1-Sebenta PNA Final
1-Sebenta PNA Final
2020
Diogo Carvalho | Inês Amaral | João Cravo
Autores e Prefácio
Autores
• Inês Amaral, alumni FCM/NMS da Universidade NOVA de Lisboa, 27ª classificada na PNA 2020
• João Cravo, alumni FCM/NMS da Universidade NOVA de Lisboa, 141º classificado na PNA 2020
• Diogo Carvalho, alumni FCM/NMS da Universidade NOVA de Lisboa, 176º classificado na PNA 2020
Prefácio
Com a introdução da PNA em 2019, surgiu um novo desafio – o de estudar para um exame completamente
diferente do antigo Harrison. Embora nos sentíssemos privilegiados por termos realizado a segunda edição da
prova, partindo do princípio que, com o feedback dos nossos colegas que a realizaram no ano anterior,
estaríamos mais bem preparados, a verdade é que foi uma etapa inicialmente marcada por grande incerteza e
receio.
À semelhança da maioria daqueles que realizaram a prova em 2020, optámos por nos inscrever numa empresa
portuguesa de preparação para a PNA, sendo que o nosso estudo inicial consistiu essencialmente na leitura de
slides e assistência às aulas lecionadas por formadores dessa empresa. Porém, à medida que fomos realizando
questões das qbanks da uWORLD e AMBOSS (algo que fizemos desde o início do estudo), apercebemo-nos de
três coisas: 1) eram surpreendentemente similares às da PNA 2019 e da Prova Piloto, 2) a maioria incidia
recorrentemente sobre os mesmos tópicos (hot topics ou high yield topics), dentro de determinado tema e 3)
avaliavam maioritariamente a compreensão de questões simples da prática clínica (o que seria de esperar,
dado que o STEP 2 CK do USMLE, tal como a PNA, são exames direcionados a alunos/médicos recém-
formados). Este foi, assim, um ponto de viragem do nosso estudo, em que começámos a recorrer
adicionalmente a bibliografia/recursos de estudo direcionados ao STEP 2 CK e, em particular, a esses tópicos
mais importantes. Desses recursos, destacamos o FIRST AID FOR THE USMLE CK, a biblioteca da AMBOSS, as
explicações às perguntas da uWORLD, e os vídeos do(a) OnlineMedEd/Doctor High Yield MD.
Chegando ao início de junho e já tendo dado uma volta inteira à matéria, apesar de mais bem direcionados,
sentíamos que o conhecimento que tínhamos retido estava pouco solidificado e a informação estava dispersa
pelos recursos bibliográficos supramencionados. Para além disso, a quantidade exorbitante e, em grande parte
desnecessária, de matéria abordada nos slides continuava a assombrar-nos, levando-nos a questionar como é
que resumiríamos tudo aquilo de uma forma simples, esquemática, direcionada à matriz da PNA e à realidade
portuguesa, e que fosse a nossa única fonte de estudo (para além das perguntas que repetimos dezenas de
vezes) na reta final para a prova. Foi deste modo que surgiu a ideia de criar uma sebenta, um projeto coletivo
que nos ocupou um total de 2 meses e meio de trabalho (com início a meio de junho e término em final de
agosto) árduo, de dedicação e entreajuda, mas que viria a poupar-nos imenso tempo nos 3 meses que se
seguiram até à data da prova.
Finda a PNA, na qual consideramos que obtivemos bons resultados, decidimos partilhar esta ferramenta de
estudo, que nos foi tão útil, com os colegas que a realizarão nos anos subsequentes, esperando que possam
encontrar nela igual utilidade. Por fim, gostaríamos de deixar as seguintes informações em jeito de disclaimer:
Bibliografia Página 1
Gastroenterologia
+ Cirurgia
Coisas para relembrar:
Náuseas e Vómitos 1 • Hipertensão Intracraniana --> Cefaleia (piora com valsalva) + Vómitos + Papiledema
• Enxaqueca - cefaleia unilateral + fotofobia +/- aura --> tx: AINEs ou triptanos
• Bulimia com IMC NORMAL --> Diferente da anorexia! Risco de S. Boerhaave
• Na maioria dos casos a história clínica e EO dão-nos o diagnóstico!
• EAM parede inferior --> Náuseas e vómitos + pensar em enfarte VD (pulmões limpos + Kussmaul)
• Existem 2 grandes grupos de causas: • VPPB --> Episódios súbitos e curtos de vertigem com a mudança de posição
○ Estruturais • Gastroparésia
○ Metabólicas ○ Diminuição do esvaziamento gástrico devido a obstrução não mecânica (disfunção autonómica)
• Ver resumo de vómitos de Pediatria ○ Clínica de N/V, distensão abdominal e enfartamento pós-prandial
○ Mais frequente IDIOPÁTICO. Também associado a DIABETES e cirurgia do TGI superior
• Emese na grávida
• Normal no 1ºT (<16 semanas) - podemos dar piridoxina (B6) e/ou doxilamina
• + de manhã
• Se persistir para além disso -> excluir gravidez múltipla ou doença do
trofoblasto (eco vaginal)
• Hiperemese gravídica:
• Náuseas e vómitos severos e persistentes + perda de > 5% do peso PRÉ-
gravidez + cetonúria
• Alcalose metabólica: perde H+ e Cl (hipoclorémica)
• Tx: fluidoterapia (REPOR) + piridoxina e doxilamina
• Nas crianças, dar preferência a antieméticos que não tenham ação dopaminérgica pelos
efeitos parkinsónicos (metoclopramida/domperidona) -> Ondasetron!
IBP:
• São SEMPRE a resposta correta.
Teste respiratório e fezes Não há cá sucralfatos ou
ranitidinas
• Devem ser usados 4-8 semanas
e depois reduzidos
• Gradualmente até à suspensão.
São a 1ª linha na DRGE (com
mudança estilo de vida)
3ª linha!!
Gastrinoma --> Produz gastrina --> Hiperacidez gástrica --> Aumento do risco de úlceras pépticas + diarreia.
• Pirose após 30-90 min após refeição Exemplo: temos um homem super gordo com sintomas ligeiros.
• Agrava deitado e com comida picante Podemos fazer só mudanças de estilo de vida porque vão resolver Falha = EDA + biópsia
• Melhora sentado e com antiácidos
Tendo em conta que a PIROSE tem uma associação • Antiácidos: só aliviam os sintomas - alumínio
tão forte com a DRGE podemos tratar (obstipação) ou magnésio (laxante)
Sintomas atípicos: empiricamente sem MCDTs! A resposta favorável à • Anti-H2 (cimetidina, ranitidina): causam
• Rouquidão matinal tolerância. Tomar à noite
prova tx dá-nos o dx!
• Tosse inexplicada, estridor
Só é DRGE: mantém IBP
• Asma noturna o Elevar cabeceira
o Evitar roupas apertadas
1.
o Refeições pequenas 2. Tem metaplasia: Dar altas doses de IBP
pHmetria: é o que nos diz que é ácido - é o melhor o Não comer antes de dormir 3. Tem displasia: Ablação local endoscópica + IBP
teste mas só fazemos se diagnóstico incerto (ex:
sintomas atípicos ou clínica típica de DRGE sem
o Evitar álcool, café, chocolate e menta 4. Tem cancro: estadiar e tratar
evidência de esofagite)
Manometria: só fazemos se formos operar --> excluir Esófago de Barrett:
substituição de epitélio pavimentoso em
patologia esofágica motora SINAIS DE ALARME colunar intestinal com células de Goblet
• Disfagia ou odinofagia – não são sintomas típicos
• Sintomas há muito tempo - risco de complicações como
QUANDO OPERAR? Nem a cirurgia nem o tratamento médico impedem o desenvolvimento de
• Não há indicações formais mas + para esófago de Barrett e adenocarcinoma
um adenocarcinoma se já temos EB!
doentes jovens, com complicações • Perda de peso de 5%
Cirurgia serve para aliviar os sintomas a longo prazo
• Pré-op: temos de confirmar que é refluxo • Hemorragia digestiva ou anemia
Fazer esquema de vigilância apertado para diagnosticar a neoplasia o +
(EDA + pHmetria + manometria + ver se • Massa, estenose ou úlcera em estudos anteriores
precoce possível e fazer tx endoscópico para erradicar as áreas já afetadas
há hérnia do hiato) • Rastreio de EB em pessoas selecionadas
• + laparoscopia • Vómitos persistentes
OU SEJA TUDO O QUE NÃO É UM REFLUXO NORMAL
• Nissen: 360º pode levar a síndrome de Dor torácica de origem esofágica – DRGE é a causa mais comum!!:
gas bloat por não conseguir arrotar e • Sem relação com o esforço
disfagia a sólidos - Acalásia! (preferível se COMPLICAÇÕES • Prolongada
função peristáltica normal) • Esofagite ++ • Interrompe o sono – pior em decúbito
• Parcial: tenta rodar menos para reduzir • Estenose + → dilatar com balão + IBP (o tx não é cirúrgico). • Em relação com as refeições
complicações (preferível se função Excluir malignidade! • Alivia com anti-ácidos
peristáltica ausente/alterada) --> É o que • Metaplasia (EB) e Adenocarcinoma - Maioria são sintomáticos. • Sintomas acompanhantes: pirose, disfagia ou regurgitação
se faz na Acalásia (obrigatório porque ↑ risco adenocarcinoma!!
não tem peristalise! Se fecharmos • Respiratórias: refluxo laringofaríngeo, asma, fibrose pulmonar
completamente volta a ficar =) idiopática
Estrutural Motilidade
Localização Orofaríngea (acima do EES) Esofágica (abaixo do EES) Intermitente Constante
Sólidos Sólidos + líquidos
Clínica • Retenção do bolo alimentar • Localizada ao peito Impactação
• Aspiração • Dor torácica Progressiva
• Regurgitação
1º Bário 1º Bário
• Rouquidão
-------
• Dor localizada à fúrcula supra-esternal Melhor: EDA + biópsia Manometria
Causas Iatrogénica (cirurgia ou RT) Estrutural: Melhor: EDA + biópsia
Neurológica: AVC, ELA, Parkinson, • Anéis de Schatzki
Miastenia, entubação prolongada • Esofagite eosinofílica
Estrutural: • Estenoses pépticas Acalásia ++ Espasmo Esofágico Esclerodermia
• Divertículo de Zenker Motilidade: Difuso
• Barra Cricofaríngea • Acalásia • Perda de neurónios ganglionares no plexo • Contrações esofágicas anormais (não Depósito de colagénio
• Neoplasias • Espasmo esofágico difuso mioentérico esofágico peristálticas) aleatórias + esfíncter que substitui o músculo
• Esclerodermia • Parece uma DAI contra os neurónios inibitórios – EEI normal! EEI não contrai
sempre contraído
Dx Videofluoroscopia de deglutição = Papa Estrutural – EDA (é o + útil!) ou radiografia Clínica: *Mulher de 30-40 anos,
baritada que vê deglutição ao longo do de contraste - bário ou esofagograma (não Clínica: • Muita dor! ↑ taxa suicídio s/ aparentes FR para
tempo - não é só um RX dispensa EDA) • Disfagia progressiva sólidos e líquidos • Parece um EAM DRGE
Motilidade – Manometria • Regurgitação de comida não digerida • Precipitada stress emocional e por
• Dor torácica, perda de peso, tosse noturna líquidos quentes e frios Calcinose
• Doente prefere engolir alimentos em pé Raynaud
Anel de Schatzki Membranas Divertículo de Estenoses e Dx: Esófago com
(webs) Zenker Cancro Dx: • Excluir primeiro SCA, esofagite dismotilidade
• RX baritado: aparência em bico de lápis ou bico de péptica ou infecciosa (EDA) Sclerodactilia
• Anel na JGE (distal) • Membranas ao longo • Divertículo • Estenoses por DRGE pássaro + divertículo epifrénico + aparência sigmóide • RX baritado: esófago em saca-rolhas, Telangiectasias
• Aquirido, > 40 anos do esófago (+ hipofaríngeo, de • Cancro proximal = • Manometria: confirma o diagnóstico – em rosário, pseudodiverticulose DRGE GRAVE!
superiores) pulsão por EES muito escamoso, por tabaco comprometimento do relaxamento do EEI + ausência • Manometria: ++ atividade
• Disfagia a sólidos de peristaltismo desordenada do esófago distal >20% Rx baritado: esófago
• Síndrome Plummer- contraído (triângulo e álcool
episódica - • Sempre endoscopia!!! (EXCLUIR PSEUDOACALÁSIA - das deglutições. Contrações dilatado
Vinson: mulher com de Killian)! FALSO • Cancro distal =
Steakhouse syndrome causa mecânica que parece acalásia: ++ cancro!) – espontâneas e repetitivas Manometria: esfíncter
anemia ferropénica e • Idoso com adenocarcinoma por deve ser normal laxo e sem peristálise
• Dx: 1º bário = membranas no regurgitação de DRGE • Rx tórax: aumento mediastino Variantes: EDA
estreitamento, 2ª EDA esófago comida não digerida, • Perda de peso • Esófago em quebra-nozes –
= anel • Aumenta o risco de halitose, aspiração. • Dx: 1º bário (estenose Tx: contrações muito vigorosas Anticorpos
• Tx: dilatação por balão cancro do esófago! Hx de pneumonias é simétrica, cancro é Não há formas de prevenir ou reverter a acalásia! (hipertensivas) e repetitivas anticentrómero ou
• Dx: Bário • Não dói! assimétrico), 2º EDA + Objetivo: ↓ pressão EEI com peristaltismo normal Scl-70
• Tx: Ferro + rastreio • Dx: 1º bário, 2º EDA + bx • Fármacos: sempre temporário. + toxina Tx: (ver Reumato)
botulínica Evitar triggers
EDA bx • Tx estenose: IBP +
• Dilatação com balão BCC, nitratos e anticolinérgicos
• Tx: Diverticulectomia dilatar • Miotomia de Heller + fundoplicatura parcial - Toxina botulínica
+ miotomia • Tx cancro: QT/RT + uma das complicações é ficar com DRGE ADT
cricofaríngea cirurgia Complicações: Dilatação
• Aspiração pulmonar (pneumonia e abcesso), Grave: esofagomiotomia longa
megaesófago, cancro do esófago (células escamosas)
4 tipos:
• Tipo I: deslizamento (95%)– sintomas de DRGE +++
IBP + estilo de vida
• Tipo II: paraesofágica (5%) – cárdia no sítio normal mas deslocação
do fundo gástrico
• Tipo III: mista ou combinada Se continuar sintomático
JGE sobe JGE mantém-se • Tipo IV: outro órgão além do estômago
para mediastino in situ
Emagrecimento clinicamente significativo: • Fazer HC completa e avaliação psicológica, hemograma com plaquetas,
• > 4,5 kgs ou > 5% peso em 6-12 meses enzimas hepáticas, PCR, VS, função renal, provas tiroideias, RX tórax e
ecografia abdominal
• Rastreio das neoplasias específicas para faixa etária
• Se risco: HIV
5 causas frequentes:
• Idosos: triagem para demência e depressão
• Neoplasia ++: + tumores sólidos, mau prognóstico • Avaliação nutricional
• Doenças inflamatórias crónicas
• Patologia metabólica: hipertiroidismo, diabetes, urémia
• Psiquiátrico ou neurológico TRATAR A CAUSA
• Medicação: sedativos, antibióticos, AINEs, SSRI, metformina, IECAs Se perda de peso inexplicável: dar suplementos nutricionais entre as refeições
Mirtazapina faz aumentar o peso. Bom se depressão!
• Cushing - neurotrauma
• DIARREIA EDA!
• Dx: Medir valor de gastrinémia em jejum:
○ <250: normal
• < 55 anos E sem sinais de alarme =
• Gastrinomas - Zollinger-Ellison ○ …. = FAZER TESTE SECRETINA (gastrina aumenta) test and treat Hp - se falha
○ >1000: gastrinoma
+ Fazer cintigrafia com somatostatina (octreoscan!!) IBP - se falha EDA
• Tx: cirurgia + IBP altas doses
+
mesmos AB – se falha novamente –
IBP! Amoxicilina 1g DGS: IBP + amoxicilina +
cultura e TSA
o Documentar erradicação às 4 semanas
claritromicina
UD 4 semanas Claritromicina 500mg O metronidazol pode substituir a sem AB ou bismuto e 2 semanas sem
UG 8 semanas. Metronidazol 500 mg amoxicilina em doentes alérgicos IBP! (+++ pelo teste respiratório)
mas evitar álcool!
Antes da EDA
Notas finais:
➢ A principal complicação decorrente da reparação cirúrgica
das hérnias é a recorrência! -> Avisar os doentes desse risco
○ Tx? Voltar a operar mas de uma forma diferente da
anterior
➢ Outras complicações a ter em conta são:
○ Dor neuropática por lesão nervosa durante a cirurgia!
○ Coleções líquidas (hematomas e seromas) - não drenar
• Fezes anormalmente líquidas, em grande quantidade (>200 g/dia) OU >3 vezes/dia!! *Vacina extra-plano (está no PNV 2020 mas ainda não se sabe para quem) Colonoscopia com pseudomembranas
• Podemos classificá-la temporalmente em: ➢ Dar o mais precocemente possível porque quanto mais velha for a criança,
maior o risco de intussuscepção
○ Aguda se < 2 semanas
○ Persistente se entre 2-4 semanas
○ Crónica se > 4 semanas
Secretória Inflamatória
• Rotavírus e Norovírus - são de longe os Bactérias
DIARREIA AGUDA principais agentes de qualquer diarreia ➢ Salmonella
infecciosa, principalmente em idade pediátrica. ➢ Campylobacter (pode dar convulsões e SGB)
• 90% provocada por agentes infeciosos (gastroenterite) • Giardia (quadro subagudo e chato, ➢ Shygella (pode dar SHU)
• Pode ser acompanhada por vómitos, febre, dor abdominal esteatorreia) -> Necessita de tratamento com ➢ Yersinia (simula apendicite)
• Principais grupos de Risco Etiologia metronidazol ➢ E. Coli (a EHEC pode dar SHU)
○ Viajantes (= ETEC) • ETEC (causa + comum diarreia viajante) ➢ C. Dificille (hx de ATB)
○ Ingestão de certos alimentos • Criptosporidiose: HIV (ver extras infeto) ➢ E. Hystolitica (endémico do méxico)
○ Imunossuprimidos ➢ Tal como a maioria das infeções virals, tbm se ➢ Diarreia sanguinolenta, com muco
○ Institucionalizados acompanham frequentemente de pródromo ➢ Dor abdominal
○ Crianças e quem tem putos em casa/trabalha em creches catarral --> Vómitos + febre baixa --> diarreia: ➢ Febre alta
➢ Diarreia aquosa, sem muco ou sangue, que ➢ Parâmetros inflamatórios aumentados
▪ Rotavírus e norovírus
persiste com o jejum ➢ Leucócitos nas fezes
Clínica ➢ Hx típica: surtos em creches/escolas ou pais que
• Carne de Aves - Campylobacter (SGB) e Shigella (SHU) convivem com crianças que andam numa escola
• Marisco e água em países badalhocos (Índia) - Vibrio cheia de putos doentes nos últimos dias.
• Queijo e mel - Listeria (produtos não pasteurizados)
• Ovos - Salmonella
• Arroz - Bacilus Cereus
Pediatria
• Enlatados - Clostridium perfigens (botulinum se paralisia flácida) A rehidratação é a medida mais importante de qualquer gastroenterite aguda, principalmente nas crianças
• Carne de porco - yerSUINia ("apendicite like") ➢ Tolerância oral/desidratação leve-moderada: hidratação oral
• Comida não conservada/"exposta ao ar" - S. Aureus (típico caso de ➢ Intolerância oral/desidratação grave: hidratação EV (soro isotónico NaCl 0,9)
diarreia aguda num grupo de pessoas que foi fazer um piquenique) + vómitos ➢ Reintrodução alimentar (inc. amamentação materna) o mais precocemente possível, sem restrições
• Carnes cruas no geral: [Link] ➢ Eventualmente...um antiemético se vómitos muito persistentes (e >6M de idade) -> único aceitável: Ondasetron
Assumimos que é Viral!! --> Vamos observar e ver se resolve! Exame Microbiológico das fezes Coproculturas + Pesquisa Toxinas
([Link]) + Antigénio do Rotavirus /
• Se resolver, o doente vai à sua vida +
Protozoárias (Giardia ; [Link])
• Se persistir >2 semanas temos de pensar em agentes como: Antibioterapia Empírica enquanto esperamos resultados
○ Giardia das culturas
○ [Link] Tx ambas: metro Nota: Clostridium difficile 1ª linha é
○ [Link] Ciprofloxacina / Azitromicina (= profilaxia) Vancomicina Oral ou fidaxomicina oral
*Em casos mais graves, pode-se adicionar
A Profilaxia da Diarreia faz-se em viajantes para países de alto risco + /- metronizadol IV, mas a vancomicina é sempre oral,
endémico SE: Metronidazol (cobre Giardia e C. difficile) se nunca IV
• Imunossuprimidos diarreia prolongada...e características
• DII secretórias
• Hemocromatose
• Acloridria gástrica (IBP)
Com: Azitromicina, ciprofloxacina ou rifaximina --> Diminui quase na Se nada disto é conclusivo: partimos para exames de imagem como
colonoscopia, EDA com biópsias e aspirado duodenal, (...)
totalidade o risco de diarreia
• 1ª coisa é excluir Cirurgias anteriores, medicação (laxantes!) e causas iatrogénicas • Avaliação Laboratorial
• Hx Clínica + EO ○ Hemograma + Bioquímica (inc PCR e VS) + Proteinograma
○ Foco para as características das fezes, perda ponderal, (...) ○ Folato / B12 / Ferro e Ferritina --> Despistar distúrbios nutricionais Dependendo do contexto
• Tratamento ○ Função tiroideia --> Excluir Hipertiroidismo
○ Fluidoterapia + eletrólitos ○ Anticorpos para a doença celíaca --> Ac. Antitransglutaminase IgA
○ Dirigido à causa ○ Estudo das fezes: Microbiologia, Osmolaridade, pH, Gordura fecal e Elastase Fecal --> Excluir patologia infeciosa ou
○ Empírico com Loperamida / Codeína --> Risco de Megacólon Tóxico na DII distúrbios da absorção
○ Diarreia Diabética --> Clonidina ○ Leucócitos e calprotectina fecal --> Diarreia inflamatória
○ SII --> Tx psicológica +/- Ondasetron / Rifaximina ○ Testes respiratórios --> Intolerância à Lactose
○ Colonoscopia com biópsias --> Mais na Diarreia com sangue (Inflamatória)
○ EDA com Biópsia Duodenal
Íleo terminal
➢ Vit B12 - anemia megaloblástica; neurop. periférica Teste de Schilling --> Qual a causa do défice de B12?
➢ Sais biliares - lípidos - esteatorreia ○ Vai permitir perceber se o défice de vit. B12 é por malabsorção ou por anemia perniciosa
Doenças da mucosa intestinal (teste da D-xylose anormal, <4,5g) Doenças do pâncreas exócrino (teste da D-xylose normal;
enzimas pancreáticas nas fezes diminuídas)
Outras
➢ Síndrome do intestino curto (ex: pós-cirurgia por doença de Crohn
ou por qualquer outra razão, e que afete predominantemente o
duodeno)
➢ Doença de Crohn (ver aula correspondente)
D/cálcio/fósforo Osteopenia/osteoporose/alt. do crescimento e desenvolvimento (ósseo) nas crianças = Rickets (Raquitismo) HiperCa: obstipação,
DRC é uma causa importante! cansaço/depressão, litíase renal,
Suplementar nos casos de osteopenia/hipocalcemia (ex: na DRC) polidipsia e poliúria
E Neuropatia periférica, ataxia espinhocerebelar, atrofia musculo-esquelética, retinopatia
K ↑ PT, hemorragia RN fazem profilaxia com injeção IM ao nascimento!
Zinco Hipogeusia (perda do paladar), hipogonadismo, nanismo, hipopigmentação capilar Crianças vegetarianas devem ser suplementadas com Náuseas, vómitos, febre
Acrodermatite enteropática: diarreia, alopecia, depressão, irritabilidade, exantema* zinco durante a diversificação alimentar
Hipomagnesemia Fraqueza muscular, disf. neurológica, arritmias (ECG: prolongamento QT - Torsade de Pointes!) Corrigir sempre no caso de hipoK! Vasodilatação (flushing, hipoTA), obstipação/ileus,
Sulfato de magnésio para prevenir/tratar hiporreflexia, fraqueza muscular, fal. respiratória,
Torsade coma
*De um modo geral, os défices vitamínicos devem-se a défices alimentares/malabsorção: para as vitaminas ADEK (lipossolúveis) a principal causa é a malabsorção de gorduras (pâncreas, d. celíaca…); para as restantes é sobretudo o alcoolismo; há
depois doenças específicas que causam certos défices vitamínicos isolados (ex: Anemia perniciosa e déf B12).
* Sim, existem mais vitaminas e minerais daqueles apresentados na tabela, mas têm pouca relevância.
*Dermatite peri-oral/peri-nasal/peri-orbitária
Nota: nalguns casos, a ap do CCR pode não ser insidiosa mas sim aguda,
com necessidade urgente de intervenção!
Curiosidade sobre metastização:
➢ Tumores do reto baixo (abaixo da linha pectínea) -> Pulmão
➢ Tumores do reto médio/alto -> Fígado
Antes de iniciar a terapêutica, é necessário
responder às seguintes questões:
➢ Metastizado? Avaliar grau de ressecabilidade
○ Sim (estadio IV) ➢ Irressecável ou mau estadio
○ Não funcional: QRT (+/- cirurgia
paliativa)
▪ É de tal forma baixo que invade o complexo
esfincteriano ➢ Metástases ressecáveis: RT
neoadj. + cirurgia
ou compromete demasiado a sua função (doente já
com incontinência antes de iniciar Tx)?
□ Sim Amputação abdominoperineal (Tirar o reto e ânus + deixar
□ Não saco de colostomia)
Notas:
• A grande diferença no
Estadio Tratamento tratamento da neo do
reto para a do cólon é a
*Fatores de bom prognóstico para resseção transanal T1 Resseção transanal* (se Fatores de bom opção de QRT (vs. QT no
prognóstico) - é tipo uma remoção do pólipo cólon) de forma
NEOADJUVANTE porque
T2 Resseção Anterior do Reto queremos preservar ao
Envolvimento do II e III (≥T3 e/ou N+) QRT neoadjuvante --> Reestadiar com RM --> máximo a função
AnoRetal!;
mesorreto Cirurgia (resseção anterior do reto + excisão
• A grande diferença no
do mesorreto) dx é a necessidade de
*Notas: fazer RM para ver
➢ A exenteração pélvica (resseção de pelo menos 2 órgãos adjacentes) é envolvimento do
uma opção viável se o tumor for de tal forma grande que invada outros mesorreto, no cancro
órgãos retal
➢ A excisão do mesorreto é total se tumores do reto baixo/médio e parcial • Follow-up = cancro do
se reto alto cólon
Quando pensar em realizar cirurgia? Ou seja, se complicações graves da doença, doença intratável ou clínica aguda fulminante e com risco de
vida (ver DII 3)
Histologia ➢ Inflamação contínua e superficial ➢ Inflamação descontínua (skip lesions; padrão de calçada)
➢ Edema, friabilidade da mucosa, pseudopólipos e transmural (profunda)
➢ Abcessos das criptas com PMN ➢ Granulomas Não-Caseosos
Sintomas GI ➢ Sintomatologia de predomínio aguda com múltiplos flares ➢ Sintomatologia mais insidiosa
e grau elevado de agressividade (e até com febre e ➢ Diarreia não-sanguinolenta (+ aquosa)
repercussão hemodinâmica - taquicardia, hipoTA) ➢ Dor constante (+ QID)
➢ Diarreia sanguinolenta e com muco ➢ Perda de peso (++ repercussões nutricionais porque afeta
➢ Pode ter perda de peso int. delgado)
➢ Dor aquando da defecação (+ QIE) ➢ Massa abdominal por vezes palpável
➢ Tenesmo, urgência
Complicações ➢ Megacólon tóxico (mais temida) ➢ Fístulas, fissuras, abcessos e estenose/obstrução
cólicas ➢ Perfuração
➢ Neoplasia
➢ Hemorragia intensa, com anemia inflamatória e/ou
ferropénica
Sintomas/doenç ➢ Estomatite aftosa ➢ Semelhante à CU (excepto a CEP)
as extra-GI ➢ Episclerite/uveite ➢ Fístulas (cutâneas; vesicais; entre diferentes ansas
(podem ➢ Artrite "enteropática" intestinais)
preceder as ➢ Eritema nodoso, pioderma gangrenoso ➢ Malabsorção de múltiplos nutrientes (ex: vit. B12 ->
manif. ➢ Colangite esclerosante primária (CEP) anemia megaloblástica, cálcio -> litíase renal
intestinais e • Suspeitar quando --> Aumento da (hiperoxalúria) e osteoporose), podendo levar também a
acompanhar ou FA/GGT/[Link]!! restrição do crescimento nas crianças
não a atividade ➢ Outras DAI ➢ Outras DAI
da doença)
Diagnóstico 1) Excluir sempre colite infeciosa = CU + necessária avaliação posterior de todo o trato GI
1. Hemograma + biom. inf. (PCR e VS) + calprotectina (esofagogastroduodenoscopia)
fecal + ASCA e p-ANCA
2. Rx abdómen ++ ASCA
3. Coproculturas e pesq. C. Dificille
4. Serologia CMV
2) Confirmação com Ileocolonoscopia e biópsia
Mulheres com DII podem fazer contraceção com adesivo ou anel porque não precisa de absorção entérica
Megacólon Tóxico
BOOM
Desconfiar se doente séptico (e/ou HD instável), com diarreia sanguinolenta grave + vómitos, distensão abdominal e dor intensa!
➢ Dx com RX abdómen (cólon dilatado, perda de haustras e múltiplos NHA) - ao mesmo tempo exclui perfuração
➢ NUNCA COLONOSCOPIA
➢ Tx pode ser conservador (bowel rest, SNG, AB) se não houver hx prévia de CU - nesse caso: cirurgia emergente (pelo risco eminente de
perfuração e peritonite)!
Opções cirúrgicas
*Algumas das complicações pós- cirúrgicas da DC são o síndrome do intestino curto e a diarreia de ácidos
biliares
Follow-up
A longo prazo, será necessário monitorizar a eficácia da terapêutica:
➢ Clínica e bioquímica (PCR, VS, calprotectina fecal - surge + precocemente que o flare)
➢ Endoscópica (dentro de 6 meses)
É igualmente importante a imunização do doente (influenza e pneumococos; HPV; HBV; VZV se aus. hx médica ou serologia
neg.) - porquê? Pq estamos a induzir imunodeficiencia com a medicação.
Prognóstico, regra geral, pior na DC vs. CU, principalmente se fístulas, estenoses ou doença perianal)
Diverticulose
➢ Assintomática (++), em contexto de colonoscopia de rotina/por outra razão → Maioria autolimitada (tratamento
Follow-up de acordo com sintomas + prevenção (ver acima) endoscópico); se não passível de
➢ Sintomática (+ hemorragia: hematoquézia indolor) → colonoscopia (porque é tx endoscópico: angiografia (ou
necessário fazer o ddx de causas de hemorragia GI baixa) laparotomia em casos mais graves
(instabilidade HD)
Diverticulite
Follow-up:
➢ Fazercolonoscopia de screening Cirurgia eletiva ou
(6-8 semanas depois do quadro Resseção segmento com
urgente se tx
conservador falhou
anastomose
agudo):
○ Determinar a extensão da doença e
excluir neoplasia Sigmoidectomia + anastomose Cirurgia emergente
Op. Hartman (colostomia terminal)
➢ Fluidos
Abordagem ao doente ➢ Suporte HD e respiratório
Instabilidade hemodinâmica
➢ Dieta zero
grave?
➢ SNG
Suspeita de perfuração?
➢ Analgesia
1) ABCDE ➢ Antieméticos
Sinais de peritonite difusa?
➢ ATB empírica
➢ Hemograma
➢ Troponina (e ECG) (se quadr. sups ou FRCV)
➢ Glucose 4) Imagiológica (nem sempre necessária!)
➢ Gasimetria
➢ Coagulação ○ Em grávidas e crianças, preferir sempre métodos sem radiação (eco, RM)
➢ FR e hepática ○ A eco apenas tem mais utilidade nas patologias hepatobiliares/pélvicas
➢ Amilase (- E; aumentado na perfuração de ○ A TC é a técnica mais útil na urgência para a maioria da patologia
víscera), lipase (+ E para pâncreas) abdominal aguda, principalmente em caso de infeções intra-abdominais,
➢ PCR, VS oclusão/isquémia intestinal, trauma
➢ Urina II ○ Na perfuração e oclusão, o Rx é particularmente útil em primeira instância
➢ B-HCG (a TODAS as mulheres em idade fértil) ○ Nos casos de doença arterial, como é o caso da isquémia mesentérica,
➢ Culturas (se sépsis ou urina II alt.) preferir métodos angioimagiologicos (ex: angioTC)
➢ Tipagem sanguínea (pré-cirurgia) ○ Só realizar TC se doente estável HD!
Sinais Significado
Apendicite aguda
➢ Pico de incidência: 10-20 anos Dor à descompressão, defesa, rigidez abdominal Irritação peritoneal (ruptura)
➢ Clínica (ver acima). Realço só a questão de, em mulheres
Sinal do psoas Abcesso adjacente ao psoas/retrocecal
grávidas, a dor poder ser mais acima (QSD)!
➢ Dx é clínico! (Excluir sempre gravidez ectópica em mulh. Sinal do obturador Apêndice/abcesso pélvico*
idade fértil!)
○ TC especialmente importante se queixas subagudas Sinal de rovsing (FIE) Apendicite aguda
(vários dias-semanas) compatíveis com abcesso
Dor ao exame retal Apêndice/abcesso pélvico
▪ Eco em grávidas/crianças
➢ Tratamento
○ Caso típico agudo: cirurgia (+ dieta zero + fluidos + Mensagem a retirar daqui: *inflamação pode estender-se ao trato urinário --> Disúria, poliaquiúria
ATB)
○ Caso subagudo -> imagio para abcesso
▪ Abcesso > 4cm: Drenagem percutânea (c/TC) Logo não há ca operar abcessos a
▪ Abcesso < 4cm: suporte (ATB) não ser que doente instável/peritonite
Abcesso hepático
➢ Etiologia sobretudo biliar (++ coledocolitíase e colangite)
➢ Tríade clássica de febre + mal-estar + dor no QSD
○ No fundo, diagnosticada no contexto do que parece ser uma coledocolitíase, com Eco (massa Atenção! Importante fazer ddx com outras causas de
hipoecoica, mal demarcada, com edema/hiperémia em volta) coleções intrahepáticas, como a quisto hidático:
○ Frequentemente são múltiplos! ➢ Quisto hepático bem definido, com possívels
○ Se abcesso único + Hx de viagem recente + diarreia com sangue --> Pensar na [Link] calcificações da parede (em casca de ovo)
➢ Tratamento ➢ Eosinofilia
○ Drenagem + ATB ➢ História de contacto com animais (cães)
○ Cirurgia se ruptura, ausência de resposta ou abcesso multiloculado ➢ Tratamento, ao contrário do abcesso
Abcesso esplénico hepático, passa por tx médica/cirurgia, mas
➢ Suspeitar se endocardite (tromboembolismo) nunca drenagem!! Isso pode levar a reação
➢ Dor no QSE + febre + espenomegalia anafilática grave!
➢ Ecografia -> esplenectomia/drenagem + ATB
Abcesso extra-visceral
➢ Suspeitar se doente com peritonite/sépsis mas resistente ao tratamento
➢ TC -> Drenagem/cirurgia
ICTERÍCIA
OBSTRUTIVA
Análises Tudo Normal Leucocitose; Provas hepáticas normais Padrão de colestase: Aumento Bilirrubina, Leucocitose; Elevação da PCR, Bil, FA, AST/ALT;
FA e GGT Hemoculturas positivas
Pode haver aumento da AST/ALT e
Leucocitose
MCDT's Ecografia Ecografia: Ecografia: Litíase e VBP dilatada a Ecografia mostra litíase e dilatação da via biliar
• Cálculos e Lamas (bílis espessa) • Dilatação da Vesícula montante (>8mm) --> Padrão sugestivo!
na Vesícula Biliar • Espessamento e edema (estratificação da parede) CPRE:
• Cálculo no Ducto Cístico! A Colangio-RM e a Eco-Endoscopia fazem- • Dx definitivo
• Líquido peri-vesicular hipoecoico se se os achados da Ecografia não são • Colheita de bílis para cultura
• Murphy Ecográfico claros (menor probabilidade de • Remoção de cálculos, drenagem e
Coledocolitíase) descompressão da Via Biliar
Tratamento Colecistectomia Laparoscópica (CVL) Medidas de suporte + Antibioterapia EV (Cefalosporina + Se clínica + Análises + Ecografia
eletiva Metronidazol) --> CVL (48-72h) apontarem para Coledocolitíase --> 1º: Estabilizar o doente com fluidos e
avançamos para CPRE (faz o Dx definitivo antibioterapia!
