JUSTIFICATIVA DE CONCEITO: ____________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________
__________________REGULAMENTO
_________________________DISCIPLINAR
_____________________DA _____POLÍCIA
___________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
_____________DECRETO
________________Nº
____8.962,
_________DE
_____11
____MAR
________81
____(D.O.
________DE
_____26/04/81)
____________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________________________
_______________________________________________Dispõe
_________sobre
________o__Regulamento
__________________Disciplinar
____________da
________________________________________________________________________________________________
Polícia Militar do Estado da Paraíba e dá outras
providências.
INSTRUÇÕES
GOVERNADOR Decreto NDO
º 8.46ESTADO
3, de 22 de AbrDA
il de19PARAÍBA,
80, Regulamento dusando
e Promoçõesdas
de Pratribuições
aças PM/CBM. que lhe
confere o Art. 61 da Constituição do Estado,
C APITULO V
DECRETA:
D OS Q UADRO S DE AC ESSO
Art. 1º - Fica aprovado o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do
Estado da Paraíba,
Artigo 51 -que
A Ficcom
ha de ceste
onceitobaixa.
de Sargento contaerá dados indispensáveis à aprecianção dos Sa Sargentos
nos aspectos moral, profissional, intelectual, físico e de conduta civil e será preenchida de próprio punho polos comandantes, chefes
ou diretories de Art.
O P M2º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, ficando
revogado o Decreto nº 7.506, de 03 de fevereiro de 1978.
Parágrafo Único - Os atributos em apreciação receberão os seguintes valores:
1) Excelente - 80
PALÁCIO
2) Muito Bom DO
- 6GOVERNO
0 DO ESTADO DA PARAÍBA, em João Pes-
3) Bom - 50
soa, 11 de março de
4) Regular
1981; 93º
- 20
da Proclamação da República.
5) Insuficiente - 00
Artigo 52 - No pTARCÍSIO
renchimento da FicDE
ha de MIRANDA
Conceito de SargentBURITY
o deverão ser observada as seguintes prescrições:
1) o conceito seeerá dado em forma nemérica para cada atributo
GOVERNADOR
2) a Ficha conterá, no mínimo trinta atributos apreciados, asinalando- se com NO os demais:
3) o Conceito Final, expresso em valor numérico, será igual a média aritmética dos atribtos, não computados os
NO , com aproximação até miléssimo
Artigo 53 - QuantGERALDO
o o Conceito FinalçAMORIM
for superior a 70NAVARRO
ou inferior a 30, o Comandante, Chefe ou Diretor de
OPM deverá juntar à Ficha de justificativa fundamentada
SECRETARIO DA SEGURANÇA PÚBLICA
Artigo 54 - a Ficha de conceito de um graduado, movimentado de uma npara outra OPM e que até 30 de janeiro
tenha menos de noventa dias de apresentaçao, pronto para o serviço na OPM de destino, será aprenchida na OPM de origem que
providenciará a remessa direetamente à Comissão de Promoções de Praças
SEVERINO TALIÃO DE ALMEIDA
CEL PM CMT-GERAL
222
20 out *
25 Set"
OPM
"Até *
TÍTULO I
PRO MOÇ ÕES DE 10 DE OUT
DISPOSIÇÕES GERAIS
15 Abr"
10 Jun"
"Até *
"Até *
CPP
CAPÍTULO I
ÓRGÃO S RESPONSÁVEIS
30 Dez"
10 O ut"
15 Set"
"Até *
"Até *
REGULAMENTO DE PROMOÇ ÕES DE PRAÇ AS - ANEXO "D"
"Até
DP
PRO CESSAMENTO DAS PROMOÇ ÕES DE SARGENTOS
GENERALIDADES
31 jan *
20 Jan"
OPM
"Até *
Art. 1º - O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado da
PROMOÇÕES DE 03 DE FEV
Paraíba, tem por finalidade especificar e classificar as transgressões disciplinares,
C ALEN DÁRI0
estabelecer normas relativas à amplitude e à aplicação das punições disciplinares, à
classificação do comportamento policial-militar das praças e à interposição de
10 Dez"
30 Jul"
"Até *
"Até *
CPP
recursos contra a aplicação das punições.
Parágrafo Único – São também tratadas, em partes, Regulamento, as re-
compensas especificadas no Estatuto dos Policiais-Militares.
30 Abr"
03 Fev"
05 Jan"
"Até *
"Até *
Art. 2º - A camaradagem torna-se indispensável à formação e ao convívio
"Até
DP
policial-militar, cumprindo existir as melhores relações sociais entre os policiais
militares.
Parágrafo Único – Incumbe aos superiores incentivar e manter a harmo-
nia e a amizade entre seus subordinados.
"Entrada das Atas de Inspeção de
"Encerramento das alterações dos
Sgt para a organização dos QAA
Cómputo das vagas existentes
"Remessa à C PP das Folhas
"Promoção por antiguidade
Art. 3º - A civilidade é parte da Educação Policial-Militar e como tal de
"Promulgação dos QA em
PR0VIDÊNCIAS
"Fixação de limites para a
organização dos Q A"
interesse vital para a disciplina consciente. Importa ao superior tratar os subordina-
e Merecimento"
Saúde Médica"
de Alterações"
Boletim Geral"
dos, em geral, e os recrutas em particular, com urbanidade e justiça, interessando-se
e Q AM"
pelos seus problemas. Em contrapartida o subordinado é obrigado a todas as provas
de respeito e deferência para com seus superiores, de conformidade com os regula-
mentos policiais-militares.
Parágrafo Único – As demonstrações de camaradagem, cortesia e consi-
deração, obrigatórias entre os policiais-militares devem ser dispensadas aos milita-
res das Forças Armadas e aos policiais-militares de outras Corporações.
223
Art. 4º - Para efeito deste Regulamento, todas as Organizações Policiais-
Militares, tais como: Quartel do Comando-Geral, Comandos de Policiamento, Dire-
torias, Estabelecimentos, Repartições, Escolas, Campos de Instrução, Centros de
Formação e Aperfeiçoamento, Unidades Operacionais e outras, serão denominadas
de “OPM”.
Parágrafo Único – Para efeito deste Regulamento, Comandantes, Direto-
res e Chefes de OPM serão denominados “Comandantes”.
CAPÍTULO II
PRINCÍPIOS GERAIS DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA
Art. 5º - A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis
diferentes, dentro da estrutura das Forças Armadas e das Forças Auxiliares por
postos e graduações.
Parágrafo Único – A ordenação dos postos e graduações na Polícia Militar
se faz conforme preceitua o Estatuto dos Policiais-Militares.
Art. 6º - A disciplina policial-militar é a rigorosa observância e o
acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se
pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes
do organismo policial-militar.
§ 1º - São manifestações essenciais de disciplina:
1) a correção de atitude;
2) a obediência pronta às ordens dos superiores hierárquicos;
3) a dedicação integral ao serviço;
4) a colaboração espontânea à disciplina coletiva e à eficiência
da instituição;
5) a consciência das responsabilidades;
6) a rigorosa observância das prescrições regulamentares.
224
§ 2º - A disciplina e o respeito a hierarquia devem ser mantidos
permanentemente pelos policiais-militares na ativa e na inatividade.
Art. 7º - As ordens devem ser prontamente obedecidas.
§ 1º - Cabe ao policial-militar a inteira responsabilidade pelas ordens
que der e pelas conseqüências que delas advierem.
