revogação.

 Portaria INMETRO/ME n. 147- de 28/03/2022. Pequisitos para avaliação de Inspeção


de Veículos Rodoviários Automotores com Sistemas de Gás Natural Veicular.

 Portaria INMETRO/MDIC n. 110 de 13/06/2005. Aprovar o Regulamento de


Avaliação da Conformidade (RAC) para empresa de instalação de sistema de
abastecimento de GNV em postos de abastecimento.

 Portaria INMETRO/MDIC n. 111 de 13/06/2005. Aprovar o Regulamento de


Avaliação da Conformidade (RAC) para empresa de comissionamento de sistema de
abastecimento de GNV em postos de abastecimento.

 Portaria INMETRO/ME - número 111 de 17/03/2022. Regulamento Técnico da


Qualidade e os Requisitos de Avaliação da Conformidade para Componentes do
Sistema para Gás Natural Veicular - Consolidado.

 Portaria INMETRO/MDIC n. 171 de 28/08/2002. Estabelecer que os cilindros para


alta pressão e armazenamento de GMV como combustível, a bordo de veículos
automotores de fabricação nacional ou importado, para comercialização no país,
deverão ser compulsoriamente certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de
Avaliação de Conformidade – SBAC.
OBS. Essa portaria possui revogação agendada pela Portaria INMETRO / ME – n.
436- de 19/10/2021. Revogação agendada para 31 de dezembro de 2023.

10 NORMAS TÉCNICAS

 Norma: NBR 8460

Título: Recipiente transportável de aço para gás liquefeito de petróleo (GLP) - requisitos e
métodos de ensaios.

[Link] 18
DOSSIÊ TÉCNICO

 Norma: NBR 8689

Título: Veículos rodoviários automotores leves - combustíveis para ensaio – requisitos.


Fonte: Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

 Norma: NBR 11353-1

Título: Veículos rodoviários - instalação de gás metano veicular (GMV) parte 1 - requisitos
de segurança.

 Norma: NBR 11708

Título: Válvulas de segurança para recipientes transportáveis para gases liquefeito de


petróleo.

 Norma: NBR 12176

Titulo: Cilindros para gases - Identificação do conteúdo

 Norma: NBR 12178

Titulo: Emprego de dispositivos de segurança nos recipientes transportáveis para gases


liquefeitos de petróleo (GLP) - Procedimento

 Norma: NBR 12274

Título: Inspeção de cilindros de aço sem costura para gases, procedimento; (Projeto de
revisão em consulta nacional).

 Norma: NBR 12712

Título: Projeto de sistemas de transmissão e distribuição de gás combustível

 Norma: NBR 13419

Título: Mangueira de borracha para condução de gases GLP/GN/GNF – Especificação.

 Norma: NBR 13794

Título: Registro para recipientes transportáveis de aço para 45 kg e 90 kg de gás liquefeito


de petróleo (GLP).

 Norma: NBR 14537

Título: Recuperação de válvulas automáticas, registros e engates, com e sem dispositivo de


segurança, para recipientes de aço para até 90 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP) –
requisitos.

 Norma: NBR 14903

Título: Gás natural – determinação da composição por cromatografia gasosa.

 Norma: NBR 14955

Título: Tubo flexível de borracha para uso em instalações de GLP/GN - requisitos e métodos
de ensaios.

19 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

 Norma: NBR 15244

Título: Critérios de projeto, montagem e operação de sistema de suprimento de gás natural


veicular (GNV) a partir de gás natural liquefeito (GNL).

 Norma: NBR 15213

Titulo: Gás natural e outros combustíveis gasosos - Cálculo do poder calorífico, densidade
absoluta, densidade relativa e índice de Wobbe a partir da composição

11 FABRICANTES DE COMPONENTES DO SISTEMA GNV ACREDITADOS PELO


INMETRO

Os componentes do sistema de GNV considerados mais importantes quanto à segurança,


além do cilindro, são certificados compulsoriamente desde 2002. A certificação compulsória
é aquela regulamentada por lei ou portaria de um órgão regulamentador, como por exemplo,
o Inmetro. Contrariamente, a certificação voluntária é aquela que não possui qualquer
regulamentação de órgão oficial (MORO, 2013).