Ácido Ursodeoxicólico (diminui saturação Nos doentes que não suportam cirurgia major ([Link] os e permite terapêutica - Remoção dos Quando o doente estiver estável --> CPRE
colesterol levando à dissolução dos doentes críticos com Colecistite alitiásica) --> Fazemos Cálculos + Esfincterotomia)
cálculos)--> Recusa ou primeiro drenagem da Via Biliar com Colecistostomia e Se refratário à tx médica / instabilidade HD -->
sem indicação cirúrgica! depois planeia-se CVL quando estiver mais estável Não esquecer: Medidas Suporte + ATB CPRE EMERGENTE
porque a clínica é semelhante à Colangite
Alterações do estilo de vida --> Dieta Colecistite crónica assintomática -> vesícula de porcelana CVL mais tarde se houver colelitíase ou
Hipolipídica que é FR para carcinoma Depois da CPRE --> CVL (prevenção de colecistite!
recorrências, se houver colelitíase ou
colecistite) <72h
Notas Idosos e Diabéticos têm maior risco de complicações: A Colangiografia percutânea trans-hepática (CPT)
• Colecistite Gangrenada --> Abcesso e Empiema só se faz se:
• Colecistite Perfurada • CPRE falhar
• Colecistite Enfisematosa --> Patogénios produtores • Obstrução no hilo hepático ou cálculos da
de gás (NHA na vesícula e Gás na parede) VB intra-hepática (CPRE não chega lá)
• Íleus biliar (obstrução intestinal + aerobilia)
Tumor carcinóide:
• Tumor neuroendócrino GI (+ delgado) que sintetiza serotonina
Síndrome carcinóide:
• Diarreia, flushing (parece menopausa severa), dispneia e sibilos - Tumores neuroendócrinos do
quando um tumor carcinóide metastizou para o fígado. pâncreas, em particular o
• Fibrose nas válvulas direitas (+ insuficiência tricúspide) gastrinoma, associam-se a MEN1 -
• 5-HIAA aumentada na urina
PEDIR CÁLCIO e PTH para excluir
• Pode levar a pelagra (défice de niacina): 3 D - demência, dermatite
e diarreia hiperparatiroidismo primário (90%
dos MEN1); pedir PROLACTINA para
excluir adenomas hipofisários
PÂNCREAS ENDÓCRINO
• Em geral, melhor prognóstico que as neos exócrinas (até porque a maioria não é maligna) Antes de fazermos TC, devemos
• A maioria deles são NÃO FUNCIONANTES! --> Maioria secreta Polipéptido Pancreático (PP). Clínica = Neo Exócrina sempre excluir outras causas muito
mais comuns de acloridria: Ver litíase, vesícula
• A minoria são os tumores funcionantes --> Síndromes clínicas (Tabela) e VB 3
• Anemia Perniciosa
○ O mais frequente é o Insulinoma e o Gastrinoma em 2º
• Gastrite Atrófica
○ Curiosidade --> Octreoscan permite localizar o tumor primário e metástases: >80% expressam recetores de somatostatina • Terapêutica com IBP
(+ usado no gastrinoma - porque em grande parte dos casos é maligno e interessa procurar ativamente metástases) • [Link]
• Para todos eles a TAC com contraste é o exame de eleição
Insulinoma Gastrinoma Vipoma Glucaginoma Somatostinoma
Clínica Tríade Whipple: • Dor Abdominal, diarreia e refluxo GE • Diarreia aquosa • Hiperglicémia ligeira • Dor abdominal
• Sintomas de Hipoglicémia Suspeitar : grave • Eritema necrolítico migratório • Icterícia e colelitíase
• Glicémia <50 mg/dL • Úlceras pépticas múltiplas, refratárias aos IBP --> S. Zollinger • Desidratação (placas eritematosas c/ dor) --> • Esteatorreia
• Melhoria com Glucose Ellison • HipoK+ e Acloridia biópsia mostra necrose Epidérmica • Perda ponderal
• Úlceras atípicas --> Jejuno! • Associado a flushing • Diarreia + Perda de Peso • Hiperglicémia
Quase todos benignos e esporádicos! Frequentemente são malignos • Anemia NN (doença crón) • Hipocloridria
Diagnós • Aumento do péptido C --> • Gastrina em jejum >1000 + Hipercloridia gástrica com pH<2 • Níveis de VIP ↑ • Níveis de Glucagina >1000 • Níveis de
tico Hiperinsulinismo Endógeno! Exclui • Nota: doentes que fazem IBP devem suspendê-lo antes • TC com contraste (+ Somatostatina >10
toma de insulina/ hipoglicemiantes deste exame pâncreas)
(não aumentam Péptido C) • Se gastrinémia entre 250 e 1000 fazer teste secretina
• TC com contraste • TC com contraste, octreoscan (especialmente para as metástases)
COLANGIOCARCINOMA
• Neoplasia dos ductos biliares Basicamente o que acontece é o seguinte (Algoritmo da icterícia):
• Pode afetar: - Temos um doente com icterícia. Fazemos as análises e vemos que é colestática. Portanto o
○ Ductos Intra-hepáticos próximo passo é a ecografia abdominal para ver se há ou não dilatação das vias biliares para
○ Ductos Extra-hepáticos --> São de longe os mais frequentes distinguir --> colestase intra ou extra-hepática
▪ Dentro destes, os mais comuns são ao nível dos ductos perihilares - Provavelmente a eco vai mostrar obstrução e dilatação das vias biliares/vesícula, mas não vai
(Tumores de Klatskin) mostrar litíase. Levanta-se a suspeita de causa neoplásica (pâncreas ou colangiocarcinoma),
• O dx necessita de confirmação histológica (diferente do CHC que só necessita em especialmente de houver quadro arrastado e perda ponderal
fígado não cirrótico) --> Mas, só se faz biópsia em casos selecionados - Fazemos TC Abdominal com contraste / RM / CPRM e descobrimos uma MASSA!
• Prevenção (igual ao CHC) --> Vacinação VHB. Tratar as hepatites B e C. Evitar tudo o
que cause cirrose (ex: Álcool) CPRE: Permite aliviar a obstrução da via biliar com prótese + Citologia
• Ponderar rastreio anual em doentes com Colangite Esclerosante Primária (ainda
não é consensual) Depois das duas uma:
- Doente tem indicação para cirurgia radical --> Biópsia não é obrigatória (pode fazer citologia) e
Intra-hepáticos Extra-hepáticos parte logo para cirurgia
- Doente não tem indicação cirúrgica (tumores irressecáveis --> 90% dos doentes) ou Exames de
Fatores de risco são iguais ao CHC: Fatores de risco mais Imagem são inconclusivos --> Eco endoscopia para fazer biópsia
• Cirrose relacionados com a via biliar:
• Hepatite B e C • Quistos das vias biliares
Clínica mais inespecífica: Não esquecer a (+ do colédoco)
• Mal estar COLANGITE • Coledocolitíase --> Fator
• Dor abdominal ESCLEROSANTE de risco MAIS CARCINOMA DA VESÍCULA BILIAR
• Perda de Peso IMPORTANTE!
PRIMÁRIA
• Sem sinais de colestase • Anomalias congénitas da
Imagem: via biliar no geral
Principais fatores de Risco (são indicação para CVL):
• São massas intra-hepáticas isoladas, sem as A clínica mais frequente é: • Litíase biliar com cálculos >3cm --> Litíase Biliar com inflamação crónica
características de CHC • Sinal de Courvoisier --> • Pólipos da Vesícula >1cm
• TAC --> Estadiamento e avaliar ressecabilidade Icterícia com Vesícula • Vesícula de Porcelana
○ Nódulo com captação de contraste distendida e palpável mas • Colangite Esclerosante Primária
progressivo (fase arterial --> portal) INDOLOR
centrípeto (fora --> Dentro) SEM • Icterícia obstrutiva Normalmente é diagnosticado de forma incidental em doente que fez colecistectomia
WASHOUT colestática com colúria e por outro motivo!
• Tem de se fazer DDX com uma metástase acolia
hepática ([Link] do cólon) que são lesões muito • Perda ponderal e dor
Clínica:
mais frequentes!! abdominal
• Semelhante a cólica biliar, colecistite crónica com:
CA 19.9 (como acontecia na neo do pâncreas) tem ○ Perda ponderal
valor prognóstico e monitorização da resposta à QT! ○ Icterícia
○ Sinal de Courvoisier
CPRM é o melhor exame! Biópsia habitualmente não é necessária
TG >1000
Xantomas e Xantelasmas
Principal complicação da CPRE é a PA AMILASE NORMAL!!
Profilaxia com: Tx com Insulina/Heparina/Plasmaferese
Indometacina retal Não esquecer as neoplasias do pâncreas ou periampulares
Prótese pancreática Pensar na Litíase Biliar SE:
○ Mulher obesa em idade fértil
○ Ecografia com litíase Biliar/lamas
PA Autoimune --> Fazer Corticoterapia
NÃO RECOMENDADO NAS PRIMEIRAS 48 HORAS! (não há alterações imagiológicas sugestivas de PA!)
Só fazer quando --> dúvida no dx OU suspeita de complicações (PA Necrotizante logo à cabeça)!:
• Doente com agravamento do estado clínico/febre, leucocitose, disfunção de orgão que persiste-->
depois do timing das 48 horas
Sinais extremamente raros e não
específicos de PA • PA intersticial na TAC --> Inflamação/edema do parênquima, aumento volume pâncreas COM
(significam que há hemorragia captação de contraste
retroperitoneal) • PA necrotizante --> SEM CAPTAÇÃO de CONTRASTE (ausência de parênquima viável)
• < 48h - o que interessa é saber se há disfunção de orgão e complicações sistémicas (SIRS)
• > 48h - saber se há complicações locais (necrose) em doentes que não melhoraram (TAC)
Complicações LOCAIS da PA • O mais comum é termos um doente com múltiplos episódios de PA subclínica --> Inflamação crónica e fibrose do
• Visíveis na TC! parênquima pancreático --> Destruição do tecido exócrino e endócrino
• As 4 mais importantes são: • Etiologias principais
○ Necrose (Estéril / Infetada): <4 semanas ○ ÁLCOOL --> Causa mais comum. Efeito sinérgico com o TABACO
▪ Evolução para necrose com parede definida --> ○ Fibrose quística --> Causa mais comum nas crianças!
abcesso (> 4 semanas) --> Clínica de febre + dor ○ HiperTG e HiperCa2+
abdominal --> drenagem cirúrgica Percutânea ○ Idiopáticas, genéticas, auto-imunes (associado a infiltrado linfoplasmocítico e outras DAI, ↑de IgG4. Tx
○ Coleções agudas peri-pancreáticas: <4 semanas. com corticóides)
Maioria desaparece (não tratar!) • Amilase e lipase são NORMAIS --> Porque o pâncreas está atrofiado. Aumentam se houver PA sobreposta!!
▪ Evolução para pseudoquisto: > 4 semanas.
Drenagem percutânea se sintomáticos (perda de DIAGNÓSTICO: TESTES INDIRETOS (mais disponíveis, mas menor S)
peso, saciedade precoce e dor abdominal) / >
6cm. Estrutura redonda de margens lisas não
septadas. Não é uma imagem feia, complexa e
septada como os abcessos
PROVAS DE FUNÇÃO PANCREÁTICA
• Na abordagem destas complicações, se formos fazer
EXAMES DE IMAGEM
procedimentos invasivos, os percutâneos são 1ª linha
*Só se tratam doentes com complicações pancreáticas (necrosadas • TAC Abdómen --> é o exame inicial!
ou não) se sintomáticos ○ Exclui NEOPLASIA DO PÂNCREAS ou outra
neoplasia GI, pseudoquisto
○ Achados: calcificações e atrofia do TESTES DIRETOS (maior S e E)
parênquima
• A Eco-Endoscopia é o Gold-Standard, mas
Pancreas Divisum: geralmente não é necessária GOLD-STANDARD do
- Possível causa congénita de PC • RX abdómen --> Mostra Calcificações dx de insuficiência
- 7-10% da população pancreática
• Biópsia pancreática para excluir neoplasia tem riscos
- Não aumenta predisposição para pancreatite aguda, exceto se
e não é 1ªlinha
obstrução da drenagem pancreática pela papila acessória
Dor Insuficiência Exócrina Insuficiência Endócrina
Epigastralgia típica mas persistente + perda ponderal MÁ ABSORÇÃO--> Diarreia crónica + (+ tardio)
Daí a necessidade de EXCLUIRMOS NEOPLASIA DO PÂNCREAS OU esteatorreia Intolerância à glicose e
OUTRA NEOPLASIA GI Diabetes
Pancreatite Crónica com agravamento (Pode estar AUSENTE nas fases + avançadas da doença!!)
clínico, apesar de terapêutica médica Terapêutica em escalada • Tx com suplementação enzimática --> Terapêutica com Insulina
otimizada --> suspeitar de neoplasia do 1º --> alteração do estilo de vida + analgesia (opióide + adjuvante): Pancreatina (Lipase + Amilase + Tripsina +
• Abstinência alcoólica (muito eficaz no controlo da dor) e Quimiotripsina)
pâncreas
tabágica • Diminui a diarreia e melhora
• Dieta hipolipídica absorção de gordura --> Ganho
Caso não seja suficiente escalamos: ponderal
• Suplementação enzimática + IBP • Restrição de gorduras e AG de cadeia
• Tx invasivas média
EO: Fígado aumentado, palpável, firme e outros estigmas de DHC --> ver boneco
Diagnóstico Disfunção hepática (!testes iniciais!)
- ↓Albumina, ↑INR/TP (≠ déf. Vit K: na DHC há uma dim. de fat V), ↑Bilirrubina, Anemia
Macrocítica (défice vitamínico), "Ponte beta-gama" na eletroforese
Htportal
- Trombocitopenia (2ª a hiperesplenismo, sequestro de plaquetas no fígado e
↓trombopoetina)
- Varizes
- Ascite (paracentese)
Gold Standard
- Biópsia hepática (fibrose e regeneração nodular)
- Fibroscan (elastografia) --> avalia fibrose e gravidade
- Score de Child-Pugh --> gravidade
Se Ascite --> fazer paracentese (obrigatório!) com determinação gradiente sero ascítico
(ver quadro)
Tratamento Objetivo --> evitar a progresssao da cirrose e minimizar os fatores de descompensação
Vacinação --> Hepatite A, Hepatite B, Gripe, Pneumo23
Transmissão Fecal-oral Sangue, sexual, perinatal Sangue(+++), sexual, perinatal Sangue, sexual (endémico), Fecal-oral
Típica hx de: ➢ Toda a hepatite em doente perinatal ➢ Hx típica da grávida
➢ Pessoas que vivem sob más condições com hx de abuso de drogas que foi viajar para
de higiene IV é HCV até prova em país em
➢ Lares/escolas/creches contrário desenvolvimento
➢ Educadoras de infância/pais com
crianças em casa (podem ser
portadoras e ninguém sabe)
Epidemiolo Países em desenvolvimento Ásia e Pacifico ocidental Transfusões <1992, UDEV Mediterrâneo Países em desenvolvimento
gia
Incubação 4 semanas (contagioso) 8-12 semanas 7 semanas 8-12 semanas 5-6 semanas
Clínica Agudo e autolimitada, pior nos adultos Assintomático ou com pródromo viral e/ou Assintomático ou com pródromo Co-infeção com HBV ou Agudo autolimitado similar
• Mal-estar, febre, artralgias, náuseas e icterícia viral e/ou icterícia superinfeção num doente com HBV à Hepatite A
vómitos Pode levar a hepatite fulminante e requer prévia (mais severo)
• Icterícia + dor QSD + hepatomegalia tratamento com antivirais ou transplante Pensar na Superinfeção quando Alta mortalidade nas
temos um doente com Hep.B mulheres grávidas!
Pode levar a hepatite Fulminante Crónica que de repente tem uma (maior risco de
exacerbação [Link])
Cronicidade Não <10% nos adultos, se transmissão vertical 85% crónicos. Comum + se superinfeção Em imunodeprimidos
quase todos ficam crónicos
Diagnóstico IgM anti-VHA AgHBs, (anti-HBc) --> ver tabela Anti-VHC (não confere AgHBs, anti-VHD--> RNA VHD Anti-VHE-->RNA VHE
Carga viral correlaciona-se com gravidade imunidade) --> RNA VHC (para
IgG anti VHA --> Inf. Passada / vacinação --> confirmar --> sem relação com
Imunidade gravidade)
Se púrpura palpável, artralgias e
↓níveis de complemento -->
considerar crioglobulinémia
Profilaxia • Ig anti-VHA (dtes não vacinados antes da • HBIG (Ig anti-HBs alta dose) Nenhuma Vacina HBV
infeção ou na incubação) • Previne doença clinica
• Profilaxia pós-exposição (<2 sem): • Profilaxia pós exposição (RN,
<1a, >40a ou DHC/imunodeprimidos exposição de risco se não
• Vacina inativada (inicio proteção em 4 vacinados - dar vacina e Ig)
semanas) • 2 vacinas recombinantes AgHBs
• Profilaxia 1ª: viajantes, homossexuais, • PNV
doentes com DHC • Grávida pode fazer
• Profilaxia pós-exposição (<2 sem): • Fazer reforços apenas nos imundef,
ind. saudáveis entre 1-40a picada de risco ou dialise
Diagnóstico Ecografia--> esteatose; cirrose (1ª linha) Ecografia--> esteatose; cirrose (1ª Presuntivo Diagnóstico de exclusão
Lab --> AST/ALT >=2; AST e ALT <300; GGT linha) • Relação temporal • Hipergamaglobulinémia
(melhor marcador de abuso alcoólico), anemia Lab --> AST e ALT podem ser normais • Clinica semelhante a hepatite viral aguda • Auto-anticorpos (ANA, ASMA, LKM,
macrocítica, ↑ ferritina Biópsia hepática --> dx definitivo SLA/LP)
Biópsia hepática --> dx definitivo Elastografia --> cirrose
Elastografia --> cirrose Biópsia hepática (pode ser útil; uptodate e
*É sempre um diagnóstico de exclusão! outras fontes sugerem fazer-se SEMPRE,
pelo valor prognóstico) --> hepatite de
interface, infiltrados linfoplasmocitários,
"rosetas"
Tratamento Abstinência alcoólica --> ver tratamento em Perda de peso Suspender o fármaco Indução --> corticoterapia
Psiquiatria Exercício físico Se Paracetamol -> medir níveis sérios + tx em UCI Manutenção --> Imunossupressores
Se hepatite: Tratar co morbilidades metabólicas - <30min --> lavagem gástrica com carvão ativado + (azatioprina 12 meses)
- Suporte nutricional (bêbado esquece-se colestiramina
de comer) Considerar Vitamina E e pioglitazona - N-acetilcisteína primeiras 8h, mas útil até às 24h-32h Vacinação Hep.A/B
- Prednisolona 40mg se Maddrey >32 --> - Se não responder ou fulminante --> transplante
score Lille ao D7 --> se Ok manter mais 28
dias Estatinas, Valproato, Fenitoína, Isoniazida --> elevação das
Corticoides contraindicados se HDA, insuf renal, transaminases é transitória, não progride, regride mesmo
pancreatite, infeção continuando o fármaco
Propor para transplante *Nota: perante uma hepatite aguda fulminante, mesmo que não
- Doentes selecionados com hepatite haja hx de consumos de paracetamol, deve-se administrar N-
- Cirrose terminal + abstinência >6 meses acetilcisteína! Melhora o outcome
ESTADIAMENTO:
TRATAMENTO: TC cérvico-tóraco-abdómino-pélvica
• Doença limitada:
o T1/T2 N0: cirurgia – esofagectomia radical +
o T1a: endoscópico
• Doença localmente avançada (T3/T4 N+) Ecoendoscopia
o Escamoso: QRT downstaging + cirurgia +
o Adenocarcinoma: QT perioperatória + cirurgia – É COMO O DO PET! (se ressecável)
ESTÔMAGO!
• Doença paliativa: QRT Laparoscopia de estadiamento só se da junção
GE
Tratamento da oclusão
intestinal:
➢ Conservador se:
○ Obstrução parcial, pós-
op/parto precoce, p/ D. Crohn,
carcin. peritoneal
○ Obstrução completa mas
doente estável (sem sinais de
necrose/isquémia)
➢ Cirurgia se:
○ Instabilidade HD (com sinais de
isquémia/necrose)
○ Oclusão persistente > 48-72h
com medidas conservadoras
○ Tumores, bridas, hérnias
irredutíveis
Hemato Página 1
Doses dos suplementos de ferro (+ usados):
Anemia Microcítica • Sulfato ferroso (325 mg)
Anemia MICROcítica:
Hemato Página 2
Quando rastrear as
Hemoglobinopatias Hbpatias (talassemias) na
Hemoglobinopatias (Se suspeita dx -> Eletroforese da Hb; estudo DNA se alfa talassémia)
pré-concepção? (DGS)
Talassémias (podem associar-se a quadros de anemia Drepanocitose QUALITATIVO • Anemia microcítica,
microcítica ou hemolítica), QUANTITATIVO após exclusão de
• HbA1, devido a mutação na cadeia ß, é substituída por: ferropenia
○ HbSS (homozigotia) • Hb > ao suposto para
α ß
○ HbSA (heterozigotia = traço drepanocítico) a idade, sexo,
1 (portador silencioso) - gravidez, s/ hx de
• Clinicamente (+ homozigotia), caracteriza-se por (desde a infância):
patologia associada
assintomático • Episódios vaso-oclusivos (despoletados p/ ↓ O2, desidratação)
ou hábitos tabágicos
• Dor e isquémia Trazodona tbm causa
2 (traço/minor) - anemia 1 (traço/minor) - anemia • Família da mulher ou
• Anemia hemolítica priapismo!
leve/assintomáticos leve/assintomáticos • Crise aplásica (infeção p/ Parvovirus B19)
do companheiro do
Sul de PT (Alentejo e
3 - anemia (major) grave 2 (major) - anemia grave • Enfartes (multi)orgânicos, incluindo do cérebro (AVC), pénis
Algarve) ou
(priapismo) osso (necrose avascular), rim (necrose papilar), tórax
4 - hidrópsia fetal (morre in emigrantes de países
(s. torácico agudo - Toracalgia + Febre + taquipneia + hipóxia +
utero) Infiltrado de Novo no RX) e baço (crise esplénica - Dor abdominal
de elevada
incidência
*Temos 4 genes α e 2 genes ß + Hipotensão e esplenectomia funcional) são EMERGÊNCIAS
Como?
*Em condições normais, a Hb é composta por 2 cadeias α e • Osteomielite por salmonella
1. Hemograma
duas ß (α2ß2 = HbA1) • Dactilite (Edema mãos e pés)
2. Eletroforese da Hb
• Em caso de talassémia ß major, a cadeia α emparelha- • Naqueles com traço drepanocítico, o principal sintoma é habitualmente
*Ambos os membros do
se com outras cadeias (γ e δ = α2γ2 (HbF) e α2δ2 hematuria assintomática, 2ª a necrose papilar renal; tbm podem
casal
apresentar hipostenúria (incapacidade de concentrar urina -> noctúria)
(HbA2) --> Vão estar ↑
• Tx passa por:
• Em caso de talassémia α major, a ß não se emparelha E se já estiver grávida? Faz
• Prevenção de inf. (vacinas para pneumococos, meningococos
com nenhuma outra cadeia e a eletroforese é normal. pré-esplenectomia e penicilina diária profilática até aos 5 anos) +
logo eletroforese.
(Pode haver HbBart ou HbH) -> Obrigatório estudo genético Ceftriaxone se febre/sépsis
Infeções (meningite
• Se sintomas agudos graves frequentes -> hidroxiureia (demora a
pneumonia,
*Tx: fazer efeito. Diminui risco de Crises Vasooclusivas por ↑HbF )
osteomielite) p/
• ß major (Ø HbA1) e α major (HbH): transfusões • Suplement. profilática de Folato
MO capsulados
mensais + defuroxamina (quelante de Fe) • Crise aguda - suporte HID + exsanguineotransfusão (para AVC,
(pneumococos,
• Traço talassémico - seguimento em consulta apenas priapismo, s. torácico agudo e necrose da MO)
meningococos,
• Transfusões (se sintomatologia e anemia graves): > 7
H. Influenzae) e
*Hx típicas: salmonella
• ß Talassémia minor - originários dos países do ß major - anemia microcítica e atraso no crescimento no 1º ano de vida - necessitam de
báltico/mediterrâneo (Itália e Grécia), com uma anemia transfusões crónicas para sobreviverem. Ocorre hematopoiese extramedular Perante clínica sug. de sínd. Torácico
(hepatoesplenomegalia) agudo -> obrigatório inc ATB no
microcítica -> fazem tx empírica com ferro ---> não melhora
α major (HbH) - anemia grave hipocrómica microcítica, com hemólise crónica, tratamento empírico
esplenomegalia, icterícia e colelitíase. Reticulócitos aumentados (para compensação da
hemólise).
Hemato Página 3
A maioria das anemias nutricionais que causam micro ou macrocitose iniciam-se como
Anemia Macrocítica normocíticas
Anemia MACROcítica: Défices mistos podem ter VGM normal
Megaloblástica Reticulocitose pode simular macrocitose -->Anemias Hemolíticas podem ser Falsamente
Macrocíticas
Os megaloblastos podem ser destruídos na MO e levar a ↑ bil. indireta e LDH (simula uma
Def Folato Def. Vit B12 anemia hemolítica), mas ao contrário destas últimas os reticulócitos mantêm-se normais.
Reserva para 3-4M Reserva para 3-4A Défices de folato e vitamina B12 podem causar pancitopénias
PICA: comum em défices nutricionais (+ ferro)- querem comer gelo ou terra
Causas: Causas:
• Baixa ingesta de alimentos ricos em folato • Vegetarianismo/veganismo ao longo de vários anos
(+ vegetais) - hx típica de velhos (Ø carne ou suplementos) • + em ♀ c/ 60a
deprimidos com dietas tea and toast ou • Malabsorção • Ass. com outras DAI (vitiligo, tiroidite, ...)
alcoólicos. ○ Anemia perniciosa • Ass. a risco ↑ cancro gástrico
• Malabsorção (Crohn, intestino curto, D. ○ Crohn e outras dças que afetem o íleo terminal • Dx: anticorpos (anti-FI e anti-céls parietais) +
celíaca,...) ○ Bypass gástrico/Resseção gástrica biópsia (gastrite atrófica tipo A)
• Gravidez (suplem. c/ 0,4 mg/d desde 2M ○ Insuf. pancreática
antes de parar contracepção) e lactação
• Hemólise (doentes com hemólise
crónica/recorrente devem ser Megaloblástica = neutrófilos hipersegmentados
suplementados) SMD = neutrófilos hipossegmentados!
• Diálise (nec. suplementação)
• Fármacos que interferem com o met. do
folato (++ metotrexato e sulfassalazina;
TMP-SMX; fenitoina)
Não megaloblástica:
Outros sintomas para além dos de anemia: Outros sintomas para além dos de anemia: • Doença hepática Defeito intrínseco dos progenitores eritróides
• Glossite (todos os défices vitamínicos podem dar • Glossite --> Língua brilhante • Álcool Anemia macrocítica rápida em crianças <1 ano
glossite) • Neuropatia (perda de sensibilidade vibratória e Plaquetas e leucócitos normais
• Anemia Diamond-Blackfan
• NÃO DÁ NEUROPATIA proprioceptiva --> Romberg + e marcha base larga) Imensas deformidades + polegar com 3 falanges
• SMD
• Demência/irritab./depresão/psicose - CAUSA • Hipotiroidismo --> Doente com clínica SEVERA de Hipotiroidismo!
REVERSÍVEL
Dx: Dx:
• Doseamento de folato (pode ser normal!) • Doseamento de vit B12 (pode ser normal!)
○ Ácido metilmalónico N ○ Ácido metilmalónico ↑
• ESP: Macroovalócitos e megaloblastos
Tx: suplementação com folato oral Tx: suplementação com VitB12 + folato altas doses(+ tx
A anemia macrocítica dos SMD é por haver um defeito na maturação.
• Profilaticamente se: dirigida à etiologia)
○ Grávidas • Oral Células imaturas são maiores, logo parece macrocítica!
○ Dialisados crónicos • IV se alt. neurológicas, Ø resp. tx oral, alt. absorção
○ Prematuros de baixo peso ou se (anemia perniciosa faz tx manutenção toda a vida)
suporte transfusional
○ Hemólise crónica
○ Tx com metotrexato
Hemato Página 4
Anemia Normocítica Outras coisas:
Não Hemorragia aguda Quanto às anemias hemolíticas:
(habitualmente visível) • A principal causa é a malária (sempre contexto epidemiológico)
Anemia NORMOcítica: (↑ LDH, ↑ Bil indireta, ↓ Sinais/sintomas de hemólise incluem: • Estas podem ser:
Rtc ↑ haptoglobina) icterícia, hepato/esplenomegalia, alt. ○ Intravasculares (eritrócitos destruídos dentro dos vasos sanguíneos)
esqueléticas (p/sobrecarga medular) ▪ Sinais e sintomas + específicos: hemoglobinúria -Dá FP na tira
Células em Foice = Drepanocitose
de urina porque é quimicamente parecido aos eritrócitos -
Esquizócitos: SHU, PTT e CID Esfregaço SP Sim
Esferócitos fazemos urina II e não tem eritrócitos
• Esf. Hereditária (Coombs -) Hemoglobinúria do exercício (ex: maratonistas) ○ Extravasculares (eritrócitos destruídos pelo SRE - baço)
• AHAI (Coombs +) Válvulas (+ c/ prótese metálica)- substituir ▪ Sinais e sintomas + específicos: esplenomegalia
Hemólise HELLP
• *Fármacos + comumente associados a trigger para hemólise, no contexto de
Degmatócitos/C. Heinz = G6PD G6PD: TMX-SMT, nitrofurantoina, isoniazida, antimaláricos
Parasitas = malária (causa +
comum de anemia hemolítica) AHAI (anemia hemolítica AI) Coombs +
Hemato Página 5
Poliglobulia
↓
↑ = CAUSA SECUNDÁRIA
Hemato Página 6
Epistáxis / hemorragia após HEMOSTASE HEMOSTASE
Coagulação 1 cirurgia ocorre nos 2 tipos PRIMÁRIA SECUNDÁRIA
Imediatamente após o Trauma Minutos / horas após o Trauma
1º: Vinheta clínica que sugere diátese hemorrágica --> distinguir entre --> • Petéquias • HEMARTROSES
• Mucosas --> Epistáxis / • Hematomas e púrpuras
2º: Saber interpretar os resultados da avaliação laboratorial inicial: Gengivorragia / Menorragia • Equimoses grandes e palpáveis
• Hemorragias digestivas (ex; • Hemorragias intracranianas,
• Hemograma com plaquetas --> TROMBOCITOPÉNIA? --> Ver Resumo hematemeses, melenas) retroperitoneais
• Esfregaço Sangue Periférico --> ESQUIZÓCITOS? (SHU, PTT, CID,...) PLAQUETAS: FATORES DA COAGULAÇÃO
• Estudo da Coagulação • Trombocitopénia • Só 1 Fator --> Congénito -->
• Defeitos Função --> ex: AAS HEMOFILIAS
• Vários Fatores --> Défice Vit.K /
• TP --> Fatores dependentes Vit. K (2, 7, 9, 10) --> Via Extrínseca PAREDE VASCULAR [Link]ática / CID
• aPTT --> Fator 8 / 9 / 11 --> Via Intrínseca • Inibidor adquirido de um fator
• Via comum --> Fator 1 / 2 / 5 / 10 VON WILLEBRAND (comum nas Hemofilias)
• TT --> Níveis de Fibrinogénio
Não esquecer:
Parâmetro Patologia • Medicação --> AAS / Clopidogrel
• Patologias concomitantes --> Infeção (CID?) ; [Link]ática
↑TP (11-15) / INR Défice Fator 7 (Raro --> pouco relevante) • Hx Familiar --> [Link] ; Hemofilia A e B
↑aPTT (25-40) Hemofilias
Heparina não fracionada (antídoto - sulfato de protamina) Se depois disto tudo, temos um doente com
hemorragia, mas
↑TP E aPTT CID São as bactérias intestinais que
Não tem trombocitopénia e tem coagulação
produzem vit. K - os RN não têm logo
DÉFICE DE FATORES DEPENDENTES VIT.K damos VIT K IM 1 mg a todos!! normal, vamos pedir testes da FUNÇÃO
• Défice de Vit. K --> Malabsorção / álcool--> 1º a baixar é o TP e PLAQUETÁRIA (vai avaliar como as plaquetas se
agregam)
depois o aPTT
• VARFARINA Tempo de hemorragia não se
DOENÇA HEPÁTICA faz na prática mas = plaquetas!
PFA-100 e Tempo de Hemorragia
↑TT Disfibrinogenémia (ex: CID e DHC) Normais Aumentados
Nota: Se tivermos um TP / aPTT alterado --> Fazer teste de mistura com plasma normal e repetir:
• Se o TP / aPTT normalizarem temos Défice de Fator --> Dosear (+útil nas Hemofilias) Défice Fator 13 Von Willebrand
• Se não alterarem --> Sangue do doente tem Inibidor de Fator OU Anticoagulante Lúpico (ex: Doença Vascular AAS ou outros antiagregantes
SAAF) OU Contaminação da amostra com heparina Doença da Função das Plaquetas
Hemato Página 7
DISTÚRBIOS DA COAGULAÇÃO
Coagulação 2 • Défice de Fator 12 --> NÃO DÁ HEMORRAGIA
• Mulheres portadoras de Hemofilia --> Medir os níveis de fator
para avaliar o risco cirúrgico
• Inibidores Adquiridos de fator de coagulação
○ Mais do Fator 8
CONGÉNITOS ○ Mais típico:
▪ Idosos sem Hx de hemorragia prévia +
HEMOFILIAS Múltiplas transfusões
▪ Grávidas
Mec. Ligado ao X; História Familiar!! ADQUIRIDOS ○ Tx é igual ao caso da hemofilia
Hemofilia A --> Défice de Fator 8 --> a mais frequente!
Hemofilia B --> Défice Fator 9 CID [Link]ÁTICA DÉFICE VIT.K
Regra Geral: Mec. Cancro Causa défice de TODOS os Défice nutricional:
• Homens têm sintomas Infeção Fatores de Coagulação • [Link] Biliares e pâncreas
• Mulheres assintomáticas (portadoras) Delivery (embolia LA) (Exceto o Fator 8 - Está • Fármacos (ATB)
• Hx familiar ++ (tios maternos) Traumatismos NORMAL) • Mal absorção (ex: Celíaca,
[Link]ática Crónica DII, Resseção ileal)
Clínica Varia consoante a % de Fator que o doente tem. Quanto menor, mais *Leucemia Promielocítica Aguda / Se F.8 tb estiver diminuído --> • [Link]ónicas / desnutrição
grave a clínica e menor o trigger necessário para a despoletar! Adenocarcinoma CID sobreposta VARFARINA
Rapaz com HEMARTROSES (podem ser Espontâneas) recorrentes
quase sempre na MESMA articulação --> dor, eritema, edema e Clínica Hemorragia em todo o Lado + • Doente cirrótico conhecido
adota posição fixa para evitar a dor! e Fenómenos Trombóticos + Semelhante à CID • ↑PT e aPTT
Dx Disfunção Multiorgânica • ↑PT e aPTT e TT ○ ↓F.7 e F.5 N
Pode haver hemorragia das mucosas, hematúria ou hemorragia
• Trombocitopénia ○ F.5 está N --> diferente da
excessiva após pequenos procedimentos (ex: dentários!)
Suspeitar: Hemorragia a partir • Hiperesplenismo [Link]ática
Dx • ↑aPTT ISOLADO --> Resolve com teste de mistura --> Doseamento de ponto de punção ou babar • Disfibrinogenémia
do Fator sangue das feridas!!
• Teste Genético --> Confirma o Dx • ↑PT e aPTT SEM D-dímeros / Esquizócitos /
• Trombocitopénia Disfunção Orgânica da CID
Compli. Devem-se a hemorragia crónica (depósito de ferro) nas articulações • ↓Fibrinogénio (↑TT)
e músculos • ↑D-Dímeros
• Artrite / sinovite -->Fibrose da Articulação --> Dor/edema crónico • Esquizócitos
• Atrofia / contratura Muscular
• Deformidades Músculo-esqueléticas Tx Tx da doença de base PFC para repor TODOS os Nota: Vitamina K demora HORAS
Suporte Transfusional e HD Fatores de Coagulação a fazer efeito!
Tx Hemofilias Graves --> Profilaxia Primária com reposição do Fator em Crioprecipitado se Fibrinogénio Doente com toma excessiva de
Falta (queremos níveis de fator >1%) <100 mg/dL Transplante Hepático é a Tx Varfarina:
Nas Hemofilias Ligeiras-Moderadas --> Tx quando Trauma/ Cirurgia Definitiva! • Se não tem Hemorragia, damos
• Concentrados de Fatores Recombinantes 8/9 Faz DDx com SHU/PTT --> Sem Vit.K se INR>9
• Em quadros mais ligeiros de Hemofilia A podemos usar: coagulopatia de consumo --> PT e • Se tiver Hemorragia
○ Desmopressina (DDAVP) --> CI em Recém Nascidos aPTT NORMAIS!! • Minor: Vit.K
pela HipoNa+ • Grave: CCP (1ªLinha) ou
○ Antifibrinolíticos (ácido Causas de hemorragia pós-parto: PFC
aminocaproico/tranexâmico) --> CI se houver • aTonia Se vai fazer Cirurgia e necessita
hematúria --> risco de Trombo Genito-Urinário
• Tecidos de correção imediata do INR -->
• Trauma CCP/PFC
Quando deixam de Responder à Tx --> Formaram anticorpos • Trombina
inibidores! --> Dar FEIBA (CCP + Fator 7) --> Ativamos Via Extrínseca e
fazemos bypass à Intrínseca
Hemato Página 8
Defeito congénito da
DOENÇA DE VON WILLEBRAND Coagulação mais
Plaquetas 1 comum!!
Mec Defeitos do FvW --> Defeito da adesão plaquetária ao local de lesão vascular +
diminuição da estabilização do F.8 (leva a défice do mesmo)
TROMBOCITOPÉNIA DE NOVO Clínica Maioria são assintomáticos!