§ 2º - Cabe ao subordinado, ao receber uma ordem, solicitar os
esclarecimentos necessários ao seu total entendimento e compreensão.
§ 3º - Quando a ordem importar em responsabilidade criminal para o
executante, poderá o mesmo solicitar sua confirmação por escrito, cumprindo à
autoridade que a emitiu, atender a solicitação.
§ 4º - Cabe ao executante, que exorbitar no cumprimento da ordem
recebida, a responsabilidade pelos excessos e abusos que cometer.
CAPÍTULO III
ESFERA DA AÇÃO DO REGULAMENTO DISCIPLINAR E COMPETÊNCIA
PARA SUA APLICAÇÃO
Art. 8º - Estão sujeitos a este Regulamento, os policiais-militares na ativa
e os na inatividade.
Parágrafo Único – Os alunos de órgãos específicos de formação de polici-
ais-militares também estão sujeitos aos regulamentos, normas e prescrições das OPM
em que estejam matriculados.
Art. 9º - As disposições deste Regulamento aplicam-se aos policiais-mili-
tares na inatividade quando, ainda no meio civil, se conduzam, inclusive por mani-
festações através da imprensa, de modo a prejudicar os princípios da hierarquia, da
disciplina, do respeito e do decoro policial-militar.
Art. 10 - A competência para aplicar as prescrições contidas neste Regu-
lamento é conferida ao cargo e não ao grau hierárquico.
São competes para aplica-las:
225
1) O Governador do Estado, a todos os integrantes da Polícia
Militar;
2) O Cmt-Geral, aos que estiverem sob o seu comando;
3) O Chefe do EMG, Comandante de Policiamento da Capital,
Comandante de Policiamento do Interior, Comandantes de Policiamento de Áreas,
Comandante de Corpo de Bombeiros e Diretores de Órgãos de Direção Setorial, aos
que estiverem sob suas ordens;
4) O Subchefe do EMG, Ajudante Geral e Comandantes de OPM,
aos que estiverem sob suas ordens;
5) Os Subcomandantes de OPM, Chefes de Seção, de Serviços e
de Assessorias, cujos cargos sejam privativos de oficiais superiores, aos que estive-
rem sob suas ordens;
6) Os demais Chefes de Seção, até o nível Batalhão, inclusive,
Comandantes de Subunidades incorporadas e de Pelotões destacados, aos que esti-
verem sob suas ordens.
Parágrafo Único – A competência conferida aos Chefes de Seção, de Ser-
viços e de Assessorias, limitar-se-á às ocorrências relacionadas às atividades ineren-
tes ao serviço de suas repartições.
Art. 11 - Todo policial-militar que tiver conhecimento de um fato contrá-
rio à disciplina deverá participar ao seu chefe imediato por escrito ou verbalmente.
Neste último caso, deve confirmar a participação, por escrito, no prazo de 48 horas.
§ 1º - A parte deve ser clara, concisa e precisa; deve conter os dados
capazes de identificar as pessoas ou coisas envolvidas, o local, a data e hora da
ocorrência a caracterizar as circunstâncias que a envolveram, sem tecer comentários
ou opinião pessoal.
§ 2º - Quando, para preservação da disciplina e do decoro da Corporação,
a ocorrência exigir uma pronta intervenção mesmo sem possuir ascendência funci-
onal sobre o transgressor, a autoridade policial-militar de maior antiguidade que
presenciar ou tiver conhecimento do fato deverá tomar imediatas e enérgicas provi-
dências, inclusive prende-lo “em nome da autoridade competente”, dando ciência a
esta, pelo meio mais rápido, da ocorrência e das providências em seu nome tomadas.
§ 3º - Nos casos de participação de ocorrências com policiais-militares de
OPM diversas daquela a que pertence o signatário da parte, deve este, direta ou
indiretamente, ser notificado da solução dada, no prazo máximo de seis dias úteis.
226
Expirando este prazo, deve o signatário da parte informar a ocorrência referida à
autoridade a que estiver subordinado.
§ 4º - A autoridade, a quem a parte disciplinar é dirigida, deve dar a
solução no prazo de quatro dias úteis podendo, se necessário, ouvir as pessoas envol-
vidas obedecidas às demais prescrições regulamentares. Na impossibilidade de
solucioná-la neste prazo o seu motivo deverá ser necessariamente publicado em
boletim e neste caso, o prazo poderá ser prorrogado até 20 dias.
§ 5º - A autoridade que receber a parte, não sendo competente para solu-
ciona-la, deve encaminha-la a seu superior imediato.
Art. 12 - No caso de ocorrência disciplinar envolvendo policiais-militares
de mais de uma OPM, caberá ao Comandante imediatamente superior da linha de
subordinação, apurar (ou determinar a apuração) dos fatos, procedendo a seguir de
conformidade com o Art. 11 e seus parágrafos, do presente Regulamento, com os
que não sirvam sob a sua linha de subordinação funcional.
Parágrafo Único – No caso de ocorrência disciplinar envolvendo milita-
res (FA) e policiais-militares, a autoridade policial-militar competente deverá tomar
as medidas disciplinares referentes aos elementos a ela subordinados, informando o
escalão superior sobre a ocorrência, as medidas tomadas e o que foi por ela apurado,
dando ciência também ao Comandante Militar interessado.
TÍTULO II
TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES
CAPÍTULO IV
Art. 13 - Transgressão disciplinar é qualquer violação dos princípios da
ética, dos deveres e das obrigações policiais-militares, na sua manifestação elemen-
tar e simples e qualquer omissão ou ação contrária aos preceitos estatuídos em leis,
regulamentos, normas ou disposições, desde que não constituam crime.
Art. 14 - São transgressões disciplinares:
227
1) Todas as ações ou omissões contrárias à disciplina policial-
militar, especificadas no Anexo I do presente Regulamento;
2) Todas as ações, omissões ou atos, não especificados na relação
de transgressões do Anexo I, que afetem a honra pessoal, o pundonor policial-
militar, o decoro da classe ou o sentimento do dever e outras prescrições contidas
no Estatuto dos Policiais-Militares, leis e regulamentos, bem como aquelas praticadas
contra regras e ordens de serviço estabelecidas por autoridades competentes.
CAPÍTULO V
JULGAMENTO DAS TRANSGRESSÕES
Art. 15 - O julgamento das transgressões deve ser precedido de um exame
e de uma análise que considerem:
1) os antecedentes do transgressor;
2) as causa que as determinaram;
3) a natureza dos fatos ou os atos que a envolveram;
4) as conseqüências que dela possam advir.
Art. 16 - No julgamento das transgressões podem ser levantadas causa
que justifiquem a falta ou circunstâncias que a atenuem e/ou agravem.
Art. 17 - São causas de justificação:
1) ter sido cometida à transgressão na prática de ação meritória,
no interesse do serviço ou da ordem publica;
2) ter cometido a transgressão em legítima defesa, própria ou de
outrem;
3) ter sido cometida à transgressão em obediência à ordem supe-
rior;
4) ter sido cometida à transgressão pelo uso imperativo de meios
violentos a fim de compelir o subordinado a cumprir rigorosamente o seu dever, no
228
caso de perigo, necessidade urgente, calamidade pública, manutenção da ordem e da
disciplina;
5) ter havido motivo de força maior, plenamente comprovado e
justificado;
6) nos casos de ignorância, plenamente comprovada, desde que
não atente contra os sentimentos de patriotismo, humanidade e probidade.