Para a instalação desses componentes (redutor de pressão, tubos, suporte do cilindro,


válvulas, entre outros) no veículo, o cliente deve estar atento às informações do Atestado de
Qualidade, fornecido pelo instalador, onde estão listados os componentes adquiridos e seus
respectivos códigos de identificação da certificação (MORO, 2013).

Assim como os componentes do sistema para GNV, a inspeção de veículos rodoviários


automotores com sistema de gás natural veicular, também é um serviço com inspeção
compulsória (MORO, 2013).

Para obter a listagem atualizada dos fabricantes de componentes de kit de GNV, deve-se
acessar a base de Produtos e Serviços com Conformidade Avaliada disponível em: <base
de Produtos e Serviços com Conformidade Avaliada>. Acesso em: 06 maio 2022. Clique na
aba Produtos / Selecione em classe de produto “Componentes do sitema de gás natural
veicular – PT Inmetro nº 257/2002/ PT Inmetro nº 111/2022.

12 OFICINAS AUTORIZADAS PARA INSTALAÇÕES DE KITS GNV

Instaladores registrados são aqueles verificados pela Rede Brasileira de Metrologia Legal e
Qualidade (RBMLQ), segundo os critérios estabelecidos no RTQ-33 (revisão 01) do Inmetro
(Portaria n. 102/2002), cuja capacitação é evidenciada através do Certificado de Registro do
Instalador (CRI). A relação das oficinas ou instaladoras registradas do sistema GNV,
encontra-se disponível no site
<[Link] Acesso em: 06 maio 2022.

13 POSTOS DE ABASTECIMENTO GNV

A lista dos postos de abastecimento de GNV poderá ser solicitada a Agência Nacional do
Petróleo – ANP, através do site: <[Link] Acesso em: 06 maio. 2022.

14 FINANCIAMENTO

Alguns Estados, para estimular a conversão de veículos para gás natural estão reduzindo o
valor do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA para os veículos
convertidos. Estados como Rio de Janeiro e Paraná, por exemplo, oferecem cerca de 75% e
40% de descontos no pagamento do IPVA para carros GNV, respectivamente (CALBO,
2021).

Para verificar se o seu estado oferece desconto para veículos movidos a GNV basta acessar
o site do Detran responsável pelo registro do automóvel (CALBO, 2021).

[Link] 20
DOSSIÊ TÉCNICO

A cobrança do IPVA para veículos movidos a GNV é diferente das demais, conforme a
Secretaria da Fazenda, os veículos movidos a GNV ou energia elétrica possuem alíquota de
1,5%. Para obter o desconto é preciso realizar a instalação do GNV e providenciar a
inspeção veicular por meio de uma empresa autorizada pelo Inmetro de modo que seja
possível conquistar o Certificado de Segurança Veicular (CALBO, 2021).

 Crédito bancário

Vários bancos disponíveis no mercado oferecem linha de crédito para financiamentos de kit
GNV, sugere-se consultar o banco que melhor atendes as condições necessitas do
consumidor.

15 SIMULADORES DE ECONOMIA COM USO DO GNV

GÁS NATURAL VEICULAR. Na ponta do lápis. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 06 maio 2022.

NATURGY. Simulador de economia com GNV. Disponível em: <


[Link]
Acesso em: 06 maio. 2022.

SERGAS. simulador de consumo. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 06 maio 2022.

SULGAS. Calcule a sua economia. Disponível em: <[Link]


veicular?view=veicular>. Acesso em: 06 maio 2022.

Conclusões e recomendações

O gás natural é conhecido como o combustível do futuro. O Brasil está entre os principais
mercados mundiais de GNV, com mais de 500 mil veículos convertidos, perdendo apenas
para a Argentina. O GNV é potencialmente aplicável como combustível, substituto do óleo
diesel e da gasolina, para veículos rodoviários. As reservas brasileiras e o gás natural
importado são capazes de atender a demanda para este segmento, considerando sua
aplicação nos grandes centros urbanos.