Plaquetas <150.000 Crianças com Hx de Hemorragia das mucosas, equimoses, menorragias,
1º --> Excluir Pseudotrombocitopénia --> Hemograma com Citrato (EDTA) - petéquias e hemorragias após cirurgia, procedimento dentário, (...)
Vemos no ESP plaquetas aglutinadas! Dx • ↓Fator 8 --> aPTT↑/Normal -> corrige c/ teste de mistura
2º --> Rever TODA a medicação (+ AINES; ATBs; furosemida) • Sem Trombocitopénia
3º --> Avaliação Laboratorial extensa: • ↑do PFA-100 e Tempo de Hemorragia (não acontece na Hemofilia A)
○ Esfregaço de SP --> Plaquetas gigantes? Blastos? Esquizócitos? • Medições específicas do FvW; Avaliação do cofator Ristocetina
○ B12 e Folato
○ Teste de Gravidez Fenótipo Particularidades:
○ Cargas Virais --> HIV • Tipo 1 --> + frequente --> Tx com Desmopressina
○ Biópsia de M.O --> Doentes mais velhos (>60A), devemos suspeitar • Tipo 2B --> Trombocitopénia
de Mielodisplasia/Neoplasia! • Tipo 2N --> ↓ Fator 8 --> Semelhante à Hemofilia A. MAS também ocorre
○ Os anticorpos anti-plaquetários não servem para nada! em MULHERES (diferente da Hemofilia A)
• Tipo 3 --> Défice completo de FvW
Nota geral: A diminuição da produção de plaquetas resulta normalmente de Tx FvW + Fator 8 (se Tipo 1 GRAVE / outros tipos)
distúrbios que também afetam Eritrócitos e Leucócitos Evitar AAS/AINES e outros antiagregantes plaquetários nestes doentes !
DISTÚRBIOS DAS
PLAQUETAS Nota: as hemofilias e a DvW são distúrbios
Trombocitopénia com apresentação desde a infância! Se na
vinheta aparecer alguém com >18 anos e o
primeiro ep. de discrasia hemorrágica ->
Aspirina / AINES / Clopidogrel, ... Descontinuar! procurar outras causas.
Hemato Página 9
• Normalmente são Assintomáticos!
Plaquetas 2 TROMBOCITOPÉNIA • As petéquias e hemorragias espontâneas das mucosas
típicas são + comuns quando plaquetas estão <30.000
Hemato Página 10
PÚRPURA TROMBOCITOPÉNICA IMUNE (Idiopática ou secundária) --> DX DE EXCLUSÃO!
Plaquetas 3 e Vascular • Trombocitopénia isolada (VALORES MUITO BAIXOS); TP/aPTT/Esfregaço NORMAIS (Megacariócitos). Não transfundir plaquetas!
• Maioria dos doentes é assintomática. Quanto menor o nº de plaquetas, maior a probabilidade de ter sintomas
CRIANÇAS:
○ Típico: Criança com infeção Viral --> Petéquias e hemorragia das mucosas --> [Link] só Trombocitopenia
↑DESTRUIÇÃO Imune ○ Observação --> Resolução espontânea. Se GRAVE --> Corticoterapia +/- IgEV. Se recorrer --> Esplenectomia
ADULTOS:
○ Típico: mulher com 20-30 anos, hemorragias mucocutâneas de repetição e trombocitopenia isolada
○ SEM remissão espontânea --> Crónica! Idiopática ou Secundária a DAI (ex:LES) e HIV/HCV
○ Tratamento SE Hemorragia OU Plaquetas <20.000-30.000 (o que normalmente é o caso) Testar para H. pylori
Nota:
▪ 1ªLinha --> CORTICOTERAPIA (com desmame) +/- IgEV
Púrpura e Petéquias NÃO desaparecem ▪ Esplenectomia ou Rituximab se refratário OU recorrência da hemorragia
Esplenectomia = vacinação!!
Hemato Página 11
Suporte Transfusional
Hemato Página 12
RA Transfusionais IMUNES
Hemato Página 13
Trombofilias Noções gerais
➢ São tudo fatores que predispõem a trombose venosa (++) e em alguns casos arterial
Congénitas Adquiridas
(ex: SAAF) --> Doente com episódios trombóticos recorrentes!
Fator V de Leiden Gravidez
➢ Os adquiridos, de um modo geral, acarretam > risco vs. congénitos
Def. proteína C
Necrose da pele com
Trauma ➢ As congénitas estão frequentemente associadas a hx familiar de TEV e/ou hx
Def. proteína S varfarina - dar Prot.C!Cirurgia (++ se ortopédica) pessoal de TEV recorrente, não têm fator desencadeante e ocorrem < 50 A
Def. antitrombina II Neoplasias (podem ass. a S. Trousseau - tromboflebite ➢ Dos congénitos:
Sem alteração do aPTT migratória - cancro GI) ○ O + frequente é o F. V de Leiden (mecanismo: resist. à ação da proteína C), mas
com heparina!!
Hiperhomocisteinemia Imobilização também é um dos que tem menor risco associado
Disfibrinogenemia SAAF
○ Os ass. > risco são os déf. de antitrombina/prot. C/prot S, mas são também
mais raros
Def. plasminogénio Hemoglob. paroxística noturna
Mut. Protrombina G20210A Tabagismo Quando estudar trombofilias?
Obesidade ➢ Trombofilia hereditária estudo genético
Veias varicosas ○ Evento trombótico venoso (TVP, EP) não provocado < 50 A, múltiplos eventos TE
S. Nefrótico ○ Hx familiar de trombose venosa não provocada
Contraceptivos com estrogénios/TSH
○ Grávidas com familiar direto c/ hx de trombose venosa não provocada na gravidez
○ Trombose venosa em locais incomuns (ex: veias cerebrais ou esplénicas)
Trombocitopenia induzida pela heparina
➢ Trombofilia adquirida Anamnese (hx pessoal e familiar de
Idade ○ Trombose > 40a, s/ fator precipitante evidente TEV, principalmente se em idade
SAAF ➢ Pode ser 1º ou 2º (ass. a outras DAI como
Lúpus e AR, ou neoplasias) ○ Abortos de repetição jovem)
F. Risco adquiridos
➢ Têm ↑ aPTT (não corrige c/ teste mistura) ○ S. HELLP E.O
➢ Dx: hx de trombose arterial/venosa e/ou MCDTs: hemograma ± outros
complica. obstétricas + anticorpo positivo exames conforme suspeita dx - ex:
(anticardiolipina, anti-ß2 glicoproteína, imagio para neo oculta (1º a pensar
anticoagulante lúpico): 2 medições é logo a colonoscopia); anticorpos
➢ Nota: Falsos + no teste de VDRL mas teste para SAAF
treponémico negativo
➢ TX: Qual a relevância disto?
○ Agudo: HBPM ➢ Gravidez/mulheres que queiram engravidar: investigação da etiologia de abortos de
○ Profilaxia 2ª repetição e tratamento no caso de SAAF
▪ Não deseja engravidar: ➢ Anticoagulação profilática intrahospitalar em doentes com fatores de risco conhecidos
varfarina (INR 2,5-3,5) (especialmente os adquiridos), como [Link]. pós cirurgia ortopédica e doentes com neoplasias
▪ Deseja engravidar/está ➢ Se fenómeno trombótico em doente c/ fatores de risco conhecidos para trombose ->
grávida: HBPM + AAS anticoagulação lifelong logo após 1º episódio
○ Profilaxia 1ª (portadores ➢ Mas...não interessa estar a rastrear familiares de doentes afetados por trombofilias
assintomáticos de Ac. Anti-Fosfo): congénitas (a não ser nos casos supracitados)! Não vai mudar o curso da doença e não se vai
AAS; HBPM se Cx/Pós-parto fazer profilaxia 1ª pelo risco hemorrágico associado.
Hemato Página 14
Adenopatias e Esplenomegalia Nota: nas adenopatias, os corticoides só devem ser dados se Nota: Na esplenomegalia, ao contrário das
compromisso da via aérea! (Podem dificultar o dx por biópsia adenopatias, não se faz biópsias, excepto em
e mascarar a doença). casos selecionados.
ADENOPATIAS ESPLENOMEGALIA (baço > 13cm)
Causas (nem sempre patológico)
1. Causas (CHICAGO) • Reativa (infeções/DAI/aumento da destruição de elementos figurados
1. Cancro (doenças lifoproliferativas/metástases de tumores sólidos) sanguíneos, como acontece nas neoplasias hematológicas e nas anemias
2. Hipersensibilidade hemolíticas)
3. Infeções (desde inf. virais comuns do trato resp. sup, até EBV/CMV, SIDA,toxoplasmose...) • Infiltração por doença linfoproliferativa/amiloidose ou hematopoiese
4. Colagénio (DAI, como o LES) extramedular
5. Atypical lymphomas • Congestão venosa (++ 2ª a hipertensão portal)
6. Granulomatous diseases (TB, sarcoidose,...)
7. Outras Sinais/sintomas
2. Maioria das causas = BENIGNA (++ reatividade a infeções) • Dor/sensação de peso no QSE
• Saciedade precoce
Benignas Malignas
• Mais pequenas (<1cm ou <2cm se • Maiores (>1cm ou > 2cm se inguinais) e indolores Outras situações + graves:
• Esplenomegalia maciça (>8cm abaixo da grelha costal)
inguinais), moles, sup. lisa, móveis, não • Linfomas: grandes, elásticos, firmes, móveis
3. aderentes aos planos profundos, ○ Causada sobretudo por neoplasias hematológicas (à excepção da
• Metástases: duros, fixos
trombocitémia essencial e SMD), sarcoidose, anemia hemolítica AI,
dolorosas
leishmanoise,...
• Habitualmentre + generalizadas (mas • Localização supraclavicular e retroperitoneal • Ruptura/laceração esplénica
não é um dado tão fiável para dx) (SEMPRE malignas até prova em contrário) ○ ++ trauma (± sit. predisponente - ex: esplenomegalia no contexto de
4. Outros dados: mononucleose)
1. Adenopatias + esplenomegalia = doença sistémica (ex: LES, mono, linfoma/leucemia, toxoplasmose...) ○ Sinais/sintomas de choque (hemorragia brutal), dor no QSE e referida ao
2. Adenopatias profundas podem estar associadas a sintomas de compressão de estruturas adjacentes ombro (sinal de Kehr) + irritação peritoneal
a. Via aérea - tosse/estridor • Enfarte esplénico
b. N. laríngeo recorrente - disfonia ○ ++ drepanocitose, endocardite subaguda
c. Esófago - disfagia
d. VCS/subclávia - síndrome da VCS (edema e cianose da parte sup. do tronco e face) Investigação: ECO
5. Como investigar?
• + hemograma + ESP + outros MDCTs potencialmente necessários
1. Depende das características do nódulo/grau de suspeição de malignidade e do contexto clínico. Alguns dos
exames/testes a considerar são:
Tratamento: Esplenectomia apenas se:
a. Hemograma
1. Ruptura
b. Serologias virais (EBV, CMV, HIV, HBV, HCV), toxoplasmose, brucela...
2. Controlo de sintomas
c. Autoimunidade (ANAs + FR + outros Acs + específicos de acordo com causas mais prováveis)
3. Hiperesplenismo c/ citopenias
d. Imagiologia (Rx tórax, TC, eco do nódulo)
4. Destruição imunomediada (*ver anemias hemolíticas)
2. Biópsia (obrigatória se elevada suspeita de malignidade)
a. Excisional (preferida SEMPRE, a não ser se nódulos da tiróide - agulha fina) Principal complicação = imunodef. (++ para agentes capsulados)
6. Follow-up: • Vacinar para pneumococos (pré e pós-esplenectomia 5A depois) +
1. Beningos - habitualmente não necessitam (quanto muito > 2-4 semanas) meningococos (pré-esplenectomia) + Hib (se estado vacinal
2. Malignos -> onco/hemato desconhecido) + gripe sazonal
3. Sinais/sintomas ORL (+ tabagismo + adenopatia cervical isolada) -> ORL • Recorrer ao SU sempre que febre inexplicada
• ATB profil. não recomendada a não ser em drepanociticos
Hemato Página 15
As metástases do cancro da próstata e PC pulmão são osteoblásticas (lesões escleróticas - hipoCa2+)
Parte 1 - Mieloma e Distúrbios dos Plasmócitos MM, tiróide, mama, rim, melanoma, NPC pulmão, TB são osteolíticas (hiperCa2+)
Hemato Página 16
Parte 2 - Mieloma e Distúrbios dos Plasmócitos
PLASMOCITOMA SÍNDROME DE POEMS DOENÇA CADEIAS PESADAS
Patologia Versão sólida do MM --> plasmócitos acumulam num RARO RARO
sítio e formam uma massa
Não envolve a medula óssea
Clínica Jovens!! P - polineuropatia (sensorial e motora) Cadeias γ - Doença de Franklin
O - organomegalia (fígado, baço, - Adenopatias
Plasmocitoma ÓSSEO solitário adenopatias) - Hepatoesplenomegalia
- Lesão óssea única E - endocrinopatia (DM 2, - Febre
- Pode evoluir para MM Hipotiroidismo, Hiperprolactinemia) - Anemia
M - Mieloma múltiplo - Edema palato
Plasmocitoma EXTRAMEDULAR solitário S - Skin - hiperpigmentação, - Artrite Reumatoide
- Tecido linfóide (nasofaringe e seios perinasais) hipertricose
- É raro evoluir para MM Cadeias α - Doença de Seligmann (+++)
- Infiltração do DELGADO
Não tem CRAB ○ Diarreia
Não infiltra a medula ○ Perda peso
>10% de Plasmócitos na Biópsia do Tecido (Não da ○ Má-absorção
Medula!)
HISTOLOGIA da lesão --> infiltrado de plasmócitos Cadeias µ -associada a LLC
(CD138+)
Tratamento Radioterapia Radioterapia --> lesão óssea
QT alta dose + TMO --> doença
sistémica
Hemato Página 17
Depósito extracelular de proteínas fibrilhares
Amiloidose
DIAGNÓSTICO AL AA AF Aβ2M
1º Suspeita Clínica Sistémica mais comum! Única sistémica em crianças AD, adultos
Nefropatia >40 anos Portugal, Suécia, Japão
Cardiomiopatia restritiva Cadeias leves Ig (λ>κ) Amiloide sérica A Mutação TTR Β2 - microglobulina
Neuropatia (+ comum: V30M)
Artropatia MM, LNH, MW Inflamação / infeção crónicas PAF (polineuropatia amiloidotica Doença renal crónica /
Macroglossia (Artrite Reumatóide!, DII) familiar) --> ver aula neuro hemodiálise
2º Avaliação QUALQUER ÓRGÃO (exceto SNC) - Rim (+++) - Polineuropatia SNP sensitivo e REUMATOLÓGICO
Biópsia de tecido adiposo - Rim - S. nefrótico - Fígado, baço (hepato e motor --> Minf e depois Msup) - Síndrome canal cárpico
(birrefrigência verde-maçã quando corado - Coração - Cardiomiopatia esplenomegalia) - SNA - Derrame articular
com vermelho do Congo) POSITIVO restritiva - SNA - Coração (alt condução) bilaterais em
Imunohistoquímica - SN periférico (sensitivo) - Coração (raro) - Opacidades vítreas articulações grandes,
Tipo de amiloide - SNA (patognomónicas) não inflamatórios
- Macroglossia - Espondiloartropatias
(patognomónico)
- Racoon-eye
(patognomónico)
Tratar: Tratar doença de base Transplante Hepático Sem tratamento específico
- Diuréticos Transplante renal
- Amiodarona
- Anti-coagulação
Racoon-eyes
Neuroblastoma Causas de DRC com rins grandes:
• Amiloidose AL • Nefropatia diabética
• Amiloidose
• MM
• Nefropatia HIV
• Doenças infiltrativas (ex: linfoma)
Hemato Página 18
Virtualmente todas os SMP podem transformar-se em leucemia aguda -> acarreta pior
Policitemia Vera e Síndromes Mieloproliferativos prognóstico e é o acontecimento + temido!
Fazer SEMPRE BIÓPSIA DA MEDULA!
. POLICITÉMIA VERA MIELOFIBROSE PRIMÁRIA TROMBOCITOSE ESSENCIAL LMC
MD ↑Eritrócitos apesar de ↓EPO NMP menos comum; é a única NMP que 50% com mutuação JAK2 val617Phe Expansão clonal de célula com
Mutação Val617Phe JAK2 cursa com citopénias! 50% com mutação MPL (calreticulina) cromossoma Ph
Mutação JAK2 ou MPL ou Calreticulina Excesso de granulócitos maduros
Clinica +++ Mulheres +++ Homens > 50 anos, mais doentes +++ Mulheres, qualquer idade ++ Mulheres, 55 anos
Hiperviscosidade Esplenomegalia maciça É o SMP + comum!!
- Pletora (cara vermelha) Quadro de PV ou TE < 1.000.000 + Tromboses em sítios Fase crónica:
- Alt. visão, epistáxis esquisitos (tal como a HBPN) - ++ assintomáticos ou
- Cianose (lábios azuis) Aumento Proliferação > 1.000.000 + Hemorragia sintomas inespecíficos
- Trombose major (+ veia hepática, - Esplenomegalia
S. Budd-Chiari) Burnout da medula Esplenomegalia ligeira Fase acelerada:
Trombocitose Mielofibrose GOTA! - Sintomas acelerados ou
- Trombose arterial persistentes (+ anemia e
Basofilia Hipocelular infeções)
- Prurido após duche quente Fibrose - Sintomas libertação histamina
Esplenomegalia Maciça Sintomas constitucionais: FADIGA, perda de (basófilos)
Eritromialgia; Crises de Gota peso, suores noturnos são comuns! Fase blástica: Leucemia Aguda
Diagnóstico ↑Eritrócitos (Hb (17-28) e Htc >50%) ANEMIA Anemia é INCOMUM Crónica: Leucocitose ↑↑↑↑ com
↑Plaquetas >500 Plaquetas ↑↓N ↑Plaquetas >1.000.000 basofilia, eosinofilia e neutrofilia (+
↑ Leucócitos 15-50.00 Leucócitos ↑↓N ↑ Leucócitos metamielócitos e mielócitos) +
↑FA leucocitária FA leucocitária ↑↓N ↓FA leucocitária trombocitose, FA leucocitária ↓
SatO2 Normal (exclui policitemia secundária a Impossível fazer aspirado da MO Acelerada: > 20% basófilos +
hipóxia crónica ex: DPOC) Hematopoiese extramedular 10-19% blastos
Uma das poucas causas
EPO ↓ Dacriócitos no ESP (clássico e de basofilia na Medicina! Blástica: leucemia aguda (++
praticamente faz dx!) BMO: Hiperplasia de Megacariócitos mielóide mas tmb linfóide) --->
pancitopenia e morte
Tratamento Flebotomias mensais (Htc alvo <45%) Assintomático --> Ác. Fólico + Piridoxina Se <1.000.000 + tromboses --> AAS ↓FA leucocitária
Hidroxiureia (tb na MFP e TE) Sintomas (anemia, blastos, alt. citogenéticas) E Se >1.000.000 + hemorragia --> não > 90% de t(9,22) Ph + (pode ser no SP)
< 50 anos -> Transplante mieloablativo
AAS --> evitar tromboses Sintomas e > 50 anos ->transplante não anti agregar + FISH e PCR positivo para BCR/ABL
mieloablativo (menor intensidade)
Causas de MO não aspirável:
Sintomas e não candidato a transplante --> A FA leucocitária está aumentada nas reações
• Anemia mieloftísica leucemóides que são respostas inflamatórias agudas a
• MFP ruxolitinibe (inb Jak2); hidroxiureia como 2º linha
• TE (reduz esplenomegalia e melhora hemograma) infeções/tumores com ↑ neutrófilos e desvio para a
• Tricoleucemia esquerda! (Não têm BASOFILIA como a LMC!)
Prognóstico Sobrevida de décadas Menor sobrevida que PV e TE Sobrevida de décadas Trata-se com imatinib - permite uma
Baixo risco de progressão LMA Cariótipo complexo = Pior prognóstico Baixo risco de progressão LMA EMV ≈ pop. em geral!
Hemato Página 19
SMD: medula hipercelular + citopénias
Síndrome Mielodisplásico SMP: medula hipercelular + panmielocitose
Doente tipo: Velhinho com Anemia Macrocítica com Folato e B12 Normal --> Fazemos
Esfregaço e tem Neutrófilos hiposegmentados e pode ter blastos mas numa quantidade
< à necessária para ser dx de leucemia aguda --> Biópsia da MO
Importa perceber que o SMD é um dx de exclusão, ou seja, tem de se excluir causas (mais frequentes) de anemia macrocítica e de
citopenias. Importa assim excluir: défice de B12/folato, B6, alcoolismo, HIV.
Hemato Página 20
Expansões monoclonais de células estaminais precoces - > 20% BLASTOS Ocupam a medulam e levam a PANCITOPÉNIAS de
Leucemias Agudas início súbito
Linhagem mielóide = plaquetas, eritrócitos, 1. Hemograma + ESP: mostra que há blastos • Anemia: palidez, fadiga
basófilos, eosinófilos, neutrófilos 2. Biópsia + aspiração MO: é o teste confirmatório e o que nos • Trombocitopénia: hemorragias
Linhagem linfóide = linfócitos e monócitos • Neutropénia: infeções
distingue qual a linhagem (morfologia, citogenética e imunofenotipagem)
Causas primárias de pancitopenia:
Leucemia Mielóide Aguda (LMA) Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) • Leucemias agudas
• SMD
Epidemio • Tricoleucemia
65 anos Neoplasia mais frequente em idade pediátrica (< 6 anos), ++ células B • Mielofibrose 1ª
Clínica • HBPN
Leucocitose pelos blastos (não é verdadeira leucocitose) Massa mediastínica se linhagem T – obstrução da VA • Anemia aplásica
Esplenomegalia (infiltração leucémica) PROCURAR adenopatias (linfoma linfoblástico), hepatoesplenomegalia, infiltração Fatores de risco:
Hipertrofia gengival (M4-M5) - tmb por infiltração leucémica SNC (meningite leucémica), testicular (unilateral) e cutânea • Benzeno
• Radiação e QT
Coagulopatia (LPA) Sintomas B + • Instabilidade cromossómica (S.
Dor óssea (+noturna) por expansão para o periósteo Down, anemia Fanconi!)
Laboratório Hiato leucémico: não há formas intermédias: Blastos + Pancitopénia Fazer TC corpo para distinguir de linfoma linfoblástico --> ADENOPATIAS? Pior prognóstico:
• Idade avançada ou muito precoce
↑ LDH, ácido úrico, calcémia, fosfatemia SEMPRE PL!! - fazemos QT intratecal sempre • Score ECOG elevado
Bastonetes de Auer (inclusões citoplasmáticas) Fazer imunofenotipagem para distinguir B de T • Hiperleucocitose (+ risco de SLT e de
MPO - mieloperoxidase Tdt + invadir SNC)
Linfoblastos têm um rácio núcleo/citoplasma aumentado • Citogenética de alto risco
Mieloblastos têm núcleo em forma de rim e proeminentes nucléolos
• LA secundária a QT
Diagnóstico > 20% de mieloblastos no SP e/ou MO > 20% de linfoblastos no SP e/ou MO • LA secundária a LMC
• Envolvimento SNC ao dx
OU alterações genéticas definidoras de LMA: • Tempo de remissão
• inversão cromossoma 16, t(16,16), t(15,17), t(8,21)
Hemato Página 21
Doente com linfadenopatia não dolorosa +/- sintomas B! Marcadores pan-B: CD 19, 20, 21 e Ig
Linfomas 1 Esplenomegalia e hepatomegalia Marcadores pan-T: TCR, CD3, 4, 8
Hemato Página 22
Linfomas 2 Clínica de LINFOMA
Se tiver atingimento
extranodal: (+ típico dos LNH) Permite histologia, imunofenotipagem e ver
Fazer biópsia EXCISIONAL!!!
• GI - obstrução intestinal monoclonalidade (partiram todos da mesma
+ Imunofenotipagem do sangue periférico para
• MO – citopenias com fadiga, origem! Se infeções são policlonais)
ver a linhagem dos linfócitos
hemorragias e infeções É o que nos distingue se é Hodgkin ou não.
recorrentes
• Medula espinhal – perda de +
sensibilidade
• Hemograma + contagem diferencial A LLC é um caso excepcional, em que
• LDH + Beta2-microglobulina a imunofenotipagem/citometria de
Prognóstico – International • Bioquímica normal + ionograma completo + ácido úrico fluxo do sangue periférico fazem
Prognostic Index: • VS (+++ LH) habitualmente o dx, não sendo nec.
• Idade (60 anos) • Mielograma + BMO biópsia de gg ou da MO.
• Estadio • Serologias virais Se tumores agressivos vamos ter
• PS • Autoimunidade hipercalcémia por aumento
• LDH e b2 microglobulina • RX tórax atividade alfa-1hidroxilase
• Localização extraganglionar • TC cérvico-TAP
• VS --> Mau prognóstico no Hodgkin • PET
• PL para avaliar invasão do SNC se:
Estadiamento – classificação de Ann o Linfoma do SNC primário
Arbor: o Sinais e sintomas neurológicos
Estadio Nódulo linfático Diafragma o HIV
• PFR + ecocardiograma pré-QT
I 1
II >1 Mesmo lado A grande ≠ no prognóstico entre linfomas
III >1 Lados diferentes indolentes e agressivos é que nos primeiros o tx curativo tem baixa
%P de cura e os doentes acabam por ter um curso insidioso,
ou baço
encontrando-se sempre em perfil descendente da doença desde o
IV Metastático dx e morrendo de outra coisa que não da doença (logo, o tx só é
realizado se sintomáticos! E é sobretudo paliativo); já nos
agressivos, se o tx for atempado, pode mesmo chegar-se à remissão
Profilax. SNC obrigatória em:
completa (ex: linfoma de Burkitt) - daí fazer-se sempre tratamento
• Linfoma de Burkitt
agressivo desde o dx - contudo aqueles que não respondem à tx
• LLA
• Linfoma de grandes céls B resultam na morte rápida do doente pela elevada taxa de replicação
tumoral e complic. associadas.
Hemato Página 23
Pneumologia
Coisas Gerais 1
Doenças Obstrutivas Doenças Restritivas
MD Obstrução VA que causam ↑ resistência Pulmões não expandem, têm ↓ compliance
Pneumo Página 1
Coisas Gerais 2
Nos doentes com pneumonia, a dispneia agrava quando se deitam
para o lado afetado.
Isto acontece por um efeito de shunt:
• Normalmente a V e a Q (perfusão) são melhores nas bases,
devido à gravidade
• Quando o doente se deita para um dos lados, também pela
ação da gravidade, esse pulmão passa a ser melhor ventilado
e perfundido
• Ora, se esse pulmão é o doente (com consolidação), o que
acontece é que esse fica melhor perfundido mas a ventilação
continua uma treta pela consolidação (mismatch V/Q)
• Esse "roubo", por shunt, da perfusão do pulmão bom para o
mau, vai fazer com que o bom fique menos perfundido
(mismatch V/Q)
• Cria-se assim um mismatch V/Q em ambos os pulmões, o que
contribui para maior hipoxémia e agravamento das queixas do
doente.
Pneumo Página 2
Tuberculose Geral
Coisas gerais a saber:
• M. tuberculosis é um BAAR (mas não é o único - ex: Nocardia) - o que faz com que a pesquisa de BAAR na expectoração não seja um teste específico
• Cont. epidemiológico!! (HIV+, sem-abrigo, imigrantes de países com elevada incidência, prisioneiros, contactos com TB, profissionais de saúde)
• Transmissão p/ gotículas; > infecciosidade se: cavitação pulmonar (adultos e imunocompetentes), bacilífero, TB laríngea/pulmonar (únicas formas contagiosas)
• Crianças e HIV+ são menos infecciosos
• A doença anda de mãos dadas com a imunodeficiência, logo todos os doentes HIV devem ser testados para TB e vice-versa
• Maioria dos casos = latente (assintomáticos e não contagiosos); já a maioria dos sintomáticos = secundária (por reativação de TB latente)
• Nalguns casos (++ imunodeprimidos), a TB pode disseminar-se (via linfáticos/sangue/contiguidade) e atingir virtualmente qualquer órgão extrapulmonar, tornando-se:
• TB extrapulmonar
• TB miliar (≥2 órgãos não contíguos) - no RX tórax, apresenta-se como múltiplas densidades nodulares pequenas, espalhadas pelos pulmões; doente altamente sintomático; dx com lavado
broncoalveolar +/- biópsias transbrônquicas
• É uma doença de declaração obrigatória (SINAVE), independentemente de o doente dar consentimento ou não! O médico deve, assim, alertar as autoridades de saúde que tratarão do resto.
Quem tem > risco de evoluir de latente para ativa? urina ou TC/RMN semanas)
• Imunodeprimidos (HIV; transplantados; imunossupressores ++ cultura
TNF-alfa, neoplasias), DRC/hemodializados
• Alcoólicos/toxicodependentes
• Doenças pulmonares prévias (ex: silicose)
• DM
• Idade avançada/crianças, baixo peso, desnutrição
Pneumo Página 3
Notas:
Tuberculose Ativa • RIPE = "HRZE" (mas acrónimo ao menos
faz sentido)
• Mantoux e IGRA não contam para dx
O doente com TB pulmonar chegar-nos de 1 de 2 formas:
de TB ativa, porque não distinguem
entre doença ativa e latente
• Medidas de isolamento respiratório
Sintomático (clínica inespecífica e arrastada > 3 sem) Assintomático para doentes com TB incluem:
(história de contacto) ○ Quarto com pressão negativa
• Tosse, dispneia
○ Prof. saúde c/ máscara N95
• Mal-estar geral, perda de peso
○ Doente deve usar máscara
• Febre, Suores noturnos cirúrgica sempre que sair do
• Hemoptises quarto
• Adenopatias TB latente (*Ver resumo ○ Mãos sempre higienizadas c/
• Alt. auscultatórias pulmonares correspondente) sol. alcoólica à saída do quarto
• Alt. analíticas (PCR e VS ↑, leucocitose,
anemia) Não pedimos o IGRA ou Mantoux
Isolamento respiratório (doente é se suspeitamos de TB ativa!!
contagioso até prova em contrário!)
Rx tórax + BAAR (2-3x) ± TAAN + cultura (para TSA, habitualmente não para dx inicial - demora 6 sem a positivar)
Internamento se:
Tratamento - Duração mínima de 6M, toma única diária (em • Instabilidade clínica
jejum) em regime de toma observada diariamente (TOD) • TB multirresistente
• Inicial (primeiros 2M) - 4 fármacos (RIPE) • Via entérica comprometida (diarreia ou vómitos
Se:
• Cultura neg. ○ Rifampicina persistentes)
• TSA sens. aos ○ Isoniazida • Insuf. hepática grave
AB ○ Pirazinamida • Falta de apoio social/familiar
• 56 tomas ○ Etambutol
TOD • Continuação (ultimos 4M) - 2 fármacos (RI) Nota: este regime de tx é iniciado após diagnóstico
○ Rifampicina presuntivo. Assim sendo, quando é que deve ser
○ Isoniazida continuado?
• Se culturas vierem +
Monitorização tx/follow-up • Se resposta + à tx (melhoria sintomática)
• Expectoração mensal para BAAR + cultura *Caso não se verifique uma dessas condições -
• Monitorização dos ef. adversos farmacológicos (função renal, interromper tx e repetir todo o estudo
enzimologia hepática, av. oftalmológica/otorrino) Ef. Adversos
Fármaco
Outras coisas a saber: Isoniazida Hepatotoxicidade
• Hepatotoxicidade dos fármacos -> interromper fármaco de imediato: Neuropatia periférica (e outros sintomas
○ ↑ ALT e/ou AST > 3x LSN + sintomas de déf. de vit. B6 - estomatite, glossite,
○ ↑ ALT e/ou AST > 5x LSN convulsões, anemia sideroblástica) ->
• Se insuf. hepática - introduzir os fármacos em doses progressivamente admin. de piridoxina (B6) mitiga os ef.
maiores ou esquema não hepatotóxico (etambutol + lovofloxacina + adversos
amicacina) Nevrite ótica
• Se insuf. renal - pirazinamida e etambutol necessitam de ajuste de dose
Rifampicina Hepatotoxicidade
• Tuberculose multirresistente (resist. a pelo menos R + I; tx em centros de ref.)
Torna fluidos orgânicos alaranjados (ex:
○ Suspeitar em doentes com: tx prévio para TB, HIV, toxicodependentes,
urina e lágrimas vermelhas)
reclusos, emigrantes, contacto com doentes com TBMR, profissionais
Pode causar nefrite interticial -> Parar tx
de saúde
○ Nos doentes acima, realizar estudo de resistências (Xpert) Pirazinamida Hepatotoxicidade
• Grávidas: tx de 1ª linha é segura, amamentação aconselhável, fazer piridoxina Artralgias --> Gota
• Crianças: esquema tx = adulto mas habitualmente dispensa etambutol Ef. GI
• HIV: dx mais dificil, excluir sempre TBMR, iniciar tx o mais precocemente Etambutol Nevrite ótica
possível
• Existem esquemas tx com duração > 6M (ex: se TB disseminada/SNC/óssea)
Pneumo Página 4
Mantoux (TST) e IGRA são as pedras basilares do dx da
Tuberculose Latente + Prevenção TB latente - tanto um como o outro são adequados,
excepto:
O diagnóstico da TB latente deve ser visto como um rastreio, porque vamos procurar a doença em indivíduos que a podem ter, • IGRA preferido em doentes vacinados para BCG
mas em fase precoce e, por isso, assintomática. Assim, sendo, quem devemos rastrear? (TST vai dar FP nesses casos)
• TST preferido em crianças < 5A
• Contactos: (seguir o esquema abaixo apresentado)
○ próximos de um doente com TB confirmada TST - a leitura é do diâmetro da induração e não do
○ esporádicos mas com algum grau de imunodepressão (crianças com < 6A de idade, medicação imunossupressora, HIV ) eritema; teste só positiva 8-10 semanas após infeção)
• Grupos de risco (≠ contactos): (fazer TST/IGRA -> se > LSN* -> excluir dça ativa (sintomas + RxTórax) -> dça ativa excluída (sem
sintomas e R-X limpo) -> isoniazida 9M; se < LSN -> reassurance) Positividade ao TST*:
○ HIV • > 5mm: imunodeprimidos (ex: HIV e crianças
○ Transplantados <6A), evidência de TB no Rx-Tórax
○ Pessoas com lesões sugestivas de TB antiga, num Rx-Tórax • > 10 mm: sem-abrigo, emigrantes de paídes de
○ Pessoas que vão iniciar tx com biológicos anti-TNF (ex: colite ulcerosa/doença de Crohn) elevada incidência, utiliz. drogas IV, doentes
○ Toxicodependentes (drogas IV) crónicos, pessoas que residem/trabalham em
○ Pessoas que trabalham em lab. de micobacteriologia prisões ou hospitais, profissionais de saúde
*Pode ser pedido em entrevistas de emprego ou em pessoas que vão iniciar trabalho em áreas da saúde -> fazer IGRA ou TST • > 15 mm: toda a gente (não grupos de risco)
Rastreio dos CONTACTOS (segundo DGS*; em doentes vacinados c/ BCG, passar logo para o IGRA e esquecer TST )
Vacinação (BCG): NÃO faz parte do atual plano de
Imunodeprimidos (e crianças <6A) vacinação
Imunocompetentes
• Todas as crianças com <6A e contacto com
Excluir doença ativa doente bacilífero (após rastreio e tx preventivo)
(sintomas + RxT) Excluir doença ativa (sintomas + RxT)
+ • Todas as crianças com <6A pertencentes a
TST Quimioprofilaxia 1ª (ou seja, grupos de risco:
para prevenir que o ind. seja infetado;
≠ tx preventivo ou prevenção 2ª, cujo
○ Países com elevada incidência de TB
objetivo é tratar a inf. latente e ○ Pais ou cohabitantes imunodeprimidos,
impedir que se torne ativa. Contudo, o toxicodependentes, naturais de países de
≥ 10 mm < 10mm tx é precisamente igual.) TST elevada incidência, antecedentes de TB
○ Pertencentes a comunidades com
delevado risco de TB
Reavaliar às 8-10 sem ○ Viajantes para países de elevada
IGRA < 5mm ≥ 5mm
incidência
*Se > 12M de idade - excluir sempre doença
Positivo Negativo Tx TB latente(Isoniazida 9M) ativa/latente antes de vacinar
> 10mm < 10mm IGRA
*RN só fazem vacina após atingirem peso > 2 Kg
*RN de mães HIV - não fazem vacina até exclusão de
Reavaliar às 8-10 sem inf. HIV
Tx preventivo Pos. Neg.
(Isoniazida 6-9M) Neg S/ infeção
Tx TB latente Quimioprofilaxia
(Isoniazida 9M) (Isoniazida 9M)
Pneumo Página 5
Nota VNI: de um modo muito simplificado, o IPAP é a pressão que entra para os alvéolos, permitindo a ventilação; o EPAP
Distúrbios da Ventilação (PEEP) é uma pressão < IPAP, e que mantém os alvéolos recrutados na expiração (≈ CPAP), melhorando a oxigenação.
Conceitos importantes:
• Ventilação - PaCO2 (35-45 mmHg)
Tratamento da HIPOventilação
Dist. da ventilação são sobretudo alt.
