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Técnica de Coloração de Gram: Guia Prático

A coloração Gram, ou bacterioscopia, permite classificar as bactérias de acordo com suas características morfológicas e tintoriais. Esse teste serve para um diagnóstico presuntivo

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Franciele Soares
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A coloração Gram, ou bacterioscopia, permite classificar as bactérias de acordo com suas características morfológicas e tintoriais. Esse teste serve para um diagnóstico presuntivo

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COLORAÇÃO DE GRAM

1. Introdução

A coloração Gram, ou bacterioscopia, permite classificar as bactérias de acordo com suas


características morfológicas e tintoriais. Esse teste serve para um diagnóstico presuntivo

rápido de um agente infeccioso e para uma avaliação da qualidade da amostra. A coloração de


Gram diferencia as bactérias com base nas características de suas paredes celulares. As
bactérias Gram-positivas possuem uma parede espessa de peptidoglicano e grandes quantidades
de ácido teicoico, os quais retêm o corante inicial (cristal violeta), não sendo afetado pelo
passo de descoloração com álcool absoluto (ou álcool acetona). Dessa forma, as células apresentam ao
final da coloração uma cor azul/roxa. As Gram-negativas, por sua vez, possuem uma parede celular
constituída de uma camada fina de peptidoglicano, que permite a descoloração do cristal violeta com o
álcool absoluto (ou álcool acetona), e posterior coloração com o corante de fundo, a fucsina. Ao final do
processo, as bactérias Gram-negativas apresentam cor rosa/vermelha.

2. Objetivos

Desenvolver habilidades para executar as técnicas de preparação de esfregaços e para o método


de coloração de Gram.

3. Materiais e métodos

 Água
 Álcool
 Cristal violeta
 Lugol
 Safranina
 Alça de Platina
 Lâminas de vidro
 Fucsina;
 Pipetas de Pasteur
 Suporte para coloração das lâminas
 Placa com crescimento bacteriano: E.coli e S.aureus
 Tubo de ensaio
 Microscópio óptico
 Bico de Bunsen
 Utilizando-se da área estéril em volta do bico de Bunsen ou a capela de fluxo laminar,
retirar, com o auxílio da alça de platina, uma pequena porção da bactéria desejada (já
inoculada em placa petri).

 Colocar uma gota de água destilada em um lâmina, esfregar a ponta da alça de platina
com a bactéria na gota, fazendo um círculo.

 Secar a água com o auxílio do bico de bunsen.

 Corar com Cristal violeta por 60 segundos.

 Lavar com esguicho de água destilada

 Corar com Lugol por 60 segundos.

 Lavar com esguicho de água destilada.

 Passar álcool acetona até que não haja mais desprendimento de corante.

 Lavar com esguicho de água destilada.

 Corar com fucsina por 30 segundos.

 Lavar com esguicho de água destilada e esperar secar.

 Visualize no microscópio. Logo após leia em objetiva de imersão (100 X).

Leitura e interpretação dos resultados

Os microorganismos roxos, eram gram-positivos (Staphylococcus aureus).

Os de coloração rosa com forma de bastonetes eram gram-negativos (Escherichia coli).

Essa diferença de cor ocorre, pois as bactérias gram-positivas possuem uma densa camada de
peptideoglicano em sua parede celular, enquanto as gram-negativas possuem uma fina camada
desse composto e uma membrana externa, constituída por lipopolisacarídeos. Ao corar as
bactérias com cristal violeta e lugol, o complexo de cristal violeta-iodo é absorvido por ambas,
porém, ao serem tratadas com álcool, as espessas paredes celulares das bactérias gram-positivas
são desidratadas, provocando a contração dos poros do peptideoglicano, tornando-as
impermeáveis ao complexo; enquanto a porção lipídica das membranas externas das bactérias
gram-negativas se dissolve, deixando o complexo ser removido. Ao corar ambas com a safranina,
as gram-negativas absorvem esse contracorante por estarem incolores, diferentemente das gram-
positivas, que não absorvem por já estarem coradas.

Conclusão
Concluiu-se que a atividade desenvolvida foi de extrema importância para o conhecimento
das bácterias gram positivas e gram negativas.

referências

Técnica de Coloração de GRAM. Ministério da Saúde Secretaria de Políticas de Saúde Programa Nacional de
DST e Aids. Brasília 2001.

MOREIRA, J. L. B. et al. Visualização bacteriana e colorações. Imprensa Universitária da Universidade


Federal do Ceará (UFC).

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