A queima do gás natural é considerada como uma das mais limpas, praticamente sem
emissão de monóxido de carbono, representando a melhor opção de combustível para
utilização em centros urbanos, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade de vida da
população. Reconhecidamente, o gás natural é muito mais seguro que os demais
combustíveis. O abastecimento de GNV no Brasil, salvo algumas exceções, é realizado em
postos de abastecimento de combustível.

As instaladoras, conhecidas como oficinas convertedoras, são o principal elo entre o usuário
e o restante da cadeia do GNV. Os resultados dos trabalhos destas empresas são vitais
para a satisfação e a segurança do usuário. O credenciamento e a fiscalização exercidos
pelo Inmetro visam à manutenção da qualidade da prestação do serviço. O kit de conversão
deve obedecer a certos critérios tecnológicos, bem como, regulamentos e portarias que
garantam a segurança do usuário e as estações de abastecimento.

O GNV vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, devendo ser responsável pela
conquista de novos mercados para Companhias Distribuidoras de Gás Natural. Uma
tendência que deverá se consolidar quando a rede de postos permitir uma maior autonomia
dos usuários será a disponibilidade de veículos originais de fábrica utilizando o GNV como
combustível principal.
As entidades/empresas aqui apresentadas servem apenas como referência inicial, tendo
sido consultadas na Internet. O SBRT não tem qualquer responsabilidade pela idoneidade e
veracidade das empresas ou instituições e informações por elas fornecidas nem se
responsabiliza pelos serviços a serem prestados. A responsabilidade pela escolha, o

21 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

contato, uso e a negociação cabem totalmente ao empreendedor, já que o SBRT apenas


efetua indicações de fontes encontradas em provedores públicos de informação.

As normas técnicas citadas são editadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas
(ABNT). Possíveis dúvidas a respeito das normas e a compra podem ser consultadas
mediante contato com a instituição:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – ABNT


Informações técnicas sobre normas (CIT)
Fone: (11) 3017-3645 / 3017-3646
e-mail: cit@[Link]
Pesquisa e compra on-line: <[Link] Acesso em: 06 maio 2022.

Ressalta-se que quando há aplicação de leis, o empreendedor deve se certificar de que está
utilizando o documento oficial, sempre buscando o órgão que emitiu a legislação para
confirmar a sua vigência. Para consultar a vigência da legislação citada neste Dossiê
Técnico e ter acesso ao texto na íntegra, o empreendedor poderá fazer a busca nos
seguintes links:

 Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA disponível em:


<[Link] Acesso em: 06 maio 2022.

 Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos naturais Renováveis - IBAMA


disponível em: <[Link] Acesso em: 06 maio 2022.

 Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – INMETRO disponível em:


<[Link] Acesso em: 06 maio 2022.

Referências

AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO. Resolução n. 16, de 17 de junho de 2008. Fica


estabelecida no Regulamento Técnico ANP parte integrante desta Resolução, a
especificação do gás natural, nacional ou importado, a ser comercializado em todo o
território nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 18 jun. 2008. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 02
maio 2022.

ASSOCIAÇÃO DOS INSTALADORES DE GÁS NATURAL DO RS. Sistema GNV. [S.I.],


[200-?]. Disponível em: <[Link] Acesso em: 13 mar. 2007.

ASPRO GNV. Mundo GNV – veículo. [S.I.], [201-?]. Disponível em:


<[Link]
18&L=#>. Acesso em: 14 mar. 2007.

BAHIA. Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura. GNV:


combustível limpo. Salvador, 2007. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 29 abr. 2022.

BIESEMEYER, Marco Aurélio. Gás Natural Veicu. [S.I.], 2004. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 29 abr. 2022.

CALBO, Felipe. Estados que dão isenção ou redução no IPVA para veículos com gás
natural. [S.I.], 2021. Disponível em: <[Link]
reducao-ipva/>. Acesso em: 06 maio 2022.

[Link] 22
DOSSIÊ TÉCNICO

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução n. 282, de 12 de julho de 2001.