• Hiperventilação - hipocápnia (< 35 mmHg) - alcalemia respiratória que causam variação da PaCO2, que • Doença de base
• Hipoventilação - hipercápnia (> 45 mmHg) - acidemia respiratória no caso da hipoventilação levam a IR • Suporte (VNI)
tipo 2
• Oxigenação - PaO2 (> 60 mmHg)
Geral:
• Hipoxémia (< 60mmHg ou satO2 < 90%) Todas as causas de acidemia • No fundo, é uma modalidade terapêutica que se situa entre a oxigenação
• Insuficiência respiratória: respiratória são causas de "simples" via óculos nasais/máscara facial (c/ maior [O2]) e a ventilação
hipoventilação (o oposto verifica-se mecânica invasiva.
• Tipo 1: parcial (hipoxémica) - tx c/ ↑FiO2 e ↑ EPAP (PEEP)
para a alcalemia resp - • Considerar o seu uso quando:
• Tipo 2: global (hipercápnica) - tx c/ ↑ IPAP (Vt) e a [Link] hiperventilação) ○ Sinais e sintomas de dificuldade respiratória grave (taquipneia,
tiragem,...)
Alt. da Ventilação ○ Anormalidades nas trocas gasosas:
▪ Hipercápnia/acidémia respiratória (pH 7.25 - 7.35)
A hipoventilação (e nalguns casos a hiperventilação) é sobretudo causada por condições que afetem tudo o que vai desde as
▪ PaO2/FiO2 < 200 (doentes agudos)
vias nervosas aferentes e centro respiratório (que fornece o drive necessário à ventilação) até às vias nervosas eferentes que
• Usa pressão positiva (queremos empurrar o ar) na forma de:
levam o imput aos músculos respiratórios e caixa torácica, até ao órgão que estabelece as trocas gasosas (pulmão).
○ BiPAP (Pressão inspiratória [IPAP] + pressão expiratória [EPAP ou PEEP]).
Hipoventilação Hiperventilação Útil para o tx de virtualmente qualquer causa de insuf. respiratória do tipo
1 e do tipo 2 (ex: exacerbações de DPOC, IC)
1. Centro respiratório: 1. Centro respiratório: ○ CPAP (apenas uma única presão contínua) -> mantém vias aéreas abertas
• Dist. Respiratórios do sono (SAOS) • Ansiedade (tx prático: respirar para (permeáveis, com + alvéolos recrutados) e melhora oxigenação -> útil no
• Opióides, sedativos (BZDs) e álcool dentro de saco) SAOS; e aumenta a pressão intratorácica, reduzindo a pré-carga -> útil no
• AVC do tronco cerebral (coma) • Dor EAP de causa cardiogénica.
• Hipotiroidismo • Febre e infeções SNC • Outras situações potencialmente benéficas da VNI incluem: imunodeprimidos,
2. Nervos motores/junção NM • Trauma pós-op, paliativos
• Guillain-Barré, ELA • AVC • Tem como principais
• Lesão da medula-espinhal 2. Hipoxemia/hipóxia tecidual ○ Vantagens:
• Lesão do frénico • Elevada altitude ▪ Reduz necessidade de VMI e complicações associadas
• Miastenia Gravis • Pneumonia (pneumonia, (baro)trauma) e é mais tolerável pelo doente
3. Músculos respiratórios e caixa torácica • EAP ○ Desvantagens:
• Fadiga respiratória (numa exacerbação grave de • Aspiração ▪ É uma chatice para a cara (secura dos olhos e mucosas),
asma, por exemplo!) desconforto, dif. em eliminar secreções
• Anemia grave
▪ Menor proteção da via aérea vs. VMI
• Obesidade (Síndrome de obesidade-hipoventilação) 3. Drogas/hormonas
▪ Pode atrasar a VMI
• Escoliose • Gravidez
• Contraindicações!!
4. Pulmão e via aérea • Salicilatos
○ Doente crítico (PCR, instabilidade HD, alt. grave do estado de
• SAOS • IC consciência)
• DPOC 4. Estimulação de recetores torácicos ○ Agitação e falta de colaboração
• Doença pulmonar intersticial • Hemotórax ○ Incapacidade de eliminar secreções
• Atelectasia • Flail chest ○ Vómitos, hematemeses ou hemoptises não controlados
• IC ○ Trauma, cirurgia ou deformidade facial, obstrução da VAS
*Todos os síndromes de hipoventilação agravam durante o sono • TEP - pode causar alcalose respiratória sem ○ Cirurgia esofágica recente
*Quando crónica, pode levar a policitemia secundária (EPO ↑) e hipoxémia!!
hipertensão pulmonar (por vasoconstrição). 5. Outras (ex: sépsis e ventilação mecânica)
Pneumo Página 6
SAOS e Síndrome de Obesidade-Hipoventilação
Coisas gerais a saber:
Padrão Cheyne-Stokes
Sempre a mesma história - aparece um gordo com sonolência diurna, roncopatia (...) e perguntam se se trata de SAOS ou SOH:
• SOH tem hipoventilação alveolar (HIPERCÁPNIA) DIURNA
• SAOS - as alterações são somente NOTURNAS
Conceitos:
• Apneia: Ø Respiração > 10 seg.
○ Central: s/ esforço respiratório compensatório (é o que acontece na ACS) Índice de apneia/hipopneia (IAH): (Nº apneias +
hipopneias)/horas de sono
○ Obstrutiva: c/ esforço respiratório (é o que acontece na SAOS)
• Hipopneia: ↓ fluxo de ar ≥ 30% baseline por um tempo ≥ 10 seg + ↓ oxigenação ≥ 3%.
Pneumo Página 7
ARDS
Coisas gerais
Doente que, após um insulto pulmonar direto (++ pneumonia, pneumonite de aspiração, pré- afogamento, trauma, inalação de
toxinas) ou indireto (++ sépsis, pancreatite, transfusões maciças [TRALI], trauma/queimaduras graves) apresenta-se com um quadro ≈
edema agudo do pulmão, mas de causa não-cardiogénica!
Em termos fisiopatológicos, temos uma resposta inflamatória desregulada c/: aumento da permeabilidade capilar -> edema alveolar e
intersticial -> restrição das trocas gasosas de O2, com HIPOXÉMIA. - CO2 está normal
Observa-se tbm uma ↓ compliance pulmonar (p/ perda de surfactante e dano alveolar) e pressão na art. pulmonar (≠ Pressão de encravamento capilar) N/↑.
Pneumo Página 8
DPOC Parte 1
Tabaco é sempre CENTRAL
Doença com diminuição da função pulmonar associada a OBSTRUÇÃO (+ das pequenas VA) do fluxo de ar persistente e progressiva.
Classicamente dividida em 2 subtipos:
Bronquite Crónica (Blue bloater) - afeta as grandes VAs: Tosse produtiva >3 meses/ano durante 2 anos consecutivos
Enfisema - afeta parênquima (pink puffer): Destruição e dilatação dos bronquíolos e alvéolos, secundárias ao tabagismo (centrilobular; lobo superior) ou ao défice α1 -
antitripsina (panlobular/panacinar; lobo inferior).
Causas Major: Tabaco (++Bronquite) --> inflamação + hipersecreção muco + fibrose; ativação de macrófagos com destruição de parênquima (Enfisema)
Fatores de risco:
➢ Défice de alfa1AT --> enfisema (pensar nos casos de DPOC com inicio antes dos 40 anos não fumador + doença hepática; hx familiar + de [Link]ática)
➢ Hiperreatividade das VA --> overlap com Asma
➢ Infeções respiratórias --> exacerbações
➢ Exposição ocupacional Poeira/Carvão --> enfisema
➢ Tabagismo passivo
Clinica Dispneia crónica e progressiva-->TOSSE + EXPECTORAÇÃO+DISPNEIA DE ESFORÇO-->Doentes podem associar início dos sintomas a evento agudo (ex:PAC)
E.O: Tórax em barril, caquexia, uso de músculos acessórios da respiração, IVJ (especialmente na expiração, por ↑ P intratorácica), sibilos no final da expiração, ↑Tempo
expiratório, dispneia de esforço, murmúrio vesicular abafado/diminuído, hiperresonância à percussão, sons cardíacos abafados (pela hiperinsuflação).
Pink Puffer (enfisema, magros; lábios semi-serrados) vs Blue Bloaters (bronquite, cianose)
Exacerbações periódicas( + por infeções respiratórias) --> taquicardia, taquipneia, tiragem, cianose, mov abdominal paradoxal --> Fazer R-X + GSA!
Fazer cultura de expetoração se infeção (Febre + tosse produtiva c/ alt. das características habituais da expetoração + infiltrados de novo no Rx)
Internamento se --> dispneia em repouso, diminuição da satO2, confusão, cianose + edema, co morbilidades.
Diagnóstico Fundamental!!! Espirometria --> FEV1/FVC <0.70 NÃO reversível com BD; ↓FEV1, N ou ↓FVC, ↑RV (air trapping) e ↑ TLC (enfisema); DLCO N
(bronquite) ou ↓(enfisema ou estadio avançado)
Rx tórax : Hiperinsuflação, ↓marcas pulmonares, aplanamento do diafragma, ↑ Ø AP, coração com aparência estreita. Bolhas no parênquima
(enfisema) --> +útil nas exacerbações para saber a causa, ou despistar complicações da doença
GSA: Hipoxemia com acidose respiratória aguda ou crónica (↑PCO2) --> útil nas exacerbações
Rastreio em TODOS de Défice alfa1AT (genótipo PiZ (ZZ ou ZØ) associado a deficiência Grave)
• A TC tórax, embora não faça parte do diagnóstico propriamente dito, pode ter importância na exclusão de outros ddx e, no caso de enfisema, compreender o padrão de afeção do parênquima e planear
cirurgia.
Pneumo Página 9
Modificadores de Sobrevida Grupo D
DPOC - Tratamento Ø tabaco | Oxigenoterapia | Cirurgia
EXACERBAÇÃO Oxigenoterapia--> SpO2 alvo 88-92% (se > a esses valores: agravamento hipercápnia p/ ↓ drive resp.)
AGUDA Broncodilatadores inalados
- SABA (salbutamol/albuterol) + SAMA (ipratropium)
Infeções Respiratórias
são a principal causa! Corticóides orais (Prednisolona 40mg 5-7dias) ou ev
(50% são bacterianas) Antibioterapia (Pneumococcus, [Link], Moraxella) se:
- ↑Dispneia + ↑Tosse + Alt. das características/quantidade da expetoração
Grupo B
Casos severos (falência respiratória, hipoxemia grave, alterações estado
consciência, acidémia respiratória (PaCO2 >45 mmHg) refratária à Tx inicial):
- VNI com BiPAP
- Se VNI falhar / Contraindicada --> entubação endotraqueal
DPOC CRÓNICA Alterações do estilo de vida:
(a escalada tx é feita c/ - Cessação tabágica (Bupropion ou Vareniclina) + Exercício
base nos
sintomas/exacerbações - Vacinas Influenza, Pneumocócica e Pertússica
e não no FEV1)
Todos devem ter Broncodilatadores:
SABA/SAMA em SOS É melhor juntar LABA + LAMA
A lógica é a seguinte - LAMA (Brometo tiotrópio) do que aumentar a dose
(super simplificado): - LABA (salmeterol, Formoterol, Indecaterol)
(LAMA vs LABA - alivio de sintomas igual, mas LAMA diminui exacerbações)
1) LAMA/LABA
- SAMA/SABA as needed (SOS), tal como na asma
2) LAMA
Se Eosinófilos ↑↑ (>300) ou ↑ >(2) exacerbações/ano + ↑ Eosinófilos (>100) adicionar
Corticóides inalados ao LABA (beclometasona, budesonida, fluticasona)
Os corticóides são bons para tudo o que é eosinófilos
3) LAMA + LABA/ICS
Se grave/muito grave: (↓exacerbações) (esofagite, asma, pneumonites,…)
- Eosinófilos <100 + FEV1<50% + Bronquite --> adicionar iPDE4 (Roflumilast)
4) LAMA + LABA + ICS
- Antigo fumador --> adicionar Macrólido (Azitro 250/dia ou 500/3x semana ou
Eritro 500/2xdia)
5) Pneumologia (se é
que não estava já lá)
Se Déf. alfa1AT grave (PiZ) + alt. na TAC --> Infusão alfa1AT IV semanal
Pneumo Página 10
Ciclos recorrentes de infeção e inflamação nos brônquios e bronquíolos Em doentes c/ múltiplas e recorrentes exacerbações pode
Bronquiectasias FIBROSE + REMODELING + DILATAÇÃO PERMANENTE optar-se / fazer ATB profilátia (macrólido) a longo prazo
Causas Bronquiectasias (BQ) Focais = obstrução anatómica - fazer broncofibroscopia As causas + comuns são: Pós-
- Extrínseca --> tumor, adenopatia Infeciosas (ex: TB,
- Intrínseca --> corpo estranho, tumor, atresia congénita
Pneumonia Viral) e FQ
Bronquiectasias (BQ) Difusas
- Causa Infeciosa
○ TB, Micobactérias não-TB,S. Kartagener (cílios imoveis-sinusites e inf resp rep. + situs inverso + infertilidade)-->BQ lobos médios
○ Aspergilose Broncopulmonar alérgica (BPA) --> BQ centrais
- Doença sistémica
○ Fibrose quística, pós-RT -->BQ superiores
○ Traqueobroncomalácia --> BQ centrais
○ Imunodeficiência, Fibrose Pulmonar Idiopática --> BQ inferiores
- Idiopática
Clinica TOSSE persistente + EXPETORAÇÃO espessa e abundante(verde, amarela) + dispneia + Hemoptises (dano nos vasos!)+ HALITOSE
Hx de múltiplas infeções respiratórias inferiores de repetição p/ agentes habitualmente associados a doença pulmonar estrutural (ex: Pseudomonas, [Link])
E.O: Crepitações + sibilos, roncos
Dedos em baqueta de tambor - hipocratismo digital
Diagnóstico RX--> sinal das linhas de comboio (linhas paralelas que desenham os limites dos brônquios dilatados)
TC ↑ resolução--> confirma dx!! DILATAÇÃO E ESPESSAMENTO DOS Brônquios; estruturas tubulares a <1cm da pleura + sinal do anel de sinete, linhas paralelas e em Árvore em
brotamento (mais nos lobos inferiores, que indica impactamento de secreções)
Espirometria: Padrão Obstrutivo com ↓FEV1/FVC
Cultura da expectoração -> extremamente importante, porque o tx ATB em exacerbações subsequentes vai ser dirigido aos agentes que forem encontrados
BFO --> para exclusão de neoplasia se BQ focais; Se BQ Difusas --> Excluir a FQ é o foco inicial!
Tratamento Conservador:
• Antibioterapia: Levofloxacina (ou digirido aos agentes isolados na cultura colhida aquando da última exacerbação)
• Cinesioterapia e hidratação (para tornar a expectoração menos espessa)
• Cessação tabágica
• Vacinação (gripe, pneumococos)
Se Aspergilose Broncopulmonar Alérgica: CCT sistémica + Antifúngicos
Cirurgia com lobectomia nos casos severos
BRONCOFIBROSCOPIA ---> se HEMOPTISES
Pneumo Página 11
Fibrose Quística (C) Criança com tosse produtiva crónica e infeção resp. de repetição
(com isolamento de agente estranho na expetoração) + Diarreia
crónica (esteatorreia) + atraso de crescimento
Pneumo Página 13
Grupo heterogéneo de doenças caraterizadas pela INFLAMAÇÃO e/ou FIBROSE do
Doenças do Interstício Pulmonar (C) INTERSTICIO PULMONAR e PFR com Padrão Restritivo
Patologia Pode ser dividida em Subgrupos:
SARCOIDOSE
Relacionada com Exposição
Doença multissistémica AI (ex: bloq. cardíacos, eritema
- Asbestose
nodoso, paralisia de Bell, uveite, AR...); pode ser
- Silicose
- Berliose assintomática
- Pneumoconiose do Mineiro de Carvão RX: Infiltração de granulomas NÃO caseosos (++
- Fármacos --> Amiodarona, bleomicina, nitrofurantoina, metotrexato, oxigenoterapia de alta concentração, Cocaína, adenopatias mediastino e hilares bilaterais)
Procainamida/Hidralazina, Aspirina ++ comum Mulheres (40a) Afroamericanas ou do
- Pneumonite de hipersensibilidade (febre, tosse, linfócitos no LBA) - ver aula correspondente Norte da Europa
- Pós-radioterapia Tx: assintomático = nada
Relacionada com Doenças Sistémicas ou do Tecido conjuntivo corticóides ----> imunomoduladores
- Polimiosite/dermatomiosite [Link]
- Sarcoidose Tipo de sarcoidose com a Tríade:
- Amiloidose Artrite + Eritema nodoso + Adenopatia hilar bilateral
- Vasculite (Goodpasture, Churg-Strauss)
Resumo doenças obstrutivas vs. restritivas (espirometria)
- Síndrome CREST (esclerose sistémica)
- Artrite Reumatóide (S. Caplan) - a AR com atingimento pulmonar é mais frequente nos homens!
Teste Normal Obstrutiva Restritiva
- LES, Sjögren
- Proteinose alveolar pulmonar (acumula surfactante, homens novos fumadores, padrão asas de morcego) FEV1/FVC > 0,70 ↓ N/↑
- Linfangioleiomiomatose (mulheres novas, quilotórax, quistos apicais, pneumotórax recorrentes!)
FEV1 80-120% ↓ ↓
Idiopática
- Fibrose idiopática pulmonar (homens, velhos, fumadores, padrão em favo de mel, >6 meses, BQ tração Lobo inf.) FVC 80-120% N/↓ ↓
- Pneumonia criptogénica (60 anos de idade, febre, fadiga, perda de peso)
FRC 80-120% ↑ ↓
- Pneumonia intersticial aguda - [Link] Rich (parece ARDS, em doentes c/ <40a --> HIPOXÉMIA )
- Pneumonia intersticial inespecífica (mulheres que nunca fumaram) TLC 80-120% ↑ ↓
- Histiocitose de células de Langerhans (Homens novos com Pneumotórax espontâneo; nódulos e quistos que podem
cavitar) *Outras: DLCO - afetada em doenças que afetam o
parênquima (ex: enfisema, fibrose pulmonar...) e não em
Clínica Padrão respiratório superficial e com taquipneia doenças que afetam exclusivamente as vias aéreas (ex:
DISPNEIA progressiva + TOSSE SECA crónica asma - está aumentado)
E.O: cianose, fervores "velcro-like" bibasais no final da inspiração, dedos baqueta de tambor, insuficiência cardíaca direita. *Na asma, após prova de BD, deve haver ↑ FEV1 ≥ 12% e
Diagnóstico Inicial --> RX tórax: padrão reticular bilateral, nodular ou em vidro despolido 200 mL.
Se Rx suspeito --> fazer TAC tórax: padrão em favo de mel (doença grave; ++ FPI) e/ou vidro despolido Obstrutiva (CÔNcava) Restritiva
PFR: Padrão RESTRITIVO: ↑FEV1/FVC, ↓FEV1, ↓TLC, ↓FVC, ↓DLCO
GSA: Hipoxémia e alcalose respiratória
Se doença sistémica pedir serologias (ANA, anti-CCP, CK, aldolase, anti-jo1, ANCA, anti-topoisomerase, anti-dsDNA)
MAIS FIDEDIGNO --> Biopsia Cirúrgica VATS ou toracotomia (apenas se diagnóstico incerto: TC atípica, PFR equivocas) -->
histologia: infiltrado linfoplasmocitário em septos alveolares com hiperplasia de pneumócitos tipo II
Pneumo Página 14
O interesse é: 1) Relacionar hx de exposição a uma destas doenças + 2) Reconhecer que se podem apresentar com padrão
Pneumoconioses restritivo nas PFR
Patologia Inalação de poeiras. Doença do parênquima Reação inflamatória e fibrótica por reter poeiras Inalação de poeiras
Causas Mineiros, moagem, isolamentos, Construção Poeira de sílica. Armas nucleares, ligas metálicas, cerâmica (material
civil, construção de navios, Canalizador Mineiros, Pedreiras, Argila, Cimento, Vidro protésico - dentista), aerospacial, tecnologias
Sintomas após 10-20 anos de exposição eletrónicas
Clínica Dispneia progressiva Aguda (silicoproteinose)<10meses Quase igual a sarcoidose --> infiltrados difusos +
Derrame pleural loculado Crónica --> 15-20 anos --> Dispneia ou sem sintomas adenopatias hilares
Bronquite química aguda --> dça granulomatosa
crónica
Achados - Hipo transparências lineAres (+++lobos Silicoproteinose (infiltrado miliar+ vidro despolido)
imagiológicos inferiores) RX com nódulos intersticiais + infiltrados difusos +
- Fibrose intersticial difusa Crónica --> Hipo transp nodulares + lobos adenopatias hilares
- Placas de calcificação na pleura!! PFR restritiva
- Bronquiectasias de tração (favos mel) S
uperiores BFO +BX com granulomas não caseosos +
- PFR: Padrão Restritivo + diminuição da DLCO Adenopatias em casca de ovo; PFR normais sensibilidade ao Berílio --> faz a distinção de
e TLC - têm PFR péssimas para a clínica sarcoidose
Complicações NEOPLASIA DO PULMÃO- pior se fumador ↑risco de Tuberculose --> fazer rastreio anual! Requer tratamento crónico com corticoides.
+++ Carcinoma PULMÃO!!!! Fibrose Pulmonar maciça (massas + hipoxemia +
Mesotelioma (raro--> mas quando aparece é quase padrão obstrutivo)
sempre associado a asbestos e é unilateral. Não se Doentes s/ sintomas (silicose simples) --> Evicção +
apresenta com uma Massa como o [Link]ão!) vigilância
Pneumo Página 15
Têm eosinófilos no pulmão, expectoração e/ou LBA + eosinofilia periférica
Pneumonites HiperSensibilidade e Eosinofilias (C)
Aguda
o Intensa exposição
Subaguda
o Instalação o Instalação em meses
Crónica
+
o 4 a 8 h depois gradual o Tosse seca, fadiga, dispneia progressiva, perda de peso,
o Sintomatologia gripal o Pode apresentar hipocratismo digital, crepitações
• Aspergilose Broncopulmonar Alérgica (ABPA)
o RX: Opacidades micronodulares nos episódios o Hipoxémia com o esforço que evolui para em repouso por
o Sensibilização alérgica a antigénios de Aspergillus
campos pulmonares intermitentes de fibrose
o Sintomas semelhantes a asma + ROLHÕES DE MUCO
médios/Superiores PH aguda o Surge Insuficiência respiratória mesmo com a cessação
ACASTANHADOS
o TC: Vidro despolido, micronódulos o Resolve semanas da exposição
o Lab: eosinofilia periférica, IgG e IgE contra Aspergillus,
centrilobulares, padrão de mosaico a meses após o TC: distorção arquitetural, BQ de tração e favo de mel de
cessação da precipitinas séricas +, reação cutânea ao fungo
e air-trapping predomínio Superior
o RX: BQ centrais
o Resolvem em horas/2-3 dias com a exposição o PFR só servem para prognóstico (restritivo).
o TC: opacidades irregulares com impactação de muco
cessação da exposição (bom o Anticorpos são úteis para o diagnóstico: os doentes
sensibilizados têm cargas elevadas (precipitinas de o CONSIDERAR SEMPRE NA ASMA REFRATÁRIA ou num
prognóstico)
doente com FQ
o Vão trabalhar pioram, voltam do pássaros +)
o LBA: linfocitose o CCT sistémica + antifúngicos
trabalho e ficam bem
o Histologia: granulomas não caseosos mal definidos. Não
serve para diagnóstico! • Síndrome de Lofller:
o Mau prognóstico - desenvolvimento de fibrose pulmonar, o Passagem de larvas (++ Ascaris) pelo pulmão
com poucas oções tx ---> transplante o Sintomas autolimitados
o Infiltrados pulmonares com eosinofilia transitórios
o Entre crises com eosinofilia periférica
Os fumadores têm menor risco de desenvolver a doença mas se desenvolverem vai ser + grave!!
Pneumo Página 16
Neoplasia do Pulmão 1
Coisas Gerais
• Principais Fatores de Risco:
• TABACO --> Prevenção é deixar de fumar! --> Após 15-20 Anos sem Tabaco, o risco de Neo do Pulmão é semelhante aos não fumadores! - aconselhar a parar
mesmo com cancro - ex: tabaco diminui a resposta à QT!!
• Exposição ocupacional --> Asbestos/amianto/arsénio e Radiação ionizante
• Patologias concomitantes --> DPOC, tuberculose (por causa do tecido fibrótico), HIV
• Predisposição genética (HF)
• Nota: Os Adenocarcinomas podem ser "idiopáticos" (doentes sem aparentes fatores de risco para desenvolverem Neoplasia do Pulmão - é o tipo + comum nas mulheres jovens
não fumadoras)
• As indicações para o rastreio não são consensuais (nos EUA recomendam aos doentes c/ história de tabagismo prolongado, entre os 55-80 anos com TC tórax baixa dose)
• Doentes podem ser assintomáticos, mas a maioria vai ter sintomas porque >50% dos doentes tem doença metastática ou localmente avançada no momento do diagnóstico!
• Sintomas Respiratórios e extrapulmonares:
○ Tosse (+crónica)
○ Dispneia progressiva
○ Toracalgia (tumor + periférico/invasão da parede torácica ou pleura); hipocratismo digital
○ Hemoptises (tumor central; tumor que necrosou e fez cavitação)
○ Disfonia/Rouquidão (compressão do laríngeo recorrente); Disfagia (compressão esofágica); Derrame Pleural maligno (tumor periférico)
• Sintomas Sistémicos:
○ Anorexia, perda de peso, fadiga, febre. Caso metástases SNC --> Défices neurológicos focais e convulsões. TC mostra várias lesões circunscritas na junção da substância branca-cinzenta
Síndromes que podem sugerir Neoplasia do Pulmão
Quando Suspeitar de Neoplasia do Pulmão? HORNER PANCOAST VEIA CAVA SUPERIOR
Lesão do SNS: Tumor do Apéx (não pequenas • Edema e rubor da face/pescoço (pletora) e MS
• DPOC + Hemoptises
(sintomas unilaterais) células) • Dispneia, Rouquidão e cianose
• Nódulo pulmonar com características malignas • Omalgia com irradiação • Circulação colateral torácica
• Doentes com clínica respiratória + consumptiva • Enoftalmia ulnar (compressão do plexo • Distensão Jugular
• Pneumonias refratárias à ATB e recorrentes no mesmo • Ptose braquial: 4º e 5º dedo e
segmento pulmonar • Miose antebraço medial) Dx é clínico! SEMPRE TAC Torácica --> A principal
• Cavitações / abcessos de paredes espessadas • Anidrose • Atrofia muscular e/ou causa é o Carcinoma de Pequenas Células do
parestesias do MS
• Doentes com clínica respiratória que começam com Pulmão. Outra causa são os LNH do Mediastino. Se
• RX que mostra destruição houver dispositivos (ex: CVC) tirar! +
rouquidão/disfagia
dos primeiros arcos costais anticoagulação/trombolíticos
• Subida diafragmática unilateral (lesão do frénico) • Adenopatias
• Derrame pleural unilateral em doente de risco Supraclaviculares e Perda Urgência! --> Elevar cabeceira + O2 + Furosemida
de Peso + Corticoterapia + RT Local (CP Não PC) OU QT
Pode causar: [Link] / SVCS (CPC pulmão e linfomas)
Doente com clínica sugestiva de Neoplasia do Pulmão --> 1º Pedir R-X
tórax (se Negativo não exclui) e depois TAC! --> Algoritmo do Nódulo
Pulmonar
Pneumo Página 17
O essencial desta parte é saber identificar
Neoplasia do Pulmão 2 os doentes de alto risco e nódulos
malignos, para decidirmos entre 2 coisas:
DOENTE FEZ R-X POR SUSPEITA DE NEO OU
Os Nódulos do pulmão são
OUTRA RAZÃO QUALQUER E DESCOBRIU-SE 1. Vigilância com TAC Seriada
+ frequentemente
múltiplos (Metástases!) NÓDULO DO PULMÃO 2. Biópsia
SOLITÁRIO! 1º: pedir exames de imagem antigos (Nódulo antigo ou novo?)
Ver se há clínica sugestiva
Se Nódulo antigo e temos imagens anteriores com esse nódulo avaliar:
de outras Neoplasias
• Estável? (sem alteração do tamanho em 2Anos) --> STOP
(*considerar colonoscopia em
• Aumentou de tamanho? --> Seguir Algoritmo
doentes > 50A - CCR metastizado)!
Se Nódulo de NOVO / OU não temos imagens anteriores --> Seguir Algoritmo
Sugere BENINGNIDADE Sugere MALIGNIDADE
• Doente de Baixo Risco TAC TORÁCICA • Doente de Alto-Risco:
• Nódulo: O resto da nossa abordagem vai ○ >40A, fumador, exposição
depender das características do doente
• Múltiplos (+ infecioso) ocupacional (+ asbestos)
e do nódulo
• Bordos regulares ○ AP/AF de Malignidade
• Calcificação • NÓDULO SUSPEITO --> BIÓPSIA
circunferencial ou ○ Único (só este critério não obriga a
popcorn (Hamartomas) AVALIAR: TAMANHO / biópsia)
(pipocas são boas!) LOCALIZAÇÃO / SINAIS ○ ≥8 mm
DE MALIGNIDADE ○ Bordos irregulares / espiculados
○ Calcificação periférica / excêntrica
OU Ø Calcificação
○ Adenopatia/derrame associados
A PET poderá ser usada SIM
antes da biópsia se TAC NÓDULO SUSPEITO? BIÓPSIA
inconclusiva nos doentes
de alto-risco. NÃO
PERIFÉRICO CENTRAL
Se Derrame Pleural -->
Toracocentese +/-
biópsia --> Líquido
Exsudado, BRONCOFIBROSCOPIA
amarelo/hemático c/ PUNÇÃO ASPIRATIVA
Linfócitos e Células TORÁCICA GUIADA POR TAC ECOGRAFIA ENDOBRÔNQUICA C/
Malignas ASPIRAÇÃO AGULHA FINA (EBUS)
Mas, por exemplo, se aparece um
doente com DP e lá tem células
neoplásicas do pulmão já não é preciso
fazer broncoscopia porque já sabemos
Pneumo Página 18
Neoplasia do Pulmão 3 Acabámos de fazer a Biópsia do Nódulo e vamos fazer análises morfológicas e
imunohistoquímicas para sabermos que tipo de Neoplasia temos
SIADH:
• Osm sérica ↓
• Osm urinária ↑
• Fazer restrição de fluídos + Furosemida
Pneumo Página 19
Pneumotórax
PNEUMOTÓRAX
• Existem 2 tipos Principais
• Espontâneo
○ Primário: Doente Ø patologia pulmonar (mas tem bolhas).
▪ Fenótipo Típico: Homem + Jovem + Alto + Magro + Fumador --> Tende a Recorrer!
○ Secundário: Doente com patologia pulmonar --> INTERNAR SEMPRE
• Traumático
○ Iatrogénico --> Ventilação mecânica com PEEP altas (barotrauma), CVC (+ subclávio, clássico de vinheta), toracocentese
○ Não-Iatrogénico --> + lesões penetrantes
• Clínica e EO:
• Dispneia súbita + toracalgia pleurítica + taquicardia
• MV diminuído/ausente com timpanismo/hiperresonância à percussão + diminuição das vibrações vocais (Frémito)
• Enfisema subcutâneo (nas vinhetas aparece como bolhas/crepitações palpáveis)
Regra Geral: Pneumotórax >2cm --> Indicação para Tx invasiva (Aspiração ou dreno torácico)
• Nos doentes com Pneumotórax recorrente / Bilaterais --> Referenciar --> Pleurodese (encerramento do espaço pleural)
ATENÇÃO: o dx de pneumotórax
Doente com Clínica + EO de Pneumotórax Espontâneo hipertensivo é CLÍNICO!!!
Sugere [Link]:
• Desvio da Traqueia /
Mediastino (RX)
Bilateral OU Instabilidade HD (Pneumotórax Hipertensivo?) • Alargamento do
Hemitórax
• Distensão Jugular
• HipoTA refratária
• Extremidades frias
SIM
NÃO Descompressão IMEDIATA
no 2ºEIC na LMC (com
RAIO-X TÓRAX agulha) --> Estabilizar -->
Em INSPIRAÇÃO
Primário ou Secundário? Deixar um Dreno Torácico
(5º EIC, Linha axilar anterior-média)
A descompressão não
>50Anos e Fumador
Fenótipo típico cura! Sempre colocar
Hx de Patologia Pulmonar dreno!!
Ficam SEMPRE
Primário Secundário INTERNADOS!
SIM
SIM >2cm?
>2cm? Aspiração com Dreno Torácico
Abocath Dispneia?
Dispneia?
Não
Não Não melhora
Melhora
*No SU: observar + O2 Mantém >2cm
(mesmo que sat > 92%) -
acelera a absorção do • Entre 1-2 cm --> Aspirar com Abocath
pneumotórax) + Rx antes • <1cm --> Oxigénio e observar 24h
da alta (despistar
progressão)
ALTA
(terá reabsorção espontânea) Dreno Torácico (internamento)
RX 2-4 semanas depois
Pneumo Página 20
Nuances da vacinação:
Gripe - Contraindicada em: <6M idade, hx de reação anafilática a vacina da gripe no passado ou a algum
dos seus compoentes (OVO).
- E se tiver "alergia ao ovo"? NÃO contraindica!
GRIPE
Epidemio Infeção das VAS, maioria autolimitada ; Associada a Surtos durante o Inverno; Influenza A é o + frequente
Aumenta o risco de infeções bacterianas secundárias
Clínica Clínica com início súbito + Contexto epidemiológico sugestivo:
• Típica da Infeção Viral:
○ Odinofagia, Rinorreia, Conjuntivite, Eritema OF, Diaforese
○ Tosse seca: pode se manter até 2-3 semanas após resolução do quadro (Tosse pós-viral)
• Clínica mais específica:
○ Febre alta e abrupta; Mal-estar geral; Fadiga; Mialgias--> agrava à palpação
• Alterações na Auscultação Pulmonar podem indicar complicação respiratória inferior - Rx tórax (tb podem estar
presentes na Gripe não complicada)
Nota: Doentes podem ter Leucopénia com Linfocitose Reativa
Dx É clínico! Zaragota da Nasofaringe --> Altamente específico (idealmente nas primeiras 48h de sintomas)
Complicações Mais frequentes em:*
• Idosos; Grávidas; Imunossuprimidos; Doentes Crónicos (não inclui HTA isolada); Crianças <5Anos
Pneumo Página 21
Derrame Pleural DERRAME PLEURAL
• Clínica: Dispneia, toracalgia pleurítica e tosse. Sintomas + específicos da doença de base
• Exame Objetivo --> Diminuição do MV + Macicez à percussão + Diminuição das Transmissões Vocais
LDH SÉRICO = 45-90 U/L
• MCDT's
Proteínas séricas totais = 6,0-7,8 g/dL (60-78 g/L) • R-X tórax:
○ Apagamento do seio Costofrénico e sinal do menisco (R-X Perfil); Se 250-300mL--> Dá sintomas e vê-se no R-X
○ Ecografia --> Guia da Toracocentese ; TAC --> Permite a melhor definição
• Existem 2 indicações para Biópsia Pleural --> Suspeita de Mesotelioma OU Tuberculose Pleural
TORACOCENTESE • Toracocentese para Dx SE DP de NOVO >1cm (<1cm é para observar); Não se faz SE: Doente tem patologia de base bem
estabelecida que causa o DP (ex: [Link]íaca) --> Tx da d. de base; DP septado/loculado --> Dreno Torácico
• Toracocentese para Tx --> + doentes com DP+ Dispneia ou descompensação cardíaca (...)
Principais mecanismos:
TRANSUDADO Insuficiência Cardíaca --> BILATERAL (mas se for unilateral = direita); NT pro-BNP >1500 ; Otimizar Tx e forçar diurese
• Cirrose --> Ascite + Estigmas de DHC (+ à direita)
• ↑ Pressão hidrostática (+IC)
• ↓Pressão Oncótica (+ Hipoalbuminémia/Cirrose) • [Link]ótico ; Mixedema ; Enteropatia Perdedora de Proteínas ; Obstrução da Veia Cava
• ↓Pressão pleural (+Atelectasias) • DRC c/Diálise Peritoneal
Pneumo Página 22
Todas estas massas mediastínicas podem apresentar-se com sintomas compressivos de outras
Mediastino estruturas (tosse, dispneia, disfagia, estridor, síndrome da VCS, dor torácica,...) ou podem ser apenas
achados incidentais em exames de imagem.
MEDIASTINO
• TAC é o exame ideal!