Parágrafo Único – Não haverá punição quando reconhecida qualquer causa
de justificação.
Art. 18 - São circunstâncias atenuantes:
1) bom comportamento;
2) relevância de serviço prestado;
3) ter sido cometida à transgressão para evitar mal maior;
4) ter sido cometida à transgressão em defesa própria, de seus
direitos ou de outrem desde que não constitua causa de justificação;
5) falta de prática no serviço.
Art. 19 - São circunstância agravantes:
1) mau comportamento;
2) prática simultânea ou conexão de duas ou mais transgressões;
3) reincidência de transgressão mesmo punida verbalmente;
4) conluio de duas ou mais pessoas;
5) ser praticada a transgressão durante a execução do serviço;
6) ser cometida a falta em presença de subordinado;
7) ter abusado o transgressor de sua autoridade hierárquica;
8) ser praticada a transgressão com premeditação;
9) ter sido praticada à transgressão em presença de tropa;
10) ter sido praticada à transgressão em presença de publico.
229
CAPÍTULO VI
CLASSIFICAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES
Art. 20 - A transgressão da disciplina deve ser classificada, desde que não haja
causa de justificação, em:
1) leve;
2) média;
3) grave.
Parágrafo Único – A classificação da transgressão compete a quem com-
pete aplicar a punição, respeitadas as considerações estabelecidas no Art. 15.
Art. 21 - A transgressão da disciplina deve ser classificada como “grave”
quando, não chegando a constituir crime, constitua a mesma, ato que afete o senti-
mento do dever, a honra pessoal, o pundonor policial-militar ou o decoro da classe.
TÍTULO III
PUNIÇÕES DISCIPLINARES
CAPÍTULO VII
GRADAÇÃO E EXECUÇÃO DAS PUNIÇÕES
Art. 22 - A punição disciplinar objetiva o fortalecimento da disciplina.
Parágrafo Único – A punição deve ter em vista o benefício educativo ao
punido e à coletividade a que ele pertence.
Art. 23 - As punições disciplinares a que estão sujeitos os policiais-mili-
tares, segundo a classificação resultante do julgamento da transgressão, são as se-
230
guintes, em ordem de gravidade crescente:
1) advertência;
2) repreensão;
3) detenção
4) prisão e prisão em separado;
5) licenciamento e exclusão a bem da disciplina.
Parágrafo Único – As punições disciplinares de detenção e prisão não
podem ultrapassar a trinta dias.
Art. 24 - Advertência – É a forma mais branda de punir, consiste numa
admoestação feita verbalmente ao transgressor, podendo ser em caráter particular
ou ostensivamente.
§ 1º - Quando ostensivamente poderá ser na presença de superiores, no
círculo de seus pares ou na presença de toda ou parte da OPM.
§ 2º - Advertência, por ser verbal, não deverá constar das alterações do
punido, devendo, entretanto, ser registrada em ficha disciplinar.
Art. 25 - Repreensão – É a punição que, publicada em boletim, não priva
o punido da liberdade.
Art. 26 - Detenção – consiste no cerceamento da liberdade do punido, o
qual deve permanecer no local que lhe for determinado, normalmente o quartel, sem
que fique, no entanto, confinado.
§ 1º - O detido comparece a todos os atos de instrução e serviços.
§ 2º - Em casos especiais, a critério da autoridade que aplicou a punição,
o oficial ou aspirante pode ficar detido em sua residência.
Art. 27 - Prisão – consiste no confinamento do punido em local próprio e
designado para tal.
§ 1º - Os policiais-militares dos diferentes círculos de oficiais e praças
estabelecidos no Estatuto dos Policiais-Militares não poderão ficar presos no mesmo
compartimento.
§ 2º - São lugares de prisão:
231
- Para oficiais e Asp Of. - determinado pelo Comandante no aquar-
telamento;
- Para Subten e Sgt - compartimento denominado de “prisão de
Subten e Sgt”;
- Para as demais praças - compartimento fechado denominado
“xadrez”.
§ 3º - Em casos especiais, a critério da autoridade que aplicou a punição,
o oficial ou aspirante a oficial pode ter sua residência como local de cumprimento de
prisão, quando esta não for superior a 48 horas.
§ 4º - Quando a OPM não dispuser de instalação apropriadas, cabe a
autoridade que aplicou a punição, solicitar ao escalão superior local para servir de
prisão em outra OPM.
§ 5º - Os presos disciplinares devem ficar separados dos preso à disposi-
ção da justiça.
§ 6º - Compete a autoridade que aplicou a primeira punição de prisão à
praça, ajuizar da conveniência e necessidade de não confinar o punido, tendo em
vista os altos interesses da ação educativa da coletividade e a elevação do moral da
tropa. Neste caso, esta circunstância será fundamentalmente publicada em Boletim
da OPM e o punido terá o quartel por menagem.
Art. 28 - A prisão deve ser cumprida sem prejuízo da instrução e dos
serviços internos. Quando o for com prejuízo, esta condição deve ser declarada em
Boletim.
Parágrafo Único – O punido fará suas refeições no refeitório da OPM, a
não ser que o Comandante determine o contrário.
Art. 29 - Em casos especiais, a punição pode ser agravada para “Prisão
em Separado”, devendo o punido permanecer confinado e isolado, fazendo suas
refeições no local da prisão. Este agravamento não pode exceder à metade da puni-
ção aplicada.
Parágrafo Único – A prisão em separado deve constituir em princípio a
parte inicial do cumprimento da punição e não deve exceder à metade da punição
aplicada.
Art. 30 - O recolhimento de qualquer transgressor à prisão, sem nota de
punição publicada em Boletim Interno da OPM (OBM), só pode ocorrer por ordem
232
das autoridades referidas nos itens nºs 1), 2), 3) e 4) do Art. 10.
Parágrafo Único – O disposto neste artigo não se aplica no caso configu-
rado no § 2º, do Art. 11, ou quando houver:
1) presunção ou indício de crime;
2) embriaguez;
3) ação de psicotrópico;
4) necessidade de averiguação;
5) necessidade de incomunicabilidade.
Art. 31 - Licenciamento e Exclusão a bem da disciplina, consiste no
afastamento, “ex-officio”, do policial-militar das fileiras da Corporação, conforme
prescrito no Estatuto dos Policiais-Militares.
§ 1º - O licenciamento a bem da disciplina deve ser aplicado à paca sem
estabilidade assegurada, mediante a análise de suas alterações, por iniciativa do
Comandante, ou por ordem das autoridades relacionadas nos itens nºs 1), 2) e 3) do
Art. 10, quando:
1. a transgressão afeta o sentimento do dever, a honra pessoal, o
pundonor militar e o decoro, e como repressão imediata, assim se torna absolutamente
necessária à disciplina;
2. no comportamento MAU, se verifica a impossibilidade de
melhoria de comportamento, como está prescrito neste Regulamento;
3. houver condenação por crime militar, excluídos os culposos;
4. houver prática de crime comum, apurado em inquérito,
excluídos os culposos.
§ 2º - A exclusão a bem da disciplina deve ser aplicada “ex-officio” ao
aspirante a oficial e à praça com estabilidade assegurada, de acordo com o prescrito
no Estatuto dos Policiais-Militares.
§ 3º - O licenciamento a bem da disciplina poderá ser aplicada às praças
sem estabilidade assegurada em virtude de condenação por crime militar ou prática
de crime comum, de natureza culposa, a critério das autoridades relacionadas nos
itens 1), 2) e 3), do art. 10.