Estabelece os requisitos para os conversores catalíticos destinados à reposição, e dá outras
providências. Diário Oficial da União, Brasília, 19 nov. 2002. Disponível em:
<[Link]
Acesso em: 05 maio 2022.

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução n. 291, de 25 de outubro de


2001. Regulamenta os conjuntos para conversão de veículos para o uso do gás natural e dá
outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 25 abr, 2002. Disponível em:
<[Link]
Acesso em: 05 maio 2022.

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução n. 493, de 24 de junho de 2019.


Estabelece a Fase PROMOT M5 de exigências do Programa de Controle da Poluição do Ar
por Motociclos e Veículos similares – PROMOT para controle de emissões de gases
poluentes e de ruído por ciclomotores, motociclos e veículos similares novos, altera as
Resoluções CONAMA nºs 297/2002 e 432/2011, e dá outras providências. Diário Oficial da
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COSTA, Yoge Jeronimo Ramos da. Análises energética e exergética de um motor de


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(Doutorado em Engenharia de Processos) – Universidade Federal de Campina Grande,
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23 2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT


Gás natural veicular (GNV)

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS


RENOVÁVEIS. Instrução Normativa n.15, de 23 de agosto de 2002. Para fins de obtenção
da certificação de conformidade de conjunto de componentes do sistema de gás natural,
nacionais ou importados, junto ao programa de controle da poluição por veículos
automotores - proconve, os interessados deverão enviar requerimento ao agente técnico
conveniado do ibama, juntamente com o formulário " características do sistema de
conversão bi-combustível" anexo-i desta instrução normativa, devidamente preenchido.
Diário Oficial da União, Brasília, 26 ago. 2002. Disponível em:
<[Link] Acesso em:
05 maio 2022.

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS


RENOVÁVEIS. Instrução Normativa n. 25, de 07 de novembro de 2002. Instituir o selo de
homologaçao do proconve/promot, para atendimento, pelos fabricantes e importadores de
veiculos automotores, da resoluçao conama. Diário Oficial da União, Brasília, 13 nov.
2002. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 05 maio 2022.

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS


RENOVÁVEIS. Instrução Normativa n. 53, de 19 de novembro de 2004. Acrescentar alíneas
na instrução normativa nº 25 de 07/11/2002, conforme dispõe: o uso do selo deve respeitar
sempre as especificações tecnicas, o selo deve ser usado em outdoors, faixas, banners,
ficam isentos do uso do selo os materiais publicitários e etc... Diário Oficial da União,
Brasília, 22 nov. 2004. Disponível em:
<[Link] Acesso em:
05 maio 2022.

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS


RENOVÁVEIS. Instrução Normativa n. 55, de 19 de novembro de 2004. Utilização dos
valores especificados nesta para o ensaio de emissões segundo resolução Conama. Diário
Oficial da União, Brasília, 24 nov. 2004. Disponível em:
<[Link] Acesso em:
05 maio 2022.

INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS


RENOVÁVEIS. Instrução Normativa n. 127, de 24 de outubro de 2006. Confirmar os limites
de emissão para motores a gás natural previstos na resolução Conama nº 315, de 29 de
outubro de 2002, art. 15, § 5º, para vigorarem a partir de 1º de janeiro de 2007, assim como
as condições para ensaio da tabela 2 do § 12. Diário Oficial da União, Brasília, 25 out.
2006. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 05 maio 2022.

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Como obter informações gerais sobre Selo GNV? Brasília, 2021.
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gnv/como-obter-informacoes-gerais-sobre-selo-gnv>. Acesso em: 04 maio 2022.

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Portaria n. 30 de 22 de janeiro de 2004. Estabelecer que as inspeções de
segurança veicular, executadas por entidades credenciadas pelo Inmetro, devem ser feitas
de acordo com os requisitos estabelecidos nos Regulamentos Técnicos da Qualidade do
Inmetro “Inspeção de veículos rodoviários automotores - modificação ou fabricação
artesanal” (RTQ 24) e “Inspeção de veículos rodoviários rebocados com PBT até 7.500 N -
modificação ou fabricação artesanal” (RTQ 25). Diário Oficial da União, Brasília, 27 jan.
2004. Disponível em: <[Link] Acesso em:
05 maio 2022.