• Mediastino Anterior --> Suspeitar quando temos um R-X com alargamento assimétrico da silhueta cardíaca (4T's)
• Timoma (habitualmente entre os 40-60 anos; ass. a Miastenia Gravis)
• Tiróide (Bócios Mergulhantes - nas vinhetas, gostam imenso de referir o sinal de Pemberton: doente levanta os braços e fica dispneico + pletora facial
+ tonto -> é o típico da mulher que fica c/ estes sintomas quando estende a roupa)
• Terrível Linfoma --> LH, B Difuso de grandes células e Linfoblástico
• Teratoma (tumores das células germinativas no geral):
○ Teratoma (presença de gordura e cálcio em forma de dente) - AFP e B-BCG Normal
○ Seminomas --> alfa fetoproteína sempre normal
○ Não seminomas (ex: tumor do saco vitelino, coriocarcinoma, carcinoma embrionário) --> ↑AFP e B-HCG
• Mediastino médio (Coração, traqueia, brônquios e grandes vasos)
• Aneurismas/disseção
• Quistos broncogénicos / pleuropericárdicos
• Adenopatias
• Hérnia Morgagni --> Hérnia diafragmática congénita (+ comum à direita)
• Mediastino Posterior
• Meningo e mielomeningocelo
• Hérnia Bochdalek (BACKdalek)--> Hérnia diafragmática congénita por defeitos dos pilares diafragmáticos posteriores
• Aneurisma da Aorta Descendente
• [Link]ágica (diverticulos e megaesófago)
• Neuroblastoma --> Racoon Eyes, [Link] nas crianças
• Mediastinite Aguda
• 3 Causas principais
○ Cirurgia Cardiotorácica --> Doente com exsudado pela ferida operatória --> sépsis --> Cirurgia para Drenar e
Desbridar + Antibioterapia
○ Trauma
○ Perfuração esofágica (rotura transmural) --> [Link] --> Doente com Hx de vómitos frequentes que inicia quadro
de dispneia e dor torácica súbita + crepitações (enfisema) palpáveis no tórax --> Se exames de imagem
mostram rutura não contida (extravasamento da gastrografina e alargamento do mediastino) num doente com
ar sético (sick as shit) --> ABCDE -> Cirurgia + (ATB IV) (* ver doenças do esófago)
• R-X: Alargamento e enfisema do mediastino
• Mediastinite Crónica
• Patologias que levam a fibrose mediastínica --> Normalmente assintomáticos
• Causas:
○ Histoplasmose
○ TB, sarcoidose e silicose
○ Radioterapia (+ mulheres com Neoplasia da Mama)
• Pneumomediastino
• + comum nos Asmáticos (se espontâneo) e no trauma c/ ruptura de uma parte das VAs (traqueia, brônquios)
• Suspeitar --> Dor Retroesternal + Enfisema Subcutâneo ± sinal de Hamman (crepitações audíveis no precórdio, síncronas c/
batimentos cardíacos)
• Vigilância + Administração de O2 a 100% se doente HD estável
Racoon-eyes:
• Neuroblastoma
• Amiloidose AL (MM)
• Fratura base do crânio
Pneumo Página 24
Pneumonia 1
PNEUMONIA
• Consiste na Infeção do Parênquima Pulmonar --> A via + comum de infeção é pela aspiração de patogénios da Orofaringe (+ idosos, alt. estado consciência)
• Existem 2 grandes grupos
• Pneumonia adquirida na comunidade (PAC)
○ Ambulatório sem internamento nos 7-10 dias prévios
○ Doentes internados há < 48horas
• Pneumonia Nosocomial / associada aos cuidados de saúde --> Terapêutica dirigida a Pseudomonas + MRSA
○ >48 horas de internamento; Doentes que nos últimos 3 Meses estiveram Internados >2D; Residente em lares; ATB/QT/Hemodiálise há <30 D
○ Doentes Entubados --> Pneumonia associada ao Ventilador (é a + relevante das nosocomiais)
• Padrões imagiológicos + típicos: Regra Geral: <5 anos: vírus ; >5anos: bactérias
• PAC Bacteriana --> Padrão Lobar com Condensação Unilateral e Broncograma Aéreo Aspiração de corpo estranho --> Causa + comum de
• PAC Viral / Atípica --> Padrão intersticial c/ reforço broncovascular peri-hilar pneumonia recorrente em criança saudável
• Raramente se isolam agentes --> Antibioterapia EMPÍRICA É A REGRA GERAL! Nota Nerd: Pneumococcus é Diplococus Gram +
Pneumo Página 25
Clínica:
Pneumonia 2 ○ Febre alta de início súbito, taquicardia, calafrios e sudorese e [Link] geral
○ Tosse produtiva, Dispneia e Toracalgia Pleurítica
○ Taquipneia --> Sinal + S/E de Pneumonia na Pediatria --> Se ausente EXCLUI o Dx!
CLÍNICA e EO + CLÁSSICOS DA PNEUMONIA ○ Lactentes --> Recusa alimentar, gemido e irritabilidade
(leia-se Pneumonia bacteriana) ○ Hemoptises --> Sugere MRSA
○ Hemoptises + Suores Noturnos + Perda de Peso --> TB / Neo do Pulmão
EO:
○ Macicez na percussão
○ ↑Frémito tátil e transmissão vocal
Podem existir variações à regra que nos apontem para etiologia viral / atípica.
○ Crepitações / fervores localizados
No entanto, a diferenciação com base na clínica é difícil e a ○ Crianças/lactentes com dificuldade respiratória --> Medir sempre SpO2!
tx acabará por ser ATB Empírica!
VIRAL ATÍPICA
ABORDAGEM DA PNEUMONIA • Crianças <4-5 anos de idade • Crianças com >5 anos
• Clínica mais insidiosa com febre • Clínica mais insidiosa com febre + baixa
+ baixa • Bom estado geral
• Bom estado geral • Tosse seca e irritativa
• Coriza, conjuntivite e mialgias • Cefaleia e mialgias
• Crepitações e sibilos bilaterais • Sintomas GI (náuseas, vómitos e diarreia)
• Leucocitose com linfocitose • Dissociação Clínica-RX
• Raio-X feio com clínica inocente
Pneumo Página 26
Testes Laboratoriais - +úteis nos doentes com doença grave que vamos internar
Pneumonia 3
Gram e Cultura Das secreções respiratórias (não se faz na Pediatria)
Doentes da UCI (e entubados) --> Colheita por aspiração ou Lavado BA (tb nas crianças refratárias à tx!)
Fizemos o Dx de Pneumonia Hemoculturas • Pediatria: Fazer se for internada, antes de iniciar a ATB
• Adultos: Não é obrigatório em todos os doentes internados! Só se faz em doentes de alto-risco (DHC, asplenia,
neutropénia, défice de complemento, PAC Grave)
Decidir onde tratar Ag. Urinários Não indicadas nas crianças com <5anos
+ Pneumococcus e Legionella serotipo 1 (podem estar + mesmo depois de iniciar ATB)
PCR Zaragatoa da Nasofaringe para Vírus e Agentes atípicos (ex: Legionela)
Biomarcadores PCR e PCT (<0,25 + a favor de Viral!)
A maneira como decidimos
depende se é Adulto ou Criança
Critérios de internamento: Não esquecer:
• <4 Meses • Controlo da febre
• Sinais de dificuldade respiratória (tiragem, adejo nasal) • Hidratação
Criança • Hipoxémia (SpO2 <92%) • Oxigenoterapia se Hipoxémia
• Aspecto Tóxico
• Pneumonia Multifocal
• PAC complicada (DP ou abcesso)
• Doença crónica de base
• Falência da Tx em ambulatório (não melhora em 2-3 Dias)
ADULTOS • Sem via oral
• Família não consegue tomar conta
Pneumo Página 27
A adição do Macrólido ao B-Lact. serve para cobrir atípicos, já que até 15% das PAC são mistas --> diminui Mortalidade
Pneumonia 4 Se doente ventilado OU vem da comunidade mas c/ critérios para Pneumonia associada aos cuidados de saúde --> Tx anti-pseudomonas + Anti-MRSA
• Amoxicilina 7 Dias
ADULTOS NÃO • Macrólido (Claritro 7D ou Azitromicina 3D)
O doente tem comorbilidades • Doxiciclina
AMBULATÓRIO (DPOC, DM, neoplasia,
imunossuprimido, etc) OU fez
ATB nos últimos 3 Meses? SIM Beta-lactâmico oral (ex: Amoxicilina) + Macrólido
Fluoroquinolona (Moxifloxacina) 10D
Pseudomonas:
• Dura geralmente 7-14 dias e passamos para oral se: melhoria • Beta lactâmico com atividade anti-pseudomonas:
clínica e HD estável (reavaliação ao D3 de internamento) ○ Pipetazo / Cefepime / Ceftazidina / Imipenem / Meropenem
• Febre/leucocitose e EO tendem a normalizar entre os 2-4D! • Adicionar Aminoglicosideos (gentamicina, amicacina) e/ou Fluoroquinolonas
• Se o doente não melhorar/agravar --> Fazer TAC ou (ciprofloxacina ou levofloxacina)
broncoscopia para despistar complicações ou outros DDX de MRSA: (Doente dializados + hemoptises)
PAC • Adicionar Linezolida ou Vancomicina ao esquema de ATB de Internamento
• Doentes internados têm de repetir o RX 4-6 semanas depois
• Abcesso pulmonar é complicação da Pneumonia (+anaeróbios, Nota: Não adicionar [Link] à Vanco
porque o MRSA é resistente aos b-lact!
Prevenção:
pseudomonas, MRSA) • Vacina da gripe anual
Pneumonia associada ao Ventilador (PAV) • Cessação tabágica
• Vacinação anti-pneumocócica
• Maior incidência de patogénios multirresistentes (MDR) e Menor incidência de atípicos
• Clínica é semelhantes às outras pneumonias; Principal prevenção é evitar a entubação / minimizar a sua duração!
• O Dx pode ser baseado:
○ Clínica
▪ Utilização de scores: Febre + Leucocitose + Oxigenação (PaO2/FiO2) + R-X + Aspirado Traqueal Vancomicina e Aminoglicosídeos (+++)
• Nefrotóxicos (nec. ajuste renal)
○ Culturas Quantitativas + Gram --> Colher logo que suspeitemos de PAV, antes de iniciar ATB!
• Ototóxicos (típico doente que
▪ Para distinguir entre colonização e infeção usamos cut-offs diferentes consoante o método de colheita: desenvolve vertigem enquanto está a ser
□ Aspirado endotraqueal (limiar 10^6) e Escovado (limiar 10^3) tx com um destes ATB)
• Na abordagem tx, averiguar se doente tem ou não FR para MDR / Exposição a ATB!
○ Se não --> Tx empírica com Cefalosporinas / Quinolonas / Ertapenem EV (cobre-se sempre pseudomonas)
○ Se sim --> 2 anti-pseudomonas ([Link] + outro) + 1 anti-MRSA
○ Depois direcionar a tx ao agente isolado (8 Dias) Nota: O RX destes doentes PIORA no início da Tx. Avaliar a resposta à tx pela clínica!
○ Muito frequente a Falência Terapêutica e altas taxas de mortalidade
Pneumo Página 28
• Edema localizado e bem delimitado, + nos lábios e periorbitário • Agudo: episódios recorrentes
Urticária e Angioedema • DOR!! - é sobretudo isto que diferencia, para além de outras coisas, o angioedema da urticária com < 6 semanas
• Camadas profundas da pele • Crónico: episódios
Reações de hiperssensibilidade tipo 1 • !!! Pode ser fatal se envolver as VA (dispneia e estridor inspiratório). persistentes com > 6 semanas
• Se envolve o TGI associa-se a cólicas abdominais (é o que acontece nas alergias
ANGIOEDEMA alimentares)
A epinefrina, corticóides e antihistamínicos NÃO SÃO EFICAZES nos ataques agudos de angioedema hereditário – temos
de lhes dar o que falta
Prevenção Epi pen Concentrado C1 INH - é profilaxia e tratamento!
Androgénios atenuados como danazol depois da puberdade
Pneumo Página 29
Anafilaxia, Rinite Alérgica e Mastocitose • Pele: flushing com eritema difuso e calor, urticária, eritema, angioedema
• Respiratório: congestão nasal, tosse, espirros, rouquidão, aperto torácico, 90% são episódios unifásicos
Segundos a minutos após dispneia por broncoespasmo/edema da laringe, estridor, hipoxémia MAS 10-20% são BIFÁSICOS!!
exposição a antigénio • CV: hipotensão, taquicardia, dor torácica, choque Manter em observação no
mínimo 8 horas sempre
específico (+ alimentar, beta • GI: cólica abdominal
lactâmicos)
EXCEPTO se alergia a alfa-galactose que é uma anafilaxia
tardia da carne de porco
• Adrenalina IM!!! IMEDIATA!! Podem ser necessárias várias doses com intervalos de 5-20 minutos.
• Colocar em decúbito dorsal com elevação das pernas para evitar síndrome “coração vazio”
Prevenção: pensar em imunoterapia (ex: venenos de
abelhas) e dessensibilização + dar EPIPEN a todos!
TRATAR!! • Se hipoTA: dar fluídos e/ou vasopressores
Doentes podem andar com corticoide/antihistamínico para • Se hipóxia: O2 ou ENTUBAR! Se obstrução da VA
SOS
• Se urticária/angioedema ou broncoespasmo: antihistamínicos, corticóides e BD
(salbutamol) – SEMPRE DEPOIS DA EPINEFRINA!!
MCDTs SEMPRE APÓS TX E SEMPRE VIGIADOS!!!!
Testes imunológicos, testes cutâneos, aumento da triptase sérica. • Colheita de sangue para triptase
Mastocitose Sistémica
Primavera e brincar na rua Rinite Alérgica MD Expansão clonal de mastócitos que na maioria dos casos é indolente e benigna mas pode ser
MD Sintomas relacionados temporalmente com a exposição a determinado alergénio gravíssima com leucemias agressivas por mutação c-kit. Infiltram-se na pele
Associada a indivíduos com fundo atópico: ½ dos riníticos têm asma, 80% dos asmáticos Em qualquer idade, + mulheres, sem atopia
têm rinite
Até 40% não se identifica alergénio causal! Alergénios alimentares raramente dão rinite
Tipos • Mastocitose cutânea:
o ++ em crianças, bom prognóstico, só pele
alérgica
Geralmente > 4 semanas • Mastocitose sistémica indolente
o ++ adultos, não altera sobrevida, ++ sinal de Darier
Clínica • Rinorreia, espirros, obstrução nasal, prurido nasal, conjuntival e faríngeo e • Mastocitose sistémica latente, MS com doença hematológica clonal de outra linhagem
lacrimejo. Respiram pela boca (mielodisplasia a leucemia), MS agressiva (mastócitos em múltiplos órgãos com muito mau
• Manchas tipo olheiras + faringe parece pedras da calçada prognóstico), leucemia (mesmos critérios das outras), Sarcoma
• Saudação alérgica: têm riscos horizontais no nariz
Edema das mucosas e dos cornetos nasais, ficam pálidos ou azulados Clínica Pela expansão da massa: urticária pigmentosa na pele (Sinal de Darier: basta tocar nas lesões
e surge edema/eritema e prurido!), dores ósseas, má-absorção com défice nutricional,
• Tríade Widal ou Samter: Pólipos nasais, asma e intolerância à aspirina
osteomalácia e osteoporose
Labora Eosinofilia periférica ligeira Pela libertação de histamina e vasodilatadores: o costume + alterações neuropsiquiátricas
tório Se neutrofilia = infeção. Tratar a infeção (cefaleias! Difíceis de tratar), exacerbação com álcool, TºC, stress, AINEs, causa úlceras
Testes imunológicos: aumento da IgE total e aumento da IgE específica gástricas por hipersecreção ácida
Tx • Evicção de alergénios ++++ Laborat Têm de fazer biópsia da M.O. – avalia a gravidade! No fundo mostra infiltrados de mastócitos
• Antihistamínicos H1 = urticária + corticóides intranasais (beclometasona, budesonida, ório multifocais + alteração da sua morfologia, fenótipo, etc
fluticasona, mometasona) ou agonistas alfa-adrenérgicos (fenilefrina ou Tripstase sérica total – vai estar ↑ (tal como a anafilaxia). Biópsia da pele
pseudoefinefrina) – CI em grávidas, HTA e glaucoma e máx 5 dias!
DD Flushing e HTA: feocromocitoma e tumor carcinóide (ver neoplasia do pâncreas)!!
• Conjuntivite: antihistamínico H1 oral + intraocular
• Outros: montelucaste, imunoterapia (resistentes) Tx Antihistamínicos H1
IBP se hipersecreção gástrica
• Se rinite vasomotora não alérgica (sem prurido/eosinofilia + sintomas nariz): azelastina Aspirina se flushing grave
(anti-histamínico H1 2ªG) em spray nasal (tópico) ou corticóides nasais Corticóides sistémicos
Midostaurina se doença avaçada ou QT e transplante
Pneumo Página 31
Doença inflamatória crónica das VA inferiores com hiperreatividade brônquica que leva a obstrução reversível do fluxo –
Asma infilitração do epitélio por eosinófilos (resposta Th2 c/ eosinófilos)!
Pico aos 3 anos de idade (diagnóstico clínico!!) mas Fatores de risco: Fatores desencadeantes:
pode ter início em todas as idades. • ATOPIA (são crianças/adultos com • Alergénios +++
Na infância está mais presente nos rapazes e hx de outras manif. da marcha atópica • Infeções virais
(ex: eczema, rinite alérgica, ...)
tendem a melhorar. • Exercício
• Predisposição genética,
• Ar frio, hiperventilação, riso, odores fortes
Sibilância recorrente: > 3 • Obesidade (+ mulheres), • Gases irritantes
episódios de sibilância nos primeiros 3 • Sensibilizantes ocupacionais • B bloqueantes e AAS
anos de vida OU > 3 episódios no último • Tabagismo passivo
ano com resposta a BD
Pneumo Página 32
Asma - Tratamento
Principais ≠ entre tx da asma e DPOC: (é apenas uma simplificação)
• A ASMA é sobretudo uma doença INFLAMATÓRIA - logo o
Manutenção:
foco principal é ↓ inflamação (CORTICÓIDES) • Corticóides Inalados:
• A DPOC é sobretudo uma doença OBSTRUTIVA persistente ○ São os mais eficazes!!
Temos 2 tipos de medicação: das pequenas vias aéreas - foco principal:
BRONCODILATAÇÂO (LAMA). Tbm se usam corticóides
○ Evitam o remodelling
mas em estadios + da doença/persistência sintomática. ○ Demoram 1 semana a ter início
Alívio: ○ Em todas as faixas etárias e em todos os graus
• Não reduzem a hiperreatividade brônquica, só servem para reduzir sintomas ○ 1ª linha!!!
• Agonistas beta-2 ○ Efeitos adversos: rouquidão e candidíase oral ++, efeitos
○ São os mais eficazes sistémicos mínimos!! Dar dose mínima eficaz mesmo assim
○ SABAs (curto): albuterol, terbutalina. Servem para alívio rápido ou profilaxia do exercício. Se usam • Corticóides sistémicos:
muito é porque está mal controlado. Sempre 1ª linha até aos 11 anos. Depois é = adultos ○ Ev: se asma aguda grave
○ LABAs: salmeterol, formoterol. Controlam + reduzem exacerbações EM COMBINAÇÃO COM CI – ○ Oral: nas exacerbações agudas em ciclos curtos, sem desmame
permitem reduzir a dose. NUNCA EM MONOTERAPIA. A partir dos 6 anos ○ Imensos efeitos adversos, os dos corticóides
○ Causam tremores, palpitações e hipocaliémia (dá fraqueza muscular, arritmias, etc) • Antileucotrienos (montelucaste):
• Anticolinérgicos (brometo de ipratrópio é SAMA e brometo de tiotrópio é LAMA): ○ Bloqueio dos recetores dos mastócitos
○ Impedem a broncoconstrição mas são menos eficazes e mais lentos (++ na DPOC) ○ Pouco eficazes, são 2ª linha
○ Causam xerostomia, retenção urinária e glaucoma ○ A partir dos 6 meses de idade. + na sibilância induzida por vírus
• Teofilina: nunca em primeira linha, só na asma grave e refratária, via oral, muitos EA (neuro/cardiotóxica!) e • Cromonas: asma induzida por estímulos (ex: exercício!) - raro
janela terapêutica muito estreita • Anti-IgE (omalizumab): última linha
A necessidade de step up/step down na tx depende de: freq. dos sintomas Pulso paradoxal = diminuição da PAS >
Asthma control test (ACT): • O2 alto débito. Objetivo SatO2 > 90%
sintomas diurnos, limitação das AVD, sintomas noturnos, freq. do uso de SABA, função • SABA altas doses inalados ou ev se estado grave + sulfato de magnésio
pulmonar • Se não responde: + anticolinérgico (SAMA)
Follow-up: Fazer vacina gripe e pneumocócica • Se volta a não responder: teofilina/aminofilina ev
o 1-3 meses após nova terapêutica Sibilância induzida por vírus (<5 anos) = • + Corticóides orais: prednisolona 40 mg, 5-7 dias (sem desmame)
o 4-6 semanas nas grávidas LTRA/ICS baixa dose diário ou CI alta
• Nunca sedativos e AB só se sinais de infeção bacteriana (≠ DPOC: macrólido)
o 1 semana após exacerbação dose intermitente--> Av. aos 3M. Se
o Outros casos 3-12 meses melhor reduz/suspende • Alta com step-up terapêutico
Pneumo Página 33
DISPNEIA Sinais aumento do esforço respiratório:
Dispneia • Tiragem (supraesternal e intercostal)
• Adejo nasal
• Aumento da frequência respiratória
Pulmonar Cardiovascular Outras • Posição em tripé
• Uso dos músculos acessórios
• VA (+Asma/DPOC) • Coração esquerdo • Anemia
• Parede torácica • Pericárdio • Obesidade
• Parênquima • Sedentarismo Ortopneia: dispneia em decúbito com alívio
• Vasculatura sentado. Comum na ICC, obesidade e asma
provocada pelo RGE
Platipneia: dispneia em ortostatismo com
alívio dos sintomas em decúbito. ++ mixoma
4 volumes: da AE e síndrome hepatopulmonar
• Volume corrente (0,5 L) Tem patologia prévia que possa condicionar dispneia?
• Volume de reserva inspiratório (3 L)
• Volume de reserva expiratório (1,1 L) A dispneia é um equivalente anginoso: ++ em
• Volume residual (1,2 L) mulheres, idosos e diabéticos
Sim Não
Pneumo Página 34
Aparece-nos um doente com tosse crónica:
Tosse 1. Ver se tem sintomatologia que aponte para algum dos principais diagnósticos --> Maioria dos casos descobrimos
a causa!
Tosse aguda: < 3 semanas 2. Tratar de acordo com os achados
Tosse crónica: > 8 semanas
4. Fármacos
++ IECAs – independentemente de há quanto tempo!! Não é dose- Se falha na terapêutica ou excluimos as causas mais comuns:
dependente. Paramos e se não melhorar dentro de 1 mês – excluir outra oximetria, TC tórax (mesmo se Rx normal) e PFR
causa
Tratar a causa
Pneumo Página 35
Endocrinologia
Obesidade e Desnutrição Pesquisar em TODOS
E tratar o que houver para tratar
Síndrome metabólico (≥3 dos seguintes) Desnutrição
• Insulinorresistência (glicémia jejum ≥ 100)
• TA ≥130/85 mmHg
Excesso de Peso (IMC≥25 ou P85-97 nas crianças) • TGC ≥150 mg/dL Primária (dieta inadequada) - no seu expoente Secundária
• HDL <40 (H) e <50 (M) máximo e ap. + grave tem as seguintes apresentações: (doenças)
Obesidade (IMC ≥30 ou >P97 nas crianças) • Obesidade abdominal: >94 cm (H), > 80 cm (M)
• Grau 1 (30-34.9)
Nas crianças: (Nota: maior risco se obesidade < 5 anos)
• Grau 2 (35-39.9) - GRAVE
• E.O focado nos seguintes aspetos:
• Grau 3 (≥40) - MÓRBIDA ○ Pregas cutâneas Kwarshiokor (+ Marasmo (+ crianças < 1 ano,
○ Distribuição corporal do tecido adiposo (periférica, crianças 6m - 3a) mas também refugiados,
troncular, tipo búfalo) - Déf. Proteico campos de concentração…)
○ Desenvolvimento pubertário: exógena causa precoce! (hipoalbuminemia) -> - Déf. Calórico (HC, proteínas,
edemas e hepatomegalia lípidos…) -> perda de músculo e
○ Traços dismórficos e desenvolvimento psicomotor
(esteatose grave) tecido adiposo
Exógena (++) = dieta e Endógena = causas endócrinas e ○ Comorbilidades (acantose nigricans, estrias violáceas)
- IMC conservado - IMC diminuído
• ECD:
sedentarismo ± genética (pais gordos sindrómicas (desconfiar se: aparência - Fragilidade do - Perda muscular, anemia,
○ Análises: hemograma, fígado e lípidos, tiróide,
e diabéticos) e/ou macrossomia ao sindrómica, tiver baixa estatura/atraso cabelo/pele, dermatite, taquipneia, choque
glicemia, insulinemia em jejum e vit. D (relação inversa
do crescimento e/ou puberdade, início hipovolémico,…
nascimento (>3500g) c/ s. metabólico) má cicatrização/úlceras Caquexia
antes dos 5A. Podem ter IO atrasada) pressão - Prega tricipital < 3 mm
○ HOMA > 3,5 -> insulinorresistência? -> PTGO - Típico doente c/ cancro
↓ Sensib. à leptina -> ↓ - Associado a inflamação - Perímetro antebraço ou doença crónica, em
○ Idade óssea (se estatura baixa)
saciedade -> ↑ fome < 15 cm fase + avançada
Tx: Causas endócrinas (pesquisar de acordo com suspeição): - Aparência ≈ marasmus
1. Mudança de estilos de vida (+ psicoterapia se • Cushing
necessário) - ver dislipidemias e DM • Hipotiroidismo
• Objetivo: Ideal: Perder 8-10% • Défice GH
○ Pré-púberes: manter peso à medida que a do peso em 6M
altura aumenta • Pseudohiperparatiroidismo
○ Púberes, adolescentes e adultos: perder peso Causas sindrómicas/monogénicas:
• Como: dieta hipocalórica mas equilibrada (+ eficaz) e • Mut. gene ob (recetor da leptina) - família repleta de
exercício físico/↓sedentarismo obesos mórbidos; início logo após o nascimento e ass. a
2. Intensificação da dieta (de muito baixo valor anormalidades neuroendócrinas (ex: hipogonadismo
calórico: especialmente útil se s. metabólico ou outras hipogonadotrófico)
Tx:
comorbilidades associadas) • Gene POMC - obesidade por falha da síntese de a-MSH que • Alimentação adequada (substituir os nutrientes que faltam) - em
inibe apetite; ass. a insuf. adrenal 2ª, pele pálida e cabelo de
CSP cenoura
casos agudos (ex: doente pós-sépsis/cirurgia major, fazer
Adultos e adolescentes reposição lenta - perigo de síndrome de refeeding.)
Endócrino/Medicina Interna/Cirurgia • S. Prader Willi (15q11-13) • Tx da doença de base (se aplicável)
3. Farmacoterapia (ex: Ag. GLP1, orlistat e buproprion+naltrexona, fentermina ± ○ 1-3 anos
topiramato) ○ Défices cognitivos Av Nutricional: (especialmente imp. em contexto de internamento)
4. Cirurgia bariática (quando as outras medidas falharam por > 1ano de tentativa) ○ Irritabilidade, baixa estatura, hipotonia, mãos e pés • 4 pilares fundamentais:
• Indicações: pequenos ○ Hx Nutricional - ident. de fatores de alto risco para
○ IMC ≥ 40 ○ Hipogonadismo primário
desnutrição (velhos, pobres, deprimidos, gravemente doentes,
○ SEMPRE COM FOME, NUNCA SACIÁVEIS
○ IMC ≥ 35 e comorbilidades (ex: SAOS grave, DM descontrolada) IMCs de base baixos, toxicodependentes/alcoólicos, sob
• Contraindicações • S. Bardet-Biedl QT/imunossupressão…)
○ Défice cognitivo ○ E.O - alguns achados de desnutrição aguda incluem fragilidade
○ ICC; angina instável
○ Diabetes do cabelo, alt. ungueais, úlceras de pressão, hepatomegalia,
○ Abuso de drogas; doenças psiquiátricas (desde depressão a esquizofrenia)
○ Retinite pigmentar edema
• Como?
○ Malformações renais/cardíacas, polidactilia
○ Banda gástrica ou sleeve gástrico (restrição) ○ Av antropométrica - IMC, prega tricipital, perímetro do
○ Hipogonadismo primário
○ Bypass em Y-Roux (restrição + malabsorção) -> suplementar c/ vit. B12, Fe, braço
Zn, Ca e vitD Outras coisas: ○ Av laboratorial - ALBUMINA e creatinina
• Baixo risco de mortalidade intraoperatória; complic. cirúrgicas em 5-15% (estenose • DEXA é o método mais sensível e custo-efetivo para avaliar a
gástrica, úlceras marginais) gordura corporal.
• Perda de peso conseguida habitualmente após 12-18M • Na prática - olhar para o doente (biótipo) + IMC ± bioimpedância
Endócrino Página 1
Só o facto do doente ter Diabetes -->
Dislipidémias - Abordagem ao Doente Agora das duas umas: Tem pelo menos um Risco CV ALTO
LDL CT TG TA HbA1c
Confirmado o Dx de Dislipidémia Risco MUITO ALTO <55 <85 <150 <140/90 <7%
vamos definir o Risco CV do doente Risco ALTO <70 <100 <150 <140/90 <7%
Pediatria: fazer rastreio aos 2 anos se HF de DCV, rastreio oportunístico ou antecedentes Risco Intermédio <100 <130 <150 <140/90 <7%
pessoais de doenças com FR - dislipidemia se CT, LDL ou TG > P95 e/ou HDL < P5
Risco Baixo <116 <150 <140/90 <7%
Endócrino Página 2
A colestiramina (sequestrador de ácidos biliares) tbm é uma opção válida no
Dislipidémias - Terapêutica tratamento da hipercolesterolémia (++grávidas/amamentação/crianças)
Endócrino Página 3
A grande maioria das Causas de Dislipidémias --> Associada a Estilos de Vida Xantomas/xantelasmas em
Distúrbios das Lipoproteínas As causas congénitas são menos comuns mulher c/ alt. provas hepáticas
(++ colestase) - CBP
• Achados clínicos sugestivos: Xantomas (pele e tendões), xantelasmas (pálpebras) e arco corneano branco --> + por excesso de LDL
• Suspeitar quando --> Doente JOVENS sem FR aparentes para as alterações lipídicas + Hx familiar de Dislipidémia e DCV prematura (>55Anos- Homens e <60 Anos-Mulheres)
• Excluir sempre causas Secundárias de Dislipidémia!
Lipodistrofias:
• Alteração da formação do tecido adiposo
• Hiperglicémia, insulino-resistência e acantose nigricans
• Pode estar associada aos fármacos usados no HIV
Doença de Tangier:
• HDL muito baixo (<5) + Hipertrofia amigdalina de cor alaranjada
Endócrino Página 4
Sintomas típicos de DM = hiperglicemia (e ↑ Osm sérica):
Diabetes - Geral • 4 P's: polidipsia, poliúria (enurese 2ª nas crianças), polifagia, perda de peso (DM1)
• Fadiga
DIAGNÓSTICO • Visão turva (edema do cristalino)
• Sintomas de cetoacidose diabética (pode ser a apresentação da DM1)
1. Quem devemos rastrear para DM?
• Outros: cãibras dos MIs, má cicatrização de feridas, prurido
a. Sintomáticos (aqui não é exatamente um "rastreio")
b. Assintomáticos (DM2):
i. Obesos/excesso de peso com ≥ 1 FR:
3 outcomes possíveis
1) Sedentarismo 1. DM
2) Familiares de 1º grau c/ DM a. Sintomas + glicémia ocasional ≥ 200
3) HTA e/ou c/ DCV estabelecida b. Glic. Jejum ≥ 126
Glic. Jejum ± HbA1c Confirmar c/ repetição do mesmo ou outro
4) Dislipidemia c. HbA1c ≥ 6.5
± PTGO teste (após 1-2 sem)
5) Raça (em PT - pretos e hispânicos) d. PTGO (2h; 75g) ≥ 200 *Repetir o teste alterado se 2 testes
6) Mulheres c/ SOP (síndrome dos ovários poliquísticos) *Habitualmente só 2. Pré-DM discordantes
7) Outros sinais de insulinorresistência (ex: acantose nigricans) Acompanhamento frequente
se pede 1 destes a. Alt. glic. jejum: 110-125
(repetir em 3-6M); tx com mudança
ii. Pré-Diabetes - testar 1x por ano (+++ glic. jejum)! b. Tolerância ↓ glucose: PTGO = 140-199 de estilos de vida ± metformina (se
iii. Mulheres com hx de DG (Diabetes Gestacional) - a cada 3 anos (para sempre) c. HbA1c 5.7-6.4 alto risco para DM2: >60A ou
iv. > 45 anos 3. Normal (dentro dos VR) - repetir em ≤ 3A IMC>35 ou hx de DM Gestacional)
Endócrino Página 5
Diabetes - Abordagem ao doente Diabetes na Grávida
DM 1 DM 2
Endócrino Página 6
Tipos de insulinas: Objetivos da terapêutica (em termos de controlo glicémico):
Diabetes - Tratamento 1 • Ação ultralenta/prolongada (glargina/detemir)
• Ação lenta/intermédia (NPH/isofânica)
• HbA1c: (é o método padrão e o melhor preditor de
• Ação rápida (regular) complicações a longo termo da DM; monit. 2-4x/ano,
DM 1 - Mod. Estilo de vida + Insulinoterapia* • Ação ultrarrápida (lispro, aspart) dependendo do grau de controlo; problema: tudo o que interfere
c/ Hb - anemia, poliglobulia, etc. pode interferir c/ HbA1c)
DM 2 - Mod. Estilo de vida + ADO ± Insulinoterapia* + Tx de comorbilidades (S. Metabólico) ○ Maioria: <7%
(ver follow-up) ○ Doentes jovens, com bom estado funcional, maior IMC,
DGS (2011) + ADA (2019) poucas ou nenhumas comorbilidades (especialmente CV):
Em doentes DM2 internados c/ doença aguda < 6.5%
grave/descompensada e submetidos a cirurgia, bem como ○ Velhos com mau estado funcional/comorbilidades
Hiperglicemia MUITO sintomática, importantes, longa hx de DM c/ complicações associadas,
glicemias ↑↑ (> 300) e/ou HbA1c > grávidas e doentes renais terminais, deve privilegiar-se o hx de hipoglicémias graves: <8% (ou mesmo < 9%,
10%) controlo glicémico com insulina (em vez de ADO) dependendo do caso)
• Glicemia capilar (para insulinodependentes):
Endócrino Página 7
De um modo geral, o risco de hipoglicemia varia na mesma direção da eficácia hipoglicémica do fármaco
Diabetes - Tratamento 2
Classe/fármaco Mecanismo Efeito Risco de Efeitos particularmente benéficos Efeitos adversos Contraindicações
no peso hipoglicemia
Metformina • Inibe a gluconeogénese hepática
Baixo • ↓ complicações microangiopáticas • GI (náusea, diarreia, flatulência) • DRC (TFG < 30) - nota: se
e a abs. intestinal de glucose e ↑
sensib. periférica à insulina
↓/ • Potencial benefício na doença coronária • Acidose láctica (rara; ++ em idosos e < 45: reduzir a dose a 1/2
• Melhora perfil lipídico DRC) • DHC e alcoolismo
N • Custo-efetivo • Déf. vit. B12 • IC grave (NYHA III e IV)
• Disgeusia
• Parar em doentes que irão
ser submetidos a
cirurgia/contraste IV/se HD
instáveis ou em choque
SU (Gliclazida e • ↑ Secreção endógena de insulina
Elevado • Extremamente eficazes na redução na • HIPOGLICEMIA (cuidado com combinações • DRC/DHC terminais
outras acabadas em (secretagogos) - logo, úteis em
fases precoces da doença, em
↑ glicemia (o que tbm contribui para a com insulina e beta-B)
ida) - "Gli(...)" hipoglicemia…) principalmente se DM2 de • ↑ peso (má escolha em obesos)
que ainda há boas reservas de • Alt. hematológicas (tal como tudo o que é fármaco c/
insulina início recente grupo sulfa) - anemia hemolítica
• Custo-efetivo
TZDs (glitazonas) • ↓ insulinorresistência
Baixo • Benefício na doença coronária e perfil • ↑ peso • ICC e DHC
("poupadores de céls beta") pela
lig. ao PPAR-y
↑ lipídico (pioglitazona) e na ↓ • Retenção de fluidos e edema
insulinorresistência • Ass. a fraturas osteoporóticas e cancro • Não recomendado na DRC
vesical (pioglitazona) pela ret. volume
iDPP4 (gliptinas) • Inibem a degradação do GLP-1
Baixo • Bastante seguros em termos de efeitos • Nada a destacar (são mesmo muito seguros e • Necessitam de ajuste renal
endógeno: ↑ secreção de
insulina ↓ secreção de glucagon
N adversos os efeitos são raros) (exceto linagliptina)
Endócrino Página 8
Nas crianças, mesmo que não haja hx >5A de DM1, deve fazer-se os rastreios das complicações
Diabetes - FU e Complicações Agudas crónicas aos 10A de idade; faz-se tbm o rastreio de doenças celíaca e tiroideia ao diagnóstico
Follow-up e outros objetivos terapêuticos
Modif. Estilo de • Ativ. Física aeróbia (150 mins/sem divididos por 3 dias)
vida • Cessação tabágica Perda de Peso é a Medida
• Dieta equilibrada + eficaz na prevenção!!
• Polifracionada
• Rica em fibras, frutas, vegetais e alimentos pobres em gordura e c/ baixo índice glicémico (adoçantes são recomendados)
• Preferir HC complexos (ao invés de simples)
Alvos tx (S. • Perda de peso gradual (++ para DM2)
Metabólico) • TA < 140/90 mmHg (IECAs/ARAs são 1ª linha); nos jovens pode ponderar-se diminuir ainda mais a TA para valores < 130/80
(Av. analítica no mínimo • LDL (< 100 mg/dL ou < 70 mg/dL se DCV já estabelecida) - diabéticos com idades 40-75 anos devem receber estatinas independentemente do perfil lipídico. Se > 50 anos (H) ou > 60 anos (M) e FRCV
para além da DM - AAS (prevenção primária).
anual e TA trimestral)
• HDL > 40 mg/dL (homem) e > 50 mg/dL (mulher)
• TGC < 150 mg/dL
Monitorização das • Retinopatia: aval. oftalmológica anual (na altura do dx se DM2; 5 anos após o dx na DM1) (a av. é mesmo pela oftalmologia! Fundoscopia não chega)
complicações • Nefropatia: av. microalbuminúria (ao dx e depois anualmente no mínimo) - albumina/creatinina urinárias (IECAs/ARAs se +, mesmo se TA normal)
Na DM há degeneração axonal de:
• Neuropatia distal: (av. ao diagnóstico e depois anualmente) • Fibras curtas (sint. positivos): parestesias, dor
• Monofilamento (sens. pressão - melhor teste para prever o risco de úlceras) + (sens. vibratória/dolorosa, reflexos) • Fibras longas (sint. negativos): dormência,
• Pé diabético: anual/semestral ↓reflexos, ↓sens. propriocetiva e vibratória
Vacinas • Influenza/pneumococos/hepatite B
Algumas particularidades
- Exercício Físico (para DM1) - imp. monitorizar a glicemia antes, durante a após o ex. físico
• Devido ao potencial hipo/hiperglicémico: ingerir HC se glicémias baixas antes do ex. ou esperar se glicemias muito elevadas/corpos cetónicos +; reduzir dose de insulina antes do ex.; aumentar a
ingesta nas 24h seguintes, dependendo das respostas prévias ao ex.