233
Art. 32 - A aplicação da punição compreende uma discrição sumária,
clara e precisa dos fatos e circunstâncias que determinaram a transgressão, o
enquadramento da punição e a decorrente publicação em Boletim da OPM.
§ 1º - Enquadramento – É a caracterização da transgressão acrescida de
outros detalhes relacionados com o comportamento do transgressor, cumprimento
da punição ou justificação. No enquadramento são necessariamente mencionados:
1) a transgressão cometida, em termos precisos e sintéticos e a
especificação em que a mesma incida pelos números constantes do Anexo I ou pelo
item 2) do Art. 14. Não devem ser emitidos comentários deprimentes e/ou ofensi-
vos, sendo porém permitidos os ensinamentos decorrentes, desde que não conte-
nham alusões pessoais;
2. os itens, artigos e parágrafos das circunstâncias atenuantes e/
ou agravantes, ou causa de justificação;
3. a classificação da transgressão;
4. a punição imposta;
5. o local do cumprimento da punição, se for o caso;
6. a classificação do comportamento militar em que a praça puni-
da permaneça ou ingresse;
7. a data de início do cumprimento da punição, se o punido tiver
sido recolhido de acordo com o parágrafo 2º do artigo 11;
8. a determinação para posterior cumprimento, se o punido esti-
ver baixado, afastado do serviço ou a disposição de outra autoridade.
§ 2º - Publicação em Boletim – É o ato administrativo que formaliza a
aplicação da punição ou a sua justificação.
§ 3º - Quando ocorrer causa de justificação, no enquadramento e na pu-
blicação em Boletim, menciona-se a justificação da falta, em lugar da punição im-
posta.
§ 4º - Quando a autoridade que aplica a punição não dispuser de Boletim
para a sua publicação, esta deve ser feita, mediante solicitação escrita no da autori-
dade imediatamente superior.
Art. 33 - A aplicação da punição deve ser feita com justiça, seriedade e
imparcialidade, para que o punido fique consciente e convicto de que a mesma se
234
inspira no cumprimento exclusivo do dever.
Art. 34 - A publicação da punição imposta a oficial ou a aspirante a ofici-
al, em princípio, deve ser em Boletim Reservado, podendo ser em Boletim Ostensi-
vo, se as circunstâncias ou a natureza da transgressão, assim o recomendarem.
Art. 35 - A aplicação da punição deve obedecer às seguintes normas:
1) A punição deve ser proporcional a gravidade da transgressão,
dentro dos seguintes limites:
a) de advertência até 10 dias de detenção para transgressão
leve;
b) de detenção até 10 dias de prisão para a transgressão média;
c) de prisão à punição prevista no Art. 31, deste Regulamento
para a transgressão grave.
2) A punição não pode atingir até o máximo previsto no item
anterior, quando ocorrerem apenas circunstâncias atenuantes.
3) A punição deve ser dosada quando ocorrerem circunstâncias
atenuantes e agravantes.
4) Por uma única transgressão não deve ser aplicada mais de
uma punição.
5) Na punição disciplinar, no entanto, não exime o punido da
responsabilidade civil, que lhe couber.
6)Na ocorrência de mais de uma transgressão sem conexão entre
si, a cada uma deve ser imposta a punição correspondente. Em caso contrário, as de
maior gravidade serão consideradas como circunstâncias agravantes da transgres-
são principal.
§ 1º - No concurso de crime e transgressão disciplinar quando forem da
mesma natureza, deve prevalecer a aplicação da pena relativa ao crime, se como tal
houver capitulação.
§ 2º - A transgressão disciplinar será apreciada para efeito de punição,
quando da absolvição ou de rejeição da denúncia.
Art. 36 - A aplicação da primeira punição classificada como “prisão”é
da competência do Comandante.
235
Art. 37 - Nenhum policial-militar deve ser interrogado ou punido em
estado de embriaguez ou sob a ação de psicotrópicos.
Art. 38 - O início do cumprimento da punição disciplinar deve ocorrer
com a distribuição do Boletim da OPM que publica a aplicação da punição.
§ 1º - O tempo de detenção ou prisão, antes da respectiva publicação em
BI, não deve ultrapassar de 72 horas.
§ 2º - A contagem do tempo de cumprimento da punição vai do momento
em que o punido for recolhido até aquele em que for posto em liberdade.
Art. 39 - A autoridade que necessitar punir seu subordinado, à disposição
ou serviço de outra autoridade, deve a ela requisitar a apresentação do punido para
a aplicação da punição.
Parágrafo Único – Quando o local determinado para o cumprimento da
punição não for a sua OPM, pode solicitar àquela autoridade que determine o reco-
lhimento do punido diretamente ao local designado.
Art. 40 - O cumprimento da punição disciplinar, por policial-militar afas-
tado do serviço, deve ocorrer após a sua apresentação, pronto na OPM, salvo nos
casos de preservação da disciplina e do decoro da Corporação.
Parágrafo Único – A interrupção de licença especial, licença para tratar
de interesse particular ou de licença para tratamento de saúde de pessoa da família,
para cumprimento de punição disciplinar, somente ocorrerá quando autorizada pe-
las autoridades referidas nos itens 1) e 2) do Art. 10.
Art. 41 - As punições disciplinares, de que trata este Regulamento, de-
vem ser aplicadas de acordo com as prescrições no mesmo estabelecidas. A punição
máxima que cada autoridade referida no Art. 10 pode aplicar, acha-se especificada
no Quadro de punição máxima (Anexo II).
§ 1º - Quando duas autoridades de níveis hierárquicos diferentes, ambas
com ação disciplinar sobre o transgressor, conhecerem da transgressão, à de nível
mais elevado competirá punir, salvo se entender que a punição está dentro dos limi-
tes de competência ao menor nível, caso em que esta comunicará ao superior a
sanção disciplinar que aplicou.
§2º - Quando uma autoridade, ao julgar uma transgressão, concluir que a
punição a aplicar está além do limite máximo que lhe é autorizado, cabe a mesma
236
solicitar à autoridade superior, com ação disciplinar sobre o transgressor, a aplica-
ção da punição devida.
Art. 42 - A interrupção da contagem de tempo da punição, nos casos de
baixa a hospital ou enfermaria e outros, vai do momento em que o punido for retira-
do do local de cumprimento da punição até o seu retorno.
Parágrafo Único – O afastamento e o retorno do punido ao local de cum-
primento da punição devem ser publicados em Boletim.
CAPÍTULO IX
MODIFICAÇÃO NA APLICAÇÃO DAS PUNIÇÕES
Art. 43 - A modificação da aplicação da punição pode ser realizada pela
autoridade que a aplicou ou por outra, superior e competente, quando tiver
conhecimento de fatos que recomendem tal procedimento.
Parágrafo Único – As modificações da aplicação da punição são:
1) anulação;
2) relevação;
3) atenuação;
4) agravação
Art. 44 - A anulação da punição consiste em tornar sem efeito a aplicação
da mesma.
§ 1º - Deve ser concedida quando for comprovado ter ocorrido injustiça
ou ilegalidade na sua aplicação.
§ 2º - Far-se-á em obediência aos prazos seguintes:
1. em qualquer tempo e em qualquer circunstância, pelas
autoridades especificadas nos itens 1) e 2) do Art. 10;
2. no prazo de 60 dias, pelas demais autoridades.