[Link] 24
DOSSIÊ TÉCNICO

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Portaria n. 240 de 15 de dezembro de 2005. Regulamento Técnico da
Qualidade nº 33- Registro do Instalador de Sistemas de Gás Natural em Veículos
Rodoviários Automotores. Diário Oficial da União, Brasília, 12 dez, 2002. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 05 maio 2022.

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Portaria n. 147, de 28 de março de 2022. Aprova os Requisitos de Avaliação
da Conformidade para Inspeção de Veículos Rodoviários Automotores com Sistemas de
Gás Natural Veicular - Consolidado. Diário Oficial da União, Brasília, 31 mar. 2022.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 05
maio 2022.

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Portaria n. 110, de 13 de junho de 2005. Aprovar o Regulamento de
Avaliação da Conformidade (RAC) para empresa de instalação de sistema de
abastecimento de GNV em postos de abastecimento. Diário Oficial da União, Brasília, 14
jun. 2005. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 05 maio 2022.

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Portaria n. 111, de 13 de junho de 2005. Aprovar o Regulamento de
Avaliação da Conformidade (RAC) para empresa de comissionamento de sistema de
abastecimento de GNV em postos de abastecimento. Diário Oficial da União, Brasília, 14
jun. 2005. Disponível em: <[Link] Acesso
em: 05 maio 2022.

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Portaria n. 111 de 17 de março de 2022. Aprova o Regulamento Técnico da
Qualidade e os Requisitos de Avaliação da Conformidade para Componentes do Sistema
para Gás Natural Veicular - Consolidado. Oficial da União, Brasília, 29 mar. 2022.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 05
maio 2022.

INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, NORMALIZAÇÃO E QUALIDADE


INDUSTRIAL. Portaria n. 171 de 28 de agosto de 2002. Estabelecer que os cilindros para
alta pressão e armazenamento de GMV como combustível, a bordo de veículos automotores
de fábrica nacional ou importados, para comercialização no país, deverão ser
compulsoriamente certificados no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação de
Conformidade-SBAC. Oficial da União, Brasília, 02 set. 2002. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 05 maio 2022.

MELO, Edson. GNV – Gás Natural Veicular: combustível alternativo. Belém, 2017.
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MORO, Noberto. Inspeção veicular: análise de emissão de gases e poluentes em veículos


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PACHECO, Carlos; CASTRO, Nivalde José de. O GNV - Gás Natural Veicular: principais
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térmicos. Belo Horizonte, [201-?]. Disponível em:
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RICCI, Marco Túlio R. Análise da viabilidade econômica e financeira na aquisição de


uma frota de ônibus urbano movido a gás natural veicular. 2005. Trabalho de
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DOSSIÊ TÉCNICO –       
 
   
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gás
O Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT fornece soluções de informação tecnológica sob medida, relacionad
Dossiê Técnico 
OLIVEIRA, Sonia Maria Marques de; GERMANI, Egon; 
CORREA, Eduardo
DOSSIÊ TÉCNICO  
2 
2022 c Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT 
Sumário 
 
1 DEFINIÇÃO ..........................
DOSSIÊ TÉCNICO  
3 
2022 c  Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT 
Conteúdo 
 
1 DEFINIÇÃO 
 
O gás natural é uma m
Gás natural veicular (GNV) 
www.respostatecnica.org.br  (http://www.respostatecnica.org.br/)
4 
 
Quadro 1 – Propriedades fís
DOSSIÊ TÉCNICO  
5 
2022 c  Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT 
A composição comercial do gás natural, pode vari
Gás natural veicular (GNV) 
www.respostatecnica.org.br  (http://www.respostatecnica.org.br/)
6 
5 COMPARAÇÃO ENTRE GNV X GASO
DOSSIÊ TÉCNICO  
7 
2022 c  Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT 
estágios. Essa tecnologia possibilita a eliminaç

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