Cetoacidose Diabética (CAD) (DM1) Estado Hiperosmótico hiperosmolar (DM2) Hipoglicemia
Precipitantes Infeções (procurar ativamente), trauma, EAM/AVC, álcool ou = CAD (+ alimentação desregrada) Jejum, exercício, fármacos (++SU e insulina), consumo excessivo de
drogas (cocaína), má adesão a tx com insulina álcool
Clínica AGUDA!: Dor abdominal, vómitos, resp. kussmaul (FR↑), SUBAGUDA: Desidratação profunda e alt. graves do Tríade de Whipple: hipoglicemia (<70 mg/dL), sintomas
alt. estado mental, hálito cetónico/frutado, polidipsia, estado metal (estupor/coma) neuroglicopénicos (cefaleias, tonturas, alt. est. mental) e
poliúria, taquicardia, desidratação (↑ ureia e Cr)/hipoTA *Habitualmente doentes mais velhos e frágeis c/ DM2 --> Várias autonómicos (tremor, taquicardia, sudorese, palpitações, fome) que
semanas de poliúria e perda de peso --> Confusão menta e coma!
melhoram após reposição da glucose.
↓ HCO3- (< 15 - neutraliza
Análises Glucose > 250 mg/dL Glucose > 600 mg/dL (↑↑) Hipoglicemia (<70 mg/dL)
os corpos cetónicos)
Acidémia metabólica c/ GAP ↑ Monitorizar GAP/Beta- Sem acidémia/cetose!
Cetonemia/cetonúria hidroxibutirato sérico Osmolaridade sérica > 320 mOsm/Kg (↑↑)
Osmolaridade sérica N (resolução da CAD) Alt. do K+ semelhantes às da CAD (na verdade, o K+ está diminuído
K+ total diminuído mas analiticamente ↑ devido à saída das céls por por causa da diurese osmótica)
troca com H+/aç. insulina; pseudohiponatremia; leucocitose
Amilase pode estar ↑ - dosear lipase para ddx com pancreatite
Tratamento Fluidos + insulina (+ correção do K+ (se <5 mEq!) para valores > Fluidoterapia agressiva (grau de desidratação > CAD), Reposição glucídica (oral -> IV -> glucagon IM se via oral
3,5 mEq, e mg2+) *K+ tem de ser >3.5 mEq antes de se dar insulina correção eletrolítica, insulina em perfusão (= CAD) comprometida/inconsciente) e rever medicação/outras causas!
HCO3- apenas usado se pH <7.0 (risco de edema cerebral) Investigar e tx fator precipitante *Na reposição oral, instruir o doente a tomar: 2-3 pacotes de açúcar/1 sumo de fruta -
Investigar e tx fator precipitante aguardar 15 mins e repetir medição; se mantiver valores baixos - repetir o supracitado)
Endócrino Página 9
De um modo geral, as complicações microvasculares surgem após 5-10 anos do início da doença, podendo estar logo presentes ao dx no caso
Diabetes - Complicações Crónicas da DM2. Devem-se a hiperglicemia crónica, c/ glicação de proteínas e lípidos (entre outras vias propostas…via do sorbitol, diacilglicerol, via da
hexosamina). O controlo glicémico intensivo que se faz na DM serve ++ para prevenir as compl. MICRO (e não as MACRO ou mortalidade).
Complicação Particularidades
Olho • Retinopatia
• Principal causa de cegueira no adulto; assintomáticos até estadios avançados da doença em que começam a ter alt. visuais
*Para além das alt. a nível da • 2 estadios: não proliferativa (microaneurismas, exsudados duros e algonodosos, hemorragias) ------> proliferativa (neovascularização - hemorragia do vítreo,
retina, temos também as cataratas fibrose, descolamento da retina)
como complicação possível da DM ➢ Tx: não prolif.: fotocoagulação focal/inj. iVEGF; prolif.: fotocoagulação panretiniana/vitrectomia
• Edema macular (espessamento e edema da retina - mais concretamente na zona da mácula)
➢ Tx: iVEGF/fotocoagulação focal
Nefropatia Diabética • Principal causa de DRC e de TRS. Nota: o achado mais comum da biópsia é glomeruloesclerose difusa (mas o mais típico e patognomónico são os nódulos de KW)
(*Nota: a nefropatia na DM2 pode • Grau de albuminúria correlaciona-se diretamente com a gravidade da doença. No caso da DM1, se retinopatia, é muito provável ter tbm nefropatia concomitante
ter outras causas, nomeadamente • Seq. de eventos típica: 1) hiperfiltração (↑ TFG) -> 2) normalização da TFG -> 3) microalbuminúria (rácio alb/cr 30-300) -> 4) macroalbuminúria (rácio alb/cr >
hipertensiva, principalmente em 300) -> 5) DRC terminal
doentes com glicemias • Habitualmente o dx é clínico (hx típica de DM com mau controlo glicémico e progressão da doença) - fazer apenas biópsia se a hx não for típica (s. nefrótico de
controladas - na biópsia de
novo, <10a de DM1, ↓↓ rápida da TFG) . Na biópsia vê-se o seguinte: espessamento mesangial/da MB, glomeruloesclerose (nódulos de KW são patognomónicos)
nefropatia por HTA vê-se sobretudo
➢ Tx: IECAs/ARAs mal haja desenvolvimento de microalbuminúria (potencialmente reversível!) mantida em 2 ou 3 ocasiões distintas; mesmo que TA normal! Não se
esclerose hialina dos vasos e não o
típico espessamento da MB, exp. sugere fazer restrição proteica.
mesangial, nódulos, etc. da DM) ➢ Referenciar à nefro quando TFG < 60
Endócrino Página 10
Suprarrenal 1 INSUFICIÊNCIA DA SR
PRIMÁRIA - ADDISON (+RARO) SECUNDÁRIA (+COMUM)
○ Hipotálamo --> CRH --> +Adeno-Hipófise --> ACTH --> Problema está na SR! Problema está na EIXO H-H-SR!
+ Córtex da SR que produz: Autoimune ++
○ Mineralocorticoides --> Aldosterona ○ Associação com DAI (Vitiligo, perniciosa, Descontinuação súbita de TX crónica
O principal estímulo para a libertação de celíaca, LES, CBP, Sjogren, ...) com CT
aldosterona é o SRRA! E não a ACTH! ○ Isolado ou associada a Síndrome AI HIPOPITUITARISMO (Adenoma Hipofisário Não
○ Glucocorticoides --> Cortisol ▪ [Link] Poliglandular 1 (+crianças) funcionante)
○ Androgénios --> DHEA (precursor de E e T) □ Hipoparatiroidismo
□ Candidíase Mucocutânea
○ Atividade Androgénica mínima. Se ↑na
Mulher (,, hirsutismo e virilização). No
▪ [Link] Poliglandular 2 (+adultos) ACTH ↓ --> Leva a
□ Graves/Hashimoto
homem adulto não tem consequências. □ DM1 ↓Cortisol/Androgénios
○ Resp. por adrenarca precoce (crianças) INFECIOSA --> TB E HIV
○ SNS --> + Medula da SR --> Catecolaminas
Aldosterona está normal porque a ACTH
Vascular, infiltrativa e Iatrogénica
tem pouca influência na produção de
○ As patologias da SR dividem-se em 2 grupos, ↓Cortisol / Aldosterona / Androgénios --> ACTH ↑
consoante a atividade da mesma: Aldosterona!
○ Síndromes de HIPOFUNÇÃO Clínica e [Link] Têm ↑ eosinófilos e estão pálidos
(maioria é subclínica --> clínica nas situações agudas como trauma,
○ Insuficiência da SR infeção, cirurgia --> necessidades de cortisol aumentam e o corpo não Abordagem Dx
○ Hipoaldosteronismo Hiporreninémico consegue compensar)
○ Hiperplasia Congénita da SR - Gerais:
○ Síndromes de HIPERFUNÇÃO • Anorexia, Astenia, Perda Peso e ↓Libido e pilosidade 1º Dosear o Cortisol Sérico Basal de Manhã
○ Síndrome de Cushing • Vómitos e diarreia; Linfocitose e Eosinofilia
○ Hiperaldosteronismo • Salt Craving (não têm aldosterona)
○ Feocromocitoma • Hipotensão Ortostática e Hipoglicémia Vamos ter Hipocortisolismo (<5 ug/dL)
○ Outros: - Específicos da Primária: (se por acaso estiver >20 --> Excluímos LOGO [Link] e
○ Carcinoma da SR • Hiper K+ / Hipo Na+ (Hipovolémica)/ Acidose não prosseguimos no algoritmo)
Endócrino Página 11
Suprarrenal 2 Hipoaldosteronismo --> HipoNa+ ; HiperK+ ; Hipotensão e Acidose Met.
Hiperaldosteronismo --> HiperNa+ ; HipoK+; HTA e Alcalose Metabólica
Síndromes de Hiperfunção
Síndrome de CUSHING A corticoterapia inibe o eixo H-H-
Hiperplasia Congénita da SR SR -->↓ ACTH --> Frena a SR
HIPERCORTISOLISMO que pode ser:
- Primário: SR tem aumento produção Cortisol (Adenoma/Carcinoma/Hiperplasia Bilateral)
Alterações Congénitas de enzimas da SR
- Secundário (DOENÇA DE CUSHING) --> Adenoma Hipofisário produtor de ACTH; Foco ectópico
Défice de Cortisol e Aldosterona
1º Reconhecer uma vinheta de Hipercortisolismo e dirigir a nossa abordagem
↑ACTH (pode dar Hiperpigmentação da Pele)
Clínica: Laboratorial:
• Obesidade centrípeta/truncal • HTA Secundária, HipoK+, HiperNa+, alcalose Met. (cortisol
• Fácies Lunar (Redonda) com ACNE [Link]) --> PseudoHiperAldosteronismo
Défice de 21a Hidroxilase (+ COMUM) Défice de 11b • Pescoço de búfalo (depósitos adiposos) • Dislipidémia e aterosclerose
Hidroxilase • Estrias púrpuras/violáceas • Hiperglicémia e Diabetes; Aumento Risco de TE
Défice de Cortisol e Aldosterona (Risco de Hipoglicémia e Défice de Cortisol e • Pele fina com equimoses fáceis
Crises Adrenais), MAS há HIPERANDROGENISMO (17-OHP, Aldosterona. • Hiperpigmentação no Hipercortisolismo 2º
Antes de prosseguir: EXCLUIR IATROGENIA (tx com
DHEA e Androstenediona)! • Hirsutismo/menstruação irregular (mulheres)
CT) --> Causa mais frequente de hipercortisolismo e
2 Variantes: A particularidade • Atrofia / fraqueza muscular proximal (não
causas fisiológicas (stress, gravidez, exercício)
- Clássica (Dx no RN ou infância) deste défice é: consegue apanhar objetos de uma prateleira)
○ RN feminino: Ambiguidade genital (genitália • Fraturas patológicas e Osteoporose
externa masculina + útero e ovários + Acumulação a
Cliteromegália) montante de 11-
○ Salt-losing: vómitos, desidratação e choque desoxicortisol (faz o Hx + EO sugestivos de Hipercortisolismo, vamos confirmar com + testes
nas 1ªs sem vida (HipoNa + HiperK) Dx) Prova Supressão Normal --> Exclui
- Não Clássica (Dx na idade adulta/adolescente. + Testes + --> Confirmar com 2ºTeste
comum) --> Défice parcial da enzima (só têm Atividade Cortisol Urinário 24h --> >50 sugere Hipercortisolismo OU
excesso de androgénios. O cortisol e aldo estão mineralocorticoide Prova de Supressão c/ Dexametasona Baixa-Dose --> Cortisol U. mantém-se >1,8 (não é suprimido)
normais) Cortisol Salivar/sérico elevada à meia noite (perda do ritmo circadiano, devia estar mais baixo)
○ Genitália ao nascer normal! HTA ,
○ Puberdade precoce e acne; IO>IC; ↑VC HipoK+,HiperNa+, SR --> EXCESSO CORTISOL --> FEEDBACK NEG! Agora --> saber se o Cortisol a mais é por causa da SR / Hipófise
○ Sexo feminino: virilização --> hirsutismo, Alcalose Met. ou Foco Ectópico --> Vamos medir a ACTH sérica
amenorreia/oligomenorreia ACTH Baixa
Dx/Rastreio com base no 17-OHP!: (mas a 1ª coisa a pedir é (tb têm a clínica do ACTH ALTA - HIPÓFISE/ECTÓPICO --> PRODUZ ATCH --> HIPERCORTISOLISMO
o ionograma! Dá logo informações úteis na altura do parto) excesso de
- Basal ↑ (>200) --> Estimulação por ACTH passa androgénios, a
a >1500; 11-desoxicortisol está NORMAL! diferença está só na TC/RM da SR encontra tumor Teste de supressão com Dexa Alta-Dose / Teste estimulação com CRH
○ Isto indica-nos que há acumulação a HTA e HipoK+) (SR contralateral está atrofiada!)
montante. Fisiologicamente a 17-OHP pela
1. ↓ Cortisol (como é ALTA dose, suprime a ACTH,
ação da 21a hidroxilase --> Cortisol Tx: Glucocorticoide +
mesmo que haja produção autónoma por tumor)/ Os 2 testes Negativos. Temos foco
Tx (Obj:repor Gluco1/Mineralocorticoides2 e suprimir a Espironolactona
Adrenalectomia ↑ cortisol e ACTH ectópico (ex: NPC Pulmão, rim).
secreção androgénios*) Se o localizarmos --> Remover
Unilateral 2. RM Sela turca --> Localizar o Adenoma Hipofisário
- Clássica: Hidrocortisona1 + Fludrocortisona2 +
Flutamida*/testolactone*
- Não Clássica: Dexametasona1 + Espironolactona* Temos Doença Cushing --> Resseção transfenoidal
(Não repor mineralocorticoides)
Naqueles submetidos a cirurgia, pelo risco de insuf. SR, terão de fazer Tx crónica c/ corticoides
Nos doentes em que não se pode fazer Cirurgia --> Metirapona / Cetoconazol (inibe síntese de cortisol)
Endócrino Página 12
Tríade clássica: JOVEM com HTA RESISTENTE e HIPOK+ Vamos confirmar se temos ou não Hiperaldosteronismo Primário
Suprarrenal 3 com provas de sobrecarga salina (fisiologicamente levaria a inibição
Dosear:
Se doente faz Tx- do SRRA e ↓Aldosterona)
Síndromes de Hiperfunção • Aldosterona
Anti-HTA tem de a
• Renina Sérica Não vai haver ↓Aldosterona
suspender ANTES
Hiperaldosteronismo ([Link]) • Razão Ald/Renina
destes
doseamentos! Confirmado o HiperAld. 1º vamos fazer
Primário: SR tem aumento produção
TC Abdominal
Aldosterona --> Igual ao hipercortisolismo 1º Renina está ↓
• Adenoma secretor de Ald. --> Uma das pelo feedback
Achados sugerem
causas + comuns de HTA Secundária! negativo! Hiperplasia/Nódulo malignidade
• Hiperplasia Bilateral ou Carcinoma da SR Bilateral
Ou
Secundário (Doenças que causam ↑Renina --> ↑Aldosterona Ou
↑Aldosterona Nódulo unilateral <35A
↑Aldosterona ) Aldosterona (>10) E Unilateral>35A
(>10) E (CIRURGIA)
• Associada a HTA ↓/N e ↓RENINA E
○ DRC / Estenose Artéria Renal ↑RENINA Razão
Renina ↓/N
○ Estrogénios, tumor produtor de Ald/Renina >20
Renina; Amostras venosas bilaterais da SR (em que
• Sem HTA lado está a secreção de Ald.)
Hiperaldosteronismo 2º
○ [Link]
(fazer doppler/angioTC da Secreção bilateral -->
○ Nefropatia perdedora de Na+ Pseudohiperaldosteronismo:
a. renal; tratar a causa Espironolactona/Eplerenona
○ ATR e Diuréticos • CUSHING Unilateral --> Adrenalectomia
subjacente)
○ Edema generalizado (Cirrose, IC, • HCSR (11Bhidroxilase) Espironolactona/Eplerenona se Cx CI ou recusa
[Link]ótico)
Feocromocitoma TC sugestiva de malignidade: Incidentaloma da SR
• UH (Unidades de
1º Reconhecer uma vinheta de Hiperaldosteronismo • Tumor secretor de catecolaminas (+Noradrenalina) Hounsfield) > 10 Massa detetada na SR
e dirigir a nossa abordagem • Pode situar-se na SR ou extra-medular (Paraganglioma) • Washout em exame de imagem
• Raramente é bilateral / maligno lento/incompleto do
contraste
feito por outra razão
Clínica: Laboratorial: • Pode estar associada a várias síndromes (ex: MEN2, VHL, Neurofibromatose)
• Tamanho > 4 cm qualquer
• Clínica:
• Astenia • HTA Secundária
○ HTA Episódica + Paroxismos de Fazer SEMPRE:
• ↓força muscular (resistente e
▪ Cefaleia, Diaforese, palpitações, palidez e ansiedade • Metanefrinas U--> Excluir Feo
• Noctúria e Cefaleia aparecimento em • Rastreio --> Metanefrinas PLASMÁTICAS
• Polidipsia e poliúria idade jovem) • Confirmação --> Metanefrinas URINÁRIAS
• Supressão com Dexa baixa
• HIPOK+ (ausência • Depois de confirmado --> TC/RM Abdominal e da SR dose --> Excluir adenoma
não exclui o Dx!) • ANTES da cirurgia --> 1º Administrar fármacos para bloqueio alfa Se Hipertenso:
• Alcalose Metabólica (Fenoxibenzamina, fentolamina) --> 2º bloqueio beta --> cirurgia (isto porque • Rastreio de
a cirurgia é uma agressão/stress e pode induzir atividade do Feo --> crise
Hiperaldosteronismo
catecolaminérgica)
Hx + EO sugestivos de Hiperaldosteronismo -->
confirmar com + testes e diferenciar Primária vs Carcinoma da SR
Secundária • Raro Se houver secreção hormonal ou
Rastreio de HiperAld: • Quando Dx a maioria está metastizado Massa >4 cm --> Cirurgia
• HTA + HipoK+
• HTA + Nódulo da SR / SAOS • Maior parte produz Glucocorticoides --> Cushing
• HTA + Hx familiar de HTA em idades jovens • Cirurgia
• Familiares em 1ºgrau com HiperAld.1º
Endócrino Página 13
Hipófise 1 (C)
Aspetos Gerais
• Essencial
• Reconhecer os S. clínicos de cada hormona e direcionar a av. laboratorial --> MCDT's --> TX
• PROLACTINOMA é o tumor hipofisário mais comum
• Hipófise tem 2 lobos:
• Lobo Anterior (Adeno-Hipófise) --> Produz ACTH (corticotropina); LH/FSH; TSH; GH (somatotropina) e Prolactina
• Lobo Posterior (Neuro-Hipófise) --> Produz ADH e Oxitocina
• Classificação dos Tumores Hipofisários:
• Tamanho:
○ >1cm --> Macroadenomas ; <1cm --> Microadenomas
• Função:
○ ADENOMAS SECRETORES e ADENOMAS NÃO FUNCIONANTES
• Maioria são Esporádicos (casos raros, associados ao MEN1), benignos com crescimento indolente
• A RM da Sela Turca é o exame de imagem GOLD-STANDARD
Avaliar a Campimetria!
Hipotálamo +
PRL (Inibida pela Dopamina) --> Lactação e Inibição da GnRH
1. CRH 1. ACTH --> SR --> Cortisol (Não há grande afeção da aldosterona porque é + controlada pelo SRAA
4. GHRH 4. GH (Inibida pela Somatostatina) --> Fígado ---> IGF-1 --> ↑ AGL, Lipólise;
Inibe Insulina (Hiperglicémia); Crescimento/manutenção do osso e massa
muscular
+
ADH
Neuro-Hipófise Indicações para tx com GH
Oxitocina • [Link] / Prader-Wili
• Défice de GH na criança e adultos (se já têm desde criança)
• Crianças PIG que não recuperaram até aos 4 anos de idade
• Crianças c/ estatura baixa grave + DRC / gene SHOX
• Adultos com hipopituitarismo múltiplo
Endócrino Página 14
Doente com Galactorreia --> 1º excluir fármacos (Antipsicóticos e Metoclopramida) --> Medir PRL --> Hiperprolactinémia -->
Hipófise 2 (C) excluir: Hipotiroidismo, Gravidez, DRC, antes de fazer RM-CE! ++Risperidona e paliperidona
Mec. Adenoma Hipofisário produtor de PRL Crianças --> Idiopático Tumor hipofisário produtor de GH Adenoma hipofisário / Tumor hipofisário
Etio. + Mulheres jovens Adultos --> Iatrogenia (Cx/RT de Lesão invasiva sela produtor de TSH
Causa + comum Macroadenoma hipofisário) turca -->
de Hiperprolactinémia Patológica! Hipopituitarismo
Clínica • Hipogonadismo (ver LH e FSH) Crianças: Crianças --> Gigantismo (Aumento da ALTURA!) • Hipotiroidismo • Hipertiroidismo
• Anovulação --> Amenorreia 2ª --> • Atraso de crescimento • Sintomas • Bócio difuso
Infertilidade • Baixa estatura Adultos --> Acromegália compressivos • Sintomas
• ↓Libido e Disfunção Erétil • Hipoglicémia - Macroglossia (pode levar a SAOS) compressivos
- Prognatismo • Pode ter
• Galactorreia e Ginecomastia
Adultos (+assintomáticos): - ↑ Tamanho das mãos/ pés / nariz / testa --> É amenorreia pelo
• Sintomas compressivos • ↓ massa muscular/ mineralização o doente que tem de ↑tamanho do efeito de massa
MULHER: Amenorreia + Galactorreia óssea sapato/chapéu e anéis (não cabem mais no dedo)! na haste
HOMEM: ↓Libido + Hemianópsia • ↑ tecido adiposo / insulina - DM, Dislipidémia, Galactorreia, HiperTG, HTA, hipofisária que
bitemporal resistência e Dislipidemia HVE concênt -> IC diastólica, artralgias, túnel cárpico vai aumentar a
Sintomas compressivos! PRL
Dx ↑PRL--> Hiperprolactinémia --> RM da Não se mede a GH--> pulsátil (pode estar
Antes das análises: ver fotos antigas do doente para Hipotiroidismo Hipertiroidismo
Sela Turca --> Prolactinoma normal): ↓IGF-1 comparar com aspeto atual! Ou perguntar opinião de Secundário: Secundário:
familiares/amigos!
PRL >200 é SUGESTIVO!! GOLD-STANDARD: • ↓TSH e T4L • ↑TSH
Notas: Prova de Hipoglicémia com Insulina 1º Medir IGF-1 (a GH estimula a produção de IGF-1 no fígado) • ↑T3L
↑Fisiológico da PRL: (vamos estimular a GH) --> É patológico - Se normal --> Exclui Dx Nota: DDX com o • ↑T4L
Gravidez/Amamentação/stress/ (...) se o ↑ da GH for: - Se elevado --> 2ºPasso síndrome do doente
eutiroideu: doentes
PRL aumentada SEM Clínica --> Dosear a 2º Prova PTGO (é suposto suprimir a GH) com patologia aguda -->
• <10 ng/mL nas crianças - GH suprimida --> Exclui Dx disfunção hipofisária
Macroprolactina (forma inativa da PRL) • <5 ng/mL nos adultos - GH continua aumentada --> 3ºpasso transitória! --> NÃO
Quanto maior o tumor, maior o ↑PRL! PEDIR FUNÇÕES
(Não se faz em doentes com cardiopatia 3º RM da Sela Turca TIROIDEIAS EM
- MAS: se tumor grande + PRL com isquémica ou epilepsia --> Prova com
pequeno ↑ - Massa Hipofisária DOENTES AGUDOS OU
Glucagon) - Se Normal --> TC torax e abdómen para INTERNADOS!
--> ADENOMA NÃO-FUNCIONANTE -->
comprime a haste --> impede a ação procurar tumor produtor de GH (MUITO
Se prova positiva --> RM-CE RARO!)
da dopamina
(PRL tem subida pequena comparada
c/ o tamanho do tumor)
Tx • Microprolactinomas Assintomáticos --> Substituição com GH+ Resseção Resseção transfenoidal! Levotiroxina + Resseção Resseção
Vigiar transfenoidal se houver adenoma Caso Cx CI ou falhe --> Análogos da somatostatina se Macroadenoma transfenoidal!
• Macroprolactinomas ou Sintomáticos: hipofisário (octreotido, Lanreotido) Monitorizar a Tx de
• 1ª Linha Tx MÉDICA: Agonistas Nota: IGF-1 é útil na monitorização da remissão pós-Tx acordo com os valores
Dopamina (Bromocriptina, CI Absolutas (da GH): Neoplasia Ativa; HTIC Tx das Comorbilidades (+ Cardiovasculares!)! de T4!
e Retinopatia Diabética Proliferativa Devem fazer Colonoscopia (Risco maior de CCR!)
Cabergolina)
Endócrino Página 15
Síndrome de Sheehan (Necrose da hipófise p/ isquemia grave por hemorragia abundante pós-parto):
Endócrino Página 16
• ↑ metabolismo basal com > consumo de O2 e ↑ produção de temperatura EFEITOS IMPORTANTES
Tiróide Geral • Faz maturação cerebral: screening do hipotiroidismo congénito!
(dependem da patologia de base do doente)
Células C ou parafoliculares: produzem calcitonina que diminui o Suspeita de HIPOTIROIDISMO Suspeita de HIPERTIROIDISMO
cálcio mas tem pouco papel nessa regulação. (se tem nódulos --> Cintigrafia; se não --> Trabs)
• O + importante é ↓ a atividade osteoclástica no osso e por isso servirem para
tx da osteoporose A T4L é suficiente na maioria dos casos para confirmar
Pedir antiTg e antiTPO p/ dx
• Marcador tumoral do carcinoma medular da tiróide (MEN2) hipertiroisimo mas em 2-5% dos casos apenas há
hipotiroidismo autoimune elevação de T3
Endócrino Página 17
CLÍNICA: • Parestesias
Hipotiroidismo • Astenia • Miopatia (+proximal e mialgias)
• Pele seca e sem suor • Apatia – DD com depressão e demência!
Clínico TSH ↑ T4 e T3 ↓ • Intolerância ao frio • Face, pés e mãos edemaciadas – mixedema
• Queda de cabelo, perda 1/3 distal • Bradicardia e HTA Diastólica (↑RVP)
Subclínico TSH ↑ T4 e T3 N
sobrancelhas • Síndrome do canal cárpico
Se tiver sintomas é sempre clínico,
• Dificuldade de concentração, ↓Memory • Atraso no relaxamento dos reflexos
independentemente da T4/T3
Têm também ↑ colesterol LDL e TG, • Obstipação tendinosos profundos
anemia, hiponatrémia, ↑ CK • Ganho de peso com pouco apetite • ↓ libido, disfunção erétil, ejaculação tardia
• Rouquidão e infertilidade nos homens
• Menorragias e amenorreia, galactorreia • Macroglossia
CAUSAS (leva a um ↑↑ TRH que induz ↑ prolactina)
Primário – ↑ TSH
DÉFICE DE Doenças Excesso de
AUTOIMUNE IATROGÉNICO CONGÉNITO IODO infiltrativas iodo
Tiroidite de Hashimoto ou tiroidite CAUSA COMUM NOS PAÍSES Causado por disgenesia tiroideia esporádica CAUSA + ▪ Amiloidose Falha em
linfocítica crónica COM IODO na maioria dos casos, mas também por COMUM NO ▪ Sarcoidose escapar ao WC
erros na síntese de hormonas e Ac anti- ▪ Hemocromatose
(↑Risco de ABORTO!) • Tratamento com I131 MUNDO de ▪ Esclerodermia Leva a bócio +
CAUSA COMUM NOS PAÍSES COM IODO (GRAVES) recetor TSH hipotiroidismo +
A maioria é normal ao nascimento – teste ▪ Tiroidite de hipotiroidismo
Associada a bócio ou tiroidite atrófica (+ tarde) • Tiroidectomia bócio
++ em mulheres, mais c/ idade • Irradiação pescoço do pezinho (entre o 3º e 6º dia de vida) Riedel (fibrose)
Há uma destruição autoimune do tecido tiroideu • Fármacos: amiodarona (WC Se clínica: icterícia prolongada, hipotonia,
macroglossia, atraso maturação óssea, Vemos o iodo
Não doloroso + cintigrafia irregular + inibe conversão de T4 em urinário que vai
Infiltrado linfocítico + ↑ Ac antiTPO e antiTg! T3, bloqueia recetor de T3 e hérnia umbilical, atraso encerramento
fontanelas, cretinismo - pedimos TSH e T4L estar baixo
Associado a outras doenças autoimunes: tem efeito tóxico direto nos Provoca
alopecia areata, vitiligo, anemia perniciosa, DM folículos tiroideus), lítio, 24-48h após nascimento
Se confirmado INICIAR tx para prevenir cretinismo e
tipo 1, doença de Addison, LES e linfoma NH da antitiroideus, IFN alfa bócio endémico
tiróide alterações no desenvolvimento – o dano
Dosear sempre TSH antes
de iniciar tx com lítio neurológico pode ser permanente
Endócrino Página 18
CLÍNICA: • Taquicardia sinusal
Hipertiroidismo • Hiperatividade com irritabilidade, insónia • FA
• Intolerância ao calor • Tremor fino (fisiológico)
Clínico TSH ↓ T4 e T3 ↑ • Palpitações • Bócio
• Fadiga, apatia • Miopatia proximal
Subclínico TSH ↓ T4 e T3 N
• Perda de peso com ↑ apetite • Ginecomastia
• Diarreia • Hipersudorese
Tirotoxicose: excesso de libertação de • Poliúria • Dermite pré-tibial: placas
hormonas tiroideias, não interessa a causa
• Oligoamenorreia com perda libido hiperpigmentadas com pele espessa indolor
Hipertiroidismo: excesso de produção de • Reflexos ↑
• HTA sistólica e ↑ P. Pulso (↑contract. cardíaca)
hormonas – a culpa é da tiróide
Quando a cintigrafia não está disponível, o rácio T3
total/T4 total pode ser útil: Primário – ↓ TSH
• Tirotoxicose causada por hipertiroidismo: DOENÇA DE GRAVES ++ BMN TÓXICO ADENOMA TÓXICO Outros
T3 > T4 (oposto do normal)
• Tirotoxicose causada por tiroidites ou por DAI em que os Ac anti-recetor de TSH (TRABs) estimulam o • Têm nódulos • Mutações ativadoras do • Metástases
tirotoxicose factícia (a hormona que se recetor de TSH e aumentam a produção de hormonas funcionantes frios e recetor de TSH que começa funcionantes de
toma é T4): T4 > T3 tiroideias quentes a funcionar de forma carcinoma folicular
• Mulheres NOVAS com DAI e HF • Cursa com autónoma da tiróide
• Cintigrafia com captação aumentada de forma hipertiroidismo subclínico • Nódulo solitário • Mutação ativadora
Secundário - ↑ TSH homogénea e difusa ou ligeiro funcionante do recetor de TSH
▪ Adenoma hipofisário secretor de TSH • Em 80% há anti-TPO também – a longo prazo 15% • ++ mulheres com > 60 • Leva a tirotoxicose ligeira • Síndrome McCune-
▪ Resistência às hormonas tiroideias desenvolve hipotiroidismo autoimune anos VELHAS • Cintigrafia com captação Albright
▪ Tumores secretores de gonadotrofina • Bócio difuso (com sopro ou frémito)+ oftalmopatia • Pedir cintigrafia e fazer focal • Struma Ovarii (tumor
coriónica (coriocarcinoma, mola hidatiforme, infiltrativa c/ exoftalmia bilateral (infiltração CAAF dos nódulos frios • Malignidade é rara do ovário feito de
glicosaminoglicanos) + mixedema pré-tibial + • Também chamado • Pode levar a osteoporose tecido tiroideu)
carcinoma do testículo)
acropatia digital (parece hipocratismo) doença de Plummer • Fármacos: excesso de
▪ Tirotoxicose gestacional
• Nas grávidas (mesmo se submetidas a tiroidectomia durante iodo - amiodarona
A b-hCG é semelhante à TSH! (ver mais tiróide) a gestação), os TRABs podem atravessar a placenta e causar (JB)
hiperT no feto (sinal + precoce = taquicardia)
TIROIDITES – são tirotoxicoses sem hipertiroidismo!!
Aguda Subaguda Silenciosa ou Indolor Crónica
▪ Raro, já quase não se vê Viral ou granulomatosa (de Quervain) Tiroidite linfocítica subaguda ou pós-parto ▪ Autoimune: tiroidite focal,
▪ DOR na tiróide que pode irradiar aos ouvidos, bócio Vários vírus (sarampo, coxsackie, influenza,….) e micobactérias São uma variante da T. Hashimoto Hashimoto e atrófica
pequeno assimétrico com febre, disfagia e eritema + mulheres entre 30-50 anos ++ com doença da tiróide AI ▪ Riedel: raro, fibrose, mulheres
▪ ++ após tx com I131 e amiodarona Resposta trifásica: ++++ mulheres com DM tipo 1 meia idade com bócio indolor
▪ Pode ser por infeção bacteriana por staphylo, strepto o 1º tirotóxica – infiltrado inflamatório com disrupção dos Clínica = tiroidite subaguda mas indolor e insidioso com sintomas
e enterobacter ou fúngica com aspergillus, candida, folículos e células gigantes multinucleadas – libertação de antiTPO positivos e VS NORMAL!! compressivos, função tiroideia
histoplasma e pneumocystis hormonas tiroideias com ↓ TSH Ocorre em 5% das mulheres 3-6 MESES normal – diagnóstico requer
▪ Dx: VS aumentada, com leucocitose e função o 2º hipotiróide – progridem para granulomas com fibrose - depois do parto (tiroidite pós-parto), + biópsia pela suspeita de
tiroideia normal!, CAAF c/ infiltração com PMN e Podem ficar com hipotiroidismo permanente em 15% dos casos autolimitada malignidade!
cultura o 3º eutiróide – meses depois ficam normais Fase tirotóxica curta seguida de período
▪ Pode complicar com obstrução da traqueia, sépsis, Clínica: sintomas inf. respiratória superior podem preceder várias com hipotiroidismo
abcesso retrofaríngeo, mediastinite, trombose veia semanas antes + DOR, febre, pequeno bócio Follow up anual recomendado pelo risco de
jugular Dx: VS aumentada, anticorpos negativos hipotiroidismo permanente
Maioria dos casos é autolimitada
Endócrino Página 19
Euthyroid Sick Syndrome
Mais Tiróide Qualquer doença aguda e severa (++ UCI) pode causar anomalias na função tiroideia, por
libertação da IL6 – queremos poupar o metabolismo e diminui a conversão periférica de T4-->T3
Tempestade tiroideia / Crise tirotóxica • + Síndrome da T3 baixa: T3 total e livre ↓ + T3 reversa ↑ + TSH e T4 normais
Exacerbação aguda do hipertiroidismo que resulta num estado • Síndrome da T4 ↓: em casos mais graves, mau prognóstico
hipermetabólico grave • Não testar a função tiroideia em pessoas doentes a não ser que haja uma alta suspeita de
• Raro mas com ↑ mortalidade doença da tiróide!
• Exacerbação do hipertiroidismo + febre > 40ºC, convulsões, delírio, coma,
vómitos, diarreia e icterícia, taquicardia, IC e FA, HTA com ↑ pressão de
pulso, "lid lag" - a pálpebra não acompanha o mov do olho p/ baixo Amiodarona leva a:
• Precipitada por: • Hipotiroidismo por WC
o Retirada dos antitiroideus • Tirotoxicose
o Infeções severas ○ Tipo 1 (hipertiroidismo com hipercaptação) por JB em tiróide com patologia
o EAM, AVC, IC ○ Tipo 2 por destruição em tiróide saudável – tiroidite destrutiva (hipocaptante). Tx:
o Cirurgia corticóides
o Parto
o Trauma Gravidez e função tiroideia:
o Contraste iodado • A hCG (↑ no 1º trimestre) estimula os TSHr (=ação da TSH) -> Hipertiroidismo subclínico
• Dx: leucocitose mesmo sem infeção, ↑ FA e hipercalcémia ligeira, [↑T4 total (livre N)] -> ↓ TSH por feedback neg. -> grávida sem clínica (eutiróide)
pedimos função tiroideia que não vai estar assim tão aumentada como
• Há um aumento do metabolismo das hormonas tiroideias pela placenta e há aumento
esperávamos
da excreção urinária de iodo
• Tratar mesmo sem ter os resultados!! Em contexto de UCI *Grávidas devem ser suplementadas c/ iodo até pararem
• Dar iodo!! amamentação -> CI se doença tiroideia (controlada ou não)
*As mulheres com HIPOtiroidismo devem aumentar a dose de
levotiroxina quando engravidarem/iniciam CO c/estrogénios para
Tirotoxicose factícia: contrabalançar o agravamento da doença
• Pessoas que ingerem hormona tiroideia - exemplo: para perder peso!