237
§ 3º - A anulação sendo concedida ainda durante o cumprimento de
punição, importa em ser o punido posto em liberdade imediatamente.
Art. 45 - A anulação da punição deve eliminar toda e qualquer anotação
e/ou registro nas alterações do militar, relativos à sua aplicação.
Art. 46 - A autoridade que tome conhecimento de comprovada ilegalidade
ou injustiça na aplicação de punição e não tenha competência para anula-la ou não
dispunha dos prazos referidos no § 2º, do Art. 44, deve propor a sua anulação à
autoridade competente, fundamentadamente.
Art. 47 – A relevação de punição consiste na suspensão do cumprimento
da punição imposta.
Parágrafo Único – A relevação da punição pode ser concedida:
1. quando ficar comprovado que foram atingidos os objetivos
visados com a aplicação da mesma, independentemente do tempo de punição a
cumprir;
2. por motivo de passagem de comando, data de aniversário da
PM, ou data nacional quando já tiver sido cumprida pelo menos metade da punição.
Art. 48 - A atenuação de punição consiste na transformação da punição
proposta ou aplicada em uma menos rigorosa, se assim o exigir o interesse da disci-
plina e da ação educativa do punido.
Art. 49 - A agravação de punição consiste na transformação da punição
proposta ou aplicada em uma mais rigorosa, se assim o exigir o interesse da discipli-
na e da ação educativa do punido.
Parágrafo Único A “prisão em separado” é considerada como uma das
formas de agravação de punição de prisão para soldado.
Art. 50 - São competentes para anular, relevar, atenuar e agravar as puni-
ções impostas por si ou por seus subordinados – as autoridades discriminadas no
Art. 10, devendo esta decisão ser justificada em Boletim.
TÍTULO IV
COMPORTAMENTO POLICIAL-MILITAR
238
CAPÍTULO X
CLASSIFICAÇÃO RECLASSIFICAÇÃO E MELHORIA DE
COMPORTAMENTO
Art. 51 - O comportamento policial-militar das praças espelha o seu pro-
cedimento civil e policial-militar sob o ponto de vista disciplinar.
§ 1º - A classificação, a reclassificação e a melhoria de comportamento,
são da competência do Comandante-Geral e dos Comandantes de OPM, obedecidos
o disposto neste Capítulo e necessariamente publicadas em Boletim.
§ 2º - Ao ser incluído na Polícia Militar, a praça será classificada no
comportamento “Bom”.
Art. 52 - O comportamento policial-militar das praças dever ser classifi-
cado em:
1. Excepcional – quando no período de oito (8) anos de efetivo
serviço não tenha sofrido qualquer punição disciplinar;
2. Ótimo – quando no período de quatro (4) anos de efetivo servi-
ço tenha sido punida com até uma detenção;
3. Bom – quando no período de dois anos de efetivo serviço tenha
sido punida com até duas prisões;
4. Insuficiente – quando no período de um ano de efetivo serviço
tenha sida punido com até duas prisões;
5. Mau – quando no período de um ano de efetivo serviço tenha
sido punida com mais de duas prisões.
Art. 53 - A reclassificação de comportamento de soldado, com punição de
prisão de mais de 20 dias agravada para “prisão em separado”, é feita automatica-
mente para o comportamento mau, qualquer que seja o seu comportamento anterior.
Art. 54 - A contagem de tempo para melhoria de comportamento, que é
automática, decorridos os prazos estabelecidos no Art. 52, começa a partir da data
239
em que se encerra o cumprimento da punição.
Art. 55 - Para efeito de classificação, reclassificação e melhoria de com-
portamento, tão somente de que trata este Capítulo:
1. duas repreensões eqüivalem a uma detenção;
2. quatro repreensões eqüivalem a uma prisão;
3. duas detenções eqüivalem a um prisão.
TÍTULO V
DIREITOS E RECOMPENSAS
CAPÍTULO XI
APRESENTAÇÃO DE RECURSOS
Art. 56 - Interpor recursos disciplinares é direito concedido ao policial-
militar que se julgue, ou julgue subordinado seu, prejudicado, ofendido ou injustiçado,
por superior hierárquico, na esfera disciplinar.
Parágrafo Único – São recursos disciplinares:
1. o pedido de reconsideração de ato;
2. a queixa;
3. a representação.
Art. 57 - A reconsideração de ato – É o recurso interposto mediante re-
querimento, por meio do qual o policial-militar, que se julgue, ou julgue subordina-
do seu, prejudicado, ofendido ou injustiçado, solicita à autoridade que praticou o
ato, que reexamine sua decisão e reconsidere o seu ato.
§ 1º - O pedido de reconsideração de ato deve ser encaminhado através da
240
autoridade a quem o requerente estiver diretamente subordinado.
§ 2º - O pedido de reconsideração de ato deve ser apresentado no prazo
máximo de dois dias úteis, a contar da data em que o policial-militar tomar oficial-
mente, conhecimento dos fatos que o motivaram.
§ 3º - A autoridade, a quem é dirigido o pedido de reconsideração de ato,
deve dar despacho ao mesmo no prazo máximo de quatro dias úteis.
Art. - Queixa – É o recurso disciplinar, normalmente redigido sob a for-
ma de ofício ou parte, interposto pelo policial-militar que se julgue injustiçado,
dirigido diretamente ao superior imediato da autoridade contra quem é apresentada
a queixa.
§ 1º - A apresentação da queixa, só é cabível após o pedido de
reconsideração de ato ter sido solucionado e publicado em Boletim da OPM onde
serve o queixoso.
§ 2º - A apresentação da queixa deve ser feita dentro de um prazo de cinco
dias úteis, a contar da publicação em Boletim da solução de que trata o parágrafo
anterior.
§ 3 - O queixoso deve informar, por escrito, à autoridade de quem vai se
queixar, do objeto do recurso disciplinar que irá apresentar.
§ 4º - O queixoso deve ser afastado da subordinação direta da autoridade
contra quem formulou o recurso, até que o mesmo seja julgado. Deve, no entanto,
permanecer na localidade, onde serve, salvo a existência de fatos que contra-indi-
quem a sua permanência na mesma.
Art. 59 - Representação – É o recurso disciplinar, normalmente, redigido
sob a forma de ofício ou parte, interposto por autoridade que julgue subordinado seu
estar sendo vítima de injustiça ou prejudicado em seus direitos, por ato de autorida-
de superior.
Parágrafo Único – A apresentação deste recurso disciplinar deve seguir
os mesmos procedimentos prescritos no Art. 58 e seus parágrafos.
Art. 60 - A apresentação do recurso disciplinar mencionado no parágrafo
único do Art. 56 deve ser feita individualmente; tratar de caso específico; cingir-se
aos fatos que o motivaram; fundamentar-se em novos argumentos, provas ou docu-
mentos comprobatórios e elucidativos e não apresentar comentários.
§ 1º - O prazo para apresentar recurso disciplinar pelo policial-militar
241
que se encontre cumprindo punição disciplinar, executando serviço ou ordem que
motive a apresentação do mesmo, começa a ser contado, cessadas as situações cita-
das.
§ 2º - O recurso disciplinar que contrarie o prescrito neste Capítulo é
considerado prejudicado pela autoridade a quem foi designado, cabendo a esta man-
dar arquiva-lo e publicar sua decisão em Boletim, fundamentadamente.
§ 3º - A tramitação do recurso deve ter tratamento de urgência em todos
os escalões.
CAPÍTULO XII
CANCELAMENTO DE PUNIÇÕES
Art. 61 - Cancelamento de punição é o direito concedido ao policial-
militar de ter cancelada a averbação de punição e outras notas a elas relacionadas,
em suas alterações.
Art. 62 - O cancelamento da punição pode ser concedido ao policial-
militar que o requerer dentro das seguintes condições:
1. não ser a transgressão, objeto da punição, atentatória ao senti-
mento do dever, a honra pessoal, ao pundonor policial-militar ou ao decoro da clas-
se;
2. ter bons serviços prestados, comprovados pela análise de suas
alterações;
3. ter conceito favorável de seu Comandante;
4. ter completado, sem qualquer punição:
a) 9 anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for de
prisão;
b) 5 anos de efetivo serviço, quando a punição a anular for de
repreensão ou detenção.
Art. 63 - A entrada de requerimento solicitando cancelamento de puni-
242
ção, bem como a solução dada ao mesmo, devem constar em Boletim.
Parágrafo Único – solução do requerimento de cancelamento de punição
é da competência do Comandante-Geral.
Art. 64 - O Comandante-Geral pode cancelar uma ou todas as punições
do policial-militar que tenha prestado comprovadamente relevantes serviços inde-
pendentemente das condições enunciadas no Art. 62 do presente Regulamento e do
requerimento do interessado.
Art. 65 - Todas as anotações relacionadas com as punições canceladas
devem ser tingidas de maneira que não seja possível a sua leitura. Na margem onde
for feito o cancelamento, deve ser anotado o número e a data do Boletim da autori-
dade que concedeu o cancelamento, sendo esta anotação rubricada pela autoridade
competente para assinar as folhas de alterações.
CAPÍTULO XIII
DAS RECOMPENSAS
Art. 66 - Recompensas constituem reconhecimentos dos bons serviços
prestados por policiais-militares.
Art. 67 - Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais são
recompensas policiais-militares:
1. o elogio;
2. as dispensas do serviço;
3. a dispensa da revista do recolher e do pernoite, nos centros de
formação, para alunos dos cursos de formação.
Art. 68 - O elogio pode ser individual ou coletivo.
§ 1º - O elogio individual, que coloca em relevo as qualidades morais e
profissionais, somente poderá ser formulado a policiais-militares que se hajam des-
tacado do resto da coletividade no desempenho de ato de serviço ou ação meritória.
Os aspectos principais que devem ser abordados são os referentes ao caráter, à cora-
gem, à inteligência, às condutas civis e policiais-militares, às culturas profissional e
243
geral, a capacidade como comandante e como administrador e à capacidade física.
§ 2º - Só serão registrados nos assentamentos dos policiais-militares os
elogios individuais no desempenho de funções próprias à Polícia Militar e concedi-
dos por autoridades com atribuições para faze-lo.
§ 3º - O elogio coletivo visa a reconhecer e a ressaltar um grupo de poli-
ciais-militares ou fração de tropa ao cumprir destacadamente determinada missão.
§ 4º - Quando a autoridade que elogiar não dispuser de Boletim para a
publicação, esta deve ser feita, mediante solicitação escrita, no da autoridade imedi-
atamente superior.
Art. 69 - As dispensas do serviço, como recompensa, podem ser:
1. dispensa total do serviço, que isenta de todos os trabalhos da
OPM, inclusive o de instrução;
2. dispensa parcial do serviço, quando isenta de alguns trabalhos,
que devem ser especificados na concessão.
§ 1º - A dispensa total do serviço é concedida pelo prazo máximo de 8
dias e não deve ultrapassar o total de 16 dias, no decorrer de um ano civil. Essa
dispensa não invalida o direito de férias.
§ 2º - A dispensa total do serviço para ser gozada fora da sede, fica subor-
dinada às mesmas regras de concessão de férias.
§ 3º - A dispensa total de serviço é regulada por períodos de 24 horas,
contados de boletim a boletim. A sua publicação de ser feita, no mínimo, 24 horas
antes do seu início, salvo motivo de força maior.
Art. 70 - A dispensa da revista do recolher e de pernoite no quartel, po-
dem ser incluídas em uma mesma concessão. Não justifica a ausência do serviço
para o qual o aluno está ou for escalado e nem da instrução a que deva comparecer.
Art. 71 - São competentes para conceder as recompensas de que trata este
Capítulo, as autoridades especificadas no artigo 10 deste Regulamento.
Art. 72 - São competentes para anular, restringir ou ampliar as recom-
pensas concedidas por si ou por seus subordinados as autoridades especificadas no
artigo 10, devendo essa decisão ser justificada em Boletim.
244
TÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 73 - Os julgamentos a que forem submetidos os policiais-militares,
perante Conselho de Justificação ou Conselho de Disciplina, serão conduzidos se-
gundo normas próprias ao funcionamento dos referidos Conselhos.
Parágrafo Único – As causas determinante que levam o policial-militar a
ser submetido a um destes Conselhos, “ex-officio” ou a pedido e as condições para
sua instauração, funcionamento, e providências decorrentes, estão estabelecidas na
legislação que dispõe sobre os citados Conselhos e dá outras providências.
Art. 74 - O Comandante-Geral baixará instruções complementares ne-
cessárias à interpretação, orientação e aplicação deste Regulamento, às circunstân-
cias e casos não previstos no mesmo.
ANEXOI
RELAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES
I – INTRODUÇÃO
1. As transgressões disciplinares, a que se refere o item 1) do Art. 14,
deste Regulamento, são neste Anexo enumeradas e especificadas.
A numeração deve servir de referência para o enquadramento e publica-
ção em Boletim da punição ou da justificação da transgressão.
As transgressões dos números 121 a 126 referem-se aos integrantes do
Corpo de Bombeiros.
2. No caso de transgressões a que se refere o item 2), do Art 14, deste
Regulamento, quando do enquadramento e da publicação em Boletim da punição ou
245
justificação da transgressão, tanto quanto possível, deve ser feita alusão aos artigos,
parágrafos, letras e número das leis, regulamentos, normas ou ordens que contrari-
aram ou contra as quais tenha havido omissão.
3. A classificação da transgressão Leve, Média ou Grave é competência
de quem a julga, levando em consideração o que estabelecem os Capítulos V e VI
deste Regulamento.
II – RELAÇÃO DE TRANSGRESSÕES
001 – Faltar à verdade.
002 – Utilizar-se do anonimato.
003 – Concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizades
entre camaradas.
004 – Freqüentar ou fazer parte de sindicatos, associações profissionais
com caráter de sindicatos ou similares.
005 – Deixar de punir transgressor da disciplina.
006 – Não levar falta ou irregularidade que presenciar, ou que tiver ciên-
cia e não lhe couber reprimir, ao conhecimento de autoridade competente, no mais
curto prazo.
007 – Deixar de cumprir ou de fazer cumprir normas regulamentares na
esfera de suas atribuições.
008 – Deixar de comunicar a tempo, ao superior imediato, ocorrência no
âmbito de suas atribuições quando se julgar suspeito ou impedido de providenciar a
respeito.
009 – Deixar de comunicar ao superior imediato ou na ausência deste, a
qualquer autoridade superior, toda informação que tiver sobre iminente perturbação
da ordem pública ou grave alteração do serviço, logo que disto tenha conhecimento.