• Vão estar num estado de hipertiroidismo mas com cintigrafia sem captação ("tiróide
branca")
• DD: struma ovarii (captação de iodo na pélvis) e metástases carcinoma folicular da
tiróide - fazer cintigrafia de corpo inteiro para diferenciar
• A TG está BAIXA! (Diferente de todas as doenças que causam tirotoxicose: Tiroidites)
Cintigrafia:
• Só se pede se NÓDULOS + HIPERTIROIDISMO (ou seja, nódulos quentes – raramente são
malignos)
• O iodo vai ligar-se às áreas hiperfuncionantes
• Só picamos nódulos frios porque 5-10% são malignos (ninguém gosta de frio)
• Cintigrafia de corpo inteiro é útil pós-tratamento com I131 (saber se não há focos residuais)
o D. Graves: captação ↑ de forma homogénea e difusa
o Adenoma tóxico: área de ↑ captação focal, resto da tiróide sem nada
o BMN tóxico: várias áreas com nódulos funcionantes com resto da tiróide sem nada
o Tiroidites, tirotoxicose factícia e excesso recente de iodo: não se vê nada
Endócrino Página 20
Nódulo da Tiróide Muito comum, diagnóstico acidental na maioria
95% é benigno, 5% maligno
História Clínica e EO:
• Início do aparecimento
• Alterações do tamanho
• Sintomas associados: atenção aos sintomas compressivos. A dor é rara e geralmente indica a presença de hemorragia, tiroidite ou malignidade.
Ver se há sintomas de hipo ou hipertiroidismo
• Procurar FR para malignidade:
○ Homem
○ Extremos da idade
○ História de radiação pescoço ou corporal na infância (risco máximo 20-30 anós após exposição)
○ História familiar de neoplasia da tiróide ou outros síndromes: S. Cowden, PAF, S. Werner e MEN 2 (medular)
○ Défice de iodo
• Procurar adenopatias Ninguém gosta de frio por isso só picamos os frios!!
A calcitonina e a Tg não se pedem para diagnóstico
Não pedir anticorpos
Nódulos frios - 80% são benignos e 20% malignos
Características de MALIGNIDADE:
TSH Nódulos quentes - quase 100% benignos
↓
• Nódulo mais alto que largo Hiperfixante =
• Sólido com hipoecogenicidade (+ escuros) Cintigrafia nódulo quente
(VIGILÂNCIA. Tx com
• Margens irregulares ou mal definidas Normal/↑ Iodo ou Cx se sint.
• Microcalcificações compressivos)
Iso ou Hipofixante =
• Ausência de halo
nódulo frio
• > 1 cm Ecografia
• Invasão de tecidos extratiroideus e Não se faz nada se quístico
adenopatias noutros territórios puro ou < 1 cm! *
I- Não diagnóstico II- Benigno III- Atipia/ lesão IV– Neoplasia V– Suspeita de VI – Maligno
folicular de folicular ou malignidade
significado suspeita de
indeterminado neoplasia folicular
Repetir CAAF
Abordagem conservadora Cirurgia
exceto se sintomas
Follow up: Excisão cirúrgica diagnóstica e
a. Alta suspeita: repetir Repetir CAAF –
terapêutica– LOBECTOMIA
em 1 ano se não for
b. Intermédia a baixa: eco
É a forma que existe para distinguir
conclusiva vemos
em 6M-1ª adenoma folicular de carcinoma folicular
os FR clínicos e
c. Muito baixa: eco em 2 (tem invasão vascular e capsular)
ecográficos e Se carcinoma folicular temos de fazer
anos
depois decidimos tiroidectomia
se operamos Ver Neo da tiróide
Endócrino Página 21
Depois da abordagem ao nódulo da tiróide, chegamos à conclusão que é
Carcinoma da Tiróide MALIGNO
A SABER Papilar ++ Folicular
A neoplasia da tiróide não tem a abordagem típica do estadiamento que conhecemos.
• A maioria são bem diferenciados - papilar e folicular 80% 6-10%
Começamos por:
Associado à radiação Associado ao défice de iodo
• Ocorrem sobretudo nas mulheres (como tudo na tiróide!) • Ecografia do pescoço pré-operatória: queremos avaliar também os e bócio
30-40 anos
• Tem havido um ↑ da incidência porque diagnosticamos compartimentos centrais e laterais do pescoço
Metastização 50 anos
cada vez mais microcarcinomas (<1cm) de forma acidental + ganglionar! Metastização hematogénea
• Tem ↓ mortalidade (dentro dos cancros é dos melhores) • AAF guiada por ecografia de gânglios > 8-10 mm Multifocal (++ pulmão e osso)
TC ou RM só se suspeita de doença avançada Não se faz PET nem Tg nem Ac anti-Tg Óptima sobrevida + Nódulo solitário
• O mais comum de todos é o PAPILAR (via RET-RAS-BRAF) Corpos Sobrevida boa (mas não
• Normalmente a AAF consegue dizer-nos que tipo de cancro psamomatosos tanto como no papilar)
é Dx só na peça operatória!!
• Mutação BRAF tem mau prognóstico
TRATAMENTO
Tem 4 partes fundamentais
Follow up: aqui sim, usamos a Tg (avalia se há doença/tecido tiroideu persistente e prediz potencial de recorrência), anti-Tg, TSH e T4 + ecografia aos 6-12M
Endócrino Página 22
Sugere malignidade:
Endócrino Página 23
Cancro da Mama 2 Ductal (DCIS) - Cirurgia conservadora (s/ esvaziamento nem
PGS) ± RT (se margens > 2mm) ± tx hormonal (se RH+) -> se CI -> mastectomia total
*Tumor multicêntrico = Em quadrantes diferentes
*Tumor multifocal = Mesmo quadrante
E no homem?
3. Downstaging tumor necessário para reconstrução estética (++ T3/T4)? • ++ estadios avançados (mas prognóstico e
tx =)
(se não, ou seja, tumores relativamente pequenos, passar diretamente ao próximo passo)
Relativamente à tx sistémica:
• Hormonoterapia
QT neoadjuvante (± anti-HER2) Se má resposta: mastectomia total Tamoxifeno: ○ Tamoxifeno (modulador seletivo
• Antagonista do estrogénio na mama dos recetores de estrogénios)
= protege do cancro da mama ▪ Efeitos adversos (≈
• Agonista dos estrogénios no útero = menopausa): afrontamentos,
4. Tinha adenopatias palpáveis/identificadas na eco que risco de cancro do endométrio / náuseas, ret. hídrica, eventos
tromboembólicos…)
foram biopsadas e confirmadas como N+? pólipos endometriais (mulheres pré-
menopausa) ▪ Risco de carcinoma do
Raloxifeno: endométrio - vigiar
• Agonista no osso e perfil lipídico = ○ Letrozol (inib. aromatase)
Sim Esvaziamento ganglionar usado no tx da osteoporose e ▪ S/ risco de carcinoma do
melhora LDL endométrio
• Antagonista na mama e endométrio ▪ Maior frequência de queixas
(EO e eco da axila Não = sem risco cancro osteoarticulares e risco de
negativos) Positiva osteoporose/fraturas
• Anti-HER2 (transtuzumab/pertuzumab)
○ Cardiotóxicos! (Fazer ecocardiograma
Pesquisa de gg sentinela (PGS) antes de iniciar tx e depois ir
monitorizando regularmente)
Negativa (tbm conta se gg muito pequenos ou poucos)
Carcinoma metastizado (estadio IV):
Cirurgia Conservadora + Radioterapia + terapêutica sistémica • +++ osso (clástica) e pulmão/pleura, hepática e
Reconstrução Estética Hormonoterapia se RH+ (luminais A e B)
cerebral
• Se RH+: HT paliativa
(SEMPRE se cx Anti-HER2 se HER2+ (luminais B e HER2+) • Se RH-: QT ± anti-HER2
conservadora) QT (+ útil nos TN e HER2+. Tb indicada se N+) • Metástases sintomáticas: tx cirúrgica/RT local
(paliativas)
Endócrino Página 24
(e alguns malignos mas low yield)
Tumores Benignos Mama
Ao contrário dos malignos, os tumores benignos têm geralmente as seguintes características:
• Exame objetivo:
○ Idade < 35 anos; ausência de hx familiar
○ Moles, móveis e não aderentes
○ Anecogénicos/quísticos
○ Tamanho varia com ciclo menstrual
• Imagem:
○ Bem definido; margens bem circunscritas
○ Sinal do halo
○ Microcalcificações difusas/espalhadas
Características Principais
Alterações • Alterações fibroquísticas da mama: dor mamária bilateral pré-menstrual; nódulos dolorosos difusos
mamárias • Ginecomastia
benignas • Mastite (mama edemaciada/eritematosa, firme e dolorosa + sintomas sistémicos de febre e mal-estar geral ± adenopatias reativas) - sobretudo no pós-parto
• Abcesso mamário (massa flutuante + sintomas sistémicos = mastite)
• Necrose gorda (massa irregularmente definida periareolar + retração cutânea, eritema e equimose) - na biópsia vêem-se células espumosas (foam), células gigantes
multinucleadas, depósitos de hemossiderina e inflamação crónica. Geralmente ocorre após trauma
• Eczema da mama
Tumores benignos • Fibroadenoma (tumor mamário + comum em mulheres < 35 anos)
• ++ entre 15-35 anos
• Massa solitária, bem definida, não-dolorosa, elástica e móvel
• Calcificações popcorn na mamografia
• Tx: follow-up
• Tumor filoide
• ++ entre 40-50 anos
• Achados semelhantes aos fibroadenomas mas crescimento muito rápido, atingindo grandes dimensões --> Pode distorcer o contorno da mama
• Devem ser biopsados (malignos até prova em contrário) e tratados cirurgicamente
• Papiloma intraductal
• Lesões solitárias ou múltiplas; ++ entre 40-50 anos
• Causa mais comum de corrimento mamário hemorrágico; massa palpável junto ao mamilo ou mesmo sem massa palpável
• Mamografia sem lesões e ecografia pode mostrar um ducto dilatado por ter lá um papiloma
• Dx com biópsia ou ductograma -> tratamento cirúrgico
Endócrino Página 25
↓ pH = hipercalcémia
Paratiróides e Hipocalcémia ↑ pH = hipocalcémia (+cálcio ligado à Alb )
PTH
Osso
Reabsorção Ca
Intestino
Efeito
Rim
↑ reabsorção de Ca no TCD
LOGO
Hipercalcémia
indireto ↓ reabsorção P Hipofosfatemia
O BÁSICO Sintetiza vitD no TCP
Vit D Reabsorção Ca Absorção Reabsorção Ca Hipercalcémia
• O cálcio total sérico encontra-se ½ ligado às proteínas (albumina) e ½ na forma ionizada. Só o cálcio de Ca e P
ionizado é biologicamente ativo! Calcitonina Inibe reabsorção Excreção Ca Hipocalcémia
• Se houver uma ↓ proteínas, vai haver uma diminuição do cálcio TOTAL mas não é verdadeira Excreção P Hipofosfatémia
hipocalcémia – temos de corrigir para a albumina (↓ 1g de albumina leva a ↓ 0,8 mg de cálcio)
• O cálcio está no osso e é absorvido via intestinal regulado pela vitamina D ativa (1,25OHD) Reabsorção renal:
• A sua absorção requer ácido gástrico – tomar com as refeições (≠ Ferro) • 65% é reabsorvido no TCP
• 20% é reabsorvido na ansa ascendente (via CaSR) – importante na HHF
• A PTH e a vitamina D são os principais reguladores
• Vit D: Vitamina D não ativa obtém-se do sol e da dieta. Para ser ativada tem de ser submetida a uma • 10% é reabsorvido no TCD
hidroxilação hepática (colecalciferol) e outra renal (via 1-alfa hidroxilação)para ficar 1,25OHD • Tiazidas são hipercalcemiantes e diuréticos de ansa são hipocalcemiantes (Loops Lose Calcium)
(calcitriol).
• Cálcio sérico normal: 8,5 - 10,5
Endócrino Página 26
Causas + comuns:
Hipercalcémia 1. Hiperparatiroidismo primário
Hiperparatiroidismo Primário
2. Neoplasia Epidemio De longe, a causa mais frequente, sobretudo em mulheres entre 30-50 anos
++ por adenoma ou hiperplasia da paratiroide. O carcinoma é raro!
HIPERCALCÉMIA (>10,5) Pode estar associado aos MEN 1 (hipófise e pâncreas - gastrinoma) e 2 (feo e medular)
90% são assintomáticos
Clínica Laborató Cálcio urinário está aumentado (embora a PTH aumente a reabsorção, temos muito)
• Pode ser assintomática rio Rácio clearance Ca/Cr > 0,01
• Renal Stones: nefrolitíase, nefrocalcinose (deposição de Ca nos túbulos) - oxalato de cálcio (se só hiperCa) e fosfato de Hipofosfatemia + hipercalcémia + ↑ PTH
Causa de HTA secundária
cálcio (se excesso de PTH). Pode haver polidipsia e poliúria ↑ FA
• Painful Bones: fraturas patológicas • Osteíte fibrosa cística (tumores castanhos): + nos países em desenvolvimento
• Abdominal Groans: náuseas e vómitos, dor, obstipação, aumento da diurese (DI nefrogénica), pancreatite, DUP Complica • Osteopenia: osteodensitometria do terço distal do rádio é dos primeiros a ser afetados!
ções • Salt-and-pepper skull
• Psychiatric Overtones: fadiga, depressão, confusão mental
• Cardio: encurtamento intervalo QT, bradicardia, bloqueio AV, diminuição dos reflexos A cirurgia é o tx definitivo!
Ligeira a HIDRATAR!!! Oral se possível Se estamos na presença de um hiperparatiroidismo assintomático ou sem indicação
moderada Reduzir ingestão de cálcio, evitar lítio, tiazidas e imobilização cirúrgica:
(12-14) ⚫ Cálcio sérico anual
⚫ Urina 24 horas
• Soro fisiológico 0,9% 3-4L em 24h (+ diurético de ansa se IR ou IC) ⚫ TFG
Severa (>14) • + Calcitonina (inibe os osteoclastos, início de ação em horas, pode ocorrer taquifilaxia - Calci-bone-in) ⚫ Cr sérica anual
OU sintomas • + Bifosfonatos mas demoram dias a fazer efeito (ácido zolendrónico, alendronato, pamidronato, ⚫ DMO anual
denosumab), + na hipercalcémia da malignidade, inibem os osteoclastos
Tratamento médico:
• Diálise se IR ou Ca >18
⚫ Bifosfonatos (se osteoporose) ou calcimiméticos (baixa a PTH mas não afeta a
• Corticóides só se por excesso de 1,25(OH)D – prednisolona oral
DMO)
⚫ Evitar lítio e tiazídicos
Endócrino Página 27
Suspeitar de PAGET--> Doente com Dores Ósseas + Perda Suspeitar de Osteomalácia: Doente com diarreia
Paget (C) auditiva + Chapéu que já não lhe serve + FA Elevada!
(esteatorreia) / fez cirurgia intestinal + perda de
peso --> começa com dores ósseas
Clínica MAIORIA É ASSINTOMÁTICA --> Suspeitar quando temos uma vinheta que nos dá uma Dores ósseas e Fraturas patológicas Típica Tíbia em Sabre nas Dor óssea Fraturas
FA elevada isoladamente crianças Fraturas patológicas patológicas
Dores e fraturas ósseas Desmineralização
• Dores / deformações / fraturas ósseas Ossos longos dobrados, óssea
• Perda de acuidade auditiva neurossensorial (anquilose dos ossículos do ouvido) joelho varum.
• Cefaleia e Aumento do Tamanho do Crânio --> Chapéu Sub-tipos:
• Nas zonas das lesões --> Eritema e edema cutâneo (hipervascularização) - Osteite fibrosa
quistica
Complicações: - Osteomalácia
• + temida é o Osteossarcoma! - [Link]
• Outras: osteoartrose, fraturas patológicas, IC de alto débito adinâmica
MCD'S ↑FA Total ISOLADA DEXA mostra densidade óssea diminuida Rx: DMO baixa e
Ca2+/Fosfato/PTH e GGT Normais! --> Exclui metástases ósseas e colestase Pseudofraturas
Nota: Ca e P são normais pq há equilíbrio entre a act. osteoclástica/osteoblástica Rx (achados patognomónicos) Placas epifisárias alargadas
RX: • Crânio em "sal e pimenta"
• Espessamento e expansão do osso --> Ex: Crânio algodonoso (múltiplas lesões pretas e brancas) Proeminências ósseas das
• Lesões líticas + escleróticas • Reabsorção do periósteo nas articulações costo-condrais
• Tíbia em Sabre falanges
Cintigrafia óssea --> Avalia todo o esqueleto para localizar as lesões (captação em • MicroQuistos ósseos castanhos PTH elevada (pela HipoCa2+
vários locais) Tudo isto melhora/desaparece após E HipoP)
Importante o DDx com metástases líticas (MM, mama, tiroide, melanoma, pulmão paratiroidectomia FA elevada
NPC)
Endócrino Página 28
História típica de doente que está a tomar SSRI e que se queixa de
Disfunção Sexual disfunção sexual
Homem Mulher
+ por comprometimento da performance sexual + por insatisfação na qualidade ou diminuição do
desejo
1. Disfunção Erétil – incapacidade de ter e manter
ereção que permita o ato sexual, + meia idade e idoso Cerca de 40% das mulheres apresenta disfunção
• Início súbito: sexual/perturbação persistente ao longo da vida
○ Psicogénica: ansiedade, ansiedade de
performance 1. Diminuição da libido
○ Trauma geniturinário: prostatectomia
radical 2. Excitabilidade sexual diminuída ++
• Ereção não sustentada: ansiedade, leak venoso
• Depressão 3. Incapacidade orgásmica
• Uso de certos fármacos:
○ Antidepressivos (SSRI) - Mirtazapina e 4. Dispareunia e vaginismo
buproprion são boas opções nesses casos a. Se na penetração parcial: diminuição da
○ Espironolactona (é antiandrogénico) lubrificação, feridas, espasmo muscular
○ Simpaticolíticos (ex: clonidina, metildopa), (vaginismo)
Tiazidas b. Se na penetração profunda: patologia pélvica
○ Cetoconazol
(se ass. a dismenorreia-> endometriose)
○ Antipsicóticos (são indutores de
prolactina)
○ Estabilizadores do humor (reduzem Maior parte é multifatorial.
biodisponibilidade da testosterona)
○ Álcool e drogas Inclui:
• Perda completa de ereções noturnas: doença • Depressão e ansiedade
vascular (doença CV, HTA, DM – microangiopatia • Conflitos na relação, cansaço
peniana que pode ser um marcador precoce de doença CV até • Medicação
2 anos antes, cirurgia major ou RT, tabagismo) ou
• Problemas físicos tipo endometriose e
neurológica (AVC, Parkinson, Alzheimer - perda
síndrome genitourinário
reflexo bulbocavernoso)
• Hormonal: hipogonadismo (doseamos • Gravidez e pós-parto
testosterona TOTAL de manhã), • Obesidade
hiperprolactinémia, híper e hipotiroidismo, híper • Menopausa (diminuição da lubrificação)
e hipocortisolismo • Alterações imagem corporal
Manter ereções espontâneas noturnas e ausência de Como sempre, fazer uma boa história clínica +
disfunção na masturbação sugere causa psicogénica exame ginecológico
Tratar causas reversíveis Só fazer análises hormonais se houver suspeita! Não
Usar inibidores da fosfodiesterase-5 (sildenafil, …): não
iniciam excitação mas potenciam os efeitos da estimulação sexual.
medir os androgénios porque não estão relacionados
Podem causar cefaleias, rubor, dispepsia e congestão nasal; nunca com a função sexual na mulher
associar iPDE5 a nitratos -> hipotensão grave
• Trocar os fármacos
2. Diminuição da Libido
• Fazer psicoterapia
• Medicação, alcoolismo, depressão, fadiga, drogas,
problemas na relação, medo, doença sistémica, défice • Terapia de casal
de testosterona, prolactinoma
3. Ejaculação Anormal
• Ejaculação prematura: prévia ou imediatamente após a
penetração, ++ adulto jovem – fazer aconselhamento
médico e traquilização, terapia sexual, técnica de
"squeeze", SSRI (ironicamente aqui são úteis)
• Ejaculação retrógrada, anorgasmia ou dolorosa
Endócrino Página 29
Nefrologia +
Urologia
Ácido-Base: abordagem Determinação do distúrbio primária (e causas associadas)
Distúrbio Respiratório
3) Há mais algum distúrbio para além do primário? Acidose Respiratória Alcalose Metabólica Alcalose Respiratória
a. GAP aniónico - Se for ↑, temos pelo menos uma (HIPOventilação) (HIPERventilação)
acidose metabólica de GAP aumentado
Cl urinário ↓ (<10) Cl urinário N (>10)
= ↓ Volume • Ansiedade/ataque de pânico
b. Aguda ou crónica • Obstrução da VA (ex: DPOC, SOH)
• Crise asmática (fase precoce)
▪ Por cada ΔPaCo2 de 10 • Crise asmática (fase tardia) • Diuréticos (da ansa) • Hiperaldosteronismo/ • TEP; Pneumonia
□ ΔpH de 0,08 se agudo • Opióides, sedativos (ex: BZD) Atenção a • Desidratação Cushing --> HTA • Salicilatos (precoce)
□ ΔpH de 0,04 se crónico • Distúrbios neuromusculares bulimia/emagrecimento
• Vómitos/sucção NG • Bartter e Gittelman
propositado • Hipoxemia (ex: elevada altitude)
c. HCO3 está em valores apropriados (o • Laxantes (abuso)
calculado/esperado = dado pela gasimetria)?
▪ Por cada ΔPaCo2 de 10
□ ΔHCO3 de 1 se agudo
Respondem à Não respondem à
Acidose □ ΔHCO3 de 3 se crónico fluidotx com NaCl fluidotx com NaCl
Nota: Há Hipocaliémia --> Corrigir
□ ΔHCO3 de 2 se agudo > 12 Gap aniónico <12
Alcalose
□ ΔHCO3 de 4 se crónico Na+ - (Cl + HCO3)
i. Se o ΔHCO3 é superior ao esperado -
alcalose metabólica coexistente Intoxicação por salicilatos (AINEs, AAS)
ii. Se o ΔHCO3 é inferior ao esperado - acidose • Inicialmente causa uma estimulação do centro
metabólica coexistente respiratório, com ↑ drive/hiperventilação -
Acidose Metabólica Acidose Metabólica c/ Acidose Metabólica s/ GAP
alcalose respiratória
3) Há mais algum distúrbio para além do primário? ↑GAP ("hiperclorémica") • Causa também, em fase tardia, mas que pode
a. GAP aniónico
MUDPILES HARDASS ser de forma concomitante, acidose
b. PaCO2 está em valores apropriados (o metabólica com GAP ↑ (por alt do
calculado/esperado = dado pela gasimetria)? Metanol Hyperalimentation metabolismo mitocondrial, com desvio para
i. PaCO2 deve ser = 1,5x HCO3 + 8 ± 2 metabolismo anaeróbio e aumento do
1) Se PaCO2 da GSA > PaCO2
Uremia (LRA, DRC em fase Addison
Hiper/hipo K e acidose lactato)
calculado -> acidose respiratória tardia) metabólica Renal tubular acidosis ○ Resultado final: distúrbio misto, com
2) Se PaCO2 da GSA < PaCO2 Diabetic Cetoacidosis desproporcionais ao (DRC em fase inicial) pH geralmente N e PaCO2 ↓↓ +
calculado -> alcalose respiratória pequeno aumento da Cr HCO3- ↓
c. Haverá outro distúrbio metabólico? Propylene glycol (função renal Diarreia
i. Anion GAP calculado - 12 (valor limite do Iron tablets/Isoniazide habitualmente Acetazolamide
preservada)
normal) = X Lactic acidosis (isquemia) Spironolactone Regra geral:
1) Adicionar esse X à [HCO3] e • Vómitos (perda de HCl) = alcalémia
Ethylene glycol (anticongelantes) Saline infusion
comparar com [HCO3] normal (24) • Diarreia (perda de HCO3) = acidémia
a) Se o valor calculado > 24 - Salicylates (late)
alcalose; se < 24 - acidose
Importante! Podemos suspeitar de distúrbios Mistos quando acontecem estas 2 coisas:
- Doente tem alt. da PaCO2 e HCO3- e o pH dele está NORMAL (isto porque os mec. de compensação não normalizam o pH --> só em fases muito avançadas)
- Doente tem variações da PaCO2 e HCO3- em sentidos opostos. [Link]: Numa Acidose Resp. (PaCO2 alto) esperamos que o HCO3- aumente (ambos têm uma
variação para superior!)
Choque
Generalidades ➢ Pode ser de vários tipos:
• Desidratação = ↓ Água corporal (no shit sherlock) que ocorre mais frequentemente no contexto de hiperNa ○ Hipovolémico (hemorragia ou
• Os fluidos corporais são principalmente regulados pela secreção de ADH, cujo principal estímulo para a sua desidratação grave)
secreção é o aumento da OsmSérica (> 285). A ADH tem como principais funções: reabs. H2O no tubo coletor ○ Obstrutivo
do nefrónio, vasoconstrição e ↑ tónus SNS.
• O volume extracelular, em particular, é dependente da [Na] que, por sua vez, depende do SRAA -> numa
▪ Pneumotórax hipertensivo
situação de choque é o primeiro a responder (paralelamente á ação do SN simpático) ▪ Tamponamento cardíaco; TEP
• Ocorre mais frequentemente nas crianças e nos velhos ○ Cardiogénico:
• Maioria da H2O corporal encontra-se no espaço extravascular, pelo que a hipovolémia só ocorre em estadios ▪ IC; EAM
mais tardios/graves de perda de H2O corporal -> choque ▪ ↓DC -> ↑pressão montante
Etiologia (↑PCWP (pressão no AE)/PVC):
Distensão VJ; VC periférica (compen)
• ↓ ingestão de H2O, particularmente nos velhos e doentes críticos
○ Distributivo
• ↑ Perda de H2O livre
• Renal: ▪ Sético; Neurogénico
○ Diuréticos ▪ Anafilático
○ Hiperglicemia (diurese osmótica)
○ Fase poliúrica da insuf. renal
○ Diabetes insipidus - excreção de H2O livre por ↓ (da ação/[ ]) de ADH Ressuscitação hídrica/volémica
○ Def. mineralocorticoides 1. Bólus de 500-1000 mL de NaCl 0,9% ou lactato
• Extrarrenal: de ringer em 15 mins (fluid challenge)
○ Diarreia (causa mais importante nas crianças) e vómitos 2. Observar o doente e ver se há resposta
○ Queimados, febre, inflamação, ascite, hipersudorese a. A resposta é inadequada se:
i. Oligúria (< 0,5 mL/Kg/h) ou < 400
Clínica (dependem imenso do grau de desidratação)
mL em 24h - melhor indicador
• Sede ii. ↑ FC
• Pele e mucosas secas - sinal da prega cutânea, embora pouco sensível, é extremamente importante no iii. ↓ PA
contexto de enfermaria. Contudo, existem sinais mais fiáveis: ↓ PVJ, taquicardia/hipotensão ortostáticas
iv. ↓ PVC
• Cefaleias, tonturas, desorientação
• Fraqueza, fadiga, instabilidade HD v. Diâmetro ↓ e colapso > 50% da
• Círculos pretos em torno dos olhos e piscar de olhos frequente ( ↓ lágrimas) VCI
• Crianças: fontanela deprimida (≠ abaulada na HTIC), inquietação/letargia 3. Se resposta inadequada (doente mal
perfundido) - repetir bólus
Parâmetros analíticos úteis 4. Se o doente não responde a múltiplos fluid
• ↑ Ureia (menos sensível) e Cr challenges:
• ↑ Htc (hemoconcentração) a. Vasopressores (++ adrenalina) e/ou
• Hipernatremia inotrópicos (dobutamina)
• Perante hipovolémia (assumindo que há resposta renal efetiva, c/ ativação do SRAA):
b. ECMO em última linha
• ↓ excreção de Na urinário ou de Cl urinário (no caso de "alcalose hipoclorémica")
• Rácio U/Cr séricas > 20
c. Investigar outras causas de choque se
• ↑ K+ nada resultar e doente ainda estiver
• OsmU > 450 se perda de H2O extrarrenal (concentrada, não é por aqui que perde H2O) e < 450 se renal vivo
Tratamento Complicações
• Corrigir o ↓ H2O - Regra geral: • Choque hipovolémico -> lesão renal aguda pré-renal
• Se desidratação leve/moderada -> hidratação oral (se tolerância oral) (Ureia/Cr > 20; FeNa < 1%)
○ Crianças s/ tol. oral -> 10 mL/Kg de soro isotónico (NaCl 0,9%) • ↑ Risco de infeções
• Se desidratação grave/hipovolémia -> fluidoterapia IV (cristaloides) • Trombose (pela hemoconcentração)
○ Nos adultos - podem ser usados vários tipos de soluções cristaloides (NaCl, lactato de • Síndrome de desmielinização osmótica (pela hiperNa grave)
Ringer…) • Cetoacidose diabética em doentes DM
○ Nas crianças -> 20 mL/Kg de soro isotónico (NaCl 0,9%)
• Corrigir distúrbios HE (ver resumo do Na)
Generalidades
HipoNa HiperNa (= estado hipertónico)
• Distúrbios do Na = distúrbios de H2O
• HiperNa: Na > 145 mEq
• Maioria dos casos = perda de H2O livre
• Principais causas = 6D's ISOtónica 280-295 Osm Sérica >295 HIPERtónica
(pseudohipoNa) Estado de volémia
○ Desidratação • Hiperglicemia (DM)
○ Diurese ↑/Diuréticos • Dislipidemia • Manitol
○ Diabetes Insipidus (DI) • Paraproteinemia • Agentes de contraste
○ Docs (iatrogénica) • Manitol <280
○ Diarreia
○ Doença (ex: insuf. renal) Hipervolémica
○ Diurese osmótica (DM/hiperglicemia) HIPOtónica • Hiperaldosteronismo 1º
• HipoNa: Na < 135 mEq • S. Cushing
• A ADH é fundamental para manter as [Na] nos níveis • Iatrogénico (↑↑ Na)
*Sinais/sintomas de excesso de volume:
fisiológicos, através da reabsorção de H2O no TCD/tubo Exame objetivo edemas, ↑ PVJ, fervores crepitantes,… • Beber água do mar
coletor
• Implicada em distúrbios de HipoNa (SIADH) e (estado de volémia)
HiperNa (DI) *Sinais/sintomas de
Hipo/Euvolémia
OsmU < 750 (perda
• A correção dos distúrbios do Na deve ser sempre feita a desidratação de H20 livre)
um ritmo lento (máx =10 mEq/L/24h ou 0,5-1 mEq/L/h), (ver acima) Hipovolémica (=PERDAS) Hipervolémica OsmU > 750
para não se correr o risco de:
• Edema cerebral na correção da HiperNa Diabetes Insipidus*
• Desmielinização (pontina) osmótica na correção FeNa < 1% FeNa > 2% • Desidratação/vómitos
da HipoNa FeNa < 1% FeNa > 2% /diarreia
NaU < 20 NaU > 20
○ Sintomas: alt. estado consciência/coma NaU < 20 NaU > 20 • Diuréticos
Perdas extrarrenais de Perdas renais de Na:
○ Síndrome de Locked-in • Diurese osmótica
Na: • Diuréticos
○ Alt. pares cranianos; disartria (hiperglicemia)*
• Diarreia/vómito • Obst. Urinária ICC Rim
○ Tetraparaparesia
• Queimaduras • Hipoaldosteronismo DHC (cirrose) • LRA
Clínica • 3º espaço 1º S. nefrótico • DRC *Doentes têm Poliúria
(pancreatite/pe • Cerebral Salt wasting
• Depende do grau da variação na [Na] e do Δt em que essas alt. ritonite) Tx: restrição hídrica + diuréticos (furosemida) Dar ADH (desmopressina) e
ocorrem (agudo = sintomático; subagudo/crónico = • Hemorragia avaliar resposta
assintomático)
• Grave: alt. profundas do estado mental (coma) e convulsões Tx: repor volémia (fluidoterapia)
• Moderada: náusea, vómitos, confusão, letargia, cãibras, Euvolémica
cefaleias, fraqueza, sede (na hiperNa)
• Ligeira: assintomático (achado acidental)
OsmU > 100 (ADH OsmU < 100 (ADH
OsmU ↑ (houve OsmU inalterada
Tratamento (c/ base nos sintomas) está a bombar) frenada)
reabs. de H2O)
• HiperNa • Endócrino • Polidipsia* 1ª (tx:
• Leve: água (oral) ○ Hipotiroidismo restrição hídrica + tx
• Moderada-grave ou hospitalizados: NaCl 0,45% (hipotónico) ou ○ Hipoaldosteronismo psiquiátrico)
dextrose 5% 2º
DI central (↓ prod. de ADH DI nefrogénica (↓ ação da
• Potomania da cerveja pela neurohipófise) ADH no rim)
• Se hipovolémia + instabilidade HD: ressuscitação c/ NaCl 0,9% ou • Acidose tubular renal
LR (inicialmente) ----> NaCl 0,45% ou dextrose 5% (tx: alimentar!) • Idiopática • Lítio (pert. bipolar)
• SIADH (dx de exclusão)
• Se hipervolémca: furosemida + dextrose 5% • Trauma/HSA/ • HipoK, hiperCa
• HipoNa Tx: neurocirurgia/isquemia • Gravidez
• Leve: depende da causa (ver esquema) • Assintomáticos: restrição hídrica e ↑ consumo salino da hipófise
• Moderada: NaCl 0,9 % • Sintomáticos: soro hipertónico ± diurese (furosemida) Tx: dar o que falta: ADH Tx: Descontinuar o agente
• Grave (ou Na < 120): NaCl 3% (hipertónico) ou 0,9% (isotónico) se • Última linha: demecociclina ou vaptanos (apenas neste contexto e em mais nenhum!) (desmopressina) causador, tiazidas), AINEs; dar
hipervolémia Investigação: na maioria dos casos passa por fazer Rx/Tc tórax para pesquisar um CPPC! SSRI's amiloride (no caso da causa ser o
são os fármacos + comuns a dar SIADH; comum haver Hipouricémia na SIADH. lítio)
Etiologias Etiologias
Excesso de K Shift extracelular PseudohiperK Perdas Shift intracelular
• ↓ Excreção (DRC e LRA) • Acidose • Hemólise das amostras Renais: • Alcalose
• ↓ Aldosterona/cortisol • Défice de insulina sanguíneas - erros na colheita de • Diuréticos (da ansa/TZDs) • ↑ Insulina e beta
(seja por doença ou p/ • Estados sangue ou sangue c/ • ↑ Aldosterona (hiperaldosteronismo 1º ou 2º) agonistas
medicação - leucocitose/trombocitose extremas
hiperosmóticos/hiperglicemia • ↓ volémia
IECAs/ARAs/espironolactona - • Síndromes de Bartter e Gitelman; Cushing
poupador de K) • Reabs. sangue (ex. hemorragia
GI ou hematomas extensos) • Cetoacidose diabética
• ↑ Ingestão (frutas, legumes,
vegetais…) • Libert. células: rabdomiólise; • Hipomagnesemia (corrigir sempre!)
• Outros fármacos (AINES,
síndrome de lise tumoral • ATR I e II Doentes com alcalose metabólica/hipoK e
cotrimoxazol, TMP-SMX
amiloride…) • Fármacos: GI: TA N têm provavelmente 1 das seguintes
condições:
Doente assintomático/achado • Diarreia/vómitos • Vómitos subreptícios (ex: Bulimia)
• ATR IV (↓ Aldosterona) • BB inesperado? Repetir
• Abuso de laxantes • Abuso de diuréticos
• Succinilcolina • S. Bartter
• Digoxina • S. Gitelman
Clínica: (NeuroMuscular) ECG: (obter em todos os doentes c/ HiperK) Clínica: (NeuroMuscular) ECG: (obter em todos os doentes c/
HipoK)
- ↓ Reflexos
QT Curto!
Tratamento: (depende da [K] e das alt. no ECG) K+>8 --> Onda sinusal (assistolia e FV)
Prolongamento QT!
Potencia a toxicidade da digoxina!
➢ [K] ≤ 6.5 e s/ alt. do ECG (tx urgente) Tratamento: Risco de arritmias SV e V, etc
○ ↓ K total: descontinuar fármacos/comida que esteja a causar a hiperK ± fluidos ± 1) Corrigir magnésio + descontinuar fator causal (ex: diuréticos)
furosemida e/ou resinas (impedem a abs. de K, que é excretado nas fezes) 2) ↑ K (dar KCl)
➢ [K] > 6.5 OU c/ alt. do ECG (tx emergente) a. Oral
1) Gluconato de Cálcio (estabilizar membrana cardíaca e não ↓K+) - SEMPRE a 1ª medida b. IV se grave (<2,5) ou via oral comprometida - se via periférica: ritmo
2) Insulina ev (e glucose) ± B agonistas (salbutamol) para meter K dentro da célula de correçao < 10 mEq/h (via central pode ir até 40 mEq/h)
3) Furosemida (e fluidoterapia para compensar a ↓ volémia) Gluconato de cálcio é para tratar a hipercaliémia e hipocalcémia aguda grave.