010 – Deixar de informar processo que lhe for encaminhado, exceto nos
246
casos de suspeição ou impedimento ou absoluta falta de elementos, hipótese em que
estas circunstâncias serão fundamentadas.
011 – Deixar de encaminhar a autoridade competente, na linha de subor-
dinação e no mais curto prazo, recurso ou documento que receber, desde que elabo-
rado de acordo com os preceitos regulamentares, se não estiver na sua alçada de
solução.
012 – Retardar ou prejudicar medidas ou ações de ordem judicial ou poli-
cial de que esteja investido ou que deva promover.
013 – Apresentar parte ou recurso sem seguir as normas e preceitos regu-
lamentares ou em termos desrespeitosos ou com argumentos falsos ou de má fé, ou
mesmo sem justa causa ou razão.
014 – Dificultar ao subordinado a apresentação de recursos.
015 – Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem recebida tão
logo seja possível.
016 – Retardar a execução de qualquer ordem.
017 – Aconselhar ou concorrer para não ser cumprida qualquer ordem de
autoridade competente, ou para retardar a sua execução.
018 – Não cumprir ordem recebida.
019 – Simular doença para esquivar-se ao cumprimento de qualquer de-
ver policial-militar.
020 – Trabalhar mal, intencionalmente ou por falta de atenção, em qual-
quer serviço ou instrução.
021 – Deixar de participar a tempo, à autoridade imediatamente superior,
impossibilidade de comparecer a OPM, ou a qualquer ato de serviço.
022 – Faltar ou chegar atrasado a qualquer ato de serviço em que deva
tomar parte ou assistir.
023 – Permutar serviço sem permissão de autoridade competente.
024 – Comparecer o policial-militar a qualquer solenidade, festividade
ou reunião social com uniforme diferente do marcado.
025 – Abandonar serviço para o qual tenha sido designado.
247
026 – Afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de desig-
nação legal ou ordem.
027 – Deixar de apresentar-se, nos prazos regulamentares, à OPM para
que tenha sido transferido ou classificado e às autoridades competentes, nos casos
de comissão ou serviço extraordinário para os quais tenha sido designado.
028 – Não se apresentar ao final de qualquer afastamento do serviço ou,
ainda, logo que souber que o mesmo foi interrompido.
029 – Representar a OPM e mesmo a Corporação, em qualquer ato, sem
estar devidamente autorizado.
030 – Tomar compromisso pela OPM que comanda ou em que serve sem
estar autorizado.
031 – Contrair dívidas ou assumir compromisso superior às suas possibi-
lidades, comprometendo o bom nome da classe.
032 – Esquivar-se a satisfazer compromisso de ordem moral ou pecuniária
que houver assumido..
033 – Não atender a observação de autoridade competente, para satisfa-
zer débito já reclamado.
034 – Não atender à obrigação de dar assistência a sua família ou depen-
dente legalmente constituído.
035 – Fazer diretamente, ou por intermédio de outrem, transação
pecuniária envolvendo assunto de serviço, bens de Administração Publica ou mate-
rial proibido, quando isso não configurar crime.
036 – Realizar ou propor transação pecuniária envolvendo superior, igual
ou subordinado. Não são considerados transações pecuniárias os empréstimos em
dinheiro sem auferir lucro.
037 – Deixar de providenciar a tempo, na esfera de suas atribuições, por
negligência ou incúria, medidas contra qualquer irregularidade que venha a tomar
conhecimento.
038 Recorrer ao Judiciário sem antes esgotar todos os recursos adminis-
trativos.
039 – Retirar ou tentar retirar de qualquer lugar sob jurisdição policial-
militar, material, viatura ou animal, ou mesmo deles servir-se sem ordem do respon-
248
sável ou proprietário.
040 – Não zelar devidamente, danificar ou extraviar, por negligência ou
desobediência a regras ou normas de serviço, material da Fazenda Nacional, Esta-
dual ou Municipal que esteja ou não sob sua responsabilidade direta.
041 – Ter pouco cuidado com o asseio próprio ou coletivo, em qualquer
circunstância.
042 – Portar-se sem compostura em lugar público.
043 – Freqüentar lugares incompatíveis com o seu nível social e o decoro
da classe.
044 – Permanecer a praça em dependência da OPM, desde que seja estra-
nho ao serviço, ou sem consentimento ou ordem de autoridade competente.
045 – Portar a praça arma regulamentar sem estar de serviço ou sem
ordem para tal.
046 – Portar a praça arma regulamentar sem permissão por escrito de
autoridade competente.
047 – Disparar arma por imprudência ou negligência.
048 – Içar ou arriar Bandeira ou insígnia, sem ordem para tal.
049 – Dar toques ou fazer sinais, sem ordem para tal.
050 – Conversar ou fazer ruídos em ocasião, lugares ou horas impróprias.
051 – Espalhar boatos ou notícias tendenciosas.
052 – Provocar ou fazer-se causa, voluntariamente, de origem de alarme
injustificável.
053 – Usar violência desnecessária no ato de efetuar prisão.
054 – Maltratar preso sob sua guarda.
055 – Deixar alguém conversar ou entender-se com preso incomunicável,
sem autorização de autoridade competente.
056 – Conversar com sentinela ou preso incomunicável.
057 – Deixar que presos conservem em seu poder instrumentos ou objetos
249
não permitidos.
058 – Conversar, sentar-se ou fumar a sentinela ou o plantão da hora, ou
ainda, consentir a formação ou permanência de grupo ou de pessoa junto a seu posto
de serviço.
059 – Fumar em lugar ou ocasião onde isso seja vedado, ou quando se
dirigir a superior.
060 – Tomar parte, em jogos proibidos ou jogar a dinheiro os permitidos,
em área policial-militar ou sob jurisdição policial-militar.
061 – Tomar parte, em área policial-militar ou sob jurisdição policial-
militar, em discussões a respeito de política ou religião, ou mesmo provoca-la.
062 – Manifestar-se, publicamente, a respeito de assuntos políticos ou
tomar parte, fardado, em manifestações da mesma natureza.
063 – Deixar o superior de determinar a saída imediata, de solenidade
policial-militar ou civil, de subordinado que a ela compareça em uniforme diferente
do marcado.
064 – Apresentar-se desuniformizado, mal uniformizado ou com o uni-
forme alterado.
065 – Sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha não regulamentar, bem
com indevidamente distintivo ou condecorações.
066 – Andar o policial-militar a pé ou em coletivos públicos com unifor-
me inadequado contrariando o RUPM ou normas a respeito.
067 – Usar traje civil, o cabo ou soldado, quando isso contrariar ordem de
autoridade competente.
068 – Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial, cuja divul-
gação possa prejudicar a disciplina ou à boa ordem do serviço.
069 – Dar conhecimento de fatos, documentos ou assuntos policiais-mili-
tares a quem deles não deva ter conhecimento e não tenha atribuição para neles
intervir.
070 – Publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos, documen-
tos ou assuntos policiais-militares que possam concorrer para o desprestígio da
corporação ou firam a disciplina ou a segurança.
250
071 – Entrar ou sair de qualquer OPM, o cabo ou soldado com objeto ou
embrulho, sem autorização do comandante da guarda ou autoridade similar.
072 – Deixar o oficial ou aspirante-a-oficial, ao entrar em OPM onde não
sirva, de dar ciência da sua presença ao oficial de dia e, em seguida, de procurar o
comandante ou o mais graduado dos oficiais presentes, para cumprimentá-lo.
073 – Deixar o subtenente, sargento, cabo ou soldado, ao entrar em OPM
onde não sirva, de apresentar-se ao oficial de dia ou seu substituto legal.
074 – Deixar o comandante da guarda ou agente de segurança correspon-
dente de cumprir as prescrições regulamentares com respeito à entrada ou a perma-
nência na OPM de civil, militares ou policiais-militares estranhos a mesma.
075 – Penetrar o policial-militar sem permissão ou ordem, em aposentos
destinados a superior ou onde esse se ache, bem como em qualquer lugar onde a
entrada lhe seja vedada.
076 – Penetrar ou tentar penetrar o policial-militar em alojamento de
outra subunidade, depois da revista do recolher, salvo os oficiais ou sargentos, que,
pelas suas funções, sejam a isto obrigados.
077 – Entrar ou sair de OPM com força armada, sem prévio conhecimen-
to ou ordem da autoridade competente.
078 – Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OPM fora das horas
de expediente, desde que não seja o respectivo chefe ou sem sua ordem escrita com
a expressa declaração de motivo, salvo situação de emergência.
079 – Desrespeitar regras de trânsito, medidas gerais de ordem policial,
judicial ou administrativa.
080 – Deixar de portar, o policial-militar, o seu documento de identidade,
estando ou não fardado ou de exibi-lo quando solicitado.
081 – Maltratar ou não ter o devido cuidado no trato com animais.
082 – Desrespeitar em público as convenções sociais.
083 – Desconsiderar ou desrespeitar a autoridade civil.
084 – Desrespeitar corporação judiciária, ou qualquer dos seus membros,
bem como criticar, em público ou pela imprensa, seus atos ou decisões.
085 – Não se apresentar a superior hierárquico ou de sua presença retirar-
251
se, sem obediência às normas regulamentares.
086 – Deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar a superior,
ressalvadas as exceções previstas no Regulamento de Continência, Honra e Sinais
de Respeito das Forças Armadas.
087 – Sentar-se a praça, em público, à mesa em que estiver oficial ou
vice-versa, salvo em solenidade, festividade, ou reuniões sociais.
088 – Deixar deliberadamente de corresponder a cumprimento de subor-
dinado.
089 – Deixar o subordinado quer uniformizado, quer em traje civil de
cumprimentar superior, uniformizado ou não, neste caso desde que o conheça ou
prestar-lhe as homenagem e sinais regulamentares de consideração e respeito.
090 – Deixar ou negar-se a receber vencimento, alimentação, fardamento,
equipamento ou material que lhe seja destinado ou deva ficar em seu poder ou sob
sua responsabilidade.
091 – Deixar o policial-militar, presente a solenidade internas ou externa
onde se encontrarem superiores hierárquicos, de saudá-los de acordo com as normas
regulamentares.
092 – Deixar o oficial ou aspirante-a-oficial, tão logo os seus afazeres
permitam, de apresentar-se ao de maior posto e ao substituto legal imediato, da
OPM onde serve, pra cumprimentá-los, salvo ordem ou instrução a respeito.
093 – Deixar o subtenente ou sargento, tão logo seus afazeres o permi-
tam, de apresentar-se ao seu comandante ou chefe imediato.
094 – Dirigir-se, referir-se ou responder de maneira desatenciosa a supe-
rior.
095 – Censurar ato de superior ou procurar desconsiderá-lo.
096 – Procurar desacreditar seu igual ou subordinado.
097 – Ofender, provocar ou desafiar superior.
098 – Ofender, provocar ou desafiar seu igual ou subordinado.
099 – Ofender a moral por atos, gestos ou palavras.
100 – Travar discussão, rixa ou luta corporal com seu igual ou subordina-
252
do.
101 – Discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de comuni-
cação, sobre assuntos políticos, militares, ou policiais-militares, excetuando-se os
de natureza exclusivamente técnica, quando devidamente autorizados.
102 – Autorizar, promover ou tomar parte em qualquer manifestação co-
letiva, seja de crítica ou de apoio a ato de superior, com exceção das demonstrações
íntimas de boa e sã camaradagem e com conhecimento do homenageado.
103 – Aceitar o policial-militar qualquer manifestação coletiva de seus
subordinados, salvo a exceção do número anterior.
104 – Autorizar, promover ou assinar petições coletivas dirigidas a qual-
quer autoridade civil ou policial-militar.
105 – Dirigir memoriais ou petições, a qualquer autoridade, sobre assun-
tos da alçada do Comandante-Geral da PM, salvo em grau de recurso na forma
prevista neste Regulamento.
106 – Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área policial-militar
ou sob a jurisdição policial-militar publicações, estampas ou jornais que atentem
contra a disciplina ou a moral.
107 – Ter em seu poder ou introduzir, em área policial-militar ou sob a
jurisdição policial-militar, inflamável ou explosivo sem permissão da autoridade
competente.
108 – Ter em seu poder, introduzir ou distribuir, em área policial-militar,
tóxicos ou entorpecentes, a não ser mediante prescrição da autoridade competente.
109 – Ter em seu poder ou introduzir, em área policial-militar ou sob
jurisdição policial-militar, bebidas alcoólicas, salvo quando devidamente autoriza-
do.
110 – Fazer uso, estar sob ação ou induzir outrem a uso de tóxicos, entor-
pecentes ou produtos alucinógenos.
111 – Embriagar-se ou induzir outro à embriaguez, embora tal estado não
tenha sido constatado por médico.
112 – Usar o uniforme, quando de folga, se isso contrariar ordem de
autoridade competente.
113 – Usar, quando uniformizado, barba, cabelos, bigode ou costeletas
253
excessivamente compridos ou exagerados, contrariando disposições a respeito.
114 – Utilizar ou autorizar a utilização de subordinados para serviços não
previstos em regulamento.
115 – Dar, por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou claramente
inexeqüível, que possa acarretar ao subordinado responsabilidade, ainda que não
chegue a ser cumprida.
116 – Prestar informação a superior induzindo-o a erro deliberada ou
intencionalmente.
117 – Omitir, em nota de ocorrência, relatório ou qualquer documento,
dados indispensáveis ao esclarecimento dos fatos.
118 – Violar ou deixar de preservar local de crime.
119 – Soltar preso ou detido ou dispensar parte de ocorrência sem ordem
de autoridade competente.
120 – Participar o policial-militar da ativa, de firma comercial, de empre-
sa industrial de qualquer natureza, ou nelas exercer função ou emprego remunera-
do.
121 – Não observar as ordens em vigor relativas ao tráfego nas saídas e
regressos de incêndios, bem como nos deslocamentos de viaturas nas imediações e
interior dos quartéis, hospitais e escolas, quando não estiverem em serviço de socor-
ro.
122 – Executar exercícios profissionais que envolvam acentuados peri-
gos, sem autorização superior, salvo nos casos de competições ou demonstrações,
em que haverá um responsável.
123 – Afastar-se de local de incêndio, desabamento, inundação ou qual-
quer serviço de socorro, sem estar autorizado.
124 – Afastar-se o motorista da viatura sob sua responsabilidade, nos
serviços de incêndio e outros misteres da profissão.
125 – Faltar à corrida para incêndio ou outros socorros.
126 – Receber ou permitir que seu subordinado receba, em local de socor-
ro, quaisquer objetos ou valores, mesmo quando doados pelo proprietário ou respon-
sável pelo local do sinistro.
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