Carbonato de cálcio é para tratar a hipocalcémia crónica
Se refratário às medidas acima/K estupidamente ↑ (>7,5) ou insuf. renal -> Diálise!
Vamos começar por diferenciar Quer seja 1º Despistar infeção: disúria, poliaquiúria, piúria, cilindros leucocitários (Pielonefrite) --> UC --> ATB
Micro/Macro 2º Tem clínica de litíase? --> sim --> TAC Abdominal e pélvica s/contraste
Glomerular Não-Glomerular 3º Ecografia Reno-Vesical e eventualmente associar Cistoscopia/ Uro-TC
Morfologia Dismórficos (ex: Normais 4º: Outros exames: Estudos da coagulação, hemograma e BQ; ASU de familiares, rácio 24h Ca/ácido
Eritrócitos ócitos) úrico. Citologia urinária
Cilindros Presentes Ausentes Nota: Criança com hematúria microscópica sem mais sintomas nenhuns/achados de GN, etc --> 2ª avaliação. Persiste -->
Eritrocitários
Urocultura --> Sem ITU --> Vigiar a cada 3-6 meses com TA e sedimento --> Se persiste em 1 ano --> Eco Renal + medir
Proteinúria e >500 mg/dia <500 mg/dia; proteinúria/calciúria, tira-teste à família (HbF) e referenciar à Nefro
Hematúria +Microscópica +Macroscópica
Urina Coca-Cola Coágulos; Vermelho Vivo
Pode ter S/S de Pistas Dx --> Hematúria +
Nefrítico (HTA, LRA) - Febre / Artralgias: Pielonefrite (PN), vasculite, LES
Estudo completo das GN / [Link]ítico e possível biópsia renal - Dor abdominal/lombar: Cálculos, PN, trombose
[Link] basal fina (Hematúria Familiar Benigna) --> Causa + comum de Hematúria microscópica persistente - Perda ponderal: tumores, vasculite, LES
[Link] (criança surda) - Hemoptises: GN / vasculites
Nefropatia IgA (Hx típica da [Link]) / GN pós estreptocócica , vasculites, DAI --> + associada a Hematúria Macroscópica!
Nota: A mesma doença pode ter vários tipos Nota: As ITU têm leucócitos na urina, mas só a pielonefrite forma cilindros leucocitários (cilindros = rim!)
de cilindros.
De uma forma geral --> LRA Pré-Renal e Pós-Renal têm ASU Inocente --> Sem cilindros ou cilindros
hialinos (Hipovolémia --> urina concentrada)
Noções Gerais
• LRA consiste na ↓ rápida da TFG (Normal é >90) que leva--> Azotémia (retenção de produtos nitrogenados: Ureia e Creatinina), oligúria,
desequilíbrios H-E e AB, etc
• Principais FR: Velhos, DM, HTA, DRC, IC, desidratação, doente crítico, cirurgias, nefrotóxicos e contraste
• Definição de LRA
• DU <0,5 ml/kg/h nas últimas 6-12 h (+ sensível que o aumento da creatinina, porque a oligúria surge primeiro)
• ↑ da creatinina plasmática > 0,3 mg/dL em 48 horas
• Regra geral: ↓TFG --> ↓ Creatinina U e ↑ Creatinina Soro (basta pequena alteração da creatinina, para indicar uma grande perda da função
renal, porque é necessário a TFG ↓ 50% para a creatinina começar a ↑ )
• Creatinina ↑: Gajos do ginásio: novos com + massa muscular e consumo de proteínas; (↓ Creat. velhos com menos massa muscular)
• Ureia ↑ na depleção de volume, obstrução urinária, sépsis, HDA, etc
Abordagem Dx
Temos um doente com Azotémia / ↑ Creatinina e suspeitamos de LRA
Clínica Osteopénia; Dor óssea Habitualmente é assintomática ou sintomas Alt. função Disfunção sexual e ↓T e E
Fraturas patológicas típicos de anemia cognitiva Pele: Prurido (muito comum e pode ser refratário á
Tumores castanhos, calcificação vascular ↑Suscetibilidade a infeções Asterixis diálise) e tom urémico (amarelado);
Neuropatia Hemorragia (disf plaquetas urémica) - tudo N excepto
periférica tempo de hemorragia ---DDAVP
sensitiva Dermopatia Fibrosante Nefrogénica --> Não fazer RM
("luva e com Gadolíneo se TFG <30 (doentes ficam com pele tipo
meia") esclerose sistémica)
[Link] Sabor metálico, Anorexia;
irrequietas Náuseas, vómitos, Hemorragias GI
Tx Doente em anasarca --> Restrição de Sal Bicarbonato de Sódio se Dar cálcio e vit.D ------> cinacalcet Estimuladores da EPO --> Hb alvo 10-11,5 (>
HiperK+ --> Restrição dietética + HCO3 <20-23 (calcimimético) se HPT 2º -----> cirurgia 12 há risco de eventos CV pela viscosidade)
Furosemida +/- metolazona (diurético (paratiroidectomia) Suplementar SEMPRE com ferro (EV se
tiazídico) ou quelantes Baixar o P (restrição dieta/quelantes) hemodiálise) e folato/vit B12!
• Carcinoma de células claras (adenocarcinoma) ++ tem origem nos TCP do córtex renal sobretudo por
mutações no cromossoma 3 (incluindo gene VHL); o 2º + comum = céls papilares renais (TCD)
• Formas familiares (aparecem + cedo, bilaterais, precisam de menos mutações e são autossómicas dominantes):
Von Hippel-Lindau Mutação VHL: ↑ IGF, desregulação do crescimento celular, ↑ fatores induzidos
pela hipóxia (HIF) com ↑ VEGF e angiogénese
• Carcinoma de células claras
• Hemangioblastoma da retina e do SNC
MD • Feocromocitoma
• Quistos renais e pancreáticos
• Tumores neuroendócrinos
Esclerose Tuberosa Mutação hamartina (TSC1) e tuberina (TSC2)
Associada a angiomiolipomas
CCR papilar hereditário Mutação MET
NEOPLASIA DO TESTÍCULO
Epidemio Homens jovens, 15-35 anos
++ esporádico
Fatores de risco: história pessoal ou familiar de neoplasia do testículo, criptorquidia (mesmo no testículo que
desceu! - fazer orquidopexia antes da puberdade diminui o risco mas não o elimina), Klinefelter, Down, infertilidade
Massa testicular INDOLOR + sensação de peso
Sem transiluminação
Clínica Dor lombar e virilha se metastização linfática retroperitoneal
Dispneia, tosse e hemoptises se metastização pulmonar
Metastização ganglionar cervical esquerda
Ginecomastia por ↑ b-HCG (+ típico do coriocarcinoma)
1º Ecografia escrotal bilateral (mostra nódulo hipoecoico)
TAC TAP (estadiamento) + marcadores tumorais (LDH, AFP e b-HCG --> medidos antes e depois da Cx)
NUNCA BIÓPSIA!! Fazemos cirurgia logo com orquidectomia inguinal radical (faz o dx e é terapêutico)
Diagnóstico Depois da cirurgia podemos classificar em:
1. Neoplasia de células germinativas ++: (também na aula de mediastino)
○ Seminoma (1/2): + velhos (40-50 anos), melhor prognóstico, AFP e b-HCG negativos (sem marcadores
tumorais)
○ Não seminoma (1/2):
• Embrionário ++
• C. saco vitelino: pré-puberdade, AFP ↑
• Coriocarcinoma: ↑ b-HCG, + agressivo
• Teratoma ++: nos rapazes costuma ser maligno, + crianças
2. Neoplasia de células não germinativas são muito + raros, mas temos [Link] o linfoma, cél. Leydig e Sertoli
Outra forma de apresentação: AGUDA no SU História típica: homem com HBP que toma um
simpaticomimético (ex: pseudoefedrina) ou
Clínica de retenção urinária aguda: antihistamínico porque está constipado -
• Oligúria/anúria em horas ↓mobilidade do detrusor da bexiga
• Dor suprapúbica ± dor lombar se UHN
• Globo vesical doloroso
Prostatite Aguda
SEM sintomas + fez uma análise de urina e tem Disúria, frequência e urgência + desconforto suprapúbico Clínica:
bacteriúria (>10^5 CFU/ml)? + urina turva c/ cheiro forte ou hematúria • Febre, arrepios, mialgias, dor
pélvica + cloudy urine
• Grávidas
• Toque retal com dor! (é permitido
Tratar Típico: mulher jovem fazer TR mas não fazer massagem
sexualmente ativa não grávida • Homens (associada a prostatite)
• Comorbilidades; transplantados prostática, risco de sépsis)
Está grávida? Vai fazer um Todos os outros Diagnóstico: UC positiva (é homem com
(rastreio a cada procedimento (que nunca deviam ITU, logo fazemos UC) +++ E. coli
trimestre c/ UC) urológico? ter sido rastreados!) Cistite NÃO complicada Cistite COMPLICADA
Tx: seguir o esquema (1Mês)
Prostatite Bact. Crónica (> 3 meses)
Dx: tira teste com esterase Dx: tira teste + UC Clínica:
Xau Lurdes
leucocitária e nitritos Pode ser necessário fazer • Disúria, frequência, sem sintomas
• Fosfomicina 3g 1x • Ceftriaxone ev
ecografia renovesical agudos + ITUs recorrentes
• Amoxiclav 5-7 dias 12/12h (24-48h
antes da cirurgia) • Possível dor no TR
Risco de nascimento • Nitrofurantoína 5-7 dias (evitar se TFG < 60) Grávida: = BA Diagnóstico: UC positiva com E. coli ou
prematuro, mortalidade
• Fosfomicina 3g 1x Homem: Chlamydia trachomatis + cultura de
perinatal, pielonefrite
materna, ↓ peso ao nascer • Amoxiclav 5-7 dias • TMP-SMX 7 dias secreção prostática (teste de Meares and
• Ciprofloxacina - queremos eliminar
Fazer UC após tx! BACTERIÚRIA ASSINTOMÁTICA CISTITE Stamey LOL, ganda panca que estes 2 tinham)
infeção prostática também Tx: quinolonas (cipro e levo 4-6 semanas)
= cistite + sintomas sistémicos como febre e calafrios, náuseas e vómitos + Murphy positivo Generalidades
• Fatores de risco:
• Mulheres sexualmente ativas (exceto nos extremos das idades em que são os
Ambulatório (casos ligeiros, sem comorbilidades,
homens, têm a uretra + curta)
nem obstrução):
• DM A resposta ao
Dx: • Ceftriaxone 1 gr ev 1 vez + cefuroxima "organismo + frequente"
• Tudo o que provoque estase ou obstrução urinária
• Tira-teste po 7-14 dias • Refluxo vesico-uretral
é invariavelmente E.
COLI
• Sedimento urinário com • Menopausa
cilindros leucocitários Pielonefrite • Causadas sobretudo por Gram negativos entéricos (++ E. coli, Klebsiella, Proteus - cheiro a
• UC + TSA + HC Internamento (tudo o que é complicado): amónia e pH>7, Enterococcus, S. saprophyiticus) que causam ITU por via ascendente ++
• Ecografia renovesical: para • Ceftriaxone 2 g/dia (começar EV) • Pode ser causada por bacteriémia e disseminação hematogénea mas é muito mais raro
exclusão de obstrução e (Salmonella, S. aureus, Candida - fluconazol)
patologia urgente Se após 72h de tx AB não melhora: fazer TC para • As quinolonas são óptimas para penetrar o tecido prostático
pesquisa de abcesso intraparenquimatoso - DRENAR • Se corrimento uretral purulento = excluir DST (gonorreia e chlamydia) - PCR + tratar ambas
Um ddx relativamente importante (+ no contexto de gineco) de
• ITU recorrente: 3 ITU em 1 ano ou 2 em 6 meses - ↑ ingestão hídrica + higiene pessoal.
ITU é a cistite intersticial (ASU normal) Outras complicações:
• Dor pélvica crónica Podem fazer uro-vaxom, estrogénios tópicos se menopausa e profilaxia antibiótica se tudo
• Necrose papilar aguda (dor flanco, hematúria) falhou (durante 3-6 meses ou dose única pós-coital com nitrofurantoína ou fosfomicina)
• ↑ sintomas urinários irritativos (frequência e urgência)
• Pielonefrite enfisematosa (DM + organismos • A tira teste é o exame inicial e a microscopia urinária é o confirmatório
• "Dor na bexiga" quando é cheia (estiramento) e alívio
quando é esvaziada
produtores de gás) • Se 2 UC + na gravidez ou 1 pielonefrite - profilaxia AB até ao final da gravidez
• Dispareunia • Pielonefrite xantogranulomatosa (crónica c/ • Idosos obviamente podem não ter quase sintomas - causa típica de delirium
*Ass. frequentemente a dist. psicológicos e o tratamento é apenas destruição do tecido renal) • Qualquer contagem de bactérias em colheita suprapúbica é relevante
de suporte (psicotx/antidepressivos, analgésicos)
A urina precisa de estar muito tempo na bexiga para haver nitritos positivos, e Internamento:
eles passam a vida a fazer xixi, daí não ser muito bom avaliar por tira teste • ≤ 3 meses
Se, por qualquer razão, se fez tira-teste e esta veio negativa mas há fortes
• Afetação do estado geral
suspeitas de ITU -> fazer urocultura
• Sinais de desidratação, má perfusão, sépsis
Para todas as crianças com 1ª ITU e sem continência de • Intolerância oral
esfíncteres = ecografia renovesical nas 1ªas 6 semanas após • Más condições sociofamiliares
infeção aguda para despiste de patologia nefro-urológica • Impossibilidade de reavaliação clínica em 48 a 72 horas
• Ausência de resposta e/ou agravamento clínico em criança já medicada com antibiótico oral.
NÃO SIM
Cólica renal SIMPLES Tem alguma destas características? Cólica renal COMPLICADA
• Lesão renal aguda
• Infeção associada (febre)
• Analgesia EV com ceterolac ou • Dor intratável com medicação
metamizol (AINEs) • Rim único
• Alfa-antagonista para relaxamento • Litíase bilateral Derivação urinária urgente:
do músculo (=HBP): ex: tansulosina (ou • Imunodeprimido ou transplantado • Catéter retrógrado (em J)
BCC) • Cálculo ≥ 6 mm • Nefrostomia percutânea
• Hidratação • Anomalias anatómicas + tx = cólica simples
• Rácio Upr/Ucr ≥ 0,2 (se > 2 anos de idade ou) ≥ 0,5 (se < 2 anos) (se ≥ 2 = nefrótica)
Tem sinais/sintomas?
• Febre, astenia, anorexia, perda ponderal
(DAI, infeção, neoplasia)
• Rash, púrpura, arterite/artralgia, alt.
ungueais (PHS, GN pós-infecciosa, LES) Tudo normal/autolimitado Controlo anual TA + sedimento urinário
• ↓ TFG, hematúria, alt. sedimento,
edema, HTA (D. renal/s. nefrítico)
S/ alterações Proteinúria ortostática provável
**
Alterações (vigiar outros sintomas/sinais)
Upr/Ucr 1ª urina da manhã (despistar
proteinúria ortostática) + sedimento
Não
urinário
Não Continua alterada (3x)
Fatores transitórios de proteinúria Sim Repete TT
(infeção recente, stress, ex. físico,
menstruação…)?
Normal
+
limitação da filtração de
ME = Microscopia eletrónica SNFO = Síndrome Nefrótico ➢ > 40 mg/m2/h e pela hipogamaglobulinemia; profil. ñ recomendada proteínas pelo glomérulo)
MO = Microscopia ótica SNFI = Síndrome Nefrítico ➢ Upr/Ucr > 2 Ganho de peso/dor abdominal (devido ao edema) • Na de lesões mínimas, há
IM = imunofluorescência GPRP = Glom. Rapidamente Progressiva • Albumina ↓ (<3,5) Hipertensão (+ comum no nefrítico) proteinúria seletiva (para
• Edemas exuberantes (periorbitário = Distúrbios HE (Hipo Na/k/ca) albumina apenas)
patognomónico) ou mesmo anasarca Pode haver ↓ volémia efetiva com choque (raro)
• Dislipidemia (↑ colesterol) O edema pode ser de tal modo grave -> ascite/DP
Síndrome Nefrótico
Lesões Mínimas Gl. Segmentar e Focal Gl. Membranosa Outras
• Causa + comum de SNF em CRIANÇAS (1-8a) • Causa + comum em PRETOS • Causa + comum em VELHOS CAUCASIANOS • Gl. Membranoproliferativa (ver SNFI)
• Etiologia: • Associação frequente com: • Etiologia: • Nefropatia diabética (ver diabetes)
• Maioria idiopática (daí o tx empírico com corticóides, • HIV (nefropatia associada a HIV - péssimo • Primária: anticorpos anti-recetor fosfolipase 2 • Lúpus (ver lúpus)
s/ necessidade de biópsia) prognóstico, progride mesmo rápido) • 2ª: • Amiloidose:
○ Sem hematúria macroscópica, HTA e défice de • Heroína ○ DAIs (LES) • Envolvimento multiorgânico
complemento • Drepanocitose ○ Infeções crónicas (HBV, HCV) • Pode associar-se a MM (AL) ou
• 2ª a fármacos (AINEs), Hodgkin, timoma • Obesidade ○ Fármacos (AINEs, ouro) doenças inflamatórias crónicas
• Congénita/infantil (1º ano de vida) e genética • ME = lesões mínimas; IM mostra IgM e C3 nas ○ Neoplasias sólidas (adenoCa) (++AR) (AA)
• S/ alt. na MO; ME mostra afastamento dos pedicelos regiões escleróticas • MO = espessamento dos capilares glomerulares e MB; • Birrefringência + verde maçã
ME = deposição granular subepitelial/endotelial de IgG sob luz polarizada, com
*A nefropatia p/ HIV ocorre mesmo e C3 (spike and dome appearance) coloração vermelho do Congo
se CD4 N também no rim
Prognóstico favorável na grande maioria dos casos (+ idiopáticos) Má resposta aos corticóides; progride para DRC se ñ tx Até 1/3 remição espontânea; ↑↑ eventos TE Depende da causa
Doenças Tubulointersticiais
Agudas Crónicas
Nefrite intersticial (alérgica) Nefropatia por cristais Nefropatia aos analgésicos Mieloma múltiplo Outras
aguda • Abuso de AINEs/paracetamol (típicos doentes • Sim…o MM afeta o rim de todas as Nefropatia do ácido aristolóquico
• Associada a fármacos (++ penicilina, TMP-SMX, • Ass. a: com cefaleias ou lombalgias crónicas) formas imaginárias (desde o • Usadas na medicina chinesa e chás manhosos
cefalosporinas, AINEs) - habitualmente 5 dias - • Ácido úrico (síndrome de lise tumoral) • Patologia: ↓ PGE -> vasoconstrição dos vasos glomérulo, aos túbulos…) milagrosos
várias semanas depois de início da tx • Oxalato de cálcio (intoxicação por da medula renal -> isquémia e necrose • Neste caso, o que acontece é que a
papilar quantidade excessiva de cadeias
• Ass. a disfunção renal e risco de neoplasia
• Pode também ser consequente a infeções, mas é etilenoglicol) - cristais retangulares; urotelial - biópsia é dx
bastante menos frequente resulta em acidose metabólica e • Clínica: (++ assintomático, c/ alt. na ASU) leves nos túbulos renais vai levar á
• Hematúria sua precipitação, obstrução tubular, Drepanocitose
• Clínica típica: hipocalcemia
• Rash maculopapular difuso • Precipitação de fármacos • Piúria estéril gerando toxicidade para o • Traço falciforme associado a necrose papilar c/
• Fadiga parênquima renal adjacente hematúria secundária
• Febre (sulfadiazina, aciclovir, ciprofloxacina,
• Artralgias indinavir, metotrexato…) • Náusea • Clínica de MM (CRAB) Lítio
• Hematúria ○ Prevenção com fluidoterapia • Possivelmente cólica renal se necrose • Restante clínica, riscos, análises ≈ • Leva a dano renal, pelo que a função renal dos
• Dor no flanco intensiva pré-tratamento papilar renal (dx de eleição: urografia nefropatia dos analgésicos doentes que fazem este fármaco deve ser
• Análises lab: • Pat: precipitação e obstrução tubular IV) • Tx: forçar diurese e, se necesário, monitorizada periodicamente
• ↑ Cr (LRA) • Clínica: maioria dos doentes assintomáticos; • Analiticamente podem tbm ter: instituir plasmafarese/diálise ○ Biópsia renal mostra atrofia e fibrose
• Eosinofilia periférica pode manifestar-se como cólica renal + UII c/ • ↑ Cr desproporcionais ao grau de
• Urina: piúria estéril, hematúria, piúria, hematúria, cristais • Anemia esclerose/doença vascular
eosinofilúria • Tx: hidratar e descontinuar o fármaco • Proteinúria tubular • Pode também levar a diabetes insípida
• Biópsia renal (apenas se dx inconclusivo) • Cilindros leucocitários nefrogénica
• Infiltrado intersticial inflamatório difuso • Ecografia renal sugestiva de DRC
• Tx: descontinuar o fármaco causador • Ass. a risco ↑ de neoplasia urotelial
Doença Renal Poliquística Doenças Vasculares Renais (as outras todas da aula
estão distribuídas por vários temas. Ex: SAAF, microangiopatias…)
Autossómica Dominante [monogénica: PD1 (85%) e PD2 (15%)] Autossómica Recessiva (mut. PKHD1) Tromboembolismo da A. renal
• Características principais: (mut. PD2 ass. a início + tardio, prog. + lenta e sobrevida maior) • Características principais: • ++ Doentes com FA, endocardite, fraturas (embolia gorda)
• Adultos (>30a) - função renal normal ao nascimento, que vai piorando ao longo da vida • Nascimento/infância • Clínica: dor no flanco, febre, náuseas vómitos
• Quistos bilaterais, que aumentam de tamanho e de número ao longo da vida • Quistos bilaterais, de igual tamanho • Dx: Angio-TC
• Múltiplas manifestações extrarrenais • 100% com envolvimento hepático
• Clínica renal: • Clínica renal:
• Rim: DRC, dor abdominal/no flanco (se aguda - rotura, ITU ou litíase). • DRC Doença Ateroembólica
• HTA (doentes podem referir cefaleias matinais) - normalmente referido na vinheta • Hematúria, proteinúria
• Sintomas compressivos • Manif. extrarrenais: • Embolização de cristais de colesterol pós manipulação vascular (++
• ITU/nefrolitíase recorrentes; hematúria • Alt. graves/fatais in útero (oligoâmnios -> seq. cateterismo ou cirurgia vascular)
• Manifestações extrarrenais: Potter) • ++ Em velhos
• Quistos hepáticos (até 70%; + nas mulheres) e/ou noutros órgãos (ex: ovários e pâncreas) ○ Anomalias craniofaciais e dos Mis • Manif.: (1-14 dias após o procedimento): LRA, febre, eosinofilia(úria), ↓
• Prolapso da mitral; HVE ○ Hipoplasia pulmonar complemento, alt. cutâneas (livedo, blue toe syndrome)
• Divertículos do cólon; hérnias abdominais/inguinais • Fibrose -> Falência hepática • Dx definitivo com biópsia renal (mostra vacúolos brancos intravasculares)
• Aneurismas de Berry (15%; + se hx fam.; rast. p/ angio-RM; cefaleias nestes doentes -> TC) • HTA ---> IC
• Prognóstico: 50% irão necessitar de diálise por volta dos 60a; pior prognóstico ass. a HTA crónica (-> • Péssimo prognóstico: maioria morre no 1º mês de vida Trombose da Veia Renal
DCV = principal causa de morte) e aneurismas cerebrais • Causas: S. Nefrótico, neoplasias, estase venosa (ex: por CCR), estados pró -
Dx: hx familiar +; EO: massas palpáveis bilateralmente (+ o rim direito)- eco/TC - biópsia Dx in útero (++) - Eco; ou no RN - eco + biópsia coagulantes (trombofilias), desidratação…
• Clínica: trombose aguda: hematúria, dor flanco, dist. abdominal e dis. Renal
Tx: evitar subs nefrotóxicas e tx comorbilidades (HTA e proteinúria) ----> transplante Tx de suporte; o transplante não tem muito bons resultados • Dx: Angio-TC
S. Fanconi (=variante da ATR 2) em que para além da ↓ reabs. HCO3-, temos tbm:
Acidose Tubular Renal (ATR) - cursam com acidose metabólica c/ GAP N
• Glicosúria
TIPO Tipo 2 (proximal) Tipo 1 (distal) Tipo 4 (↓ ação • Fosfatúria
mineralocorticoide) • Aminoacidúria
Etiologias + MM, amiloidose, todas as outras causas DAI, hipercalciúria, fármacos, doenças Addison, nefropatia diabética,
de S. Fanconi, aminoglicosídeos e genéticas IECAs/ARAs, obstrução do trato
comuns urinário, heparina, espironolactona,
outros fármacos
HCSR
Outras tubulopatias (doenças genéticas raríssimas; todas cursam com alcalose metabólica)
S. Bartter S. Gitelman S. Liddle
• ↓ Reabs. de Cl na ansa de • ↓ Reabs. de Cl e Na • Alt. do ENaC
Henle • Manifestações semelhantes • Cursa com hipoK e alcalose metabólica
• Nos indivíduos que sobrevivem aos doentes que fazem
in útero, leva a: diuréticos TZDs cronicamente
• Poliúria severa e (resultantes da hipercalcémia)
polidipsia • Cursa com alcalose
• Atrofia muscular, metabólica, hipoK grave,
fraqueza, cãibras hipercalcémia e hipocalciúria,
• Fácies dismórfica e má hipomagnesémia
progressão
estaturoponderal
• Cursa com alcalose metabólica,
hipoK e hipercalciúria
Hx clínica e EO
NOÇÕES GERAIS
S/ Sinais de alarme (extra 2) Sinais de alarme
• Maioria = não-específica, vaga, musculoesquelética (MSK); tx = medidas não-farmacológicas/AINES,
não se progredindo mais no ddx nesses casos, a não ser que recorrente.
Sintomas que apontam mais para Compressão
• O importante, inicialmente, é saber se há sinais de alarme ou não, já que os primeiros necessitarão de Sintomas/sinais vagos, determinada doença/Trauma
uma abordagem diagnóstica mais detalhada e/ou medidas imediatas de tx: inespecíficos, s/ alt. neurológicas medular**
grave
• Anestesia em sela/incontinência urinária/fecal/disf. autonómica
• Défices neurológicos (sensitivos e/ou motores; sinais de 1º/2º neurónio motor) progressivos Imagem
Tudo ok
1. Rx/TC (+ se trauma) Corticóides IV
• Dor crónica (s/ hx de trauma) que agrava com o repouso ou durante a noite (neoplasia!) MSK provável
2. RMN (se
• Hx de neoplasia (++ próstata, mama, pulmão) ou sinais/sintomas que apontam para CRAB (MM) radiculopatia)
• Idade <20a ou >50a RM (ou Rx/TC dependendo da
• Abuso de drogas IV ----> osteomielite AINES + retoma da vida diária/exercício disponibilidade)
Tx é habitualmente médico
• Hx de infeção crónica (pneumonia, ITU, inf. cutâneas) ----> abcesso (NÃO RECOMENDAR REPOUSO)
(inicialmente), e cirúrgico quando
• Sintomas sistémicos/consumptivos (febre, tremores, suores noturnos e/ou perda de peso 4 Sem não melhora ou sinais/sintomas
inexplicável) -----> osteomielite/TB neurológicos graves/progressivos.
Não dar corticóides Melhorou? Mas depende sempre da causa. Avaliação pela neurocirurgia
• Hx de osteoporose e/ou tx prolongada com corticóides sistémicos nestes doentes! E se for uma dor MSK que não aliviou
• Trauma/acidentes (de viação) com AINES e tornou-se crónica?
FISIOTX ± AINEs intermitentemente
• Os quadros podem ser agudos (<3M) ou crónicos (>3M) Tx (cirurgia/RT/ ATB + drenagem
Sim Não (ou até agravou)
de abcessos ou hematomas)
Causa Musculoesquelética: (+ comum!) Estenose espinhal Outras:
• Geralmente homem 30-50a • Espondilolistese degenerativa
• Compressão da medula espinhal e raízes
• Espasmo muscular com início após levantar pesos (ex. halterofilistas, trabalhadores de nervosas (pode ocorrer por espondilose, • + Velhos; deslizamento corpo vertebral
transportadoras/repositores de stock em supermercado…) hérnias discais e espess. do lig. amarelo) • Vai agravando ao longo da vida e inevitavelmente
• Tenderness à palpação da zona lesada; s/ sintomas neurológicos; Laségue - • >50a, com claudicação neurogénica (dor irá associar-se a radiculopatia e [Link]ógica
• Dx. clínico; tx com atividade + AINEs • Dx: Rx lateral da coluna
piora c/ movimento e ortostatismo e
Hérnia Discal extensão da coluna; melhora quando se
• Tx: inicialmente conservador (fisioterapia…) ->
cirurgia
• Geralmente homem 30-50a ou + velhos inclina para a frente (ou se senta) • Neoplasia óssea
• Núcleo pulposo comprime raízes nervosas • Radiculopatia de irradiação bilateral ≠ • Dor + localizada
• Geralmente após levantar peso (≈MSK) mas, devido à compressão nervosa: radiculopatia hérnia) • Hx de neoplasia (+ mama, pulmão, próstata, MM)
unilateral/ciática ± parestesias, fraqueza/atrofia/contractura/espasmo muscular/arreflexia É típico gostarem de
• Sinal de Lhermite pode ser + se afeção • Dor constante e/ou de agravamento noturno; sx
andar com o carro das
• Dor piora na posição sentada (doentes preferem ortostatismo) e c/ pressão (espirros; tosse) cervical compras porque se compressivos;
• Laségue + (lombar); Spurling test + (cervical) • Dx: RMN conseguem fletir a • Infeções (abcesso/osteomielite) *ver resumo
• Dx: RMN coluna e ↓ dor • Dor localizada, que não alivia c/ repouso, ↑ ao
• TX ≈ Hérnia discal
• Tx (= para todas as causas de dor com radiculopatia s/ sinais compressivos): ≈ MSK ± fisiotx; Fratura (vertebral) compressiva toque/percussão; febre/arrepios; sx compressivos
(abcesso), ↑VS
corticotx epidural/relax. musculares apenas como tx pontual de alívio, se nec. ; RMN -> • Geralmente mulheres velhas • F. risco: abuso drogas IV, DM, proc. invasivos
neurocirurgia se défices neurológicos graves/progressivos ou dor continua apesar de tx • Hx conhecida de/Risco ↑ para osteoporose espinhais (cateter epidural), imunossupressão
conservadora por > 6 sem. A cirurgia pode tbm ser preferida se doente jovem/atleta de alta • Hx de traumatismo minor: queda sobre o • Hematoma epidural
competição. De qq forma, na maioria dos casos é autolimitada (6-8 sem) cóccix • Hemorragia espontânea ou traumática (ex. p/ PL
Espondilose/osteófitos (alt. degenerativas da coluna) • Podem ser assintomáticos ou cateter epidural)
• Dor à palpação de determinada vértebra • F. Risco: alt. da coagulação (doentes a fazer
• Sinais e sintomas = hérnia discal, mas doente + velho/sem hx de levantar pesos, provável hx
varfarina, com INR/PT ↑↑)
de osteoartrose c/ imagem da coluna característica; radiculopatia pode não estar presente • Dx: RX ± RMN
• Sx compressivos
• Causa + comum de Radiculopatia Cervical. Dor + indolente de carácter mecânico (artrose); • Tx: alívio da dor ---> cirurgia (se dor persistir) • Inflamatórias (ver resumo espondiloartropatias)
• + a nível cervical (dor e rigidez), podendo irradiar para a região occipital, ombros e MS • Follow-up: dx osteoporose (DEXA) e tratar • Aneurismo da aorta (homem gordo, fumador, massa
• Tx definitivo é cirúrgico, mas tudo depende das características (estado funcional) do doente (bifosfonatos…) pulsátil), Paget, hiperlordose da grávida, fibromialgia
Doença: Osteoartrose (OA) Artrite reumatóide Artrite psoriática Gota Pseudogota Artrite Sética Artrite
(AR) reativa
Doente tipo Mulheres, >65 anos Mulheres, 35-50a, Hx familiar + Hx pessoal/familiar de psoríase Homens 30-60a, abuso de Mulheres, s/ consumo + velhos DM, Homens, jovens,
álcool/alimentos ricos em de álcool, >50a imunodeprimidos, ass. c/ HLA-B27;
purinas drogas IV, próteses risco aumentado se
articulares… HIV
Curso da Crónico, progressivo (doença degenerativa) Crónico, frequentemente c/ períodos Crónico, progressivo Ataques agudos; pode ≈ Gota Agudo Agudo
doença de agravamento e remissão (DAI) tornar-se crónico
Clínica S/ sintomas constitucionais Dor de carácter inflamatório + Lesões psoriáticas e alt. ungueais Inflamação articular c/ dor Inflamação articular Inflamação articular Poliartrite
Dor de carácter mecânico sintomas sistémicos (fraqueza, Dactilite (dedo de salsicha) intensa (+ no 1º metatarso: exuberante, c/ (assimétrica/migrat
astenia…) Entesite podagra) limitação de movs., ória), conjuntivite,
Uveíte sintomas sistémicos disúria/uretrite
(febre, mal-estar geral) (can't see, cant pee,
can't bend the
knee)
Simetria do Assimétrica, mas habitualmente bilateral Simétrica Simétrica Assimétrica Assimétrica Assimétrica Assimétrica
envolviment
o articular
Padrão da Poliartrite predominante nas grandes articulações Poliartrite (++ punhos, articulações Poliartrite ou oligoartrite (++ Monoartrite (++ podagra, Monoartrite (+ joelho e Monoartrite Poliartrite
doença (joelhos, anca, coluna lombar) quando atinge as mãos, MCF e interfalângicas proximais) interfalângicas distais e/ou joelho e polegar) punho e cotovelo)
tem predomínio pelas articulações distais (poupa os Deformidades típicas dos dedos (def. envolvimento axial)
punhos e as art. MCF) - IFP (Bouchard) e IFD em botoeira/pescoço de cisne…) Por vezes afeta as grandes
(Haberden) Tbm pode afetar grandes articulações articulações
Dx Clínica Clínica Clínica + imagiologia (dedos c/ Artrocentese (cristais de Artrocentese (cristais Artrocentese (líquido Clínica + aumento
Exames de imagem (não necessários) - Rx: LOSS VS ↑ deformidade em lápis; monourato de sódio, forma de pirofosfato de cálcio; purulento/opaco, > parâmetros inf.
FR, anti-CCP sindesmófitos e ossificação de agulha, c/ birrefringência forma rombóide, 50.000 leuc., glucose (PCR e VS)
paravertebral assimétrica + FR neg. neg. à luz polarizada birrefringência positiva) diminuída, cultura +) HLA-B27 pode ser +
Tratamento Medidas não farmacológicas (exerc. aeróbio), analgesia Analgesia/corticóides em fase aguda; ≈ AR + tx da psoríase Analgesia ± tx Analgesia Drenagem e ATB AINEs
pontual, eventualmente prótese para det. articulações DMARDs como tx de manutenção hipourecemiante
Generalidades
História Típica: • Doença musculoesquelética + comum e grande causa de incapacidade (não mata mas
mói)
Mulher pós menopausa (++ velhas) com dor e alt.
• Doença degenerativa cuja prevalência aumenta com a idade
degenerativas articulares, assimétricas, + • Mais frequente em mulheres pós-menopausa (++ > 60a)
joelho/anca/coluna lombar e mãos (predomínio • Heritabilidade é preponderante (até mesmo relativamente à articulação afetada)
pelas IFD e IFP, poupando punhos e MCF), com • Obesidade (ao contrário da osteoporose) e hx de trauma articular são também
rigidez matinal < 1 hora e ritmo mecânico. importantes f. risco
Laboratório: Imagem:
↑ VS e PCR – correlacionam-se com a atividade da doença RX:
Anemia e trombocitose • Maioria dos doentes com diagnóstico recente não tem alterações (só
Dosear anticorpos para dx! Não se medem por rotina aos 2 anos de doença): A AUSÊNCIA DE EROSÕES NO RX NÃO EXCLUI
• Fator Reumatóide (FR): O DX DE AR!! (nem faz parte dos critérios de dx)
o Autoanticorpo IgM contra Fc IgG • Fazemos RX mãos, punhos e pés no início e anualmente
o Sensibilidade de 80% mas pode haver AR • Típico:
seronegativa ○ Osteopenia periarticular (1º)
o Pouco específica para AR (existe mesmo em ○ Erosões marginais
indivíduos saudáveis, LES, SS, endocardite, ○ ↓ espaço articular simétrico (na OA: assimétrico/irregular)
sarcoidose, HCV, HBV e vasculite) Ecografia: deteta as erosões mais pequenas e em fases mais precoces e é +
o Não se correlaciona com a atividade da doença mas sim sensível na deteção de sinovite subclínica
com doença mais severa e com manifestações extra-
RMN: obviamente melhor a detetar tudo mas é caro e pouco disponível, +
articulares
para alterações coluna
• Anti-CCP:
Artrocentese:
o Sensibilidade = FR mas especificidade ↑↑
• Não se faz para dx mas é útil no DD com infeção ou artropatia
o Podem ser detetados mesmo antes da AR clínica e
microcristalina se atingimento monoarticular
antes do FR, também associados a doença pior
• Não é específica, simplesmente mostra inflamação:
mas não se correlacionam com atividade
○ Células 5000-50.000
○ Predomínio de neutrófilos
○ Sem cristais e estéril e líquido turvo
TRATAMENTO Objetivo: ↓ dor e desconforto, prevenir a deformação e perda da função articular normal, manter a vida normal
Quanto + cedo melhor!!